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A mentira esportiva

Na minha juventude, por mais difícil que seja me lembrar dela atualmente, eu era muito bom nos esportes. Nunca poderia, no entanto, ser mais que apenas muito bom neles, porque nunca os levei suficientemente a sério para isso. Um jogo era, para mim, apenas um jogo; eu me dedicava a ele de corpo e alma apenas enquanto ele estava sendo jogado. Depois que ele terminava, era como se não tivesse passado de fumaça dispersada pelo vento.

Não tinha nada contra aqueles que se dedicavam aos esportes, mas achava-os tolos; eu continuava a jogar tênis, regularmente, às vezes, mas vencer ou perder me causava apenas uma emoção fugaz, exultante ou triste, de acordo com o caso. Para mim, na verdade, o jogo é que importava.

Mas os Jogos Olímpicos me causaram repulsa desde o início, com suas conotações políticas perversas, ao mesmo tempo infantis e sinistras, suas trapaças óbvias (alguém realmente acreditou que Tamara e Irina Press eram mulheres como quaisquer outras?), seu falso amadorismo, e sua deformação de vidas humanas dedicadas, por exemplo, a arremessar o peso uma polegada à frente de onde ele havia sido arremessado antes. Uma vida passada nas minas de carvão me parecia muito mais bem vivida do que essa.

Desde então, minha maneira de encarar os esportes só se tornou mais inflexível, e sinto agora um desgosto visceral por eles. Se isto significa uma mudança em mim, ou nos esportes, não tenho certeza. Os esportes são, hoje em dia, um pouco como a propaganda numa sociedade totalitária: inescapáveis. Recentemente, por exemplo, estava num restaurante muito bom em Washington D.C., onde, apesar disso, havia uma grande televisão de tela plana que exibia um jogo de beisebol. Alguém me explicou certa vez as regras do beisebol, mas elas me entediaram antes mesmo que eu tivesse começado a compreendê-las. Os jogadores pareciam gordos demais para serem atletas de verdade, e as garotas sacudindo pompons e os homens vestindo as cores de seu time favorito pareciam arquétipos da suspensão espontânea da inteligência e do autorrespeito.

As coisas não são melhores na Europa, onde é o futebol que é inescapável. As pessoas falam sobre ele enquanto andam pelas ruas; os jornais estão repletos dele, e, na verdade, mais repletos dele do que qualquer outra coisa; os bares e pubs o transmitem, aparentemente, vinte e quatro horas por dia; e, o que é mais sinistro, as pessoas têm medo de não demonstrar qualquer interesse por ele.

Um antigo estudante meu, atualmente um eminente professor, deu recentemente uma entrevista num jornal acadêmico, e lhe foi perguntado sobre o que lhe dava mais prazer na vida. Ele respondeu que era quando o time pelo qual ele torcia marcava um gol.

Tentei imaginar o que seria pior, se ele estivesse mentindo ou falando a verdade. Se fosse verdadeiro, significaria uma existência um tanto quanto triste, na qual uma bola sendo chutada na rede do gol adversário por um mercenário muito bem pago, que jogaria sem pestanejar pelo oponente se lhe fosse oferecido alguns míseros milhões a mais por ano ou por semana para fazê-lo, e que não tinha qualquer ligação, seja ela geográfica, cultural, pessoal, familiar ou até mesmo nacional, com a região do time pelo qual ele jogava, era o ponto mais alto imaginável. Mas, se falso, por que a mentira, por que fingir que um gol marcado pelo "seu" time lhe era tão importante?

Ele não estava sozinho nessa deformação da alegria. Praticamente todas as pessoas importantes entrevistadas na imprensa ou em qualquer outro lugar alegam "torcer" por um time ou outro. Isto se tornou tão onipresente que não se pergunta aos entrevistados se eles se interessam por futebol, mas para que time torcem, como se fosse inconcebível eles não torcerem para time algum. Não me recordo de uma única pessoa que ousasse dizer com todas as letras que não tinha qualquer interesse por futebol, quanto mais que o abominasse.

Por que essa reticência? Será realmente verdade que todos os nossos políticos, principais executivos, intelectuais, cientistas, artistas, jornalistas, e assim por diante, são entusiastas deste esporte? Acredito que este suposto interesse pelo futebol é um apelo implícito a um igualitarismo puramente simbólico. Veja bem, diz o entrevistado, posso ganhar numa semana o que outros ganham durante toda uma vida, posso sentar no topo da árvore ou de toda uma floresta de árvores, posso ter casas em todos os lugares do mundo, frequentar apenas os círculos sociais mais elevados, mas na realidade sou exatamente como você: eu também amo, penso, sonho com o Juventus, Real Madrid, Corinthians ou Manchester United. O interesse compulsório pelo futebol é como a igualdade perante a lei, mas sem o significado filosófico dela. Ele só poderia existir numa era de ansiedade, justificada ou não, com a desigualdade econômica. O interesse pelo futebol é, para o grande executivo moderno, o que se vestir de camponesa era para Maria Antonieta (e veja de que lhe adiantou fazer isso).

Fiquei, portanto, extasiado quando descobri, recentemente, na França, um livro chamado L'Idéologie sportive: Chiens de garde, courtisans, et idiots utiles du sport (A Ideologia Esportiva: Cães de Guarda, Cortesãos e Idiotas Úteis do Esporte), um livro escrito por um grupo de autores anônimos da extrema esquerda que, com um toque sutil de um sarcasmo desdenhoso, dissecam e destroem as supostas justificativas do esporte no mundo moderno. Embora a minha visão de mundo seja diametralmente oposta à deles em diversos aspectos, me peguei rindo da maneira com que expuseram as idiotices cometidas por intelectuais em sua defesa desta arma de distração em massa que é o esporte.

O esporte é moral e financialmente corrupto, de cima a baixo. Sobre a corrupção nas camadas mais altas nem sequer é necessário falar. E as lições que ele ensina, até mesmo nos níveis amadores, são terríveis: vencer a qualquer custo, ser inescrupuloso, trapacear se necessário, utilizar drogas que o deixem mais forte. Ele desperta emoções primitivas, violentas, e parece estar piorando, nesse aspecto: os autores citam estatísticas que mostram que foram registradas agressões graves em 7750 jogos amadores de futebol na França entre 2006 e 2007, e, no ano seguinte, em 12.008 jogos (metade destes incidentes foi de violência real).

Não me lembro de ser assim na minha infância. Ocasionalmente, por exemplo, eu jogava uma ou outra partida de cricket nas quais, a despeito da competitividade, o bom humor e a conduta cavalheiresca prevaleciam (a menos que eu estivesse cego ao outro tipo). Mas, recentemente, estive presente numa partida de cricket de uma cidade pequena pela primeira vez em muitos anos, e descobri que até mesmo nesse nível, uma atividade chamada sledging, que consiste em insultar o oponente e intimidá-lo de diversas maneiras, teve que ser proibida, e os árbitros instruídos para expulsar de campo qualquer um que recorresse a ela. Isto era inconcebível, trinta anos atrás.

Nos últimos anos os esportes deixaram de ser um meio de propagar a cordialidade e passaram a ser um meio de destruí-la.

Restam-me poucos escrúpulos que me impedem de sugerir o banimento total dos esportes, que certamente seria a única maneira de eliminar o dopping e outras más condutas. O primeiro é que aqueles números sobre agressão e violência nas partidas de futebol amador francês compartilham de um erro estatístico comum entre os que desejam horrorizar seus leitores: eles são numeradores sem denominadores. Se tivéssemos 12.000 partidas com violência de um total de 13.000, os números seriam realmente chocantes; mas se fosse de um total de 12.000.000 de partidas, sua importância seria muito menor e nem um pouco chocante.

 Meu segundo escrúpulo é que o homem sempre foi um vândalo, com tendências destrutivas e outras maldades para seu próprio deleite. Lembro-me da leitura que fiz de um livro brilhante muitos anos atrás do clássico Alan Cameron, intitulado Circus Factions: Blues and Greens at Rome and Byzantium, onde o autor demonstrou que a terrível destruição urbana acarretada por facções nos jogos não tinha nenhuma razão de ser, e não tinha nenhuma motivação política que autores anteriores relacionaram a ela. É simplesmente possível (embora eu geralmente seja avesso a este modelo hidrodinâmico de maldade humana) que se as pessoas não pudessem expressar suas maldades na arena esportiva, elas iriam expressa-la em algum outro local mais sério.

Então a questão se agiganta: O que é sério na vida? Por que não tanto o esporte quanto a filosofia?

Finalmente, o autor de L'Idéologie sportive deixa implícito que a grande massa é ludibriada por aqueles que lhe proporcionam o esporte, para seus próprios grandes lucros. As massas são ludibriadas, enganadas, da maneira que Marx pensou que os religiosos eram ludibriados e enganados. O esporte, diz o autor, é o ópio das massas.

Eu hesito em pensar que somente eu sou esperto, enquanto todos os outros (exceto aqueles poucos que concordam comigo) são tolos.


autor

Theodore Dalrymple
é médico psiquiatra e escritor. Aproveitando a experiência de anos de trabalho em países como o Zimbábue e a Tanzânia, bem como na cidade de Birmingham, na Inglaterra, onde trabalhou como médico em uma prisão, Dalrymple escreve sobre cultura, arte, política, educação e medicina. Além de seu trabalho em medicina nos países já citados, ele já viajou extensivamente pela África, Leste Europeu, América Latina e outras regiões.


  • Pobre Paulista  24/06/2014 15:55
    Felizmente o livre mercado atende à todos sem preconceitos: Tanto àqueles que gostam de ver a futilidade de 22 marmanjos correndo atrás de uma bola, quanto àqueles que preferem ler um bom livro de economia austríaco.

    Viva o livre mercado!
  • Philipe Ferreira  26/06/2014 16:50
    Antende inclusive aos meus interesses, já que gosto de ambos :)
  • Junior  01/07/2014 17:35
    Não gostei do texto, o autor foi muito radical ao criticar tanto o futebol como o esporte em geral,fica a impressão de que ele só tem essas opiniões porque não gosta de futebol mesmo.
    Além disso, se o autor tem a visão de mundo "diametralmente oposta" à quem é de esquerda então não deveria concordar com as idéias deles.
    Digo isso porque é justamente da esquerda que vem essa crítica de que o esporte, e especificamente o futebol, "é alienação das massas", "é contrarrevolucionário"?! .
    Enfim ninguém é menos ou mais inteligente por gostar ou não de esportes.
  • Cadu  15/10/2015 06:54
    kk eu curto ambos tb, mas confesso que meu time é um lixo e depois que virei libertário nao tenho tanto entusiasmo em ir a um jogo de futebol (torço pro Atletico Pr). Ja foi bom, mas vejo todas aquelas pessoas xingando o juiz, gritando por algo que nao dara nada a eles e ainda vejo como as torcidas organizadas tem uma tendencia a serem estatistas com bandeiras do Brasil e no caso da Fanaticos, alguns caras com bermudas do GGGenocida Che Guevara. E em um livro que li a alguns anos atras chamado "A violencia no futebol" percebo que na Europa essas torcidas sao ainda mais ridiculas; na Escócia ha a briga religiosa do Celtic e do Rangers, na Alemanha ultras querendo a volta do assassino em massas Hitler. Na boa, eu cansei. Hoje em dia tenho mais interesse em esportes como Hockey e coisas "ilegais", o bom e velho sexo drogas e rock, etc
  • Paulo  24/06/2014 16:04
    "Na minha juventude, por mais difícil que seja se lembrar dela atualmente, eu era muito bom nos esportes. Nunca poderia, no entanto, ser mais que apenas muito bom neles, porque nunca os levei suficientemente a sério para isso.

    Então o autor só não foi muito bom porque não se dedicou? Sei.

    "Vida em mina de carvão melhor vivida que a de um atleta de ponta"? Forçou a barra demais.

    Competitividade. Esse é o conceito a que o autor deve ser apresentado. Competir com outros semelhantes é uma forma de interação social. Não sei se deve ser considerada menos importante que outras formas de interação social, como contar piadas, praticar sexo, ser irônico com um colega, flertar na rua, crianças fazerem arte com os colegas etc. Isso "resolve" o "não entendimento" do autor quanto à prática de esportes do ponto de vista de quem pratica.

    Para explicar a torcida por outros atletas, eu esperava mais de um psiquiatra. Sinto até um pouco de vergonha alheia por ele. Sua vaidade o cegou. Ofereço aqui uma - dentre muitas possíveis - explicação simples e que considero razoável para o fenômeno de se "torcer" por um time ou um atleta:

    Uma aposta emocional consigo mesmo. Claro que ninguém faz essa aposta de caso pensado, mas a aposta é: - vou colocar uma quantidade x de expectativa a favor de y. Se y ganhar, recebo descargas de substâncias químicas que vão me dar prazer; se y perder, receberei descargas de substâncias que me farão sofrer. Detalhe importante: A quantidade de prazer ou dor é proporcional à quantidade de expectativa colocada na aposta.

    Esse psiquiatra precisa se consultar.



  • Douglas  24/06/2014 18:39
    Muito bom seu comentário, concordo totalmente!
  • anônimo  24/06/2014 19:37
    'Então o autor só não foi muito bom porque não se dedicou? Sei. '
    Sim, qual o problema nisso? Vc parece aqueles concurseiros que falam que quem critica a indústria do concurso é apenas por ter tentando uns concursos e não conseguir passar

    Competitividade. Esse é o conceito a que o autor deve ser apresentado. Competir com outros semelhantes é uma forma de interação social.
    Competitividade é algo bastante óbvio, que ele talvez não tenha se dado o trabalho de comentar justamente por isso.
    A pergunta principal é, por que dentre as várias formas possíveis de interagir e de extravasar a competitividade natural do ser humano, a maioria escolhe a mais idiota?
  • Paulo  24/06/2014 20:20
    Não. Primeiro você prova que essa maneira é a mais idiota.
  • Jeferson  01/07/2014 14:58
    Apesar de não ser o anônimo, eu concordo com ele. Talvez não concorde totalmente, porque não considero competitividade idiota, mas concordo que é idiota sofrer e se alegrar por um resultado que você não fez nem teria como fazer absolutamente nada para sequer ajudar, que dirá construí-lo.

    Concordo contigo que a competitividade seja boa, mas quando você participa dela. Mesmo quando você perde uma pelada (ou partida de vôlei, basquete, qualquer outro esporte, jogo de tabuleiro, cartas ou até mesmo algum videogame competitivo) é capaz de interagir, às vezes admirar, ou aprender com seu adversário, e é capaz de se conhecer melhor a partir daquilo que vivenciou jogando. Agora, assistindo, realmente você não tem como ganhar nada disso, nem interação nenhuma.

    Talvez essa sua explicação da "aposta" seja interessante, mas é superficial. Não explica como funciona essa aposta, essa banca, nem mesmo por que as pessoas tendem a apostar sempre no mesmo lado, mesmo que ele esteja numa série de derrotas.

    Talvez faça mais sentido haver um sentimento de identificação que leve você a se projetar no seu time, e se iluda que o sucesso do seu time tem a ver com o seu próprio sucesso, quando não há um pingo de verdade nisso. Hipótese por hipótese, eu fico com a minha, inclusive porque eu considero sofrer ou se alegrar pelo sucesso de um grupo de pessoas que nem sabe que você existe, e não sofreu qualquer participação sua para conseguir o resultado, e ainda zoar os torcedores do time adversário, que estão em situação idêntica de não ter tido absolutamente NENHUMA participação na derrota do time pra quem o infeliz escolheu torcer, uma coisa idiota, e a minha hipótese soa mais desagradável que a sua.

    Mas nem eu tenho como provar a minha hipótese, nem você a sua, então fica tudo uma questão de opiniões. E a minha opinião concorda com a idéia de que é idiotice isso tudo, e de que somos todos - em maior ou menor grau - idiotas.
  • Andre  01/07/2014 16:54
    "Concordo contigo que a competitividade seja boa, mas quando você participa dela. Mesmo quando você perde uma pelada (ou partida de vôlei, basquete, qualquer outro esporte, jogo de tabuleiro, cartas ou até mesmo algum videogame competitivo) é capaz de interagir, às vezes admirar, ou aprender com seu adversário, e é capaz de se conhecer melhor a partir daquilo que vivenciou jogando. Agora, assistindo, realmente você não tem como ganhar nada disso, nem interação nenhuma.".

    Por isso que mesmo não gostando de futebol eu prefiro jogar futebol, seja de verdade ou no videogame, do que simplesmente assistir aos outros jogando sem poder fazer nada.

    Eu sei que não faz muito sentido alguém jogar futebol não gostando. Mas é que eu já estive em alguns poucos momentos sem ter nada para fazer, e daí uns amigos da escola me chamaram para jogar futebol.
    E naquele momento eu percebi que a sensação de jogar é muito melhor do que a sensação de apenas assistir, sem nada poder fazer.
    Pelo menos pra mim é assim.

    Acho que por isso eu também não aprecio ficar muito tempo observando desenhos bonitos. Acho menos entediantes tentar desenha, mesmo que meus desenhos não saiam tão bonitos quanto os de profissionais. É uma preferencia minha por participar ao invés de apenas assistir as coisas ao meu redor que estão acontecendo.

  • Carlos henrique  24/06/2014 20:18
    Nossa sorte que o psiquiatra não é um estatista que quer impor seu ódio a esportes em todos. Salvamo-nos desta vez.
  • Rubens  25/06/2014 15:56
    Perfeito comentário.
  • Felipe  30/06/2014 00:03
    Paulo, esse seu comentário sobre a "aposta consigo mesmo" é muito interessante - e acho que é uma explicação muito boa.

    Eu já havia lido o comentário no mesmo dia que você postou. E me lembrei dele ontem, durante o jogo do Brasil com o Chile... Torci bastante durante o jogo, e a sensação depois da vitória foi muito boa.

  • Andre - advogado  24/06/2014 16:24
    É uma forma de pensar um tanto maniqueísta, bastante radical para meu paladar.

    Generalizado o raciocínio, todos nós somos mercenários egoístas, desde o médico no hospital de referência, até o professor na escola bem conceituada. Todos estamos egoisticamente buscando a melhor remuneração, na melhor condição possível, sem vínculos emocionais profundos com a instituição ou empresa contratante.

    A meu ver isso não faz do médico e do enfermeiro um ser vil ou inferior, nem faz do professor uma pessoa desprezível. Estou obviamente esticando o argumento "ad absurdum" para evidenciar o equívoco na sua lógica.

    Enquanto ser livre, aquele médico ou professor poderão escolher temporariamente o melhor contratante para seus serviços, de forma mesmo "egoísta", por interesse próprio. Mas uma vez feita a escolha, o que diferencia pessoas notáveis e admiráveis das demais vem a seguir: cumprir o contrato com afinco, dedicação e esforço máximo! E uma vez agindo dessa forma, esse ser humano merece aplausos sim!

    Some-se o fato de que os eventos esportivos são das poucas coisas livres para o povo sob jugo de um estado: ao menos ele podem escolher se querem ou não participar da platéia, e cada um pode escolher em quais condições participará.

    Reconheço que existem "parasitas" e aproveitadores no esporte, assim como existem em outras áreas da civilização moderna, porém essa pequena mácula não retira o brilho da coisa toda.

    Reduzir o esporte a um conceito radical de moralismo, onde todos devem colocar o interesse coletivo acima dos individuais, a mim me parece muito mais arbitrário e "coletivista" (considerando o significado pejorativo do termo) do que a situação moderno das instituições esportivas.

  • Dom Comerciante  24/06/2014 19:22
    O psiquiatra simplesmente reduz os jogadores e óbviamente outros esportistas a mercenários(não que isso faça alguma diferença pra mim) e os esportes a antros de corruptos, quase um Kajuru tamanho o sensacionalismo.
  • anônimo  24/06/2014 16:48
    Eu sempre gostei de assistir futebol. Nunca fui fanático, mas achava um passatempo interessante. Isso foi antes de ter meu próprio negócio e vivenciar uma copa do mundo como empresário. Agora só quero que esta copa acabe logo...
  • Bruno Soares Jardim  24/06/2014 16:58
    Achei muito pertinente o artigo. Realmente o esporte voltou a ser o circus maximus e não é a toa que hoje em dia se chamam os estádios de arenas. Eu não conheço o caso de Tamara e Irina Press (uma pesquisa rápida no google não me revelou coisa útil). Se alguém pude me elucidar sobre ele agradeço.
  • anônimo  14/04/2015 16:24

    A suspeita é de que eram homens travestidos para vencer competições femininas.

    pt.wikipedia.org/wiki/Irina_Press

    * * *
  • anônimo  10/08/2016 10:08
    E qual o problema? Gênero é uma construção social, é uma herança da sociedade machista patriarcal opressora não deixar uns travecos competirem com mulheres.
  • Aron  24/06/2014 17:08
    Não há palavras para expressar análise de tamanha sabedoria contida neste texto!!Um bom texto para reflexão!!Meus parabéns!!
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/06/2014 17:11

    Concordo 100%!

    O esporte não é ruim em si mesmo, pode ser bom para diversão e exercício.

    O problema são as pessoas, que abusam dele de diversas formas e por vários motivos.

    * * *
  • Andre  24/06/2014 18:02
    "...e as garotas sacudindo pompons e os homens vestindo as cores de seu time favorito pareciam arquétipos da suspensão espontânea da inteligência e do autorrespeito.".

    Sempre tive essa mesma sensação. Mas nunca consegui expressá-la de forma tão precisa em palavras.

    Também sempre pensei sobre o fato de que os jogos eletrônicos, apesar do divertimento que me causam, não possuem propósito algum.
    Esse pensamento me ajuda à jogar o mínimo necessário, apenas por distração/entretenimento, e focar a maior parte do meu tempo em coisas que gerem resultados mais concretos.
  • americo ayala jr.  24/06/2014 18:03
    O autor é médico, eu tenho formação matemática; mas eis que – finalmente! – encontro um dos meus! Eu o subscrevo integralmente. De fato, a mim também soa incompreensível a paixão, a fixação que os esportes, especialmente o futebol, desde meu ponto de observação, exercem sobre as pessoas. Sou tentado a admitir que os esportes são substitutos da guerra: uma forma socialmente aceita de "matar" o seu semelhante. E para tanto, como na guerra, se utilizam todos os meios, nobres e velhacos, honrados e espúrios. Já não se trata de vencer, mas de eliminar. Parece ser que o homem continua um primitivo habitante das cavernas, disfarçado por um verniz que gosta de chamar de "civilidade". Parole...
  • Dom Comerciante  24/06/2014 19:03
    A opinião desse psiquiatra é irrelevante frente ao mercado esportivo, se ele não gosta(eu também detesto) o problema é dele(e meu), vejam que ele chega até a sugerir uma lei para proibir a prática do esporte:

    ""Restam-me poucos escrúpulos que me impedem de sugerir o banimento total dos esportes, que certamente seria a única maneira de eliminar o dopping e outras más condutas.""

    Se passarmos a pensar igual ao intolerante Dr. acima nos tornaríamos tão intolerante quanto os que não admitem que não gostemos de futebol ou qualquer outro esporte. E o fato de a copa do mundo ser ou não pão e circo, isso é irrelevante, já que ninguém é obrigado a gostar do esporte, mas é exatamente esse tipo de figura que promove ainda mais o pensamento progressista na sociedade e na mídia, mostrando o quanto odeia e acha de mau gosto um produto ou entretenimento que ele não está sendo forçado a ter ou apreciar, sendo que a "brilhante" solução do Doutor é criar(ainda que essa não fosse realmente a intenção dele no texto) uma lei anti-esporte(que definitivamente não teríamos opção em recusar), meus parabéns aos intelectuais e opinadores admiradores de livros marxistas, por vocês fazerem do mundo um lugar menos livre e incompatível com seres humanos.

    A, e mais um adendo, as preferências tendem a mudar com o tempo, porque seres subjetivos são complicados demais pra dizer que agora os homens cairão num círculo vicioso de fanatismo esportivo para sempre e mesmo que caíssem isso seria irrelevante também, já que ninguém é obrigado a nada aí, são pessoas como o "Doutor" que deveriam se consultar e fazer terapia química.
  • anônimo  24/06/2014 19:39
    "Restam-me poucos escrúpulos que me impedem de sugerir o banimento total dos esportes, que certamente seria a única maneira de eliminar o dopping e outras más condutas."

    Impressionante, o cara cita o autor justamente no trecho que ele diz que NÃO quer proibir, e sai falando que o autor quer proibir.
  • Um observador  24/06/2014 20:42
    Mais ou menos, anônimo... Leia o texto com mais atenção.

    Ele diz que existem dois escrúpulos que o impedem de sugerir a proibição dos esportes... Esses escrúpulos consistem na constatação (segundo o autor) de que:
    1 - Não está claro se o esporte causa tanta violência.
    2 - Provavelmente o ser humano é vândalo por natureza, e que se o esporte fosse proibido essa "violência" provavelmente seria canalizada de outra forma.

    O que leva a entender que, se não fossem essa constatações, ele iria sugerir a proibição do esporte. E nenhuma dessas razões tem relação com algum princípio libertário.

    Francamente, não entendi o motivo deste texto ter sido colocado no IMB... O que ele tem a ver com libertarianismo? Agradeço se alguém puder esclarecer este ponto...
  • Angelo T.  25/06/2014 12:06
    Achei esse texto um dos mais fracos aqui do IMB. Pareceu só um desabafo de alguém que não gosta de esportes. Desnecessário.
  • Francisco  24/06/2014 19:36
    Pelo que eu entendi, em um mundo socialmente evoluído as pessoas não podem ter a liberdade de praticar ou admirar algum esporte, devendo este ser banido por causar alienação, e ser o culpado por práticas como o dopping, e outras más condutas.

    Posso estar enganado, mas este artigo me parece ir contra as idéias defendidas pelos liberais, e a retórica me lembra muito de textos marxistas revoltados e recalcados.


  • Osmar Neves  24/06/2014 19:46
    Rapaz, ver o Rogério Ceni marcar o 100º gol em cima dos gambás não tem preço, kkkkkkkkkkkkkk.
  • Lg  24/06/2014 19:50
    O único problema que tenho com esportes é que ele é, majoritariamente, bancado pelo estado. Estados possuem uma tara por esportes, levar seus atletas ao extremo para representarem a "nação". É uma loucura, gastar bilhões de dinheiro público para bancar atletas e estádios que servem apenas de propaganda nacionalista.

    Não tenho nada contra o esporte em si, tenho contra o uso que o estado faz dele e acredito que todas as pessoas que agora estão torcendo, pendurando bandeiras, e comprando ingressos estão incentivando essa loucura.

    Esse mix de esporte com estado e nacionalismo é perigoso.
  • Luciano A.  26/06/2014 00:12
    Melhor comentário que li, concordo plenamente!

    A prática esportiva ou mesmo o apreço pelo esporte profissional não é ruim, o problema é quando o esporte se mistura com o estado.
  • Diego Alves  24/06/2014 20:25
    "Restam-me poucos escrúpulos que me impedem de sugerir o banimento total dos esportes, que certamente seria a única maneira de eliminar o dopping e outras más condutas."

    Psiquiatra


    "Em uma sociedade socialista, igualitária por excelência, a competição desaparecerá por completo? Os placares deixarão de ser contados? Tornar-se-á o esporte apenas brincadeira, como é para as crianças? É difícil dizer. Somente as gerações que chegarem ao socialismo, e depois ao comunismo, poderão decidir o que fazer com esse grande legado do passado que é o esporte. O certo é que a competição, caso se mantenha, deixará de ser feita às custas da saúde física e psíquica dos atletas e seus familiares."

    'O fundamental é que na antiga URSS, principalmente nos primeiros anos de poder soviético os torneios entre empresas, entre escolas, entre cidades, eram a forma predominante de confraternização esportiva. Fenômenos como doping, assédio, violência de torcidas, brigas em campo etc., eram simplesmente inimagináveis naquela situação."

    ww w.pstu. org. br/ conteudo/o-esporte- e-socialismo

    ___________________________

  • Vinicius  24/06/2014 20:50
    Tá, esse é o tipo de artigo que não deveria ter sido publicado no mises.org.


    Até agora me questiono onde está o liberalismo, se quer onde está a economia nele. Na verdade o autor até expressou uma certa simpatia em que o esporte fosse banido.


    Sobre a questão do dopping, acredito que a liberação por parte das entidades seria a melhor coisa. Os atletas vão usar de qualquer forma. O estado proibindo só vai gerar um mercado negro, e nas competições, apenas serão desenvolvidos métodos melhores de burlar onde só os atletas com melhores condições terão condição de passar por cima.

    O esporte(futebol principalmente) também deveria ser descentralizado, não haver uma empresa monopolista que toma conta das regras. A FIFA não deveria ser toda-poderosa e a CBF nem deveria existir. Os campeonatos disputados por clube no Brasil iriam melhorar tanto...


    Bom, fui passando por cima, mas foi para mostrar que há tantas questões interessantes de se unir o liberalismo com o esporte e o artigo não falou absolutamente de nenhuma.
  • Ismael  25/06/2014 04:08
    Discordo de você Vinícius.....achei plausível este texto aqui no Mises. A opinião do autor está muito bem colocada - Por que não podemos ter também uma considerável atenção para a filosofia, para o exercício de pensamento?
    Este texto me fez refletir sobre como descobri os artigos do Mises. Tempos atrás um colega de trabalho caiu no golpe do 'marketing multinível'...tentou me aplicar o golpe também mas pulei fora. Tentamos os demais funcionários convencê-lo da asneira que estava cometendo mas foi em vão.
    Curioso sobre como este golpe era aplicado vim pra Internet pesquisar e deparei-me pela primeira vez com um artigo fantástico daqui do Mises sobre nossa poupança, com a palavra chave de pesquisa "pirâmide social".
    Já fazem meses e este colega de trabalho continua no golpe....não enriqueceu como sonhava, pelo contrário continua miseravelmente dependendo do salário de entregador que o patrão lhe oferece, e claro, gastando muito tempo ao celular pra correr atrás dos 'maus pagadores' do marketing senão a pirâmide se complica.
    A dificuldade que tivemos em convencê-lo a enxergar o golpe (antigo por sinal) ficou mais fácil de entender agora quando vejo ele por estes dias de Copa grudado na tela da tv, torcendo como um fanático abobado.....Assim concluo o que o autor soube tão bem explicitar no artigo, que a massificação do esporte como um fanatismo midiático enraiza-se nas pequenas noções de mundo, nas poucas capacidades de reflexão, na preguiça deliberada de pensar.
    A mim o texto não ofendeu em nada porque mesmo durante todo o tempo em que não tinha qualquer noção de conhecimento de economia austríaca...ou quem dera de economia, sempre olhei com desdém para o futebol e até um orgulho em dizer - Não torço pra time nenhum e tô nem aí para o que seja uma função de centroavante!
    Sem ofensas aos demais leitores do site que olham para o esporte de outra maneira!Mas para mim o "interesse compulsório pelo futebol" está mesmo bem longe do Liberalismo.
  • mauricio barbosa  24/06/2014 21:30
    Concordo em parte com o autor do artigo,pois não sou alienado e gosto de esportes principalmente futebol e concordo que a copa do mundo e demais torneios são circos(conceito subjetivo)usados pelos poderosos para distrair as massas,mas ao mesmo tempo trata-se de entretenimento e como tal é um negócio lucrativo,portanto prestação de serviço,que em um livre-mercado é um negócio bom para todas as partes,haja vista ser uma troca voluntária e quando ha descoberta de marmeladas os culpados são punidos exemplarmente para que a credibilidade continue(Infelizmente o futebol brasileiro não é exemplar nesse quesito pois a politicagem e a falta de ética reina absoluta e de mãos dadas com políticos corruptos e motivações eleitoreiras)portanto credibilidade e ética devem ser o norte desta relação público x esporte,quanto a crítica em si do autor achei ela elitista no pior sentido da palavra,pois gosto de ser torcedor,pago para ver um espetáculo do meu time,seleção etc,e espero dos cartolas ética e respeito,pois detesto pagar algo e ser enganado portanto não havendo manipulação de resultados e combinações espúrias continuarei apoiando e torcendo pelo meus times de preferência,sempre...
  • sandro lima  24/06/2014 22:12
    Não tenho nada contra esportes, o problema, são os fanáticos.
    Estes sim são um problema...
    Ver esportes para mim, é como ver um filme, escutar música.
    A diferença, é que não ganho muita coisa com isso, diferente de ler um livro por exemplo. mas é uma forma de entretenimento.
    E concordo, o futebol é o ópio do povo.
    Acho, que quanto mais burro a pessoa é, mais apaixonado por futebol ele é!
    porque não faz sentido, eu sair da minha casa 3 da manhã para ir no aeroporto vaiar um time porque o mesmo não ganhou uma partida.


  • anonimo  24/06/2014 22:16
    Esse artigo não parece ser muito libertário, acho até que citar um livro escrito pela extrema esquerda como algo fantástico:

    "Fiquei, portanto, extasiado quando descobri, recentemente, na França, um livro chamado L'Idéologie sportive: Chiens de garde, courtisans, et idiots utiles du sport (A Ideologia Esportiva: Cães de Guarda, Cortesãos e Idiotas Úteis do Esporte), um livro escrito por um grupo de autores anônimos da extrema esquerda"

    Não parece ser tão fantástico assim...

    No final do texto ele diz: "Finalmente, o autor de L'Idéologie sportive deixa implícito que a grande massa é ludibriada por aqueles que lhe proporcionam o esporte, para seus próprios grandes lucros."

    Mais um pouco e ele iria escrever "a grande massa é ludibriada por aqueles que lhe proporcionam produtos baratos (fabricantes e comerciantes) para seus próprios grandes lucros."

    E mais:

    "As massas são ludibriadas, enganadas, da maneira que Marx pensou que os religiosos eram ludibriados e enganados. O esporte, diz o autor, é o ópio das massas."

    Nada como citar marx e concordar com marx para fechar com chave de ouro...
  • anônimo  24/06/2014 22:34
    Nada na vida tem sentido, a não ser que você acredite em Deus.
    Como o autor não acredita. Ele não entende de esporte, nem de nada que importa, talvez medicina. Mais pelo jeito ele virou escritor.(Eu sei que não, não me encham o saco, conheço o autor).

    Eu poderia insinuar que ele deveria continuar a exercer a medicina, pois salvar vidas é algo concreto e o que ele pensa não. Eu estaria errado ?

    Para o torcedor isso não tem o menor sentido. Afinal eu só posso TORCER para que suas ideias estejam corretas e que sejam aplicadas, ou não ?

    O futebol não é mais apreciado como antigamente justamente pelas razões que o autor citou. E toda a lealdade e coisas que o autor diz faltar nos esportes, antigamente existiam, os jogadores representavam suas origens, bairros, cidades, etc.
    É só questão de costume hoje em dia. Pois fazia algum "sentido" antigamente.
    O próprio nome CLUBE de Futebol, diz muito a esse respeito...

    Como dizia Oscar Wilde:

    "Toda a arte é completamente inútil."

    Vale pra tudo mais.
    Você vai morrer, não é mesmo ?

    Ou não ? Daí você vai para o Céu ou para o Inferno ?

    Eis uma pergunta que merece resposta. O resto vai depender disso.

    Obs: Não responderei nenhuma indagação. As perguntas são retóricas.
  • Pedro  24/06/2014 22:52
    Essa frase de Oscar Wilde encerra a discussão.
  • Amandin  24/06/2014 22:36
    Só não entendi a relação deste artigo com a Escola Austríaca.
    Tem certeza de que publicaram o artigo correto?
  • Mário  25/06/2014 00:29
    Incompreensível como este artigo está aqui neste ótimo site/blog, pois, por um momento, me senti lendo um texto de um conservador bem moralista ou, pior, de um esquerdopata que não gosta da liberdade individual e da subjetividade humana, e quer impor suas ideias e ideais como melhores e mais importantes que a dos outros.
    Enfim: texto extremamente parcial com, claramente, um carga emocional gigante por trás de quem o escreveu. Inacreditável que tenha vindo de um psiquiatra.
  • gabriel  25/06/2014 00:47
    Me surpreende este artigo no mises, pois pra mim não me parece ter muito a ver com as ideias de liberdade. Imaginei que focaria mais financiamento estatal do esporte ou algo do gênero, mas no fim me pareceu mesmo apenas um artigo de opinião. Ou seja pode ser a opinião de um libertario, apenas isto...

    Foi esta a intenção ou o artigo tinha alguma ideia ou explanou alguma coisa a qual não captei? Neste caso ficaria grato se alguem tiver a bondade de explicar as entrelinhas
  • Brian  25/06/2014 00:50
    Eu pensei que o texto decorreria para uma contextualização antigo x moderno do conceito negócio do futebol, do gigantismo x desequilibrio x dívida x intervenção estatal x oligopólios dos segmentos, mas me pareceu mais para artigo de opinião de blog. Acho prudente reservar este tema, que não sintetizou, por mais justo que fosse comentar sobre o futebol.

    Poderia imaginar algo discutivel sobre a Copa com argumentos liberais:

    - Por que tantas exigências
    - Os Elefantes Brancos insustentáveis
    - A pressão da Mídia
    - A Mania de grandeza do Estado Atual
    - Copa de 4 em 4 anos
    - Ingressos em tempos modernos
    - Marketing da Copa por multinacionais


  • Luciano A.  26/06/2014 00:21
    Realmente, um artigo discutindo esses tópicos que você listou seria muito mais útil ao liberalismo que o artigo acima.
  • anônimo  25/06/2014 01:04
    Gostaria de ver artigos no padrão libertarianismo estreito como nos velhos tempos do mestre Fernando Chiocca.

    Quem concorda escreve "+1" como resposta do meu comentário.
  • Nilo BP  26/06/2014 00:31
    Esse negócio de ficar dando "like" nas coisas funciona no Facebook, num fórum só causa problemas...

    Mas é verdade, os artigos aqui parecem estar se tornando bastante "densos", ou seja, com o conteúdo libertário diluído. Aquele post do Beltrão sobre "comedimento e sobriedade", em resposta ao artigo do Cantwell, me passou a impressão de que ele estava preocupadíssimo com o perigo de espantar prospectivos leitores com artigos retoricamente "fortes". Pela mesma lógica, talvez o instituto esteja tentando "ampliar os horizontes", para atrair mais leitores. Deixando claro que isto tudo é pura especulação, claro.

    E é engraçado, no mises.org americano aconteceu mais ou menos o contrário. O Tucker, que estava se "adensando" cada vez mais, discretamente saiu da equipe, oficialmente para assumir uma posição em uma editora.

    Ele era um ótimo editor, muito ativo. O mises.org com certeza perdeu bastante dinamismo depois que ele saiu. Mas é um preço pequeno a se pagar para manter a pureza e consistência do conteúdo. O mises.org continua sendo um lugar de artigos libertários, principalmente com viés econômico. Deixaram a tarefa de emitir opiniões supostamente baseadas no libertarianismo para os vários sites e blogs por aí, como deve ser.
  • Tangerina  25/06/2014 04:24
    Pelo visto a galerinha descrita pelo o autor se identificou e se doeu com o texto! kkkk
  • Bruno  28/06/2014 22:23
    Imagine o tanto que estou me divertindo assistindo o pessoal revoltadíssimo com o artigo, hahaha!
  • Tangerina  25/06/2014 04:25
    Muito bom o texto por sinal!
    Parabéns!
  • antonio  25/06/2014 04:47
    Uma vez traduzi um pequeno texto de Dalrymple, observe


    ----

    O REAL SIGNIFICADO DA BARBÁRIE
    Theodore Dalrymple

    O sistema penal inglês não pune o bastante
    Recentemente, o Ministro do Supremo Tibunal da Inglaterra disse que, num futuro não muito distante, as penas de cinco anos vão ser consideradas por nós tão crueis como são hoje as penas de chibatadas ou penas por enforcamento.

    Deixe a gente analisar um recente exemplo de barbárie penal inglesa. Um homem chamado Mark Goldstraw, morador de Leek, matou uma mulher chamada Deborah Wheatley batendo na cabeça dela com uma marreta, fraturando o crânio dela em sete lugares. Depois que ela foi morta, ele escondeu o corpo num armário. Goldstraw estava com raiva de Wheatley porque ela se recusou a deixar o marido pra ficar com ele. Ele recebeu uma condenação de sete anos de prisão, ou seja, um ano por cada fratura.
    Libertado depois de cumprir parcialmente sua pena, ele cumpriu só seis meses por cada fratura, como se viu depois. O Conselho de Livramento Condicional acreditava que o crime dele era do tipo que os prisioneiros chamam de "foi só esse", apesar de ter sido causado, sem dúvida, por golpes sangrentos na cabeça.
    Logo após sua soltura, Goldstraw, agora com 34 anos, voltou a Leek e se uniu a uma menina de 16 anos de idade, Ela então cometeu o erro de tentar deixá-lo, o que ele não podia aceitar. Uma noite,quando ela, seu padastro, seu irmão de quatro anos de idade e sua irmã de dez anos estavam dormindo a sono solto, ele adentrou a casa, encharcou dentro com gasolina e tocou fogo. Todos os quatro ocupantes morreram. Quando a polícia prendeu ele, Goldstraw explicou suas queimaduras e roupas ensopadas de gasolina alegando que sua motocicleta tinha explodido quando ele estava consertando.
    Constatou-se que a condição da liberdade condicional de Goldstraw era que ele ficasse longe de Leek, mas ninguém supervisionou ele depois de sua soltura. Tamanha frouxidão, que parece ser muito mais a regra que a exceção, não vai tranquilizar o povo britânico com a ideia de que algum setor do sistema funciona corretamente.


    Considerado culpado, mais uma vez, desta vez por causar quatro mortes, Goldstraw recebeu uma pena de prisão perpétua , com a recomendação de que ele não tenha livramento condicional não antes de cumprir 35 anos. Como os espanhóis dizem quando ficam um surpresos, ¡Qué barbaridad ! - Que barbaridade!
  • carlucio  25/06/2014 06:14
    Ditador é pouco pra esse doutor.
  • Diogo  25/06/2014 11:43

    Aqui onde moro, o futebol sempre foi formador de amizades e parcerias comerciais, muitas pessoas que conheci quando criança jogando futebol hoje são parceiros comerciais, são amizades para sempre, as empresas montam equipes e marcam jogos de confraternização reforçando laços comerciais, o bate papo apos os jogos sempre são produtivos , com boas trocas de ideias e muita descontração.

    A quatro anos comecei jogar tenis, as pessoas que conheci com esse esporte, advogados, representantes comerciais, empresários, medicos, são mais amizades para vida inteira.

    Esse é meu motivo para gostar de esportes, agora se os caras usam o esporte para manipular massas, paciencia, eles fazem isso com tudo.
  • Nilo BP  25/06/2014 23:54
    Eczato. Acho que poucos aqui vão discordar que o fanatismo tribal de muitos fãs de futebol é nojento, mas usar o jogo em si como bode expiatório não faz nenhum sentido.

    Sempre existiram coletivistas imbecis que se entregam de corpo e alma a um símbolo, fechando os olhos para as implicações tenebrosas desse fanatismo. País, clube, religião... meu problema é com o gado humano, não com os símbolos.
  • Paulo  25/06/2014 11:52
    "+1" como resposta do meu comentário.
  • Roger  25/06/2014 12:30
    Acho que o autor desse artigo poderia ter aprofundado na questão do Estado como agente financiador do esporte. Aí sim ficaria um bom artigo.

    Mas não foi um mal artigo. Eu particularmente me identifico com o autor. Nunca achei graça nenhuma em esportes. E a ideia de competição é, hoje, totalmente corrompida, nada a ver com a competição saudável daqueles que praticam o esporte livres de compromissos obscuros com políticos e oligarquias estatais.
  • Thiago  25/06/2014 14:26
    A banalidade do mal:

    Os torcedores vibram quando o time para que torcem é beneficiado por injustiças ( gols irregulares, faltas não marcadas, lesões no adversário provocadas por violência); Mas ficam revoltados quando o vento inverte, ou seja, a coisa é completamente irracional e imoral; É a lógica do capeta: Faça ao outro o que NÂO gostaria que ele fizesse com você.

  • Atylla Arruda  25/06/2014 18:44
    Como a Ucrânia, se defenderia da Rússia se tivesse um governo como proposto pelo Príncipe Herdeiro de Liechtenstein ?
  • Rennan Alves  25/06/2014 20:17
    Creio que você postou no artigo errado Atylla, mas responderei sua pergunta.

    Basta isso aqui: The Swiss & the Nazis: How the Alpine Republic Survived in the Shadow of the Third Reich

    Este é mais resumido: Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços
  • Marcelo  25/06/2014 23:59
    "il calcio è la cosa più importante delle cose non importanti" Arrigo Sacchi
  • Justo CDN  26/06/2014 02:53
    Excelente matéria de discussão. Mesmo que às vezes o autor passe alguma idéia de controle, no geral concordo plenamente com ele. Pessoas cultas com capacidade intelectual não 'torcem' por nenhum tipo de esporte. Podem até ter preferência, mas esta será calma, sensata e sem êxtase irracional.
    O grande mal que ele coloca-nos às claras é a hipocrisia de gente sem valor moral que se faz passar por participante do falso lugar comum.
    Nosso mundo, intelectualmente, está involuindo a cada dia, apesar da internet. Talvez estejamos caminhando para o tempo de deuses na Terra e gladiadores para diversão.
  • anônimo  26/06/2014 12:29
    No texto original não tem Corinthians.
  • Roger Sato Augusto  26/06/2014 15:37
    Olha, a bastante tempo não leio um texto em que concorde tanto. E olha que sempre leio os artigos deste Instituto. O Sr. Theodore realmente teve a coragem de expressar o que muita gente pensa mas tem receio de falar.
    Parabéns ao trabalho realizado!
    Lamento não termos mais cidadãos dotados com este nível de inteligência e honestidade.
  • mauricio barbosa  26/06/2014 19:23
    Roger Santos Augusto qual é o pecado se a pessoa aprecia um esporte e consome os produtos que o patrocinam,trata-se de entretenimento ou vai me dizer agora que só intelectual sabe divertir e o povão não sabe.é cada uma que me aparece pois já fui um intelectualóide e hoje não sou mais,pois sei respeitar quem gosta de cultivar o espírito e quem não gosta,enfim cada um no seu quadrado e só tolero torcedor,religioso,político e ideólogos fanáticos por uma questão de educação...
  • Vinícius  27/06/2014 12:33
    Calma cidadão!

    Ninguém falou em pecado não! Pode continuar a gastar seu rico dinheirinho em esportes e seus produtos patrocinados. A indústria do esporte (e seus sócios no governo) só tem a agradecer.

    E se você sabe realmente respeitar quem gosta de cultivar o espírito e quem não gosta, devia ter dado o primeiro exemplo: devia ter ficado quieto.
  • orfao batalhador  27/06/2014 01:21
    Uma coisa engracada e encontrar muitos jogadores ou tecnicos pedindo desculpas pelos fracasos de suas selecoes. Como se fosse um "pecado maiusculo"
    Algo que nunca acontece com politicos ou burocratas.
  • mauricio barbosa  27/06/2014 14:54
    Vinicius ficar quieto porque,afinal eu não posso opinar,quer dizer que tenho de ouvir calado quando um pessoa me chama de alienado só porque não gosta de esportes,mas aposto que adora ouvir um concerto de musica clássica,uma peça de teatro na Broadway ou ouvir ópera nos grandes teatros europeus...Quer dizer então que ele tem um gosto refinado e superior ao meu só porque o meu gosto é popular.Isso me faz lembrar o saudoso Joãozinho trinta que dizia sua célebre frase "pobre gosta de luxo e intelectual é que gosta de pobreza",então caro colega eu crítico o autor quantas vezes for necessário pois apesar das manipulações e politicagem no futebol e alianças espúrias trata-se de um passatempo como todos os outros ou seja trata-se de gosto pessoal pois tem gente que odeia ser corno enquanto outros são felizes assim,portanto gosto é gosto e quanto aos patrocinadores eles são amorais e criteriosos pois quando percebem marmeladas eles pulam fora pois sabem que reputação é difícil preservar,mas destrui-las é facíl e rápido...
  • Vinícius  28/06/2014 00:57
    Calma cidadão (2x!)
    Rsrsrs...

    Ficou brabo porquê o autor do artigo falou a verdade? Não fica chateado. A verdade sempre dói, em algum lugar. É normal.

    O ser humano vem sendo enganado a milênios por essa política de pão e circo chamada 'esportes'. Na antiga Grécia, surgiram os jogos olímpicos para fortalecer o poder religioso. Na antiga prostituta, mais conhecida por Roma, alguns imperadores (Calígula foi um deles) decretaram 1/2 ano de jogos na arena, para acalmar os níveis de testosterona da plebe. E durante muito tempo foi um sucesso. Muitos romanos, mesmo não tendo o que comer, se contentavam em assistir a um duelo de gladiadores enquanto os imperadores e senadores estufavam seus bolsos. Alguma diferença com certo esporte praticado hoje no Brasil? Nenhuma. E olhe que lá vão 2.000 anos!

    Nota: Quando eu falo 'esportes' aqui, não me refiro à aquela partidinha de futebol na rua, coisa que nós mesmos, quando crianças, adorávamos. Eu me refiro a instituição esportes, aportada financeiramente por governos com dinheiro surrupiado e usada como política de pão e circo. Acho que foi isso que você não captou no texto do artigo.

    Ab imo corde: Carpe diem!
  • mauricio barbosa  28/06/2014 03:43
    Vinícius o povo gosta de futebol isso é fato agora você se acha o espertão que sabe tudo.Hora onde é que eu falei que o esporte não é usado com finalidades políticas criatura e acho que você esta ironizando a pessoa errada,pão e circo é coisa de político todos nós aqui estamos carecas de saber disso e gostar de esportes (no meu caso de futebol,Leandro Roque automobilismo)é um gosto pessoal indiscutível e é disso que estou falando e o autor passa a impressão de querer impor a opinião dele para cima de nós leitores,e ai vai continuar me interpretando erradamente,ou então argumente e pare de relinchar com ironias sem graça...
  • Vinícius  30/06/2014 18:16
    Eu deixei bem claro no meu argumento que estava me referindo a política de pão e circo em torno dos esportes. Se você não consegue entender isso, só lamento.

    Outra coisa que você mesmo se entrega: "e o autor passa a impressão de querer impor a opinião dele para cima de nós leitores,e ai vai continuar me interpretando erradamente,ou então argumente e pare de relinchar com ironias sem graça"

    Ou seja, você não consegue nem interpretar um texto, não consegue nem saber o que o autor do artigo quer dizer, e depois vem dizer que os outros relincham. O problema não é os outros relincharem, o problema é você zurrar demais.
  • mauricio barbosa  30/06/2014 19:40
    Quem está zurrando é você,pegando no meu pé sem argumentos,forçando a barra para cima de minha opinião e querendo distorcer meus argumentos que pela ultima vez vou replicar:NÃO SOU A FAVOR DE PÃO E CIRCO,sou a favor de se respeitar a opinião alheia e se for para contra-argumentar não se usa ironias nem relinchos,ponto final!
  • Racional  01/07/2014 14:51
    Se você é realmente a favor de respeitar a opinião alheia, então comece dando o exemplo: respeite a opinião do autor do artigo e dos outros comentaristas. Até agora você tem atacado o autor e outros comentaristas com um único argumento: EU A-DO-RO FUTEBOL E ODEIO QUEM NÃO GOSTA, E PONTO FINAL! Qual a lógica disso? É o futebol algum ópio para você?

    Você está fazendo um papelão aqui cidadão, só demonstrando o seu baixo nível. Se você faz isso aqui, imagina no estádio de futebol então.
  • mauricio barbosa  01/07/2014 16:07
    Puxa vida agora é esse tal de Racional pegando no meu pé,cidadão não tenho que provar nada para você,a questão aqui é que o Sr Vinicius tem ironizado para cima de mim coisa que eu não suporto é ironias fora de hora,descabida e esse site aborda questões sérias e relevantes,creio eu que ficar levantado picuinhas em nada ajuda o debate, troca de idéias e experiências,eu fui atacado primeiro pelo Sr Vinícius e mandei a resposta a altura e se não agradei só posso dizer que parem de ironizar a opinião alheia,procurem contra-argumentar com classe pois como eu ja disse sou contra a política do pão e circo e enquanto libertário estou pouco me lixando para a política,congresso nacional,pt,psdb,pmdb,enfim hoje vivo minha vida livre deste tipo de preocupação,pois sei que eles legislam em causa própria olha só o marco civil foi aprovado pela maioria,isso prova que nossos políticos todos eles temem a internet,portanto críticos de plantão não sou nenhum alienado só porque gosto de futebol e da copa do mundo que para mim é só um passatempo,agora olhem só uma coisa é a arma que mata sozinha ou são pessoas que se matam,ou seja não é o futebol que está errado mas sim o uso político que se faz dele,eu gosto de futebol pelo passatempo que é só isso,agora vem vocês me condenarem por causa disso,gosto pessoal é algo subjetivo por natureza e quanto a xingamentos em estádios e dai, futebol tem o poder de catarse e sou livre para pronunciar palavrões,palavras doces enfim o que eu quiser expressar isso é liberdade de expressão quem quiser contra-atacar estejam a vontade,quanto aos meus comentários aqui, peço que contra-argumentem sem ironias pois elas não tem cabimento neste site pois aqui se debate idéias em alto nível e quanto as ironias sejam sensatos ataquem quem faz uso delas o tempo todo e o autor e os artigos aqui expostos estão sujeitos a críticas e em nenhum momento eu xinguei o autor ou usei de ironias para critica-lo apontem para mim onde eu usei de xingamentos e ironias para critica-lo e por ai vai, há só para relembrar não tenho que provar nada para ninguém essa resposta é só para esclarecer as coisas e dar um ponto final em tanta picuinha deste meus críticos(Sr Vinícius e racional)...
  • anônimo  28/06/2014 15:39
    Até que os cristãos acabaram com a palhaçada com o sangue dos mártires.

    Se depender dos intelectuais isso vai acontecer sempre , ou você acha que foi um popular que teve a "brilhante" ideia de subverter o esporte e tudo o mais que eles tocam, por exemplo, ciência, linguagem, economia, judiciário, política.

    Você estão pondo a culpa nas pessoas erradas. Quem transformou o esporte nisso é o primeiro culpado por isso. As pessoas são culpadas de complacência apenas.

    Transformaram em negócio e agora reclamam, é a pura demonstração da ideologia liberal em si mesmo e o porque dela estar errada.

    "Porque o AMOR ao dinheiro é raiz de todos os males"
    (o amor é o problema, não o dinheiro)

    Agora os liberais reclamam porque seus negócios estão senda afetados, assim como fizeram com os feriados religiosos e tudo o mais, e depois reclamam que as pessoas são amorais, invejosas, preguiçosas, etc.

    "O pior cego é aquele que não quer ver"
  • Eliel  27/06/2014 15:16
    Lamentável ...
    Dizer o quê após ler este texto?
    É o primeiro lixo que encontro neste site.

    Cartão vermelho para este texto!!!
  • Leandro  27/06/2014 16:28
    Só existe uma modalidade esportiva que é realmente decente e que se traduz em benefícios para a população: automobilismo.

    As outras modalidades, aquelas coisas toscas que não utilizam motores, não passam de torturas medievais que, por algum motivo insondável, são chamadas de "atividades físicas saudáveis". Jamais entenderei por que tamanha dissipação de energia no tempo e no espaço é capaz de despertar alguma paixão no ser humano.

    Até entendo o sujeito querer assistir a um jogo de futebol na televisão como mera distração. Agora, vibrar e sofrer com aquela bobagem toda é um comportamento que está muito além do racional. Não é coisa de gente que se pretende desenvolvida.
  • Pobre Paulista  27/06/2014 16:51
    Voltou com tudo hein?

    Já estávamos com saudades da sua sutileza peculiar :)

  • Cat  27/06/2014 17:11
    Grande Leandro, bem vindo de volta! Bastante sucesso na sua mais recente empreitada!
  • Janjãozinho  04/04/2017 22:31
    De que "mais recente empreitada" vc está falando?
  • Hay  27/06/2014 17:47
    Tampouco faz sentido algum pessoas arriscando suas vidas ao pilotarem máquinas velozes só para ver quem chega primeiro. Os recursos seriam muito mais bem gastos se investidos diretamente na melhora da tecnologia automobilística ao invés de desperdiçados em uma estrutura caríssima para que espectadores se deleitem com o risco iminente de morte. Se uma pessoa comum não quer arriscar sua vida correndo que nem maluco por aí, por que gostaria de ver outras pessoas fazendo a mesma coisa? Que treco mais bisonho! Vocês não têm vergonha?

    Também não faz sentido desperdiçar nossas vidas na frente de um videogame. Ô coisinha inútil! Ao invés de vocês estudarem e se aperfeiçoarem como pessoas, ficam aí perdendo tempo com joguinhos ridículos.

    Outra coisa que não tem utilidade alguma: bebidas alcoólicas. Ora, por que vocês perdem tempo tomando uma coisa fermentada que não ajuda em nada a preservar a saúde e só serve para entorpecer suas mentes? Por quer perder tempo com isso? Não é melhor aproveitar esse tempo para estudar?

    Não sei como vocês perdem tempo com tudo isso aí. É tudo irracional. Da próxima vez que vocês pararem para tomar uma cerveja, pensem bem nisso.

  • anônimo  28/06/2014 10:29
    'para que espectadores se deleitem com o risco iminente de morte.'

    falácia do espantalho.

    No mais, videogame, bebida, e até mesmo assistir um jogo de futebol mas sem fanatismo, só como passatempo, tem uma utilidade sim: o lazer é fundamental pra vc ter produtividade em tudo na sua vida.O único problema é quem esquece que o sábado foi feito pro homem, e não o homem pro sábado.
  • Hay  01/07/2014 12:06
    'para que espectadores se deleitem com o risco iminente de morte.'

    falácia do espantalho.


    É claro que eu estava sendo sarcástico. Aperte a tecla SAP aí...

    No mais, videogame, bebida, e até mesmo assistir um jogo de futebol mas sem fanatismo, só como passatempo, tem uma utilidade sim: o lazer é fundamental pra vc ter produtividade em tudo na sua vida.O único problema é quem esquece que o sábado foi feito pro homem, e não o homem pro sábado.

    Exatamente. Eu gosto de futebol como passatempo. Eu gosto da Copa do Mundo como passatempo. O autor desse péssimo artigo parece achar que quem gosta de esportes só pode ser um tongo manipulado pelos capitalistas do mal ou coisa semelhante.

    Aliás, seria interessante se houvesse uma pesquisa relacionando as descobertas da medicina e da fisioterapia que foram possíveis graças ao esporte profissional. Não acho que sejam poucas. Mas enfim, o artigo é uma auto-massagem no ego do autor, e acabou massageando os egos de alguns por aqui que se acham muito mais inteligentes porque não gostam de esportes. Para mim, é um auto-deslumbramento quase adolescente.

  • Racional  01/07/2014 13:01
    Gozado, eu esperava uma postura mais adulta e racional de alguns leitores deste site. Alguns estão reagindo exatamente como esquerdistas que não aceitam a opinião subjetiva alheia, gemendo feito donzelas desvirginadas só porque -- crime dos crimes! -- leram uma opinião com a qual não concordam!

    "Ai, esse autor falou mal de algo que eu a-do-ro! Absurdo! Se fosse pra falar mal de algo adorado apenas pela esquerda, tudo bem; mas falar mal de futebol, essa coisa tão fundamental para o progresso e desenvolvimento dos povos?! Aí, não. Aí arde. Péssimo artigo, coisa de adolescente! Agora dá licença que eu vou ler meu colunista esportivo favorito falando mal de algum jogador, pois adoro ler críticas construtivas, racionais e desapaixonadas, como são todas do meio esportivo".
  • Diogo  27/06/2014 20:50
    Leandro,

    De fato o esporte de auto rendimento não é,e jamais será saudável, agora o esporte amador, principalmente os individuais (tenis, natação, corrida,etc...), trazem sim benefícios a saúde, e uma vasta gama de materiais desenvolvidos no esporte profissional está disponível para o esporte amador, portanto traz sim benefícios reais para a população.

    Não vejo muita sanidade mental entrar em um bólido de cerca de meia tonelada (peso aproximado de um F1), dirigir a 300km/h com outros 24 competidores, acho que os que fazem isso fazem pelas mesmas razões de 22 marmanjos dentro de uma arena.

  • Leandro  28/06/2014 01:11
    Toda a tecnologia desenvolvida nos esportes a motor termina no carro de rua: motores turbo, injeção eletrônica, freios ABS, sistema EBD, comando variável de válvulas, acelerador eletrônico, airbag, freio a disco, direção servo-assistida etc. Tais tecnologias são testadas ao limite nessas competições, e só então chegam ao carro de rua.

    Isso é algo que nenhum amante do desenvolvimento e do progresso pode negligenciar.
  • Diogo  30/06/2014 10:59
    Concordo plenamente, apenas discordo de este ser o único esporte que traz benefícios reais a sociedade.
  • Jeferson  01/07/2014 15:24
    Sempre concordei com o Leandro sobre essas questões, inclusive sobre o fato do automobilismo ser o único esporte que traga benefício real pra humanidade, e pro fato de que não é nem idiota nem estranho se assistir qualquer evento esportivo por lazer. Mas eu sempre achei extremamente idiota a paixão que se tem por um time do qual você não faz nem vai fazer parte, se emocionando ao extremo por um resultado no qual você não possui NENHUM mérito, e em casos extremos, chegando ao ponto de os torcedores saírem no braço por causa dele.

    É pura e simplesmente minha opinião, mas pra mim até uma criança se irritando quando joga mal um jogo de videogame tem motivos mais razoáveis pra se irritar do que um adulto assistindo a um jogo de futebol, quando o time para o qual ele torce leva um gol. Mal ou bem, a criança (ou adolescente, ou adulto mesmo, que seja) tem participação direta no fracasso de sua brincadeira, e a frustração se justifica por não ter conseguido o resultado que pretendia, mesmo se esforçando. Já os marmanjos que se irritam, gritam, xingam, às vezes batem na TV, o fazem pelo resultado ruim de ações de terceiros, sem nenhuma participação, influência ou mérito dos que tanto se emocionam na torcida.

    Eu acho que o futebol ainda tem o efeito de fortalecer o nacionalismo, o que facilita a manipulação ideológica de todas as vertentes que se aproveitam desse sentimento, que aliás, é outro que não tem nenhuma lógica, afinal, ninguém tem qualquer poder de escolha ou influência sobre o local onde vai nascer e ser criado.

    Por outro lado, se realmente os esportes ajudaram a trazer avanços à medicina e fisioterapia (e faz sentido que tenham), realmente eu passo a me sentir obrigado a discordar que só o automobilismo traga benefícios à humanidade.
  • Bruno Feliciano  04/04/2017 20:21
    Leandro falou tudo nessa frase, só faltou uma observação;

    ''Só existe uma modalidade esportiva que é realmente decente e que se traduz em benefícios para a população: automobilismo. ''

    Um esporte que trouxe diversas melhorias pros carros de rua, tudo que você tem no seu carro de rua foi criado na pista, lá é o laboratório.

    Sistemas de segurança, aerodinamica, performance e etc... Tudo isso foi criado la.

    Por isso que eu amo esse esporte, famosa frase: ''RACING, BECAUSE YOUR SPORT ONLY REQUIRES ONE BALL!''

    Alem disso, é um dos poucos esportes que não tem estadistas e burocratas envolvidos, no máximo quando a pista é uma estatal, tirando isso, é financiamento totalmente privado, onde montadoras ou equipes particulares investem todo o seu capital com a finalidade de desenvolver algo melhor e conquistar vitórias para usar de marketing.
    Pode ver a DTM na Alemanha, é sucesso porque realmente a competição entre Mercedes, BMW e Audi é feroz, na pista eles tentam demonstram quem detêm mais tecnologia e engenharia.

    Melhor ainda:

    É uma categoria que tem regras privadas, ''tribunais'' privados, contratos que regem toda relação jurídica e por ai vai.
    Se há um esporte mais capitalista e anarquista, é o automobilismo.

    A WEC por exemplo, olha a quantidade de tecnologia que da pra se desenvolver lá, carros totalmente diferentes e diversos. Tecnologia hibrida ao extremo!


    Abraços

  • Lucas  27/06/2014 23:34
    Pior texto que já li aqui no IMB com folgas. Alheio à praxeologia, alheio ao valor subjetivo e ainda e diz respaldar em teorias de cunho marxista. Em certo momento, que até a falácia de que o esporte mata pessoas; quando o assunto é o porte de armas, essa falácia já foi muito combatida nos próprios textos do instituto e em diversas publicações liberais clássicas e libertárias.

    Confesso que em primeiro momento cheguei a acreditar que fosse algum tipo de trote, brincadeira de primeiro de abril ou algo do gênero.
  • Gredson  28/06/2014 18:49
    Eu escrevi um texto em meu blog, sobre o Futebol e o Indivíduo, que tem relação com este artigo. se alguém quiser ler: gredsonblog.blogspot.com.br/2014/06/futebol-e-o-individuo.html

    =)
  • Matheus Carvalho  29/06/2014 20:16
    Eu gostei do texto porque eu sou do tipo que nao se empolga com esportes, principalmente com futebol. Moro na Australia, de vez em quando me perguntam sobre a copa. Eu sempre respondo a verdade: nao sei! Eu to por fora de tudo. Tenho coisas muitissimo mais interessantes para fazer. De forma geral, as pessoas se assombram pelo fato de eu ser brasileiro e demonstrar essa falta de interesse por futebol. Mas eu nao ligo. Antes de ser brasileiro, eu sou eu. Nao preciso agradar ninguem. Eu sei que assim as vezes sou um chato, minha mulher mesmo reclama, ja que ela curte assistir os jogos. Mas o que posso fazer? Nao vou me molestar para agradar ninguem.
  • Jose da Silva  30/06/2014 15:19
    Excelente texto. Recentemente, escrevi um artigo sobre os problemas do futebol em nossa sociedade, demonstrando que somos idiotas em levar isso à sério. O artigo esta publicado no site:
    indignadofalante.blogspot.com.br/2013/07/o-brasil-e-o-futebol-uma-rapida-analise.html
    E realmente, se analisarmos o esporte "profissional" e a "Copa do Mundo", temos uma prova de que as massas são manipuladas.
    O que voces acham de tele jornais e "Fantastico" passando apenas informações inuteis sobre a copa durante quase dois meses?
    Enquanto a TV embriaga as pessoas menos esclarecidas, nossos "representantes" políticos estão agindo para melhorar e intensificar nossos controles (impostos, consumo, opinião,...).
  • Edimar Pacheco Estevam  30/06/2014 18:04
    Esse é, com certeza, o pior artigo que eu já li neste site. Eu, como um grande fã do maior e melhor de todos os esportes, o futebol, me irrito quando as pessoas autoproclamadas inteligentes automaticamente colocam o os fãs do esporte bretão no grupo dos ignorantes, idiotas e alienados. Você não é melhor do que ninguém, Dalrymple.
  • Racional  01/07/2014 13:05
    Ui, falou mal de algo que eu a-do-ro! Ofendeu minha santidade! Só vale falar mal daquilo que eu o-dei-o. Falar mal daquilo que eu venero mostra apenas que você é bobo, chato, gordo, feio e burro.

    (Se o seu comentário fosse escrito exatamente como foi este meu, ele seria um pouquinho mais profundo.)
  • Sofista/Pos moderno  01/07/2014 13:35
    Parafraseando Fernando Pessoa: Todos os torcedores,amantes de esporte são ridículos!/
    Todos os hinos, cantos de torcida, holas no estádios são ridículos. /Mas são mais Ridículos aqueles que não se acham ridículos por não amarem tudo isso.
    Para mim os esportes são um grande legado da modernidade, uma forma de ver a vida sem tanta seriedade, com brincadeira, com paixão.
  • mauricio barbosa  02/07/2014 22:26
    Sr Racional gosto é subjetivo,a reação extremada é por causa de vocês quererem chamar os outros de burro só porque não gostam de esportes e vocês intelectuais ficam ofendidos e irritados também quando são acusados de relinchar(sem ressentimentos)...
  • mauricio barbosa  03/07/2014 14:27
    Obs:Só porque gostam de esportes vocês insinuam que nós somos idiotas...
  • Vinícius de Oliveira  01/07/2014 01:31
    Esse Dr. Daniels pisou feio na bola aqui. E logo um psiquiatra! Então ele que diga qual maneira mais civilizada de canalizar os instintos de agressividade e competição inescapáveis do ser humano. Foi na Copa de 1990 que um jornal alemão ironizou parafraseando Clausewitz: "O futebol é a continuação da Guerra por outros meios." Quem leu Demian de Hermann Hesse ou A Sagração da Primavera sabe o entusiasmo louco com que a juventude abraçou a Guerra Mundial na Europa em 1.914. Hoje esse entusiasmo vai para os estádios.
  • anônimo  01/07/2014 09:59
    Até escrevendo vc pode canalizar sua agressividade, qualquer coisa pode servir pra isso. Futebol é a única opção possível pra gente que não tem muita massa cinzenta.
  • Paulo  01/07/2014 12:15
    Essa é apenas sua opinião.
  • Vito Fontenelle  02/07/2014 04:11
    É...se dependesse de algumas pessoas, que comentam por aqui, o mundo seria mundo chato.

    Sou peladeiro e enxadrista. O quão chato seria o mundo sem esses dois jogos e tantos outros que existem por aí entretendo milhões de pessoas.
  • anônimo  12/12/2014 06:51
    Gosto muito dos textos do mises e admiro as ideias aqui pulverizadas.

    RESPEITO acima de tudo o autor e os outros comentaristas que concordaram com ele, mas este texto me causou repulsa. Tô meio atrasado pra dar uma opinião, tendo em vista a data de publicação da matéria, mas não podia deixar de destacar que o ideal que ali é transmitido é muito vago.

    Racionalizar o esporte, tentar agregá-lo sob meros valores acadêmicos é uma bobagem muito grande. Torcer para um time, nada mais é que uma necessidade natural de o homem se sentir pertencente a um bando. Antes, homens se juntavam para caçar, hoje, assistem aos seus heróis desfilando sua habilidade ou a falta dela num campo.

    Claro, existem os barbarismos que isso inflama, mas ele apenas é inflamado em pessoas que não apenas ignoram qualquer racionalidade, como são CRIMINOSAS. E setor nenhum, da economia ao entretenimento está livre desse tipo de parasita inútil.

    Só pra concluir, acho que nem tudo é enquadrado pelo princípio do que é racional ou não. Para exemplificar, vou falar do sexo. Quando uma mulher me atrai ao ponto de eu querer ir para a cama com ela ferozmente, minha metade racional foi pras cucuias e ali é só o primata respondendo. Com outras coisas isso também é assim, simples necessidades básicas, inerentes ao que é racional ou não.

    Mas viva a liberdade de opinião, que me leva a discordar do autor e tantos outros a concordarem com ele. Perdão se fiz uso de termos chulos no meu último exemplo, mas era necessário.

    Abraços a todos.
  • Thiago Augusto  13/07/2015 13:17
    A gente precisa de entretenimento, distração.
    Acho que temos que ser tolerantes com as opções individuais.
    Mas vamos lá, tentar aprofundar. Visualizo uma correlação muito forte entre o quadro de medalhas olímpico e o poderio bélico de cada nação. Quem sabe o esporte seja um meio de canalizar as rivalidades?
  • Papizanszkij  09/08/2016 00:39
    Não vejo problema algum um sujeito praticar esportes,jogos,ou simplesmente torcer(torcer,sem fanatismos) para alguma equipe ou atleta.

    O esporte é bom e saudável quando é praticado como entretenimento,recreação.É um otimo meio para se socializar,e pode contribuir para a saude e até mesmo para as ciencias.O problema é quando começa a se adotar uma espécie de fanatismo,seja ele de ordem clubista,nacionalista,etc...como se fosse uma causa de vida ou morte,uma guerra(o que se vê muito nas torcidas organizadas).
    Sem deixar de mencionar é claro,quando o esporte é utilizado por burocratas para manipular as massas,ou para utilizá-lo para maipular um sentimento de nacionalismo em beneficio próprio,ou utilizar de grandes torneios(como Copa do Mundo ou Olimpíadas) para arrecadar $$$ dos contribuintes.


    Enfim,há pessoas que gostam de esportes(meus preferidos são o futebol,o tênis,o basquete e o automobilismo),e há aqueles que não gostam,e que seja assim,cada um é livre para gostar do que quiser.

    Abraço.
  • anônimo  18/05/2017 21:05
    Realmente torcer para um time de futebol (ou de qualquer outro esporte) é coisa de idiota, mas eu de vez em quando torço, há um pouco de idiota em mim.


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