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O mito de que o laissez faire é o responsável pela crise atual

A imprensa está trabalhando com afinco para criar um dos maiores mitos da história: o mito de que a atual crise financeira é resultado direto da liberdade econômica e do capitalismo laissez faire.

A tentativa de culpar o laissez faire é prontamente confirmada por uma pesquisa no Google utilizando-se os termos "crisis + laissez faire". Na primeira página dos resultados, ou nos itens aos quais esses resultados levam, aparecem declarações dos seguintes tipos:

· "A crise hipotecária representa o fracasso do laissez faire".

· "[Nicolas] Sarkozy diz que a economia 'laissez faire', a 'auto-regulação', e a visão de que o 'todo-poderoso mercado' sempre sabe o que é melhor acabaram".

· "A ideologia americana do laissez faire, como praticada durante a crise do subprime, foi tão simplista quanto perigosa", diz Peer Steinbrück, ministro das finanças da Alemanha.

·  "[Henry] Paulson utiliza uma abordagem laissez faire para a crise financeira..."

·  "Para os dias do laissez faire, au revoir"[1]

Artigos recentes no The New York Times fornecem confirmações adicionais. Por exemplo, um artigo declara que "Os Estados Unidos têm uma cultura que celebra o capitalismo laissez faire como sendo o ideal econômico..."[2] Um outro artigo nos informa que "Por 30 anos, o sistema político americano tem sido enviesado em favor das desregulamentações dos negócios e contrário a novas regras"[3] Em um terceiro artigo, uma dupla de repórteres garante que "Desde 1997, Mr. Brown [o Primeiro Ministro Britânico] tem sido uma voz poderosa em favor da adoção, pelo Partido Trabalhista, da filosofia econômica americanista que defende a baixa regulamentação. Essa postura laissez faire estimulou os bancos britânicos a se expandirem internacionalmente e irem buscar retornos em áreas bem distantes da sua missão principal, que é a de atrair depósitos."[4] Deste modo, até a Grã-Bretanha é descrita como tendo uma "postura laissez faire."

A mentalidade exibida nessas declarações está tão completamente em desacordo com o real significado de laissez faire que ela até seria capaz de descrever a política econômica da velha União Soviética, em suas últimas décadas, como sendo laissez faire. Por essa lógica, é assim que seria caracterizada a política de Brejnev e de seus sucessores de permitir que os trabalhadores das plantações coletivas cultivassem por conta própria pedaços de terra de até uma acre e vendessem o produto nos mercados das cidades soviéticas. Seguindo-se a lógica da mídia, isso também seria "laissez faire" — pelo menos em comparação à época de Stalin.

O capitalismo laissez faire tem um significado muito bem definido, mas que é totalmente ignorado, contradito e categoricamente corrompido por declarações como as de cima. O capitalismo laissez faire é um sistema político-econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção em que os poderes do estado são limitados à proteção dos direitos do indivíduo contra a iniciação de qualquer força física. Essa proteção deve ser utilizada sempre que houver alguma iniciação de força física da parte de outros indivíduos, de governos estrangeiros e, mais importante, de seu próprio governo. Essa última função é realizada por recursos como uma constituição escrita, um sistema de divisão de poderes com pesos e contrapesos, uma explícita declaração de direitos, e uma eterna vigilância exercida pelos cidadãos que têm o direito de ter e portar armas. Sob o capitalismo laissez faire, o estado consiste apenas e essencialmente de uma força policial, tribunais de justiça, e uma força de defesa nacional, que reprime e combate aqueles que iniciarem força física. E nada mais.[5]

A total absurdidade dessas declarações que garantem que o atual ambiente político-econômico dos EUA de alguma maneira representa o capitalismo laissez faire se torna berrantemente óbvia quando se tem em mente o papel extremamente limitado do governo em um genuíno ambiente laissez faire e então compara esse papel aos seguintes fatos relativos à atualidade dos Estados Unidos:

1.      Os gastos governamentais nos EUA atualmente chegam a mais de 40 por cento da renda nacional — isto é, a soma de todos os lucros, salários e ganhos com juros auferidos no país. Isso sem levar em conta nenhum dos maciços gastos extra-orçamentários, como aqueles direcionados às semi-estatais Fannie Mae e Freddie Mac. Também não se está considerando os recentes gastos com os variados "socorros financeiros". O que essa porcentagem significa é que mais de 40 dólares de cada 100 produzidos são apropriados pelo governo contra a vontade dos cidadãos que produzem esse montante. O dinheiro e os bens envolvidos são entregues ao governo apenas porque os cidadãos que os produzem não querem ir para a cadeia. Assim, a liberdade de eles utilizarem a totalidade de sua própria renda é violada em escala colossal. Em contraste, sob um capitalismo laissez faire, os gastos do governo seriam tão modestos que uma simples tarifa sobre vendas poderia ser suficiente para financiá-los. O imposto de renda de pessoa física e jurídica, o imposto sobre a herança e sobre ganhos de capital, o imposto para a Seguridade Social e para a saúde pública não existiriam.

2.      Há atualmente quinze gabinetes ministeriais federais, nove dos quais existem com o único propósito de interferir respectivamente na habitação, nos transportes, na saúde, na educação, na energia, na mineração, na agricultura, no trabalho e no comércio; e praticamente todos eles atualmente invadem desrespeitosamente um ou mais aspectos da liberdade econômica do indivíduo. Sob um capitalismo laissez faire, onze desses quinze gabinetes deixariam de existir e somente os ministérios da justiça, da defesa, do estado e do tesouro permaneceriam. E, ademais, dentro desses ministérios, reduções adicionais seriam feitas, tais como a abolição da Receita Federal, pertencente ao Ministério do Tesouro, e da Divisão Antitruste, pertencente ao Ministério da Justiça.

3.      A interferência econômica dos atuais ministérios é reforçada e amplificada pelas mais de cem comissões e agências federais, sendo as mais conhecidas delas, além da Receita Federal, do Fed e da FDIC [agência federal cuja função é garantir os depósitos feitos em bancos comerciais], o FBI, a CIA, a EPA [agência que regulamenta o meio ambiente], a FDA [agência de vigilância sanitária, equivalente à nossa Anvisa], a SEC [agência que regulamenta a bolsa de valores — equivalente à nossa CVM], a CFTC [agência reguladora que controla os mercados de futuros e de opções], a NLRB [agência que regulamenta os sindicatos], a FTC [agência que regulamenta o mercado, para "proteger o consumidor"], a FCC [agência que regulamenta a área de telecomunicações e radiodifusão], a FERC [agência que regulamenta a área de energia], a FEMA [agência direcionada para serviços de emergência. Teve "ótima" atuação após o furacão Katrina], a FAA [agência que regulamenta o tráfego aéreo], o CAA [decreto do "ar limpo"], a INS [serviço de imigração e naturalização], a OHSA [agência da segurança do trabalho], a CPSC [agência que protege contra riscos associados ao consumo], a NHTSA [agência que regulamenta a segurança das estradas], a EEOC [agência que promove a igualdade racial nos empregos], a BATF [agência que regulamenta álcool, tabaco, armas de fogo e explosivos], o DEA [agência anti-drogas], a NIH [agência responsável por pesquisas biomédicas], e a NASA. Sob um capitalismo laissez faire, todas essas agências seriam abolidas, com a possível exceção do FBI, que seria reduzido às suas legítimas funções de contra-espionagem e de combate a crimes contra a pessoa e a propriedade que ocorressem entre os estados.

4.      Para completar esse catálogo de interferência governamental e de atropelamento de qualquer vestígio de laissez faire, o Registro Federal, datando do final de 2007, o último ano para o qual havia dados completos, continha 73.000 (setenta e três mil) páginas de detalhadas regulamentações governamentais. Trata-se de um aumento de mais de 10.000 (dez mil) páginas desde 1978. Esses 30 anos durante os quais ocorreu  esse aumento de páginas foram os mesmos anos em que, de acordo com o The New York Times, "o sistema político americano tem sido enviesado em favor das desregulamentações dos negócios e contrário a novas regras". Sob um capitalismo laissez faire não haveria Registro Federal. As atividades dos remanescentes ministérios e de suas subdivisões seriam controladas exclusivamente por legislações devidamente promulgadas, e não por regras criadas arbitrariamente por funcionários governamentais não eleitos.

5.     E, é claro, a tudo isso deve ser acrescentado o aparato maciço de leis, secretarias, agências e regulamentações em nível estadual e municipal. Sob um capitalismo laissez faire, a maioria desses aparatos seria completamente abolida, e os que restassem passariam pelo mesmo tipo de redução radical no tamanho e escopo por que passaram seus semelhantes em nível federal.

O que essa breve descrição mostrou é que o atual sistema político-econômico dos EUA está tão distante de um capitalismo laissez faire que, na realidade, ele se aproxima mais é de um estado policial. A capacidade que a mídia tem de ignorar toda a maciça interferência governamental que existe hoje e caracterizar o atual sistema econômico americano como sendo de liberdade econômica e laissez faire mostra que ela, se não profundamente desonesta, vive em um mundo ilusório.

A intervenção governamental é a responsável pela crise

Muito além disso está o fato de que a responsabilidade real pela crise financeira jaz precisamente nas maciças intervenções governamentais, principalmente nas intervenções realizadas pelo Federal Reserve System (o banco central americano), que fez injeções maciças de dinheiro no sistema financeiro baseando-se na crença de que simplesmente criar dinheiro do nada e disponibilizá-lo no mercado de crédito é um substituto válido para todo o capital (riqueza) criado pela produção e pela poupança. Essa é uma política que o Fed vem seguindo — desde sua criação em 1913, mas com um vigor excepcional desde 2001 — para superar o estouro da bolha do mercado de ações cuja criação foi ele mesmo quem inspirou.

O Federal Reserve e outras porções do governo perseguem uma política de criação de dinheiro e crédito para proteger os bancos e ajudá-los a encobrir a realidade, fazendo parecer que é possível o correntista ter o dinheiro e emprestá-lo ao mesmo tempo. Essa fraude ocorre da seguinte maneira: quando indivíduos ou empresas depositam dinheiro nos bancos, eles continuam tendo acesso irrestrito a esse dinheiro — seja para fazer compras ou para pagar contas — por meio de cheques ou cartão de débito, ao invés de terem de utilizar o dinheiro físico. E como os bancos estão agora aptos a emprestar os fundos que foram depositados dessa forma (normalmente os bancos criam novas contas-correntes, ao invés de fazerem empréstimo direto de dinheiro físico), eles simplesmente incorrem na criação de dinheiro adicional. Os depositantes (correntistas) continuam tendo acesso ao dinheiro deles, ao mesmo tempo em que os tomadores de empréstimo têm agora acesso ao grosso dos fundos depositados. Ou seja, o mesmo dinheiro teoricamente agora tem dois donos distintos e com acesso simultâneo a ele. Nos anos recentes, o Banco Central estimulou a tal ponto esse processo que os depósitos à vista (conta-corrente) foram criados a uma razão 50 vezes maior do que as reservas reais em dinheiro que os bancos possuíam [ou seja, um compulsório de 2 por cento], uma situação mais do que propícia a implosão.

Todo esse novo e adicional dinheiro entrando no mercado de crédito é basicamente capital fictício, no sentido de que ele não representa novos e adicionais bens de capital no sistema econômico, mas, sim, uma mera transferência de parte da atual oferta de bens de capital que, em mãos diferentes, será aplicada em atividades menos eficientes e geralmente mais imprevidentes. A atual crise imobiliária é talvez o exemplo mais evidente disso em toda a história.

Uma quantia maior que um trilhão e meio de dólares de dinheiro criado do nada em conta-corrente foi canalizada para o mercado imobiliário como resultado das taxas de juros artificialmente baixas causadas pela presença de uma quantia crescente de dinheiro novo no mercado de crédito. Por causa da natureza de longo prazo de seu financiamento, o setor imobiliário é especialmente suscetível aos efeitos de taxas de juros mais baixas, que podem ser astutamente utilizadas para reduzir os pagamentos mensais de hipotecas. Isso fez aumentar a demanda por imóveis e pelos empréstimos hipotecários necessários para financiar essa demanda. (Ver um resumo dessa seqüência aqui).

Por um período de anos, o resultado foi um enorme aumento na construção e na compra de novos imóveis, o que fazia com que os preços das casas subissem rapidamente, o que levava a um espiral de novos aumentos na construção e na compra de novas casas na expectativa de que haveria um aumento contínuo em seus preços.

Para se ter uma medida da irresponsabilidade do Fed, no período de tempo transcorrido desde 2001 ele aumentou a oferta de depósitos em conta-corrente em mais de 70 por cento da quantia total que ele já havia criado durante os 88 anos de sua existência — ou seja, ele criou quase 2 trilhões de dólares.[6] Esse foi o aumento da quantia em que os depósitos a vista (conta-corrente) excediam as reservas bancárias (o dinheiro que os bancos têm disponível para pagar os correntistas que quiserem dinheiro físico). O Fed provocou esse aumento do capital ilusório por meio da criação de reservas bancárias adicionais. Ele criou essas reservas bancárias adicionais para poder atingir uma taxa de fundos federais (taxa básica de juros) — isto é, a taxa de juros que os bancos cobram entre si para o empréstimo de reservas no mercado interbancário — que estivesse muito abaixo da taxa de juros determinada pelo mercado. Durante um período de três anos, de 2001 a 2004, o Fed derrubou as taxas de juros para menos de 2 por cento e, de julho de 2003 a junho de 2004, ele as derrubou ainda mais, mantendo-as em aproximadamente 1 por cento. (Para ver em mais detalhes como o Banco Central determina as taxas de juros, clique aqui).

O Federal Reserve também possibilitou aos bancos operarem com uma porcentagem de reservas bancárias em seu menor nível histórico. Enquanto que num livre mercado os bancos manteriam reservas em ouro em um montante igual aos seus depósitos a vista — ou ao menos em uma proporção substancial de seus depósitos a vista[7] —, o Fed se esforçou para tornar possível que os bancos operassem com reservas de papel-moeda inconversível em um montante que sequer chegava a 2 por cento do total de depósitos.

O Federal Reserve derrubou a taxa básica de juros e produziu esse vasto aumento na oferta de capital ilusório com o propósito de diminuir todas as taxas de juros praticadas pelo mercado. Esse capital ilusório adicional só poderia encontrar tomadores de empréstimo a uma taxa de juros mais baixa. O objetivo do Fed era diminuir os juros a níveis tão baixos de modo que eles não poderiam sequer compensar o aumento nos preços. Ele deliberadamente buscou obter uma taxa de juros real negativa sobre o capital, isto é, uma taxa menor do que a taxa em que os preços sobem. Isso significa que um emprestador, ao receber os juros devidos após um ano, tem um poder de compra menor do que tinha no ano anterior, quando ele tinha apenas o seu principal.

Ao fazer isso, o objetivo último do Fed era estimular o investimento e os gastos em consumo. Ele queria que o custo de se obter capital fosse mínimo, de modo que ele pudesse ser investido na maior escala possível, e que as pessoas considerassem que segurar dinheiro fosse algo prejudicial, o que iria estimulá-las a gastá-lo mais rapidamente. Gastos e mais gastos eram tudo o que o Fed queria, na crença de que era isso o que devia ser feito para se evitar o desemprego em larga escala.

Depois de algum tempo, o desejo do Federal Reserve de obter uma taxa de juros negativa foi alcançado, mas em um grau muito além daquele desejado. Ele queria uma taxa real de retorno negativa em 1 ou 2 por cento. Mas o que ele obteve no mercado imobiliário foi uma taxa de retorno real negativa capaz de ser medida apenas em termos dos enormes prejuízos do capital investido. Nas palavras do The New York Times, "Desde que a crise começou, as instituições financeiras de todo o mundo já perderam por volta de $500 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. A menos que alguma coisa seja feita para estancar o rápido declínio dos valores dos imóveis, essas instituições provavelmente irão perder valores adicionais em torno de $1 trilhão a $1,5 trilhão."[8]

Essa vasta perda de capital ocorrida na derrocada do setor imobiliário é que é responsável pela incapacidade de os bancos fazerem empréstimos para muitos negócios aos quais normalmente poderiam e iriam emprestar. A razão pela qual eles não podem mais emprestar é que os fundos e a riqueza real que foram perdidos não mais existem e, logo, não podem ser emprestadas a mais ninguém. Essa política do Federal Reserve de expansão de crédito baseada na criação de novos e adicionais depósitos a vista serviu apenas para disponibilizar capital para tomadores de empréstimo indignos de crédito. Consequentemente, tal política privou outros mutuários, com histórico creditício muito melhor, do capital que precisavam para permanecer com seus negócios ativos. Essa política se tornou uma política de redistribuição e destruição.

Esse capital que acabou sendo mal investido e perdido no setor imobiliário é um capital que agora está indisponível para empresas como Wickes Furniture, Linens 'N Things, Levitz Furniture, Mervyns e inúmeras outras, que foram à falência por não terem conseguido obter os empréstimos que precisavam para se manter operantes. E, é claro, dentre as principais vítimas estão os próprios grandes bancos. Os prejuízos que eles sofreram acabaram com seu capital e levaram-nos à bancarrota. E a lista de mortos e feridos certamente continuará subindo.

Qualquer discussão sobre a derrocada do setor imobiliário seria incompleta caso não se mencionasse o sistemático consumo do capital imobiliário que foi estimulado durante vários anos pela mídia e pelos ignorantes da ciência econômica. Crentes fiéis da ideologia keynesiana de que os gastos em consumo representam a base genuína da prosperidade, os palpiteiros consideravam que o constante aumento nos preços dos imóveis era uma maneira poderosa de estimular tais gastos. Se o preço dos imóveis aumenta, aumenta-se o patrimônio dos proprietários, o que os permite renegociar suas hipotecas e até mesmo contrair mais empréstimos para financiar mais consumismo. E isso, segundo os palpiteiros, manteria a economia funcionando em nível ótimo. Mas, o que ocorreu, foi previsivelmente o oposto: esse esquema serviu apenas para sobrecarregar muitas famílias com hipotecas que agora já são maiores do que o valor de suas casas. Isso não teria ocorrido caso as hipotecas não tivessem sido utilizadas para financiar mais consumo. Esse consumismo é a causa de ter havido uma perda de capital ainda maior do que a perda ocorrida em decorrência dos maus investimentos.

Também não seria completa uma discussão sobre a derrocada imobiliária que não mencionasse o papel exercido pelas garantias governamentais que foram dadas aos vários empréstimos imobiliários. Se o governo garante o principal e os juros de um empréstimo, não há qualquer motivo para que um emprestador se preocupe com as qualificações do mutuário — afinal, ele não terá prejuízos se fizer o empréstimo, não importa o quão ruim ele acabe sendo.

Um número substancial de empréstimos hipotecários carregava tais garantias. Por exemplo, um artigo do The New York Times descreveu o Ministério da Habitação e Desenvolvimento Urbano como "uma agência que azeitou as engrenagens hipotecárias para os compradores de primeira viagem, assegurando bilhões de dólares em empréstimos". O artigo descreve como esse ministério reduziu progressivamente os padrões de empréstimos: "famílias não mais precisavam mostrar um histórico de cinco anos de renda estável; três anos já eram suficientes... os emprestadores agora podiam eles mesmos escolher seus avalistas, ao invés de se submeterem a um grupo selecionado pelo governo... os emprestadores não mais tinham de entrevistar cara a cara os mutuários assegurados pelo governo", pois a aprovação do governo para a concessão do seguro hipotecário havia se tornado automática.

O artigo do Times segue descrevendo como que "Emprestadores" da estirpe do Countrywide Financial, que era um dos maiores e mais destacados, "despontaram em cena apenas para atender aqueles mutuários cujo histórico creditício era muito ruim para colocá-los na categoria de empréstimos 'prime', que cobra taxas de juros menores". O artigo observa que o "Countrywide assinou uma promessa ao governo de que faria uso de 'esforços ativos e criativos' para estender a propriedade de imóveis às minorias e aos americanos de baixa renda".[9] "Esforços ativos e criativos" é uma boa descrição do que os emprestadores fizeram ao oferecer tipos tão bizarros de hipotecas, como aquelas que requeriam o pagamento de "juros somente", e depois permitindo que até mesmo os juros deixassem de ser pagos ao utilizarem o artifício de adicionar os juros à quantia ainda pendente do principal. (Esse tipo de hipoteca era apropriado para aqueles cuja única razão de comprar uma casa era esperar que os preços subissem suficientemente para poderem revendê-la).

Da mesma forma que inúmeras casas foram compradas baseando-se na infundada crença de que os preços subiriam eternamente, uma vasta quantia de complexos derivativos financeiros foi vendida baseando-se na infundada crença de que o Federal Reserve de fato tinha o poder que sempre alegou ter de evitar toda e qualquer depressão — poder esse que a mídia e a maioria dos economistas repetida e entusiasmadamente afirmavam verdadeiro.

Os derivativos receberam uma cobertura tão negativa da imprensa que passa a ser necessário evidenciar que uma apólice de seguro de um imóvel é um derivativo. E muitos dos derivativos que foram vendidos e que agora estão criando problemas de insolvência e quebradeira — a saber, os "credit default swaps (CDS)" — eram apólices de seguro, de uma forma ou de outra. O defeito delas é que, ao contrário dos seguros comuns feitos para imóveis, os CDS não tinham uma lista de exclusões suficientemente abrangente.

As apólices de seguro de imóveis excluem de sua cobertura danos causados por guerras e, em vários casos, dependendo das condições de risco de uma determinada área, por terremotos e furacões. Da mesma forma, aqueles derivativos mais complexos deveriam excluir perdas resultantes de colapsos financeiros causados pela expansão maciça de crédito orquestrada por um banco central. (Porém, considerando-se que de fato seja impossível determinar tal exclusão, até porque muitos dos prejuízos podem ocorrer antes de a natureza da causa se tornar evidente, então esses derivativos não deveriam existir e o mercado não mais irá criá-los por causa dos riscos inaceitáveis que eles acarretam). Acontece que décadas de lavagem cerebral feita pelo governo, pela mídia e pelo sistema educacional acabaram convencendo a todos de que tal colapso não mais era possível.

A crença na impossibilidade de depressões também teve um papel proeminente na criação e venda das "collateralized debt obligations (CDOs - obrigações de dívidas colateralizadas)". Aqui, hipotecas de qualidade totalmente díspares foram empacotas conjuntamente e securitizadas no mercado secundário. Em muitos casos, grandes compradores empacotaram coleções dessas securities e securitizaram essas securities. Como cada vez mais proprietários foram dando calote em seus empréstimos, ninguém mais agora é capaz de julgar o valor dessas securities. Para fazer isso, seria necessário desemaranhar todos esses pacotes de securities até o nível de hipotecas individuais.

Tal emaranhado de securities jamais seria vendido em um mercado que não estivesse completamente sobrepujado pela intensa propaganda de que depressões são impossíveis sob o gerenciamento governamental do sistema financeiro.

Finalmente, uma discussão sobre a derrocada imobiliária não seria completa se não fizesse menção às formas de extorsão virtual que serviram para encorajar empréstimos a mutuários indignos de crédito. Sobre isso, a enciclopédia Wikipedia escreve,

O Community Reinvestment Act [CRA] ... é uma lei federal americana cujo propósito é estimular os bancos comerciais e as associações de poupança a satisfazerem as necessidades dos tomadores de empréstimo de todos os segmentos de suas comunidades, inclusive as vizinhanças de baixa e média renda ... As regulamentações do decreto CRA dão aos grupos comunitários o direito de comentar e protestar contra os bancos que não cumprirem as diretivas do CRA. Tais comentários podem ajudar ou obstruir as expansões das atividades desses bancos.

Essas palavras significam exatamente isso: o decreto CRA dá poderes completos aos "grupos comunitários" para que eles determinem o sucesso ou o fracasso financeiro de um banco. Somente se um banco estivesse fazendo empréstimos significativos para mutuários que, em condições normais, não obteriam tais empréstimos, é que esses "grupos comunitários" ficariam satisfeitos e deixariam que o banco continuasse operando desimpedidamente. O mais famoso desses grupos comunitários é a ACORN.

Um decreto como o CRA só foi possível por causa das ameaças de calúnia contra os bancos, que seriam acusados de "racistas" caso escolhessem não conceder empréstimos a pessoas cujo risco creditício era enorme e que também calhassem de pertencer a alguma minoria. Essas ameaças de calúnia caíram como uma luva para várias agências governamentais que exercem poder discricionário sobre os bancos e que, por isso, têm o poder da intimidação e podem prejudicá-los caso não obedeçam aos desejos dessas agências. O mesmo é válido para todos os outros emprestadores de hipotecas, além dos bancos.

O que essa extensa análise das reais causas da atual crise financeira mostrou é que foi a intervenção governamental, e não um livre mercado ou um capitalismo laissez faire, a responsável por cada aspecto essencial dessa crise.

O mito do laissez faire e o marxismo da mídia

O mito de que o laissez faire existe nos EUA atual e de que ele é o responsável pela atual crise econômica é propugnado por pessoas que não têm conhecimento algum sobre uma teoria economia sólida e racional ou sobre a real natureza de um capitalismo laissez faire. Elas defendem tal idéia apesar de terem estudado — ou melhor, por terem estudado — nas principais faculdades e universidades do país e do mundo. Em termos de assuntos econômicos, essas pessoas foram educadas inteira e exageradamente nas doutrinas totalmente falaciosas e perniciosas de Marx e Keynes. Ao alegarem ver a existência de um laissez faire em meio a todas essas maciças interferências governamentais, que constituem o exato oposto do laissez faire, elas estão tentando reescrever a realidade com o intuito de fazê-la se conformar às suas visões e preconcepções marxistas do mundo.

Elas absorvem as doutrinas de Marx muito mais nas aulas de história, filosofia, sociologia e literatura do que nas aulas de economia. As aulas de economia, conquanto normalmente não sejam marxistas, fornecem apenas refutações altamente insuficientes das doutrinas marxistas e dedicam quase a totalidade do tempo defendendo o keynesianismo e outras doutrinas anticapitalistas menos conhecidas, tais como a doutrina da concorrência perfeita e pura.

São muito poucos os professores e alunos que já leram uma única página sequer dos escritos de Ludwig von Mises, que é o teórico supremo do capitalismo e alguém cujo conhecimento dos escritos é essencial para se obter uma compreensão profunda do capitalismo. Quase todos eles, portanto, são essencialmente ignorantes de uma teoria econômica sólida.

Quando eu digo que o sistema educacional e a mídia são marxistas, não estou insinuando que seus membros defendem a socialização completa da propriedade ou que eles são necessariamente defensores do socialismo. O que estou dizendo é que eles são marxistas na medida em que aceitam as idéias de Marx em relação à natureza e ao funcionamento do capitalismo laissez faire.

Eles aceitam a doutrina marxista de que, na ausência de uma intervenção governamental, o interesse próprio e a busca do lucro — a "cobiça desenfreada" — dos empresários e capitalistas iriam derrubar o salário para um mínimo de subsistência, enquanto que elevariam as horas de trabalho para o limite da resistência humana, impondo condições de trabalho horríveis e obrigando crianças pequenas a irem trabalhar nas fábricas e nas minas. Eles apontam para o padrão de vida miseravelmente baixo e para as terríveis condições suportadas pelos assalariados nos primórdios do capitalismo, principalmente na Grã-Bretanha, e acreditam que isso comprova sua argumentação. E eles prosseguem, argumentando que foram apenas as intervenções do governo na forma de legislações pró-sindicatos e pró-salário mínimo, leis de jornada máxima de trabalho, proibição de qualquer trabalho infantil, e decretos referentes às condições de trabalho, que serviram para melhorar as condições dos assalariados. Eles acreditam que a revogação dessas legislações levaria a um retorno das miseráveis condições econômicas do início do século XIX.

Eles vêem os lucros dos empresários e capitalistas como sendo ganhos imerecidos e injustos, arrancados dos assalariados — supostamente os verdadeiros produtores — pelo equivalente à força física, donde consideram que os assalariados são escravos virtuais ("escravos assalariados") e que os capitalistas "exploradores" são os virtuais donos de escravos. Intimamente ligado a isso, eles consideram que a tributação dos empresários e capitalistas e o conseqüente uso desses proventos em benefício dos assalariados, em aplicações como a seguridade social, a saúde pública, a educação pública, e as moradias públicas, são políticas que servem pura e simplesmente para devolver aos assalariados uma pequena porção da renda que alegadamente lhe foi pilhada durante o processo da "exploração".

Em total acordo com Marx e sua doutrina de que, sob o capitalismo laissez faire, os capitalistas expropriam toda a produção do assalariado acima do nível necessário para sua mínima subsistência, eles crêem que a intervenção do governo não prejudica ninguém, exceto os capitalistas e empresários imorais. Nunca os assalariados. Assim, não apenas os impostos utilizados para pagar pelos programas sociais, mas também os salários mais altos determinados pelas legislações pró-sindicatos e pró-salário mínimo, são tidos como saídos unicamente dos lucros, sem qualquer efeito negativo sobre os assalariados, como o desemprego. O mesmo raciocínio se dá para o efeito da menor carga horária de trabalho imposta pelo governo, para as condições de trabalho melhores e para a abolição do trabalho infantil: os custos maiores resultantes dessas políticas simplesmente são considerados como se saídos da "mais-valia" dos capitalistas, e nunca do padrão de vida dos próprios assalariados.

Essa é a mentalidade de toda a esquerda e em particular dos membros do sistema educacional e da mídia. É a visão de que a busca pelo lucro e pela satisfação material são inerentemente letais caso não sejam forçosamente retaliadas e rigidamente controladas pela intervenção governamental. É, como foi dito, uma visão que considera os empresários e os capitalistas como sendo donos de escravos, não obstante o fato de que empresários e capitalistas não utilizam armas, chicotes ou correntes para encontrar e manter seus trabalhadores. Ao contrário, a única arma do capitalista e do empresário é oferecer melhores condições e melhores salários em relação ao que esses trabalhadores poderiam encontrar alhures.

Não surpreendentemente, o sistema educacional e a mídia compartilham a visão de Marx de que o capitalismo laissez-faire é uma "produção anárquica", o qual os empresários e os capitalistas gerenciam atabalhoadamente, como galinhas sem cabeça.  Na visão deles, racionalidade, ordem e planejamento emanam apenas do governo, e não de participantes no mercado.

E essa, como eu disse, é a estrutura intelectual da grande maioria dos professores de hoje e de suas várias gerações predecessoras. E essa é exatamente a mesma estrutura intelectual de seus alunos, que zelosamente absorveram seus ensinamentos equivocados e que acabaram, alguns deles, se tornando repórteres e editores das principais publicações midiáticas, tanto jornais como revistas. É a intelectualidade de seus alunos que hoje comenta e comanda as edições de praticamente todos os canais de notícias.[10] E é através dessa estrutura intelectual que a mídia hoje tenta entender e reportar a atual crise financeira.

De acordo com a visão deles, o capitalismo laissez faire e a liberdade econômica são uma fórmula para a injustiça e para o caos, ao passo que o governo é a voz e o agente da justiça e da racionalidade nas questões econômicas. Tão firmemente eles mantêm essa crença que, quando vêem algo que pensam ser evidência de injustiça e caos em larga escala no sistema econômico, tal como ocorreu na atual crise financeira, eles automaticamente presumem que isso seja o resultado previsível da busca pelo interesse próprio e da liberdade econômica que torna possível essa busca. Dada essa atitude básica, o princípio que guia os "jornalistas" contemporâneos é a idéia de que sua função é encontrar os empresários e capitalistas que são responsáveis pela maldade e os funcionários do governo que deram a liberdade para eles cometerem esse mal. Finalmente, uma vez cumprida a missão acima, a tarefa final passa a ser identificar e apoiar as políticas de intervenção e controle governamental que supostamente irão eliminar o mal e impedir sua repetição no futuro.

Seu temor e ódio da liberdade econômica e do capitalismo laissez-faire, bem como a necessidade que sentem de serem capazes de denunciar o sistema como sendo a causa de todos os malefícios econômicos, são tão grandes que eles chegam ao ponto de fingir para eles mesmos e para sua audiência que tal sistema de fato existe no mundo atual, quando ele claramente não existe nem remotamente. Ao fazerem a assertiva de que o laissez faire existe e é o responsável pelo problema atual, eles se tornam aptos a direcionar toda a força do ódio que sentem pela liberdade econômica e pelo capitalismo laissez faire contra aquela mínima fatia de liberdade econômica que, de alguma maneira, conseguiu se manter existindo e contra a qual os iluminados agora decidiram desferir sua fúria. Essa fatia, eles alegam, é a responsável total pela inanição dos trabalhadores na desumana exploração da mão-de-obra que, em sua ignorância, eles garantem que é imposta pelos capitalistas sob um sistema laissez faire. Suas platéias, já devidamente doutrinadas pela lavagem cerebral tanto da mídia como do ambiente educacional que freqüentaram, rapidamente passam a seguir ordens e ajudam no esforço de estimular o ódio.

O resultado é sentenciado por palavras como as que seguem, que apareceram em um daqueles mesmos artigos do The New York Times que eu havia citado antes:

Temos agora uma raiva coletiva, uma repulsa, por todo o sistema financeiro, e é óbvio que teremos uma forte reação regulatória... cujos efeitos irão se transmitir para outros setores porque os eleitores estão com a consciência de que "as grandes empresas são animais selvagens e elas precisam ser colocadas em suas jaulas"[11]

E é dessa maneira que os inimigos do capitalismo e da liberdade econômica se mostram capazes de prosseguir sua campanha em prol da destruição econômica e da devastação. Eles utilizam a acusação de "laissez faire" como uma espécie de gazua para aumentar os poderes do governo. Por exemplo, no início dos anos 1930, eles acusaram o presidente Hoover de estar seguindo uma política laissez faire, mesmo com ele intervindo maciçamente na economia para impedir a queda dos salários, queda essa que era essencial para evitar que uma reduzida demanda por mão-de-obra se transformasse em desemprego em larga escala. O desemprego maciço que previsivelmente resultou dessa intervenção de Hoover, e o qual eles tiveram êxito em justificar como sendo conseqüência do laissez faire, foi utilizado ardilosamente por eles para enganar todo o país, fazendo as pessoas apoiarem resolutamente as intervenções ainda maiores que surgiram depois, com o New Deal.

Hoje, eles continuam jogando esse mesmo jogo. Sempre denunciando o laissez faire e sempre alegando que os fracassos desse fantasma precisam ser superados com ainda mais regulamentações e controles governamentais. Hoje, as maciças intervenções não só do New Deal, mas também do Fair Deal (Truman), da New Frontier (Kennedy), da Great Society (Johnson) e de todas as administrações subseqüentes, foram acrescentadas àquelas mesmas grandes intervenções que já existiam ainda na década de 1920 e às quais Hoover substancialmente expandiu. E, ainda assim, supostamente continuamos vivendo sob o laissez faire. Parece que enquanto alguém continuar sendo capaz de se mover e respirar sem estar sob o jugo do estado, o laissez faire continuará sendo a política dominante, o que torna necessário a criação de ainda mais controles governamentais.

O ponto final lógico desse processo é que, um dia, todos terminarão acorrentados a uma parede, ou ao menos sendo forçados a fazer algo tipo viver em um CEP cujos números sejam os mesmos do seu CPF. E então o governo saberá exatamente quem é cada um, onde essa pessoa está e deixará claro que ela não poderá fazer absolutamente nada sem antes ter obtido a devida aprovação e permissão do estado. E então o mundo estará a salvo de qualquer um que tente fazer algo que o beneficie e que, por isso, supostamente prejudique os outros. E, quando chegarmos a esse ponto, o mundo irá desfrutar toda a prosperidade gerada pela total paralisia.

_____________________________

Notas

[1] Ver http://www.volunteertv.com/international/headlines/29762874.html.

[2] Steve Lohr, "Intervention Is Bold, but Has a Basis in History," 14 de outubro, 2008, p. A14.

[3] Jackie Calmes, "Both Sides of the Aisle See More Regulation," 14 de outubro, 2008, p. A15.

[4] Landon Thomas Jr. e Julia Werdigier, "Britain Takes a Different Route to Rescue Its Banks," 9 de outubro, 2007, p. B7.

[5] Como o autor deixa claro, essa é a doutrina do capitalismo laissez faire. Já o anarco-capitalismo é contrário à existência de qualquer aparato estatal, inclusive os mencionados pelo autor.

Para mais informações sobre o tema, ver os seguintes artigos:[N. do T.]

O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

A possibilidade de uma justiça privada

Serviços de defesa no livre mercado

Democracia - o deus que falhou

As elites naturais, os intelectuais, e o estado

Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

Se você gosta da natureza, privatize-a

A teoria do caos

[6] Cheguei a essa quantia calculando o total de depósitos a vista em janeiro de 2001 e em agosto de 2008. Cada total foi obtido pela soma dos valores de M1 com os depósitos em fundos mútuos do mercado monetário, tanto os de varejo como os institucionais. Desses dois totais eu subtraí o respectivo total de reservas bancárias de ambas as datas. Disso, eu calculei a variação percentual.

[7] Se, como já descrevi, criar depósitos a vista que totalizam valores monetários maiores do que as reservas bancárias significa realmente uma tentativa de trapaça, então é possível concluir que um livre mercado iria na prática requerer reservas de 100 por cento.

[8] Joe Nocera, "Shouldn't We Rescue Housing?" 18 de outubro, 2008, p. B1.

[9] David Streitfeld e Gretchen Morgenson, "The Reckoning, Building Flawed American Dreams," 19 de outubro, 2008, p. A26.

[10] Para uma abrangente refutação de todos os aspectos dessa abordagem intelectual, ver George Reisman, Capitalism: A Treatise on Economics (Ottawa, Illinois: Jameson Books, 1996), capítulos 11, 14, e em outros trechos.

[11] Jackie Calmes, loc. cit.


autor

George Reisman
é Ph.D e autor de Capitalism: A Treatise on Economics. (Uma réplica em PDF do livro completo pode ser baixada para o disco rígido do leitor se ele simplesmente clicar no título do livro e salvar o arquivo). Ele é professor emérito da economia da Pepperdine University. Seu website: www.capitalism.net. Seu blog georgereismansblog.blogspot.com.

  • mcmoraes  05/06/2010 11:49
    Me arrisco a afirmar que a última seção deste artigo, entitulada "O mito do laissez faire e o marxismo da mídia", está entre os melhores textos curtos que já li sobre a realidade que do mundo em que vivemos.
  • Russo  23/10/2011 10:35
    Eu sou obrigado a ouvir a mesma merda todos os dias na escola em que estudo.

    Chega a me dar depressão.

    E o pior é que eu tenho que ficar calado para não receber a fúria das massas.
  • mcmoraes  23/10/2011 16:53
    Russo, manda as massas à m3rd@ e tenta encontrar uma saída. Eu tava pensando um dia desses cá com meus botões... Se eu pudesse voltar no tempo com a experiência que eu tenho hoje (e com a Internet!!), eu gazearia todo a oitava série e segundo grau, estudaria por conta própria e depois tentaria o diploma por meio de um supletivo. Com o tempo que me sobraria daria pra obter conhecimento de verdade, além de aprender as trivialidades do vestibular (se eu tivesse interesse em fazer um) e ainda daria pra ganhar um salário razoável como programador free-lancer.
  • Fernando Chiocca  23/10/2011 19:33
    Muito boa mesmo essa parte. Vou compartilhar.

    abs
  • Igor  28/12/2015 20:52
    Absolutamente SENSACIONAL esta última parte !! Prazer na leitura !
  • Arthur Portella  23/10/2011 20:15
    At'e Dilma 'e Laissez faire para essa gente, nao 'e brincadeira.
  • Carlos Araujo  23/10/2011 21:31
    Texto muito bom. Impressionante como os textos de escritores austríacos são simples e fáceis de entender, ao passo que a literatura mainstream é completamente complicada e obscura.

    Infelizmente já são cerca de 200 anos de doutrinação, e não creio mais em uma virada de mesa por parte do libertarianismo. Acho que viveremos em tempos cada vez mais intervencionistas.

    Basta ver a resposta da esquerda ao tea party. Uma ocupação rápida e massiça de wall street, intenssamente veiculada na mídia, com o apoio de várias celebridades, que praticamente "calou" os libertarians.

    Serão "mais cem anos de trevas".
  • frncisco ramos  09/11/2011 20:38
    Vamos por partes: 1) a doutrina do "laissez-faire", no seu mais alto grau de pureza e\r
    decantação, NUCA FOI IMPLEMENTADA, segundo o próprio articulista, em nenhuma Socie- \r
    dade Humana; 2) o sistema, com características comuns a outros, estes de comprovada\r
    experiencia histórica, seria diferente destes no sentido de que o Estado limita-se\r
    a conter a "inicição de qualquer fôrça física", ficando o resto da segurança por\r
    conta dos próprios cidadãos, cada um com sua arma no coldre; 3) a crise atual, na\r
    visão do autor, é causada pelo Estado. Mas quando houve ciclos de prosperidade e bem\r
    estar nos EEUU (paradigma utilizado pelo Professor), o Estado nada teve a ver;\r
    4) Os Estados Unidos são um Estado Policial onde, ele, tem total liberdade para ex\r
    pressar suas exóticas cantilenas; 5) Nada de impostos, saúde pública ou seguridade\r
    social; 5) toda a mídia americana é marxista; 6) a crise e provocada pelo Estado,que\r
    não é controlado por homens e espertalhões não se benefeciam dela; 7) Keynes e Marx\r
    são faces da mesma moeda; 8)a gravíssima crise hipotecária americana foi causada pelo\r
    Estado (mas o Professor não fala se algum dos partidários do "laissez faire" fizeram\r
    algo para atenuá-la), etc, etc, etc.\r
    Perguntaram certa vez a um anarquista (ideológico mesmo !)como organizaria a malha\r
    ferroviária do seu país. Resposta ..."para que diabos, na anarquia, nós vamos querer\r
    andar de trens !" Resumo da ópera: NUNCA TEREMOS UM ESTADO ANARQUISTA E, FELIZMENTE,\r
    NUNCA TEREMOS UM ESTADO "LAISSEZ FAIRE".\r
  • Leandro  10/11/2011 10:05

    Prezado senhor Ramos,

    1) Seu item 1 está parcialmente correto. Mas vale ressaltar que a sociedade americana do final do seculo XIX foi a que mais se aproximou do conceito de laissez-faire puro. "Coincidentemente", foi o período mais acelerado de aumento da riqueza naquele país.

    2) Errado. O laissez-faire diz que a função do estado é prover segurança, embora, obviamente, estimule as pessoas a saberem se defender por conta própria.

    3) A crise atual foi causada principalmente pelos bancos centrais e suas manipulações artificiais dos juros e da oferta monetária, que é o que causa períodos de expansão econômica artificial seguidos de recessões profundas. Temos inúmeros artigos neste site detalhando este processo. Seria bom o senhor lê-los antes de sair declamando inverdades.

    Estivesse o senhor também mais a par sobre a teoria dos ciclos econômicos, saberia que, mesmo em períodos de crescimento econômico artificialmente induzido por expansões monetárias, há também uma genuína criação de riqueza, a qual ocorreria independentemente da expansão monetária.

    4) Os EUA estão cada vez mais próximos de um estado policial. Há inúmeros vídeos no youtube mostrando pessoas sendo molestadas em aeroportos e em monumentos estatistas. Delicie-se. Ah, sim, por favor, diga-nos onde está a "exótica cantilena" do artigo.

    5) Impostos apenas para a segurança (no laissez-faire). Há vários artigos sobre saúde pública, principalmente sobre a impossibilidade de haver uma saúde pública que seja duradouramente de qualidade.

    5) A mídia americana é majoritariamente social-democrata. Quando não é social-democrata, é neoconservadora. Ambas as correntes são estatistas.

    6) Frase contraditória. Se você concorda que o estado é controlado por espertalhões que se beneficiam da crise, então, ora, você concorda que foi o estado o responsável por ela, o que contradiz o que você disse no item 3,

    7) Não, Marx possui uma vantagem. Ele não era keynesiano.

    8) Ora, e como é que partidários do laissez-faire que estão fora do governo podem controlar o banco central e suas manipulações monetárias? Se o senhor souber de algum truque, gentileza compartilhar. No mais, há inúmeros artigos e manifestações de economistas seguidores da Escola Austríaca alertando com grande acurácia sobre a iminência de uma crise financeira. O mais famoso é este vídeo. Veja que em 2006 e 2007, Schiff descreve exatamente o que está ocorrendo agora. E observe também a reação da mídia aos comentários dele.

    O senhor será sempre bem-vindo ao nosso site. Tente apenas ser menos arrogante como foi no primeiro comentário, e procure se informar mais sobre teorias que o senhor quer criticar com rasgos de superioridade.

    Abraços!
  • frncisco ramos  10/11/2011 00:29
    Agradeço a gentileza da postagem e me penitencio pelos erros, decorrente é claro,\r
    de digitação e porque não dizer uma certa falta de concentração.\r
    Abraços
  • frncisco ramos  10/11/2011 09:07
    È duro digitar após muitos plantões noturnos. Leia-se: ...decorrentes, é claro, de fa\r
    lhas na digitação e , porque não dizer, de uma certa falta de concentração.\r
    Reitero meus agradecimentos pela postagem e reenvio um abraço.
  • frncisco ramos  11/11/2011 00:43
    Escrevi uma longa tréplica. De repente "fui tirado do ar". Aprendi muito com suas\r
    observações, mas fui muito duro em refutar alguns de seus argumentos ("sociedade ame\r
    ricana do final do século XIX") - não dá para comparar com as complexas sociedades\r
    de hoje. "Estado policial". Evidentemente, o Sr. nunca viveu em algum. "Marxismo da\r
    mídia" não foi expressão minha. Releia o artigo (por sinal, com análises notáveis do\r
    Prof Reisman)."Cantilena exótica" é defender princípios econômicos que aproximariam\r
    as sociedades de uma especie de anarco-capitalismo. Quanto a Marx e Keynes, a respon\r
    sabilidade pelo que acabo de ler é inteiramente do Sr. Será que Marx foi o precursor\r
    do "laissez faire", o que o colocaria em "vantagem" em relação ao Keynes, um dos mais\r
    notáveis economistas que a civilização produziu? Afinal, para que servem os defenso-\r
    res do "laissez faire"?\r
    Suas lições serão sempre bem vindas, com menos arrogância e menos ar de superioridade.\r
    Envio fraternais abraços
  • Leandro  11/11/2011 03:39
    Prezado senhor Ramos, não entendi esse seu "fui tirado do ar". Todos os seus comentários recebidos foram publicados.

    Algumas observações:

    A sociedade americana do final do século de XIX seguia o exato modelo da organização econômica que o senhor Reisman defende em seu texto. Não se trata de anarcocapitalismo. Classificar isso como "cantilena exótica" depõe contra o senhor, pois passa a impressão que o senhor ignora história ao mesmo tempo em que se dispõe a fazer perorações a respeito.

    Estado policial, para o senhor, assim como o comunismo, parece ser algo que só existe se for explícito. Várias liberdades civis podem ser tomadas, porém, se ainda houver algumas outras, como liberdade de expressão, então está tudo ótimo: ainda não estamos num estado policial. Se o senhor se contenta com tão pouco assim, ótimo para os políticos. O senhor passa a ser o tipo favorito de cidadão.

    O 'marxismo da mídia' não advém do fato de ela defender a socialização dos meios de produção, pois ela não faz isso (e o texto em momento algum afirma o contrário). O que o texto realmente afirma -- e o faz isso longamente, de modo que me causa estranheza o senhor ignorar por completo esse trecho -- é que a mídia, bem como as universidades, sempre levanta a bandeira da exploração salarial e da luta de classes, além de seguidamente se posicionarem contra as liberdades econômicas. Se o senhor nega este fato, sinceramente, o senhor vem de outra galáxia.

    Sobre Keynes ser um dos mais "notáveis economistas que a civilização produziu", concordo plenamente. É realmente necessário ser um gênio para conseguir deturpar e reverter toda a ciência econômica, fazendo com que ela repentinamente passe a defender tudo aquilo que sempre havida condenado, para enorme gáudio e regozijo de políticos e burocratas. O keynesianismo é uma ideologia que foi criada para defender exatamente tudo aquilo que todo político gosta de ouvir:

    "Ei, gastar muito é bom para a economia; imprimir dinheiro é ótimo para economia; déficits são perfeitos para a economia; inchar a máquina estatal, dando emprego para burocratas, é maravilhoso para a economia; regulamentações, se feitas por keynesianos, são supimpa e geram muito crescimento econômico. Ah, sim, e austeridade é péssimo. Ignorem economistas insensíveis que sugerem isso. Apenas gastem os tubos e se endividem ao máximo. O paraíso é aqui, e o Jardim do Éden, onde não há escassez, pode ser perfeitamente replicado pela impressora de dinheiro."

    Qual político resiste a isso? Não é à toa que os mais árduos defensores do keynesianismo são pessoas que trabalham no estado. É tudo gente advogando em causa própria, sempre com uma "desculpa técnica" na ponta da língua para bater sua carteira.

    Quaisquer dúvidas adicionais, seguimos por aqui.

    Grande abraço!
  • frncisco ramos  11/11/2011 10:45
    Sr. Leandro, além de o Sr. insistir numa ortodoxia, que NHUMA SOCIEDADE HUMANA EXPE- RIMENTOU, FELIZMENTE, o Sr extrai o brilho dos seus comentários (interessantes mes-\r
    mos !) destilando descortesias contra a minha pessoa. Vou desconsiderar. O Sr., além \r
    do mais, distorceu minhas colocações, acredito que não intencionamente. Jamais afir mei que no modelo econômico implementado na sociedade americana do "final do século"\r
    não havia elementos do "laissez faire".Nós, incluindo é claro o Sr., que "vivemos na\r
    mesma galáxia", sabemos qué é impossível replicar esta experiencia de mais de 100\r
    anos atrás, numa moderna sociedade industrializada e informatizada, com uma matriz\r
    sofisticada de demanda de bens e serviços, no contexto de uma economia globalizada.\r
    Seria simplesmente desastroso! Por outro lado, como a pressão socialista em busca\r
    da utopia comunista era fortíssima, sobretudo no período pós segunda guerra mundial,\r
    o Professor Keynes concebeu um modelo de capitalismo ( para mim o que mais gera riquezas, restando apenas uma fórmula para distribuí-la) "humanizado". Não aplicaram\r
    as fórmulas do Professor e, no meu entender, o caos está perto de se instalar. O nir\r
    vana que a Escola Austríaca persegue (verbalizada nas "exóticas cantilenas") se apli\r
    cadas neste momento, levaria fatalmente à completa insubordinação civil e a formas\r
    as mais diversas de banditismo social. Não insista em dizer que a sociedade america- na é um estado policial. É uma posição indenfesável. O Sr. provàvelmente nunca viveu num deles. Eu, já. Por outro lado, a mídia está longe de ter qualquer viés marxista e qualquer aluno do segundo grau sabe disso. Responda-me Sr. Leandro, do fundo do seu coração: o Sr. teria coragem, se candidato a Presidente, de incluir princípios\r
    do "laissez faire" em sua plataforma política? Se o teria, fiacaria em último lugar. Os Srs. estão pregando no deserto. Quando houver experiencia com esta teratogenia, eu posso, quem sabe, concordar com o Sr. Desculpe pelo "fui tirado do ar" (deve ter sido êrro meu) e por favor leia : sociedade americana do final do século XIX.\r
    Envio um grande abraço. \r
  • Leandro  11/11/2011 12:07
    Prezado senhor Ramos, dado que o senhor se furtou a responder às minhas declarações, vou considerar que não há respostas para elas. Sendo assim, vou me dar ao trabalho adicional de comentar seus comentários:

    além de o Sr. insistir numa ortodoxia, que NHUMA SOCIEDADE HUMANA EXPE- RIMENTOU, FELIZMENTE

    Além dos EUA do final do século XIX, há também Hong Kong e Cingapura. Foram os que mais perto chegaram do modelo. E creio que os habitantes destas localidades discordariam do seu "felizmente" ali. Mas isso é só especulação minha... adiante.

    destilando descortesias contra a minha pessoa. Vou desconsiderar.

    Onde fiz isso? Se você considera que discordar significa ser descortês, então de fato eu sou totalmente descortês ao senhor -- deixando claro que sou "descortês" neste novo sentido que o senhor parece estar dando à palavra.

    sabemos qué é impossível replicar esta experiencia de mais de 100
    anos atrás, numa moderna sociedade industrializada e informatizada, com uma matriz
    sofisticada de demanda de bens e serviços, no contexto de uma economia globalizada.
    Seria simplesmente desastroso!


    Não entendi de que premissa o senhor derivou tal conclusão acachapante. Por que seria desastroso haver menos burocracia, menos regulamentações, menos empecilhos e menos impostos e menos gastos governamentais no nosso mundo atual? Isso por acaso faria com que o eixo da terra saísse do prumo? O sistema solar se desintegraria? O sol cairia na terra?

    Afinal, não é necessário ser nenhum especialista em lógica econômica para entender que uma "moderna sociedade industrializada e informatizada, com uma matriz
    sofisticada de demanda de bens e serviços, no contexto de uma economia globalizada" funcionaria muito mais harmoniosamente, e para o benefício de todos, caso houvesse menos burocracia, impostos, empecilhos ao empreendedorismo, gastos governamentais etc.

    Os únicos "economistas" ignóbeis o bastante para não entender isso são aqueles tais keynesianos.

    o Professor Keynes concebeu um modelo de capitalismo ( para mim o que mais gera riquezas, restando apenas uma fórmula para distribuí-la) "humanizado".

    Corretíssimo. O modelo de capitalismo concebido pelo professor Keynes é o que mais gera riquezas... para quem está dentro do estado e para quem trabalha em conluio com ele. Esses, de fato, não seriam tão ricos assim em um livre mercado. O problema é que para garantir a riqueza destes seres (os "humanos"), há aqueles outros seres ("os sub-humanos") que têm de labutar exaustivamente para pagar tributos -- e, com isso, ter sua renda diminuída -- e garantir o bem-bom da classe superior. O senhor tem todo o direito de defender tal sistema. Mas, por uma questão de honestidade intelectual, o senhor tem de se assumir defensor da imoralidade e de injustiça. Não há meio termo e não há como compatibilizar uma questão com a outra.

    Não aplicaram as fórmulas do Professor e, no meu entender, o caos está perto de se instalar.

    Muito pelo contrário. Seguiram à risca as fórmulas do professor. E exatamente por isso o caos já arrombou a porta.

    O nirvana que a Escola Austríaca persegue (verbalizada nas "exóticas cantilenas") se aplicadas neste momento, levaria fatalmente à completa insubordinação civil e a formas
    as mais diversas de banditismo social.


    Para quem se diz equilibrado e que pede mais considerações do interlocutor, sua afirmação acima se mostra no mínimo incoerente. Por que a livre iniciativa levaria a uma "completa insubordinação civil e a formas as mais diversas de banditismo social"?

    Bem sabemos que a insubordinação civil (ao estado) e as mais diversas formas de banditismo social (em que determinados grupos civis defendem abertamente o confisco do dinheiro de outros grupos civis para benefício próprio) são a regra no keynesianismo. Logo, por que seriam também a regra em um sistema diametralmente oposto ao keynesianismo?

    Não insista em dizer que a sociedade america- na é um estado policial. É uma posição indenfesável. O Sr. provàvelmente nunca viveu num deles. Eu, já. Por outro lado, a mídia está longe de ter qualquer viés marxista e qualquer aluno do segundo grau sabe disso.

    Aqui é só apelo à emoção e à "autoridade da experiência" ("já vivi, você não!"). Nada de substancial.

    Responda-me Sr. Leandro, do fundo do seu coração: o Sr. teria coragem, se candidato a Presidente, de incluir princípios do "laissez faire" em sua plataforma política? Se o teria, fiacaria em último lugar.

    Aqui fica explícita a verdadeira natureza do keynesiano: a sede de poder a qualquer custo, independentemente de coerência ou ética. E tudo para mandar na vida dos outros. Ora, se eu fosse candidato, a minha preocupação primordial seria a de educar o eleitorado, simplesmente falando as verdades.

    Pelo seu espanto, creio ser justo e correto dizer que o senhor se venderia, e passaria a dizer unicamente coisas populistas, só para ganhar voto e, consequentemente, poder. Certo? É claro, e não poderia ser diferente. Você é um keynesiano.

    Os Srs. estão pregando no deserto.

    Antes no deserto do que sobre cadáveres (keynesiano diz que guerra é ótimo para a economia), destroços (keynesiano diz que destruição é o que gera riqueza) e privilégios (keynesiano diz que gastos -- desde que direcionados para um dado grupo, é claro -- é o que aditiva a economia).

    Quando houver experiencia com esta teratogenia, eu posso, quem sabe, concordar com o Sr.

    Mas já houve várias experiências. Fica a cargo do senhor dizer se os resultados foram positivos ou não.

    Desculpe pelo "fui tirado do ar" (deve ter sido êrro meu) e por favor leia : sociedade americana do final do século XIX.

    Tá desculpado.

    Envio um grande abraço.

    Retorno dois.
  • Josiberto  11/11/2011 12:52
    Magnifico ! tanto para o texto quanto para as respostas do Leando !
  • francisco ramos  11/11/2011 14:59
    Sr. Leandro: não precisa ser redundante e fundamentalista. Do ponto de vista de siste-
    mas econômicos, seu ponto de partida é a "Escola Autríaca", para mim é o homem e as pos
    sibilidades de todos desfrutarem das benesses da civilização.A colocação do Estado en-
    quanto elemento meramente figurativo, enquanto fôrças herdadas da ancestralidade animal
    "regulam" o mercado e nos conduzirá ao paraíso, é uma das mais absurdas e cruéis crenças com a qual eu tive contato. O New Deal é coisa de corrupto, o Newfare State é coisa
    de debilóide e o Sr. e seus seguidores são depositários da mais perfeita forma de organizar econômicamente uma Sociedade. E por que o Sr. apenas cita casos pontuais?
    O Sr. realmente acredita nesta bobagem de que a autoregulação do mercado, não seria
    "patrulhado" de perto por sólidas organizações sindicais? Concordo plenamente com o Sr.
    no sentido de que deve haver menos burocracia, nenhum empecilho, mas o Estado precisa
    emtrar como elemento regulador, na dose que for necessária. Por outro lado, cuidado com
    êste delírio de que eu me "venderia" para alcançar qualquer tipo de poder ! E cuidado,
    igualmente, ao falar de temas de saúde, pois como médico é um assunto que conheço infi
    nitamente mais que o Sr.. Leia sôbre o Serviço Nacional de Saúde, inglês e replicado
    com absoluto sucesso no Canadá, bem como nos países nórdicos. Depois, então, compare
    com a bagunça que representa o Sistema de Saúde Americano, aliás com muitos condimen-
    tos desta anomalia chamada "laissez faire". Depois garimpe na literatura médica, de pre
    ferência os protocolos aceitos universalmente, onde a saúde da população está melhor.
    Os EEUU NÃO SÃO UM ESTADO POLICIAL, abandone esta confusão conceitual, pilhas de cadá
    veres pode ter muito a ver com Stalin, JAMAIS com John Maynard Keynes e pare de pre-
    gar no deserto. Procure ao menos um oásis. Os economistas que não são de sua escola
    detestam vocês, inclusive a minha pessoa (no campo das opiniões, evidente).

    Envio fraternais e democráticos abraços.
  • Leandro  11/11/2011 15:16
    Sistema de saúde pública canadense um sucesso?!
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=349

    Sistema de saúde pública sueco um sucesso?!
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1115

    Sistema de saúde pública britânico um sucesso?!
    www.nytimes.com/2006/02/16/international/europe/16cancer.html?_r=1&oref=slogin

    Sistema americano de saúde é laissez-faire?!
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=642
    mises.org/daily/4434/Whats-Really-Wrong-with-the-Healthcare-Industry
    mises.org/daily/2285
    mises.org/daily/1749
    mises.org/daily/3650


    Desculpe-me, mas o senhor se apegou a chavões de professor de oitava série e se recusa a enxergar a realidade, preferindo viver nessa espécie de névoa brilhante. Numa hora dessas, tudo indica que o diploma de medicina de nada vale.

    Poderíamos continuar o debate, mas dado que o senhor finalmente explicitou seus genuínos sentimentos nas últimas linhas de sua gentil mensagem, creio que não lhe interesse mais nossa troca de ideias. Logo, vou poupá-lo. Mas prometa ao menos tomar um Lexotan.

    Grande abraço!
  • frncisco ramos  13/11/2011 10:27
    PREZADO SR LEANDRO. SAUDAÇÕES E PAZ. SEM RESSENTIMENTOS.\r
    \r
    "LENDAS DO FRACASSO\r
    \r
    É assim que o euro termina. Não muito tempo atrás, os líderes europeus insistiam\r
    em que a Grécia podia continuar na zona do euro e pagar suas dívidas na íntegra. Ago \r
    ra, com a Itália caindo no precipício, é difícil imaginar de que modo o euro poderia\r
    sobreviver.\r
    ...Ouço duas alegações, ambas falsas: OS PROBLEMAS DA EUROPA REFLETEM O FRACASSO\r
    DO ESTADO DE BEM- ESTAR SOCIAL COMO UM TODO, e a crise européia confirma a necessida \r
    de austeridade imediata nos EUA.\r
    A primeira alegação está sendo feita por republicanos como Mitt Romney, que acu-\r
    sou Obama de se inspirar nos 'socialistas democratas' europeus e disse que a 'Europa\r
    não está funcionado nem na Europa'. A idéia é que os países em crise enfrentam proble\r
    mas devido ao peso dos gastos governamentais.\r
    Mas os fatos dizem o oposto.\r
    É verdade que toda a Europa ofere benefícios sociais mais generosos - ENTRE OS \r
    QUAIS SERVIÇOS UNIVERSAIS DE SAÚDE - e registra gastos governamentais mais altos que os EUA. Mas os países hoje em crise não oferecem mais bem-estar social dos que os que\r
    estão se saindo bem.\r
    Na verdade, a correlação indica o oposto. A SUÉCIA, FAMOSA POR BENEFÍCIOS GENE-\r
    ROSOS,tem ótimo desempenho e é um dos poucos países cujo PIB atual é maior que o de\r
    antes da turbulência. E o 'gasto social' em todos os países hoje em crise era menor\r
    do que na Alemanha.\r
    A CRISE DO EURO, PORTANTO, NADA DIZ SOBRE A SUSTENTABILIDADE DOS ESTADOS DE BEM-\r
    ESTAR SOCIAL. ...Dizem-nos que os EUA têm de cortar gastos agora ou poderemos termi-\r
    nar como a Grécia. Os fatos também contam história diferente.\r
    Primeiro, o fator determinante para os juros não é a dívida do governo, mas sim\r
    se a captação é feita em moeda nacional ou não. O Japão tem dívida bem maior que a\r
    italiana, mas os juros sôbre os títulos japoneses de longo prazo são de cerca de 1%,\r
    ante 6% na Itália.\r
    ...A AUSTERIDADE, POR SUA VEZ, FRACASSOU EM TODO LUGAR NO QUAL FOI TENTADA. Nen\r
    hum país com dívidas significativas conseguiu cortar gastos a ponto de recuperar o a-\r
    preço do mercado.\r
    ...MORAL DA HISTÓRIA: DEVEMOS TER CUIDADO COM IDEÓLOGOS QUE TENTAM APROVEITAR A\r
    CRISE EUROPÉIA PARA PROMOVER SUAS AGENDAS. SE OUVIRMOS O QUE ELES DIZEM, AGRAVAREMOS\r
    AINDA MAIS OS NOSSOS PROBLEMAS".\r
    PAUL KRUGMAN - Prêmio Nobel de Economia.\r
    \r
    Um grande abraço, Francisco Ramos. \r
  • Fernando Chiocca  13/11/2011 12:07
    Excelente frncisco ramos

    Eu li essa coluna do Krugman ontem na Folha e a considerei uma das maiores pérolas (dentre tantas) dele.

    Além do Krugman desfilar sua total ignorância em economia que já estamos acostumados a ver, ele usa a coluna para alertar os leitores sobre os perigos de gente que faz o que ele acabou de fazer!!
    Ele passa o texto inteiro "TENTANDO APROVEITAR A CRISE EUROPÉIA PARA PROMOVER SUAS AGENDAS" e ainda diz que "DEVEMOS TER CUIDADO COM IDEÓLOGOS QUE TENTAM APROVEITAR A
    CRISE EUROPÉIA PARA PROMOVER SUAS AGENDAS. SE OUVIRMOS O QUE ELES DIZEM, AGRAVAREMOS
    AINDA MAIS OS NOSSOS PROBLEMAS".

    Genial.

  • Carlos Araujo  13/11/2011 15:52
    O interessante é a assinatura. Uma espécie de "sabe com quem ta falando" sorrateiro.
  • Evandro  13/11/2011 14:05
    É interessante como o Krugman é tratado por certos "liberais"(se é que se pode chamar o que às vezes se defende por aí para sistema social de liberalismo; tá mais pra uma anomia social) como um completo retardado.

    Vocês acham que o Krugman não conhece a escola austríaca? E, se ele leu e não descobriu o "caminho da verdade" lendo Rothbard e Mises, então é um idiota, digno de pena, que não sabe nada de economia?

    Impressionante a arrogância! Sabem, existem keynesianos, novos clássicos, marxistas, que já leram as escola austríaca, muito mais que muita gente por aqui, e... pasmem... não se converteram. Isso faz deles retardados mentais?

    Ele ganhou um nobel por acaso, né? (Ah! A não ser que o nobel seja uma conspiração marxista-keynesiana apoiada pela mídia contrarrevolucionária corporativista-social-proletária)

    É curioso eu ficar defendendo o Krugman. Eu que nem gosto muito dele. Mas a forma como ele é caricaturado por alguns (que por vezes nem mesmo tem formação em economia, se sentindo extremamente superioires a um nobel em economia!) é uma falácia das mais baixas.

    Pelo menos o Krugman reconhece as contribuições de diferentes correntes de pensamento e diferentes economistas à ciência econômica, e não fica preso a uma específica, rejeitando, "a priori", tudo que não é austríaco ou "liberal".
  • Carlos Araujo  13/11/2011 18:10
    Evandro, comentei apenas do fato da matéria levar na assinatura o "título" dele.
    É um recurso muito comum na mídia dizer "o premio nobel de economia disse isto", "o premio nobel da paz disse aquilo", "o premio nobel de física disse aquilo outro", usando o "título" como peso para dar algum crédito à matéria.
  • frncisco ramos  13/11/2011 14:43
    Sinto-me recompensado em ver que o Sr. , prezado Fernando Chiocca, meu novo interlo\r
    cutor, achou o artigo "genial". Mas essa de dizer que um Prêmio Nobel da Economia é\r
    ignorante na própria economia, valeu a semana inteira! O que o Krugman em verdade,\r
    vem fazendo é descontruir esta idéia absurda de que a completa "desidratação" do Estado resolveria todos os problemas econômicos da Sociedade e mereceria, esta sim,\r
    um Prêmio Nobel da Ingenuidade, caso existisse.Quando coloquei ao Sr. Leandro que a\r
    aplicação do "laissez faire", na sua ortodoxia pura, levaria à insubordinação civil,\r
    implìcitamente à ruptura do Contrato Social e às mais diversas formas de banditismo\r
    na Sociedade, êle não entendeu. Mas, imagine o Sr., um Estado como elemnto meramente\r
    figurativo, na área da segurança, por exemplo, com os cidadão todos armados (confor\r
    me preconizado pelo Professor Emérito George Reisman - é só reler o artigo) em que\r
    desastre resultaria. Além do mais, existem artigos relacionando o fetichismo das ar-\r
    mas na Sociedade americana com a cifra chocante de 01 milhão de assassinatos nos\r
    EEUU no século passado (mais vitimas de que aquelas que os EEUU tiveram em todas as guerras de que participaram).\r
    .\r
    A propósito, na Fôlha de hoje, o proeminente filósofo alemão Habermas afirma, com todas as letras, em tom de ALERTA, que a atual "situação econômica é terreno fér\r
    til para a extrema direita", da qual a "Escola Austríaca é um dos maiores expoentes.\r
    \r
    Aceite,Sr. Fernando Chiocca, a mais elevada expressão de minha consideração e estima.\r
    \r
    \r
    \r
    \r
    \r
  • Leandro  13/11/2011 17:36
    Exatamente, senhores Evandro e Francisco. Krugman é Nobel e, sendo Nobel, é inatacável -- assim como Obama e Arafat também o são, pois ambos receberam o Nobel da Paz. Certo?

    Aliás, Hayek também é Nobel de economia, e ganhou o Nobel por uma teoria exatamente oposta à de Krugman. E aí, como fica? Só vale pra um?

    Francisco, um milhão de mortos por armas de fogo em um século? Mas isso é "estarrecedor", principalmente quando se analisa o histórico daqueles governos que desarmaram completamente seus cidadãos (nazismo e comunismo): 210 milhões de mortos. Só isso.

    E só mais um detalhe: "extrema direita" se refere a nacionalismo, xenofobia, protecionismo, fronteiras fechadas e bem-estar social para todos. Trata-se da Frente Nacional francesa e do Partido Nacionalista Britânica. Todos estes itens são exatamente contrários ao que defende a Escola Austríaca. O senhor dizer que "extrema direita" é Escola Austríaca mostra bem que honestidade intelectual não é o seu forte. Ou estaria o senhor apenas movido pelo mais puro desejo da calúnia?

    Senhor Evandro, permita-se algumas considerações:

    1) O prêmio Nobel de economia não é uma "conspiração marxista-keynesiana apoiada pela mídia contrarrevolucionária corporativista-social-proletária". É apenas um prêmio escolhido e concedido pelo Banco Central da Suécia. Preciso dizer mais? (Imagina se esses burocratas premiarão economistas que dizem ser justamente a atividade desses burocratas as causas de todas as crises)?

    2) Eu não diria que Paul Krugman é retardado -- afinal, ele não parece babar quando fala. Também não saberia dizer se ele é apenas um oportunista ideólogo. Quando os democratas estão na Casa Branca, ele passa a elogiar as mesmas políticas que ele criticava quando eram os republicanos quem as implementava. Se este é um exemplo de guia intelectual para o senhor, que seja. Aqui, o nosso padrão é mais alto.

    3) Sobre Krugman ter lido os trabalhos da Escola Austríaca e não ter "se convertido", há duas explicações. A primeira é que há fortes evidências, baseadas nos próprios escritos dele, de que ele não entendeu absolutamente nada do que leu. Aliás, entendeu justamente o contrário. Veja aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

    E há também aquele fator, explicado por mim neste texto, que explica por que uma pessoa que dedicou toda a sua vida a uma crença jamais irá abrir mão de viver na ilusão, pois a realidade tornar-se-ia insuportável para ele.

    É perfeitamente possível entender essa fé cega que determinadas pessoas têm no keynesianismo. Se você investiu toda a sua vida e toda a sua carreira acadêmica ou profissional defendendo teorias keynesianas, ou se a sua fé no estado é aquilo que dá sentido à sua vida, divorciar-se da economia keynesiana seria um choque e tanto. Dependendo da idade do sujeito, o estrago pode ser irreparável.


    5) Robert Murphy desafiou Paul Krugman para um debate sobre a atual crise econômica. E ele utilizou uma estratégia que Krugman não poderia negar: ele pediu que várias pessoas doassem dinheiro para essa causa, com uma única condição: se Krugman aceitasse o debate, o dinheiro seria revertido para instituições de caridade. Krugman está fugindo até hoje. Parece que ele não se importa muito com os pobres...

    6) Por fim, a prova mais cabal da ignorância da teoria econômica de Krugman pode ser vista nesta compilação de artigos seus, nos quais ele diz que a cura sustentável para a recessão de 2001 era, adivinhe só!, a criação de uma bolha imobiliária.

    Foi Mark Thornton, do Mises Institute, quem compilou suas escritas. Quando confrontado sobre elas, restou a Krugman apenas reagir com ironiazinha barata: "Ai, daqui a pouco vão dizer que fui eu quem matou Kennedy".

    7) Tenham a bondade de ler nossos artigos sobre Krugman:

    Krugman concorda com os austríacos - mas por motivos completamente opostos

    Minha resposta a Paul Krugman sobre a teoria austríaca dos ciclos econômicos

    Paul Krugman e a terceira depressão - uma mente confusa

    Paul Krugman, como sempre, não entendeu nada

    Paul Krugman, a atual crise, sushis e a importância da teoria do capital


    8) Material farto, hein, senhores? Como tenho a certeza de que ambos possuem genuíno interesse no aprendizado, estou certo de que terão dias cheios pela frente.


    9) Após a completa leitura do material indicado, façam a si próprios a seguinte pergunta: resta algum motivo para respeitar este cidadão?
  • frncisco ramos  13/11/2011 23:58
    Sr. Leandro: é totalmente estapafúrdia esta citação de que Obama e Arafat, "também"\r
    ganharam o prêmio Nobel. Estamos tratando de economia e na terrível pesrspectiva de \r
    a Sociedade Civil ficar privada do ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL, conquista que exigiu \r
    um grande protagonismo histórico (para não dizer, sangue mesmo) da humanidade,apenas\r
    para satisfazer as veleidades de certos "experimentadores" econômicos, que tratam\r
    o assunto, não como metodologia para a melhoria do ser humano e , sim, como abstra\r
    ção acadêmica. É claro, Sr. Leandro, que o senhor, que jamais aceitaria um Prêmio\r
    Nobel da Economia, por ser outorgado pelo "Banco Central da Suécia", terá, até os\r
    confins dos tempos, argumentos para tudo a favor da doutrina que o Sr. defende. Ocorre\r
    que o Sr. foi apanhado numa inacreditável contradição: por um lado desmoraliza o ....\r
    Prêmio Nobel do Krugman, uma vez que aí "o padrão é mais alto" e, por outro lado, re\r
    gozija-se com o mesmo Prêmio Nobel de Economia concedido ao Hayek, pelo fato dele\r
    defender postulados contrários aos do Krugman. ÊSTE ATO FALHO FOI FEIO, NÃO?\r
    \r
    Gostaria igualmente de refutar de forma veemente a descabida comparação entre as ci\r
    fras impressionantes de homicídios nos EEUU (um milhão , no século passado) com as\r
    mortes ocorridas sob o nazismo e o stalinismo, visto que a consciencia universal da\r
    humanida já repudiou essas duas perversões. OS ASSASSINATOS CITADOS NOS EEUU OCORRE-\r
    RAM NUMA NAÇÃO QUE, INTERNAMENTE, ENCONTRAVA-SE EM "PAZ", se é que é possível consi\r
    derar êste massacre entre cidadãos, um clima de paz. Por outro lado, esta ideia do\r
    Professor Emérito George Reisman (que, repito, carrega análises profundas e interes\r
    santes em seu artigo) de que o cidadão deverá ter o direito de andar armado, pelas\r
    razões expostas logo acima, É UM ESCÃNDALO. O culto às armas nos EEUU, que deixa estu\r
    pefatos os europeus, deriva da guerra de Secessão Americana e da brutal ocupação do\r
    oeste, genocídio dos índios pelo meio. No mais, a segunda emenda da Constituição Americana já concede ao cidadão êste absurdo "direito". Neste sentido, pelo menos. a\r
    Escola Austríaca já tem um filamento de sustentação institucional para a utópica im-\r
    plementação de seu arcabouço econômico.\r
    A propósito, senhores, de que forma uma estrutura econômica como a do "laissez faire"\r
    consegueria sustentação institucional e aprovação da Sociedade Civil, que seria auto\r
    màticamente privada do "Wellfare State", sem graves conturbações sociais? É claro \r
    que os Srs. têm a resposta. O problema é que a solução apresentada não atende aos re\r
    quisitos da equação.De mais a mais, é extremamente interessante como os Srs se furtam\r
    a discutir como, num parlamento, por exemplo, essas leis que permitiriam a aplicabili\r
    dade desta aberração, seriam aprovadas. Também não discutem como a Sociedade Civil\r
    reagiria às perdas de seus benefícios sociais.\r
    E quanto ao Sr, Sr. Leandro, que está num "nível mais alto", posso ter cometido equi-\r
    vocos, como os que o Sr. apresentou. Mas não me chame de desonesto intelectual ou ca\r
    luniador. Senão, terão que descer do "pódio". O Krugman é uma especie de antídoto !\r
    \r
    Reitero as minhas profundas considerações,\r
    Democráticos Abraços.\r
    \r
    \r
  • Leandro  14/11/2011 00:28
    A contradição é toda sua, prezado senhor Ramos. Eu, em momento algum, saio pavoneando-me por aí dizendo que "sigo as ideias de um Prêmio Nobel". Quem fez isso com grande alarde foi o senhor e o Evandro. A mim coube apenas apontar esta incoerência no comportamento de ambos. Se os senhores admiram um determinado economista porque ele ganhou o Prêmio Nobel de economia, então, por definição, devem admirar todos os que estão nesta categoria, dentre eles Hayek e Milton Friedman. Apontei essa incoerência e o senhor, aparentemente desesperado por ter sido pego em flagrante contradição de princípios, está fazendo de tudo para tentar reverter tão humilhante situação, recorrendo a este triste método de jardim de infância: "não fui eu, foi você!"

    De minha parte, repito, não tenho respeito nenhum por Prêmios Nobeis de economia, e jamais assumi qualquer posição em contrário -- o mesmo não pode ser dito nem do senhor e nem do Evandro.

    No mais, lendo nossas incessantes conversas aqui, concluo que realmente fui feito de bobo. Todas as suas provocações foram devidamente respondidas, às vezes com argumentos, às vezes com links para textos que contêm os argumentos. E, quanto mais eu fazia isso, quanto mais eu aprofundava a discussão, mais o senhor escorregava, saía pela tangente e inventava novos assuntos, ignorando por completo tudo que havia sido discutido até então. E mais eu ia no jogo, dando corda a estas novas provocações.

    Por exemplo, nesta sua última postagem, não há uma só palavra de contestação ao que eu disse. Pior ainda: houve novas tergiversações, dizendo agora que os regimes comunistas que trucidaram seu povo desarmado estavam em guerra (e depois, pra piorar, o senhor saiu por aí fazendo perorações sobre "sustentação institucional, "aprovação da Sociedade Civil, "welfare state" e várias outras glossolalias.)

    Aliás, um detalhe: o senhor se mostra escandalizado com essa cifra de 1 milhão de mortos em um século nos EUA -- cifra essa tirada não sei de onde, mas mesmo assim entro no clima e lhe concedo o benefício da dúvida. Curiosamente, no Brasil -- país onde não se permite o porte de armas para os cidadãos e é extremamente difícil obter uma arma legalmente -- mata-se 50 mil pessoas por ano. Isso significa que, em um século, são 5 milhões de mortos (5 vezes mais que nos EUA). E enfatizo: em um país onde se é praticamente proibido ter armas, exatamente como o senhor gosta. Como se explica isso?

    Enquanto isso, na Suíça, país onde absolutamente todo cidadão tem uma arma, a taxa de homicídios é das mais baixas do mundo:

    cratheusnews.com/na-suica-ha-menos-de-um-para-cada-100-000-habitantes/


    Muito bem... mais uma vez, respondi a todos os seus comentários, e o senhor ainda não respondeu a absolutamente nenhum meu. Já leu os textos indicados na minha última postagem? Não? Pois então faça-o. E só volte quando tiver substância. A participação do senhor aqui já virou trollagem pura, e nada de positivo tem a acrescentar. Por gentileza, volte apenas quando tiver algo substantivo.

    Abraços!
  • Francisco Ramos  17/11/2011 12:05
    Prezados Senhores membros do INSTITUTO LUDWIG VON MISES BRASIL. Inicialmente, minhas\r
    considerações e respeito. Como o Sr. Leandro gentilmente recomendou-me que só voltas\r
    se a este Blog ..."apenas quando tiver algo substantivo"., aí vai:\r
    \r
    www.joseserra.com.br/archives//1848.\r
    \r
    Sr Leandro não seja rigoroso consigo mesmo, considerando-se bobo. Eu aprendi mui\r
    to com o Sr. Apenas não concordo com os postulados das doutrinas econômicas que o Sr\r
    defende e não devo ser execrado por isto. Já me referi diversas vezes ao seu inques\r
    tionável preparo.\r
    \r
    Saudações sempre democráticas e abraços ao Sr. e a todos os demais membros deste des\r
    tacado INSTITUTO.\r
    \r
    OBS: não precisa publicar esta postagem.
  • anônimo  18/11/2011 07:53
    Crise de confiança: é só fehar os olhos que ela vai embora.
  • Francisco Ramos  17/11/2011 12:09
    Em verdade o site correto é: http:www.joseserra.com.br/archives/1848
  • Hay  18/11/2011 10:48
    Eu nem sou economista, sou leigo, mas, sinceramente... isso é sério?

    1. A crise econômica é grave, afetando o terceiro PIB e o segundo centro financeiro do mundo. Com exceção de pequenos países como a Grécia, essa crise não foi provocada por gastança desenfreada dos diferentes governos.

    Ué, a crise foi causada pelo que, então?

    2. A crise é de confiança.

    Entendi. As dívidas aumentaram, mas o problema não foi causado por gastança, não. Foi causada por uma crise de confiança. Eu tenho uma ideia genial: criar uma droga que leva todos os seres humanos a confiar plenamente nos bancos centrais e nas políticas econômicas baseadas nas dívidas eternas.

    Não há livre mobilidade da força de trabalho. Não há seguridade social unificada. Não há política fiscal unificada. Não há um Tesouro Europeu.

    Ou seja, para solucionar os problemas ma Europa, basta criar um grande país chamado Europa e unificar tudo. Se o BCE não conseguiu resolver os problemas, a solução é dar ainda mais poder às mesmas pessoas que estavam no poder quando a crise se formou. Genial! Já que as coisas se solucionam assim, por que não criar logo um governo mundial, uma moeda mundial, uma política fiscal mundial? Isso resolveria os problemas do mundo!

  • Carlos Araújo  18/11/2011 21:52
    Essa é a nossa direita.
  • Francisco Ramos  18/11/2011 12:08
    Em verdade, o artigo foi colocado para acender a polêmica. Não me posicionei contra\r
    nem a favor. Pretendo aprender, como tenho aprendido neste blog, um pouco mais sôbre\r
    economia. Mas, pensemos um pouco: os gasto do Governo Brasileiro (em virtude da im-\r
    plementação de programas sociais abrangentes), por exemplo, são bastantes altos. Po-\r
    de-se dizer que, neste momento, a economia brasileira está em crise? Se está, por que\r
    razão a agencia de classificação de risco Standard & Poor's ..."deu voto de confian-\r
    ça à economia do Brasil, elevando a nota do país, de BBB- para BBB, devido ao ajuste\r
    fiscal"... e ...;"acredita nas 'boas perspectivas de criscimento'".? (Folha de São\r
    Paulo, 18/11/11, primeira página).\r
    \r
    Abraços a todos.
  • Vitor Hoher Nunes  18/11/2011 15:15
    A classificação da Islândia pela Standard & Poor's era A+ pouco antes do sistema financeiro inteiro do país ir a falência em 2008. A mesma Standard & Poor's classificou muito bem o Lehman Brothers antes dele quebrar. Quer mais confiança que isso? Se tem alguma coisa que não faltava era confiança.\r
    \r
    Não existe polêmica nenhuma, o problema da crise é sistêmico. Enquanto um pequeno percentual dos gastos do governo brasileiro foram pra políticas sociais, mais de 650 bilhões foram pra encargos da dívida. A dívida interna cresce a ritmos galopantes, corremos risco de inflação, o governo estimula a criação de bolhas, o estado é muito inflado, temos uma regulação tremenda e etc.\r
    \r
    Em resumo, o governo tira dinheiro de gente produtiva e fica botando no ralo pra atividades que vão garantir votos e a perpetuação no poder. Daí gastamos quase metade do orçamento da União só com rolagem da dívida. Muito bonito, que beleza de país! Quer saber? Deveríamos gastar mais, nossas contas públicas estão equilibradas demais pro meu gosto...
  • Hay  18/11/2011 15:30
    Em verdade, o artigo foi colocado para acender a polêmica. Não me posicionei contra nem a favor. Pretendo aprender, como tenho aprendido neste blog, um pouco mais sôbre economia.

    Minhas críticas não foram direcionadas a você, é claro, mas ao texto.

    Mas, pensemos um pouco: os gasto do Governo Brasileiro (em virtude da implementação de programas sociais abrangentes), por exemplo, são bastantes altos. Pode-se dizer que, neste momento, a economia brasileira está em crise?

    É difícil saber a real saúde da economia de um país quando o maior investidor é a entidade que gera dívidas cada vez maiores para implementar aquilo que está sendo um dos maiores causadores na Europa (o tal estado de bem-estar social). É difícil saber quando estamos em uma bolha se estamos dentro dela.

    Se está, por que razão a agencia de classificação de risco Standard & Poor's ..."deu voto de confiança à economia do Brasil, elevando a nota do país, de BBB- para BBB, devido ao ajuste
    fiscal"... e ...;"acredita nas 'boas perspectivas de criscimento'".? (Folha de São Paulo, 18/11/11, primeira página).


    Como um colega já respondeu, a Islândia era um país bom para investir para essas mesmas agências. A Islândia quebrou. Aliás, leia este artigo que fala justamente sobre o colapso da Islândia: A crise bancária da Islândia: o colapso de um sistema financeiro intervencionista

    Era um mundo bizarro: pessoas largando atividades produtivas para entrar em um mercado baseado em dinheiro inexistente, governo garantindo, por escrito, que os bancos nunca quebrariam, etc. Aí, no final, quando isso falha, aparecem uns gênios dizendo que a culpa foi da falta de regulação. Aliás, são os mesmos que estão até hoje culpando a "falta de regulamentação" pela bolha imobiliária dos EUA.

    Leitura adicional: lembra-se daquele banqueiro de Bangladesh que criou programas de microcrédito que supostamente salvariam o país e levariam o país a um paraíso? Pois é, no final das contas, não deu tão certo assim.
  • Francisco Ramos  18/11/2011 20:57
    Prezados Srs. Victor Honer Nunes e Hay. Pelo que acabo de aprender a agência de clas\r
    sificação de risco "Standard & Poor's", com seus scores, não é um organismo confiá- \r
    vel para avaliar a saúde econômica dos países. Posso aceitar parcialmente. Mas o ca \r
    so citado da Islândia, comparando-a com o Brasil, é um argumento que não procede, pois o pequeno citado país,pràticamente não é exportador de commodities, incluindo\r
    aí sua agricultura, vitima de um dos climas mais inclementes do planeta, não tem po\r
    tencial hidrográfico (o Brasil tem o maior do mundo) e até onde sei não tem estrutu\r
    ra industrial diversificada e complexa, não possui uma "Amazônia azul", que são nossas duzentas milhas de oceano, onde, aliás, encontra-se este tesouro incomensurá-\r
    vel do pre-sal. A agencia avaliadora de risco econômico, evidentemente, errou em rela\r
    ção à Islândia e os Srs, com o devido respeito, cometeram um erro comparativo propor\r
    cional ao da referida Agencia em relação ao pequeno país citado. Por outro lado, qual\r
    o score concedido pela "Standard & Poor's" à Alemanha, por exemplo. É so ler.\r
    \r
    Ademais, há aproximadamente nove anos, e até mais (se considerarmos as medidas soci\r
    ais do Governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso) o Brasil vem gastando genero\r
    samente em programas sociais ( tidos pelo Sr. Victor Hoher Nunes como programa elei\r
    toreiro - aí já caminhou para um viés ideológico, que venho cautelosamente evitando),\r
    incluindo cerca de 30 milhões de SERES HUMANOS, (lembram-se deles?) na classe média,\r
    o que significou robustez no mercado interno, que por sua vez funcionou como espécie\r
    de blindagem.Não existe mágica, Srs. O capitalismo só é viável se o dinheiro estiver\r
    circulando em maior número de pessoas possível. Pois bem ! Apesar dos gastos Governa\r
    mentais Brasileiros (ainda uma mera caricatura do ESTADO DE BEM ESTAR SOCIAL, pois a\r
    saúde pública ainda deixa a desejar, apesar da cobertura universal, inclusive para\r
    estrangeiros, o sistema educacional é bastante deficitário, etc, etc.) onde está a \r
    crise da economia brasileira? Ela, evidentemente, pode nos alcançar pois, afinal, es\r
    tamos (desculpem o truísmo) numa economia globalizada e agora, conflagrada, sobretudo\r
    nos EEUU e Europa.\r
    A situação chegou a um ponto em que os chamados países do "primeiro mundo" recorre -\r
    ram aos BRICS que, naturalmente, os remeteram ao FMI, do qual o Brasil é credor.\r
    Estmos, sim, necessitando , com urgência, de uma reedição dos "Acordos de Bretton\r
    Woods" de cujas medidas surgiram o FMI e o BANCO MUNDIAL. Na primeira edição, ocorri\r
    da de 1 a 20 de julho de l944, lá estava O GIGANTE JOHN MAYNARD KEYNES. Já pensaram \r
    no luxo desta Conferência, que formatou tôda a Economia capitalista pós segunda guer\r
    mundial?\r
    E para terminar, Srs Nunes e Hay, será que os princípios do "laissez faire" evitariam\r
    uma crise numa escala planetária? Nunca saberemos. Estes princípios econômicos nunca\r
    foram testados nesta escala.\r
    \r
    \r
    \r
    taram na criação do FMI e do \r
    \r
  • Hay  21/11/2011 07:33
    Mas o caso citado da Islândia, comparando-a com o Brasil, é um argumento que não procede

    E quem comparou a Islândia com o Brasil? Por favor, leia as coisas com mais cuidado. Quando se fala que a S&P considerava a Islândia um bom lugar para investir pouco depois do colapso deste país, só estamos mostrando como é ridículo usar indicadores desses países como se eles fossem confiáveis. Não é tão difícil assim de entender...

    E para terminar, Srs Nunes e Hay, será que os princípios do "laissez faire" evitariam
    uma crise numa escala planetária? Nunca saberemos. Estes princípios econômicos nunca
    foram testados nesta escala.


    "Nunca saberemos". Ok, obrigado por ser uma entidade sobrenatural que consegue prever o futuro. A parte boa é que você finalmente admitiu que não há laissez faire.
  • Vitor Hoher Nunes  21/11/2011 15:36
    Francisco Ramos,\r
    \r
    O senhor tentou fazer uma comparação descabida entre Brasil e Islândia, a qual ninguém tinha feito, tentando exaltar as riquezas naturais e condições do Brasil frente às da Islândia. Apenas foi comentado que o grade da S&P não era motivo pra garantir a segurança econômica e financeira de ninguém, tendo em vista a provação empírica. Ou seja, uma boa nota dada pelo S&P não impede ninguém de entrar em crise; assim o fato do Brasil ter melhorado sua nota não pode camuflar os riscos que sofrem nossa economia. Não existe necessidade alguma de comparação entre os países, o comentário só foi pra mostrar que a S&P erra FEIO em algumas de suas avaliações. Qualquer tentativa de estender o tema além disso é erística da tua parte, tentando misturar maçãs com laranjas pra desvirtuar o ponto central do debate, que foi a tua afirmação que o Brasil faz altos gastos governamentais e que não está em crise, ou seja, altos gastos governamentais são positivos pra economia (essa foi lógica que tu propôs, é só ler a tua postagem).\r
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    O senhor disse anteriormente que os gastos do governo são altos por conta de políticas sociais, enquanto eu falei que um PEQUENO percentual de gastos do governo era feito em políticas sociais enquanto mais 650 bilhões eram gastos só com a rolagem da dívida. Daí o senhor se faz de desentendido, ou simplesmente não teve capacidade de entender, pois eu nunca falei de ser contra ao a favor de políticas sociais, se elas tem resultado ou não, apelando pro emocional e deu a entender que eu não me importo com os sei lá quantos milhões de pessoas. Simplesmente falei que o governo gasta muito mais com o financiamento do seu desequilíbrio fiscal do que com qualquer política assistencialista ou prestação de serviços básicos (pegue o orçamento da união e some os gastos com saúde, educação, segurança, saneamento básico e assistencialismo; creio que vai dar metade dos 44% do orçamento gastos com rolagem da dívida, se isso). Ou seja, os altos gastos governamentais (que tu defende) geram dívidas, que acabam tomando conta de todo orçamento futuro. Deixando a maior parte do orçamento governamental pra pagar dívidas. \r
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    Depois eu disse que o governo rouba o dinheiro de pessoas produtivas e bota no ralo pra garantir votos e perpetuação de poder. O senhor já ouviu falar em funcionários públicos? Já ouviu falar em cargos de confiança? Já ouviu falar de empréstimos a juros mais baixos que os de mercado feitos pelo BNDES pra empresas parceiras do governo? Já ouviu falar de licitações e parcerias público-privadas com empresas companheiras? Políticas tipo o bolsa família pra mim são como uma devolução distorcida de parte do imposto que todo mundo paga pra sustentar esses sanguessugas do governo. O problema é que toda população deveria receber esse dinheiro de volta, não só alguns. Aliás, esse dinheiro dos impostos nunca deveria ter saído do bolso do cidadão. Retira uma soma esmagadora de dinheiro do povo e retorna para aquelas partes da sociedade que lhe convir... Daí esse dinheiro retorna pra economia de forma distorcida com o governo pagando uma de paizão. Quebras as pernas e depois oferece a muleta... \r
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    Depois fala em estado de bem estar social, fala de crise dos EUA e Europa, mas esquece que a crise atual justifica-se principalmente por conta dos estados inflados demais, que se tornaram ineficientes por conta de políticas fiscais e monetárias absurdas, regulamentações e falta de liberdade dos seus mercados.\r
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    Que saber como anda a economia brasileira? Recomendo-te este artigo.\r
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    E agradeça ao "gigante" Keynes, por causas de teorias com as dele é que não temos um capitalismo genuíno e um livre mercado, que impediria essa série de bolhas em que vivemos.\r
  • francisco ramos  20/11/2011 12:52
    Olá, Francisco,\r
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    Seguem os comentários, com escusas devidas pelo indesculpável atraso.\r
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    Fico à sua disposição para qualquer esclarecimento adicional.\r
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    Abração,\r
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    Fernando\r
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    COMENTÁRIOSOBRE ARTIGO DE G. REISMAN\r
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    19/11/2011\r
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    1. Trata-se de professor emérito de desconhecida instituição (pelo menos entre economistas brasileiros) - Pepperdin e University.\r
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    2. O autor parece estar ligado ao Tea Party - extrema direita norte-americana, que considera o presidente Obama algo como socialista, senão comunista.\r
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    3. Seu radicalismo transparece ao defender um Estado Mínimo (limitado a garantir segurança interna e externa, incluindo administração de justiça). Não há menção a intervenção militar no exterior.\r
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    4. Nem monopólio do uso da força pelo Estado é aceito, vez que o autor defende o "direito de portar armas" - sinônimo de barbárie, no meu entender.\r
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    5. O artigo está datado de 2008, sendo, portanto, anterior à recidiva/agravamento da crise em 2010/2011.\r
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    6. Num país conhecido pelo racismo contra negros e discriminação contra hispânicos e onde cerca de 50 milhões de cidadãos norte-americanos não têm acesso a tratamento de saúde (dado anterior à reforma aprovada no governo Obama, mas ainda carente de implementação), ele se posiciona contra qualquer política social, esteja ela voltada seja para o controle do meio ambiente, seja para o atendimento de necessidades básicas (transporte público, saúde, educação e habitação), o que contraria um postulado básico do Liberalismo - igualdade de oportunidades. \r
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    7. Texto puramente de divulgação, combatendo escritos de jornalistas - e não de autoria de colegas economistas (acadêmicos ou não), vez que não cita um único artigo técnico sobre o assunto em pauta.\r
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    8. No fundo, apega-se à suposta teoria (de fato, mera conjectura) da "mão invisível", atribuída a Adam Smith. Ou seja, a busca do auto- interesse com o mínimo de interferência estatal conduziria ao melhor resultado econômico.\r
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    9. Curiosidade: Amartya Sen, prêmio Nobel de 1998, é um dos criadores do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano),calculado pela ONU. Indiano de nascimento, é casado com Elizabeth Rothchild -uma economista de origem judaica, especialista em Adam Smith. \r
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    10. O IDH mede a qualidade de vida, ou seja, "bem-estar econômico e social" - conceito bem mais abrangente (e civilizado) do que, digamos, o mais tradicional indicador de "renda per capita".\r
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    11. O autor discute bem a crise de 2008/EUA, em que houve fracasso na tentativa de se ampliar o acesso das camadas mais pobres a propriedade da habitação, devido, parece, a problemas na estrutura de financiamento/endividamento dos bancos e mutuários.\r
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    12. No prolongamento atual da crise, o centro dinâmico de crescimento econômico da China parece ter-se deslocado (com incentivo por parte do governo norte-americano) do setor externo (exportações líquidas)para a demanda interna - principalmente habitação, com base em um sistema financeiro muito mais regulado do que o vigente em qualquer época nos EUA.\r
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    13. A política do FED (Banco Central dos EUA) de reduzir os juros não implica (ao contrário do que afirma o autor) em se criar dinheiro/recursos do nada, mas, sim, numa tentativa de ampliar o consumo (no caso, pela compra de habitações) das camadas mais pobres. Em sua essência, são elas financiadas pelos poupadores -grupo composto, basicamente, pelos segmentos mais afluentes da sociedade.\r
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    14. Em caso de sucesso na manutenção do crescimento econômico, eventuais perdas de capital (devidos a taxas básicas de juros negativas) ficam restritas a certos grupos, não afetando a economia no seu agregado (muito pelo contrário).\r
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    15. É verdade, porém, que a baixa taxa de compulsório dos bancos (2%), citada pelo autor, implica em um alto multiplicador bancário, mais provável de ser observado em situações de grande expansão econômica.\r
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    16. Certamente, o sistema bancário fica bem mais vulnerável, por exemplo, do que se os bancos operassem com um compulsório de, digamos,15/20% - mais encontradiço em situações como a atual, de "armadilha de liquidez", de características keynesianas.\r
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    17. Numa situação desse tipo, os recursos dos poupadores ficam "empoçados" nos bancos, devido ao fato de os mesmos se tornarem muito mais cautelosos em suas políticas de empréstimo.\r
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    18. Além disso, parcela importante dos recursos emprestados não é utilizada pelos tomadores de empréstimos para adquirir bens no mercado, mas, sim, para, reduzir seu nível de endividamento, devido a preocupação com um cenário econômico desfavorável, em termos de maior probabilidade de desemprego.\r
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    19. O autor parece reconhecer (mas não necessariamente aprovar) o objetivo da autoridade monetária de reduzir os juros para estimular a demanda, a produção e evitar o desemprego em grande escala.\r
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    20. Políticas keynesianas desse tipo visam, exatamente, a evitar tal desemprego, sendo conservadoras no sentido de tentar evitar os riscos eleitorais e sócio-políticos de uma ampla insatisfação no seio da classe trabalhadora (tipicamente, a Grã-Bretanha e os EUA na década de 30).\r
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    21. Ou seja, ser keynesiano é, na prática, tentar evitar o "capitalismo selvagem" - exatamente o do tipo propugnado pelo autor.\r
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    22. Diferentemente do autor, que afirma "...foi a intervenção governamental, e não um livre mercado ou um capitalismo laissez faire, a responsável por cada aspecto essencial dessa crise"(pág.8), eu diria que essa intervenção (desde 2008) tem sido, de fato, inadequada para lidar coma crise, mas que, provavelmente, a desregulamentação de mercados (em especial, o financeiro) , promovida nos governos Thatcher (Grã-Bretanha) e Reagan (EUA),contribuiu sensivelmente para a mesma.\r
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    23. O IDH da Grã-Bretanha piorou significativamente (em termos comparativos), enquanto o dos EUA apresentou alguma melhora ente os anos 2004 e 2010, como provável efeito de política econômica intervencionista de governos anteriores. \r
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    24. Estranha, a afirmação do autor de que "a doutrinada concorrência perfeita e pura" seria uma forma de "doutrina anticapitalista".(pág. 8).\r
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    25. O autor parece admitir o "trabalho infantil"(p. 9). Talvez pela insignificância do mesmo nos EUA, ao contrário do que acontece no Brasil.\r
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    26. Faz sentido imaginar que, à semelhança do que ocorrer na China, uma redução dos gastos com a seguridade social conduza ao aumento da taxa de poupança e do investimento e, portanto, do crescimento econômico. Ou seja, bem-estar puramente econômico, mas não necessariamente social, compatível com maior coesão social.\r
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    27. Caso da Irlanda: grande fome de século 19: os liberais de então posicionaram - se contra qualquer intervenção do Estado, o que levou a forte emigração, especialmente em direção aos EUA (origem da família Kennedy).\r
  • francisco ramos  20/11/2011 13:12
    Prezados Senhores do INSTITUTO LUDWIG VON MISES. A refutação do artigo do Professor\r
    Emérito George Reisman, em seus 27 itens, foi procedida pelo Economista, Mestre em\r
    Economia pela LONDON SCHOOL ECONOMICS STUDYS, ou algo semelhante, FERNANDO WERNECK\r
    MAGALHÃES. O objetivo foi tornar mais fecunda e profissional a controvérsia, da qual,\r
    certamente, eu serei o maior benefeciário.\r
    \r
    Se os Sr. desejarem, o que considero mais do que justo , o e-mail do Economista Fer\r
    nando, que trabalhou 30 anos no IPEA, para qualquer entendimento, posso, com a per\r
    missão do mesmo, enviá-lo para os Senhores.\r
    \r
    Envio considerações e abraços a todos os membros deste importante INSTITUTO.\r
    \r
  • Leandro  20/11/2011 15:57
    "Refutação"?! Onde? Há dois conteúdos básicos nesta inacreditável lista desse indivíduo: vergonha alheia, ataques pessoais e calúnias.

    Este economista (e eu realmente não duvido nada que ele seja economista com todos os louros, pois só economistas são capazes de escrever estultices e permanecer com a cara lavada) acha que refuta um texto fazendo a caluniosa afirmação de que "O autor parece estar ligado ao Tea Party - extrema direita norte-americana, que considera o presidente Obama algo como socialista, senão comunista." E onde ele prova isso? Em lugar nenhum (e nem poderia, pois George Reisman nada tem a ver com movimentos políticos).

    E o mais engraçado é que o texto é de 2008, e o Tea Party só começou em 2009. Segundo esse economista, portanto, Reisman dever ter escrito esse artigo após ter voltado de uma viagem ao futuro -- aliás, o próprio economista, algumas linhas depois (item 5), aponta o fato de o texto ser de 2008, aparentemente sem perceber a contradição em que estava caindo ao se referir ao Tea Party no item 2.

    Ou seja, ele acha que refuta uma montanha de argumentos com afirmações do tipo "Trata-se de professor emérito de desconhecida instituição", "O autor parece estar ligado ao Tea Party", "Seu radicalismo transparece ao defender um Estado Mínimo", "Nem monopólio do uso da força pelo Estado é aceito", "Num país conhecido pelo racismo contra negros e discriminação contra hispânicos blá blá blá", "Texto puramente de divulgação", "Amartya Sen, prêmio Nobel de 1998, é um dos criadores do IDH calculado pela ONU" (Hein?).

    E quando ele entra na parte técnica a coisa realmente desanda. O mais legal foi ele dizendo que o Fed reduzir juros nada tem a ver com a criação de dinheiro do nada, pois se trata meramente de "uma tentativa de ampliar o consumo (no caso, pela compra de habitações) das camadas mais pobres." Ok, mas como o Fed reduz os juros sem criar dinheiro? Apenas emite o decreto e altera todos os preços da economia?

    Mais ainda: segundo ele, as reduções de juros, "em sua essência, são elas financiadas pelos poupadores - grupo composto, basicamente, pelos segmentos mais afluentes da sociedade." Falta ele explicar como isso seria possível dado que, desde 1998, a poupança americana tornou-se negativa.

    Você não imagina as reservas de caridade que precisei mover para continuar lendo a lista até o fim após esse início triunfal...

    E o resto da lista, aliás, é keynesianismo ignóbil da mais pura linha krugmaniana, algo sem absolutamente nenhum sentido econômico e o qual já foi seguidas vezes abordado e refutado por artigos deste site.

    Fiz questão de publicar este comentário para mostrar o lamentável nível de indigência intelectual que domina o debate acadêmico hoje no Brasil (reflexo do mundo, aliás). Ainda pior do que a miséria intelectual são aquelas pessoas que a aplaudem.

    Grande abraço!
  • Luis Almeida  20/11/2011 19:43
    hehehe, depois desse francisco ramos trazer aqui um texto de JOSSÉ SERRA(!!), ele agora nos brinda com 27 geniais itens de FERNANDO WERNECK MAGALHÃES, Economista, Mestre em Economia pela LONDON SCHOOL ECONOMICS STUDYS, ou algo semelhante.

    Me junto ao Leandro para agradecer francisco ramos por ter demonstrado o estado de miséria intelectual que se encontra a patética economia mainstream.

    Obrigado.
  • francisco ramos  21/11/2011 13:25
    Prezado Sr. Hay: sòmente agora pude responder à sua tréplica em relação ao aumento\r
    da nota dada ao Brasil pela Agência Standard & Poor's. Por favor, leia com mais cui\r
    dado a minha postagem e a sua resposta. Verbalizemos de uma forma bem primária: se a\r
    referida Agência aumentou a nota do Brasil de BBB- para BBB e o Sr. contraargumenta que a mesma Agência errou feio em relação à Islândia (o que explìcitamente eu admi- \r
    ti), fica automàticamente embutido um conceito comparativo, sim, entre Islândia e\r
    Brasil. Simplifiquemos mais ainda: o aumento da nota dada ao Brasil pela citada Agên\r
    cia é, no mínimo, questionável, POIS ELA ERROU EM RELAÇÃO À ISLANDIA. Para mim ficou\r
    bem CLARO, CLARÍSSIMO aliás. Ademais, o Sr. não respondeu se a mesma Agência errou ou não em relação à Alemanha, conforme pergunto.\r
    No que se refere aos tais "poderes sobrenaturais", esta maravilha está mais para a\r
    Escola Austríaca do que para minha pessoa, que encaro economia como uma ferramenta\r
    de promoção do bem estar social.\r
    \r
    Para terminar, JOHN MAYNARD KEYNES foi considerado uma das cem mais importantes\r
    pessoas do século passado, incluindo aí qualquer área do conhecimento humano, E O ECO\r
    NOMISTA MAIS INFLUENTE DO SÉCULO XX. Precisa mais ?\r
    \r
    Aceite um grande abraço e a minha elevada consideração e estima.
  • Catarinense  21/11/2011 16:06
    Ahahahaha... E você sabia que o Maradona foi eleito em pesquisa recente o maior jogador de futebol da história?
  • Hay  21/11/2011 16:25
    Verbalizemos de uma forma bem primária: se a referida Agência aumentou a nota do Brasil de BBB- para BBB e o Sr. contraargumenta que a mesma Agência errou feio em relação à Islândia (o que explìcitamente eu admiti), fica automàticamente embutido um conceito comparativo, sim, entre Islândia e Brasil.

    Não, não fica embutido nenhum conceito comparativo. Se eu digo que a Frenologia era uma teoria furada, uma farsa, porque, se aplicássemos a Frenologia a Stalin e à Madre Teresa de Calcutá, o resultado seria o mesmo, você diria que eu estou traçando um paralelo entre Stalin e Madre Teresa de Calcutá? Por favor, diga-me que você entendeu, pois se você ainda não entendeu algo tão simples aí eu terei que desenhar...

    Simplifiquemos mais ainda: o aumento da nota dada ao Brasil pela citada Agên
    cia é, no mínimo, questionável, POIS ELA ERROU EM RELAÇÃO À ISLANDIA. Para mim ficou
    bem CLARO, CLARÍSSIMO aliás. Ademais, o Sr. não respondeu se a mesma Agência errou ou não em relação à Alemanha, conforme pergunto.


    Ué? Não estou entendendo aonde você quer chegar. Se isso ficou claro, do que você está falando? Ora, a agência errou em relação à Alemanha e vários outros países. Pronto, eu falei. Está feliz?

    No que se refere aos tais "poderes sobrenaturais", esta maravilha está mais para a
    Escola Austríaca do que para minha pessoa, que encaro economia como uma ferramenta
    de promoção do bem estar social.


    Hã???? Sua ignorância a respeito da Escola Austríaca é assombrosa! Ora, uma das maiores crítica da Escola Austríaca é justamente à ideia de que uma entidade central consegue dirigir uma economia e implantar o tal "bem-estar social". Não gosto de dizer "vá estudar o assunto antes de falar bobagem", mas isso se aplica perfeitamente a você. Afirmar que os estudiosos da Escola Austríaca tentam, de alguma maneira, prever o futuro é realmente incrível.

    Para terminar, JOHN MAYNARD KEYNES foi considerado uma das cem mais importantes
    pessoas do século passado, incluindo aí qualquer área do conhecimento humano, E O ECO NOMISTA MAIS INFLUENTE DO SÉCULO XX. Precisa mais ?


    Isso é um apelo à autoridade dos mais ridículos que eu já vi na minha vida. O fato de que a economia está nessa situação maravilhosa, mesmo depois de seguir todas as maravilhosas receitas de "dívidas eternas para promoção do paraíso na terra", deveria servir para que as pessoas repensassem o que se passa por economia hoje em dia. O que se vê, na verdade, é exatamente o contrário: um apego irracional risível ao Keynesianismo. Quando mais as ideias implantadas dão errado, mais as pessoas se apegam às mesmas teorias.
    Isso me lembra um filme no qual um casal de cristãos fanáticos além das raias da loucura recusa atendimento médico ao filho que adoece, acreditando que Deus vai curá-lo sozinho. O filho morre, e eles acreditam que é tudo um teste, que o filho certamente ressuscitará para dar uma lição nos incrédulos. Passam dias, nada acontece, e eles finalmente caem na realidade e são presos.
    A diferença é que, mesmo depois de presos, os Keynesianos diriam que estavam só "aquecendo a demanda" por Deus, e diriam que o filho não ressuscitou somente porque faltou oração. O legal do Keynesianismo é isso: você pode sempre dizer que falta dívidas, falta "confiança no mercado".
  • mcmoraes  21/11/2011 16:28
    Influente não significa uma pessoa boa, nem alguém que defende idéias corretas. Nas palavras da TIME: "...Since 1927, TIME Magazine has chosen a man, woman, or idea that for better or worse, has most influenced events in the preceding year..."

    De uma olhada na lista das pessoas "mais influentes" do ano escolhidas pela TIME. Verá que alguns monstros como Hitler e Stálin estão por lá.
  • Francisco Ramos  11/12/2011 10:12
    Por favor Senhores: Fôlha de São Paulo, primeiro caderno, folha nº02 de 11 de dezem-\r
    bro de 2011. Articulista: JOSUÉ GOMES DA SILVA. E não esqueçam da infeliz comparação\r
    subliminar entre Islândia e Brasil.\r
    Envio fraternais abraços e UM FELIZ NATAL E UM ANO NOVO PRODUTIVO PARA TODOS OS MEM\r
    BROS DO INSTITUTO LUDWIG VON MISES.
  • Carlos Araujo  13/12/2011 15:59
    Perfeita dissertação do Sr. Josué Gomes.
    Um texto muito bem escrito, baseado em fatos concretos e uma teoria sólida. Sem sentimentalismos e pseudo-cientificismo.

    O IMB tem muito o que aprender ainda.
  • Leandro  13/12/2011 16:15
    Prezado Carlos, juro que por um minuto achei que você estava falando sério. Então fui procurar o texto do indigitado. E finalmente entendi a sua ironia.

    De fato, um texto totalmente ideológico e ufanista, sem absolutamente nenhuma consideração pela ciência econômica. De fato, temos muito a (des)aprender com tipos assim.

    Grande abraço!
  • Carlos Araujo  13/12/2011 16:41
    Foi por pouco hein parceiro!

    kkkk abraço...
  • francisco ramos  09/03/2012 16:40
    Gostaram do "How Keynes"... etc? Fiquem à vontade. E aquela no Jô Soares?: "...es
    crevi um livro, primeiro para ficar rico"... . É possível que consiga pois num
    país desse há bobos para tudo. PAULO COELHO II, O RETORNO.Como um ser humano pode
    abrigar sentimentos de tão baixa extração ? Lembro-me, nesses momentos, do grande
    Saramago: "A humanidade não merece a existencia"

    O PhD e Mestre pela London School Economics, Dr Fernando Werneck Magalhães, fluent em vários idiomas, não vai lhes dar o prazer de polemizar com pessoas de qualifica-
    ções acadêmicas desconhecidas. Êle é meu amigo, um cavalheiro, e nos últimos trinta
    anos relacionou-se, de uma forma ou de outra, com os maiores economistas do mundo.
    Permaneçam na obscuridade e insignificância.

    Patéticos!!!
  • Leandro  09/03/2012 17:01
    Prezado senhor Francisco, o senhor está bem? Só de curiosidade, como conseguiu sair da camisa-de-força para poder digitar? E aí no hospício, como vão as coisas? Seus remédios acabaram ou apenas estavam vencidos?

    Para o leitor normal que porventura esteja lendo isso, uma explicação: este cidadão de nome Francisco Ramos, que já se identificou como médico (é sério!), dá plantão semanal aqui em nosso site, sempre escrevendo em idioma próprio (e quase sempre coisas impublicáveis) e sempre se comunicando com a clareza sobejamente demonstrada acima. Ele é a mais evidente prova do nosso fracasso cultural.

    Quando dizemos aqui que keynesianismo é uma ideologia defendida ou por escroques ou por doentes mentais, o pessoal acha que estamos exagerando. Pois vejam na pessoa do senhor Francisco Ramos a comprovação empírica da nossa teoria. Vejam o que aconteceu a um médico.
  • Emerson Luis, um Psicologo  20/12/2013 16:23

    Em alguns trechos tive a sensação de que o autor falava do Brasil,

    mas a realidade é que aqui o neomarxismo é ainda pior.

    * * *
  • Rafael  10/06/2014 21:32
    Uma dúvida: se a emissão de títulos sem lastro pelos bancos não tivesse sido proibida, não seria provável que os bancos continuassem emitindo-as, causando os da criação de depósitos do nada e gerando uma crise?
  • gabriel  10/06/2014 22:18
    Uma crise aos bancos que tomaram essas atitudes e aos desatentos/desavisados que entrassem nesse esquema, não é difícil prever que bancos rivais fizessem alarde quanto as medidas não austriacas dos fraudulentos, gerando a corrida bancaria e quebra privada dos fraudulentos. Porque os rivais fariam isso? Oportunidade de crescimento com os clientes que estavam sendo enganados. Isso só não é possível no sistema atual porque os governos em ultima instancia com o banco central cartelizaram o mercado, tornando lucrativo a perpetuação da fraude e não deixando entrada de players honestos e ávidos a denunciar a fraude...
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  15/03/2015 15:43
    O "estado" é mestre em encontrar "culpados" para as desgraças que ele, simplesmente pelo fato de existir, cria. O "estado" é um câncer para a humanidade. Câncer deve ser eliminado para o paciente sobreviver.


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