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Contra a absurda Lei da Palmada

Você é a favor de que pais mantenham seus filhos em cárcere privado, sem água, comida e brinquedo, por dias a fio?  Não? Então você tem que defender a proibição do castigo no quarto quando ele for malcriado.  Colocar no quarto ou no cantinho é uma violência similar à do sequestro.

Achou meio exagerado?  É exatamente esse o raciocínio que justificou a Lei da Palmada, ou Lei do Menino Bernardo.  Dar uma palmada é torturar; é violentar.

No mundo real, por outro lado, palmada não é tortura e não traz danos às crianças. Como documentado, por exemplo, por Judith Rich Harris em The Nurture Assumption, as evidências a esse respeito em geral não controlam variáveis básicas (ex: influência genética, cultura do meio infantil do qual a criança participa, etc.) e descartam interpretações alternativas: crianças são mais violentas porque apanham mais ou apanham mais porque são mais violentas?

Quando têm algum rigor, os resultados são fracos, e sempre do tipo: crianças que levam palmada podem ser um pouco mais briguentas.

Mas veja: mesmo que haja algumas consequências negativas, nem por isso se segue que a palmada jamais deva ser usada. A necessidade de controlar a criança no presente pode justificar um pequeno desvio de comportamento futuro. (Ou por acaso é um dever moral deixar que os pimpolhos dominem o lar?) Esse tipo de trade-off é normal na criação dos filhos.

Peguemos exemplos de outras áreas. Ao levar o filho para a praia ou para uma piscina, os pais estão conscientemente aumentando o risco de morte da criança. Mesmo assim, julgam que a diversão daquele momento justifica o risco.  Ao levar o filho para a casa da avó pra passar a noite, os pais voluntariamente aumentam as chances de o filho morrer ou de ter sequelas pela vida toda (ao colocá-lo num carro) para que possam desfrutar uma noite a dois.  É tão horrível assim?  Não.  É natural.

Pequenos riscos e danos fazem parte da vida, e podem ser justificados por ganhos significativos em outras áreas. Da mesma forma, manter a paz no presente pode justificar um microaumento da probabilidade de que o filho arrume briga no parquinho.

A palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos.  Não é das melhores.  Depender menos dela é bom.  Aliás, quanto mais palmada se dá, menos eficaz ela se torna.  Sua vantagem é ser uma punição imediata com baixo custo e alto poder de coibir malcriação.  O castigo, a conversa séria, o "tirar brinquedos" também funcionam em diferentes contextos, mas todos exigem mais tempo e esforço dos pais, que às vezes estão exaustos demais. Às vezes, nada como uma boa palmada, ainda que não seja a ferramenta ideal.

Palmada é como ter um pneu remoldado de estepe. Pior e menos seguro, mas, quando necessário, quebra um galho; melhor com ele do que sem.

O ideal da criação sem palmada pode até ser admirado, mas na maioria dos casos não é realista e por isso não deveria em hipótese alguma ser obrigatório.  A proibição só serve para abolir uma ferramenta dos pais, tornando a criação dos filhos algo mais cansativo, sem dar nada em troca.  Com essas e outras neuroses perfeccionistas que assolam a relação entre pais e filhos, dá pra entender por que ninguém mais quer tê-los.

A proibição depende de imaginar um mundo fantasioso da infância perfeita; trata-se de algo similar à mentalidade que proibiu a propaganda infantil (que, como todo mundo sabe de primeira mão, é coisa inofensiva). Nesse sentido, a escolha da Xuxa como garota-propaganda foi perfeita: uma eterna adolescente que vive num mundo de fantasias infantis e conta com serviçais para toda e qualquer tarefa; e cuja filha, aos 15 anos, ainda tem babá.

O conteúdo da lei é só o começo dos problemas.  É preciso implementar a proibição.  E como é que a Justiça vai descobrir se a palmada ainda vigora nos lares?  A princípio, é mais uma lei que não pegará.

Ou será que o estado vai levá-la a sério?  Nesse caso, e na ausência de Fiscais da Família visitando-nos toda semana pra interrogar as crianças (ainda é cedo pra isso — quem sabe em 2050), a única saída é estimular a cultura da delação.  Seus vizinhos, seus parentes, seus conhecidos; não arrume confusão com eles, ou já sabe…

Ensinamos as crianças a recorrerem à autoridade ao primeiro sinal de conflito, como se fosse um reflexo.  Agora instaremos os adultos a fazê-lo também.  Não é a primeira vez.  Pode ter certeza de que interessa ao estado quebrar laços de confiança entre as pessoas.  Quanto mais as pessoas confiam umas nas outras, menos o poder estatal é necessário.  Já tivemos os Fiscais do Sarney, agora podemos ressuscitá-los, não para multar comerciantes, mas para arruinar famílias. Belo e moral!

Entre a lei que não pega e a vigilância totalitária, minha mulher apontou uma terceira alternativa, e essa é minha aposta.  Para o grosso das pessoas, a lei não vai pegar.  A vida seguirá como sempre.  O custo social da implementação é alto demais.  Mas, de vez em quando, quando um conflito ou desavença surgir, a possibilidade de delatar a palmada às autoridades será mais uma opção do cardápio; mais uma tática possível no arsenal de militantes bem-intencionados ou vizinhos invejosos.  Virá à tona especialmente em disputas virulentas pela guarda dos filhos.

A Lei do Menino Bernardo entrará, assim, no rol das leis hipócritas: aquelas que ninguém espera que sejam seguidas, mas que continuam valendo quando convém. Como a Lei Seca.  Desastrosa se aplicada de verdade, ela é aplicada arbitrariamente, de vez em quando.  Sobrevive como um pequeno exercício de poder para ferrar a vida de algum azarado.

Agora não há mais escolha: ou se opera no (suposto) ideal, ou se está quebrando a lei e pode-se perder a guarda dos filhos e até mesmo ir para a cadeia por um período de 1 a 4 anos.

Mas me digam, o que será pior para uma criança: levar uma palmada no bumbum ou ser tirada à força de seus pais, dada aos cuidados da Assistência Social, ir e vir a tribunais familiares, e ser repassada a uma nova família?

Sendo assim, todo mundo que levou palmada na infância tem agora apenas duas opções: apontar o dedo na cara da mãe e dizer que ela é uma criminosa e que deveria ter sido presa, ou protestar em alto e bom som contra essa lei imbecil.



autor

Joel Pinheiro da Fonseca
é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com.

  • anônimo  06/06/2014 11:51
  • Silvio  06/06/2014 13:46
    Importa lembrar que o cinto tem duas pontas. Uma (a macia) a gente reserva para a criança levada e a outra (a da fivela) para os assistentes sociais que quiserem fiscalizar a forma como os pais educam seus filhos.
  • Luana Okuda  19/03/2018 15:36
    Kkkkkk excelente! Acho incrível como essa geração mimimi que vitimiza tudo, tudo traumatiza, tudo é agressão, como sobreviveram à seleção natural? Foi a internet e o o excesso de (lixo) informação que fizeram-lhes uma lavagem no cérebro. Crianças precisam de limites e é por isso que muitas vezes vemos pais envergonhados, impotentes e com medo de repreenderem seus filhos e ter alguém filmando para jogar a "tortura" no youtube. Terreiro que não tem galo quem canta é frango e franguinha, já diziam os (célebres filósofos) cantores Tião Carreiro e Pardinho. Se eu não imponho os limites hoje a sociedade florida e amável da geração mimimi irá quebrar as costelas dos meus filhos quando eles forem presos por não se encaixarem nas regras que na minha casa nunca houve. Se eu não os ensino o caminho certo um traficante com certeza não irá exitar em dar-lhes um tiro na boca por causa de 5 reais em dívida.
  • Marcelo  06/06/2014 13:56
    Ótimo texto. Foi muito bom esse tema chegar neste site. Cada vez mais o Estado quer fazer parte das nossas vidas. Agora chega ao absurdo de indicar a melhor maneira de educar os filhos dentro do lar. Levei algumas palmadas da minha mãe. Hoje posso afirmar que foram merecidas e ajudaram na minha formação para vida adulta. O autor do texto está corretíssimo: ''A palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos. Não é das melhores. Depender menos dela é bom.''
  • anônimo  06/06/2014 15:03
    Esse povo é hipócrita demais, proíbem a propaganda pra crianças, a desculpa: criança tem a cabeça em formação, não pode ser influenciada e tal. Mas na hora de impôr kit gay nas escolas eles não ligam pra nada disso!
  • Dom Comerciante  06/06/2014 14:26
    Ou simplificando mais ainda pra quem não entendeu o texto: "Dar palmadas ou disciplinar seu filho(a) é um assunto privado, quando o governo se intromete em tal assunto, só estará burocratizando mais ainda a sociedade. Cada vez mais a família é moldada pelas metas de engenharia social. Isso até me leva a concluir que o jeito que os políticos e intelectuais socialistas encontraram de criarem sua sociedade dos sonhos foi modificando totalmente as funções de pais e filhos em uma organização famíliar. Mas vamos ver aonde isso vai dar, eles já transformaram todo o sistema educacional e academico em panfletagem marxista-leninista, o próximo passo provavelmente será introduzir(se é que já não fizeram isso) a lógica frankfurtiana do relativismo moral as famílias."
  • Roberto  06/06/2014 16:08
    É EXATAMENTE isso!
    Precisamos demonstrar que não se trata de discutir a eficácia ou não das palmadas e sim o avanço do Estado sobre os ultimas instituições tradicionais livres que ainda restam.
    Isso é exatamente igual a todas as medidas progressistas - tem unicamente o objetivo de desestabilizar as instituições que representam uma unidade independente da gerência estatal na vida do indivíduo. Precisamente como o texto destaca, isso é algo impossível de ser fiscalizado em cada residência, ou seja, o Estado vai incentivar a população, inclusive as crianças a questionarem qualquer ação disciplinadora dos pais e a ver os burocratas e suas instituições como os verdadeiros defensores do seu bem-estar.
    É tudo uma questão de aumentar o poder do Estado e suprimir tudo que possa questioná-lo. Simples assim.

  • anônimo  06/06/2014 14:58
    Eu sou contra a palmada, mas acho que muita gente vai perder o foco aqui.O importante não é se palmada faz bem ou faz mal, o importante é se o governo tem o direito de interferir tanto na vida das pessoas a ponto de impôr uma lei dessas
  • anônimo  22/09/2017 08:44
    Acredito que quando começam a ouvir mortes por violência física, o governo precisa intervir sim!
  • Roger  06/06/2014 15:06
    "Quando você perceber que, para criar seus filhos, você deve obter a permissão do Estado, então você poderá dizer, sem medo de errar, que sua nação está condenada."
  • Jonathan  11/05/2016 00:54
    Grande pensamento!
  • Ricardo  06/06/2014 16:11
    "Entregue" seu filho para que o Estado doutrine e volte só a noite para casa apenas para repousar, quanto aos pais só cabe a obrigação de dar uma cama e abrigo para que no próximo dia volte para as garras do Leviatã, e mais nada heim!
  • Anarcofóbico  06/06/2014 16:51
    Convenhamos, libertários, os brasileiros não têm maturidade para educar seus filhos! Somente o Estado, por meio de seus membros bem treinados, estudados, cultos e aprovados em rigorosas etapas sabem o que é melhor para as suas crianças. Quando as famílias entregarem seus filhos ao Estado teremos uma evolução nacional sem precedentes. Uma evolução que só foi alcançada por países ultra desenvolvidos como Cuba, Coréia do Norte e antiga URSS. Se você for a Cuba, por exemplo, poderá ter o imenso prazer de pegar um taxi dirigido por um médico, isso não é incrível? Vejam o alto nível de educação!
  • Vander  06/06/2014 16:54
    Meio relacionado ao assunto da 'palmada':

    Hoje ao almoçar, folheando o jornaleco Zero Hora, aqui em Porto Alegre, me deparo com uma notícia:

    O congresso aprovou, sob uma saraivada de palmas, uma nova lei que permite ao Estado se apropriar da propriedade privada se nessa propriedade for comprovado trabalho escravo. O congresso ainda vai ter de definir o que é 'trabalho escravo'...

    Definitivamente o Brasil está ficando um local perigoso de se morar. E o maior perigo não vem de bandidos e traficantes, mas de Brasília.
  • Emerson Luis, um Psicologo  06/06/2014 17:21

    Essa lei é um bom complemento à Lei Maria da Penha.

    * * *
  • Heloiza Abud  06/06/2014 18:45
    Sou do tempo que dar uma palmada ensinava muita coisa. Nao morri e nem tao pouco cresci revoltada com os meus pais, muito pelo contrario havia respeito amor e carnho.Na minha casa quem manda sou eu, se tiver de dar uma palmada eu vou dar se algum vizinho me denunciar otimo falarei para o meu filho bate nele por que em mim ele nao vai bate.Ninguem do juizado de menores e nem tao pouco do Conselho tutelar bateu na minha porta para saber se os meus filhos estavam se alimentando, estudando, vestidos e calcados. Quem banca os meus filhos sou eu e nao a Xuxa.E melhor levar uma palmada hoje do que amanha eu ter que ir no Bangu 1 levar maca para ele... Eu nao posso dar palmada mais o homem da lei pode bater com cacete dar tiro e jogar na vala... A crianca pode bater no adulto e o adulto nao pode bater na crianca..Se voce chama a atencao de uma crianca na rua ela manda voce toma no...nao quero saber respondo processo mais se tiver de dar uma palmada eu dou quem pariu foi eu...Nao botei filho no mundo para apanhar da policia...
  • Deisi  25/06/2015 12:11
    Ótimo, concordo plenamente!!!
  • Bruno  23/12/2015 18:08
    E è por isso que està "cheio" de matadores de policiais por aì!! Isso aì, senhora, não vamos ter filhos para apanhar da policia!! Temos filhos, para dividir as coisas, dar mao de obra a sociedade, perpetuar a especie, ajudar em casa, cuidar de nos na 3 idade...
  • Pedro  06/06/2014 20:41
    O site precisa de um artigo sobre uma excrescência ainda maior do que essa que foi recentemente sancionada pelo congresso. Trata-se da PEC do trabalho "escravo" que ameaça desapropriar sem indenização os donos de propriedades onde forem encontrados indícios de trabalho escravo.

    Hoje em dia, o trabalho escravo é definido de forma tão ampla e subjetiva que qualquer empregador, por mais que ele siga nossa jurássica CLT, está correndo risco de desapropriação. Já não basta ter que pagar indenizações abusivas, ainda está correndo o risco de perder absolutamente tudo.

    A única coisa que não é definida como trabalho escravo pela máfia estatal é trabalhar 5 meses ao ano para o governo.
  • Marcelo  07/06/2014 00:46
    É importante diferenciar e desmistificar a palmada dos pais que amam e querem o melhor para o filho, daquele ataque de violência desmedida contra a criança. Muitos pais simplesmente não tem capacidade para educar. O único recurso deles é a surra. Por falta de cultura, a palavra de sabedoria, o conselho, a conversa, e outras situações que poderiam evitar a palmada são ignoradas. Pais relapsos que convergem neuras batendo nos filhos são diferentes dos demais que utiliza a palmada como ultimo recurso. E mesmo utilizando-a sentem profunda dor interior. A criança tem muito mais recursos psicológicos para enfrentar situações frustrantes do que o adulto. Quem no passado levou palmada e hoje é um cidadão integro? Talvez muitos nem lembrem que um dia apanhou da mãe ou do pai. O Estado não tem moral para colocar todos os pais com historias de vida diferentes do mesmo lado esquerdo que estão os imbecis.
  • Torrano  07/06/2014 04:02
    Pelos seus frutos os conhecereis: noticias.terra.com.br/mundo/europa/,477a68fadb402410VgnCLD2000000dc6eb0aRCRD.html
  • Homem Verde  07/06/2014 22:32
    Na verdade, o Estado está a serviço do cidadão, como de costume. Essa lei é um pouco difícil de aplicar, mas com o tempo será aplicada tranquilamente. Desse modo, o Estado, sabiamente, desencorajará o nascimento de mais pessoas, o que fará, automaticamente, crescer a riqueza mundial, num mundo menos habitado, mas mais rico. Ou seja, não haverá tanta confusão e fome como ocorre hoje. É preciso entender a lei como forma de controle social.
  • Edmilson Fernandes  10/06/2014 15:22
    faça-me rir...kkkkkkkkk
  • anônimo  07/06/2014 23:16
    essa lei não tem apoio popular,dificilmente alguém vai denunciar alguém por dar um tapa no seu filho,essa lei vai ser mais uma que vai pegar,essa lei vai servir apenas para gerar mais um jeitinho brasileiro no meio jurídico
  • Luis  09/06/2014 16:48
    Esta lei é uma invasão, fere o direito dos pais de educar os filhos de acordo com sua cultura, religião e da melhor maneira que conseguir. Uma palmada, pelo motivo certo, normalmente faz mais bem do que mal à criança. O texto do link abaixo fala sobre isso:

    www.pensopinando.com/2014/06/lei-da-palmada.html
  • Fernando Chiocca  09/06/2014 20:51
    O Pondé, apesar de ter defendido a absurda ação estatal na educação, analisou bem essa mais nova tirania estatal:

  • Moacir Guimarães  11/06/2014 03:51
    Para muitos pais (muitos mesmo) a palmada não é o último recurso, ela é o primeiro porque é o único recurso. Estou falando dos milhões de país semi-analfabetos e os de baixa cultura que, mesmo se quisessem substituir a palmada pelo diálogo não saberiam como fazê-lo porque não tem o conhecimento necessário para isso.

    Nossos congressistas produzem uma lei que até seria viável se todas as famílias fossem de classe média com pais capases de ler, entender e aplicar nocoes de psicologia infantil. A família media do Brasil real é bem diferente desse perfil. São milhões de mães solteiras, casamentos em crise, filhos criados em ambientes carentes ou miseráveis, país de baixa cultura ou sem nenhum interesse em psicologia infantil. Nessa família do Brasil real, se tirarmos o recurso da palmada não haverá substituição por nenhum outro recurso. É melhor usar o recurso disciplinador da palmada, mesmo que questionável do que recurso nenhum.
  • anônimo  11/06/2014 11:18
    Você defendeu a ação certa pelo motivo errado.
  • Peterson  11/07/2014 00:34
    Suas palavras resumiram o que eu penso.
  • Philipe Ferreira  16/06/2014 18:51
    Moacir, dane-se o grau de instrução e o conhecimento de psicologia infantil.

    O Estado não deve determinar como deve ser a criação dos filhos, NUNCA!

    Mesmo que todas as famílias sejam bem instruídas e tenham um "recurso melhor" de educação.

    Essa lei é, em qualquer hipótese, invasiva e abusiva.
  • Lucas  11/03/2015 19:44
    concordo
  • Marcos  11/06/2014 16:50
    Há dois pontos fundamentais que gostaria de explorar. Primeiro: a lei não apenas condena a palmada como qualquer forma de "humilhação" da criança. Ou seja, colocar seu filho de castigo está fora de questão, já que humilhação é um termo pra lá de vago. Em uma sociedade que cria crianças cada vez menos disciplinadas essa lei é a pá de cal na possibilidade de reversão do processo. Muita gente vai ficar com MEDO de punir seus filhos por comportamentos inapropriados. A criação dos filhos vai piorar ainda mais. Teremos gerações cada vez mais mimadas e agressivas, sem controle algum.

    Segundo: embora eu também seja contrário a palmada, estou convencido que retirar o potencial de punição é extremamente maléfico. Uma coisa é você querer EVITAR a palmada; outra bem diferente é ser OBRIGADO a abrir mão dela. Seu filho saberá que você está de mãos atadas, que não importa o quão perigoso ou violento será o comportamento dele: você JAMAIS poderá passar de punições levíssimas e da conversa.

    É fato incontroverso que a sanção é parte necessária para o funcionamento de regras fundamentais de conduta. O código penal está aí para isso. As indenizações também. Talvez algumas pessoas simplesmente façam a coisa certa porque acreditam nelas, mas certamente não todas. É completamente impossível conceber uma sociedade em que o medo da punição não tenha alguma importância.

    Ou seja, retirar a possibilidade de castigo físico tem um efeito psicológico muito pior do que não utilizá-lo na prática. Equivale a colocar a criança como o rei da casa, que pode fazer o que quiser, tendo autoridade sobre seus pais. Uma inversão completa e absoluta.

    Não reconheço essa lei ilegítima e se um dia tiver filhos não a obedecerei. Não abro mão do potencial de punir fisicamente caso seja necessário. Não vou me submeter a curso ou consultas com algum ideólogo boçal. Se algum dia um filho meu reclamar por seus "direitos", levo ele em algum orfanato público e mostro o que vai acontecer caso me denuncie. Pensando bem, a perspectiva de ser criado pelo governo pode ser uma ameaça muito pior do que uma palmada.

  • Um observador  11/06/2014 18:11
    Relaxe, meu amigo. É só mais uma lei que não vai pegar. O governo não tem a menor condição de fazer a lei funcionar.
  • Marcos  13/06/2014 14:36
    Não completamente, mas seletivamente sim, o que pode ser ainda mais perigoso.

    Além disso, a simples divulgação da lei já tem um impacto moral significativo na família, conforme eu expliquei acima.

    Também estou de acordo que é impossível que o estado de fato puna parte significativa de quem transgredir a lei. Mas o estrago, tanto em termos psicológicos como de invasão na vida das famílias, já foi feito. E não sou nem um pouco otimista quanto aos efeitos dele.
  • Jacqueline  11/06/2014 17:50
    No momento estou tão indignada, contrariada com essas leis babacas que esses políticos desgraçados estão fazendo para nos enganar, gastando nosso dinheiro, fingindo fazer alguma coisa. É kit gay, e cota p isso, cota para aquilo. Agora querem dizer aos pais como educarem seus filhos, como se pudesses dar algum tipo de exemplo, essa escória!!! Agora melhorar a educação desse pais quase não se fala... Claro!!! É preciso pegar o dinheiro e gastar com estrutura, contratar professores... Não!!! Eles
    preferem uma sociedade burra, hipócrita, e o dinheiro só tem um caminho... O bolso deles!!!!! Estou enojada e casa vez mais simpatizante de Bolsonario!!! Se meu filho precisar de umas boas palmadas darei quantas vezes for necessário!
  • Lucas  11/03/2015 20:18
    você é preconceituosa o kit gay é para acabar com o preconceito contra alunos homossexuais, se você se diz homo-sapiens tenha consciência do que está digitando.
  • Silva & Silva  13/03/2015 04:37
    Agora eu fiquei na dúvida se você está falando a sério ou está simplesmente brincando.
  • Gabriel Dalmolin  13/06/2014 00:25
    Lógica dos militantes sociais: Não dê palmadas no seu filho( limitando sua liberdade), legaliza o aborto ( para a sua liberdade de escolha). Afinal, quando o estado vai parar de fingir que se importa conosco e assumir que tem agenda e interesses próprios? Quero acreditar que, no futuro, o estado seja obsoleto.
  • Danielle  15/06/2014 15:15
    Concordo com o que se refere à hipocrisia presente na lei. Leis como essa servem apenas para coibir e não para educar. Ou seja, entram em um eterno paradoxo, onde você evitará ao máximo bater em seus filhos pelo puro medo de ser punido por isso e não porque enxerga na palmada um método fraco e preguiçoso de educar. Não imagino que o autor desse texto seja um Pedagogo. Nenhum, eu repito, nenhum método educativo é a favor da agressão. Castigos, punições, estes sim são frequentemente visto em muitos deles, inclusive em métodos "clássicos", como o Behaviorismo, mas é fato que a agressão não tem qualquer função educativa. Falo do que sei: tenho uma filha. E não é uma filha calminha, quietinha e totalmente compreensiva, como em um mundo de sonhos e fantasia onde tudo é lindo e perfeito. É uma filha bagunceira, enérgica e extremamente geniosa, mas eu nunca bato nela e evito ao máximo aumentar o tom da minha fala com ela. Isso é difícil? É. E como é. Mas é para isso mesmo que existe a educação: mediar os saberes. Nós não podemos nos ilhar do resto do mundo, pensando que somos os detentores de todo e qualquer conhecimento. Eu converso a todo tempo com o meu marido, converso com minha mãe, amigos e profissionais da área de psicologia e educação. Eu busco entender o por quê e para quê a educação que estou dando a minha filha será importante daqui a alguns anos. Eu apanhei quando pequena, uma ou outra vez, até surra séria com cinto e chinela de couro eu já levei, mas hoje vejo o quanto isso foi inútil. Era uma punição momentânea, algo que me deixava "com o couro quente" e com um arrependimento ardente sobre a pele, mas que em questão de pouco tempo se tornava banal, sem qualquer sentido pra mim, senão o de que se eu fizesse tal coisa voltaria a apanhar. A lei da ação e reação é um fato, e é por isso mesmo que eu não posso privar a minha filha de viver, simplesmente porque tenho medo de que um dia ela seja agredida, física ou verbalmente, por um coleguinha na escola. Muito me surpreende um blog liberalista dizer que o mundo é um lugar infeliz e perigoso com o qual temos que tomar todo o cuidado para não nos "perdermos". Como disse no início, concordo com a mediocridade presente nessa lei, especialmente pela garota propaganda ser uma das pessoas mais inúteis desse país, mas a educação é algo difícil. Difícil de vivenciar, difícil de compreender, mas nada impossível. Desafios são recorrentes e só reforçam a necessidade de nos dedicar para conseguirmos bons resultados. Pensem nisso. :)
  • Philipe Ferreira  16/06/2014 18:58
    Danielle, eu gostaria muito de saber sobre as suas fontes de informação que reprovam qualquer forma de "agressão" na educação.

    Sinceramente...
  • Rogerio  16/06/2014 18:41
    A Xuxa, como Supernanny do Congresso, é o fim da picada.
  • Felipe Vieira  16/06/2014 20:50
    Intervenção do estado na facilitação da destruição das famílias, a gente vê por aqui. O ideal comunista é atomizar o indivíduo mesmo, para controlá-lo mais facilmente... Só aqui na banânia que atriz de pornochanchada com infante vira defensora de direitos das crianças no congresso. Absurdo para dizer o mínimo.
  • Paulo  19/06/2014 23:02
    Como é que fica o principio basico libertário da não agressão ? Não se aplica às relações adulto / criança ? Então se não é universal tem de ser abandonado como principio básico !
  • Rennan Alves  22/06/2014 00:57
    Você provavelmente perdeu esta parte:

    A palmada é apenas uma alternativa para coibir maus comportamentos. Não é das melhores. Depender menos dela é bom. Aliás, quanto mais palmada se dá, menos eficaz ela se torna. Sua vantagem é ser uma punição imediata com baixo custo e alto poder de coibir malcriação. O castigo, a conversa séria, o "tirar brinquedos" também funcionam em diferentes contextos, mas todos exigem mais tempo e esforço dos pais, que às vezes estão exaustos demais. Às vezes, nada como uma boa palmada, ainda que não seja a ferramenta ideal.

    A agressão foi iniciada pela criança. Ao fazer isso, a mesma estará propícia a qualquer tipo de retaliação de igual força. O PNA não só esta validado, como também foi colocado em prática.
  • Marco  04/05/2015 14:43
    Uau... você fala de PNA entre pais e filhos como se houvesse qualquer simetria na relação. Aliás, tentar interpretar esse problema a partir dessa perspectiva seria como enfiar complexo de édipo na política internacional. Não há mérito nenhum em seguir nessa linha.
  • anônimo  04/05/2015 19:45
    Toda a filosofia do libertarianismo está cheia de problemas quando tem crianças pelo meio.Trocas voluntárias entre adultos, beleza, agora uma criança não tem capacidade de decidir o que é bom pra ela.
  • Rennan Alves  06/05/2015 12:20
    Deus do céu...

    Para ambos:

    mises.org.br/Article.aspx?id=136
  • anônimo  25/06/2015 19:57
    Esse artigo não acrescenta absolutamente nada.
    Então se a criança não foge e diz 'não', está tudo bem? Esse é um simplismo de dar dó.Então se os pais resolvem colocar uma filha de 9 anos pra cantar funk se arreganhando feito uma puta ou pra se prostituir, ela naturalmente nem entende direito o que está fazendo e não vai se opôr, qual o problema de uma situação como essa, olhando estritamente pra pseudo ética da liberdade? Nenhum.
    De fato é a mesma coisa que o ateu daniel fraga fez, defendendo aqueles pais funkeiros que botaram a filha pra 'dançar' funk e ganhar dinheiro.Se o sujeito não fosse tão limitado intelectualmente notaria que tudo que ele disse também serve pra justificar os pais que botam a filha pra se prostituir.
    Desprezível.
    Liberdade é importante, claro que é, mas construir todo sistema social e político baseado somente em liberdade e propriedade privada e ignorar os valores ocidentais construídos durante séculos é coisa de gente com QI de ameba.
    E é inútil também porque uma sociedade doente dessas vai ser auto destrutiva.
  • Pequeno Empreendedor  23/12/2015 20:58
    QI de ameba tem o sujeito que tenta confrontar o artigo em questão dizendo isso: "Então se os pais resolvem colocar uma filha de 9 anos pra cantar funk se arreganhando feito uma puta ou pra se prostituir, ela naturalmente nem entende direito o que está fazendo e não vai se opôr, qual o problema de uma situação como essa, olhando estritamente pra pseudo ética da liberdade? Nenhum"

    e ainda isso:
    "é a mesma coisa que o ateu daniel fraga fez, defendendo aqueles pais funkeiros que botaram a filha pra 'dançar' funk e ganhar dinheiro"


    De onde vc conseguiu tirar que ser contra o estado se meter na educação dos filhos (e, consequentemente, ser a favor de que a educação - e a necessidade de eventuais palmadas - seja algo de responsabilidade dos pais) significaria coonestar com essas atitudes apontadas por vc é um mistério.

    E essa sua frase - "Liberdade é importante, claro que é, mas construir todo sistema social e político baseado somente em liberdade e propriedade privada e ignorar os valores ocidentais construídos durante séculos é coisa de gente com QI de ameba" - teve que alvo, meu amigo?

    Se o alvo foi o austro-libertarianismo, você está completamente equivocado:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1852
  • Anonimo.  23/12/2015 22:33
    QI de ameba tem o sujeito que tenta confrontar o artigo em questão dizendo'
    Achei q era óbvio que o comentário em questão se referia não ao artigo, mas ao rumo que a discussão estava tomando aqui na caixa de comentários.

    'De onde vc conseguiu tirar que ser contra o estado se meter na educação dos filhos (e, consequentemente, ser a favor de que a educação - e a necessidade de eventuais palmadas - seja algo de responsabilidade dos pais) significaria coonestar com essas atitudes apontadas por vc é um mistério.'

    Não é mistério porque eu nunca disse isso, agora de onde VC tirou essa sua interpretação amalucada do que eu disse, é fácil entender: da sua incapacidade de compreender o que lê.

    E pra fechar com chave de ouro, vc cita um artigo que confirma isso
    'Se o alvo foi o austro-libertarianismo, você está completamente equivocado:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1852'


    O próprio artigo que vc mesmo cita diz com todas as letras que UMA ALA do libertarianismo, mais especificamente os ditos libertários de esquerda, dentre os quais o excremento moral daniel fraga faz parte, tem exatamente a mesma coisa que eu estava me referindo: o desprezo pelos valores tradicionais desenvolvidos durante anos de civilização ocidental. É somente o seu analfabetismo funcional que faz vc ler uma coisa dessas e não entender a diferença entre UMA ALA e o todo.



  • Pequeno Empreendedor  24/12/2015 14:24
    Eis aí um típico caso de arrogante q só tem adjetivações como "argumento".

    Primeiro você disse q "TODA filosofia do libertarianismo cheia de problemas quando tem criança no meio; criança não tem capacidade de entender".
    Depois vc respondeu ao Rennan q o artigo do Kinsella não "acrescenta nada" ao tema e dirigiu a ele aqueles exemplos, sendo q o Rennan estava defendendo o posicionamento do artigo com base na posição do austro-libertarianismo.

    E agora vem dizer q estava se referindo à "ala dos libertários de esquerda"...

    E ainda me chama de "analfabeto funcional" dizendo q eu teria confundido "ala com o todo"... Ô Sr. Muito-Bem-Alfabetizado, vc não leu q eu falei com todas as letras q o artigo postado se referia ao posicionamento do austro-libertarianismo (essa ala, portanto), tanto q eu disse "se o seu alvo é o austro-libertarianismo vc está equivocado"? Onde vc enxergou "confusão entre ala e o todo" aí? A arrogância cega as pessoas.

    E, por fim, o mesmo cidadão q se arvora na condição de chamar alguém de "analfabeto funcional" é o cidadão q diz q o artigo postado tem como alvo "os ditos libertários de esquerda"... Não, meu amiguinho, nesse artigo específico o alvo do Hoppe não é a "ala" dos pulhas "libertários de esquerda". Leia de novo o artigo com bastante atenção; talvez vc consiga parar de acusar os outros daquilo q vc é.
  • Pequeno Empreendedor  24/12/2015 15:41
    Ora, eu postei o artigo porque vc disse q "TODA filosofia de libertarianismo é cheia de problemas quando tem criança no meio"; então se alguém confunde "parte com o todo" esse alguém é vc, q primeiro disse q "TODA filosofia do libertarianismo é cheia de problemas quando tem criança no meio" para depois dizer estar se referindo aos "libertários de esquerda" ou àqueles que "desprezam os valores ocidentais", dizendo isso em resposta ao Rennan q estava defendendo o posicionamento do artigo com base no Austro-libertarianismo.

    E tudo isso sem contar o fato de q eu falei explicitamente q o artigo postado se referia ao posicionamento do Austro-libertarianismo.
  • Anonimo.  25/12/2015 03:03
    'Depois vc respondeu ao Rennan q o artigo do Kinsella não "acrescenta nada" ao tema e dirigiu a ele aqueles exemplos'

    Ah, então o caso é que segundo vc o artigo do Rennan representa a posição do autro libertarianismo? E por causa disso EU confundi uma ala com o todo? Vc realmente não consegue entender nada.
    Vamos lá fazer uma coisa muito difícil que é subir tudo e ler.Se vc conseguir fazer isso, vai ver que o artigo lá que o Rennan colocou foi em resposta à afirmação de que 'trocas voluntárias que envolvem crianças são imorais porque uma criança não tem capacidade de decidir o que é bom pra ela'.Coisa que qualquer ser humano racional sabe que é verdade.
    A filha no funk, a filha puta, o demente daniel fraga que acha isso lindo, etc, tudo foi citado porque são exemplos dentro do mesmo assunto: 'a criança não sabe o que é melhor pra ela'.
    Tá difícil de entender até agora?
    Onde foi, até aí, que eu disse que o estado tem que se meter?
    Então,aí do nada vc aparece misturando alhos com bugalhos, inventando não sei de onde que falar essas coisas um tanto quanto óbvias é defender 'o estado se meter na educação dos filhos (e, consequentemente, ser a favor de que a educação - e a necessidade de eventuais palmadas - seja algo de responsabilidade dos pais) significaria coonestar com essas atitudes apontadas por vc é um mistério.'

    NADA do que eu disse implica que é o estado que tem que se meter.Essa interpretação vem somente do seu analfabetismo funcional.
    O que eu disse é que SE a criança quer VOLUNTARIAMENTE ser puta, e SE os pais querem voluntariamente deixar, isso está moralmente errado.Não falei NADA do estado ter que se meter.Pra casos como esse pode muito bem ter outras instituições, a família, a igreja, ou até mesmo uma justiça privada pra resolver.

    'E agora vem dizer q estava se referindo à "ala dos libertários de esquerda"...'
    E quem mais além de left libs tem esses valores imundos?

    Mas eu já sei.O seu problema é que vc leu o 'toda a filosofia libertária tem problemas' blabalabla. Então meu chapa, se vc tivesse mais leitura teria notado que essa palavra TODO nesse contexto não significa 'todas as vertentes do libertarianismo' mas sim 'a totalidade de algo que é libertário e SÓ'.Ou seja, libertarianismo sem necessariamente incluir valores morais de direita.Se eu estou falando que o libertarianismo tem problemas morais que só podem ser resolvidos com a moral conservadora, é ÓBVIO que eu estou falando do libertarianismo puro, e não de libertarianismo de direita.

    E essa sua frase - "Liberdade é importante, claro que é, mas construir todo sistema social e político baseado somente em liberdade e propriedade privada e ignorar os valores ocidentais construídos durante séculos é coisa de gente com QI de ameba" - teve que alvo, meu amigo? Se o alvo foi o austro-libertarianismo...'

    Bastaria saber ler pra ver qual era o alvo.Vc já viu Daniel Fraga citando Hoppe? Então não faça perguntas idiotas.




  • Victória  24/06/2014 21:34
    Bom, eu em particular reprovo castigos físicos para crianças, pois fui criada por meus pais com o ideal de que uma criança é nada menos que um pequeno adulto, alguém perfeitamente racional com quem se deve lidar através do diálogo lógico, que expõe que há consequências para todos os nossos atos. Meus pais acreditavam tanto nessa questão de escolha infantil que, apesar de serem muito religiosos, nunca me levaram para a igreja até que lhes pedi, interessada pelo seu exemplo, para conhecê-la, e mais tarde me converti também. E, por acreditar que a liberdade deve ser um valor prezado acima de tudo, pretendo agir de uma forma próxima a deles. No entanto, acho que cada um deve ter o direito de decidir como quer educar seus filhos - inclusive sou muito a favor da educação doméstica - e o Estado não tem nada que se meter em nossos lares. Aliás, li dois textos daqui do site e acho que sempre tive opiniões libertárias, eu e boa parte da minha família, embora não soubéssemos: Somos a favor tanto da liberdade econômica quanto da liberdade civil para todos. No entanto, tenho dúvidas sobre como funcionaria o mundo sem um Estado; há exemplos de civilizações tecnologicamente avançadas onde isso já ocorreu? E há uma teoria clara que explique como uma sociedade tão estatizada quanto a nossa poderia fazer essa transição sem colapsar?
  • anonimo  24/06/2014 22:31
    Boa noite.

    Sou mais minarquista (a favor de um estado mínimo), então talvez não seja a pessoa mais apropriada para responder.

    Creio que em relação a última pergunta há esse texto, que não chega a ser uma teoria clara, mas dá algumas ideias:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=74

    Sei que os EUA tiveram um grande desenvolvimento praticamente sem a presença de um governo (até o começo do século passado).

    E esse outro texto é sobre o anarcocapitalismo, bons argumentos:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1841

    Mas talvez os mais experientes possam lhe responder diretamente.

    Obrigado.
  • anônimo  25/06/2014 16:44
    E acho que o artigo de hoje tb pode ajudar:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1890
  • Charles Hertz  28/06/2014 22:58
    Agressão não se justifica em nenhum sentido... eu fui criado sem levar nenhum tapa do meu pai. minha esposa idem.

    não sou a favor do governo interferir nas famílias, mas sou completamente contra a agressão em crianças. e os libertários que são a favor de dar palmadas em seus filhos parecem esquecer do PNA nessa hora... rsrs
  • Rennan Alves  29/06/2014 14:17
    Agressão não se justifica em nenhum sentido... eu fui criado sem levar nenhum tapa do meu pai. minha esposa idem.

    não sou a favor do governo interferir nas famílias, mas sou completamente contra a agressão em crianças. e os libertários que são a favor de dar palmadas em seus filhos parecem esquecer do PNA nessa hora... rsrs


    E você parece não saber o que é PNA. Aliás, chuto dizer que você sequer sabe o que é uma agressão.

    Quando uma criança quebra os móveis da casa por malcriação, causando prejuízos, os pais possuem todo o direito de punir o filho da forma que lhes for mais conivente(tirar os móveis dele, encarcera-lo no quarto dele, impedi-lo de brincar fora, dar umas palmadas nele, etc.), seguindo o PNA.

    Aliás, já que você é contra a agressão de crianças, suponho que você nunca colocará seus filhos de castigo independente do que eles façam, certo? Nem tirar os brinquedos deles, nem proibi-los de assistir televisão, nem impedi-los de brincar lá fora. Ou você esqueceu que tudo o que citei também é uma forma de agressão?
  • catarina  16/09/2014 20:39
    Chega a ser bizarro a posição dos ditos "libertários" quando o assunto é educação infantil. Experimente trocar no texto a palavra "palmada" por "bater na mulher", ou "bater em judeus". Criança não é propriedade de ninguém, é apenas um ser humano sem as capacidades mentais de um adulto. Se você considera correto "disciplinar" crianças por elas não serem capazes de compreender o certo do errado em algumas situações, você deve ter a mesma opinião para com doentes mentais ou idosos.

    Recomendo os vídeos do Stefan Molyneux sobre o assunto.
  • fernando rodrigues de sousa  03/07/2014 14:51
    Olha, quem tem criança sabe a provação que é simplesmente não punir as crianças, é impossivel, impossivel, pois mesmo repreender uma criança na visão de alguns abraçadores de arvores, seria uma agressão, a lei da palmada na teoria é otima, ninguem é a favor de agressão, mas não precisava existir, o excesso já é regulado pelo codigo penal

    a realidade, pra quem tem filhos, é outra, criar um filho sem nunca ter feito nenhum tipo de agressão é utopico, é como um anarquista, um socialista, comunista e etc, são sonhos distantes e impraticaveis, o que temos que buscar, são meios tangentes a buscar um fim
  • anônimo  29/06/2014 23:11
    oglobo.globo.com/sociedade/dilma-sanciona-lei-da-palmada-com-um-unico-veto-1-13044867

    a lei foi aprovada
  • carminne  01/07/2014 15:09
    Palmada é uma coisa cárcere privado, espancamento é outra.
    E o que o estado faz para a nossa proteçao contra adolecentes rebeldes,criancas batendo em pais, crianças batendo em professores? Ser professor é a pior profissao hoje. Antes eram chamados de mestre. Hoje é chamado de profi.
    Cada vez mais o estado é contra a família. Quem sabe é isso que eles querem, casal sem filhos. Eu hoje não teria mais filhos.

    Sem apoio nao dá. É uma nação sendo ensinada a dedurar os outros. Os adolencentes vão mandar na nação que os adultos só vâo poder o olhar. Crianças sem respeito por ninguem. É só passear na rua que a gente ver as crianças sem saber aceitar um não
    Quem apanha são os pais.
  • Talia  17/07/2014 14:48
    Em que medida um tapa é dado?
    A forma como ele é dado, o contexto, tudo isso deverá ser considerado.
    O que a lei deve penalizar é a situação em que o responsável pela criança, seja mãe ou o pai ultrapasse os limites do razoável.
    NÃO acho isso uma maneira de TENTAR controlar como e quando você deve corrigir o seu filho, sei que para muitos que no caso sabem como educar seus filhos, isso não irá fazer muita diferença, mas para outras que dou como sinônimo "mente fechada"? SEM COMENTÁRIOS!!!!
  • anon  24/08/2014 21:16
    Ok, vocês dizem que não se traumatizaram com tapas e palmadas, que isso só ajudou.
    Mas e se EU disser que me traumatizei só com as ameaças? E se eu disser que não podia nem mesmo chorar quando estava triste? E se disser que rezava e chorava pela volta de minha mãe do trabalho e pela interferência dela nas posturas arcaicas dos meus avós, que preferiam sempre me oprimir ao invés de me escutar?
    E se eu quase nunca fui agredida, mas o pouco que fui já era o suficiente para me esconder debaixo da cama enquanto carregavam cintos para perto de mim?
    Me tornei perfeccionista. Se era "preguiçosa" como diziam, se era "chorona" e "dramática", tentava compensar sendo "inteligente". Mas até essa "inteligência" levou todos a me desprezarem, porque automaticamente me tornava "convencida".
    Confesso ter me tornado rebelde, mas simplesmente porque tinha aprendido que se alguém prefere falar você deve obrigar essa pessoa a te escutar. E quando a culpa vinha, me sentia como um monstro, mas também como uma simples espectadora assistindo a tediosa vida desse monstro que pensava o mesmo que eu, mas o qual não podia controlar. Eu era tão errada quanto eles, mas não aceitava tanto meus erros como eles.
    Ainda assim, isso não é nada comparado com o que outras pessoas passaram. Muitos hoje só falam com o pai ou a mãe com a ajuda de psicólogos. Já ouviram sobre terapia familiar?
    É engraçado como só a criança pode receber um tapa. Adultos não percebem quão grande é a força deles comparados à fragilidade da criança. Aquele que bate no homem ou na mulher deve ser punido (até porque é covarde aquele que bate na segunda, não?). A mulher que bate no cachorro deve receber o mesmo em troca, ou até mesmo morrer. Mas na criança é uma simples medida educativa.
    Quando era pequena, todos meus colegas recebiam palmadas. E isso melhorou o comportamento deles? não, continuam sendo crianças mimadas até hoje. Piorou? Também não. Se acostumaram. São tão indiferentes à isso que farão o mesmo com seus filhos, assim como vocês.
    Eu cresci mais e conheci pessoas que sofreram a violência por parte da família e até hoje choram sempre quando falam sobre o assunto.
    Mas isso não importa, porque parece que quase ninguém nesse mundo consegue entender um indivíduo como um indivíduo, tudo é baseado em vocês.
    "Eu sofri" "Mas eu não"
  • LAUDY  26/12/2014 14:56
    Apesar de as pancadas serem mais dolorosas que palmadas leves, estão todas infiltradas na dinâmica doméstica. Há uma enorme incoerência ao se justificar que a palmada educa ou que é um ato de amor à criança, pois tais afirmações aparentemente inofensivas é um véu que pode encobrir as violações dos direitos, além de eufemísticas, com intuito de suavizar a expressão. Não se pode aceitar que ao bater numa criança está lhe protegendo. Proteção é bem diferente disso, é dar cuidado, é pegar ao colo, mostrar e explicar os perigos que rodeia.
    A sociedade se sensibiliza mais em ver um adestrador dando palmadas num cão do que um pai tendo a mesma conduta com seu filho. Rossi (2010) ao discorrer sobre técnicas de se educar um cachorro diz que educação é essencial para garantir o bem-estar e o bom convívio. Acrescenta que, porém, há diversas técnicas para punir um cão, mais vantajosas do que um tapa, por exemplo. Pode-se, ainda, na maioria das vezes recompensar os comportamentos corretos em vez de punir os errados, motivando o cão a acertar e, de quebra, exercitando nossa capacidade de perceber e recompensar as coisas certas, em lugar de focar sempre no que está errado. Com toda razão, não está correto bater em um cachorro para conseguir discipliná-lo, muito menos em uma criança para se obter tal fim.

    A parentalidade positiva pressupõe o respeito pelos direitos humanos da criança e, portanto, um ambiente não violento, no qual os pais não utilizam castigos corporais ou psicologicamente humilhantes para resolver conflitos ou para ensinar disciplina e respeito. Ela oferece alternativas à violência, conforme a maturidade da criança e a situação. Estas podem ir desde acalmar as crianças menores com humor até pedir a crianças mais velhas que reparem as suas falhas ou os danos que causaram. Se as emoções forem demasiado fortes, os pais podem dar um tempo para o caso por algum período e discuti-lo mais tarde. A maior parte dos castigos corporais é administrada por pais estressados para além dos limites e que perderam simplesmente o controle. (CONSELHO DA EUROPA, 2007).

    [...] Sou bastante inclinado a pensar que a grande severidade da punição faz muito pouco bem e, ao contrário, grande mal na educação; e penso que será visto que [...] as crianças mais castigadas raramente tornam-se os melhores homens. (JOHN LOCKE apud VEIGA, 2007, p. 28).
  • Bruna Evelyn  30/08/2014 21:42
    Claro que a maioria apanhou quando criança e não morreu, mas e as crianças que passam de simplesmente palmadas, e os pais hoje que sofrem ainda psicologicamente por terem sofrido quando crianças. Podem sim ser a minoria más eles não contam? Se não percebem além da Lei da Palmada ela é chamada de Lei do Menino Bernardo. A questão não é a palmada más onde ela pode levar, hoje em dias as pessoas não tem a capacidade psicológica de criarem seus filhos como antigamente, eles mal nascem e já são jogadas em latas de lixo, são vendidas, são levadas para troca de favores e, espancadas talvez até a morte. Se acompanham casos sabem que o mundo está virado e essa é uma lei que visa ajudar as pessoas mais importantes, as nossas crianças que vocês podem não conhecer mas tem muitas que passam por situações inacreditáveis. Vocês não estão preocupados com as crianças, estão preocupados com o "Estado que invade a vida das pessoas". Por favor.
  • Luiz Rafael  03/01/2015 23:44
    Pra essas coisas existe o código penal. Lesão corporal, maus tratos, Lei Maria da Penha... Já leu? Palmada é apenas uma correção. Amplie os seus horizontes e tente enxergar q essa lei vai muito além do q "proteger as pobres criancinhas"...
  • Andrade  17/09/2014 18:40
    Vi esses dias um blog interessante falando sobre essa interferência estatal. Mas mais interessante, é a imagem falando das diferenças entre o trabalho. Trabalho infantil.

    [link=vozesdoverbo.blogspot.com.br/2010/08/lei-das-palmadas.html#.VBnUs5RdWSo[link=]
  • Nicolau  22/02/2015 13:54
    Só no Brasil frouxo de Bundas Moles, não tem palmada para crianças!
  • Ricardo Bach  20/03/2015 23:09
    Acho que muitos libertários aqui não entendem o que é PNA, nem toda a violência fisica eh uma violação ao PNA.
    A partir do momento em que um lutador de UFC assina um contrato para receber 10000 reais para lutar 1 hora num ringue ele automaticamente abre mão do seu "direito de não ser agredido"."Aa, mas o único motivo dele poder se defender é porque o outro lutador violou o PNA também."
    Ok, ok. Supondo que o mesmo lutador ganhasse esses mesmos 10000 reais para só apanhar, ele voluntariamente se deixa apanhar de um grupo de pessoas.Como de fato ele é livre para escolher, não é uma "violação" ao PNA, ele se absteve desse direito.
    Agora suponhamos que ao invés de ganhar 10000 por mês em dinheiro, ele ganhasse em comida, casa, estudo e demais necessidades. A maneira como recebe recursos muda alguma coisa?Obviamente que não.
    Entre a criança e o adulto firmasse um contrato não verbal. Enquanto o pai oferece casa, comida e recursos, o filho oferece obediência e cooperação.Enquanto as "obrigações" dos pais são alocar recursos e criar a criança segundo seus próprios valores morais a criança tem como obrigação obedecer.Enquanto os direitos da criança são os recursos acima citados, os do pai incluem o poder de decisão e o poder de usar todos os meios necessários para cria-la. Perceba que esse acordo é voluntario, a criança aceita essas condições ao viver em familia, quem automaticamente se absteve da proteção do PNA foi a propria criança.
    A criança está voluntariamente nessa situação, caso ela não goste das punições e queira acabar com essa troca mútua, pode simplesmente fugir de casa, mas é fato de que 99% das crianças nem sequer pensa nessa possibilidade, então
  • anônimo  21/03/2015 01:31
    'Perceba que esse acordo é voluntario, a criança aceita essas condições ao viver em familia'
    Bullshit. Se ela tentar fugir de casa o que acontece? Alguém pega e manda ela de volta.E ela também não assina contrato 'não verbal' nenhum, só um louco ia pedir pra nascer num mundo desses.
  • Nicolau  22/03/2015 16:00
    Quando alguem voluntariamente permite que seja agredido em troca de recursos, ela automaticamente esta abrindo uma exceção ao PNA. Negar isso é tão ridiculo quanto afirmar que se eu pagar 2 lutadores pra lutarem eles não poderiam lutar, visto que não podem violar o PNA um do outro, faça-me o favor.

    E há contrato sim , tudo que voce fez foi espernear e bater o pé sem contra-argumentar, discuta comigo: Num mundo sem Estado, o que mais explica a relação entre pais e filhos onde cada um se compremete a respeitar uma parte de um mutuo acordo?
    Como mais explicaríamos senão por obrigações e direitos comuns firmados em comum acordo com base na convivência?

    Tudo bem , em um mundo onde hipoteticamente as crianças possam fugir voluntariamente dos pais(como diria Rothbard), o que impediria também os pais de abandonar os filhos recém nascidos à própria sorte? O que é melhor pra criança, apanhar quando o pai quiser ou ser abandonada como um cão?
    Supondo que o mundo fosse assim , o pai cuida da criança VOLUNTARIAMENTE, e a criança continua com o pai porque sabe que não pode viver sozinha, as condições para continuar com o pai são óbvias, obedecer.Se ela fica com os pais mesmo tendo a possibilidade de fugir, ela está voluntariamente aceitando os termos do acordo.

    E por ultimo, quem é você pra se colocar no lugar dos outros?" só um louco iria pedir pra viver num mundo desse" e como voce sabe o que as crianças querem?Na verdade esse tipo de coisa existe desde que o mundo é mundo, não com pais e filhos, mas entre qualquer contrato de prestação de serviços.E por ultimo , mesmo que as crianças tenham esse tipo de liberdade, e uma questão irrelevante, visto que a maioria delas fica com os pais voluntariamente por tempos bem maiores do que a lei estipula, como pessoas de 40 anos vivendo com os pais(sim isso é triste mais fazer o que)
  • Fernando Vrech  06/10/2017 03:50
    Sou totalmente contrário a qualquer punição física contra crianças. Eu vejo assunto da seguinte forma: se é crime você bater em adultos, é crime você bater em criança.
    Quando você descriminaliza a violência para certas classes, você está sendo comunista; pois você aí você concede ao adulto um direito de classe, o direito de ser violento.
    O assunto é delicado no sentido de que, se descriminaliza-se a palmada, você pode descriminalizar agressões físicas mais sérias a crianças. A criança deve ser protegida dos pais pelo próprio código penal, que criminaliza a lesão corporal, leve media e alta. O código penal tem que valer para o tratamento dos pais para com os filhos.
    São direitos individuais, TODOS devem ser protegido contra agressões físicas. Quem abre uma exceção para os pais estará sendo socialista, concedendo um direito de classe.
    Para se criar filho,é necessário, praticamente, um conhecimento PROFISSIONAL, é necessário preparo. A falta de preparo resulta em pais que não orientam os filhos corretamente, e leva os filhos a comportamentos prejudiciais. Ainda essa falta de preparo leva esses pais despreparados a corrigir sua própria deficiência em orienta, aplicando agressões físicas ou sanções aos filhos, dos quais esse pais negligenciaram-lhes a devida orientação. Castigos físicos são apelos de pais despreparados.
    Criar filhos não é, definitivamente, para qualquer um, porém qualquer um, facilmente, tem filhos; e quem paga são as crianças. Me parece muito injusto.
    Acho importante, pelo menos, garantir que a integridade física de uma criança seja protegida pelo código penal. Não acho correto, nem mesmo no Estado Mínimo, deixar a disciplina infantil ao bel prazer de pais despreparados. Para mim esse é o tipo de liberdade CONTRÁRIA ao princípio da direita. Pois a liberdade de uns não devem restringir a liberdade de outros, nesse caso, a liberdade dos pais não deve restringir a liberdade dos filhos.
  • Pobre Paulista  06/10/2017 12:27
    Vamos fazer assim:

    Você cuida dos seus filhos, eu cuido dos meus. Você cria os seus filhos como achar melhor, e eu crio meus filhos como achar melhor.

    Está bom assim? Se não estiver, explique qual é o problema.


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