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Você provavelmente entende tanto de economia quanto de astrofísica

Embora a frase seja normalmente atribuída a Mark Twain, foi seu amigo Charles Dudley Warner quem certa vez disse que "Todo mundo reclama sobre o tempo, mas ninguém faz nada a respeito."

Independentemente de quem a tenha dito, a frase era e continua sendo perfeita.

A título de comparação, podemos hoje criar uma frase semelhante: "Todo mundo reclama sobre a economia, e muitos infelizmente tentam fazer algo a respeito." 

'Política econômica' é o nome dado a essas tentativas de fazer "algo a respeito", tentativas essas que são efetuadas por burocratas e funcionários públicos em parceria com seus consultores e empresários favoritos.  Para o público em geral, política econômica é uma questão trágica, pois, independentemente de o que cidadão comum pense a respeito, as ações do governo quase que invariavelmente tornam a situação econômica pior do que seria caso esses "estrategistas" não se intrometessem.

Não obstante a gigantesca profusão de monografias, trabalhos acadêmicos, colunas de jornal, palpites dados em programas televisivos ou meras opiniões expressadas em conversas informais, pelo menos 90% de toda essa logorreia é besteira pura.  O economista Steve Hanke diria tratar-se da 'regra dos 95%': "noventa e cinco por cento de tudo que é dito sobre economia ou está errado ou é irrelevante."  

O que é ainda pior: a esmagadora maioria desta logorreia é realmente nociva.

Sim, eu sou um economista, e isso não é nenhum motivo de júbilo.  Trata-se de uma mera descrição profissional.  Se eu fosse um carpinteiro ou um encanador, também iria confessar de pronto esse meu status profissional.  A questão é que dezenas de milhares de pessoas também se dizem economistas, mas poucas realmente o são em um sentido além do nominal.  Elas podem até ter um Ph.D. em economia, mas ainda assim suas ideias sobre economia não são melhores do que as daquele seu vizinho excêntrico. 

Quase tudo o que se aprende nas faculdades de economia não passa de um amontoado de besteiras matemáticas cuja substância pode ser reduzida àquilo que F.A. Hayek rotulou de "pretensão do conhecimento".  Para ser sucinto, os "especialistas" que as universidades produzem semestralmente são meros embusteiros com péssima formação.  Meu palpite mais otimista é que não deve haver mais do que alguns poucos milhares de economistas de verdade em todo o mundo — e eu não me surpreenderia caso essa minha estimativa contenha uma margem de erro otimista.

Além dos profissionais verdadeiros e dos falsários, há centenas de milhares de outras pessoas — leigas — que têm a pretensão de possuir algum genuíno conhecimento sobre como o mundo econômico realmente funciona.  Pelo menos 95% dessas pessoas não têm a mais mínima ideia do que falam.  Para vivenciar isso, basta entrar na internet e ler os "artigos" produzidos por essas pessoas — bem como os comentários dos leitores — para entender as características dessa gente.  É quase tudo lixo puro.

As pessoas são geralmente sensatas o bastante para não se aventurar a emitir comentários pretensamente profissionais sobre astrofísica.  Elas reconhecem suas limitações sobre este assunto.  Elas não saem por aí ventilando ideias tolas sobre o 'desvio para o vermelho' ou sobre os eventos que ocorreram no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang.  Elas estão perfeitamente cientes de que fingir tal conhecimento sobre astrofísica faria com que elas parecessem idiotas perante qualquer um que se dispusesse a ouvir o que elas têm a dizer.  Se ao menos as pessoas tivessem a mesma sensatez para entender que, com raras exceções, elas sabem o mesmo tanto de economia quanto de astrofísica, o mundo seria poupado desses pretensos engenheiros sociais.

Tenha em mente que saber como administrar bem uma empresa, saber como escrever uma coluna semanal de economia em uma revista prestigiada (ou em um jornal de grande circulação ou em um site de notícias de grande acesso), saber como ascender em sua profissão, e saber uma grande variedade de outras coisas não significa de maneira alguma que você sabe como uma economia realmente funciona.  Quão melhor seria o mundo se, no que diz respeito a questões econômicas, todos se limitassem a pensar e agir em termos meramente locais e, acima de tudo, a jamais pedir que políticos e burocratas tomem medidas para "melhorar a economia".



autor

Robert Higgs
um scholar adjunto do Mises Institute, é o diretor de pesquisa do Independent Institute.


  • Rhyan  03/06/2014 14:33
    Agora fazendo uma auto-crítica: Não é uma pretensão dizer que só a Escola Austríaca (e proto-austríaca) importa?

    Não há nada de útil nos neoclássicos?
  • Dudley  03/06/2014 14:37
    Não existe isso de "Escola Austríaca" ou "economia neoclássica". Existe apenas a "economia correta" e a "economia besteirol".

    Agora, se uma se propugna a falar apenas sobre a economia correta ao passo que a outra faz concessões a algumas besteiras, trata-se de algo secundário. O que importa é saber distinguir a economia correta da besteirol; os rótulos utilizados por cada corrente de pensamento não são importantes.
  • Jeferson  03/06/2014 14:48
    Não é à toa que existem vários pontos de concordância entre neoclássicos e austríacos, monetaristas e austríacos... Não é que a Escola Austríaca seja a única correta, o problema é que as outras ou são compostas por completa imbecilidade ideológica (Marxista), ou possui uma finalidade clara de roubar o povo sem ele perceber (Keynesiana - e, aliás, prognostica ótimas soluções pra este fim, com justificativas bem convincentes às pessoas comuns de que não é isso o que está sendo feito, mas o bem delas), ou faz concessões quer ideológicas, quer corruptas, quer formais para ganhar "imagem" na academia (talvez todas as outras).

    Eu tenho quase certeza de que uma parte não ignorável dos keynesianos e monetaristas, no fundo entendem como a economia funcionam, só que são a galera que não se conforma com o mundo ser como é, e acha que devemos mudá-lo, e moldá-lo à nossa vontade, como se isso fosse possível.
  • Gustavo Torres  03/06/2014 15:34
    Acho que você compreendeu mal a mensagem do texto.
    Higgs não pretende dizer que apenas a EA está correta, mas sim dizer que a economia, como um processo hipercomplexo, sujeito à inúmeras variáveis não apreensíveis pela mente de nenhum economista ou grupo de economistas e burocratas, deveria ser deixada livre da influência dos cientistas que se sentem na capacidade de "moldar" a economia, ao invés de estudá-la e compreendê-la.
    É uma crítica, acima de tudo, ao gnosticismo que perpassa o estudo da economia; aos que acreditam que o cientista pode ser maior que a ciência que estuda.
  • Yonatan Mozzini  04/06/2014 13:11
    Economistas Neoclássicos, Austríacos, Monetaristas e Novo-clássicos. Todos estes defendem basicamente a verdadeira economia: a baixa (ou nenhuma) interferência do Estado nos mercados. Surgem nuances de um ou outro grupo.

    Neoclássicos são ótimos matemáticos, mas montam seus modelos quase sempre com proposições irreais (assimetria de informação, concorrência perfeita, etc), o que dá resultados que fogem da realidade.

    Monetaristas, por exemplo, são obcecados por econometria, o que faz muitas vezes confundir ação e reação (causa e efeito) em seus modelos.

    Austríacos, por outro lado, são quase que desprovidos de matemática, mas suas proposições lógicas e o viés ético são perfeitos.

    Tenho pouco conhecimento sobre novo-clássicos, mas sei que assemelham-se aos neoclássicos.

    Enfim, é necessário que deixemos de lado o dogmatismo quase que religioso que existe entre os economistas e nos foquemos nas qualidades de cada uma dessas boas escolas.
  • João Rodrigues  06/02/2019 20:24
    Não, realmente não há nada que preste na economia neoclássica.
    A economia neoclássica, por ser baseada no positivismo, o que permite diversas contradições internas e falhas metodológicas, como modelos não excludentes, simplificações e relaxamento de premissas - o oposto da metodologia praxeológica, que utiliza axiomas logicamente dedutíveis e universais para todo o objeto de estudo. Você pode observar a presença de modelos contraditórios por exemplo no modelo do monopólio natural, que contradiz o restante da economia neoclássica em si.
    Também tem várias outras falhas, como o fato de neoclássicos ignorarem a ação humana no modelo de mercado perfeitamente competitivo; e a questão de bens "subproduzidos", que na verdade não passam de opiniões pessoais dos autores p/ justificar intervenção estatal em alguns setores da economia.
  • Primo  03/06/2014 14:40
    Ok, mas economia interfere diretamente no modo de vida do palpiteiro, a astrofísica nem tanto. Acredito que é melhor ouvir as besterias em economia e refuta-las do que fazer pressão para que as pessoas se calem. Afinal discutir geocentrismo ou heliocentrismo perto de uma fogueira é o mesmo que discutir o direito a propriedade privada com uma arma.
  • anônimo  03/06/2014 16:51
    O problema não é falar besteira. Mas criar um ambiente que incentive a criação de regras bestas.

    É como se um leigo em astrofísica incentivasse a criação de uma regra que fizesse a lua parar de girar em torno da terra.

    Falar besteira pode mesmo. O problema é causar besteira por aí.
  • anônimo  03/06/2014 17:37
    Astrofisica ate interfere, mas nunca vi nenhuma tentativa de acabar com a lei da gravidade por decreto durar mais de alguns segundos, embora as leis economicas tente mudar todo dia
  • Daniel  03/06/2014 14:43
    Isso me lembra o grande Rothbard: "Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma 'ciência lúgubre'. Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância."
  • Atylla Arruda  03/06/2014 15:47
    Recentemente me perguntaram se eu era a favor do salário mínimo, leis trabalhistas, etc, respondi que era contra. Meu amigo passou 10 minutos mostrando como o meu ponto de vista era absurdo, no final eu perguntei?
    Pq um governo populista, corrupto e Mentiroso como o do PT, não fixa o salário mínimo em R$ 1.500,00? Ele não soube responder. Os 95% gostam mais da pretensão do conhecimento, se vc mostrar a falta de lógica, partem para o ad hominem( explorador,fascista,reacionário). Se vc não tomar cuidado pode ter o destino de Sócrates.
  • Funça Federal  03/06/2014 16:26
    "Pelo menos 95% dessas pessoas não têm a mais mínima ideia do que falam. Para vivenciar isso, basta entrar na internet e ler os "artigos" produzidos por essas pessoas — bem como os comentários dos leitores — para entender as características dessa gente. É quase tudo lixo puro."

    Nossa, melhor impossível. É justamente o que acontece aqui.

  • Emerson Luis, um Psicologo  03/06/2014 17:24

    A pretensão do conhecimento leva à arrogância fatal, com todas as suas consequências.

    "Jovens, antes de mudarem o mundo, arrumem os seus quartos"

    * * *
  • Luiz Otávio  03/06/2014 17:24
    "As pessoas são geralmente sensatas o bastante para não se aventurar a emitir comentários pretensamente profissionais sobre astrofísica. Elas reconhecem suas limitações sobre este assunto. Elas não saem por aí ventilando ideias tolas sobre o 'desvio para o vermelho' ou sobre os eventos que ocorreram no primeiro milionésimo de segundo após o Big Bang. Elas estão perfeitamente cientes de que fingir tal conhecimento sobre astrofísica faria com que elas parecessem idiotas perante qualquer um que se dispusesse a ouvir o que elas têm a dizer. Se ao menos as pessoas tivessem a mesma sensatez para entender que, com raras exceções, elas sabem o mesmo tanto de economia quanto de astrofísica, o mundo seria poupado desses pretensos engenheiros sociais."

    Sem mais.
  • Silvio Arruda  03/06/2014 17:30
    Prezado Robert.
    Concordo com a análise precisa com que você expõe a visão sobre economia que grassa na mídia atual. Acontece que, talvez por desconhecimento ou por conveniência, as escolas de economia não transmitem a seus alunos os conhecimentos sobre "sistemas complexos" no que diz respeito princípio da incerteza de Werner Heisenberg.
    Os fatos se comportam como eventos-alvos postados num cenário futuro os quais o economista, ao fazer quaisquer previsões sobre os mesmos, altera sua posição em tal cenário. É como se alguém desejasse iluminar um alvo em que se deseja mirar e a luz incidente sobre o alvo o movimentasse. Assim, qualquer manifestação de um economista sério sobre cenários econômicos futuros tem de ter, a princípio, a preocupação de não vir a causar perturbação no mesmo. Infelizmente não é o que se verifica hoje em nossas equipes econômicas.


  • sandro lima  03/06/2014 17:58
    Não sou economista, mas gosto do tema e de ler artigos sobre. As vezes, eu comparo os economistas com os comentaristas de esportes, que são ótimos em dar palpites naquilo que não são responsáveis.
    A maioria dos economistas acham que são somente números, e que além dele ser 'competente' seus subordinados também são, e que todos irão concordar com ele e seguir a risca o que ele delega.
    Mas temas como política, tentativas de te derrubar, e outras formas de egoísmo, acaba tendo um papel maior do que o preto no branco e 1+1 que todos economistas gostariam que fosse.
    Analisar o passado é mais fácil do que prever o futuro. "se isso e se aquilo" só serve de forma hipotética.

  • Dom Comerciante  03/06/2014 23:19
    Me pergunto em quantas décadas a economia mundial irá recuperar o seu significado e deixar de se limitar pelos governos assistencialistas. Fico imaginando a cara dos nossos bisnetos e tataranetos lendo sobre as políticas e os assistencialismos dos governos durante os séculos XX e XXI, onde a humanidade se debatia tentando entender a sua sociedade ignorando completamente a lógica científica por detrás da economia de mercado. Os professores(ironicamente) irão defender com unhas e dentes as vantagens da iniciativa privada e irão ridicularizar os métodos de ensino estatais da Era Vermelha. Os alunos aprenderão desde cedo sobre o que é ciclo econômico, qual a função do empreendedor e a do governo. Outra coisa interessante serão as aulas de ciencias, onde serão apresentadas todas as teorias largamente aceitas pelos cientistas duranne os séculos, como a teoria da terra-oca e o aquecimento global, no qual os cientistas e ativistas políticos acreditavam piamente que o CO2 liberado pelas indústrias e veículos automotores era capaz de alterar diretamente no clima em níveis planetários, mas que tudo no fim não passava de interpretações precipitadas.

    O que eu digo a todos aqui, aqueles que tiveram a capacidade de reconhecer de alguma forma a seriedade da teoria econômica de laissez-faire é que embora sejamos encarados hoje, quase sempre como místicos ou lunáticos, devemos nos lembrar que os primeiros químicos também não passavam disso ante aos olhos dos outros cientistas e demais palpiteiros daquela época. Quando a realidade da economia vier a tona algum dia, minarquistas e anarcocapitalistas finalmente serão ouvidos e levados a sério, eu acredito. Se bem que isso só irá realmente acontecer se estivermos dispostos a defender essas idéias da melhor forma que pudermos.
  • Jean Cherem  04/06/2014 01:43
    Este site mesmo força a barra em um monte de artigos. Até parece que aqui não tem tendência política e alguns artigos com muito exagero ou fantasia. Como qualquer atividade humana, o trabalho aqui tem algumas verdades e alguns argumentos que são convenientes.
  • Guilherme  04/06/2014 14:26
    Ué, cite aí os exemplos de "forçação de barra" em artigos sobre economia (que não devem ser confundidos com artigos de cunho filosófico, que são bem mais subjetivos).

    Cite também os artigos sobre economia que demonstram clara "tendência política".

    Cite também os artigos sobre economia que contêm "muito exagero ou fantasia".

    Cite também os artigos sobre economia que contêm argumentos "convenientes" (explicando quais seriam as "conveniências" e especificando quem seriam os beneficiários de tal conveniência).
  • Jean Cherem  04/06/2014 23:49
    Sigo o site a um bom tempo e praticamente tudo é do tipo que falei. O mundo é assim e não adianta você ou outros falarem que não, pois não temos poder suficiente para impor ideologias.
  • Rennan Alves  05/06/2014 18:19
    Porque está fugindo da pergunta Jean? Você afirma categoricamente que segue o site a um bom tempo e que praticamente todos os artigos possuem esse viés. Logo, aponte os artigos de economia com "tendência política", "fantasiosa" e "conveniente".

    Dado que você é leitor frequente, não deve ser muito difícil.
  • Jean Cherem  07/06/2014 11:39
    Gastaria muito tempo. O que pretendo dizer é que o Estado faz muita porcarias e aprendi muito aqui sobre isto. O que discordo é que fazem o mundo com um Estado fraco parecer um mundo perfeito onde os empreendedores podem fazer o melhor para si e, com isto, melhorar a sociedade. Sabemos que as coisas não são assim. Já temos uma experiência história negativa sobre isto. Tudo bem que muita coisa deveria ser abandonada pelo Estado e estas políticas de crédito são realmente bem negativas, pois são feitas pelo horizonte do político e para seus protegidos. Mesmo assim, deixar o mercado mais livre vai mesmo nos livrar de tantos problemas? Acho que o poder sempre é exercido de acordo com quem pode modificar a consciência que os outros possuem sobre a realidade e muita gente usaria esta modesta intervenção para pressionar o mercado a seu favor. Considerando o volume de dinheiro que certas empresas tem, talvez não seja difícil e a lei seja a única proteção para gente como eu. Uma coisa é falarmos sobre os problemas da intervenção, outra coisa é delimitarmos em quais pontos. Acho que o site faz muita propaganda contra a intervenção, mas não a delimita tanto. Costumo ler tudo com moderação, pois tem sempre o lado verdade e o lado exagero. Acho que o site deveria ser menos eloquente para criticar o Estado e levar certos pontos benéficos mais em conta.
  • Atalicio Leite  31/12/2014 20:51
    Boa tarde,

    Se há forçação de barra em quase todos os artigos, basta que mostre em um, no máximo dois artigos publicados nesse site. Em questão de 5min se pode apontar uma forçação de barra.

    Se há em quase todos os artigos, deve haver uma única forçação de barra nos dois ou três últimos artigos publicados.

    Se é mesmo um leitor assíduo do site, deve lembrar de ao menos uma única forçação de barra nos dois ou três últimos artigos publicados.

    Quanto ao Estado fraco (menor) não ser mais benéfico à sociedade do que um Estado mais forte (maior, não há exemplos históricos para confirmar tal hipótese. A História, em geral, confirma que a presença do Estado está relacionada à formulação de Depressões Econômicas, Guerras e Dilapidação do patrimônio das sociedades.

    Porém, já vi algumas vertentes libertárias defendendo a presença do Estado apenas para proteger a propriedade e a vida dos indivíduos e outras refutando essa hipótese.
  • Filosofo comum  07/06/2014 06:47
    Sabe o que me chama mais a atenção nesse site além do mises, é o nivel de raciocinio logico que as pessoas tem eheheh
  • Davi  01/01/2015 14:58
    "Meu palpite mais otimista é que não deve haver mais do que alguns poucos milhares de economistas de verdade em todo o mundo"

    Mais forçação de barra, mais exagero e mais tendencioso que esse comentário só se eu olhar no artigo de ontem ou de amanhã ou qualquer outro.

    Ainda mais para o pessoal da EA que diz que todos os argumentos tem que ter lógica irrefutável se apegar a esse tipo artifício de esquerda. Parece até a Dilma falando, "no meu governo foi criado 1 bilhão de empregos e construídas 500 milhões de casas"

    Eu leio alguns artigo daqui e tem muita coisa interessante, mas leio com o mesmo cuidado que leio veja, carta capital ou qualquer outro "meio de informação". Todos são tendenciosos e analisados pela ótica que mais o convém.

    Fora que esse artigo em específico é de muito mal gosto e hipócrita. Se eu não tenho AIDS ou não sou médico não posso falar da doença, se eu não sou arquiteto não posso dizer que nao achei um prédio bonito e por ai vai.
  • Golias  02/01/2015 02:24
    Davi, seu comentário mostra bem sua inteligência (ou seu caráter).

    Em primeiro lugar, você não refutou uma única linha do artigo. Por acaso, há algo de radical em dizer que há milhares de economistas de verdade no mundo? Você achou que sim. Cabe a você, então, explicar por que isso é radical.

    No que mais, quais são os artigos "tendenciosos" deste site? Quais são os artigos "analisados pela ótica que mais o convém"? Cite exemplos, explique por que são "tendenciosos", explique qual seria "a ótica que mais convém" e então ensine como deveriam ser. Caso contrário, você está apenas incorrendo na calúnia barata, coisa de vigarista.

    E aí você conclui com a cereja do bolo:

    "Fora que esse artigo em específico é de muito mal gosto e hipócrita. Se eu não tenho AIDS ou não sou médico não posso falar da doença, se eu não sou arquiteto não posso dizer que nao achei um prédio bonito e por ai vai."

    Tão racional e sensato... Qual o mau gosto do artigo? Por que ele é hipócrita? E que exemplo bizarro foi esse da AIDS e da arquitetura? Qual a lógica dele? E como é que essa "lógica" se encaixa na do artigo? Em que ponto do artigo o autor diz que apenas economistas com formação podem falar corretamente sobre economia? É curioso, pois o próprio autor critica de forma severa justamente esses economistas formados.

    Ou você não sabe interpretar texto, ou você é um mero caluniador.
  • claudio coimbra  04/06/2014 11:35
    Não entendi o motivo desse artigo, talvez esteja muito acima da minha capacidade de raciocínio, ou ele deseja apenas, criar uma reserva de mercado para os realmente entendidos de economia.
  • Jean Cherem  05/06/2014 02:34
    O objetivo deste artigo é fazer você concordar com todos os demais artigos do site, palavra por palavra. As pessoas passam maquiagem na realidade da seguinte maneira: montam um discurso bonito com fragmentos da realidade, colocam algumas pessoas intelectualmente respeitáveis para dar credibilidade a este discurso, afirmam que as pessoas devem seguir linhas defendidas por estes intelectuais como se eles tivessem a resposta para uma sociedade melhor.

    A verdade é temos argumentos para tudo. A questão é ter poder para divulgar. Aqui falam coisas que não temos em outros sites, mas isto não significa que seja tudo verdade. Podemos fazer um texto no sentido oposto. Basta selecionar outros pontos da realidade e colocar outras pessoas para escrever.

    Pode ter certeza que um mundo com estados fracos não será tão bom como prometem aqui. Nada neste mundo é bonito como na teoria.
  • Fernando Chiocca  05/06/2014 16:49
    Jean Cherem, você entende tanto de economia quanto de astrofísica.

    Imagina esse idiota entrando num site de astrofísica e dizendo: "A verdade é temos argumentos para tudo. Aqui falam coisas que não temos em outros sites, mas isto não significa que seja tudo verdade. Podemos fazer um texto no sentido oposto. Basta selecionar outros pontos da realidade e colocar outras pessoas para escrever."


    O que especificamente não é verdade aqui? Tente refutar uma linha sequer do que já foi publicado...
  • claudio coimbra  05/06/2014 20:22
    Tudo muito bonito, na teoria, mas cite algum país totalmente desregulamentado e entregue a livre competição, onde o governo so atue como enfeite, tipo a realeza britânica. Até no reino animal existe algum tipo de poder controlador.
  • Thiag  05/06/2014 23:50
    Poder controlador no reino animal?
    Vai me dizer que existe uma lei no reino animal onde veda algum comportamento?

    Pelo amor de Deus... Cale a boca.


    Ah! Singapura e Hong Kong são bons exemplos de países com economia livre.
    Falar que um pais com economia livre é prospero é redundância.
  • claudio coimbra  06/06/2014 21:51
    Não existe lei da natureza, o animal mais forte se impõe porque os outros animais acham que assim deve ser. Se não sabe interpretar eu desenho pra você Gênio. Sem contar a falta de educação.
  • breno  18/06/2014 01:27
    Poderes controladores na natureza é o ambiente em si. E é confirmado pela teoria da evolução.

    "Vai me dizer que existe uma lei no reino animal onde veda algum comportamento?"

    No caso é a lei da perpetuação da espécie. Praticamente todas as espécies são a ela submetidas.

    Para se perpetuarem cada espécie teve que se adptar ao ambiente ao redor e dele dependem. E quando esse ambiente muda, a espécie ou evolui ou se extingue.

    Exemplos.

    Grupos dos mais variados animais, que tem a extensão do seu habitat limitado por fontes de recursos naturais como água.
    A adaptação das pelagens dos ursos polares ao meio ambiente.
    A capacidade de se camuflar de algumas espécies.


    Até hoje essa lei atua. E dela resultou uma forte relação de interdependência entre espécies. Isso ficou escrachado no comportamento das abelhas.



    Hoje que sabemos disso. Usamos a tecnologia como forma de reparo, aos danos que causamos ao nosso habitat. Pois sabemos que a ela também somos submetidos.

    ---------

    Vais dizer. -Humanos não podem mudar o ambiente!

    Tá bom aquela floresta que deu lugar a um condomínio ou os agrotóxicos que atacam a abelhas que poliniza as plantas. Não da nada no nosso futuro?

    Nivel de CO2 varia em ciclos? Ok, mas nada impede uma espécie qualquer morrer por essa mudança.

    ---------

    Fico com Jean Cherem.

    Esse artigo é serve para influenciar mentes mais maleaveis a favor de um ponto de vista.


  • Fernando Chiocca  06/06/2014 17:58
    Sim Claudio Coimbra, queremos que só quem entenda de economia fale sobre economia, assim como queremos que só quem entenda de astrofísica, fale sobre astrofísica. Você discorda??

    O assunto é realmente muito acima da sua capacidade de raciocínio, mas se você dedicar um tempo de sua vida ao estudo da economia, poderá entender do assunto também.
    E ai iria evitar de falar merdas como "aponte onde isso existe". Como se fosse preciso existir um local sem escravidão para sabermos da superioridade moral e econômica de uma sociedade sem escravidão...(ou qualquer outro tipo de agressão estatal)
  • anônimo  06/06/2014 18:31
    O reino animal não tem poder controlador nenhum, até o animal mais forte e feroz pode ser vencido por uma mísera bactéria.
  • Não?  07/06/2014 19:11
    E nossos políticos também podem serem vencidos por bactérias. o_O

    Existe hierarquia no mundo animal, sim, ainda que se dê de forma diferente ou por razões diferentes à hierarquia dos humanos.
  • Gabriel  05/01/2015 19:51
    Vamos combinar uma coisa: quem não tem a menor noção de ecologia não comenta sobre o assunto, ok?
    A analogia que gerou essa discussão é totalmente inadequada e fruto de desconhecimento teórico sobre o assunto ecologia.
    Esse fórum é legal e eu gostaria de continuar leitor. Então vamos nos ater àquilo que dominamos, para ter um debate interessante.
    Abraço.
  • Marx contra a sanha do lucro no capitalista  04/06/2014 14:14
    Só Marx entendeu de economia e resumiu tudinho no conceito da Mais-valia. O resto é mimimi de aspirantes a burgueses desalmados.
  • Yonatan Mozzini  04/06/2014 17:11
    Aham, Marx entendeu mesmo. E é por isso que todos os países que se inspiraram no marxismo (os socialistas em geral) são os mais desenvolvidos do mundo, com a melhor liberdade econômica e civil. É por isso que ainda existe a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, com sua eficiência e alto padrão de vida para toda a população.

    Esse site do IMB só tem burguês opressor. Peraí que eu vou atender uma ligação do meu celular que foi produzido num país socialista... Ah, deu fome agora, vou comer um x-tudo do MacDonald's importado de Cuba... Ixi.. preciso ir ao banheiro agora... tomara que não tenha acabado o papel higiênico que eu importei da Venezuela.
  • breno  18/06/2014 01:34
    Peraí...

    Pensei que aqui no IMB, a opinião geral era que o pensamento de Marx nunca foi realmente implementado. Mas sempre uma visão distorcida, com intuito de favorecer o interesse de quem o defende.
  • Vive la liberte!  18/06/2014 11:43
    Breno, você acertou, porém, acho que há um detalhe importante que ficou de fora. As pessoas do IMB sabem que o comunismo é inviável. Portanto, pouco importa se seguiram a cartilha corretamente, pois não teria dado certo de um jeito ou de outro.
    Digo isso porque há pessoas que inflamam as chamas da esperança vermelha ao defenderem as ideias marxistas sob a alegação de que nunca foram corretamente realizadas.
  • Homem Verde  08/06/2014 00:28
    Que as pessoas idiotas se limitem apenas a expor o seu pensamento idiota. Não "exijam" cumprimento de ideias de lucro privado, vestidos sob o "manto público", como é o caso de todos os políticos. Não existe "setor público". O que existe é dinheiro privado sendo extorquido de bolsos privados para bolsos privados, sob a verborragia "pública". Porém, isso não tira o caráter privado da "transação" roubada(impostos).
  • Vban Vitor  05/01/2015 17:57
    Magnífico! Direto e esclarecedor.
  • Carlos de Oliveira  09/06/2014 22:29
    Ciência econômica sem a utilização de ferramental matemático é puro bla bla bla. O simples fato de uma grande parte da economia lidar com preferências de consumo, bem estar e valores monetários é suficiente para o emprego de modelos financeiros e estatísticos. Quer dizer que os economistas ganhadores de prêmios Nobel pelo desenvolvimento de modelos econométricos que são usados até hoje em dia não tem valor nenhum? Achei o autor desse artigo com demasiada presunção.
  • Calisto  31/12/2014 14:44
    Acho legal os esquerdopatas marxistas que acabaram de ler O capital, quando leem, já q muitas vezes só repetem o que ouviram falar, e se acham perfeitos economistas!!
  • Marcio  31/12/2014 15:00
    Não dá pra comparar Astrofísica com Economia. Astrofísica é a ciência dos mistérios, coisa de gênios. Economia nem ciência é.
  • Hay  31/12/2014 20:38
    Economia nem ciência é.

    Ok, explique por que economia não é uma ciência. Comece dando sua definição de "ciência".
  • Fernando Caritas de Souza   31/12/2014 23:39
    Minha mãe e uma excelente economista: "Filho, poupe o que você puder, gaste com parcimonia, ou seja, gaste só aquilo que você tem ou pode.
  • Didi  01/01/2015 13:26
    Sabe-se lá o que levou o autor a tecer pesada crítica, se certo ou errado o senhor da resposta é o tempo. Como nada é absoluto em economia, mesmo os mais sábios também cometem equívocos, tomem como exemplos os climatologistas, economistas e especialistas em análises de risco, que invariavelmente cometem deslizes e afetam aos milhares.

    Portanto, se há uma enxurrada de besteiras mundo afora, cumpre-nos garimpar artigos mais coerentes e independente de sermos experts na seara econômica é sine qua non externamos o nosso ponto de vista, não se deve prescindir da sabedoria prática que agregada a acadêmica traz grandes consecuções. Lembrando que a vida de modo geral é tocada por erros e acertos.

    Destarte, ninguém precisa tomar picada de cobra para saber sobre o seu veneno - basta os que outros sofreram.
  • Marco  01/01/2015 13:39
    Outro dia fui convidado a opinar em uma discussão sobre economia que
    acontecia na página de um amigo no facebook, me recusei afirmando
    não possuir conhecimento suficiente para entrar e opinar em tal assunto.
    Na ocasião me senti envergonhado, mas lendo esse artigo vejo que fiz
    a coisa certa. O "debate" continua, acho que vou colocar esse texto lá,
    Hehehe vai ser a primeira maldade que faço em 2015
  • breno  01/01/2015 19:01
    Artigo antigo na pagina principal, ainda um artigo pretensioso? É falta de conteúdo novo?

    Para discordar:

    Qualquer ser humano que realiza trocas comerciais (incluído a força de trabalho) entende de economia e como ela funciona, mesmo sem nunca ter lido um livro de economia.

    O real problema a meu ver, são os "economistas" que pegam o funcionamento das coisas e as distorcem infinitamente, para transforma-las em algo que lhe traga, ou a seus associados, benefícios como no caso de Keynes.
  • Porta-Voz  02/01/2015 02:23
    Por mais incrível que pareça, o editor e tradutor do site é um ser humano normal como qualquer outro. Sendo assim, ele também tem necessidade de uma pausa e de passar tempo com a família.

    Em todo caso, agradecemos a assiduidade de nossos detratores, ainda mais fieis do que nossos apoiadores. Houve um cidadão da região sudeste (o IP mostra) que -- juro que é verdade -- mandou um comentário (malcriado) à 00:06 do dia 1ª. Ou seja, enquanto metade do país fazia festa, o cidadão estava em frente ao computador escrevendo um comentário nos xingando.

    Como retribuir tanto amor?

    No que mais, qual a "pretensão" do artigo? Pode falar.

    "Qualquer ser humano que realiza trocas comerciais (incluído a força de trabalho) entende de economia e como ela funciona, mesmo sem nunca ter lido um livro de economia."

    Se você acha que só fato de você comprar um pirulito já o capacita a entender tudo sobre economia, de Currency Boards a padrão-ouro, do funcionamento do mercado interbancário ao mercado de derivativos, de ciclos econômicos ao funcionamento do mecanismo da expansão do crédito, nada mais posso fazer por você.
  • breno  02/01/2015 13:41
    As formas primitivas do Currency Boards, padrão-ouro e do mercado interbancário não surgiram pela demanda do que pelas mãos de economistas?

    Desculpe se entendi errado, mas o Leandro mesmo diz que um verdadeiro economista deve estudar e demonstrar o funcionamento da economia, as causas e efeitos das ações das pessoas na economia.

    Sendo que ele também diz que qualquer formula desenvolvida por 'economistas' estarão fadadas ao fracasso e beneficio de alguns e piora do restante das pessoas? E as soluções verdadeiras virão através do próprio livre mercado?

    Decida-se.

  • Leandro  02/01/2015 14:38
    "As formas primitivas do Currency Boards, padrão-ouro e do mercado interbancário não surgiram pela demanda do que pelas mãos de economistas?"

    Correto.

    "Desculpe se entendi errado, mas o Leandro mesmo diz que um verdadeiro economista deve estudar e demonstrar o funcionamento da economia, as causas e efeitos das ações das pessoas na economia."

    Correto.

    "Sendo que ele também diz que qualquer formula desenvolvida por 'economistas' estarão fadadas ao fracasso e beneficio de alguns e piora do restante das pessoas? E as soluções verdadeiras virão através do próprio livre mercado?"

    Como o sujeito ficou indefinido (quem seria aquele "ele"?), vou falar apenas por mim: eu jamais disse que "qualquer fórmula desenvolvida por 'economistas' estará fadada ao fracasso". Você não encontrará algo nem remotamente semelhante a isso em meus escritos.

    Aliás, tampouco o autor do artigo disse isso. Logo, não entendi seu ponto.


    P.S.: agradeço e muito a sua assiduidade. Exigir artigo novo no dia 1º de janeiro, bem como artigos novos todos os dias, é coisa de quem realmente não passa um dia sem vir aqui. Ficamos felizes com isso.
  • Leitor  03/01/2015 22:49
    A consulta ao IP certamente foi apenas para se certificar de que o sujeito realmente estava na região sul ou sudeste do país, em plena virada do ano (ele poderia estar teclando de Sydney, por exemplo, o que faria bem mais sentido). Não vejo nada de errado nisso.

    Se eu tivesse um site e ele recebesse mensagens justamente na época da virada do ano, eu teria muita curiosidade de saber o fuso horário do remetente. Se ele estiver na mesma zona horária em que está ocorrendo a virada, não sei se eu ficaria extasiado ou preocupado.
  • Leandro90  01/01/2015 20:35
    Acho daLeinAntitruste: nacionalmente ruim. Antes de abrir o mercado a ampla concorrência , tínhamos que melhorar muito a nossa educação e incentivo a pesquisa. Importar apenas pela livre concorrência no nível educacional hj talvez seja temerário e vai transformar nossa indústria em apenas grandes montadoras e não desenvolvedores de novos projetos. Peço licença, mas singapura e hong kong não exemplos de nada. Pequenos demais. Se retirar do planeta não vai fazer falta!!! China será a próxima potência mundial. Infelizmente nosso povo não tem senso de coletividade, isso que atrapalha, independente de capitalismo ou comunismo
  • Leandro  02/01/2015 02:27
    "Antes de abrir o mercado a ampla concorrência , tínhamos que melhorar muito a nossa educação e incentivo a pesquisa. Importar apenas pela livre concorrência no nível educacional hj talvez seja temerário e vai transformar nossa indústria em apenas grandes montadoras e não desenvolvedores de novos projetos."

    E quanto tempo você quer até que o brasileiro esteja no mesmo nível de um cingapuriano ou de um sul-coreano? Enquanto isso não ocorrer, é para o mercado ficar fechado? Isso é um ótimo negócio para os barões da FIESP.

    De resto, foi justamente no atual governo (o mais protecionista da história do real) que a indústria definhou.

    "Peço licença, mas singapura e hong kong não exemplos de nada. Pequenos demais. Se retirar do planeta não vai fazer falta!!!"

    Aquele abraço!
  • leandro90  02/01/2015 11:17
    Meu amigo. Em nenhum momento disse que concordo com a política atual. Mas gostaria que você apontasse um país grande, cheio de gente, que não faça uma política protecionista qualquer na história da humanidade. Quando fizemos a abertura dos portos no passado, tinha carioca usando casaco de pele no verão do rio!! O quero dizer que temos que preparar nossa terra para depois poder jogar a semente e plantar. Caso não invista em P&D não se chega a lugar nenhum. EUA não é protecionista? Alemanha não é?
    Quem não é? O que está sendo feito com o preço do barril de petróleo não é um protecionismo as avessas?

  • Leandro  02/01/2015 11:45
    Depende do que você considera protecionismo. Tarifas de importação todos os países têm. Só que há uma diferença abissal entre ter uma tarifa de 1,5% e uma tarifa de 35%; entre ter tarifas altas para todos os setores, e ter tarifas baixas para quase todos os setores exceto alguns poucos (normalmente agricultura, o que serve apenas para deixar os mais pobres com fome em troca de fartos lucros para o setor rural do país).

    EUA, União Europeia e países asiáticos estão na primeira categoria. O Brasil está na segunda.

    E outra coisa: já que você diz o protecionismo é imprescindível para tornar o Brasil uma potência em P&D e é importante para o desenvolvimento das empresas, a pergunta então passa a ser: no Brasil, já não houve protecionismo o suficiente? O mercado brasileiro está praticamente fechado há mais de um século e ainda é necessário dar mais tempo? Até quando você quer que o mercado fique fechado?

    Outras perguntas: as tarifas deverão ser de quanto? Por que tal valor? Por que não um valor maior ou menor? Por quanto tempo deve durar tal tarifa? Por que não um tempo maior ou menor? Qual setor deve ser protegido? Por que tal setor e não outro? E, finalmente, por que o segredo para a eficiência é a blindagem da concorrência?

    Quem prescreve políticas com a certeza de seus resultados está obrigado a justificá-las com argumentos econômicos e não com afetações emotivas.

  • leandro90  02/01/2015 12:39
    Meu amigo, voce está atrelando protecionismo a educação? Não escrevi isso. País de primeira grandeza, exploraram economicamente países de segunda grandeza e não deixaram qualquer legado de educação. Vamos lá: Fronteiras da África foram compartilhadas forçosamente pelas estrelas mundiais. Vc vai me dizer: ah, mas lá tinha a presença do estado autoritário. Subsidiado por quem? Por qual estado? Não sou contra o capitalismo e nem sou a favor do socialismo. Ambos estão falidos. O que eles importam mais: matéria prima ou produtos tecnológicos? Como eu te disse, sou contra o protecionismo interno, favorecimento a determinados empresários, porém transformar um país de montadora também não dá!!
    Pesquisa e desenvolvimento é a chave de tudo! Sem isso, não dá! Importar é necessário e inevitável, mas importar matéria prima bruta é uma coisa, importar bem tecnológicos de ponta é outra. O Brasil precisa importar doutores, PHD, etc, incentivar estes caras virem para cá, desenvolvermos nossa própria escola de economia, porque temos capacidade para isso.
    Me responda: Qual foi o governo que mais investiu em P&D? Seu site é muito bom. Parabéns. Concordo contigo no artigo das PPPs e Ningúem deve nada a ninguém!! Show de bola!
    "Singapura e Hong Kong": são países extremamente pequenos que serviram de ponte para Inglaterra. Se vc quiser colocar um ingles para cuidar das suas contas, mete bronca.
    Cara, o empreendedor age com muita emoção!! empreendedor é um grande inventor! Não há grandes diferenças
  • Ricardo  02/01/2015 14:39
    "Meu amigo, voce está atrelando protecionismo a educação? Não escrevi isso."

    Falou sim. E explicitamente. Olha o que você escreveu: "Antes de abrir o mercado a ampla concorrência , tínhamos que melhorar muito a nossa educação e incentivo a pesquisa. Importar apenas pela livre concorrência no nível educacional hj talvez seja temerário e vai transformar nossa indústria em apenas grandes montadoras e não desenvolvedores de novos projetos."

    Ou seja: para você só podemos abrir o mercado (acabar com o protecionismo) quando melhorarmos a educação. Como isso não é uma tarefa humanamente factível nem no longo prazo, estaremos fadado a viver com as porteiras fechadas.

    "País de primeira grandeza, exploraram economicamente países de segunda grandeza e não deixaram qualquer legado de educação. Vamos lá: Fronteiras da África foram compartilhadas forçosamente pelas estrelas mundiais. Vc vai me dizer: ah, mas lá tinha a presença do estado autoritário. Subsidiado por quem? Por qual estado? Não sou contra o capitalismo e nem sou a favor do socialismo. Ambos estão falidos. O que eles importam mais: matéria prima ou produtos tecnológicos? Como eu te disse, sou contra o protecionismo interno, favorecimento a determinados empresários, porém transformar um país de montadora também não dá!!"

    Ih, mudou de assunto completamente. Do nada, do protecionismo fomos para o colonialismo. Daqui a pouco vai falar de caravelas....

    "Pesquisa e desenvolvimento é a chave de tudo! Sem isso, não dá! Importar é necessário e inevitável, mas importar matéria prima bruta é uma coisa, importar bem tecnológicos de ponta é outra."

    Não entendi. Por que importar matéria prima bruta pode e importar bens tecnológicos de ponta não pode? Ou, por que importar matéria prima bruta não pode e importar bens tecnológicos de ponta pode?

    Qual a sua lógica? Você não apresentou nenhum argumento; apenas ensaiou fazer alguns apelos emotivos.

    "O Brasil precisa importar doutores, PHD, etc, incentivar estes caras virem para cá, desenvolvermos nossa própria escola de economia, porque temos capacidade para isso."

    Um salseiro só. De um lado, sou totalmente a favor da importação livre e irrestrita de doutores e Ph.Ds. De outro, seria pavoroso "desenvolvermos nossa própria escola de economia". Imagina a beleza que seria?

    "Me responda: Qual foi o governo que mais investiu em P&D? Seu site é muito bom. Parabéns. Concordo contigo no artigo das PPPs e Ningúem deve nada a ninguém!! Show de bola!"

    Por que é o governo quem teria de investir em P&D? Aliás, e curiosamente, o artigo de hoje fala exatamente sobre esse assunto.

    ""Singapura e Hong Kong": são países extremamente pequenos que serviram de ponte para Inglaterra. Se vc quiser colocar um ingles para cuidar das suas contas, mete bronca.
    Cara, o empreendedor age com muita emoção!! empreendedor é um grande inventor! Não há grandes diferenças"


    Tentei. Mas não entendi nada.
  • leandro90  02/01/2015 17:02
    RICARDO:
    "Meu amigo, voce está atrelando protecionismo a educação? Não escrevi isso."

    Falou sim. E explicitamente. Olha o que você escreveu: "Antes de abrir o mercado a ampla concorrência , tínhamos que melhorar muito a nossa educação e incentivo a pesquisa. Importar apenas pela livre concorrência no nível educacional hj talvez seja temerário e vai transformar nossa indústria em apenas grandes montadoras e não desenvolvedores de novos projetos."
    COMO EU DISSE, nos temos que abrir o mercado sim, porém temos que nos preparar para isso.Não podemos jogar um surfista de marola para pegar onda em Haleiwa. Outra coisa, ninguém ta falando em 100% porque é impossível, mas dizer que educação é balela. Putz, vc estudou aonde? Escola pública ou privada?
    Em relaçao a Africa apenas disse que o mercado livre não trouxe nenhum legado para lá.
    Ademais, até 1960 os negros dos EUA, maior economia capitalista, nào podia pegar o mesmo onibus dos brancos.
    Ué, nós não condições e gente capacidade para desenvolver um regime econômico uma escola de economia própria? Vc não tem competencia para isso? Eu não tenho, mas acredite que vc possa ter!
    Me aponte um país que vive exclusivamente de commodities, agrícola, e está no ranking das primeira grandeza? Daqui a pouco vc vai querer vender a Amazonia para o mercado...
    País pequeno é igual familia pequena, é mais fácil. Aqui é mais complicado.
    Vc conhece oriximiná?
    Amapá?
    Oiapoque?
    Sao gabriel da cachoeira?
    Tu acha que o mercado vai cuidar dos brasileiros de lá?
    Obs: 2QQHR


  • Renato  02/01/2015 17:46
    Mercado livre na África?! O continente africano é uma localidade que não apenas viveu sempre sob estados totalitários, como também nunca vivenciou respeito à propriedade privada e livre concorrência entre empresas sob um ambiente institucional minimamente robusto.

    Para você ter uma ideia, o poder estatal em diversas partes da África subsaariana foi usado para tributar uma maioria de agricultores em benefício dos primos do presidente e de uma minoria de burocratas urbanos.

    Vou citar três fatos que conheço sobre a África:

    1. Há alguns anos atrás eu conversava com um parente que trabalha com comércio exterior. Ele disse que o continente africano em geral tem uma característica peculiar: quem vende para lá costuma exigir pagamento integral antecipado, tal o ambiente institucional e social (suponho que isto não se aplique a todos os países, mas é uma característica geral). Não há previsibilidade suficiente (inclusive política e legal) para se agir de outra forma.

    2. Obtive informações de uma missionária cristã que esteve em determinado país da África. Contou sobre a carência de produtos nos supermercados, sua má qualidade e preços extremamente caros. Contou também da extrema corrupção que ocorria abertamente na alfândega do aeroporto, à vista de todos. Conhecendo um pouco de economia, logo liguei um fato com o outro.

    3. Tive um colega de empresa, engenheiro, que trabalhou anos atrás em determinado país da África. Contou-me também da extrema corrupção nos aeroportos, e dificuldades institucionais diversas.

    Há muitas notícias, das mais diversas fontes (basta procurar em qualquer site de notícias) sobre o ambiente institucional extremamente hostil à atividade econômica, em muitos países da África. Um empresário africano, que queira comprar máquinas, insumos, ou bens de consumo para vender, andará na corda bamba.

    Compare essa situação com o que aconteceu no extremo oriente. Diversos países passaram, em uma geração, da pobreza extrema para a prosperidade. O que os caracterizou essa mudança? Um ambiente institucional particularmente favorável ao comércio exterior e à iniciativa pessoal. Não estou dizendo que são países perfeitos, isentos de corrupção e de entraves. Estou dizendo que a característica geral é de um ambiente mais aberto à geração de riquezas.

    Se em qualquer país da África os governantes resolverem manter um ambiente economicamente aberto, razoavelmente desentravado, em que haja pelo menos um grau passável de justiça, e mantiverem essa situação por uma geração, ali haverá um país próspero.
  • Silvio  02/01/2015 18:13
    Por falar na África, sempre vejo o pessoal falando da Somália para desacreditar o anarcocapitalismo. Mas o que eu nunca vejo sair da boca desses críticos é que aquele país passou por um regime comunista que durou mais de 20 anos, regime esse que só serviu para arregaçar um país que já não era lá grandes coisas. Além disso, foi por causa desse mesmo regime comunista que o país descambou para a anarquia que esse pessoal tanto critica.
  • breno  02/01/2015 14:21
    Vejo o protecionismo e altos benefícios salariais um empecilho ao fortalecimento do P&D no Brasil. Já que os dois são entraves ao 'crescimento' econômico.

    Sem desenvolvimento e concorrência, os custos de se investir em P&D, é maior que o lucro que auferiria no futuro.

    A indústria automobilística brasileira não vê o menor motivo para investir em P&D local, já que a concorrência inexiste e as margens de lucro já são grandes e estáveis. E é mesmo na agroindústria, maior produção, no Brasil, não gera maiores lucros pois a mercadoria se perde parada nos portos.

    Agora comparando, mesmo com o exemplo chinês, lá a pouca abertura da economia está causando mudanças. Claramente eles lá começaram com produtos vagabundos e baratos, mas nos anos recentes conforme o aumento da concorrência há um grande movimento em torno do P&D e já existem vários produtos chineses de qualidade.
  • Didi  02/01/2015 12:24
    Cien por ciento de acuerdo con usted Roque, CNI, Fiesp y otras con/federaciones más! Definham a cada ano, perderam identidade e certamente estão nas suas posições relativas apenas para defender interesses de meia dúzia de lobistas encalacrados nas tetas públicas. Há tempos segmentos produtivos avessos ao lobby vem sendo dizimados -algo nefasto e perigoso.

    Emergente que se preza não pode se dar ao luxo de ter em sua composição 70% do PIB em serviços, exceto ao agronegócio, a nação segue manufaturando de menos e consumindo demais. Breve sentiremos os efeitos dessa barafunda e salvo melhor entendimento anos a fio serão necessários para repatriar a produção.
  • Mussum  02/01/2015 15:53
    Emergente que se preza não pode se dar ao luxo de ter em sua composição 70% do PIB em serviços, exceto ao agronegócio, a nação segue manufaturando de menos e consumindo demais. Breve sentiremos os efeitos dessa barafunda e salvo melhor entendimento anos a fio serão necessários para repatriar a produção.

    Emergente que se preza? Cacildis. O PIB é de propriedade dos indivíduos que o produziram, não do país. Cada indivíduo faz o que quiser com seu patrimônio (desde que o tenha auferido honestamente, é claro). E de onde você tirou a proporção correta entre a participação do setor manufatureiro e o de serviços? Cada pessoa, investindo o seu dinheiro, vai decidir se sua poupança vai ser direcionado para o incremento da indústria ou do comércio.

    E esse negócio de consumir demais é piração sua (não sua exatamente, você só está repetindo clichês). A pessoa só consome demais quando gasta mais do que tem. Aí, nesse caso, até admito que o brasileiro possa estar consumindo demais mesmo. Mas nenhum governo tem que brecar o consumo ou estimular a indústria só para fechar uma proporção maluca que faz sentido apenas na sua cabeça oca.

    O Brasil está em sérios problemas sim, mas não porque há pouca indústria ou muito consumo. O Brasil está em grandes problemas porque o governo não se satisfaz "só" roubando quase 40% de tudo o que é produzido. Ele só não gasta mais do que rouba como ainda tem a cara-de-pau de passar a conta do excesso para o povo. E, não satisfeito com isso, decide meter furiosamente o bedelho na economia para resolver os problemas que ele mesmo criou em primeiro lugar. O que, nunca é demais lembrar, só serve para piorar as coisas.
  • Didi  02/01/2015 18:42
    Thank's Roque pela "cordialíssima" manifestação!

    Sobre composição do PIB acesse o link:

    https://www.cia.gov/library/publications/the-world-factbook/geos/br.html




  • Leandro  02/01/2015 19:09
    Prezado Didi, não fui eu quem escreveu o comentário acima (embora eu não discorde da essência do que disse o Mussum). Todos os meus comentários são assinados com o meu nome, e não com pseudônimos.

    Sobre esse assunto, aproveito para recomendar este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1933
  • Mussum  03/01/2015 00:57
    Quando quis dizer "correta proporção", quis dizer a correta proporção segundo seu julgamento, não a distribuição atualmente existente, a qual, aliás, você critica.

    A sua distribuição "correta" é que é absurda, pois completamente arbitrária e sem sentido, afinal, é tão-somente o intercâmbio de bens no mercado global que vai guiar a distribuição das atividades produtivas em cada país, não um número bonitinho (como, p.ex., 20%-30&-50%) bolado por um maluco qualquer.

    Quanto à "cordialidade", estamos às ordens, afinal, sempre guardo três pedras no bolso para tacar no forevis de todo candidato a planejador central.
  • Didi  02/01/2015 20:11
    Errata: onde se lê Roque, leia-se Mussum "O gênio"
  • Mussum  03/01/2015 01:26
    Obrigado pela alcunha mui elogiosa. Agora tomarei um mé em sua homenagem.

    PS: o Leandro Roque não usa pseudônimos, mas eu os uso aqui sempre que acho isso divertido (e isso quer dizer quase todo o tempo).
  • Recruta Zero  02/01/2015 22:31
    É bem interessante a sinuca de bico que o Brasil se encontra.

    Deseja-se menos impostos. Mas para reduzir a carga tributária é preciso reduzir o tamanho do estado, e por conseguinte o conjunto de serviços que o estado se propõe a prestar aos cidadãos. O problema é que esses serviços que o estado nos empurra estão em clausulas pétreas da nossa constituição. Então, reduzir verdadeiramente os impostos implica em reescrever nossa carta magna, diminuindo a influencia do estado em nossas vidas. Nova assembleia constituinte é assunto proibido no Brasil, e qualquer redução em pseudo-direitos inseridos na constituição é vista como uma blasfêmia pelo povo.

    Por outro lado, deseja-se produtos baratos e de qualidade. Mas para termos esses produtos precisamos de concorrencia de verdade, que implica em abrir o mercado. O problema é que nosso povo está a décadas acostumados a serem improdutivos, efeito nefasto dos pseudos-direitos trabalhistas, e nossas empresas estão de mãos atadas pela CLT as impossibilitando de concorrer com o resto do mundo. Então, baratear e aumentar a qualidade dos produtos adquiridos pelo brasileiro implica em abrir mercado, que implica em reescrever a CLT para que nossas empresas possam concorrer e sobreviver. Mexer na CLT é assunto proibido no imaginário popular.

    Por final, como o povo brasileiro é esperançoso e acredita que a solução não virá dela mesma (virá de um novo politico, de uma mega sena da virada, ou até mesmo de Deus), só haverá alguma mudança depois de uma crise realmente séria, como ocorreu devido a hiperinflação (plano real, lei responsabilidade fiscal etc).


  • Sargento Tainha  03/01/2015 01:13
    Nova assembleia constituinte é assunto proibido no Brasil

    Vai nessa. Quer apostar quanto que nos próximos quatro anos ouviremos falar de uma ampla reforma constitucional ou mesmo de uma nova assembléia constituinte? É claro que não será proposta com o intuito de tornar o Brasil um país mais livre e próspero (longe disso, mas muito longe mesmo), mas será proposta.
  • Pobre Paulista  02/01/2015 11:35
    Troque "Singapura e Hong Kong" por "Judeus" e você irá perceber que seu discurso é similar a outros estatistas famosos da história.
  • leandro90  02/01/2015 12:50
    POBRE PAULISTA, nunca ouviu dizer em metáforas? Foi isso que eu disse sobre "Singapura e Hong Kong" sumir do mapa. Eles investiram em P&D e em educação. Abrir ou fechar o mercado é menos importante que investir na formação de doutores, etc. Aqui no País temos plena capacidade de que isso ocorra. Leia o livro: Justiça, o que é fazer a coisa certa!
  • Malthus  02/01/2015 14:42
    "Abrir ou fechar o mercado é menos importante que investir na formação de doutores, etc"

    Não é, não. Ambos estão intimamente ligados. A liberdade de importação de bens de capital permite que estudantes tenham acesso a máquinas e equipamentos que lhes permitirão se tornar mais versados no manejo destas. Ato contínuo, eles poderão se tornar mais especializados e virar doutores.

    Pela sua lógica, era para o Brasil estar até hoje com a lei da informática, que proibia totalmente a importação de computadores. Até hoje estaríamos usando as geringonças da COBRA Tecnologia (você deve ser novo, e não deve ter vivido aquela pavorosa época).
  • rodrigo d.  02/01/2015 15:25
    Esse discurso dá educação e baleia. Os grandes empreendedores dá historia nao tinham educação formal e olha o que fizeram.

    Apenas abra o mercado, vc vai descobrir que as pessoas sao muito mais educadas do.que voce pensa.
  • leandro90  02/01/2015 18:24
    studyinhongkong.edu.hk/en/hong-kong-education/education-system.php
  • Malte90  02/01/2015 16:00
    Foi isso que eu disse sobre "Singapura e Hong Kong" sumir do mapa. Eles investiram em P&D e em educação. Abrir ou fechar o mercado é menos importante que investir na formação de doutores, etc.

    Deixe de falar bobeira e vá estudar:

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - os primórdios

    Como ocorreu o milagre econômico de Hong Kong - da pobreza à prosperidade

    Chop, chop!
  • leandro90  02/01/2015 18:22
    Meu amigo, Hong kong tem o segundo melhor PISA do mundo. VC me diz que os cara não investem em educação?
    EX
    The de Hong Kong, a mais antiga instituição de ensino superior na território, foi descrito por Symonds Quacquarelli como uma "classe mundial abrangente pesquisa universitária" e ficou em 24 no 2009 THES - QS World University Rankings, tornando-o primeiro na Ásia. O Hong Kong University of Science & Technology foi classificada 35 no mundo em 2009 e ficou em segundo lugar na Ásia em 2010. Da Universidade Chinesa de Hong Kong ficou em 46 no mundo em 2009 e ficou em quarto lugar na Ásia em 2010. Baseado no 2011 rankings publicados pela educação e carreira rede QS, três dos cinco principais universidades asiáticas estão em Hong Kong. Eles são a Universidade de Hong Kong de Ciência e Tecnologia, da Universidade de Hong Kong e da Universidade Chinesa de Hong Kong como ocupam o primeiro lugar, segundo e quinto, respectivamente.
    studyinhongkong.edu.hk/en/hong-kong-education/education-system.php
  • Guilherme  02/01/2015 19:14
    Alto lá, cidadão. De onde você tirou que o povo aqui é contra a educação?! Não existe uma única escola de pensamento econômico que seja contra a educação (se ela será particular ou estatal é outro assunto). O debate todo aqui -- e eu acho que é aí que você está se embananando -- é sobre a necessidade de manter a economia protegida de importações até que a população se eduque e se qualifique para concorrer no mercado mundial.

    Você acha que isso é necessário, nós achamos que não. Você não explicou por que seria necessário, nós demos um exemplo prático de por que não é necessário.
  • Malt90  03/01/2015 01:04
    Aposto que você não leu os artigos. Por favor, leia-os e pare de macaquear o Cristóvam Buarque.
  • Forever  02/01/2015 17:24
    Na sua primeira postagem:
    ''Antes de abrir o mercado a ampla concorrência , tínhamos que melhorar muito a nossa educação e incentivo a pesquisa''.

    Como seria esse ''incentivo a educação e pesquisa''? Com o governo? Se você acredita nisso eu sinto muito, isso já acontece no Brasil, mas parece que não está dando muito certo. E aí, vai continuar apostando no erro?

    ''Peço licença, mas singapura e hong kong não exemplos de nada. Pequenos demais. Se retirar do planeta não vai fazer falta!!!''.

    Hein? Não são exemplos de nada porque são ''pequenos demais''? Sério? Pelo seu raciocínio então o Brasil é o exemplo mundial, já que é ''grande demais''...

    ''POBRE PAULISTA, nunca ouviu dizer em metáforas? Foi isso que eu disse sobre "Singapura e Hong Kong" sumir do mapa.''

    Para você um país só tem algum tipo de relevância mundial se for grande geograficamente e com leviatã gigante?

    Leia os links que o Malte90 postou sobre Hong Kong.
  • leandro90  02/01/2015 17:51
    CARO FOREVER, grande tou falando em complexidade em gente pra caramba com diferentes níveis culturais e varias barreiras geográficas. Estou lendo o artigo de Hong Kong e concordo. Se realmente aconteceu sem interferência do estado por que nãose tenta aqui?
    Este fim de semanda vi o documentário sobre a torre de Davi na Colombia. Também achei interessante. O povo está se arrumendo sem precisar do estado. Cara, discutir faz parte do aprendizado. Se for pra mudar de ideia, não vejo problema algum!
  • anônimo  06/01/2015 16:39
    Pois então mude essa sua concepção de contestar a utilização de Hong Kong e Singapura como exemplos. As leis econômicas são universais, elas independem de aspectos socioculturais ou do tamanho de um país. Instituições sim, são afetadas por aspectos socioculturais de um povo, mas o tamanho de um país não. Até porque, independente de qual seja o país, temos pessoas sujeitas às mesmas leis econômicas, agindo norteadas pelo meio institucional local.

    Um país fechado jamais terá educação de qualidade ou mesmo suas firmas irão investir em P&D. Via de regra, um competidor não precisa maximizar sua eficiência, ele só precisa ser melhor que seus concorrentes.

    Em uma economia fechada, as firmas não competem com as cadeias de suprimentos tecnologicamente mais avançadas do exterior porque são protegidas, logo, não há custo-benefício para se investir em P&D. E, ainda que o fizessem, o resultado seria inócuo porque o setor de P&D dessas firmas teriam laboratórios tecnologicamente tão obsoletos quanto as próprias firmas (afinal a economia é fechada) e os pesquisadores não seriam qualificados o suficiente para tal, afinal (mais uma vez...) pelo fato da economia ser fechada, estes pesquisadores não terão know-how empírico, porque eles não conhecem tecnologias mais avançadas, o Estado não lhes permite isso, pois a economia nacional é protegida contra essa tecnologia. Estes são os fatos, empiricamente provados. Somos a economia mais fechada do G20 e o resultado é esse; nunca fomos referencial mundial em tecnologia.

    O teu exemplo do Gabriel Medina é bem oportuno, eu acompanhei a carreira do cara e surfo também. Uma das razões dele ter conseguido ser campeão mundial é que, além do talento, ele aprimorou seu surf no exterior, disputando circuitos completos competindo contra os gringos e treinando nos mares dos exterior, com ondas maiores e de melhor qualidade. Se o Gabriel fosse "protegido" das ondas grandes do exterior e só treinasse protegido nas marolinhas do litoral nacional, ele jamais teria um nível de surf grande o suficiente para ser campeão, quiça para se manter no WCT. No momento ele está no Hawaii treinando para a etapa 2015 da WCT, porque ele já adquiriu expertise suficiente para saber que, se ficar no Brasil, o seu surf vai decair. Porque as ondas do nosso litoral não são boas para o surf profissional.

    A analogia é válida para todos os casos, para ser competitivo, nossa economia precisa se integrar ao comércio global e não fugir dele. Ficar preso na caverna de Platão apenas alimentará nossa ignorância face àquilo que queremos, um dia, alcançar.
  • Malte90  02/01/2015 15:29
    Infelizmente nosso povo não tem senso de coletividade

    E se eu te disser que o maior problema do povo brasileiro é que este justamente vive agindo como uma manada?

    Para sua informação, o que falta no brasileiro é precisamente o pensar e agir como indivíduo.


  • Davi Ricardo  01/01/2015 21:29
    Olá, sou um entusiasta e estudante das Ciências Econômicas. Gostaria de algumas dicas sobre essa Ciência mágica que tanto fascina o status quo.
  • Thiago  02/01/2015 00:38
    Não tem nada a ver com o tema do post mas não encontrei outro com informações a respeito do tema. Achei interessante a reportagem do link abaixo e gostaria de saber a impressão dos moderadores do site a respeito da privatização de penitenciárias. O link tem uma matéria com várias idéias que poderiam render mais de um post. Me desculpe a minha petulância, mas segue a idéia.

    operamundi.uol.com.br/conteudo/samuel/38964/na+primeira+penitenciaria+privada+do+brasil+quanto+mais+presos+maior+o+lucro.shtml
  • Silva  02/01/2015 02:38
    Trata-se de uma PPP, que é um arranjo puramente corporativista: grandes empresas fazem conluio com o estado, criam um esquema em que ambos ganham, e a conta fica para o cidadão comum.

    Primeiro entenda a teoria aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=265

    Aí, já sobre esse assunto de penitenciárias, veja aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=363
  • Marcelo  02/01/2015 06:01
    Isto me faz lembrar as palavras de Claude Lévi-Strauss, em entrevista à Veja, de 19/01/1972, quando disse "Meu catecismo marxista reduz-se a duas ou três regras, o que não me capacita, de forma alguma, a emitir um juízo sobre a obra de Marx" e "é indispensável conhecer o assunto de que se fala." Veja aqui: otiocelo.blogspot.com.br/2014/12/a-reintegracao-do-homem-19011972.html
  • Henrique  02/01/2015 12:57
    É verdade que a inflação redistribui renda dos mais pobres para os mais ricos? Por qual mecanismo?

    Valeu
  • Andrade  14/01/2015 05:00
    Algum economista previu a grande crise fimanceira da década passada? Se alguém disser sim, aí passo a acreditar que economia prevê e explica tudo (como os economistas gostariam que fosse). Para conjecturar,na maior parte das vezes, é necessário considerar assuntos neglicenciados pelos economistas, tais como política e história.
  • Gutierrez  14/01/2015 13:15
    Muitos.

    Aqui vai um exemplo, e com imagens para provar:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1267
  • Lennon  14/01/2015 13:29
    "necessário considerar assuntos neglicenciados pelos economistas, tais como política e história."

    Mais um que diz sobre o que não conhece.

    A teoria econômica está além de qualquer situação historica ou política, é valida para qualquer tempo e região.

    O estudo da economia não necessita da política ou da historia, mas são a política e a historia que necessitam da economia, e que infelizmente negligenciam.
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  30/03/2015 23:48
    A humanidade se complica muito por pouco. A adoção de um Livre Mercado, sem interferência, resolveria muita coisa.


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