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O mundo está superpovoado? Não. E isso será ruim para o futuro

O mundo está superpovoado.  As ruas estão entupidas, o trânsito está sempre irritantemente congestionado, e as pessoas estão vivendo — tanto figurativa quanto literalmente — uma em cima das outras.  É raro você encontrar um espaço livre para sequer dar uma volta com seu cachorro.

Certo?

Errado.

O mundo não está de modo algum superpovoado.  Ao redor do globo, há enormes espaços de terra totalmente desabitados. Canadá, Austrália, África, Rússia, EUA e Brasil possuem uma inacreditável quantidade de espaços abertos e não-povoados.  [No Brasil, apenas 0,2% do território está ocupado por cidades e infraestrutura].  Com efeito, toda a população do planeta caberia confortavelmente no estado americano do Texas.  [E se toda ela fosse para o estado do Amazonas, a densidade populacional seria equivalente à da cidade de Curitiba].

Sendo assim, por que tantas pessoas ainda acreditam tão piamente nesse mito do superpovoamento?  A razão é simples: a maioria delas — especialmente aquelas que têm tempo e predisposição para reclamar do excesso de pessoas — vive em áreas de alta densidade populacional, as quais não são uma amostra nada representativa da real situação do mundo. 

Essas áreas de alta densidade populacional são chamadas de 'cidades', e o motivo pelo qual as pessoas vivem em cidades — não obstante suas constantes lamúrias — é que há enormes benefícios gerados quando um grande número de pessoas convive em proximidade.

É muito conveniente viver em um local repleto de pessoas simplesmente porque cada uma dessas pessoas tem o potencial de ofertar vários bens e serviços para você.  Quanto mais pessoas à sua volta, maior a oferta de pessoas dispostas a fazer coisas como lavar e passar suas roupas, consertar seus sapatos, consertar seu carro, cozinhar suas refeições, oferecer variadas opções de entretenimento, curar uma eventual doença, e, talvez ainda mais importante, oferecer a você um emprego que remunera bem. 

Tente viver isolado do mundo, no meio do mato, e você descobrirá quão "simples" é se alimentar, subsistir e sobreviver a problemas de saúde.  A divisão do trabalho significa que, quanto mais pessoas houver por perto, mais fácil será satisfazermos nossos desejos e necessidades.  Igualmente, maior será a nossa comodidade para resolvermos certos problemas.  Daí as cidades superpovoadas.

Esse mito de que o mundo está superpovoado — em conjunto com a errônea conclusão de que isso está gerando problemas — fez com que várias pessoas celebrassem a notícia de que a taxa de natalidade está caindo em todo o mundo, mais acentuadamente nos países mais ricos. 

Em 2012, os casais nas cinco maiores economias do mundo — EUA, Japão, Alemanha, França e Reino Unido — tiveram 350 mil filhos a menos do que em 2008, uma queda de quase 5%.  A ONU prevê que as mulheres desses países terão uma média de 1,7 filhos ao longo de suas vidas.  Demógrafos dizem que a taxa de fecundidade tem de ser de pelo menos 2,1 apenas para compensar as mortes e, com isso, manter a população constante.

A expectativa de que essa redução da natalidade irá gerar mais conforto e mais ar respirável para o resto do mundo ignora completamente os impactos econômicos decorrentes de um declínio populacional.  Isso tem a ver com uma compreensão incompleta sobre a ação humana.

Aqueles que se preocupam com uma superpopulação tendem a ver os seres humanos como nada mais do que meros consumidores de recursos.  A lógica é simples: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos.  Logo, menos seres humanos significa mais recursos disponíveis.  Esse é o cerne de todas as ideias contrárias à expansão populacional. 

Porém, embora as premissas desse silogismo sejam verdadeiras, elas são calamitosamente incompletas, fazendo com que a conclusão seja igualmente (e perigosamente) incorreta.

Em primeiro lugar, os seres humanos não são apenas consumidores.  Cada consumidor é também um produtor.  Por exemplo, eu só consigo almoçar (consumir) porque produzi (trabalhei) e alguém me remunerou por isso.  E foi justamente essa nossa contínua produção o que aprimorou sobremaneira o nosso padrão de vida desde o nosso surgimento até a época atual.  Todos os luxos que usufruímos, todas as grandes invenções que melhoraram nossas vidas, todas as modernas conveniências que nos atendem, e todos os tipos de lazer que nos fazem relaxar foram produzidas por uma mente humana. 

Logo, a conclusão óbvia é que, quando mais mentes existirem, mais inovações surgirão para melhorar nossas vidas.  Uma simples reductio ad absudum revela a óbvia verdade de que a cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos.

Ainda mais importante é o fato de que essas inovações resultam em uma multiplicação de recursos, de modo que o silogismo sofre uma importante alteração: os recursos são finitos; os seres humanos consomem recursos; os seres humanos produzem recursos; logo, se os seres humanos produzirem mais recursos do que consomem, um aumento populacional será benéfico para a nossa espécie.

Que nós produzimos mais do que consumimos é um fato autoevidente: basta olharmos para o padrão de vida que usufruímos hoje e compará-lo àquele que tínhamos há 50, 100 ou 1.000 anos.  À medida que a população aumentou, aumentou também a nossa prosperidade, e a redução no sofrimento humano foi impressionante.

Tendo tudo isso em mente, a conclusão é que a acentuada queda nas taxas de natalidade é algo alarmante.  Ironicamente, o primeiro arranjo a ser atingido será justamente aquele que é tão caro às esquerdas que defendem o controle populacional: a seguridade social.  E isso não é nem uma questão ideológica ou econômica, mas sim puramente matemática: uma população crescente tem um número suficiente de pessoas trabalhando para sustentar os idosos.  Já uma população declinante simplesmente não terá mão-de-obra jovem para pagar a aposentadoria desses idosos.  Uma coisa é você ter 10 pessoas trabalhando para pagar a Previdência de um aposentado; outra coisa é você ter apenas 2 pessoas trabalhando para pagar a Previdência desse mesmo aposentado.  Alguém terá de ceder.

Nos países onde há uma generosa rede de seguridade social, um encolhimento na população significa que uma fatia cada vez maior dos recursos será consumida pelos idosos, uma vez que as gerações mais jovens estarão em número insuficiente para compensar essa diferença.  A consequência inevitável é que, à medida que a força de trabalho vai declinando, toda a produção vai junto.  Se a força de trabalho encolhe, máquinas e equipamentos deixam de receber manutenção, começam a se deteriorar e caem em desuso.  Fábricas são abandonadas.  Empreendimentos imobiliários não são vendidos e os imóveis ficam desocupados. 

Tudo isso resulta em menos crescimento econômico, menos criação de riqueza, e menos prosperidade para todos.  Até mesmo os keynesianos, que são obcecados com a tal "demanda agregada", deveriam entender esse conceito.  Menos pessoas significa menos atividade econômica.

A celebração de que a população está crescendo menos advém majoritariamente do movimento ambientalista, cujo sentimento anti-humano é frequentemente explícito.  No entanto, até mesmo naqueles círculos menos cáusticos o preconceito contra a humanidade já se espalhou.  Hoje, é algo generalizado e que praticamente já adentrou a consciência popular.  Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins.

Essa postura só é defensável se você for do tipo que anseia por um retorno à época da varíola, da inanição, da água contaminada, e do perigo iminente de ser devorado por predadores famintos.  Se, por outro lado, você não vê essas coisas como parte de uma existência idílica e natural, você deveria parar de propagar alguns mitos e ter mais consideração pelos seres humanos.

______________________________________

Autores:

Walter Williams, professor honorário de economia da George Mason University e autor de sete livros.  Suas colunas semanais são publicadas em mais de 140 jornais americanos.

Logan Albright, escritor e economista, é diretor do Capital Policy Analytics, analista do Freedom Works, e integrante do Ludwig von Mises Canadá.



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Diversos Autores

  • philip  16/05/2014 13:50
    Olá pessoal do IMB,
    Gostaria de alertá-los para uma pequena confusão no título da matéria.
    Fica a impressão de que será ruim para o futuro que o mundo se torne superpopulado. Acredito não ser essa a idéia do texto (excelente, como de costume). o/
  • Morris  16/05/2014 14:25
    Não tive essa impressão.
  • Rafael Fernandes  17/05/2014 16:22
    Acredito que seja falta de atenção.
    Pois o "não" resolve todo o problema.
    Pois sera ruim no futuro o fato de mundo não está na verdade superpovoado.
    Ou seja a escasses predomina em lugares desolados
  • Aurelino barbosa  29/11/2018 13:35
    Não vi isso, o titulo não tem duplo sentido, tem a pergunta logo em seguida vem a resposta, depois vem a conclusão, a interpretação se faz lendo e prestando atenção na pontuação, não são palavras soltas tem pontos e pausas a serem obedecidas.
  • Gustavo Leal  16/05/2014 15:07
    Na hora que li o título pela primeira vez meu entendimento foi de acordo com a intenção do autor. Agora que você alertou, voltei a ler o título, e, realmente, dá duplo sentido.
  • Ricardo  16/05/2014 16:05
    Tanto melhor. Fará com que aquelas pessoas pró-controle populacional leiam o artigo acreditando que o mesmo irá reforçar suas crenças. E aí, quem sabe, ao menos um não abre os olhos?
  • Eu  16/05/2014 13:58
    A afirmação que "toda a população do planeta caberia confortavelmente no estado americano do Texas" veio junto com um link que eu não posso abrir agora pois é um video do youtube.

    Mesmo assim eu pergunto: Essa informação considera apenas a área necessária para moradia ou toda a área necessária para produzir tudo o que consumimos?

    Pergunto porque podemos habitar espaços bem pequenos, mas precisamos também reservar áreas para plantar, criar gado, construir fábricas e etc.
  • Você  16/05/2014 14:30
    "toda a área necessária para produzir tudo o que consumimos" não é algo mensurável (por exemplo, e se a população só comer frutos do mar?).

    É, na mais branda das hipóteses, estimável com uma enorme margem de erro.
  • Monica Silva  23/09/2018 22:55
    Onde consigo a fonte da afirmação de que a população mundial caberia no Texas?
    Já procurei mas não encontro .
  • Pedro  24/09/2018 01:50
    A população mundial é de 7,2 bilhões de pessoas.

    O estado do Texas tem 696.241 km2. (Fonte: Wikipedia)

    Faça as contas e você verá que dá 0,01 habitante por metro quadrado. Ou 1 habitante por 97 metros quadrados.

    Ou seja, se você enfiar toda a população da terra no Texas, cada pessoa terá 97 metros quadrados à sua disposição. Isso é um apartamento de luxo em São Paulo.
  • Occam's Razor  16/05/2014 14:05
    Excelente texto. Já ouvi falar que, no Brasil, quase todo o crescimento demográfico ocorre nas camadas que são mais pobres e recebem bolsa-família. De fato toda a existência dessas crianças (em um nível miserável, é verdade) é subsidiada com dinheiro público, seja através de escolas, hospitais etc. Já a classe média tem que fazer um investimento gigantesco para que seus filhos também sejam de classe média.

    Sabemos que essa é uma situação artificial. Tantos anos despendidos em escolas/universidades só são necessários por que o estado criou uma demanda artificial por diplomas.

    Portanto, na minha percepção, o próprio estado está tornando muito difícil a tarefa de deixar uma prole numerosa e, ao mesmo tempo, ter um padrão razoável de vida.
  • Professor de matemática  16/05/2014 15:08
    "Tantos anos despendidos em escolas/universidades só são necessários por que o estado criou uma demanda artificial por diplomas. "

    Concordo com você. Sou professor de uma universidade federal e me sinto cada vez pior com o meu trabalho por conta disso. Vejo professores fazendo malabarismos para tentar justificar a importância de seus conhecimentos para os outros.

    Também tenho notado o absurdo que são os CREA, OAB, CRM, CAU e outros que monopolizam permissões para trabalhar. Não certificam a excelência de nenhum profissional - quem não conhece médicos, engenheiros e advogados péssimos, devidamente legalizados? Apenas criam barreiras artificiais para os trabalhadores.
  • patricio  18/05/2014 23:24
    CREA, OAB, CRM, CAU são apenas mais uma das inúmeras famigeradas reservas de mercado que existem no Brasil. Gente que produz pouco e vive de anualidade do sofrido trabalhador assim como o imposto sindical.
  • Bruno D  16/05/2014 15:16
    Exatamente!

    No youtube o professor Ricardo Augusto que ficou famoso na entrevista ao Jô na época da Ri0+20 ao afirmar a grande palhaçada do aquecimento global, fez um vídeo de mais de 2h sobre o assunto, incluindo aí a também falácia do superpovoamento. Vale a pena mesmo assistir, tirando o viés marxista do professor claro

    www.youtube.com/watch?v=RUKOFzxh-g0

    Outra coisa, para não ir muito longe.

    Na JMJ quando a juventude católica mundial se reuniu na praia de Copacabana (o local oficial cedido pelo município foi interditado devido as fortes chuvas) mais de 4 MILHÕES de pessoas ocuparam as faixas da areia, do calçadão e das pistas, sendo que a areia onde foi montado o palco era o local com maior concentração de pessoas. Quantas pessoas moram no Rio de Janeiro? 10 Milhões!

    Ou seja tinha praticamente a metade do estado do Rio de Janeiro ocupando UMA PRAIA no Rio de Janeiro.

    O mundo esta (ainda) superdespovoado! Infelizmente.

    Para o governo pessoas são o problema!

  • Sergio  16/05/2014 15:17
    Só discordo desse trecho: "Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins."
    Acredito que a esquerda defende que as pessoas nascem naturalmente boas, porém são corrompidas pela sociedade.
  • Ali Baba  16/05/2014 15:45
    @Sergio 16/05/2014 15:17:07

    Mas corrompidas naturalmente :-)
  • André  16/05/2014 16:27
    "Acredito que a esquerda defende que as pessoas nascem naturalmente boas, porém são corrompidas pela sociedade.".

    Os esquerdistas trocam de discurso como quem troca de roupa.
    Explicarei agora o porquê de você ter achado a afirmação contrária à realidade:

    1) Para um esquerdista todos os: negros, mulheres, pobres, homossexuais, ladrões, assassinos e mais outros "oprimidos" são pessoas naturalmente boas.

    2) Para um esquerdista todos que possuem alguma das seguintes características é naturalmente mau, sendo que se possuir mais de uma delas a maldade é multiplicada:
    branco, heterossexual, rico, cristão, honesto, pessoa que não goste de assassinos e outras características dos "opressores".

    Sendo que essa lista de itens varia de tempos em tempos, na época do Che Guevara os esquerdistas não viam problema algum no fato do Che mandar os gays para campos de concentração para serem "curados". Na época da escravidão os esquerdistas não viam problema algum com a escravidão.

    Esquerdistas não acreditam em NADA. Eles apenas inventam um discurso de acordo com a situação do momento para chegarem ao PODER.
  • Rodrigo Amado  16/05/2014 16:29
    "A celebração de que a população está crescendo menos advém majoritariamente do movimento ambientalista, cujo sentimento anti-humano é frequentemente explícito. No entanto, até mesmo naqueles círculos menos cáusticos o preconceito contra a humanidade já se espalhou. Hoje, é algo generalizado e que praticamente já adentrou a consciência popular. Entre as esquerdas, tal sentimento é predominante; há um instinto de que as pessoas são naturalmente ruins."

    E "estranhamente" essas pessoas não cometem suicídio para provar que realmente acreditam naquilo que dizem.

    Dizem amar a natureza, e que as pessoas são a praga do mundo, mas nunca vão para a selva servir de alimento para uma família de leões fofinhos.

  • Daniel Costa  16/05/2014 17:33
    Concordo com você, tanto que são criadas legislações a favor do bandido (direitos Humanos)e dos "direitos" do menor delinquente justamente por acreditarem serem eles vítimas da sociedade sendo, portanto, tudo um problema social.Essa ideia do texto talvez advenha de Rosseau que acreditava ser o homem naturalmente mau. Foi com o surgimento da propriedade privada que ele veio a se corromper.
  • Felipe Lange  16/05/2014 15:45
    Que artigo legal.

    Trago para vocês esse vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=WfGMYdalClU

    Qual a opinião do pessoal?
  • Rennan Alves  16/05/2014 17:18
    Qual a opinião do pessoal?

    A minha é esta:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1685
  • Gredson  16/05/2014 17:42
    Esse é a mente de um socialista,é o que ele tenta vender, para justificar o seu domínio sobre os outras pessoas. só que na realidade quem gera riqueza, diminui a pobreza e cuida melhor da natureza é o capitalismo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=89

    Não há outra palavra que me venha a mente ao ver este vídeo: inveja.
  • Rodrigo Amado  16/05/2014 18:37
    Vídeo feito por socialistas para causar sentimento de culpa nas pessoas e assim fazer com que elas aceitem o aumento do roubo (impostos) por parte do estado quando este disser que precisa de MAIS DINHEIRO para poder "proteger o meio ambiente".
  • Tannhauser  16/05/2014 15:51
    Sobre as economias de escala das cidades, um bom vídeo é o TED de Geoffrey West. Eu até tentei achar em algum lugar os livros dele para entender melhor, mas não encontrei ainda.
  • Wasabi  16/05/2014 16:28
    E o impacto, afinal de contas todo mundo cabe no estado do Texas.
    Mas quanto de água, comida, roupas, gasolina e outros bens as pessoas precisam para viver confortavelmente?

    Na cidade de SP, não já se fala em racionamento de água, energia.
    Imagina com uma população 10 vezes maior.
  • Marcos  16/05/2014 17:21
    Ué, se você quer entuchar todo mundo no mesmo espaço, é óbvio que vai dar merda. O artigo não defende isso. Mais atenção na próxima.
  • Wasabi  16/05/2014 19:02
    Daammm....

    Seres humanos tem de se a locomover em busca de uma vida melhor. É só ver o crescimento populacional das grandes cidades e os problemas que isto tem ocasionando. Mesmo em SP, passou uns 30 ou 40km não tem mais nada, em geral um monte de micro cidades e no geral o filho deles foram tentar a vida em outro lugar.

  • Rodrigo Amado  16/05/2014 18:30
    "Na cidade de SP, não já se fala em racionamento de água, energia."

    É normal que faltem essas coisas, pois é o estado que fornece/regula esses mercados.
    É o estado que até mesmo proíbe a contratação de caminhões pipa para suprir a falta de água.
    Uma empresa, vendo a demanda por água aumentar iria ver seus lucros aumentarem, pois poderia vender mais, já o estado, manda as pessoas consumirem menos. Ineficiência ABSOLUTA.


    Mas, celulares, computadores e comida não estão em falta.
    E olha que transportar comida é bem mais complicado do que transportar água, já que a comida não flui pelo canos e é bastante perecível. E mesmo assim é facílimo achar comida para comprar.
  • Nilo BP  17/05/2014 14:22
    Exato. O governo não deixa os mecanismos de oferta e a demanda funcionar, porque é politicamente inconveniente. Aparentemente, o conveniente é dar desculpas ao mesmo tempo em que se faz propaganda explorando a culpa e o instinto tribal das pessoas.

    Até um jornal "politicamente bem comportado" como o Estadão admite que a Sabesp é a principal causa do "mau uso" de água, e não quem gosta de tomar banho demorado.

    Essa história da água em SP está chegando a níveis de palhaçada impressionantes até mesmo p/ o Estado que conhecemos e amamos. Acho que um artigo voltado especificamente a isso cairia bem.
  • Anselmo Chambers  16/05/2014 16:44
    Até o momento eu havia concordado com todas as publicações do Mises Brasil, mas essa eu terei que discordar.

    É lógico que a queda na natalidade mundial traz problemas econômicos, mas o crescimento populacional constante é muito pior, dado ao simples fato de que o planeta possui um tamanho limitado. E vale lembrar também que o planeta não é apenas dos humanos, mas também de toda uma flora e fauna muito diversificada.

    Deve existir um número limite populacional, que seja sustentável, para a permanência humana da Terra, e na minha opinião já foi ultrapassado há muito tempo.
  • Ricardo Câmaras  16/05/2014 17:20
    "mas o crescimento populacional constante é muito pior, dado ao simples fato de que o planeta possui um tamanho limitado."

    Se a sua justificativa é essa, então ela não procede. Pelo menos não nos próximos milhões de anos. Dado que toda a população mundial cabe no Texas, dizer que o planeta possui tamanho limitado é algo de impacto nulo. Ainda cabe muita gente nele.

    "E vale lembrar também que o planeta não é apenas dos humanos, mas também de toda uma flora e fauna muito diversificada."

    Revelou-se. Como assim o planeta é da flora e da fauna? Não. O planeta é nosso, e cabe a nós moldá-lo de acordo com nossas necessidades. O planeta não é nem dos bichos e nem das plantas. Essas duas coisas existem apenas para nos servir. Isso, aliás, é bíblico.

    "Deve existir um número limite populacional, que seja sustentável, para a permanência humana da Terra, e na minha opinião já foi ultrapassado há muito tempo."

    Sua opinião simplesmente não tem a mais mínima sustentação. Se esse limite já tivesse sido "ultrapassado há muito tempo", então nosso padrão de vida estaria decaindo. E isso não está ocorrendo. Aliás, muito pelo contrário. Trata-se de um raciocínio básico.

    Você se deixou levar pela emoção e acabou falando coisas sem nenhuma lógica. Comece a utilizar a razão.
  • JM  16/05/2014 18:52
    Concordo em partes com o Anselmo e Ricardo.

    O limite populacional está relacionado não só a quantidade, mas sim com a forma que consumimos os recursos.
    Por exemplo um hectare produz mais alimentos hoje do que 50 anos atrás.


    "Como assim o planeta é da flora e da fauna? Não. O planeta é nosso, e cabe a nós moldá-lo de acordo com nossas necessidades. O planeta não é nem dos bichos e nem das plantas. Essas duas coisas existem apenas para nos servir. Isso, aliás, é bíblico."

    "...Comece a utilizar a razão."

    Boa parte do que está na bíblia é inversamente proporcional a razão. Argumentos religiosos não são racionais.

  • Rene  16/05/2014 20:17
    O simples fato do argumento estar de acordo com a Bíblia não o torna irracional por default. O que torna um argumento irracional é ele ser baseado em sentimentalismo, ao invés da razão.

    Se você for um criacionista bíblico, aí Deus criou a natureza para servir a humanidade, e nos colocou com a função de dominar sobre ela. Dominamos a natureza porque fomos criados como os seres mais fortes dela.

    Se você for um evolucionista, aí nós somos a espécie mais bem adaptada do planeta no momento atual. Dominamos a natureza porque não existe uma outra espécie mais forte do que nós com a capacidade de nos sobrepujar.

    De qualquer forma, em uma sociedade capitalista, como sabemos que algo é escasso? Recorrendo ao exemplo, como saberíamos que estamos chegando ao limite populacional da Terra? Simples, pelo preço. Se tivéssemos devastado todas as florestas, se 90% da população tivesse passando fome, se conseguir bens de consumo simples, como uma muda de roupa, fosse algo caro e difícil, aí sim eu concordaria que estamos chegando próximo ao limite da Terra. Entretanto, o padrão de vida sobe constantemente. Nos lugares onde ele cai, sempre existe uma causa facilmente identificável pela boa ciência econômica, algo abordado de maneira recorrente neste site.

    Ou seja, as evidências desmentem a argumentação de que a natureza está chegando ao seu limite. Logo, o argumento é irracional.
  • Anselmo Chambers  16/05/2014 21:50
    Ricardo, do ponto de vista antropocêntrico seus argumentos até fazem sentido. Mas considerando o humano como um ser simbiótico com os outros animais, que é a forma que penso, seus argumentos são inválidos.

    Essa história de que toda a população mundial cabe no Texas, fisicamente é factível, mas considerando o consumismo atual versus a forma de produção, o espaço necessário seria dezenas ou centenas de vezes maior do que o Texas. Pense no espaço necessário para produzir TODOS os produtos consumidos por apenas uma pessoa, não seria apenas o espaço de moradia dela.

    Não vou entrar no assunto filosófico/criacionista/existencial, pois a questão aqui é econômica. E mesmo o homem se sobressaindo aos outros seres, como falei, existe uma simbiose, onde dependemos no mínimo das árvores, e as árvores dependem dos animais.

    Sobre a questão de minha opinião não ter sustentação sobre o limite populacional, gostaria de saber o por que então se fala tanto em sustentabilidade?! Hoje a população mundial já consome 50% mais recursos naturais que a capacidade do planeta (memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2012-05-15/populacao-mundial-ja-consome-50-mais-recursos-naturais-que-capacidade-do-planeta).

    O nosso padrão de vida ainda não decaiu porque justamente não somos nós que pagamos a conta, mas os outros seres que habitam o nosso planeta.

    Enfim, não usei de emoção nenhuma para expor os meus pensamentos, apenas de argumentos lógicos, ao contrário de sua pessoa.
  • Rennan Alves  19/05/2014 13:54
    Não Anselmo, seus argumentos não são lógicos. Pior, você utiliza uma notícia distorcida para tentar apelar ainda mais a emoção.

    A notícia afirma que estamos utilizando "50% mais recursos naturais do que o planeta pode oferecer", certo? Então quais são eles? Até onde eu vi o estudo só leva em consideração a agricultura, pecuária e pesca. Onde estão os minérios? A água? O Ar? O petróleo? Também consumimos todos estes recursos, porque eles não entram na conta? Como o estudo pode afirmar que consumimos mais do que 50% que o mundo oferece se só agora começamos a minerar o fundo do mar?

    inovacaotecnologica.com.br/noticias/noticia.php?artigo=mineracao-oceanos&id=010125140519#.U3n_k01OVZQ

    Outra pergunta, se estamos consumindo mais do que o mundo oferece, porque ano após ano há recordes de produção de alimentos (segundo a própria FAO), o suficiente para alimentar 2,75 vezes a população atual (mais de 18 bilhões de pessoas), assim também como aumenta a quantidade de áreas preservadas e de ambiente sustentável, preservando o meio ambiente?

    Pesca e Agricultura batem recorde de produção
    faostat3.fao.org/faostat-gateway/go/to/home/E

    As cidades mais ecológicas do mundo

    Ora por favor! É muita ingenuidade sua achar que a humanidade consome em demasia, deixamos de ser nômades a muito tempo rapaz. E mesmo que faltem recursos, você acha que a humanidade ficará de braços cruzados sem procurar alternativas, tanto para nós quanto para o planeta?

    Cientistas criam "árvores moles" para indústria do papel

    A propósito:

    "Apesar disso, foi nos países de renda mais baixa que o declínio da biodiversidade foi maior. "O que demonstra como as nações mais pobres e mais vulneráveis subsidiam o estilo de vida dos mais ricos", destacou a WWF no relatório."

    Isso é sério? Voltamos ao colonialismo e eu não soube? Me impressiona a quantidade de gente leva esse tipo de relatório a sério.
  • Anselmo Chambers  19/05/2014 18:42
    Caro Rennan,

    Na minha opinião, não é porque a humanidade consegue produzir alimentos para 18 bilhões de pessoas, é que deve-se existir 18 bilhões de pessoas.
    Quer dizer então, se fosse possível produzir alimentos para 1 trilhão, deveria existir essa quantidade de pessoas?

    A minha preocupação não é o quanto ainda existe para ser explorado, mas quanto a humanidade destrói. A cada pessoa a mais nesse mundo, é uma pessoa a mais para gerar lixo, poluir o ar, a água, destruir as florestas, extinguir os animais, e tantas outras porcarias que o ser humano faz.

    Como o autor diz, quanto mais pessoas existirem, maior a probabilidade de surgirem novos gênios. Mas se for ver bem, para cada gênio que existe, há milhares de outras pessoas inúteis, que estão aqui apenas para estragar o mundo.

    Então, não adianta ficar nessa discussão de quanto recurso ainda existe. Na minha opinião, não se deve consumir nada que degrade ou gere lixo.
  • anônimo  17/05/2014 10:24
    'Sua opinião simplesmente não tem a mais mínima sustentação. Se esse limite já tivesse sido "ultrapassado há muito tempo", então nosso padrão de vida estaria decaindo. '

    Tem sustentação sim, ele só esqueceu que pra vcs não existe aquecimento global.
  • Ricardo  17/05/2014 14:24
    Entendi. Quer dizer então que, sem que ninguém percebesse, nosso padrão de vida despencou e isso foi causado pelo tal "aquecimento global", que vem gerando invernos rigorosos no hemisfério norte e que elevou a quantidade de gelo na Antártida a recordes históricos?

    Por favor, ilumine-nos mais, ó nobre conservador defensor de teses globalistas
  • anônimo  19/05/2014 14:48
    Deixe de ser hipócrita, não adianta colar vídeos explicando pq existe a falsa idéia de que a temperatura está diminuíndo que vcs não publicam.
    Quem se interessa mesmo já sabe disso tudo, basta procurar o vídeo do pirulla sobre AG.
  • anônimo  19/05/2014 00:05
    'Sua opinião simplesmente não tem a mais mínima sustentação. Se esse limite já tivesse sido "ultrapassado há muito tempo", então nosso padrão de vida estaria decaindo. E isso não está ocorrendo.'

    Claro que não... nem um pingo:
    'a explosão de novas moléculas criadas pelo avanço da ciência e da indústria modificou permanentemente o sistema endócrino e hormonal dos seres humanos. Os efeitos de químicos como o do pesticida DDT, de antibióticos ou de substâncias presentes em nosso cotidiano, como o bisfenol A, os parabenos ou os ftalatos revolucionaram nossa biologia em uma escala jamais vista. O número de casos de obesidade dobrou desde os anos 1980, meninos e meninas ao redor do mundo entram na puberdade por volta dos 7 anos e, o que é mais grave, a concentração de espermatozoides no sêmen foi reduzida em 40% nos últimos 50 anos, em todo o planeta.'
    (...)
    'Isso significa que os homens estão ficando menos masculinos? Sim. A atividade dos hormônios sexuais masculinos é muito alterada por fatores externos. Um estudo feito por pesquisadores dinamarqueses e finlandeses mostrou que a taxa de testosterona em pouco mais de 3 000 homens caiu mais de um terço em trinta anos — ela vem diminuindo de geração a geração. Os parabenos, compostos usados em cosméticos e filtros solares, também mimetizam os hormônios e bagunçam sua ação. O estudo mais interessante sobre o efeito desses perturbadores é de 2008, feito em Washington, buscando analisar o efeito do fungicida vinclozolina. Ele mostrou que seu efeito prejudica o comportamento de várias gerações.'
    veja.abril.com.br/noticia/ciencia/o-futuro-e-de-velhos-gordos-e-inferteis
  • Érika  25/05/2018 15:33
    Concordo.
  • Reflexao  16/05/2014 17:49
    Compartilho de sua opinião.
    A Terra tem um limite, não adianta espernear, imagina se fossemos 200000 trilhões de pessoas, portanto tem limite, e como o Anselmo, acredito que talvez já tenhamos o ultrapassado.
  • Ricardo  16/05/2014 19:18
    De novo: se já ultrapassou, então por que nossa qualidade de vida não declinou? Pergunta simples e direta.

    Apenas dizer "acredito que talvez já tenhamos o ultrapassado" está longe de representar algo de substantivo.
  • Andre Cavalcante  16/05/2014 19:57
    É interessante como as pessoas se adonam de "verdades" alheias e saem por aí propagando-as sem ao menos se darem o trabalho de verificar tais "verdades".

    Sobre o fato de os recursos da Terra serem escassos, tudo bem, mas vamos ver como é essa escassez:

    ESPAÇO:
    População mundial: 7 bilhões de habitantes.
    Área do Brasil: 8 milhões de quilômetros quadrados
    Se colocássemos toda a população da Terra no Brasil teríamos uma densidade de: 7 bi / 8,5mikm2 ~= 824 habitantes por km2. Só lembrando, 1km2 = 1km x 1km = 1000m x 1000m = 1mi m2 = 100ha, onde 1 ha = 100m x 100m = um campo de futebol. Em outras palavras, teríamos uma densidade da ordem de 824 habitantes em 100 campos de futebol, o que dá, arredondando bem pra cima, 9 habitantes por campo de futebol, que não dá nem um time de futebol.
    Comentário: se toda a população da Terra vivesse no Brasil, uma família (ou duas), totalizando 9 pessoas poderia morar em um área do tamanho de um campo de futebol. Isto é uma área que dá pra construir uma casa de 200m2, ter uma boa horta, árvores frutíferas e até umas vaquinhas tudo junto.
    Conclusão: área para se viver e produzir é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior ao que conseguimos usar atualmente.

    ENERGIA:
    Radiação média solar na Terra: 1KW/m2
    Área de Pernambuco: 98.311 km2 = 98.311 mi m2 = 98,3 bi m2
    Energia solar só em Pernambuco = 98,3,8 bi x 1KW = 98,3 TW (isso mesmo, Tera-Watt).
    Capacidade instalada de geração de energia elétrica (mundo) [segundo anuário estatístico de E.E. 2013] = 5.066,00 GW = 5TW. Ou seja, só o que o Sol manda de energia sobre Pernambuco dava pra alimentar quase 20x o consumo diário de energia elétrica do planeta inteiro.
    Conclusão: energia é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito acima da necessidade atual dos 7 bilhões de habitantes. De fato, para sustentar toda a civilização atual, bastaria coletores solares (desses que já existem no mercado e que tem eficiência não maior que 25%), cobrindo uma área do tamanho de Pernambuco para suprir toda a nossa necessidade e, de quebra, a sombra formada ainda ajudaria a reduzir o tal do aquecimento global.

    ÁGUA:
    Consumo de 1 norte-americano por dia: 600 litros [Guia do Estudante - Vestibular]
    1 m3 = 1000 litros, logo, o consumo de um norte-americano é de 0,6m3 por dia. Como o dia tem 86400s, temos uma vazão de 0,000006944 m3/s.
    População da Terra: 7 bi * consumo acima = 48.611 m3/s
    Vazão do Rio Amazonas sozinho: 209.000 m3/s
    Comentário: o rio Amazonas sozinho é capaz de suprir uma demanda 4x maior que o mais louco consumo de água que se pode pensar (todos os 7bi consumindo água como um norte-americano). Isso sem falar nos outros grandes rios do planeta e sem levar em conta nenhum dos aquíferos subterrâneos e água em forma de gelo. Ah! e ainda temos 3/4 do planeta na forma de água salgada que, na pior das hipóteses pode ser dessalinizada e, então, usada normalmente.
    Conclusão: água é um bem escasso, mas o limite do planeta é muito, mas muito superior a qualquer uma das nossas necessidades

    MINÉRIOS:
    A crosta da Terra é uma fina película dura flutuando sobre o manto, de 5km a 70km de espessura [Wikipedia]. Ora, não temos tecnologia para chegar nem aos 5km. Então vamos fazer algo mais realista e considerar a extração mineral somente até 2km.
    Área da África do Sul: 1.221 mil km2
    Volume total de terra: 1.221 mil km2 * 2km = 2.442 km3 = 2,4x10^12 m3
    Densidade média da Terra 5,1 g/cm3 = 5100 Kg/m3
    Massa total de terra a minerar: 12,2 trilhões de toneladas
    Para se ter uma ideia: produção de minério de ferro em 2008: 2,1 bilhões de toneladas
    Conclusão: o limite da Terra para a exploração de minérios ainda é muito maior que o consumo atual.
    Comentário: A necessidade de tecnologia, a possibilidade de reciclagem, os custos com a extração, os custos ambientais (custos de oportunidade, pois uma floresta em pé pode ser, em alguns casos, mais vantajoso que o minério sob as raízes das árvores) e vários outros fatores fazem com que alternativas a extração comecem a ser interessantes. A minha preferida, no entanto, não está na Terra, mas na possibilidade de minerarmos asteroides no espaço - já temos tecnologia para isso e empresas privadas que em alguns anos a poucas décadas devem começar o serviço (Este caso é emblemático - uma parte do custo de extração é artificialmente criada pelos governos, através regulações na atividade e por causa das questões ambientais; a medida que tais custos aumentam torna-se muito mais vantajoso reciclar ou pegar minério no espaço que retirá-lo da terra).

    RESUMO DA PROSA: os recursos físicos da Terra são limitados, portanto, escassos. No entanto, as quantidades que a Terra dispõe são tão grandes que ainda estamos muito aquém do que ela pode nos fornecer. Se usarmos de inteligência e técnicas corretas, nunca chegaremos nem perto desses limites. De fato, o maior limite hoje está justamente no recurso mais necessário para poder explorar os demais recursos naturais: falta gente, principalmente os inteligentes e criativos.

    Abraços
  • Malthus  16/05/2014 20:24
    O Andre simplesmente aniquilou o debate.
  • Lucas  16/05/2014 21:39
    O André foi bem sim. É bom colocar argumentos em números.
    Contudo, o meio ambiente é totalmente interconectado. Não adianta fazer as contas com a água do Rio Amazonas e esvaziá-lo para os nossos propósitos diretos. Não adianta calcular a extensão de terreno cultivável no planeta e depois realmente cultivar todo este terreno. Num primeiro momento haverá abundância. Mas a escassez de recursos poderá advir do desequilíbrio de ecossistemas. Tá bom, parece virtual demais e papo de ecochato. Mas acho que falta mais biologia e estudo das redes e sistemas auto-organizáveis como contraponto ao texto. Dois caras geniais - Jared Diamond e do Stevens Johnson - cobrem bem isso em seus livros. Falhas ligadas à hiperpopulação e escassez de recursos já ocorreram diversas vezes e dizimaram sociedades humanas.

    O que vejo como maior problema é que são as pessoas mais descuidadas e toscas que tem as maiores proles, enquanto que os casais consciente e que provavelmente darão uma melhor educação que tem apenas 1 ou 2 filhos.
  • Nilo BP  17/05/2014 14:37
    A natureza é complexa, claro. A economia também. O que você tem que entender é que a economia É a interação do ser humano com a natureza (mais especificamente, com a escassez de recursos característica da natureza).

    A natureza, e por extensão a economia, tem um sistema de feedback negativo. Um processo que esteja em um curso insustentável tende a causar uma resistência crescente que eventualmente põe fim a esse processo e o reverte.

    Neste caso, a superpopulação tornaria a vida cada vez mais cara, incentivando - e eventualmente forçando - as pessoas a terem menos filhos, consumirem menos recursos, colonizar o espaço, et cetera.

    Não estamos nem perto de chegar nesse ponto, a não ser que a produtividade da humanidade comece a involuir drasticamente - o que poderia acontecer com um encolhimento da divisão do trabalho, que é o ponto do artigo.
  • Pobre Paulista  16/05/2014 23:47
    Perfeito cara, agora apenas capriche nas fontes que isso aí dá um belo artigo!
  • Ivan  17/05/2014 04:38
    Crescimento é limitado pelo recurso mais escasso e isso é informação básica.

    Acabou petróleo, acabou agricultura.

    Não tem nada que vai substituir petróleo.

    Não tem essa de inovação tecnológica que vai resolver os problemas de energia. Aumento de tecnologia normalmente torna os motores mais eficientes e no que torna eles mais eficientes o consumo aumenta em vez de diminuir como a maioria pensa.

    Esse exemplo do Sol gerar 98.3TW é tão bom quanto falar que a fusão nuclear resolve todos os nossos problemas de energia. Vai lá fazer. Vai lá estruturar tudo. Engenharia por trás disso é muito mais complexa do que ficar jogando números no PC.

  • Átila  17/05/2014 05:18
    E por que alguém gastaria rios de dinheiro desenvolvendo essa questão solar se hoje o petróleo é abundante (vide seu preço, que em termos reais está extremamente baixo)?

    Ninguém pensa em substitutos para o petróleo simplesmente porque o petroleo ainda durará vários séculos (seu preço mostra isso). Isso é lógica econômica.

    Como você desconhece fatores econômicos, prefere apenas focar no catastrofismo e no anti-humanismo.
  • Orlando  01/06/2019 00:26
    Puxa! Que pesquisa!
  • Bruno D  16/05/2014 21:19
    "(...) e na minha opinião já foi ultrapassado há muito tempo."

    tanto foi ultrapassado que estou aqui, em Marte respondendo ao seu post, pois afinal a vida na terra está insuportável!

    é cada uma!

  • Pobre Paulista  17/05/2014 00:49
    Thomas Malthus pensava assim também, e deu no que deu...

    Algumas pessoas simplesmente adoram vir passar vergonha gratuitamente por aqui.
  • Mauricio.  19/05/2014 04:35
    Interessante como todo anti-liberal/estatista disfarçado de liberal sempre começa seus comentários com algo como "Até o momento eu havia concordado com todas as publicações, mas..." ou "Adoro os textos que você escreve, mas..." ou ainda "Não sou petista, mas...". Porque não vão ler Carta Capital ou algo do mesmo "nível"?
  • Anselmo Chambers  19/05/2014 18:23
    É meu caro Mauricio, se você é obrigado a aceitar tudo o que se publica em um site, não podendo discordar, acho que algo está errado!
    Não sou anti-liberal ou estatista, e creio que querer interferir na economia não é algo liberal, já que o autor acha que a queda NATURAL da taxa de natalidade seja algo errado. Nada mais liberalista do que deixar a economia tomar seu rumo, se a natalidade está caindo é porque não está equilibrada.
  • Marcos  19/05/2014 18:35
    O autor em momento algum diz ser "errado" uma queda na taxa de natalidade; isso é sacação sua. Ele apenas delineou as possíveis consequências disso.

    Mais atenção na próxima.
  • Anselmo Chambers  19/05/2014 18:53
    Tudo bem Marcos, ele não falou que é errado, mas é claro que o autor ache ruim para o futuro, que o mundo não esteja superpovoado. Afinal, é esse o resumo da ópera.
  • Renzo  25/05/2014 22:45
    Anselmo Chambers,
    Apesar de toda a lógica em relação a outros temas, toda vez que há um artigo que discorre sobre algo relacionado ao meio ambiente vemos nesse excelente site o mesmo comportamento irracional mostrado por comunistas/socialistas, radicais religiosos, etc.
    Isso se deve à falta de boas idéias para se vencer os desafios referentes à questão ambiental? Ao invés de se buscar tecnologias que possibilitem a boa convivência entre Homem e natureza é mais fácil afirmar que a natureza existe para servir ao Homem.
    O problema não é a preservação ou não do meio ambiente, e sim como as pessoas lidam com a situação, pois os países desenvolvidos estão aí pra provar que se pode ter as duas coisas. Do mesmo jeito que as regulamentações governamentais servem mais para prejudicar o meio ambiente do que para salvá-lo (se é que isso seja mesmo necessário).
    Lembrando que para espécie extinta da fauna ou da flora o Homem pode ter deixado de lucrar com as possibilidades científicas envolvidas.
  • Marconi  16/05/2014 17:22
    Toda vez que viajo de avião fico na janela vendo a imensidão do nosso país. É chão que não acaba mais, sem ninguém. Lugares belíssimos totalmente vazios.

    Enquanto isso, vivemos apertados como se nosso território fosse minúsculo. Proibições e mais proibições de ocupação.

    É uma situação grotesca.
  • Alexandre  16/05/2014 17:45
    Toda a área de pecuária e agricultura do Brasil é muito maior que o Texas, se todos os brasileiros tivessem o padrão de vida dos habitantes do sul e do sudeste iria precisar do desmatamento total da floresta amazônica para a pecuária e agricultura. Para produzir a maioria dos bens utilizados no meio urbano é necessário consumir e explorar bens finitos. Quando esse bem esgota a produção encerra, da mesma forma quando se esgota a mão-de-obra. O ser humano, graças à sua função empresarial, consegue ser bem criativo, mas até quando?
    Talvez o mais "certo" é reconhecer que a única lei aplicável em toda a natureza é a lei do mais forte, infelizmente.
    Ao vencedor, as batatas!
  • Mauricio.  19/05/2014 04:48
    "se todos os brasileiros tivessem o padrão de vida dos habitantes do sul e do sudeste iria precisar do desmatamento total da floresta amazônica para a pecuária e agricultura.": e você ainda quer ser levado a sério?
  • Dalton C. Rocha  16/05/2014 18:29
    Como engenheiro agrônomo (desempregado) que sou, tenho de elogiar o artigo. Ecologia é eugenia pintada de verde. E tal e qual a eugenia, a ecologia é baseada no racismo, na fraude e no preconceito.
  • Murilo Veras  16/05/2014 19:07

    Excelente e oportuno esse artigo! Começa por desmascarar um dos sofismas mais difíceis de argumentar racional e filosoficamente, talvez devido a uma nossa percepção direta e simplória do cotidiano com os engarrafamentos, a massa de blackbocks protestando a esmo na rua, etc. etc. Mas, uma coisa é a "Invasão Vertical do Bárbaros", alertada pelo Mario Santos (1907-1968), maior filósofo do Brasil, ainda antes da contra-cultura de 68, referindo-se à contingência de extrema ignorância cultural de maus estudantes e revolucionários de ocasião, outra bem distinta a visão perene e sábia de mundo melhor. Conforme Vico, a História, entre seus versos e reversos, corsi e recorsi, conta com inúmeras soluções integrativas, muitas delas herdadas por muitos, entre muitos outros mais, aqueles da qual todos esperamos, almejamos e de certa forma já usufruímos. Há muito que melhorar? Certamente, e precisaremos de muitas cabeças pensantes e valorosas para orquestrar as mais complexas soluções, em chave pragmática e simbólica, a partir de simples via proposicional e teleológica de respeito à dignidade da pessoa humana, tantos quantos forem os que Deus enviar ao nosso planeta.

    Reforço algo que venho repetindo insistentemente: mesmo que parássemos agora o crescimento de desejos de consumo (por definição, infinitos no homem) em favor de investimento em nossos filhos, temos tecnologia suficiente para alimentar bem mais que toda a humanidade atual numa área equivalente ao Estado do Texas. Mas, enquanto os nossos jovens permanecerem sedentos de justiça plena agora, sem esperança de um amanhã melhor, persistirá a demagogia dos políticos hodiernos, ONGs ecoxiitas, ONU, e tutti quanti, em suas promessas aberrantes - em cálculo utilitarista imediatista e ineficaz, gerando a violência estatal e global, institucionalizada.

    O título está correto: a mensagem final pode ser ruim sim. Podemos estar vivendo um ciclo cultural de "reverso" que pode se sobrepor ao "verso" de prosperidade. Depende da visão de mundo a preponderar...
  • Alexandre  27/05/2014 03:10
    Toda a área de pecuária e agricultura só do Brasil é muito maior que o Texas. A área desmatada na Amazônia é de 754.840 quilômetros quadrados, o Texas possui área de 695.661,56 quilômetros quadrados.
    Surpreendo em ver como esse pessoal da cidade acha que leite vem da caixinha e carne vem do saquinho. Acha que o lixo que produz desaparece no espaço magicamente. Impressionante!

    Para produzir a maioria dos bens utilizados no meio urbano é necessário consumir e explorar bens finitos. Quando esse bem esgota, a produção encerra, da mesma forma quando se esgota a mão-de-obra. O ser humano, graças à sua função empresarial, consegue ser bem criativo, mas até quando?
    Talvez o mais "certo" é reconhecer que a única lei aplicável em toda a natureza é a lei do mais forte, infelizmente.
    Ao vencedor, as batatas!
  • Emerson Luis, um Psicologo  16/05/2014 20:17

    Boa Notícia: a população mundial vai aumentar nas próximas décadas.

    Má Notícia: a maior parte desse crescimento se dará em países pobres, especialmente nos islâmicos. A previsão é que em 2050 a Europa seja um continente muçulmano.

    Porém, quem sabe o mundo se cura dessa tendência socialista global e tem uma reversão para o liberalismo? Talvez no próximo século estejamos minerando meteoros e colonizando Marte ou até mesmo exoplanetas.

    * * *
  • anônimo  16/05/2014 22:41
    Se isso acontecer aposto que o brasil terá criado a Martebrás, uma empresa estatal para levar as pessoas para Marte e fazer pesquisas...
  • Nilo BP  17/05/2014 14:46
    EMBRACU: Empresa Brasileira de Colonização do Universo (crédito a Ricardo Rodrigues)
  • anônimo  17/05/2014 10:12
    Parabéns Emerson Luís, por ter coragem de falar algo que ninguém tem.
    Enquanto os conservadores não pensam duas vezes antes de condenar o multiculturalismo, que é nocivo mesmo, os libertários ficam com racionalizações vazias (como as que eu já encontrei aqui nesse site) tipo 'qual a diferença entre um baderneiro estrangeiro e um baderneiro nativo?'
  • Mauricio.  19/05/2014 04:46
    "A previsão é que em 2050 a Europa seja um continente muçulmano.": matematicamente impossível. Não vale mentir pra tentar provar sua tese. Até porque, mentira tem perna curta.
  • anonimo  19/05/2014 13:25
    Esse artigo do telegraph é interessante:

    www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/5994047/Muslim-Europe-the-demographic-time-bomb-transforming-our-continent.html

    É claro que são previsões que podem ou não se concretizar, mas em alguns lugares pode existir pelo menos 20% de muçulmanos, é considerável. O que achei mais interessante é esta parte: "In Brussels, the top seven baby boys' names recently were Mohamed, Adam, Rayan, Ayoub, Mehdi, Amine and Hamza. "

    Mas talvez deva pesquisar mais, isso é algo que eu conheço apenas superficialmente.
  • anônimo  19/05/2014 14:52
    Não tem mentira nenhuma, se continuar como está a projeção é essa mesma.
    Nos EUA a mesma coisa, a população de europeus sendo superada pela de negros e hispânicos.
  • marcelo lobo  16/05/2014 21:33
    É um tema um tanto quanto delicado, pessoalmente eu acho que quanto menos gente é melhor(misantropo assumido)e tem algumas questões que me incomodam também, desde que o homem desceu da árvore, 4 milhões de anos atrás até 1960 éramos uma feliz família de 2 bilhões de seres humanos no planeta, depois de woodstock até os dias de hoje, somos um desastre ambulante de 7(e subindo exponencialmente)bilhões de seres quase-humanos. mesmo que exista espaço para dedéu neste planeta fedorento ainda existe um pequeno entrave para um convívio saudável: Fronteiras! é sabido também que primatas vivem em bandos, no nosso caso os bandos querem se aglutinar onde tenha preferencialmente shoppings, cinemas, comida, praia e todo tipo de conforto! Também não se deve ignorar o maior problema de todos, a estupidez humana, pegue as fotos tiradas por satélites de serra leoa num espaço de 20 anos, vcs verão que o que era um verde belíssimo virou um deserto desolador, a capacidade de destruição do ser humano é impressionante, não acho que devemos pontuar a capacidade do planeta pensando que somos todos desenvolvidos... aproveitei bem o artigo, posso até dizer que me tranquilizou um pouco, mesmo assim continuo detestando gente, deve ser porque eu moro em copacabana..
  • Rhyan  16/05/2014 22:21
    O problema da superpopulação não é sobre densidade demográfica, imagino. É sobre consumo, lixo e poluição.

    As ciências que estudam o meio ambiente devem se entender com a teoria econômica, é delas que irão surgir soluções.

    Um economista não pode ignorar problemas ambientais, um ambientalista não pode ignorar problemas econômicos.
  • Marcelo  17/05/2014 02:29
    Mais um surpreendente texto. Muito bem escrito e analisado. Os responsáveis deste site estão de parabéns. Não existe melhor escola ou universidade no Brasil que tenha tanta explicação com sofisticação de assuntos. Perfeitas análises, brechas para interpretação, raciocínio, coerência analítica, e muito mais. Gostaria de ver tudo isso nas salas de aula deste país. O mainstream de argumentos socialistas desaba tão facilmente, que é até vergonhoso como a maioria da população continua cega durante todo esse tempo.
  • Rômulo  17/05/2014 05:05
    ótimo texto. Qual o sentido de um liberal defender o aborto? nenhum sentido, só se for um com cabeça de comunista.
  • anônimo  17/05/2014 10:55
    Não necessariamente, tem muita gente aqui que defende um aborto enfeitado, sob o rótulo de 'evicionismo'. A lógica deles: arranque o feto, se ele sobreviver é porque já era gente, se não, é porque não estava formado ainda. Não importa que já tenha coração, órgãos, cérebro formado e que sinta dor.
    Eu não tenho palavras pra descrever como é desprezível quem pensa assim.
  • Mauricio.  19/05/2014 04:39
    Concordo. Desprezível.
  • Eduardo Bellani  17/05/2014 13:57
    Pesquise sobre eviccionismo.

    Estude mais, julgue menos.
  • Bruno D  19/05/2014 00:11
    são duas coisas que eu não consigo concordar, matar um inocente (aborto) e advogar pelas drogas.

    Não dá para concordar...

    Existem outros inúmeros assuntos de extrema importância e o pessoal gasta mufla, dinheiro(muitos grupos investindo dinheiro nisso, não pensem que é algo espontâneo não) e tempo nisso. Dá para entender que essa bandeira é uma bandeira muito bem financiada? Não consigo enxergar um pingo de seriedade nisso. Apenas muita ingenuidade nos que apoiam.

    Da mesma forma que num ambiente politico libertário genuíno a sua propriedade seria fervorosamente defendida, principalmente pelo próprio proprietário. Uma vida (inocente e indefesa) não poderia ser?

    O Liberzone tem ótimos artigos mas twitta sem parar essas marchas da maconha, puro nonsense.

    Advogando pelos ideias libertários? Será?

    O Otto M. Carpaux dizia que Roma era uma Pornocracia, agora, nós nos tornaremos uma Narcocracia? E isso?

    Marcelo D2? PQP!

    Quem viu recentemente o caso da candidata a Big Brother que iria cometer um aborto para continuar na seleção e quiçá ser chamada...


    Att
  • anonimo  19/05/2014 13:29
    Sobre o aborto já foi comentado.

    Sobre as drogas, na maior parte da história eram liberadas e pessoalmente não me importo se meu vizinho está usando drogas, ou tomando pinga ou fumando cigarros.

    Aliás acho bem pior dar para o governo o poder de entrar na propriedade de uma pessoa pois esta está fumando maconha.

    Obrigado.
  • IRCR  17/05/2014 13:35
    O problema não é a superpopulação no mundo, mas sim em certos grandes centros urbanos, como em Tokyo, por exemplo. Quero ver aumentar a pop lá em 10x, o que vai acontecer.
  • Marx contra o Golias capitalista  17/05/2014 14:50
    Discordo totalmente. Precisamos de um planejamento natalino para que haja um crescimento sustentável no planeta. O mundo está sendo devorado pelo capitalismo perverso e sua sanha insaciável pelo lucro. Faço um apelo antes que seja tarde demais: onde seus filhos e netos irão viver?
  • Nilo BP  17/05/2014 15:20
    O declínio das taxas de natalidade é, acredito eu, ainda mais preocupante do que parece em números.

    As mulheres mais inteligentes (i.e. aquelas que deveriam ter mais filhos para a sociedade melhorar) estão sendo empurradas de todos os lados para NÃO terem filhos (afinal, criar filhos é render-se à escravidão patriarcal, don'tcha know), enquanto que a taxa de natalidade daquelas que têm filhos "por acidente" não deve estar diminuindo muito.

    Hoppe, como de hábito, vai ao centro da questão com a maior cara de pau.
  • Pobre Paulista  17/05/2014 17:37
    A comédia 'Idiocracy' ilustra bem isso aí que você falou :-)
  • Tiago RC  26/05/2014 15:42
    "Hoppe, como de hábito, vai ao centro da questão com a maior cara de pau."

    Caramba, que texto! Está no mesmo nível, ou até melhor, que o texto onde ele explica sob uma ótica econômica a origem da propriedade privada e do conceito largo de família. Essa maneira de explicar a história é muito superior a qualquer coisa que qualquer criança ou adolescente verá em qualquer escola. A lógica simples, fria e precisa do Hoppe é impressionante.

    Galera do IMB, se esse texto linkado acima ainda não foi traduzido, por favor considerem colocá-lo na sua lista de textos a traduzir.

    Eu só achei um pouco pessimista a conclusão final. Será que a engenharia genética não nos "salvará"? Será que outras tecnologias, como seasteading, impressoras 3D ou cryptocurrencies, não ajudarão a tirar poder do welfare state? Enfim. Prefiro tentar manter uma ótica mais otimista, senão é muito deprimente.

  • Nill  18/05/2014 19:38
    "Sendo assim, por que tantas pessoas ainda acreditam tão piamente nesse mito do superpovoamento? A razão é simples: a maioria delas — especialmente aquelas que têm tempo e predisposição para reclamar do excesso de pessoas — vive em áreas de alta densidade populacional, as quais não são uma amostra nada representativa da real situação do mundo." Diz este Artigo.

    È bom lembrar que as cidades só se tornaram imensas apôs a Revolução Industrial-as indústrias,comércio,serviços- tornaram possíveis imensas aglomerações humanas viverem e terem trabalho nas mega-cidades.

    No entanto essa mesma indústria pode ajudar as "espalhar" essa população por todo planeta. Como a indústria pode fazer isto ? Ora ! Com a tremenda ajuda que Indústria pode dar à Agricultura para aumentar sua produtividade. Pensem bem ! Uma agricultura super desenvolvida pode fazer que mais pessoas vivam no campo e nas pequenas cidades,dando a elas emprego e renda. Pense se conseguirmos que em média uma hectare de terra possa gerar um valor de produção de uns 10 mil reais por ano e mais agro-indústrias,comércio e serviços nestas áreas.

    Num município com o meu que dispõe de 90 mil hectares teríamos uma renda agrícola de 900 milhões por ano. Não sou agrônomo e não sei calcular quanto de valor de produção pode produzir um hectare . Um hectare pode variar muito do valor em dinheiro que pode produzir ,variando influenciado por diversos fatores. Um agrônomo ou economista pode uma resposta a essa questão melhor do que eu.

    Mas a Agricultura já está ajudando e muito a espalhar a população brasileira pelo imenso território do Brasil. As novas fronteiras agrícolas tem atraído muita gente para morar em rincões antes desabitados que hoje fervem de progresso. g1.globo.com/economia/agronegocios/noticia/2013/04/mapitoba-vem-sendo-apontada-como-nova-fronteira-agricola-do-pais.html

    sojabrasil.ruralbr.com.br/noticia/2013/11/nordeste-de-mato-grosso-e-a-nova-fronteira-agricola-do-pais-4326068.html

    È isto aí Agricultura altamente desenvolvida,a Mineração em larga escala,Turismo,a desconcentração das indústrias das regiões industriais para novas áreas,a revolução tecnológica,de informação e transporte podem ser ótimas para espalhar a população de um país como o Brasil,assim como de outros países e regiões do mundo.

    Contra as altíssimas densidades urbanas só tem um remédio : Espalhar o povo para outras bandas.

    Solução impossível só em países minúsculos como Singapura. Mais até um país pequeno como o Uruguai pode dar uma espalhada em sua população muito concentrada em Montevidéu.
  • Heisenberg  23/05/2014 20:07
    E quanto à melhoria do padrão de vida por meio de herança?

    Vou exemplificar. Imaginem casais de classe média/média baixa no Rio ou em Sao Paulo, cidade onde os preços dos imóveis estão caríssimos. Se o jovem é filho único e seus pais tiveram no máximo um irmão, espera-se que ainda jovem seus pais recebam uma herança de um imóvel e quando ele entrar em idade adulta seus pais podem se mudar para uma casa menor, ou até mesmo dividirem e facilmente esse jovem terá uma residencia de um padrao menor para começar sua vida adulta e se estiver bem empregado pode alavancar e continuar com um bom padrão residencial quando sair da casa de seus pais.

    Agora imaginem o mesmo ocorrendo com uma família com tradiçao de 4 filhos por mulher. Além de a herança dos avós ser praticamente desconsiderável na média, a capacidade de os pais ajudarem o filho fica bastante baixa tbm. Os filhos terão que se endividar fortemente para manter um padrão residencial, ainda mais em épocas de bolhas.

    A idéia de ter vários filhos pode ser boa pra humanidade, mas no nível microeconomico para casais de classe média que vivem em cidades não me parece nada racional. Nesse mundo em que o estado dificulta ao máximo a aquisicao de bens, altos impostos, dificuldade de se comecar uma carreira etc... aqueles que podem contar com uma ajuda inicial dos pais saem na frente. Isso sem falar que muito investidores e empreendedores começam com um valor advindo de uma herança vinda da família.

    Enfim, uma coisa é vc ter muito filhos na zona rural onde eles podem te ajudar desde cedo e a terra é farta para os herdeiros, outra coisa é ter filhos sem saber o preço que eles pagarão pela terra.
  • Léo  25/05/2014 18:08
    O mundo não precisa de mais pessoas, mas de pessoas melhores.
  • Renzo  25/05/2014 22:54
    Estamos fadados a ter um planeta com maioria de descendentes de negros, asiáticos, indianos e hispânicos. Afinal, os descendentes de caucasianos tem cada vez menos filhos. Na minha opinião isso será péssimo, pois uma das maiores virtudes da humanidade é a diversidade de etnias.
    Quanto aos recursos, já passou da hora de colonizar Marte, lá não haverá preocupação em se preservar o meio ambiente.
  • anônimo  27/05/2014 21:52
    Claro, quem vai querer ter filhos pra eles terem que sustentar um bando de vagabundos?
    Não é racismo, é um fato: negros e hispânicos são os grupos que mais se beneficiam do welfare state
  • Renzo  28/05/2014 22:49
    Acredito que a maioria que tem menos filhos hoje faz isso por causa do aumento de gastos e diminuição do tempo para se ficar com os filhos. Mesmos em países com mais liberdade e população menos miscigenada as pessoas tem menos filhos. Duvido que alguém pense: "não vou ter filhos pra que eles devam sustentar vagabundo no futuro".
    Os europeus também se beneficiam do Welfare state. E quando se faz da maneira correta, inteligente e temporária, pode sim ser bom para o país. É só ver a qualidade de vida na Escandinávia. O que não dá é pra ficar sustentando marmanjo a vida inteira. Mas pra dar certo a corrupção tem que ser o mais próxima possível de zero. É só ver que os países mais avacalhados da Europa são aqueles cuja população tem origem latina, mais perto do Mediterrâneo, e os mais ao norte da Europa aparentam ser mais sérios.
  • anonimo  24/01/2016 18:50
    'Os europeus também se beneficiam do Welfare state. E quando se faz da maneira correta, inteligente e temporária, pode sim ser bom para o país. É só ver a qualidade de vida na Escandinávia.'

    Mais um que não fez o dever de casa.
  • Ricardo  26/05/2014 13:55
    Depende: "...cura para o câncer tem mais chances de ser descoberta em uma sociedade com um bilhão de pessoas do que em uma com apenas um punhado de indivíduos."
    Em Cuba/China/Venezuela/Bolivia e a maioria, estas possibilidades são 0 (zero), no Brasil/Africa, talvez 1%. Já nos eua e europa 90% em escala mundial. Portanto um punhado de indivíduos ianques é bem mais provável descobrir a cura do câncer do que os 5,5 bilhões de idiotas mundiais.
    Praticamente tudo que foi inventado desde tecnologia, arquitetura/artes, medicina e outras benesses humanas vieram de um grupo de não mais de 600 milhões de pessoas (eua e europa).
    Como foi dito, em comentário acima: "O mundo não precisa de mais pessoas, mas de pessoas melhores"

  • patricio  27/05/2014 01:06
    Já é bem estabelecido que somente 10% movem a humanidade. A grande maioria está aqui para comer e dormir, sustentando o sistema.



  • anderson  05/06/2014 14:49
    Se você parar pra pensar já existem projetos de fazendas subterrâneas, fazendas verticais (em prédios), criação de gado intensivo, geração de energia via meios limpos não usados como mares, ondas, diferença de pressão da atmosfera(não sei se funciona), fora a promessa de nos próximos anos surgir a energia via fusão nuclear.

    Literalmente todo o alimento e energia poderiam ser obtidos se usando um espaço físico ridiculamente pequeno do globo... a questão é : porque não é feito isso ?

    O artigo não aborda isso. Bom, se já tiver sido escrito algum artigo sobre, me mandem o link por favor.
  • Ex-microempresario  22/05/2017 00:01
    ...já existem projetos ...
    ...fora a promessa ...
    ... a questão é : porque não é feito isso ?

    Resposta da esquerda : culpa da direita
    Resposta da direita : culpa da esquerda

    Minha resposta (gosto de me definir como um cientista, embora não atue profissionalmente como um):
    Porque existe uma grande diferença entre projetos/promessas e a realidade.
    Porque para muita gente que coloca a ideologia acima de tudo, é fácil pegar uma idéia ou desejo qualquer e proclamar que "é um projeto comprovado e viável" mas que não existe por culpa de alguém (da ideologia oposta, naturalmente).

  • Vitor Hugo  04/12/2014 05:54
    Esse artigo tem uma falha grave na argumentação, tá que tecnicamente não afeta a conclusão em termo relativos mas em termos absolutos afeta e muito. A forma que foi utilizada para demonstrar que o mundo está despovoado foi infantil, para não ser grosso, analogia que seria pensada por uma criança. Tudo bem a população do mundo caberia no estado do Texas, até em um espaço menor se todos morassem em prédios de apartamentos de 1 km de altura (maiores que o monstrinho de 800 metros de Dubai), só que não é possível que você não saiba que os seres humanos gastam mais espaço do que só para moradia. Na verdade na sociedade humana o que mais gasta espaço é agricultura e pecuária, ai que entra a parte de gerenciamento de recursos que os eco-fanáticos usam de forma extremistas. Até o momento a tecnologia humana não avançou até um estágio onde podemos da um foda-se para a biosfera da terra e ter tudo que ela faz através de meios artificiais, em outras palavras a humanidade vive uma relação simbiótica (ou parasitária já que poderia ser argumentado que não oferecemos nada de volta) com a Terra. Sendo assim um mínimo de preservação ambiental é necessário e nós não podemos sair por ai e simplesmente por fogo em todas as florestas para plantações e pecuária, ou poluir todos os rios com esgoto, poluir os oceanos como se não houvesse amanhã, etc.

    Tendo dito isso a conclusão ainda é correta pois no número atual de pessoas e com a tecnologia atual, a população pode dobra à triplicar e ainda estaríamos produzindo comida suficiente para todo mundo (o recurso mais essencial depois de água). E isso vendo que a maioria é produzida pelos países desenvolvidos, e a maioria dos países pobres não são auto suficientes em alimento e não tem dinheiro para comprar dos ricos (uma das razões para a fome, já que os alimentos produzidos nos EUA, por exemplo, não serão direcionados a África sem incentivos), quando forem o número de pessoas que a terra suportar no momento crescerá ainda mais. Não podemos prever o desenvolvimento tecnológico, mas só contando com tecnologias que já existem ou que estão em avançado estágio de desenvolvimento (como os prédios plantações, plantações subterrâneas, carnes artificiais criadas em laboratório usando cultivos e clonagem de células, etc), pelo menos pelas próximas décadas a tendência é essa capacidade subir com o mesmo custo ou um custo menor ao meio ambiente.

    Basicamente estamos seguros pelas próximas décadas, e sim é ruim nesse contexto que a população mundial esteja em tendência de começar a diminuir. Pois isso caracteriza a ascensão de uma sociedade mais velha, e ao longo prazo a morte do capitalismo e da sociedade humana em geral já que a matemática exige em qualquer sistema que exista mais jovens produzindo que idosos consumindo (o Japão é um país que já está sofrendo com isso). Anão ser que até 2050 já tenhamos autômatos (robôs) para podermos automatizar os processos de produção que não podem ser exercidos por idosos, a sociedade caminha para o caos. Mas também não podemos ficar arrogantes e achar que por estarmos (por enquanto) andando afrente da linha do desastre super populacional que isso nunca irá chegar, os recursos não são infinitos e talvez os avanços tecnológicos que nos salvam hoje tenham limite. Como o jovem que tem que ser esperto e pensar no futuro, guardando recurso para sua aposentadoria nossa espécie seria inteligente se consumisse pensando que amanhã pode haver escassez. Principalmente se for algo que pode afetar nossos netos, bisnetos, etc daqui uns 100+ anos (é egoísmo não pensar nas futuras gerações).
  • Cala a boca, burro  29/10/2016 23:02
    Os ambientalistas, com a ajuda de políticos e de outras burocracias globalmente poderosas, foram bem-sucedidos em impor sobre todo o globo um conjunto de ideias que já custou dezenas de milhões de vidas humanas.

    Peguemos o exemplo mais famoso deste totalitarismo homicida. Em 1962, a famosa bióloga americana Rachel Carson publicou o livro Silent Spring, uma fábula sobre os supostos perigos dos pesticidas. O livro se transformou em um clássico do movimento ambientalista, não obstante se tratasse de uma obra de ficção. O livro exerceu uma influência poderosa sobre vários governos, o que levou à proibição mundial do uso do DDT (Dicloro-Difenil-Tricloroetano, o primeiro pesticida moderno) ainda no início da década de 1970.

    Em 1970, pouco antes da proibição do DDT, a Academia Nacional de Ciências dos EUA declarou que o DDT havia salvado mais de 500 milhões de vidas humanas ao longo das últimas três décadas ao erradicar os mosquitos transmissores da malária. Naquele ano, a Academia lançou um relatório no qual dizia: "Se tivéssemos de eleger alguns produtos químicos aos quais a humanidade deve muito, o DDT certamente seria um deles. ... Em pouco mais de duas décadas, o DDT evitou que 500 milhões de seres humanos morressem de malária, algo que sem o DDT seria inevitável".

    Antes da proibição do DDT, a malária estava prestes a ser extinta em alguns países.

    O DDT foi banido pelos governos no início da década de 1970 não obstante o fato de não ter sido apresentada nenhuma evidência científica comprovando que ele gerasse os efeitos que Carson e o movimento ambientalista alegavam que ele gerava.

    Em seu livro Eco-Freaks: Environmentalism is Hazardous to Your Health, John Berlau, pesquisador e diretor do Center for Investors and Entrepreneurs do Competitive Enterprise Institute, escreveu que "Nem um único estudo mostrando o elo entre exposição ao DDT e contaminação humana já foi replicado". Não apenas isso: em um estudo de longo prazo, alguns voluntários comeram 900g de DDT durante um ano e meio; até hoje, mais de vinte anos depois, nenhum deles apresentou nenhum efeito colateral em sua saúde.

    O Dr. Henry Miller, membro sênior da Hoover Institution, e Gregory Konko, membro sênior da Competitive Enterprise Institute, escreveram em seu artigo no revista Forbes, "Rachel Carson's Deadly Fantasies", que o banimento do DDT foi responsável pela perda de "dezenas de milhões de vidas humanas, majoritariamente crianças em países pobres e tropicais. Tudo isso em troca da possibilidade de uma pequena melhoria na fertilidade das aves de rapina. Esta continua sendo uma das mais monumentais tragédias humanas do século passado."

    Além das mortes de literalmente milhões de pessoas no Terceiro Mundo em decorrência da malária, o banimento do DDT também gerou inúmeras colheitas desastrosas, uma vez que insetos vorazes que eram combatidos pelo DDT puderam se proliferar novamente — e praticamente não há substitutos para o DDT a preços acessíveis nos países pobres.

    Mesmo se as estimativas da Academia Nacional de Ciências em relação às vidas salvas pelo DDT estivessem exageradas por um fator de dois, Rachel Carson e sua cruzada contra o pesticida ainda seriam responsáveis por mais mortes humanas do que a maioria dos piores tiranos da história do mundo.

    Não obstante todas as evidências de que o DDT, quando utilizado corretamente, não apresenta nenhuma ameaça para o ambiente, para os animais e para os seres humanos, os ambientalistas extremistas continuam defendendo sua proibição. Só na África, milhões continuam morrendo de malária e de outras doenças. Após a Segunda Guerra Mundial, o DDT salvou milhões de vidas na Índia, no Sudeste Asiático e na América do Sul. Em alguns casos, as mortes por malária caíram para quase zero. Após o banimento do DDT, as mortes por malária e por outras doenças voltaram a disparar. Por que então o banimento não é revogado?

    Porque este é justamente o objetivo destes extremistas: controle populacional. Alexander King, co-fundador do Clube de Roma, disse: "Na Guiana, em menos de dois anos, o DDT já havia praticamente aniquilado a malária; porém, isso levou a uma duplicação das taxas de fecundidade. Portanto, meu maior problema com o DDT, olhando em retrospecto, é que ele ajudou a intensificar o problema da explosão demográfica".

    Jeff Hoffman, representante ambientalista, escreveu no site grist.org que "A Malária era, na realidade, uma medida natural de controle populacional, e o DDT gerou uma volumosa explosão populacional em alguns locais onde ele havia erradicado a malária. Basicamente, por que seres humanos devem ter prioridade sobre as outras formas de vida? . . . Não vejo ninguém respeitando os mosquitos aqui nesta seção de comentários."

    O livro de John Berlau cita vários outros exemplos de desprezo dos ambientalistas pela vida humana e de como eles transformaram os políticos em seus idiotas úteis.

    A organização mundial da Saúde estima que a malária infecta pelo menos 200 milhões de pessoas, das quais mais de meio milhão morrem anualmente. A maior parte das vítimas da malária são crianças africanas. Pessoas que defendem a proibição do DDT são cúmplices nas mortes de dezenas de milhões de africanos e de asiáticos. O filantropo Bill Gates arrecada dinheiro para milhões de redes contra mosquitos; porém, para manter suas credenciais acadêmicas intactas, a última coisa que ele advogaria seria o uso do DDT. Notavelmente, todos os políticos — principalmente os negros, que deveriam se sensibilizar com seus irmãos africanos — compartilham esta visão.

    A morte de Rachel Carson não colocou um fim na insensatez ambientalista. O dr. Paul Ehrlich, biólogo da Universidade de Stanford, em seu best-seller de 1968, The Population Bomb, previu que haveria uma enorme escassez de comida nos EUA e que "já na década de 1970 ... centenas de milhões de pessoas irão morrer de fome neste país". Ehrlich via a Inglaterra em uma situação ainda mais desesperadora, e dizendo que "Se eu fosse um apostador, apostaria uma quantia substancial de dinheiro que a Inglaterra deixará de existir até o ano 2000".

    No primeiro Dia da Terra, celebrado em 1970, Ehrlich alertou: "Dentro de dez anos, todas as mais importantes vidas animais nos oceanos estarão extintas. Grandes áreas costeiras terão de ser evacuadas por causa do fedor de peixe morto". Apesar de todo este notável currículo, Ehrlich continua até hoje sendo um dos favoritos da mídia e do mundo acadêmico.

    E há ainda as insensatezes previstas pelos governos. Em 1914, o U.S. Bureau of Mines [uma espécie de Ministério das Minas e Energia americano] previu que as reservas de petróleo do país durariam apenas mais 10 anos. Em 1939, o Ministério do Interior americano revisou as estimativas, dizendo agora que o petróleo americano duraria mais 13 anos. Em 1972, um relatório publicado pelo Clube de Roma, Limits to Growth, disse que as reservas de petróleo em todo o mundo totalizavam apenas 550 bilhões de barrias. Com este relatório em mãos, o então presidente Jimmy Carter disse que "Até o final da próxima década, poderemos exaurir todas as reservas de petróleo existentes em todo o mundo". E acrescentou: "Todo o petróleo e todo o gás natural de que dependemos para 75% de nossa energia estão acabando."

    Quanto a esta última previsão de Carter, um recente relatório do U.S. Government Accountability Office [braço auditor do Congresso americano] em conjunto com especialistas do setor privado estima que, mesmo que apenas metade do petróleo existente na formação geológica do Green River nos estados de Utah, Wyoming e Colorado seja recuperada, isso já "seria igual a todas as reservas de petróleo que comprovadamente existem no mundo". Trata-se de uma estimativa de 3 trilhões de barris, mais do que a OPEP possui em suas reservas. Mas não se preocupe. Tanto Carter quanto Ehrlich ainda são frequentemente convidados pela mídia para emitir suas opiniões.

    Nossa contínua aceitação das manipulações, das mentiras e do terrorismo ambientalistas fez com que governos ao redor do mundo, além de banirem o DDT, implantassem políticas públicas assassinas em nome da "economia de energia" — como, por exemplo, as regulamentações estatais que exigem automóveis com menor consumo de combustível, o que levou a uma redução do tamanho dos carros e a um aumento no número de acidentes que, em outras circunstâncias, não seriam fatais.

    Da próxima vez que você vir um ambientalista alertando sobre algum desastre iminente, ou dizendo que estamos prestes a vivenciar a escassez de alguma coisa, pergunte para ele qual foi a última vez que uma previsão ambientalista se mostrou correta. Algumas pessoas estão inclinadas a rotular os ambientalistas de idiotas. Isto é um juízo errôneo. Os ambientalistas foram extremamente bem-sucedidos em impor sua agenda. Somos nós que somos os idiotas por termos ouvido e aceitado tudo passivamente, e por termos permitido que os governos acatassem suas ordens.
  • anônimo  23/01/2016 18:08
    Então o certo é colocar crianças no mundo para passar fome e miséria, ou dependentes de programas do governo, como no sertão do Nordeste, onde há famílias com mais de 10 filhos, sobrevivendo com bolsa-família...
  • Marcos  24/01/2016 15:00
    É isso aí, aprendeu direitinho.

    A capacidade de raciocínio do brasileirinho médio, bem como suas conexões lógicas, deixaria um haitiano branco de horror.
  • anonimo  24/01/2016 18:48
    Chore o quanto quiser, não vai mudar a verdade de que NO MUNDO DE HOJE quem faz dez filhos sem ter dinheiro pra criar nenhum está contando com esmola estatal sim.
  • anonimo  24/01/2016 19:20
    Não se preocupe amiguinho, quando tivermos um mundo livre a primeira coisa que a classe média opressora vai fazer é ir morar bem longe de vc.
  • Djair  06/05/2016 02:03
    anonimo, você é um completo analfabeto funcional.

    Não conseguiu entender sobre o assunto que o texto está se tratando e também não consegue perceber, mesmo depois de um comentário, que a sua resposta não está relacionada ao assunto do texto.

    Se "HOJE" o pobre ter 1 ou 10 filhos VAI TER ESMOLA independente do número de filhos que os pobres tenham. O que está errado não é o fato do pobre ter 1 ou 10 filhos e sim o fato que pobres receberem esmola, coisa que não acontecia no passado.

    Aprenda a interpretar um texto antes de passar vergonha novamente.
  • anônimo  07/05/2016 23:20
    Nossa, então receber bolsa estatal está errado?? E vc notou isso sozinho?? Se vc realmente acha que alguém não sabia disso ou que vc está dizendo alguma grande novidade com isso vc é um coitado.
    E sim, o cara que faz dez filhos sem ter dinheiro pra criar nenhum é um irresponsável.A não ser é claro pela filosofia da igreja católica onde sexo é só pra procriação e se isso gerar um círculo vicioso de pobreza, melhor, (pro bolso deles é claro)... ou então pela pseudo ética libertária onde se um pai deixar o filho morrer de fome, não tem problema nenhum.
  • Lel  14/08/2016 19:08
    Além de um analfabeto funcional e tirar implicações sobre as coisas que foram ditas de dentro do seu orifício anal, você é burro feito uma porta.

    Chore o quanto quiser, o Mundo não está de maneira alguma superpopuloso e IRONICAMENTE os lugares mais pobres do planeta (em sua maioria na África) possuem densidades populacionais muito baixas.

  • Walter  08/05/2016 04:16
    Só acho que precisamos encontrar uma maneira eficiente de processar o lixo e o esgoto que lançamos nas águas. De resto, concordo que quanto mais gente melhor, porque assim temos mais chances de aparecer pessoas como Newton, Gauss, Tesla, Marconi, Henry Ford etc. São esses loucos geniais que fizeram em grande parte a nossa vida normal de hoje em dia uma vida confortável.
    Quanto a ajuda aos mais pobres, isso é normal em qualquer país civilizado capitalista. Não pode ser confundido ingenuamente com socialismo, que na verdade nem sabemos se existe ou se é uma farsa ideológica de grupos mais interessados no poder. Só que ajuda aos mais pobres não pode degenerar em esmola estatal, que é no fundo uma maneira disfarçada de criar currais eleitorais. O indivíduo tem de poder cuidar de si mesmo em curto prazo e isso tem de ser fiscalizado pela sociedade de modo transparente.
    Quanto a ter mais filhos do que é capaz de sustentar, isso é mais um problema cultural do que moral. Parece que convivemos em uma sociedade culturalmente muito diversa, onde o novo convive com o antigo. E o capitalismo aqui chegou muito tarde, quando já estávamos viciados no paternalismo estatal. Diferente dos Americanos, que estavam acostumados a se virar sozinhos desde os tempos da colonização, muitos Brasileiros ainda são dependentes do Estado. Alguns acreditam mesmo que o Estado é responsável pelos seus filhos e minimizam a sua própria responsabilidade.





  • anônimo  12/08/2016 15:24
    Ser humano é um vírus que se espalha pelo planeta, um vírus nocivo e danoso, que destrói seu único hospedeiro ( planeta Terra) e a si mesmo.
  • Andre  12/08/2016 17:22
    "Ser humano é um vírus que se espalha pelo planeta, um vírus nocivo e danoso, que destrói seu único hospedeiro ( planeta Terra) e a si mesmo.".

    E você é um desses vírus ou é um alienígena?

    A propósito: qualquer ser vivo utiliza recursos do local em que vive.
  • anônimo  14/08/2016 03:50
    Rachei-me de rir com a comparação feita, de nós, seres humanos, sermos iguais aos vírus.... De fato é uma simples e cruel realidade da nossa espécie barbara e exotica, ainda bem que as sondas espaciais ainda não detectaram nenhum planetinha igual ao nosso, se não, meu amigo, mais um hospedeiro que estará sendo destruído, com toda sua biodiversidade sendo reduzida a nada. Grande abraço a você.
  • anônimo  14/08/2016 04:16
    Não ria de um assunto serio como este, precisamos é refletir sobre o proposito de nossas vidas, acho valido ser levantada a questão da destruição do nosso planeta em troca de nossos objetivos mesquinhos, mas não concordo com o fato de nos comparar a um vírus, temos as decisões de poder brecar esse processo por nossa vontade, mas logico que sei, que jamais isso acontecera, ate que o planeta, de fato, comece a desmoronar ... quem sabe, passamos a mudar de atitude e estilo de vida? Talvez seja tarde, mas aprenderemos ao custo de nossas vidas, o que é viver em cooperação... quanto a sorte dos planetas da galáxia não serem propícios a vida, quem não garante que todos já foram férteis, que nem o planeta Terra e talvez a nossa espécie já esteve em todos eles e sugou todos seus recursos para vivermos essa vida artificial e poluída que tanto nos agradam....
  • anônimo  15/08/2016 10:54
    Quando esses ecologistas irão aprender que a vida não é um conto de fadas e que vence o mais forte? Deixem a hipocrisia de lado, uma vez que também se fartam dos benefícios obtidos através de nossas ações e interferência nos recursos naturais. Parece que querem um colapso no sistema econômico e então gerar uma guerra, aí sim estaríamos condenando nossa espécie e este planeta.
  • ddudu  09/10/2016 00:03
    Esse artigo me lembrou de um documentário mostrando o que seria se a população do mundo dobrasse de tamanho de nada
    Parecia o fim do mundo, sistema de esgoto iriam transbordar, iria ter muitas doenças, prédios iriam ficar cada vez maiores e atolados de gente.
    Link do documentário
    https://www.youtube.com/watch?v=c85n52PK4t4
    Como este documentário era uma grande balela.

    O culpado do controle da natalidade natural é do próprio estado.
    Está cada vez mais difícil criar filhos hoje em dia.
    O sistema educacional não presta, e o estado está, cada vez mais com a sua bota em nossos pescoços

  • Celso Martins  08/12/2017 21:59
    Nenhuma análise relacionada ao tema faz sentido se abstrairmos o fator distribuidor da riqueza.
  • Xenon  16/02/2018 09:17
    O parece que o os ekocjatos não notam que:

    Recursos naturais só são valiosos quando se tem utilidade dependo da civilização e do período histórico.

    O principal recurso natural é a inteligência e criatividade humanas o resto é conversa.

    Governos megamaniacos e insano são grandes gastadores de recursos naturais.

    E por fim.

    A humanidade um dia vai ter que sair deste planeta e se espalhar pelo cosmos quer queira quer não.
  • Bruno  23/06/2018 04:39
    Esse texto consiste em uma grande verdade.

    Não perdi sequer 1 segundo lendo aos comentários. O texto já é suficiente. O texto é genial pela simplicidade e devia ser difundido amplamente.

    Muitas pessoas estão no "automático" e compram, sem parar pra pensar, ou apenas se incluírem em um grupo (lado), qualquer ideia.
    E a "ideia" que o ser humano é auto-destrutivo é um engano. Claro que há ainda misérias e desgraças e muito chão para andar. Quanto mais o tempo avança, mais a consciência humana, ainda que pela dor, evolui também. Seja moral, intelectual e claro espiritualmente.

    Noticiais ruins vendem, chocam e prendem, escravizam a mente bairrista que não sobe no alto da montanha e olha à diante.

    O mundo tem problemas, mas através destes, evoluiremos, século a século, com a graça de Deus. Olhemos para trás e vejamos o tanto que Deus nos permitiu avançar, em tão pouco tempo.

    Salve a Rainha!

    fiquem bem
  • Edujatahy  24/09/2018 11:57
    Eugenista que não cometeu suicídio é poser.
  • Patrícia  21/11/2018 17:13
    A superpoulação não é um mito, infelizmente, é real! Com base nas referências que disponibilizo no final do texto, é possível entender que o ser humano não vive apenas dos recursos fornecidos pelo espaço urbano (3% da área habitável da Terra). A produção de alimentos abrange 40% da área terrestre do Planeta; os demais 57% dos continentes estão divididos em cerca de 20% de desertos, áreas geladas da Antártica, do Ártico, da Groenlândia, florestas, pântanos e os demais ecossistemas. Ou seja, é ilusório pensar que a humanidade poderia ocupar 100% da superfície da Terra e que haveria espaço de sobra para a expansão humana.
    Ademais, nós não estamos sozinhos no Planeta. O déficit ambiental é provocado pela superpopulação e pelo superconsumo, ou seja, esses fatores estão diretamente ligados à conservação dos recursos naturais. Nós vivemos em uma comunidade biótica e sem biodiversidade ocorreria um holocausto biológico, levando ao colapso das populações, incluindo a humana. Quando dizemos que a Terra possui "muitos espaços vazios prontos para serem ocupados", esquecemos que eles estão sim ocupados, por vida selvagem que garantem a biodiversidade terrestre. Mais um fato sobre a superpopulação humana, é que o nossa expansão causa declínio e extinção de diversas espécies.
    Desta maneira, para evitar o superconsumo e a superpopulação, devemos pôr mais ênfase na redução do consumo ou mais ênfase na redução populacional. Mas o equilíbrio ambiental se restabeleceria pela restrição concomitante do superconsumo e da superpopulação. Ou seja, temos que diminuir não só quantidade de seres humanos, mas também e, principalmente, o nosso modo de vida.


    ALVES, JOSÉ EUSTÁQUIO DINIZ. Demografia Ecológica: população e desenvolvimento numa perspectiva ecocêntrica. Revista Espinhaço, v. 7, p. 36-45, 2018.

    CALLONI, HUMBERTO; FERREIRA, KARINE. Resenha do Livro: Morris, Desmond. O contrato animal (Traduzido por Lúcia Simonini). Editora Record. 1990. AMBIENTE & EDUCAÇÃO, Revista de Educação Ambiental, Rio Grande do Sul, Vol. 22, n. 1, p. 368-371, 2017.

    www.funverde.org.br/blog/sobrecarga-da-terra-superpopulacao-e-superconsumo/

    www.funverde.org.br/blog/a-superpopulacao-e-mito/

    news.nationalgeographic.com/news/2005/12/agriculture-food-crops-land/
  • Formiga  21/11/2018 23:00
    Diminuir a quantidade de humanos e restringir o consumo?

    Seria mais honesto e objetivo da sua parte dizer logo de uma vez que você defende a implantação do modelo cambojano de comunismo em escala global:

    "Talvez a aplicação prática mais fiel à teoria marxista tenha sido o curto regime comunista de Pol Pot, no Camboja, o qual, ao tentar abolir por completo a divisão do trabalho, conseguiu impingir o banimento total do uso do dinheiro — de modo que, para receber suas ínfimas rações, a população dependia totalmente dos avarentos donativos fornecidos pela burocracia comunista. Adicionalmente, o regime de Pol Pot tentou eliminar as "contradições entre cidade e campo", colocando em prática o objetivo de Engels de destruir as grandes cidades e de coercivamente despovoar a capital do país, Phnom Penh, o mais rapidamente possível. Em poucos anos, o grupo de Pol Pot logrou exterminar um terço da população do Camboja, o que talvez seja um recorde em termos de genocídio."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1396

    Mas é compreensível que você não queira falar abertamente sobre isso. A escolha de se usar o disfarce de "ecologista preocupado com a saúde do planeta" é bem mais eficaz para convencer e conquistar a simpatia do público.


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