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O outro lado do consumismo

Estou começando a crer que o epíteto "consumismo", quase sempre evocado de forma pejorativa, é apenas outra palavra para a expressão "usufruir liberdade no mercado".  

A verdade é que o mercado está, diariamente, nos proporcionando uma quantia cada vez maior de bens e serviços, e sempre com avanços tecnológicos que eram inimagináveis há apenas alguns anos.  Quem imaginaria, dez anos atrás, que um GPS se tornaria algo tão corriqueiro nas ruas das nossas cidades?

Nos países mais ricos, as pessoas alegam que estão sendo submetidas a uma avalanche tão grande de produtos tecnologicamente avançados — os quais supostamente as estariam tornando "anti-sociais" —, que elas não querem mais nada.  Diga não à mais recente engenhoca!

Mas é claro que, na prática, nenhum de nós realmente quer essa interrupção.  Ninguém, por exemplo, quer ter seu acesso à internet negado ou encarecido.  Ao contrário: queremos acessar a internet de forma cada vez mais rápida, mais barata, e com mais variedade de meios (celular, tablets, smartphones, laptops etc.).  Queremos a liberdade de fazer downloads de músicas, filmes, seriados, livros, monografias e tratados sobre absolutamente todos os assuntos imagináveis.  Nenhuma informação é considerada excessiva quando algo específico está sendo procurado.

E isso não é tudo.

Queremos mais variedades da comida, de bebida, de produtos de limpeza, de pastas de dente, de barbeadores.  Queremos eletrodomésticos mais práticos e mais eficientes.  Queremos mais ar-condicionado (ou mais calefação) em nossas casas, ambientes de trabalho e estabelecimentos comerciais.  Queremos acesso a toda uma gama de estilos para o mobiliário de nossa casa.  Se algo está quebrado, queremos as peças de reposição prontamente disponíveis.  Queremos peixes frescos, frutas frescas, roupas limpas e cheirosas, pão quentinho, e carros modernos com cada vez mais tecnologia embarcada.  Queremos pronta-entrega e suporte técnico 24 horas.  Queremos usufruir o que está na moda em todas as partes do mundo.

As bibliotecas já são acessíveis online, assim como as grandes obras de arte.  O comércio também se adaptou e fez essa transição.  Novos mundos são abertos para nós diariamente.  Há várias maneiras de se comunicar com pessoas distantes gratuitamente.  Até mesmo o email e os torpedos já estão se tornando obsoletos.  Podemos conversar instantaneamente com qualquer pessoa em qualquer canto do mundo por meio de aplicativos de smartphone (Skype ou WhatsApp) gratuitos.  Já estamos abandonando as televisões de tubo e os telefones de linha fixa — artigos de luxo no século XX — em prol de modelos muito superiores de tecnologia de informação.

Queremos agilidade.  Queremos velocidade.  Queremos redes sem fio.  Queremos acesso.  Queremos aperfeiçoamentos.  Água limpa e filtrada tem de sair diretamente de nossas geladeiras.  Queremos todos os tipos de bebidas: energética, esportiva, espumante, suculenta.  Queremos água importada das ilhas Fiji.  Queremos casas melhores.  Queremos apartamentos melhores.  Queremos segurança.  Queremos educação.  Queremos saúde.  Queremos infraestrutura.  Queremos serviços.  Queremos liberdade de escolha.

Estamos conseguindo essas coisas?  As que são estatais, como segurança, educação, saúde, água encanada e infraestrutura, não muito.  E as outras que não são fornecidas pelo estado?  Sim.  Como?  Por meio deste incrível mecanismo de produção e distribuição chamado 'economia de mercado', que nada mais é do que uma arena onde bilhões de pessoas voluntariamente cooperam e inovam com o único intuito de melhorar a própria vida.  Contrariamente ao que dizem os detratores desse arranjo voluntário, não há nada de "selvagem" nele.  A concorrência nada mais é do que empreendedores e capitalistas se esforçando — alguns ganhando, outros perdendo — para conquistar os corações e as mentes do público consumidor.

Obviamente, é muito fácil olhar para tudo isso e simplesmente sair gritando: consumismo odioso!  Porém, se estamos utilizando o termo "consumir" nos referindo ao ato de comprar produtos e serviços com o nosso próprio dinheiro com o intuito de melhorar nossa condição, então quem realmente pode se declarar inocente do "crime" de consumismo?

Toda a história do debate de ideias sempre girou em torno de como criar algum sistema que servisse mais ao homem comum do que apenas às elites, aos governantes e aos poderosos.  Quando a economia de mercado — e sua estrutura capitalista — surgiu, esse tão sonhado sistema havia finalmente sido descoberto.  Com o subsequente advento da ciência econômica, passamos a entender como tudo isso funciona.  E começamos finalmente a entender como é que bilhões de escolhas econômicas voluntárias e não planejadas por nenhum comitê de planejamento centralizado podem conspirar para criar um belo sistema global de produção e distribuição que servem a todos os indivíduos. 

E como os intelectuais respondem a isso?  Denunciando o sistema justamente pelo "crime" de ele fornecer um excesso de coisas e de, com isso, incitar os desejos "consumistas" das massas.

Algumas pessoas estão se endividando para comprar coisas supérfluas sem as quais elas podem viver perfeitamente bem?  Certamente.  Mas isso é motivo para condenar todo esse arranjo maravilhoso?  A culpa não deveria ser apenas individual?  No que mais, quem é que deve decidir de maneira inquestionável o que é uma necessidade e o que é um mero desejo?  Um ditador onisciente à frente de um comitê de planejamento?  Como podemos garantir que os desejos dele estarão de acordo tanto com as minhas necessidades quanto com as suas? 

Em uma economia de mercado, desejos e necessidades estão interligados, de modo que as necessidades de uma pessoa são satisfeitas justamente porque os desejos de outras pessoas foram realizados. 

Eis um exemplo que vivenciei recentemente.

A minha neta estava desesperadoramente doente, o que fez com que meu desejo mais premente fosse levá-la a um médico.  Seu consultório ficava aberto até tarde, assim como a drogaria imediatamente ao lado.  Ainda bem.  Fui ao consultório, recebi a indicação do remédio, saí dele, fui à farmácia ao lado e já saí de lá com o remédio e todos os demais materiais necessários para restaurar a saúde dela.  Ninguém vai me dizer que isso foi uma demanda superficial.

Mas agora é que vem o principal.  A farmácia só pôde ficar aberta até tarde porque ela está localizada em um edifício comercial onde o acesso é fácil e o custo total do aluguel pode ser dividido por todos os outros estabelecimentos comerciais que alugam as outras salas desse edifício.  E quais são esses outros estabelecimentos comerciais?  Cabeleireiros, manicures, sorveterias, docerias, lojas de materiais esportivos, e até mesmo por uma loja que faz a decoração de festas.  Ou seja, todas elas lojas que vendem coisas "superficiais".  Todas elas pagam aluguel.  E isso possibilitou a existência daquela farmácia. 

O edifício não teria sido construído se a incorporadora não imaginasse que ele também seria demandado para essas coisas menos urgentes, assim como os proprietários dos imóveis não os alugariam caso também não houvesse essas necessidades menos urgentes.  E aí provavelmente aquela farmácia não estaria ali.

O mesmo raciocínio é válido para os equipamentos e a mão-de-obra utilizados no consultório médico que me atendeu.  Eles são menos caros e mais acessíveis do que seriam em outras circunstâncias justamente por causa da existência de demandas não-essenciais de consumo.  Por exemplo, os computadores utilizados nessa clínica eram de ponta, e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames, de apostadores profissionais e de demais pessoas que utilizam a internet para fazer coisas "não-essenciais".

E o mesmo ponto pode ser feito sobre "bens de luxo" e tecnologias de vanguarda.  Os ricos são os primeiros a adquiri-los e a utilizá-los.  Ao fazerem isso, os defeitos inerentes a todo e qualquer produto recém-criado vão sendo descobertos e corrigidos.  Ato contínuo, os imitadores começam a surgir.  Capitalistas empreendedores, em busca do lucro, começam a fornecer produtos semelhantes e mais baratos, sempre querendo se aproveitar de um nicho de mercado ainda não atendido.  Com o tempo, os preços despencam e aquela mesma tecnologia que antes estava restrita apenas aos mais ricos se torna disponível para as massas. 

Pense em qualquer bem ou serviço que hoje seja amplamente tido como uma necessidade básica: você descobrirá que ele utiliza produtos, tecnologia e serviços que foram inicialmente criados para atender demandas superficiais.  Por esse prisma, não é errado dizer que foram os ricos que forneceram o capital necessário para esses investimentos.

Talvez você pense que qualidade de vida não é algo muito importante.  Afinal, é realmente importante que as pessoas tenham acesso imediato a farmácias, supermercados e produtos tecnológicos?  Sim, é.  A resposta mais fácil é aquela que recorre aos direitos naturais: um indivíduo deve ter a liberdade de escolher e de consumir o que ele quiser.  Mas há outra resposta, ainda mais poderosa, que está escondida em alguns dados que raramente ocupam nossas mentes.

Considere a expectativa de vida nessa nossa era do consumismo.  Em 1900, as mulheres em média morriam aos 48 anos de idade, e os homens, aos 46.  Hoje?  As mulheres vivem até os 80, e os homens, até 77.  Essa mudança se deveu a uma maior oferta de alimentos, a empregos menos perigosos, a melhores condições de saneamento e de higiene, a um maior acesso a serviços médico (os quais também melhoraram de qualidade), e a toda uma gama de fatores que contribuem para aquilo que chamamos de "padrão de vida".  Somente desde 1950, a taxa de mortalidade infantil caiu 77%.  Como resultado, a população mundial está aumentando exponencialmente.

É fácil olhar esses números e imaginar que eles também poderiam ter sido alcançados sem capitalismo e sem mercado, mas sim com um comitê de planejamento central no qual burocratas controlariam tudo relativo à saúde ao mesmo tempo em que evitariam todo esse odioso consumismo gerado por ela.  O problema é que esse tipo de planejamento central já foi tentado nos países socialistas, e seus resultados foram exatamente na direção contrária em termos de estatísticas de mortalidade.  Enquanto os soviéticos vituperavam contra o Ocidente, dizendo que o consumismo gerava pobreza, a pobreza no Ocidente estava caindo e a longevidade, aumentando, e em grande parte por causa desse consumismo que os soviéticos condenavam.

Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista.  Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.  Esse desejo por um retorno ao primitivismo nada mais é do que uma tentativa de dar um polimento lustroso aos inevitáveis efeitos das políticas socialistas.  O que essa gente está realmente nos dizendo é que devemos amar a pobreza e odiar a fartura.

Mas a beleza da economia de mercado é que ela permite a todos uma escolha.  Para aquelas pessoas que preferem morar em tendas em vez de em apartamentos com encanamento, que preferem arrancar os próprios dentes em vez de ir ao dentista, e que preferem nozes arrancadas da árvore em vez de comprar latas de nozes no supermercado, elas têm perfeitamente o direito de adotar esse estilo de vida.  Nada as impede.  Mas não deixe que elas digam que são contra o "consumismo".  A nossa própria sobrevivência depende do ato de vender e comprar.  Ser contra o comércio é ser contra a própria vida.



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Diversos Autores

  • Trevor Reznik  28/04/2014 15:23
    Não sei se foi pura coincidência, ou se a ordem dos artigos atuais do IMB de alguma forma me influenciou, mas eu estava refletindo sobre a importância do consumismo ontem mesmo. Ótima escolha de artigo.
  • Andre  28/04/2014 16:10
    "e isso só se tornou possível porque técnicos e empreendedores inovaram para atender às demandas de aficionados por videogames".

    Graças aos avanços tecnológicos financiados pelo aficionados em videogames já existem, por exemplo,
    máquinas de ressonância magnética que geram imagens tridimensionais em tempo real. Dentre muitas outras coisas que só processadores rápidos nos permitem fazer.

    "Atualmente, a crítica ao consumismo vem adornada de um manto ambientalista. Segundo essa gente, temos de praticamente voltar ao estado básico da natureza, parar de dirigir automóveis, fazer uma pilha de adubos, cultivar nossos próprios vegetais, desligar nossos computadores, e comer nozes de árvores.".

    Nessas horas eu digo: Tire suas roupas e vá já para a floresta, sem levar NADA, só assim você ficará livre de todas as coisas inventadas pelo homem, livre de qualquer consumismo.
    Os hipócritas nunca foram.
  • Dan  28/04/2014 16:21
    Um dos melhores textos do IMB
  • Emerson Luis, um Psicologo  28/04/2014 16:39

    Concordo com o autor. Muitos usam o termo "consumismo" para condenar o livre-mercado. Porém, outros o usam para se referir a comportamentos viciosos como a compra compulsiva. Precisamos analisar o contexto das palavras de alguém para entender o que ele quer dizer com certo termo.

    * * *
  • Andre Cavalcante  28/04/2014 17:26
    Concordo Emerson.

    Este site, inclusive, possui vários textos (artigos) em que o conceito de consumismo está ligado aos ciclos econômicos e é associado à prática do governo de diminuir os juros artificialmente, o que sinaliza às pessoas que é hora de consumir o máximo possível (a fase do boom) e, como a economia não vai crescer na mesma proporção uma vez que não houve uma produção efetiva de riqueza, uma hora o governo aumenta os juros e quebra todo mundo (a fase do burst). Claro que, no contexto do ciclo econômico, o consumismo (o ismo muda todo o sentido) é associado com algo ruim, já o consumo "normal" é algo extramente oportuno e vai nascer justamente do oposto ao consumo que é a poupança.

    Já o presente artigo ele toma o termo consumismo quase como sinônimo de consumo.

    Palavras, palavras...

    Abraços
  • Mauricio.  28/04/2014 17:30
    Belíssimo ponto de vista. Eu não aceito nenhum burocrata me dizendo o que comprar e o que não comprar. Eu sei muito bem o que me faz bem e o que me faz mal.
  • Marcos  28/04/2014 23:00
    Vou deixar minha assinatura para receber os comentários, depois leio o artigo.

    Muito bom, Parabéns,.
  • Marcelo Almeida  28/04/2014 23:43
    Hoje em dia, ao menos no Brasil, virou modinha falar mal do consumismo. Porem, ninguém abre mão dos celulares e afins tecnológicos. A retorica dessa gente beira a imbecilidade, se já não é realmente uma estupidez comprovada. O refrão: consumismo, é somente repetido sem o menor entendimento. É estarrecedor saber que nas escolas e universidades a maioria dos professores repete o mesmíssimo discurso hipócrita. O poder deles infelizmente é de propagar a ridícula teoria socialista, mas nenhum abre mão das facilidades que o livre mercado oferece. Conheço uma professora universitária que é marxista, porem adora se emperiquitar com artigos de grife. Alguém consegue entender isso?
  • Rodrigo Amado  28/04/2014 23:46
    "Porem, ninguém abre mão dos celulares e afins tecnológicos.".
    E essas pessoas postam criticas ao consumismo usando seus celulares modernos que tem acesso ao Facebook.
    Ora, se é para não ser consumista então basta um celular que fale e mande SMS, quando muito.

  • Marcelo  29/04/2014 00:17
    Conheço uma professora universitária que é marxista, porem adora se emperiquitar com artigos de grife. Alguém consegue entender isso?

    Claro que sim. Você conhece algum marxista que deseje, depois do advento da revolução, integrar o proletariado e viver como um abnegado? Todos querem ser "comissários do povo", "planejadores centrais" ou fazer parte da burocracia estatal. Marxismo não passa de um truque utilizado para ganhar o poder.
  • mauricio barbosa  29/04/2014 00:54
    O passeio socrático serve para o consumista compulsivo refletir,agora o mercado sobrevive mesmo sem estes consumistas compulsivos por incrível que pareça,portanto os críticos do capitalismo deveriam se tocar e parar de falar asneiras,afinal cada sabe onde o calo lhe aperta,somos responsáveis por nossos atos e não precisamos de sociólogos(esquerdopatas)ditando regras de estilo de vida para nós...
  • mauricio barbosa  29/04/2014 05:27
    O abstêmio do consumo a moda Socrática se comporta igual a um avarento,entesourador e também a um poupador com seus recursos aplicados em uma instituição financeira,enfim até na economia a filosofia sócrates é aplicavel.
  • rogerio  29/04/2014 08:26
    Interessante esse texto.

    Gostaria de frisa que o consumismo muda de lado, antes ele procura a oferta e demanda de produtos, a empresa tinha que produzir mais e mais para se manter.

    Agora tudo se reaproveita, e o mercado esta se tornando livre, você simplesmente muda o serviço e o torna mais acessível com preço baixos, e claro que o empreendedor aproveita tem a tecnologia a seu favor. Basta simplesmente direcionar o serviços, é questão de compartilhar, trocar, emprestar ou alugar (economia colaborativa) que retorna a prática do escambo.

    Ai temos a criatividade para buscar meios de venda de tudo, produtos e serviços diferenciados, uma gama de escolhas que o consumidor pode optar.

    O problema maior é que as empresas preferem continuar a seguir o mesmo padrão, que as tornou vulneráveis, se não for sustentável, dançou amigo! Como também na questão de você inovar e colocar algo que corra risco para gerar um valor, pois o dinheiro fala mais alto e se vocês investe numa empresa para gerar novidade, esta fardado a decretar falência (essa questão eu friso, pois vou ser empreendedor e estou estudando para isso).

    O mercado se torna competitivo com novas ideias e novas formas de serviço, você não precisa mais comprar um carro, simplesmente pode alugar um e deixar de ter um veículo para não ser mais um e meio a multidão, deixando as ruas caóticas da sua cidade. Como também simplesmente ter um aplicativo de carona e poder usar o serviço dividindo com outras quatro pessoas.

    Esta tudo se tornando mais humano, em prol da pessoa e naquilo que faça ela ficar satisfeita, estamos enxergando exatamente isso. Uma mudança que ocorre lá fora, e que vai demorar anos luz para ocorrer na nossa sociedade, pois um país atrasado e a sua burocracia amarra novas empresas inovações em gerar serviços como esses descrito no texto.

    Ai vai a minha opinião.

  • Paulo  29/04/2014 10:46
    Aplausos... O que nos falta, ainda, é o 'consumismo' pelo desenvolvimento intelectual, similar ao do tecnológico... captar a ciência (interpretação dos fenômenos) e a filosofia das nossas percepções e discernimento sobre a vida.

    Acho que se cada usuário da internet compreender a ciência física/biológica e econômica (do caminho de um peixe até a sua mesa), talvez, ocorreria um salto no desenvolvimento social e político, que ainda não inovaram para atender o livre arbítrio "padrão de vida" (o que é pobre/rico na tribo X de Warren Buffett ou na de Y José Mujica, no conceito de satisfação).

    Sobre "padrão de vida", em paralelo à arte (música), aos sentimentos, as palavras são como notas, é um contínuo, cuja nossa faixa de audição (sensibilidade) é o fator limitante, ou seja, o vocabulário limita as expressões dos nossos pensamentos.

    Não existe mais um novo "padrão de vida", apenas os instrumentos/meios foram alterados (de cartas para email, de um cavalo para 122cv, do escambo para moeda, etc.), acredito que o nosso padrão de vida é consumi-lo, com o tempo.
  • Sergio  29/04/2014 12:04
    Gosto de pensar que o mercado é como a água: sempre acha um caminho. Uma saída. Excelente artigo.
  • Piada  30/04/2014 18:54
    E os governos, esponjas.
  • Homem Verde  15/06/2014 17:52
    Não devemos permitir que ideias socialistas autoritárias distorçam a realidade. Amemos a todos.
  • Allan  07/10/2014 15:22
    Este tipo de vídeo, tem feito a cabeça dos jovens, principalmente as vítimas do sistema educacional atual, o qual sabemos ser descompromissado de tendencialismo ideologico:
    https://www.youtube.com/watch?v=xEgPp1VGWsM
    Este tipo de desinformação tem se tornado viral, são bem didáticos em desinformar.... Pois bem, isso cria apoiadores de controle estatal totalitário na economia dentre outras ameaças que a subversão ideológica pode oferecer.

    Poderiam me indicar algum material para contra argumentar este tipo de ataque ao capitalismo?
  • Murilo Azenha  14/12/2014 04:17
    Não sou contra o consumismo, mas penso que ele deveria ser feito de forma sustentável, vivemos em um planeta FINITO, então logo seus recursos irão acabar, então uma sociedade de consumo sustentável, isto é que reaproveite seus próprios produtos defasados é fundamental. Li em um artigo uma vez, que se todos os habitantes do planeta vivessem igual aos norte-americanos e europeus, em 2025 precisaríamos de mais 2 planetas igual ao nosso. Resumindo o consumismo é fundamental para o nosso desenvolvimento e a nossa vida moderna, porém deve ser feito de forma racional e sustentável, afinal não temos recursos infinitos, e a população aumenta de tamanho e consome cada vez mais, o que esgotará os recursos, tem que haver uma reciclagem dos produtos, e não somente mandarmos os produtos defasados de navios para países de terceiro mundo.
  • Giancarlo  16/12/2014 19:03
    Murilo,

    Com muito esforço eu acredito que teu comentário seja sincero, e por isso me disponho a respondê-lo.

    O artigo que tu leu é uma idiotice. A economia está intimamente ligada à escassez de recursos, então, esta possibilidade de 'consumirmos' dois planetas é uma babaquice tão grande que dificulta a explicação. Veja bem, tão logo os recursos passassem a ficar mais escassos, mais caros estes ficariam (menos acessíveis), obrigando naturalmente uma redução do consumo.

    Esse papo de que deve ser feito de forma "racional e sustentável" é arrogante, percebe? Pois, todo consumo já é feito de forma racional e sustentável, desde quando tu mata um porco e utiliza até as orelhas até quando tu desliga a luz da tu empresa para economizar da conta de energia elétrica (todos os recursos têm seu preço). O único consumo feito de forma irracional é o do estado, que como adquire parte de sua parte de seus recursos via criação de dinheiro do nada e a outra parte por meio do roubo (ou tributação), gasta deliberada e ineficazmente, sem preocupar-se com a escassez ou aumentos de preços.

    Portanto, não caía nessa ladainha de ambientalistas arrogantes que desejam controlar a vida de outras pessoas. A imensa maioria de 'documentários' e 'estudos' alarmistas sobre meio ambiente é financiada com verba pública. Essa escória que se acha superior ao restante dos mortais que levam o mundo nas costas.

    Abraço
  • Bruno  26/06/2015 01:36
    Giancalo,

    Teu ponto de vista faz sentido, mas creio que não condiz completamente com a realidade, infelizmente. Digo infelizmente porque ainda não consegui formar em minha cabeça uma ideia sobre isso que me convença, sempre que penso sobre o consumo vejo que há sim dois lados na moeda e não consegui encontrar um ponto de equilibrio. Ontem mesmo vi uma notícia que o Puma Cougar foi oficialmente declarado extinto. Isso é sustentável!? Quer dizer, o animal levou milhares de anos para se adaptar e o homem destruiu o seu habitat natural em menos de um século e levou o bicho a extinção. Isso não pode ser considerado sustentável!

    Por outro lado, concordo com o que o texto diz e com o teu comentário, por isso comecei dizendo que não consigo ainda ter uma opinião formada sobre o assunto.

    Abraço,
  • Rodrigo Amado  26/06/2015 12:31
    "Puma Cougar foi oficialmente declarado extinto. Isso é sustentável!? Quer dizer, o animal levou milhares de anos para se adaptar e o homem destruiu o seu habitat natural em menos de um século e levou o bicho a extinção.".

    Se foi extinto é porque não se adaptou.
    Já os gatos, mesmo sendo mais fracos que o puma, não foram extintos. Ainda...

    É impossível preservar todas as espécies animais, o tempo todo muitas delas são extintas naturalmente.

    E não entendo porque isso não seria "sustentável", por acaso o ser humano depende do Puma Cougar para sobreviver?

    E além do mais, no final das contas, suponhamos que o homem cause tanto estrago que acabe por dar fim à própria raça humana. Então nesse caso o problema estaria resolvido, pois não haveria mais nenhum humano para atrapalhar os seres vivos irracionais que sobrarem.
    E tanto faz se sobrasse ou não algum ser vivo após o hipotético fim da raça humana, pois em bilhões de anos o sol vai apagar e a toda a vida na terra será extinta de qualquer forma.
    Assim sendo a única esperança é que o homem crie tecnologia suficiente para viver em outros planetas que orbitem outras estrelas.
    Se algumas espécies tiverem que ser extintas prematuramente durante o processo, então que seja, elas seriam extintas mesmo daqui há alguns bilhões de anos.

    E talvez os gatos sejam extintos quando o homem começar a viajar para outros planetas, pois nessa época pode ser que eles não sejam mais tão queridos e sejam deixados em paz na terra, à mercê do efêmero (em escala de tempo geológica) sol.
  • Andre Cavalcante  17/12/2015 15:05
    Nem isso,
    A cada 10000 anos aproximadamente, a Terra entra em uma era glacial (na verdade são 90.000 anos de gelo e 10000 anos de calor). Logo todos os animais, inclusive o homem, devem se adaptar. Com a última que temos notícia aconteceu a mais de 11000 anos, o fato de o clima estar esquentando é um ótima notícia (ou a era glacial está atrasada ou o homem conseguiu revertê-la).


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