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Invalidando o estado - quatro argumentos contra o governo

Sempre que a questão da dissolução do estado é levantada, há duas objeções que inevitavelmente surgem. 

A primeira objeção é aquela que diz que uma sociedade livre e sem estado só seria possível se absolutamente todas as pessoas fossem perfeitamente boas e racionais.  Em outras palavras, isso significa que os cidadãos de hoje devem ser submetidos a um estado centralizador e detentor do monopólio da violência porque existem pessoas ruins no mundo.

O primeiro e mais óbvio problema com este argumento é que, se existem pessoas ruins na sociedade, então inevitavelmente também haverá pessoas ruins dentro do estado — e, consequentemente, tais pessoas serão ainda mais perigosas.

Em um arranjo sem estado, os cidadãos são capazes de se proteger de indivíduos malvados; porém, se estes indivíduos malvados agora estiverem no controle de um aparato estatal agressivo, detentor do monopólio da violência, armado até os dentes e com um grande poderio policial e militar, tais cidadãos não terão a mais mínima chance.

Logo, o argumento de que precisamos do estado porque existem pessoas malvadas é inerentemente falacioso.  É justamente por existirem pessoas malvadas que o estado tem necessariamente de ser desmantelado, uma vez que tais pessoas malvadas serão tentadas a utilizar o poder do estado para alcançar seus próprios objetivos — e, ao contrário dos ladrões e assaltantes comuns, pessoas malvadas no comando de um aparato estatal usufruirão do poderio policial e militar para impor seus caprichos sobre uma população indefesa e compulsoriamente desarmada.

Por uma questão de lógica, há quatro possibilidades quanto à combinação de pessoas boas e más no mundo:

1. Todos os indivíduos são morais

2. Todos os indivíduos são imorais

3. A maioria dos indivíduos é imoral, e uma minoria é moral

4. A maioria dos indivíduos é moral, e uma minoria é imoral

(Um equilíbrio perfeito entre bem e mal é estatisticamente impossível)

Analisemos cada um destes casos.

1. Quando todos os indivíduos são morais

Neste primeiro caso, o estado é obviamente desnecessário, dado que não há como existir o mal.

2. Quando todos os indivíduos são imorais

Neste segundo caso, não se pode permitir que o estado exista, e por um motivo muito simples.  Como geralmente se argumenta, o estado tem de existir porque há no mundo pessoas más que querem fazer maldades e que só podem ser contidas por meio de uma represália do estado (polícia, prisões etc.).  Um corolário desse argumento é que, quanto menor for o temor de represálias, mais maldades essas pessoas estarão propensas a fazer. 

No entanto, o estado em si não está sujeito a nenhum controle.  O estado é a própria lei.  A única restrição teórica sobre o aparato estatal é decisão voluntária de seus próprios membros.  Mesmo nas democracias ocidentais mais avançadas, quantos políticos e policiais realmente vão para a cadeia?  Sendo assim, se pessoas más existem e estão sempre propensas a cometer maldades, e se elas sabem que só podem ser contidas pela força, então esta sociedade jamais pode permitir a existência de um estado, pois estas pessoas más irão imediatamente tomar o controle deste aparato estatal com o intuito de cometer maldades e ao mesmo tempo evitar represálias. 

Portanto, em uma sociedade totalmente formada por indivíduos maus e imorais, a única esperança para a estabilidade seria um regresso ao "estado natural", no qual a totalidade da população estaria armada.  Neste arranjo, o constante temor de retaliação iria ao menos arrefecer os impulsos maléficos dos mais diversos grupos.

3. Quando a maioria dos indivíduos é imoral, e uma minoria é moral

O terceiro caso é aquele em que as pessoas são majoritariamente más, e apenas algumas são boas.

Se o arranjo é este, então também não se pode permitir a existência do estado, uma vez que, por uma questão de distribuição estatística, a maioria daqueles que estiverem no controle do aparato estatal será composta por pessoas más, as quais terão poderes sobre a minoria de pessoas boas.

Mais ainda: não se pode permitir qualquer resquício de democracia sob este arranjo, dado que a minoria de pessoas boas será inevitavelmente subjugada pelas vontades democráticas da maioria de malvados.  Defender democracia sob este arranjo é uma completa irracionalidade.

As pessoas más, que querem infligir maldades sem qualquer temor de represálias, irão inevitavelmente assumir o controle do aparato estatal e utilizar seus poderes para cometer suas maldades sem qualquer temor de represálias.  As pessoas boas não agem moralmente porque temem represálias, mas sim porque apreciam a bondade, a serenidade e a paz de espírito — e por isso, e ao contrário das pessoas más, elas não têm nada a ganhar caso assumam o controle do estado.

Portanto, neste arranjo podemos ter a certeza de que o estado será controlado por uma maioria formada por pessoas más e irá subjugar todo o resto da população (tanto as pessoas boas quanto as pessoas más).  Os maiores perdedores serão, obviamente, as pessoas morais.

4. Quando a maioria dos indivíduos é moral, e uma minoria é imoral

O quarto caso é aquele em que as pessoas são majoritariamente boas, e apenas algumas poucas são más.

Esta possibilidade está sujeita aos mesmos problemas delineados acima.  As pessoas más estarão sempre querendo assumir o controle do estado com o intuito de se protegerem de retaliações.

Mas esta opção, no entanto, altera a aparência da democracia: dado que a maioria das pessoas é boa, as pessoas más que querem chegar ao poder terão de mentir para as pessoas boas, fazendo inúmeras promessas aparentemente sensatas, bondosas e caritativas para que assim consigam chegar ao poder. 

E então, uma vez no poder (algo que sempre irá ocorrer, pois pessoas más são naturalmente astutas na arte do engano e da dissimulação), essas pessoas más irão imediatamente revelar sua verdadeira face e sair em busca de seus objetivos perversos, impingindo seus desejos por meio do aparato regulatório, jurídico, policial e militar do estado.  Este, é claro, é o arranjo vigente nas democracias atuais.

Assim, o estado permanece sendo o maior prêmio a ser conquistado pelas pessoas más.  Uma vez conquistado, essas pessoas más irão rapidamente assumir o controle total de seu assombroso poder — consequentemente, a existência do estado também não pode ser permitida neste cenário.

Consequências

Não há, portanto, nenhuma situação na qual a existência de um estado pode ser defendida por meio da lógica. 

O único arranjo em que a existência do estado pode ser justificada seria aquele em que a maioria dos indivíduos é má, mas o controle do estado está — e para sempre estará — nas mãos de uma minoria de indivíduos bons.

Esta situação, embora seja interessante na teoria, não se sustenta logicamente pelos seguintes motivos:

a) A maioria formada por indivíduos maus iria rapidamente desalojar a minoria de bons por meio do voto; ou então iria sobrepujá-la por meio de um golpe;

b) Não há nenhuma maneira de garantir que somente as pessoas boas estarão para sempre no controle do estado; e

c) Ao longo de toda a brutal história da existência do estado, não há absolutamente nenhum caso em que tal arranjo tenha prevalecido.

O erro lógico em que as pessoas incorrem ao defender a existência do estado é que, por algum motivo insondável, elas genuinamente supõem que o estado será necessariamente controlado por pessoas ínclitas, probas, honestas e bem-intencionadas, e que as pessoas más estarão para sempre fora do aparato estatal e permanentemente pacificadas.  Os juízos morais coletivos que elas aplicam aos cidadãos comuns não são igualmente aplicados ao grupo que as governa. 

Por uma questão puramente estatística, se 50% das pessoas são más, então pelo menos 50% das pessoas que estarão no comando também serão más (aliás, muito provavelmente esta porcentagem será maior, uma vez que pessoas más sempre estão propensas a buscar poder).  Logo, a existência da maldade jamais pode justificar a existência do estado.  Se não há maldade, o estado é desnecessário.  Se a maldade existe, o estado passa a ser perigoso demais para que se permita sua existência.

A segunda objeção

Como mencionado no primeiro parágrafo deste artigo, as pessoas geralmente cometem dois erros quando confrontadas com a ideia da dissolução do estado. 

O primeiro erro é acreditar que o estado é necessário porque existem pessoas más.  Os problemas lógicos desta crença foram explicitados acima. 

O segundo erro é acreditar que, na ausência do estado, surgirão instituições muito piores, as quais crescerão e inevitavelmente assumirão o lugar do estado.  Consequentemente, agências de segurança privada, seguradoras, e organizações de arbitração de litígios passam a ser consideradas como cânceres em potencial, que irão crescer, se avolumar e assumir o controle do organismo político.

Este raciocínio tem as mesmas raízes do primeiro erro analisado.  Ora, se todas as instituições sociais estão continuamente tentando aumentar seu poder e impor suas vontades sobre terceiros, então, por essa mesma razão, não se pode permitir a existência de um estado centralizado.

Afinal, se é inevitável que um grupo sempre irá tentar adquirir poder sobre todos os outros grupos e indivíduos, então esta sede de poder não irá acabar se um deles chegar ao poder.  Ao contrário: uma vez no poder, sua ânsia de dominação irá se espalhar por toda a sociedade, até que a escravidão seja a norma.  Em outras palavras, a única esperança para a liberdade individual é que haja uma total proliferação de grupos armados, cada um com o poder de infligir males ao outro, de modo que todos terão medo uns dos outros, o que consequentemente os tornará relativamente pacíficos.

É muito difícil entender a lógica e a inteligência do argumento de que, para nos protegermos de um grupo que pode nos sobrepujar, temos de apoiar um grupo que já nos sobrepujou.  Tal argumento é similar àquele outro argumento estatista sobre monopólios privados: os cidadãos devem criar um monopólio estatal porque receiam que surja algum monopólio privado.  Não é necessária uma inteligência aguçada para perceber a tolice deste raciocínio.

Conclusão

Por fim, qual é a evidência que sustenta o raciocínio de que poderes descentralizados e concorrentes promovem a paz?  Em outras palavras, existe algum fato que podemos usar para sustentar a ideia de que um equilíbrio de poder é a única chance que o indivíduo tem para a liberdade?

O crime organizado não é um bom exemplo, pois quadrilhas regularmente corrompem, manipulam e utilizam o poder da polícia estatal para impingir suas próprias regras.  Logo, máfias e outras quadrilhas organizadas não podem ser consideradas um arranjo que opera em um estado natural, pois elas próprias fazem uso do aparato estatal que detém o monopólio da violência. 

Um exemplo mais útil seria o fato de que nenhum líder político jamais declarou guerra a outro líder político que possuísse armas nucleares.  No passado, quando havia líderes que se sentiam imunes a retaliações, eles estavam mais do que dispostos a matar sua própria população ao enviá-las a guerras.  Atualmente, dado que eles próprios estão sujeitos a uma aniquilação nuclear, tais líderes só têm coragem de atacar países que não têm como contra-atacar.

Eis aí uma lição instrutiva sobre por que líderes políticos se esforçam para desarmar sua população e torná-la dependente do governo.  E eis aí um bom exemplo de como o temor de represálias — o qual é inerente a um sistema equilibrado de poderes descentralizados e concorrenciais — é único método comprovado de assegurar e manter a liberdade individual. 

Temer fantasmas imaginários e se entregar à falsa sensação de proteção fornecida pela opressão estatal irá apenas garantir a destruição de todas aquelas liberdades que fazem com que a vida valha a pena ser vivida.



autor

Stefan Molyneux

já foi ator, estudante pós-graduado e empresário do ramo de software. Hoje ele se dedica inteiramente à filosofia. Já escreveu sete livros, todos disponíveis em seu website.


  • Romilson Carvalho  04/04/2014 13:32
    Este texto é interessante e nos leva a pensar de forma não convencional.

    Mas por ser teórico (me refiro aos 4 casos), creio que um aprofundamento do estudo mudaria algumas conclusões.

    O cenário 4 é que considero mais realista e próximo do Brasil. Neste caso, acredito eu, o estado seria composto de uma maioria boa e uma minoria má.

    Mas creio que pessoas boas não necessariamente são bobas. Muito pelo contrário. No caso do Brasil, acredito eu, falta às pessoas boas mais conhecimento: financeiro e econômico principalmente.

    Isto eu creio ser a maior arma contra a minoria má. Dentre as pessoas desta maioria boa, há um grande percentual que ainda não percebeu o valor que cada indivíduo possui na sociedade. E que a busca pelo conhecimento é que melhora suas decisões. E aqui considero valioso aquela ideia: "A busca pela satisfação individual gera um bem estar coletivo".

    Então não acredito que a minoria má tomaria controle do estado como dito no texto, no caso do cenário 4. Depende do grau de conhecimento da maioria boa.
  • Edmilson  04/04/2014 13:46
    "O cenário 4 é que considero mais realista e próximo do Brasil."

    Eu também.

    "Neste caso, acredito eu, o estado seria composto de uma maioria boa e uma minoria má."

    Exatamente o contrário do que sempre ocorreu no Brasil. Não é nem questão de opinião, mas sim de empiria.

    Logo, o resto das suas elucubrações simplesmente não se sustenta, principalmente aquele seu esquisito último parágrafo, totalmente desconectado da realidade observada.
  • Romilson Carvalho  04/04/2014 16:23
    Caro,

    A União possui cerca de 1 milhão de servidores. Estes servidores compõe o Estado.

    Mas estes servidores também fazem parte da população brasileira.

    Ou algo em torno de 0,5% da população brasileira. Uma boa amostra.

    Eu acredito que a maioria no Estado é moral e a minoria é imoral.

    Pelo que entendi você discorda disso.

    Sendo estes 0,5% uma amostra da população geral, estatisticamente podemos concluir que refletem a moralidade (ou imoralidade) da população.

    Se você refletir racionalmente, ao invés de usar as emoções como fez em sua resposta, verá contradição em suas palavras.





  • Edmilson  04/04/2014 17:51
    "A União possui cerca de 1 milhão de servidores. Estes servidores compõe o Estado."

    Já começou mal. A União é apenas um terço do estado. Os níveis estaduais e municipais também são estado. Por que você os ignora?

    Outra coisa: essa cifra de 1 milhão, além de ignorar os aposentados e pensionistas, se refere apenas aos concursados. Até onde sei, ela não leva em conta os burocratas das agências reguladoras e dos ministérios, que são quem realmente comandam o show.

    "Mas estes servidores também fazem parte da população brasileira. Ou algo em torno de 0,5% da população brasileira. Uma boa amostra."

    O total geral de funças na ativa é de aproximadamente 10 milhões. Estaduais e municipais também têm de ser contabilizados. Mas ok, prossigamos.

    "Eu acredito que a maioria no Estado é moral e a minoria é imoral. Pelo que entendi você discorda disso."

    Você entendeu que eu discordo disso?! Então a coisa tá muito feia. Aí já entramos no terreno da total incapacidade de leitura. Veja a primeira frase sua que eu selecionei na minha primeira postagem ("O cenário 4 é que considero mais realista e próximo do Brasil.") e veja qual foi o comentário a ela ("Eu também.").

    Ou seja, eu disse mais do que explicitamente que concordo com essa representação estatística. Mas você disse que eu discordo. Complicado...

    "Sendo estes 0,5% uma amostra da população geral, estatisticamente podemos concluir que refletem a moralidade (ou imoralidade) da população."

    Não entendi absolutamente nada deste salto lógico. Como se deu esse raciocínio? Sendo estes 12% uma amostra da população, por que é que "estatisticamente podemos concluir que refletem a moralidade (ou imoralidade) da população"?

    Nonsense.

    "Se você refletir racionalmente, ao invés de usar as emoções como fez em sua resposta, verá contradição em suas palavras."

    Contradição nas minhas palavras?!

    É, realmente, vindo de alguém que deturpou completamente o que eu havia dito, e que não consegue encadear um raciocínio claro, de fato qualquer coisa que eu disser parecerá contraditória.

    Abraço.
  • Lg  04/04/2014 18:15
    "O cenário 4 é que considero mais realista e próximo do Brasil. Neste caso, acredito eu, o estado seria composto de uma maioria boa e uma minoria má. "

    O estado é composto por pessoas que através de violência roubam o fruto do trabalho do povo; Não existe uma pessoa moral no estado, pois todas são sustentadas por esse sistema de coerção.
    Intenções não importam... se eu roubar o trabalho de uma pessoa, ficar com 50% pra mim, e dar os outros 50% para um menino de rua eu não estou fazendo o bem, eu sou apenas um ladrão como qualquer outro.
  • Pedro  05/04/2014 14:59
    Você vive em um mundo imaginário binário. Vem pra realidade fuzzy, vem!
  • Nilo BP  06/04/2014 03:36
    E você evidentemente acredita que o fato de "bem" e "mal" não serem #FFFFFF e #000000 invalida qualquer tentativa de tentar separar um do outro.

    Existem funças "honestos", da mesma forma que existiam soldados americanos "honestos" na invasão do Iraque. Estão lá por ignorância ou falta de fibra moral, nenhum dos quais é desculpa para roubar ou destruir.
  • Rodrigo Garcia Wettstein  06/04/2014 22:48
    O problema aqui é caracterizar o que é mau e o que é bom. Mau para mim é aquele que deixa todo o seu trabalho para um funcionário de igual salário. No Estado existem muitos. O Estado nunca foi representado com a mesma proporção bom-mau da população, questão de atratividade pela segurança contra demissão e noção de não haver punição correspondente.
  • Romilson Carvalho  07/04/2014 00:20
    Caros, o debate é necessário e produtivo.
    Mas também é necessário respeito mútuo.
    Afinal um dos pilares da Escola é a Liberdade.
  • Lucas  04/04/2014 13:56
    Esse é mais um bom texto que serve para matar um tempinho no serviço mas fica por isso mesmo. A falha retumbante do texto e do site e da própria liberdade é que as pessoas simplesmente são emotivas demais. O conjunto da população sempre prefere uma boa história dramática a uma sólida explicação científica, e, portanto, nada disso importa.
    Mesmo que todos os seres humanos achassem algo lógico ainda assim escolheriam o ilógico.
  • Pobre Paulista  04/04/2014 14:06
    Putz, eu sou fã do Molyneux. Foram os textos dele que me converteram de "minarquista" para "anarquista".

    Achei que ele até pegou leve nesse texto, mas dado que o público alvo na verdade são os estatistas, está de bom tamanho!
  • Marconi  04/04/2014 14:24
    Embora esse texto seja uma porcaria, vale a pena comentá-lo pois creio que esse raciocínio é a maior imbecilidade do nosso tempo. Parece que contaminou geral os cérebros do país. Resumo da idiotice: Ou a pessoa é boa ou ela é má.

    Assim, se um sujeito faz algo errado, reprovável, então ele cai na categoria de pessoa má. Mesmo que ele possa ter feito milhares de coisas boas, dependendo da forma como seu erro é transmitido pela tv, pelas fofocas, etc, então o cara pode nunca sair dessa categoria. Por outro lado, se um cara só faz merda a vida inteira mas, numa situação específica, ele age corretamente, então, de forma inversa ao primeiro cara, ele pode cair na categoria de pessoa boa e todos os seus erros serem perdoáveis, pois ele é um sujeito "bacana".

    Como são as pessoas? Embora seja óbvio, parece que pouca gente percebe que o que importa, na verdade, são as ações. Se o cara faz algo errado, então, naquele caso, ele errou. Se o cara age corretamente, então, naquele caso, o cara acertou.

    É claro que, se o sujeito constantemente age errado, propositalmente, ou se a merda que ele tenha feito é muito grave, então podemos classificá-lo como "pessoa ruim", mas sempre tendo em mente que isso é uma simplificação aceitável pra um bate-papo, porém errada.

    Quem geralmente quer separar as pessoas em boas e más são os esquerdistas. Se o Reinaldo Azevedo, por exemplo, critica uma atuação do Joaquim Barbosa e depois o elogia por outra situação, então, na cabeça do esquerdista, ocorre uma enorme contradição, pois ou ele deveria elogiar sempre ou criticar sempre. Ou o cara é aliado ou inimigo.

    Voltando ao texto, é possível sim que o estado crie meios de fazer com que subam ao poder os "melhores". Toda a idéia de separação de poderes vem da observação que o poder "uno" acaba por corromper a pessoa. A democracia é uma tentativa de estabilizar o sistema, garantindo a liberdade individual e selecionando os melhores.

    "O preço da democracia é a eterna vigilância" - Lisa Simpson :-D

    Em resumo: O sistema político deveria ser composto de dois partidos, esquerda e direita, que disputariam o voto não obrigatório, através de 10 debates de 2 horas cada na TV. Campanhas sem recurso nem públicos, nem privados. É tolice gastar recursos em campanhas. Isso para o Executivo. Para o legislativo, algo semelhante.

    Assim, através de vários debates, a verdade vai aparecendo e esse filtro de colocar "os melhores" no poder vai funcionando.


  • Bronson  04/04/2014 21:23
    Os cinco primeiros parágrafos deste comentário são de uma indigência mental tão avassaladora, e de uma cretinice tão estupefaciente, que nem têm como ser comentados. Basta dizer que eles não têm conexão alguma com o conteúdo do artigo. É apenas um emaranhado de palavras desconexas e de pensamentos convolutos.

    Sendo assim, passemos direto para as "soluções" apresentadas pelo cidadão, que conseguem ser ainda mais idiotas do que os cinco primeiros parágrafos (os quais, ao menos, tinham a inocente dignidade do ridículo).

    "Voltando ao texto, é possível sim que o estado crie meios de fazer com que subam ao poder os "melhores"."

    Anseio por saber.

    "Toda a idéia de separação de poderes vem da observação que o poder "uno" acaba por corromper a pessoa. A democracia é uma tentativa de estabilizar o sistema, garantindo a liberdade individual e selecionando os melhores."

    Acho que entendi. Segundo você, a existência de apenas um poder (executivo) tende a corromper e a criar tiranias. No entanto, a existência de três poderes (executivo, legislativo e judiciário) magicamente gera o efeito oposto, levando ao paraíso e ao estado submisso ao povo.

    Um poder atrai apenas os piores. Já três poderes atrairão somente os melhores. Se houver apenas um poder, somente os maus se apossarão dele. Mas se houver três poderes, aí sim os bons triunfarão. É de uma lógica impecável...

    ""O preço da democracia é a eterna vigilância" - Lisa Simpson :-D"

    Tal pensadora está bem no nível da sua perspicácia aqui demonstrada. Escolha coerente, devo admitir.

    "Em resumo: O sistema político deveria ser composto de dois partidos, esquerda e direita, que disputariam o voto não obrigatório, através de 10 debates de 2 horas cada na TV."

    É exatamente assim nos EUA. Só que em vez de 10 debates, ocorrem três. E ninguém assiste aos dois últimos. Curiosamente, por lá, esse sistema mágico não impediu que os maus dominassem o estado.

    "Campanhas sem recurso nem públicos, nem privados. É tolice gastar recursos em campanhas."

    Ué, então não haverá campanha nenhuma. Se não pode haver dinheiro, simplesmente não haverá campanha. Afinal, quem irá trabalhar em uma campanha em que simplesmente não pode haver dinheiro? A galera vai trabalhar de graça?

    Outra coisa: se a sua intenção é dizer que o cara só pode gastar dinheiro do próprio bolso, então piorou. Apenas os poderosos irão se candidatar e eleger. É curiosa essa sua noção de democracia

    "Para o legislativo, algo semelhante."

    Ou seja, no seu arranjo, um barão do tráfico ou um contraventor milionário seriam os mais propensos a se candidatarem e a se tornarem deputados e senadores, pois são um dos poucos capazes de bancar tudo com recursos próprios.

    Na melhor das hipóteses, algum megaempresário se elegeria e criaria leis protecionistas e regulamentações anti-concorrenciais para aumentar a fatia de mercado da sua empresa.

    Você é um gênio absoluto.

    "Assim, através de vários debates, a verdade vai aparecendo e esse filtro de colocar "os melhores" no poder vai funcionando."

    Você diz que o artigo em uma porcaria e, em troca, oferece o maravilhoso raciocínio acima? E conclui primorosamente com a frase acima?

    Sério, por que você teve essa sanha em se auto-humilhar de maneira tão vexatória assim?
  • Guilherme  04/04/2014 21:26
    Mas o Marconi já é conhecido de todos aqui exatamente por esse seu masoquismo. Ele diariamente bate ponto aqui doidinho para que alguém lhe aplique uma sova. Todos os dias ele vem aqui oferecer seu traseiro para ser gostosamente chutado. O que o Leandro fez com ele na seção de comentários deste artigo é coisa digna de ser denunciada como bullying. Se eu fosse esse tal Marconi entrava com processo ;)
  • anônimo  05/04/2014 17:41
    '"O preço da democracia é a eterna vigilância" - Lisa Simpson :-D'
    Lisa Simpson!!? (facepalm)
    Cara, pouca coisa na terra é tão imundamente esquerdista quanto os simpsons.
    E essa frase não é dela, é de Thomas Jefferson.
  • anônimo  05/04/2014 23:53
    Resumo da idiotice: Ou a pessoa é boa ou ela é má.
    De fato isso é ver o mundo de uma forma muito simplista, claro que existem gradações só que isso em nada invalida o argumento do artigo.
    Quando o Molineux diz 'supondo que numa situação tal, todo mundo é mal' é óbvio que ele está falando de uma média, com certeza vai ter gente que é só 10% mau, 20% mau, mas que vão ser tão poucas que vão ter um peso insignificante na estatística.
    A mesma coisa pros casos onde a maioria é boa ou a maioria é má, ele está falando da média.
    Então como a média se mantém em tudo, inclusive na quantidade de gente dentro do governo, o argumento continua válido.

    [iVoltando ao texto, é possível sim que o estado crie meios de fazer com que subam ao poder os "melhores".[/i]]
    Não, não é.As pessoas boas tem mais o que fazer do que ficar se metendo na vida dos outros.Trabalhar pro governo é coisa de gente com a moral questionável, ou que não é capaz de pensar além do óbvio sobre as consequências de suas ações.
  • Carlos  04/04/2014 14:49
    Vou arrancar minha perna esquerda e jogar para aquela onça antes que ela me pegue e arranque a minha direita!
  • Lucas Fernando  04/04/2014 14:59
    Esta semana com tantos escandalos na Petrobras bem que poderiam trazer um novo artigo sobre estatais ou sobre privatização de estatais. Outra noticia recente é sobre o retorno dos impostos no bem-star da sociedade, novamente o Brasil ficou em último, outro assunto interessante que eu queria ver ser abordado aqui no Mises.
  • Leandro  04/04/2014 15:13
    Isso seria chover no molhado. A questão da privatização de estatais foi abordada de maneira completa nestes dois artigos:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=637

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=646

    E sobre a Petrobras -- e, novamente, a maneira correta de desastatizá-la --, tudo foi novamente abordado neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1717

    Sinceramente, não há absolutamente nada de novo que poderia ser dito sobre o assunto.

    E ainda menos sobre impostos. Aliás, o maior mistério para mim, no que tange ao povo brasileiro, é como eles aceitam passivamente pagar impostos em troca dos serviços que recebem. Pior ainda: não obstante os serviços latrinários, a maioria jura que tudo seria ainda pior se não houvesse impostos (o que significa que haveria um imediato aumento médio de 40% na renda de cada cidadão, que agora poderia manter a integralidade de sua renda), de modo que cada um fosse livre para buscar no livre mercado os serviços básicos.

    Isso, pra mim, é algo esotérico.
  • Renato  04/04/2014 15:39
    Leandro, será que não seria um começo os pequenos e médios empresários defenderem a abolição dos impostos para aqueles empreendedores que se comprometerem com o próprio dinheiro financiar (ou gerenciar) escolas e hospitais (clínicas) com o próprio dinheiro, sem a interferência do estado, para ajudar pessoas carentes?

    Acredito que teria uma boa repercussão na sociedade estes empreendedores a fazer cair por terra a tática esquerdista de que "todo empresário capitalista é um explorador".

    Não é isso que diz esse artigo?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1781

    Foi isso que eu escrevi no meu comentário(www.mises.org.br/Article.aspx?id=1743)às 20:48:56.

  • Leandro  04/04/2014 16:00
    Seria um ótimo início. Difícil, no entanto, seria conseguir a aprovação de tal medida. O governo diria que tudo não passaria de um esquema de lavagem de dinheiro e de sonegação.
  • Lopes  04/04/2014 16:23
    Receio ter de concordar com o Leandro nesta improbabilidade. Já pensei muitas vezes em manipular brechas de impostos concedidas pelo governo (que são pouquíssimas, sendo a mais facilmente atingida por pessoas civis a isenção do imposto de renda em caso de determinados tipos de câncer sem estar com amparo do poder público, se não me falha a memória - o que está cada vez mais inatingível com o 'crescimento' do SUS) e também de uns programas sociais estaduais e federais (vide transformar o bolsa família em um programa de isenção de impostos sem fazer difícil a obtenção do atestado de pobreza, o que já seria um avanço), mas a dura realidade é que se aceitos (o que é extremamente improvável), apenas culminariam em um aumento da burocracia (justamente para evitar e a isenção de poucos fortunados de forma em que a tentativa não compense.
  • Guilherme  08/04/2014 00:16
    Aí, Lucas. Feito:

    O que fazer com a Petrobras?
  • Sérgio Duarte  04/04/2014 15:49
    O Estado é sim necessário, dou duas funções que só ele pode plenamente exercer:

    1) Proteger o território nacional e a população brasileira de intervenções militares estrangeiras. Sabemos da clara predisposição dos EUA em manter o status do dólar como moeda internacional de troca. Se o Brasil tivesse uma sociedade que adotasse uma moeda lastreada em ouro, dou toda a certeza que haveria fortes pressões internacionais contra isso. Não sejamos utópicos em acreditar que serviços privados de segurança são capazes de fazer frente militar a OTAN(o dólar e o euro seriam protegidos do ostracismo por ela).

    2) Fiscalizar a entrada de pessoas e produtos no território nacional(para a segurança da população brasileira). Se qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo puder vir livremente para o Brasil, organizações terroristas poderão ser formadas. Tanto organizações terroristas autônomas quando de governos estrangeiros (vide CIA). O objetivo: assustar a população brasileira induzindo-a a querer uma instituição que promova a segurança nacional, instituição essa que transforma-se-a posteriormente num governo capaz de ceder facilmente a pressões internacionais. Se qualquer produto de qualquer lugar do mundo puder vir livremente para o Brasil, nossa segurança estará ameaçada! Poderão, os fabricantes, descumprir rigores técnicos de segurança em automóveis e afins. Assim como usar quaisquer agrotóxicos em alimentos que o Brasil importará! Deixemos a vigilância sanitária a cargo do resto do mundo ?!?
  • Aluno  04/04/2014 15:55
    O Sergio Duarte tem um humor e uma ironia dignos do Típico Filósofo. Mas ainda não se compara ao talento deste.
  • Rosberg  04/04/2014 18:43
    É isso mesmo. O Sergio tem razão. Se não fosse Sarney e Renan Calheiros nos protegendo, estaríamos comendo cimento e a BMW estaria nos vendendo carros sem freio, os quais iriam se espatifar na primeira curva e matar uma porrada de gente. Isso seria ótimo para a imagem da empresa, para seus acionistas e para seus lucros futuros. É assim que capitalistas enriquecem: vendendo produtos ruins e criando para si uma péssima imagem.
  • Pobre Paulista  04/04/2014 19:12
    Faltou dizer "controlar a oferta monetária". De resto você tem toda a razão, sua carreira de humorista tem futuro.
  • Emerson Luis, um Psicologo  04/04/2014 17:15

    É notável como algumas pessoas criticam o controle que a Igreja Católica tinha sobre a população na Idade Média, mas essas mesmas pessoas consideram normal e benéfico o controle que o Estado exerce na nossa vida hoje.

    * * *
  • PESCADOR  04/04/2014 18:17
    É verdade, não faz sentido considerar normal o controle do estado atualmente e criticar o controle da igreja católica na Idade Média. O correto seria criticar o controle do estado sobre nossas vidas atuais e, ao mesmo tempo, deplorar o controle quase despótico que a igreja católica impôs aos cidadãos - católicos e principalmente os não católicos - daquela época.
  • Carlos  17/04/2014 03:30
    Sabendo-se lá que controle despótico era esse!
  • mauricio barbosa  04/04/2014 17:36
    Sérgio Duarte levanta questões que merecem uma resposta contundente por parte do Leandro Roque,haja vista termos memória curta e dificuldade para assimilar certas perguntas capciosas ou não,de maneira que o IMB deveria fazer cursos de economia, macroeconomia e microeconomia na visão austríaca,para o grande público se inteirar do assunto que só é complexo para quem não gosta de estudar e ler...
  • Leandro  04/04/2014 18:24
    Prezado Maurício, é óbvio que o leitor Sergio está apenas fazendo uma ironia bem na linha do Típico Filósofo, como bem disse o Aluno.

    "Poderão, os fabricantes, descumprir rigores técnicos de segurança em automóveis e afins."

    Claro! Afinal, fabricantes de carro lucram vendendo carros ruins e matando seus consumidores, né? Quanto mais carros defeituosos os fabricantes venderem, mais clientes futuros eles conseguirão arrumar, certo? Quanto maior a propaganda negativa trazida pela venda de carros defeituosos, maior será o consumo destes carros e maires serão os lucros destas fabricantes.

    Bobos são os alemães e japoneses que fazem carros bons e confiáveis. Se eles seguirem as dicas do Sergio e passarem a fabricar carroças homicidas, seus lucros dispararão.

    Questão de lógica pura...

    "Assim como usar quaisquer agrotóxicos em alimentos que o Brasil importará! Deixemos a vigilância sanitária a cargo do resto do mundo ?!?"

    Se você realmente acha que os burocratas brasileiros nos protegem dos "malvados capitalistas estrangeiros", por favor, dê um abraço no Homem de Lata aí em Oz.

    De minha parte, sei que eles não fiscalizam nem a gasolina que está sendo vendida sob os narizes deles.
  • mauricio barbosa  04/04/2014 21:23
    Leandro Roque obrigado pela resposta e confesso que as vezes tenho dificuldade de rebater esses estatistas de tanto que eles são insistentes e repetitivos com argumentos capciosos ou não,sabemos que a patrulha ideológica trabalha com má-fé ou boa-fé tanto faz,mas as vezes fraquejo e caio nas esparrelas deles devido a falta de tempo para pesquisar e consolidar meus conceitos e ai fico imaginando a massa mais perdida ainda, existe esperança de mudar esse quadro e o IMB tem feito esse trabalho com brilhantismo e coragem...
  • anônimo  06/04/2014 12:45
    Só faltou rebater um argumento
    O de que o governo, mesmo com pessoas ruins, é menos ruim do que o quadro de todo mundo brigando por ter a maioria ruim.
  • Renato Souza  06/04/2014 19:32
    Como sempre, discordo desse texto ancap. Conforme já coloquei diversas vezes, vejo o estado moderno como uma hipertrofia (no escopo e na área geográfica) dos antigos governos tribais, dos quais é um herdeiro pervertido. E governos não surgem da consideração de que os governados sejam bons ou maus, as pessoas são em parte boas e em parte más. Governos surgem da vontade de ter algo em comum, vontade essa surgida principalmente da necessidade, mas também da psique humana. Por todo mundo, pessoas reunidas em tribos, vilas e cidades, primeiramente delimitaram áreas comuns para viver e trabalhar e depois delimitaram áreas particulares para cada família ou pessoa, dentro do grupo. Fizeram isso por vontade própria, e por vontade própria estabeleceram que a lei seria a mesma dentro do território todo. Essa é a causa da existência de governos. O futuro não pode determinar o passado. O fato de depois estes governos terem ilegitimamente se expandindo em escopo (se transformando em tiranias) e área geográfica (pelo expansionismo militar) não muda os fatos sobre sua formação, e estabelece que as áreas públicas das cidades atuais são todas legitimamente propriedades comuns de seus habitantes, e só por vontade desses poderiam ser privatizadas.
    Só não haverá governo onde a maioria das pessoas forem convencidas de duas coisas:
    1. É possível uma sociedade sem áreas e bens em comum;
    2. Esse arranjo é preferível a qualquer forma de governo.
  • anônimo  06/04/2014 21:14
    Governos surgem da vontade de ter algo em comum, vontade essa surgida principalmente da necessidade, mas também da psique humana.
    Renato Souza, os 'governos' como os líderes tribais das comunidades primitivas, a meu ver, tem mais a ver com a necessidade de sobrevivência num meio hostil.A presença de um líder tornaria mais eficiente a caça, a pesca, a defesa contra outras tribos etc, do que se fosse o cada um por sí.Logo foi muito mais uma seleção quase darwinistica do que essa vontade de ter 'algo em comum'

    Só não haverá governo onde a maioria das pessoas forem convencidas de duas coisas:
    1. É possível uma sociedade sem áreas e bens em comum;

    Eu discordo, acho que é possível ter bens em comum sem nenhum governo pra atrapalhar.Na minha casa tem vários exemplos, há um tempo atrás eu e meus irmãos juntamos dinheiro pra comprar nossos videogames e jogos, todo mundo joga e conserva sem nenhum ser mais dono do que o outro.
  • Eduardo Bellani  06/04/2014 21:17
    Renato,

    Como das ultimas vezes, você confunde o público organizado no sentido estatal, e o
    público desorganizado. O artigo trata do primeiro sentido do termo, e você troca o sentido do termo e critica o artigo com base nesse novo sentido.

    Recomendo novamente a leitura deste artigo, especialmente a primeira seção.

    Abraços.
  • Renato Souza  09/04/2014 16:53
    Eduardo

    Vi o seu comentário há alguns dias, mas ainda não li o artigo. Lerei este fim de semana, e depois respondo.
    .
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    .
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    Anônimo das 21:14h

    Perceba que nós dissemos quase a mesma coisa. Eu havia dito "Governos surgem da vontade de ter algo em comum, vontade essa surgida principalmente da NECESSIDADE, mas também da psique humana". Quanto à parte sobre a necessidade, creio que nós concordamos(imagine você derrubar sozinho árvores enormes usando um machado de pedra, puxar sozinho os troncos e plantar usando instrumentos de madeira e pedra). Mas falei também da psique humana. Vou explicar melhor o que quero dizer. Não há necessidade alguma, por exemplo, de que existam condomínios. Do ponto de vista racional, é sempre (ou pelo menos quase sempre) possível substituir um arranjo em condomínio por outro com um proprietário único das áreas comuns. Entretanto, condomínios são extremamente comuns no mundo todo, e as pessoas sabem que esse tipo de arranjo tem sido freqüentemente fonte de contenciosos. Creio que muitas pessoas sentem necessidade psicológica de possuírem algo do ambiente em que se movem.
  • Renato Souza  18/04/2014 17:08
    Eduardo

    Achei o texto interessantíssimo. Fiquei feliz por algum ancap tocar no assunto de bens públicos, e como eles são gerados naturalmente na interação social. A maioria dos ancaps foge desse assunto.
    Mas confesso que tive alguma esperança de que o texto se aprofundasse a respeito da manutenção de bens públicos. Esse é o ponto mais central nesse assunto. Quando estradas eram simples caminhos usados por todos, não existia a questão da manutenção. Hoje em dia, ou serão privadas, ou mantidas por muitos donos em comum (condomínio). Do meu ponto de vista, arranjos com menos donos são mais livres do que arranjos com mais donos, e a conclusão a que chego é que é preferível que as vias públicas sejam propriedade de grupos menores (condomínios, cidades) do que de grupos maiores (países com dezenas ou centenas de milhões de pessoas).
  • Yago  17/04/2014 02:37
    O argumento foi todo construído com base no princípio

    O Estado existe para conter as pessoas ruins e proteger as pessoas boas, usando do monopólio da força para tanto.

    Acontece que o Estado não é algo tão simples. Sendo o se humano um ser social, o Estado surge de dentro das relações humanas como um contrato social que media as relações entre os indivíduos. A questão da força policial é apenas um dos aspectos do Estado.
    Uma das funções do Estado é também ser o meio de cooperação das forças individuais que o compõe, para que o potencial de produção do ser humano seja aprimorado.

    Outra parte frágil da premissa desse artigo é a consideração de que pessoas são "inerentemente boas ou ruins". Isso não pode ser afirmado. Primeiro por que não existe um consenso sobre o que é bom ou ruim. Segundo por que existe outra vertente de pensamento, a existencialista, que diz que o homem é produto do meio, então as relações humanas que o precedem na sociedade influenciam sua futura essência, seja ela "boa" ou "ruim" (dados os parâmetros concretos).
  • Braddock  17/04/2014 03:12
    "Sendo o se humano um ser social, o Estado surge de dentro das relações humanas como um contrato social que media as relações entre os indivíduos. A questão da força policial é apenas um dos aspectos do Estado. Uma das funções do Estado é também ser o meio de cooperação das forças individuais que o compõe, para que o potencial de produção do ser humano seja aprimorado."

    Um amontoado de platitudes e besteiras politicamente corretas sem sentido que já foram devidamente refutadas nos seguintes artigos:

    O contrato social e o consentimento do governado

    Quando foi que você e eu assinamos o tal 'contrato social'?

    "Outra parte frágil da premissa desse artigo é a consideração de que pessoas são "inerentemente boas ou ruins". Isso não pode ser afirmado. Primeiro por que não existe um consenso sobre o que é bom ou ruim. Segundo por que existe outra vertente de pensamento, a existencialista, que diz que o homem é produto do meio, então as relações humanas que o precedem na sociedade influenciam sua futura essência, seja ela "boa" ou "ruim" (dados os parâmetros concretos)."

    Duh! Enrolou tanto para, no final, dizer -- só que com outras palavras -- que realmente as pessoas ou são boas ou são ruins, só que dependendo do meio em que elas vivem.

    Por que é tão difícil alguém vir aqui com argumentos minimamente sensatos? Quando será que alguém virá aqui oferecer um pensamento minimamente original, que não se limite a repetir chavões e lugares-comuns de professores de oitava série?
  • anônimo  17/04/2014 12:11
    'o homem é produto do meio'<-- a besteira que todo esquerdista adora, porque tira a responsabilidade dele sobre as merdas que ele mesmo faz
  • Carlos  17/04/2014 03:27
    Se alguns seres firmaram um contrato de cooperação, bom para eles. Está no direito deles. Agora qual o direto deles que sabe lá quando firmaram o acordo de me incluir nele? Eu como um ser social consigo formar relações de cooperação na forma forma de amizade, em relações de trabalho, com colegas de faculdade, com a vizinhança. E nisso não incluo obrigações para pessoas que não conheço. Numa empresa ou num conjunto de empresas trocando serviços eu posso ver um potencial de produção aprimorado. No estados atuais difícil dizer que há potencial de algo bom surgir. E numa empresa ninguém inventa obrigação para seres que nem nasceram ou não conhecem a empresa.

    Se não há um consenso entre o que é bom ou é ruim então porque você defende que deve ter gente querendo colocar um estado para impor um "bom" para todos?
  • Carlos Garcia  17/04/2014 09:22
    Então a força policial é apenas um dos aspectos?

    Claro que não! A força policial está presente em TODAS as esferas do estado. É ela que diferencia o estado de uma empresa que firma ações por meio de contratos voluntários. Eu tenho a opção de pagar apenas uma parte dos meus impostos? Não. Se não pagar vou preso. Eu tenho a opção de negar uma regulação qualquer determinada pelo estado? Não. Se não fizer o que eles querem vou preso. Mas que raio de instituição civilizada é essa?! Eles decidem coisas por mim, e eu não tenho o direito de ser a favor ou contra. E não me venha dizer que eu decido alguma coisa através do voto. A falácia da democracia é dizer que o povo de alguma forma controla os políticos pelo voto. Ora, um presidente eleito com 51% dos votos tem tanto poder quanto um eleito com 100%, isso é um absurdo! Depois eles vem reclamar pros liberais que se deixarmos o mercado desregulado surgirão monopólios. Apenas na democracia uma "empresa" que cativa 51% de seus "consumidores" consegue controle absoluto de seu mercado.
  • Elimadás, o Pavêu.  29/04/2014 02:05
    Olá Pessoal!

    Gostei muito da abordagem do Stefan Molyneux.

    Sou novato por aqui...

    Sabe, eu achei esse site fantástico! A minha sensação, quando vislumbrei a real magnitude deste site, foi a de achar um 'tesouro perdido', como a tumba de Tutankamon, as ruínas de Machu Pichu ou os rolos do Mar Morto...

    Digo isso porque um fato cômico entre os brasileiros e vê-los com ojeriza de toda a podridão política 'verde e amarela', mas ainda assim permanecer no Status quo, sem nenhuma reação 'frutífera'. 'Chorar sem ter alguém pra quem ninar...' E eu ERA (talvez ainda seja...) esse tipo de brazuca. As coisas começaram a 'iluminar' quando eu comprei o livro 'Privatize Já', de Rodrigo Constantino. A lógica de Milton Friedman começou a fazer cada vez mais sentido! Quanto menos o estado se mete, mais a economia prospera.

    Enfim, cheguei a este site simplesmente por pesquisar a frase 'Rua privatizada'. (Eu simplesmente não entendia como uma rua privatizada poderia funcionar na prática...)

    Porém, assim como algumas circunstancias de uma 'maravilha recém descoberta' causam sóbrias indagações na mente do 'descobridor', do mesmo modo há algumas coisas que eu não compreendo totalmente sobre a teoria libertária.

    Mas, antes que eu inicie minhas indagações, UMA RESSALVA: "Não pretendo obter pontos de vista de 'esquerdistas' e 'bolcheviques'. Já tenho minha opinião formada a respeito destes... Se for necessário pedir a opinião a tais, sei muito bem onde posso obtê-las. Em suma, se quem lê este comentário pertencer a galera do 'P': T, SDB, STU, SOL, C do B; mantenham a 'opinião vermelha' guardadas no interior de vossas cacholas..."

    Veja um exemplo de minha incompreensão num isolado fragmento do artigo:

    "Em outras palavras, a única esperança para a liberdade individual é que haja uma total proliferação de grupos armados, cada um com o poder de infligir males ao outro, de modo que todos terão medo uns dos outros, o que consequentemente os tornará relativamente pacíficos."

    -> Como isso se daria de maneira prática?

    -> E se (Hipotetic-ON)um determinado individuo, após exagerado consumo de álcool, se envolver numa briga e sacar uma pistola e atirar em todo mundo no bar? E se a galera dele revidar o revide e assim sucessivamente? Poxa, se todos portam armas e, de certa forma são a própria 'policia' (logo, ninguém é visto como tendo razão absoluta, não podendo intervir absolutamente e definitivamente na briga) como se evitaria uma 'mini' guerra civil? Medo de ser revidado? Ora, já viu bêbado ter bom senso??? Isso fora os drogados...

    -> Como tal tipo de ação poderia ser evitada? Armando até os dentes as pessoas?
    [Seria engraçado (comic-on) uma tia legal chegar em casa e falar, "Elimadás, dá licença, onde que eu coloco meu fuzil? Posso colocar ele aqui na mesa? Você quer um pouco de bala tia?"]

    Se um libertário pudesse responder minhas indagações, ficaria imensamente grato.

    P.S:
    Pode ser que alguém note traços de ignorância em minha oratória. Perdoem-me, pois, tal incomodo. No entanto, acolho com regozijo a breviloquência!

    P.S.2:
    Se você é um libertário, com certeza irá concordar com um frase: "Homem tem dominado homem para o seu próprio prejuízo."

    Att.:

    Elimadás da Pavéia.
  • conde loppeux  30/10/2014 20:33
    O texto é tão ruim, tão simplório, tão estúpido do ponto de vista intelectual, que dá até sono. Primeiro, o rapaz não sabe definir o que é uma sociedade política; segundo, as atribuições aparentemente "racionalistas" da política são apenas truques retóricos, que não querem dizer nada.
  • Conde D'Eu  30/10/2014 23:43
    Já o seu comentário foi tão inteligente, profundo e percuciente, que alterou todo o sentido da minha vida. Jamais havia sido tocado de maneira tão intensa por palavras tão paralisastes quanto essas. Seu talento está desperdiçado pelo mundo.


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