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Amenizando as perversidades por meio de figuras de linguagem

Um dos mais ardilosos truques criados pelos defensores de políticas socialistas foi o de recorrer a expressões aparentemente nobres utilizadas para conferir uma aura de legitimidade moral a atos essencialmente maléficos.  Assim, confiscar a propriedade alheia e espoliar o dinheiro de terceiros passou a ser chamado de "espalhar a riqueza", "redistribuir a renda", "cuidar dos menos afortunados", e "atender aos desejos da maioria".

Façamos um experimento mental para ver se você aprova um ato essencialmente criminoso.

Imagine que haja várias viúvas já idosas em sua vizinhança.  Elas não têm a aptidão física para fazer faxina em suas casas, limpar suas janelas, cozinhar e efetuar outras tarefas domésticas.  Tampouco têm elas meios financeiros para contratar alguém para ajudá-las.  

Eis uma pergunta que tenho até receio de fazer: você defenderia um decreto governamental que obrigasse algum dos seus vizinhos a efetuar essas tarefas para as viúvas?

Vou ainda mais adiante: se a pessoa escolhida para obedecer a esse decreto governamental se recusasse a fazê-lo, você apoiaria algum tipo de sanção a ela, como multa, confisco de propriedade ou até mesmo encarceramento?

Tenho a esperança de que a maioria das pessoas iria condenar este decreto estatal.  Elas concordariam que se trata de uma espécie de escravidão — mais especificamente, do uso forçoso de uma pessoa para servir aos propósitos de outra.

Agora, será que haveria essa mesma condenação se, em vez de forçar seu vizinho a realmente efetuar as tarefas domésticas para as viúvas, o governo apenas o obrigasse a dar a elas uma determinada quantia monetária mensal?  Desta maneira, as viúvas poderiam utilizar esse dinheiro para contratar alguém para efetuar as tarefas domésticas.  Por acaso este decreto governamental se difere daquele que obriga alguém a realmente efetuar as tarefas domésticas?

Eu diria que há muito pouca diferença entre os dois decretos.  Mudou apenas o mecanismo da servidão.  Em ambos os casos, uma pessoa está sendo coercivamente usada para servir aos propósitos de outra pessoa.

Tenho quase certeza de que a maioria dos vizinhos iria querer ajudar essas necessitadas viúvas.  Mas também desconfio fortemente que eles considerariam qualquer arranjo que colocasse uma pessoa em uma posição semelhante à servidão algo profundamente ofensivo. 

Por outro lado, caso todos os moradores dessa vizinhança fossem igualmente obrigados a dar esse dinheiro para o governo, que então o repassaria às viúvas, a consciência deles poderia ficar mais amenizada.  Este mecanismo coletivo faz com que aquela vítima de escravidão se torne agora invisível, mas não altera o fato de que há uma pessoa sendo forçosamente usada para servir aos propósitos de outra.  Ser obrigado a dar dinheiro para o governo simplesmente oculta um ato que, caso fosse praticado de maneira mais explícita, seria considerado profundamente imoral e depravado.

É por isso que o socialismo é maléfico.  Ele recorre a meios perversos — confisco e intimidação — para alcançar objetivos que frequentemente são vistos como nobres.  Você ajudar uma pessoa necessitada utilizando o seu próprio dinheiro e os seus próprios bens é uma atitude extremamente admirável e digna de louvor.  Ajudar uma pessoa necessitada utilizando coerção e espoliando a propriedade alheia é algo perverso, imoral e digno de condenação. 

Tragicamente, grande parte dos ensinamentos em voga, propugnados desde as igrejas até as salas de aula, defendem que o governo use uma pessoa para servir aos propósitos de outra.  Os defensores deste arranjo não têm a honra e a coragem de chamá-lo pelo nome correto, e preferem apenas dizer que ser trata de 'caridade' ou de uma 'função social'.

Alguns argumentam que vivemos em uma democracia, e que, na democracia, a maioria decide.  Mas será que o mero consenso da maioria faz com que atos que em outras circunstâncias seriam considerados imorais passem a ser morais e perfeitamente aceitáveis?  Em outras palavras, se os membros de uma vizinhança fizessem uma votação e a maioria decidisse que um determinado membro desta vizinhança — sob ameaça de punição — deveria efetuar as tarefas domésticas das viúvas, tal votação tornaria todo este arranjo moral?

Chega a ser inacreditável a quantidade de pessoas que ainda aceita o argumento de que, se a vida é injusta, a solução é confiscar a propriedade das pessoas e dar mais dinheiro e mais poder a políticos.  É muita sensatez!



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Diversos Autores

  • Andre B.  25/02/2014 14:34
    "É por isso que o socialismo é maléfico. Ele recorre a meios perversos — confisco e intimidação — para alcançar objetivos que frequentemente são vistos como nobres."

    Só mudaria a palavra "socialismo" por "estado", na citação acima. No mais, impecável!
  • Pobre Paulista  25/02/2014 15:38
    Mas são realmente sinônimos, isso é explicado em diversos artigos aqui no Mises.
  • marcos  25/02/2014 17:13
    Hoppe o resume: «There can be no socialism without a state, and as long as there is a state there is socialism.»
  • Iara Corrêa  26/02/2014 11:42
    Conhecimento é poder e ter dinheiro também. Diminuir o poder aquisitivo das pessoas, e dar a ela uma educação que não liberta é aprisioná-la duas vezes.
  • Roger  26/02/2014 17:51
    "Só mudaria a palavra "socialismo" por "estado", na citação acima. No mais, impecável!".

    Não precisa mudar não. Um é filho do outro. E não pode haver o filho sem o pai.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/02/2014 14:35

    A caridade por pessoas realmente necessitadas deveria ser espontânea e ser feito em primeiro lugar pelos familiares e amigos e em segundo lugar por instituições filantrópicas autônomas.

    Porém, a pesada carga de impostos limita a ajuda que as pessoas podem dar a indivíduos e instituições filantrópicas, além de dessensibilizar a muitos ("Já pago tanto imposto para o governo ajudar os necessitados, vou dar ainda mais?"). Se o governo não cobrasse tantos impostos para financiar seu assistencialismo, as pessoas poderiam ajudar mais umas às outras e esses programas nem seriam necessários. É um círculo vicioso.

    * * *
  • Bastião Filho  09/02/2015 09:53
    Além disso, da questão da dessensibilização por parte de quem já arca com a a altíssima carga e retorno nulo (senão negativo (quanto mais se arrecada, mais nos punem)), há um certo gosto amargo no ver quem realmente gera valor, ser tratado como exploradores de uma mão de obra "alienada".

    É muito fácil encontrar esquerdopatas ainda pregando esse discurso, inclusive, diariamente em salas de aula em todo o Brasil. Sim, Marx teve sua importância, mas pregar essa lógica hoje, só porque teve importância, seria como pregar o Geocentrismo e não fazer sua crítica, que é o que ocorre quando aprendemos sobre o Esquerda-mór.

    Excelente texto!

    Cumprimentos,
    Bastião Filho
  • gredson  25/02/2014 18:02
    Imagine que haja várias viúvas já idosas em sua vizinhança. Elas não têm a aptidão física para fazer faxina em suas casas, limpar suas janelas, cozinhar e efetuar outras tarefas domésticas. Tampouco têm elas meios financeiros para contratar alguém para ajudá-las.
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    ta mas e ai, vamos imaginar que ninguem ajude...vão passar fome? a casa vai ficar suja, vai ter doença, porque ninguem quis ajudar?

    vamos aprofundar um pouco mais essa idéia. imagine que há varias crianças com cancer, e elas não tem meios financeiros para pagar um tratamento. eu sei que é pouco privavel que ninguem vá ajudar voluntariamente, mas para o bem da idéa, vamos supor que ninguem quis ajudar. elas vão morrer? é isso?

    o ponto é, eu sei que é imoral roubar, mas não seria imoral deixar alguem morrer, porque ninguem quis ajudar?
  • Maurício   25/02/2014 18:30
    Você vai ajudar e vai agitar para que outros também ajudem. Vai criar páginas nas redes sociais pedindo ajuda. Vai pedir doações. No extremo, vai vender vários de seus bens para arrecadar o dinheiro. Ou vai convencer as viúvas a venderem alguns de seus bens.

    Há várias coisas para você fazer que não seja roubar ou escravizar terceiros. Agora, quem já foi logo pensando em tomar dos outros não tem moral nenhuma para reclamar de corrupção e de político ladrão. Afinal, na primeira oportunidade que teve já quis sair fazendo igualzinho.

    Certo, gredson?
  • gredson  25/02/2014 18:56
    com certeza mauricio há alternativas. mas eu sempre gosto de dabter idéias e pensar como seria o extremo. do tipo não haver alternativa.
    caso não haja altenativa, o roubo se torna justificavel?

    veja que a questão fica entre roubar ou morrer. não seria imoral deixar alguem morrer Caso não haja alternativa. (sim eu sei que sempre tem alternativa.)
  • Maurício  25/02/2014 20:43
    Ué, caso realmente não haja alternativa nenhuma, então aí não haverá nem o que roubar e nem quem escravizar. Por definição.

    Afinal, se há alguém para ser roubado ou escravizado, então há alternativa. Agora, se não há alternativa, então não existem nem pessoas nem riqueza. Nem mesmo você estará ali para se oferecer para a servidão.

    Conclusão: as viúvas ficarão com a casa suja.
  • gredson  25/02/2014 21:23
    é verdade mauricio. não pensei nisso.
  • Amarílio  27/02/2014 23:53
    1 - Então falou Deus todas estas palavras, dizendo: Eu sou Jeová,Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim.

    2 - Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque Eu, o Senhor teu Deus, sou Deus Zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que Me amam e aos que guardam os Meus Mandamentos.

    3 - Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu Nome em vão.

    4 - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o Senhor o dia do sábado, e o santificou.




    5 - Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.

    6 - Não matarás.

    7 - Não adulterarás.

    8 - Não furtarás.

    9 - Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.

    10 - Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.
  • Pobre pão-duro  28/02/2014 19:37
    Não é imoral. Que morram.

    Faz parte de estar vivo: perecer.

    Não tenho dívidas com crianças com ou sem câncer! Nem culpa de existirem doenças e enfermidades no planeta.

    (Taí, era isso q tu querias ouvir, tá dito)
  • aspone  25/02/2014 19:48
    Isso é um perigo. Se esse tipo de ajuda não coercitiva começar a virar moda, o que é que eu vou fazer da vida?

    Não entendo como meus colegas aspones ainda deixam esse site aqui funcionando...
  • Andre  25/02/2014 20:10
    "ta mas e ai, vamos imaginar que ninguem ajude"

    "o ponto é, eu sei que é imoral roubar, mas não seria imoral deixar alguem morrer, porque ninguem quis ajudar?"

    Você caiu em contradição:

    - Primeiro você diz para imaginarmos que NINGUÉM vai ajudar. "NINGUÉM". Você usou essa palavra.
    - Daí, logo em seguida você diz que seria aceitável que "algumas pessoas" roubassem de outras para ajudar as viúvas, pois deixar elas morrerem seria pior.

    Ora, se existem pessoas dispostas à ROUBAR para ajudar as viúvas então isso significa que existem pessoas que vão AJUDAR as viúvas. Vão ajudar com métodos imorais, mas VÃO AJUDAR.
    E como EXISTEM pessoas que VÃO AJUDAR isso contradiz a sua hipótese, que dizia: "vamos imaginar que ninguém ajude".

    Portanto, se existem pessoas dispostas à ROUBAR para ajudar as viúvas então essas pessoas dispostas à ROUBAR deveriam simplesmente AJUDAR as viúvas diretamente ao invés de ROUBAR para ajudar.
    Até porque essas pessoas que vão estar ocupadas ROUBANDO para ajudar as viúvas também precisam comer, e como vão estar muito ocupadas, ROUBANDO, elas vão pegar uma parte do espólio e guardar para si! Isso seria imoral, não? E provavelmente vão guardar para si MAIS DO QUE O MÍNIMO NECESSÁRIO, pois ninguém é de ferro, né!?
    E mesmo que essas pessoa usem só, digamos, uma hora da sua semana pare efetuar os roubos, e portanto possam continuar com seus empregos elas, sendo seres humanos, vão embolsar uma parte do espólio para si. Como pagamento por estar ajudando pobres viúvas enquanto poderiam estar fazendo suas atividades preferidas... Se bem que a atividade preferida dessas pessoas pode ser justamente ROUBAR para AJUDAR. Nesse caso, sendo ladrões profissionais, acho que vão embolsar muito mais do que a miséria que vão repassar para as viúvas. Como os governos fazem hoje em dia! Veja só, que interessantes, sua hipótese é um exemplo do mundo real.

    Enfim, a solução para que as viúvas não morram de fome foi dada por você mesmo.
    Basta que essas pessoas dispostas à ROUBAR, para AJUDAR às viúvas, ajudem as viúvas com o próprio trabalho e/ou dinheiro, é incrivelmente simples. É tão simples que você mesmo já deu a solução. Sem perceber, é claro.
    E além disso essas pessoas podem tentar convencer outras pessoas, através de argumentação, nada de roubos, à ajudar as viúvas também.
    Obrigado por prover um problema hipotético E A SOLUÇÃO, em uma só postagem.

    Resumo da sua contradição:
    - "Ninguém quer ajudar as viúvas."
    - "Algumas querem ajudar as viúvas. Roubando."

    Vamos então ignorar a primeira sentença da contradição para podermos chegar à duas conclusões.

    Conclusão moralmente errada retirada à partir da contradição acima:
    - "Portanto essas pessoas devem poder ajudar as viúvas roubando dos outros para dar dinheiro para as viúvas."

    Conclusão moralmente correta retirada à partir da contradição acima:
    - "Portanto essas pessoas devem poder ajudar as viúvas à vontade, com seus próprios meios! Nada de roubar!!!"

    Lembre-se, se ninguém, NINGUÉM, quer ajudar as viúvas então é certo que NINGUÉM vai ROUBAR para AJUDAR as viúvas.

    Todavia, acredito que você estava tentando refutar o artigo, ao invés de cair em contradição.
    Então, peço que pense com mais calma antes de pressionar o teclado, e tente novamente refutar o artigo.

    Mas, dessa vez, tente não cair em contradição.
  • gredson  25/02/2014 21:10
    muito bem observado andré, eu concordo com voce. e fico feliz em aprender neste site.
    e principalmente em ter liberdade de tentar argumentar contra um artigo, MESMO que eu esteja errado.
  • Pedro  25/02/2014 22:02
    É sempre bom lembrar também que o roubo vem com a ameaça à vida do roubado, o estado sempre trabalha assim: pague os impostos ou tiraremos sua propriedade a força, se resistir vai preso, se resistir à prisão, toma bala...

    Logo justifica ameaçar outras pessoas e eventualmente matar algumas (já que sempre haverá um pouco de resistência) para salvar as outras?

    Por que a vida de uma criança com câncer, ou de uma pessoa pobre, valeria mais do que o de uma pessoa saudável e bem de vida?
  • Ângelo M. Palmeira  25/02/2014 22:33
    Cabra, tem um tempo que não vejo um comentário tão inteligente.
    Vou confiscá-lo, mas é para uma boa causa: ajudar outras pessoas a entender.

    Parabéns e muito obrigado.

  • Gilmar  26/02/2014 14:26
    Ah..., o Trivium, como uma brisa fresca acariciando o rosto num dia de verão.

    A Idade das Trevas é hoje.
  • Daniel  26/02/2014 21:53
    O que têm o trivium?
  • anônimo  27/02/2014 03:16
    Sou novo no site e ainda estou tentando entender esta questão em particular. Supondo, por exemplo, que exista uma população de 100 habitantes, das quais 20 são viúvas.Dentre a população há apenas 3 que se sensibilizaram pela situação das viúvas e querem ajudá-las. O que entendi da resposta é que se há pessoas para ajudar então elas não precisam roubar dos outros, elas mesmas podem ajudar de forma honesta. A minha pergunta é: não seria demasiado pesado para apenas 3 pessoas, considerando o exemplo, ajudar 20 viúvas? O que poderia ser feito em tal situação?

    Agradeço a quem se puder esclarecer.
  • Ricardo  27/02/2014 03:49
    Já respondido pacientemente pelo Maurício ao Gredson lá em cima.

    Você vai ajudar e vai agitar para que outros também ajudem. Vai criar páginas nas redes sociais pedindo ajuda. Vai pedir doações. No extremo, vai vender vários de seus bens para arrecadar o dinheiro. Ou vai convencer as viúvas a venderem alguns de seus bens.

    E se ninguém quiser ajudar? Paciência. As viúvas ficarão com a casa suja.

    Quem já foi logo pensando em tomar dos outros não tem moral nenhuma para reclamar de corrupção e de político ladrão. Afinal, na primeira oportunidade que teve já quis sair fazendo igualzinho.
  • Juliano  27/02/2014 14:18
    Não é tão complicado assim. Independente do problema que vc queira resolver, você não pode roubar de ninguém, não pode forçar ninguém a fazer algo contra a sua vontade.

    A gente já faz isso na nossa vida particular. Isso se chama tolerância, respeito com as opiniões divergentes. Se você é um cara super preocupado com uma causa, você pode se dedicar a ela e tentar persuadir outros a contribuir, mas você não pode forçar ninguém a fazer isso.

    Isso é ensinado pra qualquer criança de seis anos, mas a gente adota uma lógica diferente para o Estado, como se ele vivesse em uma dimensão paralela.

    Entre Estados isso já existe. Se o Brasil acha que deve mandar ajuda para o Haiti, ele pode persuadir outros países a fazer o mesmo, mas não pode obrigar ninguém. No caso de países, forçar a participação seria uma violação de sua soberania, e por que não é uma violação de soberania do indivíduo quando o Estado te obriga a fazer algo que vc não quer? A soberania estatal só é violada legitimamente em casos muito extremos, normalmente associado à resposta a uma agressão. O mesmo deveria valer para a violação da soberania individual. Não existem dois códigos morais, uma para o Estado, que é apenas um conjunto de pessoas, e outra para indivíduo.
  • Danilo Henrique  09/02/2015 21:35
    Não há ciência mais perfeita do que a lógica
  • Tiago RC  26/02/2014 13:18
    www.libertarianismo.org/index.php/artigos/bom-azar-o-dele/
  • Andre B.  26/02/2014 16:22
    Muito bom o link, Tiago! Já passou da hora de os libertários não caírem nas armadilhas dos estatistas. Quando os estatistas vierem com os seus "e se", os libertários têm que estar com a resposta na ponta da língua, contraargumentando com vários "e se" para a realidade estatista.
  • G. Santargila  08/02/2015 14:54
    Lê-se alguns comentários que discordam da posição do autor e que ao questionarem-no não emitem sugestões para enriquecer o texto.

    Ao Gredson 25/02/2014 18:02:59 - Como o liberalismo responsabiliza o próprio indivíduo por seus atos (Ação Humana)- qual a contribuição que você, como indivíduo, tem dado voluntariamente para uma nobre causa? É fácil questionar, porém, realizar as ações necessárias ao já é outra conversa!
  • neusa ferreira  09/02/2015 14:10
    Comentário perfeito o seu .
  • OJ  25/02/2014 18:41
    Quando o estado espolia o povo e como desculpa diz que é para "programas sociais" o cidadão espoliado já não se acha responsável pelos mais carentes. Agora é problema do governo.
    A maioria das pessoas não teriam problema em criar programas de ajuda e fazer doações para instituições de caridade se o governo já não roubasse por coerção os ganhos do cidadão sob o manto de distribuição de renda, benefícios sociais e outros eufemismo para "compra de votos".
    Para piorar os beneficiários desse sistema moralmente ilegal vão votar e eleger maciçamente naqueles que tomam dos ricos para dar aos pobres criando assim um ódio de classes.
    Com isso o Estado cresce e os piores são sempre os eleitos.
    Para piorar os recurssos do assalto ao bolso do contribuinte é desviado maciçamente para os bolsos dos integrantes do governo seja por corrupção seja por altos salários e benefícios duvidosos para sustentar uma máquina ineficiente e corrupta.
  • Patriota  25/02/2014 23:02
    1 - Stalinismo = Marxismo = Socialismo = Comunismo = Nazismo = Satanismo = Totalitarismo = Ditadura = Escravidão = Anti-liberdade

    2 - Espero que seja esses tipo de gente que morem do lado das viúvas.

    3 - Uma coisa é ajudar alguém que realmente precise, outra coisa é impor quem deve ser escravo de quem. Isso é escravidão. Adoro ajudar, mas quem REALMENTE precisa.

    4 - Disseram que a escravidão acabou mas basta olhar para o "Mais Médico", um meio astuto de chamar os cubanos de escravos. Enquanto seus familiares são mantidos na ponta de um cano, se fizerem o que não querem por aqui. Além do que, vão usá-los como bucha de canhão na hora que o bicho pegar por aqui.

    5 - Muro de Berlim caiu, acabou o comunismo? Outra mentira, como descrita neste artigo. mises.org.br/Article.aspx?id=98
    Mentiras que abrem portas para algo mais macabro. Assim como o movimento "Diretas já" ... Sei muito bem o que foi este movimento ...

    Caro, aspone e aos demais que defendem e são como os "coitadinhos" os "injustiçados" , assim como você é contra o que escreveram aqui, somos contra o que você protege, e como pensas. Assim como somos contra a todos os outros sites, artigos, notícias e etc que defendem e vendem as vossas mentiras. Militantezinho de m...

    Espero que você engula e desfrute em breve, o que você defende. Cada um colhe o que planta. Sendo direto,ti desejo em dobro, quádruplo, infinitamente, tudo o que nos deseja.

    ;)
  • Dam Herzog  25/02/2014 23:59
    Os esquerdistas, ou estatistas ao responderem perguntas sobre aumento de gastos dizem que é uma demanda da sociedade e deve ser aceita em nome da justiça social. Mas a iniciativa é sempre deles por mais gastos para os menos favorecidos. E propõem um aumento de impostos ou mesmo um deficit no orçamento para financiar estes gastro extras. Com a emissão desvalorizam a moeda e alteram as rendas de todos os cidadãos. Ainda apelam para a progressividade para roubar o produto do trabalho dos mais eficientes e esforçados, ao invés de cobrar mais acabam por cobrar muito mais e penalizar o cidadão que se empenhou mais e poupou e conseguiu melhores resultados. Começa se então um ciclo vicioso onde mais gastos levam a maior emissão de moedas, mais inflação e mais penúria para as pessoas. Ai aparecer os protestos que são direcionados para outros alvos, na maioria das vezes errados. E tudo continua com d'antes. O politica que vai entrar quase não tem diferencial a mostrar do que saiu, e até copia o mesmo do mesmo. E a mesmice vai se eternizando e a culpa alvo errado, é sempre dos que saíram melhor, ou dos empresários e dos capitalistas. Acredito que o capitalismo salvou o mundo da miséria e a produtividade proporcionou um bem estar jamais alcançado antes. Capitalista é todo aquele empreende, esforça, abstêm de consumir, logo poupa e ao usar esta poupança cria mais emprego e sem a mínima intenção ajuda o seu semelhante. Por isso eu apoio o Capitalismo, por um sistema ético, justo, que premia pela sorte e pelo mérito. O sistema atual não nos dá segurança, educação, justiça e cada vez mais vai tirando nossa liberdade. Precisamos mudar com alvos definidos, cambio 180º.
  • Vito Genovese  26/02/2014 01:03
    Tem algo semelhante a um movimento social nos EUA, que as pessoas que participam não pagam impostos, utilizando o argumento que o IR é inconstitucional, porque não foi votado pela unanimidade dos estados e não é contributivo. Isso é verdade?
  • Henrique Figueiredo Simoes  26/02/2014 01:19
    Alguém consegue me explicar essa notícia?

    Como foi esse "pagamento", esse "resgate", dos títulos da dívida pública federal?

    100 bilhões em 1 mês? Isso é mais que a arrecadação do mês...

    Desculpem a dúvida fora do tema do texto, mas isso realmente me encucou...

    Mais uma vez, obrigado e parabéns ao site.
  • Leandro  26/02/2014 02:42
    Henrique, é extremamente simples. Se o Tesouro emitir R$50 bilhões em títulos e resgatar R$100 bilhões, sua dívida total terá caído R$50 bilhões, mas 50% do dinheiro utilizado para esse resgate veio de um novo endividamento.

    É isso que o Tesouro faz mensalmente: ele se endivida para pagar dívidas vincendas.

    Ao entender isso, você entenderá a diferença entre déficit nominal e superávit primário (factóide inventado pelo FMI no qual só a imprensa brasileira acredita -- para deleite do governo). No exemplo ocorrido, houve deficit nominal (o governo gastou no total mais do que arrecadou, tanto é que teve de se endividar para pagar juros e principal), mas, no cálculo primário (que não considera nenhuma despesa com dívida), pode ter havido superávit.
  • Henrique Figueiredo Simoes  26/02/2014 15:18
    Obrigado pela atenção de sempre, Leandro. Mas, de fato, essa é uma dinâmica que requer um estudo mais dedicado meu, para um entendimento completo.

    Temos algum artigo no site (ou em outro portal) onde essa dinâmica de pagamento dos títulos seja mais esmiuçada?

    Um forte abraço,
  • Leandro  26/02/2014 15:41
    Henrique, creio que esse aqui responde bem:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1094

    Grande abraço!
  • Henrique Figueiredo Simoes  27/02/2014 14:17
    Obrigado novamente, Leandro.

    Um grande abraço,
  • Rodrigo  26/02/2014 02:54
    Sempre ouvi dizer que a política é uma coisa suja, que mesmo quem é honesto ao entrar para a política acaba se corrompendo, se sujando. Li que Stalin desaconselhou o próprio filho a entrar na política por ser algo sujo e perverso. Assim sendo então as pessoas que procuram a política gostam da sujeira e da perversidade? Preferem viver atoladas na sujeira e na maldade? Ou se sujeitam a isso na busca do que a política lhes proporciona? Ou tem algo na política que apesar de todos os malefícios atrai as pessoas para a política mesmo sabendo que vai se enlamear? Seria o poder? Deve ser, pois já ouvi políticos dizerem que o poder é afrodisíaco, é mágico que o poder tudo pode, que é embriagante. Então para chegar ao poder tem que entrar na sujeira, na maldade e no crime? Então o poder está onde está a sujeira, a maldade, a perversidade? Então restringindo o poder estaremos forçosamente limpando as pessoas e a sociedade como um todo? Se for assim, e parece que é, penso que devemos se não acabar pelo menos restringir o poder ao máximo para vivermos numa sociedade mais limpa. Certo?
  • PrinceYann  26/02/2014 06:42
    A comparação parece-me forçada. Não necessariamente um país com redistribuição de renda para os mais pobres em detrimento dos mais ricos está criando escravos, pois parece-me que o confisco pode ser bem distribuido entre os indivíduos, de modo que a quantidade confiscada para redistribuição é uma pequena parte da renda e torna-se relativamente uma perda desprezível em certos casos.

    Alguns indivíduos, com todo direito, acham que as perdas de seu patrimônio para promoção das políticas de redistribuição são inaceitáveis. Fato compreensível. O que eles podem fazer? Isso depende muito da conjuntura política e social na qual estão inseridos. Se a conjuntura é resultado da total inanição ou falta de habilidade deles em tomar ações para assegurar suas liberdades, bem, só podem lamentar - ok, depois da lamentação eles podem tentar remediar o problema, mas nem todos vão tão longe.

    Se a conjuntura política incluir um governo representativo que não fraudou as instâncias legislativas e que aprovou a redistribuição de renda em carater de lei, não vejo como possamos falar de criar escravos ao redistribuir renda. Os próprios indivíduos escolheram dividir sua através dos legisladores. - Essa fala me causa risos e um olhar de escárnio, mas vá lá em, talvez desencadeie boas surpresas.

    Isso é apenas o que me ocorreu após ler o texto. Estou aberto à interação.
  • Guilherme  26/02/2014 13:43
    "o confisco pode ser bem distribuido entre os indivíduos, de modo que a quantidade confiscada para redistribuição é uma pequena parte da renda e torna-se relativamente uma perda desprezível em certos casos."

    Entendi. Roubo deixa de ser roubo dependendo da quantidade roubada e dependendo de como o espólio será redistribuído. Lindeza moral.

    "Alguns indivíduos, com todo direito, acham que as perdas de seu patrimônio para promoção das políticas de redistribuição são inaceitáveis. Fato compreensível. O que eles podem fazer? Isso depende muito da conjuntura política e social na qual estão inseridos."

    Roubo agora deixa de ser roubo dependendo da "conjuntura política e social na qual estão inseridos". Seu relativismo moral é nojento.

    "Se a conjuntura é resultado da total inanição ou falta de habilidade deles em tomar ações para assegurar suas liberdades, bem, só podem lamentar - ok, depois da lamentação eles podem tentar remediar o problema, mas nem todos vão tão longe."

    Tradução: se um indivíduo não é capaz de se organizar politicamente e de proteger seu patrimônio, então azar o dele. Qualquer confisco de sua propriedade deixa de ser roubo, e a ele restará apenas "se lamentar". Você é um monstro.

    "Se a conjuntura política incluir um governo representativo que não fraudou as instâncias legislativas e que aprovou a redistribuição de renda em carater de lei, não vejo como possamos falar de criar escravos ao redistribuir renda. Os próprios indivíduos escolheram dividir sua através dos legisladores."

    Lindeza moral sem fim! Se o roubo for aprovado em "instâncias legislativas" e em "caráter de lei", então ele deixa de ser roubo. Afinal, "os próprios indivíduos escolheram dividir sua através dos legisladores". Por esse mesmíssimo raciocínio, escravidão também era algo lindo e maravilhoso, pois era chancelado por lei. Assim como o genocídio de não-arianos no regime nazista. Você é uma aberração.
  • Andre  26/02/2014 15:41
    Se as pessoas concordam que o estado arranque dinheiro delas à força para dar ao mais pobres porque elas não pulam os intermediários (funcionários do estado) e dão o dinheiro diretamente para os mais pobres?

    Assim sobrará mais dinheiro aos mais pobres, pois não será necessário que uma parte do dinheiro seja usada para pagar salário aos profissionais do roubo.

    E devo lembrar, que haveriam muito menos pobres se o estado não interferisse na vida das pessoas.
    Por exemplo, se não houvesse lei do salário mínimo e zilhões de outras leis trabalhistas então qualquer um que fosse capaz de trabalhar teria um emprego. E em pouco tempo os salários iriam aumentar pois os empresários teriam que disputar os empregados. E nessa disputa quem paga mais leva.
    Daí as únicas pessoas pobres seriam àquelas com sérias deficiências, que representam uma parcela ínfima da sociedade e portanto teriam ajuda farta e generosa por parte do restante da sociedade que é capaz de trabalhar.
    Deficientes leves como, por exemplo, paraplégicos não teriam problema algum em conseguir emprego, pois com a disputa por mão de obra na nossa sociedade que usa máquina para tudo, um paraplégico é perfeitamente capaz de apertar os botões dessas máquinas.

    Além do raciocínio teórico que demonstrei para afirmar que todos teriam salários maiores se não houvesse leis de salário mínimo e tantas outras tem se também dados empíricos comprovando isso, pois nos países com grande liberdade econômica onde não existem leis de salário mínimo os salários são muito maiores.

    E aí, porque não copiamos as leis trabalhistas e empresariais dos países mais com maior liberdade econômica do mundo?
  • Pedro  26/02/2014 15:45
    Se você for assaltado na rua irá perder apenas uma fração do seu patrimônio, afinal, o que é um dinheirinho na carteira e um celular comparado a tudo que você tem? E mais: tudo isso estaria contribuindo para a redistribuição de renda, o bandido estaria um pouco mais rico e você um pouco mais pobre.

    Então porque não legalizar também pequenos assaltos em nome da distribuição de renda e justiça social?
  • Marconi Soldate  26/02/2014 11:26
    Esse artigo é ótimo para mostrar EXATAMENTE onde pecam os austríacos.

    Vou dar um exemplo: Imagine as velhinhas indefesas, que deram duro na vida, e estão na pior. Imagine, por outro lado, uma criança que nasce no meio de uma fortuna gigantesca, cresce, vira adulto e velho sem precisar nunca produzir nada. É esse o mundo aceitável pelos austríacos?

    Pois bem, pra aqueles que defendem a LIBERDADE em primeiro lugar (liberais) e não a propriedade (libertários), a solução de uma renda mínima é quase perfeita. Dado o alto grau de riqueza já produzida, garantir um mínimo, ou seja, dignidade, cidadania, a todos não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'.

    Esse mínimo teria de ser pequeno o bastante para não estimular a vagabundagem e grande o bastante para não permitir nenhum miserável. Não existe liberdade na miséria. Como valor, por exemplo, chuto R$300,00 reais hoje por mês. O ideal, já pensei sobre isso, seria também que o valor variasse conforme varia os planos de saúde, ou seja, quem é mais vulnerável receberia mais dessa renda mínima.

    Todos os programas sociais do governo poderiam acabar, deixando apenas esse renda mínima. Saúde e educação? Tudo privado. Igual pra todos.

    Não custa lembrar que o Grande Milton Friedman defendia o imposto de renda regressivo, o que parece uma ótima solução também. Ou seja, transferência direta de renda é uma idéia liberal.

  • Tanaka  26/02/2014 14:07
    "Vou dar um exemplo: Imagine as velhinhas indefesas, que deram duro na vida, e estão na pior. Imagine, por outro lado, uma criança que nasce no meio de uma fortuna gigantesca, cresce, vira adulto e velho sem precisar nunca produzir nada. É esse o mundo aceitável pelos austríacos?"

    Em primeiro lugar, a quantidade de pessoas com alguma chance de vivenciar a segunda situação é ínfima em relação à primeira situação. Logo, por definição -- e deixando de lado qualquer resquício de ética e moral -- seria impossível confiscar daquelas e redistribuir para estas. Simplesmente não haveria dinheiro para isso.

    E sim: nascer em família rica e bem estruturada é destino e sorte. Você quer abolir isso, o que significa que você se julga um ser superior até mesmo a Deus. Cabe a você agora gerenciar os destinos de cada indivíduo deste mundo. Você não passa de um psicopata.

    "Pois bem, pra aqueles que defendem a LIBERDADE em primeiro lugar (liberais) e não a propriedade (libertários), a solução de uma renda mínima é quase perfeita."

    Não existe liberdade sem propriedade, demente. Se você não é livre nem sequer para ser dono de suas coisas e manter os frutos de seu trabalho, não há mais liberdade nenhuma. Você é idiota assim mesmo, ou está apenas fazendo gênero?

    "Dado o alto grau de riqueza já produzida, garantir um mínimo, ou seja, dignidade, cidadania, a todos não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'."

    Vamos alterar algumas palavrinhas da frase, mas mantendo integralmente seu sentido: Dado o alto grau de riqueza já produzida, roubar um pouco de algumas pessoas não custa quase nada, mesmo que seja via 'espoliação'.

    Quem defende isso, não tem moral absolutamente nenhuma para reclamar de corrupção política. Afinal, em relação a toda a arrecadação de impostos, políticos desviam apenas uma fração ínfima. Maluf e mensaleiros, seus heróis.

    "Esse mínimo teria de ser pequeno o bastante para não estimular a vagabundagem e grande o bastante para não permitir nenhum miserável. Não existe liberdade na miséria."

    Óbvio que existe liberdade na miséria. Você nem sabe do que fala.

    "Como valor, por exemplo, chuto R$300,00 reais hoje por mês. O ideal, já pensei sobre isso, seria também que o valor variasse conforme varia os planos de saúde, ou seja, quem é mais vulnerável receberia mais dessa renda mínima."

    O ideal pode ser qualquer coisa, desde que seja você quem esteja no comando e dando ordens

    "Não custa lembrar que o Grande Milton Friedman defendia o imposto de renda regressivo, o que parece uma ótima solução também. Ou seja, transferência direta de renda é uma idéia liberal."

    Coitado do Friedman. Está agora sendo utilizado por socialistas.
  • Roberto Jarzembowski  26/02/2014 14:47
    Impecável sua defesa do ponto de vista da filosofia moral em relação as tentativas de justificar o agigantamento do Estado como promotor da igualdade e justiça social.
    Eu só acrescentaria o aspecto técnico e econômico, para não deixar qualquer chance de defesa para o assistencialismo.
    Além de ser imoral, como você bem pontuou, o arranjo assistencialista é catastroficamente INEFICIENTE - ou seja, ainda que assumíssemos que a imoralidade da espoliação estatal não é argumento suficiente, a defesa do assistencialismo esbarraria no fato de que ele não funciona no longo prazo, e não funciona sem que exista um amplo histórico de liberdade econômica que tenha permitido uma acumulação de riqueza. Existem inúmeras evidências teóricas e empíricas de que o resultado do assistencialismo é destruição de recursos numa gigantesca pilha de burocracia, alocação inadequada destes recursos, endividamento do governo, inflação, etc.
    Eu digo isso, porque apesar de no meu ponto de vista a questão moral ser mais do que suficiente para condenarmos este arranjo, a esquerda social-democrata costumeiramente argumenta que essa análise é irrelevante devido ao contrato social, e à estrutura representativa da democracia.


  • Juliano  26/02/2014 17:55
    Outro ponto curioso na questão da renda mínima é que ela precisa ser seletiva na questão de quais pobres serão ajudados. Só os que estão dentro de uma linha imaginária? Todos do planeta?

    Programas de renda mínima necessariamente atraem pessoas para aquela área, justamente para fazer parte da festa. Assim, pra que o custo não exploda, você precisa começar a limitar quem entra. Ou seja: vc diz que alguns pobres são mais importantes que outros.

    Pior, você acaba tendo que barrar pessoas que queriam apenas aproveitar as oportunidades de trabalho e realmente contribuir com a sociedade, pois fica complicado separar quem é quem.
  • Pobre pao-duro  28/02/2014 20:02
    Olha, eu nem vou debater! Tu me garante R$ 300,00 por mês hoje e hoje mesmo eu paro de trabalhar! HOJE! 300 por cabeça? hahaha eu e minha mulher com R$ 600,00 paramos os dois de trabalhar!! Vou pra praia fazer bundalele e não volto mais!
    É sério, me dá por contrato 300tinhos e eu queimo minha CLT na tua frente! Mas tem que ser vitalício!
  • Andre B.  26/02/2014 11:49
    Amenizar as perversidades por meio de figuras de linguagem é uma especialidade do estado. Ele não pode viver sem isto. É essencial para perpetuar o ciclo vicioso de modo acrítico. As pessoas simplesmente tomam aquilo como normal e repetem na maior naturalidade.
    O caso dos impostos ilustra bem isto. Imposto é algo que é... imposto! Não é algo que se paga voluntariamente. Mas o pagante do imposto é chamado, inclusive no Código Tributário Nacional, de contribuinte, nome que remete à ideia de alguém que está fazendo o pagamento voluntariamente. Na verdade, o contribuinte é o expropriado. Mas é óbvio que o direito criado pelo estado não iria dizer "o exprorpriado isto", "o expropriado aquilo"... Ele tem que embalar o produto de modo a torná-lo palatável ao "cliente". E aí as pessoas simplesmente passam a usar o nome "contribuinte" com a maior naturalidade.
    Até a palavra "contribuição" foi incorporada pelo direito. Quando o destinatário dos pagamentos que são IMPOSTOS aos cidadãos é a Previdência Social, aí o tributo recebe o doce nome de "contribuição social". É imprescindível, para o estado, fazer com que você acredite, para citar Raul Seixas (Ouro de Tolo), "(...) que é um doutor, padre ou policial que está contribuindo com sua parte para o nosso belo quadro social".
  • Bruno D  26/02/2014 12:23
    Não esqueçamos da Esquerda Caviar, hoje saiu um artigo interessante na coluna da Cleo Guimarães, a elite intelectual(a de fato não a de direito é claro) resumidamente:


    oglobo.globo.com/blogs/blog_gente_boa/posts/2014/02/25/apertem-os-cintos-favela-sumiu-525714.asp?msg=2#comments

    Ah, e não esqueçam de olharem os comentários, um sujeito disse que a favela seria até menos impactante visualmente e que os hotéis e as casas dos ricos poluíam o meio ambiente e o visual da encosta que o ideal mesmo era que não tivesse nada, só mato!

    Off-topic:

    Sobre o Bit coin:

    m.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/3208409/roubo-estimado-350-milhoes-maior-corretora-bitcoin-desaparece
  • Marconi Soldate  26/02/2014 16:57
    Caraca! O cara me chamou de psicopata, demente, idiota, SOCIALISTA(!?) e o comentário foi aprovado!

    ou seja, o
    "Envie-nos seu comentário inteligente e educado"

    significa
    "Se for anarco-capitalista, pode tudo. Do contrário, veja lá suas palavras!"

    Primeiro, eu defendo estado mínimo (exército, polícia, justiça e quase nada mais) + renda mínima. Em resumo, um legítimo liberal.

    Aqui fiz a defesa do renda mínima, que é uma alternativa semelhante ao imposto de renda negativo de Milton Friedman.

    O japa não sabe nada e fica só xingando!
    Aprende aí jaspion:
    A renda mínima iria favorecer os produtores de produtos e serviços básicos frente ao aos fúteis. Saúde e alimentação básica, por exemplo, teriam uma certa demanda mais garantida. Só isso. E, essa interferência seria pouquíssima na cadeia produtiva, conforme expliquei em relação ao valor ideal da renda mínima.

    China, vamos parar nos xingar e aceitar opiniões diferentes!

    Abs!

    ----------------------

    "quantidade de pessoas com alguma chance de vivenciar a segunda situação é ínfima em relação à primeira situação"
    > Quantidade não importa muito, mas sim o volume de riquezas.

    "Se você não é livre nem sequer para ser dono de suas coisas e manter os frutos de seu trabalho, não há mais liberdade nenhuma."
    > Quais seriam os frutos do trabalho de um ricaço que nunca produziu nada? Ah sim, aí vale a sorte! kk

    "Não existe liberdade sem propriedade, demente"
    > Não existe liberdade sem estado. Propriedade não é algo natural, mas inventado pelo homem e garantido pela força. A lei desse mundo é a lei do mais forte. Plante suas laranjas e eu, armado, exijo que vc me dê elas. Aí vc diz: "sao minhas!" e eu, mais forte, te mato e pego pra mim. Quem vai reclamar, se eu sou o mais forte? Liberdade existe dentro do estado. Sem estado, é cada um por si e Deus contra todos. Por isso o ideal é o estado mínimo, restringido constitucionalmente. Poder dividido (legislativo, judiciário, executivo), etc.

    "Coitado do Friedman. Está agora sendo utilizado por socialistas."
    > Procure por imposto de renda negativo. Acho que até hayek defendeu algo parecido, mas não tenho certeza. E, eu socialista? Vou copiar o que escrevi:
    > "Todos os programas sociais do governo poderiam acabar, deixando apenas esse renda mínima. Saúde e educação? Tudo privado. Igual pra todos."
  • Vito Genovese  27/02/2014 02:34
    Concordo com você em relação ao estado mínimo, mas acho a renda mínima algo desnecessário. Instituições de caridade privada podem contribuir muito mais para a melhoria do bem-estar dos mais pobres.

    Esses anarcos tem uma visão rousseuniana de mundo. Acreditam que basta acabar com o Estado que o mundo vira uma comunidade hippie capitalista.
  • Pobre pão-duro  01/03/2014 19:04
    Sou totalmente contra renda mínima! Ou máxima tb! Realmente, não é teu para dar!!! Essa É a questão. E volto a dizer: me garantam uma renda qq que eu serei +1 alegre sangue-suga que não irá trabalhar. E nem pense que iria gastar só com arroz e feijão e remédios argh! Pode esquecer, minha cerveja é sagrada!!!!

    (Obs.: não deixaram 1 comentário meu ir pro ar, só pq eu respondi uma pergunta hipotética com a verdade real)
  • anônimo  09/02/2015 20:19
    O comentário dele não foi educado, mas foi inteligente. O seu foi educado, mas não foi inteligente. Empatou, "mercado de milhas".
  • OJ  26/02/2014 17:43
    Não é seu para dar.
    Este artigo deverá esclarecer algumas dessas questões:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=728
  • Carlo Germani  08/02/2015 13:28
    Mais um excelente artigo do site.

    PS:Na frase final não seria insensatez em vez de sensatez?
  • Guilherme  08/02/2015 14:01
    Trata-se de uma ironia.
  • Carlo Germani  08/02/2015 21:16
    Tem dias que a "ficha não cai".Obrigado.
  • Cesinha  08/02/2015 18:38
    Alguém pode me responder essa dúvida, olhem essa notícia:

    economia.estadao.com.br/noticias/geral,inundada-de-dinheiro-suica-vai-entrar-em-recessao-imp-,1631303

    O povo suíço precisa se preocupar com algo? isso é bom ou ruim pra eles? tenho essa dúvida...
  • Leandro  08/02/2015 22:18
    A moeda dos suíços ganhou 20% a mais em termos de poder de compra e a reportagem quer nos fazer crer que isso é um desastre?! Pela lógica, se o articulista ganhar um aumento salarial ele terá de recusar, pois isso será uma "recessão" para ele. Moeda ganhar poder de compra é o equivalente a você ter um aumento salarial.

    Segundo o articulista, a economia suíça entrará em recessão porque algumas empresas exportadoras estão se recusando a diminuir seus preços. Ora, se é assim, então que quebrem. A moeda deles ganhou 20% de poder de compra, então elas podem perfeitamente reduzir seus preços. Ou então, elas que se virem criando produtos diferenciados que passem a ser mais desejados por estrangeiros.

    Só que é sempre mais fácil fazer lobby pedindo para o BC depreciar a moeda do que batalhar no mercado.

    Outra coisa: escondidos na reportagem estão dois parágrafos que dizem que o salário médio na Suíça é de 6 mil francos (ao passo que na França é de meros 2,1 mil francos), é um dos maiores do mundo, e que terá de ser reduzido para manter a competitividade das exportações. Só que os sindicatos não aceitam.

    Que se estrepem então. Quem quer se manter competitivo tem de cortar custos. E se a sua moeda se valorizou 20%, cortar custos é indolor. Mas se essa gente se recusa a aceitar esta realidade de mercado, então que percam seus empregos.

    Sobre o assunto:

    Uma surpresa suíça

    "Uma moeda depreciada é boa para a economia"

    A impiedosa destruição do real
  • Cesinha  09/02/2015 16:22
    Valeu pela resposta Leandro, agora fez mais sentido pra mim, deu até uma inveja dos suíços agora =D
  • Andre  09/02/2015 17:13
    "A moeda dos suíços ganhou 20% a mais em termos de poder de compra e a reportagem quer nos fazer crer que isso é um desastre?!".

    Quem me dera ter uma moeda que se valoriza de forma tão robusta!
    Eu me sentiria bem mais rico e não lamentaria nem um pouco!



  • Senhor A  09/02/2015 22:06
    Eu poderia esconder dinheiro no colchão... (rs).
  • anônimo  09/02/2015 22:35
    Aí o Marconi Soldate fica maluco!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  29/03/2015 00:22
    A obediência voluntária ao estado é a causa de seu poder imenso.
  • Marcos Vinícius  15/06/2015 17:13
    A minha opinião e solução para o exemplo citado é: amor ao próximo. Não confiscando propriedade privada, nem fazendo com que pessoas doem parte de suas rendas para o governo para que esse repasse para os necessitados. Não estou tentando fazer uma abordagem romântica ou hipster do termo amor, mas sim tentando utiliza-la de forma a resumir um conjunto de atos que ajudariam às viúvas do exemplo proposto. Walter costuma utilizar o termo "bom senso" para que possamos entender as mazelas que o socialismo trás consigo. Eu proponho utilizar este mesmo termo para dizer que se eu, ou você, ou meu vizinho observamos que há uma pessoa necessitada de ajuda ao meu lado e eu tenho condições de ajuda-la, por que não a ajudarei? E se não o fizer, certamente me sentirei mal em não o faze-lo, ou não? Isto é algo pessoal. E então eu me pré disponho a ajudar tal pessoa e digo ao meu vizinho: vamos ajudar àquela pessoa! E então chamamos outros vizinhos e logo tenho aqui a cooperação social, essência das relações humanas. E talvez aquele vizinho que não quis ajudar, ao ver um grupo se mobilizando para aquilo, mude suas vontades. Você me dirá: mas isto é utópico! E não vivemos nós, hoje, em algo que outrora também era uma utopia? Hoje o amor, a solidariedade toraram-se utópicos. Tenhamos pelo menos o bom senso!


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