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A economia global, a sociedade livre e a necessidade da secessão

A seguinte entrevista com Hans-Hermann Hoppe foi publicada na revista Wirtschaftswoche, o principal semanário da Alemanha sobre economia e negócios, e foi conduzida por Malte Fischer.

 

Professor Hoppe, ao redor do mundo estamos vivenciando, novamente, uma crescente intervenção do estado tanto na economia quanto na sociedade.  Vários cidadãos querem mais governos e menos mercado.  Como o senhor explica isso?

Se há algo que a história nos mostra de maneira cristalina é que crises promovem o crescimento do estado.  Isso é particularmente mais evidente em casos de guerras e de ataques terroristas.  Os governos utilizam essas crises em proveito próprio para posarem de solucionadores de problemas.  Isso também se aplica à crise financeira.  Ela forneceu aos governos e aos bancos centrais a providencial oportunidade de intervirem ainda mais na economia e na sociedade.  Os políticos foram bem-sucedidos em atribuir a culpa da crise ao capitalismo, ao mercado e à ganância.

Sem a intervenção dos governos, na forma de programas de estímulos, e dos bancos centrais, na forma de injeções de liquidez, o mundo não estaria hoje mergulhado em uma profunda recessão, como nos anos 1930?

Há esse juízo falso de que os governos e os bancos centrais podem ajudar a economia com programas que supostamente a ajudem a se recuperar.  Até mesmo na década de 1930, nos EUA, foram implantados vários programas de estímulos.  Mas a Grande Depressão realmente só acabou após o fim da Segunda Guerra Mundial.  Nos anos anteriores à guerra, a taxa de desemprego jamais ficou abaixo dos 15%.  Os bancos estavam entesourando o dinheiro que lhes fora entregue pelo Banco Central em vez de emprestá-lo.

As circunstâncias atuais são similares.  O dinheiro não está indo para o mercado de bens; por isso os preços mal estão subindo.  Mas isso não significa que não esteja havendo inflação.  Basta você olhar para as principais bolsas de valores do mundo e ver como elas estão se comportando; aí você vai identificar para onde exatamente está indo esse dinheiro criado pelos bancos centrais e entregue ao sistema bancário.  A inflação está ocorrendo no mercado de ativos.

A bonança nos mercados de ações também é uma consequência das taxas de juros negativas que desestimulam o ato de poupar...

... e que colocam em risco nossa prosperidade.  Uma economia só irá crescer de maneira saudável e duradoura se as pessoas estiveram poupando mais do que consumindo.  É necessário poupar mais e consumir menos.  Sem poupança, não há investimentos viáveis.

Por quê?

Vou dar um exemplo simples.  Imagine Robinson Crusoé e Sexta-Feira em uma ilha deserta.  Se Robinson pescar peixes e consumir somente alguns deles, mas não todos, ele poderá emprestar para Sexta-Feira os peixes que ele poupou.  Sexta-Feira, então, poderá se alimentar destes peixes por alguns dias enquanto investe seu tempo na construção de uma rede de pesca para ele próprio.  Com essa rede, Sexta-Feira poderá agora pegar um número tão grande de peixes, que ele não apenas será capaz de alimentar a si próprio como também poderá devolver a Robinson o mesmo número de peixes que este havia lhe dado.  Mais ainda: Sexta-Feira, em princípio, torna-se capaz de quitar seu empréstimo junto a Robinson, mais juros, e ainda obter lucro na forma de peixes adicionais para si próprio. 

Mas o que acontecerá se Robinson, em vez de poupar, simplesmente comer todos os peixes que pegou e, simultaneamente, der a Sexta-Feira certificados de papel que, em teoria, podem ser restituídos em peixes?  Se Sexta-Feira decidir ir até Robinson para restituir seus certificados de papel em peixes, ele descobrirá que não há peixe nenhum com Robinson.  Sendo assim, Sexta-Feira terá urgentemente de conseguir comida para si próprio e, consequentemente, não terá tempo para finalizar a construção da sua rede.  A construção da rede será um projeto abandonado.  O padrão de vida tanto de Sexta-Feira quanto de Crusoé estará agora menor.

Ou seja, todo este arranjo seria fisicamente impossível caso o empréstimo de Robinson para Sexta-Feira fosse apenas um pedaço de papel denominado em peixes, mas não lastreado por uma genuína poupança de peixes.

O que isso tem a ver com a nossa atual situação?

Algo similar ocorreu nas economias modernas na década de 2000.  A expansão do crédito feita pelo sistema bancário em conjunto com seus respectivos bancos centrais nada mais foi do que um processo de criação de dinheiro do nada.  Tal processo de criação de crédito reduziu artificialmente as taxas de juros e consequentemente estimulou vários tipos de investimentos, para os quais não havia uma correspondente poupança.  As taxas de juros artificialmente baixas que vigoraram (e ainda vigoram) tanto na Europa quanto nos EUA não apenas não estimularam ninguém a poupar, como na realidade encorajaram todos a consumir desbragadamente — exatamente como os peixes de Crusoé não foram poupados, mas sim consumidos por ele. 

O aumento do consumismo em conjunto com uma menor taxa de poupança leva a um aumento de preços e a um aumento do endividamento.  Isso, por sua vez, faz com que os bancos passem a restringir mais o processo de criação de crédito.  E essa maior restrição no crédito, em conjunto com o maior endividamento e os preços mais altos, gera um redução no consumo e no investimento.  Os projetos que haviam sido iniciados e que até então pareciam lucrativos sofrem uma repentina queda na demanda (lembre-se de que não havia poupança para dar sustento a essa demanda futura).  É aí que a economia entra em recessão.

Dado que nada mudou no comportamento dos bancos centrais desde então, podemos dizer que haverá uma nova crise?

Os bancos centrais estão tentando resolver a crise criando mais dinheiro e gerando mais crédito, ignorando completamente o fato de que a crise foi causada justamente por excesso de criação de dinheiro e de crédito.  Logo, a próxima crise será ainda mais severa do que a última.

As autoridades monetárias, em especial o Fed, prometeram que irão enxugar a liquidez no momento certo, antes que a situação degringole.

Teoricamente, isso é possível.  Os bancos centrais podem tentar reduzir a oferta monetária vendendo títulos do governo para o sistema bancário.  O problema é que, na prática, isso até hoje nunca ocorreu.  Mesmo porque tal medida vai contra o objetivo dos bancos centrais, que é o de manter as taxas de juros as mais baixas possíveis.

E produzir inflação?

Os bancos centrais de todo o mundo estão se esforçando ao máximo para manter o atual sistema monetário — que é todo baseado no dinheiro fiduciário — a todo o custo.  Receio que o próximo passo será a eliminação do pouco que ainda resta da atual concorrência monetária global.  Tal eliminação ocorrerá por meio de uma centralização do dinheiro e do sistema bancário.  No final, é bem possível que surja algum tipo de banco central global, o qual irá manusear uma moeda única universal, resultante de uma fusão entre dólar, euro e iene.  Livre da concorrência imposta por outras moedas, este banco central global teria então ainda mais espaço para inflacionar.  A crise não apenas não acabaria, como ainda retornaria com força total em nível global.

Alguns economistas clamam por um padrão-ouro com o intuito de amarrar as mãos dos bancos centrais.

Governos e bancos centrais resistirão ferozmente a este arranjo.  Na condição de monopolista estatal da distribuição do dinheiro, bancos centrais não têm absolutamente nenhum interesse em perder seu poder.  Considero um retorno voluntário ao padrão-ouro algo totalmente irrealista.

E quanto à China?  O país quer estabelecer o renminbi como a moeda de reserva internacional.

Para a China, seria uma medida esperta lastrear o renminbi em ouro, pois isso afetaria a dominância global do dólar.  Com um renminbi lastreado em ouro, os dias de dominância econômica dos EUA e do dólar estariam contados.  O Ocidente, portanto, irá fazer todo o possível para impedir que a China adote essa medida.

Na Europa, os governos e o Banco Central Europeu (BCE) ignoraram a lei e agiram acima da lei para socorrer o arranjo do euro.  E não houve nenhum protesto público na Alemanha contra isso.

Os alemães aceitam passivamente receber ordens dos EUA sobre o que eles podem e o que eles devem fazer.  Os EUA possuem um interesse vital em garantir que o euro sobreviva porque, para o dólar, é mais conveniente ter um único concorrente a ter de competir com 17 moedas nacionais europeias.  No atual arranjo, os EUA precisam recorrer a apenas um Banco Central, o BCE, para fazer pressão política e impor seus interesses.

O socorro ao euro e a crescente concentração de poderes em Bruxelas estão gerando inquietações nos europeus.  Será que as elites políticas não estão testando demais a disposição da população em aceitar ainda mais integração política?

Governos e estados têm a tendência de centralizar seus poderes.  Na Europa, os poderes estão sendo transferidos para Bruxelas com o intuito de eliminar a concorrência entre os países.  O sonho dos estatistas é um estado mundial que imponha impostos e regulamentações uniformes, e que retire totalmente dos cidadãos a capacidade de melhorar sua vida por meio de emigração.  Os europeus já perceberam que, basicamente, a União Europeia nada mais é do que um enorme aparato de redistribuição.  Isso gera discórdia e incita a inveja e o rancor entre os cidadãos de diferentes países.

O que podemos fazer quanto a isso?

Para a causa da liberdade, o melhor seria se a Europa se desintegrasse no maior número possível de micro-estados.  Isso também vale para a Alemanha.  Quanto menor a extensão espacial de um estado, mais fácil seria emigrar e, consequentemente, menos intrusivo e coercivo teria de ser o estado.  Afinal, seria de seu total interesse fazer de tudo para que as pessoas produtivas se sentissem estimuladas a permanecer dentro de seu território.

Estados pequenos possuem vários concorrentes geograficamente próximos.  Se um governo passar a tributar e a regulamentar mais do que seus concorrentes, a população emigrará, e o país sofrerá uma fuga de capital e mão-de-obra.  O governo ficará sem recursos e será forçado a revogar suas políticas confiscatórias. 

O senhor quer retornar ao "Kleinstaaterei", o sistema de mini-países que vigorou na Alemanha no século XIX?

Apenas veja a evolução econômica e cultural ocorrida naquela época.  No século XIX, a área da qual a Alemanha hoje faz parte era a principal região da Europa.  As grandes realizações culturais ocorreram em uma época em que não havia um estado grande e centralizado.  Os pequenos territórios viviam em intensa concorrência entre si.  Todos queriam ter as melhores bibliotecas, os melhores teatros, as melhores universidades.  Essa região era significativamente mais avançada — tanto em termos culturais quanto intelectuais — do que a França, que, àquela época, já possuía um governo centralizado.  À medida que toda a cultura foi centralizada em Paris, o resto do país caiu na obscuridade cultural.

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Mas o livre comércio seria ameaçado pela secessão e por esse retorno a um arranjo de nações fragmentadas

Muito pelo contrário.  Estados pequenos têm necessariamente de comercializar.  Não há alternativas, pois seu mercado interno não é grande e nem suficientemente diversificado para que a população possa viver de maneira autônoma e independente.  Se eles não praticarem um livre comércio, morrerão de fome em uma semana.  É exatamente o mesmo fenômeno que ocorre com uma cidade pequena dentro de um país grande.  Se ela se fechar completamente e não comercializar com as outras cidades, seus habitantes morrerão.

Quanto menor o país, maior será a pressão para que ele adote um genuíno livre comércio e maior será a oposição a medidas protecionistas.  Toda e qualquer interferência governamental sobre o comércio exterior leva a um empobrecimento relativo, tanto no país quanto no exterior.  Quanto menor um território e seu mercado interno, mais dramático será esse efeito.  Se os EUA adotarem um protecionismo mais forte, o padrão de vida médio dos americanos cairá, mas ninguém passará fome.  Já se uma pequena cidade, como Mônaco, fizesse o mesmo, haveria uma quase que imediata inanição generalizada.

Adicionalmente, estados pequenos e soberanos não podem permanentemente culpar forças externas quando algo vai mal em suas economias.  Na União Europeia, Bruxelas é frequentemente culpada por todos os tipos de malefícios vivenciados nos países da UE.  Já com estados pequenos e independentes, os governos teriam de aceitar a responsabilidade pelos problemas vivenciados em seus próprios territórios.  Isso gera um efeito pacificador nas relações entre os países.

Mas se cada um destes pequenos estados tivesse sua própria moeda, isso acabaria com a integração dos mercados de capital.

Estados pequenos não podem se dar ao luxo de utilizar uma moeda própria porque isso elevaria enormemente os custos de transação.  É como se você tivesse de trocar de moeda todas as vezes que fosse de uma cidade para outra dentro do mesmo país.  Isso seria um custo de transação irracional.  Logo, tais estados teriam de se esforçar, de forma natural, para adotar uma moeda em comum e que fosse independente de governos e fora da influência de políticos e burocratas.  Há uma grande probabilidade de que eles iriam concordar em adotar como moeda uma commodity como o ouro ou a prata, cujo valor é determinado pelo mercado. 

Em suma, a secessão também promoveria uma integração monetária e levaria à substituição do atual sistema monetário baseado em moedas fiduciárias nacionais — que flutuam entre si e se desvalorizam diariamente — por um padrão monetário baseado em uma commodity totalmente fora do controle dos governos.  Assim, o mundo seria formado por pequenos governos liberais e seria economicamente integrado por meio do livre comércio e de uma moeda-commodity internacional.  O Kleinstaaterei leva a mais mercado e a menos intervenção estatal no sistema monetário.

Mas se a Europa fosse uma coleção de pequenos estados, não seria correto dizer que, no cenário internacional, ela não teria nenhuma influência, ao menos em relação aos grandes estados?

Essa tese não se sustenta.  Afinal, como é que Suíça, Liechtenstein, Mônaco e Cingapura conseguem estar economicamente no topo?  A minha impressão é que estes países são mais ricos do que a Alemanha, e que os alemães eram ricos antes de embarcarem na aventura do euro.  É imperativo nos livrarmos desta falsa e perigosa ideia de que o comércio e os negócios ocorrem entre estados.  O comércio e os negócios ocorrem entre indivíduos e empresas que produzem em diversos pontos geográficos.  Economias não consistem de estados concorrendo com outros estados, mas sim de indivíduos e empresas concorrendo com outros indivíduos e empresas. 

Não é o tamanho de um estado o que determina sua prosperidade, mas sim a capacidade e o preparo de seus cidadãos.  


Na próxima e última parte da entrevista, o professor Hoppe abordará a questão da ausência do estado e falará sobre as possibilidades do funcionamento de um arranjo anarcocapitalista.



autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • anônimo  27/01/2014 11:42
    In Hoppe we trust!!!
  • Julio Heitor  27/01/2014 12:26
    Bacana esta entrevista ser publicada numa revista conceituada na Alemanha. Fico feliz que cada vez mais libertários estão ganhando espaço na mídia. Isso mostra que nosso trabalho está dando resultados!

    Abraços!
  • Mohamed Attcka Todomundo  28/01/2014 15:27
    pensei o mesmo ao ver q eh uma revista de prestigio e q atende publico grande. tomara q as pessoas fiquem c/ a pulga atras da orelha e pesquisem a respeito
  • Andre B.  27/01/2014 13:05
    "É necessário poupar mais e consumir menos. Sem poupança, não há investimentos viáveis."
    Aí vem o ignorante dizer que essa "era do consumismo desenfreado" que vivemos é culpa do capitalismo...
  • anônimo  27/01/2014 13:10
    Mas isso não significa que não esteja havendo inflação. Basta você olhar para as principais bolsas de valores do mundo e ver como elas estão se comportando; aí você vai identificar para onde exatamente está indo esse dinheiro criado pelos bancos centrais e entregue ao sistema bancário.

    Alguém poderia explicar melhor o que, exatamente, está acontecendo com as bolsas e como você vê para onde está indo esse dinheiro? Eu achava que ele não estava indo pra canto nenhum, os bancos estavam guardando
    Muito obrigado
  • Marcio  27/01/2014 13:24
    Bancos não estão entesourando tudo (se o fizessem, eles simplesmente não teriam ganhos). Eles estão emprestando uma parte para pessoas com ótimos históricos creditícios. E essas, por sua vez, jogam o dinheiro no mercado de ativos.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1501
  • Joao  27/01/2014 13:54
    O sentido de pertencer ao bloco econômico não é justamente se aproximar do livre comércio entre os participantes?
  • Andre Cavalcante  27/01/2014 17:18
    Sim, e eles são bem-vindos. Mas a UE é exatamente isso: uma União, um único país chamado Europa...
  • Pedro  27/01/2014 18:08
    Sim, mas não é a única e muito menos a melhor forma de se fazer isso, veja por exemplo o caso do Mercosul, onde há mais protecionismo do que livre comércio, e o caso europeu, onde uns países vivem as custas de outros.

    A melhor forma de aproximar os comércios (ironicamente), é justamente a secessão, quanto menor forem os países maior a necessidade de mercados abertos, pois será impossível um país muito pequeno almejar a auto-suficiência, Hong Kong e Cingapura são exemplos disso, são as regiões mais abertas do mundo ao mercado estrangeiro. Além disso, de certa forma, países competem entre si por habitantes, especialmente habitantes produtivos, se um país elevar muito os impostos haveria muito mais opções de migração do que há hoje com apenas 200 países ao redor do globo.
  • anônimo  27/01/2014 14:41
    "No final, é bem possível que surja algum tipo de banco central global, o qual irá manusear uma moeda única universal, resultante de uma fusão entre dólar, euro e iene."

    Vish professor, não dá idéia...
  • Luiz Berenguel  27/01/2014 15:04
    Entrevista realmente esclarecedora do perigo que representa o Estado para a sociedade. Enquanto as pessoas acreditarem que podem contar com ele, estarão sempre em apuros. O Estado deve ser menor, e menos presente na vida do cidadão urgentemente.
  • Emerson Luis, um Psicologo  27/01/2014 15:49

    Qual será o futuro da civilização global: centenas ou milhares de microestados, ou meia dúzia de macroestados? O que seria melhor é evidente, a questão é o que a maioria vai preferir.

    Aliás, qual a diferença de tamanho entre um estado pequeno e um microestado?

    * * *
  • anônimo  27/01/2014 16:57
    estado pequeno: Nova Zelândia, Chile, Paraguai
    microestado: Luxemburgo, Cingapura, Honk Kong
  • Bezerra  27/01/2014 23:01
    Estado pequeno = Estado de São Paulo (se fosse um país independente)
    Microestado = Cidade de São Paulo (se fosse um país independente)
  • Matias  23/03/2015 18:54
    Eurásia, Lestásia e Oceania, se esse for o futuro já sabemos o que nos aguarda...
  • amauri  27/01/2014 16:32
    Existe um país que manipula dados, dá privilegios para um pequeno grupo de empresarios e banqueiros, é intervencionista na economia,...Nao é razoavel dizer que este pís tambem pode fornecer informacoes importantes sobre suas futuras investidas? Imagine como em um país assim, o que pode ser feito em uma bolsa de valores. É uma festa de arromba. Ou nao?
  • Julio  28/01/2014 18:47
    É justamente isso que acontece atualmente por causa do tamanho grande do estado.
    Como o artigo bem coloca, "Já com estados pequenos e independentes, os governos teriam de aceitar a responsabilidade pelos problemas vivenciados em seus próprios territórios.", ou seja, a população teria um controle maior.

    Caso um estado pequeno e independente se utilizasse dessas práticas, a população também poderia emigrar para outros estados: "O sonho dos estatistas é um estado mundial que imponha impostos e regulamentações uniformes, e que retire totalmente dos cidadãos a capacidade de melhorar sua vida por meio de emigração.".
  • Thiago Freire  27/01/2014 17:18
    Interessante tese, concordo em diversos aspectos e suscito uma questão:
    A tese da "necessidade da secessão" se aplica também aos grandes conglomerados? É inegável a sua grande influência exercida sobre o livre mercado, comparável, até certo ponto, aos Estados. Logicamente não se propõe uma secessão imposta, simplesmente uma análise, do ponto de vista libertário, no que se refere à atuação desses organismos dentro do livre mercado.
  • Andre Cavalcante  27/01/2014 18:25
    Ao Thiago Freire 27/01/2014 17:18:40,

    Em relação aos "grandes conglomerados": porque eles se tornaram assim tão grandes? favorecimentos dos estados ou capacidade de gestão/inovação/produção de bens que os consumidores querem?

    No primeiro caso, a ação dos "grandes conglomerados" acaba sendo bem danosa ao mercado, por este não ser livre, uma vez que pode aplicar preços monopolistas e diminuição da qualidade de seus produtos, com a certeza que nenhum pequeno vai interferir em seus lucros. A secessão e a criação de estados diminutos simplesmente acabaria com os favorecimentos, pois nenhum estado seria suficientemente grande para isso, de forma o "grande conglomerado" ruiria com o próprio peso. E é por isso que (acho eu) as ideias contidas no artigo são muito interessantes, mas inviáveis, pois os estados favorecem alguns grupos e estes solidificam o estado numa simbiose complicada de romper. Para isso acontecer uma mudança radical na mentalidade das pessoas precisa ocorrer primeiro.

    No segundo caso, eles serão "grandes" apenas no tempo em que as pessoas ainda comprarem seus produtos, o que acontece sempre que eles realmente cumpram com a fama de boa capacidade de gestão/inovação/produção. Em um mercado livre, um pequeno pode rapidamente virar o jogo para cima de um grande que "pare no tempo". Se não há ninguém que possa competir é porque a gestão e a produção já estão ótimas (do ponto de vista do fornecimento ao mercado) e nenhuma outra empresa pode superá-la. Então sua atuação não é danosa ao mercado. Antes, é um farol a ser copiado e/ou o concorrente a ser superado.


  • augusto  27/01/2014 21:11
    Interessante observar que o link para o artigo sobre Kleinstaaterei diz exatamente o contrário do que o Hoppe argumenta:

    "The decentralised nature of Kleinstaaterei made it difficult for the German economy to live up to its potential. Varying systems of weights and measures, different currencies and numerous tariffs impeded trade and investment, although the creation of the German Customs Union had begun to lift these barriers. The startling rapidity of Germany's economic growth after unification under Bismarck provided further evidence that the Kleinstaaterei had been economically repressive. The system did contribute to cultural diversity within Germany, and the numerous rival courts—though usually politically insignificant—often gained some renown through patronage."
  •   27/01/2014 22:44
    Ao contrário, confirma exatamente o que o Hoppe disse. A evolução cultural foi acentuada, mas o comércio e a economia foram prejudicados por causa da imposição de tarifas e da utilização de várias moedas distintas.
  • felipe filho  28/01/2014 01:16
    Não sei se esta minha participação será liberada pela moderação, mas a farei mesmo assim. Há alguns anos decidi me dedicar com alguma disciplina à leitura dos livros do escritor francês René Girard. Caso alguém aqui já tenha feito o mesmo sabe que, dentre outras proposições, ele lança uma ousadíssima hipótese antropológica sobre aquilo que determinaria a dinâmica predominante dentro das sociedades humanas: a inexorável tendência que temos de apaziguar nossas hostilidades generalizadas escolhendo um objeto "reconciliador" chamado de "bode expiatório" . Desnecessário dizer que os três últimos séculos nos dão ao menos razões para olhar a teoria deste pensador católico com doses generosas de boa vontade.Vamos lá. Na revolução francesa o dono dos chifres atendia pelo nome de "aristocracia"; com Marx descobrimos a malvadeza nefasta da "burguesia"; em Freud fomos surpreendidos com neuroses mentais desencadeadas pelas repressões da "autoridade familiar"; do feminismo radical não escapa uma só figura de "homem" digna de respeito, já que são todos uns miseráveis responsáveis pelo "patriarcado"; e, apenas para terminar a lista, da leva dos ateístas militantes do ocidente recebemos as mais agressivas recomendações contra as religiões e, mais especificamente, o suprassumo da alienação:o cristianismo. Qual é a minha motivação escrevendo isto logo aqui, no espaço dos "libertários"?Simples: mostrar que quando um grupo de pessoas orbita em torno de um escopo comum de crenças, sejam elas quais forem, até mesmo entre os amantes da "liberdade", haverá sempre o risco de materializar a Injustiça em um objeto facilmente identificável.Simplificando, digo isto para lamentar a ocorrência recorrente deste processo bem aqui entre vocês: o judas do libertário é o "funcionário público". Vemos então o velho ciclo da perigosa disputa pela justiça mais justa se repetindo. Que espécie de preciosismo abobalhado é esse que acusa-- sim, acusa!-- uma pessoa que ocupa cargos públicos de falta de ética? Teve até uma pobre alma, aflitíssima por estar traindo seus puros deveres de "libertário" afirmando que se colocaria a disposição de um futuro tribunal que o condenasse a partir da "nova moral"!Com que tipo de puritanismo conceitual infantil estamos lidando? Partamos do princípio de que as teses libertárias respondam e resolvam alguns dos problemas com os quais temos de brigar na aridez do dia a dia. Quem te dá o direito de, arvorando-se numa suposta compreensão supra-histórica, infligir ao outro responsabilidade por não ter sido agraciado com a tua iluminada visão dos problemas?De repente um sujeito vem e me diz que meu pai, o cidadão mais honesto que jamais conheci nessa vida, é um indecente comparável a um "guarda de gulag", ou a um "ladrão de velhinhas"!Que figuras virginais são esses fanáticos(Sim, existem fanáticos utópicos entre vocês, e não são poucos)!!Isso corresponde a um procedimento usado,e muito, por TODOS os coroinhas revolucionários que pintaram os séculos passados com milhões de litros de tinta vermelha. Todos!Almejar o aumento da liberdade individual é uma das poucas causas ainda dignas de respeito, bem como é fácil o reconhecimento de que essa mesma liberdade só encontrará na frente de si um trilho favorável se for levada adiante a edificação de um centro de cultura e comércio o mais longe possível do campo magnético estatal.Mas isso exige, antes de tudo, uma refinada otimização das abordagens, e cautela necessária para não mandar mais um punhado de bruxas à fogueira.


    "O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal do seu inferno."

    Friedrich Nietzsche


  • Fabio - DF  28/01/2014 15:24
    É uma pena, as pessoas lerem bons autores e não entenderem o que ele quis dizer. Criam uma versão distorcida do sistema teórico e saem aplicando a esmo.
  • Lg  28/01/2014 16:51
    Por que vocês (esquerdistas) não usam parágrafos? É legado de Marx isso?

    Agora tenho que gostar de funcionário público? Um parasita que não produz nada que me interessa e tem seu salário pago com dinheiro roubado de inocentes?
    Sou roubado por essa classe a cada segundo que estou vivo, se tento me defender do roubo desses vagabundos eu serei sequestrado ou morto, e mesmo assim devo gostar dessa corja? Vá se catar... arranja um emprego de verdade e aprende a usar parágrafos seu socialista ignorante.
  • felipe filho  28/01/2014 17:35
    Eu, esquerdista?Não, não, foi "socialista" que você disse? De onde foi possível deduzir isso?Que genialidade assombrosa, meu amigo, parabéns!!Puxa vida, será que me entreguei no texto e não percebi? Onde disse que alguém teria de "gostar" de funcionário público, meu deus do céu?!!!Mas na burrice catastrófica que assola este país é assim mesmo, você gasta mais tempo explicando o que não disse do que discutindo o que disse.Que reaçãozinha de mocinha é essa, que não aguenta ler algo que fuja um pouco do seu terreno de convicções? Vai se catar você, seu imbecil! A pessoa que acusa um outro por ter feito uma escolha baseada em situações bem específicas de "ladrão" merece é um chute no meio da bunda pra ver se aprende alguma coisa. O outro, que nem leu o Girard, também numa reação de menininha histérica, sai com reprovaçãozinha de fanático "libertário", sem contra argumentar nada(nem poderia).Quanto a expressões como "vai arranjar um emprego de verdade"--note que eu nem disse qual era o meu ofício--, isso é coisa de redneck--uma espécie que, infelizmente, tende a se alinhar com algumas linhas da direita-- super moralista que alimenta ódios contra que não é tão limpinho e asseado moralmente como ele(aliás, os esquerdistas usam do mesmo expediente). Não, não sou tão purinho assim para apontar o dedo para meio mundo baseado em idéias abstratas. Outra, além de eu escrever muito melhor do que você, ainda sou um muito preguiçoso--aí, outra falha, outro pecado, que imoral eu sou!!!--para me preocupar com parágrafos num espaço de comentários de internet. Então, sem parágrafos mesmo, vai catar coquinho capacho de "ideal"!!
  • Fabio - DF  29/01/2014 20:51
    Menininha histérica é que perde o controle por qualquer contestação feita a idéias erradas! Novamente sou obrigado a enfatizar que você leu Girard e não entendeu o que ele quis dizer. Primeiro você esqueceu de incluir o mimetismo (o sentimento que leva alguém desejar o que outra deseja), a causa dos tensões na sociedade, que geram os conflitos. E outra, e mais importante, você não entendeu que a vítima (o bode expiatório) é inocente e foi justamente o Cristianismo que provou isso. Você querer forçar a barra para afirmar o contrário é, no mínimo, desonestidade intelectual.
  • felipe filho  30/01/2014 07:43
    E a burguesia era culpada? E os judeus eram culpados? E o homem é o culpado pelo situação feminina? E o cristianismo é culpado pela alienação dos povos?E os funcionários públicos são culpados pelos erros de um sistema amante do estado? Isso é processo de bode expiatório, sim!!Você é que não tem imaginação para extrapolar o exemplo de Jesus Cristo como vítima inocente.
  • Fabio - DF  30/01/2014 13:48
    Confesso que cometi um erro de interpretação, mas você se expressa mal à beça. Haja vista o Lg também ter confundido o que você disse.
  • anônimo  30/01/2014 14:44
    'E os funcionários públicos são culpados pelos erros de um sistema amante do estado?'
    Culpados, depende de como se define culpa, diferente de todos esses outros exemplos que você deu, eles realmente se aproveitam dessa situação opressora e a maioria apóia explicitamente o agigantamento do estado.
  • anônimo  30/01/2014 14:55
    Tanto que nos fóruns de concurseiros há pouco tempo era comum comentários tipo 'ah, você quer mesmo a sua vaga? Então não vote no Serra, vote no PT, o Serra vai acabar com os concursos'
  • Andre Cavalcante  28/01/2014 17:37
    Lg,

    Calma lá, rapaz...

    O fato de um funcionário público ter seu salário pago por impostos não implica, necessariamente, que seu trabalho não seja valorizado pelas pessoas. Um bombeiro, um médico, um professor, um engenheiro da Petrobrás etc., todas essas pessoas, na falta de um estado (governo) estariam trabalhando quase do mesmo jeito na iniciativa privada. O único "crime" dessa gente, talvez, seja o fato de quererem o salário melhor e menos horas de trabalho que o serviço público oferece. Não dá pra julgar o outro com a sua moral. Para o funcionário de carreira ele é tão moral quanto qualquer outro trabalhador da iniciativa privada. A lógica do roubo por detrás do serviço público não é clara para eles.

    Já não dá pra falar o mesmo de um juiz do supremo, do ministro do planejamento, da diretor da receita, dos vereadores, deputados, senadores e a corja toda que lhes servem de assessores (aspones?)

  • felipe filho  28/01/2014 20:07
    Exato, André. E se é para falar de crime há que se ressaltar as aloprações do Leviatã, do Estado enquanto tal. O funcionarismo não só pode como deve ser atacado com severidade. Mas estaríamos conversando com crianças de 4 anos de idade para precisar enfatizar a diferença brutal entre o sistema como um todo e o indivíduo separado disso que é o funcionário?Precisa desenhar, porra?!Eu ataco o modus operandi do socialismo-comunismo no texto inteiro e o cavalo ainda me chama de "socialista". É UM NÍVEL DE HISTERIA PARA ALÉM DO PATOLÓGICO.Chego a entender porque às vezes o Olavo de Carvalho mete a sova em alguns libertários...
  • Atylla Arruda  29/01/2014 15:50
    Felipe Filho, Em uma ilha existe 10 pescadores, 8 pescam na praia com varas obtendo 10kg de peixe por semana cada, 2 pescam em alto mar nas suas pequenas jangadas obtendo 100kg de peixe cada por semana. O Partido dos PP(pescadores da Praia)venceu o partido
    dos PM(Pescadores do Mar) por 8 a 2 nas eleições da ilha. O PP aprovou um projeto de lei que toda pesca que entrar na ilha deve ser dividida igualmente entre os pescadores e criou um cargo público o fiscal da pesca para fazer valer a lei. Isso é correto para vc e pq?
  • anônimo  29/01/2014 17:29
    Continuando a história do Atylla...


    Um dos pescadores do alto mar se torna o funça responsável pela fiscalização. Todos deixam de poder contar com seus 100kg de peixes, ao passo que terão de dividir sua pesca bruta, agora menor, também com ele (como ele é um funcionário que exerce uma posição vital para que todos tenham peixes, sua cota é maior). Enquanto isto, o segundo pescador do alto mar, se sentindo lesado, "sonega" sua pesca, fazendo todos crerem que pescou menos do que realmente pescou. Ocorre que seu truque é descoberto, e o pescador é encarcerado por uma prática criminosa, e menos peixes entram na conta.
  • anônimo  29/01/2014 17:36
    Na revolução francesa o dono dos chifres atendia pelo nome de "aristocracia"; com Marx descobrimos a malvadeza nefasta da "burguesia"; em Freud fomos surpreendidos com neuroses mentais desencadeadas pelas repressões da "autoridade familiar"; do feminismo radical não escapa uma só figura de "homem" digna de respeito, já que são todos uns miseráveis responsáveis pelo "patriarcado"

    Falácia da falsa analogia

    quando um grupo de pessoas orbita em torno de um escopo comum de crenças, sejam elas quais forem, até mesmo entre os amantes da "liberdade", haverá sempre o risco de materializar a Injustiça em um objeto facilmente identificável.Simplificando, digo isto para lamentar a ocorrência recorrente deste processo bem aqui entre vocês: o judas do libertário é o "funcionário público".

    Falácia do espantalho.
    O seu lamento é um atestado de ignorância, não existe isso que você descreveu no mundo real.Leia alguns textos por aqui e vai ver que o libertarianismo e o PNA condenam QUALQUER UM que ganhe algo usando a força. Funcionário público é um caso dentre vários.
  • Eduardo Bellani  30/01/2014 01:47
    Vou responder ao comentarista pois os comentários exemplificando os
    'virginais fanáticos utópicos' foram meus.

    Qual é a minha motivação escrevendo isto logo aqui, no espaço dos
    "libertários"?Simples: mostrar que quando um grupo de pessoas orbita
    em torno de um escopo comum de crenças, sejam elas quais forem, até
    mesmo entre os amantes da "liberdade", haverá sempre o risco de
    materializar a Injustiça em um objeto facilmente
    identificável.Simplificando, digo isto para lamentar a ocorrência
    recorrente deste processo bem aqui entre vocês: o judas do libertário
    é o "funcionário público".


    Como eu disse em outro comentário, vaidade das vaidades. Em lugar
    algum da teoria ética libertária existe qualquer menção ao funça
    malvadão responsável pelo mal do mundo. O mundo não gira em torno do
    seu umbigo.

    Vemos então o velho ciclo da perigosa disputa pela justiça mais
    justa se repetindo. Que espécie de preciosismo abobalhado é esse que
    acusa-- sim, acusa!-- uma pessoa que ocupa cargos públicos de falta de
    ética?


    O preciosismo chama-se ética. Mais precisamente no meu caso ética
    libertária eudaimônica-argumentativa.

    Quem te dá o direito de, arvorando-se numa suposta compreensão
    supra-histórica, infligir ao outro responsabilidade por não ter sido
    agraciado com a tua iluminada visão dos problemas?De repente um
    sujeito vem e me diz que meu pai, o cidadão mais honesto que jamais
    conheci nessa vida, é um indecente comparável a um "guarda de gulag",
    ou a um "ladrão de velhinhas"!


    O direito é de nascença. Chama-se capacidade de raciocínio. Sobre os
    exemplos do gulag e do ladrão de velhinhas, seus leitores agradeceriam
    se você deixar de ser desonesto e histérico. Eu fiz uma analogia pra
    demonstrar como que as pessoas justificam seus vícios usando os mesmos
    argumentos que outras ao longo do tempo no caso do gulag, e no caso da
    velha demonstrei que a pessoa no caso estava justificando qualquer
    comportamento lucrativo como ético.

    isso exige, antes de tudo, uma refinada otimização das abordagens,
    e cautela necessária para não mandar mais um punhado de bruxas à
    fogueira.


    Suspeito que essa 'refinada abordagem' seja uma reclamação histérica
    sem parágrafos ao invés de endereçar os argumentos lógico-éticos apresentados.
    Muito obrigado pela oferta, mas prefiro meu direito de nascença.

    "É mais fácil cometer um assassinato do que justificar-lo"
    - Papinian
  • felipe filho  30/01/2014 06:19
    Falou o rei do "fala fala e não diz nada" deste site.

    Moderadores,está página permanece merecendo alta estima da minha parte,contudo, como já tinha sido advertido antes por chegados, a área dos comentários transformou-se num circo dos mais patéticos, frequentada principalmente por Nerds que do alto do seu lunatismo fanático vociferam contra o "autoritarismo" no mesmo instante em que portam-se como discípulos de uma seita. É uma pena. Mises foi um homem brilhante,sem dúvida,mas querer transportar suas reflexões quase filosóficas para uma esfera de aplicabilidade real só pode levar a sectarismos que traem, sobretudo(e como quase sempre), a memória do velhinho. Até o rapaz do "porco capitalista" refere-se a este lugar com certo desdém:

    "Na verdade, há muitos libertários que merecem e aceitam esta classificação, com uma visão próxima da minha. Acontece é que há um grupo pequeno dentro do libertarianismo que tenta tomar para sí o monopólio desta ideologia e tratam seu próprio discurso como o único legitimo.



    A maioria deles foram inspirados pelo Instituto Mises, que apesar de seu excelente trabalho e dos ótimos artigos que publica em seu site, foi tomado por radicais, anarco-capitalistas e pessoas que acreditam que as idéias de Rothabard e Hoppe são a evolução natural e inevitável das idéias dos primeiros austríacos.

    E como o brasileiro é um sujeito doutrinário que segue tudo religiosamente, abraçaram este discurso e não cessam de repeti-lo feito papagaios."




    Fiquei muito decepcionado com os comentaristas, realmente não esperava essa postura de aluninho de liceu, que tenta se destacar dos outros na demonstração de domínio de conceitos. Vige aqui o mesmíssimo sentimentalismo bocó que encontramos nas vertentes do materialismo histórico, ou seja, o critério único de avaliação, intelectual inclusive, é a "intimidade" com uma cosmovisão entendida histrionicamente como A cosmovisão.Um espetáculo de obtusidade, histeria escancarada, má vontade, respostas espiritualmente tímidas, como as desse tal de Eduardo, e, com semelhante relevância, inteligências aprisionadas dentro de uma gaiola abstrata de idéias.


    Triste, mas os artigos continuarei lendo.
  • Tulio  28/01/2014 01:35
    Li com atenção o artigo do Professor Hoppe, mas acho muito heterodoxo, para não dizer pertubador. Morei algum tempo na Europa e me acostumei a viajar sem fronteiras como se fosse um cidadão de todo aquele continente, me acostumei com o fato de não importar minha origem ou para onde me dirigtia. É claro que de nosso ponto de vista, como brasileiros, a Europa sempre se constituiu em um sistema de "Kleinstaaterei", razão pela qual a idéia de fragmentação como elemento fomentador de progresso parece heterodoxa demais. Não quero parecer excessivamente idealista, mas penso que há algo maior na União Européia, cansada de conflitos. Um amigo meu, um filósofo polonês costumava dizer que para eles, europeus, seria isso, a União, ou o risco de novas guerras...desentendimentos. "não há outro caminho para nós", afirmava meio desconsolado. A União, contudo, não demandaria, necessariamente, convergência monetária, inócua sem a quimérica convergência política, como ficou claro nas crises dos chamados PIGS,( Portugal, Itália, Grécia e Spanha).
    Talvez o projeto de moeda moeda única seja ambicioso demais em face da noção de soberania dos estados membros. Alguns desses países, na impossibilidade de emitir moeda, emitiram títulos em um verdadeiro frenesi de endividamento. O projeto de integração Européia aponta para algo humanista, nos lembra que podemos considerar nossos países como cidades dentro de uma única Pátria. Como seres humanos devemos torcer pelo sucesso deste experimento.
  • Andre Cavalcante  28/01/2014 13:12
    Tulio,

    O problema não é a "União", mas o país que eles criaram. Se houvesse centenas de "países" na Europa, eles poderiam se unir, fazer acordos econômicos multilaterais, abrir fronteiras etc. sem necessariamente se tornar uma grande nação (e um grande governo), como de fato está caminhando. Esse é o ponto do Hoppe. Aliás, as guerras só se fazem porque alguns governos tornam-se poderosos (e grandes) demais.

    Sobre o Euro há uma infinidade de artigos neste site. Procure por Euro na caixa de pesquisas e divirta-se.
  • Lucas S.  28/01/2014 13:31
    A ideia de secessão de estados é puramente econômica, estados pequenos são obrigados a manter o mercado aberto e pouco regulamentado para manter atraente a ideia de investir dentro deste estado em particular, caso contrário os indivíduos empreendedores iriam migrar para estados menos intervencionistas, logo fazendo o "pai mandão" ir à bancarrota.

    Um condomínio que não trata bem seus inquilinos os está incentivando a irem embora, não?!

    E como indivíduos devemos nos opor a qualquer tipo de união de estados. Não queremos viver em uma Lestasia ou Eurasia da vida né.
  • Lucas S.  28/01/2014 13:46
    Wow, que entrevista.

    Mas e aqui no Brasil, o que seria o ideal para o Brasil? Federalismo? Desintegração do governo federal? É fácil de ver que o poder é muito concentrado no federal, e na outra ponta os municípios não tem influência nenhuma. Uma situação de mendigagem dos municípios para as esferas mais altas.
  • Andre Cavalcante  28/01/2014 14:42
    No Brasil o caminho é a federalização, de fato. O Brasil é uma República Federativa só no nome. O poder político está todo centralizado em Brasília.

    O primeiro passo para isso seria os impostos serem arrecadados todos nos municípios. Só isso já bastaria para que os prefeitos vejam qual o tamanho do roubo. Logo, logo, eles gritariam para que a maior parcela fique no município (o que bom) e cada vez menos vá para estados e o governo federal. Só aí se pensaria em secessão e federalização.

    Mas... sabe quando o governo federal vai deixar os prefeitos terem esse poder? Vai esperando...
  • anônimo  28/01/2014 17:56
    Afinal, é muito mais fácil (e lucrativo) capturar e consolidar poder sobre um único país do que sobre vários.
  • carlos alberto  28/01/2014 15:13
    prefiro ler morus - utopia.
  • IRCR  28/01/2014 18:55
    Alguem saberia dizer quais bolsas no mundo estão subindo muito ? (tirando da Argentina e Venezuela que estão sendo bombadas pela inflação monetaria), quais outras ? pq a maioria está andando de lado desde 2008.
  • anonimo  02/02/2014 16:20
    O Banco Central Americano pertence aos Rothschild, Morgan e Rockefeller

    Objetiva a Globalização juntamente com o clube Bilderberg (Nova Ordem Mundial) comandam as políticas brasileiras.


    Fonte: www.causaimperial.org.br/index.php/arquivos/2304
  • anônimo  02/02/2014 18:21
    Será que a Família Real já saldou sua dívida com os Rothschild?
  • Ricardo Bahia  23/03/2015 16:35
    Leia Brasil colônia de banqueiros. Gustavo Barroso. Hoje 45% do orçamento vai para pagar essa herança dos Rothchild.
  • Andre Henrique  25/02/2016 14:34
    BANCO (de ativos) é um arranjo extremamente nocivo a humanidade... Pergunta: quem o criou?


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