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Capitalismo - a grande invenção da humanidade

A era das trevas, a era da veneração do estado — mais especificamente, a sangrenta era do comunismo, do nacional socialismo, do fascismo e do planejamento central — infelizmente não ficou restrita apenas aos livros de história.  Os fenômenos ocorridos nos últimos cinco anos ao redor do mundo mostram que a liberdade e o bem-estar da humanidade estão sob sério risco de voltar a ser esmagadas pelos governos.  E o que é pior: dessa vez, planeja-se um ataque coordenado em escala mundial.

Nunca foi tão necessário conscientizar as pessoas da realidade e reafirmar nossa lealdade à liberdade humana, que é a base da prosperidade e da própria civilização.  Para isso, é necessário o repúdio geral e incondicional a todas as forças ideológicas que se opõem a ela.

Os primeiros ataques empreendidos pelos inimigos da liberdade vieram ainda no início do século XX, com a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Bolchevique.  Esses dois eventos acabaram com a esperança e o ânimo de toda uma geração de liberais clássicos, pois interromperam de forma sangrenta e dolorosa séculos de progresso rumo à paz e à liberdade.  Aqueles homens entenderam algo que hoje nós próprios ainda não entendemos: os momentos da história humana caracterizados pelo conforto, pela segurança e pela prosperidade infelizmente são raros.

E a realidade é que, para as massas, a história do último milênio foi uma história de fome, escassez e doenças.  Na Inglaterra do século XII, por exemplo, ocorria uma crise de inanição generalizada a cada 14 anos.  Do século XIII ao século XVII, a escassez de alimentos aparecia a cada 10 anos.  Já nos dias de hoje, quando se fala em 'tempos difíceis', isso nada tem a ver com surtos de fome, inanição e doenças letais — exceto em países da África, onde não há nem resquícios de capitalismo.  Esses episódios, comuns àquela época, mataram dezenas de milhões, e obrigaram as pessoas a comer cachorros e cascas de árvores.

E mesmo aqueles que não sofriam com a fome também não viviam com conforto.  Para a maioria das pessoas, as casas eram minúsculas, com um buraco em seus tetos de junco e palha para permitir que a fumaça saísse.  As cidades tinham apenas uma bomba d'água, que era a fonte de toda a cidade.  A rede sanitária era precária, e surtos de lepra, escorbuto e tifóide eram coisas comuns e esperadas.  As pessoas se consideravam abençoadas quando seu filho conseguia sobreviver ao primeiro ano de vida, e eram muito poucos os adultos que passavam dos 30 anos de idade.

Oportunidade econômica era algo desconhecido, assim como a ideia de se ter uma prosperidade material em contínuo avanço.  A primeira ruptura nessa longa história de sofrimento aconteceu com o surgimento das sociedades comerciais da Espanha e do norte de Itália, e depois com a revolução industrial na Grã-Bretanha.  As pessoas passaram então a fugir em manada do interior rural em direção às fábricas.  Hoje os historiadores dizem que as condições de trabalho nessas fábricas eram deploráveis, com longas e duras horas de trabalho.  Sim, mas qual o padrão de comparação?  As condições eram ruins comparadas a quais outras?  A alternativa para a maioria das pessoas era viver como um indigente ou como uma prostituta — ou morrer de fome nas áreas rurais.

Muito pouca atenção é dada aos heróicos proprietários das primeiras fábricas.  Eles geralmente eram pessoas humildes, que incorreram em enormes riscos empresariais e que reinvestiam seus lucros na expansão das fábricas, em benefício dos trabalhadores.

Eles conseguiram abrir suas fábricas mesmo sob forte oposição das elites já estabelecidas, que não queriam concorrência e que os acusavam de estar enchendo a cidade de "gentalhas" e "ralés".  O único apoio intelectual que esses empreendedores tinham vinha dos economistas liberais clássicos, que perceberam que essa iniciativa empreendedorial representava liberdade e prosperidade para o homem comum.

O que estava sendo produzido nessas fábricas? Não eram bens para a nobreza, mas vestuários e equipamentos utilizados pelas pessoas comuns para melhorar sua vida diária.  Como disse Mises, essa foi a primeira vez na história em que a produção em massa foi feita para as massas.

A população da Inglaterra dobrou no século seguinte à Revolução Industrial — prova evidente de que tal revolução expandiu dramaticamente o padrão de vida das pessoas comuns.  Em nossa geração também pudemos testemunhar uma extraordinária evolução da livre iniciativa sempre e onde quer que a liberdade tenha sido permitida.  Apenas considere que, em 1900, a expectativa média de vida no mundo era de 30 anos.  Hoje, essa média é maior que 65.  É isso o que explica o extraordinário aumento da população global.

Mas qual foi a causa fundamental dessa revolução?  O desenvolvimento econômico, que nos trouxe alimentos abundantes, boa nutrição, saneamento e um grande avanço medicinal.  E, no entanto, analise nosso comportamento atual: simplesmente assumimos que restaurantes, bares, lanchonetes e supermercados com enormes variedades são coisas comuns, que sempre existiram e sempre existirão.  Ficamos irritados quando acaba o estoque de picanha do supermercado, e sequer tocamos na alface que já murchou na prateleira.  Deveríamos ter em mente que somos apenas a terceira ou a quarta geração na história do mundo que tem acesso rotineiro a essas coisas "banais" todos os dias do ano.

E qual é, por sua vez, a causa de todo esse desenvolvimento econômico?  Essa tão vilipendiada instituição chamada capitalismo, uma palavra que significa nada mais do que liberdade de gerir a sua propriedade, de fazer trocas voluntárias e de inovar.  O capitalismo se mostrou o mais espetacular motor do progresso humano, e sua expansão foi a maior ideia dos últimos séculos.  Todo o conforto material de que desfrutamos hoje devemos à economia de mercado, que talvez seja o menos compreendido e mais atacado alicerce da vida civilizada.

Mas por que o capitalismo, a economia de mercado e a liberdade, com todos os seus benefícios intrínsecos e óbvios, precisam de uma implacável e inflexível defesa intelectual?  Por causa de declarações como esta:

A legitimidade do capitalismo global como sendo o sistema dominante de produção, distribuição e trocas será erodida ainda mais, até o nervo central de seu sistema...; embora os vilões já tenham sido abundantemente apontados, todo o problema central está na dinâmica desse sistema capitalista global, desregulado e voltado para as finanças.

As palavras acima são do sociólogo e economista Walden Bello, mas em nada diferem das palavras normalmente proferidas por Paul Krugman, Joseph Stiglitz, acadêmicos, intelectuais e por todos à esquerda, à direita e ao centro.  Certamente, essa convicção de que o problema está no sistema de mercado é acolhida gostosamente por todos os burocratas que atualmente regulam a economia e provavelmente por quase todos os professores universitários mundiais.

"O capitalismo precisa de consciência", dizem em uníssono, pois de outra forma acabará sendo consumido pela "ganância destrutiva" dos capitalistas.  Alan Greenspan, o responsável-mor pela crise financeira, concorda entusiasmadamente, acrescentando que quando a ganância torna-se "infecciosa", ela desestabiliza os mercados. 

"Esse capitalismo desregulamentado tem de acabar", esperneia a mídia, sempre desnorteada, exigindo que os governos e seus bancos centrais assumam o controle (o qual nunca abandonaram) e apliquem regulamentações punitivas ao mercado, dando-lhe uma "consciência" e acabando com essa "ganância infecciosa".

A maior regulação das economias e dos mercados financeiros é apenas o começo.  Os gastos governamentais e as dívidas dos governos ao redor do mundo estão em franco descontrole.  Clamores por mais protecionismo já estão sendo atendidos em vários países.  O estado policial já está atacando os indivíduos que ousam manter sua segurança e privacidade.  Países que até então zelavam pela privacidade de seus habitantes — como a Suíça — foram abertamente ameaçados pelas grandes potências, que consideram intolerável a ideia de sigilo bancário, e tiveram de ceder à ameaça.  Com a arrecadação não acompanhando o aumento dos gastos, políticos ameaçam colocar na cadeia empresários sob qualquer suspeita de 'sonegação', que nada mais é do que o pecado supremo de querer manter para si os frutos de seu próprio trabalho.

Vamos deixar de lado nesse artigo todas as evidências (relatadas aqui e aqui) de que o atual colapso econômico é uma consequência óbvia da intervenção governamental na moeda, nos juros, nos mercados de crédito, bem como da própria regulação dos mercados financeiros.  Em vez de nos centrarmos nessas obviedades, vamos nos concentrar apenas nas críticas e protestos feitos pelos que defendem mais regulamentações. 

Eles dizem não querer erradicar a economia de mercado e nem substituí-la pelo socialismo; eles querem apenas melhorá-la, deixá-la mais transparente, torná-la mais honesta e salvá-la de si própria.  Essa é a argumentação favorita dos moderados, que se dizem a favor do mercado, mas contra um capitalismo sem controles. (A óbvia contradição entre mais controle estatal e mais honestidade e transparência é algo que aparentemente lhes escapa).

A pergunta fundamental que deve ser feita a essas pessoas é: vocês acreditam que o capitalismo é maculado pelos pecados dos indivíduos — sendo que, nesse caso, nenhum sistema social poderia ser melhor, uma vez que todos são compostos por indivíduos pecaminosos —, ou vocês acreditam que há um pecado intrínseco ao capitalismo em si e que este pode ser suprimido pelo estado?

A resposta deles é óbvia.  Afinal, se estamos falando de pecados individuais, o mercado foi brutal em sua punição.  Da mesma forma que, durante a expansão artificial fomentada pelo crédito fácil, as pessoas ignoraram preocupações básicas como histórico de crédito, viabilidade dos investimentos e rentabilidade das empresas, tão logo a expansão chegou ao fim e deu-se início à recessão, o mercado logo se prontificou a fazer uma caça àquelas empresas e pessoas que cometeram erros, que investiram no que não deveriam e que deram dinheiro para quem não podia pagar.  O grande problema é que este expurgo não pôde ser completado em decorrência das intervenções governamentais e de seus infindáveis programas de socorro, tanto por meio do aumento dos gastos quanto por meio da redução dos juros.

Não importa se o problema foi ganância, erro ou apenas um mau prognóstico, os mercados são implacáveis.  A bancarrota será o resultado.  Os governos podem apenas postergar o inexorável.  Que estejam utilizando dinheiro dos pagadores de imposto para tentar adiar os problemas e salvar empresas com boas conexões políticas é algo que, além de imoral, trará resultados maléficos mais pra frente.  Nenhuma instituição — e certamente não o governo — tem um maior desejo de se corrigir a si própria do que o mercado.

Entretanto, se você acredita que há algum pecado no cerne do capitalismo, então de fato não faz sentido permitir que o mercado se policie a si próprio.  Você certamente irá querer deixar tal serviço para políticos e burocratas.  A consequência será inevitável: uma vez que os reguladores estiverem livres para "corrigir" a economia de mercado, não haverá fim à quantidade de falhas e defeitos que a classe política — para proveito próprio — irá descobrir e tentar corrigir.

O resultado final serão mercados restringidos e aleijados até o ponto em que não conseguirão fazer o que supostamente devem fazer.  Na melhor das hipóteses, teremos uma sociedade imóvel, burocratizada e paralisada, com escassez de inovações e oportunidades, tendo de sustentar um estado assistencialista improdutivo e recheado de corrupção política.  Isso, por sua vez, irá infectar toda a mentalidade das pessoas, encorajando uma atitude de dependência e de resignação, algo contrário ao espírito empreendedor, que é o que traz desenvolvimento.

E isso — a cultura da dependência — é também um dos maiores problemas da atualidade, gerado justamente pela difusão de ideias anticapitalistas e estatizantes.  Por exemplo, dentre as principais objeções à idéia de uma sociedade de mercado está a de que os mais incapazes serão deixados para trás, ficarão pobres e não terão ninguém para cuidar deles.  Uma resposta fácil a essa questão seria dizer que a caridade privada poderia cuidar disso; no entanto, quando olhamos ao nosso redor, vemos as instituições beneficentes fazendo apenas tarefas comparativamente pequenas. O setor simplesmente não é grande o suficiente para cuidar da parte que o governo se omite em fazer.

É aqui que se requer imaginação. O problema é que as atividades do governo inibem as atividades privadas e reduzem os serviços do setor privado para níveis menores do que seriam em um livre mercado. Antes da era do assistencialismo, as instituições de caridade do século XIX formavam uma vasta operação cujo tamanho era comparável ao das maiores indústrias. Elas se expandiam de acordo com as necessidades. Eram em grande parte supridas por igrejas através de doações, e a questão ética estava lá: todos davam uma porção do orçamento familiar para o setor caritativo. Uma freira como Madre Cabrini chegou a cuidar de um verdadeiro império beneficente.

E então veio a era progressista, e a ideologia mudou. A caridade passou a ser considerada um bem público, algo a ser estatizado. O estado começou a invadir um território até então reservado ao setor privado. E à medida que o assistencialismo estatal cresceu durante o século XX, o tamanho comparativo do setor privado diminuiu.  Vejam a situação trágica de Europa, justamente o continente que deu à luz aos serviços de caridade. Hoje, poucos europeus doem para a caridade porque todos têm a crença de que esse é um serviço para o governo. Além do mais, tendo que pagar impostos abusivos, realmente não sobra muito para doações.

Parece absurdo ter de dizer isso, mas a legitimidade do capitalismo não está em questão.  Não fosse a misteriosa persistência desse viés anticapitalista, já estaria perfeitamente claro para todos que as únicas instituições que devem ser seriamente questionadas atualmente são os governos (reguladores, tributadores, burocráticos e protecionistas) e seus bancos centrais — estes, os causadores da bagunça; aqueles, os inibidores da recuperação.

Pense bem na histeria que vivenciamos nos últimos cinco anos, a quem direcionaram a culpa e a quem pediram soluções, e você terá a perfeita definição de um mundo às avessas.  É algo não apenas incrível, como também assustador.  A economia de mercado criou uma prosperidade incomensurável e, década após década, século após século, gerou miraculosos feitos de inovação, produção, distribuição e coordenação social.  Ao livre mercado devemos toda a nossa prosperidade material, todo o nosso tempo de lazer, nossa saúde e longevidade, nossa enorme e crescente população e praticamente tudo o que chamamos de vida em si.  O capitalismo, e apenas o capitalismo, salvou a humanidade da pobreza degradante, das enfermidades desenfreadas e da morte prematura.

Na ausência da economia capitalista e de todas as suas instituições essenciais, a população mundial iria, com o passar do tempo, definhar até uma pequena fração do seu tamanho atual, sendo que o que sobrasse da raça humana seria sistematicamente reduzido à subsistência, comendo apenas o que pudesse ser caçado ou acumulado.  Mesmo a instituição que é em si a fonte da palavra civilização — a cidade — depende das trocas e do comércio, e não poderia existir sem isso.

E isso é apenas para mencionar os benefícios econômicos do capitalismo.  Mas o sistema também é uma expressão de liberdade.  Ele não é exatamente um sistema social; ele é o resultado natural de uma sociedade em que os direitos individuais são respeitados, em que as famílias, os negócios e toda forma de associação podem se desenvolver sem coerção, roubo, guerra e agressão.

O capitalismo puro protege o fraco do forte, e garante liberdade de escolha e de oportunidade para as massas que antes não tinham outra opção senão viver em um estado de dependência em relação àqueles que detinham os poderes políticos.

Compare o histórico do capitalismo com o do estado, que, apenas no século passado, matou centenas de milhões de pessoas com seus campos de concentração, suas guerras e com a fome provocada tanto pela economia planejada quanto deliberadamente, como estratégia política.  E o próprio histórico do tipo de planejamento central que agora está sendo imposto ao mundo é totalmente abismal.

Sempre que o estado tentou erradicar alguma coisa — desemprego, pobreza, drogas, ciclos econômicos, analfabetismo, crime, terrorismo —, ele acabou gerando mais daquilo, muito mais do que seria gerado caso ele não tivesse feito absolutamente nada.

O estado nunca criou nada de bom.  Foi o mercado quem criou tudo.  Mas se a economia entra em recessão e o desemprego sobe, o que acontece?  Os principais intelectuais se assanham e saem propagando novamente que a Revolução Bolchevique foi uma ótima ideia, ainda que os resultados não tenham sido bem aqueles que os idealistas desejavam.  Todos começam a dizer que devemos repensar todas as bases da própria civilização.

Em toda sociedade há ganância, fraude e roubo.  Nas sociedades socialistas, quando esse tipo de comportamento é denunciado — não obstante a regra nestas sociedades seja a luta contínua e sanguinária pelo poder —, poucos se importam.  Alguns até atribuem isso aos resquícios de pensamento capitalista.  Agora, quando esses vícios são denunciados em economias relativamente livres, a gritaria é inevitável: acabem com a liberdade de troca e coloquem o estado no comando!

Por fim, voltando à pergunta original: por que o capitalismo, a economia de mercado e a liberdade, com todos os seus benefícios intrínsecos e óbvios, precisam de uma implacável e inflexível defesa intelectual?

Considere a descrição que Ludwig von Mises fez da cultura intelectual predominante em 1931, quando o mundo ia se afundando na depressão econômica:

O sistema econômico capitalista, que é o sistema social baseado na propriedade privada dos meios de produção, é hoje rejeitado unanimemente por todos os governos e partidos políticos.  Mas nenhum acordo foi feito em relação a qual sistema econômico deve substituí-lo no futuro.  Muitos, embora nem todos, veem o socialismo como o objetivo final.  Eles teimosamente rejeitam o resultado do exame científico da ideologia socialista, o qual demonstrou a impossibilidade econômica do socialismo.  Eles se recusam a aprender com os experimentos socialistas da Rússia e de outros países europeus.

Entretanto, considerando-se os objetivos das atuais políticas econômicas, parece haver um completo acordo entre as partes.  A finalidade é um arranjo econômico que supostamente represente uma solução conciliatória, um "meio-termo" entre socialismo e capitalismo.  Não há a intenção de abolir a propriedade privada dos meios de produção; a propriedade privada poderá continuar existindo, embora sendo regulada, controlada e tributada, e tendo suas aplicações direcionadas pelo governo e por outros agentes do aparato coercivo do governo.  Com relação a esse sistema intervencionista, a ciência econômica demonstra com indiscutível lógica que ele é contrário à razão; demonstra que essas intervenções, que objetivam moldar o sistema, jamais poderão cumprir os objetivos que seus proponentes esperam alcançar, e que cada intervenção terá consequências inesperadas e indesejáveis.

Após Mises ter escrito isso, o fascismo se intensificou na Itália e o Terceiro Reich começou seu programa de extremo intervencionismo, militarismo e protecionismo na Alemanha.  O New Deal chegou aos EUA e tudo terminou em uma guerra mundial e em um holocausto.  Quanto você acha que as coisas realmente mudaram de lá pra cá?  O ódio ao mercado deve ser retaliado com a defesa da liberdade, em todas as gerações.  Não é nenhum exagero dizer que nossas vidas dependem disso.



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Solução para a África  10/01/2014 06:23
    Cansado de discutir com alguns místicos sociais a respeito da África, resolvi que seria melhor mostrar-lhes isto. Aqueles místicos sociais se recusam a ver, mas está aí a prova. A solução pra distanciar a África da miséria:

    www.bedia.co.bw/article.php?lang=pt&id_mnu=2
  • TêVê  10/01/2014 16:27
    www.inquisitr.com/428836/bono-only-capitalism-can-end-poverty-video/
  • Maycon R Campos  11/01/2014 12:03
    É simplesmente fantástico.
  • Marco  10/01/2014 06:23
    Ola a todos, bom não concordo com o argumento de que o cpitalismo seja um sistema benefico para a humanidade, pois é um sistema que não tem por objetivo o conforto do pova mas sim a parametrização dos "bens" para fins de comercio,como a propriedade privada não nos prepara para as intempreres da natureza ou do tempo e não nos inspira realmente a evoluir. Concordo que o capitalismo foi indispensavel na evolução humana pois foi o catalizador que nos mostru o caminho para novos processos de produção e gerenciamento; Ao mesmo passo que tambem nos escravisou de inumeras formas tamto que não sabemos viver sem ele. Mas nada disso importa pois se o capitalismo não for trocado não haverá um futuro, afinal nosso planeta não suporta mais o nosso consumismo desesperado, O fato é que a humanidade esta gastando os recursos que temos para produção de bens de consumo para sustentar o capitalismo quando deveria estar gerenciando os recurços a fim de mante-los até que encontremos novas soluões. fora o fato é que por conta dos lucros as impresas retardam o lançamento de descobertas para poderem cobra cada pequena melhoria, as impresas de produtos médicos não fazem pesquisas de doenças que são tipicas de lugares muito pobres pq não lucrariam com as vendas, fora o fato de que se descartarmos os crimes passionais todos os outros tem origens no capitalismo e ou na propriedade privada.

    Quem disse que mudamos? o mundo continua o mesmo que era na época dos egipcios a piramide de classes continua la os pobres ainda são pobres e ricos ainda são ricos. o que mudou? ah! Hoje temos conforto! Você! mas o mundo não funciona se só uns estão bem! A prva é que o capitalismo esta desmoronando, e agora é mantido por medidas de um grupinho que lucra sozinho! as custas do suor de metade do planeta que trabalha e não tem nada. pois não são beneficiados pelo sistema!
  • Doutrinador  10/01/2014 06:33
    Eu sou fã destes socialistas mansinhos que vêm aqui fingindo adotar um discurso conciliador apenas para que lhe dêem atenção. O roteiro é sempre o mesmo:

    No início, o sujeito diz "concordar em linhas gerais com o artigo" (tal preâmbulo é necessário para passar a imagem de equilibrado e para deixar claro que, logo a seguir, virá uma crítica construtiva). Em seguida, de leve e indiretamente, ele começa a listar os "defeitos" do capitalismo. À medida que a mensagem vai se alongando, os demônios do sujeito vão ficando mais indomáveis e suas invectivas vão ficando mais intensas. No final, após já ter estuprado a língua portuguesa, o sujeito já está praticamente pedindo a volta de Marx.

    Veja este Marco, por exemplo. Começou mansinho. Lá pelo meio, entre outras coisas, já estava dizendo que "se o capitalismo não for trocado não haverá um futuro, afinal nosso planeta não suporta mais o nosso consumismo desesperado" ao mesmo tempo em que diz que os pobres continuam tão pobres quanto na época das pirâmides do Egito. Ora, ou uma coisa ou outra. Ou os pobres continuam destituídos ou eles melhoraram tanto de vida que já temos de reverter todo o processo para tentar "salvar o planeta" da onda de consumismo a que todos nós nos entregamos. Até onde sei, não é possível existir pobre consumista que vive no luxo.

    O sujeito também diz, em um idioma próprio, que "por conta dos lucros as impresas retardam o lançamento de descobertas para poderem cobra cada pequena melhoria, as impresas de produtos médicos não fazem pesquisas de doenças que são tipicas de lugares muito pobres pq não lucrariam com as vendas".

    Ou seja, segundo o iluminado, as empresas não lançam produtos para acabar com doenças porque estão em busca do lucro. Ei, Marco, se as empresas não lançarem produtos, aí sim é que elas não terão lucro nenhum. Que lógica é essa? Ademais, por que o governo, esta entidade tão amada, não procura a cura para doenças? Dinheiro para isso não lhe falta; ele tem mais recursos que qualquer empresa farmacêutica. Será que não tem competência?

    Por fim, ainda segundo Marco, o que mudou ao longo do tempo é que hoje temos muito conforto! Ora, mas esse aumento do bem-estar é justamente o legado indelével do capitalismo. O que mais ele queria? Se tornar imortal?

    Por fim, ele diz que "o capitalismo está desmoronando". Falta explicar como pode estar desmoronando algo que sequer foi implantado em sua totalidade. O que está desmoronando é a social-democracia e o estado assistencialista. E seu fim será algo absolutamente traumático. O que virá depois (capitalismo pleno ou socialismo) é que deve ser fonte de preocupação e incansável embate intelectual.
  • Alan  10/01/2014 11:20
    Olá Doutrinador, eu, sinceramente, acho que o socialismo tal qual se viveu na União Soviética jamais voltará. Nem mesmo os esquerdistas apostam nesse modelo, que na prática, foi um fracasso.

    O anarco-capitalismo ainda vai ser fruto de longos debates. Agora é praticamente impossível ser implementado em qualquer lugar, por que, devido ao sucesso do marxismo cultural, a esquerda adquiriu milhões de adeptos.

    O que eu acho que vai acontecer é uma certa liberação da economia para curar um pouco o recesso econômico (sem nunca deixar de culpar o capitalismo por esse mal, para que a esquerda não perca seus adeptos) e assim que a economia voltar a respirar um pouco, o estado voltará a inchar.

    Esse ciclo só vai acabar quando os liberais começarem a ter o mesmo peso nos debates que os esquerdistas, o que ainda está longe de acontecer...
  • TêVê  10/01/2014 16:16
    É sempre assim.

    Reclamam de pobreza assoladora e ao mesmo tempo reclamam de riqueza assoladora (qual está "consumindo" o meio ambiente).

    O objetivo verdadeiro se revela nesta contradição. Não é erradicar a pobreza nem preservar o meio ambiente.

    É controle. Por qualquer meio. Por nenhum motivo.
  • CARLOS GARCIA  10/01/2014 15:14
    Olá, Marcos. Vou ter que discordar de muitas coisas que vc disse. Importante começar dizendo que todas as benesses que você citou foram fruto do mais puro capitalismo.
    Pra começar, a revolução induatrial não surgiu para criar bens para os pobres. Roupas, sapatos, máquinas de costura, ferramentas... mas não itens de luxo. Vide o aumento da população e da espectativa de vida.

    As dificuldades que os pobres enfrentam hoje são puramente decorrentes da intervenção estatal:são medidas reguladoras (criadas com a desculpa de garantir qualidade de serviço) que apenas encarecem e impossibilitam a entrada do pequeno empreendedor no mercado. E impostos abusivos, que ao mesmo tempo em que encarecem o produto final, comem parte do poder de compra do assalariado.


    Dizer que o capitalismo de livre mercado é ruim para os pobres é o mesmo que fechar os olhos pra história. Olhe o indice de liberdade econômica da heritage foundation e relacione à qualidade de vida de sua população. Você verá países que nunca se enquadrariam no perfil de "países exploradores imperialistas" que a esquerda gosta tanto de apontar encabeçando a lista. Na verdade, foram exatamente os "explorados" e que "abriram as pernas para o grande capital extrangeiro" que mais se beneficiaram.

    Termino parafraseando um autor muito respeitado por esse site" "economia não é um jogo de soma zero". Ou seja, em um livre mercado, para você enrriquecer, outra pessoa não precisa empobrecer.
  • CARLOS GARCIA  10/01/2014 17:50
    Errata do meu próprio texto:
    "A revolução industrial não surgiu para criar bens para os ricos"

  • Andre  10/01/2014 15:49
    "as custas do suor de metade do planeta que trabalha e não tem nada. pois não são beneficiados pelo sistema!"

    Quanta mentira.
    Se eles trabalham e não tem NADA, então porque não pedem demissão?
    Provavelmente deve ser porque ficar desempregado é pior.

    Mas acho que meus argumentos não vão te convencer.
    Portanto vou apenar dar-lhe sugestões:
    1) Vai pra Cuba.
    2) Vai pra Coreia do Norte.

    Nesses lugares não tem capitalismo, ou tem muito pouco, portanto, pela SUA lógica você será muito feliz nesses "paraísos".
  • anonimo  10/01/2014 17:50
    Bem vejamos:

    " fora o fato é que por conta dos lucros as impresas retardam o lançamento de descobertas para poderem cobra cada pequena melhoria"

    Se eu fosse uma empresa seria melhor lançar logo algo que me faça dominar ou aumentar minha participação no mercado onde atuo. Isso aliás é o que acontece nos mercado de tecnologia mais avançada.

    "as impresas de produtos médicos não fazem pesquisas de doenças que são tipicas de lugares muito pobres pq não lucrariam com as vendas"

    Faltou falar que a regulamentação dos governos encarece muito tais pesquisas e o lançamento de produtos, mas ainda assim existem pequenos laboratórios que fazem pesquisa, justamente para descobrir novos tratamentos e lucrar com isso (parte da minha primeira resposta).

    "fora o fato de que se descartarmos os crimes passionais todos os outros tem origens no capitalismo".

    Estupro?Pedofilia? Isso sem contar que muitos crimes existem há mais tempo do que o capitalismo e que continuaram existindo em países sem capitalismo ou propriedade privada.

    " Hoje temos conforto! Você! mas o mundo não funciona se só uns estão bem"

    Acho que muita gente no mundo tem algum conforto, energia elétrica existe graças ao capitalismo e um grande número de pessoas tem. Em relação a funcionar depende do que considera por funcionar, mas garanto que mesmo e momentos em que apenas alguns estão bem, o mundo funciona. E com capitalismo tende a funcionar melhor.

    Aliás vc tb tem conforto.

    Obrigado.
  • Marcio Cajado  13/01/2014 16:05
    O capitalismo que você se refere, é o capitalismo estatal, que inclusive foi citado no texto, em que elites empresariais e governo em conluio inibem o crescimento de pequenas e médias empresas, o capitalismo livre que é o defendido nos permite ter uma livre disputa inclusive sem protecionismos por parte do governo as elites.
    Você citou que não existe evolução na propriedade privada? Com a propriedade privada em um livre comércio aumentaria a concorrência e a eficiência do mercado, a competição seria de melhor produção, tecnologia, menor custo de produção na tentativa de prosperar, ao contrário da inércia em que vivemos de uma economia paralisada e engessada pelo estado regulamentador e acorrentador de progresso.
    Em relação a não termos mudado como você se referiu voltando no Egito, a questão é a mesma do governo atual, protecionismo, intervencionismo, punição a quem deseja produzir e por aí vai, a luta é contra esse sistema amigo, a luta aqui é pela liberdade.
  • Teste123  28/06/2016 02:32
    Uma coisa é fato ... o capitalismo foi fundamental para a evolução humana.
    Outra coisa que é fato ... é que para o capitalismo continuar funcionando, precisamos de lucros infinitos em um planeta com recursos finitos. Se vocês acham que teremos recursos para explorar eternamente, só lamento.

    Felizmente, não estarei vivo para ver o resultado da imbecilidade que fizemos.
  • Som456  28/06/2016 02:45
    Lucros infinitos?! Pô, cê tá animado, hein?

    Enquanto isso, no mundo real, empreendedores ficam felicíssimos com uma margem de lucro de 5%...

    É cada sem noção que despenca aqui...
  • DAMASSA DA BAHIA  08/07/2017 19:20
    CONTINUE EM SUA MATRIX SOCIALISTA AMIGO!
  • Fabiana Cassaloto  10/01/2014 06:32
    Este artigo devia ser uma leitura obrigatória em todas as escolas!
  • Emerson Luis, um Psicologo  10/01/2014 08:01

    O capitalismo é responsabilizado por erros que são intrínsecos do ser humano e que em geral se manifestam ainda mais em economias intervencionistas e socialistas.

    O consumismo não é incentivado pelo capitalismo (que baseia-se primariamente na poupança e não no consumo), trata-se de uma falha humana que é estimulada pelos governos para aumentar a arrecadação.

    Esse artigo me lembrou este outro: "O que o capitalismo não é"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1578

    * * *
  • Pedro  10/01/2014 11:20
    Não duvidando de que o capitalismo tenha proporcionado prosperidade e dado origem a industria mas apenas fazendo um questionamento.

    Se antes dos primeiros industriais surgirem havia miséria e desemprego em abundancia, mas as leis e a burocracia eram as mesmas, nao foi então a INDÚSTRIA que provocou essa melhora na vida das pessoas?
  • Rennan Alves da Costa  10/01/2014 11:54
    "Se antes dos primeiros industriais surgirem havia miséria e desemprego em abundancia, mas as leis e a burocracia eram as mesmas, não foi então a INDÚSTRIA que provocou essa melhora na vida das pessoas?"

    Exatamente, as antigas fábricas empregaram a população mais pobre da época (imigrantes, mendigos, prisioneiros, etc.) que, apesar de ganharem pouco devido a dificuldade de acumulação de capital das fábricas, era o suficiente para permitir uma melhor qualidade de vida.

    Entretanto, vale ressaltar que foi um processo lento, devido não só às barreiras burocráticas da época como as barreiras filosóficas/preconceituosas por parte da população e das autoridades.

    Este artigo explica bem este episódio: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1056
  • Tory  10/01/2014 20:02
    Não, Pedro. O que melhora a vida das pessoas é a abundância de produtos e serviços baratos. Num dado momento foi a passagem da produção artesanal para a industrial que proporcionou essa melhora, mas o que possibilita a continuidade do processo é o capitalismo.

    A URSS tinha indústrias, e você não vai me dizer que a vida lá era boa, né?
  • Felipe  10/01/2014 14:41
    O que eu acho interessante também em pessoas como o Marcos é o pseudo altruísmo.Eles implicam ao sistema a questão da falta de igualdade de condições, sendo que em nenhum momento se diz que é dever ou promessa do capitalismo que todas as pessoas serão "felizes e confortáveis para sempre", como outros sistemas sociais o fazem.Mas essas mesmas pessoas justamente são as que estão pouco se lixando para com o próximo, pelo contrário, se juntam em grupos de "policiamento material", movidos pela inveja, criticando quem tem mais do que eles, ao invés de se preocuparem com quem tem menos do que eles próprios.Vai ter gente pobre no mundo?Sim.Vai ter gente miserável?Sim.E isso não será culpa de ninguém, muito menos do sistema.Agora, se respeitado as premissas do livre mercado e da propriedade privada, a incidência desses casos será sensivelmente menor do que a que temos hoje.
  • zd  10/01/2014 15:46
    OFF: Prezados, alguma recomendação de texto/artigo/livro que retrate bem aspectos econômicos da década de 80?
  • Astromar  10/01/2014 17:57
    Pelo bem do planeta,o capitalismo precisa ser superado!somente socialismo pleno irá nos salvar!diga o não ao amor ao lucro,a burguesia se desespera com o bem estar do/povo cubano,onde existe,saúde e educação gratuita e de alta qualidade.
    Viva che,viva Fidel,viva maduro!um outro mundo é possível!
  • Andre Luiz  11/01/2014 22:13
    kkkkkk,é cada maluco que aparece. Argumentos amigo, argumentos!
  • Carlos Roberto  12/01/2014 09:32
    Me senti dentro de Atlas Shrugged agora! Impressionante como esse livro é atual, mesmo após 50 anos. Ler o James Taggart falando é o mesmo que ler uma sessão de comentários da Carta Capital
  • Karyne  10/01/2014 19:01
    Olá a todos,

    Algumas colocações/dúvidas:
    - Por exemplo, no Brasil, somos uma democracia, a maioria elege o governo. Partindo do princípio que todos buscam/escolhem o que percebem como melhor(o que é instintivo a todo ser vivo), por que a maioria da população escolhe repetidamente um governo que tem se mostrado contra este capitalismo citado aqui? Só consigo ver um único motivo que é não estar satisfeito com o outro modelo, correto? Esta maioria deve classificar este modelo melhor para seu bem-estar. Então este capitalismo não deve ser a melhor opção para esta maioria, pelo menos aqui no Brasil, correto?
    Gostaria de entender isto um pouco melhor, parti do princípio que o modelo de governos anteriores eram mais próximos do sistema citado no artigo.
    Obrigada
  • Rennan Alves da Costa  10/01/2014 21:36
    Não sou a melhor pessoa para te responder, mas vamos lá.

    O que ocorre no Brasil e no mundo afora é o que muitos chamam de "marxismo cultural", uma difusão da idéia socialista de que o trabalhador (proletário) precisa se rebelar contra o "empresário rico opressor" (burguês), que quer explorá-lo a todo custo a fim de aumentar suas riquezas, deixando o pobre trabalhador sem nada. Consequentemente todo o tipo de aumento da pobreza, fome, miséria, etc. acaba entrando na conta do Capitalismo seguindo a lógica socialista, quando na verdade a falta deste é que causa estes fatos citados, no qual o real causador é o Estado inchado.

    Este tipo de pensamento acaba gerando muitos adeptos por ser bastante emocional, as pessoas tendem a apoiá-lo por estarem com dificuldades, por se sentirem "exploradas" e inferiores aos seus patrões, quando na verdade o empresário precisa tanto do trabalhador quanto o trabalhador precisa dele, constituindo uma relação mútua em que ambos crescem.
  • Karyne  13/01/2014 11:06
    Olá Renan,

    Gostaria de apenas colocar minha questão de forma diferente. Só gostaria de entender porque as pessoas falam/criticam dizendo que este governo é ruim e a minoria não consegue mudá-lo, pois como democracia, a maioria continua o apoiando. Não estou falando sobre capitalismo/socialismo, pois nem tenho conhecimento profundo para tal. Mas continuo acreditando que ninguém escolhe um governo por ser emocional ou por ser cultural, continuo acreditando que cada um busca o que percebe como melhor para si, instintivamente, e a única conclusão a que chego é que entre todos os governos que tivemos até agora este é o que mais proporcionou benefícios à maioria da população, independente de ideologia/sistema política/econômica e sem essa coisa de sindicalismo por uma causa, que ao meu ver já não serve mais.

  • Rennan Alves da Costa  13/01/2014 20:25
    Olá Karyne.

    Creio que o termo "institivamente" não seja o mais apropriado, uma vez que o "melhor para si" é subjetivo, e o "instinto" é puramente objetivo.

    "pois como democracia, a maioria continua o apoiando" este é o cerne da questão, e foi justamente o que expus no meu comentário. Mas vou colocar de uma perspectiva para que você entenda melhor.

    Analisando a educação brasileira, através dos livros fornecidos de acordo com os padrões do MEC, perceba que existe um pensamento unilateral em praticamente todos eles: o Capitalismo é responsável pela pobreza, Marx era um grande economista, Che Guevara era um herói, o Estado é responsável por tudo, ausência de empreendedorismo. Você pode conferir isto com os seus próprios olhos nos livros de Mario Schmidt.

    Agora, perceba que estes livros são distribuídos nacionalmente e precisam ser lidos para realizar o ENEM ou qualquer outra prova do ensino básico. Então você tem uma massa de pessoas que majoritariamente concordam com este tipo de modelo por ser o único pensamento que aprenderam na vida, tanto é que quando estes reclamam que o Estado não consegue cumprir com o que diz eles pedem: mais Estado. Qualquer coisa diferente ou discordante disto é considerado incorreto ou absurdo. Some este conglomerado de pessoas com a população carente, que não possui educação ou opinião formada, vivendo de ajudas de custo ou bolsas fornecidas pelo governo.

    Agora permita-me mostrar o que difere um discurso emocional de um racional:

    Candidato X explica que para melhorar a vida das pessoas é preciso privatizar tudo (ou quase tudo), desde escolas, hospitais, bancos, energia, água, transporte, etc. Para isso, precisamos acabar com os impostos(ou estes seriam mínimos), os sindicatos, os encarcos, ou qualquer tarefa inerente ao governo (com exceção da justiça, para dizer que não há Estado), além de acabar com as barreiras que impedem o mercado estrangeiro de entrar no país. Todos os serviços básicos seriam adquiridos pelo esforço das demais pessoas, ou seja, pagando o hospital, a escola, a segurança, etc, estimulando a concorrência, a economia, o investimento estrangeiro e o livre comércio. Isto aumentará o número de empresas no país que irão concorrer entre si, ofertando os mais variados serviços à preços equivalentes pela demanda ofertada, aumentando a qualidade dos serviços.

    Candidato Y explica que para melhorar a vida das pessoas é preciso distribuir os serviços básicos para a população sem que a mesma pague, como a educação, a saúde, o transporte, o saneamento básico, etc. Adicionalmente, o governo proverá uma ajuda de custo para os mais necessitados (seja através de bolsas ou de dinheiro), tirando-os da miséria e da sua precária condição social. Cabe ao Estado garantir que toda a população receba aquilo que ela tem de direito e que é dever do Estado proteger a população e o país. Juntos, podemos melhorar, sempre, a vida de todos.

    Veja que o candidato X explica o que vai fazer, como vai fazer e as consequências destas ações. Isto é um discurso racional.

    Em contrapartida, o candidato Y explica o que vai fazer, não explica como vai fazer e a sua consequência é extremamente vaga ("podemos melhorar"). Isto é um discurso emocional.

    Agora, pegue toda a população que descrevi no segundo e terceiro parágrafo e veja qual candidato elas irão eleger. Pode ter certeza que é o candidato Y. Por mais racional que X seja em seus argumentos, estimulando a população a conseguir sua própria renda, Y sempre irá ganhar neste tipo de cenário.

    Porque as pessoas não pensarão racionalmente para construir seu próprio patrimônio. Não pensarão racionalmente que é preciso trabalho e esforço para sobreviver. Não pensarão racionalmente em poupar e investir visando o futuro. Elas pensarão emocionalmente no "almoço grátis".
  • Karyne  14/01/2014 20:17
    Olá Renan,

    Não compreendi muito sua colocação na primeira frase. Continuo acreditando que cada um busca instintivamente o que pensa/percebe como melhor para si. Com certeza, instinto é objetivo e tem uma força muito grande e decisória por trás e concordo que melhor para si seja subjetivo, mas ninguém, com exceção de pessoas com algum problema psíquico, busca sua autodestruição, sempre irá buscar o melhor para si (não quer dizer que seja correto ou que seja bom para a maioria).

    Quanto ao que você colocou sobre os candidatos, eu percebo uma grande diferença nos discursos, mas não entre emocional e racional.
    No primeiro, o candidato X mostra os métodos que utilizará para mudar a economia/sociedade, mas não mostra de forma simples como isso impacta na vida das pessoas. Como já tivemos uma experiência em que se privatizou, abriu-se mais o comércio e foi uma época lembrada como péssima pela maioria das pessoas, acredito que elas refutam a possibilidade da volta deste tipo de capitalismo, já que hoje há uma associação de PT e agregados ao comunismo/estatização e a oposição ao capitalismo/liberalismo. Então temos duas coisas aqui: a parte objetiva do primeiro discurso é mais sobre os "métodos" de mudança e "emocionalmente" as pessoas têm "medo", pois não conseguem perceber como tudo isso impactaria de forma benéfica em suas vidas. Precisaria-se desvincular a imagem deste capitalismo proposto (talvez com mudança de termos), que pelo que li por aqui é diferente do capitalismo de Estado que tivemos sempre, do capitalismo experimentado anteriormente que, para a maioria das pessoas, foi ruim ou elas perceberam como tal (afirmo isto, partindo do que falei sobre instinto e considerando que trocou-se o governo). Mostrar, com números e simulações, como isso poderia aumentar o salário, mostrar em números como os impostos baixariam, como este sistema poderia aumentar o número de hospitais, escolas e sua qualidade, e o bem-estar e liberdade dos indivíduos. Mostrar os resultados mais enfaticamente e de forma que a maioria entenda, ou seja, focar nos resultados de uma maneira simples, em como isso vai afetar seu "bolso" e sua vida.
    Já o candidato Y mostra justamente apenas os resultados do seu governo, como aumento de salário, bolsas, hospitais, escolas entre outras coisas e não apresenta os métodos, como aumento de impostos, juros. E apesar de muitas análises mostrarem que este tipo de governo, que é mais assistencialista, não seja sustentável, a maioria das pessoas o percebem como melhor para si no momento (lembrando do "medo" citado anteriormente). E as coisas simplesmente não irão mudar enquanto a situação estiver favorável à maioria, só irão mudar se esta maioria perceber que poderá melhorar, sentir no seu bolso, na sua vida. Por que acredito que a maioria iria preferir buscar trabalho sim se a média de salários na empresa privada (que com impostos mais baixos, entre outras coisas, deverá ser maior) fosse consideravelmente maior que a bolsa que eles recebem. E como iríamos ter mais incentivos, menos impostos e interferências, acredito que teríamos muito mais empreendedores.
    Em minha opinião, não deveríamos focar apenas no que está escrito em livros, ou em ideologia política ou em modelos econômicos ou em educação manipulada, mas sim nas experiências das pessoas. Entre entre a maioria da população votante, os mais velhos que viveram e tiveram as experiências de um modelo associado ao capitalismo (que pelo que vi é bem diferente deste proposto) não aprovaram o modelo anterior e acreditam que este governo seja melhor. Os mais novos cultivam a mesma sensação, pois ouvem falar que era uma época ruim, lembrando que falo desta maioria que não acredito que seja muito influenciada pela educação "manipulada" a que você se referiu.
    Então, para se modificar a situação agora, porque se ela é insustentável um dia a maioria vai ficar insatisfeita e as coisas mudam, mas daí o estrago poderá ser maior e a reversão mais difícil, este capitalismo mostrado aqui deveria ser apresentado de forma mais simples e finalística para quem interessa e pode realmente modificar algo, o povo. Devemos considerar que este só irá absorver e perceber se sentir uma real diferença em sua vida. No entanto, não temos partido político ou pessoas que apresentem estas ideias da maneira correta (parto do princípio que este sistema seja mesmo melhor), então ficará muito difícil mudar algo.
    Este texto sobre capitalismo é interessante, sei que é para discussão, mas gostaria muito que as coisas fossem mais objetivas e factíveis. História, ideologias, discursos e posições são importantíssimos, são a base, mas deveríamos também chegar com algo mais exequível, acredito que só assim poderíamos mudar.
  • anonimo  10/01/2014 21:48
    Creio que a maior parte da população nem sabe que existe "este capitalismo citado aqui" e a cada dia a mídia os bombardeia com a ideia de que mais governo é algo bom.

    Soma-se a isso o fato de que para ser eleito suas chances aumentam muito, se disser que "uma vez eleito vou subir todos os salários", "se eleito vou aumentar a presença do governo na saúde, economia, transportes, etc...".

    Talvez para uma parte da sociedade brasileira o capitalismo não é o melhor, mas quero crer que não é esse o sentimento da maioria. Apenas essa maioria não sabe que existe algo diferente de coronelismo/socialismo/paternalismo.

    Obrigado.
  • André Luiz   11/01/2014 15:11

    Olá Karyne,
    Como foi você quem pediu, é necessário fazer algumas observações acerca de suas colocações e possivelmente esclarecer parte de suas dúvidas. Vamos as partes:

    "Partindo do princípio que todos buscam/escolhem o que percebem como melhor(o que é instintivo a todo ser vivo)"

    Até concordo que escolhemos o que percebemos ser melhor, entretanto, o problema não é necessariamente a escolha mas sim a percepção das coisas. A nossa percepção de algo depende diretamente no nosso nível de inteligência, intelectualidade, espiritualidade, etc sobre ele. Você só percebe algo daquilo que tem conhecimento. E esse é o problema. Hoje nós brasileiros só percebemos através da aparência e não quando buscamos a elucidação dos fatos através da leitura e do conhecimento genuíno. Utilizando o significado do que você mesma disse, se a percepção está errada, a escolha e a busca também estará errada. Outra coisa: não é instintivo a todo ser vivo escolher o melhor através de sua percepção. Ex: um peixe ao ver um anzol com uma minhoca percebeu ser alimento, mas com certeza se morder a isca não terá o melhor para si. O que falta ao peixe? Conhecimento!

    "por que a maioria da população escolhe repetidamente um governo que tem se mostrado contra este capitalismo citado aqui?"

    Justamente pelo motivo apontado no paragrafo acima. Falta a nós brasileiros conhecimento genuíno e verdadeiro. Tudo relacionado a percepção dos brasileiros acerca das coisas é maquiado para que percebamos estar tudo bem, quando não está. Isso acontece o tempo todo na mídia e nas inversões morais do governo, nas nossas escolas. Ex: os livros "didáticos" escolhidos pelo MEC são descaradamente manipulados para que o seu conteúdo seja percebido como verdade por quem os lê. Se não acredita, pegue um assunto,nestes livros, de disciplinas inexatas como ciências humanas ou/e principalmente sociais e verá que só se joga com um lado da moeda. Tenho 28 anos e no mínimo há mais de duas décadas isto acontece. Eu pelo menos, durante minha formação básica e media, nunca li um autor clássico diretamente da fonte, seja de qual assunto for.Essa manipulação e todo o caos vivenciado hoje tem nome e sobrenome: Marxismo Cultural, que se apoderou de vários meios acadêmicos, midiáticos e de movimentos sociais.

    "Só consigo ver um único motivo que é não estar satisfeito com o outro modelo, correto?"

    Como você pode estar ou não estar satisfeito com alguma coisa se nunca a experimentou? O modelo de Capitalismo citado no texto aos moldes do Laissez-Faire e do liberalismo econômico nunca aconteceu plenamente no Brasil. Só vemos resquícios do que se pode conquistar com o mercado livre e a diminuição da intervenção estatal. Os fatos e as evidências de que o capitalismo genuino funcionam podem ser vistos em alguns locais como: Cingapura, Austrália e EUA. Esses países estão ainda distantes do que o texto pretende, entretanto é o que hoje mais pode-se chegar daquilo que o autor afirma. Não confunda o que Lew Rockwell disse, com o Capitalismo de Estado, meia bomba, que vigora na mundo e também aqui.

    "Então este capitalismo não deve ser a melhor opção para esta maioria, pelo menos aqui no Brasil, correto?"

    Incorreto. Não é a melhor opção porque a maioria dos brasileiros são manipulados e desconhecem os benefícios do livre mercado.

    "parti do princípio que o modelo de governos anteriores eram mais próximos do sistema citado no artigo."

    Não acho que seja mais próximo, talvez mais próximo no papel, mas o próprio PT vai contra a convicção esquerdista clássica e está privatizando e cedendo algo para iniciativa privada. Entretanto isto é capitalismo de estado/ socialismo meia-bomba. E não tem nenhuma convergência direta com o raciocínio do artigo acima.

    Quer entender isto melhor? Estude muito e duvide de toda certeza nesta terra!

    Abraços.



  • Karyne  13/01/2014 15:57
    Olá André,

    Quanto a primeira colocação continuo afirmando que cada um busca o que é melhor para si, instintivamente. Até no caso do peixe, ele busca o que é/percebe como melhor. Mas concordo que lhe falta conhecimento para saber que aquilo não é o melhor, porque se ele soubesse com certeza não buscaria aquilo. Então, o nosso problema é falta de conhecimento. Portanto, se este sistema capitalista apresentado for melhor e se conseguir mostrar ao povo como isso impactaria em sua vida de maneira objetiva, acredito fortemente que todos lutariam para implementar isso.
    Falta mesmo este conhecimento genuíno, e não o instinto de bem-estar.
    Na segunda colocação como podemos afirmar que a situação do país não está boa, se mais de 50% das pessoas aprovam? A maioria tem a percepção de estar certa hoje, no presente, pensam estar no melhor caminho. Não estou afirmando que estarão no futuro ou, como no caso do peixe, que algo errado está por trás de tudo. Mas se existe este "elemento ruim", ninguém parece ter esta certeza e consegue mostrar adequadamente, por A + B, que exista alternativa melhor. A maioria está satisfeita (pensa que é a melhor opção) com sua vida neste governo. Assim sendo, as coisas não irão mudar pois, apesar de tudo, a maioria não quer voltar à situação anterior. Penso que sempre queremos melhorar e estamos insatisfeitos com diversas coisas ainda, haja vista as manifestações do ano passado, mas precisamos de alternativas para isso. Se você diz que este capitalismo que temos é o de Estado e nada se parece com o modelo proposto pelo texto, que seria uma ótima alternativa, então isto deveria ficar claro para todos e deveria ser amplamente discutido, pois todos associam a ideia de comunismo ao PT e agregados e de liberalismo/capitalismo à oposição, sendo que todos são de Economia de Estado como eu entendi pelas suas colocações. No entanto, não temos ninguém, nenhum partido político, que apresenta este modelo de governança proposto pelo texto. Seria necessário que alguém colocasse os benefícios do capitalismo (que difere daquele que nós conhecemos e experimentamos) em moldes mais objetivos e linguagem mais simples, mostrando como isso beneficiaria a todos nós na prática (saúde, bem-estar, educação, qualidade de vida, dinheiro). Acredito que isso, seria uma chance de mudar o cenário, a única ao meu ver.
  • Pedro Ferreira  10/01/2014 19:16
    Mesmo considerando que o capitalismo é o melhor sistema economico existente, não podemos deixar de considerar que deveria haver uma regulação dos estados para garantir o correto uso dos recursos naturais, a nivel ambiental e de poluiçao, nem vale a pena falar no que se está a passar sem que os governos não façam o suficiente a nivel mundial para os nossos filhos ainda terem um planeta minimamente habitavel para herdarem... Atualmente a nossa sociedade vive dos frutos do sucesso do capitalismo e vive do consumismo (exagerado)... O sucesso do capitalismo e da sociedade de consumo vai bater rapidamente de frente com os recursos naturais finitos do planeta. Necessitamos de capitalismo, mas também necessitamos de bom senso e de regulação estatal (mas séria) relativamente os recursos naturais.
  • anonimo  10/01/2014 21:58
    Boa noite.

    Pelo menos no caso do Brasil já existe essa "regulação" e acho que o resultado não é nada bom, veja só o caso da água, é considerado bem público, não pode uma empresa concorrer com o governo para fornecer água.

    E no final das contas, a maior parte do Brasil não possui tratamento de água/esgoto, aliás sequer há água potável fornecida pelo poder público e o esgoto é jogado em qq lugar, mesmo nos lugares onde em teoria o governo está atuando...

    Há mais poluição nos setores regulados ou mantidos pelo governo (pense bem, o que é pior ambientalmente, meu exemplo de saneamento acima ou a padaria da esquina? Um é mantido/regulado pelo governo ou outro não).

    Obrigado.
  • Tano  10/01/2014 20:06
    Nao concordo!
    Capitalismo nao é invensao. Capitalismo é DESCOBERTA!
    Invensao é o socialimos. Gente inventando coisa que nao da certo.

    Admiro o site, mas ainda eu sou a favor de governo.
    So que acho que os governos de hoje tem um defeito: sao monopolicos (ou Oligopolios, formando um cartel: voce governa daqui atè la, eu daqui até ai). E que nem todo monopolio, ao nao ter concorrencia fica na zona de conforto, nao tem motivo para melhorar, para progredir, para procurar mais clientes.

    Imaginem um pais onde voce pode escolher diferentes tipos de governo, nao por eleicao, mas por escolha propria. Voce é comunista por exemplo, e decide entrar para o mundo do comunismo. Voce doa todo seu dinheiro a um "caixa unico" daonde cada um poe de acordo a suas possibilidades (todo seu dinheiro) e retira de acordo a suas necessidades. Beleza, participa quem quer, acho fantástico.
    Tem outras pessoas que podem achar isso um absurdo, entao entram no grupo dos socialistas, doam "somente" 50% do seu salario, e alem disso quando compram carros e demais coisas superfluas pagarm um imposto de 100% do valor para contribuir, recebem escolas de graca, saude, e tudo isso.
    Esses grupos podem fazer o que querem, podem se auto-prohibir de comprar coisas de outros sistemas, mas nao podem obrigar voce a entrar, nem a sair.
    Seriam que nem grandes familias ou grupos de afinidade.
    Tenho certeza que funcionaria bem melhor cada grupo, já que so participaría quem quer, e nao quem é obrigado que nem hoje.
    Acredito que esse sería o verdadeiro mundo libertario.
  • TêVê  11/01/2014 06:21
    Recomendo dois livros (curtos, quase artigos)

    Panarquia de Paul Emile de Puydt
    Da Produção de Segurança de Gustave de Molinari

    Creio que sua interpretação de "anarquia" (como exposta aqui e por outros aderentes do PNA, não por cripto-sindicalistas que te matam por usar dinheiro) é muito forte.

    Aqui, quando se fala de ausência (an) de alguém mandando em você (archos) não significa que você não terá quem lhe diga o que fazer ainda que você queira. De fato, obrigar alguém de deixar de fazer algo que querem, e.g. ser mandado por outro, é tão monstruoso quanto obrigar outro a fazer aquilo que não quer, e.g. ser mandado por outro contra sua vontade.

    De fato, o esclarecimento se dá ao entender que o que se deseja é que as relações sejam voluntárias e que entidades como o estado (posse de escravos, latifúndio e das regras*) seja abolidos, e não necessariamente os governos em si**

    * a definição de estado compreende "povo", "território" e monopólio sobre as "leis"
    ** ainda que não seja possível governos como conhecemos hoje em dia existirem sem estado.
  • Julio  10/01/2014 21:23
    "...heróicos proprietários das primeiras fábricas. Eles geralmente eram pessoas humildes, que incorreram em enormes riscos empresariais e que reinvestiam seus lucros na expansão das fábricas, em benefício dos trabalhadores."

    Que meigo... Tadinhos dos empreendedores inaugurais... Eram verdadeiros altruístas...

    Confesso que às vezes não sei quais discursos soam mais distantes da realidade, os de radicais que se dizem liberais, corrente da qual me sinto parte, ou dos radicais socialistas/marxistas etc.

  • Doutrinador  13/01/2014 13:30
    Prezado Julio, e então, como você faria? O que você sugeriria que fosse feito àquela época? Melhor ainda: para você, quem merece os méritos pela revolução no bem-estar ocorrida?

    Seja homem e fale diretamente em vez de recorrer a retóricas covardes.
  • Marilia  10/01/2014 23:15
    O capitalismo teve uma grande vantagem em relação ao que existia porque barateou produtos, criou outros. Enfim, a produção em massa.

    No entanto, não podemos creditar no capitalismo tudo de bom que aconteceu desde o seu início. O capitalismo foi consequência do iluminismo, mas devemos creditar ao iluminismo a busca pela ciência, progresso e avanços em geral, e não ao capitalismo.

    Como é de se esperar, o capitalismo nada mais é do que um meio de produzir; ele, por si só, não inventa nada, pois é imaterial. Quem inova são pessoas. O capitalismo consegue sim espalhar com rapidez estes avanços, mas não passa disso.

    Os avanços que permitiram a construir as primeiras máquinas a vapor, depois a eletricidade, avanços na química e na física e a revolução médico-sanitária, não foram "invenções capitalistas", mas foram grupos de pesquisa formados em universidades europeias os responsáveis pelos avanços. No século XX, projetos militares pesquisaram sobre satélites e internet; transistores e as ciências em geral, tudo isso nasceu fora do mercado.

    São raras as empresas que investem pesado em inovação pelas próprias pernas, pois isso daria um retorno incerto. Por isso, elas montam laboratórios em universidades, e deixam a bolsistas o trabalho sujo de desenvolver tecnologia, comprando o conhecimento como uma commodity qualquer.

    Mas voltando às origens do liberalismo, a liberdade econômica realmente não existia, por causa das oligarquias ligadas ao Estado, que sabotavam tentativas de iniciativa individual. Quando houve condições na Inglaterra para que o Estado financiasse os primeiros empresários, e cercasse os campos para forçar o movimento de pessoas em direção às cidades, começou essa tal de liberdade econômica.

    Mais de dois séculos se passaram. Críticas aos estados à parte, o liberalismo não foi um jogo de soma zero. Foi um jogo de soma 10 aos mais pobres, mas foi um jogo de soma 1000 aos mais ricos. Liberais e libertários assumem que essa é uma faceta que deverá continuar. É impossível, no liberalismo, acabar com a desigualdade. Nem é mesmo possível revertê-la, e vocês sabem disso. O capitalismo (com ou sem estado) é um jogo piramidal, onde sempre a ponta vai ficar mais rica, mesmo que a base melhor um pouco de vida. Sim, pobres ficam com uma condição um pouco melhor do que antes, mas a longo prazo, quem vai mandar mesmo no mundo são uns poucos.

    Dito isso, o liberalismo tinha antes a Igreja e o Estado como empecilhos à liberdade econômica. Superada a liberdade individual, o Estado tem um jogo de amor e ódio com o sistema capitalista. Enquanto uns dizem que o Estado intervém na propriedade ao taxar, existem outros que dizem que se não fosse o Estado, não haveria condições para florescimento da liberdade econômica, tais quais a defesa da propriedade, a até mesmo a existência de uma mão-de-obra barata e educada. No fim das contas, o Estado acaba sendo uma força coercitiva, tal como a Igreja foi.

    Mas agora vem meu ponto principal. Se a Igreja e o Estado foi/é algo que atrapalha a liberdade, o socialismo propõe que o Capital* também tornou-se uma destas forças. [*Por Capital, leia-se concentração de riqueza junto com a inacessibilidade pela maioria aos meios de produção].

    O socialismo não é a "ideologia da inveja", pois entende que em um sistema onde há muitas empresas (e os profissionais liberais, microempresários e cooperativas representam uma fatia mínima do sistema) quem realmente produz são os empregados, na maioria dos casos. Eles não são pagos totalmente pelo fruto do seu trabalho, mas a ideia nem é que sejam pagos. Se entende que a riqueza, na forma de lucro, deve sim ser gerada... mas não ficar em mãos privadas. A riqueza gerada hoje é a maior da história, no entanto ela gera iates e joias, ao invés do mais básico e necessário.

    Isso acontece porque as pessoas são recursos como outro qualquer, e se há alguma fórmula que faça chegar na eficiência de Pareto, ninguém se importa em que nível está o salário ou o desemprego. A teoria subjetiva do valor desconsidera completamente quem não tem poder de compra. A economia torna-se um leilão. Só que a economia deveria servir às pessoas, e não as pessoas à economia!

    Redistribuição de renda da social democracia não resolve o problema! O que é preciso é redistribuir a riqueza (e não a renda). Se a humanidade gera riqueza, deve ser dada a qualquer pessoa a oportunidade de produzir a partir desta riqueza, não apenas a quem possui propriedade dos meios de produção e do conhecimento.

    O único jeito é a coletivização, primeiro do conhecimento, depois dos meios de produção como um todo. Não digo estatização, pois isso a história mostrou que não funciona. Mas a economia deve voltar para as pessoas. A única lei que deve existir é a lei da oferta e da procura. E deixar que as pessoas produzam. A mais importante proposta é juntar o conhecimento em uma rede única, aberta e colaborativa, reunindo universidade, indústria e qualquer um que queira colaborar. Teríamos um avanço nas ciências e na cultura sem precedentes, ao mesmo tempo libertando as pessoas do pesado fardo de terem que "se virar", entrar na parte de baixo da pirâmide, ter que poupar, para depois concorrer com os grandes. As pessoas são criativas e colaborativas por natureza, não egoístas. Imagine quando o capital humano for libertado de vez do capitalismo, e cada ideia puder ser desenvolvida em sua plenitude.

    Pode ser impossível acabar com mercados, principalmente para atividades altamente especializadas... mas o BÁSICO, como alimentos e habitação, saúde/educação poderiam ser produzidos com a teoria do valor-trabalho. A "produção em massa" e a "melhor utilização dos recursos" capitalistas seriam mantidas, e portanto seria impossível "concorrer" em um suposto mercado negro, tal como aconteceu nos lugares onde o socialismo está incompleto.

    A produção colaborativa de software já mostrou que pode ser melhor do que o mercado, e agora temos as impressoras 3D, que poderão acabar em um piscar de olhos com várias indústrias. Ao termos modelos para vários produtos jogados na rede via copyleft, as coisas deixarão aos poucos de terem valor de troca, e se aproximarão cada vez mais de seu valor de uso. Caso essa "peer production" seja aplicada a vários ramos da economia, o capitalismo será insustentável no longo prazo.

    "Liberdade econômica", na nossa opinião, é isso. Não é liberdade para alguns, é liberdade a todos. E aos que dizem que coletivismo anula o indivíduo, se as premissas estiverem corretas, esse sistema será muito mais vantajoso AO INDIVÍDUO do que o atual.
  • Carlos Roberto  11/01/2014 10:48
    A coletivização dos meios de produção já foi refutada de diversas formas, Marília. O que não faltam são argumentos para mostrar que o socialismo como Marx queria levaria ou a uma estagnação da sociedade, ou ao colapso da mesma. Vou falar um pouco do que sei do assunto, não sou nenhum especialista, então se algum membro do IMB puder me ajudar e apontar eventuais erros meus, ficarei agradecido.

    Pra começar, um mundo de "meios de produção coletivizados + abolição da capacidade do indivíduo de acumular capital", perde a sua capacidade de alocar eficientemente os recursos utilizados. Pense só, no livre mercado um empreendedor bota sua fábrica pra produzir um determinado produto, e o coloca à venda. Se este produto não for aceito pelos consumidores, e o empreendedor incorrer em prejuízo, ele foi penalizado por não oferecer o que os consumidores queriam, podendo inclusive ir à falência. No socialismo, um produto que não atenda bem às demandas da população, gastou importantes recursos para ser produzido (matéria prima, tempo, usou máquinas e fábricas que poderiam estar produzindo outras coisas) mas seu insucesso não pôde ser demonstrado para o produtor (que também não é penalizado de forma alguma, afinal de contas, os meios de produção "estavam alí", a matéria prima também, e ele não tem prejuizo, já que não poderia acumular capital de qualquer forma mesmo). Uma das bandeiras contra o livre mercado é exatamente que este é um depredador do meio ambiente. Mas um sistema que não consegue alocar eficientemente seus recursos leva invariavelmente ao desperdício dos meios de produção.

    Segundo: Meios de produção coletivizados não são comercializados, afinal, pertencem a todos. Por isso, não tem preço. Um meio de produção sem preço não pode ter seu valor comparado objetivamente com outros meios de produção, e por extensão, sua manutenção também perde parâmetro de custos. Por isso um estado de coletivismo é ineficiente em sua gestão. Como alocar seus recursos para manutenção dos meios de produção existentes? E já que os meios de produção não tem preço, e não existe comércio voltado ao lucro, como avaliar a eficiência de um meio de produção se comparado com um novo, que tenha sido criado recentemente. Nem sempre novidades são melhores que seus antecessores em todos os aspectos, e suas vantagens e desvantagens tem que ser avaliadas. Imagino que se Marx tivesse tido sucesso em implantar o socialismo no mundo enquanto estava vivo, talvez ainda hoje nós estivéssemos nos locomovendo em ferrovias com máquinas a vapor, agradecendo o estado por estar começando a introduzir locomotivas moderníssimas movidas a óleo diesel...

    E por fim, mesmo que a coletivização dos meios de produção desse certo. Mesmo que os encarregados em dizer quais fábricas produzem quanto do quê fizessem seu trabalho perfeitamente... Como distribuir os bens de consumo? Numa sociedade sem capital, sem dinheiro, a única forma de deixar as pessoas livres para consumir o que quisessem seria se tivéssemos recursos naturais quase infinitos e não nos importássemos com desperdícios, pois a oferta de produtos "gratuitos" leva a demanda exagerada. Mas então vamos racionar a distribuição dos bens de consumo: Cada cidadão recebe sua cota de alimento, roupas, combustível, etc... Mas, e se alguém recebeu maçãs e tomates, mas não gosta de tomates? O socialismo permite ele trocar esses tomates com alguem que não gosta de maçãs? Se sim, a que taxa de câmbio? Essa troca pode variar de acordo com os desejos de cada indivíduo envolvido? E como num passe de mágica, voltamos à idade das pedras, e estamos fazendo escambo. O passo seguinte é a adoção da sociedade de um meio de troca comum, que facilite suas trocas. O resto da história, acho que não preciso nem contar.

    Resumindo: O "capitalismo", ou melhor, o "livre-capitalismo"... melhor ainda", o "livre mercado" é tão natural à civilização quanto a respiração é natural aos humanos. Pessoas são diferentes, não apenas quanto às suas posses e poder de compra, mas também nos seus desejos, na sua capacidade de produção, nas suas habilidades físicas... E digo mais: Não somos estáticos! Assim como somos diferentes um dos outros, nos aprimoramos e reinventamos ao longo de nossas vidas, contribuindo ainda mais à essa pluralidade chamada sociedade. "Coletivizar" algo não é um meio de libertar as pessoas, pois enquanto não vivermos em um mundo de fantasias de recursos ilimitados, a coletivização simplesmente nos forçará a coibir nossas diferenças, sejam elas nossos pontos fortes ou fracos, a um denominador comum. E como a virtualização do indivíduo não pode ser decretada por lei, sinto dizer que o denominador comum do socialismo será sempre o da pobreza.
  • Carlos Roberto  11/01/2014 11:35
    Só pra não parecer que li superficialmente seu post, afinal refutar tudo o que foi dito demandaria mais do que meu tempo e conhecimento permitem, vou tentar comentar brevemente sobre algumas coisas:

    "o capitalismo nada mais é do que um meio de produzir"
    Negativo. A produção é feita por indivíduos, que oferecem suas seus recursos (sua força de trabalho, seu terreno, suas ferramentas e máquinas, etc) em troca de algo. Livre mercado nada mais é do que uma característica inegável do comportamento humano.

    "tudo isso nasceu fora do mercado."
    Coisas só são criadas se alguém as quer ou precisa delas. Se você cria algo que alguem quer, essa coisa faz parte do mercado, se for algo que ninguém além de você quer, pode muito bem ser considerado seu hobby ou lazer.

    "São raras as empresas que investem pesado em inovação pelas próprias pernas"
    Se uma empresa investe em inovações, ou compra de alguem que investiu, ou usa algo open-source. Você conhece outra alternativa? Quando foi que o estado investiu em inovações?

    "Quando houve condições na Inglaterra para que o Estado financiasse os primeiros empresários, e cercasse os campos para forçar o movimento de pessoas em direção às cidades, começou essa tal de liberdade econômica."
    Parece que você não sabe o que significa livre mercado, nem conhece história. Dizer que o livre mercado surgiu sob financiamento do estado é um ultraje. E culpar o cerceamento de terras que ocorreu na Inglaterra pela urbanização é fechar os olhos para o resto do mundo inteiro, aonde houve a mesma migração para as cidades mesmo sem cerceamento de terras. O povo ia pras fábricas, trabalhar longas horas e em condições precárias, não porque eram obrigados, mas porque a vida no campo era pior! A escolha era trabalhar pra caramba em uma fábrica e arriscar adoecer/morrer nela mas ganhando um salário, ou ficar no campo e morrer de fome e doenças sem nem ao menos ter uma chance de melhorar.

    "Mais de dois séculos se passaram. Críticas aos estados à parte, o liberalismo não foi um jogo de soma zero. Foi um jogo de soma 10 aos mais pobres, mas foi um jogo de soma 1000 aos mais ricos. "
    "É impossível, no liberalismo, acabar com a desigualdade. Nem é mesmo possível revertê-la, e vocês sabem disso. "
    Vou responder a esses dois de uma só vez. NÃO, nem nós e nem VOCÊ sabem exatamente o qeu aconteceria em uma sociedade de livre mercado pura. Mas nós temos uma boa ideia do que aconteceria, e, contrário de você, temos dados para mostrar. Recomendo o seguinte artigo (prometo que essa é a última vez que vou fazer isso, não gosto de simplesmente mandar as pessoas lerem, mas é que desta vez não posso fazer um resumo de um artigo itneiro)
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1762
    Se não quiser ler tudo, só procure no artigo sobre Coeficiente de Gini.

    "O capitalismo (com ou sem estado) é um jogo piramidal, onde sempre a ponta vai ficar mais rica, mesmo que a base melhor um pouco de vida."
    Mesmo que isso fosse uma verdade incontestável, eu te pergunto: Você fica mais pobre sempre que o Bill Gates fica mais rico? E quando seu vizinho enriquece, você necessariamente empobrece? A verdade é que, enquanto nós estivermos melhorando de vida sem nenhum estado pra atrapalhar, pouco nos importa se outra pessoa esta melhorando MAIS. Eis o porque de que a cultura da inveja é ligada ao socialismo.

    "o Estado tem um jogo de amor e ódio com o sistema capitalista."
    Esta mais para amor-amor com o mercantilismo. Dizer que o capitalismo que nós defendemos (livre mercado desregulado) é o mesmo capitalismo que o estado defende, é insultante.

    "A teoria subjetiva do valor desconsidera completamente quem não tem poder de compra."
    Se você cria algo para alguem que não pode comprá-lo, você vai à falência. É do interesse dos empreendedores que seus consumidores possam comprar seus produtos. A não ser que você ache que um misérável simplesmente PRECISE de um iPhone 5 ou outro bem caríssimo.
    Em um livre mercado desregulado, empreender é mais fácil, o que facilita a criação de empregos e movimenta renda. Dizer que é o livre mercado que mantém o povo miserável ão faz sentido. A verdade que os socialistas não parecem entender é que no livre mercado NINGUEM se beneficia com a miséria (apesar da propaganda falar que as zelite queiram que o povo fique pobre)

    "A produção colaborativa de software já mostrou que pode ser melhor do que o mercado"
    Produção colaborativa em nada difere do livre mercado. Softwares open source só surgiram com a popularização da internet e barateamento de seus serviços (storage space, etc) que ocorreram pura e simplesmente graças à livre concorrência. Planejamento central não existe na internet (graças a deus!!!!!!!!!)

    "e agora temos as impressoras 3D"
    O custo benefício das mesmas já supera o das alternativas? Algo me diz que ainda não, ou já teríamos fábricas comprando impressoras 3d aos montes.
    Mas concordo que o futuro vai envolver essas máquinas maravilhosas.
    Ah, e você conhece o Kickstarter? Na minha opinião, croudfunding também não é nada mais do que mais um recurso qeu o capitalismo nos trouxe, e olhem só esses projetos do kickstarter:
    www.kickstarter.com/projects/shai/deltaprintr-a-simple-affordable-3d-printer
    www.kickstarter.com/projects/robox/robox-desktop-3d-printer-and-micro-manufacturing-p
    www.kickstarter.com/projects/formlabs/form-1-an-affordable-professional-3d-printer/posts
    www.kickstarter.com/projects/117421627/the-peachy-printer-the-first-100-3d-printer-and-sc

    Sem planejamento central, sem coletivização, sem coerção... Apenas indivíduos se reunindo e colaborando voluntariamente.

    ""Liberdade econômica", na nossa opinião, é isso. Não é liberdade para alguns, é liberdade a todos. "
    E mais uma vez, concordamos.

    "se as premissas estiverem corretas, esse sistema será muito mais vantajoso AO INDIVÍDUO do que o atual."
    Uma pena não estar...

    Vixxx, o texto ficou maior do que eu esperava
  • anônimo  11/01/2014 17:10
    Suas respostas foram tao boas quanto o texto.

    Sei que nao foi o caso, mas parecem que o post da Marilia foi feito por voce para apresentaçao de suas respostas a questionamentos genericos provenientes do raciocinio nao liberal (classico).

    Muito bom.
  • Carlos Roberto  11/01/2014 19:15
    Hehehe, obrigado pelo elogio.
    Mas de fato, não fui eu quem fez o post da Marilia. Nem conseguiria digitar tanto sobre o socialismo.
    As vezes me impressiono com o raciocínio dos defensores do socialismo. É de uma mesmice impressionante. Rodrigo Constantino, em sua coluna na veja, resumiu bem o que eu sinto: É como se eu fosse um masoquista, leio esses argumentos sem nexo, de gente que se diz letrada e erudita (ou que diz qeu aprendeu com esses nossos eruditos de mentirinha) mas que parece ser avessa a simples fatos históricos. Basta olhar pra fora do Brasil, pro resto do MUNDO! E foi assim, lendo e relendo os argumentos batidos da esquerda, que construí meu interesse por aprender mais e mais sobre liberalismo. Irônico, até...

    Assisti esses dias uns episódios do Anarchast (a quem interessar: https://www.youtube.com/user/TheAnarchast) e achei um deles sensacional (não lembro agora qual, mas vou ver se acho e posto por aqui) em que Jeff Berwick e o entrevistado se mostram bastante otimistas quanto ao futuro do liberalismo no mundo. Com mais e mais países assumindo atitudes liberais e prosperando, a "teoria" liberal e da eficiência do livre mercado tem deixado de ser teoria e seus sucessos são cada vez menos atribuídos ao acaso.

    Ao mesmo tempo, fico muito triste de ver a situação atual da América do Sul, ou melhor dizendo, da América do Sul Oriental, que parece fechar os olhos e ouvidos pro resto do mundo. É por isso que tenho pensado com cada vez mais carinho em seguir o meu próprio conselho: Sempre mandei os defensores do socialismo e comunismo irem morar em Cuba/Coréia do Norte. Pois bem... Estou pensando em simplesmente ir embora. Apesar de ser um welfare state, estou pensando muito em ir pra Australia. Lá ainda existe bastante embate entre liberais e socialistas, mas é como se fosse um Brasil às avessas. Lá o liberalismo esta ganhando! Não quero estar aqui quando o mundo inteiro entrar em um rompante de crescimento, enquanto nosso Brasil cai em uma espiral de fracassos, puxado por nossos cumpanheiros...
  • anônimo  11/01/2014 14:15
    Marília,

    "O capitalismo foi consequência do iluminismo, mas devemos creditar ao iluminismo a busca pela ciência, progresso e avanços em geral, e não ao capitalismo."

    Sugiro imensamente que você leia o seguinte artigo:

    O papel crucial da religião no desenvolvimento da ciência econômica
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026

    E o documentário feito por Tom Woods, explicando da onde veio, de fato, o capitalismo ( não é do iluminismo ):

    Was the Catholic Church the Builder of Civilization?
    https://www.youtube.com/watch?v=lYcI9KzlIIk

    A palestra acima é um resumo do livro escrito pelo mesmo Dr.:

    How the Catholic Church Built Western Civilization
    www.amazon.com/Catholic-Church-Built-Western-Civilization/dp/1596983280/ref=sr_1_9?ie=UTF8&qid=1389449629&sr=8-9&keywords=tom+woods
  • anônimo  11/01/2014 18:58
    'e agora temos as impressoras 3D, que poderão acabar em um piscar de olhos com várias indústrias.'

    Impressoras 3d não tem absolutamente nada de anti capitalista, elas são mais um fruto do livre mercado.Se você acha que a morte de indústrias é algo a ser temido pelos defensores do livre mercado, mostra uma grande ignorância no assunto. A economia é dinâmica, empresas nascem, ficam obsoletas e morrem o tempo todo, esse é o livre mercado, proteger uma empresa incompetente ou obsoleta por questões de nacionalismo, etc, isso sim é coisa de socialista
  • Marília  19/03/2014 13:06
    "Impressoras 3d não tem absolutamente nada de anti capitalista, elas são mais um fruto do livre mercado.Se você acha que a morte de indústrias é algo a ser temido pelos defensores do livre mercado, mostra uma grande ignorância no assunto."

    Pode parecer estranho o que eu vou dizer, mas impressoras 3D combinam muito mais com o comunismo do que com o capitalismo.

    No momento em que você só precisa se preocupar em obter matéria-prima e pode imprimir milhões de coisas, desde pequenos objetos, até móveis e casas, você está saindo da produção para lucro e indo para a produção para o uso... mas não só isso. Qualquer um pode desenhar qualquer coisa e disponibilizar a qualquer outra pessoa, que pode escolher e simplesmente imprimir. Isso é a mais completa definição de comunismo: "de cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades".

    Isso já acontece com a produção de software livre, e até mesmo engenharia de materiais de código aberto, robótica de código aberto, remédios com código aberto, etc.

    E sabe porque acontece isso? Porque os autores desse tipo de produção abdicam do DIREITO DE PROPRIEDADE, jogam na rede seus arquivos via copyleft, commons, ou qualquer outra forma de disponibilização de conteúdo livre. Pode ser que muitos lucrem com software livre e essa forma de produção mal faça cócegas na economia formal, mas imaginem se isso crescer de forma exponencial no futuro?

    Quem pensa deste jeito acredita que a LIBERDADE ao INDIVÍDUO é maior nesse sistema. Ou seja, acabar com a propriedade nos dá mais avanços.

    Por favor, discorram sobre isso.
  • Procurador  19/03/2014 14:11
    Seu argumento é que a abdicação de "propriedade intelectual" é comunismo? Ora, então o site do IMB é um dos mais comunistas do Brasil.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=23

    Recomendo especialmente este artigo:

    Os capitalistas preguiçosos que temem o progresso

    E esta animação de 30 segundos:

    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=82
  • Marilia  20/03/2014 12:22
    Não é "apenas" propriedade intelectual. p2pfoundation.net/Category:Economics
  • Andre  19/03/2014 14:35
    Libertários são contra a propriedade intelectual.

    Comunistas apenas se dizem ser contra e/ou a favor de algo conforme a conveniência para se chegar ao poder e escravizar todo mundo.
  • Carlos Garcia  19/03/2014 16:02
    Fico feliz em ver que você voltou! Você parece ter boas intenções,e se interessou em vir a um site que apresenta ideias diferentes da suas para discorrer sobre elas. Esse é um esforço louvável,conhwco muitos libertários que não fariam tanto.

    No mais, continue a visitar o site de vez em quando.
  • Charles  10/01/2014 23:19
    Penso eu que os libertários no geral deveriam parar de usar o termo CAPITALISMO e começar a usar o termo LIVRE MERCADO,ou outro termo porque capitalismo já é um termo altamente deturpado e para um esquerdista, parece ser impossível de assimilar isto.
  • Julio  11/01/2014 00:57
    Charles,

    vivo dizendo isso para as pessoas também. E não apenas porque o Capitalismo é um termo deturpado, mas porque é um termo que expressa um conceito que se aplica a outra época - século 19 - e não à atual. Compare-se as condições de trabalho, os costumes, as políticas de quando Marx e Cia começaram a criticar o que chamaram de capitalismo com as atuais... Muita coisa mudou. O que vivemos hoje, não há dúvida, nem de longe se compara ao capitalismo, como descrito nos livros dos principais marxistas/socialistas daquela época.

    Os tempos são outros, o desafio agora é ampliar o livre mercado, as liberdades civis, os direitos de propriedade e as mais diversas oportunidades a um número cada vez maior de pessoas.
  • Occam's Razor  10/01/2014 23:37
    Offtopic: alguém com mais conhecimento de TI pode opinar a respeito dessa novidade? Quando escuto falar em algo que pode dificultar o controle do governo sobre a internet já fico todo feliz :)

  • Rennan Alves da Costa  11/01/2014 14:29
    Não é bem uma novidade, redes criptografadas são bastante utilizadas pelo mundo (e-mails, internet banking, ssh, etc.)

    A proposta do Kim Dotcon é criptografar tudo que é enviado pela rede, entretanto, existe uma máxima na segurança da informação que diz "não existe nada 100% seguro que não possa ser quebrado". Ou seja, por mais que todo o tráfego de dados seja criptografado, dados poderiam ser capturados e quebrados sejam por chaves ou força bruta (apesar de reconhecer que isto seria mais complicado de ser burlado).

    PS: O governo também se especializa em quebrar criptografias
    techcrunch.com/2014/01/02/report-nsa-trying-to-build-a-quantum-computer-to-crack-encryption/
  • Brenno  11/01/2014 02:53
    O que acho bom é os esquerdistas falaram "o povo pode comprar carro, ou celular ou tv ou geladeira, pode ir pra faculdade" E fico com aquela de paisagem, e fico pensando Carro é fabricado e melhorado por empresas privadas, assim como os motores, os cambio, pneus, air-bags, som, roda. Tv idem e todo o resto e fico onde entra o governo nessa, alem de dificultar a importação e cobrando impostos altíssimos, elevando o preço final e prejudicando o pobre que vê seu dinheiro indo embora em impostos, além de beneficiar as "empresas companheiros" com incentivos. Olharmos para os pobres indo para faculdade, ver os em sua maioria para faculdades privadas, ou seja o mercado viu uma oportunidade e aproveitou. O cidadão falou sobre uma possível teoria de que a indústria farmacêutica retarda alguns remédios, mas esquece que essa mesma criou remédios importantes que salvaram a vida de milhões. A iniciativa privada eleva a vida das pessoas, lhes oferecem mais conforto, lhe oferecem opção, mas o governo que não lhe dá saúde, educação ou qualquer outra coisa, é considerado o salvador da pátria, não dá para entender.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  11/01/2014 22:12
    Saudações, o socialismo até até que tem umas propostas interessantes, mas acontece que o capitalismo tem aquelas televisões de 57 polegadas.........
    Escutei isso no PODCAST CAFÉ BRASIL, eu ri muito.
    Quem ainda não leu, deveria ler AYN RAND,[i]A Revolta de Atlas[/i, o coletivismo romanceado, anúncio do fim dos tempos, há sinais reais.
  • Österreicher  13/01/2014 17:37
    O socialismo é a antítese do capitalismo. Ele defende a barbárie, o crime, o roubo, a prostituição, a corrupção, a miséria etc., mas revestido numa linguagem do bem, do progresso, da proteção do indivíduo. Ele rouba aquilo de bom que o capitalismo representa e apresenta o livre mercado como a raiz de todos os males.
    Acho que é preciso agressividade no discurso dos defensores do único sistema em que a liberdade pode existir, o capitalismo.
    O desmascaramento do que o comunismo\socialismo de fato representa é extremamente simples: basta apresentar os fatos! O que foi o comunismo na União Soviética e países que foram vitimados pelo IMPERIALISMO vermelho, como vivem chineses, norte-coreanos e cubanos ainda hoje, a herança comunista em Angola, Vietnã.. Falta fazer circular esses informações , educar as pessoas simplesmente mostrando-lhes a realidade. Sei que isso está bastante complicado pela ação das esquerdas, mas deve ser uma luta de liberdade ou morte, pois é isso que está em jogo.
    Lembrem-se de que o comunismo sempre teve um projeto de domínio global. A própria ONU é um antro de comunistas, a União Europeia idem, ou seja, se o comunismo vencer, vencerá em escala internacional. O governo mundial em gestação será socialista, totalitário e usará de toda a tecnologia disponível para exercer seu controle sobre os cidadãos do planeta. O que afirmo pode ser facilmente comprovado, basta que leiam, por ex., os documentos da ONU e UE. A infame Agenda 21 é um projeto de larga escala, está sendo implementada mundialmente, e põe sob tutela da ONU tudo o que existe no planeta, água, ar, recursos minerais, transportes...Vejam que a ideia de SUSTENTABILIDADE tão alardeada pela mídia e repetida por idiotas úteis, como um que postou aqui dizendo o capitalismo está "esgotando o planeta", já se tornou senso comum. Impostos globais brevemente serão impostos para sustentar a burocracia da ONU, com seus ministérios UNESCO, OMS, OMC etc. Interessante que, nas Seis Lições, Mises cita a ONU como uma solução (se não me engano) em relação a protecionismo, na criação de uma legislação mundial contra esse problema. Mas acho que aí ele acaba ajudando o projeto das Nações Unidas. A ONU precisa ser desmoralizada!!! É dominada por comunistas e sua legislação foi criada por comunistas como Alger Hiss...O problema, meus caros, é muito mais abrangente.
  • Anarco-Individualista  14/01/2014 00:58
    FOTO FEIA, ÁRVORES SÃO NATURAIS, ESSAS CAIXAS DE SAPATO NÃO!!!!!!!!!!!
  • jose paulo cardoso mendes  17/01/2014 21:26
    O que acho na discussão socialismo e capitalismo principalmente em nosso pais brasil onde se imaginam socialista alguns com praticas capitalistas e consumistas., e o capitalista que é capitalista e pronto vive de seu capital especulativo ou construtivo que afinal também o são os mais defendidos principalmente quando os governos de esquerda que chegam ao poder nunca se parecem tanto não hà luz a esta discussão principalmente com a classe politica de nosso país e com a farta juventude do século vinte hum alheia as discussões politicas vemos isto nas escolas e nas universidades , mas por favor sem o esquerdismo barato e dominante que são alheios a modelos reais e verdadeiros, E que só mantem rótulos e praticas que não sejam o consumo desenfreado e a falta da formação tanto de ensino fundamental em péssimo nível logo veremos que o acadêmico também segue o mesmo caminho ou seja não tem caminho com direção firme de propósitos politico diciplinador e construtivo da sociedade que precisamos e que o País necessita como nosso governo , logo tanto o povo quanto a classe estudantil é manobrada ao sabor de interesse da minoria que não sabemos quem é como sempre foi onde o interesse publico não existe o desenvolvimento da nação como formação de alto nível não existe como plano de governo e a nação sendo desenvolvida na marra sem o devido planejamento porque sem a inteligência da formação técnica acadêmica País nenhum se desenvolverá principalmente no ponto em que chegou a humanidade informática mecatrônica nanotecnologia, e sem este preparo e serio compromisso de nossos governantes e do nosso povo que também se omite as necessidades da transformação seja por falta de oportunidade do bom ensino e seja por falta de cobrança aos governos e com mudanças significativas em quadros políticos de nosso País vejo que continuamos e por muito tempo sermos principalmente das massas desqualificadas ao modelo que o brasil precisa e que continuamos como sempre sendo grande massa de manobra e sem o avanço necessário, acho que não é nem uma coisa nem outra os modelos políticos são meramente de interesses para determinados grupos políticos que almejam e dominam o poder seja ele de esquerda ou de direta (são meramente rótulos) o poder esta nesta rotulação que não tem mais cabimento principalmente em nosso País que vejo o povo distante mais muito distante desta realidade necessária.


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