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O jiu-jítsu e a ciência econômica - muito mais em comum do que poderíamos imaginar

Economia e artes marciais?  Quais paralelos podemos traçar entre ambas?  Em primeiro lugar, as duas representam um tipo de conhecimento sistemático: a ciência econômica é o estudo da ação humana e de sua interação com bens e serviços, e as artes marciais são o estudo da melhor maneira de sobrepujar fisicamente outro homem.  

Ambas são ideias que foram desenvolvidas por centenas de anos, e estão subdivididas em diversas escolas ou estilos.  No entanto, foi na metade do século XX que ambas desenvolveram um ramo invencível: na economia, consolidou-se a Escola Austríaca de Economia, tendo Ludwig von Mises como líder, e nas artes marciais, o jiu-jítsu brasileiro, tendo Hélio Gracie no comando.  E é sobre estas duas ramificações específicas da economia e das artes marciais que irei discorrer neste artigo.

O jiu-jítsu foi criado por monges indianos e, com o tempo, foi se espalhando pela Ásia até chegar ao Japão feudal, onde foi praticado e desenvolvido pelos samurais. Após o período Meiji, quando a ordem Samurai foi abolida e o Judô foi desenvolvido por Jigoro Kano, o jiu-jítsu chegou ao Brasil em 1914, com um aluno de Kano, Mitsuyo Maeda, conhecido como Conde Koma.  Em 1917, Koma ensinou sua arte para o jovem Carlos Gracie.  Carlos passou estes ensinamentos para seus irmãos e os Gracies começaram a praticar e a desenvolver esta arte marcial, dando origem a um novo estilo, o jiu-jítsu brasileiro.  E foi o irmão mais novo e mais fraco de Carlos, Hélio, quem aperfeiçoou mais eficientemente o jiu-jítsu, e se tornou um lutador "casca-grossa".

Os irmãos Gracie começaram a abrir academias de jiu-jítsu e, para provar a superioridade de seu estilo, começaram a desafiar lutadores de outras artes marciais ou qualquer pessoa que duvidasse da eficiência de sua luta, colocando inclusive anúncios em jornais com estes desafios — e os Gracies derrotavam todos que apareciam.  Hélio se tornou o Gracie mais proeminente, sendo por muitos anos o lutador número um da família, e isto o transformou em uma celebridade no Brasil.  Em busca de reconhecimento mundial, Hélio desafiou o campeão mundial de jiu-jítsu, o japonês Kimura, que era 30 quilos mais pesado que Hélio.  Kimura se recusou a lutar com Hélio, dizendo que ele era o campeão e que se Hélio quisesse uma luta, deveria lutar com Kato, o vice-campeão — que também possuía uma enorme vantagem de peso — que também o derrotaria com facilidade.

A luta, no entanto, acabou ocorrendo, e Hélio derrotou Kato em 6 minutos, forçando Kimura a aceitar o desafio anterior.  Kimura declarou que se Hélio durasse mais do que 3 minutos, ele o consideraria o vencedor.  Em 1951, Kimura derrotou Hélio aos 13 minutos, quando Carlos jogou a toalha para evitar que o braço de Hélio fosse quebrado pela chave que Kimura lhe aplicou — e que depois foi batizada com seu nome.  Hélio se aposentou e era chegada a hora para a segunda geração dos Gracies assumir a tarefa de reivindicar a superioridade de sua arte.

Durante os anos de 1970, os filmes de Bruce Lee fizeram grande sucesso, e professores de kung fu e karatê apareceram para desafiar a hegemonia do jiu-jítsu.  Foi a vez de Rolls Gracie encarar o desafio.  Rolls era filho de Carlos, criado por Hélio, e foi o melhor lutador que a dinastia Gracie já produziu.  Ele derrotou facilmente o mestre de karatê, e nesta luta foi possível observar, na técnica de Rolls, o atual jiu-jítsu "estilo Gracie" em sua forma totalmente desenvolvida — ele havia adicionado ao jiu-jítsu técnicas de wrestling e sambo.

Rolls morreu pouco tempo depois em um trágico acidente de asa-delta, o que fez com que outros lutadores passassem a representar a família Gracie em inúmeros desafios subsequentes.  O jiu-jítsu dos Gracie sempre venceu.  

Porém, mesmo diante desta esmagadora superioridade, o "jiu-jítsu Gracie" não foi capaz de derrotar um oponente: Hollywood.  A imensa maioria do público mundial ainda acreditava que o kung fu e outros estilos semelhantes eram o supra-sumo das artes marciais.  Apenas alguns poucos estavam cientes da verdade sobre as artes marciais. Posso mencionar aqui o meu exemplo pessoal: em meados da década de 1980, mesmo vivendo no Brasil, eu ignorava completamente a supremacia do jiu-jítsu dos Gracie e, influenciado por filmes bobos como Karatê Kid, matriculei-me em uma academia de karatê, tornando-me anos depois um faixa preta de tae kwon do. Assim como o resto do mundo, só fui ter consciência da verdade sobre as artes marciais no começo dos anos 1990.

Rorion Gracie estava morando na Califórnia desde a década de 1970, ensinando e promovendo o "jiu-jítsu Gracie", desafiando e vencendo lutadores locais — a esta altura, uma tradição familiar.  Em 1993, ele teve uma ideia que iria transformar o mundo das artes marciais para sempre, e iria de uma vez por todas provar qual estilo era o melhor: ele inventou o Ultimate Fighting Championship (UFC), um torneio de artes marciais sem regras e sem divisões por peso, que na realidade tinha apenas uma característica distinta do que a família vinha fazendo nas últimas décadas: ele seria transmitido pela TV.

Rorion também criou o octógono, um ringue gradeado, ideal para este tipo de luta. O lutador escolhido para representar os Gracies não foi Rickson, que era o musculoso atual campeão da família, mas sim seu irmão Royce, que, como seu pai Hélio, não era um sujeito nada fisicamente intimidador — embora mais alto do que Hélio. Royce venceu todas as lutas das primeiras edições do torneio, derrotando grandes mestres das mais variadas artes marciais.  Só que, desta vez, o mundo todo pôde ver a família Gracie em ação.

Daquele momento em diante, todo o mundo soube que, se alguém quisesse se tornar um bom lutador, teria de aprender jiu-jítsu — ou seria derrotado por um lutador que soubesse jiu-jítsu.  Não foi apenas uma vitória de Royce; foi a vitória suprema do jiu-jítsu estilo Gracie sobre todos os outros estilos.  Foi como a descoberta da América por Colombo: os europeus já haviam estado aqui antes, mas foram suas navegações cruzando o Atlântico que levaram ao conhecimento geral do continente americano pelos europeus, mudando o mundo para sempre.

Pouco depois do UFC, Rickson foi para o Japão e venceu facilmente os melhores lutadores japoneses, confirmando aquilo que Royce havia demonstrado nos EUA.

Agora, falemos sobre ciência econômica.  As origens da Escola Austríaca podem ser encontradas nos trabalhos dos escolásticos tardios da Universidade de Salamanca, na Espanha, que descobriram e explicaram as leis econômicas.  Estes ensinamentos foram desenvolvidos por intelectuais europeus como Cantillon, Turgot, Bastiat e Say até 1871, quando Carl Menger, professor de economia na Universidade de Viena, condensou-os com a teoria da utilidade marginal e fundou a Escola Austríaca de Economia, marcada pela publicação da obra Princípios de Economia Política.

O primeiro adversário de Menger e da Escola Austríaca foi a Escola Historicista Alemã, representada por Gustav von Schmoller e outros. Menger os enfrentou e os derrotou durante uma disputa intelectual chamada de Methodenstreit durante os anos de 1890. Menger teve muitos discípulos, entre eles o arquiduque Rudolf von Habsburg, príncipe da família imperial da Áustria.  Mas foi Eugen von Böhm-Bawerk quem levou os ensinamentos do mestre a novos patamares, aplicando-os a diversos temas, desenvolvendo ainda mais a Escola Austríaca.  Böhm-Bawerk também enfrentou batalhas intelectuais, principalmente contra os marxistas, e saiu vitorioso refutando definitivamente a teoria da exploração do socialismo-comunismo.

No entanto, foi somente com um aluno de Böhm-Bawerk que a Escola Austríaca se desenvolveria em um estilo invencível.  Ludwig von Mises reconstruiu a ciência econômica sobre sólidas fundações epistemológicas, colocando a economia como um ramo de uma ciência maior — a praxeologia —, dando a ela o status de uma disciplina axiomática lógico-dedutiva.  Mises começou a aperfeiçoar a Escola Austríaca em 1912, com a publicação de The Theory of Money and Credit, e já em 1920, com a publicação do ensaio O cálculo econômico sob o socialismo, ele derrotou todos os pensadores socialistas, demonstrando que o socialismo era impraticável.

Durante toda a sua vida, Mises teve inúmeras disputas intelectuais com todos os tipos de adversários — socialistas, marxistas, positivistas, intervencionistas, neoliberais etc. —, e teve muitos estudantes, que por sua vez também enfrentaram subsequentemente este tipo de batalha.  Provavelmente uma das mais importantes batalhas foi lutada por um aluno de Mises, Friedrich August von Hayek, contra John Maynard Keynes.

Durante os anos 1930, Hayek era um professor na London School of Economics, e era o mais influente economista austríaco no mundo anglo-saxão.  Ele era, portanto, o homem para enfrentar Keynes, que havia publicado sua Teoria Geral em 1936.  Hayek foi um aluno de Mises, mas antes disso ele já era um discípulo de Friedrich von Wieser, e iria permanecer essencialmente um wieseriano pelo resto de sua vida.  Foram as inconsistências de sua abordagem wieseriana/walrasiana a respeito do equilíbrio geral que o levaram a sucumbir diante de Keynes.  

Keynes apresentou uma teoria totalmente falaciosa — sem nenhuma inovação sobre o que já existia —, mas sua teoria fornecia um adorno e um linguajar científicos em defesa dos gastos governamentais, da inflação, dos déficits e de todo o resto que os políticos adoram fazer.  Com o tempo, sem uma refutação sólida, o tsunami keynesiano varreu o mundo da economia.

Na verdade, a ciência econômica da Escola Austríaca misesiana só foi se desenvolver completamente mos anos 1940, quando Mises publicou Nationalökonomie (1940) e Ação Humana (1949).  Apenas os estudantes de Mises dos anos 1940 em diante seriam os verdadeiros misesianos, como Murray Rothbard, Hans Sennholz, Israel Kirzner, Ralph Raico e George Reisman.  Os misesianos — os estudantes de Mises e os estudantes destes estudantes de Mises — continuaram enfrentando batalhas intelectuais contra outras escolas de pensamento econômico, e continuaram vencendo todas. Rothbard foi um lutador exímio que aperfeiçoou a ciência econômica misesiana em muitas maneiras e encarou todos os tipos de adversários. Muitos desses avanços e disputas podem ser vistos em publicações vultosas como Man, Economy and State e Economic Controversies.

Apesar de todas essas vitórias e de toda a sua superioridade, a Economia Austríaca misesiana não é o "estilo" dominante de ciência econômica no mundo. A ciência econômica misesiana está onde o jiu-jítsu dos Gracie estava 20 anos atrás — amplamente desconhecida e praticada por uma pequena minoria.  Nós austríacos tivemos grandes mestres como Hélio e Rolls, e hoje em dia temos grandes lutadores como Royce e Rickson, mas parece que está faltando um Rorion.  Estamos tentando de muitas formas alterar o paradigma econômico.  O economista austríaco Robert Murphy está desafiando o famoso keynesiano laureado com o prêmio Nobel Paul Krugman há algum tempo.  Krugman já debateu ao vivo outro austríaco, Ron Paul, mas foi apenas um debate informal em um curto telejornal (Paul Vs Paul).  No decorrer de suas duas últimas campanhas presidenciais, Ron Paul promoveu a escola austríaca misesiana como ninguém havia feito até então; porém, isso foi incapaz de causar qualquer abalo ao mainstream econômico — o keynesianismo continua dominando o mundo acadêmico e a mídia.

Os Gracies também se esforçaram por muitas décadas, e sem sucesso, fazendo coisas como este seminário de 1988 promovido por Chuck Norris (no qual ele conta a história de quando Hélio Gracie, com 75 anos, o colocou para dormir), ou a tentativa de Rorion de também usar Hollywood, quando ele dirigiu as cenas de luta de Mel Gibson no filme Máquina Mortífera, ou quando ele próprio atuou em um filme B (mostrando definitivamente que o jiu-jítsu não servia para filmes, ao contrário do kung fu e sua plasticidade).  Foi somente com o UFC que eles finalmente atingiram uma audiência significativa.

Obviamente, a ciência econômica nunca será algo tão popular quanto as lutas de UFC, e disputas intelectuais jamais atrairão o grande público.  Mas a ciência econômica possui seu público e o zeitgeist econômico influi muito mais na vida cotidiana das massas do que a dominância de uma arte marcial em particular.

Mises_Gracie.jpgQuando Hélio Gracie já estava bem idoso, perguntaram a ele o que era um homem fraco.  E ele respondeu: "Eu sou um homem fraco.  Eu nasci fraco e vou morrer fraco.  Eu derrotei meus adversários apenas porque eu sabia jiu-jítsu."  Ele lutou sua vida inteira para provar a superioridade de seu estilo — e conseguiu. O mundo veio a saber sobre esta superioridade do jiu-jítsu brasileiro "de estilo Gracie" somente após as vitórias de Royce no UFC.

Mises também lutou toda a sua vida para demonstrar o que é uma ciência econômica válida; para provar a superioridade da Economia Austríaca misesiana — e ele conseguiu.  Mas poucos estão a par deste fato.  Como estourar essa bolha intelectual é o maior dos desafios que os austríacos têm diante de si.



autor


  • Pupilo  30/12/2013 13:43
    Esse Fernando é muito criativo. Jamais conseguiria relacionar Jiu-Jitsu com economia. E ele fez isso com maestria. Ótimo artigo. Porque o IMB não promove debates entre intelectuais que defendem o Keynesianismo e os que defendem a escola austríaca? Nem precisaria sair muito do escopo do site. Poderia ser usado o PODCAST.
  • Tiago Moraes  30/12/2013 14:11
    Nós podemos nos referir aos Mises Institutes espalhados ao redor do mundo, como uma espécie de UFC em seus primórdios. O passo inicial da EA para se tornar popular nos meios de divulgação de conhecimento reside justamente em sua popularização na Web.

    E não devemos nos abater, com professores e pretensos intelectuais se propondo a rebater as teses da EA, até porque, o simples fato do inimigo manifestar o interesse de refutar nossos paradigmas, já é algo digno, pois ao menos eles enfim estão se sentido ameaçados em suas zonas de conforto das falácias acadêmicas que nunca precisaram de justificativa para se defenderem.
  • Bruno D  30/12/2013 14:31
    O brasileiro realmente precisa dar mais valor ao Jiu-Jitsu mas também não pode deixar de conhecer o que foi o kung-fu apresentado por Bruce-Lee e a escola de arte marcial chinesa .
    O artigo do Fernando foi muito bom fazendo esse paralelo entre uma ciência econômica que foi relegada e uma arte marcial que sofreu um processo semelhante de ostracismo mas que teve um relativo sucesso maior do que teve a Escola Austríaca no âmbito econômico.
    Falando do tão conhecido Kung-Fu Hollywoodiano;
    Realmente foi puro golpe de markenting, primeiro que Bruce Lee generalizou as artes marciais chinesas e a rotulou como kung-fu (que não significa arte marcial em chinês diga-se de passagem) a ironia foi tanta nesse caso que o próprio Bruce Lee pretendendo revolucionar as artes marciais descartou e desdenhou completamente a cultura chinesa marcial (dizia que os estilos que aprenderá eram ineficientes e retrógrados , e, pretendendo criar algo novo e único e extremamente eficaz a ponto de se dizer antes e depois de Bruce Lee, ficou conhecido por ser um praticante de... Kung-Fu Chinês!!!
    O kung-fu na verdade é apenas um termo que se refere a habilidade que uma pessoa pode ter em qualquer área. Diz-se que: um bom cozinheiro tem uma boa habilidade na cozinha e por isso tem um bom kung-fu, um bom alfaiate tem uma boa habilidade em confeccionar roupas e por isso tem um bom kung-fu e um bom pintor tem uma boa habilidade em pintar por isso tem um bom kung-fu. O cozinheiro, o alfaiate e o pintor são bons em luta por acaso? É óbvio que não!
    O termo correto, que designa corretamente artes marciais chinesas é Wushu (wu =marcial e Shu= arte). Daí teremos uma miríade de escolas e pensamentos de praticas e filosofias das mais variadas autênticas e cópias, imitações e puro charlatanismo...De práticas familiares de luta e cultura marcial passando por sociedades, grupos e indivíduos, artigos de religião e civis e militares. Vários historiadores chineses tanto contemporâneos quanto do passado identificaram muito bem essas diferenças (não quer dizer que exista sempre o consenso sobre determinado tópico).
    Podemos citar alguns exemplos:
    Famílias que atuavam no ramo de escolta de pessoas, mercadorias e valores através de territórios do interior da China e de fronteiras com países vizinhos. Uma ampla rede de transporte de valores pelo Império Chinês na dinastia Tang por exemplo, ou a escolta de caravanas cujo dono de umas dela foi pai de um famoso mestre de arte marcial na década de 20-30 um dos discípulos desse mestre (terceira geração) esta dando aulas de "kung-fu" em São Paulo.
    Sociedades religiosas, civis ou militares que atuavam para defender uma determinada região, podem citar o exemplo dos monges budistas que atuaram para repelir os Piratas Japoneses (que na verdade eram de várias nacionalidades inclusive de chineses!) que pilhavam as regiões costeiras da China. Dessa época por vincular os monges budistas a atividades militares ficou impregnada a falsa noção de que o jiu-jitsu foi criado na índia, isso, aliás, é uma tentativa recente da família Gracie (não sei o porquê) de diminuir a origem japonesa da arte que a família carrega.
    E por fim um número reduzido de artistas marciais que viviam a beira da sociedade em eventos itinerantes que vendiam as suas apresentações marciais (quebramento de tijolos por exemplo) essas pessoas viviam as margens da sociedade. Eram conhecidas como aqueles que viviam nas "margens dos Lagos e Rios", muitas vezes vendendo ervas e remédios alegando efeitos milagrosos. Apresentações envolvendo lutas entre desafiadores e o público e esses artistas eram constantes, mas algo muito mais voltado para o entretenimento em si.
    Esse ambiente era muito mais similar ao o que o professor Conde Koma vivia e ao pai do Carlos Gracie (que era dono de circo e fazia apresentações de luta!) do que qualquer outra coisa.
    Cabe lembrar que como o ambiente era de guerra em muitos desses casos a tecnologia utilizada era de armas brancas e armas de fogo rudimentares, técnicas baseadas exclusivamente com mãos para atuar em um ringue com rounds e juízes não eram muito bem vindas é claro (por motivos óbvios).
    Existia também praticas utilizadas por militares como treinamento de tropas semelhante ao sumô ou ao wrestling que servia de exercício para condicionamento físico.
    Isso para citar alguns poucos exemplos!
    Podemos generalizar tudo em uma palavra chamada kung-fu? É claro que não!
    O assunto é de todo extremamente complexo não deixando de ter o seu lado fascinante também, mas devemos fazer jus a verdade aqui no Mises-Br, o fato de o autor do artigo ter feito uma arte boba achando que era o suprassumo na verdade é uma muita mais da propaganda enganosa de Hollywood do que a própria arte em si, que foi uma cópia do Karate-Do no momento em que a Coréia era ocupada pelos japoneses, sendo o fato de ser uma cópia em um período de ocupação já é por si só negativa...
    Toda essa cultura explicada acima pode ser resumida dentro de um ringue? Um tatame? Eu particularmente acho que não! Onde a realidade foi muito mais ampla nas especifidades de épocas, lugares e de demandas.
    A escola austríaca esta muito mais para esse ambiente de adaptação que foi a cultura marcial chinesa do que para o jiu-jitsu apresentado pelo autor.
  • vitor  30/12/2013 15:03
    Eu já havia pensado nesse paralelo antes, que jiu-jitsu não promete soluções mágicas e bonitas como kung-fu e keynesianos fazem. Agora uma correção, que eu saiba Kimura quebrou o braço de Hélio. Mas foi uma época que judô e jiu-jitsu brasileiro ainda eram artes marciais extremamente próximas.

    Essa história de indianos terem criado e depois ido pro Japão me parece ser mais lenda. O negócio começou mesmo quando Jigoro Kano sistematizou várias técnicas com foco nas de luta agarrada, criando o jiu-jitsu de Kano, tb conhecido por judô. O próprio Maeda era um judoka que treinou somente no sistema de Kano, sem base em estilos esotéricos de jujutsu.
  • Rhyan  30/12/2013 17:35
    O UFC de hoje é muito diferente, o lutador tem que ser completo e saber todas as lutas. Não há mas superioridade do BJJ.
  • Pupilo  30/12/2013 18:54
    Continua havendo a superioridade do BJJ. Se você colocar no ring um lutador de kung fu e um lutador de bjj, quem vai se sair campeão?
  • Trevor Reznik  30/12/2013 22:16
    Galera, aproveitando a discussão, não entendo praticamente nada de lutas e suas diversidades, mas ao invés de achar que o Kung Fu era o estilo superior de todos, eu achava que era o Krav Maga. O que podem me dizer sobre isso?
  • Rhyan  31/12/2013 03:28
    Veja, nem Anderson Silva nem Jon Jones são especialistas em jj.
  • Mango  30/12/2013 21:06
    Mas o autor não se referiu aos tempos de hoje.

    Hoje não tem especialistas em artes únicas como afirmou. Todos sabem de tudo.

    Mas sim, na época que o UFC era sem regras, sem categoria, e sem limite de tempo, o BJJ se provou superior as outras artes-marciais. Quando se enfrentava alguém que apenas fosse especializado em uma.

    Marcos Ruas mudou tudo depois.
  • Fernando Chiocca  14/01/2014 17:36
    Anderson Silva e Jon Jones são especialistas em jiu-jitsu sim. Ambos conhecem muito bem a luta de chão. Todo e qualquer campeão de MMA hoje conhece jiu-jitsu, ou simplesmente não chegaria a ser campeão e seria derrotado por algum que soubesse.
  • Vitor Sousa  30/12/2013 18:05
    Oss
  • Trevor Reznik  30/12/2013 18:26
    Excelente texto.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  30/12/2013 19:45
    Fernando, pelos comentários acima, vejo que conseguiste o teu intento, coisa de professor, tua nota e dez, claro, com louvor.
    Feliz 2014, sou infinitamente grato ao sítio.
  • Rafael  30/12/2013 20:01
    Caro Fernando Chiocca, gostaria de saber se o video do Paul vs Paul tem com legenda e como anda o processo do Liber 500.

    Abraços.
  • Luciano Biancardine  30/12/2013 21:45
    O "kungfu cinematográfico" ou karate de filme é bem diferente das artes verdadeiras, óbvio. Sendo então que estas não são tão bobas como alguns aqui disseram. Por outro lado o BJJ provou sua superioridade e hoje é imprescindível para aqueles que querem ter algum resultado em conflitos físicos.
  • Ruberval  30/12/2013 23:23
    Jiu-jitsu é coisa de gay! Dois homens se agarrando, nada a ver!
  • Típico Filósofo  30/12/2013 23:24
    Um produto brasileiro que ascendeu através do esforço de seus criadores e sem a necessidade de subsídios dos departamentos estatais, políticas de valorização de cunho nacionalista (vide a meta da programação nacional nas TVs por assinatura), sem patrocínio da Caixa Econômica, Petrobrás ou algum "dealer" do BACEN; e sem a participação garantida em eventos esportivos internacionais dada pela promoção estatal?

    Absurdo. O esporte tem de ter uma função social, filosófica e patriótica. Quaisquer esportes baseados no talento individual em detrimento do esforço coletivo de um grupo e de financiamento privado de corporações e entusiastas que não sirva como patrocinador da identidade nacional e das políticas educacionais é mera alienação para entreter a classe média terrorista.

    "Canoagem" é o verdadeiro esporte latino, dominado pelos cubanos frequente e serve de respeito aos povos que viviam em nossas terras antes da chegada do homem racista.
  • Rodrigo D.  31/12/2013 12:13
    Nessa você se superou. Canoagem. hahahahahahahaha

    Cada dia melhor senhor Filosofo. O que seria de nós sem a sua contribuição libertadora.
  • Um burrinho  31/12/2013 14:46
    Os cubanos praticam canoagem para conseguirem fugir para os EUA! Hahahaha!
  • Marcelo Werlang de Assis  31/12/2013 19:02
    Reproduzo abaixo mais informações sobre o tema desse fantástico artigo de Fernando Chiocca. O seguinte texto — o qual sofreu leves correções gramaticais da minha parte — foi retirado deste site: academiagracie.com.br/

    HISTÓRIA DO JIU-JÍTSU

    Como muitos outros temas da História, seria impossível descrever com precisão a origem do jiu-jítsu.

    Contudo, o que não falta são hipóteses. Cada cultura mostrou possuir alguma forma de luta corporal em sua história. Normalmente, o combate desarmado aparece na forma de luta corpo a corpo e, às vezes, na forma de pugilismo. Examinando cronologicamente a história do combate, é possível que as técnicas de luta do jiu-jítsu tenham sido influenciadas pela Grécia antiga. Os Jogos Olímpicos eram uma das tradições dos gregos, e um dos seus esportes mais populares, o pancrácio, envolvia técnicas de pugilismo e combate corporal, tornando-se mais popular para os gregos do que qualquer um dos outros esportes. Durante as suas conquistas, Alexandre Magno (356 — 323 a. C.) levou a cultura grega para as regiões que dominou. As suas vitórias chegaram à Índia, onde ele introduziu os costumes e os ideais da cultura helênica aos povos daquela região — a qual foi, provavelmente, o berço do jiu-jítsu.

    A opinião geral, aceita pela maioria dos historiadores, é a de que as técnicas sistematizadas das artes marciais vieram da Índia, junto com o budismo (Dharma). A teoria é que o templo de Shaolin foi construído no centro da China, precisamente onde o Dharma introduziu o budismo e o pugilismo. Conta-se que monges budistas do norte da Índia muito contribuíram para o desenvolvimento inicial do jiu-jítsu. Em suas longas viagens pelo interior da Índia, os monges eram constantemente assaltados por bandidos. Os valores religiosos e morais budistas não permitiam o uso de armas, por isso os monges foram forçados a desenvolver um sistema de autodefesa usando as mãos nuas.

    Esses monges eram homens de grande saber e perfeito conhecimento do corpo humano. Por conseguinte, aplicaram as leis da física — tais como sistema de alavanca, cinética, equilíbrio, centro de gravidade, atrito, transmissão de peso — e a manipulação de pontos vitais da anatomia humana a fim de criar uma arte científica de autodefesa.

    Uma coisa é certa sobre tais histórias: os japoneses foram os responsáveis pelo refinamento de uma arte de luta corporal na forma de um sistema de combate corpo a corpo muito sofisticado chamado jiu-jítsu, que foi desenvolvido no Japão durante o período feudal.

    O NASCIMENTO DO GRACIE JIU-JÍTSU

    Hélio logo percebeu que, devido ao seu físico frágil, não conseguia executar facilmente a maioria das técnicas que havia aprendido ao observar as aulas de Carlos. Com a determinação de executá-las eficientemente, começou a modificá-las para que se adaptassem à sua frágil constituição física. Enfatizando os princípios de alavanca e a escolha do momento certo, sobre a força e a velocidade, Hélio praticamente modificou todas as técnicas e, por meio de tentativas e erros, criou o Gracie Jiu-Jítsu, o Jiu-Jítsu Brasileiro.

    Para provar a eficácia do seu novo sistema, Hélio desafiou publicamente todos os praticantes de artes marciais mais respeitáveis do Brasil. Participou de 18 lutas, incluindo desafios contra o antigo campeão mundial peso pesado de luta-livre, Wladek Zbyszko, e o segundo maior judoca do mundo na época, Kato, a quem Hélio estrangulou e deixou desacordado após 6 minutos de combate. A sua vitória contra Kato qualificou-o para subir no ringue contra o campeão mundial Masahiko Kimura, quase 35 quilos mais pesado. Kimura ganhou a luta, mas ficou tão impressionado com as técnicas de Hélio que lhe pediu que fosse ensinar no Japão, admitindo que aquelas técnicas que Hélio apresentara durante a disputa não existiam no Japão. Era o reconhecimento do melhor do mundo à dedicação de Hélio ao refinamento da arte.

    Aos 43 anos, Hélio e o seu adversário Waldemar Santana, um ex-aluno, bateram o recorde mundial do mais longo combate de vale-tudo da história, quando incrivelmente lutaram durante 3 horas e 40 minutos, sem intervalos!

    Hélio, amplamente considerado o primeiro herói do esporte na história brasileira, também desafiou ícones do boxe, como Primo Carnera, Joe Louis e Ezzard Charles. Todos recusaram.

    Uma lenda contemporânea, Hélio Gracie conquistou aclamação internacional por sua dedicação à divulgação da arte e da filosofia do Gracie Jiu-Jítsu. Devotado à família, um exemplo de vida saudável, Hélio Gracie foi um símbolo de coragem, disciplina e determinação e uma inspiração para todos aqueles que o conheceram.

    HÉLIO GRACIE (1913 — 2009)

    Na década de 20, Hélio Gracie era um menino franzino, com problemas de saúde. Por isso, Carlos recebera ordens do médico da família para que não ensinasse o jiu-jítsu ao irmão. Hélio, muito frágil, com vertigens e desmaios quase diários, estava impedido até mesmo de frequentar escola. Assim, ele ficava o dia inteiro assistindo às aulas do irmão mais velho.

    Até que um dia, como havia um aluno esperando e Carlos não chegava, Hélio (então com 14 anos) propôs-se a passar instruções da aula. E fez de tal forma que, quando Carlos chegou, o aluno pediu que, desse dia em diante, as suas aulas fossem dadas por Hélio, que nunca tinha recebido uma aula sequer.

    Com extraordinário talento, com enorme persistência, para compensar os seus franzinos 60 quilos, Hélio Gracie aperfeiçoou a técnica a ponto de torná-la praticamente imbatível, dando origem no que hoje é mundialmente conhecida com jiu-jítsu brasileiro.

    Aos 16 anos, em sua primeira luta em público, venceu em 30 segundos o então campeão brasileiro de boxe, Antônio Portugal.

    Com 18 anos, derrotou o vice-campeão mundial de vale-tudo, Fred Ebert. Venceu em quatro minutos o campeão de capoeira Caribé, que desafiara através da imprensa. Enfrentou e venceu, sem descanso entre as lutas, doze fuzileiros navais escolhidos entre os mais fortes de toda a corporação. O mais leve pesava 90 quilos. O japonês Massagoishi, campeão de sumô, que tinha o dobro do tamanho de Hélio Gracie, foi por ele derrotado em menos de cinco minutos.

    Os japoneses começaram a demonstrar preocupação com a invencibilidade de um brasileiro nessa antiga arte marcial do Japão. Assim, eles passaram a mandar de lá os seus melhores lutadores para enfrentar Hélio Gracie, que lutou contra vários adversários japoneses e continuava invicto. Para derrubar definitivamente a invencibilidade do brasileiro, vieram do Japão os seus dois maiores lutadores: o campeão mundial, Kimura, e o vice, Kato. Mesmo tendo duas costelas fraturadas em um treino, Hélio Gracie enfrentou Kato em um rinque no gramado do Maracanã, e a luta terminou empatada. Na revanche em São Paulo, a vitória de Hélio, em seis minutos, deixou perplexa a colônia japonesa.

    A luta contra o campeão mundial Kimura, 10 anos mais novo e 40 quilos mais pesado, foi um marco na vida de Hélio Gracie. Sobre o tablado no Maracanã, Hélio resistiu 18 minutos, arrancando elogios do adversário em plena luta, e só foi vencido quando o seu irmão Carlos jogou a toalha, temendo fratura séria.

    No dia seguinte, Kimura foi à casa de Hélio Gracie e o convidou a ir ao Japão. O brasileiro preferiu continuar o seu trabalho no Brasil.

    A última luta de Hélio Gracie foi a mais longa da história do jiu-jitsu: depois de três horas e 45 minutos sem interrupção, sobressaiu a força física do seu corpulento ex-aluno Waldemar Santana, 20 anos a menos, que venceu o combate de forma dramática. A revanche foi assumida por Carlson Gracie, que venceu Santana de modo arrasador.
    Durante uma viagem para Fortaleza com o seu irmão Carlos, no navio Itanajé, um homem desconhecido jogou-se ao mar, em uma região infestada de tubarões, perto de Abrolhos, na costa baiana. Um pequeno escaler com seis tripulantes desceu para tentar salvar o suicida, mas tinha ordens de voltar caso não conseguisse. Enfrentando grandes ondas, os tripulantes puxavam o homem pelos cabelos sem conseguir trazê-lo para o barco. Hélio Gracie, então, resolveu mergulhar. Nadou rápido quando o barquinho já retornava, sob os gritos dos marinheiros apavorados com a presença dos tubarões, colocou o homem a salvo, empurrando-o para cima do barco e liderou os marujos que não conseguiam vencer as ondas com os seus remos. Ao voltar, Hélio recebeu medalha de ouro e diploma de Honra ao Mérito, na Rádio Nacional, com patrocínio da Standard Oil.

    A opinião pública o aclamava como um herói de carne e osso. Durante várias décadas, as vitórias de Hélio Gracie ocuparam as primeiras páginas dos maiores jornais do País.

    A partir dos anos 50, a Academia Gracie, situada na Av. Rio Branco, passava a ser frequentada por gente de todas as idades e classes sociais, inclusive por personagens influentes na vida nacional, como empresários, jornalistas, militares e ministros de estado.

    Princípios morais

    Por influência de Carlos Gracie, Hélio adotou uma vida frugal. Sempre fez da técnica e da dignidade do esporte uma bandeira; e, na lucidez dos seus 95 anos de idade, antes de morrer, entristecia-se ante o mau uso dessa técnica e a deturpação dos conhecimentos milenares que deram origem às artes marciais.

    Protestando contra a imagem de violência de muitos inescrupulosos mercenários das diversas modalidades de luta marcial, ele apelava para a responsabilidade das academias e das associações na formação moral dos jovens atletas e defende maior rigor para o funcionamento dessas entidades, em nome dos princípios éticos e das elevadas tradições filosóficas do jiu-jítsu.

    Os seus filhos, sobrinhos e discípulos transmitem as técnicas do jiu-jítsu brasileiro em todo o mundo e participam vitoriosamente das principais competições internacionais. O seu filho Rorion Gracie, vivendo hoje nos Estados Unidos, criou uma academia de jiu-jítsu; e o seu filho Royce Gracie consagrou-se como um dos maiores campeões do mundo nessa modalidade.

    Contra a violência

    As técnicas transmitidas há sete décadas pelos Gracie transcendem uma simples luta ou prática esportiva, principalmente entre os jovens, que encontram no verdadeiro jiu-jítsu uma atividade sadia, uma técnica de defesa pessoal segura e positiva, em resposta ao mundo difícil e violento em que vivemos. Com a sua personalidade marcante, Hélio Gracie passou a simbolizar retidão de caráter, honestidade, coragem e saúde.

    Como professor e criador de uma modalidade de jiu-jítsu, Hélio Gracie desenvolveu uma técnica que revolucionou o mundo das artes marciais, a qual, hoje, beneficia milhares de pessoas.

    MENSAGEM DO GRANDE MESTRE HÉLIO GRACIE

    "O Jiu-Jítsu que criei foi para dar chance aos mais fracos de enfrentar os mais pesados e fortes. E fez tanto sucesso que resolveram fazer um Jiu-Jitsu de competição. Gostaria de deixar claro que sou a favor da prática esportiva e da preparação técnica de qualquer atleta, seja qual for a sua especialidade. Além de boa alimentação, de controle sexual e de abstenção de hábitos prejudiciais à saúde. O problema consiste na criação de um Jiu-Jítsu competitivo com regras e tempo inadequado, o qual privilegia os mais treinados, fortes e pesados. O objetivo do Jiu-Jítsu é, principalmente, beneficiar os mais fracos, os quais, não tendo dotes físicos, são inferiorizados. O meu Jiu-Jítsu é uma arte de autodefesa que não aceita certos regulamentos e tempo determinado. Estas são as razões pelas quais não posso, com a minha presença, apoiar espetáculos cujo efeito retrata um anti Jiu-Jítsu."

    Também aproveito este comentário para divulgar os três filmes sobre a vida de Ip Man, um gênio chinês das artes marciais (estilo Wing Chun). Trata-se dos filmes "O Grande Mestre", "O Grande Mestre 2" e "O Grande Mestre — Nasce uma Lenda".

    Um Feliz Ano Novo!
  • Marcelo Werlang de Assis  02/01/2014 16:33
    Aqui, a versão em inglês desse brilhante artigo: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1752.

    Amplexos!!!
  • Marcelo Werlang de Assis  03/01/2014 14:04
    Falando no Japão, apareceu hoje um artigo sobre esse país no site do Mises Institute:

    mises.org/daily/6629/Austrian-Economics-and-Interventionism-in-Japan.

    Abraços!
  • Emerson Luis, um Psicologo  01/01/2014 01:35

    Muito interessante.

    Podemos pensar em diversas formas de divulgar a EA, como vlogs, "mesas redondas" entre divulgadores e debates civilizados com intelectuais esquerdistas. Precisamos de vloguers de várias idades, de ambos os sexos e de diversos estilos pessoais. As principais ideias da EA precisam ser divulgados das formas mais simplificadas e práticas possíveis para os leigos compreenderem e aderirem.

    Já viram os vídeos da praxgirl? É uma moça que explana a praxeologia. Seria muito bom termos uma praxgirl brasileira, carismática como a americana. Mas será que seria boa ideia contratar uma atriz para fazer esse papel? Não tem nenhuma brasileira admiradora de Mises que fizesse esses vídeos por acreditar mesmo nessas ideias?

    * * *
  • Japonês Austríaco  03/01/2014 00:57
    Jiu-jitsu como arte invencível? Seria interessante ver um lutador de BJJ contra mais de um lutador de outra modalidade, assim como um lutador de kung-fu, hapkido, karatê, aiki ju-jitsu, etc. contra mais de um oponente... Quem duraria mais? BJJ só é eficiente no 'um-pra-um' e sem armas (de qualquer espécie). No octagon, no tatame, talvez o BJJ faça diferença. Na vida, o mundo originário das artes marciais, na auto-defesa, há inúmeras técnicas mais eficazes.
    No caso da EA, é no mundo real, fora da abstração e do reducionismo keynesiano, friedmaniano e novo clássico, que ela mostra toda a sua força.
  • Pupilo  03/01/2014 13:52
    Vamos ter bom senso meu caro. É claro que quando falamos de luta, pensamos no 1 vs 1... Ainda mais se tratando de JJ. Não estamos falando dos filmes do Bruce Lee onde os inimigos fazem filas para apanhar dele. Estamos tratando da vida real.
  • Japones Austriaco  03/01/2014 21:25
    É Pupilo. Discordo desse negócio de um pra um na vida real. Na vida real existe a auto-defesa, independentemente do número de pessoas envolvidas. E é óbvio que não considero os filmes de Hollywood como representantes do mundo real. Longe disso. Acho o BJJ uma arte marcial eficiente. Nada mais que isso. Já pratiquei. Hoje pratico outras modalidades. Dizer que o BJJ é invencível é um grande absurdo. A EA é superior e invencível porque todas as outras correntes estão erradas. Quem pode dizer que o Muay Thai está errado? Ou que o Daytoriu Aiki Ju-Jitsu está errado? São modalidades diferentes e cada uma delas tem algo a oferecer e que pode fazer a diferença num combate real.
  • Fellipe  16/01/2014 16:04
    Seria interessante você informar qual luta marcial é 100% eficiente contra mais de um oponente. (Dica: Nenhuma. Por isso o ser humano se defende com armas, brancas ou de fogo).

    Você devia se informar melhor sobre a parte de defesa pessoal do BJJ, principalmente o que fazer contra mais de um oponente.

    Ficar atacando o jiu-jitsu porque ele não seria eficiente em determinada situação, sem informar qual outra alternativa seria, parece socialista querendo criar espantalho.

    É cada virgula que se fica discutindo...
  • Fernando Chiocca  16/01/2014 17:04
  • anônimo  18/01/2014 10:06
    Não precisa nem ser mais de um, essa fama do jiu jitsu de invencível é só marketing, olha só como é o vale tudo, cheio de regras tipo 'não vale dedo no olho, não vale chute no saco, não vale isso, não vale aquilo' etc, não vale qualquer coisa que vc pode usar quando o idiota quer ficar se agarrando com vc no chão por duas horas.
    Numa situação real não existe isso de 'não vale dedo no olho', quem quer que esteja lá não vai ligar pra regra nenhuma.E olhando o contexto em que essas coisas foram criadas é tudo muito óbvio, o karatê nem chega a considerar qual a defesa pra baiana do jiu jitsu porque no japão medieval o cara sabe que se alguém estúpido o suficiente de chegar perto assim e expôr um milhão de pontos vulneráveis, está morto.

    O que tem muito mais a ver com o PNA e consequentemente com a escola austríaca é o aikido, tanto a filosofia do aikido quanto a prática.O aikido é tão não agressão que praticamente nem ataque tem, é tudo só defesa, e aí sim vc realmente usa o ataque do adversário contra ele.

  • cleber   31/05/2017 11:06
    Basicamente o texto é eficiente no que se propõe, no entanto ao fazer analogia com a Escola Austriaca de Economia ficou muito além. Estava dando crédito até o momento que o cidadão escreve que se matriculou numa escola de karatê e se formou faixa preta em taekowndo, são modalidades diferentes, são anos de treinamento e estudo teoricos da arte até você se tornar um faixa preta taekowndista de 1 Dan, para simplesmente desfazer essa arte em detrerimento de outra. Então não há uma arte superior para mentes inferiores, como não há sistema economico superior quando a formação humana é inferior.
  • Christiano Milfont  03/01/2014 19:17
    Estou escrevendo um livro sobre a história do George Gracie que vai modificar essa versão da história do Brazilian Jiu Jitsu.
    Só para resumir:

    Jiu Jitsu é um termo genérico para artes marcias no japão como Kung Fu é para a China, os estilos dos clãs samurais foram desenvolvidos com caracteristicas proprias da cultura japonesa e não tem nada que afirme nas provas documentais que veio de qualquer lugar. Mistura e influencia são coisas bem distintas.
    O termo jiu Jitsu é a mesma coisa de JU Jutsu, Jiu Jutsu ou Ju Jitsu, representam o mesmo ideograma. Só que o Brazilian Jiu Jitsu é na verdade o Kano Jiu Jitsu (Judo era chamado de Jiu Jitsu até os anos 40 no mundo inteiro), não tem influencia direta de um Jiu Jitsu Koryu (ou seja, estilo direto de samurai).

    O primeiro Gracie campeão de verdade foi o George Gracie, esse lutou e treinou com todo mundo, diferente do Hélio. Comparem o cartel deles:
    https://gist.github.com/cmilfont/7609893 lutas do George
    en.wikipedia.org/wiki/H%C3%A9lio_Gracie#Career_highlights Lutas do Hélio

    Hélio não inventou nada, não modificou nada, os irmãos Gracies não foram graduados por ninguém, George foi o grande treinador de luta de ringue da família porque aprendeu com diversos mestres, lutadores e ensinava aos irmãos. Se alguém duvida me diz qual o nome de um movimento que o Hélio mudou ou criou.

    Quem quiser acompanhar a evolução dessas pesquisas pode ir para https://www.facebook.com/gatoruivo que atualizarei.
  • Fernando Chiocca  14/01/2014 17:44
    Muito interessante Christiano. Conheço pouco do George e aguardo ansioso seu livro!

    Pelo visto o Hélio lutou bem menos que o George.
  • Brisa  14/01/2014 17:12
    Muito interessante. Eu, como estudante de economia e praticante de Jiu-Jitsu não resisti ao título e o conteúdo não deixou nada a desejar. A descoberta desta luta mudou minha vida assim como a descoberta da minha paixão pelas ciências econômicas mudou e continua mudando a minha compreensão acerca da sociedade, as duas coisas já tinham relação entre si na minha vida.
  • Fernando Chiocca  30/01/2014 14:54
  • Vito Genovese  20/02/2014 23:25
    Artigo excelente, só quero ressaltar uma coisa: dá mesma forma que o GPS fez com que o trabalho do geógrafo ficasse obsoleto, a arma fez com que a necessidade de aprender uma luta para se defender no mundo real ficasse obsoleta. Hoje a luta é mais um esporte ou, um espetáculo que qualquer outra coisa.

    A arma deixou os homens iguais no que diz respeito ao uso da força. Hoje um caro magro, baixinho e que não sabe lutar, pode se defender de um brutamontes apertando o gatilho. Essa frase, que não sei de quem é a autoria, ilustra bem isso: "Deus fez os homens diferentes, mas Samuel Colt os tornou iguais." .
  • Adriano  10/02/2015 02:58
    "só quero ressaltar uma coisa: dá mesma forma que o GPS fez com que o trabalho do geógrafo ficasse obsoleto, a arma fez com que a necessidade de aprender uma luta para se defender no mundo real ficasse obsoleta"


    Não fez e nunca fará.

    Primeiro porque armas não são facilmente acessíveis, basta ver a via crucis que se tem que percorrer pra obter um porte de arma.

    Segundo porque qualquer arte marcial que se preza prevê meios de se desvencilhar de um oponente armado. Experimente apontar uma arma pra um faixa preta, ao menor vacilo que você der a arma não estará mais em suas mãos.

    Ademais, seu comentário revela certo desconhecimento e inocência. O aparecimento do gps veio facilitar o trabalho dos geógrafos, e não extinguir. Para operar um GPS de uso profissional com maestria é necessário ter bons conhecimentos de geodésia, e isso não se aprende apenas lendo o manual do aparelho. Agora se você acha que com um GPS comum e parcos conhecimentos é possível ter os mesmos resultados que um profissional operando um GPS de precisão, fique longe de uma arma. É preciso um certo grau de miopia e inocência pra acreditar em algo do tipo, e isso pode ser perigoso ao portar uma arma.
  • Jaime  28/04/2014 02:16
    Muito bom!! parabens!

    www.muitomaisacaojiujitsu.com.br
  • Ze  12/02/2015 11:38
    "Segundo porque qualquer arte marcial que se preza prevê meios de se desvencilhar de um oponente armado"

    O cara ainda acredita em filme de Bruce Lee, não há nenhuma arte que consiga se desvencilhar de um oponente armado. É só marketing delas, e você acreditou.
  • Adriano  12/02/2015 12:49
    "O cara ainda acredita em filme de Bruce Lee, não há nenhuma arte que consiga se desvencilhar de um oponente armado. É só marketing delas, e você acreditou."

    Não há como se desvencilhar de um cara a 5 metros de distância. Mas se o bandido estiver perto o suficiente (como eles geralmente fazem em assaltos), é sim possível reagir e tomar a arma da mão do sujeito. As artes marciais foram criadas justamente para o combate militar, e se elas tivessem ficado obsoletas após a invenção da arma de fogo, as forças de segurança já as teriam abandonado há muito tempo. Eu já tive a oportunidade de assistir uma situação real em que um faixa preta de Krav Maga tomou a arma da mão de um bandido e imobilizou o sujeito.


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