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O desejo de “redistribuir riqueza” é uma fantasia impraticável

Alguns temas abordados por Ludwig von Mises ainda em suas primeiras obras, há quase 100 anos, se tornaram ainda mais intelectualmente instigantes hoje do que eram naquela época, quando ainda estavam começando a ser discutidos.

Um desses temas é a questão da redistribuição de riqueza.  Mises, adepto do individualismo metodológico, sempre iniciava suas análises olhando para o indivíduo, e não para amplos agregados econômicos.  Na questão da redistribuição de renda, Mises diferenciou os indivíduos que têm bens daqueles que não têm.  Em específico, ele faz uma distinção entre bens de capital e bens de consumo. 

Bens de capital são os fatores de produção; são os bens que produzem outros bens e que também auxiliam os seres humanos em suas tarefas e, consequentemente, tornam o trabalho humano mais produtivo.  Já os bens de consumo, como o próprio nome diz, são todos os itens para consumo final — como alimentos, roupas, cadeiras, televisões —destinados a satisfazer as necessidades humanas.

Bens de consumo beneficiam amplamente apenas uma pessoa de cada vez.  Um indivíduo usufrui os benefícios trazidos por uma determinada camiseta apenas enquanto ele a está vestindo.  Bens de capital — o maquinário que produz as camisetas — geram benefícios para uma enxurrada de consumidores de uma só vez.

Por que, então, ainda há essa fixação marxista em relação ao, por exemplo, gerenciamento estatal de empresas geradoras de energia elétrica, quando se sabe que seus consumidores têm apenas eletricidade?  Mises observou que um consumidor não precisa ser o dono das instalações para ter eletricidade.

Tendo isso em mente, como o sentido convencional de distribuição de riqueza mudaria se excluíssemos os bens de capital dessa questão?  Por exemplo, nos EUA, 1% população é dona de 38% da riqueza, dados de 2001.  (No Brasil, 1% é dona de 13.3%).  Como ficaria essa distribuição de riqueza se os bens de capital forem excluídos?  O mais provável atualmente é que 95% da riqueza do 1% mais rico da população esteja atualmente ligada aos direitos de propriedade sobre esses bens de capital.  Logo, a distribuição de riqueza entre os consumidores é muito mais acirrada do que os acadêmicos imaginam.  Todos têm acesso a água corrente, telefones, comida e televisão.  É isso que interessa para um padrão de vida.

Mises nos ajuda a perceber que a ideia de obter igualdade pela redistribuição de riqueza nada mais é do que fantasia.  Você não pode redistribuir bens de consumo; como poderiam milhões de mulheres vestir o mesmo casaco de pele, as mesmas jóias e regalias, ou os mesmos sapatos que estão no armário de Imelda Marcos?  Como poderiam milhões de homens ficar dentro da banheira de hidromassagem de Hugh Hefner?  Um pedaço de pão não pode ser repartido infinitamente por várias bocas.

Da mesma maneira, você não pode fatiar um fogão em pedaços e dividir estas fatias igualitariamente entre as pessoas — e ainda esperar que o fogão funcione.  Você tem de respeitar a integridade de todos os bens de capital para que eles funcionem.  Uma central elétrica teria de ser triturada em átomos e repartida em pequenos envelopes para se obter uma distribuição igualitária.

Por sua natureza, bens de capital também não podem ser redistribuídos entre as pessoas de uma forma que resulte em igualdade e maior riqueza.  A redistribuição de riqueza, se levada a sério, significa necessariamente a completa e absoluta destruição de riqueza.  Socialismo é niilismo, nada mais do que a destruição de valores.

Os comunistas nunca obtiveram êxito em distribuir riqueza igualitariamente.  Isso é inerente à natureza da riqueza.  Como a riqueza não pode ser subdivida entre as massas (somente a propriedade da riqueza pode), eles confiscam a riqueza alheia para benefício da própria camarilha.  Todo o resto fica à míngua, morrendo de fome.  É assim que a integridade da riqueza faz impor a realidade quando confiscada.  Os socialistas não brigam para ser donos do ar; eles brigam para tomar o controle desta estação de rádio, daquela impressora, deste automóvel, ou daquele pedaço de carne estragada.  A redistribuição de riqueza é criminalidade pura e ela exige um grau ainda maior de criminalidade após o confisco, como lobos brigando por uma carcaça ou rufiões eliminando seus cúmplices.

E, ainda assim, centenas de milhões de pessoas continuam acreditando que a redistribuição de riqueza irá gerar ganhos pessoais.  Quando um político difunde por seu rebanho a ideia de "espalhar a riqueza para todos", o que os eleitores imaginam?  No mundo perfeito, eles entenderiam que a riqueza deixaria de existir, mesmo que ela fosse confiscada e meticulosamente redistribuída — e caso realmente entendessem assim, o político será devidamente ridicularizado ainda em seus discursos.  A diferença entre um político populista ser venerado e ser chutado para fora do palanque em que discursa está no eleitorado ser educado por essa pequena fatia de racionalidade misesiana.

Mises abordou a distinção entre bens de capital e bens de consumo no debate sobre redistribuição; essa percepção é extremamente valiosa no atual mundo em que vivemos.  O debate sobre o cálculo econômico no mundo socialista já acabou, mas a noção de que a riqueza pode ser redistribuída e ainda continuar existindo não é amplamente reconhecida como uma contradição.  Espalhar coercivamente a riqueza para todos gera apenas a sua destruição.

Redistribuição de riqueza é uma expressão contraditória.  Esse fato reduz em cinzas o ímpeto do estado assistencialista.  O estado de bem-estar social é um rematado destruidor de riqueza.

O capitalismo resulta em ampla propriedade dos meios de produção porque a propriedade privada é a sua característica distintiva.  Somente em uma economia capitalista, em que os direitos de propriedade podem ser subdivididos em ações e livremente comercializados, pode uma ampla propriedade sobre os bens de capital manter inalterado seu caráter de riqueza.  Nesse arranjo, as pessoas voluntariamente vendem sua propriedade; os novos proprietários adquirem os direitos de propriedade sobre os bens de capital.  Há um genuíno mecanismo capitalista permitindo que isso aconteça.  Quase todo mundo pode comprar ações dos meios de produção sob o capitalismo.  Ninguém tem de morrer.  Nenhum sangue é derramado.

Onde no socialismo pode você, ó nobre camponês, reivindicar sua fatia das escolas públicas, dos Correios ou das prisões?  Não existe um mecanismo similar que permita a você ser dono da siderúrgica, da montadora, da mina, dos bancos e dos parques que foram todos estatizados — e não sobra muito da mina ou da siderúrgica após elas terem sido estatizadas.

Acabe com os direitos de propriedade privada e toda a riqueza desaparece.  Voltamos à era da pilhagem de todos sobre todos e da privação mutuamente garantida.  É isso que os governos e todos os que odeiam o mercado realmente querem.  Um slogan honesto para um sistema de saúde pública universal seria "uma nação, a mesma seringa".

Os redistributivistas não acreditam na fantasia de que redistribuir riqueza traz igualdade de resultados.  Eles apenas querem que você acredite nisso.



autor

Lorenz Kraus
obteve seu MBA em 2009 pelo Instituto Politécnico Rensselaer de Nova York, aplicando seu interesse por inovação estratégica ao esforço de criar uma cidade internacional voltada para a liberdade.  Seu website: TaxFreeSociety.com

Tradução de Leandro Roque

  • Douglas  20/11/2013 15:37
    Este é o tipo de artigo do mises que eu compartilho no meu facebook e com certeza vai ter um cara que está entre meus amigos que vai criticar fortemente sem nem ao menos se dar ao trabalho de ler. Parabéns por mais artigo espetacular!
  • Mauricio.  20/11/2013 17:20
    É, Douglas, vivemos a era da informação e, ao mesmo tempo, da ignorância. As pessoas pararam de pensar. Não vejo isso desde a idade média.
  • Jean Cherem  25/11/2013 14:31
    Eu já acho que vivemos na era da desinformação. As pessoas são fúteis, alienadas e se consideram muito cultas por falarem sobre valores decorados da escola. O pessoal repete sem pensar e critica sem entender do assunto.
  • Andre Henrique  23/02/2016 17:44
    Mauricio,
    Quando surgiu a internet pensei que as pessoas se tornariam mais informadas e cultas... mas a realidade é que as informações mais compartilhadas são fotos/vídeos pornos, fofocas de celebridades, informações fictícias/inventadas para enganar bobos e por último as informações úteis. Se o FB aceitasse a primeira categoria veríamos isso na prática.
  • DA  05/09/2016 03:49
    Mauricio...tenha do das pessoas da Idade Media... essa estoria de idade das trevas é MITO!
  • Cauê  20/11/2013 16:23
    Caramba não posso deixar de postar isso:

    Talvez estejamos mesmo perdidos.

    www.youtube.com/watch?v=ndshbH3qZ6Y&feature=c4-overview-vl&list=PLa8S4GilqogSviCmzIY1jzXCSKcPw5XKl
  • Mauricio.  20/11/2013 17:18
    Leandro, pegando o gancho dos bens de produção. Hoje a maior parte da economia dos países desenvolvidos é no setor terceário, de serviços. Nos EUA mesmo, as empresas de internet estão ajudando a manter a economia minimamente aquecida e gerando muitos empregos. Neste caso, os bens de produção (computadores, basicamente) são muito pouco relevantes na geração de riqueza.

    Sabe dizer se existe algum texto libertário com este enfoque?
  • Leandro  20/11/2013 21:25
    Prezado Mauricio, perdoe-me, mas isso é um erro grosseiro. Bens de produção são o sustentáculo de toda a economia, principalmente das mais ricas. É impossível uma economia ser rica sem ter uma grande quantidade de bens de produção. Com efeito, e ao contrário do que você diz, se uma economia é rica, então ela tem muitos bens de produção, e não poucos.

    O que ocorre -- e creio estar aí a fonte de sua confusão -- é que, nos países ricos, a quantidade de pessoas empregadas em setores que fazem uso intensivo de bens de capital é baixa. Isso é o esperado. Quanto maior a tecnologia e quanto maior a eficiência das máquinas, menor a intensidade da mão-de-obra requerida. Economias que utilizam muita mão-de-obra em setores que podem perfeitamente ser entregues às máquinas são economias mais pobres, pouco dinâmicas e pouco produtivas. E, ao contrário do que se imagina, tal medida não aumenta a riqueza; aumenta apenas o trabalho exaustivo.

    Recomendo intensamente este artigo, definitivo sobre o tema:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1457
  • Gabriel Medeiros  25/03/2016 19:18
    Leandro, como o setor de serviços gera mais pib que o setor industrial?
  • Leandro  25/03/2016 23:42
    Estando muito mais presente na economia (toda e qualquer cidade tem setor de serviços), empregando muito mais gente, e pagando salários que, em volume total, são maiores que os salários do setor industrial.
  • Gabriel Medeiros  26/03/2016 00:31
    Não compreendo como serviços geram pib. Tem algum artigo explicando isso?
  • Leandro  26/03/2016 01:54
    Talvez você esteja confuso quanto à definição de PIB. E sua confusão é compreensível.

    A equação do PIB mensura apenas o valor monetário (preços) de todos os bens e serviços finais que foram comprados e vendidos dentro das fronteiras do Brasil em um dado ano.

    Ou seja, o PIB é apenas um cálculo de todas as transações monetárias envolvendo bens e serviços finais. O PIB, na prática, é utilizado para mensurar o gasto agregado da economia.

    Da maneira como é calculado, o PIB não necessariamente mensura -- ao contrário do que diz a imprensa -- o total de riquezas produzidas pelo país. Quando se diz que o PIB aumentou 4% de um ano para o outro, não se pode dizer que a riqueza do país necessariamente aumentou 4% nesse período.

    O PIB não mensura um aumento na produção de bens e serviços, tampouco um aumento genuíno da riqueza, mas sim o valor monetário (ou seja, preços) de tais bens e serviços. Quanto mais se gasta em bens e serviços — isto é, quanto maior o volume de gastos —, maior será o PIB.

    Portanto, o que os economistas chamam de "crescimento econômico" mensurado pelo PIB de um ano para o outro nada mais é do que aumento do valor final (preço) das transações monetárias de um ano para o outro. Esse resultado nominal é dividido por um questionável deflator de preços, para se obter o PIB real.

    Isso, em suma, é o PIB.
  • anônimo  26/03/2016 02:34
    Leandro, então em um país que o estoque de moeda não mudasse, o crescimento do PIB não seria zero? Afinal os gastos agregados em valor monetário jamais aumentaria.
  • Leandro  26/03/2016 04:37
    É claro que os gastos aumentariam. O crescente aumento da oferta de bens e serviços faria com que houve mais transações monetárias para adquiri-los.

    Adicionalmente, com a tendência de deflação de preços, o deflator abaixo de 1 (por exemplo, se houver uma deflação de 2%, então o deflator será 0,98) faria com que o PIB real crescesse de um ano para o outro.
  • Gabriel Medeiros  26/03/2016 09:54
    Entendi. Tu é o cara, Leandro!
  • André Felix  20/11/2013 17:43
    Eu sempre entendi distribuição de riqueza como sendo a criação de mecanismos, políticas públicas, sei lá, que gerassem igualdade de oportunidades para se conquistar riquezas através da geração de mais riquezas. Nunca pensei em dividir camisa, saldo de conta bancária. Entendi tudo errado?
  • anônimo  20/11/2013 18:10
    Sim. Ao tentar criar "igualdade de oportunidade", você cai na situação que o texto explicitou, pois todos estes mecanismos e políticas públicas vão se usar do confisco da propriedade alheia para promover esta suposta igualdade.
  • anônimo  20/11/2013 19:18
    Prezados

    Eu tenho uma dúvida e gostaria de referências bibliográficas para esclarecê-la.

    O pessoal (menos instruído - assim como eu) que bate no livre mercado levanta duas questões:

    1) Os problemas relativos ao trabalho de operários na época da revolução industrial (este ponto eu acho que já está devidamente explicado, não somente pelo Mises Brasil, mas por diversas outras fontes de informação).

    2) As crises econômicas ocorridas nos séculos 19 a 21.
    Acho que as crises do século XX e XXI já estão devidamente explicadas pela Escola Austríaca.
    Sobram as crises do séc. XIX. Há pessoas que dizem que problemas relativos à estabilização dos preços ajudaram a provocar tais situações. Daí existirem vários economistas defensores do estabilização (como Fisher) no começo do séc XX, além de aberrações como sindicalismo e socialismo.

    Alguém poderia me dar referências bibliográficas sobre as crises econômicas do séc XIX para que eu tente visualizar a teoria austríaca em ação? Normalmente, o que eu acho é só coisa de keynesiano/marxista.

    Crises (corrijam-me se eu estiver errado) ocorrem devido ao alto volume de investimentos que se revelam ruins ao longo do tempo (acredito que uma ou outra possa ter ocorrido simplesmente pelo fato (raríssimo) de boa parte das pessoas errarem em seus investimentos sem ter ocorrido prévia expansão creditícia. São ajustes sofridos por grandes sistemas com interações complexas).
    Desta forma, peço, por favor, para que me ajudem a compreender os fatos históricos motivadores do rol de crises do séc. XIX.
  • Leandro  22/11/2013 18:29
    As crises americanas do século XIX foram abordadas neste artigo. Todas foram causadas pelo sistema bancário de reservas fracionárias.

    Dentre as melhores biografias, recomendo estas três obras:

    History of Money and Banking in the United States: The Colonial Era to World War II

    The Panic of 1819: Reactions and Policies

    The Origins of the Federal Reserve

    Sobre o Fed, vale lembrar que ele foi criado exatamente pelos Rothschild, pelos Morgan e pelos Rockefeller após a crise bancária de 1907, e justamente com o objetivo de proteger o sistema bancário, cartelizá-lo e impedir que corridas bancárias levassem seus bancos à falência.

    A existência de um Banco Central serve exatamente ao interesse dos banqueiros e dos grandes bancos, ao passo que a abolição do Banco Central iria totalmente contra o interesse deles. Sem ter um emprestador de última instância para imprimir dinheiro e dar aos bancos, quem iria socorrê-los?

    Como disse o ilustre Mayer Amschel Rothschild:

    "Dê-me o controle do dinheiro de uma nação e pouco me importa quem faça suas leis"
  • Dam Herzog  20/11/2013 20:56
    Devemos esquecer a Democracia que apenas nos dá o direito de votar. E depois nosso unico possibilidade é a comtemplação do que está acontecendo. Propriedade é função social pela constituição. Liberdade de expressão; existe censura do judiciário e os meios de comunicação que filtram noticia não favoraveis ao governo. Segurança o estado não dá. Educação as escolas públicas não oferece educação mínima. Ha trocentos anos o estado nos pune com impostos estorsivos e imflação que corroe os nossos salarios e reservas. A saúde e racionalizada até 5 anos para ter uma consulta de otorrino. Passar em consulta com gastro: a informação que recebemosj sem previsão.Governo finge que dá remedios em postos para hipertensão e diabetes pura mentira faltam so que o povo não reclama. Pai que tem um camionete e que levar uma criança na pronto socorro a noite não pode pois não tem lugar para a mãe e a cadeirinha protetora, a multa é alta. Atualmente não somos donos nem do nosso corpo o governo nos permite tomar alguna medicamentos outros não. Há regulamentação até para a comida que comemos. Se atrasar os meus impostos perdemos o nosso bem já que a entidade estado vulgo Deus não pode ficar sem o imposto que ficamos devendo. O produto do meu trabalho deve ser revertido em prol de minha pessôa, e não para outros entes. Além disso os desperdicios deste estado democrata nunca me consulta sobre nada. Criaram os crimes sem vitimas que são punidos. Será que atualmente o estado é meçu dono. Sempre acreditei na distribuição de riqueza via mercado, pela persistencia, inteligencia, descoberta de nichos onde há demanda descoberta.O capitalismo é o melhor sistema cujos principais coadjuvantes são o mercado livre e totalmente desimpedido, a propriedade sagrada, e a liberdade, ou viver sem coerção de qualquer maneira. Com algumas imperfeições considero-me Libertario e gostaria que o mises tivesse um espaço em jornais e revista para divulgação de nossas ideias com o patrocinio dos leitores do Mises. Depois de escrever estas linhas fico surpreso e ver as pessoas em ver pessoas que defenden o governo, já que ele não nos dá nem segurança, nem saude, nem educação nem qalqer outra coisa e nos explora até a alma. E a justiça apoia até impostos extorsivos, como o IPTU de são paulo com indices absusdos. Pela amor de Deus votem no Lula, Dilma e no PT,queremos eterniza-los no poder.Viva os altos impostos. Não confunda preso politico com politico preso. Temos milhares de presos hipertensos diabeticos, que são cuidados dentro do regime fechado semiaberto, pois as penitenciarias tem medico para todos os presos. Assim penso que não existe contradição em que pessoas doentes possam cumprir a pena com assistencia medica penitenciaria de qualidade que o governo oferece sem previlegios a qualquer outro reu preso. A lei deveria ser igual para todos ricos pobres e qualquer outro. Genuino aceite a assistencia medica de qualidade do estado, não volte para o Sirio Libanes como fez o lula que acha que SUS e para os pobres. Mais uma vez não deixem de conhecer o conteudo do Mises.
  • anonimo  20/11/2013 22:08
    Boa noite.

    Apenas para informar que não temos o "direito de votar", temos o dever, somos obrigados a votar, assim como somos obrigados a pagar impostos, em teoria, direito vc escolhe se vai exercer ou não.

    E mais, antigamente em determinados países (não aqui) considerava-se que vc votaria se quisesse e se não votasse, não era obrigado a pagar impostos, era um pensamento comum...

    Obrigado.
  • Guilherme  21/11/2013 01:27
    Eu sou de pensamento de que, se você "redistribui" a riqueza, quer dizer que o dinheiro deixa de ser concentrado em um indivíduo ou um seleto grupo de indivíduos para tornar-se pequenos montantes de um grande grupo de indivíduos, logo, ela perde o seu valor e deixa de ser riqueza.
  • Renato Souza  01/12/2013 19:07
    Errado

    Num país onde a maioria das pessoas detém a maioria das riquezas, as coisas funcionam perfeitamente. E no livre mercado isso é perfeitamente possível, pois as pessoas podem ser donas de cotas e ações.

    Se o governo tomasse a força as ações possuídas pelas pessoas ricas, e as distribuísse entre as outras pessoas, haveriam dois problemas:

    1. Essa ação do governo seria um roubo. Tendo cometido um roubo, o governo teria pouca moral para condenar pessoas que cometessem roubos. Além disso as pessoas se sentiriam tentadas a serem perdulárias com seus bens. Elas pensariam: "se eu gastar imediatamente, pelo menos terei aproveitado meu dinheiro, mas se eu poupar e investir, o governo poderá vir novamente e me roubar, e farei papel de palhaço". Portanto haveria desincentivo para o investimento, o que tornaria o país muito mais pobre.

    2. Pessoas vivem de forma diferente, trabalham de forma diferente, investem de forma diferente. SE a riqueza das pessoas fosse igualada, daqui a 20 anos seria totalmente desigual novamente. Então o que fazer? Punir os mais talentosos, os mais sábios e os mais previdentes, e premiar os perdulários e tolos?

    Então não há solução para o "problema" da desigualdade de riquezas? Em primeiro lugar, isso só é em parte um problema. Não é mal que o mais previdente e esforçado (e porque não dizer, também o mais sortudo) tenham mais que o perdulário e preguiçoso. Mas em parte é um problema sim, porque grande parte da desigualdade de riqueza foi causada pelo próprio governo, através da inflação, do protecionismo e dos favorecimentos. Neste caso, a solução é impedir o governo de praticar esses males.
  • Andre Henrique  23/02/2016 17:25
    Guilherme,
    Não está clara sua linha de raciocínio, mas segue abaixo o que ocorre na prática:

    PAÍS COM "CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZAS" (também conhecido como Capitalismo)
    -Indivíduo A: 104 estalecas (rico)
    -Indivíduo B: 55 estalecas (classe média alta)
    -Indivíduo C: 30 estalecas (classe média)
    -Indivíduo D: 10 estalecas (pobre)
    -Indivíduo E: 1 estaleca (miserável)
    TOTAL DE RIQUEZA DO PAÍS: 200 ESTALECAS

    PAÍS COM DISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZAS: (também conhecido como Socialismo)
    -Indivíduo A: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo B: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo C: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo D: 8,5 estalecas (político)
    -Indivíduo E: 8,5 estalecas (familiar do político ou apadrinhado)
    TOTAL DE RIQUEZA DO PAÍS: 20 ESTALECAS

    Em qual país preferes viver?
  • Marco  21/11/2013 10:52
    Excepcional texto. Só tenho a acrescentar o seguinte: bastaria o governo fazer sua parte com competência, os políticos pararem de surrupiar o erário e um pouco mais de solidariedade em geral, que acabaríamos com a miséria, a fome e as "desigualdades"
  • Hay  21/11/2013 12:48
    Sim, bastaria também os rios correrem em direção à nascente.
  • Luciano A.  21/11/2013 11:56
    Ótimo texto,

    Fiquei com uma dúvida neste trecho aqui:

    "Por exemplo, nos EUA, 1% população é dona de 38% da riqueza, dados de 2001. (No Brasil, 1% é dona de 13.3%"

    Assim parece que os EUA tem uma desigualdade maior que a do Brasil, mas as pesquisas a esse respeito normalmente afirmam o contrário. No Índice de Gini, por exemplo o Brasil tem mais desigualdade, como isso é possível?

    pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_pa%C3%ADses_por_igualdade_de_riqueza
  • Ricardo  21/11/2013 13:19
    Não entendi sua dúvida. O cálculo do Coeficiente de Gini não se baseia exclusivamente na riqueza de 1% da população. Trata-se de um cálculo bem mais complexo, que envolve a renda (e não a riqueza) de toda a população.
  • Luciano A.  21/11/2013 13:33
    Eu mencionei o Índice de Gini apenas como referência, não sei como ele é calculado ou como é sua metodologia, pois eu estranhei a concentração de riqueza ser maior nos Eua que no Brasil.

    Mas como você falou, riqueza e renda são diferentes, mas gostaria de entender melhor isso, como uma sociedade com menor concentração de riqueza tem uma desigualdade de renda maior?

    Aviso que sou leigo em economia, tenho apenas algum conhecimento a respeito.
  • joao  23/02/2016 15:33
    @Luciano A.
    O índice GINI é quanto menor melhor.
  • Pupilo  21/11/2013 12:44
    [OFF] Algum artigo sobre o Marco Civil da Internet está para chegar? Essa lei está para ser aprovada e é uma grave ameaça a liberdade de expressão e mais um ferramenta de regulação do governo.
  • Arthur  21/11/2013 12:45
    Desculpe a ignorância,
    mas tenho lido alguns artigos e vejo um pouco de imprudência ( e até mesmo voracidade) as críticas referentes ao aspecto do cenário econômico atual.
    É clara a defesa do liberalismo, em seu sentido literal,(também sou simpatizante da causa) mas o nexo de causalidade entre meios e fins peca um pouco, uma vez que, não abrange aspectos relevantes, como a coexistência do poder. Vejo apenas a busca incessante pelo livre comércio.
    Além disso nem tudo o que marx defendeu pode ser desprezado ( não defendo o socialismo ou qualquer forma de coletivismo), principalmente a questão exploratória entre empregador e empregado e o fator histórico.
    Já a questão do Estado, analise é reduzida ao momento , ou seja, criticam a ação do Estado em função da administração deste no cenário brasileiro, generalizando todo o complexo de ideias normativas que possibilitou sua criação, como renegáveis.


    Essa é minha opinião espero que entendam e critiquem de forma civilizada apontando argumentos concretos e concisos.

    Obrigado e parabéns pelo site
  • Mauro  21/11/2013 13:16
    O que exatamente você quer que seja criticado? Você só disse platitudes.

    "Ah, governo é uma coisa linda e maravilhosa, o único problema é que seus atuais administradores são ruins."

    Esse tipo de pensamento já foi impiedosamente demolido por este site -- e várias vezes, com artigos específicos. Você confessou ser novato. Sugiro que leia mais artigos (são mais de 1.700) para dominar melhor os argumentos aqui utilizados para que você possa então atacá-los apontando argumentos concretos e concisos.
  • Francisco  21/11/2013 17:49
    Ha! Adoro o mises! Aqui além de aprender sobre economia e liberalismo incremento sempre meu vocabulário. Adorei o termo "platitudes".
  • Luis Gustavo  23/11/2013 21:30
    "O estado de bem-estar social é um rematado destruidor de riqueza". Será? Existem inúmeros estudos que evidenciam que o liberalismo está aumentando a inequidade no mundo e que beira ao antiético tal o absurdo do acúmulo destas riquezas. Da mesma forma, essa engrenagem do acúmulo age contra o próprio o capitalismo. Várias situações na história mostram que o funcionamento do mercado na ausência de qualquer intervenção é insustentável, Keynes que o diga. Esta liberdade pregada pela teoria econômica liberal valoriza o individualismo, o egoísmo e a avareza e parece ser tão utópica quanto o socialismo. Acho interessante este repúdio à questão do bem-estar social quando os países com maior índice de desenvolvimento humano do mundo, os escandinávios, fazem justamente o oposto do que estás preconizando. A Europa, com base numa economia mais liberal, está de olho no modelo de desenvolvimento econômico da Dinamarca, Suécia e Noruega. Parece que as teorias liberais, paravra interessante, são modelos utópicos e que precisam ser revistos, pois se achares que o mundo, regido pelo livre mercado, é um mundo justo, eu devo viver em outro planeta.
  • Substituto  24/11/2013 02:48
    Pra começar, o que causa grandes desigualdades é a expansão monetária. Veja aqui.

    Outra coisa, dizer que liberalismo gera desigualdade não é refutação à constatação empírica de que o estado de bem-estar social destrói riqueza. Aperfeiçoe sua lógica.

    Sobre os escandinavos, você vai cair de costas ao descobrir que eles são economias de livre mercado.

    Uma coisa que não é mencionada é o alto nível de desregulamentação destas economias.  Na Dinamarca, por exemplo, você demora no máximo 6 dias para abrir um negócio (contra mais de 130 no Brasil); as tarifas de importação estão na casa de 1,3%, na média (7,9% no Brasil); o imposto de renda de pessoa jurídica é de 25% (34% no Brasil); o investimento estrangeiro é liberado (no Brasil, é cheio de restrições); os direitos de propriedade são absolutos (no Brasil, grupos terroristas invadem fazendas e a justiça os convida para um cafezinho); e, horror dos horrores, o mercado de trabalho é extremamente desregulamentado.  Não apenas pode-se contratar sem burocracias, como também é possível demitir sem qualquer justificativa e sem qualquer custo.  E tudo com o apoio dos sindicatos, pois eles sabem que tal política reduz o desemprego.  Estrovengas como a CLT (inventada por Mussolini e rapidamente copiada por Getulio Vargas) nunca seriam levadas a sério por ali.

    Num ambiente assim, a eficiência e o dinamismo econômico são altos, o que resulta em uma economia rica, capaz de sustentar seu enorme sistema de bem-estar social.  Não fosse pela economia desregulamentada e a riqueza por ela gerada, o assistencialismo dinamarquês não duraria dois dias.

    Ou seja, ao contrário do que muitos imaginam, impostos não criam riqueza (exceto para quem os recebe); eles inevitavelmente destroem riqueza.  É impossível extrair dinheiro de um grupo, entregar esse montante para outro grupo, e dizer que com isso você está enriquecendo toda a sociedade.  Você estará, na melhor das hipóteses, distribuindo riqueza.  Mas distribuir riqueza não é e nem nunca será sinônimo de criar riqueza.

    De resto, há vários artigos neste site que explicam suas dúvidas e explicam quais exatamente são os problemas economicos inerentes ao estado de bem-estar social. Faça uma procura. É madrugada de sábado para domingo, não farei isso.

    Se achares que o mundo regido pela tributação e pela inveja é um mundo justo, eu devo viver em outro planeta.
  • Emerson Luis, um Psicologo  24/11/2013 00:51
    Quase todo mundo fala de "redistribuição de riqueza".

    Quase ninguém pensa em "criação de riqueza".

    Faz sentido: na primeira opção quem trabalha são os outros.

    * * *
  • Luis Gustavo  24/11/2013 21:38
    Em primeiro lugar, devo admitir que foi uma resposta respeitosa e digna de manter um diálogo de forma coerente.

    Discorto de algumas coisas. Primeiro, a expansão monetária é uma resposta à crise econômica resultante de patologias que podem ocorrer no livre mercado, vide a crise de 2008. Desta forma, foi inevitável recorrer ao "grande vilão" chamado Estado para se livrar da iminente queda no abismo. O bom filho a casa torna...

    Segundo, as questões colocadas sobre os países escandinávios, como velocidade de abertura de um negócio, por exemplo, estão muito mais relacionadas com capacidade administrativa do que liberalismo propriamente dito. Esquecestes de dizer que a Dinamarca tem impostos altíssimos sobre mercadorias (VAT) e que me parecem ir de encontro a ideologia liberal. Você está correto quando diz que um empregado pode ser despedido sem qualquer custas na Dinamarca ("Flexicurity"), mas se esqueceu de mencionar que, ao estar desempregado, recebe um generoso seguro desemprego. É novamente o Estado intervindo.

    Como pode ver, os impostos não criam riqueza, mas PODEM tornar um país muito melhor de se viver para a média da população, inclusive para você (a não ser que sejas um milionário). Falo com certo conhecimento de causa, não sou economista, mas vivo na escandinávia. A questão é a boa administração, não o liberalismo em si. Me perdoe, mas o ícone do liberalismo, os EUA, de longe não tem a qualidade de vida que se tem aqui. A população carente dos EUA, que não é pouca, sofre. Se isto lhe convém como sociedade, a mim não. É uma questão de administração de riqueza ou sua acumulação. Achar que uma sociedade pode ser apenas regida pelo mercado e pelo privado, é uma ilusão, uma utopia.

    Sem dúvida que se a economia não fosse dinâmica na Escandinávia, não duraria dois dias. Porém, me parece contraditório, como pensamento liberal, justificar o bem- estar social como destruidor de riqueza se é justamente o contrário que ocorre na escandinávia. Em suma, estamos falando de países que utilizam o melhor do capitalismo e do socialismo. Nem tanto ao céu nem tanto a terra.
  • Malthus  25/11/2013 10:46
    "Primeiro, a expansão monetária é uma resposta à crise econômica resultante de patologias que podem ocorrer no livre mercado, vide a crise de 2008. Desta forma, foi inevitável recorrer ao "grande vilão" chamado Estado para se livrar da iminente queda no abismo. O bom filho a casa torna..."

    Não, cidadão. Expansão monetária é algo que ocorre diariamente, e foi especialmente forte durante as décadas de 1990 e 2000, dando formação à bolha imobiliária. Sem essa expansão monetária, não haveria a bolha. Gentileza estudar economia em vez de ficar repetindo chavões ideológicos. Aqui não há esse passe livre. Este artigo é bastante didático:

    Como ocorreu a crise financeira americana

    "Esquecestes de dizer que a Dinamarca tem impostos altíssimos sobre mercadorias (VAT) e que me parecem ir de encontro a ideologia liberal."

    O VAT da Dinamarca é de 25%. Igual ao ICMS (que é estadual) do Brasil. Ou seja, ou os brasileiros são tão ricos quanto os dinamarqueses, ou o VAT deles é relativamente baixo. Vá sacar pra cima de outro.

    "Me perdoe, mas o ícone do liberalismo, os EUA, de longe não tem a qualidade de vida que se tem aqui."

    É engraçado que os EUA são o "ícone" do liberalismo apenas quando isso é conveniente. Mas não. Para quem entende de economia, EUA só foi ícone de liberalismo na segunda metade do século XIX. Atualmente, até mesmo Austrália e Nova Zelândia são mais liberais que os EUA. Suíça, Singapura e Hong Kong seriam os menos intervencionistas do mundo.

    Ah, sim: alguém ainda tem de explicar por que os negros americanos têm uma renda média maior do que a renda média da Suécia.

    www.haaretz.com/print-edition/news/study-discovers-swedes-are-less-well-off-than-the-poorest-americans-1.46084

    "Porém, me parece contraditório, como pensamento liberal, justificar o bem- estar social como destruidor de riqueza se é justamente o contrário que ocorre na escandinávia."

    O contrário? Desde que adotou o bem-estar social com vigor, a criação de riquezas nestes países estagnou. O que você ignora é que os países escandinavos primeiro enriqueceram (o fato de não terem participado de nenhuma guerra ajudou bastante), e só depois adotaram um estado assistencialista. E com um detalhe inevitável: após essa adoção, a criação de riqueza estagnou (como foi relatado aqui e aqui).

    Deixe de ideologia boba e estude economia com mais isenção, visando apenas a aprender a realidade em vez de procurar fatos para fazer panfletagens.
  • Ricardo  25/11/2013 10:49
    É realmente engraçado ver pessoas que acham que ficar fazendo proselitismo socialista neste site é algo que passa impune. Gente que está acostumada a postar mensagens em sites financiados por estatais chega aqui e acha que é só repetir chavões ideológicos que a discussão estará encerrada. Não aprendem nunca.
  • Juno  25/11/2013 12:10
    Há uma secão do site com artigos dedicados a esclarecer os mitos socialistas a respeito da Escandinávia. Sugiro que leia:

    Artigos sobre o assunto 'Países Nórdicos'
  • Luis Gustavo  25/11/2013 21:21
    O site prega liberdade, propriedade e Paz, mas quando alguém argumenta algo diferente da filosofia liberal está fazendo "proselitismo socialista" ou panfletagem, além de receber muitas ironias. Acho que é muito fácil discutir aos pares, em torno dos mesmos pensamentos, pois a um sinal de desvio arranca-se na agressividade. Qualquer um que argumente algo um pouco diferente é taxado de socialista por aqui? Um pouco infantil, mas tudo bem.

    Essa comparação do estudo dos negros com os Suecos, na mesma moeda, vai sacar para cima de outro. Gentileza vai estudar estatística para entender que trabalhar com a média ajustada entre duas realidades com clara heteroscedasticidade é um perigo. Também existe uma bela crônica comparando o GPD de países escandinavos similares aos mais pobres Estados americanos. Estas comparações no âmbito da econometria são interessantes na mesma medida que se pode trabalhar com dados e chegar a conclusões arbitrárias quando não houver um bom ajuste de distribuição dos dados das variáveis avaliadas. Por favor, artigo "peer review" da próxima.

    Não tenho ideologia boba meu caro. Já vivi na Suíça, em dois Estados Americanos e atualmente moro na Dinamarca (ah! Não trabalho irregular, trabalho técnico. Tenho conhecimento de causa que viver na Dinamarca é de longe melhor que nos Estados Unidos. Sua visão de economia, através dos diversos links passados, é extremamente exata, mas existem outros componentes fora da esfera das ciências exatas que devem ser levados em consideração. Mesmo com a economia "estagnada" na Escandinávia e com toda a sua argumentação de riqueza, venha fazer o teste "in loco" para e tirar sua própria conclusão de onde é melhor se viver. Sua linha de argumento e filosofia é baseada apenas em quantificação material de riqueza. Pois é, tenho outra ideologia, a boba no seu ponto de vista.
    Ademais, acho que não viram o último parágrafo.

    Tenham uma bela noite.
  • Leandro  26/11/2013 10:49
    "O site prega liberdade, propriedade e Paz, mas quando alguém argumenta algo diferente da filosofia liberal está fazendo "proselitismo socialista" ou panfletagem, além de receber muitas ironias. [...] Qualquer um que argumente algo um pouco diferente é taxado de socialista por aqui? Um pouco infantil, mas tudo bem."

    Ao demonstrar esse espanto, você mostra não estar a par conceitos básicos. É exatamente pelo fato de este site pregar liberdade, propriedade e paz, que não se tolera pessoas defendendo coerção, tributação, regulamentação estatal e redistribuição de propriedade.

    Seria uma enorme incoerência um site que defende liberdade, propriedade e paz dar carta branca a um indivíduo que vem aqui defender coerção, tributação, regulamentação estatal e redistribuição de propriedade.

    Você, é claro, pode perfeitamente defender tais coisas, mas não pode estranhar que a sua posição em prol do estatismo seja atacada neste site. Espero que este ponto esteja esclarecido.

    "Essa comparação do estudo dos negros com os Suecos, na mesma moeda, vai sacar para cima de outro. Gentileza vai estudar estatística para entender que trabalhar com a média ajustada entre duas realidades com clara heteroscedasticidade é um perigo. Também existe uma bela crônica comparando o GPD de países escandinavos similares aos mais pobres Estados americanos. Estas comparações no âmbito da econometria são interessantes na mesma medida que se pode trabalhar com dados e chegar a conclusões arbitrárias quando não houver um bom ajuste de distribuição dos dados das variáveis avaliadas. Por favor, artigo "peer review" da próxima."

    Neste ponto, concordo plenamente com você. O uso da estatística e da matemática no âmbito das ciências econômicas é algo extremamente perigoso, pois os números, quando não acompanhados de uma teoria sólida, podem levar à defesa de políticas autoritárias e estatizantes. Este site possui vários artigos alertando para este perigo, bem como artigos que demonstram que mensuradores como PIB são extremamente débeis.

    Sua observação acima, portanto, foi extremamente correta. Mas valem aqui duas observações:

    1) a fonte deste estudo citado pelo leitor Malthus é sueca;

    2) o leitor Malthus falou sobre isso apenas de passagem, de modo a complementar uma informação. Você pegou este estudo e o atacou como se ele fosse a própria base de toda a argumentação do Malthus, algo totalmente improcedente. Você não atacou nenhuma outra observação dele, como ficará claro mais abaixo.

    "Não tenho ideologia boba meu caro. Já vivi na Suíça, em dois Estados Americanos e atualmente moro na Dinamarca (ah! Não trabalho irregular, trabalho técnico. Tenho conhecimento de causa que viver na Dinamarca é de longe melhor que nos Estados Unidos."

    Isso é uma opinião subjetiva, a qual de modo algum implica uma constatação correta da realidade econômica. Por exemplo, o bairro da cidade em que moro aqui no Brasil certamente me fornece uma qualidade de vida melhor do que a que eu teria como imigrante em um país rico da Europa. Logo, seria correto eu dizer que a economia brasileira é melhor que a de um país rico da Europa?

    Economias não podem ser comparadas tendo por base apenas sua observação casual. Há inúmeros outros fatores básicos. O padrão de vida de um país é determinado pela abundância de bens e serviços. Quanto maior a quantidade de bens e serviços ofertados, e quanto maior a diversidade dessa oferta, maior será o padrão de vida da população. Por exemplo, quanto maior a oferta de alimentos, quanto maior a variedade de restaurantes e de supermercados, de serviços de saúde e de educação, de bens como vestuário, materiais de construção, eletroeletrônicos e livros, de pontos comerciais, de shoppings, de cinemas etc., maior tende a ser a qualidade de vida da população. Porém, a quantidade e a diversidade não bastam. A facilidade de acesso a estes bens e serviços -- no caso, quão caros eles são -- também é essencial. Todos estes fatores têm de ser levados em conta, e não apenas uma mera observação casual.

    No Brasil, esses fatores não são tão presentes quanto nos EUA e na Europa. E certamente há várias cidades nos EUA que possuem esses fatores em melhor qualidade do que em várias cidades da Europa, e vice-versa. Por isso, fazer apenas uma observação casual como você fez não é ciência.

    "Sua visão de economia, através dos diversos links passados, é extremamente exata, mas existem outros componentes fora da esfera das ciências exatas que devem ser levados em consideração."

    Essa foi a observação mais interessante de todas. Este site é implacavelmente acusado de ter desprezo pelo uso das ciências exatas na economia. Como já disse, há vários artigos sobre isso. Logo, qual não foi a minha surpresa ao ver alguém vindo aqui acusar este site de fazer uso excessivo das ciências exatas.

    Creio ser esta uma boa prova da superioridade do método austríaco: seus críticos, ao atacar este método, caem em um discurso contraditório e ficam em desacordo entre si.

    "Mesmo com a economia "estagnada" na Escandinávia e com toda a sua argumentação de riqueza, venha fazer o teste "in loco" para e tirar sua própria conclusão de onde é melhor se viver."

    De novo, e como explicado acima, isso é mero subjetivismo. Aqui no Brasil estou melhor do que estaria em qualquer cidade da Suécia ou da Dinamarca.
  • anônimo  03/03/2016 06:12
    1700 artigos no site do mises... Aí chega um filho da puta que leu UM artigo e quer pagar de "intelectual", repetindo a mesma merda que é repetida nos comentários de quase todos os artigos, que parece que foi retirada de uma cartilha do governo... "HUR DUR, vai olhar como a democracia social assistencialista dos países escandinavos funciona".

    Faz 5 dias que estou lendo os artigos desse site e em quase todos os comentários tem um pau no cú que vem falar a mesma merda... Os moderadores podiam fazer um grande favor aos que realmente querem aprender e apagar as baboseiras que esses otários escrevem.
  • Magno  03/03/2016 12:30
    1.700 não.

    2.333.

    (Esse era antigo).
  • Luis Gustavo  26/11/2013 20:33
    Boa noite,

    Sou ponderado e achei sua resposta, da mesma forma, ponderada e coerente (sem ironia aqui). É uma simples questão de ponto de vista e argumentações que vão de encontro a muitos pensamentos aqui preconizados. Isto não me exime de contrapô-los. Certamente vou me inteirar dos métodos austríacos e, quem sabe, voltamos a discutir. A idéia de não tratar a economia de maneira exacerbadamente exata a muito me agrada. Apenas temo um viés para a radicalização de pensamentos que possa vir a ocorrer, pois tudo na vida, incluíndo a macroeconomia, exige equilibrio. Este, por sua vez, TALVEZ possa não ser viável a longo prazo sem algum tipo de regulamentação/intervenção sem que isso signifique coersão. Just a point of view.
  • Com Duvidas  27/11/2013 17:09
    Então resumindo... não se pode redistribuir bens de consumo, portanto toda redistribuição é inevitavelmente de bens de capital, e ao ser redistribuído, este bem de capital se torna bem de consumo. Aí está a perda real? A transformação de bens de capital em bens de consumo? Mais uma coisa, e se esse capital redistribuído e transformado em bens de consumo se torne novamente bens de capital? Impossível?
    Obrigado desde já.
    Abraços
  • Sem Dúvidas  27/11/2013 17:29
    Não. Isso é uma impossibilidade.

    Se não há propriedade privada sobre os meios de produção, não há um genuíno mercado entre eles.  Se não há um mercado entre eles, é impossível haver a formação de preços legítimos.  Se não há preços, é impossível fazer qualquer cálculo de preços.  E sem esse cálculo de preços, é impossível haver qualquer racionalidade econômica — o que significa que uma economia planejada é, paradoxalmente, impossível de ser planejada.  Sem preços, não há cálculo de lucros e prejuízos, e consequentemente não há como direcionar o uso de bens da capital para atender às mais urgentes demandas dos consumidores da maneira menos dispendiosa possível. 

    Em contraste, a propriedade privada sobre o capital e a liberdade de trocas resultam na formação de preços (bem como salários e juros), os quais refletem as preferências dos consumidores e permitem que o capital seja direcionado para as aplicações mais urgentes. Qualquer passo rumo ao socialismo é um passo rumo à irracionalidade econômica.
  • Com Duvidas  27/11/2013 20:45
    Sim, quanto a importância da propriedade privada na economia não me resta dúvida. A minha dúvida é realmente quanto a relação bens de capital > bens de consumo.
    Gostaria de entender essa transformação maléfica de bens de capital em bens de consumo, se entendi bem. Ao receber o valor extraído de outrem e consumir em qualquer estabelecimento, este recurso não voltaria a se transformar em bem de capital?
    Digamos que numa determinada comunidade as pessoas concordem voluntariamente em ceder 20% da sua "riqueza" para os outros habitantes da mesma comunidade, digamos que estes vejam isso como um bem para si próprios e o façam felizes e contentes, acreditando que a sociedade crescerá com isso. Esta redistribuição de riqueza é igualmente danosa ao mercado e a sociedade?
    Obrigado novamente.
  • Ali Baba  22/02/2016 17:08
    @Com Duvidas 27/11/2013 20:45:51

    Digamos que numa determinada comunidade as pessoas concordem voluntariamente em ceder 20% da sua "riqueza" para os outros habitantes da mesma comunidade, digamos que estes vejam isso como um bem para si próprios e o façam felizes e contentes, acreditando que a sociedade crescerá com isso. Esta redistribuição de riqueza é igualmente danosa ao mercado e a sociedade?

    Primeiro: boa sorte em encontrar um local assim. Se encontrar, favor mandar o endereço.

    Segundo: Se as pessoas voluntariamente abrem mão de sua riqueza em benefício de outrem isso é doação. Desde que seja não vinculante inter- e intra-geracional (se eu doei agora quero poder não doar no futuro, ou se eu doei agora quero que meu filho possa decidir se quer continuar doando ou não), tá valendo. Agora, quanto aos danos, há controvérsias. Alguns países pobres que recebem doações humanitárias têm sua economia frágil solapada pelo aporte dessas doações (os produtores locais têm de competir com produtos estrangeiros grátis). Então, doações em pequena escala podem ser neutras, mas tem de se avaliar com cuidado os "efeitos ocultos" de doações em larga escala.
  • Eduardo  22/02/2016 15:53
    Bem, o artigo é interessante, mas fico confuso sempre que surge uma discussão sobre um tema que coloca frente a frente uma ideologia socialista contra uma capitalista.
    Ao meu ver, acho que devemos criticar ideias socialistas com o mesmo respeito intelectual que criticamos ideias capitalistas. Ambas as vertentes são complexas e jamais devemos analisá-las com um olhar superficial, como o que me remete ao ler este artigo.
    Redistribuição de riqueza, até onde eu entendo, não diz respeito diretamente a um bem físico, a um produto, mas sim no valor agregado a este e ao esforço necessário para produzi-lo.
    Por exemplo, para que tenhamos uma vida digna e desfrutemos de boa saúde e felicidade, nós seres humanos necessitamos de algumas coisas básicas como saúde, comida, vestuários, entretenimento, etc. Não necessitamos de um iate e nem de uma ferrari para tanto.
    Quando falamos em redistribuição de riqueza acredito que estamos falando de um modelo onde estes itens básicos sejam acessíveis para um número maior de pessoas e não menor. Os meios para se executar esta ideia são diversos, seja por taxação de impostos ou políticas assistencialistas.
    Deixo claro que não estou defendendo este ideal. Sou libertário, não sou comunista, mas acho injusto dissertar sobre o tema de maneira superficial de modo a transparecer que uma visão socialista pareça obviamente ridícula quando esta é bem mais complexa.
    Se quisermos provar a ineficiência da ideia de redistribuição de riqueza e mostrar que o capitalismo fornece ferramentas melhores para se alcançar um melhor bem estar social basta que seja publicado aqui um artigo sobre o sistema de investimentos privados e como isto afeta a vida das pessoas, explicando que nenhum bilionário deixa seu dinheiro debaixo do colchão e que este dinheiro é investido no mercado, gerando milhões de empregos no mundo inteiro e assim possibilitando a melhoria da vida das pessoas.
  • Mônica  22/02/2016 18:38
    "fico confuso sempre que surge uma discussão sobre um tema que coloca frente a frente uma ideologia socialista contra uma capitalista."

    Confuso por quê? Qual confusão pode haver quando duas filosofias completamente distintas e opostas são comparadas?

    "Ao meu ver, acho que devemos criticar ideias socialistas com o mesmo respeito intelectual que criticamos ideias capitalistas."

    Qual o respeito intelectual contido nas críticas ao capitalismo? Jamais vi um único.

    "Ambas as vertentes são complexas e jamais devemos analisá-las com um olhar superficial, como o que me remete ao ler este artigo."

    Qual a superficialidade do artigo? Cite um único raciocínio contido nele que seja teórica ou factualmente errado.

    "Redistribuição de riqueza, até onde eu entendo, não diz respeito diretamente a um bem físico, a um produto, mas sim no valor agregado a este e ao esforço necessário para produzi-lo."

    Ininteligível.

    Como você redistribui um "no valor agregado [a um produto] e ao esforço necessário para produzi-lo"?

    Como você redistribui esforço e valor agregado?

    "Por exemplo, para que tenhamos uma vida digna e desfrutemos de boa saúde e felicidade, nós seres humanos necessitamos de algumas coisas básicas como saúde, comida, vestuários, entretenimento, etc."

    Correto.

    E, para obter essas coisas, você deve produzir algo em troca. Qualquer outro arranjo que não seja esse é imoral e anti-ético.

    Qualquer arranjo em que você tenha o "direito" de obter benesses (produzidas com o trabalho alheio) sem ter de ofertar nenhum bem ou serviço em troca é um sistema imoral que privilegia o parasitismo, recompensa a indolência, e beneficia quem nada faz à custa de quem realmente sua, trabalha e produz.

    "Não necessitamos de um iate e nem de uma ferrari para tanto."

    Não sei de onde saiu tal raciocínio.

    "Quando falamos em redistribuição de riqueza acredito que estamos falando de um modelo onde estes itens básicos sejam acessíveis para um número maior de pessoas e não menor."

    Tradução: redistribuição de riqueza, para você, é dar saúde, comida, roupa e moradia gratuitamente para o maior número possível de pessoas, sem que elas nada tenham feito em troca.

    Como você quer que tamanha espoliação dos produtivos seja feita? Por que eu sou obrigado a dar casa, comida e roupa para você, sem que você nada me ofereça em troca?

    "Os meios para se executar esta ideia são diversos, seja por taxação de impostos ou políticas assistencialistas."

    Ambos esses "meios" se resumem a um só: o confisco da propriedade privada de terceiros.

    "Deixo claro que não estou defendendo este ideal."

    Ufa!

    "Sou libertário, não sou comunista,"

    Não parece.

    "mas acho injusto dissertar sobre o tema de maneira superficial de modo a transparecer que uma visão socialista pareça obviamente ridícula quando esta é bem mais complexa."

    A visão socialista não é ridícula? Você apontar uma arma para mim e dizer que eu tenho de repassar minha propriedade para terceiros (que não fizeram nada em troca para merecer isso) não é uma coisa repugnante? Isso é belo e moral?

    Por quê?

    "Se quisermos provar a ineficiência da ideia de redistribuição de riqueza e mostrar que o capitalismo fornece ferramentas melhores para se alcançar um melhor bem estar social basta que seja publicado aqui um artigo sobre o sistema de investimentos privados e como isto afeta a vida das pessoas, explicando que nenhum bilionário deixa seu dinheiro debaixo do colchão e que este dinheiro é investido no mercado, gerando milhões de empregos no mundo inteiro e assim possibilitando a melhoria da vida das pessoas."

    Que ótimo que você quer artigos mais detalhados e completos. Aqui vai uma lista de artigos sobre o assunto (duvido que você vá ler, mas vamos lá):

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2182
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2111
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2272
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1802
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2311
  • Douglas  22/02/2016 20:31
    É por isto que não fico um dia sem vir aqui no Mises para me deliciar com os mais diversos artigos! As respostas às perguntas muitas vezes são tão ou até mais ricas que os próprios artigos! Parabéns Mônica! Sua resposta é um deleite!
  • Andre Henrique  23/02/2016 18:24
    Douglas,
    Estou fechadíssimo contigo... os artigos são em sua maioria fáceis de entender e se restar alguma dúvida e/ou quiseres se divertir, basta ler os comentários.
    Abç,
    André
  • Andre Henrique  23/02/2016 18:30
    Eduardo,
    Creio que a Monica tirou a maioria das suas dúvidas, mas para deixar-lhe mais tranquilo e aliviado ainda, confesso que já tive dúvidas similares as suas e hoje sou um libertário/capitalista convicto, pois cada dia fica mais claro que é este o "arranjo" mais justo e benéfico para a humanidade e sua evolução.
    Recomendo continuar a ler os artigos do site, bem como a literatura recomendada no próprio site e comentários.
    Abç,
    André
  • mauricio barbosa  22/02/2016 17:43
    A questão não é redistribuir riquezas,mas...Em criar as condições para que mais riquezas sejam criadas e o livre-comércio é fundamental nesse processo de ampliação de riquezas pois o mesmo propicia acesso há bens e tecnologias avançadas de outros países e com a economia gerada(Poupança)serão reproduzidas por mais e mais investimentos,enfim é o circulo virtuoso da riqueza em ação.
    O estado monopolístico extrai o equivalente a 36% de nossas rendas anualmente e se esses serviços fossem privatizados e prestados por empresas concorrentes esse custo poderia cair para menos de 10% de nossas rendas,portanto queda de preços destes serviços acompanhado de livre-comércio seria um aumento brutal de riquezas sem precisar retirar,confiscar e coagir ninguém isso é tão lógico,críticos estudem bastante a escola austríaca e a filosofia libertária e MAVs petistas vão para casa do cara###,seus nojentos asquerosos puxa-sacos e outros adjetivos...
  • Taxidermista  22/02/2016 19:04

    "O desejo de 'redistribuir riqueza' é uma fantasia impraticável" também por outra razão de teoria econômica:


    "The production of income is not independent of the distribution of income. Altering the distribution of income changes the rewards and incentives in a way that the production of income must fall" (www.economicnoise.com/2015/01/11/economic-fallacies-income-re-distribution/)
  • Andre Fernandes  22/02/2016 19:09
    Boa tarde!

    Pedindo uma ajuda a galera do site: qual a opinião de vocês sobre Hannah Arendt, Isaiah Berlin, Raymond Aron.

    Recomendam a leitura da obra deles?

    Já ouvi algumas vezes os seus nomes sendo levantados em discussões sobre o liberalismo, mas confesso não conhecer suas obras.

    Obrigado!
  • Scholastic  22/02/2016 20:07
    Meu caro,

    sinceramente, se vc se interessa pela defesa consistente e robusta da liberdade, diria para vc ler esses autores:

    Ludwig Von Mises, Murray Rothbard, Hans-Hermann Hoppe, Tom Woods, Robert Higgs, Thomas DiLorenzo, Joe Salerno, Gary North, Jörg Guido Hülsmann, Jesus Huerta de Soto, Hans Sennholz, George Reisman, Henry Hazlitt, Walter Block, Robert P. Murphy, dentre outros.
  • Andre Fernandes  23/02/2016 00:29
    Valeu pela resposta Scholastic!

    Mises, Rothbard, Hoppe, Hayek, Soto principalmente já comprando e lendo alguns livros desde que comecei a me interessar pela teoria austríaca! Rockwell, Peter Schiff também costumam me agradar bastante...

    alguns dos que você citou eu ainda não conheço, mas certamente vou procurar!
  • Scholastic  23/02/2016 01:59
    Bacana, meu caro.

    Todos os autores citados têm artigos aqui no site.

    Abraço!
  • Dissidente Brasileiro  23/02/2016 01:02
    Off-topic: gostaria de saber a opinião de vocês sobre este tema:

    #BLOCK NA BUROCRACIA

    Por favor, leiam e comentem: quero ver como anda a perspicácia dos leitores do IMB para detectar e encontrar neste texto artimanhas disfarçadas de "evolução tecnológica" que, a longo prazo, somente trarão maior controle estatal e ruína para nossas vidas.
  • anônimo  23/02/2016 01:22
    O youtuber Rafael do Ideias Radicais fez um vídeo imperdível em resposta ao Pirula

    Breve breve ele alcança 100 mil inscritos.
  • Leonardo  23/02/2016 15:24
    Belo texto gosto muito dos artigos desse site, obrigado pelas informações
  • Andre Henrique  23/02/2016 17:26
    Abaixo o que ocorre na prática:

    PAÍS COM "CONCENTRAÇÃO DE RIQUEZAS" (também conhecido como Capitalismo)
    -Indivíduo A: 104 estalecas (rico)
    -Indivíduo B: 55 estalecas (classe média alta)
    -Indivíduo C: 30 estalecas (classe média)
    -Indivíduo D: 10 estalecas (pobre)
    -Indivíduo E: 1 estaleca (miserável)
    TOTAL DE RIQUEZA DO PAÍS: 200 ESTALECAS

    PAÍS COM REDISTRIBUIÇÃO DE RIQUEZAS: (também conhecido como Socialismo)
    -Indivíduo A: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo B: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo C: 1 estaleca (classe "única")
    -Indivíduo D: 8,5 estalecas (político)
    -Indivíduo E: 8,5 estalecas (familiar do político ou apadrinhado)
    TOTAL DE RIQUEZA DO PAÍS: 20 ESTALECAS
  • Kleber Leal  27/03/2016 13:53
    Certa vez ouvi um discurso do Lula em que o mesmo afirma que colocar dinheiro na mão do pobre (bolsa família etc...) faz com que a economia se movimente, pois o pobre com 50 reais vai na feira comprar alimento e outras coisas básicas, ao contrário do rico que não atribui o mesmo valor a quantias tão baixas. Gostaria de saber se os senhores têm algum artigo que trate dos prós e dos contras especificamente dessas medidas que o governo Lula implantou.
  • Pedro Gomes  27/03/2016 18:51
    Esse raciocínio é exatamente a ideia do multiplicador keynesiano. Há um artigo inteiro a respeito:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2186

    Tal ideia faz tanto sentido quanto dizer que tirar água da parte funda da piscina e jogá-la na parte rasa fará o nível geral de água na piscina aumentar.

  • Tulio  29/07/2016 17:56
    Gostaria de saber no caso do Brasil, como diminuiríamos a pobreza e melhoraríamos a distribuição de renda?
  • Maciel  29/07/2016 18:17
  • Livre Mercado  29/07/2016 18:58
    Leia os artigos que o Maciel linkou, mas para uma grande e urgente melhora na vida dos pobres as medidas a serem tomadas mesmo dentro de um ambiente estatista são:

    -Reconhecimento das propriedades dos pobres, aquele barraco na favela, aquele cômodo no fundo de um cortiço, uma laje vendida para um amigo na favela tem valor e este deve ser reconhecido pelo estado e seus amigos incestuosos bancos, para que assim os pobres também tenham patrimônio e possam se alavancar com ele;

    -Liberalização ampla geral e irrestrita dos setores de alimentação e transporte público, para que os pobres tenham trabalho e possam combater esse desemprego terrível de quase 12%;

    -Fim do monopólio do banco central brasileiro da circulação de moeda e permitir que moedas estrangeiras possam circular, para que os pobres possam ter poder de compra e acabar com essa inflação de 10%;

    -Livre acordos de comercio, fim das barreiras de importação com as nações produtoras de itens desejados pelos pobres, carros, celulares, computadores, roupas, calçados e etc, para que os pobres possam ter produtos baratos.

    Essas medidas estão ao alcance de qualquer governo atual que realmente está preocupado com o bem estar de suas populações, ou seja, quase nenhum.
  • Júnior  01/05/2018 19:52
    Vocês são do Karai! Parabéns!
  • ISAAC  27/08/2018 22:18
    O conceito de redistribuição de riqueza deve ser analisado nas microrelações e não nas macrorrelações um exemplo é uma pessoa tem 5 fones de ouvido para celular e outra não consegue ter acesso a nenhum por dificuldades financeiras se ela recebesse seus direitos ela teria acesso a 2 ou 3 e compartilharia da experiencia cultural que a sociedade a apresenta como inclusão digital ou qualquer outra forma, discordo do artigo não no sentido de repudiar mas de pensar que mises pode ter dito algo diferente com o que escreveu.
  • Flávio  28/08/2018 00:16
    "um exemplo é uma pessoa tem 5 fones de ouvido para celular e outra não consegue ter acesso a nenhum por dificuldades financeiras se ela recebesse seus direitos ela teria acesso a 2 ou 3"

    Mas hein?! Ter 2 ou 3 fones de ouvido agora é um "direito"? Legal saber. Tenho um parente idoso, financeiramente bem, mas que não tem nenhum fone de ouvido. Ele vai gostar de saber que tem o direito a "2 ou 3" fones de ouvido. A quem ele deve recorrer? Ou melhor, de quem é o dever de fornecer 3 fones de ouvido a ele?

    É cada um...

    Você sabe definir o que seria um direito? E um privilégio?


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