clube   |   doar   |   idiomas
A maré estatista na América Latina e a Teoria do Intervencionismo

A guinada à esquerda na América Latina na primeira década do século XXI, bem como a abertura comercial e as privatizações da década anterior, não são obras do acaso, ditadas somente pela alternância de tendências ideológicas, nem tampouco fruto de misteriosas necessidades históricas.

O apelo à inevitabilidade da globalização, comum na década de 1990, ou a crença em uma marcha inexorável rumo a uma sociedade mais livre a partir da queda do muro de Berlim sempre me pareceram como estranhamente próximos à crença marxista em uma evolução pré-determinada rumo ao paraíso socialista.

Aqueles dois momentos da história latino-americana podem, pelo contrário, ser explicados por uma teoria econômica de ciclos intervencionistas, inspirada na obra do economista austríaco Ludwig von Mises, que desnudou as "contradições internas" do intervencionismo.

O apelo a uma teoria do intervencionismo, contudo, esbarra em resistências ideológicas. A ideologia dominante no presente condena qualquer tentativa sistemática de analisar o intervencionismo como um sistema econômico em si, sujeito a deficiências próprias a esse sistema. Os defensores dessa ideologia intervencionista acreditam na sabedoria de uma posição intermediária entre os extremos coletivista e liberal, vistos como inerentemente dogmáticos.

Mas, ironicamente, esse discurso é muito pouco tolerante: qualquer discussão sobre o papel do estado ou sobre a lógica da ação estatal é enfaticamente vetada. Impõe-se então que a análise das intervenções estatais deve ser sempre pragmática — caso a caso, de forma que o sistema intervencionista em si não possa jamais ser contestado. O resultado disso é uma forma de historicismo: as intervenções estatais na economia não seriam sujeitas a nenhuma regularidade que mereça uma teoria.

A despeito desse clima hostil, diversos economistas desenvolveram de fato teorias sobre falhas de governo, que têm sido fartamente corroboradas pela história. Essas teorias podem ser combinadas para desenvolver uma econômica do intervencionismo, que esboçaremos aqui.

O primeiro passo da nossa análise é substituir a dicotomia "capitalismo-socialismo" (e as noções marxistas de modo de produção e classes que acompanham essa caracterização) pela dicotomia "economia pura de mercado—economia planificada centralmente" e reconhecer que os países do mundo real não são capitalistas ou socialistas, mas economias mistas situadas entre os extremos de estado zero e estado máximo.

Se fossem encontrados no mundo real, esses extremos seriam instáveis. O planejamento central não é possível: como demonstrou Mises na sua crítica ao socialismo, sem propriedade privada não existem mercados e preços. Sem preços de mercado, não há como alocar recursos escassos, a menos que o planejador central seja onisciente ou que a complexidade e produtividade da economia moderna sejam abandonadas. Mas isso condenaria à morte a maior parte da população mundial presente, levando-nos de volta a sociedades tribais. Para não perder o poder com o colapso econômico de seu regime, o estado totalitário tem que fazer concessões à atividade livre dos indivíduos.

No extremo oposto, uma sociedade sem coerção estatal oferece incentivos quase irresistíveis à atividade de predação da riqueza por parte de um subconjunto da população. A organização do estado, cuja justificativa teórica padrão o coloca como o defensor dos indivíduos e de sua propriedade contra a violência perpetrada por outros, abre caminho para que o sentido das leis seja subvertido de modo a justificar a expropriação da riqueza através do próprio estado, o que o torna o grande veículo de exploração na sociedade.

Com efeito, como apontaram vários economistas ao longo da história, de Turgot e Smith no século XVIII, passando por Bastiat no século XIX, até Buchanan, Tullock, Mises e Hayek no século XX, o poder de "legislar" sobre assuntos econômicos abre a caixa de Pandora da atividade de busca por privilégios legais (rent-seeking, na linguagem da Escola da Escolha Pública).

A possibilidade de "pilhagem legal" de que fala Bastiat gera uma tendência ao crescimento do estado e à sua interferência nos mercados. Essa situação, por sua vez, aumenta o ganho de se dedicar às atividades de busca de privilégios em detrimento de atividades de produção e de trocas voluntárias, levando à estagnação econômica. Além disso, as intervenções geram consequências opostas do intencionado, como enfatiza Hayek. No que mais, políticas keynesianas que pretendiam estabilizar as economias geraram déficits crônicos, que perpetuaram os desequilíbrios macroeconômicos; a construção do estado de bem-estar, por sua vez, falhou em resgatar a população da pobreza, causando dependência do estado e enrijecendo a economia, prejudicando o crescimento econômico.

As falhas de governo, entretanto, geram demanda por mais intervenção, na medida em que a ideologia intervencionista joga a culpa de seus próprios fracassos no "capitalismo" e não no próprio intervencionismo. (Veja o exemplo recente da reação-padrão à crise econômica iniciada em 2008.) Novas intervenções são adotadas para corrigir o que na verdade é fruto de intervenções anteriores. Isso reforça a fase do ciclo de expansão do estado.

Com o tempo, porém, essa tendência desacelera. Utilizando um exemplo de Mises em sua crítica ao intervencionismo, se um produto visto como essencial não é abundante o bastante, o governo controla seu preço. Isso gera uma diminuição ainda maior na sua disponibilidade, pois os empresários têm prejuízos sob o preço controlado, o que convida ao controle dos preços de seus insumos, propagando o problema original para o restante da cadeia produtiva. Progressivas substituições das trocas voluntárias por ordens centrais tornam o problema do controle da produção cada vez mais complexo. No limite, temos novamente o problema da impossibilidade do planejamento central.

Quando as distorções causadas pelas intervenções se tornam graves o bastante, a ideologia intervencionista diminui um pouco sua influência. Até mesmo os defensores moderados do estado interventor descobrem que é impossível criar riqueza por decreto, por impressão de moeda ou por gastos públicos.

No Brasil, o simples reconhecimento de que "não existe almoço grátis" foi tachado de neoliberal, embora FHC tenha preferido explorar outras fontes de financiamento do estado a de fato promover reformas liberais. Contudo, algumas dessas reformas, mesmo tímidas, foram implantadas. O tamanho do estado, entretanto, continuou aumentando, o que não impediu os analistas de atribuir os males do intervencionismo à globalização ou ao neoliberalismo.

Conforme o estado se expande, e as falhas de governo se acumulam, diminui o espaço de manobras dos governos. Porém, é o acúmulo de falhas de governo, e não um inexistente liberalismo, o que explica a falta de alternativas de políticas econômicas à disposição dos governantes. Os leigos reclamam da escassez de líderes. Os intelectuais, por sua vez, buscam uma mítica "terceira via", ignorando que nossos males são causados justamente porque vivemos na terceira via.

Tudo isso abre espaço para a fase contracionista do ciclo de expansão do estado. Aqui, porém, nossa explicação se afasta um pouco das ideias de Mises. Esse autor mostrou de fato que o intervencionismo não é um sistema consistente: a lógica do intervencionismo leva a uma escolha entre um controle cada vez maior da economia ou o abandono desse controle. Porém, a despeito disso, o intervencionismo (ou mercantilismo) não é transitório, mas sim a forma de organização social mais estável da história (levando em conta as sociedades que avançaram além de um estágio tribal).

A opinião de Mises pode ser explicada pelo seu racionalismo: no longo prazo, a argumentação racional vence, de modo que um sistema inconsistente deve ser abandonado. Mas, se utilizarmos uma visão de mundo mais próxima de Hayek, para quem a mudança institucional é vista como a evolução de uma ordem espontânea e não como algo implementado racionalmente, a estabilidade do intervencionismo pode ser mais bem entendida pela interação de forças ideológicas e econômicas, como desenvolvido na teoria dos ciclos intervencionistas.

Pelo lado ideológico, assim que uma reforma liberalizante alivia os males causados pelo acúmulo de intervenções, aumenta novamente a demanda pelas mesmas intervenções, na medida em que a hostilidade aos mercados for uma força presente. Se prestarmos atenção a tudo que a história já mostrou, essa hostilidade não é apenas um fenômeno atual. Hayek, em seu livro The Fatal Conceit: the errors of socialism, mostra que em épocas e civilizações passadas o sentido de repugnância aos mercados é uma constante. Para o autor, isso é explicado pela moral tribal que marcou a evolução cultural da humanidade. Essa moral rejeita o tipo de normas abstratas necessárias para o convívio em uma sociedade mais complexa.

Considerando fatores de natureza ideológica (demanda por controle) e de interesses (a busca por privilégios sempre que existir um poder político capaz de fornecê-los), podemos entender por que, assim que algumas reformas liberalizantes sejam tomadas e surtam efeito, aliviando a crise do intervencionismo, ressurge a pressão pelo aumento do estado e declina o ímpeto reformador.

As reformas também podem ser adiadas pela ação de outros fatores. A inundação de crédito orquestrada pelos bancos centrais dos países desenvolvidos, em especial o americano (Fed), responsável pelo ciclo de crescimento artificial que resultou na crise econômica recente, influenciou diretamente a dinâmica do ciclo interventor na América Latina. No Brasil, a abundância de crédito externo alimentou o crescimento do estado intervencionista, virtualmente silenciando as vozes que apontam para a urgência de reformas. O mesmo boom artificial inflou o preço do petróleo, que sustentou a recente experiência socialista na Venezuela.

Embora isso permita uma pequena margem de manobra para governantes populistas retomarem as velhas políticas intervencionistas, refutadas milhares de vezes, a dinâmica de fracassos acumulados da fase expansionista do estado continua operando. Se a desorganização do sistema econômico que ocorre na Venezuela — com estagnação, inflação ou escassez de produtos básicos — irá levar no futuro ao abandono do chavismo e a uma fase de contração do estado, ou se irá levar a um empobrecimento secular, como ocorre na Argentina, que não consegue se livrar da herança peronista, é algo incerto.

Uma teoria de ciclos intervencionistas, ao contrário do determinismo marxista, típico do século XIX, deve reconhecer a complexidade de fatores atuantes, apresentando vários cenários possíveis

A teoria esboçada aqui se assemelha a um modelo biológico de parasita-hospedeiro, empregado para explicar a dinâmica do intervencionismo. A atividade parasitária mina a vitalidade do hospedeiro, de forma que, no longo prazo, o parasita pode se tornar irremediavelmente enfraquecido.



autor

Fabio Barbieri
é mestre e doutor pela Universidade de São Paulo.  Atualmente, é professor da USP na FEA de Ribeirão Preto.



  • anônimo  19/10/2013 16:21
    Excelente artigo! Será que os "ilustres" colegas comentaristas defensores do estatismo que apareceram nesta semana vão passar por aqui ou vão fingir que não viram?

    Ps. Um fator novo nesta dinâmica expansão-retração da atuação do estado que temos neste séc. XXI e não tínhamos antes na história da humanidade é a expansão e disponibilidade do conhecimento. A internet é a melhor arma contra as obscurantistas idéias e "sentimentos" que balizam as demandas pela intervenção estatal. Se de fato a liberdade irá ganhar a dianteira frente aos avanços coletivistas/intervencionistas, só vivendo veremos. Mas as chances atuais são maiores do que no séc. XX.
  • Típico Filósofo  19/10/2013 21:12
    É exatamente por isso que a internet deve ser controlada pelo estado.

    O grande desafio das democracias do século XXI será justificar sua reivindicação do universo virtual para que assim, possa garantir o estado democrático de direito a todos os cidadãos no médio e longo prazo. Ameaças à democracia e à soberania nacional como o BitCoin e a propagação do pensamento "liberal" deveriam ser consideradas atividades criminosas, pois incentivam os jovens ao comportamento anti-social, misândrico e individualista; valores que são antítese de qualquer democracia.

    É mister que para alcançarmos uma sociedade verdadeiramente justa, os indivíduos devam reconhecer que não possuem quaisquer direitos sobre seu corpo (e por consequência, sobre seu trabalho), devendo ele tudo que tem ao estado sob o poder democrático.
    Tendo isso em mente, é fácil reconhecer que o individualismo é o inimigo de todas as metas da república brasileira, e por isso, é fundamentalmente criminoso e desumano.
  • diogo  19/10/2013 23:20
    cara como é que é??? Eu fiquei tao assustado com o que vc escreveu que eu perdi até o chão vc pode explicar o que vc quis dizer?
  • Marcos Campos  21/10/2013 17:59
    Um intelectual clássico de esquerda. Prazer em conhece-lo assim tão de perto.

    Cuidado com a utilização da palavra democracia e Estado.
    Estado é autocrático e nunca democrático.
    Só pelo fato do seu Estado pseudo democrático criminalizar a liberdade individual, já não caracteriza uma contradição de suas colocações?
  • José Dias  23/10/2013 15:37
    Prezado Típico filósofo.

    Encontrei diversas opiniões parecidas com a sua no seguinte site: www.lerolero.com/
    Achei bastante fácil: é só apertar a tecla GERAR FRASE.
    Saudações
  • Emerson Luis, um Psicologo  23/10/2013 16:07
    Típico Filósofo, co todo o respeito, o senhor está sendo social-democrata.

    A única solução definitiva para o problema da propagação online de ideias absurdas como o liberalismo é não apenas controlar a internet, não apenas estatizá-la, mas deter ao mesmo tempo o monopólio e o monopsônio sobre a rede mundial (que passaria então a ser uma rede nacional).

    Se até o conhecimento correto pode ser mal-aplicado por pessoas despreparadas ou mal-intencionadas, quanto mais o conhecimento errado! Já sabemos que a única filosofia política correta e livre de interesses burgueses é o neomarxismo; por que então deveríamos ser tolerantes com os propagadores do erro?

    Não devemos repetir o erro da Santa Inquisição, que falhou em impedir que a Bíblia fosse traduzida para os idiomas do povo comum e distribuída para a população do norte da Europa, influenciando perigosamente as mentes para ideias científicas e liberais e gerando pensadores deturpados como Locke e Smith.

    O Estado deve fornecer aos súditos as informações que eles podem ter e transmitir a eles o que devem pensar, impedindo que saiam desse quadrado. Não há razão para deixar que tenham internet, televisões, livros e revistas que sejam apenas controlados, mas não produzidos pelo Estado.


    * * *
  • paródia  02/11/2013 14:22
    Nosso colega, Típico Filósofo, não advoga pelo que escreveu Mass apenas escreve o pensamento do filósofo típico (estatista) qual encontramos quase sempre no nosso dia-a-dia

    De fato, seus textos são mais honestos e proféticos que qualquer esquerdista ousaria ser, por um medo (instintivo) de que, se expressasse o que realmente acredita, veríamos que o rei está nu.
  • Ronaldo  20/02/2014 19:54
    Calma galera, é ironia dele! ele ta zoando os Filósofos que vemos por aí.
  • Killarney  14/12/2015 17:18
    Muitos acreditam mesmo! kkkkkk
  • Dam Herzog  20/02/2014 22:57
    Acho que o comentarista anterior é um cego partidário do estatismo, teoria pela qual os governos intervem no mercado, que só funciona no seu máximo quando desobstruído. Qualquer intervenção deixa de maximizar a produção de bens e serviços da economia. Então a economia piorando, o estatista acenam com mais intervenção até que a economia esteja completamente engessada e o mercado funciona pessimamente diminuindo a produção de bens e serviços. Os burocratas costumam considerar um ganho de 0,001 em qualquer programa governamental de significativo. Se o ganho for negativo desculpam-se dizendo que não foi bem implementado. O estado é um desperdiçador de recursos. O estado desvaloriza nossa moeda, dificulta nossa capacidade de produzir, inibe nossa capacidade de criação. O estado discrimina entre as pessoas recompensando os mais indolentes, criadores de casos para os outros resolverem e pune os que mais se esforçam e se destacam. Criaram a palavra justiça social que melhor seria injustiça social,que tiram dos que mais produzem e distribui para os que menos contribuem. Enfim tira a garra dos empreendedores e promovem os mais indolentes. No fim criam uma competição em que os vencedores não ganham e dividem o esforço da vitoria com aqueles que não se esforçaram. Se você trabalhar mais horas será penalizado com mais impostos (roubo), você não é dono do produto de seu trabalho. Em vez de instituírem a propriedade privada, definem a função social da propriedade. Um dia você vai se conscientizar que trabalhou mais, ganhou mais e vai ter que pedir desculpa por ser egoísta, vai ajoelhar e devolver o que você ganhou a mais. O que queremos é adeus governo,liberdade ampla e irrestrita, trocas voluntárias,direito de ir e vir, principio da não agressão, respeito pelas outras pessoas. Não consigo entender a sua cabeça. Com a atual constituição nada podemos conseguir, no máximo migalhas.
  • OJ  21/02/2014 13:41
    Eu diria: - Desprazer
    Sinto cheiro de enxofre.
    O pior é que esses que assim pensam crêem que serão os que imporão aos outros suas crenças. Mais cedo ou mais tarde acabam no cadafalso.
    Esse tipo de coisa a ANVISA não proibe, mas faz mais mal do que as drogas todas somadas.
  • OJ  21/02/2014 13:59
    What's just has been debated for centuries but let me offer you my definition of social justice: I keep what I earn and you keep what you earn. Do you disagree? Well then tell me how much of what I earn belongs to you - and why? Walter Williams.

  • Estudante do MEC  22/02/2014 12:42
    É isso aí, professor! Não se deixe intimidar pelos participantes coxinhas e reaças deste site (que provavelmente leem a VEJA). Como o sr. explicou na nossa aula, o maior problema do individualismo é que as massas ficam cada vez mais pobres e os ricos cada vez mais ricos. Por isso, os governos populares, socialistas e genuinamente democráticos, que interrompem esse processo, levam à revolta esses alienados que sonham com a época da ditadura e da escravidão e não aceitam que o povo também tenha o que um dia eles tiveram. O poder de circular ideias é, na verdade, o maior dos poderes e essa pseudo-defesa da liberdade (de alguns), na verdade não promove o poder popular, mas o instrumentaliza - formando e incutindo valores e modelos do estímulo ao consumo desenfreado, centrado no interesse dos negociantes e grandes empresas capitalistas em detrimento de valores voltados à economia social. Somente com o controle social da internet é que o discurso de ódio e antidemocrático neoliberal, como o que a gente vê aqui, poderá ser banido em prol da bandeira da proteção integral à pessoa conforme os direitos humanos, formando um verdadeiro pluralismo.
  • Batista  08/12/2015 13:24
    Típico Filosofo,

    Andavas meio sumido... Acho que a galera estava sentindo falta do personagem.

    Sinto dizer, mas você escorregou na casca da banana. Vejamos abaixo:

    "É mister que para alcançarmos uma sociedade verdadeiramente justa, os indivíduos devam reconhecer que não possuem quaisquer direitos sobre seu corpo (e por consequência, sobre seu trabalho), devendo ele tudo que tem ao estado sob o poder democrático."

    Os movimentos feministas e os da socialização dos meios de produção exigem justamente "direitos sobre os corpos" e "direitos do trabalhador e mais-valia". E esses movimentos são os defendidos do personagem. Como você acha que ficará perante seus "aliados"? Não acha que seria melhor refazer esse comentário?
  • Rodrigo Afonso  22/02/2014 14:39
    Sem contar que tem mais de um século de resultados empíricos.
  • Rodrigo Bitencourt  19/10/2013 20:06
    Excelente artigo!
    Primeira vez que vi a situação política recente da América latina ser expressada tão claramente. Existe um desenvolvimento aprofundado dessa teoria dos ciclos intervencionistas dentro da EA? Que autores poderiam esclarecer mais sobre esse assunto?
    Obrigado!
  • Dw  25/02/2014 14:10
    Segue:

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=5
  • Pedro Valadares  19/10/2013 20:23
    Na minha opinião, uma saída seria aproveitar esse viés de baixa do intervencionismo para ampliar a presença política do liberalismo, por meio de partidos como o Novo e o Liber e também ocupando espaços na grande imprensa. Assim, no momento de recrudescimento do intervencionismo, haveria mais força para uma oposição em prol da liberdade.
  • anônim  19/10/2013 21:27
    Será que eu sou o único que não bota uma grama de fé no "Novo"?

    Eu o acompanhei com entusiasmo pois 2 meses, até que cometi o grave erro de estudar a proposta e os membros que farão parte da legenda. Agora, até vergonha eu tenho de ter pensado em criar um panflete para ajudar o partido no photoshop.

    O "Novo" é aquele seu amigo que reconhece que usou a faca errada para cortar a carne, mas que ao invés de trocar a faca, muda o jeito de cortar. Já consigo ver o partido virando um PSD 2.0.
  • Dalton C. Rocha  19/10/2013 21:29
    Os marxistas nunca esquecem e, nunca aprendem.
  • anônimo  20/10/2013 02:48
    Aprendem sim, eles mentem de propósito.
  • Ali Baba  19/10/2013 21:38
    @Fabio Barbieri,

    Há um pequeno reparo, na minha humilde opinião, a ser feito no presente artigo:

    Se fossem encontrados no mundo real, esses extremos [estado zero e estado máximo] seriam instáveis.

    Acho que é bastante controversa a discussão sobre se o estado zero é instável. Existem proeminentes defensores da EA que são pelo estado zero, assim como existem expoentes que são pelo estado mínimo. No mínimo esse reparo deveria ser feito no artigo, ainda que o autor se posicione definitivamente pelo estado mínimo.

    Novamente em minha humilde opinião, o estado mínimo é que é instável, uma vez que qualquer existência de estado documentada na história sempre cresceu e/ou exibe tendências ao crescimento.

    Por fim, gosto muito da ideia de que passamos por ciclos de expansão e contração do intervencionismo. Claro que isso deve ser complementado por uma revisão histórica mais profunda, mas parece uma descrição mais acertada da realidade do que qualquer outro tipo de reducionismo.
  • Anônimo  20/10/2013 00:22
    Mas e se Tancredo (E não Sarney) não tivesse quebrado o ciclo do intervencionismo?

    Ele, que se dizia defensor da indústria nacional (Ou seja, queria forçar os pobres a pagarem mais por menos) e da modernização (Na hermenêutica brasileira, significa intervenção estatal), dois valores que não eram considerados absurdos políticos na época e ainda hoje não são, poderia muito bem NÃO ter hesitado em quebrar o controle de preços que foi histórico da Era Sarney.

    E se ele tivesse ido adiante mesmo após a tentativa socialista fracassada do governo em encher os supermercados por conta própria e de fato tivesse nacionalizado linhas de produção de setores vitais e assistido à uma fuga de capitais?

    Ou seja, e se um socialista ainda mais louco surgir e negar pequenas liberações ao mercado mesmo quando a situação está mais escura?
  • Paulo  21/10/2013 00:37
    A china atual seria um bom exemplo de ciclos estatistas, porem...
    Ela segue para o momento de liberar sua economia após períodos de baixa liberdade, mas nada garante que essa tendencia se inverta após uma crise financeira e assim ela nunca chegar a viver um período de liberdade plena, as chances de uma recessão em um momento intermediário de liberdade são elevadas - o estado ainda é muito presente sobre o mercado e as distorções causadas por ele ainda geram consequências graves..
    Se a china sofrer com uma crise financeira no futuro vai depender de como o estado reagirá sobre esse desafio, verá essa crise como um sinal de que é necessário mais liberdade ou será o oposto?
    A crise de 2008 resultou em uma guinada estadista pela economia americana, o mercado levou a culpa e a liberdade americana, ou pior, a liberdade do mundo inteiro diminuiu.
    Podemos dizer o mesmo de crises anteriores.


    O que eu percebi é que nada garante que esse ciclo se complete, no momento em que a economia estiver sendo liberada a situação pode se inverter inesperadamente





  • Anti-brasil  19/10/2013 22:00
    Odeio o "brozil" em todos os aspectos.
  • Lucas Fernando  20/10/2013 04:01
    Não compreendi essa parte, ficou meio confuso pra mim :

    "No extremo oposto, uma sociedade sem coerção estatal oferece incentivos quase irresistíveis à atividade de predação da riqueza por parte de um subconjunto da população. A organização do estado, cuja justificativa teórica padrão o coloca como o defensor dos indivíduos e de sua propriedade contra a violência perpetrada por outros, abre caminho para que o sentido das leis seja subvertido de modo a justificar a expropriação da riqueza através do próprio estado, o que o torna o grande veículo de exploração na sociedade."
  • anônimo  20/10/2013 12:15
    Basicamente, diz que numa sociedade com um estado muito pequeno ( ou mesmo sem nenhum ), há uma boa chance de um grupo de pessoas de julgar no direito de constituir um organismo para mandar nos outros ( um estado se formar ali, caso ainda não exista ) ou do estado, caso já exista, adquirir proporções cada vez maiores ( cobrar cada vez mais impostos sobre a prerrogativa de proteger a população e prestar serviços "essenciais" ).
  • Anônimo  20/10/2013 13:27
    Fica parecendo que uma sociedade sem coerção estatal é uma com pouca coerção estatal, suficientemente para ainda haver um péssimo sistema monopolista de defesa do indivíduo mas onde todo o resto é livre. Se não fosse a existência deste monopolista para manipular as leis, qualquer pessoa querendo fazer justiça social (Eufemismo para roubar quem tem mais do que eu) seria considerado um mero bandido.

    A tendência apontada pelo autor é verdadeira. Basta ver o que aconteceu a grandes centros industriais como Detroit.
  • Julio Heitor  21/10/2013 15:30
    Acho que é aí que entra a importância de nós libertários expandirmos ao maior número de pessoas possível as ideias de liberdade.

    Não adianta sonhar em acabar com o estado do dia para a noite, ou tão pouco rezar para que o próprio estado se imploda por causa de seus erros. Se a sociedade ainda acreditar que o estado é necessário, um novo estado será criado dentro de sociedades momentaneamente livres.

    Acredito que o autor apenas ignorou o fato das ideias poderem mudar sociedades para que o ponto de vista dele fosse melhor explanado.
  • Eduardo Bellani  20/10/2013 14:46
    No extremo oposto, uma sociedade sem coerção estatal oferece incentivos quase irresistíveis à atividade de predação da riqueza por parte de um subconjunto da população.

    Gostaria de saber quais são os tais incentivos. Eles não foram apresentados no texto, e são o embasamento pra frase:

    Se fossem encontrados no mundo real, esses extremos seriam instáveis.

    Abraços.
  • Pupilo  21/10/2013 13:18
    Realmente... Essa parte ficou um tanto confusa pra mim também...
  • Vitor  21/10/2013 15:19
    Basicamente ele diz que sem um estado, algumas pessoas vão se juntar para sacanear o resto, ou seja, criar um estado.
  • aspone  20/02/2014 18:01
    Certeza que os caras do IMB - Leandro, Chioccas etc. - ao lerem isso pensaram "bah, essa parte aqui vai dar xabu!"

    Agora, como aspone, fica a pergunta: minha boa vida estará ameaçada no período de contração do estado??
  • Daniel de Oliveira Costa  20/10/2013 14:55
    Sentimentos humanos de aversão aos ricos é que devem ser combatidas urgentente, daí a "nossa" crença na intervençao e na taxaçao aos mais abastados que nos mantêm sempre no mesmo caminho. Nossa saída e continuar divulgando as ideias da Escola Austríaca até que alguns abnegados da midia também colaborem. Da medo saber que o ciclo pode se perpetuar. Fábio Barbieri é um dos grandes escritores deste site. Obrigado Fábio.
  • Antônio  21/10/2013 13:15
    A aversão a alguns ricos é uma coisa que sempre terá legitimidade enquanto perdurar o mercantilismo. Essa é a questão. O problema está justamente na confusão em achar que tudo é farinha do mesmo saco, que Eike Batista é da mesma laia que Mark Zuckerberg, que o setor de petróleo dos EUA, promotor de guerras e conflitos mundo afora, é a mesma coisa que os demais setores competitivos.
    O mundo não confia no individualismo. É como se considerássemos que todos que vivessem em favela fossem envolvidos no mercado de drogas. Essas generalizações são a essência do problema que você levantou. Eu tenho aversão a alguns ricos sim. Veja a lista de atendidos pelo BNDES e você conhecerá alguns deles.
  • Rodrigo Afonso  22/02/2014 15:13
    Infelizmente mesmo empresários cientes do mal que é o BNDS , de certa forma são compelidos a recorrer a essa especie de credito, senão, podem perder mercado para empresas que aumentam sua competitividade com credito adquirido pelo BNDS. Enfim mais um exemplo de como o estado (redundância)intervem gerando sociedades criminosas. Vide Itaquerão estadio do Corinthians (Essa é piada para com os manos).



  • Samir Jorge  21/10/2013 11:39
    O autor do artigo poderia detalhar a "herança moral tribal" que subsiste em nós?

    Atenciosamente,

    (a) - Samir Jorge
  • Lucas Cassiano  24/10/2013 00:42
    Perfeito esse artigo do Fabio Barbieri. Muito lúcido, pois estamos sempre nesse cabo de guerra entre intervencionismo e livre mercado. Para achar a medida certa, somente a evolução cultural das pessoas poderá nos levar cada vez mais para um mundo mais livre e próspero. Não dá para enfiar goela abaixo marxismo ou liberalismo, mas sei que com a evolução da sociedade e a maior conexão das pessoas, o liberalismo triunfará!
  • Frank Percy  27/10/2013 11:07
    E pagarás impostos para sempre!
  • Rennan Alves  20/02/2014 15:32
    Ótimo artigo!

    Uma pergunta: existe no IMB algum artigo relacionado a economia uruguaia? Já encontrei vários sobre a Argentina e a Venezuela, entretanto não tive a mesma sorte sobre o Uruguai.

    PS: diferente do autor, e mesmo sendo minarquista, acredito que uma sociedade sem Estado é não só possível como também prospera. A Irlanda por exemplo, passou um bom tempo sem Estado.

  • Thiago Teixeira  08/12/2015 10:31
    No Mises Institute tem:
    https://mises.org/search/site/uruguay
  • Marcos  20/02/2014 15:33
    O fechamento do artigo me remeteu ao vídeo que colocarei — sai de uma explicação centrada em economia para uma de psicologia contemporânea, que, apesar do tom descontraído do autor, é bem eloquente.

    www.youtube.com/watch?v=EISIApCVCD8
  • Renato  20/02/2014 16:21
    Esses esquerdistas e suas verborragias desprovidas de lógica e conhecimento de como realmente funcioana a economia.... A fantasia ideológica de esquerda jamais poderá ser provida de bom-senso e racionalidade.
  • Celso  20/02/2014 16:46
    Fantástico artigo!
    O nível das publicações deste site é impressionante.
    Descobri o IMB há alguns meses - não muito tempo após começar a me interessar por assuntos políticos e econômicos - e tenho aprendido muito por aqui. O pessoal que faz isso aqui está de parabéns.
    Um cara sem grana fazer doação de dinheiro é algo difícil, mas vou tentar ajudar o Instituto na medida do possível.
  • Luiz Berenguel  20/02/2014 19:21
    Muito bom artigo.

    Esse "Típico Filósofo" por que ele não assinou com o nome dele real? Ele parece não fazer ideia do que significa "individualismo". Que basicamente, é ser responsável pelos próprios atos, não transferir ao governo ou a terceiros obrigações que são de responsabilidade do indivíduo; é não pensar só em "direitos", mas ter consciência das obrigações.

    O individualismo é essencial ao desenvolvimentismo humano, pois faz a pessoa agir, ser responsável pelo próprio destino. E não culpar os outros simplesmente.
  • Ronaldo  21/02/2014 00:42
    Luiz, ele é uma figura irônica daqui que tenta mostrar o real pensamento dos Esquerdistas.
  • anonimo  20/02/2014 20:13
    Uma das críticas que os anarquistas fazem aos minarquistas é que o estado começa pequeno e depois a tendencia é ficar grande,EUA como exemplo.Mas eles esquecem que o Estado foi "inventado",ou seja,antes era anarquia.Portanto a afirmação de que o estado tende a crescer não pode ser usada exclusivamente para refutar o Estado mínimo.O anarquismo tende a criar um Estado como a história também nos mostra.Sem a fiscalização constante a anarquia tende a criar um Estado e o Estado mínimo tende a crescer.Esse argumento dos anarquistas contra o Estado mínimo serve contra eles também
  • Anarcofóbico  20/02/2014 22:00
    Grande, Maduro! Que ele se mantenha firme à defesa da ordem democrática estabelecida na Venezuela. Contentem-se, senhores, com a decisão da maioria pelo socialismo, porque democracia boa é aquela em que a maioria decide o que fazer com seu dinheiro e sua propriedade.
  • OJ  21/02/2014 14:13
    Democracia são dois lobos e uma ovelha votando o cardápio do almoço. Liberdade é uma ovelha bem armada contestando o resultado da votação...
  • Leandro Fiore  07/12/2015 14:16
    Mitou tão bem com este comentário que vou copiar....
  • Rodrigo Afonso  22/02/2014 16:06
    Eu acredito que o melhor meio para se alcançar um livre mercado é o Brasil se dividir em vários estados soberanos formando um confederado. A concorrência aumentaria, um paulista não precisaria pagar uma arena em manaus.Um mineiro não precisaria pagar uma usina lá no nordeste e um nordestino não pagaria por uma represa la no sul.

    Enfim o raio de exploração central diminuiria e cada estado com sua demanda para o bem ou para o mal se tornariam competidores.

    Creio ser mais factível uma população de 6 milhões se tornar pro livre mercado que 200 milhões de brasileiros.

    BC do Brasil se tornaria uma fabrica de papel higiênico que os cidadão dos estados da confederação importariam com dólares,inenes, libra etc. Mas como o papel era péssimo a empresa faliu e Dilma e Mantega foram demitidos e abriram um lojinha de 1,99 num desses estados novos...e eles faliram para sempre.
  • Edson  22/02/2014 21:02
    "O primeiro passo da nossa análise é substituir a dicotomia "capitalismo-socialismo" (e as noções marxistas de modo de rodução e classes que acompanham essa caracterização) pela dicotomia "economia pura de mercado—economia planificada centralmente" e reconhecer que os países do mundo real não são capitalistas ou socialistas, mas economias mistas situadas entre os extremos de estado zero e estado máximo."

    É exatamente assim que penso! Essa substituição, para mim, é FUNDAMENTAL!
  • Henrique  24/02/2014 13:23
    Gostaria de perguntar ao Leandro sobre notícias recentes dizendo que a Europa pode viver um nova crise por conta de deflação monetária: www.theguardian.com/business/2014/feb/19/imf-european-central-bank-interest-rates-deflation-eurozone?INTCMP=ILCNETTXT3487

    A escola austríaca defende que a deflação é positiva para a economia e para os cidadãos, correto? então por que toda esta preocupação por parte dos economistas? parece ser uma unanimidade entre eles
  • Leandro  24/02/2014 13:25
    Você está me perguntando por que o FMI não entende de economia? Que desafio...

    Sobre a Europa e seu "problema" com a verdadeira deflação (isto é, a contração da oferta monetária), há um artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1514
  • Henrique  25/02/2014 11:40
    OK, Leandro. Mas os críticos da deflação, neste caso, não tem razão ao dizer que a dívida da União Européia vai ficar mais cara?
  • Leandro  25/02/2014 12:22
    Os "críticos da deflação" quase sempre se referem à deflação de preços, algo que por si só não é nada maléfico. Se deflação de preços fosse prejudicial, a indústria tecnológica não conseguiria descontar uma duplicata.

    O real problema da Europa, como explicado no artigo linkado, é a acentuada deflação monetária que está ocorrendo. Esta sim pode ser fatal caso não haja uma concomitante redução de preços e salários. Para piorar, os países europeus intensificaram os efeitos da deflação monetária ao aumentarem os impostos, algo insano. Deflação monetária combinada a um aumento de impostos levou a uma redução ainda mais pronunciada da renda disponível da população e das empresas, acentuando a recessão.
  • Thiago Teixeira  08/12/2015 10:58
    Na Alemanha há uma maior flexibilidade trabalhista, o contrato vale mais que a lei; ainda é contrato firmado entre uma entidade coletiva, o sindicado, e a empresa, mas certamente é melhor que no Brasil:
    www.sindlocsp.com.br/blog/item/226-modelo-trabalhista-alem%C3%A3o-aumenta-responsabilidade-dos-sindicatos
  • Eduardo R., Rio  02/03/2014 18:10
    "La estatolatría argentina", por Adrián Ravier.
  • Garcia  07/12/2015 13:01
    E pensar que eu já acreditei na conversa desses esquerdistas. Ainda bem que através de outros sites conheci este site que me abriu os olhos. Perdoem minha ignorância, mas seria possível um prefeito ou governador favorecer o livre mercado sem que isso acontecesse a nivel federal?
  • Economista Libertario  07/12/2015 13:36
    Garcia,

    Claro que há como um governador ou prefeito favorecer o livre mercado sem que o mesmo acontecesse em nível federal.

    Por exemplo, no Brasil é de responsabilidade da prefeitura a liberação de licenças de táxi e transporte público. A prefeitura poderia liberar geral, abolir as licenças, deixar o mercado agir.

    Poderia cortar os impostos municipais e estaduais, poderia abrir os mercado por ela regulados, etc.

    Mas qual político vai fazer isso?
  • Garcia  07/12/2015 14:48
    Obrigado por responder
  • Garcia  07/12/2015 17:07
    E quando um presidente quiser abolir ou diminuir impostos é necessário aprovação do congresso?
  • Economista Libertario  07/12/2015 19:06
    Garcia

    Depende do imposto. Alguns impostos precisam de aprovação no congresso. Outros dependem apenas da canetada do(a) presidente.

    A CIDE, o IPI e o IOF são exemplos de impostos que não dependem do congresso para serem aumentados. Da mesma forma, poderiam ser baixados para zero apenas com a canetada do(a) presidente.
  • Luiz  07/12/2015 17:52
    Os socialistas preferem separar a religião do Estado, pois acham que os cristãos são conservadores demais, e consequentemente seus projetos bizarros não passam despercebidos.
    Mas o socialismo é a própria religião desse grupo de presidente, o objetivo deles é sensibilizar o povo por meio de seus atos para ter cada vez mais fiéis aprovando seus projetos escravizantes.
  • opinador  07/12/2015 18:50
    Tem que separar. Pois não tem nada haver religião e estado.

    O estado por si só é um entidade ilegitima, mas considerando sua existência, não tem o porque regular a vida das pessoas com base em qualquer religião.

    A unica moralidade valida é a não violação a propriedade privada, seja ele seu corpo, sua casa, seu carro , etc.

    A mesma coisa é a violação da propriedade de outra pessoa.

    Isso inclui a sua liberdade religiosa de acreditar em que vc quiser.

    Mas manifestação desta só é moralmente aceita dentro de uma propriedade privada, seja ela sua igreja ou sua casa.

    Então o resto é ilegitimo e não ético.

    Não sou eu que digo isso, mas é a base do libertarianismo que é a base da escola austríaca.


  • Amarílio Adolfo da Silva de Souza  07/12/2015 21:53
    É preciso avisar à esquerda que ela perdeu: ela não se deu conta ainda.
  • anônimo  08/12/2015 03:34
    A esquerda ganhou de lavada, nós perdemos.
  • Paraninfo  07/12/2015 23:53
    Algum desses aí da foto nunca esteve ligado com armas, drogas e terrorismo ?

    Essa foto tem um padrasto de traficante e comandante de guerrilha, uma guerrilheira, um criador de maconha estatal, um que esconde navios que envia armas para o ISIS, e para finalizar, uma argentina que esconde ataque terrorista.

    Enfim, isso não tinha como dar certo.
  • opinador  08/12/2015 11:38
    A questão não é esse cliche de :

    "Algum desses aí da foto nunca esteve ligado com armas, drogas e terrorismo ?"

    Primeiro, se alguém vende armas e outro quer comprar qual é o problema ?

    Segundo, se alguém vende drogas e outro quer comprar qual é o problema ?

    Terceiro, vem a questão de terrorismo, mas quem causa cria o terrorista? senão os próprios estados intervencionistas como essas potencias militares como EUA , Inglaterra , França, etc.

    O problema maior não é esse clichê de esquerdista, o problema maior é o estatismo.

    Ou seja, é a ideologia estatizante.

    Mesmo se fossem santos na terra , mas se propagam uma ideologia de igualitarismo forçado, pelo fetiche de redistribuição de renda e intervenção econômica seriam nefastos da mesma maneira.

    Essa é a armadilha que a direita conservadora cai ao usar esses argumentos contra esquerdistas.

    Usam de argumentos óbvios e estereotipados.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1756

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2050




  • Kek   08/12/2015 20:57
    Opinador, você está misturando o terrorismo latino-americano com o terrorismo de outros lugares do mundo.
    Isso é desonestidade.

    A questão do terrorismo na América Latina não é por culpa de nenhum governo. O terrorismo na América Latina é puramente por causa da luta armada revolucionária marxista clássica.

    O terrorismo na América Latina começou antes (já no final da década de 50) das ditaduras da década de 60.
    No Brasil, os primeiros atentados terroristas com bombas em locais públicos que deixaram civis mortos começaram em 1961, antes de 1964.

    A organização terrorista ainda viva na América Latina, as FARC, mostra bem as causas da origem do terrorismo na América Latina.
    São uma guerrilha comunista que quer derrubar um governo "capitalista" para implementar um governo comunista.
    Querem derrubar um governo que permite os cidadãos viverem razoavelmente livres (a Colômbia é o segundo país mais livre da América do Sul) para colocarem em prática um sistema socialista.

    Não é porque os terroristas são contra o Estado que eles estão certos, que são oprimidos ou que lutam contra o Estado pela liberdade.
    Não são em todos os casos que o Estado é culpado pelo terrorismo. O caso do terrorismo latino-americano (o nosso caso) é um deles.
  • Erick  08/12/2015 12:50
    E se o Temer realmente assumir a presidência, dá pra esperar algo sério? Alguma melhora econômica significativa? Não ponho muita fé no PMDB mas muita gente diz que a proposta deles é bem mais liberal.
  • Leandro  08/12/2015 15:50
    Em um artigo no longínquo mês de março, escrevi isso:

    "Aqui vai uma dica para Michel Temer: quer se tornar popular quando assumir o governo? Estabilize a moeda em relação ao ouro. As consequências são incríveis. Não é teoria. É empiria."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=2055
  • Erick  08/12/2015 19:49
    Sem dúvida que isso seria fantástico para a estabilidade da moeda. Mas acho extremamente improvável ele fazer. Acho que eles vão tentar reformar a previdência e quiçá uma reforma tributária. Que tal?


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.