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O estado atrai sociopatas

No estudo de sistemas complexos e dinâmicos — a chamada 'ciência do caos' —, "atratores" são princípios operacionais ao redor dos quais a turbulência e o caos aparente são harmonizados.  Aquilo que as nossas simples experiências passadas descarta como sendo aleatoriedade e desordem, o estudo do caos e da complexidade revela como sendo padrões profundos de regularidade.

Atratores ajudam a identificar a dinâmica por meio da qual sistemas complexos se organizam autonomamente.  Assim sendo, pode-se dizer que uma falha geológica serve como um atrator para forças geológicas em placas tectônicas, assim como redes de drenagem são atratores para um curso d'água exercer contínuas relações com as forças da gravidade.  Em um nível social, um leilão de bens antigos pode ser visto como um atrator para colecionadores de antiguidades; aterros sanitários, como atratores para coisas abandonadas; e hospitais, como atratores para doenças.  Na economia de mercado, o sistema de preços é um atrator para compradores e vendedores que querem transacionar suas propriedades.

O estudo do caos nos ajuda a entender por que todos os sistemas políticos produzem rupturas e são divisivos e destruidores do processo social.  Por meio desta nova ciência, estamos descobrindo — ao contrário das arrogantes suposições de Platão — que sistemas complexos produzem comportamentos que são, ao mesmo tempo, determinados e imprevisíveis. Se deixado à mercê das forças que operam sobre ele, um sistema complexo irá espontaneamente gerar consequências implícitas — embora imprevisíveis — dentro dele.

Mas sabemos que muitas pessoas não gostam de um mundo que seja imprevisível e indiferente aos seus interesses particulares.  É por isso que um empreendedor poderoso que seja incapaz de disputar clientes com seus concorrentes em um livre mercado irá fazer de tudo para perturbar essa ordem, uma vez ela não atende aos seus caprichos.  Ele pode começar tentando fazer acordos voluntários com seus concorrentes com o intuito de reduzir o ritmo no qual eles buscam seus respectivos interesses.  Porém, como essa estratégia raramente dá certo e rapidamente gera insatisfação nos membros desta indústria, esse empreendedor e vários de seus concorrentes irão recorrer ao estado para conseguir, por meio da força, resultados que eles não tiveram a competência de alcançar no livre mercado.

O estado é quase que universalmente definido como um sistema que usufrui um monopólio legal do uso da violência e das decisões jurídicas supremas dentro de um dado território.  Não obstante todo o circo montado pela mídia, todo o condicionamento mental e doutrinário feito pelo sistema de ensino controlado pelo governo, e todas as demais propagandas institucionais criadas para pintar o sistema político como algo nobre e moralmente dedicado a servir ao bem-estar geral, o fato é que o estado é capaz de fazer apenas uma coisa: compelir as pessoas — por meio da violência e da ameaça de violência — a fazer aquilo que elas voluntariamente optariam por não fazer, ou a se abster de fazer aquilo que elas gostariam de fazer

Se o estado for definido desta maneira realista e verdadeira — isto é, uma instituição que usufrui o monopólio do uso da violência e da tomada suprema de decisões jurídicas —, então qual é exatamente o caráter das pessoas que se sentem atraídas a integrar o estado e a fazer uso de suas ferramentas e práticas violentas?  Que tipo de indivíduo se sente atraído por carreiras que lhe dão o poder arbitrário de obrigar terceiros a obedecer suas ordens, um trabalho cuja premissa está no imperativo da obediência? 

No que diz respeito aos graus de conduta anti-social, há uma linha tênue que separa o comportamento sociopata do comportamento psicopata.  Um funcionário dos Correios ou um recepcionista de uma agência do DETRAN pode perfeitamente não exibir nenhum destes traços.  Mas e quanto aos funcionários públicos cujas atribuições são impingir algum decreto ou alguma regulamentação arbitrária do estado?  O indivíduo que está preparado para iniciar um ato de punição com o intuito de impingir obediência a um decreto ou regulamentação do governo não se distingue daquele policial valentão que integra uma equipe de força-tarefa que invade residências, confisca bens e tortura pessoas.  A mentalidade é a mesma.  O fato de que um utiliza a caneta ao passo que o outro recorre à força física representa apenas uma diferenciação de métodos. A mentalidade autoritária que os estimula é a mesma.  É o apetite pelo poder supremo sobre terceiros o que impulsiona tais pessoas. 

Se fossemos julgar as motivações destas pessoas tomando por base apenas as promessas que elas fazem, chegaríamos à conclusão de que elas desejam apenas promover o bem-estar de nossa sociedade ou até mesmo de toda a humanidade.  Querem também acabar com as injustiças e promover os direitos e interesses dos pobres e oprimidos.  Proteger as crianças.  Gerar prosperidade econômica.  Ou promover outros fins nobres que sirvam ao interesse público.  Nossa propensão em aceitar que tais objetivos benevolentes são a explicação para o fato de que alguns poucos querem ter poder coercivo sobre todo o resto é um reflexo de nossa tola credulidade.

É por isso que todo o sistema se sustenta apenas com mentiras.  Enquanto as mentiras forem propagadas e reforçadas por pessoas que são respeitadas pelo público em geral — e tais vozes respeitadas são encontradas nos corredores das instituições dominantes, na academia e na mídia —, qualquer incompatibilidade com a verdade raramente é questionada. 

Aqueles que querem ter poder coercivo sobre a sociedade têm de convencer seus almejados súditos a fazerem aquilo que nenhum indivíduo racional jamais pensaria em fazer: subordinar a busca de seus interesses próprios aos interesses da agenda política de terceiros.  Para sobrepujar a insanidade que é fazer com que os propósitos de um indivíduo — na realidade, a própria vida deste indivíduo — sejam inferiores aos interesses próprios dos elitistas que estão no controle do governo, instituições foram dotadas de plenos poderes para condicionar as mentes dos indivíduos a aceitar as virtudes da obediência e do auto-sacrifício.  Aqueles que porventura resistirem a esta campanha são imediatamente rotulados de "egoístas", "insensíveis" e "reacionários", palavras que, para esta elite estatal, têm um único significado: "indivíduos que colocam seus interesses mesquinhos acima dos meus."

No entanto, é inevitável que ao menos algum súdito mais observador possa inadvertidamente se deparar com a incongruência entre a mentira e a implacável aspereza do mundo real.  Porém, os efeitos de tal eventualidade podem ser facilmente isolados pelos membros filosóficos da classe dominante, cuja destreza na arte do ludibrio fará com que suas explicações sejam mais palatáveis para aqueles que descobriram a contradição.

Muito mais problemáticas para a classe dominante são aquelas pessoas que não apenas descobrem a verdade por trás das falsidades, como também a revelam para terceiros.  As mentiras, os exageros, as controvérsias meticulosamente criadas, e todas as outras distorções e adulterações da realidade são facilmente entendidas pelas mentes mais inteligentes e observadoras como sendo essenciais para os interesses do estado e de seus membros.  Se as instituições governamentais devem representar um fim em si mesmas, então todos os indivíduos devem subordinar seus propósitos aos propósitos da ordem estatal estabelecida.  Porém, dado que o mundo real funciona de acordo com práticas descentralizadas, a ideia de que instituições devem ter uma importância centralizada e proeminente sobre o comportamento humano é uma ficção que só pode ser mantida com fortes distorções da verdade.  Aqueles que dizem "Eu nunca acredito em nada que o governo diz", ou "nunca aceite nada como sendo verdadeiro até que seja oficialmente negado pelo governo", ajudam a despertar seus vizinhos para a natureza fundamentalmente desonesta de todos os sistemas políticos.

Randolph Bourne dizia que a guerra é o alimento do estado.  Exatamente por isso, aqueles que são atraídos para o estado querem, no fundo, exercer violência sobre indivíduos inocentes e produtivos, sempre em benefício próprio, mas espertamente utilizando termos insípidos como "bem-estar", "desfavorecidos", "prosperidade", "justiça social" e "equilíbrio" como o real motivo de suas agressões.

Assim como seria inconcebível imaginar Madre Teresa operando um bordel, também é inconcebível imaginar genuínos defensores da paz, da liberdade e da não-iniciação de violência contra inocentes procurando o poder estatal.  Mesmo aqueles indivíduos bem intencionados que genuinamente querem minimizar o poder do estado se infiltrando nele estão cometendo um erro tático: não se pode querer enfrentar, desde dentro, uma máquina construída justamente para atrair sociopatas e psicopatas.  É impossível querer reduzir, desde dentro, algo que foi construído especificamente para utilizar níveis crescentes de violência contra concidadãos inocentes e produtivos. 

No final, as palavras de H.L. Mencken resumem tudo: "A ânsia em salvar a humanidade é quase sempre uma máscara para disfarçar a ânsia em governá-la".


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autor

Hans F. Sennholz
(1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.


  • Philippe Leite  07/10/2013 14:03
    Excelente! Parece que Sennholz andou lendo Andrew Lobaczewski quando criou esse artigo!
  • Pedro Ivo  07/10/2013 21:01
    Ótima sequência ao [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1704]anterior[link/]. Complementam-se, esclarecem-se e aprofundam-se mutuamente.
  • Aldo  07/10/2013 14:35
    Como se não houvessem sociopatas nas empresas privadas... Aliás, várias pesquisas indicaram que o maior número de psicopatas estão...em cargos de chefia no mundo corporativo!
  • Guilherme  07/10/2013 14:41
    Sociopatas em empresas privadas não obrigam ninguém a nada. Um sociopata no comando da Coca-Cola ou do McDonald's não afeta em nada a minha vida, pois tenho a liberdade de decidir se irei ou não consumir seus produtos. Eles não me obrigam a nada. Já um sociopata no comando do governo é totalmente deletério para a minha vida. Simplesmente não tenho como escapar de seus decretos, de suas leis e de suas regulamentações. Se eu tentar escapar, irei para a cadeia. Se resistir à prisão, serei morto.

    Sacou a diferença?

    De resto, fiquei curioso quanto a essas "várias pesquisas". Poderia disponibilizá-las aqui?
  • Patrick de L. Lopes  07/10/2013 15:09
    Interessei-me em muito pelas pesquisas também.

    Afinal, não são todos os dias em que grandes acionistas sentar-se-ão em laboratórios de psicologia e realizarão testes cuja eficiência infelizmente não caberá a mim questionar.

    Quanto às afirmações do Guilherme, ratifico-as; embora a objetividade de um gerente lhe possa conferir a vantagem de sempre exigir a maior capacidade de seus funcionários, é mister reconhecer que empregadores em geral tenderão a não promover indivíduos cuja má índole possa render prejuízos à corporação nos médio e longo prazo (Vide os equívocos logísticos que levaram em parte à queda da Enron). Quanto à possível ação de psicopatas contra colegas de mesma posição hierárquica, trata-se de uma situação que ocorreria independentemente da natureza da instituição (pública ou privada) e apenas pode ser evitada pela adoção de discrição profissional por funcionários.

    Quanto à corrupção no ramo privado, é necessário ressaltar que diferentemente dos gerentes públicos, acionistas e suas pessoas de confiança possuem poderosos interesses e necessidades quanto à máxima rentabilidade de seus negócios. Em palavras simples, quando seu dinheiro e sua condição estão em jogo e há dependência desses para auferir resultados, você será mais zeloso para com as finanças de sua operação.

    Entretanto, receio eu este ser um tópico vasto. Abordar as consequências praxeológicas do interesse pessoal na logística empresarial mereceria um artigo, preferencialmente se esse realizasse uma comparação para com o arranjo estatal e estabelecesse um paralelo para com o problema da alocação de recursos em um arranjo de planejamento central.
  • Fabio  10/10/2013 17:40
    Há diversos artigos na imprensa especializada em negócios e até em revistas de variedades. Para isso, sugiro a matéria "Psicopatas S.A." (ttp://super.abril.com.br/cotidiano/psicopatas-s-629048.shtml), segundo a qual, "3,9% dos executivos de empresas podem ser psicopatas, segundo uma pesquisa feita em companhias americanas. Uma taxa de psicopatia 4 vezes maior do que na população em geral(...)" É claro que o poder nocivo de um psicopata no mundo corporativo restringe-se ao conjunto de empregados por ele controlados -- ou, em última análise, aos clientes e consumidores de seus serviços ou produtos. De fato, é inegável que o poder do estado atrai sociopatas. Um bom exemplo são as Forças Armadas e as corporações policiais. O número de facínoras ali instalados é muito superior a média da sociedade em geral.
  • Almir Andrade  21/02/2016 22:43
    Errado. É mister que grandes corporações criam lobby e forçam economias inteiras a viverem em atraso tecnológico entre outras mazelas.

  • Gilmar  07/10/2013 20:25
    Manda o link com as pesquisas aí Aldo, e mande também as pesquisas subsequentes comprovando os resultados da primeiras. Acho que seria de grande valia para o pessoal aqui se manter mais informado.
  • Eduardo  07/10/2013 14:40
    Ando lendo alguns artigos daqui, achei algumas ideias interessante, enquanto outras não, mas tudo bem, é normal, mas ficou uma dúvida, na visão de vocês qual seria o papel do Estado afinal?
  • Tiago  07/10/2013 16:15
    Somos contra toda forma de monopólio, Eduardo. Todo serviço importante que hoje é monopolizado pelo estado pode ser descentralizado. Muitos sequer deveriam existir.
    Um monopólio coercivo (com o perdão do pleonasmo) não tem justificativa ética ou econômica para existir.
  • Pobre Paulista  07/10/2013 16:44
    Em uma palavra: Inexistir.
  • Eduardo  07/10/2013 18:44
    Eduardo, meu "chará", a filosofia aqui do IMB, se você ainda não conhece, é a do Estado Mínimo tendendo a zero (de preferência, idealmente falando, igual a zero), portanto o papel do Estado seria, no melhor dos mundos, no máximo como representante da nação nos tratados internacionais.
  • Cassim  07/10/2013 18:30
    Se mudar para uma outra dimensão e largar de monopolizar a justiça e a segurança.
  • Eduardo Leonhardt  07/10/2013 18:56
    O papel do Estado? F#@$# com a vida das pessoas!!!
    Ou tu já viu alguma coisa em que o Estado meteu o bedelho o passou a funcionar melhor?

    Quanto menor o Estado, melhor a vida de uma comunidade.
    De preferência, o Estado não deveria existir.
  • Eduardo  07/10/2013 22:55
    Quarto Eduardo no assunto. O papel ideal do Estado? Um papel histórico, apenas no passado, kkk

    P.S.: o nome Eduardo predispõe ao libertarianismo?
  • Leandro Tideman  08/10/2013 16:10
    Olá, não seria a última finalidade de um Estado proteger seus cidadãos de ataques de outros Estados? Pergunto isso pois me parece que a visão de um mundo livre e sem Estados é muito utópica e só daria certo caso não houvesse Estado algum. Afinal, como pessoas que vivem em liberdade poderiam se defender caso um Estado com força militar altamente eficiente resolvesse ataca-las?
  • Leonardo Couto  08/10/2013 17:03

    Olá, Leandro Tideman.

    Se houver a necessidade de defesa contra ameaças "externas", será do interesse dos indivíduos articular da maneira mais eficaz um arranjo protetor.

    Se será através de milícias, de empresas de segurança, de exércitos voluntários etc; compete aos indivíduos escolher.

    Se, por acaso, uma versão voluntário do arranjo de defesa atual for considerada a mais eficaz, ela será escolhida. Organizar-se uma defesa não é algo que viola liberdades.

    Não havendo coerção, Leandro Tideman, até uma versão voluntária do socialismo é legítima. Preste atenção: Legítima, não necessariamente eficaz.

    Por isso não me proponho a entrar no mérito da eficácia, por exemplo, de um arranjo de defesa, justiça e policiamento anarco-capitalista ou minarquista voluntário - obviamente, suas versões compulsórias seriam coercitivas.

    Resumindo: Nada impede que os indivíduos tomem medidas, isolada ou conjuntamente, de defesa. Não havendo adesão compulsória, seria algo legítimo.

    Qualquer dúvida estamos aqui.

    Um abraço.
  • joao  08/10/2013 18:42
    Leandro Tideman 08/10/2013 16:10:26

    Olá, não seria a última finalidade de um Estado proteger seus cidadãos de ataques de outros Estados? Pergunto isso pois me parece que a visão de um mundo livre e sem Estados é muito utópica e só daria certo caso não houvesse Estado algum. Afinal, como pessoas que vivem em liberdade poderiam se defender caso um Estado com força militar altamente eficiente resolvesse ataca-las?

    Veja esses livros (em pdf):
    The Myth of National Defense - Hoppe

    A série do Molyneaux - Everyday Anarchy e Practical Anarchy

    Mais livros do Molyneaux: freedomainradio
  • Rafael  07/10/2013 14:43
    É por isso que a esquerda vive tentando criar teorias reformuladoras do papel do Estado na sociedade. Karl Marx é um dos autores mais reformulados da filosofia, da política e da economia; parece mais uma colcha de retalhos. É incrível como alguns autores não resolvem considera-lo como "superado" e insistem numa tentativa hercúlea de reformular suas teorias e adapta-las aos novos tempos. Quando entrei em contato com os autores liberais, me senti na obrigação de buscar nos autores de esquerda, alguma tentativa tímida que seja, de considerarem minimamente a periculosidade da estrutura de poder estatal. Foi uma busca sem resultados, todos eles já partem do princípio de que o estado é somente mal administrado. E foi exatamente esta a conclusão que eu cheguei: a estrutura de poder estatal é um verdadeiro "playground" para a psicopatia e para o banditismo apoiados no princípio da legalidade.
  • Rafael  07/10/2013 14:52
    Aldo, com certeza estas empresas do mundo corporativo que você esta citando muito provavelmente são empresas que chegaram aonde estão graças à canetada de um político.
    É muito incoerente pensar que um dono de botequim ou um dono de algum açougue seja um sociopata somente pele fato de ser empresário. O poder e o status da política vale muito mais do que o valor do dinheiro. Inclusive estes empresários corporativos são facilmente substituíveis quando se trata da propina do mundo politico. Uma empresa não atraia a psicopatia, atrai apenas consumidores. Se um empresário for incompetente ele terá duas opções: ou ele fica competente ou ele corre atras do estado para conseguir benefícios. Se um politico for incompetente, ele vai permanecer enquanto tiver pessoas como você que acredita na enganação da retórica. ou seja, numa empresa quem não tem competência, não permanece, na politica basta algum idiota votar pra que tal político permaneça dando canetadas irresponsáveis e beneficiando empresários corporativos dos quais você citou. Procure estudar mais antes de sair de escrever pensamentos que mais parecem uma ejaculação precoce!
  • Lucas  07/10/2013 17:16
    Ótimo artigo! Mostra bem que uma instituição inerentemente anti-ética e imoral só pode ser formada por indivíduos anti-éticos e imorais.

    Sugiro incluir o link para o artigo do H.H.H: "Os piores sempre chegam ao poder"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1688
  • Típico Filósofo  07/10/2013 17:29
    "Que tipo de indivíduo se sente atraído por carreiras que lhe dão o poder arbitrário de obrigar terceiros a obedecer suas ordens, um trabalho cuja premissa está no imperativo da obediência?"

    Sr. Sennholz, perdoe-me, porém não sou eu o psicopata. Mas sim, data venia, o senhor.

    O senhor nada faz além de zelar pelos interesses de pessoas burguesas e mesquinhas que nada desejam além de viver suas próprias vidas, gente sem valor algum e completamente alienadas de sua função social. Melhor dizendo: o senhor quer proteger uma (perdoe-me pelo vocabulário chulo, porém é necessário) Classe Mé-R-dia pedante e terrorista que acha que possui algum direito de ter uma vida luxuosa quando outros não a têm porque "trabalha" por ela. É um absurdo e uma brutalidade.

    O senhor pensa que esta escória individualista não deve nada aos outros pela riqueza que auferiu com seu próprio trabalho e mérito, porém suas reivindicações éticas são falhas; pois nosso projeto sócio-mundial está em um patamar moral maior que qualquer direito individual e refutação "lógica": é sobre uma nova realidade que estamos falando, igualitária e planejada, o pesadelo de todos os indivíduos mas o sonho de toda a humanidade: A sociedade do bem comum.

    Para atingirmos o bem-estar social, qualquer sacrifício é pouco. Quem se opor a esses apenas revela sua natureza psicopática, reacionária e desumana; é uma causa que não aceita E nem deve aceitar refutação.

    [Perdoe-me pelo tom agressivo desta mensagem. É que o artigo do senhor Sennholz ofendeu minha honra como sempre defensor da justiça e do bem maior.]
  • francisco cunha  07/10/2013 18:21
    Sociedade do bem comum...kkkkkkkkkkkk Voc não é psicopata?
  • Emerson Luis, um Psicologo  08/10/2013 18:06
    Senhor Típico Filósofo, compartilho de vossa indignação.

    É degradante esse discurso reacionário colocando em dúvida a sinceridade de nossos líderes socialistas (como o Lula e a Dilma) ao dizerem que lutam pelo bem-estar do povo. É a mesma atitude dos que inventaram a farsa do mensalão. Mas NADA pode deter a marcha da História rumo ao socialismo global. Como o senhor disse, qualquer sacrifício (dos outros) em prol desse ideal é pouco.

    Se Fidel Castro não conseguiu fazer mais pelo povo cubano como tanto queria, é culpa do capitalismo americano, que o embargou. E se Hugo Chaves não conseguiu fazer mais pelo povo venezuelano, a culpa é do capitalismo americano, que é o seu principal consumidor de petróleo.

    Castro e Chaves, assim como Lula e Dilma, são exemplos de liderança abnegada e benevolente e não podemos tolerar que a propaganda reacionária semeie dúvidas quanto a isso. Por essa razão sou consoante também com o desprezo pela classe média nutrido pela Nossa Senhora da USP, Marilena Chauí, que merecidamente vive com todo o conforto que o capitalismo oferece financiado pelo imposto de renda que essa classe média paga. Eu nem respondo quando me perguntam porque ela e outros professores marxistas das universidades públicas não dividem seus salários com os faxineiros e jardineiros dessas universidades.

    * * *
  • Fabio  10/10/2013 17:48
    É um simulacro do discurso socialista. Mas é claro não é sincero; trata-se de uma brincadeira. Mas esse discurso atrai esquerdistas igual moscas no açúcar! hahaha
  • Fernando Chiocca  07/10/2013 17:38
    Se eu não tivesse visto o nome do autor do artigo eu iria ficar em dúvida se ele teria sido escrito pelo Lew, pelo Rothbard ou pelo Molyneaux.

    Sennholz matador!
  • Anônimo  07/10/2013 22:08
    Fernando Chiocca, duas curiosidades que eu gostaria de saber sobre o assunto:

    a) Se o Líber fosse lançado como sigla elegível, você finalmente compareceria às eleições e votaria em algum representante do partido?

    b) O que você diz para aquele pessoal que diz que o estado criou a propriedade privada e que no estado original tudo era de todo mundo?
  • Gredson  07/10/2013 17:53
    não se pode querer enfrentar, desde dentro, uma máquina construída justamente para atrair sociopatas e psicopatas. É impossível querem reduzir, desde dentro, algo que foi construído especificamente para utilizar níveis crescentes de violência contra concidadãos inocentes e produtivos.

    ----------------------------------------------------------------------
    Então quer dizer que o partido novo e o liber, não vão servir para nada?
    Discordo deste ponto de vista, acredito que mudar de dentro é uma alternativa importante.
  • Ricardo  07/10/2013 18:01
    Gredson, Você conhece algum exemplo prático no qual esta estratégia tenha funcionado?
  • Gredson  07/10/2013 18:16
    Realmente eu não me lembro em algum momento na história no Brasil, a onde partidos liberais tinham a proposta de diminuir o estado.
  • anônimo  07/10/2013 20:48
    cavalo de tróia
  • Patrick de L. Lopes  07/10/2013 18:10
    Perdoe-me caso cometa um erro a respeito do partido, porém não creio que o Líber em sua faceta política aspire revolucionar uma grande redução do estado em sua própria estrutura democrática. A função do partido é fundamentalmente a difusão ideológica, visando ele auxiliar na pregação do pensamento libertário brasileiro em um aspecto político.

    Considero pessoalmente um equívoco dissociar a sigla eleitoral de um partido de sua função ideológica, porém compreendo tal pensamento como resultado de sobrexposição a um cenário de homogeneidade ideológica típica da política brasileira, onde dado que quase todos os partidos possuem a mesma orientação estatista, é simplesmente racional ignorar sua face ideológica.
  • Fernando Chiocca  07/10/2013 18:13
    Gredson, o Liber já serve para educar as pessoas que só o mercado pode solucionar os problemas sociais, e nada deve ser deixado para o estado.

    Já o Novo não vai servir para absolutamente nada mesmo, a não ser piorar o que já está ruim.

  • Pedro.  07/10/2013 20:14
    Eu apoio o LIBER e o NOVO apenas porque são uteis na difuisão de idéias.

    Porém não lhes será permitido atuar.

    Eu apóio e louvo a iniciativa um tanto heróica e merecedora de de grande apreço.
    Sigam em frente e falem, debatam, criem frases explicativas e de fácil asswimilação, cultivem e ostentem o ORGULHO por DESEJAR SER LIVRE.

    Nada é mais contagiante do que o orgulho exibido por se estar vivendo segundo a própria consciência, despresando privilégios e a covardia em próprio beneficio.
    Muitas palavras têm sido negligenciadas pelos que defendem a liberdade, despresam bordões, ostentação de orgulho e a unificação do discurso erroneam,ente. É preciso unificar o discurso, afalar as mesmas frases as mesmas acusações e ostentar orgulho moral e ético atacando a COVARDIA contra súditos INDEFESOS e INOCENTES.
  • Eduardo Leonhardt  07/10/2013 19:11
    Nada como um artigo desse nível para começar bem a semana.

    Eu só fiquei pensativo em relação ao penúltimo parágrafo: "...bem intencionados que genuinamente querem minimizar o poder do estado se infiltrando nele estão cometendo um erro tático: não se pode querer enfrentar, desde dentro, uma máquina construída justamente para atrair sociopatas e psicopatas. É impossível querem reduzir, desde dentro, algo que foi construído especificamente para utilizar níveis crescentes de violência contra concidadãos inocentes e produtivos..."

    Em uma avaliação rápida, creio ser mais fácil implodir o Estado (reduzindo-o pouco a pouco) se conseguirmos disseminar as ideias libertárias dentro do próprio governo, conseguindo "aliados". (Por exemplo: a presidente eliminar 35 dos seus Ministérios de Brasilia, que servem de balcão de negociação política, tão somente)

    Por outro lado (fora do governo), até seria possível reduzir a máquina estatal, mas com ações muito limitadas através o voto e disseminação do libertarismo entre a comunidade.

    Ideias?
  • joao  07/10/2013 19:46
    Servidores públicos que são leitores do IMB vão adorar esse artigo.
  • Lelê  25/02/2015 07:44
    Pois é...
    Seria interessante um artigo "parte 2" explicando este aspecto quanto aos servidores públicos honestos e trabalhadores, e como um servidor público é atraído por ideias libertárias.
    *
    Até compreendo a ideia do estado mínimo (ou zero), mas precisaria de uma cultura fortemente calcada na responsabilidade pessoal, participação, não-comodismo, etc.
  • anônimo  07/10/2013 20:00
    Brilhante!!!
    Tocou em todos os pontos com xtrema perfeição. O melhor e mais completo artigo do site sobre a índole estatal ou estatista.

    Primoroso:
    "instituições foram dotadas de plenos poderes para condicionar as mentes dos indivíduos a aceitar as virtudes da obediência e do auto-sacrifício. Aqueles que porventura resistirem a esta campanha são imediatamente rotulados de "egoístas", "insensíveis" e "reacionários", palavras que, para esta elite estatal, têm um único significado: "indivíduos que colocam seus interesses mesquinhos acima dos meus.""

    Novamente primoroso:

    "aqueles que são atraídos para o estado querem, no fundo, exercer violência sobre indivíduos inocentes e produtivos, sempre em benefício próprio, mas espertamente utilizando termos insípidos como "bem-estar", "desfavorecidos", "prosperidade", "justiça social" e "equilíbrio" como o real motivo de suas agressões."

    E ainda mais essa tirada genial:

    "A ânsia em salvar a humanidade é quase sempre uma máscara para disfarçar a ânsia em governá-la".

    Perfeito artigo.
    Deveria ser reproduzido em massa e destacados seus trechos mais geniais.
  • Pedro.  07/10/2013 20:27
    Essa é a grande chave da questão, atente-se para isso:

    " instituições foram dotadas de plenos poderes para condicionar as mentes dos indivíduos a aceitar as virtudes da obediência e do auto-sacrifício. Aqueles que porventura resistirem a esta campanha são imediatamente rotulados de "egoístas", "insensíveis" e "reacionários""

    Isso tinha que ser muito refletido para se entender bem oq sustenta o apreço pela escravidão.
    É a MORAL DO ESCRAVO que vem sendo incentivada.

    - Egoísta é o sujeito que pensa mais em si mesmo do que em mim!

    Os egocêntricos, que ambicionam moldar o mundo, tudo a sua volta, a seus próprios interesses são os grandes inimigos do egoísmo.

    Pense-se nisso!

    Egoista é aquele que pensa em si mesmo, já o egocênctrico é aquele que pensa que todos devem pensar nele, quer que o mundo se molde a suas conveniências. Egocêntricos são SOCIOPATAS que ODEIAM OS EGOÍSTAS pq estes não admitem submeterem-se a suas conveniencias espúrias.
  • Charles  07/10/2013 23:58
    Alguém poderia me fazer a gentileza de me explicar de forma clara as diferenças entre o anarco-capitalismo e o libertarianismo de esquerda?
  • Magno  08/10/2013 02:00
  • Henrique K.  08/10/2013 03:34
    c4ss.org/content/16090

    (...)

    "Os libertários de esquerda colidem com os libertários convencionais mais frequentemente quando esses últimos exibem o que Carson chama de "libertarismo vulgar" e o que Roderick Long chama de "equivalentismo de Direita." Essa atitude consiste em julgar os negócios estadunidenses no ambiente estatista de nossos dias como se estivessem tendo lugar num mercado emancipado. Assim, embora os libertários não esquerdistas teoricamente reconheçam que as grandes empresas gozam de privilégios de monopólio, também defendem as corporações quando elas ficam sob ataque da esquerda, argumentando que se elas não estivessem servindo aos consumidores, o mercado competitivo as puniria. "Os libertários vulgares apologistas do capitalismo usam a expressão 'livre mercado' em sentido equívoco," escreve Carson, "[E]les parecem ter dificuldade em lembrar, de um momento para o seguinte, se estão defendendo o capitalismo realmente existente ou princípios de livre mercado."

    Sinais de equivalentismo de Direita podem ser vistos na defensividade dos libertários convencionais comuns diante da crítica esquerdista de desigualdade de renda, estrutura corporativa dos Estados Unidos, altos preços do petróleo, ou sistema de saúde. Se não há livre mercado, por que ser defensivo? Geralmente você pode deixar um libertário não esquerdista louco ao comparar a Europa Ocidental favoravelmente em relação aos Estados Unidos. Quanto a isso, Carson escreve: "[S]e você se denomina libertário, não tente enganar ninguém dizendo que o sistema estadunidense é menos estatista do que o alemão só porque mais aproveitadores de assistencialismo excessivo vestem terno com colete… . [S]e estivermos escolhendo entre níveis iguais de estatismo, obviamente ficarei com aquele que pese menos no meu pescoço."

    Fiéis a sua herança, os libertários de esquerda lutam em favor de outros grupos oprimidos: os pobres, as mulheres, pessoas de cor, gays, e imigrantes, documentados ou não. Os libertários de esquerda veem os pobres não como oportunistas preguiçosos, e sim como vítimas das miríades de barreiras do estado à ajuda autônoma, ajuda mútua, e educação decente. Os libertários de esquerda naturalmente opõem-se à opressão das mulheres e das minorias pelo governo, mas desejam também combater formas não violentas de opressão social tais como racismo e sexismo. Visto essas não serem levadas a efeito pela força, as medidas usadas para oposição a elas também não podem implicar força ou o estado. Assim, pois, discriminação sexual e racial devem ser combatidas por meio de boicotes, publicidade e manifestações, não violência ou leis antidiscriminação. Para os libertários de esquerda, o racismo sulista de balcão de lanchonete foi melhor combatido por meio de as pessoas sentarem-se pacificamente do que com legislação de Washington, que meramente ratificou o que a ação direta vinha conseguindo sem ajuda da elite branca."

  • Pedro.  08/10/2013 12:30
    Estatismo, assistencialismo e imposições para caridade forçada e etc., IMPLICAM EM AUSENCIA DE LIBERDADE!

    Portanto, quem advoga O INICIO DA VIOLÊNCIA CONTRA INOCENTES seja lá sob que argumento ideológico for, NÃO PODE SER CONSIDERADO LIBERTÁRIO.

    Trata-se de um OXÍMORO inaceitável, nem mesmo como metáfora é possivel tal.

    Essa confusão é deliberada e conveniente tanto a conservadores que fofocam misturando libertários com esquerdistas que defendem o inicio da violência contra inocentes sob uma fajuta defesa do ALTRUÍSMO, bem como conveniente ao esquerdismo que acusa libertários de serem conservadores para a estes misturar as manias ideológicas conservadoras, igualmente defensora do inicio da violência sob pretextos altruistas e mesmo nacionalistas.

    Enfim, libertários NÃO SÃO COLETIVISTAS, defendem a liberdade igual para todos e que ninguém pode iniciar a agressão seja jlá sob que pretexto for. SÓ ISSO PODE SER CONSIDERADO A DEFESA DA LIBERDADEE.

    Portanto, conservadores e socialistas/esquerdistas jamais, sob hipótese alguma, poderão ser confundidos com libertários. Afinal possuem muitos pontos em comum entre si, mas nenhum ponto em comum com os que defendem a liberdae. Conservadores nem mesmo defendem um mercado livre, mas um mercado qse livre.

    A confusão promovida por FOFOCAS e muito dinheiro nos bolsos de defensores de intervenção, sejam conservadores ou esquerdistas (que se uniram contra as idéias liberais desde sempre) é favorável ao status quo, conservador-socialista.

    Aliás oq mais há são conservadores socialistas, defensores da intervenção em nome das tradições e do altruismo compulsório.

    O pior inimigo dos libertário é o conservador, é o FOGO "AMIGO" que ataca e descaracteriza as idéias, pois que tão ou mais fofoqueiros que os esquerdistas.
  • Pedro.  08/10/2013 11:21
    Alguém poderia fazer a gentileza de me explicar de forma clara as diferenças entre o conservadorismo e o mercantilismo ou intervencionismo?

    Afinal, os conservadores combateram os liberais sendo em seguida acompanhados pelos marxistas.
    Aliás, o socialismo marxista surgiu exatamente como uma reação às idéias liberais que ganhavam corpo.
    Assim, foi colocado um "bode na sala" ou o tal fantasioso "comunismo" agora ateu, pois que antes o "comunismo" havia sido defendido por Thomas Moore (Morus) em sua Utopia. Claro que os admiradores de Morus via terceira mão não comentam e nem sabem que Morus defendia a escravidão de criminosos e foi o inventor do "ESTADO de SÍTIO" pois que em sua Utopia era proibido falar de politica sem que as autoridades estivessem presente. Aliás Morus, O HUMANISTA, também propunha mutilação a prisioneiros. Quanto a escravidão de bandidos eu concordo, pois que se não respeitam a propriedade alheia não devem ter a sua respeitada, a reciprocidade é absolutamente justa. Mas não só propunha a escravidão de facinoras, mas tb dos derrotados em guerra e prisioneiros não só facinoras. Aliás preconizava a pena de morte para supostos "conspiradores" contra a sua Utopia. Este é o grande humanista cristão católico fervoroso muito defendido por "comunistas" e marxistas.

    Platão é outra celebridade muito cultuada, embora sua república fosse um modelo pretensamente aristocratico e socialmente hierarquizado. Defendido e cultuado por marxistas numa flagrante contradição, pois que não há possibilidade de sociedade dividida compulsóriamente em classes mais caracterizada do que a república platonica que em nada pode ser comparável ao libertarianismo.

    A conversa fiada de Marx de que o socialismo "científico" (como ditadura do proletariado) levaria ao fantasioso "comunismo" não explicado e coerentemente afirmado somente possivel através da plena abundância de bens de consumo (...mas não há dois terrenos iguais, não seria possivel a igualdade material, mas apenas fantasiosamente a absoluta abundancia de bens de consumo)
    ...Ou seja diante da antipatia que surgia contra o Estado/governo, Marx colocou uma cenoura na ponta de uma vara amarrada ao lombo do burro. Prometeu que uma ditadura sanguinária levaria a plena liberadade sem Estado. Coisa para imbecis acreditarem e safados fingirem crer.

    Não existe libertarianismo de esquerda e mesmo a anarquia como ideologia não era tão anarquica e sim algo tribal.

    Portanto essa conversa de libertarianismo de esquerda É MERA PROPAGANDA ENGANOSA muito utilizada por conservadores para tentar emporcalhar uma idéia limpa. Afinal, conservadores SÃO ESTATISTAS, defendem a intervenção estatal na vida privada e nada teem em comum com idéias libertárias mas MUITO em COMUM COM AS IDÉIAS SOCIALISTAS. A diferença entre conservadores, igualmente fanáticos ideologicos que cultuam entidades misticas como o Estado e suas autoridades intermediarias, é que não preconizam a abolição da propriedade privada, mas apenas a sua concessão aos individuos. Desde que o Estado possa nela interferir para o "bem coletivo". Fora isso conservadores teem a ambição de controlar até a vida amorosa dos indivíduos e PROIBIR relçações voluntárias como prostituição e uniões gays, consumo de drogas, vestuário, relações sexuais, anticoncepcionais, orgias particulares e até jogos de azar entre muitas proibições comprtilhadas por todos e outras por parte dos tais conservadores que chegaram mewsmo a unirem-se a comunistas marxistas em defesa do Poder discricionario do Estado.

    Aliás, Ives Gandra bem mostrou sua indole ao defender seu amigo pessoal José Dirceu através de uma empulhação mais parecida com uma fofoca. Sua motivação, além da amizade com um facinora, é que o STF sairia chamuscado como instituição confiável e isso abalaria tremendamente a confiança numa possivel isenção do poder judiciário.
    Temeroso de um incentivo ao descredito do STF como instituição, Ives (um tributarista) apavorou-se e logo veio em apoio ao STF para dar-lhe credibilidade. Afinal, para um conservador o abalo na confiança estatal é algo apavorante. Só não é apavorante para um conservador a intima amizade com facinoras socialistas, mesmo que terroristas, sequestradores e assassinos. Afinal defendem a hegemonia estatal sobre a população e apenas divergem quanto a questão propriedade privada. Onde conservadores são meia boca nesta questão e apenas defendem intervenção e não abolição da propriedade pelo Estado. Ademais, conservadores são ainda mais intrometidos na vida privada do que socialistas, emvbora estes após assumirem o Poder também interfiram nas relações privadas, mas só o fazem após tomarem o Poder, antes disso se mascaram.

    Um exemplo: durante a tal dita dura os socialistas se faziam passar por libertinos, defendiam amor livre e cenas picantes sem censura.
    Seus filmes grotestos eram semipornôs. Tão logo se aboletaram no Poder e tudo mudou, fazem mais censura que na época da tal dita dura. Cenas picantes são proibidas e nem as chacretes usam maiô, agora o politicamente correto diz que as mulheres não devem exibirem-se. censuram filmes de violência onde bandidos são devidamente revidados e etc.. Na URSS os viados não eram bem vindos entre outras intervenções conservadoras.

    Portanto essa estória de socialistas libertários é um OXÍMORO, é um contra senso em si mesmo, UMA EMPULHAÇÃO utilizada por marxistas que prometem liberdade somente depois que houver absoluta abundância de oferta de bens. Isso promovido pela ditadura do proletariado num socialismo "científico".

    Fácil perceber que Marx/Engels se valeram de palavras que faziam a tendencia do momento:

    A ciência estava prestigiada tanto quanto o repúdio ao Estado totalitário. As idéias liberais prosperavam e os socialistas utópicos a la Morus, estavam desprestigiados. Marx/Engels e cia então tomaram para si as palavras PROGRESSISTA (a idéia de progresso estava em voga) e CIENTÍFICO, AINDA TOMANDO PARA SI UMA CONTRADITÓRIA DEFESA DO FIM DO ESTADO.

    NITIDAMENTE UM MARKETING POLÍTICO!!! ...Sem poder confrontar as idéias liberais apelaram para a lambança ideológica e SE VALERAM DAS PALAVRAS DA MODA mesmo que numa aberrante e irracional contradição. ...Mas Marx sabia que a contradição move o mundo, pois que a vontade de crer deswpreza a lógica e a coerencia. Daí o sucesso das contradições ideológicas.
  • Anônimo  08/10/2013 12:54
    Explico em duas palavras: 6 meses.
  • Leonardo Couto  08/10/2013 13:51

    Olá Charles. Diferem em arcabouço teórico, raciocínio discursivo e superação das velhas doutrinas estatistas que corroem nosso mundo.

    Meu conselho forte é que você não se aproxime do "libertarianismo" de esquerda. Tentam vestir a roupa da defesa da liberdade no corpo do vitimismo e do repúdio esquerdista à hierarquias de qualquer tipo (veja sua obsessão com mutualismo etc). Não precisa ser um gênio para sabe: não vai caber.

    Se não acredita em mim, veja as ideias deles e a linha de raciocínio que eles usam para defendê-las.

    Por outro lado, você pode aprimorar-se na defesa da liberdade aqui, neste site. Há um vasto conteúdo que pode lhe introduzir à linha de pensamento libertária, e à economia austríaca.

    Um abraço.
  • Pedro.  08/10/2013 12:37
    Eis aqui a mais mortal arma contra a liberdade, a mais nociva estratégia já planejada para destruir a liberdade: (muito bem apontada no fantástico texto)

    "instituições foram dotadas de plenos poderes para condicionar as mentes dos indivíduos a aceitar as virtudes da obediência e do auto-sacrifício. Aqueles que porventura resistirem a esta campanha são imediatamente rotulados de "egoístas", "insensíveis" e "reacionários", palavras que, para esta elite estatal, têm um único significado: "indivíduos que colocam seus interesses mesquinhos acima dos meus.""

    Essa é a grande arma contra a liberdade, é a pressão moral motivada ideologicamente (por uma moral ideológica que justifica meios por alegados fins).

    Enquanto isso não for combatido, a liberdade não triunfará.
    Ou seja, conforme a história mostra, a liberdade é inevitável por conta da evolução e com ela o desprezo por misticismos ideológicos e valores morais baseados em ideologias farisaicas.

    ...mas quanto antes isso acontecer, melhor.
  • Felix  08/10/2013 23:48
    Infelizmente isso só confirma que não temos opção no atual sistema, e dificilmente este mudaria nas próximas décadas,
    Creio que o menos danoso é sempre votar na oposição, seja qual for, apenas para alternar o tirano diminuindo seu tempo de tirania, se é que isso é uma opção.
    E se um dia algum partido mais liberal conseguir ser criado, votar neste até que ganhe alguma coisa
  • Bob tupiniquim  09/10/2013 10:56
    Eu lia muito este site e sempre gostei dos artigos que tratam de economia, e sempre que posso estudo aqui os bons artigos da escola austríaca, mas sinceramente essa tendencia que tenho notado ao anarco capitalismo não é nada simpática e creio que afugenta muita gente.

    Acho que o pessoal aqui deveria separar as coisas.
  • francisco cunha  09/10/2013 15:25
    Por favor, o que voc entende por anarco capitalismo e que informações aqui já foram veiculadas que te levaram a pensar assim. O Mises e Hayek são anarco capitalistas?
  • anônimo  10/10/2013 16:41
    Desde 2008 leio este site, e a tendência sempre foi a mesma. Esse papo de que estão se tornando anarcos ou que o são é pura choradeira. Primeiro por que o IMB trata de escola austríada de economia, e ela nada tem a ver com ser Liberal, Libertário, Conservador ou o que for, e depois, é óbvio que eles não vão fazer ressalvas ao método praxeológico, que é o que norteia a Escola Austríaca, só para se encaixar a gostos pessoais de leitores. Quem tem que fazer qualquer distinção de valores, separar aquilo que considera bom ou ruim é quem lê, e não eles.
  • Bob tupiniquim  10/10/2013 15:02
    Logico que nem o Von Mises e nem o Hayek são anarcos, e seria excelente se deixassem eles fora dessa ideia do anarco capitalismo sem envolve-los nessa disputa filosófica.
  • Malthus  10/10/2013 15:14
    Sempre foram deixados e nunca foram envolvidos -- o que não significa, obviamente, que não se deve falar sobre anarcocapitalismo.

    Aliás, nunca entendi essa obsessão de alguns supostos liberais em suprimir a divulgação do anarcocapitalismo, cujo arranjo nada mais é a do que a consequência inevitável das ideias da liberdade e do não-intervencionismo sendo levadas à sua lógica final. No fundo, estas pessoas parecem temerosas de perder algum privilégio estatal.
  • Bob tupiniquim  10/10/2013 16:14
    Mathus apenas respondi a pergunta do francisco cunha se "O Mises e Hayek são anarco capitalistas?"

    No mais não creio que há obsessão nenhuma em suprimir a divulgação do anarco capitalismo, apenas evitar associação de uma coisa e outra, só isso.

    Até parece que quem deseja o funcionamento do livre mercado, apenas com a presença de um estado minimo, teme a perda de algum privilegio. Fiquei curioso em saber que privilegio seria esses num estado pequeno...

  • Pedro.  11/10/2013 10:55
    Primeiramente a questão dos adoradores do Estado é psiquica. Há uma tendência humana a cultuarb entidades mágicas pretensamente superiores ao indivíduo.

    Incas, Maias, astecas e demais primitivos ainda mais primitivos sempre inventaram entidades místicas para explicarem aquilo que desconheciam. O MEDO do DESCONHECIDO faz o humano desejar a existência de "entidades superiores" a protegê-lo. Infelizmente a fraqueza humana comparada a outros animais leva-o a ter um prazer morbido pela idéia de Poder, o prazer de subjugar. Daí que caça e mata por esporte, daí que deseja a submissão a si e exatamente por isso essa mania de Poder. Logicamente que isso leva o homem a conceber que divindades gostariam de sacrificios e humilhações perante si. Assim, não por acaso o homem criou deuses que se satisfazem com cultos a si mesmos, entidades que apreciam o sacrificio e a adoração a si como indicativo de superioridade.

    O homem cria entidades misticas caracterizadas por seus desejos de potência no sentido de Poder, ou de imposição sobre outros, como reflexo de sua frustração diante de sua fragilidade física perante demais animais.
    Assim, tem verdadeira adoração pelo Poder de subjugar e como reflexo disso inventa entidades super potentes as quais dedica culto e adoração motivado por suas próprias frustrações com suas limitações.
    Deuses e Estados são entidades místicas que representam o Poder máximo de subjugar, possuem uma potência realizadora que mitiga as frustrações do homem que em tais entidades se deseja representado, afastando de si a própria individualidade em nome da representatividade que atribui a estes MITOS. Ou seja, o homem não quer ser representante de si mesmo, ele deseja ser representado por MITOS SUPERIORES AO INDIVIDUO, pois assim pretende livrar-se da frustração com seus limites.
    Um mito representativo agregante é o "ser superior" que substitui a individualidade frustrada e pór tal esses mitos que o homem inventa o torna ANTIPÁTICO VIOLENTO ante qualquer ameaça a "superioridade" destes mitos nos quais se deseja neuróticamente representado.

    Exatamente por isso as representações como TIMES DE FUTEBOL, ou times em geral, produzem paixões estúpidas que fazem com que TORCEDORES cheguem ao absurdo de se combaterem em nome do MITO em que neoróticamente se pretendem REPRESENTADOS. Anseiam por tornarem tais mitos hegemônicos. Assim os conflitos ideológicos com suas entidades representativas misticas, as guerras religiosas e as demais disputas ideológicas onde todas CULTUAM UMA ENTIDADE REPRESENTATIVA PRETENSAMENTE SUPEIROR AO INDIVÍDUO. ...Assim surgem os coletivismos.

    O culto ao Estado não é diferente do culto a uma entidade mistica.
    O Estado como MITO exige a deferência ostensiva dos "representados" e igualmente SÍMBOLOS e IMAGENS foram inventadas para simbolizar e assim "concretizar" o MITO. Daí bandeiras, brasões e etc.. Daí também a devoção OSTENSIVA a SIMBOLOS SAGRADOS do Estado, aos quais o homem se curva em ostentação de submissão e CULTO à "superioridade" do MITO representativo sobre o indivíduo.

    Posições de sentido, curvaturas e semblantes austeros, entre outras ostentações ridiculas ante simbolos de MITOS representantes nestes representados, como abanação de bandeiras, ladaínhas de louvo e etc., compõem o culto ostensivo à entidades místicas representaivas.

    Eis aí uma iracionalidade que faz com que seja indesejável a supressão do Estado como "ENTIDADE SUPERIOR AO INDIVIDUO" e por tal com pleno direito, atribuido por seus cultuadores, sobre todos os indivíduos. Como se a "vontade do Estado" fosse a sabedoria suprema inquestionável. Afinal o Estado como mito representativo deve impor-se aos indivíduos e assim mitigar a frustração daqueles que cultuam o Estado como MITO REPRESENTATIVO superior tudo mais.

    Ou seja, para estes misticos contemporâneos a idéia de que o Estado mistico possa ser superado para o surgimento de grupos prestadores de serviços à população, sem uso de arbítrios impostos aos indivíduos, desfaz essa representatividade fantasiosa e põe por terra o desejo de representatividade "supeior". É como se uma proposta para que os times não mais existissem como entidades, havendo então apenas competições como espetáculo e não mais como disputa de representações. Sem ter em que se fazer representado para sentir-se "superior" ao reles indivíduo, muitos cairiam em profunda depressão.

    Eis o mito do Estado, entre tantos outros, mitigando frustrações com a individualidade!!!
    Essa representação é um interesse psicológico que supera qualquer interesse material.

    Abs.
  • anônimo  11/10/2013 13:34
    Puxa Pedro., já conseguiram provar cientificamente que Deus não existe?

  • Leonardo Couto  10/10/2013 16:17

    Mises compactuava com a secessão.

    Ele não considerava legítimo um estado cuja adesão fosse compulsória, sob nenhuma prerrogativa.

    Sua defesa se dava a uma minarquia voluntária, Bob.

    Confira este artigo: A posição de Mises sobre a secessão
  • anônimo  11/10/2013 21:33
    E é realmente a posição mais racional. Um monte de gente diferente, obedecendo leis diferentes e vivendo tudo junto, só na cabeça de um maluco isso pode dar certo.
  • Eloy Seabra Jr.  14/06/2014 12:48
    "O estado é quase que universalmente definido como um sistema que usufrui um monopólio legal do uso da violência e das decisões jurídicas supremas dentro de um dado território."

    É fácil convencer as pessoas a lutar contra qualquer coisa forçosamente definida deste modo. Falta ver algum anarco-capitalista criticar o estado utilizando a ideia de estado do iluminismo. Quem lê autores anteriores a Max Weber logo percebe que o estado, como definido nesse artigo, tem uma definição heterodoxa criada com propósitos anti-estatistas.
    Classicamente o estado é definido como o corpo de leis de um grupo de pessoas, algo intimamente ligado ao conceito romano de nação, onde nação seria um grupo de pessoas submetidas a um mesmo código legal. Daí os anarco-capitalistas caem no paradoxo da propriedade privada, a propriedade privada é uma instituição legal, portanto, classicamente atribuída ao estado, logo sem estado, no sentido clássico, não há propriedade privada, e, por consequência, não há capitalismo.
    Acho que todas estas discussões sobre o "estado" são falaciosas, apenas promovem o ódio ao "estado" sem ao menos discutir definições alternativas do termo. Daí o inocente lê um artigo desses, lê a contra-capa de alguns livros de John Locke, J.J Rousseuau, etc e logo os descarta sob o rótulo de "pró-estatistas".
    Falta honestidade no texto.
  • joao  14/06/2014 13:53
    "a propriedade privada é uma instituição legal, portanto, classicamente atribuída ao estado"

    1) Todo indivíduo pertence a si mesmo.
    2) Indivíduos existem antes de existir corpo legal formal ou estado.
    3) Logo, a propriedade privada é anterior à Lei e ao estado.


    Ademais, definir o estado como corpo de leis de um grupo é uma definição superficial. Quem escolheu essas leis? Quem escolheu os "aplicadores" das leis? De onde emerge sua autoridade?


    É muito diferente um grupo de pessoas escolher seu corpo de leis e de aplicação das mesmas, do grupo de pessoas que não teve nenhuma opção. E por fim, qualquer estudo básico de moral conclui que é impossível agir moralmente quando coagido. Não existe decisão moral, sem poder de decidir.

    Pelo menos logicamente, a definição adotada por Oppenheimer é boa. Mas concordo que seria interessante conhecer outras definições de estado, pelo bem do debate.
  • Eloy Seabra Jr  14/06/2014 18:01
    Quanto a "Todo indivíduo pertence a si mesmo" isso não possui garantias naturais, é uma instituição social (recente e não universal, inclusive).
    Compreendo que "definir o estado como corpo de leis de um grupo" não explica muita coisa, mas considero isso positivo, perigosas são as definições que trazem em si as conclusões do discurso.
    Para mim a grande armadilha da definição de estado utilizada no texto é utilizar um símbolo que possuía anteriormente outro significado e tentar ligar as conclusões ao significado original.
    Hoje em dia existe uma tendência a fusão dos termos sociedade, estado, governo e administração pública e isso tem empobrecido a discussão, o que me parece proposital e desonesto.
  • gabriel  14/06/2014 16:46
    minarquia voluntaria não é igual a anarco capitalismo mas em outras palavras?
    O que muita gente parece não levar em conta é que anarco capitalismo não é necessariamente a não existência de entidades organizativas, mas apenas a não obrigação de associação a elas. Até o sistema democrático atual pode ser conseguido dessa forma, com a única diferença da possível secessão a nível individual (claro que essa diferença inevitavelmente o tornaria diferente do atual na pratica)...
    Defender a secessão até o nível individual e o anarco capitalismo me parece exatamente a mesma coisa em outras palavras.

    Caso alguém encontre um erro nessa lógica gostaria que me explicasse, pois esse é o conceito que tenho até o momento e não gostaria de usar de maneira equivocada.
  • Malcom Dulles  15/12/2018 20:22
    Exato o texto. Exemplo: Família Bolsonaro


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