clube   |   doar   |   idiomas
A perseguição do estado aos automóveis

O estado moderno foi criado e construído sob a crença de que traria o progresso material para o mundo.

E como as coisas mudaram.  Houve uma época em que, por mais equivocadas que fossem as políticas adotadas, elas ao menos tinham a intenção de acelerar o progresso.  Hoje, ao contrário, o mesmo estado se esforça para reverter o progresso de todas as maneiras possíveis.  Pior ainda: ele até mesmo se vangloria das coisas "gloriosas" que está fazendo para tornar nossas vidas ainda mais miseráveis. 

Ele inclusive tem a cara-de-pau de se auto-elogiar dizendo que, sozinho, é capaz de fazer retroceder nossa constante batalha em busca de uma vida melhor.  E, em troca disso, ele espera que sejamos gratos aos nossos senhores de engenho — e que paguemos por esse privilégio.

Estes são os pensamentos que cruzaram minha mente ao ler esta reportagem do The New York Times: Europa atormenta motoristas em prol de paraíso para pedestres.  (Ou, no Brasil, Automóvel será vetado no centro de SP no Dia Mundial Sem Carro).

Sim, é isso mesmo: políticos não estão tentando facilitar o ato de dirigir um automóvel; ao contrário, querem torná-lo mais problemático e irritante, e tudo com o intuito de que as pessoas abandonem seus carros, esqueçam-nos e voltem a andar a pé, exatamente como era antes da invenção da roda.

Agora, sinceramente: o fato de que você pode entrar em um dispositivo de aço, dirigi-lo a altas velocidades e ir aonde quiser é algo que tem de ser considerado como uma das maiores façanhas da história da humanidade.  Isso representou a libertação da vontade humana.  Nos últimos 100 anos, sempre que encontrávamos o progresso, a alegria e a satisfação humana, lá estava o automóvel.  O automóvel chegou muito perto de sobrepujar os grandes problemas gerados pela escassez de tempo e de espaço, além de ter-nos tornado capazes de realizar tarefas essenciais.  Além de nos permitir trabalhar, residir e fazer compras onde queremos, o automóvel também nos dá a liberdade de viajarmos para onde quisermos, fazendo com que cheguemos a cada um desses locais em uma fração do tempo que nossos ancestrais demoravam.

E o que o estado resolve fazer?  Ele tenta acabar com tudo isso.  "Governos estão criando ambientes urbanos abertamente hostis aos automóveis", diz o Times.  "Os métodos variam, mas a missão é clara: tornar o uso do carro algo caro e impossível o suficiente para fazer com que os motoristas optem por meios de transporte mais sustentáveis."

Será que estes políticos estão ao menos cientes de que estão meramente ressuscitando o plano de transportes de Mao Tsé-tung?  Quando Mao chegou ao poder em 1950, ele declarou que a China seria um zixingche de guo, o Reino das Bicicletas.  A bicicleta era um dos três itens que todos os cidadãos obrigatoriamente deveriam ter (os outros dois: um relógio e uma máquina de costura).  A bicicleta supostamente deveria ser um grande símbolo da igualdade e da disposição do cidadão em utilizar os próprios músculos para trabalhar pelo triunfo do socialismo.

E assim já está acontecendo ao redor do mundo ocidental, por enquanto de maneira mais proeminente na Europa, onde ruas estão sendo fechadas, estacionamentos estão sendo demolidos, e a gasolina está sendo tributada ao ponto de torná-la inacessível para o mais pobres — nada mais elitista.  Em vários locais, os limites de velocidade estão sendo reduzidos a um valor equivalente ao de uma caminhada, e, em outras localidades, os carros estão sendo completamente banidos.  A ideia não é a de construir a grande utopia socialista, mas sim a de "salvar o ambiente" — e que se dane o bem-estar dos seres humanos que pagam os impostos que permitem a estes governos existir e prosperar.

É tudo pela natureza?  Não, essa é apenas uma das justificativas.  No caso da Europa, os políticos também estão dizendo que as ruas são muito estreitas para lidar com um alto tráfego de automóveis, uma vez que a maioria delas foi construída antes da invenção do automóvel.  Isso é estranho: as ruas nos EUA também são anteriores ao automóvel, mas os americanos — como o empreendedor Brigham Young, que construiu Salt Lake City — tiveram a ideia de fazer suas ruas largas o suficiente para permitir que carruagens pudessem dar meia-volta.  Na maioria das vezes, o verdadeiro motivo é que os "planejadores urbanos" simplesmente não gostam de carros e, consequentemente, como afirma a reportagem, "em geral concordam que um aumento no uso de carros não é desejável para as cidades."

O problema com os "planejadores urbanos" é que eles não pensam nas pessoas como sendo indivíduos com interesses próprios e que agem de acordo com seus próprios planos, resultando disso uma ordem espontânea que torna as cidades grandiosas.  Ao contrário, eles querem planejar tudo — como se possuíssem um olhar de águia sobre toda a cidade e realmente fossem oniscientes —, e obrigar todas as pessoas a obedecer aos seus caprichos, mesmo que estes sejam deprimentes.  Na pior das hipóteses, estes planejadores estão secretamente horrorizados pela visão de milhões de pessoas vivendo bem e cuidando de suas próprias vidas, e, assim como Mao, clamam desesperadamente por aquilo que acreditam ser um sistema mais ordeiro.

Armados com o poder do estado contemporâneo — que está destruindo a prosperidade e o avanço civilizacional porque, na realidade, é somente isso que o estado sabe fazer bem —, os planejadores urbanos estão realmente conseguindo seus objetivos.  Mas a que custo?  Reverter um século de progresso é uma boa maneira de melhorar nossas vidas?  Os planejadores juram que sim, pois não apenas eles têm outras ideias sobre como nossas vidas deveriam ser, como também querem nos obrigar a aceitar suas imposições.  Eles querem que as cidades sejam mais parecidas com um viveiro de formigas do que com um local onde as pessoas escolhem, sonham e realizam.  A existência estática de operários e camponeses sob o comunismo parece ser um arranjo muito mais parecido com o mundo com que sonham.

A questão é que o automóvel nunca realmente foi bem visto pelos governos.  O automóvel é produto do mercado, e é utilizado por pessoas que querem alcançar objetivos individuais.  Em meu livro It's a Jetsons World, mencionei que, se o governo não fosse o proprietário das ruas e se ele não regulasse de maneira tão pesada as inovações nos meios de transporte, já poderíamos estar usufruindo carros voadores a esta altura.  É claro que esta minha afirmação não pode ser comprovada e nem refutada, mas é assim mesmo em um mundo no qual não há como se verificar alegações a respeito do que poderia existir na ausência de controles estatais e de medidas punitivas sobre a inovação e a produção.

Pense no quão pequeno está sendo o progresso mesmo naquelas localidades em que o automóvel é tolerado.  Recentemente, um novo modelo do Honda Accord passou por mim e eu pensei que fosse um Lexus.  Logo depois, um Lexus passou por mim e eu jurava que fosse um Accord 1995.  E então pensei: os carros estão realmente se aperfeiçoando ou será que estamos apenas girando em torno de estilos e designs?  É isso o que fazem empresas de setores nos quais os consumidores querem apenas inovação no estilo, mas não na estrutura (roupas masculinas, por exemplo).  Mas isso não é verdade para o setor de transportes.  Sim, há novos apetrechos de segurança e alguns penduricalhos a mais nos carros.  Mas por que os "carros-conceito" das principais fabricantes nunca chegam às ruas?  Quais inovações estamos perdendo?

Foi após pesquisar tudo isso que resolvi escrever um artigo específico sobre o assunto.  [Ver Por que os carros de hoje são todos iguais].  O fato é que há um vasto aparato de planejamento central controlando a produção de carros.  Há imposições de emissão e de consumo, há regulações sobre absolutamente tudo, do pneu ao ar-condicionado, há leis federais sobre segurança e tamanho do motor, e há vários outros milhares de quesitos.  Não há um único elemento do carro que não esteja sujeito a alguma regulamentação específica, inclusive o formato exato das luzes de alerta no painel.  Qual espaço realmente restou para inovações?

Tudo ocorre exatamente como Bastiat havia alertado que ocorreria em uma economia mista.  Jamais saberemos ao certo quais inovações não puderem existir e jamais farão parte de nosso mundo por causa das regulações que paralisam os inovadores.  Jamais saberemos ao certo quais tipos de bênçãos materiais poderiam estar amplamente disponíveis não fosse a espoliação diária de capital e criatividade que ocorre sob os auspícios do leviatã.

Governos sempre foram inimigos do progresso, mesmo quando alegam querer o progresso.  Nos últimos anos, estamos ouvindo declarações cada vez mais francas desta gente (proibição de sacola plástica é apenas o começo).  Eles querem o retrocesso, e querem isso com volúpia.  Caso vençam, o único terreno que ainda vivenciará um progresso real será aquele criado no universo digital, o qual os planejadores são muito lentos (e muito idiotas) para regular e, com isso, incapazes de nos levar de volta à Idade da Pedra que eles consideram ser o ideal.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Pedro.  21/09/2013 17:59
    faz bastante tempo que afirmei que ainda se teria que aceitar que apenas funcionários bem graduados do governos e se3us agregados teriam o direito (positivo: determinado pelo governo) de andar de carro. TAL QUAL ACONTECE COM AS ARMAS.

    O proprietário de veiculos veem sendo massacrado moralmente.
    Paulatinamente se vem acusando proprietários particulares de veiculos de serem um mal. Porém, a industria automobilistica produz mega impostos e mega corrupção dado o seu tamanho.

    mas é bom lembrar oq ocorreu com o cigarro. Apesar de fornecer uma arrecadação gigantesca era uma industria atacada/chantageada por corruptos e cada vez mais se adicionou imposto ao cigarro até que esta enfraqueceu e então tem sido combatida canalhosamente. Contudo, os Castros são produtores de fumo e charutos e importam mesmo do brasil o fumo. Talvez o fumo (cigarros, charutos) venham um dia ser qse um monopólio cubano. Aliás industrias de fumo tem feito muitos negócios com Cuba e seus acionistas lá vão fazer viagens e prosear com os ditadores.

    Os veiculos vão pelo mesmo caminho, a industria automobuilistica tem sido sugada por corruptos e quando derem por si, será tarde.

    Será lindo um pais onde apenas a hieraarquia estatal e seus agregados póderão andar de automoveis, tal como ocorre com as armas.
    Na URSS e seus agregados HAVIAM SHOPPINGS E LOJAS ESPECIFICAS PARA A ALTA GHIERARQUIA PARTIDADRIA. A IDEIA DE CONDOMINIOS PRIVATIVOS ONDE A POPULAÇÃO NÃO PODIA VER SEUS DONOS DESFRUTANDO DOS LUXOS CAPITALISTAS QUE CONDENAVAM, FOI UMA IDÉIA DA HIERARQUIA urss QUE ESPALHOU POR PAISES AFRICANOS MISERÁVEIS OS "OASIS DE PROPSPERIDADE" (RESORTS) ESPECIFICOS PARA A ALTA HIOERARFUIA ESTATAL E AGREGADOS (incluso tecnicos e prestadores de serviço estrangeiros, grandes empresas e que tais).

    Nestes oasis de prosperidade para apaniguados existem shoppings com boites, restauirantes, lojas de toda sorte de artigos finos e etc.. Executivos de empreiteiras se encantam com tal canalhice a custa da miséria da população. São esas ilhas da fantasia que encanta oligarcas e salafrarios de rolex no mundo todo.

    Curiosamente a midia NUNCA FALA DESTAS ILHAS CAPITALISTAS EM MEIO A PAISES MISERÁVEIS NA AFRICA. "ILHAS" RESTRITAS A AUTORIDADES (seus familiares) e PRESTADORES DE SERVIÇOS E ASSOCIADOS ESTRANGEIROS. É inojante as loas por estes executivos proferidas aos sistemas totalitários africanos, sobretudo por tecnicos que lá passam alguns anos sem JAMAIS TEREM CONTATO COM A POPULAÇÃO MISERÁVEL QUE OS SUSTENTA LUXUOSAMENTE.

    Não duvido que em algumas decadas, falando-se contra o CONSUMISMO desvairado da sociedade, ainda aconteceça de vasos sanitários, sapatos e tenis, eletrodomesticos e etc. ainda venham ser privilégio exclusivo de uma NOVA NOBREZA SOCIALISTA E IGUALITÁRISTA ...dos outros.

    Não duvido q oq acontece com as armas venha a acontecer com tudo mais, ante a impossibilidade de produção em massa dados condiçõe políticas de achaque da população.

    Para netos e bisnetos o mundo que se apresenta, SE NÃO MUDAR, será talvez ainda pior do que a idade das trevas, pior que o velho FEUDALISMO E SUA SOCIEDADE HIERARQUIZADA.

    Ou muda ou créu!!!
  • Leninmarquisson da Silva  24/09/2013 01:54
    Pois é. Difícil saber o objetivo final dessa putada, mas acho que querem se elevar ao status de "deuses".

    Não basta que eles façam o povo pagar por seus carros de luxo enquanto os limitam a andar em latas de sardinha com rodas, é preciso mais. Quanto maior for o abismo entre nós e eles, maior a satisfação dessa putada.
  • Vitor  21/09/2013 19:06
    Jeffrey, na minha opinião, seus argumentos são grosseiros, sem fundamento. A industria automobilística é um dos nichos de maior impacto na geração de riqueza mundial de forma direta e indireta.É literalmente o motor da economia, movimentando diversas outras indústrias e suas cadeias produtivas.Cito como exemplos: a petrolífera (combustíveis), siderúrgica (matéria-prima),serviços (manutenção) e construção civil(vias e acessos).Desse fato , segue algumas ponderações: Primeiro, toda essa cadeia é também fonte de receita dos governos, através dos impostos. Uma luta por redução desta cadeia produtiva e seus impactos no PIB mundial causariam também uma redução das finanças governamentais.Partindo de um pressuposto socialista, essa redução de produtividade aumentaria a capacidade ociosa das populações, gerando maiores dependência sociais , o que seria outro tiro no pé dos governos.Segundo, a conjuntura da vida moderna demanda por transporte, e a redução do uso de veículos sem uma reposição dessa capacidade de locomoção fatalmente desencadearia inflação.Até mesmo em países subdesenvolvidos, onde a população não entende os movimentos da economia, a inflação pode desgastar a imagem de um governo perante seu povo.E o governo brasileiro já sentiu isso na pele no passado. Do meu ponto de vista, acho válido o estímulo à redução do uso de veículos particulares em grandes cidades com o objetivo de melhorar o fluxo de pessoas e cargas, reduzindo os congestionamentos e a poluição nestes locais. Com a contínua aglomeração e verticalização que ocorre nos grandes centros urbanos, a tendência natural é o número de carros deteriore cada vez mais as condições de movimentação, prejudicando a qualidade de vida de todos.Visto que os governos supostamente agem com consciência dessa necessidade de redução, em contrapartida é necessário que demonstrem consciência da necessidade de maior capilaridade e condições dos transportes públicos ou alternativos.Acho que esse sim é um bom debate a ser proposto.
    Esse é uma das poucas situações em que a intervenção do governo é realmente necessária, e benéfica se bem executada.
    Devo concordar no que diz respeito ao excesso de regulamentação sobre a indústria, que limita a inovação e experimentação.
    Concluindo, a sustentabilidade é , não apenas para a proteção do meio ambiente, um fator indispensável para o futuro , não associável a linhas de pensamento liberais ou intervencionistas.
  • Angelo Viacava  22/09/2013 12:55
    Vitor:

    Mas tudo o que não existe é verticalização das cidades. Com a proibição da construção de prédios mais altos e de uso misto, cada vez se afasta mais as pessoas de suas atividades, obrigando-as a utilizar transportes de todo tipo.

    Prédios obrigados a terem vagas de garagem, encarecendo o preço do m² do imóvel também são amostra da sede governamental por controlar nossas vidas. Quem não tem carro é obrigado a pagar mais caro por um apartamento com vaga, porque naquelas vagas poderiam haver outros apartamentos, ou simplesmente não terem sido construídas, baixando o custo da obra.

    Ou se poderia dividir um prédio de apartamentos com lojas e escritórios, reduzindo custos condominiais, permitir aos moradores locais - alguns - a trabalharem em seus próprios prédios ou em prédios próximos a suas moradias, evitando o uso de transportes.

    Eu poderia trabalhar em uma loja localizada no térreo de meu prédio e ganhar R$ 1.000 por mês e gastar só dez minutos por dia em deslocamento, almoçar em casa tranquilamente, ou optar por trabalhar em outro lugar por R$ 1.500, só que me deslocando quatro horas por dia num transporte estressante e de baixa qualidade. Só que a primeira escolha já me tiraram por força de lei. Então torna-se impossível saber qual seria minha escolha se algumas opções já me são proibidas por intervenção estatal.

    O mais pobre acaba sendo obrigado a morar na periferia, muito longe do trabalho, inevitavelmente, porque foi corrido dos centros urbanos pelo mais alto custo dos imóveis. Custo este promovido pelas leis de ocupação urbana. Acarreta que usará muito transporte para chegar ao trabalho ou aonde queira, pois tudo fica mais longe. Pessoa que gastam três, quatro ou mais horas de seu dia só em deslocamento. Não é o carro o problema, mas o governo, seus burocratas e suas manias de onissapiência e onipotência os grandes causadores do estrago urbano em que vivemos.
  • Rodrigo  23/09/2013 00:40
    Vitor, pressuponho que voce se desloque de carro. Isto, porque geralmente quem nao tem carro quer é que os preços baixem para comprar um. Logo, você pode começar por você mesmo. Passe a andar de bicicleta ou de 'busão'. Tente, logo em seguida, convencer todos os seus amigos a fazer o mesmo. Sucesso pra você! Sinto que tarás que desistir de sua jornada... A única forma de impor o que você quer é através de leis, cuja concordância dos cidadãos os parlamentares não terão. Isto mostra a ilegitimidade de leis restritivas das liberdades civis. Os parlamentares, eleitos pelo povo e os administradores públicos, 'iluminados' divinamente, querem impor seus projetos malucos, à revelia da vontade dos cidadãos. O nome disso é desrespeito.
  • Guilherme  21/09/2013 19:22
    Vítor, o artigo cita fatos, e não opiniões. Leia com mais atenção e com menos emotividade. E, se possível, aponte o trecho específico que contenha as tasi "argumentações grosseiras e sem fundamentos".
  • vitor  21/09/2013 23:54
    Guilherme:
    "A ideia não é a de construir a grande utopia socialista, mas sim a de "salvar o ambiente" — e que se dane o bem-estar dos seres humanos que pagam os impostos que permitem a estes governos existir e prosperar."

    "Na maioria das vezes, o verdadeiro motivo é que os "planejadores urbanos" simplesmente não gostam de carros e, consequentemente, como afirmar a reportagem, "em geral concordam que um aumento no uso de carros não é desejável para as cidades."

    "Na pior das hipóteses, estes planejadores estão secretamente horrorizados pela visão de milhões de pessoas vivendo bem e cuidando de suas próprias vidas"

    "Armados com o poder do estado contemporâneo — que está destruindo a prosperidade e o avanço civilizacional porque, na realidade, é somente isso que o estado sabe fazer bem"

    Guilherme, esse artigo cita alguns fatos e algumas outras opiniões, mas claramente também é uma opinião. O radicalismo com pouca base racional leva qualquer opinião ao descrédito.
  • Guilherme  22/09/2013 00:42
    O primeiro, o segundo e o quarto parágrafo são fatos. Já o terceiro parágrafo faz uma conjectura sobre a pior das hipóteses, e o artigo em momento algum se apoia neste ponto. Sigo no aguardo.
  • anônimo  22/09/2013 01:29
    O artigo não se apóia mas é a pura verdade.
  • Gustavo BNG  21/09/2013 22:03
    Artigo formidável.
    Agora há pouco li o artigo Engenharia da complacência, sobre a perseguição estatal aos fumantes, no livro O Mínimo Que Você Precisa Saber Para Não Ser Um Idiota, de Olavo de Carvalho.
    Essas perseguições são engenharia social pura.
  • Pedro.  23/09/2013 14:13
    Perfeito caro Gustavo BNG.

    É de fato engenharia social.
    No exército, por exemplo, é preciso transformar o soldado num amimal adestrado. Afinal ele terá que ceder sua vida para que os governantes (hierarquia estatal, não só os visiveis politicos e "autoridades") se mantenham usufruindo dos luxos e caprichos impostos à população para sentirem-se senhores, superiores a "ralé plebéia" que deles necessita, como se animais de estimação.

    AQ indústria do cigarro também criava muitos empregos e sob a égide do mal do fumo os impostos aumentavam continuamente e as industrias tinham que pagar vultuosas propinas a partidos e políticos e associados. Por fim, com toda a PUJANÇA ECONÔMICA da INDUSTRIA DO FUMO, depois de estorqui-la ao extremo, há governo que a sufoca e esta tem diminuido. Se bobear fica quase uma exclusividade cubana ainda. Basta ver os negócios do fumo em cuba, as multinacionais lá estão.

    A bebida alcoolica também é uma fonte de renda e de impostos que vem sendo achacada por governos, igualmente sob a égide de ser o alcool um mal.

    O mercado das drogas, restrito a bandidos cujo comando não é destes favelados sem condições de tornarem-se grandes chefões sem a participação da alta hierarquia estatal (um governador lá da região norte afirmou isso, ficou no esquecimento).
    Este mercado das drogas tem crescido enormemente, sobretudo por controlado pelo estado. Afinal, o Estado pode perseguir concorrentes de seus aliados sob a égide do mal das drogas. Assim, apenas os "bandidos amigos" prosperarão sob a segurança do estado.

    É bom notar que o Estado não conseguia, assim afirmava, combater os traficantes nas comunidades e nelas os traficantes permaneciam. Tecnicamente um absurdo.

    Então MILICIAS CONSEGUIRAM BOTAR OS TRAFICANTES PARA FORA DE MUITAS COMUNIDADES. Milicias que não traficavam. Estas cobravam de comerciantes com elas anuentes e mesmo não anuentes (eles deram inicio a estas). As milicias cresceram e já no eram mais seguranças ou justiceiros, tornaram-se um bom negócio e passaram a explorar serviços e em troca nada de criminosos ou traficantes.

    ORA, O ESTADO QUE NÃO CONSEGUIA EXPULSAR TRAFICANTES, CONSEGUIU EXPULSAR AS MILICIAS QUE CONSEGUIRAM EXPULSARAM OS TRAFICANTES.!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    ...E o pior, expulsas as milicias e fazendo-se UPPs, aproveitado o marketing do momento, OS TRAFICANTES TEM VOLTADO PARA AS COMUNIDADES, digo voltaram a aparecer. aGORA COM AS COMUNIDADE ATÉ MELHOR PREPARADAS, COM OBRAS, PARA FACILITAR O TRAFICO DE DROGAS.


    Voltando a enge3nharia social:
    O soldado é constantemente HUMILHADO sem chance de reação. Cada vez que é humilhado sente-se menos revoltado, pois que vai ficando CONDICIONADO À SUBSERVIÊNCIA A SEU SUPERIOR. Por fim, não é mais que um cão adestrado capaz de dar a própria vida por seus donos.
    Não é por acaso que chama-se ADESTRAMENTO MILITAR.

    Com a população é exatamente isso que ocorre.

    Cada vez lhe são impostas mais contrariedades, mais proibições, mais humilhações. CONFORME A POPULAÇÃO VAI TORNANDO-SE CADA VEZ MAIS SUBSERVIENTE, MAIS IMPOSIÇÕES, CONTRARIEDADES E HUMILHAÇÕES ATÉ QUE SE TORNE UMA MASSA ADESTRADA QUE ACEITA A SERVIDÃO VOLUNTÁRIAMENTE. Acreditando na superioridade e no direito das autoridades ou hierarquia estatal sobre si.

    No FEUDALISMO, por exemplo, A IDÉIA DA NOBREZA ("sangue azul") FOI FRUTO DE UM CONDICIONAMENTO. Assim a população que trabalhava sentia-se inferior naturalmente e admitia o EXDRÚXULO DIREITO DA NOBREZA SOBRE A PLEBE.

    Isso não ocorreu por acaso não.
    O sistema de castas não difere e é aceito.

    Portanto, não espanta que muitos delirem com paises segregados em castas ou grupos hierarquizados com direitos sobre os "inferiores" sendo aceito bovinamente pela população.

    O argumento de que a industria automobilistica é fonte de renda e prosperidade estatal não se firma ante o ocorrido com a INDUSTRIA do FUMO e da BEBIDA ALCOOLICA.

    Bom lembrar a lei seca americana.
    Ante as possibilidades segregacionistas que o socialismo permite criando uma sociedade hierarquizada com pretensão de estanqueidade, não surpreende que em nome de NOVAS SALVAÇÕES DO MUNDO OU DA HUMANIDADE os pulhas maníacos se dediquem a qualquer coisa que os faça sentirem-se "salavadores" da humanidade e POR TAL MERECEDORES DE PRIVILÉGIOS.

    São maníacos e espertalhões unidos e nenhuma razão ira demove-los de seus delírios.
    Pouco estão se importando com a economia. Vide o ataque ridículo ao "CONSUMISMO" como se um pecado. Os antigos OBSCURANTISTAS, não mais apontados atualemnte ainda existem, são doentes associados a espertalhões.

    É a sede de Poder, o delirio de uma sociedade hierarquizada (uma república de Platão), onde sonham em serem os privilegiados, é que os alimenta em suas sandices e megalomania.

    Estão ADESTRANDO POPULAÇÃOS, condicionando humanos à OBEDIÊNCIA CEGA E PERDA COMPLETA DA NOÇÃO DO QUE SEJA DIGNIDADE. PARA ASSIM ACEITAREM A SOCIEDADE HIERARQUIZADA E A SUBMISSÃO AS DIVISÕES QUE LHE SEJAM HIERARUICAMENTE SUPERIORES.

    Imagine que apenas algumas castas possam ter automóveis. Aos reles plebeus os transportes coletivos. As castas superiores, as armas ...à plebe a dependencia da piedade das policias que asseguram a boa vida das castas superiores imunizadas aos bandidos.

    ...é um mundo sonhado por muitos maníacos ladeados por espertalhões.
    ONGs que mais parecem seitas não faltam... os exemplos são visiveis

    Abs.
  • anonimo  21/09/2013 23:06
    Boa noite.

    E o prefeito de SP que quer limitar o n° de vagas na garagens?

    www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/08/1328462-novo-plano-diretor-vai-limitar-vagas-de-garagem-em-predios.shtml

    Obrigado.
  • Catedrático  21/09/2013 23:28
    Estes novos movimentos sociais não enganam.

    Almejam acabar com o capitalismo através da invocação não da luta de classes, mas da luta de condições; conflitando um "bem estar social" genérico contra o bem legitimado por direito natural dos indivíduos. Diferentemente do estratagema marxista, a perversão da moralidade burguesa torna-se arma nas mãos dos novos movimentos sociais: Induzem as crianças ricas desde a mais tenra idade a sentirem culpa por sua riqueza devido ao dano causado à Terra(Uma abstração produto de uma retórica neo-malthusiana e de engodo defensivo sobre a participação do estado no processo).

    Estes novos revolucionários são eficientes, porém sua meta é garantida de ser desviada. A eliminação da consciência de classe através do método ecogramsciano não formará uma sociedade de fantoches seguidores da cor verde, porém abrirá as portas desses militantes à vanguarda socialista sob a categoria leninista e fortalecerá os movimentos sociais tradicionais. Formar-se-ão as melancias.

    No fim, os ambientalistas serão, de maneira irônica, traídos pelos verdadeiros revolucionários. A crise do capitalismo sob o prisma ambientalista está no fato esse produzir riqueza, entretanto, sob a perspectiva marxista, está no fato desse produzir pouco e demais das necessidades fúteis da burguesia. Os eco-conscientes, no fim, fracassarão miseravelmente perante a verdadeira glória revolucionária e aqueles que não se aliarem às fileiras proletárias perecerão no holocausto revolucionário(Já estará tarde para alterar suas afiliações).

    O ambientalismo nada mais é que gordura para fortalecer o organismo revolucionário. Encontrar-se-ão eliminados para gerar energia aos proletários assim que finalmente a era da violência chegar e o novo mundo surgir.

    Eles hão de reconhecer, em tal momento, que diferente da natureza; Marx é eterno.
  • Angelo Viacava  22/09/2013 12:37
    DEZ! Nota dez pro artigo.
  • AJ  23/09/2013 00:27
    Bom, eu não com a parte:
    "A ideia não é a de construir a grande utopia socialista, mas sim a de "salvar o ambiente" — e que se dane o bem-estar dos seres humanos que pagam os impostos que permitem a estes governos existir e prosperar."
    e com a outra que diz:
    "Armados com o poder do estado contemporâneo — que está destruindo a prosperidade e o avanço civilizacional porque, na realidade, é somente isso que o estado sabe fazer bem".

    Porque o governo cede altos subsídios para os automóveis, tem a redução do ipi e facilidades para o financiamento, ou seja, o governo quer que você consuma. E é aí que está o problema, as ruas não foram planejadas para tantos carros que são comprados após tantos incetivos

  • Aline  23/09/2013 00:52
    Não sou a favor do banimento do automóvel, mas de seu uso consciente. Isso implica nunca usa-lo para ir e voltar do trabalho ou da faculdade. Pode usar para ir no mercado, emergências, passeios de fim de semana, etc. Ou seja, não há problema em comprar um carro, desde que ele seja usado com ponderação.
  • MTD  23/09/2013 01:56
    Mas onde há perseguição estatal ao uso dos automóveis? Pelo contrário, o governo incentiva o uso e a propriedade do automóvel, ao gastar dinheiro público para favorecer os financiamentos dos automóveis; ao promover renúncias fiscais de IPI; ao isentar a CIDE Combustível da gasolina; ao aumentar o preço do óleo diesel dos ônibus quatro vezes mais do que o da gasolina; ao cobrar dos usuários todos os impostos sobre os serviços de transportes, além de transferir todo o ônus financeiro das políticas sociais aos usuários, aumentando as tarifas em quase 50%; e construindo mais de 90% das vias e viadutos para serem utilizados pelos automóveis. Essa política, que explodiu no governo de Juscelino Kubitschek, destruiu a mobilidade baseada em bondes e trens. Havia uma rede ferroviária boa e redes de bondes que atendiam as cidades... eles foram sendo tirados porque atrapalhava a velocidade do carro, cortava os pneus. No "novo Brasil", o uso do automóvel foi assumido como política de Estado e se apropriou do sistema viário.

    Hoje, não há a democracia de um bem público chamado "rua". A grande questão que discutimos hoje é de quem é a rua. No MTD [Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos] temos defendido que as ruas são das pessoas, não dos veículos. Apesar do grande volume de pedestres que existe, as calçadas estão em mau estado de conservação. É uma via de circulação, um modal de transporte, mas nunca foi considerada assim.

    Andamos todos os dias em calçadas estreitas, quase sempre esburacadas, e às vezes inexistentes enquanto os carros ocupam extensos espaços da "via pública" para estacionarem e circularem. O que dizer dos ciclistas, heróis anônimos que diariamente arriscam suas vidas para chegarem ao trabalho? E as crianças que pedalam até a escola? A rua, espaço de vida, tornou-se espaço do medo, da morte, onde carros transitam em alta velocidade entre bairros repletos de crianças, idosos e pessoas com deficiência.

    A disputa é pela apropriação da via pública. A democracia em uma cidade se mede pela largura de suas calçadas, pelos espaços reservados ao transporte público e à bicicleta. Com base nisso a gente sabe se uma cidade é democrática ou não. Se os pedestres são responsáveis por 30% dos deslocamentos, eles têm de ocupar 30% da via.

    Mesmo uma pessoa que não tem carro o defende. O Lula acirrou mais isso. Ele e o governo do estado de São Paulo colocaram R$ 14 bilhões para financiar o acesso dos setores de baixa renda ao automóvel. As pessoas querem a propriedade do carro. Assim, o poder público abre mão de recursos do transporte coletivo para financiar o automóvel, sem que a indústria automobilística contribua na construção de outra mobilidade. Hoje, mais de 70% da pesquisa tecnológica é para a indústria automobilística. Temos de construir um movimento muito forte para mudar isso.

    Felizmente, o ano de 2012 iniciou com duas grandes notícias: Finalmente, a sociedade percebeu que não há como abrigar nas ruas tantos carros e entra em vigência a Lei da Mobilidade Urbana (Lei 12.587/2012) que cria UM NOVO PARADIGMA: a prioridade no uso e nos investimentos públicos feito nas ruas é dos pedestres, bicicletas e transporte público.

    O ano de 2013 inicia consolidando conquistas da luta histórica da Mobilidade Sustentável, como as leis e o decreto sobre acessibilidade universal, os investimentos de mobilidade da Copa e dos PACs da Mobilidade Grandes e Médias Cidades, que implantarão sistemas estruturais de transportes públicos como metrôs, ferrovias urbanas, corredores exclusivos de ônibus segregados e monitorados (BRTs), corredores fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos (BRS), bondes modernos (VLTs) e monotrilhos; além do PAC da pavimentação de calçadas, ciclovias e vias para ônibus como sistemas complementares, alcançando o valor de 97 bilhões. Somam-se a estes os investimentos dos Governos Estaduais - 45 bilhões de SP e 10 bilhões do RJ. Além disso, o Governo Federal aprovou uma PEC que desonera tributação sobre PIS, PASEP e COFINS, para conter os reajustes das passagens.

    Foi a luta pelo barateamento das tarifas, tendo como horizonte a Tarifa Zero, em termos políticos, que fez explodir as manifestações de rua em junho. Foi ela que levou o Governo Federal a ouvir os movimentos sociais (Passe Livre e os Movimentos Populares no FNRU), lançar o Pacto Nacional da Mobilidade Urbana e mais 50 bilhões para novos projetos para Mobilidade urbana, onde reivindicamos que parte dessa verba seja aplicada na qualificação dos sistemas de transportes convencionais e na capacitação de órgãos gestores. Além disso, acelera a tramitação do REITUP, que desonera os demais tributos e a PEC 90, que reconhece o Transporte Público como Direito Social.

    Mas a luta para emplacar a Lei da Mobilidade e mudar a cultura viária continua. Nesta conjuntura que o Fórum Nacional da Reforma Urbana (FNRU), o Movimento Nacional pelo Direito ao Transporte Público de Qualidade para Todos (MDT), o Instituto RUAVIVA e o Institute for Transportation e Development Policy (ITDP) trazem esse manifesto na 13ª Jornada Brasileira "na cidade, sem meu carro",, propondo à população um dia de reflexão e consciência sobre a MOBILIDADE QUE TEMOS E A MOBILIDADE QUE QUEREMOS COM A RUA SENDO DAS PESSOAS E NÃO DOS CARROS. Para isso, defendem a mobilização da sociedade para implementar a Lei da Mobilidade - nosso ESTATUTO DA MOBILIDADE SUSTENTÁVEL e para isso propõem:


    1. Aplicação da LEI DA MOBILIDADE de forma a garantir que os investimento em vias públicas, incluindo os viadutos, sejam prioritariamente destinados aos pedestres, ônibus e bicicletas e que esses sejam os eixos principais dos Planos de Mobilidade;

    2. Agora é leia utilização de faixa ou faixas de vias, hoje dos automóveis, para corredores exclusivos de ônibus segregados e monitorados (BRTs), corredores fiscalizados eletronicamente para não serem invadidos (BRS), bondes modernos (VLTs) e monotrilhos;

    3. A integração dos sistemas estruturais de transporte como metrôs, ferrovias urbanas, bondes modernos, barcos e ônibus (BRT e BRS). Todos devem ter acessibilidade para pessoas com deficiência e integração com as bicicletas (publicas e privadas), calçadas acessíveis e bilhetagem eletrônica temporal ("bilhete único"), onde o usuário utiliza o transporte público por 1 ou 2 horas, garantindo cidadania e redução de custos;

    4. A criação de calçadas públicas acessíveis a pessoas portadoras de deficiência (implantadas e fiscalizadas pelo poder público), onde houver grande fluxo de pedestres. Nas demais calçadas, implantar normas para que se garanta a circulação com acessibilidade universal, bem como para o plantio de árvores. Isso também está nas LEIS DE ACESSIBILIDADE para pessoas com deficiência;

    5. Nos bairros, as prefeituras devem estreitar as vias e alargarem as calçadas para os pedestres, implantarem ciclofaixas, calçadas compartilhadas, ciclovias para as bicicletas e campanhas educativas. Em muitos lugares, a calçada deve atravessar a rua para que os carros saibam que essa rua é das pessoas;

    6. A fiscalização da faixa de pedestre, com multa, para que seja respeitada, como acontece em Brasília, onde os motoristas se tornaram cidadãos e respeitam a cidadania dos pedestres, fazendo valer o CODIGO BRASILEIRO DE TRÂNSITO;

    7. Que se cumpra a LEI DE MOBILIDADE, implantando nos municípios políticas de estacionamento de automóveis com regulação pública, localizados junto aos corredores estruturais de transportes públicos e com taxas progressivamente mais altas conforme se aproximem aos centros urbanos. E que com esses recursos compunham um fundo público para aplicar em obras de transportes, calçadas e ciclovias;

    8. A utilização dos estacionamentos na via pública para aumentos de calçadas, ciclovias, faixas exclusivas de ônibus e áreas verdes;

    9. O direito à qualidade do ar nas cidades, utilizando em todo o país, com apoio de recursos federais e estaduais, os motores Euro 5 e o Diesel com S10 ppm (partículas por milhão de enxofre) que eliminam a fumaça preta dos ônibus e lutar para que os ônibus sejam movidos a biocombustível, gás, álcool e outros combustíveis limpos;

    10. O enfrentamento da tragédia dos mortos e feridos no trânsito, pressionando os Governos a se engajarem na Década da Redução de Mortes no trânsito da ONU, assumindo o compromisso público de que o dinheiro recolhido das multas de trânsito não seja contingenciado ou desviado para pagar salários e construir vias para os automóveis, mas aplicados na fiscalização, educação de trânsito, reforma de calçadas, ciclovias e faixas exclusivas de ônibus, e que, todo ano, o Poder Público preste contas publicamente da aplicação desse dinheiro;

    11. E que os investimentos em sistemas estruturais de transportes públicos na Copa, PACs da Mobilidade e dos governos estaduais entrem em operação com controle social, integrados, acessíveis, com calçadas, ciclovias e estacionamentos geridos pelo governo e acompanhados do barateamento das tarifas em todo território nacional. Para finalmente transformar a "rua dos carros" em "rua das pessoas".



    Extraído de:
    www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20945

    e de:
    mdt-mdt.blogspot.com.br/2013/09/conquistar-rua-para-os-pedestres.html#.Uj-Xk9cc2bg

    Postei isso só para acrescentar mais informações, como essa Lei de Mobilidade Urbana e que os movimentos e ONGs esquerdistas continuam fazendo lobby por mais leis estatais.
  • Bruno  23/09/2013 02:13
    Prezados. Eu discordo do lobby esquerdista de querer proibir as pessoas de usar carros. Mas seria errado criar páginas, distribuir panfletos e jornais, criar escolas, etc. tentando conscientizar de que a bicicleta também é um meio de transporte, mas um meio de transporte não motorizado e que devem sim, respeitar a vida e a integridade do quem usa meio de transporte diferente (como bicileta) numa rodovia? É convincente o discurso de que vivemos numa "ditadura dos automóveis". Tente andar de bicicleta numa rua onde é alto o trânsito de veículos, é suicídio.

    Eu não estou falando para proibir o uso do automóveis como querem os esquerdistas do MTD, eu tô falando em ter a liberdade de andar em qualquer rua, rodovia, avenida, etc. com o meio de transporte que eu quiser (seja carro ou bicicleta ou o que for) sem perigo. Pois a bicicleta também é um meio de transporte, mas ninguém respeita isso. Se eu andar de bicicleta numa rodovia e for atropelado, boa parcela da população vai dizer que a culpa foi minha por andar de bicicleta num espaço de automóveis. Muitos vão passar a mão por cima da cabeça do motorista.

    Como eu disse, eu não quero proibir o automóvel, mas vocês concordam que somos proibidos de andar de bicicleta...
  • Lucky  14/11/2013 19:54
    Desabafo

    Somos sim, mas pelo GOVERNO! Eu caminho 40mins todos os dias da minha casa para o escritório, optei por não comprar nenhum carro (já tive no passado), tenho q calcular toda minha rotina, quase como um crime premeditado pois chego suado e cansado e ainda tem os dias de chuva, então tenho uma muda de roupa reserva no trabalho; e vou te dizer: tô puto da cara desde sempre mas agora ainda mais! Com o governo, óbvio. E esses paus-no-cu que querem mandar na vida dos outros.
    Vou te dizer 2 coisinhas que melhorariam imensamente o uso da bicicleta sem tirar um único carro de circulação:
    1) Permitir as bicicletas elétricas (e-bike) - hj não podemos. Essa era minha 1ª opção qdo decidi pelo meu transporte diário mas advinha? A lei é escrota demais! Pra começar eu ia fabricar minha própria e-bike comprando um kit daqueles de 1KW da China/e-bay, pq o preço de uma já pronta aqui no bra$il é altíssimo e chega a ser igual a de uma moto 100cc nova!! Depois como sou um cara previdente fui me informar em q eu estaria me metendo e em Porto Alegre não posso andar de ebike pois é equiparada a uma moto! Ou seja, precisa de habilitação (categoria A ou a tal de ACC uma permissão que custa o mesmo que a habilitação e exige o mesmo tempo de autoescola mas só te permite andar em bikes e motos até uma certa potenciazinha) e ter capacete, espelho e buzina e outras mixórdias buRRocráticas - enfim, desisti;
    2) Permitir que o maldito ciclista possa transitar nas calçadas - uma pessoa de magrela é mto mais próxima de um pedestre do que de um veículo! Pelamor de deus! É só fazer as contas, o impacto ou energia gerada numa colisão é massa x aceleração! Um mangolão de bike vai somar seu peso a uns 15 a 20kg da bike e andar usualmente em baixas velocidades, mas vá lá, digamos que é um apressadinho e que consiga tocar uns 30km/h (duvido q aguente mto tempo seja por cansaço ou pela própria condição da via). Agora olha um carro ou melhor, uma singela moto. A moto já parte de um peso mto superior (acima de 100kg) e usualmente vc vai dirigi-la acompanhando o transito e se respeitar os limites de velocidade já dá uns bons 40km/h e 60km/h nas avenidas. Fora que pedalando vc usa músculos e se cansa, sofre mtooo mais em lombas e tem dificuldade de acompanhar o transito, eu sei pq andei! Na hora do rush é quase suicídio, ninguém te enxerga, vc fica pequeno e lento, é ruim mesmo pros motoristas atinados. E a lei? Sabia que é contra? Vc deve ver bikes nas calçadas mas eles podem ser multados, pois é ilegal. Eu gostaria de ficar dentro da lei para não me incomodar mas a lei me encomoda! E mto!
  • Tiago RC  23/09/2013 06:22
    Vou fazer um comentário que também não pode ser comprovado ou refutado. Eu acredito que se a gestão dos espaços comuns nessas cidades fosse privada e distribuída, o resultado apontaria na mesma direção: maior uso de transporte coletivo, menor uso de carros. Seria provavelmente mais eficaz, e sem usar dos mesmos métodos autoritários (limite no número de vagas de estacionamento é coisa de estado, por ex.), mas o resultado no final seria provavelmente nessa direção.

    É fato que essas cidades europeias são "apertadas". Construir infraestrutura para todo mundo poder andar de carro seria muito mais caro do que construir uma infraestrutura decente de transporte coletivo. É muito mais econômico botar alguns veículos carregando múltiplas pessoas, do que um monte de veículos carregando um ou dois. Pra ter um monte de veículos, tudo teria que ser subterrâneo... é muito caro.
    Com uma gestão não monopolista do transporte público, ele seria muito melhor (mais freqüente, mais rápido, mais barato...). Não haveria muita razão para se usar carro (carro é caro!).

    Enfim... eu morei um tempo na região parisiana e em Lyon, e não sentia muita falta de ter carro. E o transporte coletivo ainda poderia melhorar muito nesses locais, já que são monopólios que com uma certa frequência apresentam problemas (atrasos, greves, "lotações" etc). Se fosse ainda melhor, menos ainda que eu iria querer andar de carro nessas cidades.
  • Arthur Gomes  23/09/2013 11:09
    Na cidade onde moro sempre aparece no jornal do bairro ou da cidade, alguém com aqueles ideias maravilhosas, do tipo "carona solidária", "dia do gestor sem carro", utilize o transporte público, proteja o meio ambiente, vá de bicicleta, vá a pé para o trabalho.
    São todas ideias socialistas de coletivo, tem até um vereador que chama o seu mandato de "mandato coletivo".
    Todos esses políticos, gestores, administradores públicos não conseguem ver as pessoas com desejos, não conseguem ver indivíduos, somente um amontoado de pessoas como verdadeiros insetos, formigas, abelhas.
    Pessoas sem desejos, sem vontades, eles se tornam deuses para mandar na nossa vida, na vida de cada pessoa.
    E para completar na Europa estão criando os jantares brancos, pessoas vão a esses lugares vestidas de brancos e levam a sua comida, daqui a pouco começaram a dividir a comida, daqui a pouco alguém terá a ideia de fazer a comida no local, com filas, pratos e tudo mais.
    Deus tenha misericórida

  • Arthur Gomes  23/09/2013 11:37
    O mundo que essas pessoas sonham já existe, na Coréia do Norte apenas os funcionários do governo possuem carro, basta olhar o exército desse país os soldados são todos magros de face magras, enquanto o seu grande líder é gordinho de face gorda, conclusão os soldados esses pobres coitados não comem proteínas(carnes, leites, derivados). Veja o soldado americano, o soldado japonês, até soldados de países africanos são melhores alimentados do que eles.
    No filme Elysium já existe um descrição desse futuro.
  • Sergio Russo  23/09/2013 19:08
    O que representa a indústria automobilística para o Brasil ?
    Muitos impostos para o Brasil.
    Lucros fabulosos para as montadoras.
    Produtos caros e defasados tecnologicamente para o Brasil.

    Durante alguns anos ( 32 ) trabalhei para uma automobilística.
    Dentro das minhas obrigações , tinha que ir à matriz " vender" projetos para o Brasil.
    Resumindo a ópera , tínhamos que dar trato a criatividade para manter uma taxa de retorno de 15% a.a.. Usávamos mão de obra no lugar de robôs , tínhamos um máximo de seis cores , prejudicando o consumidor.
    Mas um projeto semelhante , nos países de origem , dificilmente conseguiriam um retorno de 2% a.a. Era flagrante a intenção de arrancar o máximo de lucro em projetos no Brasil.
    O governo não desenha produtos , não constrói fabricas e nem arrisca um único centavo , mas garante pelo menos 40% de imposto muitas vezes em cascata ( tributando duas vezes um produto que já teve o custo aumentado sobre impostos prévios ).
    Quando você compra um automóvel novo , quase metade vai para o governo e vale a pergunta : Para aonde vai este dinheiro ? Não sei , mas posso dizer para aonde NÃO vai . Não facilita a vida do novo proprietário do automóvel , que passa a competir por espaço para circular. E ainda é demonizado pelo governo dizendo que dificulta o transito dos transportes coletivos.
    A indústria automobilística brasileira é feita de mitos e cortinas de fumaças , muitas das quais difíceis de desvendar pois poucas pessoas tem acesso a TODA informação.
  • Emerson Luis, um Psicologo  25/09/2013 20:12
    O que os burocratas querem é que os outros deixem de usar carros (as pessoas da classe média e baixa), mas eles mesmos continuarem a utilizá-los. Vale lembrar do governador do RJ utilizando um helicóptero estatal para passear com a família, inclusive com o cachorrinho.

    * * *
  • molina  09/10/2013 15:36
    trabalhei na cmtc 1959/1971.
    isso que o hadade quer fazer é um crime, ressucitar empresa de ônibus por conta do município, era a pior coisa que ele poderia fazer.
    mais um cabide par apaniguados, retrógrados e sindicalistas mantidos por nós.
    o nosso sindicato era o de carris urbanos, envolvia os bondes.
    todos os anos era pelo menos um mês de greve e quebra quebra, nós contra a cavalaria.
    ainda bem que acabou.
    ele quer dirigir nosso dinheiro para os parceiros "empresários" como tato, e essas cooperativas muito suspeitas de transporte.
    continue batendo, por favor.
  • vladimir  06/11/2016 16:37
    Aos kamaradas planejadores urbanos insanos:
    O ser humano não é formiga e as cidades tão pouco formigueiros para que seja tão certinhos, os seres humanos como indivíduos que são não podem ser controlados, adestrados, condicionados, escravizados quando isso acontece é o fim da humanidade porque o escravo condicionado não tem iniciativa não resolve problema por conta própria e quando acontece um evento cataclísmico a sociedade planejada vai pelo ralo.
  • Alberto Martins  06/11/2016 19:50
    Os automóveis estão cada vez mais iguais graças ao Estado.


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.