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O estudo da economia, os economistas, as previsões econômicas e o cidadão comum

As ciências naturais se baseiam, em última análise, em fatos constatados por experiências em laboratório.  As teorias físicas e biológicas são colocadas em confronto com esses fatos e são rejeitadas quando conflitam com eles.  A perfeição dessas teorias tanto quanto o aperfeiçoamento da tecnologia e da terapêutica dependem de pesquisas de laboratório cada vez maiores e melhores.

Essas experiências consomem tempo, esforços árduos de especialistas e gastos materiais vultosos. A pesquisa não pode mais ser conduzida por cientistas sem recursos, por mais talentosos que sejam. A pesquisa, hoje em dia, é feita em enormes laboratórios financiados pelos governos, pelas universidades, por fundações e por grandes empresas.  O trabalho nessas instituições tornou-se uma rotina profissional.  

Os técnicos que lá trabalham registram fatos e experiências que serão usados pelos pioneiros — os quais às vezes são os próprios experimentadores — na elaboração de suas teorias.

No que concerne ao progresso das teorias científicas, a contribuição do pesquisador comum é apenas auxiliar.  Às vezes, entretanto, suas descobertas têm aplicação prática imediata para a melhoria de métodos utilizados na atividade econômica e na terapêutica.

Por ignorarem a diferença epistemológica radical entre as ciências naturais e as ciências da ação humana, as pessoas pensam que para aprimorar o conhecimento econômico é necessário organizar a pesquisa econômica segundo os já testados métodos dos institutos de pesquisa médica, física e química.  Grandes somas são gastas no que é denominado de pesquisa econômica.  Na realidade, esses institutos não fazem mais do que estudar a história econômica do passado recente.

É certamente louvável que se estimule o estudo da história econômica.  Entretanto, por mais instrutivo que seja o resultado de tais estudos, não se deve confundi-los com o estudo da economia.  Deles não se pode esperar que resultem fatos ou dados no sentido com que esses termos são usados em relação a eventos testados em laboratório.  Não fornecem material para a construção a posteriori de hipóteses e teoremas.  Ao contrário, esses estudos são desprovidos de qualquer significação se não forem interpretados à luz de teorias elaboradas a priori sem qualquer referência a eles.  Nenhuma controvérsia relativa às causas de um evento histórico pode ser esclarecida com base no exame de fatos, sem que se recorra a específicas teorias praxeológicas.

A criação de institutos para a pesquisa do câncer pode eventualmente contribuir para a descoberta de métodos destinados a combater e prevenir essa doença maligna.  Mas um instituto de pesquisa sobre o ciclo econômico não pode oferecer qualquer ajuda a quem deseja evitar a recorrência de depressões.  Por mais exatos e confiáveis que sejam, os dados apurados em relação às depressões econômicas do passado são de pouca utilidade para o nosso conhecimento.  Os especialistas não discordam quanto aos dados; discordam quanto aos teoremas a que devem recorrer para interpretá-los.

Mais importante ainda é o fato de ser impossível coletar dados relativos a um evento concreto sem considerar quais são as teorias adotadas pelo historiador desde o início de seu trabalho.  O historiador não relata todos os fatos, mas apenas aqueles que considera relevantes, em função das suas teorias; omite os dados que considera sem importância para a interpretação dos eventos.  Se adotar teorias erradas, seu relato torna-se praticamente inútil.

Nenhuma análise de um momento da história econômica, ainda que de um período muito recente, por mais fiel que seja, pode substituir o raciocínio econômico.  A economia, da mesma maneira que a lógica e a matemática, é um exercício de raciocínio abstrato.  A ciência econômica não pode ser experimental e empírica.  O economista não precisa de instalações custosas para realizar os seus estudos.  Precisa apenas da capacidade de pensar lucidamente e de discernir, diante da infinidade de eventos que lhe são apresentados, entre os essenciais e os meramente acidentais.

Não há nenhum conflito entre a história econômica e a ciência econômica.  Cada ramo do conhecimento tem seu próprio mérito e utilidade.  Os economistas nunca pretenderam subestimar a importância da história econômica. Os autênticos historiadores também nunca se opuseram ao estudo da economia.  O antagonismo entre essas duas disciplinas foi deliberadamente provocado pelos socialistas e pelos intervencionistas, que não puderam refutar as objeções, levantadas pelos economistas, às suas doutrinas.  A Escola Historicista e os Institucionalistas tentaram desvirtuar a ciência econômica e substituí-la por estudos "empíricos" com o evidente propósito de neutralizar os argumentos dos economistas.  A história econômica, para eles, foi um meio de destruir o prestígio da ciência econômica e de difundir as teses do intervencionismo.

A economia como profissão

Os primeiros economistas se dedicavam apenas ao estudo dos problemas de economia. Sua preocupação, ao fazer conferências e escrever livros, era a de transmitir aos seus concidadãos os resultados de suas reflexões. Tentavam, assim, influenciar a opinião pública para que prevalecessem as políticas mais consistentes. Nunca imaginaram que a economia pudesse ser concebida como uma profissão.

O desenvolvimento da profissão de economista é uma sequela do intervencionismo.  O economista profissional é o especialista ao qual se precisa recorrer para que sejam elaboradas as várias medidas de intervenção do governo na atividade econômica.  É um especialista no campo da legislação econômica, a qual, nos dias de hoje, tem invariavelmente o objetivo de perturbar o funcionamento da economia de mercado.

Existem milhares e milhares desses especialistas profissionais empregados nos órgãos do governo, nos diversos partidos políticos e grupos de pressão, nas redações dos jornais e revistas.  Outros são contratados por empresas como consultores ou têm seu escritório independente.  Alguns gozam de reputação nacional ou internacional; muitos acham-se entre as pessoas de maior prestígio de seu país.  Ocorre serem frequentemente convidados a dirigir grandes bancos ou grandes empresas; são eleitos para o legislativo; são designados ministros do governo. Como grupo profissional, chegam a rivalizar com os advogados no comando político do país.  O papel destacado que representam é uma das características mais marcantes dessa nossa época de intervencionismo.

Não há dúvida de que uma classe de homens tão influentes compreende indivíduos extremamente talentosos, até mesmo pessoas das mais eminentes de nosso tempo.  Mas a filosofia que inspira as suas atividades limita-lhes a visão.  Em virtude de suas relações com partidos políticos e grupos de pressão, que procuram obter privilégios especiais para os seus membros, passam a ter uma visão unilateral.  Fecham os olhos às consequências de longo prazo das políticas que defendem; só se importam com os interesses imediatos do grupo a que estão servindo.

O objetivo final de seus esforços é a prosperidade de seu cliente à custa de outras pessoas.  Procuram convencer-se de que o destino da humanidade coincide com os interesses de curto prazo de seu grupo; tentam vender essa ideia para o público.  Ao lutarem por um preço maior da prata, do trigo ou do açúcar, por salários maiores para os membros do seu sindicato ou por uma tarifa sobre produtos estrangeiros mais baratos, proclamam estar lutando pelo bem supremo, por liberdade e por justiça, pelo florescimento de sua nação e pela civilização.

O público encara a prática de lobby com desconfiança e suspeição, e culpa os lobistas pelos aspectos funestos da legislação intervencionista.  Entretanto o mal tem raízes mais profundas.  A filosofia dos vários grupos de pressão está entranhada nas assembléias legislativas.  Nos parlamentos de hoje existem representantes dos pecuaristas, das cooperativas agrícolas, das minas de prata, dos vários sindicatos, das indústrias que não podem suportar a concorrência com produtos estrangeiros sem a adoção de tarifas protecionistas, e de muitos outros grupos de pressão.  Poucos são os que colocam os interesses da população acima dos interesses do seu grupo.  

O mesmo ocorre nos vários órgãos da administração pública.  O ministro da agricultura se considera um defensor dos interesses dos produtores agrícolas; seu principal objetivo consiste em aumentar o máximo possível os preços dos produtos agrícolas.  O ministro do trabalho se considera um defensor dos sindicatos; sua primeira meta é fazer com que os sindicatos sejam temidos e respeitados.  Cada ministério cuida de sua própria vida e seus interesses conflitam com os de outros ministérios.

Muita gente atualmente deplora a falta de verdadeiros estadistas.  Ora, onde predominam as ideias intervencionistas, só aqueles que se identificam com os objetivos de um grupo de interesse podem fazer uma carreira política.  A mentalidade de um líder sindical ou de um dirigente de associação rural não é a mesma que a de um estadista de visão. O verdadeiro estadista procura invariavelmente estabelecer políticas de longo prazo; aos grupos de pressão só interessam os resultados de curto prazo.  A causa do lamentável fracasso do regime de Weimar e da Terceira República francesa foi o fato de seus políticos não serem mais do que representantes dos interesses de grupos de pressão.

A previsão econômica como profissão

Quando os empresários finalmente se dão conta de que a expansão econômica criada pela expansão artificial do crédito acabará invariavelmente resultando numa recessão, torna-se importante para eles saber quando ocorrerá essa mudança da conjuntura. Procuram então o economista, na presunção de que ele poderá responder a essa questão.

O economista sabe que o boom deverá resultar numa depressão; mas não sabe e nem pode saber quando ocorrerá a crise.  Depende das circunstâncias específicas de cada caso.

Inúmeros eventos políticos podem influenciar os acontecimentos.  Não existem regras para predizer a duração do boom e quando ocorrerá a consequente depressão.  E mesmo que essas regras existissem, de nada adiantariam aos empresários.  O que um determinado empresário precisa, a fim de evitar perdas, é saber que a crise é iminente, enquanto os outros empresários ainda estão pensando que o boom irá perdurar.  Essa específica percepção lhe permitirá ajustar convenientemente os seus negócios de maneira a passar incólume pela crise.  Se o fim do período de boom pudesse ser calculado segundo alguma fórmula, todos os empresários saberiam qual seria esse momento.  Seus esforços para se ajustarem a essa informação provocariam imediatamente o surgimento de todos os fenômenos da depressão.  Seria tarde demais para que qualquer deles pudesse deixar de ser penalizado.

Se fosse possível saber a situação futura do mercado, o futuro não seria incerto.  Não haveria nem lucro e nem perda empresarial.  O que as pessoas esperam dos economistas está além da capacidade do ser humano.

A própria ideia de que o futuro seja passível de previsão, de que algumas fórmulas possam substituir aquela percepção específica que é a essência da atividade empresarial, e de que o conhecimento dessas fórmulas possa permitir que qualquer pessoa assuma o comando da atividade econômica é, sem dúvida, uma consequência do conjunto de falácias e equívocos que alimentam as atuais políticas anticapitalistas.  Não há, no conjunto da obra habitualmente denominada de filosofia marxista, a menor referência ao fato de que a principal razão de ser da ação humana é preparar-se para um futuro incerto.  O fato de o termo especulador ser atualmente utilizado com uma conotação pejorativa demonstra claramente que os nossos contemporâneos nem sequer suspeitam do que consiste o problema fundamental da ação humana.

Discernimento empresarial não é algo que possa ser comprado ou vendido.  O empresário bem-sucedido que consegue auferir lucros é precisamente aquele cujas ideias não são as adotadas pela maioria das pessoas.  Para obter lucros, não basta fazer uma previsão correta; é preciso prever melhor do que os outros.  O prêmio vai para os dissidentes que não se deixaram enganar pelos erros comumente aceitos pela maioria.  O que dá origem ao lucro do empresário é o atendimento de futuras necessidades que os seus concorrentes não souberam identificar.

Os empresários e os capitalistas só colocarão em risco o seu próprio bem-estar material se estiverem plenamente convencidos da consistência de seus planos.  Jamais arriscariam o seu patrimônio só porque um especialista assim os aconselhou.  Os tolos que aplicam recursos nas bolsas de valores ou de mercadorias, seguindo informações confidenciais, estão fadados a perder o seu dinheiro, qualquer que seja a fonte de sua "informação".

Na realidade, qualquer empresário judicioso tem plena consciência da incerteza do futuro.  Tem consciência de que o economista, no máximo, pode elaborar uma interpretação dos dados estatísticos do passado, mas não uma informação segura sobre o que irá ocorrer no futuro.  Para o capitalista e para o empresário, as opiniões dos economistas sobre o futuro valem apenas como conjecturas discutíveis.  São céticos e não se deixam enganar facilmente.

Mas, como consideram importante e útil conhecer todas as informações de relevância para os seus negócios, interessam-se por jornais e revistas especializados em prognósticos econômicos.  Com a preocupação de estar a par de todas as informações disponíveis, as grandes empresas empregam equipes de economistas e estatísticos.

As previsões econômicas não podem fazer desaparecer a incerteza do futuro e nem destituir a atividade empresarial de seu caráter intrinsecamente especulativo.  Mesmo assim, podem prestar alguns serviços, uma vez que reúnem e interpretam dados disponíveis sobre as tendências econômicas e sobre a evolução econômica do passado recente.

A economia e o cidadão

A economia não pode ser relegada às salas de aula e aos departamentos de estatística, e nem pode ser deixada a cargo de círculos esotéricos.  A economia é a filosofia da vida humana e da ação, e diz respeito a todos e a tudo. É o âmago da civilização e da própria existência do homem.

Mencionar este fato não significa ceder à fraqueza tão comum que consiste em supervalorizar a importância de seu próprio ramo do conhecimento.  Não são os economistas que atribuem essa importância à ciência econômica; são as pessoas em geral.

Todos os temas políticos da atualidade tratam de problemas comumente denominados de econômicos.  Todos os argumentos usados hoje em dia nos debates sociais e políticos são de natureza essencialmente praxeológica e econômica.  Todas as mentes se preocupam com doutrinas econômicas.  Filósofos e teólogos parecem estar mais interessados em problemas econômicos do que nos problemas que as gerações passadas consideravam objeto da filosofia e da teologia.  Os romances e as peças teatrais de hoje tratam, todos, de temas humanos — inclusive as relações sexuais — sob o ângulo de doutrinas econômicas.  O mundo todo, consciente ou inconscientemente, pensa em economia.  Ao se filiar a um partido político, ao colocar o seu voto, o cidadão implicitamente está manifestando-se sobre teorias econômicas.

Nos séculos XVI e XVII, a religião era o tema central das controvérsias políticas européias.  Nos séculos XVIII e XIX, na Europa como na América, a questão dominante era governo representativo versus absolutismo.  Hoje, é economia de mercado versus socialismo.

Esse é, certamente, um problema cuja solução depende inteiramente da análise econômica. É inútil recorrer a slogans vazios ou ao misticismo do materialismo dialético.

Ninguém tem como fugir à sua responsabilidade pessoal.  Quem — seja quem for — não usar o melhor de sua capacidade para examinar esses problemas estará voluntariamente submetendo seus direitos inatos a uma autodesignada elite de super-homens.  Em assuntos tão vitais, confiar cegamente nos "entendidos" e aceitar passivamente mitos e preconceitos vulgares equivale a renunciar à sua própria autodeterminação e submeter-se à dominação de outras pessoas.  Para o homem consciente, nada é mais importante na atualidade do que a economia.  Está em jogo o seu próprio destino e o de sua descendência.

São muito poucos os que podem contribuir com alguma ideia que produza consequências para o acervo do pensamento econômico.  Mas todos os homens sensatos precisam familiarizar-se com as lições da economia.  Nos dias que correm, esse é um dever cívico primordial.

Queiramos ou não, o fato é que a economia não pode continuar sendo um esotérico ramo do conhecimento, acessível apenas a um grupo de estudiosos e de especialistas.  A economia lida com problemas fundamentais da sociedade; concerne a todos e pertence a todos.  É a preocupação mais importante e mais característica de todos os cidadãos.

A economia e a liberdade

O papel proeminente que as ideias econômicas representam na administração pública explica por que os governos, os partidos políticos e os grupos de pressão procuram restringir a liberdade de pensamento econômico.  Procuram propagar a "boa" doutrina e silenciar as "más" doutrinas.  Para eles, a verdade não tem força suficiente para impor-se por si mesma.  Para poder prevalecer, a verdade precisa ser respaldada pela ação violenta da polícia ou de outros grupos armados.  A verdade de uma doutrina depende de que seus defensores sejam capazes de derrotar pela força os partidários das outras doutrinas. F ica implícita a noção de que Deus ou alguma entidade mítica dirige o curso das atividades humanas e confere a vitória aos que lutam pela boa causa. O poder vem de Deus e sua missão sagrada é exterminar os heréticos.

Não vale a pena repisar as contradições e inconsistências dessa doutrina de intolerância e perseguição de dissidentes.  Jamais em tempo algum o mundo conheceu um sistema de propaganda e de opressão tão bem arquitetado como o que é adotado pelos governos contemporâneos, pelos partidos políticos e pelos grupos de pressão.  Apesar disso, todos esses edifícios desmoronarão como castelos de cartas, tão logo uma grande ideologia os enfrente.

Não só nos países governados por bárbaros ou por déspotas, mas também nas assim chamadas democracias ocidentais, o estudo de economia está praticamente proscrito.  A discussão pública sobre os problemas econômicos ignora quase que inteiramente tudo o que os economistas disseram nos últimos duzentos anos. Preços, salários, juros, lucros são manipulados como se sua determinação não estivesse sujeita a qualquer lei. Os governos decretam e tentam impor valores máximos para as mercadorias e mínimos para os salários.  As autoridades exortam os empresários a reduzir os lucros, a diminuir os preços e a aumentar os salários, como se esses assuntos dependessem apenas da boa vontade dos indivíduos.  

Nas relações econômicas internacionais, as pessoas recorrem irresponsavelmente a um mercantilismo primário. São poucos os que têm consciência dos erros de todas essas doutrinas em voga, e que compreendem por que tais políticas invariavelmente provocam desastres.

Esta é a triste realidade. Mas só há uma maneira de modificá-la: prosseguir, sem descanso, na busca da verdade.



autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • mauricio barbosa  29/08/2013 13:10
    Leandro Roque gostaria de saber sua opinião sobre as políticas intervencionistas do FMI,pois na década perdida os economistas pró-governo gostavam de insinuar que a culpa da recessão era desta instituição...
  • Leandro  30/08/2013 01:53
    Você próprio já definiu: uma instituição criada por Keynes cuja função é sair prescrevendo medidas intervencionistas para todos os países. Normalmente, as medidas sugeridas pelo FMI incluem aumentos de impostos, criação de agências reguladoras e "privatizações" em que empresas são vendidas para os amigos do rei e controladasmpor burocratas das agências reguladoras, de modo a não permitir que haja nenhum "perigo" de livre mercado.
  • Pupilo  29/08/2013 14:27
    "Idéias e somente idéias podem iluminar a escuridão.". Mises era brilhante. Escrevia com uma clareza sem igual.
  • Emerson Luis, um Psicologo  29/08/2013 14:46
    "Quanto superotimizamos um subsistema, subotimizamos o sistema" Fred Kofman

    "Se você não escolher seus objetivos, alguém o fará por você" _________

    * * *
  • André  29/08/2013 16:41
    Espero que a verdade triunfe logo.
    Pois o que tem de mentirosos por aí...
  • Alexandre M. R. Filho  29/08/2013 17:13
    Como ele era claro.

    É um capítulo de algum livro??
  • Eduardo  29/08/2013 19:03
    Finalizar a leitura de um texto como esse, de Mises, ilumina a minha mente e me resgata da ignorância.
    Só posso agradecer. Nada mais.
    Não há muito o que pontuar em relação a forma que Mises discorre. É brilhante.
  • anônimo  29/08/2013 21:59
    Podemos considerar as aulas de história nas escolas como um fator importante para o crescimento da mentalidade de esquerda em nosso povo, neh? Principalmente em razão de distorções e colocações de luta de classes inexistente e deturpação do conceito de burguesia. Portanto, não só historiadores econômicos colocam sua ideologia, todos os historiadores o fazem.

    Pq esquerdistas têm tanto ódio de empresários se são eles que sustentam tudo?!!
  • Occam's Razor  29/08/2013 22:58
    Eles tem ódio de tudo que dá certo. É a única explicação que encontro para toda a afeição por assaltantes armados comuns, por exemplo. Roubar é virtude e servir é ignomínia
  • Cassim  30/08/2013 00:41
    A típica lógica desta turma:

    * Se alguém tem mais que outro, é porque roubou.
    * Logo, a soma das pobrezas é igual à riqueza.
    * Logo, é logicamente impossível que ocorra um tempo em que todos enriqueçam.
    * Logo, é imprescindível desvirtuar toda a riqueza comum gerada pelos trocas voluntárias. Inventar que o sucesso de nações que comerciam é devido à exploração das mais pobres na Terra, apesar de essas possuírem valores extremamente baixos de comércio internacional(Explorados pelo além, provavelmente).
    * Se você emprega alguém, você tem a obrigação de ser babá dessa pessoa.
    * Se você compra alguma coisa que não foi aprovada por minha congregação socialista, você é um consumista.
    * Se você perde tempo com alguma coisa que não foi aprovada por minha congregação socialista ou por meus pensamentos arbitrários enquanto estou devorando um bife no Outback, você é alienado.
    * É da consciência da classe burguesa que o pobre não sabe usar o dinheiro. Ironicamente, quem mais repete isso são os "defensores dos pobres", socialistas fabianos e vanguardistas.
    * Você não pode falar nada porque é um cientista reacionário, isso desqualifica todos os seus argumentos. (É hilário quando todo um pilar da filosofia marxista é uma falácia lógica de ad hominem!)
  • anônimo  30/08/2013 01:44
    É exatamente assim! Vc apresenta uma opinião racional e é prontamente tachado de reacionário! Ué??? Que argumento é esse???
  • Marcio L  30/08/2013 12:48
    Pode parecer estranho, mas eu vejo que as idéias da EA podem alcançar muitos simpatizantes esquerdistas, pois é contra o status-quo e possui fundamentos sólidos.

    Acho que a escassez de informações sobre a EA contribuiu para que as pessoas que sempre acharam que algo estava errado não tivessem instrumentos para identificar as causas dos problemas. Hoje há abundância de informação graças ao advento da web e este quadro pode aos poucos mudar.

    A esquerda, pelo menos na minha opnião, é em grande parte formada por indivíduos que sentem que algo não vai bem, mas que identificam de maneira errônea, com instrumentos inadequados as causas dos problemas. Pelo menos assim está sendo comigo próprio.
  • Pobre Paulista  30/08/2013 13:09
    "Simpatizantes Esquerdistas" sempre irão defender mais estado, e depois mais estado e enfim mais estado. Não há meios de alguém de esquerda defender a EA. Para eles, EA = Capitalismo = Grante Leviatã que deve ser destruído a qualquer custo.
  • Renato Souza  30/08/2013 13:31
    Pobre Paulista

    Acho que você não entendeu o comentário do colega. Ele quis dizer que há muitos simpatizantes esquerdistas que percebem que há algo errado, mas por falta de conhecimento, não entendem o que realmente é. Nestes casos, a apresentação da EA poderá lhes abrir os olhos. É claro que eles deixarão de simpatizar com a esquerda quando entenderem muitas coisas.
  • Cassim  30/08/2013 14:09
    Perdoe-me, mas subestimo a capacidade crítica de esquerdistas. Muito antes de conhecer a escola austríaca, já vivia de orelha em pé com o ideário deste grupo(Os vermelhos). Nas universidades, não vi qualquer um grupo desta laia tomar iniciativas de auto-crítica ou ao menos aceitar quem as sugerisse.

    Quando lhes expunha a questionamentos óbvios sobre o propósito de um serviço público em um ambiente de ausência da mecânica do lucro, ou tinha meus questionamentos ignorados ou apelavam à minha pessoa e aos autores que eles supunham que eu lia(Batizados de cientistas reacionários).

    Muitos procuram o esquerdismo por necessidade de mudar o mundo, concordo; entretanto, é improvável que se essas pessoas realmente tivessem forte vontade de lograr mudanças, teriam aceito as respostas estatistas. Por tal motivo, não compartilho da visão otimista do Marcio L. Vejo esta turma como um bando de jovens intelectualmente vagabundos e sem qualquer disposição para escapar dessa condição. Enquanto a escola austríaca não tiver ampla divulgação de seus pensamentos, ele nunca será encontrada por essas pessoas.
  • anônimo  30/08/2013 14:09
    Tudo vai depender do nível de doutrinação do esquerdista... se ele já está num nível de lavagem cerebral, incapaz de colocar a razão acima das emoções, aí já era!
  • Antonio  30/08/2013 01:10
    Noto algumas mudanças importantes em passado recente. O site do Mises Institute já é o mais baixado para assuntos de economia no mundo; a nova cúpula da China é austríaca, e recentemente liberalizou um monte de coisa, como juros; o recém indicado presidente do banco central da Índia é tb simpático à escola austríaca; o provável futuro presidente dos EUA, Rand Paul, tb. Acho que não é pouco. E se houver outra crise ainda maior, como os austríacos preveem, certamente a EA emergirá como maistream. Essa é a previsão de Thomas Woods.
  • Miqueias  30/08/2013 02:08
    A não ser pelo primeiro ponto, os outros são irrelevantes, ao menos assim os considero. A mudança não vai acontecer de cima pra baixo. Não adianta você ter pessoas simpáticas as ideias da EA nos autos escalões do governo, se a massa continuar acreditando em propostas populistas, continuar acreditando que decretos de lei podem melhorar sua qualidade de vida.
    As coisas só vão mudar quando as pessoas pararem de acreditar em soluções políticas. Não apenas desacreditando na política, muitas pessoas já desconfiam da maioria políticos e suas propostas. Mas quando elas entenderem que nenhuma solução pode ser alcançada pela via política e que todas as propostas desse tipo trazem apenas malefícios para elas e para todos que estão a sua volta.
  • Cauê  30/08/2013 02:32
    Só me preocupa um pouco a China ... Pode sujar muito o nome da Escola Austríaca...
    Eu também partilho dessa opinião porque tanto Europa como os EUA, não têm mais o que fazer ... ou arrumam a casa ou vão virar um Brasil da vida.

    Vale lembrar que algumas ex-repúblicas soviéticas estão indo bem também ... Que evidenciará ainda mais que vadiagem não compensa.
    E acho que nesses países papinho socialista não vai vingar por um bom tempo também huaha ... assim espero ...

    Ou vão pra guerra tentar a sorte (provavelmente perderiam na minha opinião o.O)

    11 de setembro está chegando também em galera, preparem-se, pois pode ser uma ótima desculpa para os políticos inventarem alguma maracutaia.
  • Antonio  30/08/2013 23:00
    Bem, no caso dos EUA, se elegerem um presidente alinhado à EA, será pq os eleitores já a terá entendido até certo ponto. Na China, toda mudança só surgirá da cúpula por enquanto. No entanto, outros poderão observar que as medidas chinesas deram certo e perceber que estejam no caminho correto. É mto provável que a EA se torne mainstream lá pra 2020, como afirma T. Woods, mas pode ser tarde. Se houver uma crise mto gde, isso leva a protecionismo e guerras. O ideal seria que ela se tornasse hegemônica já para evitar ou amenizar essas possíveis catástrofes. O colapso dos EUA (que estima-se têm dívida total, incluindo entitlements, passivos da Fannie & Mae, da ordem de 212 trilhões de dólares) vai ter efeitos devastadores, ainda mais que eles têm de longe a maior força militar do mundo. Qto mais leio, mais vejo que um colapso é iminente, infelizmente, e esses desdobramentos aventados acima não são nem um pouco desprezíveis.
  • Leonardo Couto  31/08/2013 17:31

    As medidas austríacas trariam imediatamente a crise, Antonio. Deve-se aceitar o quanto antes o reordenamento da estrutura da produção, o qual virá de qualquer jeito. O quantos antes, menos pior.
  • anônimo  31/08/2013 19:51
    Falar num colpaso dos EUA não é muito correto, mais certo é dizer colapso do governo dos EUA. A população, a maior riqueza do país, continuaria lá. Para estes, seria como se uma corrente fosse quebrada, pois estes teriam que tomar o controle das suas vidas de volta em suas mãos. Ou seja, empreender, criar, inovar, assumir responsabilidades. E para um povo historicamente líder nestes quesitos, reerguer-se não seria problema. Claro, as massas de funcionários públicos, militares e dependentes de auxílio desemprego, moradia, etc, estes iam sofrer a princípio. Mas, a conta uma hora chega. O parasita nem sempre pode viver às custas do hospedeiro a vida toda.
  • Matheus  01/09/2013 03:32
    Caro Leandro,

    sou leitor assíduo do site e preciso de uma ajuda.

    você pode passar algum artigo que fala sobre o futuro da agricultura ou do agronegócio, sob a ótica da escola austríaca, claro. vou defender uma tese de mestrado sobre o tema amparada na escola austríaca, e com base no livro de Rothbard, A Grande Depressão, fazendo também um paralelo com a crise de 1929 e a de hoje.

    Agradeço muito e parabéns por tudo.
  • anônimo  02/09/2013 04:20
    As medidas da EA provocariam a correção dos maus investimentos mais imediatamente, reduziria a destruição de riqueza que representa os estímulos artificiais e promoveria uma recuperação rápida e verdadeira.

    Qto ao povo e capital dos EUA, permaneceriam, mas o colapso da sua moeda e falta de credibilidade do país decorrentes dos calotes inevitáveis em relação ao resto do mundo e a credores domésticos do governo, tudo isso implicaria algum tempo para que houvesse rearticulação da economia,

    Enfim, seria melhor se os austríacos começassem a ser ouvidos já.

    Creio que no caso da intervenção na Síria, as posições libertárias parecem ter influenciado a população de forma geral. Não era pra menos, pois 39% dos americanos declaram-se libertários.
  • Antonio  02/09/2013 15:39
    Por alguma razão a minha última publicação, esta última msg dos comentários, saiu no nome do anônimo...rss.. Somente para que os leitores não fiquem confusos.


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