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Independência de Brasília ou morte

"Viveram pouco para morrer bem
Morreram jovens para viver sempre."

Este verso encontra-se na base do Obelisco do Parque do Ibirapuera, o maior monumento de São Paulo, construído em homenagem à Revolução de 9 de julho de 1932. Ele é um mausoléu onde estão os restos mortais dos estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo — o MMDC — e de mais 713 combatentes que morreram durante os conflitos.  Mas o monumento não é grande o suficiente, pois junto com estes homens, morreu o espírito de liberdade de todas as gerações posteriores: o poder de um governo central nunca mais foi enfrentado.

Um dos objetivos dos revolucionários era a proclamação de uma nova Constituição para o Brasil, que devolvesse ao estado de São Paulo poderes usurpados pela ditadura de Getúlio Vargas — por isso ela também é chamada de Revolução Constitucionalista.  Mas entre os líderes do movimento havia os separatistas, lutando pela independência total de São Paulo.

O separatismo, que sempre foi muito forte por toda a história de São Paulo, foi representado durante a Revolução de 1932 por escritores como Mario de Andrade, que declarou que naquele momento "faria tudo, daria tudo para São Paulo se separar do Brasil", e Monteiro Lobato, que afirmou que o constitucionalismo era apenas um disfarce para o separatismo:

Após a vitória de São Paulo, na campanha ora empenhada, se faz mister que seus dirigentes não se deixem embalar pelas ideias sentimentais de brasilidade, irmandade e outras sonoridades.[...] Ou São Paulo desarma a União e arma-se a si próprio, de modo a dirigir doravante a política nacional a seu talento e em seu proveito, ou separa-se.[...] Trata-se de uma guerra de independência disfarçada em guerra constitucionalista.

De fato, a história de São Paulo é repleta de levantes por mais autonomia, o primeiro deles ocorrendo em 1641, quando o fazendeiro Amador Bueno foi aclamado Rei de São Paulo, que pretendia se tornar independente da Coroa Portuguesa.  Os motivos dos separatistas podiam não ser os mais nobres[1], mas a causa separatista é sempre bem vinda, e o proeminente historiador inglês Robert Southey (1774 – 1843) chegou a declarar que "se a aclamação (separação) tivesse ocorrido, os paulistas seriam o povo mais formidável das Américas." 

Depois deste, muitos outros conflitos ocorreram, nem todos de cunho separatista, desde a Revolução Liberal de 1842, até a Greve Geral Anarquista de 1917, mostrando uma tradição paulista de não aceitar passivamente os desmandos do poder central.  E esta não é uma característica exclusiva de São Paulo, pois ocorreram muitas revoltas separatistas em diversos outros estados, como a Inconfidência Mineira, a Revolução Farroupilha, a Guerra do Contestado, a Conjuração Baiana, a Sabinada, a Confederação do Equador, a Revolução Pernambucana, a Revolução Praieira e muitas outras.  De todos os movimentos, apenas dois obtiveram sucesso em sua secessão: o Grito do Ipiranga, que marcou a Independência do Brasil de Portugal, e a Guerra da Cisplatina, que separou o Uruguai do Brasil.

Por estes dois exemplos, podemos ver que secessão não é nenhuma panaceia.  O Brasil continua sob quase todos os aspectos pior do que Portugal, e o Uruguai não é nenhuma Suíça — mas podemos imaginar como o Uruguai estaria se, além de todos os seus problemas, ainda tivesse de ajudar a sustentar Brasília; e se todo o Brasil tivesse de, além de sustentar Brasília, ainda pagar impostos para Lisboa.

Gary North apontou em controverso artigo publicado neste site na semana passada que a Revolução Americana que separou os Estados Unidos da Grã Bretanha prejudicou em muito a liberdade, pois quando os EUA eram parte do império, recaia sobre os colonos um imposto de apenas 1% e eles gozavam de um dos ambientes de maior liberdade do mundo.  Porém, já no eclodir da Revolução, os revolucionários inflacionaram a moeda, impuseram um controle de preços e, após a Revolução, a carga tributária havia triplicado — e nunca mais parou de subir.

Enquanto os revolucionários americanos destruíram o sistema monetário imprimindo desenfreadamente o Continental, os revolucionários paulistas de 9 de julho criaram uma moeda própria lastreada em ouro, o que deu indícios de que a consolidação da secessão iria dar início a uma região autônoma muito mais livre.

Conquanto as secessões de Brasil e Estados Unidos não tenham representado por si sós avanços na liberdade, elas careceram de um elemento específico que consiste na maior vantagem do separatismo: ambas formaram estados de proporções continentais.  Em uma espetacular palestra sobre as vantagens de estados pequenos e os perigos da centralização, Hans-Hermann Hoppe explica que estados pequenos devem necessariamente adotar políticas de livre mercado.  Países como Andorra e Liechtenstein não iriam sobreviver se impusessem protecionismo, ao passo que um país com as dimensões dos EUA consegue produzir praticamente tudo internamente e, embora fosse empobrecer demasiadamente, poderia suportar enormes barreiras de importações.  Países pequenos também tendem a adotar menos regulamentações e impostos mais baixos, pois competem com outros estados pelos seus súditos, e as pessoas simplesmente se mudam de vizinhança (estado) caso este se torne opressor.  Logo, a esperança para a liberdade seria um mundo formado por milhares de Andorras, Mônacos, Liechtensteins, Hong Kongs, Cingapuras etc.

Além dos políticos que controlam territórios gigantescos e se tornam multibilionários por conta disso, acho que um mundo com estas configurações seria uma desvantagem apenas para entidades desportivas e seus campeonatos mundiais entre países.  Para a FIFA, por exemplo, organizar uma Copa do Mundo entre dezenas ou centenas de milhares de micro-países seria talvez inviável e nada atrativo.  No entanto, poderia levar um pouco mais de "justiça", já que faria mais sentido o Uruguai enfrentar a seleção do Rio Grande do Sul, ou a Espanha enfrentar a seleção de Minas Gerais, do que o enorme Brasil.  Mas a própria Espanha possui fortes movimentos separatistas, e quando sua seleção foi campeã do mundo, diversas bandeiras das regiões que lutam por independência entraram em campo na comemoração, erguidas pelos jogadores das específicas localidades.  Nacionalistas catalães, galegos e bascos ignoram a seleção espanhola.

Mas por que falar de futebol no meio de um texto sobre revoluções separatistas?  Não está desviando demais do assunto?  Na verdade, não.  O Brasil não passa de uma abstração e o futebol, que antes era considerado um estrangeirismo, é um dos elementos que compõem a identidade nacional, a qual era inexistente antes de 1930, como nos mostra o historiador revisionista libertário Leandro Narloch em seu best seller Guia politicamente incorreto da história do Brasil.  O samba, a feijoada, a capoeira, o futebol, o mulato etc. foram artificialmente elevados a itens de uma cultura brasileira.  E para quê?  Para ajudarem a fortalecer um governo altamente centralizado, já que o que segura esta enorme entidade política unida é tão somente a opinião popular.  E se as pessoas das diferentes e longínquas regiões não se identificarem culturalmente umas com as outras, a união não tem como se manter.  Destruir diferenças regionais através do multiculturalismo também ajuda a manter um poder central no comando de um grande território.

É realmente surpreendente o fato de os brasileiros dos diferentes estados concordarem com a união e o comando central de Brasília.  Apesar de todo autoritarismo do governo federal, é certo que alguns estados levam suas vantagens neste arranjo político, como mostra o redistributivismo entre os estados; mas e quanto aos brasileiros dos estados que só obtêm desvantagens, como eles aturam isto?  O que aconteceu com o espírito revolucionário que foi tão presente na história? Por que continuam sendo súditos de um presidente que sequer escolheram? Este mapa mostra que a pessoa que ocupa a presidência atualmente foi a vitoriosa nas eleições em apenas parte dos estados.

brasil colorido.png

Eleições já são uma grande farsa que não legitimam a autoridade de ninguém, e mesmo um vitorioso com 90% dos votos sequer foi o escolhido pelos que votaram no outro candidato e pelos que nem votaram.  Mas um mapa com esta coloração já não é motivo suficiente para se separar a parte azul da vermelha, cada uma ficando com seu presidente? Este vídeo mostra como a atual presidente é extremamente rejeitada mesmo no Rio de Janeiro, estado em que ela foi a vitoriosa com 60% dos votos:

E, logicamente, o mais sensato seria que cada um dos estados tivesse como seu presidente o respectivo governador eleito; e, prosseguindo com a lógica secessionista, ela só iria encontrar limites no indivíduo, como notou Ludwig von Mises.  Mas se alcançássemos um território formado por milhares de cidades-estados como vislumbrado por Hoppe, um ambiente propício para a liberdade e o consequente progresso e enriquecimento geral iria vigorar.

A revolta contra o poder que foi revelada durante a recente onda de protestos parece estar generalizada, e o sentimento separatista esboça um ressurgimento. O professor Antony Mueller traçou um paralelo da atual presidente como uma espécie de Maria Antonieta, ao comparar os gastos extravagantes das duas cortes. Apenas para citar um exemplo, a rainha atual levou uma comitiva para Roma para a posse do novo Papa que ocupou 52 quartos num hotel de luxo, tudo pago pelos trabalhadores brasileiros que são obrigados a força da bala a sustentar essa opulência.  Quanto mais tempo o povo terá que suportar tudo isso até que um governador proclame a independência de seu estado?  Sustentar Brasília pra quê?



[1] Uma das motivações dos separatistas foi continuar com a prática de escravizar índios, proibida pela Bula Papal de 1640, que excomungava todos que escravizassem índios (o que fez com que os paulistas expulsassem os jesuítas de São Paulo).  E, além disso, a Coroa Portuguesa possuía interesses comerciais no tráfico negreiro.  Mas os separatistas também objetivavam a manutenção do livre comércio com o Paraguai, também ameaçado pela Coroa Portuguesa.



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  • Vagner  09/07/2013 14:36
    Excelente. Porque as pessoas tem tando medo da liberdade? Alguém consegue me responder? Costumo debater com alguns esquerdistas... Eles simplesmente acham que as pessoas não tem capacidade ou educação suficiente para se manter sem ajuda da violência estatal.
  • Gus  10/07/2013 05:21
    É como naquele filme "A Vila" onde as pessoas foram ensinadas a ter medo da floresta para nunca chegarem além do muro.
    Vale assistir se novo.
  • Pedro Ivo  10/07/2013 14:27
    "Porque as pessoas tem tando medo da liberdade?" Porque você se torna responsável integral, inalienável e incontornável das suas ações; logo, todas as consequências da sua vida te pertencem. Isto significa não apenas faturar os bônus, mas arcar com cada ônus. E como as pessoas aprendem por tentativa e erro, quando elas pensam em todas as lambanças que fazem e das quais se safam, sentem que o sistema lhes dá algo em troca de tudo que tira.

    Costumo debater com alguns esquerdistas... Eles simplesmente acham que as pessoas não tem capacidade ou educação suficiente para se manter sem ajuda da violência estatal. E é verdade. A gran maioria precisa de algum grau de vigilância para seguir as regras, que eles mesmos reconhecem, garantem a civilidade. O problema é que cavalo não se dá conta do cabresto até que o tirem. Quem foi adestrado a obedecer pelo medo, tire o medo e há boas razões para supor que a pessoa não mais será tão correta quanto sempre foi.

    Mas estas pessoas não enxergam que numa sociedade voluntária, onde elas teriam sido adestradas não pelo medo, mas pelo exemplo e pela responsabilidade (e na ausência de responsabilidade voluntariamente, haveria a responsabilização integral pelos prejuízos, sem qualquer subsídio público na forma de meias-culpas que o "contrato social" proporcionaria, com a sociedade se responsabilizando por parte dos prejuízos provocados por seus membros) elas teriam "introjetado o guarda", algo que Foucault execrava, mas que é a resposta à coerção: autovigilância. Consciência plena das razões por trás das regras de civilidade, e responsabilidade pessoal por esta civilidade, através de respeito aos direitos de propriedade e autopropriedade das d+ pessoas. Para quem não foi educado dentro destes valores, eles assustam mesmo. A mim não assustam: minha vida é assim. Tenho certeza que a sua também.

    Mas pense nesta gente toda que foi criada ouvindo "o mais forte tem que ajudar os mais fracos", "roubou porque tem fome", "é bandido porque é pobre", "o rico tem que ajudar os pobres", etc.. Elas não se dão conta de que mesmo o mais fraco sempre é mais forte que alguém (logo, caridade é dever de todos, e não direito de alguns). A maioria que é pobre vive dentro de sua renda sem jamais provocar quaisquer danos a ninguém, e a maioria dos famintos sofre sua fome em silêncio sem nunca tirar de outrem (logo, crime é falha de caráter, e não resultado da miséria). O rico não deve justificativa para sua riqueza na forma de compaixão, pois o que justifica sua riqueza foi ele ter atendido às necessidades de outrem, de modo a estes voluntariamente lhe pagarem pelo ofertado (logo, o rico já tem as virtudes da diligência e industriosidade, e foram elas que lhe garantiram riqueza, não a compaixão. Portanto ele já justificou o que possui, salvo aos olhos cobiçosos da inveja e hipocrisia). Isto não novidade nenhuma para você Vagner, mas e para esta plebe de quem falamos? Você acha que eles estão prontos para isto, sendo que passaram a vida sendo treinados para se esquivar da autoresponsabilidade, com estas mensagens autocomplacentes de que alguém deve se responsabilizar por elas? Seja D'us, Jesus, algum messias, salvador da pátria, os ricos, os políticos, o governo, o estado, a era de aquários, os lordes, a igreja, note a quantidade de conteúdos, signos, mensagens liminares e subliminares, distribuídas onipresentemente em nossa sociedade incitando à dependência, e não à autonomia, autoresponsabilidade, dever, liberdade e responsabilização. Sempre o "venha a nós!" ao invés de "vosso reino"; o "dê-me!" ao invés do "contratue!".

    Ficou claro? Se não, pense na sua formação. Nas coisas que te fizeram quem você é. No modo como você foi educado, nos momentos marcantes de sua vida, quando algo que você viu, fez, fizeram ou te disseram deitou uma impressão profunda em você e até hoje você se comporta em consonância a esta impressão de virtude e correção! Agora coloque no lugar disso vivências de autocomplacência, dependência, baixa autoestima e vil autocompetência! Consegue se colocar no lugar destas pessoas agora?

    Pense também em traumas que você viveu! Aquilo que te marcou e você nunca mais foi o mesmo. Tudo aquilo que você sempre vai se lembrar com uma lagrimazinha que seja. Que te tirou algo de bom e puro que você tem ou teve, e que representa um vazio até hoje, como uma luz a que se vê, mas depois parte e nos deixa na penumbra (ou mesmo na escuridão). Agora imagine pessoas cuja vida é um trauma: uma sucessão de insuficiências, de modo que pouco lhes sobra de autonomia e autocompetência! Podem nunca ter passado fome, podem nunca ter sofrido as privações mais físicas e extremas, mas foram habituadas a se ver como dignas de obséquio.

    Consegue se por no lugar delas agora? Pois suponho que nada do que eu disse aqui te seja novidade; daí, penso que sua dificuldade seja se colocar na pele dessas pessoas. Você precisa de uma experiência empática com elas, não é isso? Bem, creio que basta você pensar numa insuficiência sua (todos as temos) e generalizá-la para todas as esferas de sua vida. Neste ponto você se verá como muitos esquerdistas se vêem, e não como o libertário que você é.

    Também existem todas aquelas pessoas soberbas, que se vêem como recebendo menos recompensas da vida que seriam merecedoras, e querem uma agência corretora desta injustiça, que tire dos d+ para premiá-las pelas "antenas da raça incompreendidas que são". É fácil se ver como gênio incompreendido: você não precisa se responsabilizar pela sua incapacidade de fazer valer, voluntariamente no trato com o mundo, seu ponto de vista. Tudo que você não galga na iniciativa privada, passa a ser culpa não da sua falha em atender às necessidades alheias, mas de estas pessoas não assumirem o quão nobre e elevado você é, e não adotarem seus pontos de vista para as vidas delas, não entendendo que você conhece as verdadeiras necessidades delas melhor do que elas próprias.

    Bem, ao menos é a opinião que pude formar na minha vida como a vivi. Eu, aliás, já me vi nas duas posições: prepotência e impotência. Eu mais que me coloco no lugar dessas pessoas: eu já estive aí. O que me salvou dessa doutrinação social foram valores religiosos e familiares sólidos, de modo que quando entrei em contato com o liberalismo clássico, e depois com o libertarianismo, 1º me identifiquei, depois me dei conta dos erros que eu estava incorrendo.

    Mas acima de tudo, mesmo de valores religiosos e familiares sólidos, estão a honestidade intelectual e integridade emocional, pois dar-se conta de um erro não basta. É intensamente necessário aceitar o erro. Não incorrer na autocorrupção das justificativas e autojustificativas que nada explicam, respondem ou comprovam. Aceitar um erro implica por o dedo na própria cara e dizer que você desperdiçou sim uma parte de sua vida, de seus talentos, de seus esforços, de sua fé, e que este tempo ficou para trás, nada dali brotará de bom, talvez até lhe traga prejuízos a serem cobertos no futuro, e que, portanto, uma parte de sua vida esta inapelavelmente penhorada e interditada a estes erros e por eles.

    Percebe agora que muitas pessoas vão querer algum ressarcimento por estas perdas, e que é mais fácil exigi-las dos d+ que assumi-las universalmente? Elas perderam parte de suas vidas (a vida passou e elas deixaram o melhor para trás) e isto dói mais profundamente que qualquer coisa.

    Além da honestidade intelectual para entender isto, faz-se imprescindível integridade emocional para aceitar esta dor, perda, incoerência, insuficiência, vazio , incompletude, que não são vácuos exteriores a nós, mas próprios, íntimos, intransferíveis e inespeláveis. O tempo é o recurso mais escasso que existe: aquele a que se perdeu é impossível recuperar. Tempo não paga juros. Não se toma de volta por ação cível; plantando não se colhe; não rende que nem rebanho; e àquele que se usa para uma coisa, jamais se pode reaproveitá-lo em outra (a decisão é definitiva: se não gerar os resultados esperados, não há lenitivo, refresco ou conforto: só conseqüências, pelas quais você pode responder por tempo indeterminado). Tempo aproveita-se ou não.

    Depois que você compreende isto (honestidade intelectual) – para mais do que compreender, tomar consciência - você tem de se sentir assim (integridade emocional), e aceitar sentir esta amputação de parte do que você é e do que pode vir a ser, é talvez o maior desafio da vida de um homem (das mulheres não. Das mulheres é achar um homem assim tão completo; kkkkkkk). Nas psicoterapias, por ex., levar as pessoas a aceitar estes vazios e que dali para frente é assim, e que quaisquer potenciais excluem tudo aquilo que não tem volta (tempo perdido; filhos mortos; casamentos desfeitos; feridas que provocamos nos outros e que nos provocaram, ...) é tanto mais pauleira, via de regra, quão mais velha é a pessoa. Outro ex., quando Hitler e Stalin fecharam o Pacto Molotov-Ribbentrop Pacto Molotov-Ribbentrop, Stalin instruiu à Internacional Comunista que dali por diante a Alemanha Nazista era aliada. Tal traição de anos de militância levou a alguns comunistas mais velhos ao suicídio, pois era-lhes impossível dar novo rumo às vidas.

    Espero ter esclarecido. Quaisquer dúvidas posso acrescentar mais detalhes.
  • Leitor  09/07/2014 20:32
    Me emocionei lendo seu comentário. Bela resposta. Parabéns!!
  • Pedro Ivo  10/07/2014 18:04
    Graças pelo elogio
  • Lilyan  27/10/2014 17:42
    Nossa! Fantastico seu comentario! Digno de uma publicação exclusiva! Tb me emocionei e me identifiquei!
  • Daniel Vasconcellos  28/10/2014 19:06
    Achei mais interessante tua resposta do que o artigo em si kkkkk!!!
  • Fabiano  28/10/2014 23:20
    Bravo!
  • austriacos.com  07/09/2015 21:18
    Muito obrigado por essa visão. Teus ensinamentos de vida me foram de grande valor.
  • Marcos  09/07/2013 14:40
    O Brasil é uma federação só no nome. Tem um governo extremamente centralizado, além de contar com um absurdo sistema de 3 níveis, quando outras federações possuem apenas o governo central e os estados.

    Se pelo menos tivéssemos um sistema mais próximo daquele adotado pelos EUA ao menos haveria uma proteção maior contra os desmandos do governo central.

    Infelizmente já não temos mais uma discussão pública sobre descentralização há décadas.
  • Tiago RC  09/07/2013 15:30
    Que países têm apenas 2 níveis?
    Se não me engano, os dois principais exemplos de federalismo que conheço, EUA e Suíça, têm 4 e 3 níveis respectivamente (município, county (EUA), estado/cantão, federação)
  • Rodrigo Lopes Lourenço  09/07/2013 23:44
    Thiago,
    De fato, os EEUU têm dois níveis de federação: União e Estados. Os condados (counties) são divisões administrativas dos Estados, os quais podem livremente dispor sobre aqueles em suas Constituições estaduais. Também a autonomia das cidades (dependendo do Estado, city, town, village) depende da Constituição de cada Estado. Há Estados totalmente divididos em condados e há aqueles nos quais há cidades independentes de condados. Por exemplo, a Constituição do Estado de Nova York, ao regular seus condados, excepciona mais de cem vezes a situação da cidade de Nova York, a qual, aliás, é formada por mais de um condado. Assim, os EEUU só têm dois níveis de federação porque não há nenhuma garantia na Constituição Federal que resguarde o mínimo de autonomia local em face do respectivo Estado.
    No Brasil, toda, toda e toda estruturação municipal está na Constituição Federal, fazendo com que os Estados nada possam dispor sobre os Municípios. Aqui, a Constituição Federal, que se considera onipotente e onisciente, é também onipresente, regulando desde o ensino da História do Brasil até o número de vereadores de cada município.
  • Marcos  10/07/2013 13:22
    Exatamente. O Brasil era assim antigamente, mas atualmente migrou para 3 níveis, algo que não acontece nos outros países. Isso fortalece o poder central, pois o poder do estado é fragmentado. Além disso, esse status pode contribuir para o aumento da burocracia.

    O Brasil é mestre em adotar inovações deletérias. O nosso tão "querido" ICMS é o maior exemplo disso. Suas regras são originais e totalmente idiotas.
  • ulisses  29/10/2014 04:27
    Sabemos que esse tipo de centralização não é boa, mais por morosidade do goverto e e desorganização da maquina pública não se cogita em mudanças significativas.
  • Bruno D  09/07/2013 14:59
    Cadê os movimentos separatistas atuais eles estão dormindo? Me lembro os movimentos separatistas no sul que uma vez apareceram até no Globo repórter e hoje em dia?

    Em tempos de alta conectividade e uso de redes de informação rápida não seria mais fácil a organização de tais movimentos?

    Att
  • Tiago RC  09/07/2013 15:24
    O maior problema que vejo na maioria desses movimentos é que a motivação principal parece ser de cunho preconceituoso e protecionista, infelizmente.
    Parece que tudo o que querem é expulsar nordestinos de São Paulo, por exemplo.

    O que é uma pena. Tira o crédito de um movimento que poderia ir mais longe.

    Enfim... que tal um texto explicando as vantagens da livre imigração? Poderíamos mostrá-lo a separatistas protecionistas que eventualmente apareçam por aqui.
    Lembro-me de um ótimo texto escrito na forma de diálogo sobre esse assunto, onde comparava-se a livre imigração com o livro comércio de maneira geral (afinal, livre imigração = livre comércio de mão-de-obra), orientado justamente àqueles que reconhecem as vantagens do livre comércio mas são anti-imigração (típico republicano americano por ex.). Mas não me lembro do nome do texto, não consigo encontrá-lo.

  • Nyappy!  09/07/2013 20:45
    O maior problema que vejo na maioria desses movimentos é que a motivação principal parece ser de cunho preconceituoso e protecionista, infelizmente.
    Parece que tudo o que querem é expulsar nordestinos de São Paulo, por exemplo.


    É triste.

    Teve uma vez que discuti com um separatista com nome italiano que estava falando mal de nordestinos, dizendo que eram um peso para o Brasil, que eram sangue-sugas etc. Estranhamente essa arrogante pessoa era simpatizante do MRSP (não conheço ninguém que de fato faça parte dele, não posso julgar) e se dizia liberal. Isso me deixou com enorme preocupação com o futuro do liberalismo no Brasil - sou liberal desde que me conheço por gente e eu não senti que essas pessoas me representavam - elas eram elitistas e estavam sendo idiotas úteis se colocando frotalmente contra as pessoas que recebem o benefício governamental, fazendo JUSTAMENTE O QUE A ESQUERDA PETISTA QUER.

    Todos temos algum "orgulho" de nossas origens: seja um cearense, um gaúcho ou um paulista. Exacerbar esse "orgulho" para formarmos um pseudo-nacionalismo é um erro.

    E orgulhar-se que São Paulo é o estado mais rico do país é uma enorme tolice, Pernambuco(junto com Rio Grande do Norte, Paraíba e Ceará - estados que são irmãos culturalmente) historicamente tem uma tradição separatista muito mais forte, tentaram se separar por causa dos grandes benefícios que o império dava para a região sudeste do país, além cobrar muitos impostos para o nordeste. Mais recentemente existe o lobby fortíssimo da FIESP que fortalece o protecionismo e beneficia empresas que estão instaladas em... São Paulo.

    Muitos paulistas não conseguem entender porque o Nordeste votou em massa no PT em 2006 e 2010 e atribuem erradamente ao bolsa família. Bem, o motivo principal era que "o PSDB só queria saber do Sudeste e nunca fazia investimentos significativos no Nordeste", a mágoa que levou os antepassados nordestinos a fazerem a Confederação do Equador (contra os impostos abusivos e o autoritarismo) foi a mesma que o PT soube usar tão bem para arrebatar a maioria dos votos dos nordestinos. Não eram somente os pobres que votavam no PT, mas a classe média alta também.

    Resumindo. A solução está na descentralização, seja ela ela uma secessão ou um "federalismo verdadeiro", mas os modernos secessionistas paulistas às vezes caem nos mesmos erros que os modernos secessionistas sulistas, muitas vezes beneficiando a esquerda petista.
  • Malthus  09/07/2013 21:20
    Nyappy, se você acha esse pessoal preconceituoso, mais um motivo para você apoiar que eles se separem. Afinal, por que você gostaria de ser compatriota de pessoas preconceituosas?

    Se há paulistas e gaúchos que não gostam de nordestinos, então os nordestinos deveriam ser os mais fervorosos defensores da saída destes paulistas e gaúchos da federação. O fato de não apoiarem isso -- pior ainda, de acharem ruim a idéia --, mostra que eles na verdade se beneficiam dos paulistas e gaúchos.
  • Nyappy!  09/07/2013 21:32
    Me dou muito bem com paulistas (e gaúchos) e eu também não tenho problema em ser compatriota de preconceituosos, faz parte. Ligo pouco para esse negócio besta de nação.

    "Se há paulistas e gaúchos que não gostam de nordestinos, então os nordestinos deveriam ser os mais fervorosos defensores da saída destes paulistas e gaúchos da federação. O fato de não apoiarem isso -- pior ainda, de acharem ruim a idéia --, mostra que eles na verdade se beneficiam dos paulistas e gaúchos."

    E quem disse que a maioria dos gaúchos ou paulistas são favoráveis à secessão? Como nordestinos podem ser favoráveis a algo que nem concebem? Existem algum grupos separatistas no nordeste, poucos, mas grupos separatistas no sudeste e sul são minoria também, a enorme maioria é contra qualquer tipo de secessão.

    Então por essa sua lógica distorcida essa maioria do Sul e Sudeste que é contra a secessão se beneficiam do nordeste?
  • Malthus  09/07/2013 21:44
    Bom, eu peço desculpas se você se sentiu ofendido, mas não é lógica distorcida, mas sim constatação prática. Até hoje, todo o mimimi anti-separatista que ouço vindo de nordestinos está, sem exceção, calcado no espantalho do "ah, vocês querem se separar porque são preconceituosos!".

    Já os gaúchos e paulistas que são contrários à secessão o fazem por motivos politicamente corretos (eles entram na onda de que isso é coisa de preconceituoso e têm pavor de serem vistos desta forma) e por motivos pragmáticos (eles acham que isso acarretaria a criação de aduanas interestaduais e a necessidade de passaportes para irem curtir uma praia no Nordeste).

    Sorry, mas é isso que eles pensam.
  • Nyappy!  09/07/2013 22:12
    Se eu não tivesse falando com essa pessoa de orientação separatista eu não teria nada a falar sobre o movimento separatista paulista. Pelo site parecem bem liberais até, a favor do livre trânsito de pessoas etc. Eu não conheço pessoas realmente ligadas a ele.

    Mas, se os apoiadores que costumam rodear esses movimentos são regionalistas preconceituosos a tendência é que as pessoas tendam a achar que o movimento inteiro é preconceituoso e dá corda para eles serem chamados de "racistas" pelos militantes de esquerda.

    A intenção do meu comentário inicial não foi ser contra a secessão (e nem sou), mas sim alertar para isso. Por favor, preconceito é algo definitivamente ruim - não é questão de "politicamente correto - e esses movimentos devem se afastar desses maus elementos para crescer.

    PS.: Essa obsessão por ser politicamente incorreto é extremamente irritante, tanto quanto a obsessão pelo politicamente correto.
  • André  12/07/2013 15:43
    "Então por essa sua lógica distorcida essa maioria do Sul e Sudeste que é contra a secessão se beneficiam do nordeste?"

    Os paulistas que têm consciência de que o estado de São Paulo é um grande pagador de impostos enquanto o Nordeste é um grande recebedor de impostos muito provavelmente seriam à favor de que o nordeste se separasse do resto do país, pois assim teriam menos parasitas para sustentar.

    Não achei a lógica citada nem um pouco distorcida.
  • Bruno Borsatto  04/11/2014 10:49
    Olhe, sou do sul e te garanto que a maioria apoia a separação por aqui.
  • Occam's Razor  09/07/2013 22:00
    "O fato de não apoiarem isso -- pior ainda, de acharem ruim a idéia --, mostra que eles na verdade se beneficiam dos paulistas e gaúchos."

    Não sabia que as pessoas em uma certa região do país tem todas a mesma opinião. E se beneficiam como? Será que é preciso apontar para o óbvio de que dinheiro público indo para as mãos de políticos no nordeste não significa benefícios para a população dessas regiões? Não dá para enxergar que os reais interessados na não-separação são alguns políticos e seus apadrinhados (sendo muitos deles paulistas)?
    O que percebo é que, quando se trata de bairrismo, mesmo pessoas que estão expostas a boa informação aqui no mises comumente se rendem a pensamentos coletivistas fáceis. Esse sentimento é realmente poderoso.
  • paulo_torres  10/07/2013 02:03
    acho que os maiores prejudicados pela separação em um primeiro momento seriam as industrias paulistas que perderiam mercado consumidor.

    muitos falam da transferencia de dinheiro para o nordeste. mas para que dinheiro? dinheiro sem trabalho só prejudica.

    as relações entre brasil-portugal-inglaterra já provaram isso; por muitos anos portugal recebeu dinheiro gratuito do brasil e utilizou não para se desenvolver mas para desenvolver a inglaterra.

    hoje ocorre o mesmo na relação nordeste-são paulo. o transito de mercadorias e dinheiro entre nordeste e são paulo prejudica firmemente o nordeste. São paulo tem preferencia na venda de mercadorias pois não paga o que eua india e china pagam para colocar seus produtos no nordeste. transformou nordeste em sua reserva de mercado.

    em troca dá migalhas do dinheiro. que via de regra retorna a são paulo pela compra de mercadorias. dinheiro que irá financiar o desenvolvimento da industria paulista e a contratação de funcionários.

    é uma relação totalmente desproporcional. sou a favor da secessão. nos nordestinos escaariamos da esfera de são paulo e seriamos obrigados a nos desenvolver. os paulistas não tem que ter preferencia de mercado, devem concorrer de igual para igual com os chineses e norte americanos.
  • Eduardo Ramos  12/07/2013 14:50
    meu caro Paulo_Torres,de uma boa olhada neste link pra vc ter uma ideia das migalhas à qual vc refere , e de dar revolta e vcs estão no olho do furacão.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=682
  • Thiago Souza  09/07/2013 23:11
    Concordo com suas colocações, sou separatista, mas me recuso a pensar de forma preconceituosa em nossos irmãos nordestinos que tanto ajudam para construir o Estado de Sao Paulo. Toda vez que me identifico como separatista sou tachado de preconceituoso. A descentralização para o progresso é inevitável. Seja ela da forma que for. E isso também me preocupa.
  • Renato Souza  10/07/2013 05:28
    Uma vez que os estados se tornassem independentes, nada, em princípio impediria, que se proibisse a entrada dos cidadãos de uns estados nos outros. Governos independentes poderiam usar quaisquer critérios que quisessem para impedir o transito de pessoas para dentro de suas fronteiras. Inclusive critérios preconceituosos. Mesmo porque as pessoas tem todo o direito de serem preconceituosas. Não entendo porque o direito ao preconceito não está na declaração de direitos humanos...

    E se a grande maioria das pessoas de um determinado pais não quiser que imigrantes, ou determinados imigrantes, entrem lá, a tendência será que as leis impeçam essa imigração.

    Mas será que isso aconteceria?

    As diferenças de cultura, língua, religião e história, dentro da Europa são muito maiores que dentro do Brasil. Eles passaram recentemente por duas guerras pavorosas entre os países. E agora, o transito de pessoas é bastante livre.

    Em São Paulo, uma parcela imensa da população, ou é de imigrantes, ou de filhos, ou de netos de imigrantes e outros estados brasileiros. Estas pessoas teriam fortíssimos motivos pessoais para se opor a políticas de imigração muito restritas.

    Além disso, os empresários paulistas em geral e da construção civil em particular, não são loucos. Se eu fosse um grande empresário paulista, num cenário de estados independentes, eu subsidiaria fortemente os políticos mais favoráveis à facilidade de imigração, ou permanência de trabalhadores vindos de outros países.

    Creio que a tendência, num cenário desses, seria um transito de pessoas tão livre como é na Europa.

    Provavelmente, teríamos as vantagens do trânsito fácil, e grande integração, aliadas às vantagens de países menores.
  • anônimo  10/07/2013 13:18
    "Parece que tudo o que querem é expulsar nordestinos de São Paulo, por exemplo."

    Eu acho que essa apenas a caricatura que fazem dos movimentos separatistas para apenas acobertarem o verdadeiro mote e consequentemente perderem apoio popular.
  • Típico Filósofo  09/07/2013 15:06
    Absurdo. Uma "federação" resultaria no retorno das oligarquias ao poder, cujo mantenimento não resultara em tragédia apenas graças à "política dos governadores", que formava uma espécie de cartel entre prefeituras e governos estaduais de forma que tivessem de atender aos almejos do governo central ao mesmo tempo que esses estabeleciam a mesma relação de forma recíproca. Uma secessão paulista, ainda pior:

    E quanto aos projetos federais no Estado? Haverá o esquecimento das dívidas eternas paulistas junto à federação? E quanto a dívida histórica pelo domínio sobre o governo federal por décadas durante as repúblicas do café? E quanto à discriminação sofrida por imigrantes pela classe média nazista de São Paulo, como eliminar o preconceito fechando estímulos federais? Quem financiará projetos bilionários para alimentar as cidades que mais injustamente consomem energia do Brasil apesar de apenas deterem parte de seu território?

    Sou paulista e apenas tenho a agradecer à união. Além de todo o trabalho supramencionado, lembra-lo-ei de quanto a nação precisa da força intelectual paulista e que tal sinergia fez da USP a maior universidade da América Latina - um campo fértil para a plantação das ideias de progresso, civilização e humanidade. A secessão seria antítese de tudo logrado pelo estado no passado.

    E quanto ao sustento acima da média da união pelo serviço dos paulistas(Quando comparado ao Acre, Roraima e Rondônia; que geram prejuízo à união)? Deveras justo, dada à dívida histórica de seu povo para com outros estados e os objetivos da república.
  • Pedro Evandro Montini  09/07/2013 17:20
    "Dívida histórica" que será paga até quando?
  • Thiago Souza  10/07/2013 00:12
    Desculpe mas o Nazismo infelizmente não é uma opção apenas de alguns paulistas, o preconceito esta arraigado em todo o território nacional de uma forma ou de outra e isso deve ser combatido independente de causa separatista ou não. No tocante a dívida histórica acredito que a história construída por governantes não paulistas mostraram que a divida já foi mais que paga, se é que um dia ela existiu, já que todos os estados contribuíram de uma forma ou de outra para a constituição da federação como ela é hoje, uns menos outros mais, porém pela média, a balança já esta pendendo para o lado Paulista. Nao pense que dentro do estado o povo e unanime em dizer que a causa é nobre pois da mesma forma que um paulistano não agüenta mais custear as rondas fronteiriças do Acre os Campineiros também estão insatisfeitos em pagar tributos estaduais para construírem o metro da capital. Enfim, de uma forma ou de outra a descentralização é inevitável e precisa começar a ser discutida de forma madura e objetiva para a manutenção de uma união coerente a qualidade de vida de todos os cidadãos, sejam paulistas ou não. Pagar 10 e receber 2 em investimento federal não é um modelo sustentável.
  • pensador  09/07/2013 15:11
    Já esqueceram que Brasília empregou milhares de pais de família durante sua construção? Ô povo sem sentimento!
  • Eduardo  09/07/2013 15:15
    O pior são os argumentos contra a separação. Já ouvi gente dizendo que existem estados que não são auto-suficientes em carne, em roupas, enfim... e teriam que importar tudo, o que seria "trágico".

    É impressionante o quanto o cidadão comum falha ao entender o livre comércio, e quanto valor ele dá pra linhas imaginárias.

    Já um argumento que ouvi não faz nem uma semana foi o das forças armadas. Supostamente, os estados brasileiros seriam muito pequenos pra protegerem a si mesmos com forças armadas, daí a necessidade do governo federal.
    É como se não enxergassem que os estados brasileiros são maiores do que muitos países soberanos que ainda assim têm todas as características de um país moderno (pra bem ou pro mal).

    E a lista continua... parece que as pessoas se forçam a acreditar que precisamos de um governo de dimensões continentais.

    Mesmo países gigantes e relativamente prósperos como EUA e Canadá gozam de uma boa descentralização de poder e alto grau de soberania dos estados.

    Canadá, por exemplo, sequer tem uma estrovenga soviética que é um órgão federal de educação. Cada província é responsável pela educação.
    Já brasileiros querem acreditar que sem um ministério federal da educação teríamos resultados péssimos na educação! Sem o Mercadante cuidando da educação de todo o país todos nós seríamos burros!

    Um exemplo sensacional dos EUA é o estado de Wyoming que prevê encarcerar criminosos federais que vierem enforçar leis federais sobre armas de fogo que o estado de Wyoming não concordar.
    Obviamente, os EUA estão faz tempo centralizando o governo, concentrando poder no governo federal, e cada vez menos os estados são soberanos (o governo federal até ignora a legalização de maconha medicinal nos estados e manda gangsters federais prenderem pessoas doentes que fazem esse tipo de tratamento). E... olha o lixo que o país está se tornando com essas medidas.

    Descentralização é o caminho. Centralização apenas aumenta os conflitos na sociedade e dá poder à políticos, burocratas, legisladores e corporações que os controlam.
  • anônimo  09/07/2013 21:04
    Mas o que seria da seleção brasileira de futebol?
  • A  10/07/2013 05:13
    Mas o que seria da seleção brasileira de futebol? [2]
  • Juliano  09/07/2013 16:37
    Também vejo no separatismo o caminho mais curto para mais liberdade. Vários dos vícios que existem nos Estados grandes ficam inviabilizados em contextos menores.

    Mas também precisamos ressaltar que só o separatismo não ajuda nada se não vier acompanhado de valores que favoreçam a liberdade. Um regime autoritário continua sendo autoritário. A América espanhola, que não conseguiu se manter unida, é um exemplo clássico. Mas, mesmo aí, podemos ver algumas esperanças, como é o caso do Chile. E, no caso dos EUA, com todas as suas imperfeições, foi um país continental que acabou representando a maior expressão de uma sociedade livre.

    Territórios pequenos também facilitam alguns tipos de exploração. Um grupo que é muito influente apenas em uma região ganha com o separatismo, pois tem menos barreiras para aumentar seu poder. O nacionalismo e os papos de soberania viram explicações aceitas para a expansão da violência contra a população local.

    Em um ambiente cultural propício, também acredito que territórios menores têm o poder político mais restrito. É também mais fácil influenciar um grupo menor de pessoas do que tentar ter algum tipo de influência em um continente. Infelizmente, ao contrário dos marxistas, não temos respostas fáceis para os problemas.
  • Alexandre  09/07/2013 16:39
    Outro fator importante é a limitação de armas. Se um grupo não pode ter armas, não tem como ele se defender do governo central.
  • Bezerra  09/07/2013 17:55
    Nem ao futebol eu vejo problemas como o autor ver. Quem gosta mesmo de futebol, gosta mais do clube de coração do que da Seleção. Até seria benéfico para o futebol paulista, pois o campeão estadual teria vaga assegurada na libertadores. Campeonato estadual viraria nacional.
    Contudo não seria só vantagem para os paulistas. A indústria paulista teria que concorrer com os importados no resto do Brasil. No meu estado mesmo, boa parte dos produtos são produzidos em SP. Seria um mercado que SP perderia, pois teria que competir igualmente com o resto do mundo. Portanto, se de um lado SP ganharia por não ter que pagar impostos para sustentar outros estados, do outro lado, perderia um mercado que hoje tem sido praticamente exclusivo. Ou seja SP é não tão prejudicado nesse atual arranjo como se pensa. Se realmente fosse, não tenho dúvidas, já teria operado a secessão.
  • Leandro  09/07/2013 18:00
    A secessão do estado de São Paulo representaria o ocaso imediato da FIESP e de seus plutocratas corporativistas. Quer motivo melhor para se apoiar a secessão?
  • Andre Cavalcante  09/07/2013 20:23
    Uai. Porquê?
    Não é de se pensar que a FIESP se tornaria ainda mais poderosa em um arranjo mais regionalizado?
  • Leandro  09/07/2013 21:10
    André, na verdade, estou falando do ponto de vista de um mineiro.

    Sem o resto Brasil sendo mantido cativo pelos barões da FIESP, eles agora não teriam mais onde desovar todos os seus produtos. Atualmente, a FIESP consegue fazer o governo federal fechar as fronteiras do Brasil para que apenas ela possa vender para todo o país. Com a secessão, ela não mais teria essa influência e teria de se virar: se quisesse continuar vendendo para os outros estados, teria agora de vender bens melhores e mais baratos. Se fosse continuar exclusivamente com São Paulo, teria de reduzir sobremaneira seus preços.

    Viu como a secessão funciona bem para os dois lados?
  • Fernando Chiocca  10/07/2013 21:37
    Bezerra, na verdade eu disse que o problema seria apenas para organizar campeonatos mundiais, como Copa do Mundo e Olimpíadas. O futebol de clubes realmente continuaria atrativo ou seria até mais atrativo do que hoje já é.

    Agora quanto as barreiras de importação, essas tenderiam a desaparecer quanto menor fosse o território do estado.
  • Paulo Kogos  09/07/2013 18:01
    excelente texto!

    corrobora a brilhante constatação de Hans Hoppe!

    INDEPENDENCIA DE SÃO PAULO JÁ!
  • Julio dos Santos  10/07/2013 13:02
    INDEPENDÊNCIA DO RIO GRANDE DO SUL JÁ!!
    Se as revoltas ocorridas no passado (Farroupilha, Sabinada, Balaida...) tivessem a possibilidade de comunicação de hoje para traçar uma estratégia única contra um inimigo único, certamente teríamos alcançado o objetivo de termos estados menores. O triste de hoje é que temos o instrumental perfeito para isto, mas a população esqueceu o quando o governo central é o inimigo!
  • Wagner  10/07/2013 14:36
    Existe o movimento "O Sul é o meu País" mas nunca vi sair do lugar.
    É impressionante como o povo foi em massa pras ruas fazer algazarra e festa falando que é "protesto" mas não se mobiliza para lutar por algo útil e com consequências positivas como a independência de cada estado.
  • sum1  09/07/2013 18:30
    Ah. Então não sou o único que pensa assim.
  • Goldstein  09/07/2013 19:13
    De fato, a centralização do poder nas mãos do governo federal é a ruína deste país. Acho que não defenderia o separatismo, mas defendo a diminuição drástica dos poderes do governo federal. Autonomia para os estados e municípios! Cada estado e município precisa ter o poder para legislar sobre questões como desarmamento, 'casamento' gay, impostos, direito penal, etc.
  • IRCR  09/07/2013 20:01
    Enquanto isso o capitalismo de compadre....

    Câmbio mudou de patamar e não deve se desvalorizar mais, afirma Pimentel Segundo informações da Agência Estado, atual taxa de câmbio parece ser confortável aos empresários

    www.infomoney.com.br/mercados/cambio/noticia/2859250/cambio-mudou-patamar-nao-deve-desvalorizar-mais-afirma-pimentel
  • Eliel  09/07/2013 20:06
    Toda a riqueza produzida pela cidade deveria ficar, em primeiro lugar, na cidade, depois uma parte, em segundo lugar, ficaria com o estado e, finalmente, os estados dariam as migalhas para a união.
    Londrina, minha cidade, que poderia ser mais rica e progressista do que já é, quando sofreu com inundações alguns anos atrás, teve que pedir ajuda à união, e até hoje, pelo que tenho acompanhado pela mídia local, não veio!
    Curitiba é a capital, mas tratando-se de Londrina ter tido um sistema de transporte urbano inspirado nos coletivos curitibanos, com seus tubinhos, ligeirinhos e articulados - que aliás é muito bom - acabou desprezada ao longo de sua história pelos sucessivos governadores paranaenses.
    E se fosse, numa remota hipótese, para São Paulo separar do resto da união, digo que a maioria dos londrinenses desejariam ser o Sul desse estado separado. Todo o Norte paranaense.
    Sobre o projeto do plebiscito da Dilma:

    É como se Maria Antonieta perguntasse a "les gens furieux", diante de seu palácio, se eles gostariam de comer seus batons no café da manhã para matar a fome na falta de pão!

    Desculpem-me se exagerei, não tanto quanto Marat, l'ami du peuple, mas o artigo do Fernando está ótimo. Parabéns. Principalmente pelos elogiosos sons captados durante o pronunciamento da Dilma mostrados no vídeo. Ressonância sonora total com Londrina.
    Abraços.
  • Andre Cavalcante  09/07/2013 20:14
    Cadê os gaúchos, tchê!?

    Tá na hora de todo mundo se separar...

    Na boa, considerando a situação atual, não vejo a mínima possibilidade de isso acontecer nos próximos 100 anos... (a não ser que as condições mudem, é claro!)
  • Laszlo  10/07/2013 01:27
    Aqui no Rio Grande do Sul estão os comunistas mais rançosos do país.
  • Sergio  09/07/2013 20:32
    Concordo com o autor.Se o Rio de Janeiro fosse independente, seria um Estado que controlaria suas fronteiras contra a invasão de indesejáveis com pouca cultura e saúde que se alojariam em favelas. Controlaria a entrada do tráfico de armas e drogas que entra por São Paulo . Seria um estado pequeno,mas com alto grau de cultura (é o Estado da Federação com maior número de alfabetizados e melhor percentual de pessoas com nível superior)Além disso ,o Rio tem uma cultura de contestação à autoridade que seria um saudável freio à eleitos como o rinoceronte Cacareco e outras animálias como Tiririca.Finalmente ,tem uma agricultura produzida por pequenas e médias propriedades que tornaria o Estado autossficiente em vários ítens alimentares , sem criar um poderoso e perigoso lobby agrário.Para terminar ,não desperdiçaria divisas na compra de petróleo ,que é a ruína de muitas nações carentes de recursos enérgicos,visto que o Estado é autossuficiente em petróleo.De fato ,a secessão é muito interessante para os cariocas.
  • Marcio  09/07/2013 20:48
    Caro Chiocca, o problema é que todo movimento revolucionário tem em si aquele elemento negativo de destruir a ordem vigente, para que do caos e da destruição emerja enfim algo de bom... É essa a ideia por trás de todas as revoluções. Não importa se é separatista ou unificadora, é nesse contexto de destruição que o príncipe de Maquiavel encontra seu habitat.
    Quando penso em revolucionários, penso em Giuseppe Garibaldi enquanto esteve aqui no sul do Brasil o revolucionário aderiu ao movimento separatista do RS e ao voltar para Itália, aderiu novamente à causa reunificadora da Itália...
    Parece contraditório, mas o que o revolucionário de qualquer época quer é subverter a ordem e destruí-la, fazer o mau e para que do mau, da destruição, nasça uma nova ordem melhor e ideal, desde que os príncipes revolucionários se tornem os detentores do poder.

    Sabem quem foi o primeiro revolucionário, esquerdista radical?

    "O primeiro radical da história humana, o qual se rebelou contra a classe dominante e fez uma rebelião tão eficaz que pelo menos ganhou seu próprio reino — Lúcifer".
    Saul Alinski no livro Rules of Radicals...
  • Fernando Chiocca  10/07/2013 21:33
  • Getulio Malveira  09/07/2013 21:03
    Muito bom esse texto e conveniente para o dia de hoje. Seria um sonho ver Minas se separar do resto do Brasil.
  • Sérgio  09/07/2013 21:11
    Eu já lí o Guia politicamente incorreto da história do Brasil do Leandro Narloch. Ele é muito bom. Quem não leu ainda, leia.
  • gabriel  09/07/2013 22:05
    Vejo que muita gente ainda tem esse orgulho e 'estereotipagem' regional, não que seja contra isso, mas não consigo ver generalização de paulista, mineiro, nordentino, carioca.

    Nunca tive o menor orgulho do pais em que nasci, nem do estado ou cidade, conheço pessoas interessantes em diferentes 'regiões' e nunca dei bola pra isso. Mas se desse sentimento surgisse qualquer tipo de fragmentação estatal eu apoio!
  • Renato  09/07/2013 22:09
    Não sei se eu vou falar uma estupidez, mesmo porque não sei se as leis eleitorais do país permitem isso, mas vamos lá:

    Não seria interessante criar um partido (também odeio a ideia, mas acredito que nesse momento poderia ser necessário) ou movimento só para levantar as ideias de livre mercado em determinado estado?

    Por exemplo: "Partido do Estado do Rio de Janeiro"; "Partido pelo Estado de São Paulo", "Partido Mineiro",... Esses movimentos e partidos defendendo a liberdade econômica nos estados poderiam mostrar com mais facilidade para a população que crescimento econômico só mesmo com a livre iniciativa.

    Os partidos deverão defender o livre mercado e ao mesmo tempo mostrar com a centralização vindo de Brasilia só empobrece o país.



  • Rodrigo Lopes Lourenco  09/07/2013 23:52
    Renato,
    Como ideia, estou do seu lado. Todavia, a Constituição Federal, centralizadora, esquerdista, preconceituosa e míope, proíbe partidos políticos que não tenham caráter nacional em seu art. 17, inciso I.
  • Gustavo BNG  10/07/2013 05:30
    Acho mais eficiente esforçarmos por uma revolução cultural antissocialista, como o próprio IMB e outros veículos (Mídia Sem Máscara, Libertários, Campanha do Armamento, Portal Libertarianismo, Luciano Ayan, Reaçonaria etc.) vêm fazendo.
  • Renato  10/07/2013 16:57
    Gustavo BNG, mas a minha ideia ao criar "partidos estaduais" seria para ajudar a implantar as ideias de livre iniciativa. O que para mim seria o ideal porque as despesas para criar um partido ou movimento de ideias de livre mercado a nível nacional vai custar muito dinheiro e muito tempo.


    Rodrigo Lopes Lourenco, por isso a minha dúvida: Eu já desconfiava que a Constituição do Brasil e o Tribunal Eleitoral impediria de que tal "partidos" pudessem existir, mas todavia pelo que sei a Constituição Brasileira por mais que tente não pode impedir (por enquanto) que se forme movimentos ou grupos que preguem tais ideias para uma maior independência dos estados.

    Se "partidos estaduais" não podem, movimentos estaduais podem.
  • Rodrigo Lopes Lourenço  11/07/2013 23:34
    Renato,
    Mesmo a atual Constituição - centralizadora, utópica, mentirosa e lesiva - NÃO impede a associação desarmada para fins lícitos (art. 5º, XVII).
    Sugiro, de qualquer forma, muito cuidado com a Constituição: ela é a menina dos olhos de todos que são contra descentralização, desestatização, desregulamentação. Por outro lado, ela garante privilégios insidiosos para alguns, os quais, evidentemente, defendem-na.
  • Francisco A. Lobo  10/07/2013 01:49
    Já passou da hora de o Estado de São Paulo lutar por, pelo menos, uma forte automomia em relação ao resto do país, para que não tenhamos a obrigação de sustentar regiões e municípios parasitas que só sobrevivem de verbas distribuidas de Brasília, graças a impostos abusivos. Fico imaginando o quanto o estado paulista seria rico se a maior parte do dinheiro sugado daqui ficasse aqui mesmo benificiando esta população que é uma das mais criativas e trabalhadoras.
  • Mauricio.  10/07/2013 03:07
    Interessante este artigo do Ricardo Amorim, do Manhattan Connection, falando sobre o peso do Estado.

    Parece que estamos entrando, finalmente, no mainstream.

    ricamconsultoria.com.br/news/artigos/artigo-do-economista-e-apresentador-do-manhattan-connection-para-a-revista-isto-e-sobre-o-bolsa-brasil
  • Pedro Evandro Montini  10/07/2013 03:19
    Sou totalmente a favor da independência de todos os estados brasileiros e a consequente extinção do Brasil como instituição. Em seguida, todos os municípios conquistariam a sua independência e consequentemente todos os estados (já separados do Brasil) também seriam extintos. E por fim seriam extintas as prefeituras de todos os municípios independentes.

    O mesmo poderia ser replicado a todos os países concomitantemente.

    Tomara que eu esteja vivo para testemunhar essa façanha da sociedade.
  • Samir Jorge  10/07/2013 07:44
    Creio que o modelo grego cidade-estado seria uma boa opção.

    Interessante observar a União Européia que rejeitou um governo centralizado. A união no entanto é composta relativamente de pequenos estados. Poderia ser menores.
  • Renato  10/07/2013 16:46
    Samir Jorge, a Idade Média, que para muitos foi a "Idade das Trevas", praticamente era assim, cidades-estado.

    Ou você nunca ouviu sobre as cidades-estado como Florença, Milão, Turim,...
  • É vedado o anonimato  10/07/2013 08:02
    Na linha de "cidades-estado => maior liberdade", acredito que a seguinte palestra interessará aos leitores desse site:



    Parece bom demais pra ser verdade.
  • Samir Jorge  10/07/2013 09:41
    O monoteísmo que herdamos da tradição judaico-cristã seria um simulacro do poder centralizador
  • Gustavo BNG  10/07/2013 20:41
    As sociedades mais descentralizadas surgiram da tradição judaico-cristã.
  • Bruno D  10/07/2013 13:45
    Esse simulacro de um poder centralizador, atuou apenas no campo moral ou lógico etc. Não foram esses países (que herdaram essa tradição) que tiveram mais sucesso na preservação das liberdades individuais e do conceito de propriedade indiviual?

    Lembrem que nos países comunistas as primeiras providencias foram acabar com o poder religioso.
  • Daniel  10/07/2013 14:08
    Os paulistas precisam de Brasília pelos mesmo motivos que os peixes precisam de bicicletas.

    PELA INDEPENDÊNCIA DE SÃO PAULO !!!
  • Brasileiro puro  10/07/2013 15:58
    Notícia quentissima do alertatotal. Chupa essa forças armadas. Querem tomar o Brasil. Brasileiros se preparem para a guerra.


    A Inteligência Militar já avalia se é mesmo verdadeira a informação que circula no Facebook sobre o desembarque de venezuelanos segunda-feira à noite, no Mato Grosso do Sul.

    Eis o relato resumido que rola pelas redes sociais:



    "Ao fazer conexão no aeroporto de Campo Grande por volta das 20 horas , me deparei com esse mostrengo da força aérea Venezuela em pleno aeroporto brasileiro descarregando muita bagagem, até ai tudo bem, entrei no saguão pra pegar o voo pra SP e me deparo com mais de 200 venezuelanos com caras de terrorista acompanhados de uns 6 soldados fardados".



    "Pois bem, de repente de minha janela observo estes que aparentavam mais alta patente e maldade saindo por uma porta especial , e se dirigindo pra o seu avião venezuelano , achei muito estranho e uma aeromoça me disse que outros mais haviam partido em outro voo pra local desconhecido".



    "Essa foi a ultima foto , eles chegando no avião cargueiro , agora pra onde foram eles e pra onde foram os outros nos voos domésticos e por quê?"


    Cadê as Forças Armadas. Vamos entrar em guerra? Pode creeeeerrrr

    Olha quem é o PT.

    Divulguem inclusive pras Forças Armadas.
  • Rodolfo  11/07/2013 04:42
    Quanta bobagem! Alguns paulistas acham que o Estado de São Paulo é a Califórnia e a cidade é Nova Iorque! Não há nenhuma justificativa étnica, cultural, religiosa ou econômica para uma "independência" de São Paulo, que aliás é muito dependente dos insumos de outros Estados: petróleo, minério de ferro e energia. O mundo hoje é o de estados supranacionais, não de microestados.
  • Fernando Chiocca  11/07/2013 14:43
    Realmente Rodolfo... coitadinhos de Hong Kong, Mônaco, Liechtenstein. Vamos fazer com que os brasileiros, americanos, russos e chineses acendam uma vela para esses infelizes.

  • Andre Cavalcante  11/07/2013 15:33
    Perfeita essa frase, Rodolfo: "O mundo hoje é o de estados supranacionais, não de microestados."

    E esse é o maior problema da atualidade.

    Jurisdições menores e mais livres são melhores que big big estados controladores e intervencionista. É melhor vários países menores que se unem em uma grande união realmente federada do que uma grande tirania e/ou império (mesmo a base do voto).

    Só isso é motivo mais que suficiente para uma secessão. Infelizmente pouca gente sabe disso.

  • anonimo  11/07/2013 11:43
    "Além dos políticos que controlam territórios gigantescos e se tornam multibilionários por conta disso,..." realmente com essa divisao ficaria muito mais dificil esses politicos locais controlarem a populacao local( coisa que ja fazem hoje), dando a presidencia, sabe um principado, ou reinado, condado a um representante das oligarquias local, apos a formacao de cidade estado a la grecia antiga, as coisas melhorariam muito, como por exemplo no Maranhao, na Bahia, Rio Grande do Norte, entre outros, logicamente eles com o tempo perderiam o poder, pois deixariam de se submeter a um governo central e dariam toda atencao aos conterraneos na busca de um capitalismo livre, sem a maquina central sugando "todos" os recursos.
  • Marcos Campos  11/07/2013 18:04
    Sarney e Collor implementariam ditaduras em seus respectivos Estados de Certo.
    Se não me engano Alagoas e Maranhão neh?!
    Ou pelo menos tentariam...
  • Renato  11/07/2013 22:26
    Marcos, eles só conseguiram implementar uma "ditadura" devido ao sistema centralizador da politica brasileira. Isso não tem nada a ver com mais independência dos estados. Ao contrário: Se os estados tiverem mais liberdade econômica, esses burocratas mencionados por você perderão mais e mais espaço.
  • anonimo  12/07/2013 08:40
    Em um passado remoto sim ate concordo com voce Sr Renato! Mas hoje com a facilidade das comunicacoes entre as pessoas( leia-se internet), como nao juntar as pessoas? orienta-las com base economicas de origens diversas miseanas, maxianas e outras ...anas,( coisa que esse site por exemplo tenta fazer) no intuito de conscientizar as pessoas. Hoje lhe digo que eh muito mais facil fazer estas divulgacoes de ideias.
    Essas oligarquais locais, se mantem e se mantiveram no poder devido a propriedade por exemplo das telecomunicoes( radio e TV) uma concessao publica ( em teoria de todos), mas que tornou-se monopolista, quando aparecia uma concorrencia local( estes eram comprados) para perpetuar tais oligarquias e antes disso a impressao de jornais, diarios etc eles tamebem detinham a posse.
  • Renato  12/07/2013 14:20
    Anônimo, é isso que eu estou falando: Isso tudo só foi permitido devido as leis centralizadoras de Brasília com as tais concessões de canais para esses oligarcas. Então repito o que eu disse no meu outro comentário: "devido ao sistema centralizador da politica brasileira."

    Só pode dar concessão a canais de televisão e rádios o poder centralizador de Brasília.

    Anônimo, pelo menos umas cinco décadas (no mínimo) o brasileiro foi alvo de infestação doutrinal esquerdista. A internet assim como pode ser usada para propagar o esquerdismo, pode ser usada também para propagar o não esquerdismo. E eu particularmente acho isso ótimo, já que décadas atrás era só os esquerdismo que praticamente era divulgado.
  • Smigle  11/07/2013 22:33
    Forças Armadas (MENSAGEM ATUALIZADA) - POR FAVOR DIVULGUEM (INTERNET, EMAIL, FORUNS, COMENTARIOS, IMPRESSOES, ETC). Uma resposta sincera para todas as forças armadas e "salvadores" em geral.

    E a história sempre se repete.

    "E em toda a terra de Israel nem um ferreiro se achava, porque os filisteus tinham dito: Para que os hebreus não façam espada nem lança (…). E sucedeu que, no dia da
    peleja, não se achou nem espada nem lança na mão de todo o povo que estava com Saul e com Jônatas"
    (1Samuel 13:19; 22).

    Quem disse que o comunismo estava quase acabado estava muito enganado. Fazendo cara de cão sem dono, entraram no poder (Diretas já?!). Aprovaram todas as leis possíveis contra o nosso povo. Leis torpes, escrupulentas, genocidas, e imorais contra toda uma nação, modificando a história e introduzindo-as nas escolas. Isso tudo tem que ser desfeito. Planejam nossa destruição em pleno terrítório nacional (www.midiasemmascara.org/mediawatch/noticiasfaltantes/foro-de-sao-paulo/14173-as-farc-ja-tem-representante-legal-no-brasil.html). Eleição 2014 é faixada. Temos que tirá-los a força.

    Vocês, serão desmoralizados, até que não tenha condições para uma hora de guerra (sem armamento, mantimento, e etc). Como sabem não
    ganharam a próxima eleição sem luta, terão que apelar (Aviões de guerra venezuelano despejam centenas de guerrilheiros no Brasil ( www.militar.com.br/blog25424-Avi%C3%A3o-Mil-
    Venezuelano-Despeja-Guerrilheiros-Campo-Grande-MS ). A passeio mesmo? Nada calada da noite? Quem dorme aqui é o povo, ou vocês que se acomodaram? (Lança mísseis é
    apreendido pela PM em uma casa em Apucarana - jornaldopovoparana.com/lanca-misseis-e-apreendido-pela-pm-em-uma-casa-em-apucarana/ ). "Bagagem?" ... "Passeio?
    Tenho certeza que estão no meio das manifestações, prontos para a luta armada". Continuam achando mesmo que eles teram misericórdias de vocês, que interromperam o
    objetivo deles de 1964? Eles vão mandar vocês pro AR. Eles já estão atacando (Rodovida do Xisto em Araucária é explodida por mais um míssil ... MAIS UMMMM!- www.youtube.com/watch?v=B8wmKaOgoOM ).

    Investiguem políticos, ONGS, partidos políticos, emissoras de rádio, tv, e sites de notícias (Prisão perpétua para a escória). Diretas já foi criada por ele e para eles.

    Façam alguma coisa. Se não querem fazer isso pelo País, façam por quem vocês amam. Seus entes queridos. Pela vossa família. Pelos seus filhos ... Pelas nossas crianças. Saibam que não se agradará à todos. Mas no final todos teremos consciência de dever cumprido. Pelo Amor do Nosso Senhor, vos imploramos, vos suplicamos, nos ajudem. MEU DEUSSSSSSSSSSSSSS FAÇA ELES OUVIREM. Pois não teremos mais uma segunda chance...

    Que o Senhor nos ajuda. Em nome do seu filho, o Cristo.

    "Uma andorinha só não faz verão. Elas faz todas as estações acontecerem." Abraços e que Deus nos abençoe ... e proteja.
  • Renato  12/07/2013 14:25
    Anônimo, é isso que eu estou falando: Isso tudo só foi permitido devido as leis centralizadoras de Brasília com as tais concessões de canais para esses oligarcas. Então repito o que eu disse no meu outro comentário: "devido ao sistema centralizador da politica brasileira."

    Só pode dar concessão a canais de televisão e rádios o poder centralizador de Brasília.

    Anônimo, pelo menos umas cinco décadas (no mínimo) o brasileiro foi alvo de infestação doutrinal esquerdista. A internet assim como pode ser usada para propagar o esquerdismo, pode ser usada também para propagar o não esquerdismo. E eu particularmente acho isso ótimo, já que décadas atrás era só os esquerdismo que praticamente era divulgado.
  • Fernando Chiocca  16/07/2013 15:50
    Viva a cultura paulista

  • Leonardo Couto  16/07/2013 17:19

    Acho que a divisão do território brasileiro pode ser um fator que trará mais chances de liberdade se comparado ao jugo de brasília. Certamente é uma chance que se tem de diminuir o tamanho do governo ao trazer um ambiente mais "concorrencial" entre os países resultantes da separação.

    Porém, não podemos esquecer, que mesmo que os sentimentos separatistas estaduais possam trazer resultados benéficos a causa da liberdade, eles não estão em comunhão com a filosofia da liberdade.

    Os movimentos separatistas não têm nada a reclamar do estatismo, extorsão e agressão orquestrados pela filosofia coletivista. Não é uma característica de movimentos de reforma da estrutura governamental, obviamente, o repúdio à própria existência do governo. No caso dos separatismos estaduais, eles nem ao menos incorporam a diminuição da interferência em sua causa.

    Os movimentos separatistas apenas não estão satisfeitos com o arranjo estatal vigente. Eles pretendem trocá-lo por sua própria opressão. Não há diferença entre a ficção da brasilidade e a ficção da "paulistanismo", "gauchismo", "mineirismo" e todos os outros contos de ficção inventados para reforçar a base de sustentação do estado que é a ideia de filiação forçada, seja à mentira que é o Brasil, ou a mentira que é São Paulo, Minas e todos os estados do país.

    Portanto, meus amigos, esse separatismo deve ser apenas visto como um mal menor. Um mal menor como uma democracia sobre o despotismo. Como o keynesianismo sobre o marxismo. Como todas as outras repugnâncias que se sobressaem apenas por existir uma repugnância maior ainda.

    É um mal menor. E mal menores nós não amamos. Somos apenas espectadores da luta entre tiranias, não agentes. Temos nossa própria causa, e essa sim, não é tirana.
  • Anarco-Individualista  18/07/2013 01:17
    Contra a esquerda SIM! A favor da direota NÂO!
  • anônimo  27/10/2014 14:44
    https://fbcdn-sphotos-b-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xfp1/v/t1.0-9/10380979_619429251498869_7398756807339395813_n.jpg?oh=e0f3642af0debd4f060785c328c5ffaa&oe=54EBAD18&__gda__=1423884945_f0af683435706b53ca2d266b7df94ee7
  • Veltman Oliveira  28/10/2014 18:15
    Só uma correção: o vídeo mostrado no artigo não é no Rio de Janeiro, mas sim em Brasília.
  • Alexandre Melges  29/10/2014 02:15
    O direito de auto determinação dos povos é um dos direitos universais, base das Nações Unidas e da sociedade ocidental contemporânea. Ele só não é respeitado por países autoritários como Rússia e China. Querer desqualificar um movimento por auto-determinação como xenofóbico, ou qualquer bobagem, é um crime grave, se não do direito nacional, com certeza do direito internacional. É por isso que houveram plebiscitos em Quebec, na Escócia, e que o Reino Unido concedeu independência à Irlanda após um plebiscito vitorioso. Semana passada, 100 mil saíram às ruas pedindo a independência da Catalúnia, e não houve nenhuma condenação acusando-os de serem xenofóbicos. É um direito deles, assim como é um direito fundamental nosso paulista, previsto pela ONU e pelo direito internacional. E qual motivo temos para pedir isso? Não é apenas a vitória do PT e da Dilma. Esta é a gota d'água. O motivo é vivermos em uma república em que a democracia não é plena, se é que podemos chama-la disto. E não é plena em detrimento dos paulistas, mais do que de todos. O voto de um rondonense ou roraimense vale mais de 10 vezes o nosso na eleição de deputados federais, e mais de 100 vezes na eleição de senadores. O voto de cidadãos de qualquer outro estado vale mais que o nosso, dos paulistas. Então o congresso nacional não nos representa justamente. E com isso as leis por eles criadas não nos representam justamente. E por esses dois últimos, o dinheiro proveniente dos nossos impostos não revertem em sua maioria para nós, mas sim para outros povos que segundo o estado brasileiro são politicamente mais importantes. Nos últimos 12 anos, e pelos próximos 4 anos, nossos presidentes não foram os escolhidos por nós. Os ministros do Supremo Tribunal Federal foram em sua maioria escolhidos por presidentes que não foram escolhidos por nós. Ou seja, no nível federal, somos governados há muito tempo por 3 poderes que não foram escolhidos por nós. Estes três poderes nos desfavorecem em prol de outros povos que o Brasil considera mais importantes. Eu digo basta. São Paulo independente! E vocês que nos negam o direito internacionalmente reconhecido de plebiscito para tanto, chauvinistas que são, não mais nos calaram!
  • Natan  30/10/2014 10:37
    Isso mesmo amigo! Só quem é paulista sabe o quanto SP é destroçado economica e culturalmente pelo restante do país. Infelizmente nossos valores, objetivos e visão de mundo não são representados. Para o outro Brasil nosso estilo de vida é piada pronta.
  • Al  29/10/2014 11:41
    Concordo 100% com o artigo, mas como temos que transigir com a realidade política acho que isso aqui já seria um passo enorme para melhorar as coisas:

    www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/08/1326593-plinio-castrucci-cidadania-um-problema-de-aritmetica.shtml

    Redistribuir as cadeiras do congresso, na proporcao das populações, e ainda de quebra diminuir o número de deputados.
  • Antonio  30/10/2014 21:12
    Bom, em determinadas épocas não dá pra analisar os levantes separatistas com os preconceitos atuais. Do século XVII é bem pouco provável que a intenção daqueles tempos seja parecida com a do século XX ou deste século.
  • Pablo habibe  29/07/2015 03:59
    Argumentar a favor do separatismo não se sustenta. A princípio me parece demagogia eleitoral baseada e questões de alteridade incompatíveis com o liberalismo.

    A redistribuição de recursos ocorre em todas as esferas estatais de todos os estados, não importando os seus respectivos tamanhos ou jurisdições. Se temos uma carga tributária exagerada (e temos) ou desequilíbrio exagerado nesse ou naquele quesito administrativo é outra questão e apontar o separatismo como solução é casuísta e simplório ao ignorar as vantagens objetivas de se engajar no processo contrário, o de se pertencer a estados cada vez maiores geograficamente, criando condições unificadas e simplificadas de regras de mercado e legais, por exemplo.

    Pela primeira vez me decepcionei com este site que, em geral, apresenta conteúdo de altíssima qualidade. de toda forma, viva a liberdade de expressão...
  • Dyskobolia Grodzysk-Wielkopowski  16/01/2016 12:12
    Creio que o artigo não teve como objetivo "apresentar o separatismo como solução",mas sim mostrar que,se uma determinada população estiver insatisfeita(ou não sentir-se identificada) com o país(governo),então tem todo o direito de separar-se.
  • anonimo  17/01/2016 19:59
    Não é uma solução casuísta, é uma consequencia dos direitos naturais de cada pessoa


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