clube   |   doar   |   idiomas
Jesús Huerta de Soto explica o socialismo de maneira completa e definitiva


Clique na imagem para adquirir o livro
Há três livros que ocupam um lugar honroso em minha biblioteca austríaca: Socialism, de Ludwig von Mises; Austrian Perspective on the History of Economic Thought, de Murray N. Rothbard; e Democracia - o deus que falhou, de Hans-Hermann Hoppe.  Em minha concepção, estes livros brilham de forma incandescente sempre que olho para eles em minha estante.

E você certamente está se perguntando: onde fica o Ação Humana, de Mises?  E o Man, Economy, and State, de Rothbard?  E o Moeda, Crédito Bancário e Ciclos Econômicos, de Jesús Huerta de Soto?  É claro que estes livros também estão lá, mas o fato é que os Três Grandes flutuam em uma bolha gravitacional própria, pois formam o núcleo solar do meu processo definitivo de cura em relação ao insidioso vírus socialista.  É claro que, nesta tarefa, fui ajudado por vários satélites menores que giram ao redor dos Três Grandes, dentre eles 1984, A Revolta de Atlas e An American in the Gulag.

Quando tinha nove anos de idade, tornei-me um stalinista fanático imediatamente após ter lido O Capital na biblioteca de minha cidade.  Aos trinta anos, já havia suavizado um pouco: agora eu era um marxista linha-dura, militante fervoroso do Partido Trabalhista britânico.  Tão arraigada em minha mente estava essa ideologia negra, que estou convencido de que, olhando em retrospecto, eu tinha olhos de serpente, uma cauda bifurcada e chifres diabólicos.

Felizmente, consegui me curar deste horror ao finalmente perceber que o socialismo é uma completa idiotice criada por uma gente inescrupulosa, sedenta por poder e ávida por escravizar a humanidade em causa própria, além de ser também a mais maléfica, estúpida e destrutiva religião que a humanidade já inventou.  Além dos vários outros desastres que esta ideologia que odeia o ser humano já causou, em sua ânsia por manter as pessoas estúpidas, doentes e pobres — e, consequentemente, mais servis e dóceis para serem exploradas —, o socialismo dizimou centenas de milhões de pessoas, particularmente no século XX, período este que hoje deve ser visto como a sua saudosa era dourada. 

Infelizmente, levei vários anos para me curar desta virulenta infecção mental, processo esse que envolveu uma década de estudos autônomos, de percepção tardia e, principalmente, de várias perguntas duras feitas a mim mesmo, bem como vários relacionamentos despedaçados, memoráveis e amargas acusações de deslealdade, e a dolorosa degradação gerada por hábitos mentais já inoculados em minha mente — afinal, foram anos em que fui treinado a nutrir ódio exasperado e inveja maliciosa de pessoas mais bem sucedidas do que eu.

Os três livros que finalmente destruíram o normalmente imune vírus do socialismo que havia infectado a minha mente foram os supracitados, especialmente o Socialism, de Ludwig von Mises, um livro que até hoje se mostra vigoroso e inspirador a cada releitura, uma espécie de equivalente não-fictício de O Senhor dos Anéis.

Mas eu sentia que havia espaço para um quarto livro, pois ainda não me sentia completamente curado.  Ainda faltavam algumas respostas.  Ainda faltavam alguns argumentos que me tornassem completamente imune aos resistentes tentáculos do marxismo, como, por exemplo, o ambientalismo.  Você tem de fazer com que seu sistema imunológico esteja sempre em prontidão para matar toda e qualquer tentativa de reentrada de antigas e familiares viroses.  Havia a necessidade de um quarto livro que fosse capaz de fornecer esta reinoculação ao meu espírito guerreiro contra as aparentemente infindáveis e insidiosas formas de manifestação socialista.

Felizmente, encontrei este quarto livro.

Embora minha educação autônoma tenha chutado o socialismo de volta para o berçário da inveja, que é o seu lugar original, todos os livros que eu havia lido nunca esclareceram uma última questão, a qual vinha me incomodando há anos: por que, afinal, o socialismo demora tanto tempo para fracassar?  A União Soviética durou 70 anos e o padrão monetário fiduciário vigente no Ocidente desde 1971 já está durando mais de 40 anos.  Sim, o sistema atual permite o cálculo econômico, há a crença míope dos tolos, e há o sistema de 'mentiras criminosas organizadas' ao qual chamamos de governo.  Mas qual é o mecanismo essencial que separa o livre mercado da tirania do socialismo?  Como algo tipicamente repugnante e podre como o socialismo sobrevive por décadas, sendo que em minhas leituras anteriores aprendi que tal excrescência deveria fracassar em poucos anos, tão logo sua horrenda natureza baseada no ódio e na inveja vingativa é revelada?

Sim, podemos falar sobre os subsídios ocidentais concedidos aos soviéticos e sobre a fé inapropriada que as pessoas ainda depositam nos bancos centrais, mas isso não responde à pergunta: por que o socialismo sobrevive por décadas, principalmente em suas variações e formatos mais brandos, como a social-democracia?  Se é verdade que o socialismo é algo imbecil e autodestrutivo, como então essa gonorréia conseguiu se apossar da mente de grande parte da humanidade e por que ela continua sobrevivendo e vicejando por tanto tempo em suas várias formas e encarnações?  Se é verdade que o próspero mercado de ideias, como explicado por Hayek, e o exuberante mercado da destruição criativa, como explicado por Schumpeter, realmente funcionam em parceria para expurgar as invenções fracassadas e promover inspirações de sucesso, por que ainda existem tantos keynesianos e tão poucos austríacos?  Por que existe tanto governo e tão pouca liberdade?

Jesús Huerta de Soto descobre e revela o misterioso sistema operacional escondido atrás destas perguntas, e o faz de uma forma simples e majestosamente conectiva em seu livro Socialismo, cálculo econômico e função empresarial.  Nesta obra, o economista espanhol fornece a resposta a esta pergunta por meio de um enlace entre a ação humana, o empreendedorismo e o cálculo econômico, tudo recheado com uma perspectiva salamanquense da história econômica e uma aspereza tipicamente andaluz para a análise política.  O resultado é uma das mais perspicazes e finas monografias austríacas que já tive o deleite de ler, o que fez com que a obra facilmente quebrasse a hegemonia do meu triunvirato de livros heróicos, criando um novo quadrumvirato.

Como Huerta de Soto explica de maneira cristalina, chegando inclusive a utilizar ilustrações para enfatizar melhor sua cadeia de raciocínio, a mente humana está sempre trabalhando de maneira empreendedorial para fazer com que novas ideias se transmutem em ações cujo resultado final será a melhoria do bem-estar humano.  Segundo o economista espanhol, a divisão do conhecimento prático empreendedorial se aprofunda "verticalmente" e se expande "horizontalmente", processo esse que permite (e ao mesmo tempo requer) um aumento da população, que estimula a prosperidade e o bem-estar geral, e que ocasiona o progresso da civilização.

Ao mesmo tempo, há uma elite socialista que está constantemente tentando destruir este processo evolutivo, cortando todos os seus elos com o intuito de fazer com que este arranjo produza aquilo que ela quer e faça aquilo que melhor sirva aos interesses pessoais e imorais desta elite, ignorando completamente os desejos independentes e temporais do restante dos indivíduos deste sistema.  No entanto, não obstante esta constante e indesejada interferência — e não importando em que ponto do sistema a violência estatal irá se manifestar ou como suas regulações irão afetar as cadeias de informações geradas por empreendedores e consumidores —, o mercado sempre tenta sobreviver, como um ninho de formigas perturbado por uma enxada.

O socialismo, portanto, sobrevive por causa do livre mercado, o qual constantemente tenta reparar os estragos que o socialismo provoca por meio de suas tributações, regulamentações e inflações.  O livre mercado tem a capacidade de se auto-corrigir, de se auto-conectar e de se auto-reorganizar, tudo espontaneamente, como um rio que flui não obstante todos os entulhos que despejam nele.  Desta forma, o triunfo final do socialismo ocorreria quando houvesse a completa obstrução da fluência do rio, o que representaria a obliteração da humanidade; já o triunfo final do livre mercado será quando este maléfico entulho for finalmente retirado, destruído e erradicado, e o rio puder novamente voltar a fluir sem obstruções.

Sendo assim, quanto mais socialismo houver no sistema, mais rápida será a sua própria morte, pois ele destruirá aquilo do qual se alimenta parasiticamente.  Foi assim com o nacional-socialismo e com o comunismo soviético.  Já as versões mais anêmicas do socialismo, cujo monstro é menos sedento por sangue, conseguem sobreviver por mais tempo, como ocorre com as sociais-democracias ocidentais.

No entanto, o socialismo sempre será uma besta em contínua expansão, que se alimenta dos sete pecados capitais (ira, avareza, preguiça, vaidade, luxúria, inveja e gula) por meio de mecanismos como assistencialismo, protecionismo, favoritismo e privilégios.  Embora a interminável batalha entre socialismo e livre mercado possa algumas vezes se mostrar equilibrada durante um período de tempo, o fato é que socialismo está constantemente tentando — aliás, este é o seu objetivo final — esmagar o livre mercado.  Por isso, é de extrema importância eliminar esta aberração por completo, se o nosso objetivo é alcançar um mundo seguro, livre e próspero.

Tudo isso, e muito mais, se torna cristalino quando você lê o livro do professor Huerta de Soto.  Esta pequena resenha de modo algum faz justiça ao brilhantismo do livro, o qual você deve ler com atenção para formar suas próprias conclusões.  Tudo o que posso dizer é que o livro é altamente recomendado para todas as pessoas interessadas no tema, e ainda mais especificamente para aquelas que querem entender o cerne da insidiosa, maléfica e hipócrita natureza do socialismo, e entender como aniquilar os impulsos suicidas e destruidores desta ideologia que odeia o ser humano, antes que estes impulsos auto-sacrificantes nos destruam.



autor

Andy Duncan
é consultor independente para assuntos relativos à indústria de servicos financeiros do Reino Unido.


  • Laszlo  04/07/2013 13:48
    Seria mais ou menos o que Ayn Rand descreveu no Revolta de Atlas, queria ver quanto esse modelo social-democrata iria durar se os empreendedores, gente que cria, que produz, se isolasse dos parasitas em uma comunidade à parte.
  • Bernardo F  04/07/2013 14:48
    Como é que é? O autor do artigo leu "O Capital", de Karl Marx, com 9 anos de idade?
    Puxa!
  • Fernando Chiocca  04/07/2013 15:36
    Parece que ele foi uma criança superdotada.

    Acontece.. veja a proeza deste menino de 7 anos:Menino prodígio de 7 anos já leu mais de 500 livros em menos de um ano


    E essa outra, em outra esfera, de um menino de8 anos: Garoto de 8 anos fica milionário vendendo bolinhas de gude
  • Bruno Chevi  05/07/2013 18:46
    Pow...ser stalinista aos nove anos...Cadê o pai dessa criança!
  • turgot  06/07/2013 12:29
    O que, parafraseando a Einstein, ven a demostrar que a estupidez humana poder ser infinita; ele tamen era socialista; Huerta de Soto e un superdotado que gozaba de salida dum "privilexio"; o seu mestre en praxeologia desde minino foi Joaquin Reig Albiol un excelente economista e amigo do Filósofo.praxeologo LUDWIG VON MISES; quando ele chegar a Universidade Mainstream deixaba en ridiculo a os seus catedraticos.

    Saudos desde a Espanha; perdao pelo meu portugues chato.
  • Anônimo  04/07/2013 16:01
    Muita gente que ama Marx tem a mente de um moleque de 9 anos de idade.
    Apenas dizendo.
  • Mohamed Attcka Todomundo  04/07/2013 19:13
    é + comum q vc pensa. já vi o mesmo depoimento de marxistas na UNB e universidade Católica de brasilia e goiania. 4 no total, 5 com este artigo. o resultado é sempre o mesmo: se vc de cedo encontra uma perspectiva enviesada, dificilmente vai conseguir se libertar dela. + ela vai ser emocionalmente sustentada, e menos racionalmente.
  • Francisco  04/07/2013 15:08
    Sempre me arrepio quando leio um artigo que tem esse tipo de "conversão" de socialista para capitalista. A impressão que dá é que todos já sofreram desse doença chamada socialismo.

    Em tempo: Seria possível os responsáveis pelo site postarem os livros da biblioteca em mobi/epub ou em algum formato que facilite a conversão para os formatos citados. A conversão de PDF para mobi/epub não fica legal. Obrigado.
  • Fernando Chiocca  04/07/2013 15:38
    Francisco, os livros na biblioteca já estão disponíveis nos formatos digitais ePub e MOBI.

    É só clicar e baixar.

    E até Mises e Hoppe já foram socialistas, mas nem todos sofreram dessa doença. O Rothbard nunca foi, ele já nasceu libertário, por influência do pai.
  • Francisco  04/07/2013 16:42
    Puxa vida Chiocca! Esses dias atrás dei uma olhada e tinha alguns que só tava em PDF, daí hoje na hora que fui baixar esse novo do Soto e nem tive o trabalho de olhar os outros e vim aqui pedir pra converter. Foi mal aí! Rss...

    Obrigado!


  • Henrique  04/07/2013 17:25
    Eu cresci socialista, muito resultado da doutrinação escolar e familiar. Comecei a me curar através da literatura, Orwell me levou a Hayek que me apresentou a Escola Austríaca. O resto é presumível...
  • Estudante  04/07/2013 19:47
    Mesmo em meus períodos mais estatistas, advogava pelo mercado como solução temporária. A transição de tal posição de "mercado" para livre-mercado seria uma questão de tempo, principalmente após conhecer a ética derivada do direito natural. Já fui daqueles que acreditam em almoço grátis e não entendem nada de escassez ou cálculo econômico. Queria que houvessem rios para sustentar apenas uma casa e comprei aquela promessa maldita dos socialistas do "mundo onde ninguém trabalha" e a anti-ética posição de que a sociedade deveria financiar um artista sem consentimento.

    Felizmente, a veia do mercado sempre falou mais alto que meu coitadismo e pude ver o mal-caratismo de posições que tomava no passado. Aprendi que minha "consciência social" sempre foi uma desculpa ridícula para apoiar imbecilidades. Assim como o autor, o "Socialism" do Mises foi de importância magnânima.

    O IMB não desfila cartazes e militantes por aí, mas apenas por traduzir as obras austríacas, levou os rios aos que estão com sede. E sou muito grato.
  • Andre  04/07/2013 19:45
    Mises foi socialista quando?
  • Ícaro   04/07/2013 21:43
    Quando adolescente, é claro. Leia a biografia dele escrita pelo Hulsmann: Mises, The Last Knight of Liberalism
  • Andre Cavalcante  04/07/2013 16:04
    Olá

    Muito bom, fiquei com vontade de ler o livro só por este "prefácio".

    Fiquei um pouco preocupado com essa de quanto mais livre-mercado em uma sociedade melhor ela será e "quanto mais socialismo houver no sistema, mais rápida será a sua própria morte, pois ele destruirá aquilo do qual se alimenta parasiticamente". Dá a entender que é possível alguma forma de socialismo convivendo com a liberdade, assim como parasitas podem conviver um tempo muito, muito longo no hospedeiro. Ok. é a realidade, mas isso não é armar o pessoal que quer a terceira via?

    PS.: não sou lá tão bom em português, mas nessa nova ortografia, as palavras com auto não perderam o hífen? Então auto-regulação seria autorregulação, auto-corrigir seria autocorrigir, auto-reorganizar seria autorreorganizar, auto-conectar fica autoconectar e auto-sacrificantes seria autossacrificantes(?).
  • Gilberto  04/07/2013 16:26
    A "nova ortografia" foi uma intervenção estatal autoritária (os portugueses já bateram o pé e disseram que não irão adotá-lá) e chancelada por um semi-analfabeto que se gaba de jamais ter lido um só livro na vida. Só otário obedece.
  • Andre Cavalcante  04/07/2013 18:13
    É bom verificar novamente suas fontes:

    https://www.incm.pt/actos/acordo_ortografico.html

    A reforma ortográfica já foi até aprovada nas bandas de lá. Se vai pegar ou não é outra história que só o tempo dirá. No meu tempo em Portugal, as escolas já estavam se adaptando (nada fácil), e alguns jornais também, mas a maioria nem ligava, mais ou menos como por aqui.

    Agora, se você for justificar o não uso porque a "reforma ortográfica" é de imposição estatal, então é bom você parar de usar o português, que sempre foi uma imposição estatal (imposição do D. Pedro I, herdada com muito gosto pelos republicanos).

    Aliás, não sei se há outro caso no mundo em que a língua é definida em lei, afora o português.

  • Gilberto  04/07/2013 18:36
    Eu não neguei que a reforma foi aprovada pelos burocratas de lá. Falei que os portugueses -- os cidadãos comuns -- se recusaram a utilizá-la, como você próprio relatou. Eles não estariam reclamando se a reforma não tivesse sido aprovada. Questão de lógica.
  • anonimo  04/07/2013 17:06
    Boa tarde.

    Por ora, nessa minha biblioteca, há: A Lei (Bastiat), 1984, Além da Democracia e estou lendo agora A Revolta de Atlas. Estou indo conforme minhas possibilidades.

    Mas "aquilo que se vê e aquilo que não se vê" (A Lei), parece algo óbvio, mas nunca tinha pensado nisso antes... E o livro Além da Democracia, também é fantástico, mas para ser sincero já havia pensado em muitas coisas que estão nele...

    Obrigado.
  • Francisco  04/07/2013 18:15
    Pra mim "A lei" serve de manual de conversão. Quando discuto com alguém (geralmente com pé no socialismo) sobre as mazelas que o governo causa uso só os princípios ali aplicados pra me defender. Ou seja, quando alguém fala que o governo devia fazer "tal" coisa pra ajudar, eu falo que se governo fizer vai (numa analise rápida) causar "tal", "tal" e "tal" coisa e vai prejudicar muito mais pessoas do que ajudar. Na prática uso "A lei" pra jogar as pessoas contra o governo mostrando que tudo que o governo faz é em beneficio dele mesmo.
  • joao  05/07/2013 01:20
    Boa ideia para usar os livros!

    Eu vou ler A Revolta de Atlas, e estou de olho nas 6 Lições também!

    Obrigado.

    ps: eu concentro minhas leituras em artigos do IMB, pq tá faltando tempo pros livros...
  • Francisco  05/07/2013 20:33
    Eu particularmente não faço propaganda pró livre-mercado quando estou "pregando". Não porque não acredite, mas quando falo de livre mercado é difícil explicar pra uma pessoa totalmente leiga sobre todas vantagens, isso porque elas acreditam piamente que o governo defende elas dos "malvados empresários". Então prefiro fazer elas olharem pros males que o governo causa, na expectativa que elas passem a ser menos dependentes do mesmo. Acredito que por essa via elas possam perceber que o único empecilho pra elas crescerem é o próprio governo que elas veneram. Mas em geral essa tática só funciona com quem tem algum tipo de "iniciativa" perante o mundo. Aqueles que não tem nenhuma "iniciativa" tendem a preferir o modelo vigente por serem mais beneficiados dessa forma.
  • anônimo  04/07/2013 18:40
    Um pergunta bem fora do assunto para o Leandro. Estou começando a estudar assuntos economicos agora e não sei de praticamente nada, mas entendi como a desvalorização da taxa de câmbio por inflação monetária causa inflação de preços - creio ser isso mesmo. Mas numa discussão sobre isso, me falei como uma moeda forte iria aumentar o padrão de vida da população, reduzindo o preço das importações. Meu amigo que está se formando em economia encerrou dizendo que uma moeda forte que dificultasse as exportações iria dificultar a entrada de dólares no país, o que desequilibraria a economia. Eu sinceramente não entendo por que diabos precisaríamos de dólares aqui, e pra falar a verdade ele também não, mas ouviu e repete isso. O que eu quero entender é exatamente isso, o que exatamente é uma reserva nacional de dólares e por que isso é importante para a economia. Por exemplo, escuto que a China comprou muitos dólares, como isso foi feito? e qual a importância disso?

    Abraços
  • Thames  04/07/2013 19:13
    Primeiro leia este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1441

    Depois leia este:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1087

    Você já terá todas as respostas.

    Sobre a China comprando dólares, ela faz isso apenas para manter seu câmbio desvalorizado e com isso ajudar seu setor exportador, que onde estão os milionários que dão sustentação ao regime. Toda a população é prejudicada para que alguns poucos possam lucrar e com isso ajudar o governo. Mercantilismo em estado pleno, a doutrina mais antiga do mundo. Nada que deva ser estranhado.
  • anônimo  05/07/2013 01:17
    Como paises liberais como o Chile podem ter uma moeda mais desvalorizada que a brasileira? Nao entendo...
  • Leandro  05/07/2013 01:34
    O Brasil trocou sua moeda em julho de 1994. Já o Chile não trocou sua moeda. É a mesma que foi extremamente hiperinflacionada (com o perdão do pleonasmo) na década de 1970. Sendo assim, é natural que sua moeda hoje tenha vários zeros. Mas a inflação média do Chile é muito menor que a brasileira.
  • anônimo  05/07/2013 02:44
    Pergunta leiga: Na pratica que diferença fazem esses zeros? Porque eles nao trocam tambem? Porque em moedas fortes (dolar, euro, libra, franco) nao se ve essas coisas... No caso do Chile isso tem a ver com exportação? Pelo o que aprendo aqui quanto mais forte a moeda maior o poder de compra da populaçao, entao seria correto dizer que o brasileiro tem maior poder de compra do que o chileno?

    (Peguei o Chile por ser um pais aleatorio com moeda desvalorizada em relaçao ao real e de economia muito livre. Talvez minha pergunta tambem valesse para o Japão, que é rico.)

    Obrigado.
  • Leandro  05/07/2013 10:14
    "Na pratica que diferença fazem esses zeros?"

    Na prática, nenhuma. Os zeros são consequência de um passado de inflação desvairada, mas eles nada significam no presente caso a moeda seja estável. O que você deve analisar é como a inflação monetária e de preços vem se comportando atualmente.

    "Porque eles nao trocam tambem?"

    Não sei. Talvez porque uma troca de moeda geraria muitas despesas. E, ademais, eles já estão acostumados a essa unidade de conta. Para nós, aquele tanto de zero é esquisito; para eles é cotidiano.

    "Porque em moedas fortes (dolar, euro, libra, franco) nao se ve essas coisas..."

    Porque estas moedas não possuem nenhuma hiperinflação em seu histórico, daí seus poucos zeros. Mas vale lembrar que, antes do euro, todas as moedas da Europa -- com exceção do marco alemão e do florim neerlandês -- possuíam vários zeros.

    "No caso do Chile isso tem a ver com exportação?"

    Não. Nada.

    "Pelo o que aprendo aqui quanto mais forte a moeda maior o poder de compra da populaçao, entao seria correto dizer que o brasileiro tem maior poder de compra do que o chileno?"

    Negativo. Como eu disse, você tem de analisar o histórico recente da inflação de preços. Compare Brasil e Chile desde 1994 (que foi quando trocamos nossa unidade monetária) e veja qual país teve seu poder de compra menos destruído. (Dica: não foi o Brasil).
  • anônimo  05/07/2013 15:28
    Obrigado, Leandro!
  • Marcio L  04/07/2013 23:30
    Interessante, gostaria de saber como a Escola Austríaca se posiciona frente a emergência da Internet, algo novo que permite a interação humana de forma assíncrona (sem a necessidade dos agentes estarem no mesmo espaço e tempo) com praticamente qualquer outra pessoa no Globo, onde haja um conexão e a vontade de interagir. Há alguma novidade com relação a isso.

    As vezes penso que há outras dimensões que vão além do interesse econômico dos agentes que é colocado de lado justamente por não ser assunto direto da Economia, mas que interferem no processo economico. Um deles é exatamente a internet e o que acontece a partir dela.
  • Skype  05/07/2013 00:59
    Existe algum interesse por parte da editora de traduzir o livro Teoria e História de Mises?
  • Carlos  05/07/2013 02:14
    Pessoal, desculpem-me pela pergunta. Ela não faz parte do tema.
    É possível um estado facultativo? Ou é melhor um estado mínimo? Ou anarcocapitalismo?
  • Rafael  05/07/2013 04:19
    Por que 5% de escravidão seria bom e correto? Ou por que 10% de violência gratuita seria? E por que 15% de um câncer, então?

    A Realidade do Estado - Stefan Molyneux




    Por que você não compara as diferentes possibilidades e depois nos conta o que concluiu? Aqui vai algumas sugestões de material.


    Queremos uma Sociedade com Leis Estatais ou Privadas?

    Anarquia Cotidiana

    Everyday Anarchy (Infelizmente só disponível em inglês)

  • Carlos  05/07/2013 11:48
    Rafael. Em minha opinião seria muito difícil discutir a possibilidade de uma sociedade anárquica no Brasil atual. Imagine você debatendo com o senhor Fernando Henrique Cardoso em um programa de TV com espaço limitado de tempo. Moralmente é mais viável discutir um estado mínimo, ou melhor, um estado facultativo. Imagine não sermos mais obrigados a pagar impostos, e não aceitarmos mais o Real como moeda única? O estado seria muito mais eficiente pelo fato de que suas instituições estariam agora competindo com o livre mercado.
  • Emerson Luís  05/07/2013 15:03
    "Quem não é socialista com 20 anos não tem coração;

    Quem é socialista com 40 anos não tem cérebro"

    * * *

    Em resumo, a expectativa de vida do parasita depende da sobrevivência do hospedeiro: quanto mais suave o parasita e mais forte o hospedeiro, mais tempo o parasita vive.

    * * *


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.