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Rebelião contra mentiras

O que está por trás das rebeliões que estamos testemunhando ao longo de todo o Brasil? Embora várias hipóteses já tenham sido aventadas, creio que, no fundo, estamos vivenciando uma rebelião contra mentiras.  Trata-se de uma rebelião dos jovens contra as mentiras que "aprenderam" em suas escolas, nas universidades e nos meios de comunicação de massa, principalmente na televisão. Embora a juventude provavelmente possua mais instinto do que sabedoria, é fato que ela instintivamente está consciente de que está sendo enganada por aqueles que estão no poder.  Ela não se sente enganada apenas pelo Poder Executivo, mas também pelo Poder Judiciário e pelo Legislativo.  Mais ainda: se sente enganada pelos partidos políticos e, é claro, pelos próprios políticos

Sistema parasítico

O sistema político brasileiro é uma gigantesca teia de mentiras e de roubo, e consiste em uma elaborada fraude sistêmica que foi criada para servir aos donos do poder: presidentes e ministros, juízes e vereadores, prefeitos e toda uma vasta gama de "servidores públicos".  Aquelas pessoas que conseguem entrar neste mundo de privilégios adquirem benefícios enormes — e é assim que, até agora, o sistema vem se mantendo.  

Mas todo e qualquer sistema parasítico tem um limite.  Os explorados têm de estar em número maior que o de exploradores.  É sempre necessário que haja uma maioria de pessoas a serem exploradas por uma minoria.  Mas parece que a festa está acabando. A praça de alimentação dos parasitas está se rebelando.

Para entender o que está acontecendo no Brasil agora é preciso ter em mente que este país não sofre os males particulares dos estados modernos.  O Brasil sofre é de uma doença política muita antiga: trata-se de um estado que está sob o domínio de uma classe parasitária.  O paralelo da atual presidente como uma espécie de Maria Antonieta e seu antecessor como uma espécie de Luis XIV é válido.  Como na França daqueles dias, aqueles que estavam no poder (o que inclui o judiciário e grande parte da burocracia pública) foram alimentados por um sistema de impostos horrendos com pouco retorno para o povo.  Este sistema de tributos servia majoritariamente para financiar o esplendor, os privilégios e todo o esbanjamento da corte real (hoje em dia chamada "setor público").

A ideologia brasileira

O brasileiro, desde criança, está exposto a um sistema de doutrinação sistemática, de propaganda de "direitos" e de "consciência social", e foi "educado" para ver o Brasil como um país da democracia, da solidariedade, da inclusão social e da liberdade.  No entanto, a verdade é que os governantes deste país são profundamente autoritários, gananciosos, ávidos por poder e insensíveis ao sofrimento do povo.  

O Brasil tem um sistema de liderança que se destaca em duas áreas: uma grandiosa retórica vazia e uma profunda incompetência prática.  Em parte, o próprio povo brasileiro tem culpa das condições em que se encontra o país, pois o que gerou esta situação foi a sua profunda incapacidade de diferenciar entre a retórica de seus representantes e a desastrosa realidade que eles produzem.  Até este surto de manifestações, o povo brasileiro sempre havia gostosamente adotado uma ilusão de promessas de glória, ignorando completamente o fato de que nada em que os seus governos tocam funciona.

O cinismo dos donos do poder é um perfeito retrato de como é o Brasil de hoje: um país com estradas cheias de buracos no qual o governo afirma que para promover a segurança do trânsito é necessário gastar enormes quantias de dinheiro com a construção de lombadas.  O Brasil de hoje é um país em que os governos gastam montanhas de dinheiro em propagandas contra a dengue enquanto vias públicas são construídas de forma que, depois de uma chuva, a água fica empoçada por dias e semanas.  O Brasil de hoje é um país em que a propaganda oficial do governo prega inclusão social, mas no qual há uma burocracia altamente bem paga que obriga qualquer cidadão, mesmo o mais pobre, a contratar um despachante para resolver o mais ínfimo trâmite oficial.  

O Brasil de hoje é um país em que a propaganda oficial denuncia o "capitalismo", a "globalização" e a "colonização" como sendo as raízes de todos os males.  O colonialismo seria a causa do atraso do Brasil, sendo que a verdade é que o Brasil ganhou sua independência já faz 191 anos. O governo usa o fantasma da "globalização" para doutrinar o povo e insinuar que quase todos os problemas do país são gerados lá fora, pelos "americanos" em particular, sendo que a verdade é que o Brasil faz parte dos países menos globalizados do mundo.  Os livros-textos nas escolas acusam "o capitalismo" por todas as desigualdades do país, sendo que um verdadeiro capitalismo praticamente inexiste no Brasil, uma vez que o país adotou variações perversas do capitalismo, como o capitalismo de estado e o capitalismo de compadres, em que governo e grandes empresas se aliam e se protegem mutuamente e mandam a fatura para o cidadão comum, que inocentemente clama por mais estado como solução para os problemas gerados pelo próprio estado.

O Brasil acordou

Estamos às vésperas de uma revolução no Brasil e tudo indica que estamos vivenciando aquele caso clássico de rebelião contra o estado por causa dos impostos escorchantes que não geram nenhum retorno e por causa de uma burocracia sufocante que asfixia a economia.  A inflação de preços foi apenas o gatilho dos protestos contra a elite política, que se destaca exclusivamente pela arrogância e pela incompetência. Estamos vivenciando uma rebelião do povo contra uma liderança que perdeu todo o resquício de bom senso (se é que já teve um).  Estamos vivenciando uma rebelião contra autoridades que se banham em privilégios como os reis e as rainhas do absolutismo, como a nobreza do passado — uma falsa elite que se destaca apenas por sua incompetência, ignorância e corrupção.  O povo brasileiro começou a acordar para o fato de que o grande obstáculo contra o desenvolvimento socioeconômico do Brasil advém majoritariamente do próprio governo, e não necessariamente do capitalismo e da globalização.

Os brasileiros parecem estar cada vez mais conscientes de que os homens e mulheres que estão no poder são fantasmas que possuem um poder meramente emprestado.  Os donos do poder têm espírito, coração e alma pervertidos, como é perfeitamente observável nas ações e nos pronunciamentos de tais governantes.  Quando o povo renunciar à obediência, o fantasma vai desaparecer.

Para ter sucesso no longo prazo, os rebeldes precisam se libertar da ideologia estatizante.  Eles precisam deixar de gritar por mais estado, porque é justamente esta a instituição que gerou todos os problemas.  Para ter sucesso no longo prazo, os manifestantes precisam encontrar a verdadeira raiz do mal, que é o próprio estado brasileiro — um estado grande demais com uma burocracia gigantesca e um aparelho de justiça ineficiente e insanamente caro.  O famoso "custo Brasil" são os custos destes "poderes". Assim, uma agenda para o avanço do Brasil não precisa conter nada mais do que estas palavras: "Menos estado é melhor".

Conclusão

Ainda não se sabe aonde tudo isto vai dar e nem para onde o Brasil vai.  A tentativa dos partidos políticos de usurpar a rebelião fracassou.  O governo se retirou.  A presidente ficou calada.  O governo não tem resposta. Nenhum partido dentre a multidão dos partidos políticos brasileiros tem uma resposta.  Sendo assim, será que poderíamos nos precipitar e dizer que estamos observando pela primeira vez no Brasil uma "revolução libertária", uma revolução em que o povo não grita por mais poder do estado, mas sim por menos nas mãos do governo? Ainda não.  A velha ideologia estatizante ainda não desapareceu.  Os donos do poder ainda estão no quartel-general.  Mas o que está acontecendo no Brasil de hoje é uma tendência mundial.  Os brasileiros sinalizaram querer uma outra forma de estado, um estado no qual não há mais donos do poder que exploram o povo de uma forma ainda pior do que a nobreza do passado.  Resta agora saber canalizar esta motivação para a direção correta.


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autor

Antony Mueller
é doutor pela Universidade de Erlangen-Nuremberg, Alemanha (FAU) e, desde 2008, professor de economia na Universidade Federal de Sergipe (UFS), onde ele atua também no Centro de Economia Aplicada. Antony Mueller é fundador do The Continental Economics Institute (CEI) e mantém em português os blogs Economia Nova e Sociologia econômica




  • Pobre paulista  25/06/2013 12:33
    Essa é a visão que eu gostaria que fosse verdade. Infelizmente a maior parte das pessoas que estão indo para a rua não tem a menor ideia do por quê estão lá. E ainda no final das contas vão acabar fazendo a vontade dos esquerdopatas do poder.
  • Eduardo  25/06/2013 16:05
    Adoro qd alguém usa a palavra esquerdopata. Nada mais apropriado.
  • Eduardo  25/06/2013 12:54
    Vivemos a situação do filha que pegou o Pai traindo a Mãe , e ai como fica a convivencia , perde se a fé! , ou seja , revolução , destruir para construir , isso já é do ser humano e ciclico !ó
  • Pedro Neto  25/06/2013 12:59
    Quem me dera ser tão otimista assim, o que eu estou vendo hoje é as idéias populistas tomando conta das manifestações.
  • Samir Jorge  26/06/2013 11:17
    Bom. Muito bom este artigo.
  • Diones Reis  25/06/2013 13:00
    "...Eles precisam deixar de gritar por mais estado..."

    Quando vejo os cartazes pedindo por "mais escola, mais saúde, mais transporte", tenho a certeza de este movimento se tratar de um caso estranho de "crise de personalidade".

    Ou seja, eles são contra o Estado, mas querem benesses do Estado.

    Na minha opinião, o gigante não acordou. Foi só ali dar uma mijada, e logo volta pra cama. :(
  • Erik  26/06/2013 06:29
    Uma coisa por vez.

    Tá longe ainda do povo entender benefícios
    da diminuição do estado.

    O que eles gritam é "Gastem melhor os recursos".

    Mal e porcamente estão entendendo, através da
    questão copa, o mau uso dos recursos.

    A consciência vem em etapas.

    Até que ponto ela vai evoluir aqui no Brasil, não
    sei.
  • Melanie S.  25/06/2013 13:44
    Esse texto é muito otimista.
    Eu acho que a maioria dos manifestante reivindicam por uma melhor gestão pública, mas não por menos governo. Pelos discursos proferidos, os líderes do movimento nos fazem acreditar que são uma minoria comunista organizada e barulhenta. Eles querem ditar e impôr uma agenda de governo sob ameaça.
    Pode ser que haja libertários no meio, mas não deve ser o pensamento predominante.
  • Pedro.  25/06/2013 13:52
    É fato que essa gente não tem uma perfeita consciencia dos fatos. Contudo, o que é maravilhoso é que mesmo assim, por linhas tortas, curvas e mesmo fracionadas, essa gente sabe que algo esta errado e estão tentando se abrir para novas idéias.

    cabe então aproveitar o momento para a exposição de idéias e fomentar a reflexão. É como se estivessem deixando um pouco a torcida na esperança de assistir a um bom jogo. Isso é fantástico. É uma oportunidade jamais vista para o fomento aos debates com exposição de idéias coerentes, racionais. A idéia de liberdade possui a lógica, a realidade nos fatos e somente é combatida com apelos emocionais e ideológicos. Contudo, há agora uma pequena porta para a reflexão e esta oportunidade não pode se perder. É preciso aproveitar o repúdio aos abanadores de bandeiras como símbolos entorpecedores (imagem sobrepondo-se às idéias como mito agregante) e o desejo de reflexão sobre os fatos e idéias para justamente dar visibilidade a razão opondo-se ao frenesi ideológico. Há que se expor racionalmente idéias enquanto a ideologia não consegue promover agitação meramente emocional para obscurecer a razão.

    Bom, desde que tomei conhecimento das asneiras e delirios marxistas, imediatamente percebi que aquilo que Marx descrevia como capitalismo ou sistema de acumulação de capital(visando aproveitar-se do "não acumular tesouros na terra" para antipatiza-lo) não era a realidade do sistema de mercado ou sociedade de contrato. Aquilo que Marx, ou Engels, descrevia era exatamente uma sociedade de status onde a classe governante seria a classe dominante, tão organizada ao ponto de ser hierarquizada e possuir uma ideologia (amontoado de idéias que pretensamente justificam os meios de se atingir um final redentor) a dar-lhe suporte para seus privilégios.
    (Obs.: É preciso esclarecer as palavras. Libertarianismo não é ideologia porque foca na análise filosófica dos meios e não na promessa de finais redentores para legitimar meios eticamente condenáveis, por mais que moralmente/tradicionalmente aceitos - melhor exemplo é a anuencia que se teve pela escravidão em nome de sua alegada necessidade ou beneficio redentor que compensaria a injustiça de sua existência)

    Vem então a parte interessante do "socialismo dialético"(minha afirmação) chamado por marx de capitalismo, sobretudo pelos marxistas, pois que a descrição que Marx fez do que seria o capitalismo se enquadrada perfeitamente no que decorre do socialismo como ideologia salvadora e, por absurdo que seja, dita libertadora.

    Esta é a verdade da dialética marxista, pois o que seria capitalismo segundo descrição do profeta alemão é dialéticamente (...hehehe!) o socialismo. Afinal pode-se dizer que tudo muda o tempo todo e aquilo que é já não é em seguida, onde a síntese tanto pode ser a tese quanto a sua antitese em dinâmica mutação ...hehehe!

    Então, comecei a suspeitar que o constante aumento da expropriação da classe dominante hierarquizada sobre as classes produtivas (através dos impostos sempre se elevando), realmente poderia dar num apocalipse revolucionário. Porém, com a diferença que essa rebelião contra a exploração se daria não contra a burguesia que cria, investe, trabalha, emprega e produz, mas sim contra a classe efetivamente parasitária e que tem por atividade EXPROPRIAR e EXPLORAR a população nos paises, ou seja, a classe governante! ...esta sim, efetivamente organizada a ponto de ter uma hierarauia estabelecida formalmente, além de uma ideologia a dar-lhe suporte.

    Será que o profeta de almanaque estava dialéticamente certo? ...hehehe!

    Tomara que sim.
  • João da Silva  25/06/2013 13:56
    Era capaz de jurar que estava a ler um retrato social e económico mas de Portugal. A situação por cá é praticamente igual. Deve ter sido uma herança que Portugal deixou ao Brasil. Só pode. Excelente artigo.
  • Leandro  25/06/2013 14:50
    Prezado João, creia-me, Portugal está muito melhor do que o Brasil. Anualmente, passo alguns dias em Lisboa. Sempre fico impressionado com a ordem, com a segurança e com a ampla variedade de bens e serviços ofertados a preços extremamente baixos.

    Vocês têm uma moeda forte, não têm problema nenhum com inflação de preços (o restaurante em que sempre almoço no Chiado está com os mesmos preços de dois anos atrás) e têm acesso a bens importados a tarifas praticamente nulas. Os carros que circulam em Lisboa são mais elegantes e mais bem equipados do que a frota de São Paulo, a cidade mais rica do país.

    Suas universidades ainda são decentes e os debates que nelas ocorrem -- a se julgar pelas publicações acadêmicas -- são infinitamente superiores aos das universidades brasileiras.

    Sim, há um problema com o desemprego em Portugal, mas isso é culpa das leis trabalhistas e da carga tributária. Em país de moeda forte, não há impunidade para uma carga tributária alta e para burocracias intransigentes: elas geram desemprego, pois não há expansão monetária capaz de arrefecer estes empecilhos. Esse é o efeito colateral de se ter uma moeda pouco inflacionada, com alto poder de compra.

    A coisa no Brasil está tão ruim, que estou até (e eu nunca imaginei que fosse dizer isso) me tornando simpático à União Europeia e suas leis: aí na Europa, nenhum governo tem autonomia para impor tarifas protecionistas e fechar seu mercado para proteger suas empresas favoritas, algo totalmente cotidiano aqui no Brasil. Se, por exemplo, o governo italiano quiser proteger a FIAT encarecendo a importação de carros alemães, a União Europeia o proíbe de fazer isso. Ele não tem essa autonomia. Aqui no Brasil, haver um mecanismo semelhante que amarrasse as mãos do governo federal desta forma seria um sonho.

    Creia-me: vocês estão bem.

    Abraços!
  • Anônimo  25/06/2013 14:59
    Leandro, poderia explicar melhor este parágrafo:

    "Sim, há um problema com o desemprego em Portugal, mas isso é culpa das leis trabalhistas e da carga tributária. Em país de moeda forte, não há impunidade para uma carga tributária alta e para burocracias intransigentes: elas geram desemprego, pois não há expansão monetária capaz de arrefecer estes empecilhos. Esse é o efeito colateral de se ter uma moeda pouco inflacionada, com alto poder de compra."

    Se não houver problemas, claro.
  • Leandro  25/06/2013 15:12
    Anônimo, isso foi explicado em mais detalhes neste artigo, mas posso abreviar.

    Para se ter uma moeda forte você não pode inflacionar a oferta monetária continuamente. Ou seja, a oferta monetária tem de crescer pouco. Se a oferta monetária cresce pouco -- isto é, se a inflação monetária é baixa --, sua renda nominal também cresce pouco. Sendo assim, é difícil você conseguir fazer com que os custos da contratação da mão-de-obra sejam artificialmente barateados pela maior oferta monetária.

    Imagine -- para pegar um exemplo extremo -- uma economia em que a quantidade de dinheiro fosse rigidamente fixa. Nesta economia, se o governo fosse elevando impostos continuamente, fosse aumentando o valor do salário mínimo e fosse criando cada vez mais regulamentações que encarecessem a mão-de-obra, haveria um momento em que você teria simplesmente de demitir pessoas e parar de contratar outras, pois os seus custos só aumentam ao passo que sua renda nominal está estagnada (pois a quantidade de dinheiro na economia está congelada).

    Esse é o raciocínio.

    Abraços!
  • Joao da Silva  25/06/2013 17:42
    Caro Leandro, concordo plenamente com tudo o que disse. Mas em Portugal o Estado tem um peso enorme sobre na sociedade e tal como no Brasil, acredito que tem muita gente acreditando no Estado "Pai Natal". Sublinho esta frase do artigo que espelha bem o retrato de Portugal: "uma vez que o país adotou variações perversas do capitalismo, como o capitalismo de estado e o capitalismo de compadres, em que governo e grandes empresas se aliam e se protegem mutuamente e mandam a fatura para o cidadão comum, que inocentemente clama por mais estado como solução para os problemas gerados pelo próprio estado".

    Sempre que há manifestações por aqui, a maioria das pessoas clama por mais benefícios sociais e mais intervenção do Estado. Chegou se ao ponto ridículo em que tudo é um direito, como educação, saúde, transporte público e subsídios para tudo e mais alguma coisa, e parecem não perceber que tudo isto é insustentável, ainda por cima quando os governos são desonestos e corruptos. E como se não bastasse culpam o mercado livre exigindo mais regulação e intervenção.

    É um pouco como o Matrix. As pessoas vivem numa ficção e parecem nem perceber.

    Abraço!!
  • EUDES  26/06/2013 14:24
    João, você está certo. A política econômica brasileira é uma herança de Portugal. Desde a chegada dos portugueses às terras tupiniquins, houve pouca mudança na essência da política econômica no Brasil. Isso me faz lembrar Roberto Campos:

    "São três as raízes da nossa cultura: a cultura ibérica, que é a cultura do privilégio; a cultura africana, que é a cultura da magia; e a cultura indígena, que é a cultura da indolência. Com esses ingredientes, o desenvolvimento econômico é uma parada..." (www.mises.org.br/Article.aspx?id=252).

    Não conheço a situação que Portugal está passando, mas, ao que parece, o Leandro também está certo, pois a situação tupiniquim é mesmo lamentável.

  • Desiludido  25/06/2013 13:57
    Sei não, mas na minha percepção mais de 50% do que se clama nestes protestos é por MAIS benefícios, MAIS estado. Existe solução para nossa cultura paternalista?
  • Renato Souza  25/06/2013 14:12
    Errado, 99% clamam por mais estado, mais intervenção, mais impostos (embora muitos nem percebam que é isto que estão pedindo). Os figurantes são muitos, mas são os atores e diretores que sabem o roteiro.
  • Lopes  25/06/2013 14:08
    Antony Mueller crê em uma tendência desestatizante para os próximos anos na ramo da interação pública-estado no Brasil. Entretanto, receio ter de discordar de seu otimismo. O que fora realizado pelas manifestações consistiu em apenas volume, sendo seu único determinante os poucos gritos que escaparam da manada e se fizeram ouvidos pelos políticos. E tais reivindicações representativas de todas os manifestantes são, coincidentemente, politicamente convenientes.

    Se em algum momento um indivíduo bem aventurado ergueu dolorosamente sua placa onde jazia escrito "Ceará Livre!"(acreditem, as ideias de secessão estavam presentes na manifestação, porém em vasta minoria) e um ou outro baluarte do direito natural exigiu heroicamente a desestatização do sistema de transporte coletivo e o fim do parasitismo de seus atendidos, fizeram-se apenas de volume auxiliar aos ideais estatizantes da seguinte tabela:

    ultimosegundo.ig.com.br/politica/2013-06-24/a-governadores-e-prefeitos-dilma-propoe-cinco-pactos-em-favor-do-brasil.html
    (Analisem os itens. Todos aqueles que secam compromissos dos governos estaduais, prefeituras e federal foram aceitos de forma unânime. A constituinte petista ainda está em discussão sobre constitucionalidade e, felizmente, tende a não ser aceita.)

    Entre todas as notícias, que dividem-se entre tradição profética tupiniquim(A evolução sagrada do homem - digo, educação), trazida de médicos cubanos e uma sorrateira constituinte petista, chocou-me mais a proposta da formação de conselhos civis que visam "aumentar a presença dos cidadãos" na flutuação de preços dos serviços de concessionárias. É, de longe, a medida mais preocupante aceita e forma uma perigosa tendência para o futuro: Menor volatilidade dos preços, maior excesso de demanda, maiores subsídios estatais para o setor, maior visibilidade na apreciação de serviços(O que significa uma tendência futura para que conselhos como esse cresçam) e uma terrível tendência estatal para a migração de impostos a setores onde não são tão visíveis(Vide a conta de luz na tradição brasileira). A infeliz tendência é que formar-se-á uma instituição de controle de preços cuja autoridade será crescente. Garanti-los-ei que tais conselhos - se lograrem sucesso, escaparão de "fiscalizar" as concessionárias: Expandirão para outros setores de interesse civil, principalmente a alimentação.

    A responsabilidade fiscal invocada pelo governo fora risível, dado que em quase todos os itens há um pedido por mais gastos públicos, incluindo investimentos distantes da realidade(100 bilhões apenas em transporte). Há um anúncio um tanto interessante de desonerações do PIS, Cofins, ICMS e CSLL ao setor de transporte em franzinos 3 bilhões(Dado que apenas a arrecadação do ICMS em 2008 fora de 9,36% do PIB e esse é o imposto mais imprescindível para as ações dos governos estaduais); o que confesso não despertar otimismo em mim quando frente à avalanche de gastos(Já quantificados e não quantificados).

    A respeito das obras anunciadas para o setor de transporte, atenho-me ao discurso realizado em meu texto informal publicado ontem(24/06/2013):

    "Pergunto-me se toma grande esforço cognitivo deduzir que a adição de células cancerígenas a um tecido não combaterá o tumor. Diferentemente de um setor privado, um prestador público possui nenhum interesse comercial no sucesso de suas operações. Como adendo, é também imune da mecânica no prejuízo; sua incompetência é recompensada por mais fundos públicos. O capitalista sensato optará pela construção mais ágil e barata que lhe é disponível, pois essa maximiza sua utilidade. E quanto ao responsável pela construção pública? Que incentivo esse possui(Dele ou de seu rsponsável estatal, igualmente imune da própria incompetência) de realizar tais obras? - o modelo privado não lhe dá nenhum benefício, muito pelo contrário, muito mais ganharia ao submeter-se à vontade de construtoras associadas e à decisão por obras faraônicas. Abster-me-ei de comentar o aparelhamento ideológico de tais instituições, que apenas colabora para a perpetuação do arranjo corrupto que promove o desperdício. A tragédia privada apenas prejudica seus empreendedores, a pública consiste no saque de toda a população."

    Conclusões

    Como vislumbrado desde o princípio pelos libertários brasileiros, aquilo que fora feito das manifestações contra a corrupção e desfuncionalidade estatal resultou no pedido de mais células cancerígenas propícias para que mais corrupção e desfuncionalidades apareçam. Publiquei no artigo de 24/06/2013(www.mises.org.br/Article.aspx?id=1630) uma análise informal no modelo de declive escorregadio minhas expectativas mais detalhadas a respeito do futuro.

    É imprescindível reconhecer que não há almoço gratuito. Se tais folhas de outono das duas semanas passadas transformarem-se em tradição e novos planos governamentais como esses já postos em pauta forem adotados, a tendência jamais será um grito por uma primavera de liberdade; mas por um inverno rigoroso. Sou pessimista quanto à qualquer militância pela posição de políticas liberais, que são amplamente demonizadas nas universidades e escolas, quartéis que treinaram os manifestantes. O povo exigirá por mais estado e isso receberá.

    Permitam-me um achismo numérico: A liberdade há de aguardar mais 5 décadas.
  • anônimo  25/06/2013 14:09
    Não vamos ter uma revolução libertária no Brasil. Nem perto disto. Mas o momento é perfeito para arregimentar forças ao movimento e propagar idéias.
  • Julio Heitor  25/06/2013 15:25
    Concordo,

    o efeito seria semelhante ao presenciado nos ciclos econômicos: Quanto mais se adia a recessão, mais forte ela virá. Explico:

    No presente momento, a grande maioria pede por mais subsidios e presença estatal. Esse ambiente de "revolução" é um terreno propício para difundirmos as ideias libertárias, bem como citou o anonimo.

    Obviamente que a maioria irá nos ignorar, mas mesmo os que nos ignorarem terão ouvido e passarão a ter conhecimento de um alternativa que, na cabeça do indivíduo, ainda não tem o valor devido.

    Quando as soluções pedidas pelas manifestações (mais estado) falharem (o que acredito que ocorrerá rapidamente, pois quanto mais intervenção mais a piora das qualidade em um ambiente já ruim), alguns irão lembrar do que dissemos ao mesmo tempo em que aproveitaremos novamente a oportunidade para difundir nossas ideias.

    Este ciclo se repete e quanto mais as coisas derem errado (e de forma cada vez mais evidente) mais nossas ideias serão ouvidas de forma mais amistosa.

    Quando tudo o mais falhar no ambito estatal, uma revolta final ocorrerá e provavelmente com objetivos muito mais libertários, dado que nos esforçamos em cada revolta anterior em difundirmos nossas ideias.

    Assim, nosso único trabalho no presente e para o futuro é continuarmos a nos engajar em difundir as ideias libertárias de forma coesa, clara, e sempre com paciência e entusiasmo.
  • Bruno D  25/06/2013 14:10
    Eu não acho que seja isso não, o próprio movimento passe livre MPL quer mais subsidios para o que eles advogam como um direito, o direito de ir e vir.

    Afinal a passagem deveria ser "de graça", os empresários não poderiam lucrar(?!?!) com o serviço de transporte, afinal transporte público é um bem comum e dever do estado!

    Se hoje o subsídio é de 1,6 bi pelo estado, o subsidio iria apenas para 6 bi e teriamos o serviço público gratuito (como eles acham que deveria ser) e assegurado um direito constitucional garantido! Pois teriamos ônibus "de graça".

    Hoje é o que todos nessas "manifestações" querem! Tudo de graça e fornecido pelo nosso querido estado o pai de todos.

    Tudo bem que veremos cartazes contra a corrupção etc. Mas no fim das contas o estado estará se agigantando mais e mais para fornecer os serviços que eles já não prestam prometendo que de agora em diante será tudo novo pois eles acabaram de fazer um pacto, alias 5*.

    *O grande passo para frente, 50 anos em 5 (por que 5 anos, múltiplos de 5? ... nos já vimos esse filme antes..) Será um númeor cabalistico? O que não fizeram desde 1988 vão fazer agora, e daqui a 5 pactos tudo estará as mil-maravilhas..

    Existe alguma placa com a foto do Mises no meio dessas manifestações? Por que a equipe do Mises não foi recebida pela Dilma ao invés dos adolescentes de 30 anos, a garota de cabelo laranja e a garçonete que nas horas de folga é revolucionária?

    Me desculpe mas esse artigo passou batido, a não ser que os libertários, conservadores, movimentos de direita peguem as rédeas desse movimento, o que eles não fizeram até agora. Só tem comuno-socialistas, esquerdistas etc aparecendo e o que é pior dialogando numa mesa com a Dilma. Veja no G1 as reportagem sobre quem é quem nos protestos, vejam as figuras.

    O professor Müller se equivocou, mas o que estão querendo é trocar a Dilma por um autêntico representante das massas, um autentico anti-capitalista! A doutrinação então como falou o articulista esta fazendo o seu papel e colocando as manguinhas de fora, claro, como já estava tudo previsto, aprenderam ou não direitinho que o capitalista é mau e o socialista e bonzinho? Eu não acredito que no longo prazo os social-comunistas que estão agora dialogando com a Dilma, e são a ponta da lança desse movimento, irão se tornar nos empreendedores da escola austriaca. Geralmente em politica o que é ruim fica pior.

    Quem acredita que essas manifestações são autênticas manifestações por autênticas mudanças levante o dedo! Eu já levantei o meu mas foi o dedo médio...



  • Pedro.  25/06/2013 21:27
    Que que é isso:

    "Existe alguma placa com a foto do Mises no meio dessas manifestações? Por que a equipe do Mises não foi recebida pela Dilma ao invés dos adolescentes de 30 anos, a garota de cabelo laranja e a garçonete que nas horas de folga é revolucionária?"

    Seria ridiculo o Dilma receber representantes do Mises, só se fosse para tentar corrompe-los oferecendo-lhes "oportunidades" no mercantilismo ou socialismo.
    Não faz qualquer sentido.

    Por que traficantes não recebem monges tibetanos ou mesmo a policia que os combate para que estes os convençam a abandonar o trafico e se dedicarem trabalhos voluntários na favela ou na cadeia? ...esta é uma pergunta equivalente. Francamente!!! Bah!!
  • Bruno D  26/06/2013 12:41
    Vamos combinar Pedro, o professor forçou a barra dizendo que agora as pessoas acordaram e estão protestando por menos estado em suas vidas...Eixstem pessoas que querem menos estado em sua vida e aceitam que isso resultará em perda de direitos. Mas a maioria quer menos estado em sua vida e não abre mão dos direitos?!?!

    Sempre vi o Mises.org.br como uma ilha de bom senso cercada num mar ignorancia midiatico por todos os lados, mas esse artigo...

  • Ricardo  26/06/2013 13:12
    Bruno disse: "Vamos combinar Pedro, o professor forçou a barra dizendo que agora as pessoas acordaram e estão protestando por menos estado em suas vidas..."

    Não apenas em momento algum o professor não escreveu isso, como na verdade ele escreveu exatamente o oposto. Veja o trecho do artigo:

    "Para ter sucesso no longo prazo, os rebeldes precisam se libertar da ideologia estatizante. Eles precisam deixar de gritar por mais estado, porque é justamente esta a instituição que gerou todos os problemas. Para ter sucesso no longo prazo, os manifestantes precisam encontrar a verdadeira raiz do mal, que é o próprio estado brasileiro — um estado grande demais com uma burocracia gigantesca e um aparelho de justiça ineficiente e insanamente caro."

    E ainda arrematou logo em seguida:

    "Sendo assim, será que poderíamos nos precipitar e dizer que estamos observando pela primeira vez no Brasil uma "revolução libertária", uma revolução em que o povo não grita por mais poder do estado, mas sim por menos nas mãos do governo? Ainda não. A velha ideologia estatizante ainda não desapareceu."

    Conclusão: quando um alemão demonstra dominar o português com mais profundidade do que brasileiros nativos, o país já está irremediavelmente na privada.
  • Felix  25/06/2013 14:10
    Este texto me pareceu meio exagerado, tentando trazer para os libertários este movimento que é simplesmente mais do mesmo.
    São jovens ainda perdidos, querendo mais educação, saúde, bolsas, transporte e etc...
    Já fui assim um dia e entendo sua inocência.

    Os libertários foram agredidos neste movimento
  • Atylla Arruda  25/06/2013 14:51
    Passei anos, tentando entender o que era inflação, e quanto mais estudava mais confuso ficava, Foi só no IMB que entendi o que gera a inflação e o mal que o governo provoca na sociedade.A Maioria da população tem capacidade de entender o Pensamento da Escola Austríaca, Não apenas o IMB mas todos temos que divulgar esse pensamento.
  • Renato Souza  25/06/2013 14:53
    Olavo de Carvalho fez a seguinte análise:

    www.midiasemmascara.org/artigos/movimento-revolucionario/14255-caos-e-estrategia-i.html

    Sei que há muitos aqui que o respeitam, e muitos que o desprezam, e não quero criar mais uma das intermináveis (e inúteis) discussões sobre isso.

    Quero apenas salientar apenas o ponto mais essencial do discurso dele: Embora os marxistas sejam completamente estúpidos a respeito de economia, são geniais e imbatíveis na arte do engodo, da estratégia política e da engenharia social. Isso me parece evidente. Leio aqui artigos quase centenários provando por A + B que o mercado é que produz riquezas, mas toda essa argumentação tem sido quase inocua. Mesmo nos EUA onde tanto o libertarianismo como o conservadorismo ainda tem alguma voz, eles só reagem, nunca são pró-ativos. Os socialistas são os atores principais, sempre, e são eles que escolhem o campo de batalha, o momento do confronto, e a narrativa da história. Eles escolhem os termos, só eles enxergam e planejam ações de grande envergadura. A estupidez política de conservadores e libertários os torna presa fácil dos socialistas.

    E se alguém disser "mas a EA crescendo no Brasil", eu responderei: e daí? Seremos mais fortes e inteligentes que nossos colegas americanos? Se eles não tem o protagonismo lá, aplicando os mesmos métodos e conhecimentos, nunca teremos o protagonismo aqui.

    Nunca vi um artigo sobre isso aqui, embora esse seja um assunto de importância vital: Como deixaremos de ser estúpidos?

    Alguém tem uma resposta?
  • Ricardo  25/06/2013 15:17
    Esse artigo fala sobre a postura correta a ser adotada:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1292
  • Renato Souza  25/06/2013 22:04
    Eu já havia lido este artigo. Até o estranhei quando li, pois o autor havia chegado a apoiar Che Guevara, mas deu nesse artigo o ótimo conselho de que não devemos ficar ansiosos por agradar os esquerdistas. É profundamente esclarecedor para quem nada sabe sobre guerra cultural.

    Mas é evidente que conhecer a escola de frankfurt e Gtamsci não basta. Os marxistas de todas as vertentes tem todo o protagonismo, os seus adversários só reagem de forma canhestra, se tanto. É necessário que entre os conservadores e libertários surjam pessoas capacitadas para a guerra cultural. Pessoas que tenham a percepção e a iniciativa para traçar estratégias, escolher o momento e os meios. E quando o inimigo atacar, compreender a natureza do ataque e alertar os outros.

    Apenas de passagem, eu nunca havia percebido que o apóstolo Paulo fazia guerra cultural. Fui alertado para isso, e reparei que era verdade. Ele se comunicava de maneira a confrontar os falsos conceitos dos estatismos religiosos de então.

    Falta pensamento estratégico aos conservadores e libertários.
  • Nilo BP  25/06/2013 22:41
    Minha nossa, isso é perfeito... acho que o Rothbard finalmente me converteu, se não ao otimismo, pelo menos ao ódio incondicional contra os progressistas.

    Por mais que me dê contrações involuntárias no estômago defender coisas como a cura gay, é a triste realidade: assim como não existe amor perfeito, também não existe sociedade perfeita ou que chegue perto de ser. Às vezes é necessário jogar com a idiotice das pessoas, ou virar vítima da idiotice.

    E idiota é o que não falta neste mundo, muito menos neste país. Até que seja possível construir uma colônia libertária extraterrestre, temos que conviver com gente que não se dá ao trabalho de respeitar a paz alheia.

    Acho que finalmente entendo o Lew Rockwell...
  • Pedro.  25/06/2013 14:55
    Concordo plenamente com o anônimo 25/06/2013 14:09:29.

    É uma oportunidade. Em outros tempos as bandeiras vermelhas estariam dominando a manifestação. Contudo, foram arriadas e queimadas; os faladores ideológicos com seus slogans imbecilizantes foram repelidos pela maioria.

    Ou seja, pode faltar conhecimento de muitos fatos, mas o ambiente é propício para o debate de idéias sem o frenesi ideológico.
    Pela primeira vez se gritou "sem partido" e sem escorraçou militantes vagabundos de uma manifestação.

    Infelizmente os tais de conservadores estao em polvorosa ante a possibilidade de reflexões sem interferências ideológicas. O Estado como entidade mistica suprema, para arbitrar sobre a populaçã está correndo um pequeno risco. Se existir uma chamada para o debate com grande exposição de idéias, há a possibilidade de começar, sim, dentro de alguns anos um movimento libertário consciente, com argumentos e nenhum assanhamento ideológico. É isso que atormenta os conservadores que advogam o Estado como uma entidade soberana sobre a população, embora defendendo um relativo direito de propriedade e o livre mercado com menores cabrestos, além de a imposição de uma religião oficial pautando as leis.

    Ou seja, há de fato uma tentativa de desqualificar o movimento e desanima-lo. Isso será ótimo para as esquerdas que foram humilhadas neste movimento. Infelizmente os adoradores do Estado estão se unindo contra estas manifestações e com isso fortalecerão a reação dos abanadores de bandeiras, mesmo incentivando-os.

    Hove manifestações bloquenado estaradas em meio a bandeioras e a polícia rodoviaria não dissolveu a manifestação. assistiu. Já qdo manifestação sem partido e ideologia, a policia esta baixando o cacete pelas beiradas, visando dismotivar. As TVs não tem mostrado tudo.

    Isto é sinal que as esquerdas estão assustadas e meio sem rumo sobre oq fazer.
    Em tempo, as esquerdas, a exemplo do Rei Sol gritavam "O POVO SOMOS NÓS" ...e agora já não podem mais gruitar isso, pelo menos em meio a manifestação.

    Adoradores do estado, de direita e esquerda estão se unindo para tentar azedar as manifestações e destruir a possibilidade de resurgir as idéias liberais ou mais propriamente libertárias. Pois igualmkente sonham com um Estado senhor da sociedade e arbitro sobre esta.

    É pena, vão acabar conseguindo novamente abafar as idéias liberais ou libertárias com promessas de um Estado sob o controle da ideologia "oposta". E de novo se muda para ficar a mesma coisa, ou nem se muda nada ou mesmo piora com a ajuda dos "adversários" do socialismo que igualmente adoram simbolos e o Rei Estado.

  • Moisés  25/06/2013 15:11
    Não é possível curar uma doênça, se não se tem consciência dela, nem as suas causas, o remédio certo e a maneira de usá-lo.

    O Brasil não é um gigante adormecido, mas um nanico sem caráter que gosta de tirar vantagem em tudo, que tem pretensão de ser gigante, mas não cria vergonha na cara para resolver os problemas mais básicos, que não se enxerga, que se arroga ter autoridade para dar lição de moral em países sérios e desenvolvidos e pensa que por ter lindas praias e mulheres, futebol, muita música e um ótimo clima, tem o direito de ser reconhecido como o melhor país do mundo.

    O problema do brasileiro não é meramente cultural.
    O problema do brasileiro não é meramente ideológico.
    O problema do brasileiro não é meramente político.

    O problema do brasileiro é essencialmente de caráter.
    E infelizmente, caráter não é uma coisa que se muda da noite para o dia.
  • Giovani  25/06/2013 17:45
    Muito bem colocado, Moisés.
    A arrogância do brasileiro em geral é de uma infantilidade hilária. Exemplo: Quando Barak Obama disse que Lula 'era o cara' de forma irônica,pelo fato de ele se meter em tudo que fosse assunto - de análise macroeconômica até bóson de Higs, a mídia brasileira, vendida e corrupta, transmitiu isto como se ele fosse The Great Leader of the World. Amigos, a mídia brasileira é um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento do caráter deste povo. Basta ver a quantia de matérias idiotas, estúpidas, vazias e tendenciosas que circulam todos dias nos principais jornais e TVs.
    A dita cordialidade brasileira não é nada mais do que uma grande hipocrisia que eu chamo de dissimulação. "Seja cordial e falso pois é isto que vende, isto que é simpático".
    Em resumo: A idéia do Brasil que querem de forma deliberada é o retrato do mundo vulgar, fútil e inútil da Revista Caras com suas "celebridades" sem conteúdo.
  • Renato Souza  25/06/2013 15:22
    Creio que oração que resume o artigo (e o pensamento dos conservadores e libertários) é essa:

    "Ainda não se sabe aonde tudo isto vai dar e nem para onde o Brasil vai".

    Isso é pensamento reacionário. Todos os dados políticos são "dados da natureza", "partes da paisagem" e a nos só cabe reagir a eles. É de dar dó. Essa razão da fraqueza de conservadores e libertários. Parecem um time de freiras octagenárias enfrentando um time campeão.
  • Julio Heitor  25/06/2013 15:30
    Renato,

    e qual seria sua sugestão para uma postura adequada do libertários?
  • Renato Souza  25/06/2013 22:13
    Desenvolver capacidades para assumir o protagonismo, e assumi-lo. Enfrentar os adversários em toda a linha, e saber o momento de atacar e as armas necessárias. E jogo de cintura para colocar o adversário seguidamente nas cordas, sem dó.

    Conservadores e libertários precisam aprender certas artes esquecidas. Voc conhece algum conservador ou libertário que estude técnicas de guerra cultural e de como aplica-las?
  • Ex-parasita  25/06/2013 23:10
    Posso dar uma ideia?

    É bem chula e simples: faça do movto libertário um viral.
    Basta criar um simples jogo modelado aos padrões SimCity mostrando como a coisa hoje tá feia e ensinando como sair da merda usando as ferramentas certas (como desobediência ao imposto, desamarro de empresas estatais, etc.)

    SimCity é um game de estratégia e raciocínio onde o jogador comanda uma cidade criada por ele. Oras, transforme o jogador-comandante como "herói-indivíduo" e faça-o vencer o jogo com as leis de Mises.
    Sou de 89. Quer mudar a mentalidade de minha geração? Entre pela porta do entretenimento.
  • anônimo  26/06/2013 10:33
    Uma geração incapaz de ler não merece ser convencida de nada.
  • Renato Souza  28/06/2013 13:33
    Você está pensando da forma certa. Produtores anti-marxistas de jogos deveriam refletir seus conceitos neles.

    Algumas poucas formam sua visão de mundo através de observar os fatos, meditar sobre eles, ouvir ideias, debater.

    Mas a maioria segue a onda. Qualquer doutrina econômica ou social que fique apenas nos debates, estará condenada ao ostracismo, por mais lógica e alinhada com a realidade que seja. É necessário falar aos diferentes públicos.
  • Andre  28/06/2013 16:34
    Legal, eu também já tinha pensado nisso um tempo atrás.

    Fiquei até imaginando se quando a pessoa joga Sim City e faz o governo ser minimo se o jogo se desenvolver mais.
    Porém pelo pouco que me lembro desse jogo certas construções, como hospitais e escolas não surgem espontâneamente sem a iniciativa do jogador, que é o prefeito.

    O que mostra a mentalidade estatista dos criadores do jogo, ou pode ser apenas que queriam deixar o jogador no controle de tudo...

    Enfim, teria mesmo que criar um novo jogo que fosse multiplayer, assim não precisariam de controle central e cada jogador poderia ser um empreendedor, e os jogadores poderiam ver que quanto menos governo melhor.
  • anônimo  28/06/2013 17:57
    Você pode mudar seu ponto de vista em relação ao jogo. A cidade, na verdade, é um condomínio particular, e você é o gestor...
  • gilberto  25/06/2013 15:27
    Quando os manifestantes pedem Passe livre ou mais gastos com educação e saúde eles querem MAIS estado. E não menos. Além do mais é preciso ficar atento à mão que balança o berço. Nem 1000% de inflação no governo Sarney levou o povo às ruas. Não seria 6,5% que começaria a levar.
  • Leandro  25/06/2013 16:08
    Gilberto, sobre essa questão da inflação, há uma diferença essencial da inflação atual para a "inflação do Sarney" que tem de ser ressaltada.

    A "inflação do Sarney" não afetava diretamente a classe média e nem muito menos os ricos, pois estes possuíam aplicações bancárias que os protegiam diariamente de depreciação da moeda. Quem realmente sofria eram os pobres e famintos que não tinham acesso ao sistema bancário. Mas pobres e famintos não fazem revoluções. E, como já bem ressaltou Olavo de Carvalho, todas as revoluções da história do mundo ocorreram em países cuja população estava enriquecendo: Revolução Francesa, Revolução Russa, Revolução Chinesa, Revolução Cubana e até mesmo as eleições de presidentes populistas na Bolívia e na Venezuela ocorreram em sociedades que estavam enriquecendo.

    Já a inflação atual tem outra característica, a qual já foi detalhadamente explicada na parte final deste artigo: os preços estão subindo, mas a renda [i]nominal[/u] está estagnada, pois a expansão de crédito feita pelo sistema bancário está arrefecida, o que significa que a quantidade de dinheiro na economia está crescendo muito pouco. Logo, tem-se uma combinação que não existia na época do Sarney: os preços estão aumentando, mas a renda nominal (influenciada diretamente pelo aumento da quantidade de dinheiro na economia) está estagnada. Na época do Sarney, tanto os preços quanto a oferta monetária subiam pari-passu, o que arrefecia bastante as coisas para a classe média. Tal fenômeno não está ocorrendo hoje (os preços estão crescendo muito mais do que a quantidade de dinheiro na economia), daí a sensação real de renda estagnada e dinheiro faltando no final do mês.
  • André  25/06/2013 15:33


    O que eu vejo nesses protestos é que o Brasil está chegando no estágio de desestabilização da ordem social.
    Então caso o governo consiga mais poder com a desculpa de "dar o que o povo quer", como saúde, educação, segurança e bolsa transporte a economia ficará cada vez pior e
    no futuro o Brasil poderá chegar no estágio de crise.

    Caso as pessoas resolvam tentar entender o mundo à sua volta e vejam que mais governo é pior então poderá haver algum progresso na direção de se ter menos governo.

    Caso contrário faltará papel higiênico.
  • antonio vinicius  25/06/2013 15:35
    Até agora só vi protesto contra o executivo e o legislativo. Mas absolutamente nada contra o judiciário e seus companheiros. Muito pelo contrário, em João Pessoa estão querendo fazer protesto em favor do Ministério Público, contra a tal da pec 37. Mas absolutamente nada contra os "jabotis togados", nas palavras de Monteiro Lobato. Nada mesmo. Ora, o Judiciário também é Estado, pessoal. É o pior dos poderes. O pior dos três.
  • Andre  25/06/2013 15:36
    Por enquanto as manifestações são apenas uma bagunça TOTAL.

    E como em qualquer movimento voluntário da sociedade irá levar algum tempo para que essa bagunça tome um rumo. Só então poderemos avaliar melhor qual será o resultado de tudo isso.

    Mas desconfio que o rumo que a maioria quer é mais governo.
    Se dermos sorte é possível (não muito...) que as pessoas descubram que menos governo é melhor.
  • Roberto  25/06/2013 15:57
    EU sou cético. Acho que o que querem é mais estado!!!! Não vi nenhum trabalhador nos protestos, somente universitários , que ,devido a juventude, são inclinados para a esquerda. Temo que as mudanças sejam, na verdade, em mais controles, menos liberdade e mais estado na nossa vida. Infelizmente!
    Abraço
  • Guilherme Marinho  25/06/2013 16:22
    Texto muito preciso!
    Agora é lutar por mais liberdade.
  • Edson Ribeiro  25/06/2013 16:30
    Gostaria que essa sua visão de revolução libertária fosse verdade, mas temo por mais estado e por um socialismo Bolivariano já que esta ideologia estatizante é predominante no Brasil
  • Leonardo Couto  25/06/2013 16:39

    Acredito se quisermos que o cenário seja outro temos que nos empenhar na divulgação da Escola Austríaca. A índole da maioria dessas pessoas não é ruim. Grande parte deles estão envolvidos no pensamento estatizantes como nós antes de conhecer a EA.

    São pessoas boas, equivocadas e ignaras em relação à realidade, mas querem o bem. Quando perceberem que este bem está livre mercado, como está, poderiam juntar-se a nós.

    Obviamente se exclui os vândalos e os que possuem antolhos em sua opinião, ainda temos noventa por cento ou mais.

    As nossas armas são as ideias, nunca se esqueçam disso.

    As ideias são mais poderosas que exércitos

    O brilhantismo e a bravura de Mises
  • Moises  25/06/2013 17:32
    "São pessoas boas, equivocadas e ignaras em relação à realidade, mas querem o bem."

    Leonardo, quando se quer algo bom(transporte, saúde, educação,etc...) da maneira errada(às custas dos outros), já não é mais o bem que se quer, mas o mal! Afinal o fim não justifica os meios.

    "As nossas armas são as ideias, nunca se esqueçam disso."

    Concordo! Mas somente as idéias não bastam. Assim como uma semente também não basta!
    É necessário uma boa terra, uma terra fértil! Depois de décadas de doutrinação esquerdista/estatista... Resta assim muito trabalho para mudar a mentalidade desse povo.

    Para muitas pessoas, ainda é muito sedutor a idéia de se conseguir algo às custas dos outros e não com o próprio trabalho.




  • Leonardo Couto  25/06/2013 18:21

    Sei bem que é uma maneira imoral e ineficiente, por isto inclusive não a defendi.

    Apenas disse que essas pessoas não sabem disto, e que é neste ponto que entra o conhecimento da escola austríaca: Conhecer a incapacidade inerente à natureza coercitiva do governo, bem como sua imoralidade.

    Uma vez que essas pessoas de boa índole (pense em seus conhecidos que não sabem da EA) tiverem contato com o raciocínio lógico que nós defendemos, há esperançosas chances de que teremos mais gente conosco.
  • Moises  25/06/2013 21:19
    "Uma vez que essas pessoas de boa índole (pense em seus conhecidos que não sabem da EA) tiverem contato com o raciocínio lógico que nós defendemos, há esperançosas chances de que teremos mais gente conosco."

    Pois é, entretanto parte destas pessoas(as esquerdistas)sofrem de uma espécie de doênça mental(uma esquerdopatia mesmo) que as impede de ter um raciocínio lógico e coerente diante dos fatos. Você não pode discutir de forma lógica(e nem respeitosa) com uma pessoa nesse estado. Esta pessoas tem que ser antes de tudo(antes das questões filosóficas por trás do libertarianismo) serem denunciadas por esse estado de loucura, é necessário desacreditá-las diante das pessoas ainda lúcidas.
  • Wagner  25/06/2013 17:07
    Alguém tem algum posicionamento sobre essa tentativa da Dilma de convocar uma constituinte?
  • Marcos  25/06/2013 17:38
    Essa "revolução" dificilmente vai terminar bem. Simplesmente porque não há direita organizada. Não há quem ocupe espaços que não seja a esquerda. Então, pela lógica, no final só ela poderá ganhar. Por pura e simples falta de competidores.

    É por isso que pedem mais estado. É ÓBVIO que pedem mais estado. Afinal, o que além disso tem sido ensinado a eles? Passaram a vida toda sem sequer imaginar que existe uma outra alternativa.


    O que vai acontecer? A Dilma já acenou com a possibilidade de uma constituinte especial, bem ao estilo bolivariano. O pt já tinha essa idéia há muito tempo, mas malandramente reapresentou-a como se fosse uma novidade. Vejam só: www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u667802.shtml

    É claro que eles possuem fortes interesses nisso. No final das contas, isso pode conceder aos petistas muito mais poder do que eles têm hoje. É disso que se trata.

    E se ela não conseguir? Não tem problema, outro esquerdista consegue.

    O autor do texto está certíssimo sobre as motivações do protesto. Mas as pessoas apenas conseguem sentir os sintomas, sem ter capacidade de fazer um diagnóstico adequado da situação. Quem vai se aproveitar disso vai ser a esquerda.


    E depois ainda tem gente que acha que o grande problema são "os conservadores", que "direita e esquerda não existem", que quem não defende o fim completo do estado é "tão inimigo quanto um esquerdista", que a vontade popular fala por si, etc...

    Só com a formação de uma direita forte e organizada, inclusive com divergências internas, é possível almejar rivalizar com eles no futuro.
  • Pedro.  25/06/2013 21:20
    Bom:

    " Mas as pessoas apenas conseguem sentir os sintomas, sem ter capacidade de fazer um diagnóstico adequado da situação. Quem vai se aproveitar disso vai ser a esquerda."

    De fato quem pode mesmo se aproveitar disso é a esquerda, que tem sido muito ajudada pelos conservadores (tb adoradores do estado) que tem feito de tudo para tentar desmoralizar as idéias liberais e libertárias e que, nesta oportunidade, vem sistematicamente tentando desestimular as manifestações emprestando seu discurso para a esquerda que já o aproveita. No fim, com uma ajuda do "fogo amigo" dos conservadores contra toda e qualquer manifestação que se oponha a partidos e ao poder arbitrario do estado, é mesmo possivel que a esquerda consiga dar a virada. Afinal, os tais de conservadores já de um bom tempo se têm dedicado a atacar os liberais ou libertários com fuxicos e tentativas de desqulificação através de meros xingamentos. ...eles, como sempre, se fazem a quinta coluna do socialismo, pelo temor de que o poder arbitrario do estado possa ser contestado, já que eles o ambicionam para imporem suas manias ideológicas.

    Estão em polvorosa com a possibilidade de o Estado perder o seu poder, a mistica que o moraliza como arbitro supremo sobre a população.

    Não é por mera coincidência que velhos militantes "comunistas" desprestigiados pela cúpula se transformaram em conservadores. Hayek percebeu essa facilidade de "comunistas" se tornarem nazistas, poderia ter tb percebido a facilidade com que se tornam conservadores. ...não duvido que consigam jogar o movimento no colo da esquerda, de tanto que o desestimulam e desqualificam. ...é de lamentar que se perca a oportunidade de criar antipatia ao Estado senhor da sociedade.

    Abs.
  • facto  25/06/2013 18:37
    O autor do presente texto esta viajando ou delirando."estariamos diante de uma revolução libertária?".Em primeiro lugar,como seria possível uma "revolução" sem organização e orientação política?Segundo,na vontade das massas,nao existe qualquer desejo ou sentimento de emancipação pequeno-burgues tempouco qualquer referência positiva à iniciativa privada.Na realidade,existe,atualmente,uma oposição forte dentro das vontades populares às privatizações e concessões de serviços públicos.
    Creio que o autor do texto em questão nao deva morar no Brasil ou,por outro lado,deve estar empiricamente distante da realidade para nao ver o sentido e o conteúdo,ainda que implícito,dos movimentos populares que explodiram no Brasil.Esses movimentos,ademais,têm como base organizações populares "esquerdistas",embora,infelizmente, muitos direitistas,sejam enrustidos ou explícitos, acabaram tonalizando negativamente tal movimento.
  • Sebastião  25/06/2013 18:46
    Quanto otimismo do professor! Rebelião libertária?! Com a educação que se tem no Brasil, mesmo as rebeliões contra o estado são por mais estado. A maioria dos cartazes pedia mais investimento na educação, na saúde e a estatização completa do transporte público. Isso não incomodou governo nenhum, tanto que a Wilma se saiu no discurso que vai dar o que todos querem: mais saúde, mais educação, mais transporte, mais imposto, mais estado.
  • Marcos  25/06/2013 20:12
    Ele não disse que haveria revolução libertária. Na verdade, disse precisamente o contrário.

    "Sendo assim, será que poderíamos nos precipitar e dizer que estamos observando pela primeira vez no Brasil uma "revolução libertária", uma revolução em que o povo não grita por mais poder do estado, mas sim por menos nas mãos do governo? Ainda não. A velha ideologia estatizante ainda não desapareceu."
  • Mogisenio  25/06/2013 19:05
    Bom texto, deixo aqui meus elogios e faço questão de mostrar o porquê:

    Nessa passagem:

    "Trata-se de uma rebelião dos jovens contra as mentiras que "aprenderam" em suas escolas, nas universidades e nos meios de comunicação de massa, principalmente na televisão."

    Perfeito, sobretudo, quando se trata dos veículos de comunicação em massa! Deveríamos acabar com tais veículos aqui no Brasil.

    Nessa passagem:

    O sistema político brasileiro é uma gigantesca teia de mentiras e de roubo, e consiste em uma elaborada fraude sistêmica que foi criada para servir aos donos do poder: presidentes e ministros, juízes e vereadores, prefeitos e toda uma vasta gama de "servidores públicos. Aqui não concordo.

    Aqui apelo para as seguintes ressalvas: ( há inúmeras outras)

    O ministro Caputo Bastos do TST não me parece pertencer a esse conjunto, concordam?

    E o Joaquim Barbosa? Já mostrou ao Brasil que não faz parte da fraude, certo?

    Enfim, penso que há exceções. Logo, a premissa não está totalmente correta.

    Saudações
  • IRCR  25/06/2013 19:58
    revolução libertaria no brasil ? heheh

    o povo é estadista
    eles acham que basta tirar os corruptos que o estado vira um suprasumo da realidade
  • Típico Filósofo  25/06/2013 20:01
    Propaganda neoliberal. Basta conferir vídeos do PSTU, PT e PSOL a respeito da manifestação: Todos os integrantes desejavam o socialismo imediato e a abolição do modelo de exploração capitalista. Toda a juventude brasileira fora movimentada pela luta social e para o despertar da consciência de classe dos trabalhadores contra a burguesia exploradora.

    Os protestos recentes foram assim como todas as manifestações até os dias de hoje: lideradas pelos movimentos progressistas da esquerda combativa. E todos os protestantes no estrangeiro também - em solidariedade a um dos países mais capitalistas do mundo, levantaram suas bandeiras em prol do socialismo. A mídia golpista, entretanto, hesitou em demonstrar tal luta.

    A juventude deseja o socialismo, o progresso e a igualdade com todas as forças.
  • Aprendiz do Filósofo  25/06/2013 20:34
    Filósofo, encontrei uma pessoa digna de sua sabedoria. Desconfio que seja um aprendiz seu, dada a lógica e razão das dissertações do sujeito. Leia e me dê seu diagnóstico: é ou não é alguém que se libertou da visão burguesa e reacionária que aflige o nosso mundo?

    Segue abaixo:

    Quem, por alguma razão, conhece os serviços públicos nos países mais desenvolvidos do Planeta, sabe que o que temos no Brasil é um convescote entre cartéis, com preços caríssimos e serviços ruins. Alguém lembra que o maravilhoso "mercado" da telefonia no Brasil tem mais de 80% de aparelhos pais-de-santo (cartão)? Vivemos sob a ditadura dos cartéis e ainda tem gente que quer mais privatização... É a mesma coisa que viver na m... e se acostumar com aquele odor.

    Não existe monopólio estatal, existem serviços que só podem ser prestados pelo Estado, inclusive nos principais países capitalistas é assim. Num país como o Brasil a privatização virou vandalismo contra a população. Não há limites à ganância das empresas, remessas de lucros sem controles, tarifas elevadas, serviços péssimos e nenhuma fiscalização.

    "Monopólio estatal" é uma expressão do vocabulário neoliberal, que pretende depreciar o que seria algo natural: que o estado atenda às necessidades básicas de todos os seus cidadãos. Se isso é crime, então é melhor nos contentarmos mesmo com as "leis do mercado", defendidas pelo sr. Flavio Morgenstern . Mas nem nos países capitalistas mais avançados se abriu mão dos serviços básicos de qualidade, prestados pelo Estado. Felizmente a internet ainda nos permite debater esses e outros assuntos.

    Quem sabe o sr dá um rumo para essa turma que anda pelas ruas neste Brasilzão... Afinal, pelo seu receituário eles deveriam estar pedindo mais ensino privado, planos de saúde, passagens mais caras, mais carros e mais transporte rodoviário.

    E então? Está feliz que a mentalidade burguesa e reacionária está perdendo espaço? Eu estou.
  • anônimo  25/06/2013 20:49
    Falando em mentiras, o que dizer sobre a seguinte alegação:

    "Também fui expulso do Instituto Mises porque ao invés de reduzir impostos sobre combustiveis, fiz a proposta de permitir a entrada de carros elétricos como produto substituto e competitivo, o dono do Instituto é executivo do Grupo Ultra (combustiveis) e me expulsou."

    Fonte: paraisoconcreto.blogspot.com.br/2012_06_01_archive.html

    Isso procede?!
  • Equipe IMB  25/06/2013 21:00
    Não fazemos a mais mínima ideia de quem seja este cidadão, e nem muito menos o porquê de ele nos citar desta forma caluniosa. Nenhum cidadão de nome Odissey Henrique já fez parte do IMB, em nenhum cargo. Até hoje, apenas duas pessoas que faziam parte do IMB saíram do Instituto, e ambas o fizeram voluntariamente: Sidney Sylvestre e Rodrigo Constantino.
  • anônimo  25/06/2013 22:17
    Achei interessante deixar essa citação, para caso alguém pergunte no futuro. Tb não vi lógica alguma no que ele disse.
  • Andre Cavalcante  25/06/2013 21:24
    Gente,

    Às vezes penso que as pessoas tem dificuldade em leitura.

    Esse texto é simplesmente excelente!

    O texto não fala que as pessoas estão fazendo uma revolução libertária, muito menos conscientemente. Na verdade, seu primeiro parágrafo mostra exatamente o contrário: as pessoas não tem consciência do seu instinto: lutar contra a mentira. Mas é justamente isso que está acontecendo: lutar contra a mentira!

    Depois o autor discorre sobre as verdadeiras causas e qual é o verdadeiro vilão e o que as pessoas precisam fazer no longo prazo: se libertar dessas ideias estatizantes, que é o que gritam, mas no fundo o que querem é o oposto (justamente porque nunca ouviram nada diferente).

    Se o PT vai conseguir se aproveitar ou não disso, assim como os libertários, para alcançar algumas de suas metas, essa é uma outra história.

    Por fim conclui magistralmente: "Resta agora saber canalizar esta motivação para a direção correta."

    Parabéns pelo texto!


  • Ricardo  25/06/2013 21:40
    Perfeita a sua observação, André. Também tenho notado este fenômeno, que vem estranhamente se exacerbando: algumas pessoas simplesmente perderam a capacidade de interpretar textos. A impressão que se tem é que as pessoas leem as frases pela metade e já são tomadas por um frêmito incontrolável que as faz sair atribuindo ao autor interpretações exatamente opostas das que ele manifestou. Não consigo entender esta limitação intelectual. Parece que as pessoas não mais interpretam palavras, mas sim significados ocultos que apenas elas enxergam.


  • Felix  26/06/2013 03:23
    Vocês que são gênios não souberam ler as entrelinhas
  • Andre Cavalcante  26/06/2013 13:43
    Por favor, então me esclareça, quais entrelinhas?

    PS.: Coloco essa questão sem arrogância, apenas para o bom debate.
  • Pedro.  26/06/2013 21:49
    Faço coro com o André:

    Por favos, nos esclareça essas entrelinhas.
    Assim talvez eu possa até adquirir maior capacidade de perceber entrelinhas através de sua contribuição. Será ótimo e lhe serei grato. Afinal, talvez o autor seja um comunista ateu libertário tentando nos enganar, mas deixando clara suas intenções nas entrelinhas.

    Agradeço desde já a contribuição.
    Forte abraço
  • Renê  25/06/2013 21:50
    Decepcionante o texto.

    O sujeito acha que o povo que está na rua quer menos estado?
    Essa turma quer mais estado, infelizmente. Isso é tão óbvio que é inacreditável alguém não conseguir perceber isso.
    Mas me entristece ver o pessoal do Mises tão perdido nesse momento quanto qualquer outro formador de opinião.
  • Pedro.  25/06/2013 22:18
    Perfeito, André.
    É pena que tantos dem ouvidos a gurus e não reflitam sobre as questões.
    Esse comportamento é exatamente aquele que levou a esta hegemonia das asneiras da esquerdada e mesmo da tal direita que preconizava a "glória nacional", estatais estratégicas e demais que tais.

    Esse movimento sem partido e sem líderes mentores, mas com muita gente pronta para aceitar novas idéias, esta deixando os adoradores do estado, de esquerda ou de direita, em polvorosa e periga os liberais ou libertários perderem o animo para uma atuação mais efetiva politicamente.
    A internet é ótimo, bons artigos são fundamentais, mas a massa tomba pela imagem. Sem imagem a massa não capta quase nada e essa manifestação é uma imagem que se pode aproveitar. Uma imagem que mostra o Estado como essencialmente corrupto e os políticos como beneficiários deste Esrtado. Isso é ótimo!!!

    Forte abraço.
  • Armando  25/06/2013 22:41
    Eu acho curioso que as pessoas adorem dizer que as manifestações não serviram pra nada, julgando que os manifestantes não sabem os motivos que os levaram às ruas. Onde compro a bola de cristal ou consigo esse dom da clarividência pra saber o que cada um estava pensando?

    A manifestação serviu pra muitas coisas interessantes, cito:
    - mostrar que a propaganda do governo foi pro brejo e talvez nem o melhor marqueteiro do mundo consiga reverter essa imagem negativa;
    - que o transporte é ruim não só pelo preço e que deve-se rever toda essa escolha bem antiga e errada de transporte, seja local ou nacional;
    - apesar de ser complicada a ideia de manifestação sem partido (aparente), todos os partidos ficaram com a cara no chão, inclusive essas organizações ditas sociais como MST, sindicatos, UNE, etc;
    - até o prefeito Haddad, bunda-mole despreparado que já enfrentou mal duas crises em poucos meses, teve uma desculpa para justificar o aumento das passagens que seria aceita, ou senão ao menos parcialmente entendida pelos libertários. Um exemplo é a abertura (parcial) da caixa-preta do cálculo do custo do transporte. Logo mais haverá licitação aqui em SP e esse protesto puxou o interesse no assunto;
    - levantou o problema da máfia dos transportes;
    - mostrar que muita gente tirou a bunda da cadeira e depois de 20 anos resolveu mostrar seu descontentamento, sendo que pela adesão nacional podemos tirar uma idéia de quais regiões estão mais insatisfeitas (Rio e BH impressionaram) e até perceber o poder da internet, seja pra juntar gente, seja pra divulgar assuntos fora do cotidiano;
    - em plena Copa das Confederações (tá certo que é um evento menor) as pessoas do país inteiro estão falando mais em política do que em seleção;
    - acabar com a imagem de país (eternamente) do futuro, principalmente no exterior. Isso serve pra encerrar essa festança por ser um dos BRICs, e que por si só estamos bem. Cresce a ideia de acabar com o Mercosul.


    Não acho inteligente menosprezar tantas ideias geradas que servirão pra rediscutir o rumo, seja lá qual for. Pode não dar em nada, daqui um ano lamentavelmente teremos as mesmas figurinhas, os mesmos problemas de antes, mas tenho a impressão que precisávamos dessa sacudida. As chances são pequenas, mas é melhor do que marasmo de antes.
  • Mauricio  26/06/2013 00:53
    Parabens ao Antony Mueller pelo artigo,ja estava me sentindo sufocado pelo IMB nao se pronunciar a respeito e teve que ser um estrangeiro radicado no Brasil para faze-lo,parabens de novo a ele.
    E perfeito o que o Andre Cavalcante,Ricardo,Pedro e Armando escreveram.Comentario do Pedro:"periga os liberais ou libertários perderem o animo para uma atuação mais efetiva politicamente." Fiquei espantado com os libertarios se absterem de se pronunciarem sobre as manifestacoes,mesmo que num primeiro momento ,que ja tem mais de uma semana,parecesse que era um saco de gatos com esse MPL , vandalismos e a espontaneidade da maioria nas ruas.Ficou um vazio,agora parcialmente preenchido pelo professor Mueller.
  • Fabio MS  26/06/2013 18:53
    Claro que as manifestações serviram para alguma coisa: o governo federal, depois de ouvir o clamor popular (salvo pouquíssimas exceções) pedindo transporte grátis (vai virar direito constitucional), 20 centavos grátis, educação grátis, saúde grátis, paz grátis, amor grátis, casa grátis, felicidade grátis e cantar o hino nacional sentado na rua grátis, quer um plebiscito para fazer reforma política. Olha que legal. Vitória do povo! #vemprarua
  • Antonio  26/06/2013 02:29
    Infelizmente (e friso o infelizmente), na linha da maioria dos comentarios aqui publicados, creio nao ser possivel concordar com o tom otimista do artigo.
    Pelo contrario, os protestos e as discussoes somente tem ressaltado, a meu ver, a estupidez cada vez mais acentuada - e perigosa - do brasileiro medio. Sera que precisa ter lido qualquer tratado de economia austriaca para saber que o onibus nao cai do ceu e nem e movido a vento e que alguem tem que pagar este custo de algum jeito? E o que dizer do debate dos aborrecentes anticapitalistas que, junto com a "despreparada" presidenta da republica, chegaram a conclusao de que transporte publico e um direito social? Como qualificar um protesto cujo lema principal e "quem nao pula quer tarifa" e que recebe, como resposta do governo, a promessa de contratacao de curandeiros cubanos? O que dizer de um pais em que combate `a corrupcao de agentes publicos virou "agenda da direita reacionaria e fascista"?
    Eu queria ser otimista tambem, mas pessoalmente nao tenho duvidas de que a ilusao de gratuidade do povo so aumentou com essas reducoes de tarifas e que nos iremos testemunhar, durante muito tempo, as consequencias nefastas dessa resposta desastrada.

    P.S.: Desculpe pela falta de acentos...
  • Trevis  26/06/2013 04:03
    Aliás, não vi ninguém do Mises nas manifestações...
    Ah tá...
    Me lembra muito isso: https://www.youtube.com/watch?v=9foi342LXQE
  • Matheus  26/06/2013 04:08
    Se não soubesse que o autor trabalha no Brasil, diria que ele tinha lido uma matéria ou outra de correspondentes internacionais, que passam pelo país de férias. Hahahaha
    Basta a "bomba" explodir que entramos no ciclo natural da América Latina: controle de preços, tentativas de golpe, manipulação estatística... aí um salvador social-democrata é eleito, faz as reformas necessárias (mas não muitas) e voltamos ao esquerdismo natural. Hahahaha
  • Pedro.  26/06/2013 14:23
    Atacar a manifestação, desqualificando-a e fazendo fofocas para azedar essa rebeldia contra o Poder estatal, isto sim, é colocar nos braços da esquerda este movimento. A esquerda esta se aproveitando disso e retomando sua posição nas manifestações, amparada pela afirmação de que os maniffestantes estão desamparados pela "direita" que os ataca e que por tal está de acordo com "isso que está aí" …Os tais conservadores, como sempre estão fazendo o papel da quinta coluna, estão tentando de todas as formas tentando azedar a possibilidade de liberais e libertários conquistarem território em meio ao descontentamento manifestado.

    Não será rezando que se conseguirá alguma coisa.
    Atacar um movimento porque não esta no comando dele é lamentável, a esquerda ameaçou em faze-lo, mas contando com a ajuda dos conservadores (também adoradores do mito estado), já esta é tentando tomar para si estas manifestações e colocando os seus nela. Inicialmente estavam retirando-se da manifestação, mas as viuvas do feudalismo assumiram os ataques para permitir que a esquerda se faça simpatica aos manifestantes e os recapiture. ...mas não agradecerão a ajuda conservadora, não, vão cuspir neles, merecidamente.

    Infelizmente a esquerda militante organizada e partidária que estava já afastando-se do movimento, ante da repulsa que sofria, percebeu que o ataque às manifestações por parte dos conservadores é a oportunidade que precisavam para voltarem às manifestações como se apoiando-as. Assim, os manifestantes um tanto desnorteados serão informados que a direita não os apoia pq anui "com tudo que esta ai" e que eles, a esquerda, é que podem representar este descontentamento.

    É bom frisar que as idéias liberais classicas contra o totalitarismo estatal, foram combatidas com um marxismo que prometia o fim do estado através de só estado. Seja, estado total para acabar com o Estado. Uma boa propaganda para engabelar. Assim, os mercantilistas ou conservadores, juntamente com os liberais classicos passaram a ser vistos como advogados do Estado corrupto e sufocador, viraram a direita ...a estória ainda acaba se repetindo não como farsa, mas como comédia mesmo. A páixão pelo Poder e a adoração ao estado que o realiza é o maior adversário das idéias liberais.

    Abraço!
  • Romualdo  26/06/2013 14:29
    Quase todos aqui parecem concordar que a massa quer mais estado e que esse barulho todo não vai dar nada de bom. Ao contrário, o barulho será um pretexto muito bem aproveitado (como a esquerda é mestra em fazer) para mais estado, mais controle, mais opressão.
    Realmente gostaria de saber: O que podemos fazer? Dá para tomar alguma ação? Alguém se habilita (e tem capacidade) para liderar alguma ação para evitar mais estado depois desse barulho?
    Nós ficamos apenas aqui discutindo na internet. No mundo real, só esquerdopatas e idiotas úteis fazem alguma coisa.
    Algum partido político para apoiar? Mesmo que ainda em formação?
    É angustiante a sensação de impotência quando se vê a tragédia se desenhando no horizonte.
    Alguma sugestão, por favor?
  • Pepe  27/06/2013 15:52
    A solucao é nao fazer nada. Deixar a esquerda dominar, PT, PSOL, PCdoB sairem vencedores. Ai sim estamos no caminho certo pro fundo do poco e vamos bater com forca.
    Talvez só assim o "gigante" se de conta q tava na direcao errada.
  • Renato Souza  27/06/2013 16:44
    A começa em saber como lutar nos campos cultural e político.

    Eles conhecem técnicas, e são treinados nisso. Nós não.
  • Pedro.  27/06/2013 21:39
    De onde tiras isso?
    E quais a técnicas que se deve adotar?
    Ficart papagueando mentores, repetindo-lhes o falatório maluquete?
    ...ou rezando o terço e se entregando aos mentores sedentos por se tornarem novos "mulás" ou aiatolás ocidentais?

    Esta é tua contribuição para esclarecimento dos fatos que estão ocorrendo?
    papaguear os pretensos aiatolás ocidentais que espalham bobagens aterrorizantes, conspirações medonhas e exigem obediencia e submissão a suas alegações ideológica uitas vezes estapafurdias?
  • Renato Souza  28/06/2013 01:39
    Pedro

    Você disse:
    "E quais a técnicas que se deve adotar?
    Ficart papagueando mentores, repetindo-lhes o falatório maluquete?
    ...ou rezando o terço e se entregando aos mentores sedentos por se tornarem novos "mulás" ou aiatolás ocidentais?"

    De onde você tirou "papagueando mentores". Não acabei de dizer que não há ninguém fazendo propostas estratégicas?

    Então vamos por partes: Surgiram no passado, bem depois da implantação quase universal dos estados hipertrofiados, governos miniarquistas. Na verdade, semi-miniarquistas. Eles não surgiram no vácuo, e não podem ter sido gerados dos estados hipertrofiados, porque surgiram como uma proposta que negava esses estados. Esses governos miniarquistas modernos (nomeadamente Suiça e EUA) foram precedidos primeiro de análises teóricas e éticas. Dessas análises surgiu o ambiente intelectual propício ao surgimento de associações voluntárias. Depois foram pensadas instituições compatíveis com os objetivos miniarquistas. Depois foram traçadas estratégias levando em conta as condições em que se encontravam. E essas estratégias eram alteradas conforme a necessidade. Para que isso acontecesse haviam pessoas pensando sobre isso, se manifestando, debatendo.

    E como o miniarquismo morreu? Por falta de movimento. As pessoas diziam "vivemos num país livre" e dormiam tranqüilas achando que a tirania nunca retornaria. Nos EUA, mantiveram uma instituição nefasta, a escravidão, que era incompatível com o ideal do miniarquismo, sabotando o sistema por dentro. Em vez de discutirem continuamente como desenvolver cada vez mais a liberdade, como enfrentar os desafios sem ceder à tentação da tirania, ficaram tranqüilos, se deixaram levar por falsos argumentos, descuidaram de erros sutis.

    No Brasil não chegamos nem mesmo à fase de criação de associações que retomem para a sociedade as funções sociais que foram estatizadas. Nem a educação das crianças é livre. E não há pessoas que sequer prestem atenção ao que os adversários estão fazendo.

    Tudo o que se fez até agora: análises teóricas e divulgação pela internet. Não há um único jornal, debatendo ideias para um público mais amplo, nem um único programa de tv. Os conservadores foram expulsos do meio acadêmico e dos jornais, e os libertários nem chegaram lá.

    É evidente que as estratégias dos marxistas são muito mais eficientes.

    Se existirem associações civis dirigidas por pessoas abertamente libertárias, ligadas a todo tipo de coisa (saúde, educação, cultura, cinema, tv, divulgação, religião, segurança. arbitragem), associações que aceitem isenções de impostos, mas nunca subsídios, então as pessoas comuns entenderão que o estado está usurpando as funções da sociedade.

    Nos EUA, todas as mais tradicionais instituições de saúde e educação foram cridas pela sociedade. Hoje os americanos deixaram a educação nas mãos do governo. As escolas de ensino fundamental estatais freqüentemente são horríveis, e geralmente ideologicamente de esquerda, principalmente nos bairros pobres. E as pessoas não caem em si, e não se associam para criar escolas livres. Há americanos ricos, muitos deles libertários ou conservadores, doando uma fortuna para instituições em países pobres, mas não percebem que deixaram a educação das crianças americanas nas mãos do tenebroso governo federal, que hoje se imiscue em tudo, mesmo nas escolas municipais. Sem associativismo civil, o estado toma tudo.

    Estamos crus ainda para muita coisa, nada se fará da noite para o dia, mas é preciso pensar estrategicamente nisso, desde já.

    E na política, tem de haver representantes. E cada mentira socialista tem de ser contraditada imediatamente por políticos, jornalista, intelectuais e analistas. Se houverem conservadores e libertários se unindo para contraditar os socialistas, tanto melhor. Ficar na espiral do silêncio é suicídio.
  • anônimo  27/06/2013 16:54
    Quem sabe este não é o caminho? É o que Marx disse, mas as avessas. Ao invés das contradições inerentes do capitalismo gerarem seu colapso e levarem ao paraíso dos trabalhadores, é justamente as contradições do socialismo que vão levar o governo ao colapso, trazendo o bem de todos no médio prazo. Veja o exemplo do Chile, com Allende, Pinocher e sua economia hoje.
  • anônimo  27/06/2013 19:06
    Os russos tiveram essa experiência e hoje ainda é considerável o número de pessoas que vivem no mundo-do-faz-de-conta do socialismo e do comunismo.
  • André Luiz  26/06/2013 16:42
    Amigos,

    Vi uma reportagem numa das manifestações no RJ, quando a repórter pergunta a uma garota se já havia conversado sobre política alguma vez, a garota diz que nunca pensou em política, aquela era a primeira vez.

    Depois pergunta a um rapaz, o que ele acha que deve acontecer para mudar, ele disse quase com essas mesmas palavras : "Não sei, essa pergunta tem que ser para os mais espertos, eu to aqui só para protestar".
  • Uzbe  26/06/2013 23:32
    Na verdade, quando se gastava dinheiro do contribuinte construindo lombadas, ainda dava para engolir. Mas, agora, o gasto é exponencial, pois a moda é lombada eletrônica, que, além de altos custos com instalação (bem mais caras do que as antigas, onde só se fazia uma ondinha no asfalto - bela invenção da criatividade brasileira), tem custos com manutenção (gastos correntes).
  • Pedro.  27/06/2013 15:17
    O bonde esta sendo perdido.
    A esquerda esta aproveitando o momento e vai se reapitalizar ante as massas.
    É de lamentar a ajuda que estão recebendo de alegados adversários.

    Lula e serus acessores são bem mais inteligentes que muitos faladores sedizentes direitistas, e de fato são, só escondem que a direita estatista não difere da esquerda e por tal tão carinhosa com "ex comunistas" (ainda socialistas). Sobretudo porque estes pulhas sabem perceber a oportunidade que estes "ex" socialistas estão dando às esquerdas para que recoloquem suas bandeiras vermelhas e siglas partidárias nas manifestações. Por isso, se antes desanimados e retirando-se das manifestações, agora tomam novo folego e a elas voltam com seus slogans e bandeiras vermelhas.

    Lula e as esquerdas perceberam que os protestos eram perigosos para o mito Estado e sobretudo avessos a sua politicagem safada e imbecil de slogans bolorentos e histeria afirmativa sem fundamento apreensivel. As esquerdas perceberam que os protestos lhes eram desfavoráveis e ficaram momentaneamente sem rumo, já não sabiam se abandonavam e atacavam os protestos ou se calavam, já que escorraçadas das manifestações pela maioria...

    ...mas as viuvas do feudalismo (ex "comunistas" ainda socialistas) lhes forneceram o rumo em grande estilo. Pois tais maniacos estúpidos nem mesmo sabem calar-se na hora certa. A ESQUERDA SOUBE e logo foi recompensada por estas viuvas do feudalismo sedentas do poder estatal e em polvorosa com a possibilidade deste ser reduzido ao perder sua mistica. Velhos parceiros colaboram mesmo quando sedizentes oposição, vide o PSDB que preparou a cama e o café para o PT após a "noite de amor" de 94 a 2002(indenizações e verbas p/ MST e etc.).

    Claro que a esquerda tem que ir para rua aproveitar os frutos da QUINTA COLUNA (conservadores) e DIZER que a DIREITA é "ESTA A FAVOR DE TUDO QUE ESTÁ AI E POR ISSO É CONTRA AS MANIFESTAÇÕES". É obvio que os manifestantes se sentirão acolhidos pela esquerda e repelidos pelo que a ela se opõe. Liberais ou libertários mais uma vez sairão prejudicados pelos conservadores, pois que se deixam associar a estes adoradores do estado poderoso, que querem para si este Poder para imporem suas manias e ideologia à vida alheia.

    Com a ajuda conservadora as esquerdas vão se levantar e dar a volta por cima, graças aos adoradores do estado "di direita" semelhantes aos de esquerda, e aparentem,ente ainda mais desesperados pela queda do mito estatal, a ponto de ajudarem as esquerdas para preserva-lo.

    Que tristeza....
  • Renato Souza  27/06/2013 16:40
    O MENTE PERTURBADA!

    A multidão estava nas ruas, pedindo aumento dos poderes dos políticos, a maioria deles sem nem perceber que estavam pedindo isso. E na sua cabeça, a bola estava na frente do gol, bastando os libertários chutarem para estabelecer o mítico paraíso ancap, até que vieram os malvados miniarcos e conservadores e estragaram tudo.

    Você não entende nada de política nem de guerra cultural. Temos umas seis décadas, pelo menos, de domínio positivista (e a doutrinação que começou bem antes). E mais de duas décadas de domínio marxista (e talvez quase quatro décadas de doutrinação escolar). E você, com sua genialidade, iria reverter isso num momento? Ensine-nos a minerar núcleos de estrelas também...

    Sucesso não se improvisa. Os libertários poderiam usar a situação a seu favor? Até poderiam se existisse gente fazendo planejamento estratégico, e adaptações táticas. Os socialistas improvisam quando necessário, mas SABEM fazer isso. Eles tem três séculos de treino. Eu conheço pela internet um militante conservador (um agnóstico) que estuda e ensina táticas de guerra cultural contra os esquerdistas. É o único que conheço. Mas não temos ninguém influente planejando ou executando ações de envergadura.
  • Pedro.  27/06/2013 21:24
    Ora, parece que a verdade lhe doeu, ou colocarias argumentos em vez de partir para a ofensa gratuita do mero xingamento.

    Estou colocando fatos e NÃO SIGO GURUS para lhes papaguear as asneiras quaisquer que sejam.
    Penso por mim mesmo, sei fazer isso.
    As manifestações QUEIMARAM bandeiras vermelhas, EXPULSARAM vagabundos da CUT e militantes de partidos de esquerda com suas baboseiras ideológicas. Estavam abertos a novas idéias, mostravam-se cansados com o que se tem. Não estavam seguindo gurus proprietários de cabeças que não sabem pensar. Isso é fato e não delirio de maníacos que sonham em se fazerem mentores da humanidade com baboseiras ideológicas.

    Ademais, curiosamente os tais conservadores que voce segue, são "ex" "comunistas (socialistas totalitários) que se arrependeram somente depois de serem desprezados pelas cupulas dos partidos "comunistas" (socialistas) sem ganhar destaque, status ou imponentes sinecuras no aparato estatal. Tivessem ganho prestigio nos "partidões" e até hoje estariam doutrinando acefalos e papagaios que sem capacidade de pensar apenas repetem seus mentores sem jamais discordar, nem possuem tal capacidade.

    Voce até aqui vem copiar e colar o falatório de um guru (inteligente e culto, não se pode negar, mas fora isso muito duvidoso em suas ambições), pois não sabes pensar e apenas repetir feito papagaio aquilo que seus gurus ideológicos arbitram.

    Menos ofensas gratuitas e mais argumentos por favor. Se não sabe pensar e apenas papaguear e xingar, atenha-se a louvar seus líderes e mentores, cultuando-os em extase.
  • Renato Souza  28/06/2013 14:22
    Pedro

    Eles (alguns) queimaram bandeiras dos esquerdistas e expulsaram os bandidos da CUT. Isso significa apenas que eles se opõem às esquerdas radicais. Falei com várias pessoas que apoiam as manifestações. Elas não tem ideias claras sobre nada. Reprovam o PT, mas querem passe livre. Reprovam os mensaleiros mas querem mais verbas públicas para a educação. São abertos para novas ideias? Se alguém lhes falar novas ideias pode ser que sim. Mas 99,99% deles jamais ouviu falar de Mises. A "descrição da realidade" que essas pessoas ouviram nas escolas e na imprensa, é toda de acordo com a óptica marxista. Na cabeça delas, o problema da educação é falta de verbas, a inflação é causada pela ganância dos empresários, e os problemas do Brasil são de natureza administrativa.

    Se os marxistas já conseguiram colocar ideias erradas nas cabeças dessas pessoas, e os que se opõem ao marxismo não conseguiram nem lhes comunicar ideias certas, quem está ganhando a guerra cultural?

    NÃO, VOCÊ NÃO TEM COMO REVERTER ISSO DO DIA PARA A NOITE.
  • Pedro.  27/06/2013 21:28
    Francamente,
    um adulto que se entrega a mentores e não consegue postar um único argumento além de papaguear os delírios de seu mentor sem se tombar ao pejo!

    É por isso que a esquerda prospera mesmo com seu besteirol estapafurdio, ela tem ajuda.
  • Renato Souza  30/06/2013 21:36
    Pedro

    Estou esperando argumentos de verdade que mostrem que o que eu disse está errado. Naquilo que você conseguir mostrar erro meu, eu mudo de posição. Até agora você não disse nada.
  • anônimo  27/06/2013 16:52
    É uma luta desleal. A "direita" não quer saber de governo. Quer viver sua vida, trabalhar, quer ser deixada em paz. A esquerda quer dominar o poder, quer ter poder sobre os outros e sobre tudo. A esquerda sempre vai ter vantagem sobre a direita quando o quesito é mobilização popular, justamente por causa disto.
  • Jaime  27/06/2013 16:49
    Me lembro de quando estava estudando história na escola , a parte de absolutismo e afins , e não me saia da cabeça , "mudou muita coisa não , comparado com atualmente" , mais tarde percebi que o que mudou foi a forma com que a exploração era vista.

    Em relação aos protestos , a maioria dos que lá não tem um motivo real , estão apenas por estar.
  • Marcos Campos  27/06/2013 20:19
    Estamos conseguindo as vitórias pouco a pouco, mas não devemos baixar a guarda agora. Eles estão cedendo esperando que nós também cedamos.
    Conseguimos a redução das tarifas de transporte e o FIM da PEC37....sinal que a pressão popular funciona. Os royalties do petróleo foram destinados a educação e saúde, porém meus amigos, devido a bagunça, burocracia e corrupção essa grana vai sumir como sempre.

    1° Mas para que tudo continue no caminho correto precisamos pedir a expulsão dos fichas sujas e condenados da política para sempre....
    Acho que essa deve ser a nossa luta agora!!!

    2° Depois que limparmos a casa, começamos a pedir as reformas das 3 esferas do PODER:
    [Executivo] - Redução drástica dos ministérios e secretarias (de preferência 70% de redução do cabide de empregos). Somente poderão ser indicados aos cargos de ministros, cidadãos com doutorado e que sua especialização esteja de acordo com a área.
    [Legislativo] - Redução drástica no número de dep. federais de 500 para 250, corte de todos os benefícios, salários reduzidos para 10 mil e somente podendo ser aumentados por plebiscito. Até hoje eu não entendo o por que da existência do Senado, já que os estados são representados pelos deputados federais. Pra min o Senado é uma casa de puro entrave e burocracia e não faria a mínima falta.
    [Judiciário] - Fim das indicações de ministros da justiça pelo poder Executivo (absurdo), para tanto os ministros serão eleitos pelos presidentes da OAB e o Presidente do Supremo será eleito pelos membros da casa.

    3° Agora que temos a casa limpa e organizada vamos começar a implementar as reformas engavetadas, que irão modernizar o país, tonando-o competitivo e justo para todos.
    -Auditoria fiscal das contas federais engavetada no Senado (é necessário sabermos quanto devemos e para quem devemos e se os juros acordados com os Banqueiros nacionais e internacionais, caso haja irregularidade o povo deve pedir a renegociação desses juros ou moratória);
    - Reforma política;
    - Reforma trabalhista;
    - Reformas da Saúde, Educação e Segurança;
    - Reforma Tributária;
    - Reforma Judiciária;
    - Reforma Agrária.

    4° Nossa casa está limpa, organizada e com novas modernas funções. Mas ainda não acabou, é preciso ajustar as funções a realidade sócio-econômica do Brasil.
    - Corrupção deve ser considerado crime hediondo, punível com prisão perpétua caso haja reincidência;
    - Político não deve ter privilegio algum, seu serviço deve ser voluntarioso e somente isso;
    - Redução dos gastos públicos imediato com exceção da educação, saúde e segurança. Todos os investimentos necessários restantes devem passados para a iniciativa privada em livre concorrência.
    - Com a redução constante de gastos é hora de reduzir gradativamente a carga tributária de 49% até que chegue a 5%.
    - Qualquer tipo de monopólio (coleta de lixo), oligopólio (transportes) e cartel (Vivo, Tim, Oi, Claro) deve ser combatido pela justiça e punido, seja público ou privado. A "concorrência" deve ser a bandeira do povo brasileiro. Políticos e empresários amigos tem pavor á palavra "concorrência".
    - Redução drástica na carga tributária sobre importados. Haverá tributação apenas para equilibrar valores de produtos e serviços estrangeiros com os nacionais e nunca para nos impedir de consumir produtos de alta qualidade por preço justo. A industria brasileira deve sair da inércia e investir em P&D, cortar custos e produzir mais, podendo assim oferecer produtos de primeira linha a preços justos e por assim dizer competir no mercado internacional. A situação é tão absurda que nossos produtos NÃO pagam impostos para serem exportados. Ora Bolas por que o gringo compra nossos melhores produtos por preço de banana e para o povo brasileiro fica os piores produtos a preços salgados?
    - Criação do Programa de Interação e Participação Popular nas decisões orçamentárias municipal, estadual e federal com Rank de participação 5 estrelas (quanto mais o cidadão participa, mais estrelas ele consegue). O rank serve para medir o nível de envolvimento da população com as decisões a serem tomadas por voto popular.
    - Fim dos Municípios com menos de 300 mil habitantes pois, estes não conseguem se desenvolver adequadamente e devem ser anexados a outros municípios. O que vai contra a proposta que ronda no congresso para criação de mais 37 municípios (absurdo, pois serão mais 37 prefeitos, + secretários +diretores +vereadores= mais pessoas sendo exploradas por impostos sem resultados).

    Sei que ficou grande e pior que ainda faltou algumas coisas que não me lembrei. Mas temos que ter uma estratégia.
    Não é ideologia, pois odeio ideologias. Isto é uma estratégia de modernização dos meios para que os fins sejam JUSTOS e preze pela liberdade prevista na constituição de "Livre Iniciativa para qualquer indivíduo".
  • Renato Souza  27/06/2013 22:57
    Marcos

    Desculpe, mas considero suas propostas um tanto ingênuas.

    Farei outras propostas PRELIMINARES diferentes, e veja o que você acha:

    1. Proibição de que os governos, inclusive órgãos filiados aos governos, doem qualquer quantia a ONGs e que tais.
    2. Apuração e punição dos crimes da gang chamada MST. Punição como cúmplices de todos que colaboraram com os crimes dessa gang.
    3. Retomada pelo povo das falsas reservas indígenas. Terras onde realmente tem havido indios serão consideradas das tribos correspondentes. Falsas "terras indígenas serão devolvidas a seus respectivos donos.
    4. Agilização dos mecanismos de reintegração de posse, para que seja tão simples e fácil COMO EM OUTROS PAÍSES.
    5. Ampla liberdade de educação em casa, com provas municipais a respeito apenas de aquisição de conhecimentos (excluídos todos conteúdos ideológicos). Isso é provisório. Posteriormente, com a transformação de todas as escolas estatais em escolas comunitárias, geridas pelos próprios pais, o sistema será bem diferente.
    6. Queda radical dos impostos internos, seguida de queda radical dos impostos de importação de bens e serviços.
    7. Extinção preliminar de 30 dos 40 ministérios.
    8. Demissão preliminar de 90% dos funcionários burocratas.
    9. Fim de qualquer repasse de verbas entre os três níveis de governo.
    11. Fim da proibição de que os estados se desvinculem da federação.
    12. Transformação da união em uma associação voluntária (com direito de secessão) de entes federados com a finalidade apenas de defesa comum, com uma constituição miniarquista.
    13. Repasse das universidades federais aos entes federados.
    14. Transformação dos estados em associações de municípios.
    15. Proibição aos municípios de causarem impedimentos ao surgimento novas de cidades dentro de suas áreas rurais, sob qualquer pretexto.
    16. Direito de secessão de novas cidades dentro dos municípíos.
    17. Repasse das escolas estaduais aos municípios.
    18. Municipalização das polícias. Os municípios que quiserem podem sustentar voluntariamente uma polícia em associação com outros municípios.
    19. Gradual transformação das escolas municipais em escolas comunitárias.
    20. Municipalização de todos os hospitais e institutos de pesquisa. Certamente alguns muinicípios preferirão manter alguns hospitais e universidades muito grandes através de associações voluntárias entre municipios.


    Mas isso tudo é uma quimera, se não houver uma lista correspondente de ações pelas quais a sociedade irá assumindo as funções que atualmente são do estado. Isso é o mais importante. Sem associativismo civil, o estado não diminui, só aumenta.

    Passada essa fase preliminar as reformas seguirão rumos e rítmos ditados pela sociedade, que seriam totalmente imprevisíveis para nós.
  • Uzbe  28/06/2013 20:09
    De imediato? Acho que você teria muitos oponentes.
  • Renato Souza  30/06/2013 21:23
    De imediato, não acontecerá mesmo.

    Para que as pessoas acreditem, terá de ser demonstrado na prática o quanto a tutela desse estado hipertrofiado é desnecessária a uma sociedade auto-estruturada. As pessoas terão de fazer muito mais por si mesmas e em favor umas das outras. Terão de se organizar em sociedades com a finalidade de tomar de volta para si as atribuições usurpadas pelo estado.
  • Marcos Campos  02/07/2013 03:44
    Renato
    É claro que eu concordo com todos os seus pontos.
    A minha ingenuidade foi apontar medidas estruturais antes de medidas que visam os meios como os que você colocou.
    Antes de tomarmos medidas de meios inovadores ou correção de consequências de uma estrutura falida, temos que fazer a reengenharia estrutural.

    De nada adianta pegar uma casa toda velha e maquia-la. É necessário, ou a derrubada, ou uma profunda reforma da estrutura. Depois precisamos definir como se darão os meios - quais serão as regras para tal. Aí sim vejo a possibilidade de implementar seus pontos -dentro de um ambiente sadio, digamos assim.

    O que você acha Renato?
  • Eduardo  02/07/2013 19:50
    Pessoal, na minha opinião, a melhor idéia é primeiramente fortalecer as idéias libertárias com somente um foco: Estado zero. Tendo isso em mente, o caminho para que isso seja efetivo passará, necessariamente, de um sistema estatista (onde o Brasil está hoje), para um sistema minarquista e, se tudo der certo, para um sistema anárquico. Não tem como ser diferente. É claro que temos que considerar que o provável resultado das manifestações correntes é o caminho inverso: Estado totalitário. Acredito que isso seja inevitável pela ordem natural das coisas. Mas, enquanto isso, o pensamento libertário precisa "ganhar músculos", ou seja, mais adeptos e que sejam mais bem instruídos. Por hora, acho que não há nada mais a fazer. A melhor solução é começar a plantar hoje para colher daqui a uns 10 ou 15 anos. Qualquer movimento brusco e imediatista vai levar a perder os verdadeiros ideais de liberdade para o buraco. Um exemplo do erro é combater diretamente os partidos e a imprensa. Isso é a marca registrada do autoritarismo totalitário. Temos que ir no sentido inverso, sem imposições ideológicas por efeito da própria falta de ideologia. Temos que convencer pelo que a liberdade pode oferecer de melhor, que é viver a vida sem o jugo de nenhuma autoridade terrena. Prefiro me agarrar a Deus, e pedir por uma vida com liberdade plena, sem agredir ninguém. Esse é o caminho que acredito. A doutrina estatista vai desaparecer por conta própria, a própria história da humanidade prova isso ao longo do tempo, tenham fé. E continuem cultivando e divulgando, na paz, o pensamento libertário que, no fim, tudo dará certo.
  • Marcos Campos  05/07/2013 19:29
    Eduardo

    Eu também sou um torcedor do Estado Zero.
    A questão é o impacto mental que isso causa na massa, por mais insatisfeitos que estejam com o Estado atual, a mudança seria radical demais e tudo que é novo causa medo na maioria das pessoas.
    Sendo assim temos que ter uma estratégia para criamos um novo mapa mental na massa. Vamos em um primeiro momento pensar num aperitivo, diminuindo se possível o Estado e seus braços em 50%.
    Deixe que as pessoas tirem suas próprias conclusões em relação aos benefícios de uma maior liberdade.
    Com o tempo a própria massa vai se adaptar, gostar e exigir mais liberdade ainda, chegando no tão sonhado Estado Zero.

    Radicalismo deixa uma má impressão no ar á nosso respeito. Pelo menos assim que penso.


    Abraços
  • Renato Souza  30/06/2013 21:31
    Mais uma vez, Reinaldo Azevedo acerta. Terá ele uma bola de cristal? Ou será apenas alguém que se recusa a ser um analfabeto político?

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/resultado-eleitoral-da-crise-em-dois-cenarios-dilma-e-marina-disputam-o-2o-turno-em-outros-dois-lula-vence-no-primeiro-esta-bom-para-voce

    veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/outros-numeros-sobre-o-risco-lula-que-muitos-preferem-ignorar/

    Exatamente o que ele disse que aconteceria desde o início: Seria ótimo para Lula e Marina. Ainda dá para reverter? Com profissionalismo sim.
  • Paula  02/07/2013 13:22
    Realmente os chamados "parasitas" continuam com as mesmas funções, que se resumem em exploração e obtenção de privilégios as custas de um povo "inocente" completamente alienado.
    É até hilário apesar de ter as mesmas funções talvez a única mudança seja a troca de nome. Isso é modernização, será que foi um meio encontrado para tentar enganar o povo escondendo os seus reais objetivos?
    E essa suposta alienação, como explica-la? Como um povo permiti essa posição de ser enganado e explorado?
    Será um mero costume, cultura, herança hereditária.

    Sobre as manifestações penso que a população está começando a acordar, a consciência está ganhando estímulos para finalmente despertar. O povo cansou dos exuberantes gastos públicos sem resultados. Diversas denúncias de corrupções, precária saúde pública, escassez de educação de qualidade, péssima infraestrutura, contínuo crescimento inflacionário...

    Essa vasta união de resultados negativos impulsionou o descontentamento individual que unificando gerou descontentamento nacional.

    Pelo menos a população não está enfiada em suas casas assistindo Faustão e aceitando essa situação calada de braços cruzados, finalmente estão agindo, indo para as ruas e reivindicando o seu direito que há muito tempo estava esquecido.
    Entretanto, acredito que há muito mais a fazer para um dia libertarmos dessa alienação, nesses últimos dias o primeiro passo já foi dado de muitos que ainda virão (espero que sim).


  • Giovani  02/07/2013 14:03
    Não existe sociedade humana sem parasitismo. Isto faz parte do egocentrismo da maioria dos habitantes deste planeta. Acontece que em lugares mais desenvolvidos os parasitas são bem menores e em menos quantidade, permitindo que a quem realmente trabalha, o 'cavalo' siga sua vida produtiva quase sem perceber que está sendo sugado. Não adianta imaginar que o Brasil terá uma solução liberal, democrática com eleições e que se consiga convencer os políticos a votar contra sua própria sobrevivência. A solução ou é os moldes da Yacusa ou monarquia. Como esta última não tem pé nem cabeça aqui no Brasil, só resta-nos importar "tecnologia" japonesa.


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