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Por que o conhecimento nunca é perfeito no livre mercado

Seria verdadeira a alegação de que um mercado livre e desimpedido aloca recursos escassos para aqueles setores da economia em que seu uso é o mais valioso possível?

Para muitos, a resposta parece óbvia.  Com efeito, a ideia de que as trocas voluntárias fazem com que os recursos escassos sejam canalizados para aqueles setores onde o valor de sua produção é o mais alto possível tem sido tradicionalmente um dos mais fundamentais argumentos em prol de uma economia de livre mercado.  Este seria o motivo essencial pelo qual se diz que o livre mercado é "mais eficiente" que o socialismo e o intervencionismo.

Porém, embora o livre mercado seja claramente superior a qualquer outro arranjo econômico e social, ele não o é por este motivo.  A alegação de que o mercado direciona recursos para seu uso mais valoroso é inconsistente com a natureza do valor e das trocas voluntárias.  Em última instância, a pergunta do primeiro parágrafo não faz sentido.

O argumento por trás disto que irei rotular de hipótese do "uso mais valoroso" é bastante simples.  Se, em um arranjo de mercado, o indivíduo A e o indivíduo B competem pelo mesmo recurso X, este recurso irá para aquele indivíduo que ofertar o maior lance.  Se A é quem oferta o maior preço de compra, então supõe-se que ele valoriza o recurso X mais do que B, e isso implica que o uso que ele fará de X será mais "produtivo" que o uso que B faria de X.  "Produtivo" aqui significa que o uso que A fará de X levará à produção daqueles bens e serviços que serão os mais valorados pelos consumidores e que, consequentemente, gerarão o maior preço.  Logo, o livre mercado irá canalizar recursos para seu mais alto valor de uso. 

Quando este processo sofre interferências, seja por meio de obstruções ao processo de trocas ou por meio de uma alocação de recursos feita diretamente pelo governo, o resultado é uma "alocação errônea": recursos são desviados para áreas em que sua aplicação gera um valor de uso mais baixo — ou pelo menos não tão alto quanto poderia ser.

Embutidas neste argumento estão três suposições que não podem ser sustentadas logicamente.  A primeira suposição é a de que o valor é objetivo, o que implica que o valor é mensurável em termos de dinheiro e, consequentemente, pode ser comparado entre vários indivíduos.  A segunda suposição, que envolve o conhecimento perfeito, é a de que as percepções empreendedoriais de A e B quanto ao uso do recurso X são acuradas; isto é, sua percepção em relação a quanto os consumidores estão dispostos a pagar pelos bens é correta.  A terceira é a de que existe uma abrangente hierarquia de valores por meio da qual a importância dos recursos pode ser mensurada e ordenada em um ranking.

Valor subjetivo

Quanto à primeira, um dos pilares da Escola Austríaca de economia é o seu "subjetivismo radical".  Esta é a ideia de que as preferências das pessoas são determinadas dentro de seus contextos individuais.  Valor é subjetivo no sentido de ser um estado interno que não pode ser mensurado e, por isso, não pode ser comparado (ao contrário, por exemplo, da altura de pessoas, que pode ser comparada).  É inconsistente com esta noção dizer que A valoriza o recurso X mais intensamente do que B só porque ele está disposto a pagar mais por ele.  Na realidade, tudo o que pode ser dito é que recursos irão fluir para aqueles que estão dispostos a pagar mais dinheiro por eles.

Ir além disso significa acreditar que o valor pode ser comparado entre pessoas, e que o dinheiro pode ser utilizado para tais comparações.  É comum supor que todas as pessoas valoram o dinheiro igualmente, o que faz com que o dinheiro possa ser usado como um estável critério de mensuração para todas as pessoas.  No exemplo acima, tal critério concluiria que a utilidade marginal de $1 — isto é, o valor atribuído ao último ou ao próximo $1 obtido — é a mesma para A e B.  Logo, se A oferta $2 e B oferta $1, diríamos que A valoriza o recurso X mais do que B.  Não é que tal afirmação esteja errada, ou que a utilidade marginal de $1 não seja igual para A e B; a questão é que todas as conclusões deste tipo são sem sentido: elas comparam o incomparável.

Informação perfeita

A segunda suposição insustentável é a de que os participantes do mercado possuem informações perfeitas.  Isso decorre da premissa neoclássica que diz que todas as trocas são baseadas em preços "perfeitamente competitivos".[1]  Tal premissa permite ao analista ignorar o problema do valor subjetivo, uma vez que no mundo da concorrência perfeita todos os preços de mercado representam mensurações acuradas não apenas dos custos (marginais) e dos benefícios todos os participantes da transação, mas também para toda a sociedade.  Como observou Israel Kirzner, na economia neoclássica, análises de oferta e demanda pressupõem que todos os participantes do mercado tenham um conhecimento perfeito.[2] 

Sob estas circunstâncias, indivíduos competindo por recursos sabem com total certeza qual será o valor que os consumidores atribuirão aos seus produtos e também qual é o valor que terceiros atribuirão para os usos alternativos destes recursos.  Por definição, portanto, os recursos fluirão para o seu mais alto valor de uso.  Em um mundo livre de erros, nenhum outro resultado é possível.

No entanto, no mundo real, não há essas garantias.  Como os economistas seguidores da Escola Austríaca nunca se cansam de apontar, o conhecimento nunca é perfeito.  Considerando que a informação perfeita em um mercado necessariamente envolveria ter conhecimento tanto daquilo que já existe quanto daquilo que existe apenas potencialmente na mente das outras pessoas, já deveria estar claro que erros na precificação de recursos são inevitáveis.  Porém, além disso, ainda há o fato de que todas as atividades de mercado ocorrem ao longo do tempo.  Empreendedores tentam obter recursos hoje baseando-se em expectativas quanto à situação do mercado amanhã.  O conhecimento, portanto, nunca pode ser perfeito, e os preços de mercado nunca são preços "competitivos".  E se os preços não são baseados no conhecimento perfeito, então eles não mensuram o "valor social" dos recursos que estão sendo transacionados — mesmo dentro de uma abordagem econômica que aceite o conceito de "valor social" como tendo algum significado.

O fato é que, em última instância, o conceito de "valor social" não possui significado dentro do contexto de trocas voluntárias de mercado.  A hipótese do "uso mais valoroso" interpreta erroneamente a natureza do livre mercado.  Este ponto é o cerne de uma distinção — feita primeiramente por Ludwig von Mises e depois por F.A. Hayek — entre uma economia e uma cataláxia [cataláxia é a teoria da economia de mercado, isto é, das relações de troca e dos preços].  A hipótese faz sentido somente para um arranjo em que há uma unificada hierarquia de fins, isto é, em uma "economia".  Como escreveu Hayek, em uma economia, "um dado conjunto de meios é, seguindo-se um plano unitário, alocado para vários fins concorrenciais de acordo com sua importância".  Isso é o que acontece dentro de uma empresa, de uma família, de uma organização cívica, ou de um sistema econômico socialista, cujas prioridades são estabelecidas por um tomador de decisões centralizado.

Em contraste, como observou Hayek, "a ordem de mercado não obedece a uma única ordem de fins. ... ela serve a uma multiplicidade separada e incomensurável de objetivos de todos os seus distintos membros".  Uma cataláxia é, portanto, caracterizada pela falta de uma hierarquia comum de fins, de modo que, dentro do contexto de um livre mercado, o conceito de valor social não tem sentido, assim como qualquer noção de recursos fluindo para seu mais alto valor de uso.  Uma cataláxia não pode garantir "que o mais importante virá antes do menos importante", escreveu Hayek, "pelo simples motivo de que não é possível existir neste sistema nenhuma ordenação simples de necessidades".[3]

Defendendo o mercado

Felizmente, o argumento em prol da liberdade não depende de os mercados serem perfeitamente competitivos (uma ilusão) ou de eles satisfazerem o 'critério da eficiência' preconizado pela econômica neoclássica.  Embora esteja além do escopo deste artigo detalhar argumentos alternativos em prol da livre iniciativa, deve-se ressaltar que a defesa do livre mercado feita por Mises e Hayek advém em grande parte de suas observações de que o conhecimento nunca é perfeito e que a liberdade de transação é a melhor maneira de superar esta imperfeição.  Como bem observou Kirzner, longe de ser necessária para a defesa do capitalismo, a suposição de que há um conhecimento perfeito implica que os mercados são desnecessários.

E quanto às virtudes das alocações feitas pelo mercado?  Com certeza, há muito para ser dito.  Como enfatizou Hayek, nada estimula mais as pessoas a economizar recursos escassos do que o mercado e seu sistema de preços.  A busca pelo lucro estimula as pessoas a produzir mais com menos.  Adicionalmente, nada supera as trocas de mercado em fazer com que as pessoas reconciliem e unifiquem planos distintos e discrepantes.  E isso já é um feito e tanto.

Em última instância, nossa defesa do livre mercado tem de ser baseada em uma defesa prioritária e abrangente da liberdade per se.  A livre iniciativa é desejável porque ela é justa e moral, e ela é justa e moral porque é o arranjo econômico que as pessoas tendem a escolher voluntariamente quando são livres.



[1] Esta suposição foi feita por Ronald Coase em seu famoso artigo de 1960, "The Problem of Social Cost", Journal of Law and Economics, vol. 3, pp. 1-44, no qual ele argumenta que trocas voluntárias feitas em um contexto em que os custos de transação são zero e os direitos de propriedade são claramente definidos gerarão uma maximização do "valor social do produto".

[2] Para uma excelente discussão dos problemas associados à formulação de preços sob uma pressuposição de concorrência perfeita, veja os seguintes artigos de Israel Kirzner: Equilíbrio econômico versus processo de mercado e A irresistível força da concorrência de mercado

[3] F. A. Hayek, Law, Legislation and Liberty, vol. 2 (Chicago: University of Chicago Press, 1976), p. 107.



autor

Roy Cordato
é vice-presidente para pesquisas e acadêmico residente da John Locke Foundation. É também pesquisador adjunto do Mises Institute.

Tradução de Leandro Roque

  • anônimo  27/05/2013 18:12
    Acho que é o prenúncio do apocalipse brasileiro. Agora, é só ladeira abaixo, e aguardamos os bolcheviques culparem o mercado.

    oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/05/27/queda-no-preco-de-materias-primas-tira-us-20-bi-da-exportacao-498125.asp

    Já não temos mais uma moral sólida. As minorias vivem histéricas. A quantidade de pessoas escorada em programas sociais é grande.

    3, 2, 1... Bum... Servidão, aí vamos nós.

    Agora fica a pergunta: quem será o Secretário-Geral da República Popular do Brasil? Quanto tempo teremos para fugir? E a última: Para qual país ir?




  • Henrique  28/05/2013 12:57
    Também tenho me feito muito essa pergunta... Para qual país ir?!
  • Luís Silva  27/05/2013 18:20
    Eu sou iniciante (+- 1 ano) na escola austriaca com 18 anos mas ao ler o artigo que disponibilizo a seguir vejo que algo não bate certo.
    www.publico.pt/economia/noticia/paul-krugman-diz-que-portugal-vive-um-pesadelo-economicofinanceiro-1595662

    Mesmo o meu pai que não é um interessado em economia mas defende medidas assistencialistas pensa que este homem (Paul Krugman) não diz "coisa com coisa".
    Se alguem poder fazer uma análise das palavras de Krugman, agradeço, assim poderei discutir o assunto com meus professores.

    Felicito o site pelos excelentes artigos diários e peço desculpa por alguma coisa que não entedam (sou português, as diferenças linguisticas podem fazer-se notar).
  • Leandro  27/05/2013 18:58
    Prezado Luís, Krugman diz que "o Banco Central Europeu (BCE), assim como a Reserva Federal Americana, são contra taxas de juro próximas de zero."

    Como assim? Ambos estão mantendo a taxa básica de juros próxima a zero desde o início de 2009. Imagina então se eles fossem a favor de juros zero...

    Sobre Portugal, a questão é que, como mostrado neste artigo, os países do mediterrâneo estão vivenciando uma deflação monetária. Portugal também está, e relativamente acentuada.

    Esta deflação monetária é consequência inevitável de um sistema bancário que fez empréstimos ruins, levou prejuízos e agora está tendo de contrair o crédito para se reestruturar.

    Sendo assim, Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda deveriam estar vivenciando deflação de preços. E é justamente pelo fato de isso não estar acontecendo -- porque sindicatos não aceitam reduções salariais, e consequentemente empreendedores não reduzem seus preços --, que o desemprego está alto.

    Este é o real problema da Grécia: a economia está em deflação monetária e os sindicatos não aceitam reajustes salariais para baixo. Ora, se uma economia está vivenciando uma deflação monetária, então você tem de reduzir preços e salários. Se isso não acontece, então o resultado inevitável é o desemprego. Não tem segredo. Tanto na Grécia quanto na Espanha e em Portugal, os sindicatos fecharam os mercados para si próprios, e quem está de fora não mais consegue entrar no mercado de trabalho. Uma tragédia. Se essa espiral deflação monetária/sindicatos rígidos não for resolvida, não há a mínima chance de solução para o desemprego. Colocar o governo para gastar um dinheiro que ele não tem não irá de modo algum sequer remediar esta situação.

    Se há deflação monetária, então preços e salários têm de cair. Se eles não caem, então o volume de gastos será reduzido (menos dinheiro na economia e preços mais altos geram redução de gastos). A consequência inevitável é o aumento do desemprego.

    Enquanto este desequilíbrio persistir, não haverá solução.

    Grande abraço aí do outro lado do Atlântico.
  • IRCR  28/05/2013 03:25
    Leandro

    Na Grécia aparentemente é o unico que está com deflação de preços ao contrario de Espanha, Portugal, Italia e quase o resto que está com inflação de preços mesmo com deflação monetaria. A Irlanda está zerada a inflação de preços.



    Mudando um pouco de assunto.
    Mais de meio trilhão de reais em dívidas e gastos do governo está escondido nas contas públicas. É o resultado da tal "contabilidade criativa" — e o custo invisível pode até aumentar
    exame.abril.com.br/revista-exame/edicoes/1042/noticias/sumiu-uma-finlandia

    Bom assunto para um artigo essa semana.
  • Leandro  28/05/2013 03:48
    Essa questão da contabilidade criativa adotada pela Fazenda já vem sendo por nós abordada há quase três anos. A primeira vez foi neste longínquo artigo do segundo semestre de 2010. É estranho que só agora a mídia tenha acordado para isso. Tarde demais. Três anos depois, já se foi uma Finlândia, como bem disse a reportagem.

    Quanto à deflação de preços na Grécia, tive de ir conferir os números. Da última vez que olhei, ainda havia uma pequena inflação. E realmente, o país acabou de apresentar uma pequena deflação de preços, mas só nos últimos dois meses. Ainda tem muito chão pela frente.

    Grande abraço!
  • Gabriel Miranda  27/05/2013 19:32
    Olá, Luís! Vou me arriscar numa explicação, ok?

    No artigo que você apontou, Krugman -- discípulo de Lord Keynes, o bombeiro da economia, o que só pensa em fazer reparos de curto prazo -- defende a emissão de moeda sem lastro e o endividamento público como política anticíclica. O mesmo de sempre.

    Na conversa com os seus professores, comece pelo básico: dinheiro criado do nada não gera riqueza e endividamento irresponsável só torna as pessoas mais ricas até chegar a fatura para pagar.

    A emissão de moeda sem lastro é como um cheque sem fundo: significa que alguém que nada produziu vai receber algo de alguém que produziu. Eu costumo chamar tal prática de "Monopólio do Estelionato", que é quando o estado toma para si a exclusividade de dar calote no mercado sem ser punido.

    Imagine que eu queira comprar um carro, mas esteja sem dinheiro. Então, tomado por uma ideia genial, eu me dirijo a uma concessionária de automóveis e compro um carro com um cheque sem fundo. A concessionária, por sua vez, repassa o meu cheque para a montadora, e esta para o seu fornecedor de metais, e este para a fornecedora de minério, e assim por diante. Enquanto as pessoas tiverem confiança no meu cheque, ele vai movimentar a economia. No entanto, quando alguém resolver ir ao banco fazer o resgate do mesmo, vem o susto: não há dinheiro em minha conta. Eu apliquei um golpe na praça: nada produzi e ganhei um carro.

    A única diferença entre o meu cheque sem fundo e o dinheiro sem lastro do governo é que a moeda estatal tem curso forçado (os cidadãos são obrigados a usá-la em suas transações), enquanto o meu cheque terá circulação cessada quando o golpe for descoberto. Se no exemplo do cheque o prejudicado foi aquele que resolveu ir ao banco sacar a quantia pro mim devida, com a moeda sem lastro do governo o prejuízo é rateado entre toda a população, na forma da inflação.

    Como os austríacos bem nos ensinaram, políticas inflacionárias só beneficiam um pequeno grupo que está junto ao poder, à custa dos demais, que arcarão com a desvalorização monetária. O dinheiro adicionado pelo governo na economia não entra em todos os setores de maneira igual. Políticos e burocratas estatais escolhem quais serão os setores que receberão a quantia adicional do dinheiro falsificado e, por isso, serão beneficiados por um determinado nível de preços. A partir do momento em que esse dinheiro for se dispersando pela sociedade, o mercado vai sinalizar que a oferta monetária está maior e, assim, os preços subirão. Em alguns casos, tal política inflacionária pode gerar um ciclo econômico (procure ler sobre a TACE).

    Lembre-se: Krugman só pensa no curto prazo, por isso é idolatrado por estatólatras populistas que só pensam nas próximas eleições.

    Abraços!
  • Luis Silva  27/05/2013 21:12
    Agradeço as respostas, fiquei bem melhor esclarecido.

    "dinheiro criado do nada não gera riqueza e endividamento irresponsável só torna as pessoas mais ricas até chegar a fatura para pagar."
    Esta frase resume claramente os ultimos 20 anos de Portugal e restantes países do sul da Europa.

    "Sendo assim, Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda deveriam estar vivenciando deflação de preços. E é justamente pelo fato de isso não estar acontecendo -- porque sindicatos não aceitam reduções salariais, e consequentemente empreendedores não reduzem seus preços --, que o desemprego está alto."
    Só não entendo como não encontro economistas a defender essa redução de salários. O prório governo português chegou a abordar essa questão mas foi atacado por todos os meios da midia. Porque não aparecem austríacos mostrando esta solução ou apresentando outras opções, já que a Europa parece estar a ficar sem ideias?
  • Tiago Moraes  09/06/2013 06:25
    Justamente porquê as medidas necessárias são impopulares. O que você pensaria de uma pessoa que dissesse, para você, que as medidas necessárias para a recuperação do seu país envolveriam, entre tantas coisas, a redução dos salários dos seus pais e o corte nos fundos de assistência social do Estado? Isso não é fácil de ser digerido pelas pessoas e muito menos pelo governo. Economistas, como Krugman, são mais políticos do que cientistas ao pregarem essas supostas soluções "indolores", eles jogam para torcida, dizem o que as pessoas e os homens de poder querem ouvir, com isso eles ganham notoriedade e relevância. Isso é maior prova de seriedade da Escola Austríaca, porquê nenhum homem por mais ignorante ou louco que seja defenderia a adoção de políticas, a princípio ruins, por mera e pura maldade.
  • Jeferson  27/05/2013 19:01
    Ótimo artigo. É o Ubiratan Iorio vestido de monge ali na foto?


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