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O processo de seleção que ocorre no mercado - e o que é necessário para vencer

Costuma-se falar, em um sentido metafórico, das forças automáticas e anônimas que influenciam o "mecanismo" do mercado.  Ao empregar tais metáforas, as pessoas estão propensas a desconsiderar o fato de que os únicos fatores que dirigem o mercado e influenciam a formação de preços são as ações intencionais dos homens.  Não há nenhum automatismo; existem apenas homens conscientes e que, deliberadamente, visam a atingir os objetivos que escolheram.

O mercado é um corpo social; é o corpo social por excelência.  Todos agem por conta própria; mas as ações de cada um procuram satisfazer tanto as suas próprias necessidades como também as necessidades de outras pessoas.  Ao agir, todos servem seus concidadãos.  Por outro lado, todos são por eles servidos.  Cada um é ao mesmo tempo um meio e um fim; um fim último em si mesmo e um meio para que outras pessoas possam atingir seus próprios fins.

Todos os homens são livres; ninguém tem de se submeter a um déspota.  O indivíduo, por vontade própria, se integra num sistema de cooperação.  O mercado o orienta e lhe indica a melhor maneira de promover o seu próprio bem estar, bem como o das demais pessoas.  O mercado comanda tudo; por si só coloca em ordem todo o sistema social, dando-lhe sentido e significado.

O mercado não é um local, uma coisa, uma entidade coletiva. O mercado é um processo, impulsionado pela interação das ações dos vários indivíduos que cooperam sob o regime da divisão do trabalho.

A reiteração de atos individuais de troca vai dando origem ao mercado, à medida que a divisão de trabalho evolui numa sociedade baseada na propriedade privada.  Tais trocas só podem ser efetuadas se cada uma das partes atribuir maior valor ao que recebe do que ao que renuncia.

O mercado é um processo coerente e indivisível.  É um entrelaçamento indissolúvel de ações e reações, de avanços e recuos.  Entretanto, a insuficiência de nossa capacidade mental nos obriga a dividi-lo em partes e a analisar separadamente cada uma delas.  Ao recorrer a tais divisões artificiais, não devemos esquecer que a aparente existência autônoma dessas partes é um artifício de nossa mente.  São apenas partes, isto é, não podem ser concebidas como independentes da estrutura geral do todo.

O processo de seleção que ocorre no mercado é impulsionado pela combinação de esforços de todos os participantes da economia de mercado.  Motivado pelo desejo de diminuir tanto quanto possível o seu próprio desconforto, cada indivíduo procura, por um lado, colocar-se numa posição que lhe permita contribuir ao máximo para que as demais pessoas tenham a maior satisfação possível e, por outro lado, tirar o melhor proveito dos serviços por elas oferecidos.

Em outras palavras: cada indivíduo tenta vender no mercado mais caro e comprar no mercado mais barato. A resultante desses esforços é não apenas a estrutura de preços, mas também a estrutura social, a atribuição de tarefas específicas aos vários indivíduos.

A economia de mercado, em princípio, não respeita fronteiras políticas.  Seu âmbito é mundial.  O mercado torna as pessoas ricas ou pobres, determina quem dirigirá as grandes indústrias e quem limpará o chão, fixa quantas pessoas trabalharão nas minas de cobre e quantas no setor de entretenimento.  Nenhuma dessas decisões é definitiva: são revogáveis a qualquer momento. 

O processo de seleção, além de não parar nunca, segue inexoravelmente adiante, ajustando o aparato social de produção às mudanças na oferta e procura.  Revê, incessantemente, suas decisões prévias e força todo mundo a se submeter a um reexame de seu caso.  Ninguém pode considerar sua posição como assegurada e não existe nenhum direito que garanta uma posição conquistada no passado.  Ninguém pode eximir-se da lei do mercado, da soberania do consumidor.

A propriedade dos meios de produção não é um privilégio: é uma responsabilidade social. Os capitalistas e os proprietários de terras são compelidos a utilizar sua propriedade de maneira a satisfazer, da melhor forma, os consumidores.  Se forem lentos e ineptos no cumprimento de seus deveres, sofrem prejuízos.  Se não aprendem a lição e não mudam o seu comportamento, perdem sua fortuna.  Nenhum investimento é seguro para sempre. Quem não utilizar sua propriedade para servir o consumidor da maneira mais eficiente está condenado ao fracasso.  Não há lugar para as pessoas que querem usufruir suas fortunas na ociosidade e na imprudência.  O proprietário deve procurar investir seus recursos de maneira a não diminuir o principal e a renda.

No tempo dos privilégios de casta e das barreiras comerciais, havia rendas que não dependiam do mercado.  Os príncipes e os membros da nobreza viviam à custa de escravos e servos humildes que eram obrigados a trabalhar de graça, a pagar dízimos e tributos.  A propriedade da terra só podia ser adquirida por conquista ou por generosidade do conquistador.  Só podia ser perdida por abjuração do doador ou para outro conquistador. Mesmo mais tarde, quando os nobres e seus vassalos começaram a vender seus excedentes de produção no mercado, não podiam ser desalojados pela competição de pessoas mais eficientes.  

A concorrência só podia existir de forma muito limitada.  A aquisição de grandes extensões rurais era reservada aos nobres; a de propriedades urbanas, aos burgueses do município, a de pequenas propriedades agrícolas, aos camponeses.  No campo das artes e ofícios, a competição era restringida pelas guildas.  Os consumidores não podiam satisfazer seus desejos de forma mais econômica, uma vez que o controle de preços proibia os vendedores de oferecer preços menores. Os compradores ficavam à mercê de seus fornecedores.  Se estes produtores privilegiados se recusassem a empregar as matérias-primas mais adequadas e os métodos de produção mais eficientes, os consumidores se viam forçados a suportar as consequências dessa teimosia e desse conservadorismo.

Aquele proprietário de terras que vivia em perfeita autossuficiência, dos frutos de sua própria atividade agrícola, era independente do mercado.  Mas o agricultor moderno que compra equipamentos, fertilizantes, sementes, mão de obra, assim como outros fatores de produção, e vende produtos agrícolas, está sujeito às leis do mercado. Sua renda depende dos consumidores e ele terá de adaptar suas operações aos desejos dos consumidores.

A função selecionadora do mercado também funciona em relação ao trabalho.  O trabalhador é atraído por aquele tipo de trabalho no qual espera ganhar mais.  Da mesma forma que os fatores materiais de produção, o fator trabalho também é alocado para aquelas atividades nas quais serve melhor ao consumidor.  Prevalece a tendência de não desperdiçar qualquer quantidade de trabalho na satisfação de uma demanda menos urgente, se uma demanda mais urgente não foi ainda satisfeita.  Como todos os outros estratos da sociedade, o trabalhador também está sujeito à supremacia dos consumidores.  Se desobedecer, será penalizado por uma redução nos seus ganhos.

A seleção feita pelo mercado não instaura ordens sociais, castas ou classes, no sentido marxista do termo. Empreendedores e promotores não formam uma classe social integrada. Todo indivíduo tem liberdade para se tornar um promotor, se estiver disposto a depender da sua própria capacidade de antecipar, melhor do que seus concidadãos, as futuras condições do mercado, e se a sua disposição de agir por conta própria e sob sua responsabilidade for aprovada pelos consumidores.  

É enfrentando espontaneamente as situações, aceitando o desafio ao qual o mercado submete todo aquele que deseja tornar-se um empresário ou permanecer nesta posição eminente, que se ascende à condição de empreendedor.  Todos têm a possibilidade de tentar sua sorte.  Quem quiser iniciar um negócio não precisa esperar que alguém o convide ou o encoraje.  Deve lançar-se por conta própria e deve saber como conseguir os meios necessários.

Diz-se com frequência que, nas condições de um capitalismo "tardio" ou "maduro", não é mais possível, a quem não tenha dinheiro, galgar a escada da riqueza e atingir a posição de empresário.  Ninguém jamais tentou demonstrar esta tese.  Pelo contrário, desde que ela foi enunciada, a competição dos grupos empresariais e capitalistas mudou consideravelmente.  Uma grande parte dos antigos empresários e seus herdeiros foram eliminados e outras pessoas, novos empresários, tomaram os seus lugares

Os consumidores escolhem os líderes da indústria e do comércio exclusivamente pela capacidade por estes demonstrada de ajustar a produção às necessidades dos próprios consumidores. Nenhuma outra característica ou mérito lhes interessa.  Querem um fabricante de sapatos que fabrique sapatos bons e baratos.  Não pretendem confiar a direção do negócio de calçados a pessoas amáveis, de boas maneiras, que tenham dons artísticos, sejam cultas ou possuam quaisquer outros talentos e virtudes.  Um homem de negócios bem-sucedido, frequentemente, é desprovido daqueles atributos que contribuem para o sucesso pessoal em outras esferas da vida.

É muito frequente, hoje em dia, condenar os capitalistas e os empreendedores.  O homem comum tem uma tendência a zombar das pessoas que são mais prósperas que ele. Pensa que, se essas pessoas são mais ricas, é simplesmente porque são menos escrupulosas, e que, se ele não fosse tão respeitador das leis da moralidade e da decência, também seria rico.

Ora, não há dúvida de que, nas condições criadas pelo intervencionismo, muitas pessoas enriquecem pelo suborno e pela corrupção. Em alguns países, o intervencionismo já solapou a supremacia do mercado a tal ponto, que é mais vantajoso para o homem de negócios recorrer à ajuda de alguém no governo do que depender de sua capacidade de melhor satisfazer os desejos dos consumidores. É indiscutivelmente verdadeiro que, se tais práticas não forem logo abolidas, tornarão impossível o funcionamento do processo de seleção do mercado.

Mas não é a isso que se referem os críticos mais populares da riqueza alheia. Tais críticos sustentam que a maneira pela qual se adquire riqueza numa genuína economia de mercado é condenável de um ponto de vista ético.

Contra tais argumentos, é necessário enfatizar que, na medida em que o funcionamento do mercado não seja sabotado pela interferência do governo, pelo protecionismo, por privilégios estatais e por outros fatores de coerção, o sucesso nos negócios é a prova de serviços prestados aos consumidores.

Um homem pobre não é necessariamente inferior ao próspero empresário; ele pode destacar-se por suas realizações científicas, literárias ou artísticas, ou por sua liderança cívica.  Mas, no sistema social de produção, ele é inferior.  Os funcionários e operários que alardeiam sua superioridade moral iludem-se a si mesmos e encontram consolo nessa ilusão.  Não querem admitir que foram postos à prova por seus concidadãos, os consumidores, e não foram aprovados.

Também se afirma frequentemente que o fracasso do homem pobre no processo de competição é causado por sua falta de instrução. Só pode haver igualdade de oportunidade, costuma-se dizer, quando a educação, em qualquer grau, se torna acessível a todos. Prevalece hoje a tendência de reduzir as diferenças entre as pessoas a diferenças de educação, negando-se a existência de diferenças inatas como a inteligência, a força de vontade e o caráter. Geralmente não se percebe que a educação nunca pode ser mais do que uma doutrinação de teorias e ideias já conhecidas.

A educação, qualquer que seja o seu benefício, é transmissão de doutrinas e valores tradicionais. É, por necessidade, conservadora; produz imitação e rotina, e não aperfeiçoamento e progresso. Os inovadores e os gênios criadores não se formam nas escolas. Eles são precisamente aqueles homens que questionam o que a escola lhes ensinou.

Para ser bem-sucedido nos negócios, um homem não precisa ter um diploma de administração de empresas.  Essas escolas treinam os subalternos para trabalhos rotineiros. Certamente não formam empreendedores.  Não é possível ensinar uma pessoa a ser empresário.  Um homem se torna empreendedor ao perceber oportunidades e preencher vazios.  O julgamento penetrante, a capacidade de previsão e a energia que a função empresarial requer não se aprendem na escola. 

Os homens de negócio mais bem-sucedidos foram frequentemente ignorantes, se considerarmos os critérios escolásticos do corpo docente. Mas estavam à altura de sua função social de ajustar a produção à demanda mais urgente.  Em razão desse mérito, são escolhidos pelos consumidores para liderar a atividade econômica.



autor

Ludwig von Mises
foi o reconhecido líder da Escola Austríaca de pensamento econômico, um prodigioso originador na teoria econômica e um autor prolífico.  Os escritos e palestras de Mises abarcavam teoria econômica, história, epistemologia, governo e filosofia política.  Suas contribuições à teoria econômica incluem elucidações importantes sobre a teoria quantitativa de moeda, a teoria dos ciclos econômicos, a integração da teoria monetária à teoria econômica geral, e uma demonstração de que o socialismo necessariamente é insustentável, pois é incapaz de resolver o problema do cálculo econômico.  Mises foi o primeiro estudioso a reconhecer que a economia faz parte de uma ciência maior dentro da ação humana, uma ciência que Mises chamou de "praxeologia".


  • Rodrigo Tomé  15/05/2013 13:44
    O autor do texto não levou em consideração a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, de 1996, sancionada por FHC. Em nenhum momento, lá consta que a escola está a serviço do mercado ou de qualquer coisa que seja. Além de reducionista a visão mercadológica, é também autoritária, pois não leva em consideração outras formas de sucesso além do empresarial.

    Fonte: www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm
  • Leandro  15/05/2013 14:15
    Obrigado pela importante e pertinente observação, Rodrigo. De fato, Mises, em 1948, deveria ter consultado o que pensava FHC em 1996, pois isso seria de suprema importância para o futuro da humanidade. Deveria o austríaco também ter consultado a privilegiada mente de Rodrigo Tomé, que diz que uma educação voltada para o empreendedorismo é autoritária.

    P.S.: de onde surge essa gente?
  • anônimo  15/05/2013 14:27
    "P.S.: de onde surge essa gente?"

    Caso você realmente esteja interessado, no cabeçalho HTTP normalmente vem uma linha que indica a partir de que página a pessoa veio. Onde ela encontrou o link para o artigo, em outras palavras. Normalmente essas aplicações que reúnem estatísticas sobre acesso do site levam essa linha do cabeçalho em conta.

    Talvez a partir daí vocês possam descobrir. ;-)

    Abraços!
  • Juliano  15/05/2013 14:51
    A visão mercadológica é autoritária. O que não é autoritário é o MEC impor sua visão sobre as escolas e ameaçar de cadeia quem não entregar os filhos à sua tutela.
  • Leonardo Faccioni  15/05/2013 14:56
    Surge dos estabelecimentos regidos pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação. A ignorância se retroalimenta, quod erat demonstrandum.
  • Andre Cavalcante  15/05/2013 15:07
    "O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário." - Albert Einstein

    "Duas coisas são infinitas: o universo e a estupidez humana. Mas, no que respeita ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta." - Albert Einstein
  • Francisco  16/05/2013 12:22
    Boa boa! É uma pena que Mises não conheça as diretrizes de FHC!
  • Andre  07/12/2015 12:40
    Quase tenho orgasmos com esse humor ácido... Só me pergunto como o elemento irá digitar depois de ter perdido os dedos?!?!
  • Lopes  15/05/2013 15:24
    Requer alta capacidade intelectual para discriminar entre voluntário e imposto. Além'quilo crível a vós, companheiros austríacos.

    Não guardo dúvidas de que inúmeros integrantes desta comunidade sobreviveram anos a calcular sorridentes o imposto de renda e entregando-o gentilmente à receita federal enquanto olhos auspiciosos beirando à neuroso e ao cinismo eram direcionados ao inocente vendedor da loja de roupas a convencê-los da vantagem do produto e à pobre compradora que aparentemente "fora manipulada pela propaganda capitalista a buscar a felicidade naquilo que é material".

    Como no conto da traição de Nelson Rodrigues, é preferível disparar contra o amigo delator da esposa infiel a assistir à triste realidade da traição. Entretanto, se um é incapaz de discernir entre o que é obrigatório e voluntário, recomenda-lo-ei a nem mesmo visitar esta comunidade e prender-se a seu mundo intelectual até seus últimos dias; que durma aos sorrisos crente de ser o último homem são na Terra.

    Uma infelicidade lamentável.

  • P. L Lopes  06/12/2015 14:06
    Mantenho: só ficou mais difícil de encontrar pessoas capazes de discernir coerção e voluntarismo. Especialmente no campo moral.

    Assumindo a inocência deles, é pela falta de princípios (auto-propriedade e princípio fundamental da ação humana, por exemplo) para sustentar a 'moralidade' de uma ação qualquer. Tudo se torna uma preferência estética grosseira e injustificada pelo status quo (não sei se é uma má experiência, mas entre juristas parece ser uma epidemia) pelo mérito de ser constitucional.

    Entre tantos que "conhecem as leis" no Brasil, ao menos a pequena parte humanamente possível do objeto, é uma raridade encontrar quem detenha o mínimo de arcabouço teórico para defendê-las ou confrontá-las. Um resumo da conversa média que um tem costuma ser assim: "é assim porque é."
  • anônimo  15/05/2013 15:41
    Porque tá na lei é sagrado, né Rodrigo Tomé? Parabéns, foi graças a pessoas iguais a você que nasceram a Alemanha nazista e a Russia comunista. Continue assim...
  • Diego Lopes  19/08/2014 13:24
    Jovem Rodrigo, autoridade é tirar a liberdade do que e como o indivíduo deseja aprender, produzir e consumir. E isto é feito por meio da legislação = coerção.

    Antes mesmo de o Mercado dar-lhe a liberdade de querer ser o que você bem quiser, o Estado priva-o dessa possibilidade antes mesmo de você nascer. Por isso da dificuldade, suponho eu, de você reconhecer o como seria uma genuína liberdade econômica no dia a dia: Como nunca a viveu, você a imagina conforme seu mundo mental, que é referenciado, ab initio, e tão só, por um mundo confortavelmente estatal - para quem amigo do Rei for, ressalte-se!

    E o Estado, como tiranizador da liberdade, assim procede, porque pessoas economicamente livres não entenderiam nem enxergariam a racionalidade, a natureza e a utilidade de grades que puramente limitariam o êxito de seus acordos - cuja finalidade precípua é satisfazer, ao máximo, a homologação avençada no contrato com a parte contratada, a fim mesmo de que o contratante possa satisfazer as próprias vontades.
  • Lopes  15/05/2013 15:02
    Não haverá filósofo hoje.

    Nosso amigo fora intimidado ad absurdum pelo artigo acima e decidira recuar em prol dos interesses da gama de catedráticos adepta de São Milton Santos, da indústria exportadora e do mercantilismo; exacerbando aos gritos as acusações de interesse polilógico de Mises quanto ao capital internacional em detrimento de inúmeras riquezas nacionais que nosso amigo filósofo garantiu que "devem pertencer à nação" e que por tal motivo, é imprescindível que ocorra a pilhagem de todos os cidadãos para financiar uma companhia estatal governada por uma elite burocrática e que decidirá como ocorrerá tal "legítima distribuição dos benefícios da exploração de recursos ao país", olvidando-se perdoavelmente da menção de como ocorrerá a distribuição dos prejuízos.

    Em meio ao desespero, também fizera questão de acusar que Mises representa os interesses da classe média nazista em detrimento da "classe trabalhadora explorada" que perdera seus empregos devido à competição predatória advinda da globalização, ignorando cegamente os dados empíricos que o contradizem(www.youtube.com/watch?v=LryfamQhFZw) e defendendo a anti-ética preposição de que os homens devem ser forçados à interação a outros apenas por haverem nascido em meio às mesmas linhas imaginárias, recusando-se a explicar o motivo de não considerar tal obrigação uma "violência".

    Sempre cidadão do mundo, unido à causa social da França e seu exército de funcionários públicos, o filósofo ainda culpara a competição globalizada pelo desemprego entre jovens na Europa e pelo aumento da data de aposentadoria, fazendo-se de esquecido quanto à absurda crise previdenciária que a afugenta e o encarecimento artificial da mão-de-obra devido à legislação trabalhista e fiscal francesa, negativando a utilidade marginal de trabalhadores inexperiente. No ápice de sua ira, chegara a anunciar solução aos problemas mundiais, profetizando um retorno às tribos e julgando-as como o auge da felicidade humana e da riqueza; responsabilizando a ausência de competição e a expectativa de vida de 30 anos por seu estado de paz.

    Em breves delírios, também culpara a competição pela diminuição da qualidade de trabalho devido ao "aumento da mais-valia", fazendo-se de esquecido do que estava a dizer anteriormente e levando-nos à confusa conclusão de que antes de haver disputa pela oferta de melhores serviços por menores preços aos consumidores, os empreendedores odiavam dinheiro.

    Após finalizar tal epifania esclarecedora do intelectualismo brasileiro, o filósofo respirou profundamente, ergueu-se dolorosamente de seu assento em um escritório de repartição pública e agarrou um livro vermelho sempre inócuo em sua estante, pondo-se à reflexão como o árabe se coloca a orar por Alá. Dissera, então, palavras inaudíveis das quais apenas pude compreender "Obsolescência", "Exploração", "Mais-Valia", "Alienação", "Estado", "Socialismo" e "Neoliberalismo"; revitalizou-se, pôs o livro de volta à mesa e direcionou-se à zona do café, onde costumava passar horas por dia a questionar a forma com que o grande capital pervertia e tornava ineficiente o funcionalismo público juntamente a seus amigos juristas.

    Tenhamos esperança pela recuperação de nosso filósofo predileto - saíra o diagnóstico: É um tumor neural maligno chamado "Esquerdismo crônico-messiânico". Endêmico desde Getúlio Vargas.

    Oremos por nosso amigo.
  • Marcio  15/05/2013 15:27
    Longa vida ao filósofo e sua erudição e lógica impecável. Sentiremos falta.
  • anônimo  23/05/2013 23:36
    Pedaaaaaaante!!!
    Sem paciência...
  • Andre Cavalcante  15/05/2013 16:05
    Só mais um comentário sobre o pseudo-reducionismo da visão mercadológica:

    A base para uma educação tradicional é o conhecimento tradicional.
    A base para uma educação empreendedora é a inovação e a criatividade, em geral, conhecimento que ainda não se criou.

    Logo, quem é mais reducionista neste quesito?

    Por outro lado, há inúmeras formas que as pessoas sejam reconhecidas pelos seus méritos, fora a questão puramente mercadológica. Einstein foi reconhecido mundialmente como gênio. Gandhi como o estadista da paz. Apesar de não serem efetivamente pobres, ambos não estavam nem aí para se tornarem "os melhores". Apenas eles o eram!

    Quem vive com a preocupação de "permitir que A, B ou C da sociedade" tenha as "mesmas condições" que "C, D ou E" para que aqueles apareçam, em detrimento de C, D ou E, não entende nada de mérito, a não ser o sentimento contrário que lhe nasce: a inveja!
  • Mr.Garone  15/05/2013 16:31
    ESSES ARGUMENTOS ENFADONHOS DOS ESQUERDISTAS BRASILEIROS SÃO PARA DAR MUITA RISADA, EU LEIO O ARTIGO E DEPOIS LEIO OS COMENTÁRIOS, É MESMO PARA FICAR DANDO GARGALHADA
  • Caboclo  15/05/2013 16:59
    Prezados leitores do Mises Institute,

    Só algumas considerações e dúvidas:

    1º) O mercado sem dúvida alguma é uma forma de organização social eficiente, todavia muitos resultados de suas atividades podem gerar inúmeras externalidades negativas que podem impactar a vida de muitas pessoas e o ambiente de forma desastrosa. Não seria o caso de haver limites e regras ao poder das empresas e estruturas do mercado a fim de maximizar as externalidades positivas e diluir as negativas?

    2º) Suponham que exista uma sociedade em que predomina o livre mercado e esse mercado seja maduro o suficiente para atender a praticamente todos os anseios da população, com o mínimo de governo e interferência governamental. Em determinado momento podem surgir empresas que por sua constante capacidade de inovação e aferição de lucros se tornam gigantescas, abocanhando parcelas de poder e influência nessa sociedade, impondo a sua vontade aos compradores e vendedores. Nesse caso, como deter a formação de conglomerados, oligopólios e monopólios que destroem o livre mercado sem um marco regulatório e sem a coerção?

    3º) Talvez, a dúvida mais importante meus caros libertários seja essa:

    Como impedir que grupos de indivíduos dentro de uma sociedade livre, ou até mesmo um indivíduo, utilizem sua influência e poder advindo de sua estrutura empresarial para influenciar e modificar os paradigmas e ideologias existentes em uma sociedade, de forma a manter-se no poder e desenvolver um embrião do que seria um aparato estatal?
    Como impedir que esses grupos se transvistam de defensores da ordem e do livre mercado e ao invés de fazerem isso impunham a sua vontade mesquinha e egoísta de usurpar a liberdade das pessoas?


  • Juliano  15/05/2013 17:37
    Essas coleções de "lugares-comum" são tão freqüentes no site que eu nem sei se é um tipo "Filósofo" fazendo brincadeiras ou se é realmente alguém que caiu de paraquedas no site.
  • Lopes  15/05/2013 17:54
    Prezado Caboclo, permita-me ajudá-lo.

    1) O próprio mercado é perfeitamente capaz de fazê-lo.
    Veja como ele está salvando os riachos dos EUA no fórum de novos ideias: www.ted.com/talks/rob_harmon_how_the_market_can_keep_streams_flowing.html
    Veja o que Rothbard diz a respeito:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1177
    Veja um estudo sobre as supostas "falhas de mercado" que são as propriedades coletivas:
    www.youtube.com/watch?v=U-h7izZ7WvI
    Veja como os argentinos, apesar de estatistas apaixonados, estão a salvar a Patagônia através de ideias pró-mercado:
    www.youtube.com/watch?v=y0I9xRTHxqc
    Veja como a falta do mercado está matando as espécies em extinção e como salvá-las:
    www.youtube.com/watch?v=n_RJeto5Sug

    2) Obs: Lembrá-lo-ei que nunca será possível atender a todos os anseios de se quer um indivíduo, lembra-lo-ei disso. Vivemos em um mundo de plena escassez onde somos obrigados a ponderar nossas prioridades e realizar aquilo que mais valorizamos subjetivamente e os produtores, em busca de satisfazer as próprias valorações deduzidas, nos satisfazem(Uma reflexão sobre Say).

    Sobre uma companhia possuindo uma enorme fatia de mercado, trata-se do suposto problema tão discutido pelos neoclássicos. Felizmente, uma economista influenciada por Viena dera uma entrevista excelente ao Bruno e seu podcast:
    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=247

    Ela discute exatamente sua aflição. E aqui está um excelente artigo do Hans Sennholz a respeito dos diferentes tipos de "monopólio":
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1057

    3) Lembrá-lo-ei que elaborar um estado para impedir o surgimento de um novo estado não é a estratégia mais apropriada. O governo como ele opera atualmente fora o produto de séculos de evolução às mudanças comportamentais humanas. Leia o primeiro capítulo do livro "Governo e Mercado" de Murray Rothbard:
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=539
    Perdoe-me, porém sua pergunta trabalha com tamanho arcabouço hipotético que apenas uma réplica não seria possível. Precisaríamos estudar como tal sociedade anarcocapitalista surgiu e a partir de tal processo, determinarmos que tipos de estruturas empresariais e sociais tomarão forma. Por exemplo, se algo semelhante ao anarcocapitalismo for atingido através da estratégia hopperiana, a própria competição entre micro-estados por investimentos e contribuintes os desestimularia a agir de forma autoritária; como ocorre atualmente em menor escala com a população de alto poder aquisitivo.
    _____________________________________________________________________________________
    Espero tê-lo ajudado e que esta postagem chegue ao site antes de uma intervenção de nosso caro São Leandro.
  • Caboclo  15/05/2013 21:17
    Esta é a primeira vez que tenho contato com a teoria dos economistas austríacos e por conta disso tive essas dúvidas.Vou ler todos os artigos e tentar inferir as soluções propostas pelos economistas austríacos a estas questões.
    Obrigado pela resposta.
  • Leandro  15/05/2013 18:22
    Já estava ficando preocupado, pois estas perguntas ainda não haviam sido feitas este mês. A rotina normal é que perguntas idênticas a esta sejam feitas pelo menos uma vez a cada semana. Quando não são essas, há aquelas invariáveis: "Suponha que os dinossauros ressuscitaram; quem irá proteger a terra se não houver governo?" ou "Como vocês explicam as potências escandinavas, que segundo meu professor de História são seguidoras de Marx?"

    Felizmente, o bem-aventurado Lopes já me poupou um trabalhão, vou apenas completar o que ele disse.

    1) A questão das "externalidades"

    Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade

    Propriedade privada significa preservação

    Se você gosta da natureza, privatize-a


    2) Esse cenário nunca ocorreu em lugar nenhum do mundo. E nunca sequer chegou perto de ocorrer. Monopólios e oligopólios existem apenas naqueles setores que são regulados pelo governo, que, por meio de suas agências reguladoras, de sua burocracia, de seu protecionismo e de sua carga tributária punitiva, restringe o mercado apenas para seus grupos favoritos.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos

    Por que a concorrência é louvada nos esportes e condenada no mercado?


    3) Este seu cenário pavoroso já está ocorrendo neste exato momento: chama-se estado.
  • mauricio barbosa  15/05/2013 17:40
    Caboclo deixa de ser comodista e vasculhe a área de pesquisa e livros do site e encontrarás a respostas que anseias,agora se aparecer algum comentarista de boa vontade para lhe servir desfrute do banquete de argumentos lógicos e sensatos da equipe IMB.
  • joao marcos  15/05/2013 17:51
    Mais um pra lista de Melhores Artigos do Ano! Salvou meu dia!

    Pessoal, essa discussão sobre medir o sucesso pela quantidade de lucros é perda de tempo. Releiam o final do texto:

    "Um homem pobre não é necessariamente inferior ao próspero empresário; ele pode destacar-se por suas realizações científicas, literárias ou artísticas, ou por sua liderança cívica. Mas, no sistema social de produção, ele é inferior. O gênio criador pode ter razões para desdenhar o sucesso comercial; pode ser até que tivesse êxito nos negócios, se não tivesse preferido outras coisas. Mas os funcionários e operários que alardeiam sua superioridade moral iludem-se a si mesmos e encontram consolo nessa ilusão. Não querem admitir que fossem postos à prova por seus concidadãos, os consumidores, e não foram aprovados."

    Ou seja, um homem com menos posses é inferior ao rico, a princípio, apenas em um quesito: no sistema social de produção, na sua capacidade de atender às necessidades urgentes do consumidor.

    Caso contrário, teríamos que julgar nossos "Pais Fundadores" Mises, Rothbard, Bohm-Bawerk e todos os outros como inferiores. Nenhum deles era rico.

    Existem muitas áreas da vida onde pode-se ter sucesso. O valor que cada uma tem pra nós é individual. Alguns preferem ser bons cientistas, com o prazer de descobrir novas leis da natureza. Outros preferem ser bons em ajudar quem está em dificuldade. Mais alguns preferem criar músicas, jogar futebol. São gostos pessoais.

    Então que fique claro: ao falar de sucesso, lembre-se de especificar qual "área" de sucesso.
  • Juliano  15/05/2013 18:08
    Agindo um pouco como advogado do diabo:
    www.cnn.com/2013/05/14/world/americas/belize-mayan-pyramid-destroyed/index.html

    É curioso como as pessoas interessadas em manter as pirâmides não conseguem valorizá-las mais do que alguém que só enxerga nelas um monte de pedras.


    The mound sits on private land, and archaeologists said they would ask police to take action against both the landowner and contractor, according to reports.

    "It is against the law; it is against the nature act to willfully destroy an ancient monument," Awe told News5. "Any willful destruction of an ancient site or monument has penalties of 10 years' imprisonment or $10,000 for this kind of destruction."
  • Lopes  15/05/2013 18:24
    Lamentável. Entretanto, o proprietário pagará o preço por seus erros passados como previsto pela máxima da ação, tempo e conhecimento. É mister aceitarmos que provavelmente a primeira madeireira da história cometera o erro de cerrar todas as árvores de seu quintal e de arcar com o prejuízo da perda do lucro em médio e longo prazo.

    Se não era do interesse de tal proprietário que a pirâmide permanecesse ali, bastaria tê-la vendido à alguma instituição interessada e capaz de limpar a estrutura e colocá-la ao turismo. Discordo da política tomada pelo governo de Belize: Possui como propósito principal a preservação da história da nação, porém apenas incentiva proprietários que descobrem ruínas em seu terreno a deixá-las à destruição ao ponto de que são irreconhecíveis ou desmontarem sua constituição para a venda de seus materiais.

    É uma infelicidade.
  • anônimo  15/05/2013 20:48
    Mas será que o governo permite a venda de propriedades com artefatos arqueológicos? Capaz de cair no mesmo dilema das propriedades tombadas pelo patrimônio histórico aqui no Brasil...
  • Bruno D  15/05/2013 19:25
    Enquanto isso....


    nem folha de papel higiênico é pior que essa folha, a primeira tem serventia




    Não comento nada lá como por exmplo: Folha de Papel Higiênico ou intelectuais vigaristas de uma figa ou sei lá mais o que, para fazer o cadast´ro para comentar é preciso colocar até CPF.

    Eu não acreitdo que eles, no caso Leandro Konder, Delfin Neto, ROBERTO SCHWARZ e JOSÉ ARTHUR GIANNOTTI ganham dinheiro para falar o que eles falam.

    Att

  • Marcio  15/05/2013 20:22
    Falando em folha de papel higiênico:

    oglobo.globo.com/mundo/venezuela-vai-importar-50-milhoes-de-rolos-de-papel-higienico-8393547
  • Um Sociólogo  15/05/2013 22:34
    No mercado também ocorre isso:

    "Cem milhões de litros de leite podem ter sido misturados com água não tratada e um produto químico cancerígeno para aumentar o lucro de seis empresas de transporte. É o que descobriu uma investigação do Ministério Público no Rio Grande do Sul. O leite adulterado era vendido também no Paraná e em São Paulo. Oito dos nove suspeitos estão presos.

    O galpão onde o leite era adulterado fica em Ibirubá, interior do Rio Grande do Sul. No local, caminhões-tanque sem qualquer refrigeração armazenam água e ureia que, segundo a investigação, são misturados com o leite. A ureia é um fertilizante muito usado no campo e contém formol, substância cancerígena condenada pela Organização Mundial da Saúde.

    O engenheiro químico Jerônimo Luiz Menezes Friedrch explica porque os suspeitos precisavam adicionar ureia no leite: "O formol, que está dentro da ureia, é usado para maquiar a adição de água, que era colocada dentro do leite. Eles queriam ganhar no volume. Só que o formol é um produto cancerígeno e cumulativo no organismo, então eles estavam usando a ureia, desconhecendo que dentro havia o formol".

    No final de fevereiro, o Ministério da Saúde identificou a presença do formol. Os promotores começaram a investigar e descobriram que os suspeitos compraram mais de 98 toneladas de ureia, o suficiente para adulterar os 100 milhões de litros de leite que os envolvidos vendem no Rio Grande do Sul, no Paraná e em São Paulo em um ano.

    "Nós apuramos que alguns empresários do setor de transporte de leite cru, que realizam o transporte do produtor para os postos de resfriamento, estavam lucrando com a adição de 10% de água ao volume trabalhado. Como essa adição de água faz uma diminuição do poder nutricional do leite, estavam adicionando ureia", relata o promotor Mauro Rockenbach.

    O leite era comprado do produtor por intermediadores, que antes de vender para a indústria adulteravam o produto nos chamados postos de resfriamento. Para o promotor, os fraudadores sabiam do risco à saúde da população. "Eles agiam até com um certo deboche. Houve um diálogo captado em determinada ocasião em que um dos empresários fraudadores pedia ao seu motorista que antes de fazer a mistura e levar o leite adulterado, deixasse o leite bom, cru, para ser usado pela sua família. Usando a expressão: 'deixa para minha guachaiada'", conta.

    Pela manhã, os promotores cumpriram 13 mandados de busca e nove de prisão em quatro cidades gaúchas. Eles estiveram no depósito visitado pela equipe do Jornal Hoje e descobriram que nem a água adicionada ao leite era tratada e vinha deste poço artesiano."

    g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/05/leite-e-adulterado-com-produto-cancerigeno-no-rio-grande-do-sul.html

    É. Casos como este mostram que o mercado definitivamente não se auto-regula. Se não fosse as investigações do Ministério Público Estatal, muitas pessoas beberiam este leite, e muitas tragédias teriam acontecido. Afinal, não tem como você saber se tal leite é adulterado ou não, a não ser que você seja um engenheiro químico. Hoje em dia, não podemos confiar nem nas grandes marcas como a Unilever, que estava vendendo leite com soda cáustica.
  • Malthus  16/05/2013 01:18
    Já foi comentado na seção de comentários do artigo de ontem. Fique mais atento, fake.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1596
  • Lopes  16/05/2013 01:46
    Comentamos tal tópico exaustivamente ontem.
    O "Um Sociólogo" não é o filósofo, devo lembrá-los; consulte nosso debate no artigo de 14/05/2013:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1596
  • Bruno D  17/05/2013 01:22
    Como é a coisa.. Quando o governo intervém em tudo até rolos de papel higiênico começam a faltar, deviamos exportar a Folha de SP pra lá.

    Lá sim teria muita serventia.
  • Hanrry Fermino  16/05/2013 02:50
    Olá Pessoal,

    Tive conhecimento há pouco tempo sobre o IMB, tenho lido com bastante frequência tentado afastar minhar ignorancia sobre economia e liver etc.etc..

    Gostaria de saber se existe algum grupo de estudos?
  • Max  16/05/2013 06:45
  • anônimo  16/05/2013 04:54
    E desde quando, a Dona Rosineide do sertaoinho que tem 23 filhos e recebe bolsa familia tem livre mercado?
  • Rosinaldo  16/05/2013 13:57
    Desculpe, mas não entendi nem a lógica e nem o objetivo da pergunta.

    Não entendi se você quis dizer que para pessoas com muitos filhos não existe livre mercado, ou que o livre mercado ainda não chegou ao sertãozinho, ou que dona Rosineide não sabe o que é livre mercado. Qual destas?
  • Andre Cavalcante  16/05/2013 14:12
    Toda vez que ela for a uma padaria ela participa do mercado de pães, com igual poder ou maior, já que tem mais bocas à alimentar que você. Agora, a pergunta que não quer calar: porque D. Rosineide tem que viver a vida de esmola do governo? Porque não há trabalho e emprego suficiente em Sertãozinho? Porque raios os filhos adolescentes não trabalham?
  • Geógrafo  17/05/2013 00:55
    "Porque não há trabalho e emprego suficiente em Sertãozinho?"

    Porque não é lucrativo abrir negócio no Sertãozinho. Nao é lucrativo abrir negócios, em regiões áridas, como o Sertão do Nordeste.

    A situação da Dona Rosineide melhoraria não com bolsa esmola (isso é só uma maneira de comprar votos dos pobres), mas dando condições para que ela e sua família possam sobreviver com o próprio trabalho. Se o governador do Estado e o prefeito da cidade onde mora a Dona Rosineide investissem em obras públicas de irrigação, isso amenizaria o problema da seca e daria condições para que pessoas como a Dona Rosineide plantassem o seu próprio alimento, e assim, não dependam mais do bolsa esmola. E além disso, atrairia empreendimentos para a região, já que agora tem água.
  • Mauro  17/05/2013 01:51
    Curiosamente, ninguém questiona o fato de as pessoas morarem isoladas do mundo. Brasileiro tá tão acostumado a implorar por ajuda do estado, que ele acha absolutamente normal uma pessoa morar no fim do mundo e o estado ter de ajudá-la. Por que essa pessoa n]ao se locomove para regiões mais civilizadas?

    Se houvesse um brasileiro no deserto do Saara, em vez de ele tentar sair dali, ele certamente iria dizer que o Congresso deveria ajudá-lo.

    Será que os esquimós também ficam implorando para o governo levar calefação para eles? Caramba, nem os índios -- os genuínos, não os de araque -- pedem auxílio do governo para nada. Que mentalidade lastimável...
  • Joao  17/05/2013 03:30
    Se o governo "investir" em obras na região, ele vai apenas retirar recursos que estavam sendo alocados da forma mais eficiente possível pelos empreendedores. Isso é bastante discutido no "Economia numa única lição", do Hazlitt.

    O governo não "cria" empregos, nem "investe".

    No seu exemplo, se há essa "demanda" por água, nada deve impedir que um empreendedor comece obras de irrigação e assim ganhe com isso, atraindo outros negócios e impulsionando a agricultura.

    O fato do governo fazer o papel desse empresário significa que:

    1) Recursos serão alocados da pior forma, segundo critérios políticos. Não há sistema de preços guiando as decisões de investimentos.
    2) Não há, de fato, demanda por água. Se houvesse, empreendedores se atentariam a esse fato, alguma hora.

    Mas e quem mora lá na seca? Como que fica?
    Olha, primeiro que ninguém deve ORDENAR o que eles devem fazer. Mas a minha sugestão pessoal é que eles tenham liberdade de se mudar para regiões mais prósperas, como sempre aconteceu na Humanidade. Grande parte da população dos EUA foi formada assim: imigrantes em busca de melhores oportunidades/condições de vida.
  • Renato Souza  17/05/2013 05:24
    Talvez haja demanda por água, que não possa ser atendida.

    Considere o seguinte: Há enormes impecilhos legais e burocráticos, que desanimariam qualquer empresário quanto a levar água para regiões secas.

    Há um exemplo de país onde uma enorme porcentagem da área era extremamente ruim para a agricultura, e tais áreas foram recuperadas: Israel. E note-se que foi basicamente pela ação do mercado que isso aconteceu, e não pela ação do governo.
  • Joao  17/05/2013 05:53
    Sim sim. Se as barreiras erguidas pelo Estado forem tantas a ponto de desencorajar o empreendimento, não haverá ninguém querendo vender água a preços abaixo do de mercado. Um exemplo seria o governo do Sertão colocar um teto para o preço da água, um valor acessível a "todos". Quem já vendia água antes vai parar de vender, e quem pensava em começar a vender água, vai esquecer a ideia. Efeito simples do controle de preços.


    O Peter Schiff foi brilhante quando, ao conversar com manifestantes do Occupy, afirmaram a ele que era justo taxar pesado os lucros acima de 2 milhões de dólares. Eis:

    manifestante: não é justo alguém ganhar milhões e ficar sentado em cima desse dinheiro. O governo deve taxar pra distribuir essa grana!
    Peter: então vc acha justo taxaram em... digamos, 70% os lucros acima de 2 milhões, por exemplo?
    manif.: sim!
    Peter: Sabe o que EU faria? Eu ia trabalhar até ganhar os 2 milhões, e depois ia dispensar meus funcionários. "Até ano que vem, pessoal!" eu diria. Não vale a pena trabalhar por 30 centavos de dólar, prefiro jogar golfe.


  • anônimo  17/05/2013 06:41
    Mas em Israel, tem subsídios agrícola. E o governo de Israel incentiva e subsidia as pesquisas. Inclusive, uma das reclamações do Heritage com relação à liberdade econômica de Israel, são os subsídios que o governo israelense concede.
  • Ricardo  17/05/2013 10:25
    O governo de Israel não subsidia tecnologia e tampouco o Heritage fala sobre isso. Ele subsidia a agricultura, uma praga feita por todos os países do mundo, com a brava exceção da Nova Zelândia.
  • Andre Cavalcante  17/05/2013 14:05
    Para um Geógrafo, cê tá precisando se informar mais...

    Eu questionei:Porque não há trabalho e emprego suficiente em Sertãozinho?

    Você respondeu: "Porque não é lucrativo abrir negócio no Sertãozinho. Nao é lucrativo abrir negócios, em regiões áridas, como o Sertão do Nordeste."

    Interessante, será que o William A. Clark ou o Bugsy Siegel pensaram a mesma coisa quando olharam a aridez do deserto de Nevada (muito mais árido que o nosso nordeste) quando pensaram em criar um cidade no meio do nada? Sabe de qual cidade estou a falar? Pois é: Las Vegas...
  • Adriano  03/09/2013 04:32
    Caro Geógrafo

    Em nada me surpreende ver uma resposta como essa: "Porque não é lucrativo abrir negócio no Sertãozinho. Nao é lucrativo abrir negócios, em regiões áridas, como o Sertão do Nordeste".

    Poxa, isso é um determinismo ambiental escrachado em pleno séc. XXI. Quem foi que te disse que a atividade empresarial é estritamente dependente de fatores ambientais?
  • Cassim  03/09/2013 13:06
    Escrevi uma larga resposta ao geógrafo, mas o artigo do Joel lhe faz justiça:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1620
  • Anti-virus  07/09/2013 23:14
    "Quem quiser iniciar um negócio não precisa esperar que alguém o convide ou o encoraje. Deve lançar-se por conta própria e deve saber como conseguir os meios necessários".

    Como uma pessoa miserável pode conseguir os meios necessários para se tornar um empresário de sucesso agindo honestamente? A afirmação do autor parece demasiadamente otimista.
  • Malthus  09/09/2013 09:59
    Um grande número de pessoas que hoje é rica começou bem pobre, mas com muito trabalho duro e poupança conseguiu acumular capital, empreendeu e se tornou rica. É claro que tudo isso aconteceu em uma época em que o governo tributava muito menos do que tributa hoje, o que tornou tal tarefa mais fácil do que seria hoje.

    Porém, desnecessário enfatizar que, se hoje esta tarefa é mais difícil do que já foi, a culpa é do governo e seus impostos e regulamentações.
  • Ali Baba  09/09/2013 11:24
    @Anti-virus,

    Você sofre do mesmo mal que a maioria do "gado" da nossa sociedade. Você vê um grande negócio e acha que ele começou grande. Simplesmente não consegue ver que "tudo aquilo" não surgiu como um passe de mágica.

    (OK, isso não é puramente verdade... muitas empresas sim são criadas em um passe de mágica do "rei" e entregue para seus "súditos" favoritos... mas isso é outra história)

    Você tem de pensar as coisas dentro das suas escalas. Certamente será muito difícil para uma pessoa miserável construir um império dos negócios do nada, mas não é impossível... e adicione a isso uma ou duas gerações a mais de gente empreendedora e um conglomerado empresarial é facilmente explicado.

    Veja o exemplo de David de Mendonça Portes, um ex-cortador de cana que, depois de perder o emprego e a casa na favela da Rocinha começou a vender doces com R$ 12,00 emprestados e se tornou um grande empresário da área do marketing (de qualquer forma, exemplos não faltam... esse é só o de que mais gosto). Vá tentar vender esse coitadismo de "Como uma pessoa miserável pode conseguir os meios necessários para se tornar um empresário de sucesso agindo honestamente?" para ele para ver o que ele tem a te responder...
  • anônimo  19/08/2014 18:30
    Warren buffet começou vendendo chicletes antes dos 15 anos e vive na mesma casinha simples que começou lá no inicio e o mesmo carro simples. Foi parar na lista Forbes... é mais fácil inventar que ele criou algum esquema fraudulento do que admitir que ele é esforçado, poupador, e bastante estudioso.
  • J. Rodrigues  19/08/2014 22:06
    Os estatólatras deveriam procurar conhecer a história da colonização da serra gaúcha bem como do surgimento de empreendimentos como Randon, Eberle, Tramontina e por aí vai.
  • Zara  20/08/2014 00:28
    Impressionante como esse texto é atual. A genialidade do escritor é atemporal.
  • Gabriel  20/08/2014 01:32
    Hoje em dia esse medo do mercado pode ser demonstrado pelo fato de a maioria das pessoas terem como sonho passar em um concurso público e trabalhar para o governo. Não há nenhuma ambição em nenhuma dessas pessoas, e o pior, tudo isso por causa de um dos nossos piores inimigos, o medo.

    Faço direito e já tenho decidido que vou advogar, e todos que me perguntam falam "porque não vai fazer concurso público" ou "concurso público é muito melhor você ganha bem e fica tranquilo". Por primeiro eu me sentiria um hipócrita caso fizesse aquilo que eu tanto critico, segundo que não tenho medo do mercado pois sei da minha capacidade técnica e de relacionamento social.

    Aliás só pretendo ser funcionário público em uma única hipótese, que seria no caso de Ministro do STF, e não pelo salário mas sim pelo que eu poderia fazer para manter o respeito pela Constituição Federal. Um sonho para alguns impossível, mas quem vai saber?
  • Mogisenio  20/08/2014 14:32
    Caros debatedores, bom dia.

    Vejamos um fragmento de texto, de Bernard de Mandeville, em "An essay on charity school (1723)", autor este, muito citado por ninguém menos que F.A. von Hayek.

    Vejamos.

    (...) estou informado por pessoas dignas de fé que alguns destes servos chegaram a tal ponto de insolência de se reunir em associação e fizeram leis que estabelecem por eles, não prestar serviço por uma quantia inferior á estabelecida por eles(...)

    Não haveria aqui um inversão? Ora, se alguém se une , em busca do ganho de escala, pode estabelecer preço que bem desejar. E os compradores, in casu, do trabalho, é que teriam a liberdade de não os contratarem. Desta forma, não haveria razão alguma para tamanha indignação. O que teria levado ao senhor da fábula das abelhas a chegar a tal conclusão?

    Vejamos agora o Sir Sieyes, certamente o mais célebre da revolução francesa:

    (...) os desgraçados que fazem os trabalhos pesados, produtores dos gozos alheios, que recebem apenas para a subsistência de seus corpos sofridos e necessitados de tudo, esta multidão imensa de instrumentos bípedes sem liberdade, sem moral, sem faculdade intelectual, dotados apenas de mãos que recebem pouco e de uma mente gravada por mil preocupações que os fazem apenas sofrer, são estes que vocês chamam de homens? Alguém já viu pelo menos um desses que fosse capaz de entrar na sociedade? E. J. Sieyes ; Ecrits plitiques Paris 1985 p 236."

    Vejamos uma passagem interessante , tratando-se da "grande sociedade" ou sociedade aberta, citada por ninguém menos que Hayek, mas, baseando-se em nada menos que Popper:
    "Mesmo se o estado protege os seus cidadãos do risco de serem tiranizados pela violência física - como acontece por princípio, sob o sistema do capitalismo desenfreado - ele pode frustrar as nossas finalidades se não consegue nos proteger do abuso do poder econômico. (...) De fato, aqueles que dispõem de um excedente de mercadorias podem impor a quem tem penúria uma servidão " livremente" aceita, sem a violência." K.R. Popper The open society and its enemies 1943.

    Vejamos por último o que disse Mises em The anti-capitalistic mentality 1987:

    " A posição social de cada um depende da própria ação, de modo que para um eventual fracasso o indivíduo não tem mais espaço para desculpas e só pode culpar a sim mesmo.

    E ainda na tese da "teodiceia da felicidade" Weber:
    Os dominantes , os possuidores , os vencedores, os são, em síntese, o homem feliz, raramente se contenta pelo simples fato de possuir a própria felicidade. Ele necessita também ter o direito a tal felicidade. Quer ser convencido a merecê-la e sobretudo, de merecê-la frente aos outros. E quer, portanto, ser também autorizado a crer que os de menos sorte receberam equitativamente apenas aquilo que lhes cabe. A felicidade quer ser legítima. M. Weber Die wirtschaftesethik der weltreligionenen.

    E Ludwig von mises trata da "luta pela sobrevivência" na qual , sem embargo, desenvolve uma teodiceia da felicidade: a luta pela sobrevivência premia os homens superiores. Nas condições do capitalismo os mais dotados e os mais capazes não podem obter nenhuma vantagem de sua superioridade, mas colocam os seus melhores dotes ao serviço dos desejos da maioria, constituída pelos menos dotados. No âmbito do mercado o poder econômico corresponde aos consumidores".
    Todavia, para Hayek o mérito não é objetivamente mensurável e que seria arbitrário e despótico pretender retribuí-lo com base na opinião subjetiva que se tenha dos méritos próprios e alheios.
    Lembrando ainda que Hegel já afirmara que toda a visão da história e da sociedade na qual estiver ausente a seriedade, a dor, a paciência e o trabalho da negatividade cai na edificação e inclusive, na insipidez"
    Fontes: Von Mises, On equality na inequality 1961
    Hegel: Phenomenologie des geistes , in Werke in swanzig banden vol. 3 p.24

    Se o processo de seleção que ocorre no mercado é o que é necessário para vencer, este não me parece o suficiente. Ou seria suficiente? Neste caso, gentileza elaborarem a prova da suficiência.

    Desde já agradeço-lhes pelos esclarecimentos
    Saudações




  • K  21/08/2014 13:41
    O JÊNIO VOLTOU!!! O MESTRE ESTÁ DE VOLTA!1!!1!

    Tenho que admitir, chorei de emoção mais uma vez ao ler o comentário do sr. Mogisenio. Texto sábio e direto, como de costume, marcando um retorno triunfal. És como um farol de intelectualidade livrando as pobres almas perdidas deste sítio dos preconceitos burgueses e indicando o caminho ao supremo bem, ao grandioso ESTADO, o Alfa e o Ômega, a pergunta e a solução de tudo.

    O mercado, esse antro de ganância e podridão capitalista, jamais será "suficiente" para o que quer que seja. Só quando um grupo de intelectuais do seu calibre estiver determinando, através do ESTADO, o funcionamento do mercado (ou melhor ainda, suprimindo-o de vez e assumindo o controle total) é que poderemos viver em um mundo com mais igualdade e justiça social, pavimentando o caminho para uma sociedade livre da busca insana do LUCRO e da TIRANIA da DIVISÃO DO TRABALHO, em que, como já ensinava nosso Profeta, poderemos caçar de manhã, pescar à tarde e fazer crítica literária depois da refeição, tudo isso a nosso bel-prazer. Livres, portanto dos grilhões das "leis econômicas" BURGUESAS, em um mundo de completa abundância e felicidade. Mogisenio para presidente!

    Saudações
  • Mogisenio  07/12/2015 18:06
    Olá meu caro "K",

    não está faltando letra no seu nome? Talvez hdo, não?

    Queira por gentileza responder ao questionamento feito refutando ou não os meus argumentos.

    Saudações

    Obs: desnecessário tratar-me como "mestre", afinal títulos nada ou quase nada representam num debate qualquer.
  • Emerson Luis, um Psicologo  31/08/2014 20:14

    Ótimo texto! Muitos confundem "meritocracia" com "triunfalismo", a crença de que a única diferença entre duas pessoas é a atitude, quando na realidade muitos fatores além do poder da pessoa influenciam os resultados que ela obtém na vida. Já nascemos com uma bagagem genética única e em um determinado contexto.

    Esse é um dos motivos de porque o termo "sucesso" é relativo e temos que tomar cuidado com as comparações, em geral é melhor cada um analisar os seus próprios potenciais e limites e comparar-se consigo mesmo.

    Mas acreditar que os resultados dependem apenas de fatores externos seria o erro oposto. Em condições semelhantes (talentos, origem socioeconômica, etc.), o indivíduo com atitudes mais positivas tende a produzir melhor resultados.

    * * *
  • Valdemar Katayama Kjaer   31/10/2015 16:31
    O livro do jornalista Paul Tough, "uma questão de caráter ", aborda o sucesso como uma questão mais das características individuais, que devem ser trabalhadas primeiro e de forma mais importante na família e não na escola. Vale a leitura.
  • Ze Ninguem  06/12/2015 13:42
    O SPC e o Serasa são duas instituições que mostram a possibilidade de um mercado realmente livre.

    Essas duas instituições pioraram, quando ações judiciais começaram a interferir nelas.

    Essas instituições são agências de risco, onde quem comete crimes ou faz calores, pode ser automaticamente inserido na black list.

    Uma grande empresa que faz manipulações ou adulterações, pode ser inserida em uma lista de empresas não confiáveis. Até agências de risco ambiental podem inserir empresas na black list.

    Os serviços de risco podem ser contratados por qualquer um. Esse é o melhor exemplo de que um mercado sem estado, não significa que não haverá controle.

    O mercado regulamentado pelo governo fracassou !






  • Chapado de Cannabis  06/12/2015 14:14
    A pobreza foi reduzida pela liberdade.

    Um pedaço de terra de 50x50 metros, pode ser habitado por mais de 200 pessoas. Os prédios resolveram a falta de terrenos e escassez de terra.

    A economia de mercado sempre irá oferecer, uma alternativa criativa para os pobremas de escassez.

    A Microsoft tinha o "monopólio" de sistemas operacionais. Em menos de 15 anos, a Apple já conquistou uma parcela do mercado. Os tablets e smartphones diminuem o uso de computadores, mudando mais uma parcela do mercado para o Google. É impressionante como ainda tem gente que acredita em monopólio em livre mercado.


    Até no mercado de energia, tem gente concorrendo com as estatais. Qualquer pessoa pode gerar energia dentro da sua própria casa e injetar o excesso na rede elétrica compartilhada. Isso ainda não avançou, por conta do poder aquisitivo e livre concorrência no setor de energia. Quando o governo pega o nosso dinheiro na conta de energia, nós ficamos sem dinheiro para gerar a nossa própria energia.

    O governo agride as pessoas quando cobra impostos ou faz proibições. A população foi doutrinada a tal ponto, que até casamentos precisam ser homologados pelo governo e por Deus. As pessoas costumam casa primeiro no civil e depois no religioso. Parece que o casamento do governo é mais importante que o casamento na igreja, porque é feito primeiro na maioria das vezes.
  • Zé Ninguém  06/12/2015 15:36
    Tudo começou com a Rússia e China, alimentando o comunismo em Cuba e na América Latina.

    Depois vieram os idiotas úteis investindo na China.

    Em pouco tempo, os chineses terão o maior poder militar do mundo nas mãos dos comunistas.

    A China deve ser boicotada com urgência !
  • mauricio barbosa  06/12/2015 23:35
    Ze ninguém esse seu temor não tem cabimento os eua ainda sao a policia do mundo,a russia tem um enorme arsenal atomico e ai eu te pergunto a china é ameaça em que campo,militar,econômico,político,comercial,ideológico,enfim seja mais claro,argumente!!!...
  • Thiago Teixeira  06/12/2015 18:15
    Texto irretocável.
  • Dalton C. Rocha  06/12/2015 21:52
    Quem ler o texto acima, num programa eleitoral, não ganhará nem para vereador, no Brasil. Tornar um país pobre, num país rico é raridade, mas a Coréia do Sul conseguiu tal feito, graças aos governos de dois generais desde 1961 a 1988. Peço a você, que veja a palestra que começa aos seis minutos e vários segundos do site https://www.youtube.com/watch?v=axuxt2Dwe0A
  • carlos  06/12/2015 22:07
    OFF TOPIC

    Alguém poderia me esclarecer o significado de "devisennot"?

    O termo é empregado pelo Mises em seu Teoria da Moeda e do Crédito (em inglês). O próprio Mises esclarece o termo, dizendo que o mesmo é "shortage of foreign currency." Dado que se fosse traduzido ao pé da letra isso significaria "escassez de moeda internacional", eu poderia traduzir devissennot por "reservas internacionais" na atual terminologia econômica?

  • Hb20 2016  29/02/2016 21:04
    Os candidatos nem sempre serão os melhores pelo grau de instrução escolar, muitos adquirem o conhecimento ao longo da vida e são tão bons quanto os que possuem mestrados e doutorados. As seleções de RH de grandes empresas como as automobilísticas, podemos sitar Hyundai, VW, Honda, já estão melhorando muito neste quesito, avaliando o que os candidatos tem a oferecer antes mesmo de mostrar seu grau de instrução apenas no papel.
  • André Cavalcante  29/02/2016 21:48
    Comentários como este só podem ter vindo de alguém que nunca fez nem mestrado e nem doutorado.

    Se há pessoas sem formação acadêmica capazes no mercado, sem sombra de dúvidas.

    Mas que "... são tão bons quanto os que possuem mestrados e doutorados" pouco provável. Alguém que nunca fez um curso de nível dificilmente tem condições de discutir ciência, muito menos se trabalhar no setor automotivo, mais ainda no Brasil. Aliás, boa parte dos que se tiram o título já não tem condições, imagina quem nunca fez....

    O que as grandes companhias de 1° mundo tem feito é justamente o contrário: já pega no processo seletivo gente com mais escolarização e com título. Para alguns sortudos manda logo pró mestrado profissionalizante ou doutorado para se tornarem pesquisadores.




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