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Jim Rogers sobre o ouro e a agricultura mundial

Jim Rogers é famoso não apenas por sua presciência em relação ao colapso econômico global e ao boom das commodities, mas também, principalmente, por seu histórico como investidor.  Fundador, ao lado de George Soros, do hedge fund Quantum Fund, Rogers obteve miraculosos 4.200% de retorno durante um período de 10 anos, ao passo que a S&P 500, nesse mesmo período, obteve apenas 47%.

Em outubro de 2012, o lendário gestor fez uma previsão a respeito dos preços do ouro que deixou vários entusiastas do metal balançando negativamente a cabeça, descrentes.  Embora Rogers tenha admitido que ele não iria de modo algum vender nenhum de seus ativos metálicos, ele previu uma consolidação e uma correção de curto prazo nestes mercados.

Prevendo este declínio de curto prazo, Rogers alertou que o ouro já vinha subindo ininterruptamente há doze anos consecutivos, uma tendência sem paralelos.  Isso foi no ano passado.

Na semana passada, sua previsão se concretizou, e o ouro e a prata sofreram um enorme baque.  Como resultado, o preço do ouro está hoje aproximadamente 30% menor em relação ao ápice atingido em agosto de 2011.

De acordo com Rogers, os preços do ouro podem cair ainda mais.

Continuo tendo ouro em minha carteira, não vendi um só grama do metal e comprarei ainda mais sempre que o preço cair.  O ouro subiu durante 12 anos seguidos, sem que houvesse um único ano que tenha sido pior que o anterior.  Isso é extremamente atípico; desconheço qualquer outro ativo na história que possua esse histórico.  Pode ser que haja, mas eu desconheço.

Durante esses 12 anos, o ouro teve somente uma correção de 30%.  Há algo de errado aí.  O ouro estava excessivamente na moda, estava forte demais e cheio de seguidores entusiasmados.  Por isso está tendo essa forte correção agora, algo que considero normal.  E espero que essa correção continue, de modo que ela possa dar uma sacudida naquelas pessoas — aventureiros, modistas e desinformados — que não deveriam estar no mercado de ouro.  Quando o mercado se livrar destas pessoas, o ouro atingirá um piso, e então voltará a subir.

Não sei qual será esse valor mínimo, pode ser uma queda de 40%, de 50% ou até mesmo de 60%.  Ou pode ser que já tenhamos atingido o nível mínimo.  Esse tipo de correção é normal, não é nada atípico.  Aliás, eu saúdo esse tipo de correção.

A minha previsão é que o ouro não apenas voltará a subir, como também subirá bastante nas próximas décadas, chegando a valores bem mais altos que os de agosto de 2011.  Mas tal processo não ocorrerá — e nem poderá ocorrer — sem que haja correções normais.  

Rogers citou quatro forças essenciais que geraram a acentuada redução no preço do ouro vista na semana passada:

1) A Índia elevou sua tarifa de importação de ouro de 4% para 6%, o que restringiu a demanda por ouro naquele que hoje é o maior mercado mundial do metal.

2) Analistas técnicos e estudiosos das tendências dos preços vinham afirmando repetidamente que os preços do ouro cairiam.

3) Muitos proprietários da moeda digital Bitcoin também possuíam ouro.  O colapso do Bitcoin ao longo das duas últimas semanas desencadeou uma venda de ouro por parte dessas pessoas.

4) A exigência da Alemanha para que o Chipre vendesse parte de seu ouro para arrecadar euros — e com isso aliviar preocupações geradas pela dívida do país — ajudou a intensificar a queda nos preços do metal.

Naturalmente, Rogers pode se regozijar com o momento.  Sua previsão foi certeira.

Mas é a segunda parte da sua recomendação de outubro que merece atenção, muito embora ela não tenha recebido tanto alarde quanto a previsão do ouro.  Ao mesmo tempo em que ele alertava sobre o ouro e a prata, ele também dizia que havia uma enorme oportunidade na agricultura e nos mercados de soft commodities, como café, cacau, açúcar, milho, trigo, soja e frutas. 

Para qualquer um que esteja prestando atenção, o setor agrícola permanece sendo uma área primordial em um mundo cujos fundamentos mais óbvios apontam para sérios problemas no horizonte no que concerne à oferta de alimentos.

Preocupação nos mercados agrícolas globais

Com efeito, Rogers tem sido o exército de um homem só em sua cruzada para alertar sobre a deterioração do estado do setor agrícola.  Segundo ele, a idade média dos agricultores ao redor do mundo está em níveis historicamente altos, e não se vê pessoas jovens entrando nessa indústria. 

A idade média do agricultor americano é de 58 anos.  No Japão é de 66 anos.  Há mais gente estudando relações públicas do que agronomia.  Os velhos estão morrendo ou se aposentando, e os jovens estão estudando outras coisas.  Há cada vez menos capital e menos recursos humanos sendo direcionados para o setor agrícola.  O futuro aponta para uma restrição na oferta.

A teoria básica de Rogers é bem simples: a demanda por alimentos está muito maior do que a oferta de alimentos, os agricultores continuam se aposentando ao redor do mundo, há mais agricultores saindo do que entrando no mercado, e os estoques globais de ração estão em níveis historicamente baixos.  Tudo isso aponta para preços mais altos no futuro.

Acrescente a este cenário as prolongadas preocupações quanto à seca paralisante ocorrida na última safra americana e uma potencial escassez de comida no futuro, e você entenderá por que o milho foi o ativo que apresentou um dos maiores desempenhos no segundo semestre de 2012, algo que provavelmente continuará assim por boa parte desta década.

E não são apenas investidores que estão apontando os motivos para um encarecimento dos alimentos no futuro.  De acordo com a ONU, a população mundial, que hoje é de 7 bilhões, chegará a quase 9 bilhões em 2040.

O verdadeiro propulsor da demanda por alimentos advém dos crescentes salários globais e do fato de que a classe média se expandirá em três bilhões de pessoas, o que significa um crescimento exponencial na demanda por alimentos.

De acordo com estimativas da ONU, o mundo necessitará de um aumento de 50% na produção de alimentos, de um aumento de 45% na produção de energia, e de um aumento de 30% na oferta de água.  Mas ao passo que esses problemas podem assustar o cidadão comum, tais preocupações sempre foram aliviadas pela resiliência e incomparável capacidade do setor agrícola em inovar para se adequar a novos desafios.

E há várias outras maneiras de ganhar dinheiro com estas tendências do que apenas comprando terras.  Não é apenas a produção de grãos que oferece aos investidores uma oportunidade de ganhar dinheiro com terras.  O setor agrícola é altamente consolidado com várias empresas especializadas que dão ênfase à inovação tecnológica a fim de suprir a crescente demanda por alimentos.

Com a demanda por carne em alta, a indústria de nutrição animal tende a ser um bom investimento.  Empresas com especialidade em nutrição animal desempenharão um papel essencial em atender o florescente mercado asiático, onde uma transição no padrão alimentar e uma crescente classe média estão gerando uma explosão na demanda por suínos e outros produtos à base de carne.

Mais da metade dos suínos de todo o mundo — aproximadamente 476 milhões — estão na China, e a produção de suínos é hoje algo tão dominante na dieta chinesa, que o governo chinês criou uma reserva estratégica de suínos junto às suas reservas estratégicas de petróleo e grãos.

À medida que a demanda mundial por alimentos tiver seu crescimento puxado pelas economias emergentes — principalmente Brasil e China —, o preço das commodities agrícolas só tem um caminho a seguir: para cima.

Não, você não pode comer ouro.  Mas você pode investir em agricultura e auferir grandes lucros à medida que a demanda ultrapassar a oferta nos mercados agrícolas globais.

 

Reportagem do site Money Morning

 


autor

Jim Rogers
lecionou finanças na faculdade de negócios da Columbia University e é hoje um comentarista financeiro na mídia mundial.  Ele é o autor dos livros Adventure Capitalist, Investment Biker, A Bull in China: Investing Profitably in the World's Greatest Market e A Gift to My Children: A Father's Lessons for Life and Investing. Veja seu website.

Tradução de Leandro Augusto Gomes Roque

  • Pedro Ivo  23/04/2013 13:45
    Leandro, esta informação de que há 476 milhões de suínos no mundo está certa? Já li que porco é a carne mais consumida no mundo, mas sei que só no Brasil há 220 milhões de bovinos. Há tão poucos porcos no mundo?!
  • Leandro  23/04/2013 13:53
    A frase não diz que o total de suínos no mundo é de 476 milhões. Ela diz que há 476 milhões de suínos apenas na China.
  • Eduardo  23/04/2013 14:59
    Há tempos ele vem falando essa tese. Acho que faz sentido. Porém, há sempre o risco de a tecnologia surpreender, como sempre, e aumentar ainda mais a produtividade por homem no campo.

    Aqui no Brasil, acho que estamos muito lonte da escassez de mão de obra. Porém, gostaria de apostar na tese dele, mas acho que há poucas empresas honestas e eficientes na bolsa. Predominam os frigoríficos e as empresas de álcool/açucar. O que acham?
  • Quid  23/04/2013 16:12
    A Monsanto é referência no setor de pesquisa de alimentos.
  • Marcelo  23/04/2013 16:01
    "O verdadeiro propulsor da demanda por alimentos advém dos crescentes salários globais e do fato de que a classe média se expandirá em três bilhões de pessoas, o que significa um crescimento exponencial na demanda por alimentos."

    Uma oferta de alimentos adequada me parece pressuposto para que alguém saia da pobreza. É uma condição. Não entendo como três bilhões de pessoas famintas formariam uma classe média; - e se não há como alimentá-las dignamente, então como assumir que eles ingressarão na classe média?

    Já esse problema de agricultores estarem velhos e se aposentando acho meio estranho. "Vejam, ninguém está percebendo, mas a produção vai morrendo aos poucos com isso", ele sugere. Quer dizer que o infalível sinal do mercado - o preço - não ligaria o alerta e o mundo seria surpreendido da noite pro dia pela escassez? Que, com o aumento da população, ninguém veria na tendência de alta dos preços oportunidades de negócio? O que estarão fazendo os empreendedores? Se arriscando na bolsa ou em mercados menos promissores? Não creio.

    Se esse é o caso, então estariam certos aqueles que pedissem por intervenção e regulação por parte dos governos, para garantir a produção de alimentos no mundo.

    A ameaça real que vejo é os governos atrapalharem a produção através de leis de preservação ambiental exageradas.
  • Thames  23/04/2013 16:28
    O infalível sinal de mercado, os preços, irá se manifestar. Porém, ao contrario do que você dá a entender, produção e mão-de-obra agrícola não surgem do dia para a noite, ao sabor da variação de preços. É algo um pouquinho mais complexo. Da mesma forma, a disponibilidade de terras cultiváveis ou mesmo de insumos que aumentem a produtividade também não é algo que surgirá repentinamente, tão logo os preços subam.

    Onde estão os empreendedores? Sim, em outros mercados. Por que estariam na agricultura agora se, neste momento, ela é um péssimo negócio (com secas e regulamentações ambientalistas)?

    Quanto à sua sugestão de os governos garantirem a produção de alimentos no mundo, gostei bastante. Certamente seria um trabalho formidável, tipo os correios e os aeroportos. Tal idéia foi tentada com sucesso na URSS.

    É cada um...
  • Diogo  23/04/2013 17:25
    Thames,

    Aconselho a ler novamente o comentário do Marcelo. Antes de usar o artifício da ironia, tem que se usar o artifício da interpretação de texto.


    Concordo com o Jim Rogers, mas tenho a certeza de que, quando o preço dos alimentos subirem, haverá mais investimento... Claro que é provavelmente existira um 'gap' entre a percepção dos preços mais elevados, o início dos investimentos e o resultado destes investimentos, o que fará os preços dos alimentos dispararem por um certo período.
  • Thames  23/04/2013 17:32
    E é exatamente a isso que me referi:

    "Claro que é provavelmente existira um 'gap' entre a percepção dos preços mais elevados, o início dos investimentos e o resultado destes investimentos, o que fará os preços dos alimentos dispararem por um certo período."

    Concordo.
  • Marcelo  23/04/2013 18:08
    Claro que minha sugestão era uma ironia, uma provocação.

    "O infalível sinal de mercado, os preços, irá se manifestar. Porém, ao contrario do que você dá a entender, produção e mão-de-obra agrícola não surgem do dia para a noite, ao sabor da variação de preços."

    Mas entendo que a variação de preços - me refiro apenas àquela que será causada pela escassez - também não pode acontecer da noite pro dia. A variação de preços na tua ênfase é aquela oscilação de curto e médio prazo, devido a secas, etc. Não é a isso que me refiro. Da tua frase se infere que a produção e a mão-de-obra agrícola não surgem de uma hora pra outra, mas um desequilíbrio estrutural na oferta de alimentos sim? Então o sistema de preços não funciona bem nesse mercado?

    A ameaça real que vejo é a obstrução dos governos chegar ao ponto de impossibilitar o equilíbrio entre oferta e demanda, mas não aumento da população ou da classe média. A isso o mercado se adapta, sempre o fez.


    "Por que estariam na agricultura agora se, neste momento, ela é um péssimo negócio (com secas e regulamentações ambientalistas)?"

    Apesar dos transtornos impostos pelo governo, esse péssimo negócio bateu recorde de produção de grãos no Brasil em 2013 ao invés de encolher. Que alguém se mantenha ou ingresse nesse setor da economia só pode ser explicado pelos preços. Talvez seja arriscado empreender ali atualmente, mas na medida em que a necessidade começar a fazer o preço dos alimentos subir a margem de lucro começará a compensar novos investimentos.
  • Leandro  23/04/2013 18:33
    O que o Rogers quis dizer -- aliás, ele sempre disse isso -- é que não está havendo reposição de mão-de-obra no setor agrícola. Ninguém está entrando neste setor. Os jovens estão se interessando por outras áreas.

    No momento, isso não está gerando nenhum efeito perceptível. Porém, no futuro, quando a atual mão-de-obra agrícola se aposentar, simplesmente não haverá mão-de-obra para substituí-la. E aí não há sistema de preços que corrija este desequilíbrio no curto prazo. O aumento dos preços fatalmente atrairá leigos para essa área, é claro, mas o fato é que nenhum leigo se forma em agronomia e vira um produtor eficiente em menos de 4 anos.

    É a essa defasagem que o Rogers se refere. Segundo ele, haverá um forte desequilíbrio entre demanda e oferta, desequilíbrio este que não será corrigido imediatamente, pois, como dito, virar produtor agrícola não é algo que ocorre do dia para a noite.

    Se alguém acha que, se o preço da soja e do milho disparar, as pessoas imediatamente deixarão de estudar finanças e de prestar concurso público e correrão para o campo para virar fazendeiros, este alguém está vive no mundo de Oz.
  • Marcelo  23/04/2013 19:43
    Disso se concluiria que o sistema de preços é ineficiente nesse mercado, ainda que seja o menos ineficiente; que a relação entre a necessidade de comer e o abastecimento, para dado momento, é imperfeitamente refletida pelos preços.

    Por que consider que os preços vão disparar e no meio do susto teremos que nos adaptar? Não é possível imaginar que o novo arranjo vai ocorrer de forma gradual, como é da natureza do mercado?

    Não sei a que países produtores ele se refere. Mas, em teoria, se as pessoas não estão indo para o setor agrícola é porque os salários não estão suficientemente atrativos, e se não estão é porque onde elas vivem não está faltando alimentos.
  • Leandro  23/04/2013 20:07
    Marcelo, você desconsidera totalmente o papel distorcivo que os subsídios dos governos têm sobre este mercado. Na Europa e nos EUA, os subsídios são monstruosos e cada vez maiores. É claro que um sistema de preços não funcionará plenamente neste arranjo.
  • Marcelo  23/04/2013 20:52
    Certo, Leandro, aí pode estar a explicação, embora eu não saiba mensurar muito bem o impacto dos subsídios. Não tenho problema em reconhecer isso, porque eu estava mais é tentando salvar o sistema de preços mesmo. Meus argumentos foram nesse sentido e talvez tendo em mente um mercado um pouco menos distorcido do que provavelmente é a realidade.

    De qualquer forma, e sem querer abusar, se puderes me explicar brevemente como, na prática, os subsídios influenciam o comportamento dos produtores (os atuais e os potenciais) e de que forma isso distorce o mercado, fazendo os preços dos alimentos não refletirem a real necessidade das pessoas, a ponto de potencialmente gerar um cenário de escassez sério, eu agradeço.

    Abraço!
  • Leandro  23/04/2013 21:10
    Nos subsídios agrícolas, o governo dá dinheiro diretamente para os agricultores, para que eles possam cobrar menos por seus produtos agrícolas. Assim, em vez de cobrar $100 pelo bem A, eles cobram $80.

    Por outro lado, o fornecimento de subsídios faz com que os fornecedores de insumos para esses agricultores aumentem seus preços. Por exemplo, se você é um fabricante de tratores e sabe que o agricultor que irá comprar um trator de você recebe subsídios do governo, você obviamente se aproveitará disso e venderá seu trator por um preço mais alto.

    O resultado final é que os custos de produção do agricultor ficam artificialmente mais caros e o seu preço de venda fica mais barato. Quem olha esta situação de fora e desconsidera os subsídios concedidos ao agricultor não verá atração nenhuma neste mercado.
  • Tiago RC  24/04/2013 12:46
    Leandro,

    De fato não se vira agricultor eficaz da noite pro dia. Mas aqueles que já são bons agricultores, num tal cenário de aumento dos preços, teriam maiores lucros, e poderiam com esses lucros aumentar sua capacidade produtiva (comprar mais terras, mais equipamentos etc), atenuando essa discrepância, não?
  • Leandro  24/04/2013 12:59
    Sem dúvidas esse cara vai se dar bem. Não é à toa que, em praticamente todas as suas entrevistas, o Rogers sempre diz para o sujeito sair do mercado financeiro e virar fazendeiro.

    O problema segundo o Rogers, volto a repetir, é que este número de agricultores irá diminuir. E muito. E quando isso ocorrer, segundo ele, não há aumento de produtividade que possa contrabalançar essa escassez na oferta.

    Eu sou um mero porta-voz aqui. Estou apenas transmitindo as ideias dele.
  • Danielbg  23/04/2013 18:54
    Leandro, o que acha da fala de Warren Buffet nesse artigo?

    Ele diz:

    "(O ouro) é cavado nas terras da África, ou em outro lugar. Então nós o derretemos, cavamos outro buraco, os enterramos novamente e pagamos uma pessoa para ficar em volta guardando-o. Não tem nenhuma utilidade. Qualquer um assistindo de Marte estaria coçando a cabeça".
  • Leandro  23/04/2013 19:08
    Em primeiro lugar, não é segredo nenhum que esses grandes magnatas desprezam qualquer coisa que não esteja ligado a dinheiro tradicional -- isto é, ao dólar. É justamente o uso de dólares que dá liquidez aos seus ativos, e justamente a inflação de dólares que valoriza seus ativos.

    De resto, pelo que entendi, o Buffet está dizendo que ouro não é investimento. Mas não é mesmo. E quem diz que é está mentindo. Ouro é simplesmente dinheiro, e funciona também como hedge contra a inflação do papel-moeda. Ouro não é investimento. Quem quer enriquecer não tem nada que comprar ouro.
  • Julio Heitor  23/04/2013 22:39
    Mas se o ouro valoriza 4200% em 10 anos, não seria uma forma temporária de ganhar dinheiro?
  • anônimo  23/04/2013 23:22
    Esses 4200 não foi o ouro que subiu, foi o dinheiro de papel que desceu.
  • Tiago RC  24/04/2013 12:48
    O artigo diz que o fundo administrado pelo Rogers fez 4200% em 10 anos, não o ouro.
  • Diogo  24/04/2013 20:46
    Leandro poderia explicar melhor porque ouro não é investimento? Seria no sistema padrão ouro?
  • Leandro  24/04/2013 21:07
    Ouro é dinheiro. Sempre foi. Sendo dinheiro, é um ativo que não traz rendimentos. Qual é o rendimento do ouro? Ele produz juros? Que eu saiba, não. O valor do ouro sobe quando o poder de compra de outras moedas caem. Sendo assim, você compra ouro para se proteger da inflação, isto é, para preservar seu poder de compra.

    Ouro não é investimento no sentido estrito do termo. Investimento é aquilo que você faz visando auferir juros/lucros. Com o ouro, você irá obter, tudo o mais constante, apenas uma estabilidade no seu poder de compra -- além de outros benefícios adicionais, como a impossibilidade de um confisco estatal, caso o ouro esteja guardado em sua casa.
  • Diogo  24/04/2013 21:40
    Obrigado Leandro!

  • anônimo  23/04/2013 19:09
    Claro que ele sabe que tem utilidade. Esse cara é só um estatista e obamista declarado.
  • Vitor Sousa  23/04/2013 19:53
    Óbvio que eu sou um ninguém para discordar do Jim Rogers... mas acho que ele viajou no que ele disse ai quanto aos fazendeiros.

    Fico perguntando quanto do que comemos é feita por agricultores de meia idade, ao invés de grandes corporações. No Brasil ao menos, eis a Sadia, JBS, Marfrig e muitas outras que eu com certeza não conheço de arroz, milho, feijão, etc... que estão muito além dessa do tiozinho se aposentando.

    Sem somar ganhos de produtividade e novos arranjos empresariais, vacinas e etc.
  • Ricardo  23/04/2013 20:08
    Vitor, e quem você acha que fornece para a Sadia, a JBS e a Marfrig? Você acha que essas empresas têm executivos engravatados dirigindo tratores e cultivando campos pertencentes a essas empresas?

    Não, meu caro. Elas compram de agricultores comuns.
  • Wagner  23/04/2013 20:15
    Como essas empresas são da minha região eu posso confirmar isso. Sadia, Seara, Perdigão etc compram muita coisa de pequenos sítios (aquele negócio familiar mesmo, pai, mãe e filho na roça) que formam cooperativas. As micro fazendas juntam sua produção e vendem pra essas empresas grandes.
  • Ricardo  23/04/2013 20:24
    Pois é. Nota-se que o pessoal não faz a mínima ideia de como o mercado realmente funciona. Eles acham que grandes empresas alimentícias têm um pasto próprio e empregados próprios que trabalham como agropecuaristas. Não fazem a mínima ideia que essas megaempresas também utilizam os serviços de fornecedores, como qualquer lojinha da esquina.

    Certamente esse pessoal também deve achar que as Casas Bahia fabricam seus próprios eletrodomésticos e demais utensílios.
  • Vitor Sousa  24/04/2013 14:56
    Ainda acho que o "mero" envelhecimento de agricultores não vá trazer uma redução de oferta desse tipo de produto. Até por que se trouxer, a respectiva alta nos preços vai estimular a entrada de novos empreendedores no ramo.

    Infelizmente, não conheço o mercado alimentício... mas se por um lado a integralização vertical de uma casas bahia (que oferece centenas de produtos diferentes) me parece pouco provável o mesmo não vá ocorrer com a JBS ou Marfrig, que basicamente vendem proteína animal e devem ter lá suas fazendas (ou não).

    Mas enfim, deixo aqui em aberto todo o direito de me contra argumentarem, visto que a realidade é que eu não sei nada sobre isso. Mas essa teoria ai por envelhecimento me pareceu fraca.
  • Anônimo  24/04/2013 00:24
    [Off-Topic]
    Lula escreverá para o New York Times:

    tnonline.com.br/noticias/politica/4,183689,23,04,lula-vai-ser-colunista-mensal-do-new-york-times.shtml

    Então, Leandro, será que agora o Paul Krugman terá um competidor digno na quantidade de besteiras ditas?
  • Anarcofóbico  24/04/2013 01:01
    Morram de inveja! Agora os imperialistas americanos poderão ser influenciados pela política petista e ser salvos da depressão! Lula ainda vai fazer dos EUA um país tão próspero qto o Brasil!
  • Eduardo  24/04/2013 01:03
    O lula sabe escrever?? Ou os nossos impostos irão para alguma ong/sindicato onde pagarão alguém para escrever por ele?
  • Marcio  24/04/2013 01:35
    Postei essa notícia mais cedo.

    Ainda tem gente pensando que a mídia americana não está decadente.
  • Anarcofobico  24/04/2013 10:08
    Por certos momentos o NYT é perpassado por um fulgido desnudamento ideológico, como quando em fevereiro de 1957 apoiou o galgar político de Fidel Castro na ilha cubana.
  • Paulo  25/04/2013 09:35
    Parece que o 1o artigo de Lula, ou o que seria o rascunho de próprio dedo, vazou!

    lulaleaks.blogspot.com.br/
  • Helio Angelo Junior  24/04/2013 11:33
    O ilustre pernambucano Josué de Castro, foi um influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor, ativista brasileiro que dedicou sua vida ao combate à fome.
    Aos 20 anos formou-se em Medicina.
    Partindo de sua experiência pessoal no Nordeste brasileiro, publicou uma extensa obra que inclui: Geografia da fome, Geopolítica da fome, Sete palmos de terra e um caixão, Homens e caranguejos. Exerceu a Presidência do Conselho Executivo da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e foi também Embaixador brasileiro junto à ONU.
    À partir de 1932, lança uma série de livros sobre a fome, sendo ignorado por muitos intelectuais até os dias de hoje, porém ao ler o artigo, vejo que o ilustre conterrâneo estava correto em suas afirmações. O agricultor se aposenta e não há reposição de mão de obra nessa área, enquanto isso, a população só aumenta, como dizia Josué, a população aumenta à níveis geométricos, enquanto que os alimentos aumentam a níveis aritmétricos. Até agora, Josué foi ignorado, pois o gráfico de linhas da equação geométrica ainda não ultrapassou o de alimentos, quando isso acontecer, aí sim, dirão: "Josué de Castro estava certo, já havia falado e provado isso em 1932". O problema que vejo na questão, é a de sempre e que já foi extensivamente comentado no site, a intervenção do Estado na Economia, prejudicando-a.
    Morei por vários anos no Estado do Paraná e fiquei surpreso com a fartura de alimentos baratos à mesa paranaense, a lógica deles é a seguinte: "Alimentar a população com tudo o que o Estado do Paraná pode prover e depois exportar o excedente". Os agricultores são reunidos em cooperativas e assim aumentam o seu lucro, estimulando a atividade.
    A superpopulação foi também explicada por Josué de Castro, no livro geopolítica da fome em 1951, onde demonstrou os vários fatores biológicos, geográficos, culturais e políticos pelos quais a fome gera a superpopulação.
    Nos resta apenas estudar o passado, para não cometer os erros do passado no presente!!!
  • Edilson  24/04/2013 13:30
    Falar em segurança alimentar, produção agropecuária e FOME, sem considerar a origem e a evolução da agricultura - Vale do Tigre, Egito, França, Portugal e, claro, China; é, no mínimo, primário.
    O Agribusiness, neófito capitalista, gerado no pós-guerra e sob a égide da globalização, não tinha, tampouco desenvolveu, o "gene" do altruísmo em seu DNA. Ao tentar fazê-lo através da manipulação genética, ou melhor, econômica, dando-lhe uma aparência "humanizada", os economistas, brookers e CEO's, criaram uma entidade sem identidade própria.
    Hoje, na maioria dos debates internacionais que defendem a "segurança alimentar", o Agribusiness é visto como um dragão prestes à insurgir-se contra seus criadores.
    Ora, as commodities nunca tiveram a função de garantir a segurança alimentar, seu papel é capitalizar e financiar o complexo agropecuário, além de garantir-lhe um lugar cativo na administração do Capital.
    O equivoco deve ter sido tentar transformar todos os camponeses do mundo, em empresários agrícolas, prometendo-os uma migalha do "bolo".
    Em 2015, aniversário de 30 anos da Perestróica, além de algumas centenas de milhares de bilionários e milionários, o que temos a comemorar são a falência das milenares Grécia. Portugal, Espanha, Egito e Bulgária. E, mais preocupante, a extinção das sociedades rurais (camponesas, tradicionais, turísticas e as auto-sustentáveis) na Europa, China, Japão, Rússia, Polônia, EUA, CA, e, no Brasil.
    Convencido de que produzir alimentos é um DOM, e commodities uma OPÇÃO, além de corroborar com a posição de Rogers, temo que o futuro seja bem mais sombrio.
  • Ricardo  24/04/2013 13:53
    "O Agribusiness, neófito capitalista, gerado no pós-guerra e sob a égide da globalização, não tinha, tampouco desenvolveu, o "gene" do altruísmo em seu DNA."

    Entendi. Já a agricultura tradicional é totalmente altruísta. O sujeito levanta cedo e trabalha exaustivamente o dia todo pensando unicamente em alimentar os burgueses da cidade grande. Que romântico.

    "Ao tentar fazê-lo através da manipulação genética, ou melhor, econômica, dando-lhe uma aparência "humanizada", os economistas, brookers e CEO's, criaram uma entidade sem identidade própria."

    Entidade essa majoritariamente responsável pela fartura e pelos preços ainda baixos dos alimentos ao redor do mundo.

    "Hoje, na maioria dos debates internacionais que defendem a "segurança alimentar", o Agribusiness é visto como um dragão prestes à insurgir-se contra seus criadores."

    Como se daria isso?

    "Ora, as commodities nunca tiveram a função de garantir a segurança alimentar, seu papel é capitalizar e financiar o complexo agropecuário, além de garantir-lhe um lugar cativo na administração do Capital."

    Pelo que entendi, o "complexo agropecuário" deveria produzir de graça, sem buscar nenhuma recompensa. Você também trabalha gratuitamente?

    "O equivoco deve ter sido tentar transformar todos os camponeses do mundo, em empresários agrícolas, prometendo-os uma migalha do "bolo"."

    Nunca houve essa tentativa. Mas garanto que os simples camponeses gostariam bastante de ter a renda de um empresário agrícola. Você é que não quer deixar.

    "Em 2015, aniversário de 30 anos da Perestróica, além de algumas centenas de milhares de bilionários e milionários, o que temos a comemorar são a falência das milenares Grécia. Portugal, Espanha, Egito e Bulgária."

    Correção: as falências dos estados de bem-estar social desses países.

    "E, mais preocupante, a extinção das sociedades rurais (camponesas, tradicionais, turísticas e as auto-sustentáveis) na Europa, China, Japão, Rússia, Polônia, EUA, CA, e, no Brasil."

    Saíram do campo e foram buscar o conforto da cidade. Você quer devolvê-los ao campo.
  • Edilson  24/04/2013 14:26
    Bom dia Ricardo,

    Obrigado por seu comentário.

    Como eu falei, no inicio do meu texto:

    "Falar em segurança alimentar, produção agropecuária e FOME, sem considerar a origem e a evolução da agricultura - Vale do Tigre, Egito, França, Portugal e, claro, China; é, no mínimo, primário".

    Sou árduo defensor do Agronegócio, e sinto não poder integrá-lo "dentro da porteira".
    Mas enfatizo que ele, até faz esse papel, mas não é o responsável pela segurança alimentar.
    E, entenda que essa segurança é não depender da importação (bairro, município, estado, país) dos alimentos mínimos, respeitando-se os hábitos e culturas locais.

    E, acredite, muitos dos camponeses exilados nas cidades européias voltariam ao campo, se tivessem incentivos similares aos brasileiros.

    E, sim, o altruísta é um romântico.
  • Anarcofobico  24/04/2013 14:42
    Vai ver o responsável pela tal segurança alimentar seja o governo, neh? Sempre bonzinho para com seus súditos, por meio de leis cada vez mais lógicas e eficazes!
  • Lopes  24/04/2013 15:04
    "(...)não respeitando os hábitos e cultura locais."

    Permita-me discutir tais afirmações.

    O agronegócio nunca tornou os indianos consumidores de bovinos. Não seria economicamente viável fazê-lo pois não ocorreria geração de lucro, o que significaria que nenhum valor estará sendo acrescentado à sociedade, pelo contrário, haverá desperdício de recursos na produção de algo que não é demandado.

    Edward Gaiser, um urbanista não ligado à escola austríaca, provou através de diversos dados internacionais que o padrão de vida da população pobre nas cidades(Geralmente saída do campo) ainda consegue ser maior que a mesma da região rural. E tal benesse não é exclusiva de nossa época, tendo sido um padrão desde o princípio do século XIX.

    Tendo em vista as diferenças geográficas e produtivas, é imprescindível que a agricultura ocorra do modo mais eficiente possível(Maior produção p/ unidade de capital) para que existam custos menores de consumo à população. Sendo a riqueza a quantidade de bens acessíveis a um, deduz-se que quanto menor forem os custos de base, mais fundos haverão para o consumo de bens intermediários e mais facilitada estará a abstenção do consumo(poupança) para a geração de mais oportunidades de negócios.

    Também, juntamente às diferenças geográficas supracitadas, não devemos ignorar a especialização. Como provado por David Ricardo em sua teoria de vantagens comparativas, é muito mais benéfico que um empreendedor produza aquilo que o faz mais eficientemente tendo em vista o solo e seus próprios atributos humanos, trocando sua especialidade pela especialidade de outros. Caso, por exemplo, uma cidade esteja sendo de maneira prévia abastecida por seus produtos com os bens X e Y(Sendo X o que o solo mais favorece) e apareça uma forma de importar sob mais baixos custos o bem Y, não apenas poderá surgir maior demanda pelo bem X devido ao "enriquecimento" de tal população(Toma-se a incerteza pois cenários econômicos realistas apresentam uma infinidade de oportunidades) como também para outros bens de necessidade secundária(Incluindo a indústria cultural, a educação, etc.).

    Enfim, como fonte empírica de alguns dados que esteja aqui compartilhando:
    www.youtube.com/watch?v=LryfamQhFZw

    Estou elaborando um estudo mais complexo e completo a respeito das implicações práticas da Ação Humana, tendo-o em fases iniciais de desenvolvimento. Dedicá-lo-ei e a outros de tua área um espaço em minha pequena teoria geral sobre comércio, cultura e sociedade.

    Lembrá-lo-ei também que a cultura de uma população não existe de forma autônoma. Ela é o produto da interação de incontáveis agentes e se esses estiverem livres, estará sofrendo constante variação. O processo de preservação de uma cultura através da coerção, sendo assim, significará, na realidade, uma retenção da liberdade de associação de uma população; o que é segundo a Escola Austríaca, anti-ético.

    Tenha um bom dia e espero tê-lo proporcionado uma visão diferenciada a respeito do tópico.
    _____________________________________________________________________________________
  • anônimo  24/04/2013 14:31
    Se as pessoas sairam do campo voluntariamente foi porque a vida lá não era essa maravilha que os inimigos do capitalismo gostam de imaginar.
  • Edilson  24/04/2013 14:58
    Concordo plenamente.
    A enxada é pesada, a jornada é de 24h, não há vale refeição, nem bandeijão. O agricultor é um herói louco, em extinção.
    Resta-nos esperar que o "agricultor" do século XXI, consiga produzir leite, laranjas, bananas e tomates saborosos. E que nós consigamos remunerá-los justamente.
    Ah, o dinheiro é ótimo e sofro por não tê-lo na medida dos meus sonhos, apesar de trabalhar arduamente e não deixar de fazer minha fezinha lotérica.
  • Andre Luiz S. C. Ramos  24/04/2013 15:00
    O que acham?

    Saiba por que Warren Buffett não investe em ouro:
    www.infomoney.com.br/onde-investir/acoes/noticia/2739040/saiba-por-que-warren-buffett-nao-investe-ouro
  • Thales  24/04/2013 15:10
    Essa notícia já foi comentada exatamente aqui nesta seção de comentários. Veja lá em cima, postada pelo Danielbg e comentada pelo Leandro.
  • marcus  24/04/2013 15:52
    ok, independente da quantidade de agricultores diminuindo temos um grande fato:

    - Pessoas querem viver melhor, comer melhor e ter mais conforto ao redor do mundo

    a primeira coisa geralmente que acontece quando se aumenta a renda é comer melhor

    (sei minha esposa preferiria uma bolsa melhor mas a maioria não pensa assim) rs rs

    - O número de terras com produtivas é limitado, algumas somente se tornaram produtizas

    com pesados investimentos (o que seria possível se os preços subirem, algumas nem com isso)

    - Não basta ter terra, vc tem que ter sementes boas, agua, energia (eletrica e diesel)

    dito isso, penso que as oportunidades de investimento estariam em

    - Empresas de agronegocio (excluo aqui as de etanol)
    - Alimentos processados
    - Fertilizantes e seus insumos
    - pretoleo e energia

    o que os colegas ddo fórum acham dessa tese ?
  • Diego Vasconcelos  24/04/2013 21:36
    M Dias Branco - MDIA3 -- trigo, soja..

    vale a pena perder seu tempo conhecendo..
  • Dezio Ricardo Legno  25/04/2013 03:30
    O Malthusianismo nunca desapareceu.
    Todas a comodities, não somente os alimentos, fazem parte dessas declarações de que a quantidade produzida não será suciente e a escassez elevará seus preços (outras catástrofes poderão ocorrer segundo eles).
    Sucede que Malthus não contava com as revoluções tecnológicas.
    Lembram-se das previsões catastróficas dos anos 70/80 sobre o fim do petróleo já em 2020 ?
    O que aconteceu foi justamente o contrário. As resevas de hidrocarbonetos estão é aumentando. Vide o shale gas nos USA. E foi a tecnologia de ponta que permitiu essa virada.
    O mesmo acontecerá com os alimentos. Engenharia genética, adubos mais baratos e eficientes, produção em estufas sem a necessidade de grandes extensões de terra, equipamentos de manejo robotizados e assim por diante.
    Previsões essas, creio eu, menos fantasiosas que a do Jim Rogers.
    O ouro provavelmente é escasso e finito no planeta. Porém os outros ítens dependem da ação humana.

    Creio que como especulador, quando declara alguma coisa certamente está pensando em sua carteira.

    Prever o futuro é f... .
  • Ricardo Fernandes  22/05/2013 11:21
    Leandro...como poderei eu investir em commodities?

    ETF? Fundos?

    Obrigado...
  • Equipe IMB  22/05/2013 12:44
    Por uma questão de estatuto, o IMB não faz recomendações de investimentos. Para isso, recomendamos o seguinte site:

    opontobase.com.br/
  • Robinson  26/05/2013 06:50
    Ouro barato é ouro de tolo? Há quem diga dizendo que o Fed esculhambou o mercado de ouro, posto que está adotando a prática de "reservas fracionárias de ouro", ou seja lá como se denomine isto, acabando com a última moeda confiável.

    Dado que, se de fato o Fed está manipulando o preço do ouro, e, visto que conserva em seus cofres toneladas de ouro de muitos outros países (Brasil incluso, se não me engano), comprar ouro não físico, e simplesmente uma cartela do banco dizendo que você possui determinda quantia de ouro depositada no banco, seria basicamente comprar um título ou adquirir uma moeda que pode estar sendo totalmente desvalorizada (ouro de tolo?).

    Sabendo desta prezepada, muitos investidores estariam exigindo o ouro físico, de verdade, e, por este, estaria sendo cobrado um ágio (preço real, mais caro).

    Além disto, tem banco europeu dando calote em investidor, visto que aparentemente não possuem a quantidade de ouro que dizem possuir.

    Sendo assim, há que se ver se Rogers, do artigo acima, está propagandeando um investimento furado, dado que ele não apontou em seus motivos para a diminuição do preço do ouro algo que evidentemente deve estar careca de saber: que este ouro, mais barato, é falso - é ouro de tolo.

    Este assunto pode e deve render um artigo do IMB, dado que se este site é totalmente contrário ao sistema bancário de reservas fracionárias, o que dizer de sistema de reservas fracionárias de ouro? Será alguma piada que escutei ou isto pode proceder?
  • Jonatas Alves  10/12/2013 00:14
    Não sei se esse é o artigo mais indicado para perguntar: algum dos leitores investe/aplica no mercado de prata? Qual seria a diferença entre um e outro? Tenho lido que há possibilidade da prata física sofrer grande elevação de valor no futuro.
  • Vinicius  17/11/2014 00:27
    Leandro, você tem ideia se essa fraude toda das reservas fracionadas algum dia vai dar numa grande crise? e se der, todos iriam para o ouro certo? e o ouro se valorizaria certo? entao agora no presente é interessante eu comprar muito ouro? espero a resposta...


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