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Fórum da Liberdade 2013 - relato ao vivo

A partir de hoje até o final de amanhã, Bruno Garschagen estará fornecendo um relato ao vivo de tudo o que está acontecendo na 26ª edição do Fórum da Liberdade.

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PAINEL DE BOAS-VINDAS: 1º - Empreendedorismo: há empreendedorismo sem lucro?

Na primeira palestra do Fórum da Liberdade 2013, no painel sobre empreendedorismo (Há empreendedorismo sem lucro?), o diretor do centro de estudos sobre Brasil, Rússia, Índia e China (BricLab) e diplomata Marcos Troyjo destacou a já discutida e considerada possibilidade de ascensão absolutamente irresistível da China como potência econômica, ultrapassando os Estados Unidos. O interessante foi a afirmação de que a maior economia do mundo no futuro breve ainda assim será uma economia pobre, considerando o ambiente chinês.

Também citou a possibilidade de ocorrência de uma re-globalização, cujo processo seria desenvolvido nos próximos 10 anos por duas grandes forças re-globalizadoras: as óbvias potências econômicas mundiais Estados Unidos e União Européia de um lado e China de outro.

A mudança da situação atual seria a emergência de uma China 2.0, um país que não vai se limitar a produzir apenas bens de baixo valor agregado e os chineses vão consumir mais e poupar menos. Além disso, haverá uma diáspora de postos de trabalho da China rumo à vizinhança geopolítica.

Ficou sem resposta a questão de se a re-globalização é um fenômeno realmente novo como o palestrante quis fazer parecer ou se é um a variação de nome de um fenômeno recorrente.

No que se refere ao empreendedor brasileiro nesse processo de re-globalização, Troyjo afirmou que o desenvolvimento da iniciativa privada e da prosperidade em escala global dependerão de um ambiente de negócios competitivo, carga tributária competitiva, legislação trabalhista competitiva etc., etc.

Defendeu que o Brasil construa uma grande estratégia, que passa por arregimentar os recursos da sociedade como um todo e fazer algum sacrifício de curto prazo para construir uma sociedade próspera no século XXI. Embora ele não tenha dito explicitamente, pareceu claro de que o governo brasileiro teria que ter um papel ativo e positivo, não exclusivamente negativo, eliminando todas as intervenções e obstáculos que impedem o livre mercado. Sabemos bem o resultado desse tipo de esperança e desejo.

Como todo leitor do site do IMB pode perceber o que faltou na palestra de Troyjo foi um conhecimento da teoria Austríaca, não só aquela que se refere ao empreendedor e ao empreendedorismo.

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O criador da Netshoes, Marcio Kumruian, contou a sua história como empresário e a trajetória da sua empresa, e tocou apenas num ponto interessante para os leitores deste site ao afirmar que o empreendedor não pode se deixar levar pelo cenário perfeito, ou seja, achar que sempre vai vender e receber.

A imperfectibilidade do mercado é um tema que sempre foi tratado pelos Austríacos, além da questão do conhecimento, do tempo e da ignorância, como podem ser vistos nesses dois artigos do professor Ubiratan Jorge Iorio:

- A questão do conhecimento na escola austríaca

- Tempo e ignorância - uma visão geral do subjetivismo da escola austríaca de economia

E neste de Sanford Ikeda:

- A virtude das "ineficiências" de mercado

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Luciano Huck iniciou a sua palestra dizendo que seu grande prazer na vida é ter ideias e executá-las. É o que o empreendedor, de fato, faz e deve fazer, tendo o mercado como o seu foco primordial.

Ao ouvir essa frase lembrei-me, primeiro, de uma frase do Mises: ideias são mais poderosas do que exércitos (Lew Rockwell usou a frase como mote do artigo de mesmo título), e, claro, o capítulo IX do Ação Humana que aborda o papel das ideias.

Sobre o tema do empreendedorismo, tópico do painel, há, dentre outros, lembrei-me do livro Escola Austríaca e do artigo Empreendedorismo, eficiência dinâmica e ética, ambos do professor Jesús Huerta de Soto.

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 Solenidade de abertura

O ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto recebeu o Prêmio Liberdade de Imprensa e afirmou em discurso de agradecimento que a Constituição Brasileira protege a liberdade de expressão.

Mas há um problema politico e econômico que desafia a garantia constitucional: se o governo brasileiro conseguiu de forma bem-sucedida ampliar a sua dimensão e concentrar ainda mais o seu poder de intervenção econômica e política, o que o permite arruinar qualquer ambiente de negócios e colocar a iniciativa privada sob o seu jugo, como pode uma empresa privada de comunicação efetivamente desenvolver o seu trabalho e exercer a liberdade de expressão como entendida pela Constituição?

Sobre o tema, vale a pena ler o livro A Liberdade e a Lei, de Bruno Leoni.

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Palestras especiais de abertura

Considerando o padrão de suas palestras, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter manteve a sua posição e defendeu na sua intervenção realizada há pouco a adoção e implementação de políticas de gestão para tornar o estado eficiente.

O que sempre me pergunto é se o estado brasileiro ineficiente já exerce a atual e monstruosa espoliação legal (para usar uma expressão cara a Bastiat) mediante a tributação, qual seria a dimensão futura dessa espoliação sob um estado eficiente? Ou alguém acha que os partidos políticos atuais abririam mão de uma maior arrecadação que lhes aumenta o poder político?

Sobre o problema do poder, recomendo esta obra-prima de Bertrand de Jouvenel.

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Daqui a pouco começa a palestra do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini. É uma boa hora para você considerar comprar, ler ou reler o livro O Fim do FED – Por que Acabar com o Banco Central, do Ron Paul, que eu traduzi junto com a Monica Magalhães e que foi publicado numa parceria entre o IMB e a É Realizações.

"Estamos enfrentando o mais significativo colapso financeiro desde a década de 1930, e, em vez de uma reavaliação fundamental dos mecanismos financeiros, a solução proposta é mais do mesmo. Em O Fim do Fed, o congressista americano Ron Paul chega à raiz do problema. Em linguagem simples e clara, ele usa história, economia e sua própria biografi a, da infância até o Capitólio, para explicar como, por que e para quem o Federal Reserve manipula o sistema financeiro norteamericano já faz um século e o que se pode fazer a respeito".

Textos recomendados:

- Desmitificando alguns mitos sobre bancos centrais,

- Por que o Banco Central é a raiz de todos os males

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Há tantas questões, posições e informações que poderiam ser questionadas na palestra do presidente do Banco Central Alexandre Tombini que escapam brutalmente da dimensão estrita de um comentário rápido. E, para evitar questionamentos e perguntas incômodas, se proibiu que fosse feita qualquer indagação após a palestra.

Os dois pontos principais (e complementares) e que chamaram a atenção de forma um tanto constrangedora durante a sua fala foram o fato de Tombini:

1) ter extrapolado a dimensão da sua posição de presidente do Banco Central para atuar como um mero porta-voz das alegadas conquistas do governo federal;

2) e, em seguida, e de forma ainda mais grave, apresentar um país que só existe nos gabinetes do governo, incluindo, obviamente, o dele próprio.

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2º Painel: Liberdade de imprensa: qual o preço do silêncio?

Uma perspectiva convergente e bem-vinda nas palestras do presidente do Jornal La Nación (Argentina), Julio Saguier, e do presidente do Grupo Abril, Fabio Barbosa, foi a valorização e celebração da liberdade e do poder de escolha dos consumidores no mercado de comunicação. Saguier afirmou que "quem compra o jornal é quem deve decidir quem ganha e quem perde" no mercado. Barbosa ratificou a posição ao defender a liberdade de escolha daquilo que se quer ler ou ver na TV, que só uma empresa livre pode contribuir para o desenvolvimento do país.

Num momento, e de maneira claramente protolocar, o presidente do Grupo Abril elogiou a presidente da República pela "posição bastante clara" em defesa da liberdade de expressão. Mais cedo, ao receber o Prêmio Libertas, o empresário João Roberto Marinho já havia feito o elogio pelo mesmo motivo. Compreensível pelas tentativas no passado de controle da imprensa por membros do alto escalão do governo Lula. Mas quando tal ato é necessário para tentar evitar novos ataques contra as empresas jornalísticas e contra o próprio exercício do jornalismo é de se questionar o que realmente significa a liberdade de expressão no Brasil e até que ponto a proteção constitucional é suficientemente segura.

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2º dia: 9 de abril — Terça-feira

3º Painel: Segurança Pública: qual o custo da insegurança?

O prefeito reeleito de Canoas (RS), Jairo Jorge, defendeu o papel Constitucional do governo na área de segurança e expôs o seu projeto em desenvolvimento de combate à violência baseado em três pontos integrados: 1) inteligência e tecnologia; 2) integração e policiamento comunitário; e 3) inclusão e coesão social. Ou seja, mais governo.

Talvez o problema central sobre segurança pública e que fundamenta qualquer debate ou projeto seja a certeza inabalável de que devemos continuar confiando à mesma entidade política a função de provê-la. Toda vez que o tratamento de um problema se dá sob a mesma perspectiva e certeza que se mostrou fracassada não há hipótese de que se possa conceber e formular propostas que efetivamente combatam a origem, a ocorrência e as consequências da criminalidade e da violência, porque é impossível que qualquer agência estatal consiga ter acesso a e o controle de todas as informações disponíveis e ações tomadas pelos indivíduos dentro de uma sociedade.

O prefeito repetiu o mesmo equívoco monopolista de perspectiva, concentrando na figura do governo o agente único para lidar com o problema.

Jorge terminou sua exposição mencionando crítica de parte da esquerda que o circunda pelo fato de, sendo um político do PT, ter aceitado o convite para participar do Fórum da Liberdade. Afirmou que defende uma posição libertária e humanista, e o direito do outro de dizer aquilo que ele pensa. Claramente, essa posição libertária não é a mesma dos leitores deste site, pois, se assim o fosse, não haveria como conciliá-la com a sua palestra.   

Ele também defendeu uma esquerda contemporânea, que deve reafirmar o seu compromisso com a democracia e elogiou os políticos gaúchos Olívio Dutra e Tarso Genro como exemplos de democratas, o que certamente revela a concepção de democracia do prefeito de Canoas ou revela um problema estrutural da democracia, como apontam os vários críticos desse sistema em artigos publicados de forma recorrente no site do IMB.

E de forma um tanto contraditória em relação à sua celebração da democracia, Jorge citou célebre frase de Winston Churchill ("a democracia é a pior forma de governo, com exceção de todas as outras"). Só é preciso lembrar que a frase, proferida em 1947 na Câmara dos Comuns por um Churchill na oposição contra os trabalhistas, vinha a seguir a uma crítica ao aparelhamento do governo pelo partido, que usaria o estado para obrigar as pessoas a fazer o que convinha ao partido, aos interesses pessoais de seus membros e às suas doutrinas. Qualquer relação com o governo do PT no Brasil é mera coincidência.

E nunca nos devemos esquecer que Churchill não era especialmente um fã da democracia e que é autor de outra frase lapidar: "O melhor argumento contra a democracia é conversar cinco minutos com o eleitor médio."

Em seguida, o prefeito de Canoas citou Antonio Gramsci, o que me pareceu mais adequado no caso dele: "existem dois tipos de políticos: os que lutam pela consolidação da distância entre governantes e governados e os que lutam pela superação dessa distância". E você deve imaginar o que acontece quando um politico assim o faz.

A surpresa ficou por conta do encerramento com uma citação do Mises: "ideias e somente ideias podem iluminar a escuridão". Recomendo que o prefeito leia Mises.

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Dois pontos a se considerar sobre a palestra do secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame:

1- Sua crítica sobre como os políticos lidam com a segurança (e com a saúde, educação, etc.);

2- A afirmação de que segurança pública é um jogo que não se ganha.

Considerando essas duas questões apresentadas pelo secretário a questão que emerge é: se assim o é, por que devemos confiar ao estado a provisão de segurança?

Artigos recomendados:

O setor público: desestatizando a segurança, as ruas e as estradas

Desestatizando a polícia 

A produção privada de serviços de segurança 

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Especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil, Bene Barbosa que o grande perigo é quando o estado quer decidir por você o que é ou não mais seguro, e o que é melhor para você e para sua família. E que isso vem acontecendo de forma mais intensa nos últimos 15 anos com leis inúteis no que se refere ao combate à criminalidade e que resultam em redução das liberdades individuais.

Com um discurso apaixonado contra a posição que fundamenta a ideia do desarmamento, Barbosa afirmou que o desarmamento da sociedade não afetará os criminosos, que não deixarão de ser bandidos ou de cometer crimes por uma restrição legal de acesso às armas.

O estatuto do desarmamento foi uma lei, segundo ele perniciosa, que decidiu restringir o direito dos brasileiros de adquirir armas, mas não passou nem perto de restringir o acesso dos bandidos às armas pelas fronteiras secas e pelos portos brasileiros. Barbosa afirmou que o estatuto se fundamentou em ideologia, pois não há um só exemplo no mundo de lei de restrição que mostre queda real de violência a partir da restrição legal de acesso às armas. "A própria ONU já afirmou que não há relação direta entre porte de arma de fogo e aumento de índice de criminalidade".

Uma informação interessante fornecida pelos palestrantes: o estatuto do desarmamento jogou para a ilegalidade 7 milhões de armas legais, pois os seus proprietários não conseguiram renovar seus portes.

Barbosa usou os exemplos clássicos de regimes autoritários e totalitários que fizeram do desarmamento civil uma política pública: União Soviética, Alemanha Nazista, Cuba, Angola e Venezuela. "Os países que decidiram fazê-lo eram governados por déspotas".

Mensagem final do palestrante: o desarmamento sempre foi usado ideologicamente para controle social, não para combater a criminalidade. Exato.

Infelizmente, Barbosa não respondeu à interessante pergunta sobre o que ele achava de segurança privada e o fim do monopólio estatal na área.

Veja todos os nossos artigos sobre desarmamento.

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4º Painel: Protecionismo: protegendo quem de quem?

O presidente do Instituto Mises Brasil Helio Beltrão atacou o protecionismo e afirmou que a palavra mais adequada seria favoritismo, agressivismo ou destruicionismo. "Imaginem se eu quisesse impedir palestrantes estrangeiros de vir ao Brasil para que isso me favorecesse e privasse vocês de ver a palestra do professor Simmons?"

Helio qualificou protecionismo (ou favoritismo, ou agressivismo ou destruicionismo ) como o uso da proibição para impedir a compra e venda de um bem para favorecer certos interesses. "O protecionismo não é escudo para nos proteger, é uma arma para atacar o consumidor".

Dois dados apresentados pelo Helio: o Brasil é o quinto pior país em termos de protecionismo (no mesmo patamar de Venezuela e Paquistão) e o que menos importa no mundo entre 179 países.

No caso do preço três vezes maior em média que se paga no Brasil nos produtos importados, o que não se vê, segundo Helio, é a diferença que poderia ser poupada ou investida em outros produtos e que poderiam gerar empregos novos.

Helio defendeu a ideia de que toda troca é benéfica, o que faz com numa relação commercial que o comprador valorize mais o produto do que o dinheiro, e o vendedor valorize mais o dinheiro do que o produto, por isso há troca. "Como você ganha na troca, quanto mais trocas houver melhor".

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O professor de economia política Randy Simmons, diretor do Instituto de Economia Política na Utah State University e autor do livro "Para além da política", apontou aquele traço estrutural que acaba por preservar a estrutura do protecionismo: ganhos concentrados por um pequeno grupo com poder político para tirar vantagem dele e custos difusos (quem paga a conta é a sociedade).

Num sistema protecionista, os vencedores são óbvios, os perdedores não, afirmou Simmons; é o que se vê e o que não se vê.

A sociedade é duplamente vítima: financia compulsoriamente a estrutura política e paga mais caro pelos produtos por decisão dessa mesma categoria política que sustenta.

Leia nossos artigos sobre protecionismo

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Não é incompreensível nem inaceitável que o presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, Jorge Ávila, defenda a propriedade intelectual. O que não se compreende é que defenda a propriedade intelectual num painel sobre protecionismo sem exatamente estabelecer o vínculo com o tópico do debate. Ficamos sem saber se reconhece a diferença entre ambos.

Sua defesa sobre propriedade intelectual se baseia, em linhas gerais, numa lista que ele apresentou sob o título "O que não (ou nem sempre) se vê":

- Nada é mais caro do que aquilo que não existe ou não se sabe existir: a capacidade de criar é essencial.

- A inovação é um bem em si mesmo — e a propriedade intelectual é o seu instrumento de incentivo e de disseminação via mercados e inserção na economia formal.

- O mercado de propriedade intelectual é constituído da colaboração tecnológica e da inovação aberta.

- O valor do intangível pode ser muitas vezes superior ao valor do tangível — e usurpá-lo é crime".

Deixo aos leitores do site do IMB o convite para debater o tema da propriedade intelectual sob a perspectiva da Escola Austríaca levando em consideração esses pontos apresentados na palestra.

 

Leia nossos artigos sobre Propriedade Intelectual.

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O único momento em que houve uma discordância mais contundente foi inaugurado justamente pelo palestrante que decidiu defender a propriedade intelectual num painel sobre protecionismo sem estabelecer a devida conexão.

Jorge Ávila, presidente do Instituto Nacional da Propriedade Industrial, logo após a palestra na qual Helio Beltrão, presidente do Instituto Mises Brasil, apontou os malefícios do protecionismo para os brasileiros e defendeu a virtude e a eficiência das trocas voluntárias.

Ávila classificou a defesa do livre mercado feita pelo Helio como um exercício de abstração, com generalização baseadas em ideologia, e garantiu que nunca se praticou tal modelo em nenhum lugar do mundo. Helio respondeu com o exemplo da Inglaterra no século XIX. Ávila disse que não se poderia falar em livre comércio com colônias; havia sim livre comércio com outras nações, respondeu Helio. Ávila não quis avançar no tema, limitando-se a tentar mostrar que apenas ele se referia a exemplos concretos e reais. É o exemplo claro de como fugir do debate sem ter razão (parafraseando o título do livro do Schopenhauer). Só faltou se valer do polilogismo.

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5º Painel: Falta de infraestrutura: a infraestrutura pública é gratuita?

Gabriel Calzada Alvares, fundador e presidente do Instituto Juan de Mariana, sempre profere palestras úteis e instigantes, seja pelos temas escolhidos e pelas informações e argumentos apresentados. Na palestra proferida há pouco, explicou e analisou o estouro da bolha verde e da crise que assolou a Espanha.
 
A obsessão do governo espanhol pela energia verde produziu um ambiente em que, além de se gastar bilhões de euros de forma insensate, não se obteve os resultados pretendidos, seja pela geração de empregos e pela criação de valor a partir da construção da infraestrutura verde.

"O sentido de infraestrutura é criar valor, não. Mas se destrói valor, não vale a pena".

Gabriel explicou que os incentivos gerados para os espanhóis foram perversos. Como havia apoio e dinheiro para quem atuasse no setor verde, e se liberou muito crédito para isso, quem estava no fim da fila queria estar na frente, e isso criou um sistema de corrupção e de favorecimento de politicos a seu apadrinhados. E em vez de frear o processo, o governo continuou gastando mais até estourar a bolha.

Mas a grande questão colocada por Gabriel ao se referir à construção de infraestrutura pelo governo é, ao fim e ao cabo, quem paga a dívida das decisões políticas que tentam apresentar apenas o que se vê, ignorando ou escondendo aquilo que não se vê?

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A única nota relevante da palestra do ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, foi destacar o trabalho da iniciativa privada organizada no estado, especialmente o exemplo bem-sucedido do Espírito Santo em Ação e o Instituto Líderes do Amanhã, que, seguindo o modelo do IEE, faz um trabalho admirável de formação com bibliografia liberal, libertária e Austríaca, boa parte publicada pelo Instituto Mises Brasil.

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6º Painel: Educação Básica: quais as consequências da ignorância?

Logo após as palestras, o reitor da Unimontes, fundador da Embraer, ex-presidente da Petrobrás e da Varig e ex-ministro de Estado da Infraestrutura, Ozires Silva, disse algo inesperado, considerando os seus serviços prestados ao estado no passado: "Não sei por que o governo brasileiro tem de ficar aprovando currículo, aprovando cada escola. Imagina o governo americano aprovando o programa de Stanford, ou o governo inglês aprovando o programa da Universidade de Oxford? É absurdo".

Algum leitor saberia me dizer se os governos americano e inglês aprovam ou definem o currículo de ensino e têm o poder de autorizar ou não o funcionamento de escolas e universidades?

De qualquer forma, aqui ou lá, é absurdo que se dependa de qualquer tipo de autorização ou licença para uma escola ou universidade funcionar.

Leituras recomendadas:

A obrigatoriedade do diploma - ou, por que a liberdade assusta tanto? 

Educação: Livre e Obrigatória

Educação e liberdade 

A educação livre 

Falácia e grosseria: o homeschooling segundo mais dois "izpessialistas" 

Educação e liberdade: apontamentos para uma prática pedagógica não coercitiva 

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7º Painel: Gasto público: Quem paga a conta?

O presidente e diretor-executivo do Ayn Rand Institute e professor de finanças, Yaron Brook, expôs de forma apaixonada os argumentos econômicos baseados no aspecto cultural, na importância dos valores e da ética. Insistiu no ponto essencial de que o governo se fundamenta na força e na coerção, e o mercado, na troca voluntária.

Deu o exemplo do iPhone: a Apple tem que inovar e produzir um aparelho cada vez melhor para convencer os consumidores, que comprarão ou não o smartphone voluntariamente. Esta é a beleza do mercado, segundo ele: produzir cada vez melhor para conquistar o consumidor.

Celebrando a conjugação da liberdade individual com o direito de escolha, garantiu que não existe algo como um bem comum. "Somos indivíduos com determinados gostos, desejos, vontades. O bem comum não existe, mas conta com boa propaganda".

Sobre impostos, foi taxativo: tributação destrói o progresso, a criatividade, o empreendedorismo, o futuro. "Gasto do governo é a causa do desemprego, é um ataque direto à liberdade e escolha individual".

E para que a liberdade seja um valor é preciso que haja uma compreensão cultural na sociedade de que a sua vida pertence a você e a minha pertence a mim, não a um coletivo, não a um poder, não a um grupo. Esta é, segundo Brook, a revolução fundamental na história dos EUA, ou seja, a revolução intelectual assentada na ideia de que "eu não posso interferir na sua vida porque ela pertence a você, não a mim. Isso é o que significa liberdade".

O diretor executivo do Ayn Rand Institute foi além: ninguém pode ter o direito aos bens, talentos, dinheiro, liberdade de outra pessoa, porque isso é o contrário de liberdade. "Você tem o direito de ser livre da coerção, livre da coerção estatal".

Sobre o Banco Central, não tem dúvida: a instituição é uma força destrutiva da economia. "Sua atuação é economicamente destrutiva".

Foi uma bela palestra porque mostrou como expor de maneira instigante argumentos que servem a libertários e Austríacos.

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Palestra especial de encerramento

Yoani Sánchez não veio a Porto Alegre por problemas de saúde. A tentativa de conexão via Skype não deu certo.

E assim acabou o Fórum da Liberdade 2013.




autor

Bruno Garschagen
é autor do best seller "Pare de Acreditar no Governo - Por que os Brasileiros não Confiam nos Políticos e Amam o Estado" (Editora Record). É doutorando e Mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa e Universidade de Oxford (visiting student), formado em Direito, coordenador e professor de Ciência Política da Pós-Graduação em Escola Austríaca (IMB-UniÍtalo), podcaster do Instituto Mises Brasil e membro do conselho editorial da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia.


  • Anônimo  08/04/2013 23:45
    Excelente cobertura, porém não digo o mesmo de alguns palestrantes.

    *Não simpatizo muito com Troyjo, mas sua contribuição foi decente. Apesar de sua abordagem simplista dos fatores econômicos dos EUA e da China, sua palestra foi, no mínimo, interessante. Apesar de ele ter defendido algumas concessões fiscais por parte do governo, considero-o incoerente em sua política monetária.
    Enfim, recomendaria que ele lesse mais sobre a perspectiva austríaca a respeito da desvalorização da moeda e do "almoço grátis". Trocá-lo-ia pelo discurso de qualquer austríaco, mesmo que fosse o de um recém austro-libertário do IMB.

    *Marcio foi decente. Não sei se há o que comentar sobre ele.

    *Sobre o Luciano Huck, não sou capaz de conceber argumentos sóbrios.

    *Perdoem-me por perguntar, mas por que o Ayres Britto está no fórum da liberdade? Ele mal deseja que outros indivíduos tenham direito sobre seus próprios corpos. Perto de todas as asneiras anti-liberdade e anti-mercado já ditas por ele, o Filósofo aqui da comunidade é o Rothbard. Se tivesse de dar o prêmio de liberdade de expressão, o daria a alguém que de fato opôs-se ao politicamente correto e ao monopólio das federais sobre o conhecimento histórico, Leandro Narloch. Ou Pondé.

    *Perdoem-me por perguntar, mas por que o Alexandre Tombini está no fórum da liberdade? Se for para que escutemos opiniões opostas, é válido; porém, ele está longe de representar qualquer tipo de liberdade. Sendo o presidente do BACEN e um funcionário informal do ministério da fazenda, ele serve de patrocinador ao crescimento da máquina que mais promove o cerco a todo tipo de liberdade imaginável.
  • Leandro  09/04/2013 00:55
    'Pavorosa' é a melhor definição para a palestra de Tombini, como já esperado.

    Além de ter incorrido na mais desvairada demagogia e na mais despudorada propaganda estatal -- a qual ele estendeu para todos os seus colegas ao redor do mundo ("Os bancos centrais salvaram a economia mundial!"; sério, ele disse isso) --, ele ainda teve a deselegância de criticar os seus antecessores. Nada contra criticar os outros presidentes do Banco Central, mas que moral tem o pior de todos para fazer isso?

    Adicionalmente, o fato de ele ter sido poupado de perguntas -- o que transformou o fórum em um privilegiado palanque para o governo -- tornou a situação ainda mais intolerável. O homem que já confiscou o poder de compra dos brasileiros em mais de 15% em apenas dois anos e três meses saiu incólume de seu parlatório.
  • anônimo  09/04/2013 14:59
    E o que é que ele foi fazer lá então?
  • oneide teixeira  10/04/2013 21:37
    Ocupar espaço em todos os sentidos.
  • Cristiano  09/04/2013 01:37
    Para quem estava lá ouvindo o Meirelles pouco tempo atras pode notar a diferença. Não que o Meirelles seja algum gênio, não. Mas ele era comedido e mantinha uma certa "liturgia do cargo". Tombini reflete quem são seus patrões e por isso notamos que a vaca já está no brejo.
  • Einstein do Nascimento  09/04/2013 01:38
    Muito boa a cobertura...Nao pude ficar para o forum, nem estou conseguindo ver ao vivo...( vou ter q esperar no youtube, com sorte...) Mas a cobertura escrita e completa, alem de crítica, do Instituto Mises, caiu em boa hora... Parabens!
  • Anarcofóbico   09/04/2013 02:34
    Tombini: mais coerente que Greenspan, mais audacioso que Bernanke, mais propugnador da prodigalidade pública que Keynes, mais perspicaz e lógico que Fibonacci! Esse daí promete! afinal, quem disse que nós também não temos guerra e mante(i)ga?
  • Não interessa  09/04/2013 09:26
    O Tombini deveria ter sido convidado para um Painel junto do Mantega, de um lado, e do Peter Schiff e Hélio Beltrão do outro! hehehe....

    Pena que eles jamais aceitariam.

    Bruno, recomendo que em paralelo comente as maiores repercussões do tal do "Fórum da Igualdade", como as asneiras e vociferações do Tarso Genro.
  • Romeu Soares  09/04/2013 13:13
    Como um fórum da liberdade consegue premiar Carlos Ayres Brito? Será pelo estrago feito em Roraima doando á Fundação Ford as terras da Raposa Serra do Sol?. Esse fórum não é de liberdade coisa nenhuma, é o caminho da servidão.
  • Leonardo Faccioni  09/04/2013 14:01
    O Fórum da Liberdade já foi grandioso. Meninos, eu vi. E não faz muito tempo. Mas, o que se passou? Quem converteu o maior evento liberal do Brasil em um educado chá das cinco - um convescote de comadres! - entre o mega-empresariado, clientela do BNDES, e o Estado-provedor?

    Quando vi a programação do Fórum deste ano, percebi que o inimaginável tornara-se verdadeiro. O único foco de resistência da liberdade tornara-se mainstream, quiçá em troca de uma maior cobertura de mídia. Conseguiram esvaziar o Fórum de seu conteúdo. Pergunto-me quem terão sido os responsáveis por destruir essa herança tão rica.

    Resta esperar que aqueles poucos pensadores libertários restantes para o quadro do segundo dia, convidados, ao que parece, para não dizerem que não falaram de flores em meio aos rapapés estatistas do empresariado satisfeito e aos palanques privilegiados para o status quo, possam ainda semear alguma ideia ao público gaúcho.

    A sensação que tenho ao ver a escolha clara do Fórum por uma política de apaziguamento e acomodação junto ao sistema é a de solidão. Sinto-me órfão. Foi em um Fórum da Liberdade de anos atrás quando, pela primeira vez, percebi não ser o único liberal-conservador em um raio de muitas e muitas milhas náuticas. Era um tempo em que esquerdistas eram convidados para serem desmentidos em paineis, sem dó ou proteção da programação. Dias em que não se temia proclamar a verdade, a despeito das reações da cobertura jornalística e da academia circundante. Dias em que o nobre Jorge Gerdau não frequentava (ao menos não às claras) os gabinetes do poder, e eu quase conseguia imaginá-lo como nosso próprio Hank Rearden (ah, a inocência primeva...). Tudo se perdeu. Uma lástima.
  • Lopes  09/04/2013 14:20
    Faccioni, creio gentilmente que é cedo para tais afirmações. Apesar do infeliz prêmio dado ao autoritário Ayres Britto, pode-se justificar o convite de Tombini como uma "visão alternativa" para o debate liberal. Apesar de sua palestra ter sido pobre e ter demonstrado amplamente a razão de tamanha motivação libertária contra seus atos e associados, serviu no mínimo para expandir minhas expectativas negativas sobre o atual panorama econômico brasileiro.

    Ciente de que tal pensamento infelizmente ordeiro ainda resiste com extremo domínio sobre o projeto da economia nacional, pude julgar as palavras por ele proferidas como augúrio das tragédias que virão. Sua visita foi útil: Demoliu-me as já frágeis expectativas de uma mudança de perspectiva por parte do BACEN e de um retorno humilde aos tempos de Gustavo Franco.

    A utilidade de tal visitante indesejado tange o raciocínio libertário quanto às nossas expectativas do futuro. Apesar de tal desgosto meu e de outros por ver tal escravo do ministério da fazenda defendendo sandices dos bancos centrais globais, o saldo de sua visita foi positivo.
  • Leonardo Faccioni  09/04/2013 14:38
    Lopes, faço sinceros votos para que seja essa, de fato, a conclusão do segundo dia e eu tenha me precipitado. Mas confesso que o Fórum vem me frustrando há já algumas edições. Não é de hoje que os maiores espaços do evento vem sendo reduzidos a um misto de auto-ajuda empresarial e exposição economicista pouco distinguível das lições de economia de uma faculdade brasileira qualquer. E, mesmo concedendo que o convite a palestrantes de outras correntes tenha seu papel (acredite, eu sempre desfrutei desses momentos e defendi sua ocorrência), é terrível que não se abra a oportunidade única de contestá-los face a face, como era a praxe de edições anteriores. Reforçar o discurso corrente, por todos conhecido, sem expor suas falácias de plano, penso, é um desserviço aos leigos e curiosos que constituem a maioria do público do fórum e sua razão de ser.

    De outro lado, observo que eventos paralelos ao Fórum, como o seminário da escola austríaca realizado ano passado (houve este ano?) e o "language of liberty seminar" promovido por meu prezado Marcel van Hattem têm levantado temas e personalidades de proveito e interesse infinitamente maiores que o Fórum, com muito mais recursos e visibilidade, passou a ignorar nos últimos tempos. Entristece-me profundamente não ver sinal de reversão dessa tendência.
  • Cristiano  09/04/2013 15:49
    Faccioni, o foco de resistência é o IMB. Assim como nos EUA o Mises Institute esta no olho do furacão do movimento libertário. Não por acaso Ron Paul estava no nascimento do MI e hoje é o grande expoente desse movimento.
  • Wagner  09/04/2013 16:33
    Aquele Ron Paul que pediu pra ONU confiscar o domínio ronpaul.com porque ele não queria pagar o valor pedido pelo dono? Ele é libertário só quando convêm.
  • Thales  09/04/2013 16:49
  • Bruno D  09/04/2013 20:40
    Provalvemente o filão politico do libertarianismo já está na mira dos novos "representantes" do mesmo como o sr. bem falou: mega-empresários e clientes do BNDES vindo a apresentar algumas ideias de como o libertarianismo deles é claro poderia ser concebido.

    Temos o recente exemplo do representante conservador marco feliciano que se colocou como boi de piranha? Ou está interessado nas próximas eleições? (e eu vou votar nele com certeza hehe um cirquinho pegando fogo de vez em quando é bom, claro que não sendo o meu mas eu sei de quem vai ser.)

    Me supreendi ao ver nesse programa politicos, secretários de governo etc, só faltou o ministro da economia ou o pres. do banco central lá.
  • Bruno D  09/04/2013 21:57
    nossa e ele estava lá kkkkkk
  • Leonardo Couto  09/04/2013 14:59

    Sinceramente, essas palestras me deram náuseas. Não há nada para nós.
  • Thales  09/04/2013 15:05
    Helio Beltrão entrará agora. Irá salvar o evento do estatismo completo (embora as palestras do Bene Barbosa e do Randy Simmons tenham sido boas).
  • Henrique  09/04/2013 15:39
    Coitado do Jorge Ávila. Simplesmente coitado...
  • Thales  09/04/2013 15:45
    Está apenas defendendo os interesses de seu setor. Todo industrial é protecionista. E no mundo inteiro.
  • anônimo  09/04/2013 16:05
    Fourçou na generalização hein?
  • Thales  09/04/2013 16:12
    Forcei? Acho que não. Você conhece algum industrial que defende o livre comércio irrestrito, a abolição de todas as barreiras à importação e a plena concorrência com importados estrangeiros? Se conhecer um, posta o nome dele aqui. Farei propaganda gratuita de seus produtos e trabalharei por sua canonização.
  • anônimo  09/04/2013 16:55
    Certo Thales, vou sair numa cruzada para conhecer todos os empresários desse país e lhes fazer esta pergunta. Afinal, devem ser poucas pessoas. Além do mais, qual a realidade neste país estatista? Pode algum empresário falar abertamente contra algum órgão público com a certeza de não receber reprisálias de algum funça ressentido? Meu caro, olhe a sua volta. Você acha que algum empresário vai defender publicamente a sonegação de impostos ( afinal, impostos são imorais ), a ilegitimidade das leis e do governo, e ir contra as políticas públicas do governo ( com dinheiro tirado a força )? Só se o cara quiser se suicidar economicamente e afundar sua empresa. Agora, não discordo que muitos dos empresários que vêem seua empresa crescer, cedem a tentação de recorrer ao estado para proteger as suas conquistas. Mas discordo de você em sua generalização. Até porque não dá pra esperar que todos sejam literados em escola austríaca ou até mesmo em economia básica. Muitos são pessoas simples que subiram na vida e souberam delegar as decisões para outros mais conhecedores em determinados assuntos ou com melhor formação acadêmica. Ah, e se eu conheço, sim, conheço vários. Mas não são grandes industriais ( alguns já foram ), e nem vou citar o nome deles aqui.

    Ps. Me limitei ao âmbito nacional. Não achei necessário rebater a sua afirmação em âmbito global.
  • Thales  09/04/2013 17:35
    Anônimo, em momento algum falei de sonegar imposto. Não entendi esta sua extrapolação. Minha pergunta foi extremamente simples e limitada: um industrial (atenção: industrial, e não microempresário) que defenda importações para concorrer com seus produtos. Só isso. Não entendi por que você ficou enfezado.
  • anônimo  09/04/2013 19:05
    Se por industrial você entende "grande empresário", ainda sim mantenho meu comentário. Porém não posso dizer que os herdeiros deste grande industrial que conheço ( e herdeiros em geral ) estão muito preocupados com as consequências do protecionismo que muitos defendem. Normalmente é assim, o fundador de uma grande empresa é uma excelente pessoa, com princípios bem definidos e voltados a defesa da propriedade privada. Já os herdeiros deste normalmente foram criados em lares super protegidos, e é comum buscarem no estado a continuidade desta proteção, agora para o seu aratus quo. Cresceram na vida mansa, e querem continuar assim sem esforço.
  • Anônimo  09/04/2013 17:03
    Terá de esperar. Estamos canonizando o Gary Johnson.

    Ele realizou o impossível: Começou sua carreira como um faz-tudo. Conheceu o libertarianismo. Fundou a própria empreiteira(Amantes do estado) e não enriqueceu através de licitações e lobby. Ganhou muito dinheiro e transformou sua empresa em uma renomada companhia do setor de construção. Se não fosse o bastante, tornou-se um político defensor da redução do estado e do livre-mercado. Foi governador e exemplo de eficiência, tendo diminuído o governo de seu estado e possibilitado a criação de muitos empregos. Nas últimas eleições, foi candidato pelo Libertarian Party nos EUA e pagou sozinho por toda sua propaganda.

    Ele não é um deus ou um ídolo, mas é o tipo de indivíduo que com certeza merece o respeito de qualquer um amante da liberdade. É um empreendedor de sucesso e um político libertário, ele é exatamente o tipo de pessoa que deveria ter sido chamado para discursar no Fórum da Liberdade, pois combina tudo o que o mesmo representa.

    Infelizmente, ficamos com o Tombini e com o Ayres Britto, tão libertários quanto um navio negreiro pago pela coroa portuguesa com o dinheiro tomado de contribuintes durante uma derrama brutal. Ou seja, antíteses de tudo que é aqui defendido.
  • anônimo  09/04/2013 15:47
    Hehehe... Boa Hélio!
  • Cristiano  09/04/2013 15:46
    Países não negociam, indivíduos negociam!
  • Tullio  09/04/2013 18:18

    Deu pena do Jorge Ávila! Apanhou igual uma criança e mostrou que não sabe PN de economia!!! Valeu Hélio, pela excelente aula de economia! Foi imperdível! Vale a pena ver de novo!
  • Bruno D  09/04/2013 20:00
    era o luciano huck que tinha uma foto do Che guevara em casa? ou a Regina Casé? é que sempre confundo essa gente.

    Att
  • Anônimo  10/04/2013 01:25
    ...Por que Eduardo Campos foi convidado ao Fórum da Liberdade? Pior, falou sobre causas sociais. Utilizou o espaço para fazer campanha eleitoral ao detonar o populismo petista, mas deixou em aberto o que ele fará em sua "Luta Social 2.0"(Dica: Não serão privatizações, reduções na regulamentação estatal e saída do estado da economia).

    Aturei Tombini e o Ávila como "opiniões contrárias". Adorei o fato de o Hélio ter detonado o segundo em 7 minutos. Mas ver alguém como Campos por lá é uma grande decepção. Onde estão Iorio, Bernardo Santoro e os irmãos Chiocca?
  • Gabriel   10/04/2013 15:35
    Eduardo Campos é um saco vazio e estava ali na sua pré-campanha para presidente. Enquanto ele falava, o combativo Yaroon Brook ria.


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