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Uma maneira efetiva de evitar os conflitos culturais e sociais inerentes à democracia atual

Em seu livro From Dawn to Decadence, lançado em 2001, o historiador Jacques Barzun afirmou que o separatismo seria uma "forte tendência" do século XXI.  Ele forneceu vários exemplos ilustrando que "a maior criação política do Ocidente, o estado-nação, estava seriamente afetada."

Entre outros exemplos, Barzun citou os esforços dos bascos e dos alsacianos por uma maior independência em relação à França; o desejo de independência da Córsega; as guerras civis na Irlanda do Norte, na Argélia e no Líbano; os espanhóis bascos lutando para se separar da Espanha; o colapso da União Soviética em vários territórios menores e os problemas da Rússia com a Chechênia; as brigas dos governos turcos e iraquianos com os separatistas kurdos; os zapatistas rebeldes do México; as demandas periódicas de Quebec por mais autonomia em relação ao governo canadense; e os conflitos étnicos e religiosos nos Bálcãs.  Com efeito, ao redor de todo o mundo, encontramos evidências de estados-nação sendo fragilizados e se debatendo contra movimentos separatistas.

Nos EUA, a força de tais movimentos nunca esteve tão evidente quanto atualmente.  Foi possível testemunhar a divisão do país durante a última eleição presidencial, na qual os densos conglomerados urbanos da região leste se contrapuseram às amplas comunidades do centro e do meio-oeste do país.  Vários movimentos separatistas estão aflorando no Texas.  O que antes se manifestava timidamente, hoje já se mostra mais explicitamente.  A eleição americana simplesmente salientou todas as diferenças políticas profundamente incompatíveis em relação a uma ampla gama de questões.

Em termos globais, embora haja forças neutralizantes que visam a contrabalançar tendências separatistas — por exemplo, os esforços de entidades governamentais internacionais como a União Europeia ou as Nações Unidas —, estas forças conseguem no máximo mascarar toda a turbulência inerente a um arranjo que tenta forçosamente integrar pessoas com visões políticas conflitantes. 

A questão é que, assim como a intervenção estatal na economia faz com que capital e outros recursos escassos sejam investidos de forma errônea e insustentável, a intervenção estatal em outros aspectos sociais de nossas vidas também gera fissuras políticas e cria relações antagonistas entre vários grupos distintos, uma vez que cada grupo almeja objetivos diferentes e muitas vezes contraditórios.  Seria correto dizer que a intervenção estatal em nossas vidas cria uma situação exatamente igual àquela descrita por Auberon Herbert no final do século XIX:

Sob uma organização política centralizada, você forçosamente mistura todos os tipos de indivíduos, os semelhantes e os completamente opostos, e os obriga a atuar e a falar por meio de um mesmo representante político.

As consequências desta mistura não-natural já eram nítidas àquela época.  Atualmente, as subdivisões dentro da sociedade aumentaram.  Além do eterno conflito entre pagadores de impostos e consumidores de impostos, há agora também o novo conflito entre os "cidadãos opressores" e os vários grupos vitimistas, que se autodenominam 'minorias oprimidas'.  Não importa o que um cidadão faça ou como ele aja: suas características étnicas e raciais, bem como suas preferências sexuais e ideológicas irão automaticamente classificá-lo em um destes dois grupos.  No final, tudo se resume ao mesmo objetivo: um grupo querendo viver à custa do outro; um grupo querendo confiscar a renda do outro; um grupo querendo tolher a liberdade do outro em prol de seus "direitos".

É evidente que até mesmo o mais justo, imparcial e ponderado indivíduo irá inevitavelmente se tornar intolerante se você colocá-lo em uma situação na qual ele possui apenas duas opções desagradáveis: devorar ou ser devorado. 

Como fazer com que volte a ser possível que um indivíduo mantenha suas convicções e ainda assim seja completamente tolerante a tudo o que seu vizinho diz ou faz?  E como fazer com que este seu vizinho tenha o mesmo comportamento?

A política cria um arranjo em que, nas palavras do poeta Longfellow, "o homem tem de ser ou a bigorna ou o martelo".  Assim, uma vasta máquina política é criada com o intuito de representar uma ampla variedade de interesses, cada qual fazendo de tudo para sobrepujar os interesses dos outros grupos.

À medida que o estado-nação cresce, essa mistura de semelhantes e opostos vai se tornando cada vez mais problemática.  Aqueles grupos que possuírem mais conexões políticas irão utilizar o estado para seus interesses próprios, o que inevitavelmente significa a opressão dos grupos opostos.  Vai se tornando cada vez mais difícil, se não impossível, reconciliar as diferenças dentro de um mesmo território.  O estado-nação se torna um instável composto de pluralidades, incapaz de formar aquela maioria contente que é quem dá a liga à sociedade de um país.  É neste solo pantanoso que as sementes do separatismo prosperam.

A ideia de que o tamanho do governo possui limites naturais que não podem ser excedidos — pois isso desencadearia as forças do separatismo — é similar à ideia misesiana de que o socialismo é impossível.  A tradição misesiana sempre afirmou que o socialismo é impossível.  A incapacidade de um sistema socialista de fazer cálculos econômicos — ou, em outras palavras, sua incapacidade de determinar lucros e prejuízos — torna a economia incapaz de incorrer nos mais básicos processos de produção.  Sendo incapaz de racionalmente escolher os meios disponíveis com os quais alcançar os fins desejados, uma economia puramente socialista (isto é, uma na qual o governo é o proprietário dos meios de produção) se dissolveria no mais completo caos.

(A longeva existência da velha União Soviética e de outros países socialistas pode ser explicada pelo fato de que seus planejadores centrais recorriam aos preços de mercado utilizados pelos países capitalistas ao redor do mundo.  O experimento soviético também foi mantido vivo pelo vibrante mercado negro que subsistia em paralelo à economia oficial.  Ironicamente, o socialismo só conseguiu se manter operante — e muito longe daquele esplendor teórico prometido — por causa da existência daqueles mesmos mercados que os socialistas haviam jurado abolir).

Parece verossímil que, assim como o governo não é capaz de calcular no que tange a recursos econômicos, ele também não é capaz de calcular no que diz respeito a decidir aspectos não-econômicos da vida social dos cidadãos.  As diferenças fundamentais entre os vários indivíduos da população fazem com que o problema seja insolúvel; as pessoas sempre serão forçadas a apoiar políticas ou a fazer certas coisas que em outras circunstâncias não apoiariam ou não fariam.  Porém, assim como uma economia socialista como a União Soviética tinha seus mercados negros e recorria a pontos de referência nas economias de mercado de todo o mundo, as pessoas coagidas por um estado-nação também podem se organizar e alterar este arranjo, readquirindo algumas liberdades individuais e com isso tornando sua vida mais suportável.

O que é possível fazer?  O que pode ser feito quando suas liberdades individuais estão cada vez mais oprimidas, tanto em termos econômicos quanto em termos sociais?

Um arranjo viável e eficaz já no curto prazo é a descentralização.  O federalismo pleno.  Plena autonomia local em relação ao governo federal.  Isso pode não ser fácil de ser alcançado, pois exige organização política, muita persistência e, acima de tudo, uma fatia da população educada nos princípios da liberdade.  Trata-se de uma tarefa bastante árdua.  O objetivo é simples, mas sua implementação é trabalhosa.  No entanto, vale ressaltar, não há outro arranjo que possa ser efetivado em um prazo humanamente suportável. 

Do nosso lado, ajudando a ganhar adeptos para a causa, temos o fato de que a experiência e toda a história intelectual do liberalismo comprovam que um governo descentralizado é o arranjo mais compatível com as aspirações de longo de prazo para a liberdade.

Por que a postura em prol da descentralização?  Há vários motivos.

Primeiro: em um arranjo descentralizado, as jurisdições têm de concorrer entre si para atrair residentes e capital.  Isso fornece algum incentivo para maiores graus de liberdade, nem que seja porque o despotismo em nível local não é nem popular e nem produtivo.  Se os déspotas ainda assim insistirem em ser totalitários, as pessoas e o capital sempre poderão sair dali e ir para outra jurisdição.  Por outro lado, se há apenas uma vontade soberana e uma grande máquina burocrática e autoritária para impingir esta vontade, você não tem para onde correr.

Segundo: quanto mais perto estão das pessoas, menos ruins e menos opressoras tendem a ser as leis.  E sob estas condições é mais propício haver um genuíno 'poder emanando do povo'.  Mesmo que isso não ocorra, pequenas unidades de governo permitem que as pessoas se locomovam de uma jurisdição para outra.  Essa concorrência entre jurisdições leva todo o sistema a um maior grau de liberalização.  Capital e mão-de-obra irão para as áreas que permitem mais liberdade, uma vez que jurisdições despóticas afugentam riqueza e talento.

Terceiro: o localismo internaliza a corrupção, de modo que ela passa a ser mais rapidamente descoberta e extirpada.  Sob esta mesma perspectiva, a corrupção de um governo local pode ser até benigna em comparação à corrupção federal: é mais fácil, tendo uma renda apertada, subornar um guarda que vai lhe dar uma multa de trânsito a subornar todo o DENATRAN.

Quarto: a tirania em nível local minimiza os estragos na mesma intensidade que a tirania em nível macro a maximiza.  Se Hitler governasse somente Berlim, Stalin somente Moscou e Franklin Roosevelt somente Washington, os efeitos de suas políticas dementes poderiam ter sido contidos.  E isso não é uma consideração meramente utilitarista, pois significa que pessoas más são impedidas de violar os direitos das outras pessoas que estão fora de sua jurisdição.

Quinto: não é possível crer que algum governo utilizará seus poderes para intervir de forma sensata.  Gozando de tamanha concentração de poder, governos centralizados irão sempre invocar bons motivos para suas medidas, mesmo que tais motivos sejam uma mera camuflagem para se adquirir ainda mais poder e controle sobre a vida da população.  O roteiro típico é mais ou menos assim: o governo se autoconcede um determinado poder para intervir em um arranjo voluntário — por exemplo, nas relações trabalhistas entre empregadores e empregados.  Tal medida é imediatamente celebrada pelos progressistas como sendo sensata e necessária.  Porém, tão logo este poder é adquirido pelo governo, ele é utilizado para impor legitimidade a todo tipo de planejamento central, impedindo os governos locais de adotar legislações próprias (por exemplo, localidades mais pobres não podem revogar o salário mínimo, o que leva ao desemprego da mão-de-obra menos produtiva).

Sexto: uma pluralidade de formas de governo — uma "separação vertical de poderes" — impede que o governo central acumule poder excessivo.  Governos locais são compreensivelmente ciosos e zelosos quanto à sua jurisdição, e tendem a resistir a investidas hostis do governo central.  Isso é ótimo.  Com efeito, toda a história da liberdade está ligada aos gloriosos resultados gerados por estruturas institucionais concorrentes, sendo que em momento algum se pode confiar a alguma delas o completo controle sobre uma determinada área.

Apenas para deixar claro, tudo isso que foi dito não implica que libertários devem ser agnósticos em relação à questão de como deve ser o governo.  As leis devem proteger o indivíduo e sua propriedade contra qualquer tipo de agressão.  Este princípio tem de ser seguido em todas as épocas e em todos os lugares.  Mas isso não significa que deve haver um único legislador.  Para maximizar as chances de que as boas leis prevalecerão sobre as ruins no longo prazo, e impedir tomadas de poder desde cima, é necessário haver uma multiplicidade de formas jurídicas.

Murray Rothbard costumava recorrer a uma ótima frase para resumir esta posição: direitos são universais, mas devem ser impingidos localmente.  Esses dois princípios frequentemente estão em conflito.  No entanto, se você abrir mão de um deles, estará colocando toda a sua liberdade em risco.  Ambos são importantes.  Nenhum deve prevalecer sobre o outro.  Um governo local que viola direitos é intolerável.  Um governo central que governa em nome dos direitos universais é igualmente intolerável.  O paraíso seria direitos universais localmente impingidos.  Não, isso ainda não existe.  Mas é por isso que os libertários existem: para trabalhar em prol deste ideal.

Por fim, existe uma outra forma de descentralização sobre a qual você certamente ouve bastante.  Ela é frequentemente defendida por aqueles que vociferam contra todas as formas atuais de globalização, especialmente na forma de corporações multinacionais.  Eles reclamam da centralização da vida moderna e sentem nostalgia dos tempos antigos.  Eis o problema: esse tipo de centralização que eles lastimam é resultado de decisões voluntárias tomadas no mercado.  Trata-se de uma centralização livremente escolhida.  Os planos destas pessoas para fazer retroceder essa centralização iriam requerer uma maciça coerção e iriam produzir acentuadas calamidades econômicas.

No que diz respeito a associações voluntárias e economia de mercado, libertários não podem tomar uma decisão a priori sobre qual seria a melhor maneira de organizar este arranjo.  Rothbard defendia corporações multinacionais e o livre comércio global, mas ele também sabia que uma integração excessiva da estrutura de produção é ruim para os negócios.  As empresas perdem a capacidade de calcular seus lucros e prejuízos quando elas se tornam responsáveis por grande parte da produção interna de seus próprios bens de capital.  No extremo, se uma única empresa fosse a proprietária de todos os meios de produção, ela estaria sujeita ao mesmo tipo de caos calculacional que aflige uma economia socialista.  Sua incapacidade de alocar recursos racionalmente rapidamente levaria a prejuízos.

Qual o impacto que esse raciocínio gera sobre a organização de outras instituições da sociedade, como a igreja, a família, as associações civis e os movimentos ideológicos?  É melhor a centralização ou a descentralização?  A resposta deve ficar por conta da experiência.  A Igreja Católica é doutrinariamente centralizada, mas descentralizada administrativamente.  A família, entre as gerações, não é centralizada.  Os avós estão lá para dar conselhos e serem amados, e não para administrar e dar ordens.  Associações civis assumem vários formatos, desde associações nacionais até clubes locais.

Na vida intelectual, precisamos de uma vasta multiplicidade de mecanismos que impeçam a corrupção e a concessão a ideias estatizantes.  Mesmo no movimento libertário é necessário haver diversidade e experimentações, e não centralização, comando e controle.

Na gerência de empreendimentos, na organização de ideias e nas ponderações sobre a própria vida, é recomendável ter equilíbrio e temperança.  Sendo assim, podemos articular estes dois princípios.  Nas questões públicas, precisamos de direitos universais localmente impingidos.  Nas questões privadas e econômicas, não precisamos nem de centralização nem de descentralização, mas de equilíbrio e temperança, tentativa e erro.  Em minha visão, essas formulações representam o ápice do pensamento virtuoso, das boas leis e da sociedade próspera.



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • anônimo  27/02/2013 13:15
    'No extremo, se uma única empresa fosse a proprietária de todos os meios de produção, ela estaria sujeita ao mesmo tipo de caos calculacional que aflige uma economia socialista.'

    Mas ninguém tem medo disso. A aversão intuitiva que as pessoas tem das grandes empresas está em saber que é praticamente impossível competir com elas.
  • Pedro.  28/02/2013 12:16
    Uma empresa jamais conseguiria ser a produtora e fornecedora de todos os bens e serviços. O controle necessário insuflaria os custos e fatalmente concorrentes surgiriam antes mesmo que tal empresa conseguisse ser tão eficiente ao ponto de superar toda possibilidade de concorrência. E caso tal fosse possivel, os consumidores estariam satisfeitos e não ha nada de errado com isso.
    Ocorre que tal só é possivel POR IMPOSIÇÃO, somente um governo COERCITIVO é capaz de tal façanha, seja ele próprio a única empresa fornecedora (caso do socialismo radicalmente aplicado) através da proibição de concorrentes ou caso seja o governo o patrocinador de tal empresa, criando empecilhos a criação de novas empresas via uma tributação asfixiante para novatos incapazes de obter a "compreensão" da fiscalização, seja por impor custos diversos a iniciantes incapazes de suporta-los (regras custosas, encargos e custo da MO) além da mera proibição explicuita.

    Por exemplo, o surgimento de novos partidos atendendo as regras e dependendo da boa vontade dos burocratas (os partidos que defendem o absolutismo estatal nascem em poucas semans). A justificativa para entraves é a verba pública. Ora, então que se possa criar tantos partidos qto se desejar, sem regras, desde que não usufruam da verba pública nem da propaganda gratuita. Pronto, em nada a população seria prejudicada.

    Se criam regras custosas para o surgimento de planos de saude, por exemplo, o que se esta fazendo é forçar o sacrificio da clientela para associar-se aos grandes planos existentes, capazes de cumprir as regras IMPOSTAS e nocivas á livre escolha da clientela. Os grandes planos e apenas grandes investidores são capazes de suportar tais custos amparados em sua carteira cativa e na necessidade extrema da clientela que arcará com elevados custos, sem ter outra opção. Para iniciantes custos impossiveis de suportar.

    A taxação excessiva, as regras safadas e leoninas são beneficas para aqueles já estabelecidos, pois inibem o surgimento de concorrentes com capacidade de, auferindo compensadores lucros, crescerem e ameaçarem hegemonias empresariais.

  • Mohamed Attcka Todomundo  01/03/2013 12:34
    "Mas ninguém tem medo disso. A aversão intuitiva que as pessoas tem das grandes empresas está em saber que é praticamente impossível competir com elas."

    eh uma visao infantiloide. tanto competem q tem empresas pequenas + competitivas em segmentos + especificos do mercado. algumas vezes elas se tornam grandes empresas a partir deste pequeno segmento. outras sempre serao empresas de publico especifico. Por ex, o Excel da Microsoft é o programa de estatistica mais usado no mundo. quem compra o windows recebe o excel junto. mesmo sim tem os programas projetados para usos de psicologos, engenheiros, geografos, geologos, q atendem necessidades q o excel ñ atende (como o SPSS).

    se tem livre mercado, e as regulaçoes ñ impedem as pessoas de entrar no mercado, sempre tem inovaçoes q de tempos em tempos desafiam ao superam a hegemonia dos + bem sucedidos. qq um vê isso na historia: ninguem é o suprassumo p/ sempre.
  • anônimo  01/03/2013 17:15
    '+ competitivas em segmentos + especificos do mercado.'

    Então não compete ora. Ou elas estão no mesmo mercado ou não estão.
    Windows não compete com photoshop.Windows compete com Linux; GIMP compete com photoshop
    sacou?
  • Miqueias  03/03/2013 00:06
    Na verdade, empresas de setores diferentes podem concorrer entre si. Imagine que você quer comprar um computador e uma geladeira, mas no momento só tem condições de comprar um dos dois. Nesse caso você terá de escolher e sua escolha provavelmente vai depender, além do que é mais importante, do fato de as empresas que fabricam tais produtos oferecerem-os por um preço menor que o valor que você dá a tais produtos. Assim, a fabricante de geladeiras pode concorrer com a fabricante de computadores.
  • Gabriel Miranda  27/02/2013 13:41
    em um arranjo descentralizado, as jurisdições têm de concorrer entre si para atrair residentes e capital. Isso fornece algum incentivo para maiores graus de liberdade, nem que seja porque o despotismo em nível local não é nem popular e nem produtivo. Se os déspotas ainda assim insistirem em ser totalitários, as pessoas e o capital sempre poderão sair dali e ir para outra jurisdição.

    Há muito tempo penso o mesmo sobre o arranjo das unidades federativas brasileiras.

    Há, no IMB, algum artigo que defenda a guerra fiscal entre os estados? Liberar a competição entre as unidades federativas é uma ótima forma de forçar os governos locais a minimizarem seus gastos e oferecer melhores condições de empreender.
  • Mohamed Attcka Todomundo  01/03/2013 13:23
    Gabriel, vc ta perguntando sobre federalismo, suponho. o + proximo do q vc perguntou, q eu saiba, sao esses: Um plano de governo para o próximo presidente brasileiro; O seu estado é um pagador ou um recebedor de impostos federais?. e dá uma olhada nos artigos sobre economia brasileira p/ ver se tem algo q te interesse

    a suiça tem sido desde 1515 uma federaçao bem funcional. tlv te interesse ler sobre. leia na ordem cronologica p/ ter uma visao das mudanças acontecendo la.

    Palmas para os suíços 12 de janeiro de 2010

    Como o porte irrestrito de armas garantiu a liberdade dos suíços - 10 de maio de 2011

    Pobre Suíça! - 12 de agosto de 2011

    Ouro, iene ou franco suíço - qual será o último refúgio? - 5 de setembro de 2011

    Quando a sensatez não tem vez - 20 de fevereiro de 2013

    e no meu blog tem uma trascrição de palastra do ex-juiz Andrew Napolitano (O que aconteceu com a Constituição Americana?) sobre como o federalismo foi sendo corrompido aos poucos nos EUA.

    espero q ajude.
  • anônimo  27/02/2013 15:12
    A atuação do Líber na defesa de Yoani pôs em cheque a capacidade do partido e de seus idealizadores em tomar parte no cenário político nacional. Foram lá defender uma maionete de George Soros. A maioria no Facebook se calou (ninguem do Mises respondeu essa denuncia até agora, levantada por Olavo de Carvalho). É de fato que vindo um proprio cubano dissidente que Yoani está ligada a Soros e Obama e já atacou o proprio direito de dissidencia.

  • Lopes  27/02/2013 16:19
    Não sei se sabes, mas foi uma manifestação em prol da liberdade de expressão e não apenas para a defesa da blogueira cubana. Independente de suas afiliações, enquanto ela sustentar uma defesa dos direitos de protesto dos cubanos, não vejo motivo para não dar algum suporte.

    Outra, seria melhor levar este debate ao artigo sobre Cuba. Prevejo que sua postagem gerará um debate de meia página. Ressalto: Há um abismo entre conhecer Soros e ser integrante de uma falsa oposição criada pelo governo cubano para enganar os defensores da liberdade de expressão do resto do mundo. Não gostaria de ver o vídeo do Olavo, mas adoraria ir direto às suas fontes. Minha experiência com os conhecimentos de Olavo de Carvalho que não envolvem Sócrates ou filosofia me fizeram questionar profundamente a seriedade de seu programa e a inteligência daqueles que o apoiam. Data máxima venia, como detetive, economista, biólogo e médicos; o senhor Olavo é um grande filósofo.

    Por favor, em prol da discussão, envie-nos a página de evidência do senhor Olavo para que possamos debatê-la. Preferencialmente em outro artigo.
  • André Luis  27/02/2013 18:13
    A associação do Olavo, e replicada pela olavete anônima, é infantil.
    Liberdade de expressão significa admitir que quem quer que seja possa falar o que quer que pensa. Independentemente de seus vínculos ou associações. Leis que restrinjam direito de alguém se expressar são totalitárias e despóticas. Dai porque, mesmo que a CLT da Yoani estivesse carimbada pelo Soros, ainda assim ela tem o direito natural de se expressar. E ponto.
    Há bastante tempo o Olavo se perdeu, seus escritos pecam em qualidade e coerência, sendo visíveis a adulteração e falsificação das fontes. Essa é a minha opinião e acredito que não são os poucos que já se aperceberam disto.
    Eu diria que, como polemista, o Olavo é um grande astrólogo.
    Espero que o anônimo replique com a fonte para podermos analisá-las adequadamente.
  • Leandro  27/02/2013 18:38
    Esse negócio de "liberdade de expressão" é um dos maiores engodos já criados, pois dá margem a vários tipos de totalitarismo. Não existe liberdade de expressão; existem apenas direitos de propriedade.

    Você, utilizando seus meios de comunicação, pode falar o que quiser. Porém, utilizando os meios de comunicação de terceiros, falará apenas aquilo que os proprietários permitirem. Na sua casa, você fala o que quiser. Na minha, você fala apenas o que eu autorizar. Em seu blog, você escreve o que quiser. No site de outros, você escreve apenas aquilo que o proprietário permitir.

    Frequentemente alguns vagabundos, oriundos da esgotosfera, vêm aqui neste site vomitar asneiras. Quando são devidamente expulsos, saem reclamando que somos contraditórios, pois somos libertários mas não permitimos a liberdade de expressão. Claro. Isso aqui é nossa propriedade privada. Aqui só entra quem a gente quer. Da mesma forma que você não dorme com a porta da sua casa aberta, pois sabe que os baderneiros invadirão e destruirão tudo, aqui também somos seletivos quanto a quem fala o quê.

    Quanto à sua crítica ao Olavo, ela não procede, pois o mesmo escreveu um artigo em defesa da Yoani:

    www.dcomercio.com.br/index.php/opiniao/sub-menu-opiniao/105322-em-torno-de-yoani-sanchez

    Sobre a questão da "liberdade de expressão", veja este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=619
  • Pedro.  28/02/2013 12:38
    Leandro,
    não é um engodo tão grande se olharmos um outro lado.
    Concordo plenamente com o direito de expressão dependente do direito de propriedade. Voce foi perfeito nesta questão desde que tal se dê nos limites de propriedade particular. Contudo, a defesa do direito de livre expressão defendido no caso da blogueira NÃO ESTA REFERINDO-SE A EXPRESSÃO EM NEIOS PRIVADOS.

    Vejamos, um exemplo bem fácil de COERENTE DEFESA DO DIREITO DE LIVRE EXPRESSÂO que nada tem com direito de propriedade:

    O José abre um jornal e quer escrever sobre determinado assunto. Isto é um caso de direito de livre expressão, já que josé não esta violando propriedade privada de ninguém.
    Se o governo ou qq grupo tiver a pretensão de impedir José de EXPRIMIR SUAS OPINIÕES esta configurado a violação ao direito de livre expressão do José. Portanto, sua observação não se aplica a José e nem mesmo a Yoani. O que foi defendido FOI EXATAMENTE O DIREITO DA BLOGUEIRA SE EXPRESSAR POR SEUS PRÓPRIOS MEIOS e pelos meios que legitimos proprietarios assim consentirem. Ou seja, a liberdade de expressão pode ser violada, SIM, e NÃO HÁ ENGODO ALGUM NISSO.

    Essa liberdade de expressão é que é defendida - LIBERDADE COMO NÃO COERÇÃO OU OPRESSÃO, um sentido negativo - e não a fajuta "liberdade" de sentido positivo, tão estupida que para ser defendida tem que violar a liberdade alheia, o direito alheio. fato que por si só ja demonstra a estupidez de se entender liberdade como um exercício de potencia e não como a proibição de tal exercicio a fim de, justamente, não violar o direito alheio. Aliás, liberdade, justiça e direito se relacionam inseparavelmente. Daí eu discordar da alegação do brilhante filósofo sobre que direito gera obrigação; NÃO! Direito gera PROIBIÇÃO! Direito é aquilo que não pode ser violado, e há SIM o direito mesmo sem garantia, já que inerente ao individuo: o direito à vida é inerente ao individuo inofensivo, e nada tem com o governo garanti-lo ou não, ele existe mesmo sem ser respeitado, tal qual como todos os direitos naturais. Aliás somente o detentor de um direito é legitimo para concede-lo a outros, graciosamente ou em uma troca combinada espontaneamente. Não é cabivel, pois que também CONTRADITÓRIO, alguém ou um governo ATRIBUIR DIREITO DE UNS SOBRE OS OUTROS, seria como se o governo fosse o detentor único do direito sobre a vida dos indivíduos, logo tendo o direito de comanda-los e apropriar-se e conceder a outros os frutos do trabalho individual. Infelizmente assim roda o mundo, onde a força efetivamente impõe ser chamada de justiça. Essa é a realidade e não a verdade natural, já que uma realidade imposta por ela mesma, A FORÇA. ...Essa é uma não muito longa questão, bem fácil de entender, mas não simpática a simpatizantes do Estado utilitário e não ético.

    Forte abraço
  • Leandro  28/02/2013 13:03
    Correto, Pedro. Eu estava me expressando mais em termos gerais, sem ter em mente o imbróglio da Yoani. Acho que fui levado a dizer o que disse pelo fato de diariamente ter de aguentar chiliques de esquerdistas que vêm aqui ofender e poluir, e, ao serem devidamente escorraçados, saem fazendo beicinho e postam denúncias caluniosas nas redes sociais dizendo que somos incoerentes por nos dizermos liberais e não darmos "liberdade de expressão plena" em nosso site. Concordo com tudo o que você disse.

    Abraço!
  • Pedro.  28/02/2013 13:43
    Leandro,
    entendi perfeitamente e percebi a questão. Estes chiliques efetivamente incomodam, apesar de por vezes serem divertidos.
    Apenas aproveitei a oportunidade para não deixar espaço para um mal entendido passivel de utilização por deturpadores. O direito de propriedade é inerente ao individuo e decorrente da liberdade, assim ninguém em nome da liberdade poderá reivindicar violação da liberdade alheia em beneficio da própria, pois estaria reivindicando a liberdade através da violação desta. Ora, por esta incoerência se pode perceber que liberdade não pode ser definida em sentido positivo, tão pouco o direito. Todos podem ter direito de viajar, mas isso não implica em que realizar tal direito por vias externas, só pode exigir a garantia de tal direito aquele que puder realilaza-lo por meios próprios. Da mesma forma só se pode ser libre por meios próprios: exigir potência alheia para realizações próprias é violar o direito alheio e consequentemente a liberdade alheia.

    As idéias de liberdade foram minadas por falácias, empulhações difundidas eficientemente, deturpações na linguagem a fim de apropriação indebita de conceitos cristalizados no senso comum e etc.. O Poder não é um acaso, mas já possui grande força de inércia.

    Um forte abraço
  • anônimo  27/02/2013 18:34
    A denuncia não é um delirio olavista, mas feita por um cubano exilado Juan Cuellar - um real defensor das liberdades individuais - que trocou palavras com Yoani e descubriu uma série de controversas sobre o que ela diz e como age, incluindo um texto original retirado do Generacíon Y onde ela afirma ser progressista e propõe novo "diálogo" com o regime, para uma "renovação".

    porcubaparacuba.blogspot.com/

    Yoani não milita em defesa da liberdade de expressão plena, já que ela é em suma um agente de desinformação muito bem criado por Soros. Yoani quer trocar Castro por "social-democracia" ou como dito muitas vezes nesse blog, capitalismo de cumpadres com apoio óbvio de Obama, claro. E isso não significa ir em defesa da liberdade mas do combate à ela a qual ja estamos habituados com um Estado coercitivo e compadecido de nós, pobres mortais assistindo o espetaculo enquanto os organizadores riem às nossas costas


  • Bruno D  27/02/2013 20:14
    Eu ia comentar, mas vc já disse praticamente tudo.

    Os outros ativistas (que poucos conhecem) apesar da violencia recebida como castigo em prisões, seções de tortura, ataques a família etc. Não são divulgados pela mídia e muito menos estarão por aí em uma turnê mundial.

  • anônimo  27/02/2013 18:38
    Desculpe, aqui estão os links originais do artigo:

    porcubaparacuba.blogspot.com.br/2011/07/quienes-estan-detras-de-yoani-sanchez.html

    porcubaparacuba.blogspot.com.br/2011/07/quienes-estan-detras-de-yoani-segunda.html

    porcubaparacuba.blogspot.com.br/2011/07/quienes-estan-detras-de-yoani-terceray.html

  • Lopes  27/02/2013 19:12
    Sob as pontuações do Leandro, especifico o objetivo de tal manifestação do Líber e ressalto que a liberdade de expressão, assim como todas as outras, deve encerrar frente às outras.

    Perdoe-me se não fui específico, mas se nossa manifestação não tivesse sido válida dentro da biblioteca cultura, por exemplo, teria sido compreensivo pois a mesma exerce uma real propriedade sobre seu estabelecimento. Entretanto, estando o direito do estado sobre seu território e sobre a vida daqueles que nele habitam estabelecido legitimados formalmente apenas pela constituição(Que curiosamente é um documento de sua autoria) de seu território e informalmente pelos guardas armados do regime.

    Sobre a manifestação em prol da liberdade de expressão na livraria, creio que grande parte dos membros estavam cientes das responsabilidades de tal. Não é um labor hercúleo discernir entre "invasão de propriedade para fins artísticos"(Eufemismo para pichação ilegal) e ter o direito de utilizar sua própria propriedade para aquilo que deseja.

    Dedico esta postagem apenas para especificar qualquer mal-entendido que possa ter gerado algum tipo de reação opositória não-intencionada entre aqueles que leram minha postagem. Confesso que não sou fã do senhor Olavo de Carvalho por uma série de má-experiências que tive no passado com seu trabalho intelectual, entretanto, avaliarei qualquer clamo escrito ou apoiado por ele em virtude do quão forem precisas e reais suas evidências. Farei a análise assim que tiver tempo.

    Bem, obrigado.
  • Marcus Benites  27/02/2013 23:56
    Sem entrar na questão "pró ou contra Olavo", que não é a minha (por conhecer pouco do que escreveu), nem julgando a atuação de grupo X ou Y no caso Yoani, mas me atendo especificamente a ele, não há como não entender que aquilo que houve contra a blogueira não tenha sido uma agressão pura e simples sobre a liberdade dela e de várias outras pessoas.

    Sob a ótica da lei a que estamos subjugados (infelizmente), há o tal "direito de expressão" e ele foi violado. Ou seja: aqueles que sempre defendem o monopólio estatal da lei, que acham que deva existir um governo-juiz, etc, estão sendo incoerentes e hipócritas ao criticar os que queriam a livre expressão da cubana, uma vez que o direito a ela está na lei que tanto amam...

    Sob a ótica da lei que gostaríamos que existisse (a explicada pelo Leandro), a de que há, apenas, direitos de propriedade (com o que concordo inteiramente), houve, também, crime. A cubana era convidada de entidades e grupos que bancavam os eventos. Alguns deles, por exemplo, deveriam ter ocorrido em livrarias. Logo, os donos dos espaços ou locatários, ou responsáveis por eles, queriam que ela se expressasse. No entanto, ela foi impedida e a propriedade de outras pessoas foi desrespeitada. E isso tudo com a polícia/justiça estatal e monopolista batendo palmas, não seguindo a própria lei.

    Yoani ser ligada a Hitler, a Stálin ou ao capeta, no caso, era o que menos importava para se analisar se ela "deveria ter o direito de falar ou não". A questão, como a maioria das coisas, é bem mais simples do que parece (ou convenientemente querem fazer parecer).
  • Marcos  28/02/2013 12:35
    Ao que parece, pouca gente leu ou entendeu o texto do Olavo. Ele ligou a Yoani sim ao projeto globalista, o que faz todo sentido se considerarmos o dinheiro e o poder que ela tem para escapar a censura do regime. Mas ele também escreveu que o que ela faz atualmente é benéfico para Cuba. Suas intenções futuras certamente não são iguais as nossas, mas no momento o que importa é o fim de um regime totalitário. Não devemos apoiar os comunistas que a perseguem, mas também não devemos coloca-la como algum símbolo da direita, o que ela não é. Ao que me parece, o Liber jamais o fez. Pelo contrário, agiu de modo correto ao confrontar os militantes, evitando a espiral do silêncio. É preciso lutar contra o atual estado de coisas.

    Errados foram alguns que se apressaram em liga-la ao regime. Como o próprio Olavo falou, não cabe condenar alguém como agente infiltrado somente porque suas idéias não correspondem totalmente com as nossas.
  • Pedro.  27/02/2013 15:38
    Tentando racionalizar uma questão:

    Se o foco, pretensamente, legitimador de uma moral for um fim que se pretende atingir através de meios ligitimados por esta moral...

    - digo no sentido de a moral estabelecer o certo e errado segundo o arbítrio desconexo (sem lógica) de como devem ser as relações entre os individuos e grupamentos para que o objetivo vislumbrado/apregoado seja, pretensamente, alcançado: ou seja, esta será uma moral ideológica, onde se defende um conjunto de idéias sob a suposição de que assim se alcançará um objetivo coletivista para uma comunidade, um pretenso "bem comum", segundo a subjetividade do proponente e seu séquito, ou mesmo para se alcançar uma salvação ou um nirvana qualquer. Enfim, uma moral arbitrada segundo o achismo das lideranças que propõem um conjunto de idéias para conduzir a um "objetivo supremo", um fim justificador de todos os meios então assim legitimados pela moral arbitrada em conformidade com a ideologia "salvadora" ou estapafurdiamente "libertadora" através da completa servidão às lideranças, submetendo-se todos a todas as deliberações por estas lideranças comunicadas (isso é dialético ...rs): a moral arbitrada para legitimar meios que alegadamente levam aos paraísos terrenos ou no além. Sempre uma promessa de um futuro sem data: a cenora na ponta da vara amarrada na cabeça dos burros.

    ...teremos que os fins legitimarão a moral que legitimará os meios, ou seja: apregoados fins serão sempre a razão para se estabelecer os meios através de uma moral arbitrada para legitimar toda e qualquer deliberação em nome de todo e qualquer fim, então redentor.

    Ora, o UTILITARISMO econômico pode então ser reivindicado perante as massas sedentas de ideologias salvadoras e pouco afeitas a reflexões complexas sobre questões de cunho empirico. Assim, a defesa do utilitarismo ou consequencialismo como guia moral será a justificativa legitimadora para toda sorte de experimento apregoado como salvador ou "libertador" da humanidade sob a promessa de um paraíso ou nirvana.

    Fica evidente que o foco na utilidade da liberdade não é o melhor caminho, posto que muitos concebem ideologias ao alcance de qualquer animal a fim de se fazerem lideranças e assim usufruirem das delicias do poder, seja em busca de desfrute material e/ou de moldar o ambiente às suas manias e conveniências psicológicas: o Poder, a adulação alheia, a reverência à sua superioridade, a obediência a suas deliberações como se fruto da superioridade (espertalhões, frustrados/recalcados e megalomanos, são pródigos na profusão de ideologias onvenientes, prontamente adotadas por tolos, maníacos, ressentidos, invejosos, ciumentos e salafrários de todos os matizes).
    Não é a melhor idéia focar no utilitarismo para defender a liberdade. Os adversários da liberdade igual para todos ao defenderem suas ideologias antes focam na moral utilitária e só assim preconizam suas arbitrariedades legais. É a moral (arbitrada segundo o fim "justo socialmente") que dá suporte à ideologia. Daí que as ideologias seduzem com grande facilidade, posto que oferecem paraísos sob a promessa de procedimentos simples para serem atingidos: entender como ganhar é sempre mais fácil que entender como produzir ou entender como conseguior roubando é mais fácil do que entender como conseguir trabalhando.

    A liberdade deve ser defendida sobretudo porque é JUSTA, justa sem sufixos ou prefixos. Defendida a moral como um absoluto ético, baseada em principios axiomáticos, então se poderá facilmente obter o apoio da razão mesmo dentre os tolos, ficando apenas o combate aos salafrários e recalcados, certamente uma minoria, mesmo que considerável, mas uma minoria.

    "Até quando as pessoas de bem ficarão a mercê dos canalhas? ...até o dia que as pessoas de bem tiverem a ousadia dos canalhas" (B. Mandeville)

    É curioso como se acusa "agentes da CIA" em histéria estupides e do outro lado, mesmo com as provas de financiamento e treinamento de revolucionários, não se afirma serem lacaios e agentes da KGB; como há expressões de horror e gritaria sobre a operação Condor e do outro lado a aceitação do Forum de São Paulo ...Claro que a mídia corrupta, conivente, é a grande operadora destas safadezas que chamam Hitler e Mussolini de "direita" como se partidarios de idéias do livre mercado e da propriedade privada, mesmo que tais líderes tenham sido empedernidos socialistas que defendiam a supremacia da hierarquia estatal sobre a população que cruia, investe, trabalha e produz. A midia (o novo clero) tem por função pastorear a população para que aceite o jugo da classe governante e seus cortesãos.
  • Patrick de Lima Lopes  27/02/2013 16:07
    Sigo na mesma linha do Gabriel Miranda sobre guerra fiscal. Após a leitura do artigo, fiquei intrigado se a tal disputa entre dois estados seria integralmente aceita devido a "certos recursos" que não são reduções de impostos e burocracia estatal utilizados pelo estado.

    Por favor, ajudem-me a exterminar alguns fantasmas e inseguranças:

    - Em uma guerra "fiscal", utiliza-se também o dinheiro público para a realização de obras de infraestrutura que convém para a criação de uma montadora, por exemplo. Subsídios também são uma arma válida. Em ambos os recursos de guerra fiscal supramencionados, o estado(Que no contexto atual, possui poder para tais) estará retirando recursos do resto da sociedade e entregando-os aos amigos do rei. Tal ação, se possível, não tornaria a economia menos produtiva e mais corporativista?

    - Imaginem um cenário fictício onde a carga tributária para o estabelecimento de uma empresa em qualquer setor é de 50%. Vamos supor que o setor A receba um corte em tais tributos para 0%, isso não geraria uma distorção no uso de recursos escassos e capital?

    - (Pergunta sobre protecionismo) A empresa de carros A vende seus produtos em um país X, recebendo lucros grandes. Desejando gerar empregos, o governo de tal país força a companhia a produzir veículos apenas se utilizar peças fabricadas no país X. Qual será o impacto sobre toda a economia(Incluindo ao consumidor, que será espoliado)?
    Qual a melhor forma de calar os defensores apaixonados de Vargas que insistem em dizer que tal intervenção supra-citada não gera qualquer consequência negativa à economia?

    - O combate contra a proliferação do Aedes Aegypti é erguido pelos socialistas da USP como um grande exemplo do sucesso tido pela intervenção estatal quando essa se sobrepõe aos direitos individuais. Eles afirmam que se não fosse o "individualismo capitalista" da nossa sociedade, outros problemas como saúde(Eles clamam que seu fracasso é decorrente da falta de fundos, entretanto, basta ler qualquer artigo sobre a ausência da mecânica do lucro para refutá-los) poderiam ser resolvidos. Qual é a melhor forma de refutar o "Argumento da Dengue", que insiste em fortalecer a carta branca do estado para a invasão dos direitos dos indivíduos em prol do "bem comum"?

    - Trabalho na área de medicina e uma questão sobre medicamentos sempre me aflige. Sabe-se que antibióticos costumam realizar uma rápida seleção artificial de microrganismos resistentes a eles na população caso utilizados constantemente, inutilizando-os. Concordo que nenhuma companhia gostaria de ver seu produto sendo inutilizado e que tomariam medidas para que os antibióticos fossem utilizados com variedade máxima, diminuindo enormemente as chances de seres resistentes surgirem. Entretanto, sem o poder estatal, quem me impediria de fugir do acordo entre as empresas e ganhar dinheiro fácil vendendo tais antibióticos sem qualquer critério?
    É válido ressaltar que, atualmente, poucas ações práticas de sucesso são tomadas de fato pelo estado para impedir a validez de antibióticos. Entretanto, não consigo deixar de imaginar que uma regulação obrigatória e rígida(Em nosso cenário, seria infalível. Entretanto, na realidade, sabemos que não seria nem mesmo mais eficiente que o arranjo voluntário entre empresas) determinando a quantidade de antibióticos que cada indivíduo pode comprar, quando seu uso é válido, etc; seria um arranjo mais responsável para a preservação da saúde pública ao longo prazo.
    Gostaria da opinião dos usuários deste nobre site sobre o problema dos antibióticos e sobre a constatação de que um arranjo estatal perfeitamente incorruptível preservá-lo-ia melhor que o privado.
    (Sim, novos antibióticos sempre surgem. Entretanto, quem aqui já estudou sua engenharia deve estar ciente do quão complexo é criar um.)

    - Por que em Cuba, os hospitais públicos do povo são terríveis enquanto aqueles do PCC são absurdamente melhores? Isso não significaria que para funcionar um serviço público, basta que os burocratas desejem que funcione?

    - Se houver excesso de poupança em um determinado sistema e, consequentemente, crédito barato sem uma redução artificial apoiada por um banco central, seria possível a formação de uma bolha(Quando a quantidade de dinheiro direcionada a um setor evolui de forma crescente, sustentando um aumento de preços) e de um ciclo econômico sem qualquer tipo de intervenção governamental?

    - Uns adeptos de geógrafos esquerdistas vêm tomando espaço na Unicamp defendendo que a inflação no Brasil é consequência da exportação, que vem aumentando a quantidade de dinheiro na economia através do Currency Board do BACEN. Quando o banco central compra a moeda estrangeira em posse do sistema bancário, ele de fato cria reais e os adiciona às reservas fracionárias de tais companhias. A crença dos meninos da Unicamp está evidentemente incorreta, pois basta acompanhar a evolução vivida pelo dinheiro na última década para notar que sua expansão quantitativa nem mesmo teve como sua principal contribuinte a ação do Currency Board, mas sim a pura impressão monetária do BACEN. Entretanto, tal questionamento me levou a uma dúvida sobre o padrão do ouro. Se 1 dólar vale 1/20 de uma onça de ouro e uma libra vale 1/4, caso eu exporte, não estarei aumentando a quantidade de dólares em 5 e assim desvalorizando a moeda?

    - Sobre o BNDES, gostaria de uma avaliação AUSTRÍACA de suas ações em virtude de como oferece seu crédito e de onde retira fundos. Brigo muito com um professor de economia apaixonado por tal instituição que insiste em dizer que o Brasil seria só mato, serrado e caatinga se o mesmo não existisse(Como se os banqueiros privados odiassem dinheiro!). Qual é a melhor forma de calá-lo?

    - O planejamento central da economia é parte essencial da "economia marxista", correto? Perguntando a um pedagogo cuja mente parece não ter mudado após o fim da guerrilha da Araguaia, ele pareceu não conseguir responder à minha dúvida enquanto invocava de forma insana os jargões do marxismo.

    - É evidente de que o estado estatizar as crianças é uma posição anti-ética e uma entrega de galinhas ao lobo. Entretanto, não seria positivo retirar o filho de um radical islâmico de seu pai homem-bomba para que o mesmo não seja levado à auto-destruição com a simulação darwiniana dos comportamentos da família?
    Se houvesse um método científico e perfeito de criar crianças saudáveis de corpo e mente, seria uma atitude aprovada retirar crianças de seus pais e colocá-las em tal programa?

    Bem, por enquanto, é isso. Não gostaria que gastassem tanto tempo atendendo aos caprichos de um libertário novato sem muito tempo para estudar toda a riqueza do site e agradeço aos que terão paciência para exorcizar meus fantasmas.
  • Pedro.  27/02/2013 18:42
    A questão dos SE's e sua assimetria.

    Interessante que um lado, o lado que defende a liberdade igual para todos, tem sempre que responder a inúmeros SE's, mesmo aqueles SE's mais absurdos e mesmo impraticáveis.
    No caso há os SE's que tem origem no foco do bem estar, como SE coubesse ao Estado ou a ausencia dele, o fomento do bem dentre a humanidade. Ou seja, simplesmente se foca na ação em favor do bem, como se tivesse por certo e sem efeitos colaterais as medidas para, através da coerção ou inicio da agressão, se promover o bem generalizado ponto a ponto. Estranhamente não há questionamentos dos SE's sobre os males gerados

    Eu considero que JUSTO seria os defensores do Estado-Senhor, hierarquizado, soberano sobre toda a população também serem questionados com SE's e, cá entre nós, SE's que são mais praticáveis e mesmo observáveis na vida pratica.
    Se os membros do Estado, organizados em partidos de lealdade mútua em nome da hegemonia do Estado sobre a população, sendo eles os determinadores de de concursos públicos e responsáveis pela montagem das provas, rfizessem concursos de modo a colocarem nos cargos de Poder SOMENTE OS MILITANTES DA CAUSA, ALGO ASSIM COMO NO COMANDO DA IGREJA SÓ ENTRAM DEFENSORES DA EXISTENCIA DE DEUS; ou NUMA QUADRILHA DE BANDIDOS SÓ ALÇAM A CHEFIA AQUELES QUE DEFENDEM A BANDIDAGEM. Ora, isso é fácil de perceber como inevitável. Se o Estado é um me3io de se ter uma vida confortável escravizando a população, é certo que os beneficiários do estado defenderão sua existencia e Poder absoluto sobre a população. Fora isso, MONTADORES DE PROVAS PARA CONCURSOS QUE SEJAM COMPROMETIDOS COM PARTIDOS TEM O INTERESSE E MESMO AS ORDEM PARA COLOCAR EM POSTOS DE PODER OS MILITANTES DESTES PARTIDOS. Estes militantes terão grande dívida de gratidão não só com o partido que lhes garantiu a boa vida, mas também defenderão o Poder do Estado por dele usufruirem. Claro que os POLITICOS AMIGOS E MESMO OS CORTESÃO DO PARTIDO TERÂO TRATAMENTO PRIVILEGIADO no judiciário, na receita federal, na policia de elite e etc.. Assim, não veremos jamais a alta ghierarquia do partido e mesmo a alta militancia (os iniciados) pagando por seus crimes.
    É do interesse da organização a fidelidade dos integrantes e esta é conseguida dando a estes grandes privilégios sobre os súditos do Estado. Ou seja, aqueles que obtêm sua boa vida ou apenas sua boa renda em desproporção, ou não, ao trabalho realizado, tendem a se tornarem defensores da organização que os sustenta, PRINCIPALMENTE SE ESTA É UM MONOPÓLIO, O MONOPÓLIO DA FORÇA, DA VIOLÊNCIA, O MONOPÓLIO DA USURPAÇÃO DO TRABALHO ALHEIO, O MONOPÓLIO DA ESCRAVIZAÇÃO.

    Alongando e melhor refletindo sob esse raciocínio chegaremos a um ambiente onde a ESCRAVIDÃO, literalmente escravidão, SERÁ RESTABELECIDA. A hierarquia estatal passará cargos hereditáriamente (vide Cuba, Coréia do Norte... ...hehehe!), de modo que uma máfia, um clube fechado, imporá a servidão dos que envolvidos na produção aos envolvidos no exercicio do Poder, da violência, da agressão inicial.

    Seria de esperar que os defensores do estado totalitário, intervencionista, ou simplesmente o Estado Senhor Soberano sobre a população, de onde pretende-se que emane a luz, a verdade, justiça, e o maná para a humanidade sempre em nome do bem coletivo, sem importar-se muito com o mal produzido. Ou seja, o Estado para promover o bem dos humanos, quando deveria apenas se ater a impedir o mal PELOS humanos, impedir o inicio da agressão em veaz de inicia-la em nome do bem.
    Se o mal existir apenas para combater o mau, a tendencia é o desaparecimentgo deste, mas se o mal (inicio da agressão) for preconizado como meio de promover o bem, então o mau terá sempre seu posto garantido para promover o mal alheio em próprio beneficio e daquels que o garantam na impunidade, imune ao mal.
  • Leandro  27/02/2013 18:43
    "- Em uma guerra "fiscal", utiliza-se também o dinheiro público para a realização de obras de infraestrutura que convém para a criação de uma montadora, por exemplo. Subsídios também são uma arma válida."

    Uma coisa é incentivo fiscal. Outra coisa, completamente distinta, são subsídios. Incentivo fiscal, no sentido clássico, significa reduzir impostos, desonerar. Ao fazer isso, o estado está simplesmente retirando uma barreira que ele mesmo criou e que nem sequer deveria existir.

    Já quando ele concede subsídios, ele está tomando dinheiro de uns para dar a outros. Isso é achaque, privilégio, protecionismo. Completamente condenável.

    Incentivos fiscais sim. Subsídios nunca. São coisas totalmente distintas.

    Quanto ao resto, ainda terei de criar energias e arrumar tempo para comentar. Espero que outra boa alma o faça em meu lugar.
  • Patrick de Lima Lopes  27/02/2013 19:01
    Leandro, grato. Mas não há a necessidade de seu esforço completo. Retirarei alguns dias para buscar artigos no Mises Institute e por aqui que possam atender a alguns questionamentos. Outros podem ser respondidos por facções dedutivas.

    Estando cercados por típicos juristas, típicos pensadores e típicos filósofos, deduz-se que todos aqueles que ousam refutar o planejamento central enfrentarão desafios lógicos injustos. Como disseste em um artigo antigo, iniciamos o debate sempre em desvantagem. Estranhamente, não cabe ao planejador central o ônus da prova da argumentação que utiliza para tomar os direitos de outros indivíduos, mas sim a quem ainda insiste em deixar as pessoas em paz.

    Conheço meus fantasmas melhor que qualquer um usuário do IMB, apesar de ser o melhor para enfrentá-los, o auxílio de outros é essencial. Como disse Rothbard em seu livro de educação, não há aula de um homem; todo conhecimento aprendido de outro deve ser feito por via direta ou indireta. A condição mínima para qualquer um que deseje apoiar a liberdade é que seja capaz de construir suas próprias refutações. A ajuda externa as enriquece e as torna mais precisas.

    Pois bem, também espero pelas opiniões de tais boas almas.
  • Pedro.  27/02/2013 20:43
    Guerra fiscal é como uma concorrência de preços: os estados reduziriam tributos para atrair investimentos.
    Quanto aos subsidios, estes deveriam ser PROIBIDOS por SEREM INJUSTOS, DESIGUAIS. Ou seja, trata-se de ARBÍTRIO, de ausência de principios.
    Os governantes se dão o privilégio de tratar discricionáriamente os empreendedores. ESSA É UMA DESIGUALDADE DA QUAL NÃO SE FALA.
    Não deveria ser admissivel um governo fazer qualquer tipo de concessão a uma empresa ou investidor, que não estivesse disponível a todos os demais: se não pode ser para TODOS que não seja para nenhum.

    Pegando uma carona, ressalto a desigualdade de tratamento com que os negócios politicos se fazem. Chega ser ridicula a idéia de que "todos são iguais perante a lei" quando as leis, ELAS MESMO, estabelecem o tratamento desigual, concedendo privilégios a uns e outros, estabelecendo até mesmo o procedimento juridico diferenciado.

    Enfim, o que há é um amontoado de arbitrariedades e nem mesmo os donos do Poder respeitam suas leis, nem mesmo constituições são respeitadas, tudo é um enorme teatro, sobretudo pantomimas juridicas, onde "cada cabeça uma sentença" e eu completo: "favorável aos amigos e tirânica contra os inimigos".

    É o absolutismo de batom e cilios postiços.
  • Juliano  27/02/2013 19:35
    Uma abordágem que sempre uso pra decidir qualquer dilema é ver como o mesmo problema é tratado na esfera internacional. Não existe um governo superior aos estados nacionais e, normalmente, na esfera internacional, impera o princípio da não iniciação da agressão.

    A gente acha legítimo ao Brasil invadir um país vizinho se lá os pais não mandam os filhos para as escolas que os brasileiros aprovam? E se lá os pais acharem que seus filhos devem todos virar homens-bomba? E se nosso país vizinho não tiver nenhum controle sobre a utilização de antibióticos? E se não combaterem os mosquitos da dengue?

    Como normalmente os países se comportam? Um mecanismo aceitável é o boicote. Se vc faz uma coisa que acho repugnante, paro de fazer negócios com vc. Além disso, também começo a incentivar os outros a fazer o mesmo. Também posso parar de fazer negócios com quem faz negócios com vc.

    Em último caso, se vc faz algo que pode me ameaçar, mesmo que seja em seu território, posso cogitar invadí-lo. A ameaça tem que ser muito real e esse teria que ser o último recurso. Perceba que esse tipo de conduta seria uma forma de defesa, não uma forma de fazer vc se comportar como eu acho que vc deveria.

    Não existem respostas definitivas e, em qualquer caso, existem vários tons cinza entre o preto e o branco. Os estadistas têm uma grande vantagem à sua frente por contar com o senso comum. Não precisam de todas as explicações e, como disse o Pedro, não precisam responder a todos os SE's possíveis. Somos nós que temos a ingrata tarefa de desafiar o status-quo. Sempre brinco que se o governo tivesse o poder de emitir uma licença para quem pode ou não entrar no mar e a gente propusesse acabar com isso, com certeza ouviríamos: "e se o cara entrar no mar sem saber nadar?", "E se o cara entrar no mar sem saber nadar e levar uma criança?", "E se ele tentar afogar alguém?"
  • anônimo  27/02/2013 20:33
    Brilhante no úrtimu ao levantar a questão das relações entre Estados.
    Os senhores se relacionam entre si de forma muito diferente daquela relação que têm com seus escravos.
    Juliano foi perfeito!
    Ora, SE achamos que o país tal não tem as mesmas leis que temos, deveriamos ataca-lo? ir lá nele falar mal do seu governo? propor que lá o tal de povo elegesse os nossos governantes?
    Ora, é claro que isso levaria a desunião dentre os governantes, todos estariam tentando usurpar uns aos outros e o recurso seria a força, o confronto e certamente poderia ocorrer de um país mais forte (Os EUA qdo tinham a bomba atômica sozinhos poderiam ter tomado o mundo) impor seu governos a todos os demais, logo fazendo-se o único produtor e utilizador de armas, por exemplo, para garantir que não poderia ser superado.

    São muitos SE's. Contudo, estes governantes propagandeiam a moral do "RESPEITO A SOBERANIA ALHEIA", diga-se à soberania de outros senhores, tal qual senhores de engenho respeitavam-se mas não aos seus escravos, sobre quem arbitravam. Violam a soberania dos súditos, mas não admitem que outros que possuam mais força, imponham a eles suas vontades, como fazem com seus povos. Aliás há até a soberania aérea, até mesmo para sobrevoar um pais é exigido o respeito à propriedade dos governantes deste. A idéia de propriedade dos politicos é absolutamente radical.

    Há uma moral que regula as relações entre Estados, os proprios povos se encherão de repulsa nacionalista contra usurpadores do governo estabelecido. Essa propaganda moral, faz com que os povos não admitam que seus governantes sejam usurpados ou submetidos à vontade de outros, sentem-se ofendidos e humilhados, ...mas curiosamente não se ofendem PELO FATO DE SEREM SUBMETIDOS À VONTADE DOS PRÓPRIOS GOVERNANTES E POR ELES EXPLORADOS. É uma aberração sentimental, aceitarem o próprio jugo, mas não aceitarem que seus senhores sejam subjugados a outros. ....Isso decorre da propaganda moral!!!

    Não diferente, os politicos defendem a democracia como um mercado livre para eles disputarem eleitores, se elegerem e usufruirem das delicias do Poder. Essa propaganda dos interessados na disputa politica não é levada ao mercado de bens e serviços.
    SÃO CONTRA A DITADURA POLITICA (dos outros), MAS A FAVOR DE UMA DITADURA SOCIAL (ditadura social seria uma boa expressão, já que não impõem apenas uma ditadura econômica, pode até ter um bom efeito politico: Lembrar que estes totalitários bem sabem manipular e criar expressões marketeiras, mesmo que vazias de significado, fato que não acontece com essa que tem perfeita significação).

    Imagine-se na politica usar o que preconizam para a economia:
    Os partidos menores, com menos eleitos, recebendo mais verbas e tempo na TV.
    Os partidos pobres podendo violar os periodos de propaganda eleitoral.
    Os partidos maiores sendo regulamentados e proibidos os "carteis partidários"
    ...e etc. etc. etc.

    (Democracia é quando mandamos nos outros, ditadura é quando mandam em nos)

  • Filipe Celeti  27/02/2013 18:22
    Ótimo texto sobre um tema que abordei numa perspectiva não-libertária na graduação.

  • anônimo  27/02/2013 21:30
    Daonde foi traduzido este texto?
  • Pedro  27/02/2013 23:29
    Senhores, sou entusiasta das ideias neste site apresentadas. Cada vez mais, acredito que a orientação política de uma pessoa, sobre o eixo do libertarianismo, é genética e, por isso, hereditária. Acredito, também, que existe uma "massa crítica" de "não-libertários-naturais", um número mágico, uma parcela mínima da população de um país que tenha essa orientação, capaz de "estragar" este mesmo país, estragar a vida dos outros habitantes. Esse número mágico - na verdade, um número maldito - varia dependendo de outras variáveis, sendo que uma correlação negativa notável certamente ocorre com o nível tecnológico e agilidade das comunicações disponível a essa população (que é crescente, em geral). Ou seja, com o tempo, essa parcela mínima da população, capaz de destruir o país, tende a ser cada vez menor. Isso é trágico, pois a hereditariedade da orientação tende a manter a proporção aproximadamente constante. Não sei se os que estão no "meio do eixo" (indecisos ou não convictos) são em número suficiente para que, sendo cooptados pelo lado direito por uma propaganda libertária seja muito eficiente, sejam capazes de sobrepujar a "massa crítica".

    Conclusão 1: Um país de merda (perdoem a grosseria) será sempre um país de merda.
    Conclusão 2: O número de países de merda é crescente.

    Onde eu quero chegar:

    Dado que nossa vida é curta e, aparentemente, uma só, vale a pena se estressar com a "situação"? Ou é melhor se adaptar ao sistema sabendo que nada vai mudar, a não ser pra pior? Devorar ou ser devorado? Se preparar para viver com sua família em outro lugar menos agressivo e odioso? Ou se infiltrar no sistema e pegar seu quinhão?

    Em suma, "resolve seus problemas e que se exploda o resto"?

    Ou alguém ainda acredita, realmente, que há esperança?

    Se, pelo menos, alguma de minhas premissas puder ser falsa...
  • anônimo  28/02/2013 00:05
    Game the system, get rich, get out. Galt style.
  • anônimo  16/09/2014 14:40
    Quanto mais penso mais forte se torna a idéia de que essa é a única solução viável no prazo de 50 - 60 anos.
  • Danielbg  28/02/2013 00:22
    Pedro, eu sou uma pessoa otimista por natureza, mas sempre bate um desânimo ao ver as pessoas defendendo coisas irracionais com mero fundamento emocional, sem base lógica e coerência. Pessoas que se comprazem em ter coleção de livros de socialismo, Marx, etc. e sequer querem ouvir alguma crítica, pois vivem de pressupostos "incontestáveis", ou seja, julgam que conhecem a antítese e que esta não prospera.

    Na verdade, os socialistas não querem conversa, não querem discutir, apenas querem impor, eles não vão dar direito de resposta para ninguém! E ainda que vc apresente coerentemente argumentos, dificilmente irão aceitar por causa do sofisma a que foram submetidos intensamente.

    Eu trabalho com socialistas e eles não ouvem, não conversam, não importa quão sensata seja a sua resposta, para eles de uma forma misteriosa e inexplicável o socialismo é a resposta. Julgam que o governo é necessário e pronto, simplesmente pq foram ensinados assim. Mesmo os que se dizem de direita acham que o governo tem um papel importante.

    As pessoas odeiam as outras que tem lucro, elas odeiam ver alguém enriquecendo pq teve uma ideia genial e prosperou. Elas não aceitam pessoas ricas, não aceitam diferenças, embora elas se gabem em estar num nível social "mais alto" que a imensa maioria do Brasil.

    Outros afirmam que é necessário um equilíbrio entre liberdade e governo, mas isso é impraticável. A existência de ambos é um paradoxo, o governo sempre vai querer interferir mais nas liberdades individuais!

    Ao mesmo tempo eu me cobro por não ter conhecimento suficiente, por não saber por completo a teoria libertária e por ter resquícios de raiz estatal em minha lógica. Procuro ler a cada dia os artigos e comentários, o q tem trazido luz a passos de tartaruga.

    Espero que o Mises prospere e haja um curso de economia libertária, ainda que não reconhecida pelo MEC, para que muitos sedentos por liberdade venham a se resguardar daqueles que propagam uma doutrina de "escravidão" e miséria.

    Há esperança? Tb me pergunto isso, complicado, dias difíceis...
  • Pedro.  28/02/2013 13:27
    Danielbg,
    não coloque escravidão entre aspas, pois efetivamente oq socialistas defende é a escravização dos capazes. Ou seja, defendem que todos vivam segundo a vontade deles e esta é exatamente o arbítrio sobre todos, a violação do direito natural de todos. Assim, certamente os capazes serão os mais escravizados, pois que além de sujeitos a vontade alheia, dos governantes em conluio, serão os mais explorados economicamente.

    O socialismo é escravocrata, pois que em essência defende o "direito" de uns sobre os outros. Usar a força para tomar os frutos do trabalho alheio é roubar, roubar continuamente é explorar, criar um ambiente onde possa continuamente tomar dos que produzem o seu produto, forçando-os a produzirem para viver IMPONDO-LHES a concessão dos frutos de seu trabalho sob ameaça de lhes ser causado um mal ainda maior que tal concessão, sem que tenha havido qualquer acordo espontaneo neste sentido É ESCRAVIZAR, LITERALMETE ESCRAVIZAR. O q os governos fazem é escravizar a população para o deleite da hierarquia estatal que IMPÕE não apenas a usurpação economica, mas também SUA VONTADE SOBRE OS SÚDITOS EM TODAS AS QUESTÕES: ESTAR PLENAMENTE SUJEITO ÀS DELIBERAÇÕES DE OUTRO INDIVIDUO OU GRUPO, É ESTAR SOB ESCRAVIDÃO. Literalmente escravizar, sem aspas.

    O que caracteriza a escravidão não é só o trabalho usurpado, mas sobretudo o controle sobre a vida alheia, o apropriar-se do corpo alheio e deliberar sobre ele. Escravidão é estar sujeito à vontade alheia SOB AMEAÇA DE MAL MAIOR IMPOSTO POR QUEM ASSIM O SUBMETE, sem que TENHA HAVIDO QUALQUER ACORDO ESPONTANEO NESTE SENTIDO. Ou seja, é o INICIO DA AGRESSÃO ou AMEAÇA DE INICIAR A AGRESSÂO a fim de se APROPRIAR DA VIDA ALHEIA COMO MEIO DE SATISFAZER A PRÓPRIA VIDA.

    ...Não há como negar que é exatamente isso que os governos fazem, o Estado Soberano sobre a população: O Estado chega mesmo ao ponto de impor o alistamento e a morte em combate sob a ameaça do castigo ao desertor ou desobediente à vontade dos governantes. O Estado se apropria da vida dos súditos, e sobre ela delibera segundo suas conveniencias como organização dominante.

    Há que se usar as palavras certas, por mais chocantes que possam ser. Usa-las corretamente e não apenas para manipular, como fazem os socialistas ou totalitários.
  • anônimo  01/03/2013 11:07
    Tambem ja tive de lidar com gente assim. Eles não entendem absolutamente nada de economia, na verdade decoram chavões prontos de fácil assimilação como "meios de produção" e "mais valia". Eu pedi para que me explicassem como funcionaria uma economia socialista e não sabem como explicar de ponta a ponta. O máximo que vão dizer é "leia O Capital". Eles consideram que Marx refutou Adam Smith e a historia da economia teminou ali e que todo resto é uma constante luta de classes que levará ao Socialismo em qualquer forma.

    O marxista é mais emocional que racional. Ele é incapaz de auto-crítica, gravita em torno da auto-enganação e do contraditório e mesmo assim não desiste. Você pode convencê-lo de que está errado mas ele vai sacar alguma frase da Marilena Chauí fazendo analogia sobre o quarto de empregada e Casa Grande e Senzala, vai falar dos vendedores e poncan nas ruas de SP e declarar que o mundo é injusto.
  • Pedro.  28/02/2013 12:59
    Infelizmente voce esta certissimo.
    Contudo, a vaidade que tantos males causa e permite é também a solução. A moral é exatamente isso, pois que ataca a vaidade.
    Uma coisa interessante é que os revolucionarios socialistas - na verdade reacionários, como bem o disse Nietzsche - sempre foram hostis aos divergentes, contudo sempre foram tolerados como amigos excentricos. Essa aceitação deles por todos e a rejeição destes aos divergentes, tornaram tal ideologia safada um bom refugio para estar bem com todos. Eles recebem ostensivo apoio de seus pares e poucas críticas dos divergentes; eles afirmam que seus divergentes são canalhas ganaciosos e malvados, mas seus divergentes os chamam de romanticos ou bem intencionados, de grande coração, mas tecnicamente errados. Ora, por mais que sejam perversos e nocivos, obscurantistas safados, possuem em seu favor um certo apoio moral que atrai inseguros. Um canalha sempre se vestirá com boas intenções para praticar suas safadezas, isso atrai canalhas e os totos que querem esse valor moral da bondade. Afinal, gostar dos probres, dos fracos e até dos perversos é valorizado pela moral propagandeada. Amar o próximo e sobretudo o mau é o top da moral estabelecida pela propaganda. A moral valoriza o individuo no meio, e a vaidade é exatamente o desejo de ser "BEM VISTO" no meio ou apenas "visto como superior", alguém melhor, alguém com méritos supremos. Essa moral sobrepôs o valor da bondade ao da honestidade e essa é a razão de tanto mal em nome do bem, afinal basta afirmar a pretenção de beneficiar para já estar automaticamente louvado pela moral propagandeada eficientemente. A renuncia a si mesmo, o ascetismo, é o top moral. Assim, altruismo é sacrificar-se por outros, mas por mais que beneficie outros se também se beneficiar, já não é altruista, é apenas um egoísta que não se prejudica por outros, desejando apenas o próprio beneficio.
  • Vinicius Costa  28/02/2013 02:37
    Considero suas duas conclusões erradas porque partem de um princípio falso. Pessoas não são somente a sua genética, porque se fossem não faria sentido alguém ter responsabilidade pelos seus atos.

    Quanto a sua dúvida, cada um cada um.
  • Pedro.  28/02/2013 13:50
    Eu não vejo como algo genético, mas há o componente da personalidade. A índole do individuo lhe é inerente, poderá ser contida pelo meio ou incentivada.

    Acho que houve certa confusão com genética por parte do outro Pedro (assinarei Pedro. sempre que lembrar). Afinal, é notória as diferenças entre familiares, há familias com socialistas e libertários. É da índole aleatória, mas mesmo assim a influencia do meio poderá desperta-la, controla-la ou mesmo adormece-la.
  • Edi  01/03/2013 22:04
    Cresce a mistura de semelhantes e opostos?
    Criam relações antagõnicas entre individuos?
    Nao devemos ter um unico legislador?
    Federalismo pleno?
    Descentralizar jurisdições?

    Vamos então dividir o Brasil em vários Estados Soberanos. Mas o problema que estes novos Estados soberanos, vão, de alguma forma, criar uma força central - a soberana - para possibilitar a sua existência. Logo, a proxima ideia será dividir de novo, em várias outras partes "soberanas" e assim , sucessivamente, até chegar ao próprio indivíduo, soberano.
    Este individuo, soberano, com sua vontade ilimitada e com recursos intelectuais escassos vai provocar o auto colapso.
    Daí, o indivíduo, insatisfeito e em conflito de soberania, consigo mesmo, vai procurar os ensinamentos de outro austríaco (Freud) para tentar solucionar o problema de auto "soberania".

    A conclusão é a de que argumentos não faltam para validar qualquer tese. Basta especular á vontade e convencer a maioria.

    Mesmo o brilhante Smith "utilizou-se" de argumentos "frágeis" para justificar a "medida" de valor numa sociedade moderna(livro II). Em algum momento, não explicado por ele, alguém já possuia a acumulação de estoques e outros não, seguindo, talvez, Cantillon.

    Todavia, o autor deste artigo, na busca de seus próprios interesses, foi ainda mais arrojado e nada invisível.
  • Eleno  01/03/2013 22:10
    Nota-se que há pessoas com claras dificuldades de interpretação de texto. Ou é apenas preguiça intelectual mesmo. (Pela qualidade latrinária da ironia, acho que é a segunda opção.)

    Sim, crie quantos microestados você quiser. Sim, haverá um governo nestes microestados. O autor em momento algum negou isso. O que ele afirmou, e de forma clara, é que a concorrência entre estes estados para atrair mão-de-obra e capital (uma necessidade, e não uma mera questão de ideologia, pois tais estados precisam arrecadar impostos) tenderá a manter o governo de cada estado em cheque. O indivíduo oprimido em um microestado sempre poderá "votar com os pés", se mandando para outro estado.

    Você provavelmente não está acompanhando o que está havendo nos EUA. As pessoas estão se mandando da Califórnia e de Nova York, que são estados fiscalmente opressores e burocratizados, e indo para estados menos fiscalmente opressores e menos burocratizados, como Texas e Colorado.

    Antes de fazer ironia, certifique-se de que a mesmo tem algum fundamento. (Com esse nível intelectual do brasileiro, ainda há quem se espante com o PIB).
  • Edi  01/03/2013 22:56

    Antes de fazer ironia certifique-se se tem algum fundamento?
    Responda, por gentileza, qual seria o fundamento aqui tratado.

    Nota-se pessoas com clara dificuldade de interpretação?
    Caro hermenêuta nato, gentileza informar-nos onde está a dificuldade de intepretação.

    Concorrencia entre Estados para atrair mão de obra e capital?
    Explique nos como funciona uma concorrência entre Estados.

    Estados precisam arrecadar impostos? Por necessidade?
    Explique-nos o que você entende por "impostos" e o porquê de sua necessidade, se é que há necessidade.

    Questão ideológica?
    Explique-nos e aponte onde houve ideologia aqui. Além da sua e da do autor.

    Probabilidade de meu acompanhamento de problema norte americano?
    Explique-nos de onde tirou a mencionada "probalidade". Mas, aqui, adianto-lhe que ou o seu Dado( ou qualquer outro recurso)está viciado. Ou talvez, quem sabe, extra ou ultra petita.

    Aguardo ansiosa e atentamente as suas reflexões, explicações e fundamentos.

  • Eleno  01/03/2013 23:20
    "Nota-se pessoas com clara dificuldade de interpretação?
    Caro hermenêuta nato, gentileza informar-nos onde está a dificuldade de intepretação."


    Logo abaixo.

    "Concorrencia entre Estados para atrair mão de obra e capital?
    Explique nos como funciona uma concorrência entre Estados."


    O artigo gasta vários parágrafos explicando isso. Exatamente como eu desconfiava, você realmente não saiba ler. Lamento, mas não posso fazer nada por você.

    "Estados precisam arrecadar impostos? Por necessidade?
    Explique-nos o que você entende por "impostos" e o porquê de sua necessidade, se é que há necessidade."


    Ué, por mim, nenhum estado arrecadaria nada. Sou anarcocapitalista. Mas como as pessoas têm tesão por estado, está aí no texto um arranjo em que estados ainda existem, para agradá-las. Vá perguntar pra elas, e não pra mim, por que elas acham que há necessidade de existir estados e impostos. Por mim, ambos seriam abolidos. E por você?

    "Questão ideológica?
    Explique-nos e aponte onde houve ideologia aqui. Além da sua e da do autor."


    Falei que você tem dificuldades de interpretação... O termo "ideologia" não se refere a você, meu caro. Releia minha frase: "O que ele afirmou, e de forma clara, é que a concorrência entre estes estados para atrair mão-de-obra e capital (uma necessidade, e não uma mera questão de ideologia, pois tais estados precisam arrecadar impostos) tenderá a manter o governo de cada estado em cheque."

    Entendeu? Se existem estados, estes têm de arrecadar impostos para se manter. Isso -- o fato de estados terem de arrecadar impostos para sobreviver -- não é questão de opinião ou de ideologia. É realidade. Sem impostos, não há estados. Desculpe, mas como sou péssimo de desenho, utilizar palavras é o máximo que posso fazer.

    "Probabilidade de meu acompanhamento de problema norte americano?
    Explique-nos de onde tirou a mencionada "probalidade". Mas, aqui, adianto-lhe que ou o seu Dado( ou qualquer outro recurso)está viciado. Ou talvez, quem sabe, extra ou ultra petita."


    As duas últimas frases estão ininteligíveis.

    "Aguardo ansiosa e atentamente as suas reflexões, explicações e fundamentos."

    Da próxima vez, tento mandar um gráfico em 3D.
  • Pescador  13/09/2014 18:30
    Edi

    Vai me dizer que você não carrega ideologia ?
  • G. Santargila  13/09/2014 19:38
    Sobre o separatismo: Está na hora de dividirmos o Brasil em 05 países de acordo com as características regionais ou, em último caso, fortalecer os estados da federação cujas e cada ser administrada por um primeiros-ministros sendo que o presidente da confederação republicana teria, apenas, representação diplomática. Falei!...
  • Pobre Paulista  13/09/2014 21:24
    5? Porquê 5 e não 8, ou 3, ou 1142?

    Separatismo é só uma forma de patriotismo. No fim tem-se um monte de estados novamente.

    Quer a solução definitiva? Abolir o estado e ponto final.
  • G. Santargila  14/09/2014 00:21
    Este é o caminho, porém, enquanto esse objetivo não for alcançado, temos de ir reduzindo territorialmente.
  • Ricardo  14/09/2014 15:37
    Estive pensando. Porque não criar uma secessão libertária no Brasil? Por exemplo, os libertários comprarem um terreno, em algum local e criar um novo estado independente, sem governo. O que acham?
  • anônimo  14/09/2014 18:41
    porque isso não é possível, eu tenho um terreno no brasil e não posso fazer o que quiser nele, já existem leis que limitam o poder de propriedade a qual na própria constituição tem que cumprir o dever social.
    Portanto todo o terreno que você acredita ser seu não deixa de ser uma concessão estatal (IPTU está ai sempre pra nos lembrar disso), e por mais que se tente camuflar a situação a verdade é que tudo o que está dentro de um país pertence ilegitimamente ao governo que mudando as leis e constituição pode fazer tudo o que quiser com o que você acredita ser seu.
    A secessão é um sonho o qual não vejo muita chance de acontecer no Brasil atual. Existem alguns separatistas no sul mas duvido muito que verei algo neste sentido no resto da minha vida por aqui.
  • anônimo  15/09/2014 11:15
    f-se o brasil. Google: seasteading
  • Ricardo  17/09/2014 17:29
    Bastante interessante essa idéia pt.wikipedia.org/wiki/Seasteading
    Eu nunca havia lido nada sobre isso, e também não vejo nenhuma impossibilidade de uma pequena sociedade emergir com plenitude nessas pequenas comunidades. A existência delas não incomodam o estado.

    Eu também não vejo uma impossibilidade de se criar algo assim no território brasileiro, pois apesar de conhecer sobre o poder de propriedade do estado, sei que a criação de uma micro sociedade independente, seria como uma rejeição de todas as leis do estado maior. Em suma, eu vejo isso como um sonho mais próximo do que muitos imaginam. Eu vejo também isso como uma luz presente nos corações de muitos brasileiros, vide os condomínios que emergem diariamente em nosso país.
  • G Santargila  19/09/2014 02:24
    Grupos de empreendedores da área de informática estavam estruturando uma plataforma para um empreendimento semelhante. Não sei quanto andam.
  • Michel  14/09/2014 17:36
    O autor não citou os movimentos que discutem maior independência e em alguns casos autonomia aqui no Brasil e na America Latina.
  • G Santargila  19/09/2014 02:19
    Houve há algum tempo um grupo da região sul que e manifestavam pela separação, entretanto, nunca mais ouvi comentários a respeito.
  • Felipe  15/09/2014 12:23
    Bomba nuclear, chip, computador, internet, antibioticos, telas touch screen, foguete, satelites, sabem o que essas invenções tem em comum?
    Foram criadas ou tiveram suas bases para o desenvolvimento através de um estado grande, no caso EUA.

    Abs.
  • Neto  15/09/2014 13:13
    Realmente, sem o financiamento estatal não haveria bomba atômica. E a bomba atômica representou um grande avanço para a humanidade, né? A bomba atômica, uma genuína invenção estatal, foi o ápice da evolução e do bem-estar da humanidade...

    Sobre o estado ter "inventado" a internet, tal falácia já foi desmascarada aqui.

    Quanto á afirmação de que foi o estado quem inventou o computador, o chip, os antibióticos, a tela touch screen, etc., trata-se de algo no mesmo nível ignaro -- talvez até pior -- da afirmação de que a bomba atômica representou uma contribuição estatal para o avanço da humanidade.

    É cada infeliz que despenca de pára-quedas por aqui... Pavoroso.
  • anônimo  15/09/2014 14:26
    E quanto ao computador, já existiam computadores mecânicos antes do ENIAC. a única coisa que eles fizeram foi construir um com componentes eletrônicos.
  • Felipe  15/09/2014 14:29
    Neto, há inúmeros exemplos da ajuda do estado em diversas invenções.

    Por exemplo, Muito do que foi desenvolvido pela NASA é utilizado no dia a dia pelos usuários

    computador, chips , e tela touch screen, coisas fundamentais para você usar seu iphone tiveram bases em instituições estatais, duvida? pesquise um pouco.

    Não quer dizer que o estado seja melhor, só a iniciativa privada é capaz de levar essas coisas ao consumidor comum , mas o estado é capaz de rancar capital suficiente (através de impostos) para pesquisas com alta necessidade de capital.

    O que me diz da NASA? se não fosse o alto investimento estatal jamais botariamos um homem na lua, e fora as demais utilidades que ela gerou.

    Outra prova, o desenvolvimento de robos pelo exercito americano, o desenvolvimento da "armaduras" que hoje estão possibilitando paraplégicos de andar.

    Mais uma coisa, a bomba atômica representou um avançou cientifico, e graças ela impediu mais guerras futuras, e adiantou o rendimento do japão na segunda guerra.

    E por fim, tente se menos agressivo em suas respostas e evite o uso de palavras como "infeliz", "pavoroso" e "ignorante", sei que você consegue.

    Abs.
  • Neto  15/09/2014 15:05
    "Por exemplo, Muito do que foi desenvolvido pela NASA é utilizado no dia a dia pelos usuários"

    O que, o nissin miojo? O que mais?

    Assim como coisas boas podem ser utilizadas para coisas ruins (equipamentos odontológicos podem ser utilizados como instrumentos de tortura), coisas ruins podem ser colocadas para bom uso (gastar dinheiro do contribuinte para mandar um burocrata para a lua estimulou a criação do nissin miojo). E daí?

    "computador, chips , e tela touch screen, coisas fundamentais para você usar seu iphone tiveram bases em instituições estatais, duvida? pesquise um pouco."

    Bota aí os links. Foi você quem fez a afirmação; é você quem tem de sustentá-la.

    "Não quer dizer que o estado seja melhor, só a iniciativa privada é capaz de levar essas coisas ao consumidor comum , mas o estado é capaz de rancar capital suficiente (através de impostos) para pesquisas com alta necessidade de capital."

    Lindo! Quer dizer então que basta eu anunciar ao mundo que "tenho uma ótima ideia e vou tomar o dinheiro de todos vocês para colocá-la em prática", e todo o roubo imediatamente se torna moral e aceitável.

    A sua moral é torta

    "O que me diz da NASA? se não fosse o alto investimento estatal jamais botariamos um homem na lua, e fora as demais utilidades que ela gerou."

    E qual foi exatamente a grande vantagem de mandarmos 3 burocratas para a lua? O que isso nos trouxe de positivo? Até hoje, absolutamente ninguém conseguiu me explicar. No máximo, eles falam do nissin miojo, que eu acho uma merda. Sigo no aguardo.

    Mais ainda: como você sabe que sem esse monopólio estatal não haveria investimentos privados (com dinheiro próprio; e não dinheiro de impostos) voltados para tal propósito?

    Por que você assume que algo sobre o qual o estado tinha um monopólio -- nenhuma empresa podia legalmente fazer o mesmo que a NASA -- jamais poderia ser feito em ambiente de livre concorrência? Qual a sua teoria?

    Se você diz que nenhum consórcio de empresa se interessaria em mandar um desocupado para a lua, então é porque tal empreendimento realmente não traria nada de benéfico. Se trouxesse, seria uma empreitada extremamente lucrativa.

    "Outra prova, o desenvolvimento de robos pelo exercito americano,"

    Lindo! Drones que servem para bombardear e aniquilar civilizações. Realmente, uma ode ao desenvolvimento da humanidade.

    "o desenvolvimento da "armaduras" que hoje estão possibilitando paraplégicos de andar."

    Outra lindeza moral! O estado amputa e aleija as pessoas, e depois financia empresas privadas para inventar a armaduras para curá-las. E ainda faz pose de humanista! E, pior ainda, você cai na conversa e aplaude!

    Não sei o que dizer.

    "Mais uma coisa, a bomba atômica representou um avançou cientifico, e graças ela impediu mais guerras futuras, e adiantou o rendimento do japão na segunda guerra."

    Milhões de inocentes chacinados por um governo "representou um avançou cientifico" e "impediu mais guerras futuras"?

    Gozado. Desde 1945, há pelo menos duas guerras por década. Mas você diz que a bomba atômica e sua chacina de inocentes acabou com todas as guerras.

    "E por fim, tente se menos agressivo em suas respostas e evite o uso de palavras como "infeliz", "pavoroso" e "ignorante", sei que você consegue."

    Como? Você vem aqui e, com a cara mais lavada do mundo, diz que a chacina estatal de milhões de pessoas inocentes foi ótima para o mundo, e ainda vem exigir que eu lhe trate com decência e respeito?

    Paro por aqui, e por uma questão de higiene.
  • anônimo  15/09/2014 15:19
    Qual a utilidade de botar um homem na lua?

    No mais, todas essas coisas não existem por causa do governo, existem por causa da ciência. E é perfeitamente possível que as universidades e institutos que produzem ciência de verdade sejam sustentadas por doações privadas.

    E a 'base' dessas coisas não foi instituição estatal coisa nenhuma, o estado não inventa nada do zero, antes do ENIAC a base da computação como ciência já existia, a engenharia elétrica já existia, etc

    E a bomba nuclear não previne guerra nenhuma, o mundo hoje continua cheio de guerras e todas elas foram criadas pelos governos e pelos amigos do rei. A última delas que está sendo preparada é os EUA criando atrito com Rússia e China, pq sabe que o dólar está prestes a deixar de ser a moeda de reserva do mundo.
  • Felipe  15/09/2014 17:13
    Neto e anônimo,

    "O que, o nissin miojo? O que mais?"

    Segue aqui uma lista de invenções criadas pela nasa e que usamos no dia-a-dia

    blog.brasilacademico.com/2010/02/18-invencoes-da-nasa-que-usamos-no-dia.html

    "Bota aí os links. Foi você quem fez a afirmação; é você quem tem de sustentá-la."

    Segue um mostrando o apoio do estado na inveção das telas touchscreen:

    www.tecmundo.com.br/touchscreen/42036-a-historia-das-telas-touchscreen.htm

    caso não queira lê, adianto que foi desenvolvida pela primeira vez por Johnson no Royal Radar Establishment


    "Lindo! Quer dizer então que basta eu anunciar ao mundo que "tenho uma ótima ideia e vou tomar o dinheiro de todos vocês para colocá-la em prática", e todo o roubo imediatamente se torna moral e aceitável."

    Assumo que ai já é uma questão da sociedade com a política, não quer que o governo interfira? vote contra quem apoia.


    "Lindeza moral! O estado amputa e aleija as pessoas, e depois financia empresas privadas para inventar a armaduras para curá-las. E ainda faz pose de humanista! E, pior ainda, você cai na conversa e aplaude!"


    Não é só os soldados amputados que irão se beneficiar, mas toda a sociedade. Afinal nem todo aleijado esteve em uma guerra.


    "Se você diz que nenhum consórcio de empresa se interessaria em mandar um desocupado para a lua, então é porque tal empreendimento realmente não traria nada de benéfico. Se trouxesse, seria uma empreitada extremamente lucrativa."

    Não traz lucro monetário mas traz beneficios enorme para ciências, nem tudo se resume a dinheiro

    "Milhões de inocentes chacinados por um governo "representou um avançou cientifico" e "impediu mais guerras futuras"?"

    Dado que já existia uma guerra, a invenção da bomba atômica evitou o seu prolongamento e por consequência mais morte


    "Gozado. Desde 1945, há pelo menos duas guerras por década. Mas você diz que a bomba atômica e sua chacina de inocentes acabou com todas as guerras."

    Não disse que não há mais guerra, apenas que evitou mais guerra, por exemplo, nunca mais tivemos uma guerra direta entre duas potências militares.


    "Qual a utilidade de botar um homem na lua?"

    beneficios enorme para ciências

    "E a 'base' dessas coisas não foi instituição estatal coisa nenhuma, o estado não inventa nada do zero, antes do ENIAC a base da computação como ciência já existia, a engenharia elétrica já existia, etc

    O estado de fato não inventou a base mas ajudou no desenvolvimento com ENIAC, existiria computador sem estado? provavelmente, mas até onde eu conheça o estado apoio o seu desenvolvimento.
  • anônimo  15/09/2014 13:44
    Bem, a penicilina que foi o primeiro antibiótico, não foi criada pelos EUA...
  • Felipe  15/09/2014 15:16
    De fato os EUA não criaram o antibiotico, mas foi a partir da segunda guerra e com o apoio dos EUA que a penicilina passou a ser produzida em massa.
  • Erick  15/09/2014 14:19
    Falando em democracia.
    Quais são os candidatos mais libertários que temos? (Queria saber os deputados de SP)

    Presidente - a escolha óbvia é o Pastor Everaldo (20)
  • anonimo  15/09/2014 15:30
    Acho que Paulo Batista:

    https://www.facebook.com/PauloBatista44777/timeline
  • Silvio  15/09/2014 16:38
    Se você quiser exercer seu direito-obrigação de votar e é morador do glorioso São Paulo, essas são as melhores opções até o momento:

    -Deputado Estadual: Paulo Batista (44777)
    -Governador: Nulo(69)
    -Senador: Nulo (666)
    -Deputado Federal: Branco (melhor nem tentar fazer gracinhas aqui, pois é bem capaz de você calhar de acertar um candidato existente)
    -Presidente: Pastor Everaldo (20)

    Se alguém tiver melhores sugestões, por favor, exponha-as.
  • Erick  15/09/2014 16:39
    Parece bom também!
    (Antes que venha alguém criticar, gostaria de informar que ainda vivemos no mundo ilusório da 'democracia' e sim, melhor seria não ter esses parasitas, muito menos se preocupar em quem votar)
  • Andre Cavalcante  15/09/2014 19:24

    "Quais são os candidatos mais libertários que temos?"

    O único candidato efetivamente libertário que temos é só um e vale para todos os cargos: NULO!
  • gabriel  15/09/2014 20:00
    Meio fora de foco, mas gostaria de comentar uma propaganda do governo quanto ao voto q me parece deixar claro que nao se deve votar, apesar da propaganda em si ser 'a favor do voto consciente'
    Fala algo como escolha bem em quem vc vao votar porque depois disso tudo o q o candidato fizer ou falar é como você estar falando/fazendo, sua responsabilidade. Apesar de apelar pro 'voto consciente' a mim pareceu foi deixar claro que é impossivel votar em alguem com essa premissa exposta pela propaganda, o único que eu aceito ter as falas e açoes como minha responsabilidade sou eu mesmo!
  • Fernando Fontoura  20/09/2014 13:11
    A minha dúvida está ligada indiretamente ao artigo e seria saber a partir de quantos anos um cidadão poderia ser considerado livre? Uma criança poderia tomar decisões pela sua própria escolha? Ou um adulto iria limitar-lhe a essa liberdade e dizer o que deve fazer? Até que idade?
  • Emerson Luís, um Psicólogo  21/09/2014 00:05
  • Fabricio  06/10/2014 17:43
    Concordo com o artigo

    Mas tenho um pouco de medo do que pode acontecer se alguns estados ficarem livres
    Nem sempre um estado vai querer competir sua legislação, e nem sempre o povo e as empresas vão achar isso ruim


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