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Educação: Livre e Obrigatória - novo lançamento do IMB


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Prefácio à edição brasileira 

Chega aos leitores lusófonos o texto de Murray Rothbard (1926-1995) sobre a educação.  Publicado em 1972, Educação: Livre e Obrigatória é um ensaio no qual o economista e filósofo americano condensa toda a história da educação obrigatória no ocidente desde a formação das nações modernas, e argumenta contra a interferência do estado na esfera educacional.

Vivemos em uma época em que diversas máximas são proclamadas cotidianamente.  É comum ouvir de jornalistas, especialistas e políticos uma convocação para a 'melhoria da educação'.  Dizem que o futuro do Brasil começa na escola e que são necessárias mais políticas educacionais.  Neste livro, Murray Rothbard demonstra o perigo existente por de trás destas ideias.

Em primeiro lugar, "é claramente absurdo limitar o termo 'educação' a um tipo de escolaridade formal".  Rothbard inicia a primeira parte de seu livro discutindo o desenvolvimento e a diversidade dos seres humanos, os tipos de instrução e a responsabilidade pela educação das crianças.  Este capítulo inicial contém enorme material para se discutir problemas que vivenciamos na realidade brasileira, como é o caso da criminalização do homeschooling (ensino doméstico).  Adicionalmente, é neste capítulo que Rothbard apresenta a sua defesa da não-intervenção do estado na educação, apontando a diferença entre uma educação obrigatória e uma educação livre.

Rothbard não é pedagogo e, logo, não se atreve a fazer sermões sobre como a maneira correta de se ensinar.  É necessário que o leitor esteja atento a isto, pois o objetivo principal é demonstrar que a educação pública obrigatória é uma política totalitária.

O segundo capítulo dá o tom do restante do livro. Passando rapidamente pela educação na Grécia Antiga e na Idade Média, Rothbard investiga e mostra que foi a Reforma Protestante o movimento que impulsionou a Europa a uma cruzada pela instituição de uma escolaridade compulsória. O pensamento dos reformadores influenciou principalmente a Prússia, o primeiro estado moderno a ter um sistema de educação obrigatória.  Este apontamento histórico não é meramente trivial, uma vez que há uma vasta literatura sobre história da educação que aponta a Revolução Francesa como o movimento que impulsionou a obrigatoriedade de uma educação básica.

No terceiro e último capítulo, Rothbard prossegue com a investigação histórica. Analisa o debate e a construção da obrigatoriedade do ensino público nos Estados Unidos. Finaliza apontando cinco considerações sobre o atual cenário do ensino, inundado de ideias coletivistas que têm levado a educação à bancarrota.

Os dados e argumentos apresentados pelo economista servem de enorme estímulo aos leitores brasileiros.  É imperativo investigar a origem da escolarização obrigatória no Brasil.  O absolutismo ilustrado do Marquês de Pombal possui muito em comum com o despotismo esclarecido prussiano.  A história de como o tema da educação foi tratado pelas inúmeras constituições, após a independência de Portugal, demonstra claramente como as crianças deixaram de ser responsabilidade da família e passaram a se tornar propriedade do estado.

Mais recentemente, podemos observar o uso que a Ditadura Militar fez do ensino público obrigatório, doutrinando as crianças com as disciplinas de Educação Moral e Cívica e Organização Social e Política Brasileira.  No atual cenário brasileiro, vemos outros usos político-ideológicos, como a obrigatoriedade de determinados conteúdos, tipo História Africana.

O controle do MEC sobre currículos, programas e instituições privadas, bem como a implantação de avaliações nacionais, não é algo recente, pois remonta ao Ministério do Interior da Prússia.  Deste modo, reproduzimos no século XXI um modelo de gestão política da educação próximo ao modelo do estado mais despótico da história da Europa.

Espero que as indagações contidas neste livro possam ajudar a desfazer alguns mitos que permeiam o debate sobre a educação.  A você, leitor, que ainda crê que é dever do estado cuidar da educação, recomendo a leitura desta obra.  Caso você defenda o fim do controle estatal sobre o ensino, este livro é uma enorme fonte de argumentação.

Filipe Rangel Celeti

São Paulo, janeiro de 2013

Prefácio à edição americana

O objetivo central da teoria social e política no novo milênio deve ser o de redefinir fundamentalmente o papel do estado nas relações com indivíduos, famílias e comunidades.  Isto também deve incluir uma reconsideração sobre os meios, métodos e instituições mais adequadas para a educação da criança.

O atual e dramático desequilíbrio entre as famílias e o estado necessita urgentemente de uma correção.  Trata-se de um desequilíbrio que favorece o esmagador poder de controle da esfera política em detrimento do poder de controle dos pais e filhos em buscar ambientes educativos que são mais adequados ao pleno desenvolvimento educacional do indivíduo.

O que está em jogo é nada menos do que o próprio conceito de viver e prosperar como um ser humano.  É certo que as pessoas sejam controladas e forçadas, desde o berço, por enormes burocracias políticas com agendas predefinidas sobre quem pode ensinar o quê, como e quando?  Por que proibir indivíduos de definirem por conta própria o que é de seu melhor interesse, permitindo que eles procurem maneiras de tornar estes seus interesses consistentes com o (corretamente entendido) "bem comum"?

Outra forma de colocar a questão foi elaborada com perfeição neste resplandecente manifesto de Murray Rothbard: a educação deve ser conduzida em um cenário institucional de liberdade, ou deve ser financiada e administrada compulsoriamente? Esta é uma antiga questão que remonta aos primórdios da filosofia política, mas uma que raramente é discutida atualmente, embora seja especialmente pertinente nestes tempos de crescente violência e de declínio dos valores morais em todas as instituições de educação pública.

Decidir que é o governo e não a família o principal responsável pela supervisão da educação da criança pode, em um primeiro momento, parecer uma pequena concessão.  Porém, como vimos neste século, não é nada fácil — na realidade, pode ser impossível — controlar o poder político tão logo ele adquire o controle da escolaridade.  Desde a década de 1930, quando os governos federal e estadual se tornaram mais agressivamente envolvidos na educação, o controle foi se tornando cada vez mais centralizado.

Por exemplo, no ano de meu nascimento, 1932, havia 128 mil distritos escolares nos Estados Unidos, ao passo que hoje existem menos de 15 mil.  Este encolhimento e consequente centralização do poder de decisão ocorreu no mesmo período em que a nossa população estudantil dobrou de tamanho.  E isso sem falar dos centenas de bilhões de dólares retirados dos pagadores de impostos e gastos pelos governos locais, estaduais e federal na educação, cujo único resultado foi o de diminuir fragorosamente a qualidade do produto.

Adicionalmente, e exatamente como Rothbard previu há quase três décadas, essas instituições estão impondo currículos cada vez mais politizados, padronizados e politicamente corretos, currículos que não se adaptam às virtudes individuais e nem corrigem as fraquezas individuais.  Antes de todas as intrusões federais vistas recentemente, Rothbard já havia previsto a forma como as escolas seriam usadas pelo governo para impor uma agenda política que visa justamente a reforçar o apoio das crianças às instituições governamentais.  Muitos anos antes do aumento surpreendente do homeschooling, ele argumentou que a educação ideal era a particular, supervisionada pelo pai.

A educação continua a ser uma das questões mais politicamente carregadas em nossa cultura, e as contendas sobre o sistema educacional tendem a ficar cada vez mais polarizadas, uma vez que o controle político sobre a educação não pára de aumentar.  Com efeito, durante séculos, o controle político da educação gerou conflitos sociais e levou até mesmo a guerras civis e revoluções.  Já não seria o momento de este sistema ser completamente repensado ao longo das linhas que o professor Rothbard discute? Acredito que sim.

Apesar de toda a conversa sobre a reforma da educação, a qual já dura décadas, este debate ainda não começou, principalmente porque o espectro de opiniões aceitáveis sobre este tópico foi muito estreitamente delineado por formadores de opinião politicamente corretos.  Com a sua reflexão ampla e inflexivelmente radical sobre a própria estrutura das instituições de ensino, o professor Rothbard nos chacoalha de nossa letargia e nos convoca para uma completamente nova contextualização, a qual é nunca se faz tão necessária quanto agora.

Kevin Ryan, 1999

Professor Emérito de Educação,
Diretor do Centro para o Avanço da Ética e do Caráter na Universidade de Boston



autor

Equipe IMB

  • Gabriel Miranda  06/02/2013 12:58
    Li o livro ontem mesmo e recomendo a leitura. O prefácio tem razão. Fico me perguntando se Rothbard não estava falando sobre o Brasil... Destaco o seguinte trecho:

    "Devemos ver que, desde que o estado começou a controlar a educação,
    sua tendência evidente tem sido cada vez mais agir de modo a promover
    a repressão e o impedimento à educação, ao invés do verdadeiro desenvolvimento
    do indivíduo. Sua tendência tem sido para a coação, para a
    igualdade forçada ao nível mais baixo, para o enfraquecimento dos conteúdos
    e até mesmo o abandono de todo ensino formal, para o inculcamento
    da obediência ao estado e ao "grupo", ao invés do desenvolvimento da
    auto-independência, e para a depreciação dos assuntos intelectuais. E,
    finalmente, é a sede do estado e seus asseclas pelo poder que explicam o
    credo da "educação moderna" de "educação integral da criança", tornando
    a escola um "pedaço da vida", onde os indivíduos jogam, se ajustam
    ao grupo etc. O efeito desta, como de todas as outras medidas, é reprimir
    qualquer tendência para o desenvolvimento das capacidades racionais
    e independência individual; é tentar usurpar de várias formas a função
    "educacional" (para além do ensino formal) do lar e dos amigos, e tentar
    moldar "toda a criança" nos caminhos desejados. Assim, a "educação
    moderna" tem abandonado as funções escolares de instrução formal em
    favor de moldar toda a personalidade, tanto para forçar a igualdade do
    aprendizado ao nível dos menos educáveis, quanto para usurpar, o quanto
    possível, o papel educacional do lar e de outras influências."

    Ótima publicação, IMB!
  • PESCADOR  06/02/2013 13:03
    Ótimo lançamento! Vou ler esse livro, com certeza. E também gostei muito da capa, bem chamativa e interessante.
  • Paulo  06/02/2013 13:05
    Permitir que a iniciativa privada assuma a Educação é uma "concessão" difícil até mesmo para aqueles que se colocam como liberais.
    Não obstante, é significativo a provocação de Rothbard, quando habilmente pergunta: Se reconhecemos o Estado como incompetente e corrupto, porque deixamos ele educar as nossas crianças? Isso é no mínimo uma caixa de oximoro...
  • anônimo  06/02/2013 13:35
    Jeri Ellsworth, engenheira autodidata


    Ben Krasnow, autodidata construiu sozinho um microscópio eletrônico na sua própria casa

    Só não lembro qual, mas tem um vídeo que ele fala: eu sou CONTRA o sistema educacional atual.
  • Andre Canine  06/02/2013 13:38
    Como crianças pobres estudariam sem a presença da educação pública gratuita?
    Através de contribuições e caridade de pessoas generosas.
  • Vinicius Costa  06/02/2013 14:09
    Por mais que isso possa acontecer, não passa de uma suposição. Esperar que todas as crianças teriam acesso a educação dessa maneira parece um pouco irreal.

    Prefiro enxergar por outro lado: Quem ganha com uma população educada? Com certeza são as empresas. Investir em educação é investir em capital. Não é a toa que grandes empresas possuem suas próprias escolas, como é o caso da Embraer.

    Certamente existiria escolas voltadas para o conhecimento técnico, especialmente para atividades industriais e outras escolas onde a criatividade estivesse mais em foco. O mercado nesse caso faria com que as escolas com mais eficiência permanecessem, enquanto outras fechassem as portas. (Hoje acontece o contrário, se uma escola é ruim, mais ela é subsidiada)

    Outro ponto importante é a internet. Qualquer pessoa hoje com acesso a ela pode estudar com os melhores professores do mundo. Investir nessa área é abrir portas para um conhecimento ilimitado, onde aqueles mais interessados terão todo o material necessário para aprender aquilo que precisam.

    Eu particularmente sou a favor dos autodidatas. Mas se for para estudar em salas de aula, que não sejam patrocinadas pelo governo.
  • Leandro  06/02/2013 14:10
    Discordo. Isso seria desnecessário. Desejável, mas desnecessário.

    Hoje, com internet e com vários sites educacionais voltados para os mais diversos assuntos, sala de aula é algo completamente desnecessário. Você aprende muito mais assistindo a algumas horas de vídeo da Khan Academy do que passando meses dentro daqueles cubículos de tortura que são as salas de aula.

    O sujeito que quer realmente se educar, que tem o impulso genuíno para tal empreitada, não encontra problema algum para fazê-lo pela internet. Por outro lado, se o sujeito não quiser estudar, então não há solução. Não há caridade que resolva.

    É do ambiente familiar que nasce o genuíno estímulo à educação; se os pais não conseguem estimular seus filhos para tal, não serão os burocratas do Ministério da Educação (que, em última instância, são quem determinam os currículos) e nem indivíduos caridosos que o farão. Educação é uma conquista pessoal e ninguém se educa por mera obrigação, contra a própria vontade e sob pressão externa. Nem recebendo caridade alheia.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=319
  • Vinicius Costa  06/02/2013 16:26
    Acho difícil que uma mudança ocorra nesse sentido: Educação Pública -> Estudo na Internet. Uma mudança mais eficaz seria Educação Pública -> Educação Privada -> Estudo na Internet.

    Quando os pais sentirem diretamente no bolso o preço da educação e perceberem que o retorno é muito pior do que o desejado, é natural que com o tempo eles mesmos passem a optar pelo ensino fora de uma sala de aula tradicional, já que os resultados são claramente superiores.

  • Mark  06/02/2013 17:26
    Vinícius, onde você conseguiu a informação de que os resultados do ensino fora da sala de aula são superiores? Gostaria desses dados para minhas estatísticas.
  • Vinicius Costa  06/02/2013 17:50
    Olá Mark

    O problema de procurar estatísticas sobre esse assunto é justamente os interesses envolvidos nele. Pelo menos pelo que já pesquisei, todos os números mostram resultados melhores daqueles praticantes do homeschooling, mas ao mesmo tempo essas pesquisas são feitas pelos próprios defensores da ideia, por isso desconfio da sua utilidade.

    Mas fora dos números, mas enxergando em exemplos individuais, facilmente percebi que alunos aprendem mais em casa do que em uma sala de aula. Toda notícia que já vi sobre pessoas que foram obrigadas a fazerem provas para comprovar se o homeschooling funcionava mostraram resultados acima da média.

    Quanto a experiência pessoal, posso dizer que na escola pública onde estudei não aprendi nada, mesmo tendo que passar mais de cinco horas diárias para poder passar de ano. Para não ser injusto, posso dizer que aprendi muita coisa, mas que grande parte estou tendo que desaprender agora.

    Agora se ela é realmente superior, isso só o mercado poderá dizer. Somente quando mais pais arriscarem e perceberem a sua eficiência é que finalmente vamos ter uma conclusão satisfatória.
  • Mark  06/02/2013 16:36
    Como ex-professor posso dizer que o modelo atual está falido, porém continuo acreditando na necessidade da escola, mas não na obrigatoriedade. Tive acesso a boa educação, onde o foco não era apenas o conteúdo formal, mas também atividades extracurriculares como, por exemplo, participação em feiras de ciências, olímpiadas interescolares, visitas a asilos, aulas em laboratórios de ciências, matemática e informática, dentre outras. Estas atividades estimulam o convívio, o aprendizado de outras realidades, o contato com aplicações reais, etc.
    Defendo o homeschooling, acredito que esta forma é perfeitamente capaz de substituir o ensino formal e nos preparar para um vestibular, porém abre-se mão de atividades enriquecedoras desenvolvidas por algumas escolas.
  • Gabriel Miranda  06/02/2013 17:44
  • Bruno  06/02/2013 22:45

    Gabriel,

    Essa família conheçe a família Nunes?

    Eles já passaram por esses problemas com o estado..

    Outras dicas podem ser obtidas nesse site.

    E desse.

    As vezes é bom conhecer seu inimigo: O site criminoso do CMI. Ainda se intitulam de mídia independente.



    Att
  • Carlos  09/02/2013 21:32
    Bruno, você conheCe a língua portuguesa? Você estudou em casa? Que irônico alguém falar contra educação pública e não não aprender nada fora dela, não é mesmo?
  • anônimo  11/02/2013 12:39
    Como se a educação pública fosse grande coisa.
  • anônimo  06/02/2013 14:45
    Ou não estudariam, iriam aprender um oficio trabalando e produzindo. Na grande maioria dos casos o trabalho é a grande escola (inclusive em termos de educação e moral) e não apenas em termos de escolaridade e técnica.
  • Felix  06/02/2013 15:20
    Sei que parece feio e incorreto, mas,
    porque uma criança pobre é problema de outrem que não tem nada a ver com a estória?
    vc não pode gerar uma injustiça porque existe um problema,
    não pode exigir que outro pague pela educação de alguém, mesmo que o outro tenha muito dinheiro.
  • anônimo  06/02/2013 21:22
    O maior engano é a crença de que todos podem aprender tudo o que se ensine (aqui propagada por Paulo Freire, um dos grandes culpados do caos atual), sendo que da mesma forma que há quem jogue bola melhor e pior, há quem tenha mais capacidade intelectual e quem tenha menos, isso é óbvio. Então cada um deveria aprender "de acordo com suas capacidades para tanto" apenas. Alguns, infelizmente, não têm capacidade natural para grandes arroubos científicos e argumentativos. Não lhes seria mais útil, pois, que lhes fosse ensinado algo mais ligado a "saber trabalhar", para que pudessem, a partir disso, ter alguma qualidade de vida no porvir? Sob a pecha de "não discriminação", isso sequer é colocado em discussão. Assim, o conceito de educação acabou se tornando absurdamente deturpado, pois a educação que deveria servir, em primeira instância, para ensinar o indivíduo a "se virar" em sociedade, ou seja, saber trabalhar, ganhar seu dinheiro e usar seu intelecto para isso, dentro de suas capacidades e limitações, obriga o coitado a ir para a escola aprender a "ser cidadão". Ele passa horas preciosas de sua vida, em que poderia estar aprendendo algo útil, fazendo "projeto água", "projeto reciclagem" ou se alienando absurdamente com a história passada a limpo pelos progressistas (que não servirá pra absolutamente nada em sua vida, apenas torná-lo um imbecil a repetir chavões e a ter um conceito totalmente equivocado da realidade que o cerca). O resultado são legiões de pobres coitados que saem do ensino médio sem mesmo conseguir digitar um currículo, que dirá exercer qualquer trabalho satisfatoriamente... É mais que certo que acabarão relegados a empregos ruins que remuneram pouco, mesmo que "saibam" sobre reciclar papel (de repente é nisso mesmo que vão trabalhar, na coleta). É essa a "educação gratuita" oferecida pelo estado, algo que não serve ao pobre, pois não é capaz de tirá-lo da pobreza. Já se cada um tivesse que pagar pela educação dos próprios filhos (e já paga, mesmo o mais pobre já paga, e caro, e não recebe nada em troca), mas pudesse escolher essa educação, que tipo de educação um pai mais pobre escolheria? Ele investiria seu parco dinheiro em uma escola que ensinasse seu filho sobre "jogar o lixo orgânico na cesta de lixo orgânico" ou em uma que lhe preparasse para um futuro digno, qualificando-o para alguma profissão, isso sim capaz de tirá-lo da pobreza? Não há qualquer dúvida que a segunda opção seria a escolhida. Esse jovem mais pobre, caso se percebesse, nele, uma aptidão mais intelectual, poderia perfeitamente enveredar, também, para essa área, cada um de acordo com suas capacidades e aptidões. E o se o pai não tivesse mesmo dinheiro para pagar qualquer escola e não soubesse ensinar seu filho, qual a impossibilidade de, em um livre mercado, haver empresas que lhe fizessem empréstimos, com retorno garantido? Afinal, esse jovem não estaria aprendendo tolices inúteis, estaria aprendendo a poder trabalhar competentemente no futuro, para quando adulto ganhar dinheiro, ter uma função social e dignidade, ou seja, é um investimento certo. A coisa é o contrário do que a ignorância média pinta: é através da "assistência" governamental que a criança mais humilde está completamente abandonada e afastada de qualquer educação de fato. O clichê "devemos investir em educação", mesmo quando colocado em prática, não serve para nada dentro de uma realidade em que falta qualquer pragmatismo para aquilo que é ensinado.
  • Marcus Benites  06/02/2013 21:48
    Ops, esqueci o nome na mensagem.
  • TL  06/02/2013 22:45
    Ótimo comentário Marcus Benites.

    Expôs claramente a verdadeira situação do ensino compulsório brasileiro, uma educação que prejudica a todos, especialmente os pobres, que ironicamente os defensores do ensino compulsório clamam mais ajudar.
  • anônimo  07/02/2013 15:25
    'porque uma criança pobre é problema de outrem que não tem nada a ver com a estória?'

    Claro que não é. Tentando fazer bondade com o dinheiro dos outros o governo só cria um sistema corrupto e inútil, e quem mais se ferra com isso são os pobres.
  • Rovison  08/02/2013 03:28
    Sou professor e concordo integralmente com você. Comentário perfeito! Retrata com exatidão a realidade da educação no Brasil.
  • Eduardo Bellani  06/02/2013 14:43
    Os membros do IMB estão de parabéns. Li esse livro em inglês, e recomendo muitíssimo. O monopólio da educação é peça chave no labirinto ideológico estatal. No mesmo tom recomendo também o livro do Ivan Illich, Deschooling Society[1].

    Sobre a educação estatal, um pouco de evidência empírica[2] talvez ilustre o quão maligno, estúpido e incompetente é esse sistema.

    Novamente, palmas para os membros do IMB.

    [1] en.wikipedia.org/wiki/Deschooling_Society

    [2] www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1226592-ex-policial-torturador-deu-aulas-por-24-anos-com-identidade-falsa.shtml
  • Eduardo Bellani  06/02/2013 14:55
    Ah, esqueci de recomendar também o autor John Taylor Gatto. Qualquer livro dele já vale a pena.

    www.johntaylorgatto.com/
  • André Luiz S. C. Ramos  06/02/2013 16:07
    E ainda tem gente que fala mal do GENIAL Murray Rothbard...
    Mais um livro dele que é leitura obrigatória!
    Parabéns ao IMB por mais esse lançamento!
    Abraços.
  • Pensador de esquerda  06/02/2013 17:29
    Mais um texto absurdo. Acabar com a educação pública? Onde já se viu uma maluquice dessas? O ensino público e obrigatório é o responsável por tirar milhares e milhares de jovens do caminho do crime. E a questão do emprego? A educação pública é responsável por gerar um leque enorme de fontes de trabalho: professores, pedagogos, diretores, secretárias, vigias, merendeiras, etc. Esse pessoal do IMB só pode estar de brincadeira. Se eu levar tal texto a um seminário de intelectuais de educação da minha cidade vai provocar gargalhadas entre os presentes.
    E o "homeschooling"? Quem iria ensinar uma criança em casa, se os pais estão trabalhando para por a comida na mesa? Totalmente sem lógica. Isso só seria possível se os pais fossem burgueses ociosos (estando com a vida já ganha) ou então pudessem contratar professores a peso de ouro para ensino exclusivo. Ou seja, um cenário totalmente fora da realidade da grande e pobre classe trabalhadora.

    Eu, um pensador (canhoto do pé, da mão e das ideias).
  • Mark  06/02/2013 18:01
    Caro Pensador,

    A educação pública não deve acabar, mas ser totalmente reformulada. E caso o Estado não tenha competência para tal tarefa (realidade), transfira a responsabilidade para a área privada através de bolsas para os hipossuficientes. Fui professor de escola pública e posso dizer que aquilo ali não educa ninguém. As estatísticas são maquiadas através da aprovação automática.
    Outro ponto, os intelectuais da educação vêm mostrando que não entendem nada de gestão e muito menos de educação, dado o nível de qualidade da educação atual. Existe uma escola em Brasília que foi eleita uma das melhores do país, e é comandada por engenheiros, sem pitaco de pedagogos.
    Quanto ao homeschooling, ele deve ser uma opção, e não proibido.
  • Thiago  06/02/2013 17:50
    Pra que estudar história africana?





    www.geledes.org.br/racismo-preconceito/racismo-no-brasil/17189-vovo-fica-quieta-deixa-para-la-e-por-isso-que-eu-nao-gosto-de-ser-preto-menino-de-11-sofre-racismo-no-recreio-dos-bandeirantes

  • Neto  07/02/2013 08:40
    O que vai acabar com racismo vai ser quando a população (por aqui mestiça por sinal) se acostumar a ver os negros conquistarem coisas difíceis por esforço próprio, e não por cotas ou por pena

    E duvido que essa matéria de história da áfrica ensine como foi na verdade: negro escravizando negro.
  • anônimo  08/02/2013 22:56
    "E duvido que essa matéria de história da áfrica ensine como foi na verdade: negro escravizando negro."


    Esse comentário é um ótimo exemplo do por que de ser tão importante as aulas de história da África!

    Em tempo:
    www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/general_history_of_africa_collection_in_portuguese-1/
  • Eleno  08/02/2013 23:17
    "Especialistas" da ONU (a que quer ser o governo mundial)? Ensinando sobre a África? Deve ser uma maravilha... Estou louco para ver meu filho estudando essa pérola de sabedoria e imparcialidade.
  • anônimo  09/02/2013 07:53
    'Esse comentário é um ótimo exemplo do por que de ser tão importante as aulas de história da África!'

    Bullshit. Todo mundo sabe que a única importância é justificar as cotas, o coitadismo e educar as novas gerações sobre o poder do governo de reparar as 'injustiças históricas'

    Nem eu nem minha família escravizamos nem devemos nada a africano nenhum.História da áfrica pra gente é tão importante quanto história do Tibet ou da Nova Zelândia.
  • Afonso  11/02/2013 13:39
    É, no Brasil não tem nenhum africano, nenhum escravo veio pra cá né? Somos todos europeus...
  • anônimo  11/02/2013 15:26
    Afonso, não se faça de bobo, mas é claro que não tem africano aqui. A não ser é claro, aqueles que vêm para cá na forma de turista ou, ultimamente, imigrante. Como escravo, que é o que você está dizendo que é algo que ESTÁ acontecendo, é impossível, visto que há mais de 120 anos a escravidão foi abolida neste país. Bem, eu sou americano, tanto quanto meu vizinho que é negro, ou meu primo, descendente indígena - ou como seus antepassados desta etnia foram também americanos. Sou descendente de europeus que aqui chegaram quando o Brasil já entrava na ditadura Varguista, ou seja...
  • Leonardo Faccioni  06/02/2013 18:40
    Observação pontual - não sobre a obra brilhante de Rothbard, mas sobre o prefácio aqui publicado:

    Parece-me equivocado afirmar que o regime militar brasileiro tenha logrado doutrinar quem quer que seja com o currículo escolar que instituiu. Os militares optaram por uma ditadura tecnocrata, e a produção ideológica do regime caracterizou-se por um silêncio retumbante. Não à toa, foi durante os anos ditos de chumbo que a esquerda assumiu o controle absoluto dos meios culturais e educacionais formais, sem sombra de concorrência.

    O regime pode ter instituído uma grade curricular, mas jamais dispôs de um corpo docente amigo apto a implementá-la em massa. O mais provável é que o saldo das ditas disciplinas tenha sido a multiplicação dos palcos para a doutrinação... de esquerda, quando muito matizada a pretexto de nacionalismo xenófobo.
  • Leonardo Faccioni  06/02/2013 18:56
    Como pude esquecer: faço coro aos agradecimentos direcionados à equipe do Instituto, incansável na defesa - por vezes solitária - da liberdade neste país, sem adjetivos. Vocês não têm ideia do bem que fazem aos brasileiros. Quando se trata de guerra cultural, o tema do sistema de ensino estatal é a arena mais importante. Crucial, pois, que o mito do Estado-educador desmorone!
  • Jurista Jurídico  06/02/2013 18:46
    O autor em tela parece olvidar-se de que a educação é um direito social garantido a todos pelo art. 6º da Constituição, complementado pelas disposições do art. 205, que garante tal direito como "direito de todos e dever do Estado e da família".

    Isso vale desde o ensino básico até as universidades – as quais, no intuito de promover a inclusão social, devem ser públicas, gratuitas e de qualidade, dotadas de autonomia didático-científica e assentadas no tripé ensino, pesquisa e extensão.

    Noto, além disso, que os defensores da educação doméstica parecem ignorar que, de acordo com o art. 209 da Constituição, "o ensino é livre à iniciativa privada", desde que atendido o "cumprimento das normas gerais da educação nacional" e haja "autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público". Logo, a liberdade dos pais para a adoção de tal procedimento deve, em atendimento ao interesse público e aos pressupostos do Estado Democrático de Direito, ser chancelada previamente pelos órgãos governamentais competentes.

    Não se esqueçam que tais políticas públicas são também fundamentadas em declarações e recomendações de âmbito internacional, e têm refletido os valores e paradigmas vigentes após a Constituição Democrática de 1988, que registra e consolida as mudanças de mentalidade que ocorreram com o advento do Estado Social.
  • Malthus  06/02/2013 19:24
    A frase "direito de todos e dever do Estado e da família" é tão imbecil, que ela realmente só poderia figurar na constituição brasileira, criação feita integralmente por políticos (é espantoso ver brasileiro defendendo obra de político).

    Se algo é dever do estado, então, por definição, não pode ser direito de todos. Quem sustenta o estado somos nós. Se nós sustentamos algo que tem um "dever", então este dever, por definição, é nosso. Mas, ora, se temos o dever de prover saúde, como então também temos o direito de receber saúde? Ou uma coisa ou outra. As duas, ao mesmo tempo, é algo impossível.

    Ver um soi disant jurista citando essa ignomínia e defendendo-a como algo incontestável mostra bem o descalabro intelectual e moral em que se encontra o país.
  • Eduardo  06/02/2013 20:25
    Quantos termos vagos... Vamos traduzir isso aí.

    "O autor em tela parece olvidar-se de que a educação é um direito social garantido a todos por um pedaço de papel, que garante tal direito como "direito de todos e dever do monopólio da violência vigente em um território e da família".

    Isso vale desde o ensino básico até as universidades – as quais, no intuito de promover a inclusão social, devem ser financiadas com dinheiro extraído sob ameaça de violência (pela encarceração do que se recusarem a financiar, e pelo assassinato dos que resistirem à prisão), gratuitas após terem sido pagas pelos usuários através de impostos, e de qualidade, dotadas de autonomia didático-científica e assentadas no tripé ensino, pesquisa e extensão.

    Noto, além disso, que os defensores da educação doméstica parecem ignorar que, de acordo com o que está escrito num pedaço de papel, "o ensino é livre à iniciativa privada", desde que atendido o "cumprimento das regras arbitrárias da educação nacional" e haja "autorização e avaliação de qualidade por uma máfia". Logo, a liberdade dos pais para a adoção de tal procedimento deve, em atendimento ao interesse público e aos pressupostos do monopólio da violência Oclocrático de Direito, ser chancelada previamente pelos órgãos coercivos auto-proclamados competentes.

    Não se esqueçam que tais políticas coercivas realizadas sob o cano de uma arma são também fundamentadas em declarações e recomendações de âmbito internacional, e têm refletido os valores e paradigmas vigentes após um documento de papel de 1988, que registra e consolida as mudanças de mentalidade que ocorreram com o advento da instituição que monopoliza o uso da violência para fins sociais."
  • anônimo  06/02/2013 21:08
    O Jurista parece olvidar-se que aqui ninguém dá a mínima pra essa crença mística que ele tem sobre papeis escritos por políticos, ou seja, que todo o seu conhecimento aqui, sobre as legislações, é inútil.
  • Jurista Liberal Social  07/02/2013 05:04
    Venho, data máxima venia, em defesa do meu colega de profissão. Em primeiro lugar a Constituição Federal não é, em nenhuma instância, um simples papel escrito por políticos como aqui se supõe. A constituição democrática é a expressão máxima do espirítico de um povo, representado através da Assembleia Nacional Constituinte. Nela estão contidos todos os anseios de uma sociedade, como a forma do Estado, os Direitos e Garantias Fundamentais e a forma de obtenção e exercício do poder. É também o topo do ordenamento jurídico e nenhuma norma poderá contrariá-la. No caso específico da nossa constituição, foi elaborada de acordo com uma tradição jurídica, sociológica, filosófica e, com as devidas emendas, até mesmo econômica de grande relevo. É uma constituição analítica (ou longa) e dirigente, assim como as mais modernas e avançadas constituições, como a Italiana (1947), a Portuguesa (1976) e a Espanhola (1978).
  • Mauro  07/02/2013 07:28
    Se a Constituição não é um papel escrito por inteiramente por políticos? Ela é "a expressão máxima do espírito de um povo"? Ela contém "todos os anseios de uma sociedade"?

    Gozado. Eu nunca fui chamado a participar deste processo. Nunca pediram a minha opinião. Nem sequer perguntaram se eu concordava com o que estava escrito. Aliás, cacete, eu nem sequer votei nos imbecis que promulgaram aquela desgraça socialista. Como fica meu "anseio" nessa p... toda?

    Entenda: uma constituição civilizada é aquele que garante unicamente direitos negativos. Isto é, você tem o direito de que não tirem a sua vida, de que não tirem a sua liberdade, e de que não roubem a sua propriedade honestamente adquirida. Quaisquer outros direitos que não estes implicam o confisco da propriedade alheia, o roubo, a espoliação e privilégios para uns e obrigações para outros. Nada mais injusto e anti-humano.

    Por fim, antes de vir repetindo as mesmas coisas, responda aos pontos dos leitores Malthus e Eduardo.
  • Jurista Liberal Social  07/02/2013 16:18
    Em primeiro lugar, a nossa Constituição Federal, como já mencionei, é democrática e, assim, no época de sua elaboração foram conciliados os pontos de vista de todos os setores da sociedade de então. Não é necessário, pois, que você próprio se faça presente, mas que as suas idéias sejam representadas na Assembléia. Em segundo lugar, não acredito que em 1988 existisse um movimento libertário significativo no país, mas apenas liberal, de maneira que, seguindo o curso natural das constituições, se a atual Constituição perder sua eficácia por não encontrar mais apoio junto aos segmentos da sociedade a mesma deverá ser substituída por uma mais adequada.

    Uma constituições civilizada, muito pelo contrário, é uma constituição que tutela os direito humanos de primeira, segunda e terceira geração. A tributação, por outro lado, seria necessária até mesmo em um Estado que visasse garantir apenas os direitos de primeira geração, como você defende.

    Atendendo a sua solicitação: o ponto do Malthus é totalmente descabido, uma vez que o cidadão não tem a obrigação de prover a saúde de ninguém, porém é obrigado, sim, a contribuir para as atividades e manutenção do Estado e este, por sua vez, é quem tem a obrigação de fornecer saúde à sua população. Um contrato possui um mecanismo semelhante, uma vez que, de modo geral, as partes se obrigam a determinadas prestações em troca de determinados direitos. Já em relação ao que disse o Eduardo, ninguém nega que a educação estatal é mantida através de impostos, porém estes devem respeitar os princípios da Legalidade, Anterioridade, Capacidade Contributiva, dentre outros, o que implica, também, no respeito aos princípios democráticos. É óbvio que os pais devem ter a liberdade de educar os seus filhos em casa e, não me parece, que isto contrarie a Constituição, porém como a maioria não dispõe de tempo e especialização adequada para empreender tal tarefa é necessário, uma vez que os seus filhos não frequentem a escola, que se tenha garantias que os mesmos não sejam abandonados intelectualmente.
  • Malthus  07/02/2013 17:34
    "o cidadão não tem a obrigação de prover a saúde de ninguém, porém é obrigado, sim, a contribuir para as atividades e manutenção do Estado e este, por sua vez, é quem tem a obrigação de fornecer saúde à sua população."

    Puxa, que mágica sensacional! Eu não posso roubar ninguém porque é errado. Porém, se eu delegar ao estado esta função, então está tudo jóia. Tudo se torna moralmente aceitável.

    E o sujeito é jurista. Tamo n'água.
  • Jurista Liberal Social  07/02/2013 20:43
    Não obstante a sua grosseria, que só revela a sua ignorância ao que se refere às ciências jurídicas, eu o responderei. A tributação, em primeiro lugar, não é crime em nenhum ordenamento jurídico do mundo, pois para ser considerado crime o fato deve ser típico, ilícito e culpável. Estamos aqui discutindo a tributação em outro nível que não o estritamente jurídico, ou seja, em nível filosófico. Não cabe dizer, em segundo lugar, que os cidadãos roubam os seus pares através da tributação nem mesmo em nível filosófico, afinal os tributos são estabelecidos de acordo com as regras do jogo democrático e, também, nenhum indivíduo é obrigado a continuar em uma sociedade que ele discorde das regras estabelecidas pela mesma.
  • Malthus  07/02/2013 21:08
    Tributos estão de acordo com o "jogo democrático"? Curioso, nunca vi uma eleição perguntando sobre impostos a serem implementados e suas alíquotas. Quando houve? Será que eu estava fora do país?

    Outra coisa: por que sou eu quem tem de sair do país para evitar ser espoliado? Não seriam os ladrões e parasitas que vivem deste roubo que deveriam ser expulsos? Que moral é essa em que a vítima é que está errada e os ladrões gozam de pleno respeito e incontestabilidade?

    Artigo para você, que fala justamente dessa questão do "vai embora se não concorda!"

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827
  • Jurista Liberal Social   07/02/2013 22:10
    Realmente você deveria estar fora do país, afinal a questão tributária sempre foi muito debatida, sem dizer que em qualquer eleição o foco está em saúde, educação, segurança, etc. É óbvio que para fornecer tais benesses os tributos são necessários. Se a população anseia por tais direitos, não se opõe, por coerência lógica aos tributos, embora a quantidade exata a ser arrecadada esteja sempre em discussão entre os variados partidos políticos. Quanto ao texto, vamos lá. Existem dois casos práticos colocados por ele. No primeiro um prefeito de uma dada cidade incorpora os bens do indivíduo em seu território. Não vejo como isso poderia ocorrer em um Estado na atualidade, dado que toda a sua população já nasce no seu território e adquire os seus bens nesse mesmo território. O segundo caso me parece mais pertinente, onde um forasteiro vai morar em uma zona violenta, mesmo sabendo dos riscos, e a máfia local decide extorqui-lo. Isto é totalmente diferente do que ocorre na prática em um país, pois em primeiro lugar em um Estado não há risco de cidadão ser tributado, mas sim absoluta certeza, afinal é intrínseco ao Estado, de sua natureza, a tributação. Em uma bairro violento, a máfia também não representa de forma alguma a população e está atuando ao arrepio da lei. Vamos, no entanto, levar a argumentação ao seu limite e dizer que todos sabem, com absoluta certeza, pois é da tradição centenária do bairro e do conhecimento geral, das cobranças feitas pela máfia, além de ser de igual certeza e conhecimento as consequências do não pagamento para quem lá habita. Adicione também a permissão da lei, do município, do estado-membro e do Estado com tal fato. Neste caso se para lá se mudar o indivíduo ele não pode se queixar das cobranças.
  • Gilmar Bob  07/02/2013 02:44
    Só pode ser outro daqueles posts irônicos que servem para um exercício de refutação das asneiras proferidas pelos mais diversos tipos de paspalhões que tem por aí.

    Um é o Típico Filósofo outro o "Pensador" de Esquerda e este o Jurista Jurídico, que trio hein?
  • anônimo  07/02/2013 08:58
    A constituição é um pedaço de papel, e o direito natural é uma falácia.
    Os próprios discípulos de Mises esquecem o conselho do mestre de não misturar direito com as leis da natureza.
  • Malthus  07/02/2013 09:13
    Se o direito natural é uma falácia, então qualquer argumento redistributivista que vise a elevar a "utilidade social" (como roubar $100 de um rico para distribuir aos mais pobres) se torna válido. O roubo e a espoliação também se tornam aceitáveis em determinados níveis. A própria constituiçãoo, aliás, também se torna aceitável em vários aspectos.

    Rejeitar o direito natural é uma atitude perigosíssima que abre as portas para vários tipos de autoritarismos "bem intencionados".

    Tampouco deve o utilitarismo ser rejeitado. O certo é mesclar os dois. Infelizmente, o pessoal libertário ainda não descobriu isso. É 8 ou 80 para eles.
  • anônimo  07/02/2013 09:34
    Com certeza rejeitar o direito natural na prática teria essas consequências.
    Mas note uma coisa: não é esse fato que o torna mais ou menos real.

    Tipo, se os hebreus tivesses abandonado os dez mandamentos levaria a um monte de roubos, assassinatos etc
    Mas não é por causa disso que os dez mandamentos tenham vindo realmente de Deus, na montanha.
  • anônimo  07/02/2013 10:08
    Se você tem valores cristãos, não precisa de direito natural pra condenar nada disso.
    Valores, e não levar a bíblia ao pé da letra

    Mas aí os ateuzinhos vão achar ruim...gente burra que não sabe pensar sem separar as coisas
  • anônimo  07/02/2013 10:57
    'Se o direito natural é uma falácia, então qualquer argumento redistributivista que vise a elevar a "utilidade social" (como roubar $100 de um rico para distribuir aos mais pobres) se torna válido.'

    Não se torna, porque isso não é uma questão de natureza, é uma questão de moral
  • Malthus  07/02/2013 11:39
    Moral só com utilitarismo? Sem direito natural? Não existe. A moral é indissociável das noções de ética e de certo e errado. E isso o utilitarismo não proporciona -- e nem é a função dele fazê-lo.
  • anônimo  07/02/2013 12:02
    'Moral só com utilitarismo? Sem direito natural? Não existe.'

    Existia há muito tempo sem direito 'natural' nenhum
  • Malthus  07/02/2013 12:20
    Onde?
  • anônimo  07/02/2013 12:16
    Malthus, o que você não entendeu é que essa é uma noção de moral CONSTRUÍDA, e não natural.
    Mises estava certíssimo em não querer misturar essas coisas com as leis da natureza. Pela biologia a única coisa natural é o instinto de passar os genes pra frente, se colaborar com o resto da humanidade for bom pra isso, ótimo, se não for, então que o resto da humanidade se exploda
    O Hoppe parece que usa essa palavra 'natural' como sinônimo para algo que tem que existir simultaneamente pra todo mundo, igualmente.Mas natural não é isso, a inteligência de um gênio, ou a burrice de um coitado de 60 de QI é natural pra ele, e não necessariamente existe pra todas as outras pessoas.
  • Miqueias  07/02/2013 12:46
    Ai, ai, ai.

    É natural no sentido de que todos tem tais direitos, independente de quem seja, onde nasceu ou o que acredita. Além disso, naturais porque não podem ser concedidos. Ou seja, não é necessário que uma instituição ou alguém me conceda tais direitos, eu os tenho independente de qualquer pessoa ou instituição. Isso já seria suficiente para dizer que o direito é natural.

    Porém, os primeiros idealizadores da ideia dos direitos naturais propuseram que tais direitos foram dados ao ser humano pelo seu criador.
  • anônimo  07/02/2013 15:04
    'É natural no sentido de que todos tem tais direitos,'

    Como eu disse antes, todo mundo ter aquilo não é sinônimo de natural.
    A inteligência do Einstein é natural pra ele. A burrice do lula é natural pra ele.
    Natural não é sinônimo de 'todo mundo tem isso'
  • anônimo  07/02/2013 15:27
    Anônimo, você está errando no conceito, ao abordar o direito como algo que sucede ao próprio direito.

    Pois é, o que você disse não faz nenhum sentido.

    Compreensível, afinal a palavra "tem" parece implicar uma numa possessão física, mas não. Direito não é uma faculdade ou uma propriedade, anônimo. Ela não pode ser corrompida ou tomada. Direito é algo que emana, embora não de maneira física, da própria existência do homem como ser racional. A propriedade é um direito, pois emana da própria existência do ser humano como entidade racional. O direito não é um martelo, ou anos dedicados ao estudo, existe mesmo para aqueles que abrem mão em reconhecê-lo. Parece que você está se atendo àquilo que pode tocar, e esquece que, ainda que você não possa descrever o amarelo, ele ainda existe.

    Por favor, Miqueias, desenhe para ele.
  • Miqueias  07/02/2013 19:00
    Lá vamos nós de novo!

    Se os direitos não dependem de onde eu nasci, nem de como eu sou, muito menos do que eu acredito. E se além disso, ninguém pode me dar esses direitos, é algo que eu tenho desde que nasci. Como você chamaria tais direitos?
  • Juliano  06/02/2013 19:47
    Um ponto complicado nessa questão é a tentativa de defesa de incapazes. Até que ponto seria legítimo interferir na educação que seu vizinho dá ao filho dele?

    Partindo do ponto de um ponto de que os pais não são donos dos filhos, apenas possuem o direito de custódia, qual seria um ponto razoável de interferência de terceiros nesse processo? Dá pra imaginar uma situação de usuários de crack que também oferecessem droga aos filhos ou pais que simplesmente ignorem qualquer necessidade de educação das crianças, que a nossa legislação chama de abandono intelectual.

    Acredito que essa é uma das razões que faz com que pessoas aceitem essa ingerência. Crianças, por ainda não possuírem condições de se defender, acabam apresentando um cenário propício a esses tipos de conflito. Teriam os pais total liberdade para definir o destino dos filhos? Existe algum limite?
  • Augusto  06/02/2013 20:17
    Talvez você devesse considerar a opção de convencer os outros pais a não agir de uma maneira que você considere errada. Por que você pensou na violencia policial como a primeira opção a ser cogitada na resolução desse problema?
  • Juliano  07/02/2013 19:26
    "Por que você pensou na violencia policial"?
    Não falei nada de violência policial.

    O diálogo é sem dúvida uma opção, mas ele tem seus limites. Os pais teriam realmente total liberdade sobre a futuro dos filhos? E quando os pais apresentam problemas como distúrbios mentais ou vício?

    Não estou afirmando que o Estado deveria intervir nesses casos. O post é mais uma pergunta que uma afirmação, tendo em vista que nem sei se realmente existe uma saída. Talvez, em alguns casos, fosse realmente válido para alguém da comunidade tomar a custódia dos filhos. Quem decide isso? Quem pode advogar o direito de fazer isso?

    É bem complicado e, como disse, não sei nem se existe uma resposta para esse tipo de coisa.
  • Augusto  07/02/2013 20:21
    Não tenho as respostas para todas essas perguntas. Só quis lembra-lo de que qualquer solução que envolva o Estado, em última instância só será implementada através da violência policial ou ameaça de violência.

    Deveria ser sempre a última opção pensada para resolver os problemas do mundo, mas frequantemente é a primeira.
  • Mauricio  06/02/2013 20:05
    E sobre Unschooling ninguem discute sobre isso no Brasil? Nunca li na internet aqui no nosso pais sobre unschooling,e' muito diferente de homeschooling ,me parece tao obvio e natural como a teoria austriaca.Eu sei que nao deve ter muitas familias que conseguiriam educar seus filhos dessa maneira mas o principio e' que vale.
    Vai ai um apanhado geral:
    "Por muito cuidado que se tenha, educar é podar; deixar crescer com toda a força o ramo que nos agrada."
    "Em muitos países os jovens sentem-se encurralados e impotentes nas escolas que são obrigados a frequentar. Infelizmente, a maioria parece não estar ciente da possibilidade de aprender fora do sistema de ensino. Apesar de odiarem a rotina escolar acreditam no que lhes foi dito, que sem escola e sem diplomas as suas vidas serão arruinadas. Esta crença, baseada no medo, vem de tempos antigos.
    Os pais, em geral, ao ouvirem as queixas dos filhos respondem algo do gênero: "Pois, eu compreendo, também detestava a escola mas infelizmente é o que temos de fazer. Temos de aceitar as coisas como elas são"
    "Basically that the human animal is a learning animal; we like to learn; we need to learn; we are good at it; we don't need to be shown how or made to do it. . What kills the processes are the people interfering with it or trying to regulate it or control it."
    "It's only natural for parents to feel uneasy and uncertain when contemplating a path for their children other than the one they themselves traveled. Those of us who decide to unschool - even when we are convinced that this is the best option for our child - must unlearn many unfounded assumptions about learning that we were conditioned to believe for so many years. If we can do that, we can rediscover the natural love of learning we were born with."
    "This right of each of us to control our own learning is now in danger. When we put into our laws the highly authoritarian notion that someone should and could decide what all young people were to learn and, beyond that, could do whatever might seem necessary (which now includes dosing them with drugs) to compel them to learn it, we took a long step down a very steep and dangerous path. The requirement that a child go to school, for about six hours a day, 180 days a year, for about ten years, whether or not he learns anything there, whether or not he already knows it or could learn it faster or better somewhere else, is such a gross violation of civil liberties that few adults would stand for it. But the child who resists is treated as a criminal.

    They seem to believe that schools are better, more honorable places than the world outside - what a friend of mine at Harvard once called "museums of virtue." Or that people in school, both children and adults, act from higher and better motives than people outside. In this they are mistaken. There are, of course, some good schools. But on the whole, far from being the opposite of, or an antidote to, the world outside, with all its envy, fear, greed, and obsessive competitiveness, the schools are very much like it. If anything, they are worse, a terrible, abstract, simplified caricature of it. In the world outside the school, some work, at least, is done honestly and well, for its own sake, not just to get ahead of others; people are not everywhere and always being set in competition against each other; people are not (or not yet) in every minute of their lives subject to the arbitrary, irrevocable orders and judgment of others. But in most schools, a student is every minute doing what others tell him, subject to their judgment, in situations in which he can only win at the expense of other students."
    "No other institution does more harm or more lasting harm to more people or destroys so much of their curiosity, independence, trust, dignity, and sense of identity and worth. Even quite kindly schools are inhibited and corrupted by the knowledge of children and teachers alike that they are performing for the judgment and approval of others - the children for the teachers; the teachers for the parents, supervisors, school board, or the state. No one is ever free from feeling that he is being judged all the time, or soon may be. Even after the best class experiences teachers must ask themselves, "Were we right to do that? Can we prove we were right? Will it get us in trouble?" What corrupts the school, and makes it so much worse than most of the people in it, or than they would like it to be, is its power - just as their powerlessness corrupts the students. The school is corrupted by the endless anxious demand of the parents to know how their child is doing - meaning is he ahead of the other kids - and their demand that he be kept ahead. Schools do not protect children from the badness of the world outside. They are at least as bad as the world outside, and the harm they do to the children in their power creates much of the badness of the world outside. The sickness of the modern world is in many ways a school-induced sickness. It is in school that most people learn to expect and accept that some expert can always place them in some sort of rank or hierarchy. It is in school that we meet, become used to, and learn to believe in the totally controlled society. The school is the closest we have yet been able to come to Huxley's Brave New World, with its alphas and betas, deltas and epsilons - and now it even has its soma. Everyone, including children, should have the right to say "No!" to it."
  • Filipe Celeti  07/02/2013 02:47
    Maurício,

    Aqui mesmo no IMB foi postado um artigo meu que aborda a questão da educação e que é preciso não apenas pensar em educação sem controle estatal, como também uma educação sem coação para com a criança.

    Confira em: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1442
  • Lima  06/02/2013 23:56
    Off-Topic.
    O mundo anda turbulento, o Euro cambaleia, o Dólar esta tão abundante no mundo como os bandos de pardais, diante deste cenário, surge uma dúvida que me coroe:
    Como proteger minha pequena poupança da guerra cambial entre as nações, já tenho uma pequena parte dela aplicada em OURO físico, porem gostaria de proteger o resto e ao mesmo tempo ter liquidez de uns 20% para casos emergenciais.
    Alguma dica?
    Desculpem postar neste tópico.
  • Andre Oliva  07/02/2013 18:48
    Lima,
    Eu te passo o conselho de Warren Buffett (não foi com essas palavras, mas a idéia é essa): Compre ações de empresas sólidas, de preferência boas pagadoras de dividendos. O ponto dele é levar o raciocínio ao extremo: se ele tivesse todo o ouro do mundo (um cubão de ouro que não ocupa nem metade de um campo de futebol), e pudesse trocar pelo equivalente em ações, deveria trocar?
    Então do outro lado do campo o equivalente ao valor em ouro aplicado em ações de empresas sólidas, após 100 anos, as ações terão rendido zilhões em dividendos e continuarão a render por séculos, enquanto o ouro continuará lá parado, brilhando. Além disso, não importa se no futuro a moeda será o dólar, o yuan, uma moeda global da ONU, dólar do zimbabue ou o ouro: as pessoas ainda irão querer trocar 2 minutos de trabalho por uma lata de coca-cola. Por isso, o proprietário da coca-cola é o cara mais tranquilo do mundo. Não se preocupa com crise na europa, com inflação no mundo, com preço do petróleo...
    Enfim, se pensa em ter uma poupança, como reserva para emergências (emergências de fato, não trocar de carro), fique no ouro. Se tiver que mexer nesta reserva de vez em quando, aí terá que deixar uma parte em caixa disponível, não tem jeito. O melhor é deixar um pouco na poupança para mexer recorrentemente (tipo cobrir um "problema de fluxo de caixa"), e uma parte em NTN-B para mexer de vez em quando, preferencialmente num prazo maior que 2 anos (trocar ou consertar o carro). E uma parte em ouro para mexer quase nunca, só em emergências (bateu o carro, machucou a coluna, tem que ficar de licença por 6 meses e provavelmente será demitido quando voltar, no mesmo mês que resolveu reformar o telhado de casa).
    Já se pensa em investir, ganhar dinheiro ao invés de apenas conservar, comece a garimpar ações. Se ações não for para você, dá uma olhada em fundos imobiliários.
  • Wagner  07/02/2013 19:20
    Fundos imobiliários no meio de uma bolha imobiliária? A gente ta na alta, comprar IMOB agora é suicídio financeiro. Em relação a ações eu concordo, comprar ações de empresas sólidas é um bom negócio.
  • Andre Oliva  07/02/2013 19:43
    A bolha imobiliária está concentrada nos imóveis residenciais. Tem muito imóvel residencial que dá 0,3% de aluguel. Peter Schiff ensina que você deve valorar um imóvel pelo aluguel que ele te paga, assim como se analisa uma ação pelo lucro que ela dá. Os FII que alugam galpões e escritórios para empresas, estão dando 0,77% de aluguel. É fácil ver onde tem bolha, basta ver onde que o preço descolou do rendimento. Se uma ação ou imóvel pagar 7, 8, 10% de rendimento REAL constantemente(dividendo ou aluguel), é bom negócio. Além disso, a pergunta do colega foi para conservar o dinheiro frente à inflação, e os FII fazem isso bem. Mas entendo sua preocupação com a cotação dos FIIs frente a um estouro na bolha. Mas a cotação deles é mais sensível à taxa de juros mesmo. Se ela subir, o preço dos FII cai. Mas os alugueis continuam pingando...
  • Lima  08/02/2013 01:10
    Entendi pessoal, então acho que vou me arriscar no mercado de ações mais conservadoras, fiquei abismado com o preço das ações da Petrobras que tiveram uma queda significativa no ultimo mês, mas creio que o aperto dela seja momentâneo.
    O Ouro por outro lado, leio em alguns sites undergroud onde tem alguns economistas desconhecidos para mim, que afirmam que o preço do ouro está sendo segurado na marra e que a qualquer momento ele possa aumentar significativamente, em tempos turbulentos como os de agora.
    Vamos ver o que vem por ai, o ano só esta começando.
    :)
    Abraço amigos, grato pelas dicas e esclarecimentos.
  • Rovison  08/02/2013 03:33
    Hoje o melhor investimento no Brasil é imóvel, mais especificamente, construção de casas para o programa Minha Casa Minha Vida. Em menos de um ano, você tem um retorno de 100% do valor investido.
  • anônimo  09/02/2013 12:42
    Mas é muito bom mesmo né, falar que o melhor investimento é um programa do GOVERNO pra gente que sabe que tudo que o governo se mete acaba em *****
  • Gustavo Sauer  07/02/2013 00:16
    Já que o tema é educação, gostaria de ler a opinião de vocês a respeito desse artigo que saiu na globo sobre o método de correção das redações do Enem 2012: g1.globo.com/educacao/enem/2012/noticia/2012/11/enem-tem-redacao-sobre-movimento-imigratorio-para-o-brasil-no-sec-xxi.html

    O que achei estranho foi um dos critérios que os corretores usam na hora de dar as notas para as redações. Vejam:

    "5ª competência: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos."

    Quando o MEC fala "elaborar proposta de intervenção", acredito que estamos falando de alguma intervenção passando pela esfera estatal. E os direitos humanos que comentam deve ser referente a declaração universal dos direitos humanos da ONU (que menciona coisas como "direito ao trabalho" ou "direito a welfare"). É impressão minha ou há um claro viés estadista nesse último critério de correção das provas de redação? O que acham?

    Abs
  • anônimo  07/02/2013 08:46
    Claro que há. Pelo menos as gerações mais novas já consideram o ENEM uma piada.
  • Pedro  07/02/2013 11:41
    Prezados, bom dia.

    É possível baixar os livros disponíveis no site para o formato e-book (tipo para um Kobo)?

    Obrigado e abs.
  • Ricardo  07/02/2013 11:44
    Todos estão disponíveis gratuitamente. Clique em cada um deles para ver as opções de download.

    www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99
  • Bruno Garschagen  07/02/2013 14:35
    E o que acontece com quem defende e pratica a educação em casa pode ser conferido nesse Podcast do IMB com o Cleber Nunes: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=240
  • Adão  10/02/2013 14:10
    Excelente livro,
    Deveria ser lido nos cursos de pedagogia, para todas as pessoas que desejam trabalhar com educação;
    Li o livro inteiro e fiquei estarrecido, parabéns, muito bom livro, as citações a história da educação obrigatório no mundo é demais.
    A Inglaterra se tornou uma super potencia, um império mundial sem educação obrigatório, a revolução industrial sem educação obrigatório.
    A tese de que a Coreia do Sul se tornou uma nação rica devido a educação deve ser examinada melhor;
    Com a palavra a Mises Instituto;
    Parabéns vou recomendar o livro;
  • Luciano  13/02/2013 17:46
    Um fato que sempre me chamou atenção foi a educação finlandesa. Eu li uma vez que, embora a administração das escolas seja de responsabilidade dos municípios, o currículo escolar é dado por uma agência central do governo.

    Sempre que falo em homeschooling e na ineficiência da educação estatal, as pessoas citam o exemplo da Finlândia como prova de que o governo pode dar educação de qualidade. Já tentei pesquisa algumas coisas que pudessem refutar essa afirmação, mas só achei elogios ao sistema de lá.

    Será que, uma vez na vida, os estatistas estão certos?
  • Ricardo  13/02/2013 19:49
    A explicação da Finlândia é a mesma da Estônia: a peculiaridade do idioma estimula a inteligência e facilita a absorção de tudo que os finlandeses estudam e leem. Nada a ver com burocratas.

    finnish-and-pisa.blogspot.com.br/
  • anônimo  13/02/2013 22:34
    'idioma estimula a inteligência'?
    Isso não faz o menor sentido.
  • Ricardo  13/02/2013 23:00
    Sugiro a leitura do link (o qual contém fatos e argumentos) antes de sair emitindo opiniões baseadas em puro achismo (um vício bem brasileiro). Tal postura depõe bastante contra sua honestidade intelectual.
  • Gustavo BNG  13/02/2013 23:54
    Concordo. Saber latim, p.ex., ajuda muito no entendimento de outras línguas, até do inglês!
  • anônimo  14/02/2013 15:45
    Isso não é inteligência, isso é conhecimento.
  • Felipe  13/02/2013 22:22
    Sem contar que lá os professores podem ser mandados embora caso não tenham uma produtividade aceitável. Também, as escolas finlandesas possuem grande grau de autonomia onde o currículo tem liberdade para ser ajustado. Aqui nós ainda acreditamos em groselhas de Paulo Freire.
  • Andre Canine  18/02/2013 18:13
    um artigo interessante:

    www.midiasemmascara.org/artigos/educacao/13860-doutrinacao-ideologica-escolar-geografia-espaco-e-vivencia-8oano.html


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