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O Bundesbank quer seu ouro de volta - mas sem pressa

Há quase duas semanas, o Bundesbank (o Banco Central da Alemanha) surpreendeu os mercados de todo o mundo ao anunciar que irá repatriar uma considerável porção de suas reservas de ouro que estão na França e nos EUA.  Para muitos, tal anúncio, vindo do segundo maior detentor de ouro de todo o mundo, foi um sinal de que está havendo uma crescente, embora ainda clandestina, desconfiança entre os próprios bancos centrais, possivelmente estimulada por suas divergentes políticas monetárias. 

Os alemães fizeram de tudo para arrefecer o alarmismo gerado por seu anúncio, enfatizando uma miríade de razões logísticas, práticas e históricas que deveriam servir para mostrar que seu anúncio, na verdade, era rotineiro.  No entanto, o tamanho, o escopo e o momento desta medida fazem com que seja difícil não crer que haja outros motivos de cunho mais estratégico.

Sendo anunciada durante uma época de suposta cooperação entre os bancos centrais de todo o mundo, a decisão alemã de repatriar bilhões de dólares em barras de ouro estava fadada a gerar algum susto.  No momento, o Banco Central alemão possui oficialmente 3.396 toneladas de ouro em seu balancete.  Deste valor, 1.500 toneladas estão no Federal Reserve de Nova York e 374 toneladas estão em Paris.  A Alemanha anunciou que irá repatriar 674 toneladas de ouro — 300 do Fed de Nova York (avaliadas em US$17,9 bilhões) e todas as 374 toneladas de Paris (avaliadas em US$22,3 bilhões). 

Em tese, repatriar tal volume de ouro deveria ser uma operação relativamente simples.  De Paris, o ouro poderia ser transportado de trem ou de caminhões para Frankfurt.  Dos EUA, utilizando alguns aviões militares ou navios.  No entanto, tão logo o anúncio foi feito, o Bundesbank afirmou que plano é fazer essa repatriação aos poucos, ao longo dos próximos sete anos.  Ou seja, as 674 toneladas de ouro só serão totalmente reavidas em 2020.  Trata-se de um adiamento inexplicável.  Em específico, as 300 toneladas que estão no Fed de Nova York representam apenas 5% das mais de 6.700 toneladas mantidas em seus cofres.  É bastante esquisito que o Fed necessite de tanto tempo para entregar algo que deveria ser uma retirada corriqueira e manejável.  Isso só confirmou as suspeitas de que o ouro, na prática, não existe mais. 

Paralelamente, junto com a declaração do Bundesbank há um pdf cujo slide número 14, sob o título "Armazenamento no Federal Reserve Bank de Nova York", parece muito mais uma fotomontagem do que ouro genuíno.  A óbvia intenção da foto é fazer acreditar que aquele ouro é o estoque pertencente ao Bundesbank.  Isso entrega todo o jogo: é tudo uma pura manobra de relações públicas.

Embora alguns medalhões financeiros, como o presidente do Fed Ben Bernanke, tenham dito que ouro "não é dinheiro", e investidores respeitados como Warren Buffet tenham descrito o ouro como uma "relíquia bárbara", qualquer anúncio envolvendo grandes movimentações de ouro geram forte impacto emocional.  Tal reação é justificada?

Após a Segunda Guerra Mundial, a ameaça de uma repentina invasão soviética convenceu várias nações europeias ocidentais a diversificar a localização de seu portfólio de ouro, enviando o metal particularmente para os EUA e o Reino Unido.  Hoje, a Alemanha mantém apenas 31% de seu estoque de ouro nos cofres do Bundesbank.  Do restante, 45% está no Federal Reserve Bank de Nova York, 11% está no Banco Central da França (Banque de France) em Paris, e 13% está no Banco Central da Inglaterra (Bank of England) em Londres.  Mas agora que a ameaça militar russa já se dissipou, os alemães corretamente reavaliaram a conveniência dessa distribuição.

Durante décadas, os bancos centrais mantiveram grande sigilo sobre seus estoques de ouro.  Apesar disso, ainda hoje, são poucas as pessoas que duvidam dos valores dos estoques publicados nos balancetes dos bancos centrais.  No entanto, quando o assunto é a quem exatamente pertence o ouro mantido nos cofres dos bancos centrais e de alguns bancos comerciais, as perguntas tornam-se bem mais sérias.  Para o espanto de vários cidadãos alemães e observadores internacionais, o Bundesbank admitiu alguns anos atrás que havia décadas que ele não efetuava uma auditoria do seu estoque de ouro. 

Os países desenvolvidos adotaram uma forma de economia keynesiana que criou um mundo inundado de dinheiro fiduciário desvalorizado, o qual está lastreado em uma aparentemente insuportável montanha de dívida pública.  Em tal mundo, é compreensível que os cidadãos alemães sintam que o ouro de seu país deveria estar em casa.  Tal sentimento tem potencial para se espalhar.  O partido CDA (Christen-Democratisch Appèl; Apelo Cristão-Democrático) da Holanda já pediu que as 612 toneladas de ouro do país sejam repatriadas dos EUA, do Reino Unido e do Canadá.

É legítimo imaginar se tais sentimentos irão se espalhar e revelar que há uma escassez de ouro físico naqueles cofres até então tidos como confiáveis.  Adicionalmente, em um mundo em que a confiança nos bancos centrais está desaparecendo rapidamente, os próprios bancos centrais estão se tornando cada vez mais desconfiados uns dos outros.

Ao mesmo tempo, os bancos centrais dos países em desenvolvimento, particularmente os da China e do Sudeste Asiático, estão comprando e acumulando ouro velozmente, assim como também o estão fazendo países como Rússia, Turquia e Ucrânia.  A China já é hoje o maior produtor mundial de ouro, mas ela não apenas retém toda a sua produção, como também compra ouro continuamente no mercado aberto.  Isso já ocorreu até mesmo em momentos em que nenhum outro grande banco central estava vendendo quantias significativas de ouro.  A desastrosa investida feita pelo Banco Central da Inglaterra no início da década de 2000, quando ele vendeu centenas de toneladas de ouro a um preço menor que $300 por onça, sem dúvida é um fator controlador.

A relutância dos bancos centrais em abrir mão do ouro alheio que está sob sua custódia, fato esse que foi apenas ressaltado pela repatriação exigida pela Alemanha, está em profundo contraste com as políticas destes mesmos bancos centrais durante as décadas de 1970 e 1980, quando todos eles fizeram esforços de maneira concertada para desmonetizar o ouro, algo que só podia ser feito por meio da venda efetiva de grandes quantidades de ouro.  Será que esta mudança de postura reflete uma crescente e mútua desconfiança na moeda fiduciária por parte de investidores sofisticados, que agora estão acumulando ouro?

Mesmo a repatriação de uma pequena fatia do ouro alemão, especialmente se tal medida for copiada por outras nações como a Holanda, deve ser vista com grande preocupação.  Hoje, nenhum banco central ousaria, sem nenhum motivo, perturbar o equilíbrio de todo o sistema dos bancos centrais.  Se o Bundesbank ousou fazer isso, então é porque ele sabe de algo.  À medida que as economias keynesianas vão desandando rumo ao desastre financeiro, qualquer aumento na repatriação do ouro dos bancos centrais é um indicativo de que há um genuíno temor acometendo aqueles que detêm as verdadeiras informações privilegiadas — os próprios bancos centrais.



autor

John Browne
é consultor econômico sênior da Euro Pacific Capital, Inc., corretora de Peter Schiff.  Formado na Harvard Business School, John tem experiência de 37 anos no mundo financeiro e empresarial, tendo trabalhado no Morgan Stanley & Co, no Barclays e no Citigroup, além de ter participado do conselho diretor de vários bancos e corporações internacionais.


  • Bruno   26/01/2013 11:34
    Hmm por isso que o ouro andou subindo esses dias. Na OM de 116/g para 118/g
  • Bezerra  26/01/2013 13:12
    A inflação alta aqui no Brasil, porém o dolar não se valoriza. Será que isso é sinal de que o FED está fazendo tanta besteira quanto o Banco Central do Brasil?
  • Ronaldo Dias  27/01/2013 12:58
    Não estão fazendo besteira. Eles sabem exatamente o que estão fazendo.
  • anônimo  05/02/2013 09:57
    Ou será que o dolar está se desvalorizando tanto quanto o real?
  • Felipe  26/01/2013 14:35
    Agora é só esperar o Ben Bernake et al mandarem extrair o ouro, porque o que estava lá, com certeza não está mais.
  • Mercado de Milhas  26/01/2013 15:55
    A Rainha não deu recentemente uma conferida no estoque de ouro da Inglaterra ?

    A desconfiança dos BCs uns nos outros pode levar a que ?

  • anônimo  26/01/2013 16:07
    Então nem eles acreditam no keynesianismo deles
  • Aline  26/01/2013 21:21
    O governo da Alemanha e o Bundesbank são o que eu chamaria, mesmo correndo o risco de parecer ridícula, de dupla do mal. Defendem medidas que só atrasam a recuperação da zona do euro e por consequência da economia mundial. São políticas ultrapassadas de sofrimento inútil.

  • Mauro  26/01/2013 22:19
    De fato, seu temor se confirmou: você soou ridícula. Como é que o país que tem o orçamento mais equilibrado e que mais defende uma política monetária sensata pode ser a causa de todos os males? E como é que os países que destruíram seus orçamentos e que se endividaram como se não houvesse amanhã podem ser os exemplos a serem seguidos? Que lógica é essa?

    Quem de fato está "atrasando a recuperação da zona do euro e por consequência da economia mundial": os países sem nenhuma disciplina fiscal ou aqueles que fizeram uma verdadeira esbórnia durante a fase do boom econômico? Deixe sua ideologia de lado e comece a estudar a genuína ciência econômica.
  • Aline  26/01/2013 23:54
    Eu disse que o exemplo mais emblemático era o da Espanha. Errei. Esse é o segundo. O mais mesmo é o da Irlanda. Esse país tinha dívida pública baixa antes da crise, de 25% do PIB, que saltou para mais de 100% segundo dados recentes. E ela ainda tinha superavit, de 2,9% em 2006 que virou um deficit de 13,4% em 2011, após 30% em 2010.
  • Típico Keynesiano  27/01/2013 02:16
    Mauro, devemos sentar e esperar os mercados reequilibrarem? É isso que propõe? Aguardar que a arbitrariedade dos agentes econômicos resolva o desemprego? Esperar que os mesmos espíritos animais aleatórios que geraram o massivo entesouramento culpado pelo fim do "Boom Econômico" consigam corrigi-lo?

    A Aline está corretíssima. O governo deve solucionar o desemprego através do aumento da demanda agregada utilizando uma expansão artificial de crédito. Se os bancos terminarem em armadilha de liquidez, simples: Estimule através do puro gasto estatal.

    Sua preocupação com a dívida nacional é simplesmente infundada. Preocupar-se com algo assim é estar preocupado com dever dinheiro a si mesmo.

    É tão difícil entender mecanismos tão simples?

  • Aline  27/01/2013 02:33
    Mauro, o descalabro fiscal não é a causa da crise, mas sua consequência. Os dados que apresentei da Irlanda indicam isso. Ela tinha até muita disciplina fiscal e baixíssima divida pública antes da crise. No entanto, foi brutalmente atingida por ela.

    Acredito que a hora não é de disciplina fiscal, que é importante sim, porém em momentos de crescimento econômico, quando a receita está crescendo. Quando vive-se um momento de crise, rigor fiscal é inútil e só serve para aprofundar mais ela. É como enxugar gelo. Quanto mais controle de gastos, mais fraca a economia fica, menos receita entra e mais difícil fica melhorar as finanças do erário. Primeiro é preciso pensar em retomar o crescimento.
  • Leandro  27/01/2013 08:23
    A crise econômica e financeira europeia de fato nada teve a ver com déficits orçamentários dos governos. Neste quesito a Aline está corretíssima. Mas ela falha miseravelmente na solução proposta.

    O que houve nos PIIGS foi uma expansão desenfreada do crédito, algo que não ocorreu na Alemanha.

    Veja a expansão do crédito na Espanha, na Grécia e na Irlanda.

    Agora veja a da Alemanha.

    Como explicado diariamente neste site, expansões creditícias geram booms econômicos artificiais que inevitavelmente terminam em recessão. A expansão do crédito gera bolhas e vários investimentos insustentáveis, para os quais não há legítima demanda.
    Quanto mais intenso o boom, e quanto maior a sua duração, mais forte e prolongada será a recessão.

    Toda expansão creditícia artificial desencadeia, em sua fase inicial, uma bolha especulativa que pode ser caracterizada por uma "exuberância irracional". Esta fase da expansão creditícia provoca uma série de desequilíbrios e descoordenações na economia real, fazendo com que vários projetos e empreendimentos de longo prazo que antes da expansão do crédito se mostravam desvantajosos se tornem agora, por causa da queda dos juros e da expansão do crédito, aparentemente (muito) lucrativos.

    Os indivíduos intensificam seu endividamento para poder consumir, na crença de que a expansão do crédito continuará farta e que sua renda futura continuará aumentando, o que facilitaria a quitação destas dívidas. Já as empresas embarcam em investimentos de longo prazo levadas tanto pela redução artificial dos juros criada pela expansão do crédito (o que faz com que os investimentos se tornem mais financeiramente viáveis) quanto pela expectativa de que o aumento futuro da renda possibilitaria o consumo dos produtos criados pelos seus investimentos.

    Mas tudo chega ao fim. No final deste ciclo, quando a expansão creditícia -- que não pode se perpetuar para sempre -- for interrompida, o mercado inevitavelmente irá impor o desejo dos consumidores, e todos estes empreendimentos que até então pareciam lucrativos revelar-se-ão um grande desperdício (veja novamente os gráficos linkados acima). A realidade é que simplesmente não havia demanda para tais projetos, pois tudo era baseado numa ilusão de prosperidade, aditivada pela expansão monetária e do crédito. A interrupção da expansão do crédito revela consumidores mais endividados, sendo que sua renda não aumentou como se previa inicialmente.

    Vários bens de capital produzidos durante o período da euforia se tornam ociosos, revelando que sua produção foi um erro e um esbanjamento desnecessário (o que os fez ser distribuídos incorretamente no tempo e no espaço) porque os empreendedores se deixaram enganar pela abundância do crédito, pela facilidade de seus termos e pelos juros baixos estipulados pelas autoridades monetárias.

    Os consumidores estão agora relativamente mais pobres em decorrência de todos estes investimentos errôneos e insustentáveis que foram empreendidos em decorrência da expansão artificial do crédito, investimentos estes que imobilizaram capital e recursos escassos para seus projetos, recursos estes que agora não mais estão disponíveis para serem utilizados em outros setores da economia. No geral, a economia está agora com menos capital e menos recursos escassos disponíveis. Na Espanha, por exemplo, há hoje um milhão de casas vazias, sem compradores. Capitais e recursos escassos foram desperdiçados na construção destes imóveis, capitais e recursos que poderiam estar hoje sendo aplicados em outros setores da economia espanhola.

    Grécia, Espanha e Irlanda viveram na delícia de 2000 a 2008. Querer que não sofram as consequências da bebedeira é querer um mundo róseo.

    A Aline falha em sua receita porque ignora por completo este mecanismo dos ciclos econômicos. Pela solução apresentada, ela parece crer que crises e recessões são um problema de demanda. Logo, pela lógica, bastaria os governos -- e principalmente os malvados alemães -- incorrerem em déficits, aumentar os gastos e o Banco Central Europeu imprimir mais dinheiro, e tudo magicamente seria resolvido. O problema é que a realidade é outra.

    Crise e recessões são causadas por investimentos errôneos e insustentáveis -- pela expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros --, para os quais nunca houve demanda legítima. Não se trata de um problema de demanda agregada, mas sim de um problema de capital desviado para aplicações que não são genuinamente demandadas pelo público.

    A causa de uma recessão não é demanda agregada, mas sim a destruição de capital. Recursos escassos foram aplicados em investimentos para as quais não havia demanda. Quando esta falta de demanda se torna patente, o valor destes investimentos cai, e os empreendedores que fizeram tais investimentos se descobrem com um capital valendo bem menos do que imaginavam valer. Aí então começa a recessão, que nada mais é do que o período de reajuste desta estrutura de produção que foi distorcida pela expansão do crédito bancário e pela distorção das taxas de juros.

    Portanto, para acabar com uma recessão, é preciso fazer com que este capital mal investido seja liquidado e que os investimentos sejam voltados para áreas em que haja genuína demanda dos consumidores. O governo fazer políticas que estimulem a demanda agregada, de modo a não permitir que haja essa reestruturação do capital, irá apenas prolongar a recessão. Exatamente como está ocorrendo agora.

    Quem quiser uma análise completa da crise, não há documentário melhor e mais completo do que este:

    Fraude - por que houve esta grande recessão
  • Cesar Massimo  27/01/2013 19:54
    Leandro
    Muito bom o seu relato.
    O grande desafio está em justificar e provar que se fizer um sacrifício agora, todos serão beneficiados e estarão em melhor condição num futuro.
    É muito mais fácil para um líder, seja ele político ou econômico, oferecer um "refresco" no curto prazo mesmo que o futuro cobre este conforto oferecido com juros bem salgados. Mas quando chegar este momento ninguém vai se lembrar, somente alguns poucos que entendem esta lógica.
    É muito difícil explicar para um espanhol desempregado há 3 anos que ele está pagando pela bonança irrealista vivida anos atrás.
    Por isso que os queinesianos, favoráveis a um gasto sem lastro durante as crises, são mais bem aceitos pela sociedade atual. É mais fácil usufruir um pequeno alívio hoje e amanhã ....? Bem, amanhã a gente pensa em outra proposta, amanhã.
    Parabéns, Mises Brasil. Belo trabalho.
  • Rhyan  29/01/2013 06:52
    Foi o aumento das taxas de juros básicas que expuseram os déficits e dívidas dos PIIGS? Exatamente o que Peter Schiff diz que vai acontecer nos EUA?
  • Leandro  29/01/2013 08:26
    Não. Os juros caíram. Os déficits e as dívidas explodiram porque:

    1) As receitas despencaram por causa da recessão;

    2) E os gastos aumentaram também por causa da recessão (mais seguro-desemprego, mais pacotes de estímulos, mais programas governamentais, mais pacotes de socorro aos bancos).

    Menos receitas, mais gastos. Era inevitável.
  • Rhyan  29/01/2013 17:24
    Ah, certo, obrigado!
  • Bruno  27/01/2013 16:21
    Mauro,

    Não tão ridicula assim,

    Veja, pelo menos no campo ambiental que hoje na verdade é um área polico-ideológica, vamos dizer assim, a Alemanhã é o carro chefe ou melhor a locomotiva que leva todas as politicas ambientais para "salvar o planeta" a cabo e de modo sempre mais totalitarista. Mesmo aqui no Mises-Br já sairam alguns artigos a respeito.

    Desde impostos para redução do aquecimento global (estava em +25% na conta de um alemão médio tinha que pagar para salvar o planeta) Até o desligamento das usinas nucleares no seu país para importarem a mesma energia nuclear de usinas remanejadas da França seu país vizinho. E outras politicas absurdas que nem convém falar aqui.

    No campo economico eles podem estar se safando mas no campo ideológico (coisa que eles são "bons" mesmo) há muito a ser feito e não vejo como isso algum dia irá afetar a economia desse país.

  • Felipe  27/01/2013 00:05
    Até porque políticas modernas e bem sucedidas basearam-se apenas em expansão monetária, né?

    Sabe da última, me disseram que existe uma suástica em toda barra de ouro alemã e seu novo fuhrer é Ludolf von Mitler do Partido Liberal-Socialista dos Burgueses Alemães. Ahh, e eles conquistarão a Europa (de novo).
  • oneide teixeira  27/01/2013 00:30
    Já repararam que parece foi deixado para os libertários apenas ficar falando de economia, enquanto os marxistas tem a escola de Frankfurt que pega toda a atividade humana.

    Quem é o nosso Gramsci, quem é nosso Adorno.

    O liberalismo somente conseguiu fincar suas raízes na cultura ocidental, onde a ética judaico cristã, o direito romano(propriedade), e a filosofia grega(razão) são as suas bases.

    O libertários(de direita) não se misturam com os conservadores(de direita), ai fica fácil para o marxista chega num conservador e fica falando de economia, chega num libertário e ai fala de existencialismo e teoria critica.

    E qual é mesmo a doutrina social do liberalismo?

    Eu daria uma sugestão de olhar para a DSI, doutrina social da igreja(católica), os marxistas não tem a teologia da libertação?, só fazer uns encaixes na parte econômica que ta pronto.E tem as neopentecostais que pregam em parte o liberalismo sem saber, da mesma forma que na DSi só fazer uns encaixes na parte econômica.

    Depois uma politica de ocupação de espaços, um movimento, um vereador, um prefeito um governador, um senador e finalmente presidente.Espera ai que vou fazer uma revolução e já volto.

  • Felipe  27/01/2013 02:15
    O problema é que um libertário é honesto em um mundo de ladrões. Libertários não desenvolveram uma "filosofia social". Entendo sua sugestão, mas acho que seja extremamente antiético uma associação do tipo libertarianismo -> coisa x - sendo coisa x alguma religião, filosofia política etc - agora uma associação do tipo coisa x -> libertarianismo acho que é bem válida, já que essa coisa x que se identifica com o libertarianismo e não o contrário. Temos sempre que prezar pela ética e pelos princípios básicos do libertarianismo, mesmo que os inimigos sejam muitos e as batalhas, longas.
  • Anônimo  27/01/2013 02:28
    Libertários não vivem para brigar com marxistas.

    Socialmente falando, há três tipos de libertários: Libertários conservadores, aqueles que nunca utilizariam força para impedir a livre-associação de indivíduos mas que reprovam abertamente o sexo casual, a cultura gay, etc; libertários "libertinos", dispensa explicações e, finalmente, libertários "indiferentes"; aqueles que não tomam partido sobre comportamento social e apenas focam no tópico político.

    O posicionamento social de um libertário é simples de explicar. Independente da avaliação moral que faz sobre os diferentes comportamentos humanos, JAMAIS será aceito o uso da coerção para qualquer fim, mesmo se for conveniente com nossos posicionamentos morais.

    Amém?
  • oneide teixeira  27/01/2013 21:25
    Libertários não vivem para brigar com marxistas.

    Mas, marxistas vivem para brigar com libertários, e por deixa los falando sozinho que perdemos terreno.
    Nada devia ser deixado sem resposta.
  • Anônimo  28/01/2013 00:36
    Nada é deixado sem resposta.
    Não fique preocupado conosco, por favor. Não vamos e não queremos adotar nenhuma postura moral à sociedade. Longe de ser um ponto fraco, tal posicionamento libertário é essencial para a união em nome da liberdade de associação.
  • Marcos  27/01/2013 19:28
    De todas as vezes que eu vi um socialista falando sobre economia com um conservador ou de existencialismo com um liberal ele apanhou feio. Claro que existem radicais que relutam em deixarem seu mundinho, mas em geral vejo conservadores e liberais muito mais bem preparados do que os socialistas, seja qual for o tema. Não percebo má vontade para estudar autores liberais ou conservadores. Isso seria o cúmulo da burrice.

    O problema não é ganhar debates, é a ocupação de espaços, como você bem disse. Não adianta nada ser muito superior ao adversário se ele domina massivamente universidades, mídia, escolas e até mesmo algumas igrejas.

    Não precisamos de um outro Gramsci. Precisamos apenas saber exatamente o que os esquerdistas fizeram e como fizeram. E então será possível enfrenta-los. Ultimamente a compreensão disso tem aumentado bastante. Não é a toa que os esquerdistas estão começando a se incomodar com isso.
  • oneide teixeira  27/01/2013 21:53
    " Precisamos apenas saber exatamente o que os esquerdistas fizeram e como fizeram."

    Revolução cultural este foi o método.

    "O problema não é ganhar debates, é a ocupação de espaços, como você bem disse. Não adianta nada ser muito superior ao adversário se ele domina massivamente universidades, mídia, escolas e até mesmo algumas igrejas."

    Os libertários tem muito escrúpulos por causa da sua moralidade superior, não aceitam ocupar um cargo publico por ferir esta moralidade. Assim o estatismo foi ocupando espaço no poder.

    Já os marxistas não tem escrúpulos e se infiltram em qualquer area, o marxismo é ateista mas criou a teologia da libertação.

    O comentário acima esta correto e a coisa x que tem que ser adaptada ao liberalismo não o contrário.
  • Gustavo BNG  27/01/2013 23:13
    Acho que o mais importante, o mais fácil, o mais barato e o mais seguro (considerando as ameaças feitas pelos marxistas) é divulgar as obras da Escola Austríaca. E, se possível, links para comprá-las e/ou lê-las, como o da biblioteca do IMB: www.mises.org.br/Ebooks.aspx?type=99.
  • Mauricio  27/01/2013 02:49
    Pessoal, o que vocês tem a dizer sobre as toneladas de ouro extraídas ilegalmente na Amazônia todos os anos? Qual o real impacto deste roubo de nossas riquezas? Quem ganha com isso?
  • anônimo  27/01/2013 07:53
    'nossas'?
  • Erick V.  27/01/2013 12:43
    Por "ilegalmente" você quis dizer... sem a bênção de papai estado e sem pagar imposto? Me avisa onde é isso que eu vou lá também! ;P
  • Cleiton  27/01/2013 13:05
    Nossas? Quero minha parte então, será que é só ir lá e pegar um poquinho?
  • Cesar Massimo  27/01/2013 20:04
    Acho que quem ganha, e deve ganhar, é o sujeito que se arriscou e foi na Amazônia 'tentar' ter lucro fazendo mineração.
    Se não agrediu o próximo matando ou batendo, se não invadiu a propriedade de outro nem subtraiu os bens de outro, não vejo problema que tenha retorno nesta empreitada.
    De mais a mais, se for muito rentável , logo virão os concorrentes.
    É uma pena que, logo, logo, aparecerá um governante para subtrair grande parte do lucro auferido, a meu ver, sem direito legítimo.

    Agora, ter lucro extraindo ouro na Amazônia? Qual o mal nisso?
  • Mauricio  27/01/2013 03:06
    Sinistro: a foto desta matéria não bate, nos detalhes, com esta www.jungefreiheit.de/Single-News-Display-mit-Komm.154+M5f7cae2cab2.0.html. E esta outra que saiu na imprensa, pelas roupas, sapatos e óculos, parece tirada na década de setenta: www.manager-magazin.de/politik/deutschland/bild-877657-418529.html.

    Onde está o ouro alemão?
  • Renato Souza  27/01/2013 13:51
    Leandro

    Noto que esses países europeus poderiam ter adotado os mesmos métodos dos paises do extremo oriente, que cresceram sustendadamente.

    Um ponto crucial é que os países orientais cresceram voltados para o comércio exterior, com importações e exportações bastante livres. Vejo duas grandes vantagens: A demanda mundial de qualquer bem não pode ser facilmente manipulada. Os países são cada um diferente do outro e, na média, o mercado mundial será mais realista e menos manipulado que o mercado interno.

    Um segundo ponto, exportar (ou concorrer com importados) implica em aumentar a produtividade, que é precisamente o que os PIIGs, em geral, não fizeram. A nescessidade de exportar bens e serviços de grande valor agregado implica também em maior racionalidade do governo em seus gastos e burocracia, porque impostos e regras asfixiantes matariam a galinha dos ovos de ouro. Governos de países que adotaram esse caminho tem grande preocupação em não matar a inventividade, o empreendedorismo, e a produtividade.

    Já um governo que quer promover um surto de crescimento baseado no crédito fácil (criação de dinheiro ou dinheiro vindo de fora), gastos governamentais, e nada mais, não se preocupa com nada disso. Os resultados costumam ser imediatos, e a resposta positiva das urnas os torna cegos para o que vem a seguir.

    Quanto à questão do déficit público, isso pode não ter sido um problema original na Irlanda, mas era em Portugal, Espanha e Grécia. Em particular, Portugal e Grécia iriam à falência de qualquer jeito. Se não estourasse agora, seria mais tarde, a não ser que houvesse um repentino e grande aumento da produtividade.

    Estou correto na minha análise?
  • Rudson  28/01/2013 19:46
    Tava lendo uma reportagem na revista "Desafios do Desenvolvimento" do IPEA e me deparei com o seguinte parágrafo:

    "Mesmo assim, o movimento gerou efeitos profundos em nossas relações econômicas internas: instituições financeiras foram pressionadas a reduzir juros cobrados de clientes, aplicadores a diversificarem investimentos, o governo federal viu cair o gasto com o financiamento da dívida pública, e até empresários puderam recalcular, para cima, a rentabilidade de novos projetos, diante da queda do custo do capital."

    Basicamente, o autor considera uma boa coisa o fato de os empresários considerarem rentável (ou mais rentável) investimentos que antes não eram em razão da manipulação da taxa de juros por parte do governo. Que coisa maravilhosa...
  • amauri  28/01/2013 20:10

    Leandro, o escrito abaixo pode ser uma das causa do crescimento economico da era Lulla?

    Com a guerra do Iraque e Afeganistão os Estados Unidos inundaram o mundo com dólares falsos para sustentar a guerra, provocando uma liquidez esquizofrênica no mercado financeiro internacional, levando o preço do petróleo a sair de US$ 24,53 o barril em 2001 para US$ 112,69 o barril em agosto de 2012. Aumento de preço de 359,40% em 10 anos. Os preços das commodities (alimentos) tiveram um aumento de 227,49% de 2001 até agosto de 2012 e os preços das commodities geral (alimentação e metais) de 176,51% no período de 2001 até agosto de 2012.

    Sendo o Brasil grande exportador de commodities se beneficiou dessa valorização, levando nossas reservas em moeda estrangeira de US$ 35,9 bilhões em 2001 para US$ 352,0 bilhões em 2011. Crescimento de 880,50% no período. Porém não podemos comemorar, visto que foi gerado pela emissão de dólares falsos, assim sendo sem nenhum valor econômico, haja vista que essas reservas são remuneradas pelos Estados Unidos ao Brasil com juros negativos (juros zero menos inflação americana), ou seja, estamos pagando aos Estados Unidos para financiar a sua dívida. E a estupidez coletiva brasileira comemora.

    Em vista do acima exposto a ilusão monetária acima descrita (dólares falsos) fez com que a economia brasileira aumentasse sua capacidade de crédito, saindo de R$ 332,4 bilhões (25,52% do PIB) em 2001 para R$ 2.029,8 bilhões (48,99% do PIB) em 2011. Crescimento real em relação ao PIB de 91,97%.

    Como o Brasil não cresceu na mesma proporção do endividamento das famílias, é óbvio e ululante que essa mágica está para explodir, da mesma forma que explodiu na década de 80, terminado assim o segundo falso milagre brasileiro.

    Para encerrar devo afirmar que o verdadeiro milagre brasileiro, ou de qualquer país, somente ocorre com base na poupança e na educação do seu povo. O resto é debate de bêbados.
  • Leandro  28/01/2013 21:00
    Parcialmente correto. De fato, a inundação de dólares por todo o mundo aditivou os preços das commodities e impulsionou fortemente o setor exportador brasileiro. Esse aumento das exportações aumentou o ingresso de dólares no Brasil. No atual sistema monetário e bancário, todo e qualquer dólar que entra no Brasil é imediatamente transformado em reais por meio da simples criação de dígitos eletrônicos pelo sistema bancário que compra estes dólares.

    Quando um exportador com conta no Bradesco recebe US$100, ele vende estes dólares para o Bradesco. O Bradesco, para pagar o exportador, cria reais do nada na conta do exportador. Mesmo que o Banco Central não compre dólares, o próprio sistema bancário se encarrega de comprá-los. E, ao fazer isso, ele cria reais (ao aumentar seu ativo (dólares), ele também aumenta seu passivo (reais na conta-corrente de um cliente). Isso é lógica contábil). Toda entrada de dólares no Brasil é traduzida em criação de reais.

    As exportações, portanto, foram responsáveis por boa parte da expansão monetária de 2007 e principalmente 2008, como pode ser visto neste no terceiro gráfico deste artigo.

    Mas as exportações não explicam tudo. A expansão do crédito comandada pelo Banco Central e colocada em prática pelo sistema bancário de reservas fracionárias se encarregou do resto. Ou seja, o aumento da oferta monetária brasileira (que é que estimula o PIB no curto prazo) teve duas origens: exportações e expansão do crédito.

    O governo da época colheu os louros. E nós ficamos com a conta.
  • amauri  29/01/2013 09:50
    Leandro, em uma outra ponta, pode ter havido parte destes dolares criados, sendo usados no Brasil na Bolsa de Valores e em bancos de investimento?
    Se pode ter ocorrido o movimento no BOVESPA, podem ter usado para turbinar empresas escolhidas a dedo pelos bancos de investimento?
  • Vendedor  02/02/2013 18:27
    Leandro, como é possível resistir à essa expansão da base monetária causada pelo chegada de dólares? (Se for necessário resistir, é claro)

    Ela naturalmente desvaloriza o dólar em relação ao real, correto?
  • Antigo Judeu  31/01/2013 00:36
    Me de o poder da moeda, e não importo com quem faça as leis.
  • Servidor Federal  04/02/2013 13:48
    As bases americanas na Alemanha e a base ouro
    por Antal E. Fekete [*]

    A Alemanha não é nem independente nem soberana, apesar das pretensões habituais. Ela tem tropas americanas no seu solo por razões inexplicadas e inexplicáveis após a retirada de todas as tropas soviéticas há quase 25 anos atrás. Igualmente significativo é o facto de que a fatia do leão da reserva ouro alemã esteja sob a custódia americana. Se o Bundesbank pediu a repatriação de uma parte simbólica daquele ouro durante um longo período de tempo, podemos considerar como garantido que isto foi feito sob instruções americanas.

    Mas por que os americanos pediriam ao Bundesbank para requerer o retorno de uma parte do ouro alemão armazenados na "segurança" dos porões do Federal Reserve Bank of New York na parte baixa de Manhattan? Certamente não porque os porões estejam cheios de ouro americano e eles tenham de arranjar espaço para mais.

    É tudo grande teatro. Há uma agenda oculta que tem de ser camuflada. O melhor meio de fazer isso é montar um show. O público fica fascinado por imagens com tramas de ouro de bancos centrais.

    Uma razão, talvez a principal para este exercício, é que os administradores do sistema de moeda fiduciária (fiat money) global estão a preparar-se para a próxima confrontação decisiva, a cortina final sobre o que há alguns anos atrás chamei de The Last Contango in Washington. Por outras palavras, os decisores políticos estão a preparar-se para (ou a tentar defender-se da) a permanente escassez ( backwardation ) nos mercados futuros de ouro de todo o mundo que está a ameaçar rasgar em pedaços o actual e desgastado sistema de pagamentos mundial que repousa na fé (make-belief).

    A multa por atraso ( contango ) é a condição normal dos mercados futuros de outro quando o preço spot do ouro está com um desconto em relação ao preço de contratos futuros. O contango demonstra que está disponível muito ouro para satisfazer a procura actual. As pessoas estão confiantes em que promessas de entrega de ouro serão honradas. A condição oposta à situação de contango é chamada de escassez (backwardation) que se verifica quando os preços futuros perdem o seu prémio em relação ao preço spot e ficam menores. No mercado de ouro esta condição é altamente anómala porque, face a isto, permite aos comerciantes ganharem lucros sem risco. Eles vendem ouro spot com um prémio e compram-no de volta com um desconto para entrega futura. Contudo, lucros sem risco são efémeros uma vez que a própria acção de comerciantes os eliminará instantaneamente. O que isto sugere é que escassez permanente de ouro nunca poderia acontecer pela própria natureza do caso.

    Mas sem o conhecimento do público geral um perigo muito grande está a surgir, perigo semelhante a um que não ameaçava o mundo desde o colapso da parte ocidental do Império Romano há mais de 1500 anos atrás. Este perigo, se se materializar, marcaria o fim da nossa civilização e princípio de uma nova Idade Média (Dark Age). Estou a falar acerca da ameaça do súbito e completo colapso do comércio mundial. Isto seria anunciado pela escassez permanente de ouro, algo que alegadamente nunca poderia acontecer. Directamente nos seus calcanhares seguir-se-ia o colapso do sistema de pagamentos em dólar. O comércio por trocas (barter), naturalmente, começaria entre países vizinhos, mas o comércio mundial tal como o conhecemos desapareceria junto.

    O indicador pelo qual a viragem do contango para a escassez (backwardation) poderia ser medido é chamado a base ouro. É o prémio sobre o preço do ouro para entrega futura de acordo com o contrato que o acompanha relativo ao preço spot. Portanto a base ouro negativa é equivalente a escassez. Mal se passaram uns 40 anos de história de orientação pela base ouro, porque não havia comércio organizado de futuro de ouro antes de a América incumprir suas obrigações internacionais de ouro em 15 de Agosto de 1971.

    O comércio de futuros começou com uma base ouro robusta. O contango estava no seu pico. A base ouro não pode ser mais elevada do que o pleno encargo de armazenagem (carrying charge) (também conhecido como o custo de oportunidade de possuir ouro, cujo principal componente é o juro). Mas bastante cedo a base ouro começou a erodir-se e a erosão continuou até hoje. Isto foi um processo agourento e que foi ignorado por todos os políticos, economistas e jornalistas financeiros.

    O desvanecimento da base ouro é ainda mais curioso uma vez que tem estado a acontecer contra o pano de fundo de um avanço constante no preço do ouro. Os manuais de teoria económica ensinam que um avanço no preço sempre e em toda a parte chama novas oferta. Contudo, os manuais de teoria económica são impotentes quando se trata de ouro. Para o ouro, o verdadeiro é exactamente o oposto: um avanço no preço faz a ofertar contrair; e um avanço muito grande pode fazer a oferta desaparecer totalmente. A razão para este paradoxo é que o ouro é um metal monetário. Toda a difamação do ouro por economistas pagos por governo não alterará este facto. Nesta altura o declínio foi tão longe que a base ouro é praticamente zero, com ocasionais afundamentos em território negativo.

    A academia evita ostensivamente investigar a base ouro, pretendendo que ela tem tanta relação com a economia mundial quanto a base para carcaças de porcos congelados. O público é mantido na ignorância total. Mas só se pode ignorar a base ouro correndo perigo. Trata-se do único indicador disponível que mostra a deterioração progressiva do sistema de moeda fiduciária. Como é bem sabido, em toda a história nunca houve um experimento com êxito de moeda fiduciária. E nem foi por falta de tentativas. Todos estes experimentos ou foram abandonados quando governos esclarecidos decidiram retornar a divisa a uma base metálica, ou acabaram em fracasso absoluto provocando tremendo sofrimento económico para o povo quando a moeda fiduciária estava a perder rapidamente todo o seu poder de compra.

    A implacável contracção da base ouro significa que o ouro disponível para entrega futura está a desaparecer rapidamente. O ouro está constantemente a mover-se para mãos fortes que o agarram e não o abandonarão mesmo em face de altas de preços abruptas. Finalmente a oferta de ouro secará e a escassez esporádica dará lugar à escassez permanente. As minas de ouro recusam-se a receber papel-moeda pelo seu produto. Se quiser ter ouro, terá de recorrer ao barter.

    Escassez permanente significa que a confiança na divisa fiduciária em papel e nas promessas do governo de pagar evaporaram-se. Afinal de contas, considerando a sua origem, notas de banco irresgatáveis são nada mais do que promessas desonradas de pagar ouro. Uma vez estilhaçada a confiança, todos os cavalos do rei e todos os homens do rei não podem juntar Humpty Dumpty outra vez. A escassez permanente é como um buraco negro. Não há caminho para dele sair. Nem mesmo um raio de luz pode escapar das suas garras. Eis como os buracos negros ganharam sua fama. "Escassez permanente" não é um nome tão sugestivo como "buraco negro", mas mesmo assim pode devorar a economia mundial.

    A base ouro é afim à eficiência do dinheiro de suborno. A princípio o suborno é aceite sem se fazerem perguntas. Mas quando se torna uma característica regular do comércio de ouro, a sua efectividade é perdida. No fim o suborno é recusado quando se percebe que o objectivo é trapacear o proprietário e retirar-lhe a sua posse de ouro. Um sistema de comércio construído sobre o suborno é um castelo de cartas. Ele é desonesto. Depende do engano e de tramas falsas.

    Isto traz-me de volta à reserva ouro alemã. Como a escassez esporádica em ouro torna-se cada vez mais frequente, os cavalheiros responsáveis pelo andamento do sistema mundial de moeda fiduciária ficam alarmados. O único meio de pacificar o mercado é libertar cada vez mais ouro de bancos centrais. Ouro físico. A besta deve ser alimentadas. O ouro de papel não o fará (mas, naturalmente, estes cavalheiros continuarão a tentar inundar o mercado com ele).

    Libertar ouro americano directamente do Fed para os mercados de futuros está fora de causa. Isso confirmaria a suspeita, já desenfreada, de que o dólar é um colosso com pés de barro sustendo-se com água até os joelhos. Assim, deixem os estados clientes da América fazerem a libertação. Os alemães têm a reputação de favoráveis à divisa forte. Eles estão relutantes em aderir à "corrida para a base" das divisas. A Alemanha é a escolha natural para alimentar mercados futuros de ouro num esforço para proteger o dólar contra o último assalto que está a perfilar-se.

    Durante muito tempo a América tem estado a torcer o braço de outros países, incluindo o Reino Unido e a Suíça, fazendo-os vender centenas de toneladas de ouro do banco central, ao passo que a América não estava a vender nem uma onça. "Faça como eu digo, não como eu faço!" Durante todo este tempo a Alemanha tão pouco estava a vender. Era mantida a aparência de que esta decisão foi tomada na Alemanha. Não foi; ela tem, ao invés, a marca "made in USA". O ouro alemão é a última defesa do dólar. Por esta altura praticamente todos os bancos centrais ignoram o canto de sereia da América. De vendedores eles se tornaram compradores de ouro. De acordo com o plano mestre americano a Alemanha é a última fortaleza [a impedir] a desintegração do sistema global de moeda fiduciária. A Alemanha não falhará: é para isso que se mantêm tropas americanas no solo alemão. A Alemanha cumprirá obedientemente a tarefa de alimentar com ouro os mercados de futuros num esforço para defender-se da escassez permanente. A repatriação de uma parte a reserva de ouro alemã é um balão de ensaio. Se os mercados ficarem com medo e verificar-se pânico de vendas antes de o Bundesbank começar a vender, então muito melhor. Mas se a trama falsa fracassar e a marcha do mercado mundial de ouro rumo ao entesouramento privado continuar constante, então deixem o Bundesbank, não o Fed, sangrar ouro. O ouro da América deve ser poupado apesar de todos os riscos.

    Sobre tais truques e enganos está fundamentado o sistema monetário internacional.

    Qual é, portanto, a solução? Como pode ser impedida a morte súbita do comércio mundial? Felizmente, ainda há políticos erectos. Godfrey Bloom do Parlamento Europeu, deputado pelos círculos de Yorkshire e North Lincolnshire no Reino Unido, sugere que a Alemanha deveria repatriar TODO o seu ouro e reinstaurar um marco alemão ouro.

    A causa subjacente da crise financeira mundial é dívida desenfreada. O ouro é o único extintor final de vida. A partir da sua expulsão do sistema monetário internacional a dívida total no mundo só pode crescer, nunca contrair. Para travar o crescimento canceroso da dívida o ouro deve ser reinstaurado na sua antiga posição como o guardião da qualidade de dívida.

    Se, em desafio dos desejos americanos, a Alemanha tomar a iniciativa de criar um marco ouro e abrir a Cunhagem Alemã ao ouro em que todos os que se apresentarem possam converter seus lingotes de ouro em moeda de ouro, o curso da história mundial será mudado. Seria o mais admirável momento da Alemanha. A civilização terá sido salva e o arranque da nova Idade Média impedido. O marco-ouro poderia circular lado a lado com o euro e dólar irresgatáveis. Deixem as pessoas decidirem se querem ser pagas em divisas fiduciárias tendentes à crise ou, talvez, se preferem a estabilidade da moeda de ouro respeitada pela sua antiguidade. Não há dúvida do que seria a escolha das pessoas.

    A iniciativa alemã porá em funcionamento uma reacção em cadeia de actos virtuosos semelhantes por parte dos principais bancos centrais do mundo, a fim de impedir a depreciação fatal das suas divisas contra o marco-ouro. Este tornar-se-á a divisa mais cobiçada do mundo para comércio internacional. O sistema financeiro será salvo do suplício das desvalorizações competitivas de divisas e do efeito corrosivo de défices governamentais sempre em expansão. Governos serão forçados a enfrentar a realidade e viver responsavelmente dentro dos seus meios como toda a gente. Agricultores já não serão pagos para não cultivar a terra e trabalhadores fisicamente aptos para não trabalhar. O desemprego juvenil, em particular, será coisa do passado.

    Há um precedente. Em 1948 a Alemanha desafiou a força ocupante quando criou o Deutsche Mark sem se aborrecer a pedir permissão em Washington.

    Mas não será o padrão tendente à deflação? Na década de 1930 o padrão ouro internacional entrou em colapso por causa disto mesmo, não foi?

    Como disse o pai do Deutsche Mark, Wilhelm Röpke (1899-1966): não foi o padrão ouro que fracassou, mas aqueles a cujos cuidados estava confiado.
    28/Janeiro/2013

    [*] Nasceu em Budapeste, Hungria, em 1932. Matemático e cientista monetário. Em 1958 foi nomeado professor assistente de Matemática e Estatística na Memorial University de Newfoundland, Canadá e em 1993 reformou-se como Professor Titular. Em 1974 fez uma palestra sobre ouro no seminário de Paul Volcker na Universidade de Princeton. Posteriormente, foi investigador visitante (Visiting Fellow) no American Institute for Economic Research e editor sénior da American Economic Foundation. Em 1996 o seu ensaio, Para que o ouro? (Whither Gold?), que se encontra em www.fame.org/htm/Fekete_Anatal_Whither_Gold_AF-001-B.HTM , ganhou o primeiro prémio no concurso internacional sobre divisas patrocinado pelo Bank Lips, da Suíça. Durante muitos anos foi perito em vendas e hedging de barras de ouro de bancos centrais, e os seus efeitos sobre o preço do ouro e da própria indústria da sua mineração. Dedica-se agora a escrever e fazer palestras sobre reforma fiscal e monetária, com ênfase especial no papel do ouro e da prata no sistema monetário.
    No sítio web do jornalista Lars Schall consta também esta entrevista do prof. Fekete: " Gold: Permanent Backwardation Ahead! "
  • Kleber  04/02/2013 19:09
    Libertarianismo a la Mises, com o ouro segurando os Estados. Proposta mais afinada com a realidade do que as do revolucionário Rothbard (admirador de Che Guevara que se aliou com a New Left americana, para desgosto de Mises). mises.org/journals/jls/19_1/19_1_2.pdf

    O Instituto Mises está infestado de anarquistas, e todo anarcocapitalista é um revolucionário, uma característica notável em todo o revolucionário é que ao tentar mudar o mundo, acaba mudando a si mesmo e se transformando em um ditador ao longo do processo.


    "Mentalidade revolucionária" é o estado de espírito, permanente ou transitório, no qual um indivíduo ou grupo se crê habilitado a remoldar o conjunto da sociedade – senão a natureza humana em geral – por meio da ação política; e acredita que, como agente ou portador de um futuro melhor, está acima de todo julgamento pela humanidade presente ou passada, só tendo satisfações a prestar ao "tribunal da História". Mas o tribunal da História é, por definição, a própria sociedade futura que esse indivíduo ou grupo diz representar no presente; e, como essa sociedade não pode testemunhar ou julgar senão através desse seu mesmo representante, é claro que este se torna assim não apenas o único juiz soberano de seus próprios atos, mas o juiz de toda a humanidade, passada, presente ou futura. Habilitado a acusar e condenar todas as leis, instituições, crenças, valores, costumes, ações e obras de todas as épocas sem poder ser por sua vez julgado por nenhuma delas...


    Sempre penso em anarcocapitalistas quando leio este trecho do artigo "A mentalidade Revolucionária" de Olavo de Carvalho.

  • Leandro  04/02/2013 19:24
    "Proposta mais afinada com a realidade do que as do revolucionário Rothbard (admirador de Che Guevara que se aliou com a New Left americana, para desgosto de Mises). mises.org/journals/jls/19_1/19_1_2.pdf"

    Truquezinho barato, desesperado e desprezível. Uma coisa é o que uma pessoa escreveu quando jovem (Mises foi socialista na adolescência). Outra coisa é aquilo que essa mesma pessoa escreveu quando já madura.

    Afinal, como você classifica o seu ídolo Olavo: como o conservador que ele é hoje ou como o comunista confesso que ele foi na juventude? Seja coerente e utilize para o Olavo a mesma régua que utiliza para o Rothbard.

    Eis o genuíno Rothbard (aquele que ele foi na época final de sua vida):

    Progressistas, reacionários, histeria e a longa marcha gramsciana

    O papel crucial da religião no desenvolvimento da ciência econômica

    A esquerda progressista e a consagração da culpa

    Desta vez passa. Sua tentativa de vituperação será tributada apenas à sua ignorância sobre seu objeto de ódio (ignorância esta explicitada pelo seu comentário sobre a proposta de Mises para o ouro ser "mais afinada com a realidade". A proposta monetária de Rothbard era idêntica). Caso haja novas tentativas de deturpação, seus comentários não mais serão exibidos (sim, aqui é propriedade privada, e todos se manifestam apenas no tom que aprovamos).
  • Kleber  05/02/2013 00:37
    Afinal, como você classifica o seu ídolo Olavo
    Olavo é meu ídolo, sim (no sentido figurado, ou seja, de pessoa intensamente admirada), mas mais do que Olavo, meu ídolo é Mises, se bem que admiração é algo que podemos nutrir até para quem divergimos, por isso eu admiro em alguma medida o Rothbard e o Hoppe, e mesmo o anarcocapitalismo, até você eu admiro.

    : como o conservador que ele é hoje ou como o comunista confesso que ele foi na juventude? Seja coerente e utilize para o Olavo a mesma régua que utiliza para o Rothbard.

    Realmente o Olavo foi esquerdista, e como Rothbard, a juventude foi uma desculpa pertinente para esse desatino, mas como Churchill mesmo disse "Quem não é comunista até os 30 é porque não tem coração, quem continua sendo comunista depois dos 30 é porque não tem cérebro.", Rothbard se aliou ao New Left no final dos anos 60 quando tinha mais de 40 anos, enquanto o Olavo se meteu com a esquerda também nos anos 60 quando tinha mais de 20 anos, então a juventude dos dois, sejamos coerentes, é relativa. Mas para continuar sendo coerente, eu sei que Rothbard nunca foi comunista, ele foi oportunista.

    Outra diferença entre os dois é que diferentemente do Rothbard, o Olavo deixou de ser revolucionário quando cortou com a esquerda, o Rothbard continuou revolucionário até o fim da vida, e se ainda existe vida do lado de lá, caso esteja no céu, escapou de levar um beijo do capeta.

    Eu admiro mais o Mises do que os dois, pois na escala relativa de besteiras cometidas na juventude, Mises cometeu as suas na adolescência.

    Desta vez passa. Sua tentativa de vituperação será tributada apenas à sua ignorância sobre seu objeto de ódio (ignorância esta explicitada pelo seu comentário sobre a proposta de Mises para o ouro ser "mais afinada com a realidade". A proposta monetária de Rothbard era idêntica).

    As propostas eram idênticas, mas enquanto um queria curar o Estado, o outro queria matá-lo. O comentário do Servidor Federal, estava mais afinado com Mises e não com Rothbard, foi isso que eu quis dizer, leia novamente.

    Caso haja novas tentativas de deturpação, seus comentários não mais serão exibidos (sim, aqui é propriedade privada, e todos se manifestam apenas no tom que aprovamos).

    Acho justo!

  • Leandro  05/02/2013 00:53
    "o Rothbard continuou revolucionário até o fim da vida,"

    O curioso é que há um compêndio de seus artigos publicados na década de 1990 em que ele claramente se definia como reacionário de direita. Você pode ler todos estes artigos, na íntegra, aqui -- caso de fato tenha algum apreço pela verdade e pela honestidade intelectual, é claro.
  • anônimo  05/02/2013 02:16
    Uma dúvida, aquela história de 'feto é um invasor na barriga da mãe', quantos anos ele Rothbard tinha quando disse isso?
  • Felipe  05/02/2013 01:21
    Churchill teve muito mais responsabilidade na decadência da civilização ocidental, por sua atuação na primeira guerra, no entre guerras e na segunda guerra, do que Che Guevara ou Fidel - meros ditadores do terceiro mundo jamais tiveram.

    Vocês conservadores fajutos terão que engolir o fato de que Churchill ameaçou o governo polonês e tcheco em exílio a aceitar os fantoches comunistas de Stalín em Varsóvia e em Praga como representantes oficiais de governo de seus respectivos países.

    Enfim, Churchill criticou Neville Chamberlain pela sua política de apaziguamento em relação a Hitler, mas Chamberlain deu a Austria e a Boêmia para Hitler, mas Churchill deu a Polônia, Estônia, Letônia, Lituânia, Hungria, Eslováquia, República Tcheca, Romênia, Croácia, Eslovênia, Sérvia, e Bósnia.

    Se Chamberlain "afinou" contra Hitler, Churchill "afinou" muito mais contra Stalín. É realmente estranho a adoração que alguns neocons nutrem por este homem que só causou problemas por onde passou.
  • Neto  05/02/2013 09:37
    No artigo hutus vs tutsis ele Rothbard usa explicitamente o termo 'nova ordem mundial'
    Ele só me surpreende! Pra melhor!

    Teve um artigo aqui que foi criticado porque o autor usou esse termo, acho que era algo como 'a NOM está se auto destruíndo', uma coisa assim, e muita gente achou ruim, mas é isso mesmo! Rothbard já notava isso naquele tempo
  • Kleber  05/02/2013 11:21
    Antes de mais nada, santo é coisa de igreja, Churchill, Che, Fidel, não são santos, mas colocar Churchill acima de Che e Fidel, em termos de desumanidade, faz de você um sujeito muito infeliz em seu primeiro parágrafo, ele foi desastroso no pós-guerra da primeira guerra mundial, suas ações ensejaram a criação de um monstro, mas na perspectiva dele, a belicosa Alemanha em tempos de fervoroso nacionalismo era uma ameaça séria demais para que a oportunidade fosse perdida. As indenizações de guerra foram injustas, e ele não conseguiu prever que a Alemanha se recuperaria e que o monstro iria surgir.

    No segundo, terceiro e quarto parágrafos, você parece não entender que a ameaça era Hitler e não Stálin. Parece não entender que se Stálin não estivesse com os aliados faria parte do eixo e não só a europa oriental seria dividida com os Soviéticos, mas também toda a europa ocidental, e logo depois o resto do mundo.

    Julgar personagens históricos, que tiveram que tomar decisões, que caso não tomadas, afetariam o destino da humanidade, é uma situação muito confortável para um sujeito sentado na frente do seu notebook, sem responsabilidade nenhuma por aquilo que está dizendo, se Churchill tivesse agido com a mesma pusilanimidade de Chamberlain, provavelmente você estaria criticando ele por outros motivos. Mas pessoas que agem com medo de ser criticadas são fracas, já que sempre existirão críticos, que criticam pelo prazer de criticar, por isso que Churchill, estava certo, e acabou se tornando o líder que foi, e corrigindo em parte os erros do passado.

    Mas Churchill é real, existiu, fez parte da história, errou e acertou, e pode ser julgado pelos seus erros e acertos, mas analisando todos os elementos da história, por ter sido real seu julgamento é possível, impossível mesmo é julgar aquilo que nunca existiu, que nunca fez parte da história, que nunca pudemos verificar seus erros e acertos, e portanto, nunca pudemos julgar seus erros e acertos. Não é mesmo anarcocapitalista?
  • anônimo  05/02/2013 12:01
    Kleber, voce fala como se estes países teriam recursos para construir sua máquina de guerra indefinidamente. Falta-lhe uma compreensão de como o estado consegue se financiar.
  • Kleber  05/02/2013 15:35
    Eles não precisariam construir sua máquina de guerra indefinidamente, só precisariam acumular os espólios de guerra, controlar os recursos naturais que possibilitavam a produção de artefatos militares, e controlarem a economia dos países ocupados, mantendo a hegemonia militar.

    Assim como os EUA, assim como Roma, eles só precisariam da hegemonia militar e econômica, para espalharem sua influência em todos os cantos do mundo.
  • Renato Souza  05/02/2013 15:58
    Leandro

    Farei uma crítica aos ancaps, mas quero deixar claro, desde o início, que as afirmações genéricas que farei não se aplicam a você, Leandro, no que diz respeito à virulência e agressividade verbal. Pelo contrário, você uma das pessoas mais educadas e pacientes que conheço.

    Embora discorde do Kleber no tom e nos detalhes, concordo na essência.

    Uma pessoa que não conhece a Escola Austríaca, mas que só aprendeu as falácias marxistas, pode ser enganado durante a adolescencia, ou mesmo durante a juventude.

    Outra coisa muito diferente é um homem que foi discipulo do próprio Mises, se tornar DEPOIS DISSO, um fã e apoiador do "porco fedorento" Che Guevara. Isso denota uma falha intelectual (vou ser bonzinho) muito grande. Isso precisa ser explicado, e qualquer discipulo de Rothbard deveria tentar buscar as raízes desse grave erro. Seria o caso de estarem se perguntando que falhas de pensamento o levaram tão inimaginavelmente longe no erro.

    Outro ponto interessante é que os ancaps atacam os conservadores que apontam essa grave falha, citando Olavo de Carvalho, que era um ignorante a respeito das bases do conservadorismo e do liberalismo, como todo comunista, e só mais tarde veio a estudar essas coisas. Além disso, ser conservador não é sinônimo de ser "olaviano", se é que isso existe. Também atacam Churchil, como se existissem os "churchianos" (etâ neologismo feio!). Pessoalmente, acho a crítica a Churchil extremamente exagerada, atribuindo a própria Segunda Guerra a ele. Mas se eu estiver errado, não faz a menor diferença, não sou conservador por causa de Churchil, e ele não fundou nenhuma doutrina.

    Já o anarcocapitalismo é virtualmente "rothbardianismo". Rothbard é, de longe, o principal criador do anarcocapitalismo. No mínimo, seria de esperar que os ancaps, na ânsia de evitar cair no grave erro de seu mestre, pesquisassem exaustivamente o que aconteceu. Deveriam haver dezenas de artigos ancaps analisando esse evento, e mostrando exatamente como ele chegou a isso.

    Noto uma certa tendência dos ancaps de serem emocionalmente tão opostos aos conservadores e liberais não ancaps, que chegam a se opor mais a eles do que aos marxistas. No mínimo, odeiam a todos igualmente. Há pessoas que ja travaram conhecimento com as idéias ancaps, e saem por ai criticando o site, chocados com a virulência e agressividade verbal de alguns ancaps. Dá trabalho explicar as coisas e separar a EA do anarcocapitalismo.

    Finalmente, além desse evento inexplicavel da vida de Rothbard, há idéias dele que me parecem, não só gravemente erradas, como potencialmente gravemente prejudiciais:

    1. Ele considerava a moral e a ética coisas totalmente isoladas uma da outra.
    2. Ele defendia que crianças podem ser abandonadas pelos pais.
    3. Ele defendia que fetos podem ser abortados.
    4. Ele defendia que promessas formalizadas de compra ou venda podem ser quebradas sem ônus.
    5. Seu apoio ao Che Guevara mostra uma imensa falta de senso de proporções. O representante do estado totalitário, que deseja destruir toda e qualquer liberdade individual, é entusiasticamente apoiado por aquele que considera criminoso qualquer um que seja governante. Quando o senso de proporções se esvai, o senso de justiça se destrói. Seria como se alguém odiasse o presidente da Coréia do Sul, por exemplo, simplemente por ser um governante, e amasse o governante norte coreano, por se opor ao primeiro. Noto em muitos ancaps, nas redes sociais, essa mesma falta de sendo de proporções.
  • Felipe  05/02/2013 17:54
    O "apoio" a Che Guevara era uma crítica ao estado policial americano - e todos os vícios e consequências disso(os EUA são uma grande base militar, segundo Rothbard)- vigente no pós-guerra. Ele estava completamente desiludido com o intervencionismo americano na década de 50 e 60.

    Ele nunca disse que crianças deveriam ser abandonadas. Ele defendeu a abertura do processo de adoção da época, e defendeu que pais deveriam ter o direito de vender seus filhos para famílias capazes, dizendo que os pais não deveriam ser obrigados a criar a criança em um ambiente de convivência artificial, comum em casos de crianças indesejadas, o que apenas leva a alienação da criança. Ele basicamente diz que a criança seria muito mais feliz com pais adotivos interessados do que com pais biológicos desinteressados, independentemente do fato da criança ter sido adotada ou vendida.

    Você está correto no que diz respeito ao aborto, embora eu não seja religioso, eu acho um crime grave. O anarcocapitalismo baseia-se nas responsabilidades individuais, ser a favor do aborto, além de ser a favor do assassinato é favorecer práticas irresponsáveis.

    Sobre as promessas formalizadas, isso compete as partes contratantes. A última instância do mundo arcap são os contratos voluntários. Se duas partes contrataram voluntariamente, a quebra desse contrato pode ou não recorrer em compensação ao prejudicado, depende exclusivamente do conteúdo do contrato.

    "Ele considerava a moral e a ética coisas totalmente isoladas uma da outra."

    E ele está corretíssimo. Um assassino pode ter ética, embora, evidentemente, tenha uma moral deturpada.
  • Kleber  05/02/2013 19:11
    "E ele está corretíssimo. Um assassino pode ter ética, embora, evidentemente, tenha uma moral deturpada."

    Ele está corretíssimo?

    Esse me parece ser o problema da ideologia anarcocapitalista, desvincular a ética da moralidade, é por isso que se ouve pérolas anarcocapitalistas do tipo "se beber dirija", ou aquelas citadas pelo Renato, ou mesmo lidas no livro "Defendendo o indefensável" do Walter Block. Uma ideologia tão sedutora e perigosa quanto à marxista.

    A proposta é que os freios da moral judaico-cristã da civilização ocidental sobre os impulsos primitivos da humanidade sejam retirados e substítuidos por uma ética que comporta a moral do mundano, do promíscuo, do vagabundo, do libertino, etc...

    O mundo moralmente caminharia para frente ou para trás, com esse relativismo moral?

    Eu acho que esse é o ponto que diferencia o anarcocapitalista do conservador.

    Conservadores não são contra a ética libertária, conservadores são contra o relativismo moral dos libertários.

  • Leandro  05/02/2013 19:51
    [i]"A proposta é que os freios da moral judaico-cristã da civilização ocidental sobre os impulsos primitivos da humanidade sejam retirados e substítuidos por uma ética que comporta a moral do mundano, do promíscuo, do vagabundo, do libertino, etc... O mundo moralmente caminharia para frente ou para trás, com esse relativismo moral?"

    Cite um só artigo deste site que defenda isso (a abolição da moral judaico-cristã, a defesa da promiscuidade, da libertinagem e do relativismo moral). Apenas um.

    Estou quebrando minha promessa e dando-lhe uma segunda chance. Mais uma calúnia e você está fora.
  • Felipe  05/02/2013 20:19
    Você está confundindo ética com moral.

    O princípio anarcocapitalista de não-agressão, honra de contratos, condenação do roubo(de qualquer tipo) e de respeito a propriedade alheia é quase, em sua totalidade, cristão. Uma pessoa que leva uma vida mundana na sociedade gramsciana de hoje certamente entraria na linha - por motivos de sobrevivência - em uma sociedade anarcocapitalista, já que não teríamos o estado para patrocinar o prejuízo de práticas irresponsáveis. O comportamento mundano é uma opção pessoal, fruto do livre-arbítrio, sempre existiu e é muito especulativa afirmação de que somente a moral judaico-cristã nos impede de retornar aos nossos instintos primitivos.
  • anônimo  05/02/2013 22:02
    É, gaste mais tempo estudando, Kléber. Você só mostra que não entendeu nada.
  • Felipe  05/02/2013 16:39
    "Antes de mais nada, santo é coisa de igreja, Churchill, Che, Fidel, não são santos, mas colocar Churchill acima de Che e Fidel, em termos de desumanidade, faz de você um sujeito muito infeliz em seu primeiro parágrafo, ele foi desastroso no pós-guerra da primeira guerra mundial, suas ações ensejaram a criação de um monstro, mas na perspectiva dele, a belicosa Alemanha em tempos de fervoroso nacionalismo era uma ameaça séria demais para que a oportunidade fosse perdida."

    Eu disse que Churchill contribuiu muito mais para a decadência da civilização ocidental do que meros ditadores do terceiro mundo, em nenhum momento disse era mais desumano que Che ou Fidel. A "belicosa" Alemanha não entrava em guerra desde sua fundação em 1871, de fato, seu gasto em defesa durante a década de 1910 era menor do que o de França e Rússia, proporcionalmente, e quando a guerra começou a Alemanha tinha escassez de munição, o que levou a descoberta da síntese da amônia por Fritz Haber em 1917, como elemento alternativo na produção de munição. Segundo, você confunde causa e efeito: foram os tratados de paz que despertaram um nacionalismo exacerbado nos alemães e não o contrário. O nacionalismo exacerbado foi uma característica intrínseca de todos os beligerantes na primeira guerra mundial. E em todo caso, Churchill falhou. Tudo o que ele fez foi tirar algumas fazendas da Silésia e da Prússia Ocidental da Alemanha, de baixo impacto econômico e instituir indenizações que, embora pesadas eram facilmente manipuláveis. Para se ter uma idéia, os alemães emprestavam dos americanos para pagar suas dívidas, os franceses por vez pagavam os americanos com os empréstimos alemães e os americanos, quando recebiam o dinheiro, investiam de volta no mercado alemão, extremamente vantajoso. Assim os alemães emprestavam para eles mesmos e os franceses ficavam a ver navios.

    "As indenizações de guerra foram injustas, e ele não conseguiu prever que a Alemanha se recuperaria e que o monstro iria surgir."

    Por quê não se recuperaria? Mesmo depois do fim da Primeira Guerra Mundial a Alemanha ainda era mais rica que a França. De fato, a perda das terras rurais da baixa silésia pouco impactaram a industrializada economia alemã. Além de fato, de ter uma mão de obra proporcionalmente extremamente qualificada desde que as escolas técnicas do Reino da Prússia foram fundadas.

    "Parece não entender que se Stálin não estivesse com os aliados faria parte do eixo e não só a europa oriental seria dividida com os Soviéticos, mas também toda a europa ocidental, e logo depois o resto do mundo."

    Mas sob a orientação de Churchill TODA A EUROPA CENTRAL E ORIENTAL FOI DIVIDIDA e transformada em satélites soviéticos e seus povos bovinamente transferidos para dentro das novas fronteiras. Churchill não só ficou quieto, como traiu e ameaçou seus antigos aliados tchecos e poloneses, forçando-os a reconhecer os fantoches comunistas a serviço de Moscow. Ele foi cúmplice direto da escravização da Europa Central e Oriental pelos socialistas, que durou 45 anos. Seus grandes feitos em salvar a Europa da escravidão socialista foi falar que "uma cortina de ferro se estende de Sttetin a Trieste" e que "o mundo enfrenta novos perigos com Stalín". De fato, no pós-guerra, a Europa central e oriental foi dada a Stalín e o mundo ficou dividido - exatamente do mesmo modo que você tenta fingir que não foi o caso.

    "Julgar personagens históricos, que tiveram que tomar decisões, que caso não tomadas, afetariam o destino da humanidade, é uma situação muito confortável para um sujeito sentado na frente do seu notebook, sem responsabilidade nenhuma por aquilo que está dizendo, se Churchill tivesse agido com a mesma pusilanimidade de Chamberlain, provavelmente você estaria criticando ele por outros motivos. Mas pessoas que agem com medo de ser criticadas são fracas, já que sempre existirão críticos, que criticam pelo prazer de criticar, por isso que Churchill, estava certo, e acabou se tornando o líder que foi, e corrigindo em parte os erros do passado."

    Estava certo em relação a quê? Sobre dar a Europa de graça para o sucessor de Hitler?
    Que erros foram corrigidos? A Europa passou a ser um estado vassalo dos Estados Unidos e da União Soviética. Milhões de cristãos ficaram sob julgo soviético. Aliados foram traídos, a Bretanha faliu e perdeu completamente a (restante) independência que tinham dos EUA. Ele é impassível de críticas, por acaso? Sem contar que se eu cavar mais embaixo, até 1904(o ano em que a primeira guerra tomou forma), verás que ninguém causou mais problemas para a Europa do que ele.

    "Mas Churchill é real, existiu, fez parte da história, errou e acertou, e pode ser julgado pelos seus erros e acertos, mas analisando todos os elementos da história, por ter sido real seu julgamento é possível, impossível mesmo é julgar aquilo que nunca existiu, que nunca fez parte da história, que nunca pudemos verificar seus erros e acertos, e portanto, nunca pudemos julgar seus erros e acertos. Não é mesmo anarcocapitalista?"

    Você, obviamente, não deve ler muito sobre anarco-capitalismo e HHH, como demonstra sua mente ridiculamente empiricista. É óbvio que, claramente, você não compreende e não consegue distinguir uma teoria bem fundamentada. Qual conservador você é? Fã do Woodrow Wilson ou do Theodore Roosevelt? Honestamente, peço desculpas se pareci um tanto alemão - belicoso - hehe, mas é ilusão achar que Churchill ou que qualquer governante do século XX - exceto o finado Franz Joseph - da Austria-Hungria tenha sido genuínamente conservador.
  • Kleber  05/02/2013 17:49
    Para não me estender demais, já que não sou pago pra ser comentarista, e preciso trabalhar, vou comentar alguns pontos importantes:

    De fato, no pós-guerra, a Europa central e oriental foi dada a Stalín e o mundo ficou dividido - exatamente do mesmo modo que você tenta fingir que não foi o caso.

    Não finjo coisíssima nenhuma, até com a idade mental do Rothbard ao dizer que fetos eram invasores na barriga das mães, eu saberia que o mundo foi dividido, mas nossa sorte foi a configuração dessa divisão, e devemos isso a Churchill, pois se Stálin e sua capacidade industrial militar ficassem do lado de Hitler, o mundo estaria dividido entre soviéticos e nazistas, e teríamos tido a quarta guerra mundial, e no final dela, um governo mundial totalitário (algo que já se ouvia naquele tempo tanto da boca de nazistas quanto de comunistas) e o destino do mundo ou seria a miséria do comunismo ou a purificação racial dos nazistas, sua análise da história é de uma ingenuidade irresponsável, você tem tanta pena do Chamberlain, porque é tão ingênuo quanto ele, entre cortar uma mão ou perder a cabeça, Churchill precisou decidir, ele teve coragem pra fazer isso, coragem que faltou ao Chamberlain e faltaria a tipos como você.

    Honestamente, peço desculpas se pareci um tanto alemão - belicoso - hehe
    Você não me pareceu um tanto belicoso, você me pareceu um tanto ingênuo (eu ia dizer outra coisa, mas como estão reclamando do meu tom, você teve sorte... Mas iria dizer isso mesmo que você imaginou... hehe).
  • Felipe  05/02/2013 18:45
    Você, obviamente, não tem nenhum conhecimento do que fala. Ainda diz que "tivemos sorte" com a configuração da divisão do mundo, mesmo vendo que hoje, mais do que nunca, espíritos assombrados do nazismo-comunismo do século passado ainda passeiam livremente pela nossa sociedade. Ignora que a mentalidade estatista nunca cresceu tanto - inclusive nos países dito livres - desde a década de 30 para cá - e a situação só piora a cada ano. Estrategicamente, ignora todos os outros fatos que postei. Engraçado, pois, para postar groselha você dispõe de bastante tempo, mas para responder qualquer coisa, você está ocupado com o trabalho.

    O fato é que Churchill se acovardou diante do Exército Vermelho, quando viu a extensão do poderio militar de Stalín, abandonou antigos aliados e deu o golpe de misericórdia na história européia. Alguns anos mais tarde comunistas e neofacistas franceses e alemães fundavam a UE, o primeiro projeto de superestado dos tempos modernos.
  • Kleber  05/02/2013 19:49
    Belicoso alemão, sua última postagem parecia um artigo e não um comentário, se eu tivesse achado tão agradável o que eu estivesse lendo, talvez nem teria desconfiado, mas deveria ser óbvio para você que o que você considera groselha em minhas postagens, pela diferença de opiniões é o que eu considero groselha nas suas. Se hoje temos espíritos assombrados do nazismo-comunismo passeando livremente pela sociedade, e se a mentalidade estatista vem crescendo desde a segunda guerra, você deveria agradecer a Churchill, pois se ele não tivesse acabado com a aliança entre Hitler e Stálin, você não estaria vendo espíritos assombrados e crescimento da mentalidade estatista, estaria vendo a materialização desses espirítos e dessa mentalidade na forma de um governo mundial totalitário. Você credita os males do comunismo de Stálin na conta do Churchill, esses males não são de Churchill, são de Stálin, se Churchill tivesse sido fiel aos poloneses e tchecos, e perdido a guerra, os males de Stálin ou de Hitler, não seriam espíritos assombrados passeando pela sociedade, seriam tão concretos quanto uma parede de cimento.

  • Felipe  06/02/2013 16:58
    Cuma? Churchill destruiu a aliança entre nazistas e comunistas? Como? Eu pensei que tinha sido os alemães quando invadiram a URSS em 22 de junho de 1941. Se dependesse dos comunistas essa aliança nunca seria desfeita, palavras do próprio ministro Vyacheslav Molotov. Stalín correu para os aliados quando os nazistas chutaram a porta. Apesar de todo o apoio material que os ocidentais deram para a URSS (praticamente toda a cadeia logística do exército vermelho no fim da guerra era feita por caminhões emprestados), eles foram passado para trás. Curiosamente, não apenas Churchill, mas Roosevelt(e depois Trumman) tentaram se aproximar dos soviéticos fazendo concessões territoriais, no pós-guerra. Anos depois, mostrou-se que grande parte dos "secretários", "consultores" e a casta burocrática ocidental responsável por fazer um acordão com Stalín era nada mais nada menos do que agentes soviéticos infiltrados nos governos ocidentais. Haja incompetência!
  • Kleber  06/02/2013 19:55
    Belicoso Alemão,

    "Em 1941 a situação era a seguinte:a Europa estava ocupada pelos exèrcitos alemães,exceto a Inglaterra que não se rendeu e a Suécia e Suiça que eram neutras.Os exércitos estavam estabilizados e a frente oriental(com a URSS),neutralizada com o pacto de não agressão.Porque Hitler abre uma segunda frente de batalha?

    O objetivo maior do capitalismo americano também era destruir o comunismo.Em torno deste objetivo comum, Hitler, Roosevelt e seus industriais,acordam secretamente o fornecimento de matérias primas,suprimentos e combustíveis para uma invasão do exército alemão à URSS,o que de fato ocorreu em junho de 1941.

    Porém a poderosa banca judáica americana já tinha decidido a respeito.Entre o comunismo e o nacional-socialismo,optam pelo primeiro.Assim entre pressões,sabotagens e traições,as prometidas matérias primas não são entregues.Em Dezembro de 1941 os Estados Unidos declaram guerra à Alemanha e os exércitos alemães se vêm envolvidos em combates cada vez mais violentos,sem suprimentos em pleno inverno russo.É o princípio do fim."


    Quando você ler Roosevelt, leia Churchill, os objetivos eram comuns assim como as decisões.

    "A fragilidade do potencial soviético foi testada na guerra conta a pequena Finlândia, em que os russos padeceram severas perdas para submeter os finêses. Inegavelmente, o peso maior devia-se ao antagonismo de ambos os sistemas políticos. Hitler, afinal, era o campeão do anticomunismo e esperava apoio mundial para a cruzada contra bolchevismo. O pacto germano-soviético fora apenas um interlúdio tático para consolidar seu domínio no Ocidente e desta forma poder jogar todo o peso do poderio alemão contra URSS.

    Stalin recebeu vários avisos da iminente invasão. Tanto o serviço secreto britânico como o departamento de estado norte-americano alertaram-no com suficiente antecipação. Sorge , o espião soviético que atuava na Embaixada Alemã em Tóquio, enviou mensagem indicando a data exata em que os exércitos alemães atacariam. Nada disso convenceu Stalin. Ele acreditava que não passavam de manobras para envolvê-los numa guerra contra a poderosa Alemanha. Ordenou, inclusive, que os exércitos soviéticos se afastassem da fronteira alemã para evitar qualquer tipo de provocação. Assim, não é de espantar que fossem pegos de surpresa quando a invasão se iniciou."


    Americanos e britânicos, sob a liderança de Roosevelt e Churchill e por meio de seus serviços secretos de inteligência, colocaram a Alemanha e URSS, em rota de colisão, é lógico que a megalomania e ambição desmedida de Hitler também foi outro fator determinante, mas essa guerra, caro amigo "belicoso" foi vencida nos bastidores.
  • Mauricio.  07/02/2013 01:55
    Pessoal, o que acham desta notícia:

    Cientistas descobrem uma bactéria que 'produz' ouro em segundos
    noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2013/02/04/cientistas-descobrem-uma-bacteria-que-faz-ouro.htm
  • Neto  07/02/2013 08:54
    Antes de ler já fui pensando: tem besteira aí...isso é impossível
    E é mesmo. A tal bactéria não cria nada, ela só transforma íons de ouro.
    Acho que esses repórteres precisam voltar pro ensino médio e aprender que o que caracteriza um elemento é o número de prótons no núcleo, isso que a bactéria gerou já era ouro antes.


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