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"Onde está a inflação de preços nos EUA?"

Uma das principais linhas de ataque dos críticos contra a Escola Austríaca tem sido a questão da inflação de preços nos EUA.  Economistas austríacos como Robert Murphy têm sido criticados por causa da aparentemente baixa inflação de preços nos EUA, algo que vai contra sua previsão.  Antes de tudo, vale ressaltar que esses críticos estão se referindo ao conceito convencional de nível de preços, o qual é mensurado pelo Índice de Preços ao Consumidor [nos EUA, CPI: Consumer Price Index].

Pelo bem do debate, vamos ignorar aqui todos os problemas relativos ao conceito de 'nível de preços' e todos os problemas técnicos inerentes ao cálculo do CPI.  Vamos ignorar também o fato de que tal supostamente baixa inflação de preços pouco ou nada tem a ver com a Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos (TACE), ao contrário do que os críticos vêm gostosamente dizendo.  A noção básica de que mais dinheiro criado (ou seja, inflação) gera preços mais altos (ou seja, inflação de preços) não é exclusivamente austríaca.  Trata-se de uma ideia muito antiga e comumente aceita por economistas profissionais, e está presente em praticamente todos os livros-textos que já examinei.

Tal visão é frequentemente rotulada de 'teoria quantitativa da moeda'.  Apenas economistas de ideologia mercantilista ou keynesiana discordam dessa teoria.  No entanto, somente os austríacos podem explicar o atual dilema: por que a maciça criação de dinheiro pelos principais bancos centrais do mundo, mais notadamente nos EUA, não resultou em preços mais altos?

Economistas austríacos como Ludwig von Mises, Benjamin Anderson e F.A. Hayek perceberam que, durante a década de 1920, não obstante os preços das mercadorias apresentassem grande estabilidade, os preços dos insumos presentes na estrutura de produção da economia americana vinham crescendo com vigor, e isso indicava problemas relacionados à política monetária adotada pelo Banco Central americano, o Federal Reserve.  Mises especificamente alertara que a política do "dólar estável" preconizada por Irving Fisher e implantada pelo Fed iria gerar severas ramificações.  Não fosse essa política monetária frouxa adotada pelo Fed durante a década de 1920, os preços teriam caído durante aquela década, a qual vivenciou um robusto aumento de produtividade.

Portanto, analisemos agora o comportamento dos preços daqueles produtos que a maioria dos economistas ignora, e vejamos o que descobrimos.  Dentre os preços óbvios a serem analisados está o preço do petróleo.  Economistas convencionais não gostam muito de analisar os preços do petróleo, tanto é que ele (junto com os preços dos alimentos) nem é incluído no cálculo do CPI.  Ben Bernanke diz que os preços do petróleo nada têm a ver com a política monetária do Fed (um despautério, dado que o petróleo mundial é comercializado em dólares) e que tais preços são governados por outros fatores.

Na condição de economista austríaco, eu especularia que, em uma economia de livre mercado, em que não existissem bancos centrais, o preço do petróleo seria estável.  Mais ainda: especularia que, na atual realidade econômica, em que há bancos centrais, o preço do petróleo não apenas seria bastante instável, como também refletiria a política monetária americana, exatamente como explicado pela Teoria Austríaca dos Ciclos Econômicos.

Ou seja, as taxas de juros artificialmente baixas geradas pelo Fed (por meio de sua criação de dinheiro) estimulariam os empreendedores a darem início a novos projetos de investimento.  Isso, por sua vez, aumentaria a demanda por petróleo (setor este em que a oferta é relativamente inelástica), o que faria com que o preço do petróleo aumentasse.  À medida que esses empreendedores tivessem de pagar preços mais altos por petróleo, gasolina e energia (e por vários outros insumos), e à medida que seus clientes tivessem de reduzir sua demanda pelos bens produzidos por esses empreendedores (para poderem pagar os preços mais altos da gasolina), alguns desses investimentos deixariam de ser lucrativos e passariam a apresentar prejuízos.  Portanto, por essa teoria, o preço do petróleo deveria subir em períodos de expansão econômica artificial e cair em períodos de recessão. 

E é exatamente isso o que ocorre, como retrata o gráfico abaixo, que mostra o preço em dólares do barril de petróleo (as áreas em cinza denotam períodos de recessão nos EUA).

graph1.png

Como se nota, o preço do petróleo se manteve bastante estável enquanto o país estava no pseudo-padrão ouro (até 1971).  Os dados também retratam a dramática instabilidade gerada a partir do momento em que o padrão monetário mundial passou a ser puramente fiduciário, sem absolutamente nenhum lastro em ouro (após 1971).  Adicionalmente, nota-se que o preço do petróleo varia, em termos gerais, bem de acordo com a teoria austríaca — muito embora a política monetária não seja a única determinante dos preços do petróleo, dado que obviamente não existe uma relação numérica estável entre as duas variáveis.

Outra commodity digna de atenção por causa de seu alto preço é o ouro.  O preço do ouro também aumenta durante os períodos de crescimento econômico artificial e cai durante as recessões.  No entanto, desde que a última recessão americana terminou oficialmente em 2009 (como mensurado tecnicamente pela variação do PIB), o preço do ouro mais do que dobrou.  A política de juros zero do Fed fez com que o custo de oportunidade de se investir em ouro se tornasse extraordinariamente baixo.  As maciças injeções monetárias feitas pelo Fed criaram uma enorme pressão altista no preço do ouro.  Nenhuma surpresa.

graph2.png

Na realidade, os preços de todas as commodities aumentaram.  O Índice de Preços ao Produtor (Producer Price Índex — PPI) para as commodities mostra um padrão similar ao do petróleo e do ouro.  O PPI-Commodities se manteve estável durante o pseudo-padrão ouro.  Após a adoção do padrão papel-moeda fiduciário pós-1971, a volubilidade reinou.  O índice tende a disparar antes de uma recessão, e a estabilizar durante e após a recessão.  Atualmente, o Índice PPI para commodities já retornou a níveis historicamente altos.

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Preços altos parecem ser a norma hoje nos EUA.  O mercado de ações está próximo de sua máxima histórica.  O mercado de títulos do governo já está em sua máxima histórica.  Os preços dos terrenos agrícolas vêm batendo sucessivos recordes.  O mercado de Arte Contemporânea de Nova York está "bombando", batendo recordes de preços e vendas.  Os mercados imobiliários de Manhattan e Washington, D.C. estão ambos também em seus respectivos ápices, como os austríacos prognosticariam.  É ali, afinal, que o dinheiro está sendo criado, e é ali que grande parte dele é injetada na economia.

Isto nem sequer leva em consideração como seriam os preços caso o Fed e os bancos centrais mundiais não houvessem atuado da forma como atuaram.  Os preços imobiliários seriam mais baixos, assim como os preços das commodities, e o CPI e o PPI seriam hoje negativos.  As famílias de mais baixa renda teriam vivenciado um aumento em seu padrão de vida (por causa da queda nos preços), e os poupadores ganhariam retornos decentes sobre suas poupanças (atualmente, o retorno é nulo).

Obviamente, o mercado de ações e o mercado de títulos também estariam vivenciando preços significativamente menores (no caso dos títulos, isso implicaria juros maiores).  As ações dos grandes bancos teriam despencado e os bancos insolventes teriam quebrado.  Hedge funds e bancos de investimento teriam entrado em colapso, assim como vários tipos de financiamento.  O mercado imobiliário de Manhattan estaria na lona.  O mercado de trabalho para administradores de fundos de investimento, operadores de hedge fund e banqueiros em geral teria evaporado.

Ou seja, o que o Fed optou por fazer acabou tornando os ricos mais ricos e os pobres mais pobres.  Caso ele não houvesse embarcado na mais extrema e heterodoxa política monetária de sua história, os pobres teriam vivenciado um relativo aumento em seu padrão de vida, e os ricos teriam vivenciado uma substancial redução coletiva no seu.

Mas há também outros motivos por que os preços dos bens de consumo não aumentaram em conjunto com a oferta monetária da mesma forma dramática que a observada para o petróleo, o ouro, as ações e os títulos.  Tudo indica que as políticas inflacionárias e keynesianas adotadas pelos EUA, pela Europa e pela China resultaram em um ambiente econômico e financeiro tão incerto, que os bancos estão receosos em conceder empréstimos, os empreendedores estão temerosos em investir, e todo mundo está com medo do futuro de suas moedas, as quais eles são obrigados a aceitar.

Em outras palavras, o motivo pelo qual as previsões sobre a inflação de preços não se materializaram é porque as receitas keynesianas — como pacotes de socorro, pacotes de estímulo e maciças injeções monetárias no sistema bancário — não apenas fracassaram como também ajudaram a destroçar ainda mais a economia.

 

Leia também:

Paul Krugman ataca a Escola Austríaca - e, como de praxe, deturpa suas ideias 


Os mais versados em inglês podem ver este impecável vídeo em que Peter Schiff cita a inflação de preços observada para vários itens corriqueiros na cesta de consumo dos americanos:





autor

Mark Thornton
um membro residente sênior do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e é o editor da seção de críticas literárias do Quarterly Journal of Austrian Economics. Ele é o co-autor do livro Tariffs, Blockades, and Inflation: The Economics of the Civil War e editor de The Quotable Mises e The Bastiat Collection.


  • Patrick de Lima Lopes  17/01/2013 13:31
    Excelente artigo.
    Devo dizer, talvez o melhor do Thornton até hoje.
  • Leandro Rocha  17/01/2013 13:49
    Pois é, nem a antiga URSS nem a China. Quem vai destruir os EUA são os próprios líderes americanos. Aliás será que esses especialistas do FED tieram aulas com economistas brasileiros. Até parece que é o Sarney que governa os EUA.
  • Hugo Siqueira  01/02/2014 17:54
    PORQUE NÃO HOUVE INFLAÇÃO?
    Foi um processo de alta liquidez e juros baixos que permitiu ao FED uma política de incentivo ao consumo e ao crédito com inflação sobre controle. Porque não houve inflação se houve emissão de moeda para socorrer os bancos? A resposta é fácil:
    Porque foi demorada e inócua a intervenção desastrada do FED?
    A despeito da elevada emissão de moeda, durante anos a baixa inflação americana foi decorrência da capacidade da China de exportar produtos mais baratos do que americanos conseguiam produzir. Se a quantidade de moeda permanecesse a mesma sobraria mais dinheiro aos consumidores para compra de outros bens, cujos preços se elevariam pela maior demanda, e assim o equilíbrio seria restabelecido. Isto foi o que realmente aconteceu com os preços do petróleo, ouro e outras comodities.
    O efeito de um ganho global de produtividade é o inverso de uma inflação de demanda. Há uma sensação de riqueza ou de excesso de moeda que sobra para compra de outros produtos não atingidos pelas novas tecnologias, cujos preços aumentam, restabelecendo o equilíbrio.
    Caberia ao FED manter a quantidade de moeda e a inflação estaria contida. Entretanto, o FED fez justamente o contrário:
    "Passou a imprimir dinheiro e dar aos bancos em troca dos títulos hipotecários em posse destes bancos. Isso limpou o balancete dos bancos e fez com que a base monetária explodisse."(Onde está a inflação..., Leandro Roque do Instituto Von Mises)
  • Arthur M M  17/01/2013 14:17
    Muito bom artigo. É muito bom ficar sabendo disso, porém surgiu-me uma dúvida, será que os nossos indicadores de inflação são confiáveis mesmos ? Ou temos esse mesmo problema ? Numa pesquisa rápida www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/ipca-inpc_201212_3.shtm é interessante notar que somente o setor de eletrônicos teve deflação. O legal é saber que são produtos majoritariamente importados, ou somente montados no Brasil.
  • Vinicius Costa  17/01/2013 14:26
    Antes de estudar economia, sempre fiquei assustado com a diferença de preços que via nas décadas passadas e os dias atuais. Lembro que lendo Bukowski, que dizia viver com 20 doláres por mês (mesmo enchendo a cara todo dia), e assistindo a série Madmen, cujo salário dos publicitários era em torno de 300-400 doláres, não conseguia entender como aquilo funcionava.
    E hoje, sabendo que toda essa mudança aconteceu num período de apenas 50 anos, me assusta as projeções para o futuro.
  • Gilberto  17/01/2013 15:17
    Vocês bem que podiam legendar o vídeo. Quem não entende inglês fica aqui morrendo de vontade de assistir e não tem como!
  • Vinicius Costa  17/01/2013 15:52
    Você não tem noção como legendar um vídeo é chato e leva muito tempo hehe

    Acho difícil que alguém faça isso até porque seriam poucas as pessoas que iriam assistir todos os vídeos, o que acaba diminuindo o incentivo de continuar legendando.

    A melhor coisa a fazer é aprender inglês, não tem jeito. Faça algum curso intensivo e assista tudo que for possível com legendas em inglês. Em três meses você já consegue entender a maioria dos vídeos, o que com certeza vale a pena.
  • Augusto  17/01/2013 17:04
    Com certeza Vinicius. Poucas coisas que alguém pode fazer pra si mesmo são melhores que aprender inglês. Te abre um outro nível de conhecimento disponível online comparado com o que se encontra em português. Em todos os campos do conhecimento.

    Vale a pena empregar um grande esforço para se aprender o mais rápido possível, eu colho "dividendos" em conhecimento por falar um bom inglês todos os dias.
  • maurício barbosa  17/01/2013 15:43
    A inflação é calculada por institutos de pesquisa renomados,ou seja a credibilidade deles é notória,mas pergunte aos grandes empresários se eles confiam cegamente nestes índices de preços,lógico que não,eles preferem comprar informações privilegiadas e sigilosas(quem não se lembra do Banco Marka de salvatore cacciola e Fontecidam em 1999)sendo que as vezes ainda corre o risco de falir se a informação chegar atrasada ou deturpada,mas ainda assim vale a pena o risco,ipc,igp-m,isso é só para inglês ver,pois exite uma coisa que se chama metodologia,só conhecendo seus critérios ai sim (A pesquisa de preços)os índices se tornam confiáveis,quanto ao povão continua bovinamente ou não engolindo essas informações.
  • Mercado de Milhas  17/01/2013 15:58
    É.. mas se o FED não tivesse feito nada, haveria uma corrida ao dólar, a poupança e o dinheiro ficaria "entesourado". Negócios não seriam feitos simplesmente pelo medo irracional que acabaria levando um patamar de negócios muito inferior a capacidade produtiva.

    Pessoas desempregadas porque, individualmente, não compensaria produzir o seu produto se o outro não produzisse o produto dele.

    Enfim, haveria excesso de poupança.
  • Leandro  17/01/2013 17:29
    "É.. mas se o FED não tivesse feito nada, haveria uma corrida ao dólar,"

    Houve e continua havendo.

    "a poupança e o dinheiro ficaria "entesourado"."

    Já estão. O mercado interbancário nos EUA segue congelado porque nenhum banco sabe qual a real solidez dos outros bancos. Isso está emperrando a concessão de empréstimos. Caso os insolventes tivessem quebrado, a situação do mercado já estaria mais clara.

    "Negócios não seriam feitos simplesmente pelo medo irracional que acabaria levando um patamar de negócios muito inferior a capacidade produtiva."

    Já está assim.

    "Pessoas desempregadas porque, individualmente, não compensaria produzir o seu produto se o outro não produzisse o produto dele."

    O desemprego real está em 23%

    "Enfim, haveria excesso de poupança."

    O problema nos EUA sempre foi a ausência de poupança. Excesso de poupança, com as pessoas quitando suas dívidas e as empresas reestruturando seus balancetes, é exatamente o necessário para se sair de uma crise.

    Ou seja, você está temendo justamente a solução do problema.
  • Mohamed Attcka Todomundo  04/03/2013 20:45
    excesso de poupança?!?!?!?!?!?!?! que Burro!!!!!!! Dá zero p/ ele leandro!...
  • Hugo Siqueira  01/02/2014 18:07
    INFLAÇÃO NÃO É PREÇO ALTO, MAS A SUA DERIVADA.
    O enorme ganho de produtividade produzido pelas novas tecnologias levou ao barateamento dos preços dos produtos nos setores que a utilizavam e encarecimento de outros bens. Isto foi o que realmente aconteceu com os preços do petróleo, ouro e outras comodities. É falsa a impressão causada pelo aumento de preços: houve aumento em alguns produtos primários e queda em outros dependentes de alta tecnologia, permanecendo constante a quantidade moeda em poder do público. Por sinal, foram os próprios bens tecnológicos – computadores, celulares e redes de telecomunicação – os primeiros (e únicos) a apresentar queda acentuada nos preços, dada a renovação constante por obsolescência precoce.
    O processo foi semelhante à inflação de demanda dos preços do tomate, causados por condições climáticas, só que no sentido contrário: sobra dinheiro para compra de outros produtos, cuja quantidade não pode ser suprida instantaneamente, por isso os seus preços aumentam. Isso, só foi possível graças à capacidade da China de exportar produtos de baixo preço. Coisa que não é possível ao trabalhador americano mais produtivo. O americano cria a tecnologia de alto valor (software), mas seria um desperdício produzir o bem tecnológico físico, que pode ser produzido a preço mais baixo por um trabalhador menos qualificado.
    Mas, foi a grande riqueza gerada pela cooperação com os países asiáticos o responsável pelo aumento de produtividade em todos os outros setores da economia global que produziu alta exagerada das ações das empresas multinacionais, especialmente as de internet no fim dos anos 90 e que levou os EUA a recessão, – devida a perda patrimonial dos prejudicados na bolsa – e que motivou o afrouxamento da política monetária.
    A operação teve sucesso, mas o excesso de liquidez fez outros ativos subirem exageradamente no mercado imobiliário. Quando a bolha estourou houve paralização dos mercados de crédito e investidores em geral. Aí, sim tivemos uma crise global.
    Este afrouxamento só foi possível devido aos elevados défits nas contas externas dos países importadores, financiados na maior parte pela poupança Chinesa e de outros países poupadores como os fundos soberanos dos países produtores de petróleo. Foi uma cooperação perfeita entre consumidores de países produtores de alta tecnologia e os poupadores dos países emergentes que financiavam com lucro a venda de produtos baratos.
    A alta exagerada das ações – principalmente de Internet – teve ganhadores, que foram as empresas multinacionais, mas os países asiáticos também foram beneficiados com a ocupação de mão de obra. Os perdedores foram aqueles que não conseguiram vencer a concorrência chinesa e se desindustrializaram.
    A política de afrouxamento ou "tsunami de dólares" foi o que permitiu ao FED adotar política de Juros baixos e incentivos ao consumo e ao crédito com baixa inflação.
    Onde foram parar os dólares resultantes do afrouxamento monetário? O principal beneficiário foi a China e, por consequência o Brasil com o "boom das comodities".
  • anônimo  17/01/2013 15:58
    'Oi aqui é Peter Schiff
    Muitos economistas keynesianos, incluindo o ganhador do Nobel, Paul Krungman, vem criticando os economistas austríacos como eu, pelas previsões quanto a inflação.
    De acordo com caras como Krungman, nós teríamos dito que todo o dinheiro impresso pelo FED, mais conhecido como quantitative easing, causaría inflação.E os keynesianos agora apontam o CPI como prova que nós estávamos errados.Porque o CPI não mostrou nenhuma alta significativa, de fato o CPI tem ficado numa taxa de 2 ou 3%, o que de acordo como caras como Krungman, prova o nosso erro.
    Agora, antes de tudo, eu nunca disse que toda essa impressão de dinheiro iria causar inflação.Eu disse que a impressão de dinheiro É inflação.E que a inflação que o FED cria como resultado da impressão de dinheiro resulta em aumento dos preços.
    Mas o Krungman diria:' Peter Schiff esta errado, porque os preços não aumentaram' Mas de novo, a prova que ele e outros keynesianos mostram são estatísticas que supostamente medem a inflação, como o CPI.O problema é que o CPI está errado, ele está fazendo um trabalho ruim ao medir a inflação, de fato eu acho que isso é de propósito
    Toda vez que alguém alega que o governo está manipulando os livros, se fala em teoria da conspiração, 'como pode o governo estar conspirando para alterar os números?'
    Não é que eles estejam alterando os números, é só que a metodologia para calcular o CPI foi planejada para esconder os efeitos reais que a inflação tem nos preços ao consumidor.
    De fato, eu não sou o único convencido que a inflação está realmente maior do que o que o governo admite.A Fox News fez uma pesquisa um mês antes das eleições, e eles pesquisaram mil eleitores registrados. E por uma maioria esmagadora de quase de dois para um, as pessoas pesquisadas falaram que sua principal preocupação quanto à economia era a inflação de preços.Duas vezes mais pessoas estavam preocupadas com isso mais do que com o desemprego.
    Se o governo está certo, se o CPI está certo, então porque tantas pessoas se preocupam com uma inflação que não existe? Pra mim é mais provável que a inflação existe e o CPI está errado. Afinal de contas o que faz mais sentido, que o governo imprima todo esse dinheiro e os preços não subam, ou que os preços subam e o governo apenas não seja honesto quanto a isso?
    Eu decidir fazer uma experiência por conta própria, para julgar a validade do CPI. O que eu fiz foi selecionar 20 bens de consumo que as pessoas compram toda semana. Eu eu comparei o aumento de preços dessa cesta durante dois períodos de tempo: um foi a década dos setenta, quando todo mundo concorda que havia muita inflação, e o outro foi essa última década agora, terminando em dezembro de 2012.
    Os items que eu selecionei para a minha cesta foram: ovos, carros novos, leite, gasolina, aluguel, café, serviços odontológicos, batata, eletricidade, açúcar, passagem de avião, manteiga, cerveja, maçãs, transporte público, cereais, pneus, carne e remédios.
    Durante os anos setenta o CPI subiu 120%.Esse é o número oficial.Já o preço da nossa cesta teve um aumento quase idêntico, de 117%. Nossa cesta só aumentou 5% mais rápido que o CPI. Em outras palavras,a inflação oficial do governo capturou toda a inflação que foi evidenciada pela minha cesta de produtos
    Agora vamos comparar com o período de 2002 até 2012.Durante esse período, o CPI oficial subiu apenas 27,5% e muito mais lentamente do que durante os anos setenta.Mas dêem uma olhada na nossa cesta. Nossa cesta de 20 bens durante o mesmo período de tempo aumentou 44,3% Em outras palavras, o preços dos nossos produtos subiram 61% mais rápido que o CPI oficial.Compare isso com o aumento nos anos setenta, que foi apenas 5% mais rápido'

    obs: pessoal depois traduzo o resto
  • anônimo  19/01/2013 10:48
    Mas na verdade é pior porque os números do governo estão errados e eu vou provar.Por exemplo, uma das categorias do CPI não está na nossa cesta: revistas e jornais. De acordo com o governo, de 1999 até o fim de 2012 o preço de revistas e jornais cresceu de 37,1%. Esse é o número que o governo usa pra calcular o CPI oficial. Só pela diversão eu fui ver o quanto preciso estava o governo. Com jornais e revistas é fácil checar o preço, está impresso bem na capa. Então eu olhei os preços dos dez mais populares revistas e jornais americanas para comparar os preços de 1999 com os de hoje. Os que eu usei foram: Wall Street Journal, Washington Post,Times Magazine, Sports Ilustrated, US News and World Report, Newsweek, People, NY Times, USA Today e Los Angeles Times
    Agora o aumento médio no preço da capa dessas revistas e jornais nesse mesmo período foi de 131,5%. 131,5! versus um aumento oficial de 37,1. Em outras palavras, a taxa de crescimento real dos preços de jornais e revistas foi 3,5 vezes maior do que o número que governo fala.
    É interessante, você tem todos esses jornais falando que não existe inflação, aparentemente eles mesmos não notam o quanto eles cobram pelo próprio jornal. Mas isso não é limitado a jornais e revistas.Pegue o caso dos seguros de saúde.
    Seguros de saúde também são um componente do CPI oficial.De acordo com o governo, no período de cinco anos de 2008 até 2012 os preços nos seguros de saúde subiram apenas 4,4%. Só isso! 4,3% foi a total contribuição do preço dos seguros de saúde no CPI!
    Eu não sei onde os estatísticos do governo estão comprando seus seguros de saúde, mas acredite, eu bem que gostaria de encontrar uma empresa dessas que só tenha aumentado seus preços em 4,3% nesses cinco anos. Nós precisaríamos do Obamacare se as empresas tivessem aumentado só isso? Esse número na verdade é menor do que a inflação oficial! E não foi só minha experiência pessoal com seguro de saúde que me faz questionar esses números. De acordo com uma pesquisa do instituto Kaiser sobre seguros de saúde pagos pelo empregador, o aumento nesse período de
    5 anos foi de 24,2%. Em outras palavras, o aumento real no preço dos seguros de saúde foi 5,5% mais rápido que o número oficial usado pelo governo pra calcular o CPI.
    Claro, mesmo que o governo tenha representado fielmente a influência de aumento dos preços dos seguros de saúde no CPI ,não haveria esse impacto tão grande no número final porque o governo colocou um peso de 1% nele para o cálculo do CPI
    E isso apesar do fato de que, de acordo com essa mesma pesquisa, o custo anual da típica família americana com seguro de saúde excede 15000 dólares por ano, que é quase um terço da média da receita total da família.
    O governo está errado quanto a revistas e jornais.Se ele estiver errado quanto a seguros de saúde, porque deveríamos acreditar que ele está certo quanto a qualquer outro assunto? Quem sabe quais são esses números realmente?
    De onde o governo tira eles? Mas nós sabemos isso: a última coisa que o governo quer é que o público e os investidores saibam a inflação real. Então existe um esforço claro do governo para engabelar o mundo falando que não existe inflação.
    Afinal, se existe inflação eles não ia mais poder continuar estimulando a economia e falando que o quantitative easing não está causando-a. O governo seria forçado a lidar com o défcit, se ele reconhecer que existe inflação.
    Se você se lembra dos dias da bolha imobiliária, quando devia estar óbvio que havia uma bolha, Alan Greenspan e depois Ben Bernake negaram que havia uma bolha imobiliária durante todo o tempo em que o FED estava inflando ela.
    De fato, até depois da bolha estourar Ben Bernake falava que ela não existia. Agora como consequência do FED ter permanecido cego para o que era óbvio, eles mantiveram as taxas de juros muito baixas por tempo demais, e colocaram mais ar na bolha. E quando ela finalmente explodiu, o país sofreu, como resultado dessa péssima política monetária.
    E agora o FED está repetindo os mesmos erros, com relação à inflação. Ele está mantendo as taxas de juros muito baixas por tempo demais, porque eles não conseguem ver a inflação que devia ser óbvia. Eles ficam parados olhando para um barômetro quebrado, ao invés de olhar o que está acontecendo com os preços.
    E claro, ninguém no congresso quer votar para acabar com os benefícios da seguridade social, ou para acabar com os benefícios médicos, mas ao criar inflação e mentir sobre isso, é exatamente o que eles estão fazendo. Porque os números do seguro social escondidos no CPI não acompanham a inflação real. E é claro, o que esses palhaços em Washington vão querer fazer? Eles estão na verdade falando que a inflação do CPI é MAIOR que a inflação real.Eles querem o tal Chain Weighted CPI, que mostre uma inflação menor!
    Se o CPI fosse preciso ele revelaria uma taxa de inflação que seria provavelmente muito próxima a da inflação nos anos setenta. Na minha opinião a inflação real deve ser algo entre 7 e 10%. Inflação medida pelo aumento nos preços dos bens de consumo. Mas a notícia ruim mesmo é que a inflação real seria bem maior que essa se não fosse por alguns fatores mitigadores, em particular, o imenso défcit americano e a disposição dos nossos credores em absorver esses dólares pra criar uma
    reserva de dólares enorme, e investir em títulos dos USA. Mesmo sabendo que o FED está criando todo esse dinheiro, os estrangeiros estão nos suprindo com todos os bens que não fabricamos e não temos que exportar nada para isso, nós só exportamos esses dólares e conseguimos todos esses produtos. Então dinheiro sai e os bens entram, isso dá um alívio nos preços domésticos, que não subiriam tanto quanto subiriam sem esse défcit sendo absorvido pelos nossos parceiros externos. E o que esses governos estão fazendo com todos esses dólares que estão juntando?
    Eles estão comprando títulos do tesouro dos USA. Então você pode ver a inflação e a bolha dos bonds, nós temos uma bolha nos bonds por causa da reciclagem desses excessos, nós estamos exportando nossa inflação, mas o que acontecerá quando o processo se reverter? Quando os bancos centrais estrangeiros não quiserem mais esses dólares? Eles vão querer gastar, vender esses bonds e usar os dólares pra comprar coisas reais, é assim que a montanha de dólares vai voltar pra nossa costa e os americanos vão ser inundados por um mar de inflação, aí não
    vai ser só dinheiro saindo e bens entrando, vai ser bens saindo e dinheiro entrando. E os americanos vão querer competir com os estrangeiros para comprar tudo que eles querem. Os estrangeiros vão aumentar os preços de tudo que não for fixo, e até de algumas coisas que forem.
    E pense nisso também: a economia está fragilizada, então porque nossos preços não estão caindo? Pense na grande depressão, o preço dos bens de consumo caiu 30%. E durante essa grande recessão agora eles não diminuiram, eles ainda estão aumentando. O governo fala que não está aumentando tanto assim, mas só o fato de estar aumentando é problemático.Sería melhor que o custo de vida baixasse do que subisse. Mas o importante é que o custo de vida tem aumentado bem mais do que o governo admite, E, uma hora isso vai voltar pra nos prejudicar.
    Mas então vai ser tarde demais pro FED fazer algo.Usando uma expressão antiga, quando o gênio da inflação sair da garrafa vai ser impossível colocá-lo de volta. Esse é o problema que O FED vai ter que lidar. Ou mais precisamente, um problema que você vai ter que lidar, já que a demora do FED vai ter criado tanta inflação falando que não havia nenhuma, olhando para um barômetro quebrado chamado CPI.
    Então não esqueça, compartilhe esse vídeo com seus amigos, qualquer um que acredite na propaganda do governo de que não existe inflação precisa assistir esse vídeo. Precisamos derrubar esse mito de uma vez por todas. O público precisa entender a inflação que o governo está criando.
    E se você quiser entender o resto da história, se você quiser a verdade por tras das manchetes, se quiser saber todas as formas pelas quais o governo constrói um muro para que você não veja a verdade, ouça meu programa de rádio em shiffradio.com
  • Augusto  17/01/2013 16:14
    O que vocês acham que é mais provavel de acontecer com a economia dos EUA nos próximos anos?

    Será que o FED vai conseguir seguir criando inflação a uma velocidade em que os aumentos dos preços do varejo fiquem mascarados pelo aumento da eficiencia e com isso iludir o grande público? Será que essa tática é sustentável?

    Embora possa ser sustentável do ponto de vista dos preços no mercado interno dos EUA, até que ponto as comodities irão ganhar valor em relação ao dólar ao ponto do dólar perder credibilidade como a moeda de troca internacional e de reserva? Eu fico imaginando qual é o real volume de dólares circulando fora dos EUA nas reservas dos BCs, nas carteiras dos bancos e nos mercados de comodities. E o que aconteceria o dia que ocorrer uma fuga do dólar.

    Será que o FED vai conseguir desvalorizar os papéis da dívida sem que haja um momento crítico onde isso fique evidente para os detentores desses papéis?
  • Eduardo  17/01/2013 16:36
    Ao menos no Brasil são mais explícitos:

    www.estadao.com.br/noticias/impresso,alckmin-diz-que-fara-o-possivel-para-adiar-reajustes-,985286,0.htm

    Btw, como era mesmo o nome do cara que cunhou uma lei, dizendo que quando alguma métrica se tornava um objetivo de governo ela se tornava inútil?
  • Leandro  17/01/2013 17:25
    Charles Goodhart. Trata-se da Lei de Goodhart.
  • jose carlos zanrforlin  17/01/2013 17:20
    "Tudo indica que as políticas inflacionárias e keynesianas adotadas pelos EUA, pela Europa e pela China resultaram em um ambiente econômico e financeiro tão incerto..."

    Essa período é transcrição da parte final do texto. Já que reune as maiores economias da atualidade, faço a seguinte indagação:

    É possível a algum país isolar-se, como um Robson Crusoe para (i) abolir banco central, (ii) abolir prática de reserva fracionária e (iii) adotar moeda/meio de pagamento com valor intrínseco, não manipulável? Objetivo desse isolamento seria como imunizar-se a tais efeitos nocivos em sua própria economia e alcançar posição de maior solidez econômica.

    Assim como um "banco correto" que não pratique reservas monetárias não sobreviverá no meio dos "bancos incorretos", seria possível a um país proceder como referido acima?
    Grato.
  • Leandro  17/01/2013 17:38
    Sim, seria possível. E o que ocorreria é que sua moeda se valorizaria continuamente, garantindo crescente poder de compra à sua população.

    A indústria nacional sofreria com as importações? Muito certamente. O que poderia ser feito para amenizar isso? Acabar com a burocracia, reduzir impostos e regulamentações e flexibilizar ao máximo as leis trabalhistas, reduzindo encargos sociais e trabalhistas. Como a moeda estaria adquirindo crescente poder de compra, a situação de todos os trabalhadores estaria melhorando.

    Porém, como tal política não agrada a nenhum setor organizado específico, não agrada a nenhum grupo lobista poderoso -- ela agrada apenas a população, e em especial a de baixa renda --, não há a mínima ideia de tal coisa ser implantada em país nenhum. Não em uma democracia.

    Grande abraço!
  • Um pensador de esquerda  17/01/2013 19:40
    A ministra Marta Suplicy entende de economia mais que qualquer um aqui, ao criar o "vale-cultura" de 50 reais.

    Quando chegarmos nesse potencial, serão R$ 7 bilhões injetados na cultura. Nossa previsão é atingir R$ 500 milhões neste ano, disse a sábia petista.

    Pra que poupar se você pode estimular?


    www.brasil247.com/pt/247/midiatech/90694/Marta-rebate-cr%C3%ADticas-contra-vale-cultura.htm
  • pensador barato  17/01/2013 20:40
    Enquanto houver poupança para sustentar estes estímulos tudo bem,o governo posa de bonzinho com ou sem má-fé,mas quando este status-quo se esgotar não sobrará pedra sobre pedra,o governante de plantão que herdar esta bomba irá dizer que foi herança maldita ou que o mercado é o culpado de tudo e tudo continuará como dantes no quartel de abrantes para (in)felicidaede da nação,até quando nós iremos carregar esse monstro(estado,governo,políticos)nas costas.
  • Comissário do Povo  17/01/2013 22:02
    Entristece-me ver aqui, pelos comentários, que a juventude revolucionária, outrora grande ativista dos movimentos progressistas democráticos, aparenta ter sucumbido aos valores pequeno-burgues-judaico-cristão. Entristece-me ver que a chama da revolução, verdadeiramente acesa em 1848 na pátria germânica e alimentada ferozmente pelos grandes camaradas bolcheviques moscovitas e de todas outras nações em 1918, tenha sido abalada por caprichos contra-revolucionários , fruto de uma reeducação falha e de resquícios burgueses.
    Mas são nas horas difíceis que o que verdadeiro revolucionário se manifesta e por isso estou aqui. Clamo a todos os verdadeiros apaixonados pela revolução que realizem um levante aqui e expropriem esse espaço reacionário-capitalista-burguês. Transformá-lo-emos em uma fortaleza revolucionária, onde nossas idéias possam ser difundidas longe da autoridade da mídia golpista-burguesa tradicional.

    Uni-vos, camaradas!
  • Neto  17/01/2013 22:16
    Eu me sinto inspirado quando leio uma tralha dessas, mesmo que nem seja verdade
    Inspirado pra continuar a luta e pra chegar no dia que eu não vou ter que sustentar vagabundos como esse daí, que mesmo que ele seja fake tem um milhão de outros bem reais
  • Comissario do Povo  18/01/2013 00:42
    Camarada Neto, entristece-me o fato de o senhor não reconhecer a justiça histórica da causa operária, popular, progressista marxista, neokantiana. Contudo, entendo perfeitamente que o senhor foi educado segundo os costumes burgueses ocidentais, extremamente repressivos, por isso não reconhece o valor histórico de nossa luta. Não somos vagabundos, entretanto, somos revolucionários a serviço do povo - pessoas como o senhor, que devido a uma educação elitista, burguesa e preconceituosa - desviaram-se da mais fina flor do pensamento moderno - o socialismo. Por isso, nosso papel como revolucionários é educá-lo pacificamente, pois nenhum socialista de verdade jamais usou da violência. Reitero ainda que não sou nenhum desocupado; a maioria dos revolucionários, assim como eu, são trabalhadores do setor público, altamente produtivos e defensores da causa socialista. É de minha profunda sinceridade que peço que o senhor reflita o potencial e a justiça histórica de nossa causa, pois essa não pode ser negada. Abraço, camarada!
  • Miqueias  18/01/2013 01:20
    "Transformá-lo-emos em uma fortaleza revolucionária, onde nossas idéias possam ser difundidas longe da autoridade da mídia golpista-burguesa tradicional."

    Há quanto tempo eu não via o uso de mesóclise fora da Bíblia!
  • Comissario do Povo  18/01/2013 01:33
    Camarada Miqueias, sob nossa supervisão, nossas crianças finalmente aprenderão a usar a mesóclise, a enclise e a próclise nas escolas do povo, assim serão impecáveis e extremamente claros em passar o ideal socialista progressista para seus semelhantes burgueses! Grande abraço, camarada!
  • Jorge  18/01/2013 12:45
    O Brasil não precisa de governo revolucionário, e sim social-democrata.
  • Marcos  18/01/2013 12:54
    Ué, então sua demanda já foi atendida desde 1995. Reclama do quê?
  • Julio Zen  27/03/2013 14:02
    Desde 1985, respaldado pela constituição de 1988. Se bem que, economicamente, não difere em nada do que há por aqui desde o Führer Getúlio chegou ao poder pela primeira vez.
  • Gustavo BNG  18/01/2013 03:22
    Estou achando interessante (e bastante proveitosa à causa liberal) a ideia de alguns comentaristas (com nomes engraçados, como "Típico Filósofo" e "Comissário do Povo") de transformar a seção de comentários do IMB numa extensão do blog Opinião Popular! opiniaopopular.blogspot.com.br
    A função social deste jornal é analisar criticamente fatos nacionais e internacionais por uma ótica marxista-leninista. kkkkkkkkkkkkkkkk
    (Mérito do Erick Vasconcelos, cujo podcast foi o 30º: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=211)
  • Servidor Federal  04/03/2013 18:41
    Fui ver esse blog que vc citou e olha a pérola:
    "O alarde na mídia golpista sobre a suposta dissidente cubana Yoani Sánchez (na verdade, agente dos irmãos Castro e da CIA), atualmente em visita ao Brasil e a outros centros do capitalismo selvagem, expõe uma das chagas nas veias abertas da luta de classes e da Revolução universal: a consolidação das "redes sociais" como instrumentos de alienação das massas!"
    opiniaopopular.blogspot.com.br/

    O pior é que boa parte dos estudantes universitários caem nesse engodo.
  • Servidor Federal  04/03/2013 18:49
    Esse blog é "opiniaopopular.blogspot.com.br/" é sério?

    "Não pode haver exceções à extinção da propriedade privada!

    É com transtorno e insatisfação que vejo a burguesia protestar por direitos das mulheres e direitos dos homoafetivos. Até pessoas que, para piorar a situação, se consideram de """esquerda""" (embora el@s provavelmente recusem as aspas). Defender a união entre pessoas homoafetivas é defender que também os casais (essa instituição pérfida) homoafetivos sumam nos veios do sistema capitalista, perdendo, portanto, alguns dos motivos de revolta que teriam de outra forma.

    É preciso, como propunha Carlos Marques, acabar com a propriedade privada também dos indivíduos e de "seus" corpos. Numa relação de matrimônio, o marido e a mulher dividem a propriedade um do outro. A existência desse tipo de relação pode acender a chama do capitalismo novamente em uma sociedade completamente estatal e popular, gerando, como conseqüência, desigualdade de renda e guerras nucleares.

    É necessário, portanto, tornar o corpo humano um bem público. Que direito tem uma mulher de recusar-se a deitar com um homem necessitado? E qual o direito de um homem de recusar-se a deitar com outro homem?

    Idealmente, entretanto, a idéia do sexo a dois deve ser destruída. Toda a prática sexual será feita, na comunidade socialista verdadeira, através de orgias devidamente planejadas e organizadas em assembléia pública, de livre acesso compulsório a toda a população. Qualquer caso de impotência masculina deve ser contornado através do coito anal ou oral. Havendo resistência à solução, o cidadão será obrigado a tomar pílulas para forçar a ereção, ou, caso algum tipo de resistência continue mesmo após essa piedosa proposta, o cidadão deverá ser sumariamente executado por impedimento do prazer público.

    É essa forma de administração coletiva dos corpos humanos (e animais) que deve ser defendida pelos militantes do Partido Mais Comunista."
  • anônimo  04/03/2013 23:08
    (...)Esse blog é "opiniaopopular.blogspot.com.br/" é sério?(...)

    Não, é satírico. Um dos integrantes inclusive foi entrevistado num podcast, pena que não lembro. É do mesmo pessoal do VanguardaPopular, se não me engano.
  • Lucas  18/01/2013 04:15
    MSN :"The Economist" critica "contabilidade criativa" do Brasil

    estadao.br.msn.com/economia/the-economist-critica-contabilidade-criativa-do-brasil
  • anônimo  18/01/2013 05:40
    E aquele dinheiro que estava com os bancos e não entrava na economia, como a inflação existe significa que ele está entrando agora?
  • Leandro  18/01/2013 11:44
  • anônimo  28/01/2013 15:08
    E porque ele não falou isso no vídeo?
    Pelo que entendi, só parte do dinheiro está entrando, se entrasse tudo ia ser muito pior, isso explica muita coisa, pq ele não falou disso?
  • amauri  18/01/2013 09:12
    Bom dia!
    Como a Escola Austriaca avaliaria este comentario de Stephen Kanitz?
    As manchetes dos jornais de hoje, anunciam com destaque um crescimento do PIB acima de 1%.

    E os comentaristas reclamam que poderia ser bem melhor, mas nada mais do que isto.

    Para os que não entendem de Economia, somos levados a falsa conclusão de que estamos 1% mais ricos, 1% melhores do que no ano passado.

    Ledo engano.

    O IBGE ainda usa um conceito antiquado de riqueza, que seria o que você produziu ou gastou no ano.

    Se 9,3% do que você gastou foi graças a uma dívida nova, você não ficou 1% mais rico em 2012, e sim 8,3% mais pobre, porque agora você estará endividado.

    E é o que o Governo Brasileiro fez. Gastou 9,3% do PIB que era seu, suas contribuições para o INSS, em vez de as deixarem rendendo juros até você se aposentar.
    "Não tem problema", diz Guido Mantega, "pode ficar tranquilo que daqui 20 anos nós lhe pagaremos com as contribuições que serão feitas pelo seu filho".

    Portanto, o Guido Mantega contraiu uma dívida a ser paga pelo seu filho, só que não a contabilizou, como nenhum ministro até hoje fez.

    Esta dívida que da última vez que calculei era de R$ 13 trilhões, e em 2012 subiu mais R$ 300 bilhões, não é contabilizada pelo IBGE.

    Agora a segunda malandragem:

    Mais uns 10% do que você gastou em 2012, foi graças à venda das joias que você recebeu de sua tia, que faleceu no ano passado.

    Graças à esta venda, na realidade sua família ou o Brasil ficaram mais pobres, não mais ricos.

    O minério extraído pela Vale e o petróleo extraído pela Petrobras equivalem a 10% do PIB, e são o equivalente às joias da sua tia.

    Não são receitas, mas vendas da riqueza de uma tia ou um solo abençoado por Deus. E, que estamos dilapidando para o desespero dos nossos filhos, que estão ficando por isto mais pobres.

    Some-se (1) as dívidas que contraímos de 9,3% não contabilizadas, mais (2) os 10% de depreciação de recursos naturais não contabilizados, e percebe-se que no Brasil 19,3% do nosso PIB é não recorrente e não fruto de nosso esforço.

    Estamos vivendo 19% ou mais às custas dos outros, dos filhos e de Deus, e ninguém está noticiando.

    Deveríamos estar produzindo mais do que consumimos, deixando reservas para nossos filhos e não dívidas. Deveríamos estar deixando pontes e infraestrutura para nossos filhos e não dilapidando a ecologia que Deus nos deu.

    Deveríamos estar aumentando nosso Patrimônio Líquido Nacional e não dilapidando-o e deixando dívidas não contabilizadas para nossos filhos pagarem.

    Use métricas equivocadas, e teremos políticas equivocadas.

    O problema não é o PIBinho, Dilma, o problema é que estamos vivendo às custas dos outros, e não da nossa própria produtividade.

    O IBGE ainda usa o que os contadores chamam de Regime de Fluxo de Caixa em vez do Regime de Competência, que é o que se adota em todas as empresas brasileiras.
  • Leandro  18/01/2013 11:48
    Ótimas palavras. É sempre alentador ver um economista mais mainstream percebendo o tamanho do engodo que é analisar a economia exclusivamente de acordo com números do PIB -- um número facilmente manipulável, como ele próprio constatou.

    Inflação, poder de compra da moeda, taxa de câmbio, produtividade, avanço do padrão de vida, eficiência do setor de serviços, qualidade e variedade dos bens ofertados, facilidade de acesso a esses bens -- essas devem ser as variáveis para se mensurar a saúde de uma economia.
  • anônimo  18/01/2013 12:48
    'O minério extraído pela Vale e o petróleo extraído pela Petrobras equivalem a 10% do PIB, e são o equivalente às joias da sua tia.'

    Não entendi porque é que seria assim. Então o melhor é o petróleo ficar lá debaixo do chão?
  • Tory  18/01/2013 13:20
    Se for para vendê-lo para pagar despesas correntes ou bolsa-miséria, é.
  • anônimo  18/01/2013 13:54
    Ah entendi. O problema é vender o petróleo pra consumir e não pra investir
  • Antonio Castagnoli  28/01/2013 10:04
    Dias atrás, consegui enxergar corretamente a inflação dos EUA quando vi uma série, dividida por décadas, de anuncios de jornal selecionados. Entravam no anuncio carros, serviços, roupas, bens de consumo em geral. Este site (www.thecostofliving.com/) é um índice real da inflação dos EUA baseado em anuncios publicitários.
  • "Estudante Desestimulado"  04/02/2013 21:44
    Me desculpem pelo "necro-posting", mas acessei o blog Opinião Popular através do link em um comentário feito aqui e li tantas coisas absurdas que estou "rindo de tristeza" aqui sozinho até agora.
    Existem coisas que realmente me espantam, uma delas é uma matéria que fala sobre a paralisação dos metalúrgicos por melhores salários.
    Ainda não encontrei dados confiáveis mas a media salarial em 2011 é de R$1800 + ou -. Em uma busca simples por empregos vejo diversos postos de trabalho que necessitam nível superior e pagam em média R$1400.
    Me entristece muito por que o sujeito da "maldita classe média" como dizem no blog, passa por 7 a 9 semestres estudando, lutando pra pagar a faculdade e ganha menos que um metalúrgico que nunca quis estudar, não quero diminuir a importância do trabalho dele mas "putz".
    Eu tento não desanimar mas parece difícil, parece que o valor agregado a educação no Brasil só piorou com a entrada do PT no governo nos últimos anos.

    Só Deus na causa mesmo...
  • Glaucio  04/03/2013 04:01
    É pq vc não estudou o suficiente para passar em medicina ou engenharia numa federal. Vc deveria ter escolhido melhor a sua profissão. Não me venha com o papo de vocação. Responda-me pq pobre tem vocação para ser pedagogo ou assistente social e rico tem vocação para engenheiro ou médico? Metalúrgico que nunca quis estudar.... não vou nem te responder.

    Obs: Não sou metalúrgico.
  • Estudante Desistimulado  04/03/2013 12:19
    Por isso que a gente tem médico matando paciente, prédio que desaba, tá cheio de gente fazendo o que não gosta de fazer. Dinheiro não é tudo amigo, até me irrita esses "Concurseiros" malucos que estudam feito uns loucos pra fazer um trabalho que daqui a 2 anos eles vão detestar. Se livre de rótulos, eles não vão te levar muito longe....
  • anônimo  04/03/2013 12:56
    Nada a ver, os mais ricos trabalham no que gostam, todos são unânimes em falar isso.
    Se matar pra passar em medicina é coisa pro coitado que acreditou na história de 'estude muito, arrume um emprego, fique nele a vida toda e seja feliz'.
    Isso acabou.
    Aliais, nem a segurança dos funça é garantida, vamos ver o que é que eles vão fazer quando a economia entrar em colapso.
  • Estudante Desistimulado  04/03/2013 13:31
    Por isso que eu não me mato para estudar engenharia... Adoro gestão e por isso eu a estudo, além disso não deixo de questionar o que me é passado na faculdade. Tem duas coisas que não me esqueço:
    - Não deixo de mudar de opinião, a capacidade de mudar e evoluir sempre é benéfica.
    - Não adoto uma postura polarizadora em discussões, elas não levam a lugar nenhum.

    Também tento me lembrar sempre que provar um ponto é muito fácil, fazer diferença que é bem difícil (quem for casado, ou já foi entende bem disso! rs).
    Trabalhar com o que você gosta é mais fácil, mas sucesso é possível somente com seriedade, e lembro que sucesso é um conceito relativo de cada um.
  • Wagner  04/03/2013 12:25
    O pior é o político que produz literalmente NADA roubar 20 mil por mês e todo mundo achar normal.
    Servidores públicos, políticos e qualquer outra "profissão" que é paga com dinheiro roubado deveriam ser exterminados. Não entendo por que um maconheiro que nunca fez mal a ninguém é trancado em uma cela escura enquanto esta escória de parasitas fica sugando o povo.
  • Antonio Castagnoli  04/03/2013 18:45
    Esses salários que você está falando são de início de carreira. Um pedagogo começa ganhando pouco, mas aos poucos, por exemplo, dentro de uma escola, vai se elevando de cargo de acordo com sua experiência e competência levando o profissional a um bom nível. O mesmo vale a engenheiros, médicos, etc... nenhum profissional mesmo de nível superior começa ganhando bem.
  • Carlos Marcelo  03/03/2013 03:52
    Uma possível causa de a inflação americana estar "baixa" não seria pq os BCs do mundo inteiro compram dólares para estimular as exportações? A FED aumenta a oferta de moeda, mas se a demanda aumentar por causa dos interesses dos outros países, os preços não devem aumentar tanto, certo? E se o Banco Central daqui ou de qualquer outro país compra dólares só para entesourá-los e aumentar o seu valor, para desvalorizar a moeda nacional, "estimulando a indústria", isso não seria o que chamam de exportar inflação?
  • Hugo Siqueira  17/01/2014 17:17
    POLÍTICA DE AFROUXAMENTO MONETÁRIO
    Foi um processo de alta liquidez e juros baixos que permitiu ao FED uma política de incentivo ao consumo e ao crédito com inflação sobre controle. Porque não houve inflação se houve emissão de moeda para socorrer os bancos? A resposta é fácil:
    – A moeda emitida não retornava ao mercado em forma de novos empréstimos. Permaneciam nos próprios bancos como reserva que os bancos mantêm voluntariamente depositadas junto ao Fed (um registro eletrônico na própria conta do FED sem receber juro) por falta novos tomadores. Simples assim.

    Após todas estas intervenções, o Fed assumiu uma postura totalmente inaudita em toda a sua história: ele simplesmente passou a comprar todos os títulos hipotecários em posse dos bancos. Ou seja, ele passou a imprimir dinheiro e dar aos bancos em troca dos títulos hipotecários em posse destes bancos. Isso limpou o balancete dos bancos e fez com que a base monetária explodisse. No entanto, e felizmente, todo este aumento da base monetária não se converteu em expansão do crédito. Ou seja, os bancos não jogaram este dinheiro na economia. A quase totalidade do aumento da base monetária transformou-se em "reservas em excesso". "Reservas em excesso" são as reservas que os bancos mantêm voluntariamente depositadas junto ao Fed, além do volume determinado pelo compulsório. Leandro Roque.

    Isso, só foi possível graças à capacidade da China de exportar produtos de baixo preço. Coisa que não é possível ao trabalhador americano mais produtivo. O americano cria a tecnologia de alto valor (software), mas não consegue produzir o bem tecnológico físico, que requer paciência e abnegação.
    Mas, foi a grande riqueza gerada pela cooperação com os países asiáticos o responsável pela alta exagerada das ações das empresas multinacionais, especialmente as de internet no fim dos anos 90 que levou os EUA a recessão, – devida a perda patrimonial dos prejudicados na bolsa – e que motivou o afrouxamento da política monetária.
    A operação teve sucesso, mas o excesso de liquidez fez outros ativos subirem exageradamente no mercado imobiliário. Quando a bolha estourou houve paralização dos mercados de crédito e investidores em geral. Aí, sim tivemos uma crise global.
    Este afrouxamento só foi possível devido aos elevados défits nas contas externas dos países importadores financiados na maior parte pela poupança Chinesa e de outros países poupadores. Foi uma cooperação perfeita entre consumidores de países produtores de alta tecnologia e os poupadores dos países emergentes que financiavam com lucro a venda de produtos baratos
    A alta exagerada das ações – principalmente de Internet – teve ganhadores, que foram as empresas multinacionais, mas os países asiáticos também foram beneficiados com a ocupação de mão de obra. Os perdedores foram aqueles países que não conseguiram vencer a concorrência chinesa e se desindustrializaram.
    A política de afrouxamento ou "tsunami de dólares" foi o que permitiu ao FED adotar política de Juros baixos e incentivos ao consumo e ao crédito com baixa inflação.
    Onde foram parar os dólares resultantes do afrouxamento monetário? O principal beneficiário foi a China e, por consequência o Brasil com o "boom das comodities".
  • Hugo Siqueira  26/01/2014 14:03
    DOLAR II: O RETORNO
    A INGENUIDADE DO ESTÍMULO AO CONSUMO
    O "Tsunami de dólares" – que tanto irritou a presidente – ocorreu simultaneamente com os estímulos ao consumo no Brasil. Não constituiu surpresa alguma a valorização do Real frente ao Dólar que levou ao consumo de bugigangas importadas. Apesar de esgotados os estímulos persistem até hoje.
    Agora ocorre a mesma coisa com sinal trocado: sabíamos que mais dia menos dia os dólares acabariam por voltar ao seu local de origem e porto seguro. Só não sabia quando. Desta vez – não mais como consumo de mercadorias baratas – mas como investimento. Viagens ao exterior se tornam mais caras, e brasileiros vão usar o dólar mais caro para comprar imóveis ou investir em empresas americanas.

    O ex-presidente aproveitou uma janela dos enormes superávits produzidos pelo "boom das comodities" – minérios e agronegócio subsidiado – para constituir grande reserva e fazer a distribuição de renda com aumento dos salários acima da inflação. Poderia ter aproveitado para fazer investimentos em infraestrutura, mas não foi isso que aconteceu. Retirou IPI de alguns produtos e entupiu as cidades e estradas de automóveis e caminhões. Inclusive as pequenas cidades.
  • Hugo Siqueira  01/02/2014 02:28
    Porque foi demorada e inócua a intervenção desastrada do FED?
    A despeito da elevada emissão de moeda, durante anos a baixa inflação americana foi decorrência da capacidade da China de exportar produtos mais baratos do que americanos conseguiam produzir. Se a quantidade de moeda permanecesse a mesma sobraria mais dinheiro aos consumidores para compra de outros bens, cujos preços se elevariam pela maior demanda, e assim o equilíbrio seria restabelecido. Isto foi o que realmente aconteceu com os preços do petróleo, ouro e outras comodities.
    O efeito de um ganho global de produtividade é semelhante à inflação de demanda ao contrário. Há uma impressão riqueza ou de excesso de moeda que sobra para compra de outros produtos não atingidos pelas novas tecnologias.Tal como a "inflação do tomate", só que ao contrário: havia proedutos e sobrava moeda.
    Caberia ao FED manter a quantidade de moeda e a inflação estaria contida. Entretanto, o FED fez justamente o contrário:
    "Passou a imprimir dinheiro e dar aos bancos em troca dos títulos hipotecários em posse destes bancos. Isso limpou o balancete dos bancos e fez com que a base monetária explodisse."(Onde está a inflação..., Leandro Roque do Instituto Von Mises)

    Durante os governos democráticos de Carter, Clinton, – incluídos W. Bush – o FED foi leniente com a capacidade dos bancos de criar "moeda do nada" para tirar a economia da imobilidade, seguindo a surrada política Keynesiana. Mais que isso: as agências de risco foram instadas a serem tolerantes com tomadores duvidosos de crédito, em nome de uma política de inclusão social.
    – A despeito da elevada emissão, contudo, a moeda emitida não retornava ao mercado em forma de novos empréstimos e permanece nos próprios bancos como reserva que os bancos mantêm voluntariamente depositadas junto ao Fed (um registro eletrônico na própria conta do FED sem receber juro) por falta novos tomadores. Simples assim.

  • Hugo Siqueira  02/02/2014 18:59
    DEFLAÇÃO DE OFERTA
    Para o bem da didática, permitam cunhar – de propósito – uma expressão nova: "deflação de oferta". Ambos não constituem caso de inflação propriamente. Mas há uma diferença entre eles.
    O efeito da chamada inflação de demanda sobre os preços de todos os produtos é o mesmo da "deflação da oferta" só que com sinal invertido: No primeiro caso, diminui a procura por outros bens por falta de moeda, cujos preços baixam e o equilíbrio é restabelecido. No segundo caso sobra moeda para consumir com outros produtos básicos, cuja procura não pode ser atendida prontamente e, assim, os preços os preços sobem de forma concomitante.
    Antes de causar qualquer espanto, explico:
    – Qual foi o efeito da revolução tecnológica sobre os salários atualizados da época?
    Em menos de 30 anos de revolução tecnológica os assalariados dos EUA foram surpreendidos com a incrível abundância de produtos provenientes dos países asiáticos – especialmente da China – por preço jamais imaginado. Nem foi preciso nenhuma distribuição de renda para que os assalariados sentissem na pele a sensível melhora do seu padrão de vida. Passaram a buscar onde gastar o excedente de moeda em seu poder, antes que outros produtos primários – não dependentes – subissem de preço. Passaram a gastar mais energia, mais petróleo e mais comodities. Daí o aumento do preço desse tipo de produto – quase que concomitantes com aqueles que foram rebaixados. O FED não precisaria fazer nada de especial para manter os preços em geral nos mesmos patamares. Nenhuma surpresa: a inflação seria contida e todos sairiam ganhando. Após breve decurso de tempo de recessão os investimentos de alguns poupadores acabariam se orientando para a produção de petróleo e comodities aumentando a oferta fazendo retornar os aos mesmos preços de antes.
  • patricio  05/03/2015 00:39
    Se eu entendi, o CPI não aumenta devido a forma em que é configurado?

    p.s.: isto explica porque estranhei minha segundo visita aos EUA num intervalo de 6 meses: tive o sentimento das coisas estarem mais salgadas na segunda vez que fui.


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