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Expansões econômicas e “gastos estimulantes” - e Paul Krugman, mais uma vez

Uma das principais diferenças entre a Escola Austríaca de economia e a economia convencional neoclássica é a visão acerca do indivíduo e seu comportamento.  Os austríacos veem os indivíduos como seres que atuam visando a um determinado propósito; já a maioria dos neoclássicos vê apenas pessoas atuando de forma mais mecanizada.  Desta visão de mundo dos neoclássicos advém o raciocínio de que aquilo que é bom para indivíduos pode ir contra aquilo que é supostamente "bom" para a sociedade como um todo.

E não me refiro a comportamentos violentos ou coercivos, como quando uma pessoa rouba outra e em consequência melhora sua situação ao mesmo tempo em que faz com que o roubado fique em pior situação.  Não.  Refiro-me a transações econômicas pacíficas e voluntárias, decisões que envolvem a minha pessoa ou minha família — este é o cerne da teoria austríaca.  Mises escreveu que indivíduos irão agir com o intuito de melhorar sua situação; e quando essa ação ocorre por meio de trocas comerciais voluntárias e mutuamente benéficas junto a terceiros, a ação pode ter efeitos sociais positivos.

Por exemplo, quando vou ao supermercado e faço uma transação comercial, estou comprando alimentos que, em minha crença, me deixarão em melhor situação no futuro, seja aliviando minha fome, seja me propiciando saudáveis benefícios pessoais.  Da mesma forma, as pessoas que trabalham no supermercado — proprietário e empregados — irão receber meu dinheiro e poderão utilizá-lo para alcançar seus objetivos pessoais.  Isso não é um comportamento "insensível", como vários críticos marxistas do capitalismo gostam de afirmar; trata-se, isso sim, de um comportamento propositado e voluntário, e não baseado em coerções.

Sim, concordo que isso que descrevi até aqui é exatamente aquela economia básica que você encontra nos principais livros-textos da disciplina, especialmente nos convencionais.  Mas os austríacos divergem dos economistas convencionais quando a análise parte para um ponto de vista mais amplo acerca da sociedade.  Falando mais claramente, os austríacos acreditam que a liberdade individual para se comercializar as próprias posses — sejam essas posses a riqueza acumulada na forma de dinheiro ou de bens, ou a mão-de-obra ou os talentos dessa pessoa — terão efeitos sociais e econômicos positivos sobre toda a economia, desde que, é claro, os indivíduos sejam livres para incorrer nesses atos, sem nenhuma coerção.  Este é, simplesmente, o princípio da não-agressão em funcionamento.

Já os keynesianos, como Paul Krugman, veem as coisas de maneira distinta.  O que é bom para um indivíduo quase sempre não é bom para a economia como um todo.  Em sua recente coluna, Krugman escreveu:

... a economia não funciona como as famílias.  As famílias podem decidir gastar menos e tentar ganhar mais.  Mas, na economia como um todo, gastos e receitas caminham juntos: minha despesa é sua receita e sua despesa é minha receita.  Se todo mundo tenta cortar os gastos ao mesmo tempo, os rendimentos vão cair — e o desemprego vai disparar.

Isso é algo que, intuitivamente, parece estar certo, mas que na realidade se baseia em um princípio fundamentado na crença de que ações individuais e transações comerciais mutuamente acordadas podem ser deletérias para toda a economia, e que, mais sespecificamente, se várias pessoas decidirem, por exemplo, poupar mais dinheiro, isso irá gerar desemprego.  Esse ponto keynesiano-krugmaniano já foi feito em várias ocasiões, e não creio estar sendo controverso quando o cito desta forma.

Em um dado nível, se várias pessoas repentinamente decidirem parar de gastar toda a sua renda e decidirem poupar boa parte dela com a intenção de consumir apenas no futuro, isso obviamente terá certos efeitos sobre parte da economia, uma vez que haverá menos demanda por certos tipos de bens e serviços.  Isso é algo óbvio e nada controverso.

Há, no entanto, uma questão mais ampla que Krugman e os keynesianos ignoram, e é por causa dela que ocorreu esta mudança de comportamento.  Na visão keynesiana, a mesma que Malthus teve, esta mudança não é uma resposta racional a determinadas alterações nas condições econômicas; ao contrário, trata-se de um comportamento irracional, de um "espírito animal".  É algo que acontece do nada.  As pessoas simplesmente param de gastar e começam a poupar, e então toda a Falácia da Composição entra em cena e derruba a economia.

Os austríacos observam que, quando o crescimento artificial da economia chega ao fim — e isso sempre ocorre — e o nível de atividade vigente em determinados setores não mais pode ser mantido por meio das transações econômicas normais, então as pessoas irão inevitavelmente ajustar seu comportamento.  Adicionalmente, os austríacos afirmam que todo crescimento econômico artificial — isto é, gerado por expansões artificiais do crédito — (1) resulta em recursos escassos investidos erroneamente, em setores para os quais não há uma genuína demanda dos consumidores, (2) é financiado por meio de dinheiro emprestado que, mais cedo ou mais tarde, terá de ser quitado, e (3) cria condições que inevitavelmente levarão a uma "correção" dentro da economia tão logo o período de expansão econômica termine.

Além do mais, os austríacos também creem que, se o governo não interferir no sistema de preços e salários (não criar pacotes de estímulos que interfiram neste segmento), e não interferir na criação e na maneira como os recursos escassos são direcionados durante uma recessão, os empreendedores procurarão e descobrirão aquelas linhas de produção que são compatíveis com as recessivas condições econômicas vigentes.  São estes investimentos nestas linhas de produção que levarão a uma recuperação.

Mesmo Krugman tem de admitir que a bolha imobiliária americana não poderia ser mantida por muito mais tempo, embora ele não irá admitir que recursos escassos foram "investidos erroneamente", pois dizer isso seria conceder uma importante vitória intelectual aos austríacos, e isso não é algo do feitio de Krugman.  Ainda assim, o que seria uma "bolha" se não uma série de investimentos ruins, com recursos alocados de forma insustentável?  Krugman certamente não afirmaria que a bolha imobiliária era infinitamente sustentável; mas, ora, se um conjunto de investimentos não pode mais ser sustentado tão logo outros fatores de produção (como mão-de-obra e bens de capital) exponham a real situação deste mercado, então estamos lidando com recursos que foram mal investidos.  Ponto.  Que ele se recuse a utilizar o termo 'investimento errôneo' não altera em nada a realidade do fato.

Certo.  Agora vamos à resposta sobre o que deveria ter sido feito quando os mercados expuseram os investimentos errôneos.  (Observo aqui que Krugman acredita que, a menos que burocratas do governo estejam ditando ordens para cidadãos que estejam praticando transações de mercado pacíficas e voluntárias, os mercados irão para o abismo, arrastando todas as pessoas junto a ele.  No entanto, foram os mercado que expuseram a bolha imobiliária, assim como foram os mercados que expuseram o esquema fraudulento de Bernie Madoff, e não as agências reguladoras do governo americano).

A resposta de Krugman é que o governo deveria criar ainda mais bolhas para compensar a bolha que estourou, assim como deveria estimular ainda mais investimentos ruins para compensar aqueles que entraram em colapso, neste processo desperdiçando ainda mais recursos escassos.  Sim, há aquela infame frase de Krugman, proferida há uma década, dizendo que Alan Greenspan deveria criar uma bolha imobiliária para compensar o estouro da bolha das ações pontocom, mas não é a isso que me refiro.  A questão é que Krugman acredita que os governos deveriam tomar dinheiro emprestado ou imprimir dinheiro (ou ambos) para poderem sair gastando com o intuito de preencher um "buraco" surgido nos gastos dos consumidores e dos investidores, uma vez que, sem essa intervenção, não mais haveria dinheiro sendo direcionado para aquela parte da economia que entrou em colapso (ao menos, não no mesmo volume de antes) — neste caso, o setor imobiliário.

(Por exemplo, Krugman repetidas vezes mostrou seu contumaz endosso a políticas insensatas e improdutivas como energia eólica e carros elétricos maciçamente subsidiados.  No entanto, o fato de que tais investimentos necessitam de contínuos subsídios para se manterem operantes mostra claramente sua sustentabilidade econômica.  São investimentos errôneos e insensatos, sem meios termos.  Ainda assim, Krugman e Obama querem que acreditemos que este tipo de investimento subsidiado pode fazer a economia voltar a crescer solidamente).

Os keynesianos argumentam que, se há "recursos ociosos ou não empregados", então não é possível haver investimentos errôneos, pois a economia poderá absorver um volume maior de gastos sem que o nível geral de preços suba.  Tal raciocínio ignora a questão do real motivo de estes recursos estarem "ociosos" em primeiro lugar.  Krugman alegaria que eles estão "ociosos" porque as pessoas não estão gastando dinheiro; sendo assim, o governo deve entrar em cena e assumir o lugar de todos os cidadãos e sair gastando com o intuito de aditivar a economia novamente, criando aquele efeito de "gotejamento" que supostamente turbinaria a economia.

Mas a verdade é que esses recursos estão ociosos porque os investimentos anteriores que foram feitos com eles não mais podem ser mantidos.  Seu valor contábil já caiu.  Os mercados estão emitindo este alerta, mas os keynesianos ignoram o óbvio e preferem continuar exigindo que estes setores recebam injeções extras de gastos governamentais.

Com efeito, Krugman e os keynesianos alegam que a Lei da Escassez, a mais básica lei da economia, é abolida durante severas retrações econômicas.  No entanto, ainda pelo raciocínio deles, a menos que o governo comece a se endividar mais intensamente e saia gastando feito um marinheiro bêbado, todos os cidadãos estarão severamente limitados pela escassez.  Famílias estarão limitadas pela escassez, mas não o governo, que opera em outra dimensão.

Para que ninguém pense que estou criando um espantalho e deturpando a posição de Krugman, ei-lo aqui em suas próprias palavras:

Então, o que pode ser feito?  Um choque financeiro de menor porte, como o estouro da bolha das ações pontocom, ocorrido no final da década de 1990, poderia ser resolvido por meio de um corte das taxas de juros.  Mas a crise de 2008 foi muito maior, e até mesmo cortar as taxas de juros, reduzindo-as a zero, não foi suficiente.

Nesse ponto, os governos precisaram intervir, passando a sustentar suas economias enquanto o setor privado se reequilibrava.  E, em certa medida, isso realmente aconteceu: a receita caiu drasticamente durante a crise, mas os gastos aumentaram enquanto programas e benefícios como o seguro-desemprego foram ampliados e estímulos econômicos temporários entraram em vigor.  Os déficits orçamentários aumentaram, mas, na realidade, isso foi uma coisa boa — provavelmente eles foram o principal motivo que impediu um replay completo da Grande Depressão.

Mas por que o setor privado iria se "reequilibrar"?  Como isso ocorreria?  Afinal, se transações comerciais mutuamente benéficas possuem efeitos nocivos, e se a tendência natural de uma economia de mercado é de implodir sempre que as pessoas aumentam suas poupanças, então por que deveríamos esperar qualquer tipo de recuperação?  E por que os governos deveriam em algum momento reduzir sua gastança maciça?  Por que não continuá-la aumentando seguidamente, até o infinito, sem se preocupar com déficits?

Se você enxerga os gastos individuais como sendo algo mecânico em vez de algo propositado, então o ponto de vista keynesiano pode fazer sentido.  Sob este prisma, uma economia é pouco mais do que uma máquina em moto-perpétuo, que funciona por meio de gastos que se movem em um fluxo circular, com recursos homogêneos.

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Ou seja, não há uma estrutura do capital complexa, não há varias etapas de produção, não há preferências temporais.  Há apenas gastos, os quais fazem automaticamente o serviço de "gerar crescimento". (Veja mais aqui).

Há um último ponto que deve ser enfatizado.  Krugman alega que a recuperação econômica americana está mais fraca do que deveria porque o governo federal não está tributando, imprimindo e tomando dinheiro emprestado na quantidade em que deveria, e que se o governo gastasse ainda mais do que já gasta — por exemplo, se fizesse preparativos para combater uma imaginária invasão de alienígenas —, então tudo estaria perfeito com o mundo e estaríamos hoje vivenciando uma sólida e esplêndida recuperação.

Em minha concepção, os EUA ainda não vivenciaram uma real recuperação por várias razões, dentre elas a insistência do governo em forçar um redirecionamento de recursos, retirando-os de setores onde são mais valorados e canalizando-os para onde são menos valorados (investimentos em "energia verde" são um bom ponto).  O governo federal, e especialmente a administração Obama, demonstram aberta hostilidade a empreendedores que não são ligados às classes políticas, e a redução da taxa básica de juros para quase zero feita pelo Fed não apenas aboliu qualquer incentivo para as pessoas pouparem, como também está enviando sinais errôneos e confusos para o mercado, tornando ainda mais difícil para os empreendedores descobrirem linhas de produção que sejam genuinamente lucrativas e que estejam sob sólida demanda dos consumidores.

Krugman acredita que tudo o que é necessário para uma recuperação econômica sólida é que o governo saia despejando dinheiro sobre aqueles empreendimentos politicamente preferidos.  Isso fará com que os gastos tenham aquele efeito de "gotejamento" sobre todos os cidadãos da economia. 

Sim, se todos os recursos da economia fossem puramente homogêneos e se os indivíduos não agissem propositadamente, então Krugman teria alguma razão.  Mas, dado que a realidade não é esta, então ele está simplesmente exigindo que o governo continue exatamente com o mesmo tipo de comportamento que gerou esta depressão.



autor

William L. Anderson
é um scholar adjunto do Mises Institute, e leciona economia na Frostburg State University. 

  • Blah  11/01/2013 13:11
    Krugman recentemente admitiu que, para ele, economia é algo que pode ser simplesmente moldado ao seu bel-prazer. É claro, ele não disse isso de forma totalmente aberta: lançou mão do famoso chavão "construído pela sociedade e para a sociedade". Quanto mais o Krugman fala, mais fica claro que não é nenhum exagero dizer que, se dependesse dele, teríamos uma economia completamente estatizada.
  • Bezerra  11/01/2013 14:08
    Depois que se conhece a Escola Astriaca, você se sente enganado pela mídia econômica convencional. Vejo o noticiário daqui do Brasil, economistas respeitados falarem de inflação sem mencionar a sua causa principal, o fato do governo imprimir dinheiro a torto e a direito. Está muito dificil acompanhar as notícias sem ter um conhecimento prévio do assunto, nunca se sabe o que é verdade, meia-verdade ou mentira.
  • Pobre paulista  11/01/2013 15:59
    Só um detalhe, vc vai ver em outros artigos aqui do instituto que o fato do governo imprimir dinheiro não é a principal causa da inflação, e sim o fato dos bancos poderem criar "dinheiro virtual" cada vez que eles fazem um empréstimo (naturalmente com o aval do governo, essas são as regras do jogo para todo mundo). A impressão de moeda nada mais é uma forma de lastrear esse dinheiro virtual.
  • Gustavo Sauer  11/01/2013 23:56
    O termo "imprimir dinheiro" não quer dizer especificamente a criação de papel moeda somente... Aliás, quando os austríacos usam o termo, estão se referindo quase que sempre a dinheiro em outras formas e não o papel.
  • Bezerra  12/01/2013 13:50
    Realmente, imprimir dinheiro é uma forma de expressão para a criação de dinheiro do nada. Pode ser para imprimir notas e moedas ou criar digitos em um conta bancaria. Quanto à principal causa da inflação, o governo tem um papel destacado na expansão da base monetária, enquanto os bancos também expandem a base monetária através das reservas fracionárias, no entanto, a expansão dos bancos tem mais efeito de bolha, os preços sobem, mas descem quando a bolha estoura. Já a inflação criada pelo governo tem efeito permanente. Algum austriaco me corrija se eu estiver errado em algum ponto.

    Uma vez eu assisti a um vídeo no youtube do saudoso Milton Friedman. No vídeo ele estava debatendo com um desses economistas keynesianos. Quando este economista ao falar da inflação culpou a subida do preço das batatas (não me lembro ao certo qual era o produto), Miltão segurou-se para não rir na cara dele, colocando a mão na boca. Eu achei muito engraçado. Eu procurei o vídeo no youtube para postar aqui, mas infelizmente não achei.
  • Leandro Tideman  11/01/2013 14:18
    Os juros americanos estão a quase zero e os juros brasileiros estão abaixo do necessário também.
    Qual seria a correta taxa de juros para os EUA e o Brasil? Como a EA pode calcular isso? Posso encontrar isso em algum artigo específico do IMB?
  • Leandro  11/01/2013 14:58
    Não, não pode. Juros são um preço como qualquer outro. E, como tal, não podem ser fixados e, ao mesmo tempo, esperar que estejam no valor correto. Apenas um milagre divino permitiria isso.

    O valor dos juros depende da preferencia temporal, da expectativa de inflação, dos prêmios de risco, da oferta de poupança e da demanda por empréstimos. Loucura alguém achar que é possível calcular tudo isso e ainda chegar a um valor exato para os juros.

    Recomendo este artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=552
  • Tiago Moraes  13/01/2013 01:52
    Bem, mas ainda assim é possível afirmar que os juros reais da economia brasileira, devem ser bem maiores que a Selic, isso porque nossa taxa de poupança é baixa e a memória da hiperinflação ainda existe, latente, na mente de nossos agentes econômicos, ainda avessos ao planejamento de longo-prazo.
  • Rene  11/01/2013 15:05
    Quando leio algo que o Krugman escreveu, fico me perguntando: Será que ele realmente acredita naquilo que escreve? Será que ele não está sabotando a economia deliberadamente, a fim de apoiar os grupos que se beneficiam com a crise? A história sempre se repete. Durante a fase de expensão econômica, muita gente lava a égua de tanto ganhar dinheiro. Quando chega a crise, o governo os socorre. Quem não tem tantas conexões políticas acaba indo à falência. No figir dos ovos, eles se protegem da concorrência, as perdas com a recessão são socializadas, e eles estarão prontos para o próximo período de expansão artificial e lucros fáceis.

    Se isto for verdade, Paul Krugman não é um idiota, mas sim alguém extremamente desonesto e mal intencionado. Discutir logicamente com ele é perda de tempo e não faz o menor sentido, visto que ele sabe que as suas análises estão erradas. Ele fala em estimular a economia, mas o que ele realmente quer é ver o circo pegar fogo.

    De qualquer forma, acho mais difícil de acreditar que, depois de tantas provas cabais de que a economia convencional neoclássica simplesmente não funciona, pessoas como o Paul Krugman continuem tendo uma fé cega nela.
  • anônimo  11/01/2013 16:33
    Concordo plenamente, é intencional. Ele deve fazer parte de alguma maçonaria. E antes que venha o pessoal que faz brincadeiras idiotas sobre o assunto vejam esse vídeo:


  • Guilherme Marinho  11/01/2013 17:08
    Anonimo,
    Obviamente grupos ocultistas dominam todo o cenário político.
    Não acredito que a Maçonaria esteja no topo dessa cadeia de entidades secretas, uma vez que os Iluminatis tem uma participação muito mais ativa no controle da mídia e entretenimento norte-americano. Muitas vezes essas duas instituições são confundidas por terem muito em comum nos estudos simbólicos e históricos.

    A própria família Rothschild, uma das maiores responsáveis pela criação do FED em 1913, deve estar no topo dessa instituição. A NWO é algo real, e devemos nos atentar. É atravez dessa instituição não velada que a centralização mundial é desejada.

    Tendo em vista esse cenário, também estou junto com o Rene e desconfio e muito dessa "ignorância" econômica. Para mim ele não passa de um puppet desses ocultistas.

  • anônimo  11/01/2013 16:32
    Não deixem de ler um dos últimos artigos de Krugman…

    Estejamos prontos para cunhar a moeda: blogs.estadao.com.br/paul-krugman/2013/01/07/estejamos-prontos-para-cunhar-a-moeda/

    (…) Quanto à moeda de platina, existe uma brecha legal que permite que o Tesouro imprima moedas de platina de qualquer valor que o secretário desejar. De fato, ela foi prevista para produzir artigos comemorativos de colecionador – mas não é isto que a letra da lei diz. Cunhando uma moeda de US$ 1 trilhão e depositando-a no Federal Reserve (Fed, banco central americano), o Tesouro poderia adquirir dinheiro suficiente para evitar o teto da dívida – sem, ao mesmo tempo, prejudicar a economia. (…)

    Comentário: Quanto mais tempo as pessoas demorarem a cair na real pior será o choque com o confronto com a realidade…
  • anônimo  11/01/2013 16:39


    Hitler Finds out about the $1 Trillion Coin


    www.youtube.com/watch?v=oK6fbYBRx9Y&feature=youtu.be
  • anônimo2  12/01/2013 19:17
    O vídeo é engraçado. Todavia, é um erro estratégico colocar Adolf Hitler defendendo austeridade e criticando o Krugman.
  • Brunno  11/01/2013 18:35
    Muito bom, Rene. Sempre foi assim e sempre será. Como disse em outro artigo, o capitalismo está longe de acabar, a dominação é correlata e também sempre existirá, sejam os dominantes ricos ou pobres. Junto com os dominantes sempre seguem os meios de proteção inerentes à dominação, que ajudam a pasteurizar o comportamento dos indivíduos para que estes continuem na mediocridade; temos aí uma gama de meios, entre os quais a mídia. O que libertários / libertanistas defendem são os interesses do que estão no domínio hodiernamente, por intermédio de conceitos como a defesa da liberdade individual, do livre mercado, da propriedade privada e da supremacia do indivíduo em detrimento do Estado. Portanto, nada há de oculto nos discursos dos Austríacos, eles deixam claro a quem estão defendendo. Alguns aqui no site chegam até a pregar uma espécie de anarcocapitalismo, onde retirariam do Estado as funções jurisdicional, legislativa e executiva.

    Abs
  • Diones Reis  11/01/2013 19:05
    Aproveitando este assunto, vocês ficaram sabendo do novo pacote de incentivos do governo japonês?

    'www.guardian.co.uk/world/2013/jan/11/japan-unveils-stimulus-package'

    Eu fico pensando: Mas eles já não tinham feito isto antes? E será que adiantou?

    Desculpe a sinceridade, mas me parece que no G8, acho que somente a Alemanha vai ficar livre desta onda de keynesianismo.
  • Rodrigo Polo Pires  11/01/2013 21:48
    Como pode isso! È lògico que as familias não funcionam como a economia, o aspecto economico è apenas um dos muitos de qualquer familia. Qualquer idiota sabe que a maioria das pessoas não poupa apenas para juntar dinheiro, poupa para algum investimento acima de qualquer possibilidade imediata. Então um burro desse vem dizer que è melhor fazer dividas e pagar juros para comprar uma casa do que poupar, receber juros e comprar à vista? E por que Krugman è um completo idiota? Por que pensa que tem a solução para os problemas do mundo. Querem uma prova, pois bem, terão! Hà dez anos èramos um pais de terceiro mundo e a amèrica o potência do planeta. E hoje? Pois è, depois de dècadas de keynesianismo vagabundo os norte americanos são os nossos balconistas. Então Krugman, cale a boca e treine seus compatriotas para nos servir quando formos passar fèrias ai nos EUA.
  • Xisto Betuminoso  11/01/2013 23:04
    Estava assistindo a exposição do Belluzo na série economia hoje da univesptv sobre a crise mundial atual, e tem um momento que ele fala que o que determina a renda é o gasto.
  • Andre  11/01/2013 23:57
    Alguém aí em cima perguntou até onde vai a honestidade intelectual do Krugman... como eu não o conheço, não posso dizer nada sobre ele especificamente mas o fato é que no geral existe muito mais interesse político que honestidade intelectual em quem defende certos tipos de absurdidades.

    Porque é óbvio que a ingerência estatal na economia atrapalha a economia. Mas será que o bem-estar da economia é o objetivo de todo mundo?

    Quando o Obama vem com os seus stimulus, é um erro chama-lo de burro, por querer uma política econômica equivocada, que terá efeito contrário ao desejado. O certo é chama-lo de astuto, pois o único interesse que o move é o aumento de seu próprio poder e, sendo assim, sua política é de um sucesso extraordinário.
  • Rodrigo Polo Pires  12/01/2013 13:54
    Como è que podemos questionarmo-nos se a liberdade econômica è em si uma finalidade e ao e mesmo tempo defendermos o sucesso de uma politica corrupta, corruptora, ladra e ineficiente? Devemos considerar tambèm que vitòria nas urnas não passa atestado de competência para ninguèm. Alguèm duvida? Pois assistam a Dilma.
  • Erick V.  12/01/2013 19:49
    A enxurrada de despesas públicas nos EUA seria bem pior, se tivessem aprovado este projeto... Se bem que, pessoalmente, é o único gasto governamental ao qual eu daria o meu apoio.

    www.theatlantic.com/politics/archive/2013/01/white-house-crushes-death-star-petition-nerd-dreams-everywhere/267112/
  • Patrick de Lima Lopes  14/01/2013 15:45
    Ótimo artigo, também.
    Realmente levanta dúvidas se Krugman acredita no que diz.
  • Vicente  14/01/2013 20:12
    Haverá um dia em que o governo vai parar de "gastar", e começar a "despender" (assim como as famílias).
  • Anarcofóbico  02/05/2013 21:27
    E agora, austríacos, quero ver essa!!

    Não são os gastos sociais! É a planilha, estúpido![

    "Como visto, em vez de uma queda de -0,1% no GNP, os países com um endividamento superior a 90% do GNP tiveram um crescimento médio de 2,2%. (...)

    Os dados não poderiam, da forma apresentada por Herndon ser utilizados pelos defensores da austeridade econômica como até o momento foram aqueles expostos por Reinhart e Rogoff."

  • Hay  02/05/2013 23:36
    Se você observar os números corrigidos, percebe que a tese de queda abrupta no crescimento causada por uma dívida de 90% do PIB realmente é falsa. Sinceramente, era uma estatísticas muito bizarra. Se eu tivesse chegado a essa conclusão, eu pensaria "Ué, por que uma diferença de 75 ou mesmo de 60% para 90% da relação dívida/PIB teria um impacto tão significativo sobre o crescimento da economia? Isso não faz muito sentido. Tem alguma coisa errada.".

    Duvido que esse número tenha sido decisivo para algum político ou burocrata. Mas é claro, os progressistas gozaram de felicidade porque podiam achar alguém para culpar pela crise sem precisar pensar muito. Perceba que os números corrigidos continuam mostrando que dívidas altas são ruins. Coisa que qualquer pessoa que trabalhe e pague suas contas sabe.


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