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A esquerda progressista e a consagração da culpa

No início do século XX, o movimento progressista — à época, liderado pela esquerda americana — entrou em cena pregando o fascinante e sedutor evangelho da Libertação da Culpa.  Os indivíduos — proclamavam audaciosamente os progressistas — estavam reprimidos, inibidos e repletos de um massacrante sentimento de culpa pelo simples fato de estarem constantemente cedendo aos seus desejos e impulsos naturais.  A função autoproclamada dos progressistas era a de efetuar uma jubilosa remoção de todo e qualquer sentimento de culpa, sentimento esse que havia sido forçadamente incutido nas pessoas pela 'opressora moral religiosa', por padres e pastores.

O hedonismo, a entrega irreprimível aos desejos e o fim de toda e qualquer sensação de culpa passaram a ser o comportamento preconizado.  Colocando em uma típica e repugnante frase da Revolução Sexual da década de 1960, "Se algo se move, acaricie e demonstre afeto".  O sexo, por fim, seria "apenas um gole d'água", algo natural e inofensivo.

No entanto, essa era da inocência e da ausência de culpa propugnada pelos progressistas durou, pelo que me lembro, aproximadamente seis meses.  Logo depois, as coisas se inverteram totalmente. 

Atualmente, toda a cultura progressista é caracterizada por um maciço sentimento de culpa coletiva.  Aquele cidadão que não rezar pela cartilha politicamente correta e não professar (nem que seja apenas da boca para fora) uma longa lista de culpabilidades solenemente declaradas é automaticamente rotulado de 'reacionário' e será naturalmente tido como um pária em sua vida pública. 

O sentimento de culpa é hoje onipresente, a tudo permeia e está difuso em todas as culturas e classes sociais.  E o que é ainda mais irônico: tudo isso foi imposto a nós pelos mesmos marotos que outrora prometiam uma fácil e irrestrita libertação de toda e qualquer sensação de culpa. 

Um breve resumo dos sentimentos que um indivíduo tem a obrigação de ter: sentimento de culpa pelo assaltante de rua, sentimento de culpa por séculos de escravidão, sentimento de culpa pela opressão e estupro de mulheres, sentimento de culpa pelo Holocausto, sentimento de culpa pela existência de aleijados, de cegos, de anões e de deficientes mentais, sentimento de culpa por comer animais, sentimento de culpa por estar gordo, sentimento de culpa por fumar, sentimento de culpa por não reciclar o lixo, sentimento de culpa por se locomover de carro e gerar poluição, sentimento de culpa por não usar bicicleta, sentimento de culpa por haver pessoas negras com renda menor que a sua, sentimento de culpa por estar "violando a santidade da Mãe Terra" e por aí vai.

Observe que esta culpa jamais é confinada a indivíduos específicos — por exemplo, aqueles que realmente escravizaram ou assassinaram ou estupraram pessoas.  A eficácia em se induzir culpabilidade nas pessoas advém justamente do fato de que a culpa não é específica, mas sim coletiva, podendo ser expandida e ampliada por todo o planeta e, aparentemente, ao longo de várias épocas, de modo incessante.

Antigamente, desprezávamos os nazistas por causa da sua doutrina de coletivização da culpa (a qual eles impuseram a judeus e ciganos); hoje, abraçamos esse mesmo conceito nazista como se ele fosse uma característica vital do nosso sistema ético.  Confinar a culpa apenas a criminosos específicos seria uma atitude que não geraria o efeito desejado justamente porque não caberia na nossa vigente doutrina do "vitimismo credenciado". 

Alguns grupos já adquiriram o status de "vítimas oficiais" — são aqueles que têm direito a tudo, principalmente ao bolso dos outros cidadãos, os quais, justamente por não estarem no grupo oficial das vítimas, estão consequentemente no grupo dos criminosos, e são os "vitimadores oficiais", normalmente homens brancos, heterossexuais e bem-sucedidos.

Destes vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às "vítimas credenciadas", seja sendo pacificamente assaltado na rua, seja fornecendo vagas de trabalho ou em universidades por meio de cotas, seja concedendo salários sem nenhuma relação com a produtividade.

Simplesmente não há maneiras de um determinado indivíduo deixar de ser culpado.  E foi isso que nossos libertadores progressistas nos impuseram. 

Para piorar, toda essa vitimologia fez com que até mesmo o sexo deixasse de ser visto como algo livre de culpa: com a implacável diatribe feminista de que "o sexo explora as mulheres", e a furiosa mania do "deve-se usar preservativos em nome do sexo seguro", seria melhor simplesmente abolir todos esses modernismos e voltarmos para a boa e velha culpa cristã em relação ao sexo.  Certamente seria algo mais simples e pacífico.

Grande parte da atual onda politicamente correta não passa de uma demente tentativa de justificar e dar continuidade a um comportamento repugnante ao mesmo tempo em que se tenta substituir o comportamento decente por uma cornucópia de regras formais ditadas por progressistas.  O problema é que essas regras formais são o inverso das boas maneiras, pois são usadas como porretes para impor o desejo de alguns poucos sobre todos os outros — e tudo em nome da "sensibilidade". 

Mas uma hiper-sensibilidade é uma das maiores barreiras que podem ser impostas ao discurso civilizado e às relações sociais, e servem apenas para fazer com que as relações humanas voluntárias e francas sejam virtualmente impossíveis. 

Como em todos os outros aspectos da nossa pútrida cultura, a única maneira de remediar a situação é oferecer resistência e partir para o ataque frontal e total contra esses progressistas de esquerda indutores de culpa.  É nesse ataque que jaz a única esperança de reassumirmos o controle de nossas vidas e retomarmos nossa cultura do controle destes tiranos maliciosos.


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autor

Murray N. Rothbard
(1926-1995) foi um decano da Escola Austríaca e o fundador do moderno libertarianismo. Também foi o vice-presidente acadêmico do Ludwig von Mises Institute e do Center for Libertarian Studies.


  • Seria melhor  08/01/2013 12:36
    "seria melhor simplesmente abolir todos esses modernismos e voltarmos para a boa e velha culpa cristã. Certamente seria algo mais simples e pacífico."

    Hahhahahah gostei, anteriormente a culpa era sentimento de quando se fazia algo maléfico a si mesmo, hoje é o contrário, a culpa vem de quando se faz algo que é benéfico a si mesmo pois a cultura predominante é de que ganhar é fazer perder para outro.
  • anônimo  08/01/2013 13:33
    Nessa hora o Marcus Benites ia gritar: ROTHBARD não é libertário de verdade, é só de direita
  • Marcus Benites  08/01/2013 22:32
    E continuaria tendo nome e coragem de sua exposição, ao contrário de um comentário covarde escondido sob o anonimato...

    Em todo caso, o fenômeno tratado é amplo, a transmissão da culpa individual (com base, também, na moral religiosa mais judaica que cristã) a uma remissão da culpa (a culpa é do "outro", de quem o individuo passa a ser "vítima").

    Embora o assunto seja interessante e mostre o quanto a "esquerda" tem sido nociva às sociedades, não chega a tratar, de fato, de libertarianismo. Combina mais, mesmo, com o direitismo de um Pondé (que, aliás, praticamente parafraseou o presente texto em um capítulo de seu último livro). Assim como Pondé (que defende, entre outras coisas, a democracia como o tipo de governo "menos ruim" - pra se mostrar como gente que pensa bem também pensa bobagem às vezes), Rothbard prefere a "culpa antiga" - que converge com os preceitos religiosos - à atual, mas ainda falta a "ponte" que prove que ela seja "natural", e não também forçadamente cultural, como a que ora vige, cujo problema maior não está - a meu ver - em o que seja, mas no fato de ser imposta totalitariamente às pessoas via doutrinação estatal - ponto em que a questão me interessa mais justamente por parecer ser, de fato, mais libertária.
  • anônimo  09/01/2013 00:10
    Você quer um nome? Meu nome é argumentum ad hominen. Ou será o seu nome?
    Aprenda criança, o que importa são as idéias.
  • Marcus Benites  09/01/2013 19:50
    Reli suas duas mensagens e não encontrei nenhuma ideia nelas. Se é esse o seu propósito, apresentar ideias, esforce-se mais. Mas estamos bem como libertários mesmo. Alguns sem coragem até de assumir publicamente suas posições. Tem medinho de quê?
  • anônimo  08/02/2014 21:03
    'Embora o assunto seja interessante e mostre o quanto a "esquerda" tem sido nociva às sociedades, não chega a tratar, de fato, de libertarianismo.'

    Errado.Tem tudo a ver com libertarianismo sim, só alguém com o pensamento muito limitado não consegue como tudo é parte de uma estratégia comum da esquerda e que a consequência imediata dessa propagação de culpa coletiva é a exigência de algum tipo de reparação por parte do estado.

    Rothbard prefere a "culpa antiga" - que converge com os preceitos religiosos - à atual, mas ainda falta a "ponte" que prove que ela seja "natural",

    Errado de novo, primeiro a 'culpa antiga' não converge necessariamente com os preceitos religiosos, muitas dessas coisas são anteriores até mesmo ao cristianismo.Depois, não falta nada porque ele nunca se propôs a isso, e nem é o fato de ser natural que dá mais ou menos legitimidade a nenhum tipo de culpa. Se ele prefere uma à outra é por motivos filosóficos e morais, e não há nenhum problema nisso.
  • Alexandre  21/03/2016 22:11
    Boa!
  • Alexandre  21/03/2016 22:18
    Algumas culpa são justificadas, como a de poluir, a de comer carne, a de não reciclar lixo. Porque aí são coisas que cada um de nós faz individualmente, em vez de culpas atribuídas a coletividades ou a problemas que não causamos individualmente. Até porque só sociopatas são sentem culpa por nada. Mas é melhor pensar em termos de responsabilidade que de culpa, e agirmos em prol do bem comum, em vez de ficar lamentando o que fizemos de errado. "O amor cobre a multidão de pecados".
  • anônimo  08/02/2014 21:58
    Quando ele diz "voltarmos para a boa e velha culpa cristã" está somente sendo irônico.
  • anônimo  30/11/2014 11:23
    'Quando ele diz "voltarmos para a boa e velha culpa cristã" está somente sendo irônico.'

    Não, ele não está.Mesmo sendo ateu, é uma constatação lógica de que a culpa cristã é realmente menos 'nociva' que a culpa progressista. Ateísmo cego e implicância gratuita com as religiões impedem muita gente de pensar claramente.
  • anônimo  09/02/2014 03:54
    'mas ainda falta a "ponte" que prove que ela seja "natural", e não também forçadamente cultural, como a que ora vige,'

    Pra você, tudo é cultural.Parece que acabou de ser 'educado' pelo pessoal da escola de Frankfurt.
    Ideologia de gênero: A quem interessa não divulgar esse fato?
    blog.comshalom.org/carmadelio/39204-ideologia-genero-como-seu-primeiro-experimento-canada-fracassou-de-forma-tragica-e-terrivel
  • Renato Souza  13/02/2014 12:23
    Isso é interessante

    Não se questiona, em geral, que os sentimentos sejam naturais. Sobre a quase totalidade deles, se admite que são:

    1. De origem natural, próprios da natureza humana.
    2. Aplicados dentro de condicionantes culturais.

    Há apenas duas exceções, em que as esquerdas insistem que os condicionantes culturais são tudo, e a natureza é nada:

    1. Sentimentos de culpa, que conforme as esquerdas são totalmente artificiais.
    2. Os sentimentos e comportamentos associados À diferenciação dos sexos, que segundo as esquerdas, são totalmente artificiais. Esquerdistas em geral defendem que todo comportamento sexual, na espécie humana, seria naturalmente indiferenciado, e que toda diferenciação de comportamento é exclusivamente de origem social.

    Minha conclusão? O que a esquerda diz em público NUNCA é resultado de convencimento e busca da verdade, SEMPRE é apenas guerra política-ideológica-cultural.

    Esquerdistas costumam dizer que todo discurso é apenas busca de poder. Se eles dizem isso, então necessariamente isso tem de ser verdade a respeito deles mesmos, ou necessariamente é uma fraude (porque toda afirmação universal, se não for fraude, tem de ser compatível com o conhecimento de quem faz a afirmação, logo tem de ser verdade particularmente em relação à sua experiência). No caso dos esquerdistas, creio que é verdade a respeito deles mesmos. TODO DISCURSO PÚBLICO DE QUALQUER ESQUERDISTA É APENAS BUSCA DE PODER.
  • Cauan Muller  11/02/2016 14:23
    Nesse caso sobre a culpa coletiva, creio que tanto libertários quanto conservadores, ou liberais clássicos, concordam que é uma péssima perspectiva de se observar a realidade. E também indo mais além, que qualquer forma de coletivismo deve ser combatido. A verdade é simples, você é dono de você mesmo, você é o responsável por você mesmo. Se as ideias que os outros tem na cabeça DELES te afeta. O problema esta em você.

    Mas isso não significa não ligar, afinal todos, ou a maioria concorda que preconceito é errado. Senão fosse assim a escravidão oficial negra teria voltado.
  • Sol Moras Segabinaze  08/01/2013 13:05
    Totalmente excelente.
  • Francisco   09/02/2014 17:13
    Impressionante! Parece que o artigo foi escrito hoje..
    Rothbard propõe a solução certa: combate frontal, permanente e com toda a intenssidade contra essa corja maldita, os esquerdopatas, que impôs essa ideologia do "politicamente correto".
  • Fred Henrique  10/02/2014 16:30
    Eu li o texto todo e só no final vi que era do Rothbard. LI TODO acreditando que tinha sido escrito hoje!
  • Gafanhoto  12/02/2014 14:02
    Alguém saberia a data original do texto?
  • Moderador  12/02/2014 14:05
    Início da década de 1990.
  • Marcos  09/12/2014 11:30
    Tive essa mesma sensação. É mais atual do que nunca. É triste saber que nesses anos a coisa só piorou.
  • anônimo  08/01/2013 13:32
    Gostei muito desse artigo, se Rothbard tivesse vivo teria adicionado várias 'culpas' a mais pra ele
    -Sentimento de culpa por estimular o machismo/estupro de mulheres quando você chama seu filho de ele e sua filha de ela
    -Sentimento de culpa por estimular o machismo/estupro de mulheres quando você dá um carrinho de brinquedo pro seu filho
    etc etc etc...quem duvida procure no google, e bote + nordic countries
  • Felipe de Lima Pereira  08/01/2013 13:55
    Na realidade brasileira, o sentimento de culpa é ser bem sucedido, afinal, tem muita gente que nasce pobre por ae, como pode pensar apenas em si mesmo?rs
  • anônimo  08/01/2013 14:57
    Pior ainda, tem gente que nasce analfabeta! Como a mãe do Lula!
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  08/01/2013 14:13
    Saudações, quer dizer então que o plano de um governo mundial é muito antigo, com tanta culpa senão ele, governo mundial, poderá exorcizar o ser humano e evitar futuros males-da-humanidade.Entre os 3(três) focos de poder global - islamismo,elite sino-soviética,elite globalista ocidental - prefiro nenhum, como se fosse possível.
  • Cristovam Buarque  08/01/2013 14:44
    O legado da escravidão é NOSSA responsabilidade e cabe a nós terminarmos com ele. Por que? Deixe-me fazê-los recordar do passado.

    Há aproximadamente cem anos, saía da vida para a história um dos maiores brasileiros de todos os tempos: Joaquim Nabuco. Político que ousou pensar, intelectual que não se omitiu em agir, pensador e ativista com causa, principal artífice da abolição do regime escravocrata no Brasil. Apesar da vitória conquistada, Joaquim Nabuco reconhecia: "Acabar com a escravidão não basta. É preciso acabar com a obra da escravidão". Mas a obra da escravidão continua viva, sob a forma da exclusão social: pobres, especialmente negros, sem terra, sem emprego, sem casa, sem água, sem esgoto, muitos ainda sem comida; sobretudo sem acesso à educação de qualidade.

    Ainda que não aceitemos vender, aprisionar e condenar seres humanos ao trabalho forçado pela escravidão – mesmo quando o trabalho escravo permanece em diversas partes do território brasileiro –, por falta de qualificação, condenamos milhões ao desemprego ou trabalho humilhante.

    Em 1888, libertamos 800 mil escravos, jogando-os na miséria. Em 2010, negamos alfabetização a 14 milhões de adultos, negamos Ensino Médio a 2/3 dos jovens. De 1888 até nossos dias, dezenas de milhões morreram adultos sem saber ler.

    Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra da escravidão se mantém e continuamos escravocratas. Somos escravocratas ao deixarmos que a escola seja tão diferenciada, conforme a renda da família de uma criança, quanto eram diferenciadas as vidas na Casa Grande ou na Senzala. Somos escravocratas porque, até hoje, não fizemos a distribuição do conhecimento: instrumento decisivo para a liberdade nos dias atuais.

    Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos.

    Somos escravocratas ao jogarmos, sobre os analfabetos, a culpa por não saberem ler, em vez de assumirmos nossa própria culpa pelas decisões tomadas ao longo de décadas. Privilegiamos investimentos econômicos no lugar de escolas e professores.

    Somos escravocratas, porque construímos universidades para nossos filhos, mas negamos a mesma chance aos jovens que foram deserdados do Ensino Médio completo com qualidade.

    Somos escravocratas de um novo tipo: a negação da educação é parte da obra deixada pelos séculos de escravidão.

    A exclusão da educação substituiu o sequestro na África, o transporte até o Brasil, a prisão e o trabalho forçado. Somos escravocratas que não pagamos para ter escravos: nossa escravidão ficou mais barata e o dinheiro para comprar os escravos pode ser usado em benefício dos novos escravocratas. Como na escravidão, o trabalho braçal fica reservado para os novos escravos: os sem educação.

    Negamo-nos a eliminar a obra da escravidão. Somos escravocratas porque ainda achamos naturais as novas formas de escravidão; e nossos intelectuais e economistas comemoram minúscula distribuição de renda, como antes os senhores se vangloriavam da melhoria na alimentação de seus escravos, nos anos de alta no preço do açúcar.

    Continuamos escravocratas, comemorando gestos parciais. Antes, com a proibição do tráfico, a lei do ventre livre, a alforria dos sexagenários. Agora, com o bolsa família, o voto do analfabeto ou a aposentadoria rural. Medidas generosas, para inglês ver e sem a ousadia da abolição plena. Somos escravocratas porque, como no século XIX, não percebemos a estupidez de não abolirmos a escravidão. Ficamos na mesquinhez dos nossos interesses imediatos negando fazer a revolução educacional que poderia completar a quase-abolição de 1888.

    Não ousamos romper as amarras que envergonham e impedem nosso salto para uma sociedade civilizada, como, por 350 anos, a escravidão nos envergonhava e amarrava nosso avanço.

    Cem anos depois da morte de Joaquim Nabuco, a obra criada pela escravidão continua, porque continuamos escravocratas. E ao continuarmos escravocratas, não libertamos os escravos condenados à falta de educação. E, mesmo tendo tudo isso em mente, realizo uma visita a um artigo de Rothbard e noto a defesa da exclusão social permanente dos negros. Amigos, sinceramente.... Embora ninguém aqui apoie a escravidão, negar reparar seu legado é simplesmente anti-ético.
  • Jose Ricardo das Chagas Monteiro  08/01/2013 14:58
    Sim, senhor Cristovam, como se não bastasse o pecado original, favor tirar mais mil reais de meus vencimentos, devo, tenho que pagar, autoflagelo aconselho aos brasileiros, aumentem o tamanho do estado, andarei sobre brasas, mereço o Érebo.
    Ayn Rand estava certa!
  • sandro lima  01/12/2014 22:08
    Não tem como comparar, e convenhamos vai, é sim uma briga injusta...

    É fácil libertarem os escravos do jeito que libertaram.
    "Vai peguem seus panos de bunda e sumam! vocês estão livres!"

    Eu acho um absurdo as pessoas acharem que os negros e brancos tem as mesmas chances, etc.

    Hoje, se você encontra um branco pobre e burro, é porque seus antepassados não souberam gastar bem o $.

    O negro?? HAHA Que $?
    O acesso a educação SEMPRE foi precário!
    o branco escola particular o preto escola publica com ensino inferior.
    Escola particular ensina os alunos a serem CHEFES!
    Escola publica ensina os alunos a preencherem curriculum, a como se portar em frente ao patrão... hahahaha chega a ser bizarro.

    Comparando-se as raças, a desvantagem sempre foi muito grande.

    Para deixar claro, não sou a favor do socialismos bolsa isso e aquilo de modo indeterminado.

    Mas sou a favor de que os negros merecem sim um suporte, uma ajuda, mas para os interessados! os que querem realmente crescer.


  • Eduardo Pimenta  08/01/2013 15:09
    Só queria confirmar se você escreveu mesmo esse comentário ou copiou algum discurso do senador, Cristovam Buarque? Se você escreveu, parabéns. Você é um cara muito inteligente (sem ironia). Você sabe se fazer passar por vários pensadores brasileiros, mudando até o estilo de redação. Estou adimirado.
  • Vinicius P.  08/01/2013 15:38
    "Somos escravocratas porque todos nós, que estudamos, escrevemos, lemos e obtemos empregos graças aos diplomas, beneficiamo-nos da exclusão dos que não estudaram. Como antes, os brasileiros livres se beneficiavam do trabalho dos escravos."

    Como nos beneficiamos da exclusão dos que não estudaram? Não acompanhei o raciocínio...
  • Um Filósofo  08/01/2013 16:01
    Através da exploração da mais-valia, por exemplo. Ou quem sabe a imposição de trabalhos humilhantes às pessoas de ancestralidade africana? Quem sabe o trabalho doméstico, que é exploração análoga à escravidão?

    Beneficiamo-nos do desconhecimento deles de muitas formas. Sinto culpa toda vez que vejo um afrodescendente empregado fora do meio empresarial e político, mais ainda deveria sentir quem se recusa a erguer tal fardo.

    A explicação do senhor Cristovam Buarque em seu artigo, "Nós, escravocratas", que inspirou meu manifesto contra as afirmações de Rothbard, são extremamente claras.
  • Artur Fernando  08/01/2013 16:44
    Negamos? Minha família chegou aqui na primeira década de 1900 com apenas meu bisavô com 04 anos de idade vivo. Foi adotado pela igreja metodista, foi pastor, teve filhos. Legou aos seus educação e eu tenho que ralar muito para sustentar minha família e pagar essa conta que o senhor diz ser "nossa"... NOssa quem, cara pálida? Hoje eu sou escravo de quem, então?
  • João Leite Jr.  08/01/2013 22:58
    Você é afrodescendente?
  • Julio dos Santos  09/01/2013 12:47
    João Leite Jr., não sei qual foi o intuito deste teu comentário, mas este é o post mais preconceituoso que eu já vi! Que te importa a cor da pele do Artur Fernando para qualificar o que ele disse? Seja lá o que ele tenha falado! Lamentável...
  • Neto  09/01/2013 13:00
    Quem disse que era pra qualificar?
  • Julio dos Santos  09/01/2013 14:24
    Neto, tanto faz qualificar, argumentar... Não é necessário saber a cor da pele de alguém para ter qualquer tipo de diálogo com ela, mesmo que este diálogo seja sobre cor da pele.
    Veja o exemplo do humor, existem tantas pessoas preconceituosas no mundo, escondidas atrás do politicamente correto, que somente negros podem fazer piadas de preto! Somente obeso pode fazer piada de gordo! Somente homossexual pode fazer piadas de viado!
    Seremos livres quando pudermos discutir sobre os assuntos livremente e nos responsabilizamos pelo que falamos indiferente das características.
  • mauro apologista  08/02/2014 19:31
    O problema não é um heterossexual fazer piada de gay e de afrodescendente,o problema é a perseguição,a humilhação, o mau gosto e a falta de respeito com quem é gay,bissexual,travesti,puta e afrodescendente.Portanto repeito é bom e todo mundo gosta,heterossexual branco e heterossexual afrodescendente também se acham superiores aos homossexuais e simpatizantes,essa ditadura da maioria é uma afronta a liberdade de expressão,reunião,religiosa,enfim a toda a liberdade do ser humano...
  • Kleber  08/01/2013 17:52
    Você quer me culpar pelos problemas da educação, que é um monopólio de um governo dirigido por pessoas que pensam igualzinho a você?

    Você quer me culpar depois que 38% dos meus rendimentos são simplesmente sugados de meu holerite na fonte por um governo dirigido por pessoas que pensam igualzinho a você, com o pretexto de resolver problemas que você julga que eu sou culpado?

    Você quer me culpar porque diferente dos escravos que você diz existir por minha culpa, eu encontro no mercado pessoas dispostas a pagar por aquilo que consigo produzir, e que caso eu não me esforçasse, estudando e trabalhando duro, morreria de fome pois não faço parte de nenhuma das minorias que você chama de escravos, e que recebem uma fração da parte roubada do meu salário por pessoas que pensam igualzinho a você?

    Cara, você é o pior tipo de esquerdista que eu conheço, pois existe muito esquerdista ignorante, que desconhece conceitos básicos de econômia, mas para um sujeito ter a cara de pau de comentar em um site que defende coisas como o livre mercado, a livre iniciativa, a liberdade , a propriedade, é porque ele teve acesso as ideias deste site, e também teve a chance de contrapor tais ideias a sua visão de mundo, então imagino que você não seja um esquerdista do tipo ignorante, mas sim do tipo mal-intencionado.

    Para o tipo ignorante de esquerdista, a educação pode dar jeito, mas para o tipo mal-intencionado só o tronco do purgatório, pois o pior tipo de escravo que existe é aquele que é escravo de suas próprias más intenções.
  • Um Filósofo  08/01/2013 18:12
    @Kleber O problema do outro também é seu problema. Quem vê a injustiça acontecendo e não faz nada para interrompê-la é tão injusto quanto o agressor. O senhor clama que a classe de pessoas que pensam como eu são responsáveis pela má educação no Brasil, sendo que não é verdade. A educação pública brasileira era de qualidade até a ditadura militar que, para retirar o desejo de uma reforma popular entre os mais pobres e perpetuar o poder de seus apoiadores(A burguesia brasileira, o governo dos EUA e a burguesia estrangeira), decidiu sabotá-la. E quanto ao seu discurso sobre impostos, tenho de negar. O senhor opõe-se a eles porque não recebe nada de seus pagamentos, mas os pobres recebem e por isso a taxação é benéfica a eles. Data máxima venia, se eu sou integrante da esquerda com "más intenções"(Aquela que quer acabar com a pobreza), diria que o senhor é egoísta por não desejar compartilhar o fruto dos seus trabalhos com as nossas causas de justiça social.

    @Artur Independente do momento de chegada de sua família, o senhor integrou nossa organização nacional e passou a compartilhar de nossos fardos e dívidas. É mais que legítimo que tal dívida que temos com a África seja paga por seu clã.

    A educação é a única solução para o Brasil. Não basta repetir jargões de "diminuição de impostos e burocracia", tais alterações só beneficiariam a burguesia e ninguém mais. A justiça social PRECISA ser implantada antes da caridade, ou não haverá fim à nossa pobreza. O estado é a instituição mais capaz de resolver nossos problemas e sempre a foi.
  • Cristovam Nunes  08/01/2013 23:03
    Que assim diga a URSS, A alemanha oriental, Cuba, Camboja... O Estado nunca fez, não faz, e nunca fará parte da solução. Ele sempre foi, é, e sempre será o principal problema a ser resolvido. Entregar a solução do estado de pobreza dos indivíduos ao Estado, é o mesmo que entregar o galinheiro pra raposa e lhe pedir para não comer as galinhas. É da natureza da raposa comer o frango, é da natureza do estado ser perdulário.

    Falou...
  • anônimo  08/01/2013 23:44
    Vendo as coisas desse filósofo me lembro do trailer do prox filme do Tom Hanks, essa merda de 'somos um só', 'todo mundo junto'...igualzinho
  • Kleber  09/01/2013 12:52
    "Um Filósofo", você tem razão, eu sou egoísta, o meu egoísmo conceitualmente é o mesmo de Ayn Rand, eu sou egoísta, pois quando alguém que me é próximo precisa de minha ajuda eu tiro dinheiro do meu bolso para ajudá-la e faço isso geralmente por interesse, uma vez que qualquer que seja o caso, ou estou interessado em ver alguém que amo passar bem ou estou interessado em me sentir bem em ajudar alguém que fez por merecer e só precisava de uma oportunidade, eu não ajudo ninguém com o dinheiro dos outros, e nem autorizo ninguém a ajudar os outros com o meu dinheiro, mas apesar do meu egoísmo e falta de autorização é isso o que acontece, roubam o meu dinheirinho suado com o pretexto de ajudar as minorias, sendo que na verdade estão inculcando em suas mentes a cultura da mendicância, da preguiça, e da desonestidade, pretextos parecidos são usados por criminosos, bandidos e assassinos para justificar seus crimes, eu roubei porque precisava alimentar minha família, ou porque estava passando fome, todos os motivos são justos quando justificamos nossas falhas sem termos moral o bastante para admití-las como elas simplesmente são.

    Como disseram alguns comentaristas, seu texto pode ser trollagem, eu não acredito nisso, eu acho que é ignorância mesmo, compare o equivalente mais próximo das favelas brasileiras em países desenvolvidos, e tenha uma ideia mínima que seja do absurdo de suas proposições.

    Nesses países a economia é desenvolvida o bastante para proporcionar produtos por preços mais acessíveis, e justamente por isso os pobres acabam sendo proporcionalmente os maiores beneficiados, eu não concordo com o senhor quando diz que o problema de nosso país é educação, a educação é uma consequência, não é a causa raiz, a causa raiz é a economia, deixem a economia operar livremente, inclusive sem monopólios e regulamentação na própria área de educação, que o senhor diz ser o problema e veja a "mágica" acontecer.

    O senhor deveria continuar lendo Marx, Lênin, Keynes, se já não os leu o bastante, mas se aventurar nas obras de seus opositores, como Rothbard, Mises, Fridman, Schumpeter e depois fazer uma análise comparada. Se o seu problema for ignorância, isso resolverá, se for trollagem é só procurar algo mais útil pra fazer para aproveitar melhor seu tempo que o senhor amadurecerá naturalmente, agora se for má intenção, aí como eu disse não há remédio que resolva, pelo menos nessa existência.
  • josuel  10/01/2013 14:04
    Discordo totalmente de que a educação era de qualidade até a ditadura militar. Estudei durante o período da ditadura e nesta época aprendi valores como ética, moral, civismo, deveres e direitos. Esta foi a melhor época da educação.

    A educação no Brasil piorou e hoje é um lixo depois da ditadura, quando a esquerda assumiu. Hoje os professores fingem que ensinam e os alunos fingem que aprendem. A esquerda transformou a educação básica num lixo total. As pessoas hoje são incapazes de discutir, criticar. Só aprendem a ser coitados e que o Estado deve cuidar delas.
    A educação superior então, foi totalmente dominada pela esquerda, com intelectuais totalmente alienados.

    Seria bom se os militares voltassem ao poder para colocar a atual corja de esquerdistas que estão no poder, no lugar onde ela deveria estar: atrás das grades.
  • Leandro  10/01/2013 14:17
    Se os militares voltarem ao poder, eles voltarão a estatizar 70% da economia e fechar o país às importações? Passo.
  • Neto  10/01/2013 16:16
    Moral e cívica também é doutrinação estatista.
  • Vito Genovese  10/02/2014 02:00
    Pela sua lógica: os italianos devem reparação ao povo eslavo? Os egípcios devem reparação ao povo judeu?
    PQP! Então eu sou culpado pela escravidão africana no Brasil e eslava em Roma.
  • C Roark  11/02/2014 23:06
    Mas e quanto aos benefícios que a escravidão provocou, quero dizer, boa parte da riqueza do Brasil foi gerada pelo trabalho escravo e de forma indireta todos foram beneficiados por essa riqueza, certo? Então, temos uma dívida ou não com os negros?
  • Ricardo  11/02/2014 23:26
    Se você encontrar um ex-escravo que ainda esteja vivo, sim. Caso contrário, ninguém deve nada a ninguém. "Reparação" é roubar da A para dar a B por algo que C fez a D.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1732
  • Daniel Diniz  11/02/2016 01:25
    Fui obrigado a rir do "Não basta repetir jargões de "diminuição de impostos e burocracia", tais alterações só beneficiariam a burguesia e ninguém mais."
    Pq, claro que o pobre paga mais barato nos produtos que compra por ser isento de impostos, né? Ops, esqueci... no preço final, já com os impostos embutidos, não importa se você é rico ou pobre, o valor que você está pagando em impostos repassados é o mesmo! A diferença fica apenas que, sendo mais pobre, você gasta relativamente mais que o rico, porque enquanto 4 reais em impostos em um produto é 5% do seu salário, 4 reais em impostos é 0.01% do salário do mais rico.

    Realmente, redução de impostos só vai beneficiar quem tem dinheiro...
  • Pedro Griese  08/01/2013 18:34
    Esse Cristovam Buarque é o senador sim.
    ele escreveu esse texto em 2010.
    Algum troll mandou esse texto aqui.

  • Laszlo  08/01/2013 21:55
    Pode ser, só que trollagem ou não,o teor do texto se encaixa perfeitamente no artigo do Rothbard. A consagração da culpa, entendeu...

    "Destes vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às vítimas, seja por meio de vagas de trabalho ou em universidades, ou por meio de salários sem nenhuma relação com a produtividade, para negros, mulheres, gays, deficientes, índios, cegos, surdos, mudos etc."

    Esse paragrafo resume tudo.
  • Cristovam Nunes  08/01/2013 22:50
    Poderia levar essa discussão pro terreno do vitimismo, do sentimento de culpa, da noção equivocada do jogo de soma zero, para esta estupidez do politicamente correto. Mas, vou só me reportar a um texto escrito por De Tocqueville: Depois de ter subjugado sucessivamente cada membro da sociedade, modelando-lhe o espirito segundo a sua vontade, o Estado estende então seus braços a toda comunidade. Cobre o corpo social com uma rede de pequenas regras complicadas, minuciosas e uniformes, rede que as mentes mais originais e os caracteres mais fortes não conseguem penetrar para elevar-se acima da multidão. A vontade do homem não é destruída, mas amolecida, dobrada e guiada; ele raramente é obrigado a agir, mas é com frequência proibido de agir. Tal poder não destrói a existência, mas a torna impossível; não tiraniza, mas comprime, enerva, sufoca e entorpece um povo, até que cada nação seja reduzida a nada mais que um rebanho de tímidos animais industriais, cujo pastor é o governo.

    O que De Tocqueville não considerou foi por quanto tempo tal governo permaneceria nas mãos de déspotas benevolentes, quando seria tão mais fácil para qualquer grupo de rufiões conservar-se indefinidamente no poder, desprezando todo o decoro tradicional da vida pública.

    Pessoalmente não guardo nenhuma culpa pela escravidão, pelo os índios, pelos pobres, pelos negros.. Eu sou um pouco de tudo isso, apenas entendi que o governo não faz parte da solução, faz parte do problema e graças a Deus juntei forças e me insurgi contra a exclusão. Não creio que haja solução para o excluído, vinda de fora dele mesmo, os que acreditarem nisso, só aumentaram a fila dos desvalidos e o poder dos que se arrogam a tirá-los da exclusão.

    Falou...
  • josuel  10/01/2013 13:53
    Ainda não entendi porque eu, que nasci 77 anos depois da abolição da escravatura, tenho que me sentir culpado, ou meu filho que nasceu 108 anos depois.

    O que eu devo fazer para me redimir? Talvez doar uma parte do meu salário mensal para um negro ou um pobre? Transferir parte do meu imóvel financiado pelo SFH a juros escorchantes?

    Esta turma de esquerdinhas progressistas devia ser esmagada a porrete.
  • Fernando Soares  10/01/2013 19:49
    Pela ótica libertária, os escravos deveriam ter sido indenizados. Mas não foram. Os senhores de escravos continuaram por aí, com suas fazendas etc. E essas propriedades continuaram nas mãos dos descendentes dos senhores de escravos. O justo seria que os descendentes de escravos fossem indenizados sim, não por causa de uma "culpa coletiva", mas sim porque merecem a sua herança, a indenização que deveria ter sido dada aos seus antepassados. Alguma falha de raciocínio?
  • Mauro  10/01/2013 20:10
    "Pela ótica libertária, os escravos deveriam ter sido indenizados. Mas não foram."

    Correto. Os escravos deveriam ter sido indenizados pelos senhores de escravos.

    "Os senhores de escravos continuaram por aí, com suas fazendas etc. E essas propriedades continuaram nas mãos dos descendentes dos senhores de escravos."

    Você escolheu corretamente o tempo verbal. Os senhores continuaram. Mas já morreram. Assim como os escravos. Os descendentes de ambos lados, lamento, não têm nada a ver com isso. (Assim como o filho de um funça da Receita Federal não pode ser chamado de ladrão)

    "O justo seria que os descendentes de escravos fossem indenizados sim, não por causa de uma "culpa coletiva", mas sim porque merecem a sua herança, a indenização que deveria ter sido dada aos seus antepassados. Alguma falha de raciocínio?"

    Para ver a falha, basta voltar para a sua primeira frase lá em cima. Os escravos mereciam uma indenização paga por seus senhores. E apenas por eles. No atual arranjo, senhores e escravos já morreram. Qualquer tipo de indenização aos descendentes (algo que já não faz sentido) inevitavelmente envolveria espoliar a propriedade de terceiros que nada têm a ver com a pendenga.

    Quem defende indenização hoje está defendendo a expropriação de inocentes. Ou seja, é ele próprio um criminoso.
  • Fernando Soares  10/01/2013 20:46
    Discordo dessa posição. De fato, os descendentes dos senhores de escravos são inocentes. Mas os legítimos donos das propriedades que poderiam ter sido usadas para indenizar os escravos são os descendentes desses escravos. Então, os descendentes dos senhores não deveriam ter seu dinheiro confiscado. Apenas as propriedades que na época eram dos senhores de escravos deveriam ser dadas como indenização.

    Levando o seu raciocínio ao limite, seria simples garantir uma herança para os descendentes de alguém: alguém poderia simplesmente invadir uma casa, matar o dono, escrever seu testamento e se matar. Pronto. A casa seria do filho do assassino, e o filho do dono legítimo não teria direito à casa, segundo seu raciocínio.
  • Mauro  10/01/2013 21:03
    "De fato, os descendentes dos senhores de escravos são inocentes. Mas os legítimos donos das propriedades que poderiam ter sido usadas para indenizar os escravos são os descendentes desses escravos. Então, os descendentes dos senhores não deveriam ter seu dinheiro confiscado. Apenas as propriedades que na época eram dos senhores de escravos deveriam ser dadas como indenização."

    Ser dadas como indenização para quem? Por quê? Por que os descendentes dos escravos têm mais direitos que os descendentes dos senhores? Ambos são inocentes. Você quer apenas fazer redistribuição.

    "Levando o seu raciocínio ao limite, seria simples garantir uma herança para os descendentes de alguém: alguém poderia simplesmente invadir uma casa, matar o dono, escrever seu testamento e se matar. Pronto. A casa seria do filho do assassino, e o filho do dono legítimo não teria direito à casa, segundo seu raciocínio"

    Esse seu raciocínio foi tão retardado que é até difícil saber por onde começar. Em primeiro lugar, você inventou que indenização de descendentes de escravos deve se dar por meio da espoliação de propriedade, sendo que os próprios escravos nunca possuíram propriedade nenhuma. O seu raciocínio já começa completamente falho. Faria um pouco mais de sentido se você dissesse que um descendente direto do senhor de escravo deveria dar dinheiro para o descente direto de alguém que foi comprovadamente escravo desse senhor. Só assim faria sentido.

    No entanto, em vez disso, você sai dizendo que alguém invadir uma casa, se matar e deixar a casa para o filho do invasor (tudo no mesmo dia) é a mesmíssima situação da escravidão. Isso é tão imbecil e ilógico, que me fez ter a certeza de que você não tem a mínima ideia de qual a sua posição nesta discussão.
  • André Luis  10/01/2013 21:34
    "O justo seria que os descendentes de escravos fossem indenizados sim"

    Uma colocação pontual: de acordo, deveriam mesmo terem sido indenizados pelos senhores/fazendeiros. Caso os fazendeiros morressem antes de pagarem a indenização, os recursos para liquidá-la viriam da herança deixada (que assim deixaria de ser transmitida aos herdeiros para responder pelas dívidas do morto).

    É assim que o sistema jurídico lida com essa questão.

    Mas o direito de o escravo pleitear essa indenização não é ilimitado, pois deve ser exercido num certo espaço de tempo. É o que o Direito chama de prescrição, que implica a perda definitiva do direito, regra tem como objetivo dar estabilidade às relações jurídicas (i.e., relações entre indivíduos).

    No caso dos escravos, nenhuma indenização seria devida hoje, nem mesmo na mais amorosa visão idílica de uma justiça semi-marxista como é a nossa, simplesmente porque:

    a) os escravos, únicos lesados, não pediram indenização no tempo adequado
    b) e ainda que existisse um processo desse tramitando há mais de um século (o que obviamente não existe), o patromônio do senhor/fazendeiro que deveria responder pela indenização já foi carcomido pelo tempo e, também, pela própria perda da capacidade aquisitiva da moeda (inflação).

    Abs.
  • Fernando Soares  11/01/2013 02:37
    Usei exatamente esse raciocínio: "Caso os fazendeiros morressem antes de pagarem a indenização, os recursos para liquidá-la viriam da herança deixada (que assim deixaria de ser transmitida aos herdeiros para responder pelas dívidas do morto)."

    E quanto a sua pergunta, "Ser dadas como indenização para quem? Por quê? Por que os descendentes dos escravos têm mais direitos que os descendentes dos senhores?": indenização para os descendentes dos escravos, porque os escravos tinham direito à indenização, a indenização era uma propriedade deles. Eles são não tiveram a posse de facto, mas tinham de jure, de direito. Então, pelo princípio simples de que as propriedades do falecido vão para seus descendentes mais próximos, salvo determinação sua em contrário, os descendentes dos escravos ainda têm direito a essa indenização, que é sua propriedade. Os descendentes dos senhores de escravos são inocentes, mas têm em mãos propriedade ilegítima, que pertence a esses descendentes dos escravos.
  • Mauro  11/01/2013 03:13
    Continua sem entender. Escravos não têm direito à propriedade nenhuma, pelo simples fato de que eles nunca foram proprietários de nada. Eles têm, isso sim, direito a uma indenização, mas eles não têm direito a tomar propriedade de ninguém. Tampouco seus descendentes.

    Você tirou do nada essa sua conclusão de que "os descendentes dos senhores de escravos são inocentes, mas têm em mãos propriedade ilegítima, que pertence a esses descendentes dos escravos." Ora, por que tal propriedade pertence aos descendentes de escravos? Por que ela é ilegítima? Nenhuma propriedade física foi tomada deles, meu caro. Se quiser discutir restituição monetária, tudo bem, mas restituição em propriedade? Nenhum sentido.
  • Neto  11/01/2013 07:31
    Essa conversa é toda sem sentido. Se for pra idenizar os descendentes, quem é que vai pegar uma bola de cristal e adivinhar quem é descendente de escravo e quem não é?
    Pela cor da pele? Negro escravizava negro, branco escravizava branco, quem garante que um fazendeiro não teve um ancestral branco escravizado pelo império romano?
  • Fernando Soares  27/01/2013 20:22
    Que eu saiba, a restituição pode ser em qualquer tipo de propriedade, seja dinheiro, terras, imóveis ou qualquer outra coisa. Eu citei as terras como uma sugestão, dado que elas pertenciam comprovadamente ao senhor de escravos. Já o dinheiro é difícil de saber se é uma herança, entendeu?

    "Se for pra idenizar os descendentes, quem é que vai pegar uma bola de cristal e adivinhar quem é descendente de escravo e quem não é?" Se você não sabe, existem registros. Quem conseguir provar que é descendente de escravos recebe a indenização.
  • Carlos Garcia  08/02/2014 12:31
    "Já o dinheiro é difícil de saber se é uma herança"

    E você acha que terras são sempre dadas como herança? Conheço gente que entrou no ramo agropecuário sem ter antecedente familiar nenhum, comprando terras. E aí, essas pessoas ganharam de brinde um tipo de dívida histórica? Como se não bastasse você achar que descendentes de senhores de escravos devem alguma coisa, vai dizer agora que qualquer terra comercializada carrega uma dívida consigo? E as terras expropriadas pelo MST ao longo dos anos? Eles não se envergonharam de vendê-las assim que as conseguiram. Como você explica esse fato? Os pelegos do MST teriam tirado o fardo da dívida destas terras? Afinal de contas, elas voltAram para as mãos dos pobres, e em seguida foram lançadas ao mercado.

    Querer dizer que alguém tem direito de expropriar alguma baseado em sua cor de pele é um insulto à inteligência de todos nós. Os atuais donos de terra não necessariamente tem relação falimiar com os senhores de escravos do passado. E mesmo que tivessem, você está impondo a eles um ônus herdado que se aplicava a outro tempo, em outras condições sociais. Me pergunto o que VOCÊ faria se descobrisse que sua família não era escravocrata, mas que o terreno da sua casa um dia pertenceu a um senhor de engenho, e que portanto VOCÊ agora deve doar sua casa, sem compensação nenhum. Afinal, você deve isso a eles.
  • Jeferson  10/02/2014 14:18
    Sinceramente, estou estupefato. Não entendo como as pessoas conseguem achar a argumentação do Fernando "viagem". Ele está certíssimo, apesar da metáfora péssima. A lógica é a mesma do seguinte:

    Eu compro um carro. > Um ladrão me assalta, roubando o carro. > Eu e o ladrão morremos na semana seguinte por qualquer motivo. > O filho do ladrão herda o carro. > Quem tem direito legítimo ao carro? Meu filho, ou o filho do ladrão?

    Porém, o que foi dito pelo André Luís também é extremamente correto. Existe prescrição porque uma hora se torna impossível ou inviável buscar um direito que se tenha. Por exemplo, 10 anos depois da minha morte na historinha acima, meu filho iria querer o carro de volta por quê? Ele gastaria mais dinheiro pra tomar o carro do filho do ladrão do que o carro valeria. Também não faz sentido ele querer exigir que o filho do ladrão o indenize em qualquer coisa além do carro, pois o "herdeiro" não tem qualquer culpa ou responsabilidade pelo roubo, só não possui a propriedade legítima do veículo.

    A mesma coisa seria um descendente de escravo hoje conseguir fazer um levantamento sobre em que fazenda o ancestral dele foi escravo, descobrir os herdeiros daquela fazenda e entrar em ação contra eles pedindo indenização. Provavelmente ele gastaria mais dinheiro com o processo todo do que existe fração de herança disponível para pagar a indenização, e o limite da indenização seria exatamente a fração da herança que coube a quem ele processou. Fração essa que, se ainda existe, certamente já perdeu muito do valor. Faz sentido esse tipo de direito prescrever depois de uma geração (ou menos).

    Assim sendo, também não faz sentido pensar-se em "culpa coletiva". Independente de como as pessoas se sintam, não existe culpa coletiva por nada, existe culpa individual. Se você faz parte de um grupo que fez algo que não deveria, você é culpado por isso. Você e os membros desse grupo. Ponto final. Também não acho que fosse essa a intenção do Fernando, acho que ele só quis apontar pro fato de que os descendentes de escravos deveriam poder pleitear o direito legítimo à indenização de seus ancestrais. Espero não estar enganado quanto a ele...
  • sandro lima  02/12/2014 14:49
    Poxa vida, é tão difícil entender, que educação é o maior bem que um cidadão pode ter?

    Se os miseráveis dos escravos tivessem a MESMA educação que um branco da época,
    Após saírem com uma mão outra atrás das fazendas, eles iriam saber educar seus filhos, saber a guardar dinheiro, saberiam o caminho a percorrer para se ter bens!!
    Hoje, muitos são contra os "bolsa escola, cota para negros em faculdade publicas etc" mas mesmo com o ensino superior precário, é melhor do que NADA! eles vão saber educar seus filhos melhor do que eles foram educados.
    Não sinto indignação nenhuma ao ver meu imposto sendo gasto com educação e cotas para negros nas faculdades. Sinto indignação, por um bolsa família que é indeterminado e sem nenhum propósito.
  • Vito Genovese  10/02/2014 01:47
    Existe escravocrata maior que o Estado?
  • Cristian  02/12/2014 02:57
    Se formos lembrar o passado temos que ser honestos com a história. Os escravocratas do Brasil eram uma parte mínima da população, a população negra era muito maior. Se o país tem esse número de pessoas ditas brancas se deu por que o Brasil incentivou os camponeses de outros países a virem, por que precisavam povoar o país. Essas pessoas ralaram muito para conseguir o que têm, muitas trabalharam quase como escravas. Se hoje elas têm alguma coisa não foi por que o estado lhes deu, mas por que se esforçaram além das forças e deram educação para seus filhos. Meus bisavós vieram da Europa fugidos, simplesmente, por serem judeus. Meus bisavós vieram para o Brasil com a roupa do corpo, saíram Brasil a dentro procurando mudar de vida, com a família sempre unida. Eles conseguiram umas terras, na época em abundância, e foram pagando para seu verdadeiro dono, em Foz do Iguaçu. Hoje somos uma família respeitada, uns ricos outros não, mas todos lutamos pelo que temos e lutamos muito, isso é justo. Paguei minha graduação com o suor do meu trabalho, tive que me desfazer de muitas coisas, mas fiz isso por que sei que posso ter filhos um dia e quero o melhor para eles. Tinha um rapaz, negro, na minha turma que preferiu deixar o universidade por que preferia comprar um carro. Justo, o problema é dele, não meu, e respeito isso. Tive que deixar de sair por várias vezes para pagar minha graduação, tive controlar meus vícios por um bem maior, isso é justo e honesto. Agora, você acha justo os filhos do meu colega, negro, que deixou de estudar para comprar um carro terem mais benefícios que os meus no futuro? Você vai dizer que ele não teve as mesmas oportunidades do que eu? Você acha que por que sou branco tem pessoas em minha porta me implorando para trabalhar em suas empresas por que só pessoas negras foram procurar empregos lá? Você precisa conhecer a realidade do mundo, meu caro. A realidade é outra e está longe do que você acredita. Antes de tudo precisamos de famílias fortes, o resto se conquista. E não perece que é isso que você acredita.
  • João Campos  21/06/2015 22:00
    Acho que, apesar de possuir uma visão diametralmente oposta ao do Sr. Rothbarb, o que é um direito seu, não assimilou absolutamente nada do que ele escreveu. Esquerda tapada é assim. Sempre na mesma tecla. Mesmo que os fatos não corroborem com suas teorias ultrapassadas. Morrem defendendo ideias frágeis. Lamentável, mesmo sabendo que é o que se espera da esquerda. Triste é saber o mal que fizeram, e fazem, com suas ideias ultrapassadas e derrotadas pela história.
  • Leandro  08/01/2013 14:48
    Nosso filósofo favorito, sempre com sua rascante ironia satírica (da qual poucos se dão conta).
  • Jonatas Mand  08/01/2013 15:11
    rs. O pessoal não lê os comentários e os comentários aos comentários.
  • Angelo Viacava  08/01/2013 16:25
    O grande problema do filósofo é se, um dia, ele conseguirá viver fora da própria ironia. Ironia grossa de minha parte.
  • Tory  08/01/2013 17:07
    O mais divertido para mim é que por falta de adversários ideológicos que mereçam o título alguns aqui acabam criando personagens para provocar o debate - e andam tendo mais sucesso nisso do que os socialistas de verdade.

    Mas o que o Angelo falou tem a ver: o problema do ator que se confunde com o papel. 8)
  • Philippe Leite  08/01/2013 17:05
    Excelente texto ! Rothbard morreu em 1995 e esse texto parece que foi escrito hoje.


    @Leandro. Duvido muito que seja ironia desse tal filósofo. É uma prática muito comum desse pessoal Marxista, que hoje já dominam 99% de todos os espaços de imprensa, tentar sabotar e atacar a todo o custo todos os poucos espaços libertários e conservadores que estão surgindo. Eles se sentem incomodados e ficam extremamente irritados com qualquer coisa que vá de encontro com o delírio psicótico deles. Ao meu ver, esse espaço não é público e sim uma ferramenta de debates para quem acompanha e estuda a escola austríaca. Por isso acho que esses comentários insanos marxistas deveriam ser removidos. Eles que vão delirar no espaço deles. Nesse ponto tenho que concordar com Olavo de Carvalho, o grande erro dos libertários e conservadores é a insistência em tentar manter um diálogo civilizado e racional com essa gente, é impossível. Eles tem que ser esculhambados mesmo.


    Aproveito para recomendar um livro divertidíssimo que acabei de ler:

    "Sócrates encontra Marx" de Peter Kreeft

    Kreeft cria um diálogo fictício entre Sócrates e Marx no além onde Sócrates desmonta e desmoraliza totalmente o textos marxistas. Dá até pena do velho barbudo !! rsrsrs
  • Luiz Padilha  09/01/2013 14:40
    É ironia sim. O Filósofo é conhecido usuário contumaz da lei de Poe.

    Embora eu goste desse argumento pelo reverso, como faz o Filósofo. Talvez fosse melhor esclarecer em algum canto que é isso que ele está fazendo, para evitar essas confusões com quem não está acostumado com ele.
  • Luciano  08/01/2013 19:10
    Leandro,

    O Filósofo está fazendo tanto sucesso que logo merecerá assinar seu primeiro artigo para o instituto.

    1º de abril está chegando...
  • Jeferson  10/02/2014 14:05
    Eu apoio esse projeto! 01/04/2013 passou, mas 2014 tá aí!
  • Anônimo  08/01/2013 14:52


    E o pior é que tem muito libertário que adota estas idéias socialistas/progressistas como se isso fosse o auge da liberdade humana!
  • Henrique  08/01/2013 15:03
    Boas notícias aos libertários!
    Essas novas impressoras 3D podem imprimir armas!
    news.cnet.com/8301-11386_3-57499326-76/you-dont-bring-a-3d-printer-to-a-gun-fight-yet/

    Dá pra fazer até fuzil, sem o controle do governo.

    Abraços.
  • Neto  08/01/2013 20:37
    Eu já tinha falado disso nos coments do artigo sobre genocídio e desarmamento
    Vocês tão vendo, equipe IMB? Se fosse um fórum a informação não ficava desorganizada, perdida
  • Wilhelm  09/01/2013 00:17
    Hoje no Rio de Janeiro, mais precisamente em Xerém, o distrito atingido pelos desastres da chuva, os comerciantes, fazendo uso da lei da oferta e da demanda, aumentaram o preço de produtos em escassez como água e comida. O resultado foi uma chuva de denuncias dos moradores para este horrível estado assistencialista que nivela as pessoas por baixo. A Delegacia do Consumidor simplesmente prendeu diversos comerciantes por estar aumentando preços! O Brasil é uma economia de mercado ou um governo marxista trabalhista que reprime todas as liberdades de seus cidadãos? Isso é triste e não pode ser permitido, daqui a pouco irão novamente tabelar os preços como já fizeram! Precisamos impedir esse ataque ao livre mercado brasileiro e ao governo keynesianismo-socialista de Dilma Rouseff e Guido Mantega! BASTA!!
  • Victor Cezar  09/01/2013 20:17
    Minha professora até ensinou na sala de aula que o estado tem que intervir nesses momentos de calamidade. hehehe Citou o exemplo da região serrana, etc.
  • Renzo  09/02/2014 21:43
    Wilhelm, mas mesmo em uma situação de calamidade pública (ou seja, que não acontece todos os dias) deve prevalecer a lei de mercado? A pessoa que não tem dinheiro pra pagar pela água deve morrer por causa disso, sendo a situação se normalizaria dias depois? Como isso pode ser melhor o comunismo/socialismo?
  • Leandro  09/02/2014 22:26
    Reno, você parece desconhecer a natureza e o funcionamento do sistema de preços.

    É justamente durante uma catástrofe que o sistema de preços tem de ser ainda mais livre. Apenas suponha que o governo decretasse controle de preços em uma área atingida por uma furacão. O que iria acontecer? Digo-lhe: quem é mais rico aproveitaria este subsídio do governo e correria aos supermercados, e compararia o máximo possível para poder estocar para os dias vindouros. As prateleiras se esvaziariam e o comerciante não teria motivo nenhum para repor seus estoques. Por que ele faria isso, se seus preços estão controlados? Aliás, como ele faria isso, se a sua cidade está destruída?

    Quem é pobre, por sua vez, ficaria sem nada, pois os mais ricos já teriam comprado tudo.

    Ou seja: o controle de preços acabaria levando à escassez e, ao contrário do pretendido, prejudicaria justamente os mais pobres. (Você não viveu no Brasil na década de 1980?)

    Por outro, havendo liberdade preços, os preços certamente subiririam e, ao subirem, desestimulariam as compras excessivas e desnecessárias, garantido que as prateleiras não ficassem vazias e que houvesse produtos aos mais pobres.

    Mais ainda: o aumento de preços faria com que passasse a ser extremamante lucrativo para fornecedores de outras cidades levarem seus produtos para esta cidade atingida, o que garantiria uma oferta contínua de suprimentos. Por outro lado, um congelamento de preços não estimularia nenhum empreendedor a ir para esta cidade vender seus produtos. Consequentemente, haveria desabastecimento, piorando sobremaneira a situação de toda a população.

    Entenda este básico: a economia não funciona à base de coitadismos; ela não funciona à base de sentimentalismos e apelas emocionais. Ela funciona à base da lógica da ação humana.
  • Alexandre  09/01/2013 08:32
    Uma opinião, a meu ver sensata, sobre o tema.

    - Trecho do livro "O Tempo - Senhor dos Destinos Humanos", de Oswaldo Bertolino de Araújo:

    8.2 – Dívida com a África

    O homem da raça negra, ex-mão de obra escrava construtora do Brasil, desde o início colonizado, já sofreu muito a dureza do preconceito. A situação tem mudado pela miscigenação, e nos encanta a cor mestiça da nossa pele nacional, junto com a alegria do samba, o gingado da capoeira e o sabor extraordinário da cozinha afrobrasileira, que se mistura com a indígena e as outras.

    Podemos assumir que somos novos no mundo – nascidos em mistura universal. Amanhã seremos outros, em nossa evolução, de colorido apurado em tantas simbioses. O tempo passa... e nos unimos... fraternalmente! Temos um grande trajeto pela frente, para a harmonização de todos da Terra, pois infelizmente não é em todos os lugares que temos chegado a um relacionamento superior entre as diversas etnias humanas.

    O negro ainda sofre muito prejuízo covarde, em vários lugares. É muito triste vermos a situação de outras nações em dificuldade, especialmente na África, que padece hoje por ter sido mantida indignamente empobrecida, se gerações adultas não lhe tivessem sido brutalmente tomadas, se tivessem sido deixados em paz, livres e respeitados. Se seus jovens e adultos não tivessem sido sequestrados para o trabalho escravo nas Américas, eles teriam ajudado a realizar o crescimento econômico, social e político daquele continente, e assim produzido sua riqueza. Ainda hoje, o continente africano vive as consequências de tão grave e imoral mutilação.

    É moralmente compreensível, e todos podem perfeitamente entender isso, que os países africanos que tiveram parte de seu povo levado à força para outras terras, sejam devidamente indenizados. Suas forças de trabalho afinal lhes foram subtraídas, e suas culturas gerais, linguísticas, crenças, artes, culinárias foram transferidas e apropriadas nas terras estranhas de exploradores, onde foram escravizados para lavrar a terra e fazer os demais trabalhos pesados. Quanto significa tantos prejuízos morais, humanos e econômicos?

    Felizmente resistiram, sobreviveram aos mais duros golpes e ajudaram na construção desta grande Nação Brasileira e de outras mundo afora. Por isso fazem jus ao direito inegável de reivindicarem ressarcimento por tantos prejuízos de que foram vítimas, e à absoluta igualdade de condições com todas as demais raças, tanto aqui quanto em qualquer parte do mundo.


  • Ricardo  09/01/2013 10:31
    Opinião sensata?!

    O sujeito diz que "É moralmente compreensível, e todos podem perfeitamente entender isso, que os países africanos que tiveram parte de seu povo levado à força para outras terras, sejam devidamente indenizados."

    Ou seja, ele defende que A seja espoliado para pagar a B por algo que C fez a D. Qual a sensatez disso?

    Outra coisa: quem escreveu isso ignora por completo que vários traficantes de escravos na África eram eles próprios negros.
  • Alexandre  09/01/2013 10:48
    Ricardo,

    Imagine a seguinte cena: você mora no último andar de um prédio, onde a caixa d'água se localiza exatamente sobre a seu apartamento. A caixa d'água estoura (por causa de um raio, digamos) e seu apartamento fica todo inundado e com rachaduras em todas as paredes.

    Você vai cobrar os prejuízos do condomínio ou vai arcar sozinho com os mesmos?
  • Ricardo  09/01/2013 10:59
    Eu vou atrás da construtora responsável pelo projeto do prédio. É ela quem tem de me indenizar pela sua obra tosca, e não outras pessoas que não têm nada a ver com o assunto.

    O que você quer, mas não tem a coragem de assumir, é tomar o dinheiro de terceiros inocentes para beneficiar um grupo específico -- e muito provavelmente beneficiar a você também.
  • Alexandre  09/01/2013 11:33
    Ricardo,

    E qual é a "construtora" responsável pelo projeto e deterioração da África?

    Eu não quero dinheiro de ninguém, como também não dou um centavo ao governo desde 2004. Já estou acostumado a receber oficiais de justiça na minha porta cobrando impostos não pagos. Sorte minha que tudo que possuo está em nome de terceiros e minha ex-empresa foi totalmente diluída.

    - Sobre a África, achei apenas sensato o texto do autor.
  • Ricardo  09/01/2013 11:43
    Ué, mas foi você quem deu o exemplo do prédio! Eu, hein? O sujeito inventa uma situação qualquer e depois acha ruim ao ver sua hipótese sendo destroçada.

    Quanto à África, uma coisa eu lhe posso garantir: eu não tenho absolutamente nada a ver com o que foi feito ali quatro séculos atrás. Muito menos tenho culpa se vários negros decidiram escravizar e vender outros negros.

    Se você quer que os negros atuais recebam dinheiro pelo simples fato de serem negros, você tem total liberdade para doar seu dinheiro a eles. Como você confessadamente sonega impostos, taí um edtímulo a mais para fazer sua caridade. Já está trabalhando nisso?
  • Alexandre  09/01/2013 12:11
    Ok Ricardo. Vou parando por aqui antes que sua fúria quebre meu visor do computador.

    Mas uma coisa ficou clara: poucas são as pessoas que sabem ler e interpretar um texto.
  • Kleber  09/01/2013 16:47
    kkkkkkkkk... Se você lê o texto com lentes de côr azul, vai interpretar e enxergar tudo azulado mesmo... Jogue suas lentes fora Alexandre, aqui defensores de falácias socialistas são provados e levam o remédio que merecem.

    Um pouquinho de humildade lhe cairá bem, analise suas premissas e as dos comentaristas libertários que você interpretará e enxergará o óbvio!
  • Leonardo Faccioni  09/01/2013 11:43
    A analogia proposta por Alexandre é inaplicável. Em seu exemplo, o dano é atual e iminente e decorre de uma externalidade claramente identificável, que compromete a funcionalidade e a segurança de toda a estrutura coletiva, sem culpa específica de qualquer de seus usuários, sequer, até prova em contrário, de seus construtores e projetistas.

    A tese da "responsabilidade coletiva" pelo desastre continental africano, contudo, funda-se em uma complexa presunção de onisciência sobre uma cadeia de nexos causais entre condutas de centenas de milhares de agentes desconhecidos durante, ao menos, dois pares de séculos (arbitrariamente apartados da História universal precedente). Embora aqui haja conduta humana, e não um "fato da natureza" a impelir o continente ao atraso, os defensores da tese oportunamente se omitem a apontar agentes individuais responsáveis - e tais agentes não necessariamente encontram-se a uma distância de séculos. Como bem provam as nações asiáticas e latino-americanas que abandonaram a vitimização e ingressaram na economia de mercado ao final do século XX, permanecer na miséria não é fado, destino ditado pelas intenções de agentes aportados há meio milênio, mas escolha continuamente revista e reversível por aqueles que estão vivos.Daí ser tão conveniente para a tese do "dever de reparação coletiva" à África que não haja termos iniciais ou finais claros ao alegado período de exploração, ou alguém poderia recordar que, durante mais de mil anos, foram os povos africanos a raptar seres humanos de outras paragens para seu deleite e enriquecimento.

    Não seria o caso de o Vaticano requerer reparações às nações de fenótipo germânico pelos saques do primeiro milênio? Por que não pedir reparações à Mongólia pelos séculos de miséria e desestruturação que seus "khans" causaram à Europa de forma muito mais evidente e direta? Convenhamos, a responsabilização de terceiros pela miséria dos que reiteradamente escolhem o socialismo como tábua de salvação é de um ridículo atroz quando examinadas suas premissas.
  • Leonardo Faccioni  09/01/2013 12:06
    Ressalte-se, ademais, que as condutas das quais resultaria o "dever de reparação coletiva" a um inteiro continente, dado o volume inimaginável de agentes acumulados ao longo do período apontado como o gerador do dano, são absolutamente contraditórias entre si: inteiras nações europeias, ao lado da milenar militância da Igreja Católica e menores denominações protestantes, promoveram em seu seio lutas intestinas pelo estabelecimento de direitos humanos universais e despenderam volumosos recursos na luta abolicionista, enquanto as mais ricas tribos africanas - quiçá ainda vinculadas às castas governantes dos países modernos que se pretende indenizar - labutaram até o último minuto pela manutenção do tráfico de escravos.

    Quanto ao mais, sem qualquer pretensão, aqui, de justificar o desastre humano do monstruoso instituto da escravidão, é de se indagar se os descendentes das efetivas vítimas do tráfico humano do séc. XIX não estão eles mesmos, nos Estados Unidos ou no Brasil, salvos da miséria sistêmica do mais socialista dos continentes da Terra e, graças a dito incidente geográfico, aptos a buscar individualmente a própria felicidade. Em suma, nem a culpa, nem o dano têm a menor possibilidade de esclarecimento para que se estabeleça um quantum indenizável, um agente culpável e uma vítima apta a recebê-lo.
  • Oziel Jose  09/01/2013 20:12
    Perfeito, em suma a questão é simples, no prédio TODOS estão morando no mesmo período de tempo enquanto que no outro caso TODOS já morreram!

    ps:Sob a perspectiva africana o comércio era de homens, já que os príncipes africanos eram os fornecedores e a escravização era comum na áfrica.
  • Reinaldo  31/01/2013 02:23
    como se a construtora fosse se sensibilizar com isso...
  • Victor Cezar  09/01/2013 20:41
    "O homem da raça negra, ex-mão de obra escrava construtora do Brasil, desde o início colonizado, já sofreu muito a dureza do preconceito. "
    O japonês também...
  • Victor Cezar  09/01/2013 21:03
    "Se seus jovens e adultos não tivessem sido sequestrados para o trabalho escravo nas Américas..."
    Além d'eu não ter nada a ver com isso, os próprios africanos se escravizavam. Seu papo para boi dormir não cola aqui.
  • anônimo  09/01/2013 21:28
    E os europeus também, e os asiáticos também.
  • kondde1@hotmail.com  12/01/2013 18:36
    Os próprios negros e africanos foram os que mais se aproveitaram do escravidão, um povo que históricamente e culturalmente vivia e ainda vive do escravismo,
    vocês acham que o ingles o portugues ou o espanhaol iam atrás dos negros? Negativo eles contratgavam outros negros para trazerem escravos do continente adentro. Hoje politicamente correto dizer tráfico humano são os nossos amigos mulças (Mulçumanos, por favor se houver algum aqui não me levem a mal, mas estou falando dos que cometem crimes) mas eles dominam esse mercado há anos e ninguem bota o bedelho nenhuma ong é criada nenhum artigo sai na mídia explcitando claramente o que eles fazem, na novela da globo são traficantes da máfia russa ou máfia de algum lugar que o fazem, mas não nunca os mulçumanos que geralmente são os mocinhos da história. A máfia tabém faz mas os mulçumanos sempre o faziam, diferente dos nossos antepassados que faziaim apenas quando os povos eram pagãos e se recusavam a aderir a fé cristã. Quando um povo era convertido jamais houve escravidão entre cristãos.

    Afinal quem eram os eslavos? Não eram brancos de olhos azuis? Será que os países nórdicos algum dia também vão querer cotas nas universidades?

    Heheh
  • Renato Souza  20/01/2013 15:08
    A palavra eslavo originalmente quer dizer escravo. Mas não são os nórdicos, são um dos grupos de povos do leste europeu. Inclui a maioria dos russos, os eslovacos, iugoslavos, etc.
  • Renato Souza  10/02/2014 02:46
    Quanto ao exemplo do prédio, totalmente absurdo, não tem nada a ver com o caso da África. Os donos dos apartamentos são, todos juntos, proprietários das áreas comuns (como a caixa d'água). Portanto, eles tem responsabilidade objetiva pelos danos que a caixa d'água possa causar a alguém.

    A questão da escravidão é totalmente diferente. Eu não tenho responsabilidade objetiva nenhuma pelo que traficantes fizeram na África séculos atrás.

    Mas se formos entrar na questão de quem escravizou quem, lembrem que a partir do Império Otamano saiam embarcações que escravizavam europeus nas costas do mediterrâneo e do atlântico. Muitas dessas embarcações estavam baseadas no norte da África. E ai, como é que fica?
  • Luiz Padilha  09/01/2013 09:50
    @ALL,

    Eu sei que muitos libertários são bastante religiosos e fazem valer a sua liberdade ao professarem sua fé aqui e em outros fóruns libertários por aí afora. Eu gostaria apenas de sugerir que tentassem não ligar o libertarismo com a fé ou moral religiosas... Embora eles tenham uma história de evolução em conjunto, não são mutuamente necessários.

    Uma pessoa pode ser ateu ou agnóstico, ter uma moral humanista e ainda assim ser libertário. Acho contraproducente e até mesmo perigoso ligarmos religião e libertarismo de forma tão próxima como alguns libertários o fazem. Comentários como "quando cai a moral religiosa do seio da sociedade, entra uma mais rígida, imposta pelo Estado laicizado" além de serem falaciosos, não contribuem em nada para a nossa causa.
  • Eduardo Pimenta  09/01/2013 10:34
    Luiz Padilha, eu não vejo isso nesse comentário em questão. O autor parece estar criticando a moral religiosa, chamando-a de rígida. Relativamente e ironicamente, porém, a moral laica do Estado consegue ser ainda mais rígida. =)
    Todavia, eu entendi o que você quis dizer e concordo. Só não enxerguei resquícios dessa tendência na frase citada.
  • Neto  09/01/2013 10:41
    Eu sou agnóstico e reconheço a importância da moral judaico-cristã.
    Libertarianismo e religião podem ser separados mas também podem conviver perfeitamente juntos, então pra que privilegiar a primeira opção, só pra agradar meia dúzia de neo ateus?
    Por outro lado, privilegiar a segunda também só serviria pra agradar meia dúzia de religiosos...

    Não sei de nenhum outro critério pra pender pra nenhum dos lados, só sei que os ateus são muito arrogantes e fazendo uma análise profunda na lógica deles, intelectualmente eles nem são essas coisas todas

  • Miqueias  20/01/2013 21:05
    Você acha contraproducente? Problema seu.
    Falacioso, por quê? O libertarianismo está muito ligado a ideia dos Direitos Naturais. E este só foi separado da questão religiosa muito recentemente, o que acabou transformando o jusnaturalismo em uma ideia bastante utilitarista. Até então os Direitos Naturais eram ligados a ideia de um Criador, inicialmente com São Tomás de Aquino e posteriormente com John Locke e outros.

    Os EUA, que foi a sociedade que chegou mais perto do ideal libertário, teve os ideais religiosos como base:
    "Consideramos estas verdades como auto-evidentes, que todos os homens são criados iguais, que são dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes são vida, liberdade e busca da felicidade."

    Além disso, numa sociedade em que as pessoas tivessem que arcar com as responsabilidades de suas ações e escolhas a forma tradicional de vida seria favorecida. Isto, sem precisar de qualquer imposição moral do Estado ou que todos aceitem seguir tal conduta.

  • Luiz Padilha  09/01/2013 12:01
    @Neto,

    Argumentação ad hominem e falácia de generalização na mesma frase: "os ateus são muito arrogantes e fazendo uma análise profunda na lógica deles, intelectualmente eles nem são essas coisas todas".

    Os ateus não são um grupo homogêneo, assim como os libertários não o são (e o mesmo podendo ser dito sobre praticamente qualquer grupo genericamente posto em conjunto). Tem ateus muito inteligentes e tem ateus ignorantes, assim como tem libertários inteligentes e libertários ignorantes. Não caia na falácia da generalização e tb não ataque as pessoas pelas suas crenças (ou no caso, pela ausência delas), por favor.

    Só pedi para que, na medida do possível, os libertários evitem ligar de forma tão próxima a moral religiosa com o libertarismo.

    De fato a moral judaico-cristã foi e continua sendo importantíssima para a argumentação em favor do libertarismo. Mas ela não é condição sine qua non e ocupou o lugar histórico de apoiar o pensamento libertário simplesmente por que era a dominante (e continua sendo) no mundo Ocidental. O libertarismo, no entanto, é compatível com uma ampla gama de sistemas morais, incluindo o humanismo (que pode ser visto como a moral judaico-cristã menos os argumentos religiosos) - que é o sistema moral da maioria dos ateus e agnósticos que eu conheço, inclusive o meu.

    De qualquer forma, meu comentário pode ser extensível a outras religiões não-cristãs com sistemas morais compatíveis com o libertarismo, e não somente a ateus e agnósticos. O que só reforça o meu ponto inicial: tentemos nos ater ao libertarismo independente das crenças religiosas de cada um.

    @Eduardo Pimenta,

    "eu não vejo isso nesse comentário em questão. O autor parece estar criticando a moral religiosa, chamando-a de rígida"
    Talvez... mas lendo e relendo o comentário ainda assim não consigo ver dessa forma. A mim continua parecendo que é alguém dizendo que quando a moral religiosa é suprimida da sociedade (i.e. cai) em favor da moral laica, o estado sai fortalecido (através de um enrigecimento)... o que além de tendencioso (levando as pessoas a pensar que um estado religioso é preferível enquanto o que os libertários defendem é justamente a ausência de estado) é impreciso (que moral laica?) e provavelmente incorreto.
  • anônimo  09/01/2013 12:41
    Luiz Padilha
    Não foi ad hominem, eu não disse que o argumento era errado porque foi dito por um bombeiro; eu só disse que o cara que falou era um bombeiro.
    Inclusive falei com todas as letras que não vi motivo pra pender nem contra nem a favor de um dos lados

    E quanto à generalização, eu não to falando de existirem ateus inteligentes e ateus burros. Quando digo que é um troço intelectualmente limitado, estou falando do próprio ato de se designar ateu, de seguir uma filosofia simplista.Por limitado entenda o seguinte, por ex, os ateus falam que tudo que acreditam é baseado em evidências...mas quem define o que é uma evidência? Como disse o Olavo, toda filosofia tem seus conceitos básicos aceitos intuitivamente, sem prova nenhuma, inclusive o ceticismo/ateísmo desse pessoal
    Ou então eles pegam a navalha de Occan deles e defendem a hipótese mais simples...mas quem define o que é o simples?
    Coisas do tipo.

    E quanto a arrogância, se eles NÃO fossem arrogantes eles não diriam com certeza absoluta que Deus não existe, eles diriam QUE SEGUINDO A FILOSOFIA QUE ELES ESCOLHERAM, aceitando todos os pressupostos e seguindo a lógica dela, vc CHEGA NA CONCLUSÃO de que Deus não existe.Isso é MUITO diferente de falar que não existe e ponto final.

    Eu conheço demais esse meio, inclusive já fui um deles no tempo da finada STR
    Hoje to mais pra agnóstico mas ainda não é bem a palavra certa.
  • Neto  09/01/2013 12:50
    obs: tinha apagado o cache e ficou como anônimo mas foi eu mesmo
  • Luiz Padilha  09/01/2013 12:57
    @anonimo (provavelmente Neto),

    Não acho que valha a pena transformar essa discussão em algo sobre religião ou a ausência dela. Podemos continuar essa discussão por email privado se você quiser: lupadilha888@mailinator.com

    Independente da nossa divergência de visões, continuo reafirmando: nem só a moral judaico-cristã é compatível com o libertarismo, assim como não somente as religiões dessa tradição são necessárias para o libertarismo. Todos os libertários (eu entre eles) faríamos muito bem em tentarmos ao máximo não misturar as coisas. Às vezes é difícil, mas deveríamos tentar.
  • Jeferson  18/02/2014 14:49
    Luiz, salvo engano, o Rothbard era ateu. Com certeza ele não estava defendendo a moral religiosa, muito menos um estado religioso. Também não consegui ver isso no texto. Pra mim ficou claro desde o começo que ele apenas estava fazendo uma comparação entre as duas coisas, afirmando que a moral religiosa seria menos perniciosa, justamente por não ser forçada a quem não quiser seguir aquela religião (e se parar pra pensar, nem é imposta à força a seus seguidores), diferente da moral estatista que todos são obrigados a seguir sob ameaça de prisão, multa ou morte.
  • Luiz Padilha  09/01/2013 12:17
    @Leonardo Faccioni,

    Excelentes argumentos! Esses dois comentários deveriam ser expandidos e constituir um artigo aqui no IMB!
  • anônimo  09/01/2013 15:01
    Acabei de ver no jornal que tem um projeto de lei aí que quer proibir a venda de armas de brinquedo pra crianças
    Depois vai ser o videogame, uma culpa a mais
  • Bruno  09/01/2013 17:25
    Quero acreditar no espírito egoístico dos amigos aqui, e me declarar de esquerda.

    Aos que continuam lendo, eu vos agradeço, e para estes dirigo meus comentários acerca do exposto.

    Quando penso em liberais, me surge a mente pessoas que desconsideram a história, as relações sociais, e os efeitos que as relações econômicas e políticas exercem sobre as pessoas.Pois bem, agora vejo de outra forma, creio em liberais consciêntes e que estudam a sério muitas questões, mostrando que eu estava errado em generalizar o grupo, porém muitos sofrem do mesmo problema que alguns dos meu colegas de esquerda. O infantilismo intectual.

    Esse texto nada mais é do que isso, uma tentativa infantil de relacionar argumentos de esquerda, que são fracos, com respostas igualmente fracas e falaciosas, metodologicamente falando, de uma pretensa ideologia liberal.

    Assumo o risco de críticas dos que aqui navegam, não pretendo doutrinar alguém para minha visão ontológica de mundo, mas espero que os que aqui frequentam ,e se esforçam para fazer de suas idéias uma prática virtuosa , façam uma leitura crítica deste texto.

    Ora, relacionar a dita "culpabilidade progressista de esquerda" com a culpabilidade alemã, é no mínimo uma falta de conhecimento histórico. A forma como o III Reich impunha suas idéias se difere fundalmentalmente da militância de alguns indivíduos de esquerda, o que concatena ambos é a discordância sobre tais conceitos tanto entre os alemães quanto com os de esquerda, ou seja nunca houve na Alemanha hegemonia total da idéia de culpabilidade ou apoio incondicional a estas idéias, assim como na esquerda séria não se tratam essas questões levantadas pelo vies moralista da culpa.

    Também a "culpabilidade" que o autor suscita se baseia numa idéia errada de culpa, os autores sérios de esquerda ( acreditem, existem assim como acredito que existam os libertários sérios), baseiam sua análise nos processos históricos e sociais que fizeram tal e tal grupo de indivíduos marginalizados ou segregados, a culpa com vitimização desses grupos é uma entidade criada pela direita, que vê nessas pessoas coitados e usurpadores, e não numa tentativa da esquerda como um todo de provomover benefícios a um peso morto da sociedade ( que assim julga a esquerda)

    Bom , se há alguma coisa boa a ser considerada nesse exposto, é minha alegria ao ver que a direita, ou pelo menos o autor em questão, trata de forma tão raza e falaciosa tais temas, apelando de forma pornográfica ao uso da retórica, e fazendo relações espúrias entres vários temas, que separadamente são debatidos nos meios intelectuais e acadêmicos por várias vertentes políticas com mais racionalidade.

    Por fim, não espero que nenhum liberal se utilize da luta de classes, ou de qualquer outra definção marxista para analisar qualquer coisa, mas pelo menos contextualize historicamente de maneira lógica, e que relacione os acontecimentos sociais de forma coerente, e não essa elocubração ideológica sem pé nem cabeça.

  • Maldonado  09/01/2013 19:01
    "Quando penso em liberais, me surge a mente pessoas que desconsideram a história, as relações sociais, e os efeitos que as relações econômicas e políticas exercem sobre as pessoas."

    Gozado. É exatamente isso que eu comprovo quando leio análises históricas feitas por esquerdistas.

    "Esse texto nada mais é do que [...] uma tentativa infantil de relacionar argumentos de esquerda, que são fracos, com respostas igualmente fracas e falaciosas, metodologicamente falando, de uma pretensa ideologia liberal."

    Não sei a que texto você se refere. Certamente não é ao artigo acima, o qual em momento algum pretendeu dar respostas a "argumentos de esquerda". O artigo, aliás, sequer cita "argumentos de esquerda". Como poderia ele querer dar respostas a argumentos que sequer foram citados? Vai mal sua capacidade básica de interpretação.

    "mas espero que os que aqui frequentam ,e se esforçam para fazer de suas idéias uma prática virtuosa , façam uma leitura crítica deste texto."

    Até agora, você foi o primeiro a fracassar nesta tão simples tarefa.

    "Ora, relacionar a dita "culpabilidade progressista de esquerda" com a culpabilidade alemã, é no mínimo uma falta de conhecimento histórico. A forma como o III Reich impunha suas idéias se difere fundalmentalmente da militância de alguns indivíduos [blá blá blá]"

    O artigo em momento algum centra seu enfoque em tal relação. Ele apenas cita o nazismo em uma rápida linha, e sequer prolonga o assunto. Isso por acaso é proibido? Você está querendo ver coisa que jamais existiu.

    "Também a "culpabilidade" que o autor suscita se baseia numa idéia errada de culpa, os autores sérios de esquerda ( acreditem, existem assim como acredito que existam os libertários sérios), baseiam sua análise nos processos históricos e sociais que fizeram tal e tal grupo de indivíduos marginalizados ou segregados, a culpa com vitimização desses grupos é uma entidade criada pela direita, que vê nessas pessoas coitados e usurpadores, e não numa tentativa da esquerda como um todo de provomover benefícios a um peso morto da sociedade ( que assim julga a esquerda)"

    Não entendi paçocas do seu "raciocínio". Este trecho ("a culpa com vitimização desses grupos é uma entidade criada pela direita, que vê nessas pessoas coitados e usurpadores, e não numa tentativa da esquerda como um todo de provomover benefícios a um peso morto da sociedade ( que assim julga a esquerda)") é absolutamente ininteligível.

    "se há alguma coisa boa a ser considerada nesse exposto, é minha alegria ao ver que a direita, ou pelo menos o autor em questão, trata de forma tão raza e falaciosa tais temas, apelando de forma pornográfica ao uso da retórica, e fazendo relações espúrias entres vários temas, que separadamente são debatidos nos meios intelectuais e acadêmicos por várias vertentes políticas com mais racionalidade."

    A sua preocupação em parecer culto ao recorrer a palavras mais sofisticadas não é capaz de esconder sua incapacidade de concatenar ideias de maneira minimamente sensata. Sua escrita é que é rasa e repleta de relações espúrias. O parágrafo acima, novamente, foi ininteligível.

    "Por fim, não espero que nenhum liberal se utilize da luta de classes, ou de qualquer outra definção marxista para analisar qualquer coisa, mas pelo menos contextualize historicamente de maneira lógica, e que relacione os acontecimentos sociais de forma coerente, e não essa elocubração ideológica sem pé nem cabeça."

    Elucubração ideológica sem pé nem cabeça é, isso sim, algo que você domina com maestria.
  • Gustavo BNG  09/01/2013 19:13
    Quero acreditar no espírito egoístico dos amigos aqui, e me declarar de esquerda.

    Há alguém mais egoísta que um esquerdista? É o tipo de gente que quer o dinheiro de toda a população, alegando que sabe qual é a melhor aquisição para os outros.
  • Renato Souza  09/01/2013 21:33
    É justamente por comentários como este (e outros muito piores) que pensamos tão mal dos esquerdistas. Idéias desconexas, e desconectadas da realidade, expressas num texto mal escrito.
  • Servidor Federal  11/01/2013 19:03
    A esquerda/socialista possui linguagem própria, hj estava pesquisando na internet sobre o filme "o sucesso a qualquer preço", olhe que definição fantástica que eu encontrei sobre o filme:

    "Num escritório imobiliário de Chicago (EUA) no começo da década de 1990 empregados assalariados da corretora Mitch&Murray têm que enfrentar o desafio de vender sob pena de serem demitidos. São oferecidos prêmios para aqueles que se destacam nas vendas. O primeiro prêmio é um Cadillac; o segundo é um jogo de facas e o terceiro prêmio é a demissão. Na verdade, os tempos são difíceis com a economia norte-americana em recessão. Shelley Levene, Dave Moss e George Aaronow são vendedores veteranos, mas somente Richard Roma está numa maré de sorte. As pistas preciosas de vendas - as "Glengarry Glen Ross" (título original do filme) - são guardadas, tornando-se objeto de desejo dos vendedores por significarem a chance de preservar o emprego. No filme "O Sucesso a qualquer preço", temos a clara percepção da experiência da precarização do trabalho numa categoria típica de empregados assalariados (corretores de imóveis). Através da experiência de trabalho assalariado dos vendedores de imóveis, explicitam-se as novas formas de estranhamento que perpassam a condição de proletariedade no capitalismo global. Na verdade, no filme, o vendedor de imóvel é a prefiguração típica do trabalhador assalariado do capitalismo global que está hoje mais implicado com disposições mercantis, tendo em vista a redução do contingente de proletários operários industriais e a ampliação do contingente de proletários empregados ligados às atividades de serviços, onde é intenso o contato com o mundo das mercadorias e da relação de venda-e-compra. Esta nova relação salarial do proletário moderno significa maior implicação da subjetividade humana com a forma-mercadoria. "

    shopping.correios.com.br/wbm/store/script/wbm2400901p01.aspx?cd_company=3gEidsJB0Lk=&cd_product=tEaJrDhagCA=&cd_department=kRE2jB/Aj5g=&cd_subdepartment=kHFXASuKiIs=
  • Pedro  02/02/2013 11:10

    Uma das razões pelo socialismo (seja o bolchevique, o nacional-socialismo (nazismo) ou o socialismo fascista (Mussolini)) ter tanto sucesso sobre os carentes, ignorantes e canalhas é o fato deles dominarem completamente a linguagem e a semantica. Como as idéias socialistas são EFETIVAMENTE dirigidas para a HEGEMONIA DO ESTADO HIERARQUIZADO SOBRE TODA POPULAÇÃO PRODUTIVA, é óbvio que todos que se beneficiam direta ou indiretamente do Poder absolutista do Estado tornam-se defensores e militantes de todas as idéias socialistas que visam exclusivamente convencer toda população a servir a hierarquia estatal em absoluta submissão, uma submissão que nem os despotas usufruiram; sobretudo por conquistar grande parte de servos absolutamente voluntários. Claro que a distribuição de privilégios legais/oficiais e oficiosos, cargos, sinecuras, verbas e etc., provocam uma união de sectários ansiosos por difundirem as idéias socialistas, que visam justificar e instaurar o Poder totalitário de uma classe organizada e hierarquizada, e assim chegam mesmo a difundir significados para as palavras que acabam dificultando o entendimento. òbvio que se valem das palavras sem aterem-se a seus significados, usando-as como xingamentos contra adversários através da entonação como também em autopromoção, como concedendo-se honrarias através do uso arbitrário das palavras, além de deturpar-lhes os significados para obscurecer o entendimento das questões.

    Os adversários das idéias totalitárias (socialistas) não sabem usar as palavras, pecam pela incapacidade da originalidade e se entregam à confusão semântica que que ase apossa dos meios de comunicação e formação de opinião.
    Os socialistas dizem-se "progressistas" e os adversários assim os tratam, chamam os adversários de reacionários e assim eles aceitam, mesmo que Nietzsche antes de ver o socialismo na pratica o tenha dito uma reação ao progresso, pois que efetivamente reagiam às idéias liberais que tomavam corpo. O socialismo foi uma reação aristocratica, uma reação daqueles que ambicionavam o Poder absolutista do governo e criaram uma nova ideologia EXATAMENTE NOS MOLDES DA CRIAÇÃO IDEOLÓGICA DO IMPÉRIO ROMANO, com o mesmo pieguismo, vitimismo, renúncia individual em favor do coletivo (das liderançqas ideológicas, ressalte-se), da submissão voluntária como valor, da auto realização através do MITO COLETIVISTA encarnado numa instituição e etc.. O socialismo de fato foi e é o requentar de uma ideologia de exaltação a um Poder absolutista exercido por uma hierarquia ideologica para deliberar sobre a vida e a morte das populações.

    Aceitar que se digam "progressistas", aceitar que almejam "o bem comum", aceitar que são abnegados que mesmo vendo o fracasso de sua ideologia safada ainda assim insistem nas mesmas questões ...francamente, é de uma tolice atroz! Pode ser lindo alguém achar que todos são bonzinhos e sinceros, mas aceitar que o mal é belo embora equivocado somente apóia moralmente o mal e o torna desejável como troféu moral (não ético, mas arbitrariamnete moral).
  • Rodrigo  08/02/2014 19:47
    Concordo plenamente. Contesto os esquerdistas quando se chamam de "progressistas" chamando-os de retrógrados, "atrasadistas" e "jurássicos"; quando me chamam de "reaça" respondo na hora que o que eu pratico é autodefesa e quando vêm com o discurso do "bem comum", "solidariedade" e "defesa dos pobres" rebato dizendo que tudo isso eles querem é para eles mesmos e para os seus. E desafio-os a porem a mão no bolso e começarem a distribuir seus bens e dinheiro já, antes de quererem forçar os outros a fazerem.
  • anônimo  07/02/2013 11:33
  • Sérgio  08/02/2014 22:57
    "A garota de 19 anos contou nesta quarta-feira (6) ao jornal local Augsburger Allgemeine Zeitung que ficou horrorizada quando abriu uma carta referente à sua colocação no mercado de trabalho pelo órgão público, informando-a que seu perfil estava alinhado ao posto de garçonete no Coliseu Augsburg. (Com Reuters)"

    Adolescente coisa nenhuma. Ela tem 19 anos, é maior de idade, portanto, pode escolher a profissão que quiser.

    Matéria tendenciosa e politicamente correta...
  • anônimo  09/02/2014 01:46
    E daí? Nem que tivesse 70 isso se justificava
  • cristian  30/11/2014 21:33
    Engraçado que aqui no Brasil quem quer profissionalizar as prostitutas são pessoas como você.
  • bruno d  09/02/2014 02:09
    Realmente impressionante parece que foi escrito ontem, a sociedade brasileira esta realmente a anos luz de qualquer resolução..
  • joao  09/02/2014 02:26
    "Alguns grupos já adquiriram o status de "vítimas oficiais" — são aqueles que têm direito a tudo, principalmente ao bolso dos outros cidadãos, os quais, justamente por não estarem no grupo oficial das vítimas, estão consequentemente no grupo dos criminosos, e são os "vitimadores oficiais", normalmente homens brancos, heterossexuais e bem-sucedidos.

    Destes vitimadores exige-se que sintam culpa e remorso pelas vítimas, e consequentemente — uma vez que não faz sentido se sentir culpado sem pagar por isso — assumam vários deveres e concedam infindáveis privilégios às "vítimas credenciadas", seja sendo pacificamente assaltado na rua, seja fornecendo vagas de trabalho ou em universidades por meio de cotas, seja concedendo salários sem nenhuma relação com a produtividade.
    "

    Parece que ele acabou de ler A Revolta de Atlas antes de escrever o post! Especialmente os que tratam do Hank Rearden.
  • wagner  09/02/2014 02:26
    Mais conhecimento sobre o inimigo:


    www.youtube.com/watch?v=jG81xG3vHQw
  • Cesar Massimo  09/02/2014 23:49
    Tenho percebido uma hegemonia grande de afrodescendentes no atletismo, especialmente nos 100m rasos. Penso em propor uma lei que dê aos rivais o direito de iniciarem a corrida 1 segundo antes para manter a justiça.
    Na Ginástica Olímpica, minha proposta é que a nota dos atletas seja elevada em 1 ponto se forem maiores de 1,70m já que os mais baixos têm uma vantagem natural.
    No Basquete e Volei, faremos o contrário. Os atletas com mais de 1,95m serão proibidos de tirar os dois pés do chão ao mesmo tempo.
    Gostaria de ganhar o apoio dos leitores do Mises Brasil.
  • anônimo  10/02/2014 00:08
    Tenho certeza que em se tratando de cotas, o melhor lugar para conseguir apoio seja a redação da Carta Capital, exceto é claro se alguma cota for imposta a eles.
  • Don Comerciante  09/02/2014 23:56
    Um cidadão "genial" que entende tudo sobre mercado:
    www.youtube.com/watch?v=CtFP4w0kaog
    O pior de tudo são os comentários.
  • Samuel  10/02/2014 00:34
    Quanto mais eu leio o Mises, mais eu chego à conclusão que a Igreja Católica tinha (e tem) razão.
  • Daniel Costa  10/02/2014 12:15
    E os impostos pagos por brasileiros ao longo de séculos por acreditar nessa causa insana de acabar com a pobreza, até roubando de estados da federação com o intuito de amenizar a pobreza de outros? Quem indenizará o "contribuinte" após séculos de esbulhos e mentiras estatistas? E quando o projeto da nova esquerda também se mostrar outra farsa(porque sempre foi,a história confirma) os frustrados pagadores de tributos seriam indenizados por terem sidos ludibriados mais uma vez? Gostaria que SOMENTE os políticos e os ideólogos de esquerda fossem decapitados, quando _mais uma vez_ suas utopias falharem. Que identifiquemos os verdadeiros reparadores do esbulho público.
  • maurício barbosa  10/02/2014 14:11
    Sou contra cotas para afrodescendentes,sou contra favorecimentos para gays,lésbicas e tal,mas sou contra,radicalmente contra quem discrimina gays,lésbicas e afrodescendentes,pois os tais que praticam estas violências se acham melhores e superiores gerando com isso a ditadura da maioria,ditadura essa que não quer saber de mudar o status quo atual,e com isso temos de aguentar esse estado obeso em nossas costas,IMB estou com vocês,mas tenho minha opinião...
  • anônimo  10/02/2014 14:44
    Maurício, estes são para você:

    Por que discriminar é correto e natural
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=885

    A discriminação é uma política de direitos de propriedade
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=914

    A liberdade de discriminar - de quem é o direito, afinal?
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=320


  • Gustavo  10/02/2014 14:43
    Bom, eu acho que os garotos da EP tem razão. Eu já tenho complexo de culpa pelo que está acontecendo no Comperj.
    economia.estadao.com.br/noticias/economia-geral,comperj-ja-custa-o-dobro-e-acumula-problemas,177445,0.htm
    Comperj já custa o dobro e acumula problemas
    Complexo petroquímico no Rio já passou de US$ 6,5 bi para US$ 13,5 bi e só deve ter a primeira unidade inaugurada em 2016, com 5 anos de atraso.

    E também tenho complexo de culpa pelo que está acontecendo na Venezuela
    www.lanacion.com.ar/1662733-venezuela-el-pais-petrolero-con-peor-desempeno-economico

    Também sento culpa pelos agasalhos que usam os Castro (Adidas e Nike). Não existem agasalhos made in "terceiro mundo"?
  • Emerson Luis, um Psicologo  10/02/2014 21:27

    "Embora lhes prometam liberdade, eles mesmos existem como escravos da corrupção"

    2Pedro 2:19

    * * *
  • Occam's Razor  12/02/2014 14:35
    Gostaria de saber por que o primeiro criminoso da minha lista abaixo é vítima da sociedade mas os outros dois não

    1 - Indivíduo com histórico de crimes aponta uma arma para a cabeça de um cidadão sem histórico de crimes e lhe rouba algum pertence

    2 - Indivíduo sem histórico de crimes pratica o crime de sonegar impostos

    3 - Indivíduo sem histórico de crimes espanca indivíduo com histórico de crimes


    Gostaria também de saber, uma vez que a esquerda afirma que punir crimes não diminui a criminalidade, por que o primeiro criminoso da minha lista abaixo recebe punições extremamente leves (quando recebe), mas os outros dois recebem penas pesadas.

    1 - Indivíduo com histórico de crimes aponta uma arma para a cabeça de um cidadão sem histórico de crimes e lhe rouba algum pertence

    2 - Indivíduo sem histórico de crimes pratica o crime de sonegar impostos

    3 - Indivíduo sem histórico de crimes espanca indivíduo com histórico de crimes


    Grato!
  • Ren  01/12/2014 12:39
    Eu não entendo o motivo das pessoas considerarem todo tipo de visão contrária a própria como coisa de esquerda. A disputa entre esquerda e direita, que parte mais das pessoas que se autoafirmam como de "direita", parece soar como uma batalha campal entre religiões. Isso não é produtivo para a mente.

    Eu me considero centro-esquerda e não compartilho da mesma opinião que você afirma ser da esquerda, quando na verdade, trata-se de uma opinião que não tem lugar específico, senão na mente de alguns homens, tanto da esquerda quanto da direita. Isso não tem nada haver com o pensamento político, mas de convicção pessoal.

    Bom, eu sou Advogado e já trabalhei durante um bom tempo no Judiciário. O que posso afirmar, com o devido respeito, é que o Sr. está enganado sobre a punição do primeiro crime em relação aos outros dois. O criminoso reincidente sempre terá uma pena maior, além disso, o sonegador de impostos, se ele pagar o que deve antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ele se vê livre da punição, o que eu pessoalmente acho um verdadeiro absurdo.

    Acontece é que nosso país incorporou em seu Direito Penal inúmeros benefícios espalhados pelo mundo afora, principalmente dos países que pregam a filosofia de ressocialização do preso. Então, vemos um mar de benefícios, como progressão de regime, comutação de pena, sursis, etc.
  • Aldo  01/12/2014 12:53
    "o sonegador de impostos, se ele pagar o que deve antes do trânsito em julgado da sentença condenatória, ele se vê livre da punição, o que eu pessoalmente acho um verdadeiro absurdo."

    Peraí, você acha um absurdo um sujeito ter uma "condenação branda" simplesmente por ele não ter dado dinheiro suficiente para a máfia? É isso mesmo?
  • Ren  01/12/2014 14:17
    Império da Lei.
  • Ren  01/12/2014 14:49
    Mente simples = Resposta simples.

    Errado cobrar impostos? = Visão deturpada do funcionamento da sociedade.

    País que não cobra impostos e oferece razoável qualidade de vida = Não existe.

    Estado mínimo = Estado mantém Império da Lei e segurança = Custos $$$ = Não é gratuito = Tributação.

    Sonegador de impostos = Concorrência desleal = Outros pagando $$$ o que ele deixou de pagar $$$ = +++ Impostos para nós.

    Sonegação de impostos = Crime! = Crime contra o Estado? = Não! = Crime contra nós = +++ Impostos para nós.

    +++ Impostos para nós = --- Liberdade para nós.

    Tributação alta? = Império da Lei = Poder Legislativo = Democracia = Exigir redução do Estado = --- Tributação.

    Fim.
  • Aldo  01/12/2014 15:10
    "Errado cobrar impostos? = Visão deturpada do funcionamento da sociedade."

    Ensine-me, pois, a visão correta de sociedade livre e voluntária. Não quero a visão de sociedade coerciva, que é a que você defende. Quero a sociedade livre e voluntária.

    Você me ensina?

    "País que não cobra impostos e oferece razoável qualidade de vida = Não existe."

    País que cobra baixos impostos e oferece ótima qualidade de vida: vários.

    Para você, que tem mente binária e que explicitamente defende a carga tributária brasileira (como comprova o resto do seu comentário), aparentemente há apenas duas opções: carga tributária zerou e carga tributária de 40% (a brasileira).

    "Estado mínimo = Estado mantém Império da Lei e segurança = Custos $$$ = Não é gratuito = Tributação."

    Não é o que você defende, pois acha um absurdo alguém que -- em país que já tributa 40% da renda -- tenta manter para si um pouco mais daquilo que ganhou.

    Você defende cadeia para esse sujeito. E ainda vem fazer pose de defensor do estado mínimo. Quer cadeia para quem acha que o estado já está grande demais.

    "Sonegador de impostos = Concorrência desleal = Outros pagando $$$ o que ele deixou de pagar $$$ = +++ Impostos para nós."

    Ou seja: se um escravo tentar fugir do cativeiro, a atitude moralmente correta dos outros escravos é impedir a fuga e delatar o "criminoso" para o senhor de engenho. Afinal, a fuga de um escravo irá se traduzir em mais trabalho para os escravos remanescentes.

    Pela sua lógica, portanto, ainda estaríamos vivendo pré-Lei Áurea.

    "Sonegação de impostos = Crime! = Crime contra o Estado? = Não! = Crime contra nós = +++ Impostos para nós."

    Ou seja: se um escravo tentar fugir do cativeiro, a atitude moralmente correta dos outros escravos é impedir a fuga e delatar o "criminoso" para o senhor de engenho. Afinal, a fuga de um escravo irá se traduzir em mais trabalho para os escravos remanescentes.

    Pela sua lógica, portanto, um escravo tentar fugir seria um crime contra os outros escravos.

    Lindeza moral sem fim.

    "Tributação alta? = Império da Lei = Poder Legislativo = Democracia = Exigir redução do Estado = --- Tributação."

    Hein? Estaria eu vivendo na Twilight Zone? Tributação alta = menos tributação?!

    Então, sendo assim, estado máximo = estado mínimo?!

    Deus do céu, e gente assim vota!

    "Fim."

    De fato, é o fim mesmo.
  • Ren  02/12/2014 02:08
    Mente simples = Sempre mente simples.

    "Ensine-me, pois, a visão correta de sociedade livre e voluntária. Não quero a visão de sociedade coerciva, que é a que você defende. Quero a sociedade livre e voluntária.

    Você me ensina?"

    Funcionamento da sociedade = Leia livros, sempre livros, i.e., direto na fonte. Não deixe que outros leiam por você (colunistas, jornalistas). Livros de economia não são suficientes. Livros contemporâneos de sociologia, direito, administração pública, etc., TAMBÉM devem fazer parte da leitura diária = Visão mais completa e complexa da sociedade brasileira = Saber responder coisas como: """Estado mínimo para o Brasil? Ok -> Como implementá-lo? Estrutura administrativa de modelo weberiano? Ou modelo osborniano em base GE? Estrutura social seguindo princípios giddenianos? Império da Lei, mantendo-se sucedânios normativos? Adoção de stare decisis puro?""" = Conhecimento mais amplo, próximo da realidade = Decisões melhores, mais adultas, longe de infantilidades como "esquerda vs. direita" = Debate passa a ser científico, não ideológico = Ciência -> Fatos; Ideologias -> Sonhos, delírios, Twilight Zone de esquerda ou de direita.

    "País que cobra baixos impostos e oferece ótima qualidade de vida: vários.

    Para você, que tem mente binária e que explicitamente defende a carga tributária brasileira (como comprova o resto do seu comentário), aparentemente há apenas duas opções: carga tributária zerou e carga tributária de 40% (a brasileira)."

    Desonesto. Minha pergunta foi outra. País que NÃO cobra impostos? = Não existe. Estado mantendo Império da Lei e segurança? = Não sai de graça = Tributos sempre existirão. Logo, "carga tributária alta? + Império da Lei?" = Alterando Lei -> Altera carga tributária. Democracia -> Eleição -> Poder Legislativo -> Pressionar seus elegidos para: alterar Lei -> Alterar carga tributária. Sonegação? = Império da Lei descumprido. Sonegação correto? = Então, não defenda Império da Lei. Simples. Explicação abaixo sobre "sonegação = Eu, você, prejudicados".

    "Não é o que você defende, pois acha um absurdo alguém que -- em país que já tributa 40% da renda -- tenta manter para si um pouco mais daquilo que ganhou.

    Você defende cadeia para esse sujeito. E ainda vem fazer pose de defensor do estado mínimo. Quer cadeia para quem acha que o estado já está grande demais."

    Leia livro de direito tributário. Recomendação: Aliomar Baleeiro. E não, Sr. Radical, livros de direito tributário não defendem impostos, apenas explicam como funcionam.

    Mente simples = Colocar palavras-não-ditas na boca dos outros para poder criticar mais facilmente. Não seja assim.

    Pesquise, estude "imposto indireto". Melhor, leia Aliomar Baleeiro, Sacha Calmon, Leandro Paulsen. Não, não vá em Wikipédia ou Google, lembre-se: vá direto na fonte. Entenderá porque empresas que sonegam ROUBAM você! Não, Sr. Radical, não são os autores mencionados esquerdistas ou direitistas. Aliás, conhecimento não é política, está acima de tolices "religiosas" de esquerda ou de direita.

    Estudou? Pois bem, brasileiro PAGA MAIS tributos indiretos que outros impostos, como o imposto de renda.

    Vamos racionalizar as equações? Telecurso 2000, com direito a musiquinha de fundo.

    Empresa + Imposto indireto = Embute valor $$$ de impostos em produtos e serviços. Quem paga? Eu, você. Empresa sonegadora? Continua embutindo valor $$$ de impostos em produtos e serviços, não repassa para o Estado. Quem paga? Eu, você. Para quem? Para ninguém. Eu, você? Duplamente vítimas de roubo (Estado, agora Empresa).

    Vamos complicar um pouco mais as equações?

    Estado (grande) não consegue bater meta orçamentária? Motivo: sonegação? Quanto? = Rombo de 50 bilhões de reais por mês. Novamente, Estado (grande) não consegue bater meta orçamentária? Motivo: sonegação? = Aumento de tributos, novos impostos, novas taxas, etc., como compensação = Eu, você? Triplamente vítimas de roubo. Outra vez, Estado (grande) não consegue bater meta orçamentária? Motivo: sonegação? = Aumento de tributos? = Empresas honestas embutindo mais valor $$$ de impostos em produtos e serviços = Aumento de preços = Eu, você? Quadruplamente vítimas de roubo. Empresas honestas com produtos e serviços cada vez mais caros? = Vítimas de concorrência desleal genérica, criminosa = --- Liberdade = Motivo: empresas sonegadoras. Mais uma vez, para ensinar: Estado (grande) não consegue bater meta orçamentária? Motivo: sonegação? = Contenção de gastos = Áreas que saem prejudicadas (menos investimento, menos infraestrutura): saúde e segurança = --- Saúde, --- Segurança = Eu, você? Quintuplamente se fodendo. Resultado: Estado é grande? = Mais gastos, porém... combinado com Sonegação? = Eu, você pagando +++ = Eu, você se fodendo mais ainda. Estado (grande) tem estrutura tributária forte = Malha e pente fino fáceis = Descobre empresas sonegadoras = Empresas sonegadoras pagando propina = +++ Corrupção. +++ Corrupção? = +++ Escândalos (ex.: Petrobrás) = Eu, você, povo brasileiro se fodendo sêxtuplamente. Novamente, para reforçar: +++ Corrupção? +++ Escândalos? (ex.: sempre envolvendo empresas sonegadoras) = +++ Risco Brasil. +++ Risco Brasil? = --- Investimentos estrangeiros. --- Investimentos estrangeiros? = País potencialmente menos rico, menor crescimento econômico. País potencialmente menos rico? = Eu, você se fodendo sétuplamente. Resultado final = SONEGADORES = CRIMINOSOS = CADEIA.

    Lição à La Fontaine: funcionamento da sociedade é complexa, não é simples. A sonegação de um pilantra, acompanhada da sonegação de outros, tem um "efeito dominó" devastador para a economia do país. Se os impostos são elevados, que sejam reduzidos por pressão nossa sobre os legisladores, redução do Estado pela via legal. Sonegação em um Estado grande é sentenciar de morte os bolsos meu, seu, de todos nós, por isso é crime. Quanto mais sonegação ocorre, mais cresce o Estado em direção ao aspecto tributário, aumentando impostos, criando novos serviços públicos na área fiscal, aumentando o número de auditores, etc., enfim, aumentando os nossos gastos em todos os sentidos. O debate não deve ser pela linha ideológica, mas científica, pé-no-chão. Legitimar sonegação é ideologia, o caminho não é esse. Eu pago impostos, quero vê-los reduzidos, mas pelo caminho correto, sensato.

    "Ou seja: se um escravo tentar fugir do cativeiro, a atitude moralmente correta dos outros escravos é impedir a fuga e delatar o "criminoso" para o senhor de engenho. Afinal, a fuga de um escravo irá se traduzir em mais trabalho para os escravos remanescentes.

    Pela sua lógica, portanto, ainda estaríamos vivendo pré-Lei Áurea".

    Devidamente explicado acima. Analogia bônus: Sonegação de impostos = Ato legítimo? Então, se imposto indireto = Impostos embutidos em produtos, logo, consumidores podem sonegar também. Se impostos equivalem 30-40% do preço do produto, logo, a cada 2 produtos que o consumidor compra na loja, o terceiro produto ele tem legitimidade para roubar. Que coisa, não?

    "De fato, é o fim mesmo."

    Para você tem continue, press start.
  • anônimo  03/12/2014 01:05
    'Estado (grande) não consegue bater meta orçamentária? Motivo: sonegação? Quanto? '

    Ahan, a culpa é do sonegador e não do estado que inventa um milhão de despesas inúteis, como sustentar os salários nababescos de uma classe de parasitas.
  • anônimo  03/12/2014 09:54
    'O debate não deve ser pela linha ideológica, mas científica, pé-no-chão. Legitimar sonegação é ideologia'

    O cara vomita dez contradições por segundo, direito é uma coisa que de científico não tem NADA. Você até pode procurar as bases filosóficas ou históricas das leis, mas isso não é ciência. Aprenda idiota: ciência tem que produzir hipóteses falseáveis, se não produz não é ciência. Legitimar sonegação é ideologia do mesmo jeito que legitimar imposto estatal também é.
  • anônimo  03/12/2014 22:35
    Porra brother larga de ser zé ruela
    o que o cara ta falando faz certo sentido
    Tipo, em vez da gente ficar soh martelando q devemos sonegar, eh bom pensarmos mais a respeito
    visoes como do Direito n podem ser jogadas no lixo
    Hayek ja dizia que as leis sao necessarias pra q todos possam administrar melhor seus negocios
  • gabriel  09/12/2014 12:50
    O q ele fala tem sentido, se e apenas se consideradas algumas premissas que eu particularmente não corroboro. Sao elas
    1-o estado é um poder legitimo, questionar sua legitimidade quebraria a lógica proposta acima.
    2-as decisoes do estado são corretas, e tem carta branca, isso é verificado no primeiro '=' (estado não conseguiu meta, culpa? Impostos sonegados ou seja os gastos todos corretos falha foi o imposto.

    Com essas premissas satisfeitas concordo com o argumentador, mas como não acredito nessas premissas a argumentação é inócua, não questiono a linha de evolução logica, mas sua base ou seja suas premissas iniciais
  • anônimo  03/12/2014 01:17
    'País que não cobra impostos e oferece razoável qualidade de vida = Não existe.'

    Não existe, mas isso não significa que seja impossível ou que não vá existir nunca.Esse argumento brilhante é como falar no tempo da escravidão que 'país que não tem escravidão = não existe'Então tá justificada e fim de papo
  • Alexandre Souza  18/02/2014 13:54
    Rothbard reaça >>>>>>>>> Rothbard left-lib
  • MARAT  30/11/2014 12:42
    .
    Quanto ao "Politicamente Correto" prefiro usar definições bem ajustadas ao contexto, são elas:
    Na Universidade de Griffith, na Austrália, há um concurso anual sobre a definição mais apropriada para um termo contemporâneo.

    Este ano, o termo escolhido foi "politicamente correto".
    O estudante vencedor escreveu:

    "Politicamente correto é uma doutrina, sustentada por uma minoria iludida e sem lógica, que foi rapidamente promovida pelos meios de comunicação (também iludidos e sem lógica) e que sustenta a ideia de que é inteiramente possível pegar num pedaço de merda pelo lado limpo."

    Theodore Dalrymple diz:

    O politicamente correcto é propaganda comunista em ponto pequeno. Durante o meu estudo das sociedades comunistas, cheguei à conclusão de que o propósito da propaganda comunista não era persuadir ou convencer . . . . mas humilhar e desde logo, quanto menos estiver de acordo com a sociedade, melhor é. Quando as pessoas são forçadas a permanecer caladas quando lhes é dita a mais óbvia das mentiras, ou pior ainda quando são obrigadas a repetir elas mesmas a mentira, elas perdem o seu sentido inquisitor. Concordar com mentiras óbvias é co-operar com o mal, e em menor escala, tornar-se ela mesma também maligna. A capacidade da pessoa de resistir a qualquer coisa é corroída e até destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é mais fácil de controlar.Eu acho que se examinarmos o politicamente correcto, ele tem o mesmo efeito e é suposto que tenha.
    Fonte: omarxismocultural.blogspot.pt/2012/10/politicamente-correcto-vinganca-do.html

    Com relação a sermos escravocratas e a necessidade de reparação, creio que evidenciar esses aspectos, é vivermos no passado. Um dia, num império, num país muito distante...... vivemos num período escravocrata, hoje, não há mais escravidão, há sim, escolas deficientes, professores mal remunerados e sem estímulos, há sim, serviços de saúde precários, há sim, segurança pública, desestimulada a fazer segurança.
    Portanto o que temos a grosso modo, é um arremedo de sociedade democrática, que não privilegia a cidadania, mas sim o próprio estado, face a carga tributária, e a penalização geral da nação, com o estímulo à miséria e o uso da mesma como ativo político.
    Escravos, todos nós cidadãos de bem, produtores, seja através do trabalho ou de bens, somos. Escravizados pela tirania governamental e absolutamente corrupta.
    Reparação, reparar o que? Quem sofreu já desencarnou, quem está ai hoje, é vítima sim do estado, mas não da escravidão do Brasil colônia, a água já passou por baixo da ponte, não passará novamente.
    Uma "reparação", seria educação, saúde, segurança e demais itens da vida moderna para todo mundo, sem olhar para cor, sexo, gênero, nacionalidade, etc. Tratar as pessoas como indivíduos, cidadãos merecedores de respeito. Coisa que o governo atual não faz.
    O demais, é pura balela.
  • Ali Baba  01/12/2014 10:13
    Alguma referência sobre o concurso da universidade australiana? Eu já vi essa estória repetida umas duzentas vezes, mas nunca nenhuma referência que aponte sequer para a existência de tal concurso...
  • Estevam  30/11/2014 17:56
    Tá vendo, Leandro? É esse tipo de artigo que eu fico curioso pra saber a data em que foi escrito.

    É este tipo de artigo que tem coragem também, diferente do outro que critiquei "por que parei de perder tempo com política". Eu acho que esse teve uma conclusão mais motivadora.
  • Renan  30/11/2014 19:15
    Boa tarde, nobres colegas.

    Gostaria de questionar a relação entre os progressistas e as ideias tratadas pelo autor do texto, Sr. Rothbard.

    Desconheço, por ventura, quando esse senhor escreveu seu texto, talvez, estivesse retratando o pensamento progressista de sua época, mais exatamente, norte-americano.

    Entretanto, convém ressaltar, que nós, liberais sociais progressistas, se me permitem tal qualificação, temos como base originária concepções que encontram lugar comum nos trabalhos de pensadores como os Srs. Stuart Mill, Durkheim, Kelsen, ou até mesmo em escritos mais clássicos, como os aristotélicos, se permitem um digresso maior na história. Sem, no entanto, quedarmos de valores como o livre mercado e concorrência, pois aceitamos a visão Lockiana e Smithiana, bem como a dos demais propagadores desses ideais.

    Aquelas concepções encontram-se, em resumo, na tese de que o homem é um ser em constante desenvolvimento, não apenas biológico, mas psicológico (o que reconheço ser redundância) e sociologicamente. A ideia de progresso reside, em sua formula mais básica, no seguinte brocardo: "o homem de hoje não é e jamais será o mesmo de ontem".

    Mas, qual é a relação desse brocardo com o tema tratado pelo Sr. Rothbard? Podem estar se indagando neste momento.

    A resposta não é complexa: acreditamos que, filosoficamente, o homem original tinha tendências mais individualistas, centradas, talvez, no seu grupo de convívio, destituído do acervo de conhecimentos. Após o transcurso de séculos, na medida em que adquirira conhecimentos e "iluminação", aquelas tendências caminharam não para um mero coletivismo, mas para uma concepção universal do bem-estar da pessoa humana, independentemente se pertence a sua ou àquela sociedade. Explico.

    É um ideal de transposição, por exemplo, de barreiras culturais. O progresso é apenas a constatação dessa transformação lenta e contínua. Um dos seus pontos máximos, noutro exemplo, é a própria Declaração Universal dos Direitos do Homem.

    Em suma, poder-se-ia resumir da seguinte forma: a base ideológica do liberalismo social progressista reside na concepção de que naturalmente o homem passou a considerar como um dos seus objetivos libertadores o bem-estar do próximo, não apenas daqueles que conhece, mas, como ponto principal, dos que jamais conhecerá. Eis a universalidade.

    Esse sentido, senhores, reconheço que pode ser questionável, pois visão filosófica alguma pode ser considerada como verdade última, mas é a que nos impulsiona, os liberais sociais, bem como outros, no caso, penso os sócio-democratas contemporâneos (que, ao abandonarem a concepção clássica de transformação da sociedade capitalista para a sociedade socialista, fundiram-se conosco, assumindo nossos ideais liberais).

    Então, chegamos ao ponto crucial: o "sentimento de culpa" tratado pelo Sr. Rothbard. Para a concepção progressista, esse sentimento nasceu no momento em que o próprio homem se transformava para culminar na percepção da universalidade do bem-estar, teve, portanto, seu valor como propósito evolucionista. Essa questão não é simples de ser tratada, pois guarda inúmeros antecedentes históricos, mas no geral, vejam bem, "no geral", esse sentimento foi desenvolvido e inculcado no homem principalmente pelas concepções de origem judaico-cristã, que, certamente, influenciaram durante muito tempo o mundo ocidental. Prega-se, por exemplo, na moral religiosa (sendo esta uma breve e afoita explicação): "que o homem rico devia doar suas riquezas para o homem pobre". Isso, certamente, causa-lhe, no homem, efeitos psicológicos e sociológicos, que podem ser consubstanciados nesse "sentimento de culpa".

    Entretanto, a religião, certamente perdeu muito dos seus efeitos sobre a mente livre de homens livres. É a própria consequência da evolução do conhecimento, ainda que se resguarde, dentro de cada homem per si, sua liberdade religiosa. Igualmente, perde força, portanto, essas concepções originárias de uma culpabilidade por situações pelas quais, obviamente, um homem per si não criou.

    Nesse aspecto, a visão progressista preconiza que homem algum é obrigado, tampouco deve-se sentir culpado para ajudar os necessitados. Não existem problemas em se ser rico diante de pobres, de ter tido melhores oportunidades que os desafortunados. Não é isso. A nossa visão, em prol do progresso - aí que reside a contra-crítica ao Sr. RothBard -, é que o homem, hoje, independentemente do seu sucesso econômico, vive sob um prisma evolutivo: "do querer o bem-estar do próximo" - tanto do rico para o pobre, quanto do pobre para o rico. É por isso que negamos, nesse aspecto, bastante simplificado, uma luta de classes.

    O que impera no nosso agir é um princípio: "o princípio da solidariedade". Isso, nobres colegas, é o ponto fundamental. Não é ser solidário com o pobre, com o desafortunado, pois até mesmo o rico e o afortunado podem sofrer nesta vida, mas ser solidário, compassivo, e querer-lhes o bem-estar. É apenas dessa forma, acreditamos, que o ser humano caminhará para sua derradeira liberdade. A verdadeira libertação do homem encontra-se em: "ser feliz e ver os outros felizes".

    É, novamente, essa visão filosófica progressista que serve de força motriz para os liberais sociais e sócio-democratas. Não queremos espoliar a propriedade privada de ninguém, ainda mais forçadamente, o que queremos é ser solidários, trabalhar esse aspecto nos homens, para que a humanidade, independentemente de fronteiras, culturas e Estados, progrida. É esse o nosso ideal.

    O ideal, quando aplicado para as forças políticas, implica na consecução de ações sociais, não no sentido de assistencialismo, pois reconhecemos ser contraproducente, mas de forma racionalizada, para que todo homem tenha o necessário bem-estar para que possa progredir, desenvolver-se e produzir. A perspectiva é pelo investimento social, qualificar a mente, o espírito e o corpo dos homens, pois reconhecemos que nem todos têm as mesmas oportunidades, por vezes, por exemplo, em virtude das próprias profissões que ocupam, necessárias existir, mas que não são, essencialmente ou intrinsecamente, produtoras de riquezas, resultando na negativa do acesso aos bens-sociais (ex.: boa moradia e boa educação). Por se tratarem aquelas de ações racionalizadas, esperamos que haja um retorno social, não apenas em capital econômico, mas em capital cultural, científico, humanitário, que seja.

    Isso justifica ações sociais promovidas pelos liberistas sociais progressistas. Entretanto, vale lembrar, trata-se de um "ismo", dentre muitos outros, portanto, não somos donos da verdade última, mas sempre estaremos dispostos a recepcionar boas ideias provenientes de quaisquer correntes de pensamento. É a própria concepção progressista: o progresso de ideias e pensamentos.

    A visão é aparentemente utópica, porém, lembremo-nos que apenas foi tratada no seu aspecto filosófico. E a amiga da sabedoria sempre soará utópica, pois não está no mundo "material", mas no mundo "espiritual".

    Obrigado, nobres colegas, pelo espaço.
  • Rhyan  30/11/2014 22:43
    Essa é a fase negra do Rothbard. né?
  • Gosling  01/12/2014 10:27
    Ué, e qual teria sido a fase branca dele?
  • anônimo  16/05/2015 10:48
    Essa é a fase racional e madura dele.
    A fase infantil dele é onde a maioria dos libertários, igualmente infantis, está.
  • Vander  01/12/2014 11:19
    Desconfie de todo aquele que tenta extrapolar a culpa além da pessoa do próprio culpado. Esse é, sem dúvida, tão culpado quanto o próprio culpado.
  • MARAT  01/12/2014 11:39
    Sobre o título deste post, onde é usada a expressão: PROGRESSISTA.
    .
    Com relação ao uso deste termo pela esquerda(comunismo), o único progressismo que é evidente que eles fizeram, a história que o diga, foi o pregresso de cadáveres pelos quais eles pisaram e para nós brasileiros, mais recentemente, o progresso da CORRUPÇÃO, ROUBALHEIRA, mentiras e canalhices em geral.
  • Renato  01/12/2014 11:45
    Simplesmente espetacular!
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  02/04/2015 20:20
    A única culpa que sinto é ter de pagar impostos.
  • Renato Andrade  13/05/2015 16:49
    A culpa é amplamente usada pela religião ( é feio fazer isso, Deus ta vendo e você vai pro inferno! ) e por mensagens publicitárias filantrópicas ( fazer você se sentir culpado por comer bem todos os dias e ter onde morar. ) Nunca caio nessa manipulação.
  • Mauro Julio Vieira  11/02/2016 01:00

    Na minha opinião, ninguém menos do que Shakespeare discorreu melhor sobre a realidade humana. "O Homem já está pronto", "Há mais no universo do que imagina a nossa vã filosofia" e por aí vai.
    Culpa é coisa de religião ou ideologia, que são a mesma coisa.
    Quando do advento da mente nos humanos, nasce o ideal, que se sistematizou em religiões ou ideologias. Antes se vivia a verdade como os outros animais ainda a vivem. A interação do corpo com a realidade presente ou também hoje com fatos concretos como os descritos em livros científicos.
    Embora a maior parte das pessoas se contaminem com o ideal, há aqueles que , por alguma razão, vivem o palpável e o visível, o que os conduz ao óbvio; têm os pés no chão; criam e produzem. Essas coisas naturais, que contraria sobremaneira a esquerda, que vive num mundo religioso, num mundo de verdades e moral estabelecidas, que nada produz a não ser discursos emocionar os incautos e fazer massa de manobra para tomar o poder e dele se refestelar.
  • Diogo  11/02/2016 06:41
    Pessoal vocês já viram o que a prefeitura de Oslo na Noruega e outras cidades europeias estão querendo fazer? Título: Oslo, na Noruega, quer proibir circulação de carros até 2019
    https://br.noticias.yahoo.com/blogs/super-incr%C3%ADvel/oslo--na-noruega--quer-proibir-circula%C3%A7%C3%A3o-de-carros-at%C3%A9-2019-154539338.html



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