clube   |   doar   |   idiomas
Obcecados pela megalomania

A seguinte entrevista com Hans-Hermann Hoppe foi publicada no semanário alemão Junge Freiheit no dia 2 de novembro de 2012, e foi conduzida por Moritz Schwarz.

 

Professor Hoppe, em sua coleção de ensaios 'Der Wettbewerb der Gauner'("A Competição dos Escroques"), o senhor escreve que '99% dos cidadãos, caso perguntados se o estado seria necessário, responderiam que sim'.  Confesso que eu também!  Por que estou errado?

Todos nós, desde a infância, fomos moldados pelo estado ou por instituições licenciadas pelo estado — pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e universidade, todas elas com currículos estipulados pelo estado.  Fomos condicionados desde crianças a ver o estado como uma instituição necessária e salvadora.  Sendo assim, esse resultado por você citado não deveria ser nada surpreendente. 

No entanto, se eu lhe perguntasse se você julga ser indispensável haver uma instituição que possua o poder supremo de decisão sobre todo e qualquer conflito, inclusive aqueles em que ela também está envolvida, você certamente diria que não — a menos, é claro, que você esperasse estar no comando dessa instituição.

Hum ... correto.

É claro.  Porque tão logo você entende que tal instituição não irá se limitar a apenas mediar conflitos, uma vez que ela também pode criá-los, então você será também capaz de perceber que ela logicamente sempre irá resolver esses conflitos em benefício próprio.  Tendo entendido isso, eu, de minha parte, garanto passaria a viver receoso pela segurança de minha vida e de minha propriedade.

No entanto, é exatamente isso, este poder supremo sobre decisões judiciais, que é a característica específica dessa instituição chamada estado.  O estado detém o monopólio supremo da aplicação da lei e da justiça, e é inevitável que ele utilize esse monopólio para proveito próprio.

Correto, mas, por outro lado, o estado se baseia em um contrato social, o qual fornece ao indivíduo proteção e espaço para suas realizações pessoais — coisas que, sem o estado, ele não teria.  Sem o estado, tudo seria uma batalha contínua e violenta de todos contra todos.

Não, o estado é qualquer coisa, menos o resultado de um contrato!  Nenhum indivíduo dotado de uma mínima quantidade de bom senso iria concordar com tal contrato.  (Ver aqui e aqui).  Tenho vários contratos em minha pasta de arquivos, mas não há nenhum igual a esse.  O estado é resultado da força agressiva e da subjugação.  Ele surgiu, cresceu e se expandiu sem nenhuma fundação contratual, exatamente como uma quadrilha mafiosa que prática extorsão em troca de "proteção". 

E, no que diz respeito à "batalha contínua e violenta de todos contra todos", isso é um mito.  É claro que, em "seu" território, um escroque extorsionário protege suas vítimas da agressão de outros escroques; mas ele faz isso apenas para que ele próprio possa conduzir sua extorsão mais lucrativamente.  Outra coisa: são os estados que são os responsáveis pelas mortes de centenas de milhões de pessoas, além de toda a incomensurável destruição ocorrida apenas no século XX.  Comparadas a isso, as vítimas de crimes privados são praticamente irrisórias. 

E você realmente acredita que os conflitos entre os habitantes da região da tríplice fronteira [França, Alemanha e Suíça] perto da Basileia, que estão convivendo em uma condição de anarquia (não há um supraestado governando a interação diária dos cidadãos destes três países), são mais numerosos do que os conflitos entre os habitantes de Dortmund ou Düsseldorf, que são cidadãos de um mesmo estado [Alemanha]?  Não que eu saiba.

Por que, na sua visão, a democracia é apenas uma "competição de escroques"?

Todas as formas mais desenvolvidas de religião proíbem cobiçar a propriedade alheia.  Esta proibição é a base de todo e qualquer processo de cooperação social.  Em uma democracia, por outro lado, qualquer pessoa pode cobiçar a (e de fato se apropriar da) propriedade de terceiros, agindo de acordo com este seu desejo — a única precondição é que ela consiga acesso aos corredores do poder. 

Assim, sob condições democráticas, todas as pessoas se tornam uma ameaça em potencial.  Qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia.  O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo.  Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo.  Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça.

O que tende a acontecer é que aqueles membros da sociedade que tentarão o acesso aos corredores do poder e ascender às mais altas posições na hierarquia política são justamente aqueles que não possuem inibições morais para se apropriar indevidamente da propriedade de terceiros.  Consequentemente, sob condições democráticas, o popular — embora imoral e anti-social — desejo pela propriedade de outro homem é sistematicamente fortalecido.  Toda e qualquer exigência passa a ser legítima, desde que seja proclamada publicamente.  Em nome da "liberdade de expressão", todos são livres para exigir a tomada e a consequente redistribuição da propriedade alheia.  Tudo pode ser dito e reivindicado, e tudo passa a ser de todos.  Nem mesmo o mais aparentemente seguro direito de propriedade está isento das demandas redistributivas. 

Pior: em decorrência da existência de eleições em massa, aqueles membros da sociedade com pouca ou nenhuma inibição em relação ao confisco da propriedade de terceiros — ou seja, amorais vulgares que possuem enorme talento em agregar uma turba de seguidores adeptos de demandas populares moralmente desinibidas e mutuamente incompatíveis (demagogos eficientes) — terão as maiores chances de entrar no aparato governamental e ascender até o topo da linha de comando.  Daí, uma situação naturalmente ruim se torna ainda pior.

Ao dizer que políticos são parasitas preguiçosos o senhor não teme ser repreendido por estar reclamando em um nível semelhante ao utilizado pelo tablóide Bild?

E daí?  Até o início do século XX, era difícil apontar um importante pensador político que não se referisse desdenhosamente à democracia.  A palavra-chave utilizada para descrever a democracia era "multidão desorganizada", ou "oclocracia", ou mesmo "governo da turba".

As críticas mais populistas que fazem hoje à democracia, desde aquelas contidas na Bild até as do motorista de táxi, são boas, mas não são fundamentadas o bastante.  Tampouco vão tão longe quanto deveriam.  É claro que políticos são parasitas: eles vivem do dinheiro que extraem das outras pessoas sob a ameaça de violência — o que é chamado de "tributação".  Mas, infelizmente, os políticos não são preguiçosos.  Seria ótimo se tudo o que eles fizessem fosse farrear e esbanjar o dinheiro que pilharam das pessoas produtivas.  Mas o que ocorre é justamente o contrário: eles são megalomaníacos obsessivos e obcecados em fazer tudo aquilo que consideram ser o certo — o que se resume a impor inúmeras dificuldades para suas vítimas (nós, os genuínos trabalhadores) por meio da criação de milhares de leis e regulamentações.

A democracia é apenas uma das possíveis variedades de organização do estado.  Há alguma outra forma de existência do estado que seria mais aceitável para o senhor?

Em um estado monarquista, todos os indivíduos sabem quem é o soberano e quem são os súditos, de modo que tenderá a haver resistência contra qualquer tentativa de aumento do poder estatal.  Em um estado democrático, essa distinção se torna indistinta, o que facilita em muito a expansão do poder do estado — quem está fora do aparato estatal hoje poderá entrar nele amanhã.

Um momento: é exatamente para isso que existem tribunais, leis e constituições: para limitar e controlar o estado — tanto o executivo quando o legislativo.

A máfia também possui sua divisão de poderes.  A máfia possui seu "executivo", seu "legislativo" e seu "judiciário".  É só você assistir novamente a "O Poderoso Chefão" para ver como estes três poderes funcionavam sempre em prol da própria expansão organizada do "empreendimento".

O que o senhor acha dos novos movimentos de ataque ao estado que têm surgido na internet, como os do movimento "Occupy" ou os "Piratas", que demandam transparência e participação mas tudo sem condenar diretamente o estado e a democracia em sua totalidade?

O movimento 'Occupy' é formado por ignorantes econômicos incapazes de entender que todos os truques sujos feitos pelos bancos, os quais eles corretamente deploram, só são possíveis porque existe um Banco Central capaz de imprimir dinheiro para socorrê-los e que, por isso, atua como um "emprestador de última instância"; e que a atual crise financeira não é, portanto, uma crise do capitalismo, mas sim uma crise do intervencionismo e do estatismo.  O Banco Central é uma agência reguladora que existe para proteger o sistema bancário, blindá-lo de qualquer tipo de concorrência ou imprevisto, e socorrê-lo sempre que fizer operações insensatas.  O movimento 'Occupy' em momento algum atacou isso, que é a raiz de toda a crise.

Já os 'Piratas', com sua demanda por uma renda básica incondicional, já estão bem avançados no inexorável destino de se tornar mais um partido que defende "cerveja de graça para todos".  Eles possuem apenas um ponto que pode torná-los muito populares, bem como garantir-lhes a inimizade de inimigos poderosos, como as indústrias cinematográfica, musical e farmacêutica: a crítica aos 'direitos de propriedade intelectual'.  Porém, mesmo neste quesito, eles são medrosos e ignorantes.  A única coisa que eles têm de fazer é ir ao Google e digitar Stephan Kinsella.  E então eles entenderiam que a Propriedade Intelectual não tem nada a ver com propriedade, mas sim com privilégios concedidos pelo estado. 

A PI permite que o inventor (I) ou o 'primeiro criador' de um produto — um texto, uma figura, uma musica ou qualquer outra coisa — proíba todas as outras pessoas de fazerem uma réplica deste produto; ou, no mínimo, que ele cobre uma licença de uso, mesmo que o replicador (R) esteja utilizando exclusivamente a sua propria propriedade (e não se aposse de nenhuma propriedade de I).  Desta forma, I é elevado à condição de co-proprietário da propriedade de R. 

Ou seja, direitos de Propriedade Intelectual não são propriedade, mas sim um ataque à propriedade alheia — e, logo, completamente ilegítimos.  Ideias — receitas, fórmulas, declarações, argumentações, algoritmos, teoremas, melodias, padrões, ritmos, imagens etc. — certamente são bens (na medida em que são bons e úteis), mas não são bens escassos.  Tão logo as ideias são formuladas e enunciadas, elas se tornam bens não escassos, inexauríveis.  Suponha que eu assobie uma melodia ou escreva um poema, e você ouça a melodia ou leia o poema e, ato contínuo, os reproduza ou copie.  Ao fazer isso, você não expropriou absolutamente nada de mim.  Eu posso assobiar e escrever como antes.  Com efeito, o mundo todo pode copiar de mim e, ainda assim, nada me foi tomado.  (Se eu não quiser que ninguém copie minhas ideias, tudo que eu tenho de fazer é mantê-las para mim mesmo, sem jamais expressá-las.)

Agora, imagine que eu realmente possua um direito de propriedade sobre minha melodia de tal modo que eu possa proibir você de copiá-la ou até mesmo exigir um royalty de você caso o faça.  Primeiro: isso não implica, por sua vez, que eu também tenha de pagar royalties para a pessoa (ou para seus herdeiros) que inventou o assobio e a escrita?  Mais ainda: para a pessoa (ou seus herdeiros) que inventou a linguagem e a criação de sons?  Quão absurdo é isso?

Segundo: ao impedir que você assobie minha melodia ou recite meu poema, ou ao obrigá-lo a pagar caso faça isso, estou na realidade me transformando em seu proprietário (parcial): proprietário parcial de seu corpo, de suas cordas vocais, de seu papel, de seu lápis etc. porque você não utilizou nada exceto a sua própria propriedade quando me copiou.  Se você não mais pode me copiar, então isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade.  Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos).

Em "A Competição dos Escroques", o senhor esquematiza um modelo alternativo baseado em uma "sociedade de leis privadas".  Como ela funciona?

O conceito básico é simples.  A ideia de haver uma agência que seja protetora da propriedade e mantenedora da lei, e, ao mesmo tempo, seja monopolista dessas atividades, é uma contradição.  Este monopolista, seja ele um rei ou um presidente eleito, será sempre um 'expropriador protetor da propriedade' e um 'infrator mantenedor da lei' — e sempre irá caracterizar todas as suas ações como visando ao "interesse público".

Para garantir a proteção da propriedade e salvaguardar a lei, é necessário que haja livre concorrência também na área da lei.  Outras instituições de fora do estado devem poder ofertar serviços de proteção à propriedade e serviços judiciais.  O estado, desta forma, passaria a estar também sujeito às leis privadas, em pé de igualdade com todos os outros cidadãos.  Ele não mais poderia sair unilateralmente elevando impostos ou promulgando leis.  Seus funcionários teriam de ganhar sua renda da mesma maneira que os cidadãos comuns o fazem: produzindo e ofertando algo que seja voluntariamente demandado por consumidores; bens e serviços que sejam atraentes o suficiente para fazer com que alguns cidadãos estejam dispostos a pagar por eles.

Isso não levaria rapidamente a uma guerra entre essas instituições 'ofertantes'?

Guerras e agressões são atividades extremamente custosas.  Estados fazem guerras porque podem, por meio de impostos e da criação de dinheiro, repassar os custos para todos os cidadãos que não estão diretamente envolvidos no esforço de guerra.  Em contrapartida, para empresas cujo financiamento é voluntariamente obtido no mercado, fazer uma guerra seria suicídio econômico. 

Estando também sujeito às leis privadas, o estado terá, assim como todos os outros fornecedores de serviços de segurança, de oferecer aos seus clientes contratos que somente poderão ser alterados por meio de um acordo mútuo, e os quais determinarão especificamente o que deverá ser feito em caso de um conflito entre ele próprio e seus clientes, ou entre ele próprio e os clientes de outros fornecedores de serviços de segurança concorrentes.  

E para isso haverá apenas uma solução aceitável por todos: que nestes tipos de conflitos, não o estado mas sim uma entidade externa e independente dê o veredito — arbitradores e juízes que, por sua vez, estarão concorrendo entre si, e cujo ativo mais importante é sua reputação como mantenedores da lei, e cujas ações e julgamentos podem ser contestados e, se necessário, revisados, assim como ocorre com qualquer outra pessoa.

Quem deveria ser esta entidade externa e independente?  E com quais instrumentos de poder ela asseguraria os interesses de um cidadão comum contra seu sócio contratual — a agência privada, a qual, obviamente, é muito mais poderosa?

Nos conflitos locais, em uma pequena cidade ou mesmo em um bairro, estas entidades muito provavelmente serão aquelas pessoas universalmente respeitadas, conhecidas como os "aristocratas naturais" ou mesmo as "elites naturais".  Ou então organizações arbitradoras e cortes de apelação, cujos serviços seguradoras e segurados concordaram contratualmente em utilizar desde o início.  Aquele, portanto, que não aceitar o veredito do julgamento não apenas estará inadimplente perante a lei, como também irá se tornar um pária no mundo dos negócios.  Ninguém irá querer se envolver com ele, e ele imediatamente perderá todos os seus clientes e parceiros comerciais.  Isso não é nada utópico.  Ao contrário: essa já é a prática usual nas transações internacionais — anárquicas — que ocorrem atualmente.

Logo, eu devolvo a pergunta: como irá o cidadão comum assegurar seus interesses perante um estado monopolista e tributador?  Este, sim, é muito mais poderoso que o indivíduo — e é sempre o dono da palavra final!

O senhor compreende o contínuo ceticismo com relação à sua proposição?

É claro que sim, uma vez que a maioria das pessoas nunca ouviu falar destas ideias.  Muito menos já se deram ao trabalho de pensar seriamente sobre elas.  Apenas não tenho simpatias por aquelas que já saem gritando histericamente quando ouvem essas ideias e imediatamente exigem a condenação de seus proponentes sem que tenham o mais mínimo conhecimento de economia e de filosofia política.

É muito improvável que uma maioria dos cidadãos irá algum dia apoiar um modelo tão estranho e desconhecido.  Mas quais partes deles podem ser adotadas a fim de alcançarmos pelo menos alguns aperfeiçoamentos parciais em nosso atual sistema, sem que seja necessário um abandono completo do estado e da democracia?

Há uma solução interina.  Ela se chama secessão e descentralização.  Estados pequenos têm inevitavelmente de ser libertários — caso contrário as pessoas trabalhadoras e produtivas irão desertar.  O desejável, portanto, é termos um mundo formado por milhares de Liechtensteins, Cingapuras e Hong Kongs.  Por outro lado, um governo central europeu — e, pior ainda, um governo mundial — com uma política "harmonizada" de impostos e regulamentações representa a mais séria e grave ameaça à liberdade.

Para isso também o senhor provavelmente não terá uma maioria.  Sendo assim, como o estado e a democracia irão evoluir no futuro?  Onde finalmente iremos terminar?

O modelo assistencialista ocidental, também chamado de 'socialismo light', irá entrar em colapso assim como aconteceu com o socialismo 'clássico' — é claro que não sou capaz de dizer quando exatamente isso acontecerá, se daqui a cinco, dez ou quinze anos.  As palavras-chave são: falência do estado, hiperinflação, reforma monetária e violentos conflitos distributivos.  E disso surgirá ou um apelo por um 'homem forte', um ditador, ou — torçamos — enormes e intensos movimentos secessionistas.



autor

Hans-Hermann Hoppe
é um membro sênior do Ludwig von Mises Institute, fundador e presidente da Property and Freedom Society e co-editor do periódico Review of Austrian Economics. Ele recebeu seu Ph.D e fez seu pós-doutorado na Goethe University em Frankfurt, Alemanha. Ele é o autor, entre outros trabalhos, de Uma Teoria sobre Socialismo e Capitalismo e The Economics and Ethics of Private Property.



  • Rodrigo Makarios  04/01/2013 11:56
    Inspirador, como sempre.
  • Bernardo Santoro  04/01/2013 12:36
    O maior intelectual vivo.
  • André Luiz S. C. Ramos  07/01/2013 15:56
    O maior intelectual vivo (2).
  • anônimo  04/01/2013 14:16
    É sempre ótimo ler o Hoppe, inclusive em entrevistas. Ele não foge de perguntas difíceis e não se acovarda nunca. Sempre defende a liberdade, mesmo que o interlocutor ache "estranho" ou "desconhecido" esse conjunto de idéias libertárias. Muito bom!
  • anônimo  04/01/2013 14:36
    No entanto, se eu lhe perguntasse se você julga ser indispensável haver uma instituição que possua o poder supremo de decisão sobre todo e qualquer conflito, inclusive aqueles em que ela também está envolvida, você certamente diria que não — a menos, é claro, que você esperasse estar no comando dessa instituição.

    Pois é, Mais uma fraude abafada:


    Não confiem em Governo, não se relacione com eles, desobedeça.

    Mais links sobre a Mega Sena da Virada:
    amegasena.blogspot.com.br/2013/01/farsa-na-mega-sena-aparecida-de-goiania.html?showComment=1357150954132

    Espalhem o vídeo. Vamos derrubar essa farsa.
  • Um Filosofo  04/01/2013 14:31
    Absurdo.

    Pasmo fico, data máxima venia, como o senhor Hoppe pode ao menos considerar uma sociedade não voltada à promoção da igualdade? Além disso, sua proposta política é falha, pergunto-me se ele ao menos consultou grandes pensadores e psicanalistas como Rousseau, Eric From, Karl Marx, Horkheimer ou Freud para compreender como a humanidade funciona e deve ser operada em função do bem comum. Refutá-lo-ei.

    "Qualquer um pode expressar abertamente seu desejo pela propriedade alheia. O que antes era considerado imoral e era adequadamente suprimido, agora passa a ser considerado um sentimento legítimo. Todos agora podem cobiçar abertamente a propriedade de outros em nome da democracia; e todos podem agir de acordo com esse desejo pela propriedade alheia, desde que ele já tenha conseguido entrar no governo. Assim, em uma democracia, qualquer um pode legalmente se tornar uma ameaça."

    Corrigindo: O ato nomeado vergonhosamente como "cobiçar a propriedade alheia" é chamado de promoção da justiça social em prol do bem comum. Se o senhor Hoppe não deseja que alguns euros de sua conta bilionária na Suíça sejam tirados para oferecer serviços públicos de qualidade aos mais pobres, apenas lamento que ele se oponha à construção de uma sociedade de justiça social antes da caridade. Qualquer leitor de Paulo Freire desarmaria facilmente a retórica burguesa no discurso sem compaixão do senhor Hoppe.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    "Um momento: é exatamente para isso que existem tribunais, leis e constituições: para limitar e controlar o estado — tanto o executivo quando o legislativo.

    A máfia também possui sua divisão de poderes. A máfia possui seu "executivo", seu "legislativo" e seu "judiciário". É só você assistir novamente a "O Poderoso Chefão" para ver como estes três poderes funcionavam sempre em prol da própria expansão organizada do "empreendimento"."

    Corrigindo tanto o senhor Hoppe assim como o homem que o entrevista, os poderes legislativo e judiciário, na prática, não operam para limitar o poder estatal; mas sim para guiá-lo ao bem comum.

    -------------------------------------------------------------------------------------
    "Guerras e agressões são atividades extremamente custosas. Estados fazem guerras porque podem, por meio de impostos e da criação de dinheiro, repassar os custos para todos os cidadãos que não estão diretamente envolvidos no esforço de guerra. Em contrapartida, para empresas cujo financiamento é voluntariamente obtido no mercado, fazer uma guerra seria suicídio econômico."

    Observação falha do senhor Hoppe. As grandes guerras mundiais receberam grande apoio pelo povo(Graças à alienação promovida pela indústria cultural burguesa) e foram causadas pela burguesia à procura de matérias primas e mercados consumidores. Ele não leva em consideração algo crucial: E se, durante o conflito entre essas empresas, os sócios burgueses ou sócios alienados desejarem a guerra e se mostrarem dispostos a financiá-la?

    -------------------------------------------------------------------------------------
    "Estando também sujeito às leis privadas, o estado terá, assim como todos os outros fornecedores de serviços de segurança, de oferecer aos seus clientes contratos que somente poderão ser alterados por meio de um acordo mútuo, e os quais determinarão especificamente o que deverá ser feito em caso de um conflito entre ele próprio e seus clientes, ou entre ele próprio e os clientes de outros fornecedores de serviços de segurança concorrentes.

    E para isso haverá apenas uma solução aceitável por todos: que nestes tipos de conflitos, não o estado mas sim uma entidade externa e independente dê o veredito — arbitradores e juízes que, por sua vez, estarão concorrendo entre si, e cujo ativo mais importante é sua reputação como mantenedores da lei, e cujas ações e julgamentos podem ser contestados e, se necessário, revisados, assim como ocorre com qualquer outra pessoa."

    E se a agência de um determinado burguês não reconhecer os direitos de propriedade concedidos pela agência de um proletário? E se, nos "conflitos superiores mediados por alguma autoridade de segunda instância", o burguês ainda não mostrar-se disposto a aceitar algum acordo e até oferecer financiamento para uma expropriação?

    E se, em um conflito local com meu vizinho, eu recusar qualquer acordo sobre fazer menos som em minha casa? Que autoridade aparecerá e deterá meu egoísmo para que eu não incomode quem mora próximo de mim? Ou seja, quem terá o poder para guiar a sociedade ao bem comum?

    É insano apoiar tais medidas. E nem mesmo adentrei o campo da tragédia que seria uma sociedade operando em função do lucro e não do bem comum?

    -------------------------------------------------------------------------------------
    "O modelo assistencialista ocidental, também chamado de 'socialismo light', irá entrar em colapso assim como aconteceu com o socialismo 'clássico' — é claro que não sou capaz de dizer quando exatamente isso acontecerá, se daqui a cinco, dez ou quinze anos. As palavras-chave são: falência do estado, hiperinflação, reforma monetária e violentos conflitos distributivos. E disso surgirá ou um apelo por um 'homem forte', um ditador, ou — torçamos — enormes e intensos movimentos secessionistas."

    O Welfare State europeu, até hoje, foi a maior conquista da humanidade em termos humanitários e sociais. Pela primeira vez, serviços públicos de qualidade foram emitidos a todos(Até à burguesia) e o povo viu sua ascensão artística e intelectual.
    Se está ocorrendo uma crise, é porque a burguesia européia, gananciosa, não deseja mais colaborar com os benefícios do proletariado. Para mais, recomendo o brilhantíssimo manifesto da Unicamp contra o fim do estado de bem-estar social. Garanto que tal homem forte não será um criminoso, mas sim um filósofo capaz de guiar as sociedades ao seu apogeu.

    É preciso reconhecer que, em uma sociedade perfeita de socialismo, não há ricos ou pobres. Em uma sociedade capitalista, há muitos ricos. Porém, precisam existir pobres. Todo lucro que é obtido é espoliado de quem trabalha nas camadas inferiores do ciclo produtivo através da mais-valia. Desejar uma sociedade assim é uma brutalidade.
  • Rodrigo  04/01/2013 15:38
    Fico realmente angustiado ao ler os posts do Filosofo. Sei que é sarcasmo puro, mas consigo ver esses discursos sendo proferidos e aprovados.

    Sem falar na lembrança dos odiosos vilões de "A Revolta de Atlas".

    Ha pouco tempo, tive o desprazer de ouvir uma senhorita explicando por que os bares deveriam ser responsáveis pela embriaguez ao volante de seus clientes. afinal: "eles lucram vendendo bebida alcolica". Triste.
  • Victor Cezar  05/01/2013 01:19
    "Sem falar na lembrança dos odiosos vilões de 'A Revolta de Atlas'."

    É bem por aí mesmo. O mais assustador é ver que AQUELE é o mundo em que vivemos hoje; que os vilões do livro são, na verdade, os reconhecidos heróis.
  • Marcelo Henrique  04/01/2013 15:25
    "E disso surgirá ou um apelo por um 'homem forte', um ditador, ou — torçamos — enormes e intensos movimentos secessionistas."

    Mesmo não sendo cristão, ao ler esta parte me veio à mente o Anticristo, LOL.
  • Engenheiro Anti-Cartórios  04/01/2013 15:38
    ... E ainda querem que a filosofia seja ensinada como matéria obrigatória nas escolas neste brazíííuuuu varonil!!
    Essa é a filosofia que se aprende nas escolas e faculdades??
    A lavagem cerebral esquerdista ainda não foi suficientemente avassaladora?
    Ao analisar textos megalomaníacos e pseudo-messiânicos como esses do Sr. Filósofo, com sua verbosidade pomposa, seus "data vênias" e floreios sarneyanos, me dou conta de que em certos casos não adianta instalar novos softwares, tem é que formatar o HD mesmo!!! Todo o texto é uma caricatura involuntária, um estereótipo perfeito do pseudo-pensador incubado na estufa socialista.
    O problema não é ignorar (=não saber), é não querer aprender!!!
    Se o Sr. Filósofo utilizasse o seu precioso tempo para ler o material do site e se informar sobre a base das idéias libertárias e anti-intervencionistas, e como a partir das premissas básicas se consegue construir todo o edifício do pensamento austríaco, seria muito mais proveitoso do que dissipar as energias escrevendo esses panfletos marxistas recheados de clichês - "igualitarismo, mais-valia, burguesia gananciosa, bem-estar social" e todos esses termos ultrapassados e vazios!!
    O resumo do pensamento do Sr. Filósofo e seus mestres e discípulos seria mais ou menos o seguinte: "como é que alguém ousa pensar diferente de mim?!?!? as minhas palavras são a Verdade absoluta, e tudo o que for baseado em premissas conflitantes ao meu pensamento é tão herético e inadmissível que não vale a pena ser nem analisado"!!
    Abaixo o blablabla!! e viva a objetividade!!
    Respeitosamente, "data não vênia",
    RH.
  • Um Filósofo  04/01/2013 16:58
    Senhor Engenheiro, essa é a filosofia que ensinamos aos seus filhos. Um pensamento que tem como objetivo levar a discussão social e buscar soluções para os problemas gerados pelo mercado.

    Infelizmente, devido à relevância de sua profissão à burguesia, seu curso recebeu inúmeras regalias mas não o privilégio de debater com os grandes pensadores brasileiros sobre como corrigir os problemas de nossa sociedade. Até hoje, alunos de engenharias são os que menos lutam pelos direitos de sindicatos e pela vitória das necessidades dos professores durante greves.

    O senhor, como engenheiro, provavelmente compôs a maioria de sua classe: Pessoas que teriam sido brilhantes artistas e pensadores, mas que, graças ao mercado e ao dinheiro, decidiram cursar aquilo que não queriam, a engenharia.

    Minha recomendação é que o senhor se unisse a nós. Mais que qualquer um nesta comunidade, você foi vítima do mercado. Abandonou os desejos de sua alma e abraçou aquilo que o mercado exige. Sempre vejo alunos que dariam excelentes filósofos engrossando a lista dos cursos de engenharia(Assim como eu, uma vez, o tentei e felizmente não fui aprovado) e pasmo fico com a destruição intelectual que está sendo promovida pelo mercado brasileiro.

    Dou aulas atualmente a aproximadamente 500 crianças no ensino fundamental e médio, já ensinei e vi o desenvolvimento de muitos alunos. Sempre os ensinei sobre os problemas gerados pelo mercado, sobre a perversão das instituições sociais pela burguesia e pela brutalidade que é uma sociedade buscando o lucro. Sempre fiz um favor à humanidade: Enquanto o mundo seguia buscando dinheiro cegamente, lutei contra o capitalismo com todas as minhas forças e trouxe inúmeras crianças ao meu lado.

    É como Eric From diria: É ter ou ser. Creio que eu escolhi ser. Creio que não posso dizer o mesmo do senhor.
  • Engenheiro Anti-Cartorios  04/01/2013 18:40
    HhHhAHAHAHaaah, então é sincero?? O Sr. não é humorista profissional??
    Então a coisa tá muito pior do que eu pensava...
    Agora me vejo obrigado a perder meu valioso tempo para rebater algumas das suas falácias, ponto a ponto (apesar de entender que os esquerdistas - em particular os que estudam apenas ciências ditas "humanas" - não conseguem em geral articular uma seqüência de pensamentos logicamente concatenados.

    "... essa é a filosofia que ensinamos aos seus filhos" -Uuurrghh, não se preocupe, eu mesmo já estou me encarregando de fornecer-lhes o antídoto contra essa bobajada e instruí-los sobre o valor das liberdades individuais e os vícios do intervencionismo estatal. Aliás, não creio que o Sr. esteja ensinando aos *meus* filhos, pois tive a brilhante idéia de matricular a todos (os 3) numa das melhores escolas particulares da cidade, mesmo que isso tenha me custado uma fortuna - é o preço que eu pago para não submetê-los ao ambiente sórdido e deprimente de uma escola pública.

    "Infelizmente, devido à relevância de sua profissão à burguesia, seu curso recebeu inúmeras regalias mas não o privilégio de debater com os grandes pensadores brasileiros sobre como corrigir os problemas de nossa sociedade. Até hoje, alunos de engenharias são os que menos lutam pelos direitos de sindicatos e pela vitória das necessidades dos professores durante greves" - Verdadeira pérola da pseudo-intelectualidade esquerdista!! Obviamente, a minha profissão é da maior relevância, não apenas para a burguesia, mas para os parasitas da sociedade, como por exemplo os que não produzem nada útil e vivem às custas dos outros falando bobagens empoladas. "Corrigir os problemas da sociedade"?? - tira a mão do nosso bolso que a gente corrige!! Sindicatos - outro bando de parasitas que somente usa os idiotas úteis sindicalizados como trampolim para se lançarem numa carreira política de privilégios e sinecuras. "Vitória dos professores nas greves????" - estudei na UFRJ no tempo em que uma certa senhora comunista de nome Jandira vivia interrompendo preciosas aulas de Resistência dos Materiais e outras, para nos enfiar goela abaixo seus discursos enfadonhos e ultrapassados - há quase 30 anos!! ...e quando a greve acabava, no dia seguinte os professores - CRÉU!! aplicavam provas dificílimas e ferravam os alunos de verde e amarelo!!!

    Hahah, agora a melhor: "O senhor, como engenheiro, provavelmente compôs a maioria de sua classe: Pessoas que teriam sido brilhantes artistas e pensadores, mas que, graças ao mercado e ao dinheiro, decidiram cursar aquilo que não queriam, a engenharia"!! - uma ova, sr filósofo de araque!!!! sou engenheiro por vocação, a mais pura inclinação desde a infância: montava e desmontava brinquedos, construía máquinas, carros, aviões, aeromodelos que voavam e muitas coisas que me faziam infinitamente feliz, e ainda aproveitei o meu talento para ganhar dinheiro fazendo o que eu gosto!!! (ao contrário do bando de frustrados que estudam essas pseudio-ciências que para cada linha de pensamento tem uma oposta refutando seu significado). E além do mais, uso meus outros diversos talentos (desculpe a falta de modéstia) para a minha satisfação pessoal: gosto de desenhar, pratico o hobby de modelismo e publiquei um livro de poesias!!! (não posso revelar aqui a minha identidade para não ser massacrado pelos esquerdopatas invejosos).

    O blablablá do meio, até desanimei de comentar, tal a coleção de sandices... vou direto pro final: "É como Eric From diria: É ter ou ser. Creio que eu escolhi ser. Creio que não posso dizer o mesmo do senhor." - Primeiro, é ERICH FROMM (sou fluente na língua alemã, ao contrário da maioria dos filósofos de araque atuais, que mal conseguem ler e escrever o Português); segundo, a suposta dicotomia entre ter e ser é mais uma dissonância cognitiva inventada pelos invejosos: "já que não consigo ter, pois não tenho competência para trabalhar e produzir para atingir um nível de prosperidade pessoal razoável, vou me dedicar a *ser* uma coisa - alienígena, inventada, definida por outros, não por mim mesmo - para tentar preencher o vazio da minha existência".

    Dito isto, somente me resta desejar ao sr. filósofo um excelente fim-de-semana, e por favor.... PARE DE TENTAR SALVAR O MUNDO COM OS SEUS DELÍRIOS SOCIALISTAS!!!

    Grato,
    RH.

  • Camarada Friedman  05/01/2013 03:46
    Filosofo, sou teu fã. Sempre dou risada com esses posts.

    Hoppe is the only hope.
  • vladimir  04/11/2016 13:06
    karo kamarda:
    O ensino atual aqui no Brasil não visa criar pessoas a resolverem problemas com criatividade e eficiência e sim apoiar OS GRANDES SÁBIOS ou O GRANDE LÍDER para resolve-lo por eles.
  • Renato Souza  04/01/2013 16:22
    Aqueles que já viram meus comentários sabem que sou miniarquista e não anarcocapitalista. Não creio que um sistema sem governo seja estável. Mas como miniarquista, apoio a efetiva diminuição do escopo de atuação dos governos. Penso que para que isso é necessário levar as pessoas a conhecerem a história.
  • Thyago  04/01/2013 17:00
    Filosofo fanfarrão.
  • André  04/01/2013 17:05
    Vocês acham que os pontos levantados em relação à Propriedade Intelectual também são válidos para a proibição de registro de fotos em Museus (excetuando o fato de uso de flash em decorrência de manutenção de afrescos, pinturas, etc)? Afinal, o Museu é uma propriedade privada, mas teria esse direito de nos coagir a não registrar esses momentos?

    Abraço!
  • Tory  04/01/2013 17:43
    Pra mim, sim, da mesma forma que você não pode fumar na minha casa, não importa o quão importante o fumo seja para você.
  • Andre  05/01/2013 13:13
    Hum, não entendi Tory...

    Para vc sim, são válidos, mas entende que o Museu, como propriedade privada, pode impedir a gente de fotografar? Afinal, os argumentos são válidos para permissão das fotos ou não?

    Abraço!
  • Proprietário  05/01/2013 14:56
    Quando você adentrou o museu, concordou formalmente com as leis que foram estabelecidas pelo gerente da propriedade. Você não poderá fumar ou fotografar naquele local, sim, suas ações estão sendo limitadas pelo dono do estabelecimento. Lembre-se: Você não foi obrigado a entrar.

    O que é verdadeiramente um absurdo seria se, de alguma forma, as leis estabelecidas por aquele estabelecimento fossem, por algum motivo, impostas a você quando está fora. Isso que representaria uma legítima possessão do seu corpo, como explicou Hoppe magistralmente.

    Na minha casa, você não pode trazer animais peludos pois sou alérgico. Tenho o direito de estabelecer tais leis pois a casa é minha propriedade e apenas entra quem eu permitir sob as condições que eu especificar.
  • Randalf  04/01/2013 17:13
    Desculpem por perguntar isto aqui, mas não encontrei referências no site para o assunto.
    Conhecem um senhor chamado Zizek? O que ele defende? A mim já me falaram dele, mas não sei o que ele defende. Eu já vi um vídeo dentro do plano 'libertarianismo'.
  • Luis  04/01/2013 21:02
    Se for Slvoj Zisek, não é um marxista puro, mas sua obra contém influências marxistas. Nada com libertarianismo aqui defendido.
    Você poderá vê-lo em vídeos durante o "Ocuppy Wall Street"...
  • Engenheiro Anti-Cartorios  04/01/2013 17:15
    Gente... é verdade que o "Filósofo" produz textos meramente irônicos?
    Eu caí nessa esparrela??? O cara é danado de bom mesmo!!
    É que são tão perfeitamente representativos da filosofia esquerdopática predominante... que não pude perfurar a camada de cara-de-pau que reveste majestosamente seus escritos!!
    "Data máxima vênia", peço perdão ao nobre Filósofo por ter atacado suas crenças de modo tão mesquinho...

    Mas, por outro lado... e se os escritos do Sr. Filósofo forem sinceros??? O que farei agora??? Oh dúvida!!!

  • Renato Souza  04/01/2013 17:59
    É fácil cair. Os verdadeiros esquerdistas são virtualmente indistinguíveis daqueles que usam ironia contra eles. Não há absurdo que não tenha sido dito a sério pelos esquerdistas.
  • Ismael M Santos  05/01/2013 19:26
    Fique tranquilo Engenheiro anti-cartorios, até estes dias atrás havia um Gomes frequente aqui na sessão comentários trolando o pessoal com ideias estapafúrdias. Chegou até a fazer gancho numa questão que coloquei aqui sobre os limites da publicidade no mercado livre.
    E ele depois desapareceu daqui, ou pelo menos o usuário com o nick Gomes não vimos mais. Por alguns instantes cheguei a suspeitar que fosse o nosso tradutor Leandro Roque Gomes....rsrsrrs (brincadeira Leandro, desculpa aí!)
    Independente de o quão persistente este chato-da-vez seja, ainda é válido como exercício de linguagem, como foi muito boa a resposta que voce o deu!
    Já disse aqui uma vez...esta sessão comentários é um exemplo de refutação ao desabafo do saudoso Saramago referindo se ao Twitter "De degrau em degrau vamos descendo ao grunhido"
  • Andre Cavalcante  05/01/2013 22:02
    Caro Engenheiro,

    Os escritos são sinceros, no sentido que o Filósofo nos serve como um treinador intelectual exatamente do tipo de coisa que encontramos na "vida real" fora do site. Aproveite-o e treine os seus argumentos. Se conseguir durar umas duas ou três rodadas já estás bem. E, principalmente, não caias na tentação de partir para palavras de baixo calão. Ele tem sido um gentleman, em expor as ideias estatistas e fazendo todos nós pensarmos. Diga-se de passagem essa é a tarefa do Filósofo. É claro que, com um pouco mais de leitura, você encontrará todos os argumentos que precisa nos artigos do site.

    Abraços
  • Renato Souza  04/01/2013 18:42
    Gostaria de chamar a atenção para uma coisa. O direito internacional tem sido usado há muito tempo em questões civis, particularmente quanto ao direito comercial. Mas questões criminais resolvem-se normalmente através da existência de tratados. Aparentemente é mais tranqüilo resolver questões de direito comercial por meio de arbitragem do que questões criminais ou de direito de família. Se essa situação é visível no direito internacional (anarquico por natureza) é previsivel que se mostre também numa suposta futura situação de inexistência de estado. É fácil crer que se encontre soluções razoáveis para as questões comerciais, independentemente da existência de estado. Mas o direito criminal é muito mais conflitivo, por natureza. É do interesse daqueles que são ligados à vítima (e, em certa medida, da sociedade em geral) que o criminoso seja aprisionado e castigado. É do interesse daquele que cometeu um crime, dar um jeito de escapar das conseqüencias, tanto quanto possível. Raramente um criminoso se apresentará e dirá: matei, ou violentei, ou envenenei. Estou pronto para sofrer a pena que meus atos merecem. O direito criminal é normalmente uma questão de coerção. No caso de crimes menores, é provavel que a pena considerada justa seja simplesmente uma multa, e neste caso é muito provável que o criminoso prefira aceitar a pena. Mas e as violações, os latrocínios, o homicídio, a tortura seguida de morte, o atentado a bomba, o sequestro, os homicidios em seqüencia, o terrorismo? Terão os parentes da vítima que aceitar a simples compensação monetária por um mal que lhe consome a alma?

    Talvez por isso, tenha sido freqüente, desde muitos milênios, que simples querelas comerciais fossem resolvidas por árbitros, aceitos pelas partes, mas graves condutas criminais, em todas as sociedades, eram resolvidas por juizes predeterminados e, em quase todas as sociedades (com uma ou duas exceções), monopolistas. Isto desde os chefes tribais, que eram monopolistas por natureza, e também os conselhos de anciãos, os principes, ou chefes, ou reis, eleitos ou herdeiros, das cidades, associações de cidades, etc. Dizendo de outra forma, desde muito tempo o ser humano não teve dificuldade em conseguir resolver suas pendências comerciais por meior de árbitros, até mesmo escolhidos depois do fato consumado. Mas sempre teve muita dificuldade (eu diria quase absoluta) em resolver graves pendências criminais, senão por meio da vendeta ou de juizes prédeterminados, e em virtualmente todos os casos, monopolistas.

    Mas essa tendência quase universal da humanidade, não pode de forma alguma ser atribuida a qualquer condicionante cultural. Tem de ser então, por motivos inerentes à condição humana.
  • anônimo  04/01/2013 19:08
    Bom artigo. No entanto há um equivoco quanto ao movimento Occupy. Este se põe contra o sistema capitalista de forma a considerar o fato da alocação de recursos ,efetuada pelo aparato governamental, se encontrar engessado pelos possuidor do poder (dinheiro)/banqueiros. Estes evidentemente tem como sua mais importante ferramenta o FED. Até agora tudo, parece apenas uma falha reversível no sistema. Infelizmente não é bem assim. O fato de um grupo seleto de pessoas(corporações) controlarem a moeda americana não é mero acaso. Governantes não são escolhidos aleatoriamente de acordo com sua competência. Governantes são escolhidos e financiados por aquelas que podem arcar com custos. Quem não segue o que é mandado (marionetes), cai fora. Há uma máfia que detém o governo e os meios de comunicação através do qual o povo se mantém "informado", mantendo o alienado do que realmente acontece. Podemos associar este entrave com diversos fatos históricos. Para mim, os que mais evidenciam esta trama entre detentoresdopoder/governo/midia e especialmente o caso FED (JFK; para os interessados, pesquisar sobre as semelhanças entre os casos), foram os assassinatos de Abraham Lincon e J.F.Kennedy. Suas mortes não aconteceram por acaso. Justamente ao tentaram devolver ao povo de fato o que a democracia diz lhes fornecer, apesar de passar longe da realidade, tiveram sua vida levada pelo sistema.
  • anônimo  04/01/2013 20:06
    O pessoal do Ocupy nem sabe direito o que querem. Tem um vídeo do Peter Schiff entrevistando um monte deles,e eles acabam concordando com tudo que ele Peter fala.
  • Arthur M M  04/01/2013 19:28
    E depois de tudo isso me questiono: "O que seria da sociedade sem o burguês, que deve abrir mão dos seus bens para o bem-estar social, se ele não existisse. Quem pagaria a conta, o proletário ?"
  • Triptofano  04/01/2013 21:33
    Off:

    Como seria a mídia num livre mercado para vocês ? Eu vejo que sabem e criticam muito essa questão da manipulação, mas e no livre mercado? A mídia não continuaria possuindo esse poder, já que mesmo sem limitações por orgãos estatais ( sabemos que hoje há um oligopólio no setor e a maioria de seus dirigentes têm relações com o governo) muitas pessoas continuariam sendo literalmente tangidas como ovelhas por grandes empresas de comunicação (e.g. Globo)? Imaginem o seguinte: se conseguíssemos eliminar o Estado, mas depois de certo tempo muitos canais de TV e estações de rádio começassem a fazer muita propaganda sobre criação de um governo.Logo muitas pessoas seriam favoráveis a isso,pois não acompanhariam outros canais,e portanto, não conheceriam opiniões e argumentos contrários à essa criação de um novo Estado, já que, como acontece hoje, rejeitam ou sequer conhecem fatos e opiniões diferentes dos mostrados em seus canais preferidos. Assim teríamos um novo Estado?

    Grato desde já.
  • Malthus  04/01/2013 21:52
    A mídia no livre mercado já existe: chama-se internet.

    Quanto à qualidade da mídia, toda a mídia, em todo e qualquer lugar, em qualquer época, sempre teve seus preferências políticas. Nunca existiu e nem nunca vai existir esse negócio de mídia isenta e imparcial. O máximo que pode ser feito é um veículo expor os erros e as falácias dos concorrentes para tomar seus leitores. É assim que tem de funcionar. Essa é a única maneira que pode funcionar.
  • anônimo  05/01/2013 11:23
    O defeito da internet é que se o governo quiser ele pode controlar
  • ANDRE LUIS  04/01/2013 23:13

    A questão da PI vista apenas pelo ângulo exposto, leva o leitor a concluir que ela atua frontalmente contra a liberdade, e que seria bom para todos se fosse abolida. Será que é mesmo assim?

    Quando a PI é vista dentro da realidade que vivemos hoje (Estados fortes e em franco crescimento), cabe questionar se a abolição da PI não serviria primeiro ao próprio crescimento do Estado. O poder e suas franjas estariam muito mais aptos a integrar um eventual intelectual crítico ao sistema, simplesmente porque lhe terão subtraído um meio até então legítimo de sobrevivência, que é a PI.

    Cumpre dizer que este projeto não é novo. Os comunistas eram entusiastas deste modelo. Uma das bases de seu projeto de poder era inibir a atividade intelectual fora do sistema.

    Uma pergunta: Qual a influência da PI na vida de um intelectual crítico ao sistema, como Mises por exemplo?




  • anônimo  05/01/2013 09:38
    'Cumpre dizer que este projeto não é novo. Os comunistas eram entusiastas deste modelo. Uma das bases de seu projeto de poder era inibir a atividade intelectual fora do sistema. '

    Qual é a fonte disso?
  • Carlos Marcelo  05/01/2013 02:33
    Gostaria que vcs respondessem a uma proposição de um colega de faculdade:

    "Quando falo da burrice, estou falando daquele Zé da Silva, que não tem nem o 1º grau completo, e trabalha carregando peixe no mercado público. Existem decisões que ele não pode tomar sozinho, pois não tem a mínima consciência para isso, e é aí que entra o Estado.(...) Mas, voltando ao Zé da Silva, a questão não precisa nem ser de grandes problemas estruturais, vamos ver as coisas simples:

    Por exemplo, coisas que ele não consegue entender sozinho:

    - Que ele tem que juntar dinheiro para, quando não conseguir mais trabalhar, ter como arcar com suas despesas;

    - Que colocar os filhos na escola, em geral, trás mais benefícios á família no longo prazo do que colocar eles junto para trabalhar carregando peixe.

    Agora, considere o peso de vários Zés na sociedade e verá que é importante a atuação do Estado no sentido de impedir que problemas advenham dessa falta de planejamento dos Zés da Silva."

    Obrigado.
  • anônimo  05/01/2013 06:58
    - Que ele tem que juntar dinheiro para, quando não conseguir mais trabalhar, ter como arcar com suas despesas;

    - Acredito que ele estava se referindo à previdência estatal. Avise seu colega que esse é o maior esquema ponzi da humanidade. Todos integrantes desse esquema vão ser caloteados, em maior ou menor escala. Isso inclusive já acontece, mas vai piorar. A previdência estatal está definitivamente condenada ao colapso.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=993

    - Ainda que a previdência estatal fosse de fato uma previdência (capitalizada), por que as pessoas precavidas, preocupadas com o futuro, que acumulam poupança a vida inteira, devem ser punidas (obrigadas) a fazer uma previdência só porque outros não o fazem por conta própria? Não deveria ser dada a opcão de participar ou não desse esquema? Ou seja, uma previdência estatal opcional.

    - Não vai ser "protegento" as pessoas debaixo das asas chocadeiras estatais que elas vão finalmente amadurecer e ter esse tipo de consciência. Somente quando o indivíduo sofrer as consequências de suas escolhas é que ele vai. Cada um é responsável por suas próprias escolhas, sejam elas boas ou ruins.

    - Essas pessoas que seu amigo citou, que não se preparam para a velhice, não fazem isso justamente por saberem que haverá um estado babá para cuidar delas (a custa de todos os demais, claro).

    - Os filhos podem, voluntariamente, cuidar dos pais na velhice. Há ainda a opção da caridade voluntária.

    - É o próprio estado que destrói o poder de compra da moeda e dificulta de sobremaneira a sobrevivência na velhice. Sem um BC, bastaria as pessoas guardarem dinheiro debaixo do colchão que mesmo assim essa poupança (entesouramento) teria ganho de poder de compra.
  • anônimo  05/01/2013 09:09
    O princípio aí é que se você mora perto de uma pessoa burra você tem que ser obrigado a dar teu dinheiro pra ele via estado.
    Essa idéia de caridade forçada não funcionou nunca nem jamais vai funcionar.Simplesmente porque ninguém é burro de trabalhar de graça e porque no fim das contas isso gera uma classe de parasitas.Tanto funças quanto parasitas do bolsa esmola.
  • Renato Souza  05/01/2013 15:20
    Carlos Marcelo


    Perceba que temos o seguinte problema: Ao citar um único problema específico, ou dois, quem ouve pensa assim "tanto faz, é uma perda muito pequena de liberdade, em prol de um bem maior". Ocorre que há centenas ou milhares de casos especiais, em que se pode alegar que há necessidade específica de proteção. Para um grupo político habilidoso, é fácil utilizar estes "casos especiais" para, pouco a pouco, corroer os direitos fundamentais das pessoas. A criação de direitos positivos sempre trabalha no sentido de destruir a liberdade e os direitos fundamentais. É o famos truque do "só mais uma vez".

    A mesma coisa acontece com impostos. A cada novo imposto criado, sempre se argumenta que "é uma pequena taxa, e só os insensíveis e maus se oporão a contribuir com um pouquinho de dinheiro para um bem tão importante como...", e você pode completar com o que quiser.
  • Andre Cavalcante  06/01/2013 16:33
    Avisa para esse seu amigo de faculdade a lembrar de como os animais (ditos irracionais) fazem com suas crias: em um determinado período da vida, a mãe águia chega ao ponto de enxotar os filhotes do ninho para que aprendam a voar. Por mais que doa, é uma coisa boa, porque ensina o filhote a cuidar de si, não depender de ninguém - e isso é a essência de estar no topo da cadeia alimentar - ser a águia.

    Da mesma forma, podemos ter até um tempo de perturbação, mas a liberdade ensina a responsabilidade. A essência humana está na consciência de si mesmo, na sua ação no mundo e nos resultados que obtém diante dessa ação, o que somente acontece em um ambiente que permita o seu desenvolvimento pleno de sua ação - e esse ambiente não é o estado. Se hoje o sujeito não se preocupa é justamente porque "sabe" que "alguém" vai cuidar dele, de um jeito ou de outro, caso contrário, ele saberia que tem de cuidar de si mesmo. Qual das formas parece ser mais da essência da humanidade?

    Por outro lado, a caridade (voluntária e privada, por definição) que agora é tolhida pelo assistencialismo do estado, alcançaria o seu real valor de equilibrar as relações e seria a melhor arma contra o orgulho e egoísmos humanos, propiciando melhorias no ambiente social e o desenvolvimento do ser humano de forma completa.

    Agora há um ponto ainda não falado: se o governo não desvalorizasse a moeda como o faz, o hábito antigo de guardar dinheiro no colchão (ou em qualquer lugar) já seria suficiente para cuidar do cidadão citado, pois o dinheiro valorizaria, em vez de depreciar o seu valor, como atualmente - coisa que somente acontece por causa do governo e sua necessidade infinita de financiamento.
  • Andre  06/01/2013 02:56
    idiota, como sempre.

    Enquanto esses libertarians ficam com suas filosofias abstratas e utópicas de sociedades anárquicas, o governo do PT tiram suas liberdades reais em troca de uma ou outra concessão no campo da moral, e todos aceitam de bom grado. Isso sem falar no governo mundial que se levanta, cujo crescimento é alavancado por vários libertarians que trabalham pela demolição das soberanias nacionais de seus Estados.

    Uma coisa é preciso ser entendida: Estado é uma coisa inata ao homem, nem que em sua forma mais primitiva, que é a família, passando pelo clã, pela tribo, até chegar à nação. Isso está no nosso DNA. Destruam um Estado e outro surgirá em seu lugar.

    O que muda é o quanto o Estado procura governar os seus súditos com justiça. E acontece que os Estados justos são os mais fáceis de demolir, pois são os únicos que se preocupam em proteger a liberdade de expressão de seus próprios inimigos, incluindo-se aí os libertarians anti-Estado e que serão um dos primeiros a serem enfileirados num paredão quando uma nova ordem tirana surgir do seu próprio trabalho de demolição da antiga ordem mais justa.
  • Randalf  07/01/2013 10:37
    Depende do que o senhor chama de 'Estado'. Se 'Estado' é um conjunto de pessoas de uma determinada região que se identificam, aí não existe nenhum problema com a existência de um 'Estado'. Mas se por 'Estado', o senhor considerar uma entidade coerciva então o senhor apoia a retirada das liberdades às pessoas, pois o 'Estado' que o site se refere é precisamente essa entidade que apenas usa coerção sobre os indivíduos.
  • Henrique  06/01/2013 10:58
    Pessoal, gostaria de deixar o link de uma reportagem da Folha de São Paulo a respeito de o governo venezuelano ameaçar prender empresários devido à escassez de produtos que está ocorrendo no país.

    www1.folha.uol.com.br/mundo/1210740-chavistas-fazem-demonstracao-de-unidade-maduro-promete-prender-especuladores.shtml

    Vergonha!
  • Rodrigo  07/01/2013 05:06
    Entendo bem isso. Como empresário as vezes me dá vontade de simplesmente baixar as portas e fechar para balanço. É realmente complicado. Já me sinto ganhando menos como dono de meu negócio do que ganharia como empregado. Pior que quando esse sentimento se generaliza (em uma verdadeira "Revolta de Atlas") os estados começam a tomar essa atitude contra os empresários.
  • Rodrigo  07/01/2013 04:55
    Boa Noite Pessoal.

    Há muito tempo leio colunas, textos e partes de livros de escritores que seguem a escola austríaca (e também a escola de Chicago), bem como os comentários que seguem a essas matérias. Utilizo para isso, principalmente, o site do Mises aqui do Brasil, mas também visito o Mises americano, vídeos no youtube e demais fontes que existem na net. Porém, hoje, na calada da noite, depois de terminar um trabalho que deverei apresentar amanhã resolvi fazer um comentário, e espero que peguem leve comigo (na verdade não peguem não, quero saber onde estão as falhas do meu pensamento).

    Primeiramente, gostaria de deixar claro que em 90% das vezes concordo com o que é dito, mas não consigo ver como esse pensamento poderia ser expandido e se enraizar na população. Lembre-se que a maior parte das pessoas enxerga o Estado como o provedor máximo de produtos e serviços - eu mesmo me pego pensando coisas do tipo: porque essa prefeitura não vem cobrir esses buracos aqui na minha rua, quando na verdade daria para fazer isso fazendo uma "vaquinha" entre os moradores de forma que não custaria mais de 10 reais para cada um.

    As pessoas já foram viciadas nessa mentalidade e isso só vai aumentar. Não sejamos inocentes: o estado controla 50% dos recursos produzidos pela sociedade, e utiliza toda essa riqueza expropriada a seu favor, através de suborno à população (bolsas e etc) e propagada, além de utilizar-se da força para obter o monopólio (seja ele de fato ou de direito) sob o fornecimento de uma série de serviços essenciais, como é o caso da educação (onde as pessoas são educadas desde cedo a idolatrar o estado). Eu sou formado em Direito (embora me interesse mais por economia como acabei descobrindo já no fim de minha graduação) na Universidade de São Paulo (São Francisco), e me sentia praticamente um ET naquele ambiente (devido ao meu pensamento liberal que infelizmente deve ser o único naquela instituição).

    Além do mais, o estado adota toda e qualquer forma de política monopolista (regulações, reservas de mercado, monopólios estatais, tributação excessiva, burocratização desnecessária) de forma a impedir que novos "players" ingressem no mercado, garantido assim um mercado fechado e reservado aos "escolhidos". Assim a população não se vê como empreendedora, não consegue enxergar a chance de se tornar próspera. Assim não os culpo do ressentimento que sentem dos mais ricos, embora esse ódio fosse melhor canalizado ao Estado, o real causador deste problema. Mas como eu já disse, o Estado usa de seu poder econômico e de fato para canalizar esse sentimento contra uma classe, podendo sempre que quiser jogar a massa de manobra votante contra eles em uma democracia ou então utilizar-se diretamente da força em uma ditadura.

    Eu enxergava os EUA como uma exceção única no mundo (ainda mais levando em conta que Hong Kong já é da China e logo Taiwan vai acabar sendo também) porque, embora a muito tempo o Estado já viesse fazendo o mesmo que o daqui faz (apenas em escala diferente), entendo que hoje já se passou da linha que os diferenciava. Os Democratas já são uma maioria significativa e eles são em sua esmagadora maioria completamente contrários á filosofia liberal (embora sei lá porque eles se chamem de liberais hahahaha). Acabaram de aumentar os impostos e eles querem mais (apoiados pela maioria da população).

    Infelizmente acho que já perdemos essa luta filosófica. E é fácil saber porque. A Escola Austríaca demanda responsabilidade, sobriedade, poupança, planejamento próprio; o keynesianismo excessos, gastança e que os poupadores sejam expropriados para que os demais sejam recompensados por seu comportamento pernicioso. Acredito que isso, no longo prazo (e não creio que estaremos todos mortos rs), vai levar a uma quebradeira geral (e aqui não me refiro apenas à economia, mas a moral, o direito, a sociedade como um todo). Mas até lá não vejo como podemos reverter o sombrio momento em que nós estamos.
  • anônimo  07/01/2013 11:04
    Não sei por que haveria uma falha no seu pensamento, pra mim ele é impecável.
    De fato o Brasil e a maior parte do mundo não tem jeito, então a única solução é os libertários irem embora para uma terra só deles. Como essa terra não existe a única solução é o seasteading, do nosso colega Patri Friedman.
  • Silvio  18/01/2013 17:56
    Desculpem minha ignorância, que já assumi em outras perguntas e continuo assumindo.

    Mas não consigo entender como certos serviços, como segurança nacional, policiamento, brigadas de incêndio, construção de ruas e viadutos dentro de cidades seriam feitos numa sociedade sem um Estado coersivo.

    Na verdade eu até consigo imaginar a formação de empresas para prestação de serviço de bombeiro, com uma central telefônica composta por sociedade civil entre as empresas para facilitar o acionamento das empresas corretas em casos de necessidade. Mas e a polícia? Quem impediria uma concorrência armada entre um grande conglomerado e alguns pequenos concorrentes?

    E quem construiria navios de guerra pra patrulhar fronteiras?

    Adicionando ainda ao questionamento, quem seria o órgão regulador de externalidades negativas? Por exemplo, a empresa A monta uma fábrica altamente poluente, prejudicando a qualidade do ar respirado por uma cidade próxima. Quem vai impedir a fábrica?

    Eu entendo que burocracia cria abertura para corrupção, mas não consigo imaginar uma sociedade completamente sem Estado. Eu entendo melhor uma estrutura de "Estado mínimo".
  • Gil  18/01/2013 19:02
    Parabéns Leandro. Parabéns IMB. Aqui reside a liberdade de pensamento, liberdade de imprensa. Se assim não fosse o UM FILOSOFO teria sido deletado. Às vezes, ler asneiras é bom, as pessoas apreendem com isto.
  • Gil  18/01/2013 19:26
    Minas Gerais inaugura penitenciária privada. Mais três estão em construção. MUITO BOM. Governador Beto Richa doa terreno em Curitiba para ser construido o Hospital Sirio Libanês. MUITO BOM. Será que o PSDB aderiu à Escola Austríaca?
  • anônimo  18/01/2013 19:40
    Isso aí que eu saiba é só o governo contratando umas empresas pra fazer o que ele devia fazer, e pagando com o dinheiro do contribuinte.Se fosse privada mesmo ninguém tinha que pagar via impostos.
  • joão  30/01/2013 18:15
    Como funcionaria essa justiça privada? Por exemplo se eu contratei o provedor de justiça privado A e o Joãozinho contratou o serviço B, no caso de e Joãozinho me acusar de alguma coisa, não posso simplesmente dizer que não reconheço a autoridade do serviço B? Baseado em que o serviço B poderia me coagir a pagar a restituir Joãozinho. Força pura e simples? E se eu contratar uma agência de segurança privada melhor e mais equipada que a de Joãozinho?

    Faz tempo que leio sobre justiça privada, mas nunca entendi como poderia de fato funcionar.
  • Carlos Garcia  14/01/2015 12:22
    Empresas distintas procurariam um terceiro arbitrador. Um juiz privado, de confiança de ambas as partes. Essa não é nenhuma idéia revolucionária, até hoje existem tribunais privados nos EUA. O incentivo para procurar um terceiro arbitrador, e não partir para a violência, é puramente financeiro, pois é uma alternativa mais barata.

    Dê uma procurada no youtube por um vídeo do David Friedman sobre justiça privada. Tem uma ersão legendária em Pt.
  • Ricardo  13/01/2015 19:51
    E justamente lendo isto hoje me deparo com este tipo de psicopata:

    www.sul21.com.br/jornal/quem-nao-exerce-a-funcao-social-da-propriedade-nao-tem-direito-de-buscar-garantia-para-seu-imovel-diz-advogado-do-forum-das-ocupacoes-urbanas/


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.