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Esfriando os temores a respeito das ‘mudanças climáticas’

Esqueça a fanfarronice ocorrida em Doha no início de dezembro.  As discussões teológicas no Qatar sobre os segredos dos tratados climáticos são irrelevantes.  De longe, o mais importante debate sobre mudanças climáticas está ocorrendo entre os cientistas, e versa sobre a questão da sensibilidade climática: qual será o aquecimento realmente gerado caso a quantidade de dióxido de carbono na atmosfera seja duplicada?  

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC — Intergovernamental Panel on Climate Change) irá pronunciar sua resposta a esta questão em seu Quinto Relatório de Estimativas no ano que vem.

O público geral não está a par deste debate dentro do IPCC, mas eu tenho conversado bastante com alguém que entende do assunto: Nic Lewis.  Um semi-aposentado financista bem-sucedido de Bath, Inglaterra, com uma robusta formação em matemática e física, o senhor Lewis fez contribuições significativas para o debate das mudanças climáticas.

Primeiro, ele colaborou com outros para expor enormes e essenciais erros estatísticos em um estudo de 2009 sobre as temperaturas na Antártica.  Em 2011, ele descobriu que o IPCC havia, por meio de uma injustificada manipulação estatística, alterado os resultados de um extremamente importante artigo de 2006 escrito por Piers Forster, da Reading University, e Jonathan Gregory, do Met Office (o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido).  O artigo havia demonstrado que o risco de a sensibilidade climática ser alta era muito baixo.  O IPCC alterou as estatísticas com o intuito de elevar sobremaneira esse risco.  O senhor Lewis também descobriu que o IPCC havia relatado de maneira imprópria os resultados de outro estudo, o que levou o próprio IPCC a emitir uma errata em 2011.

Nic Lewis me disse que as mais recentes observações empíricas para o efeito dos aerossóis (tais como partículas sulfurosas da fumaça do carvão) mostram que eles possuem um efeito refrigerante muito menor do que o imaginado quando o último relatório do IPCC foi escrito.  Outra: a taxa a qual o oceano está absorvendo o aquecimento induzido por gases do efeito estufa também é hoje reconhecida como sendo bastante modesta.  Em outras palavras, as duas desculpas utilizadas para explicar o lento e suave aquecimento que o mundo vivenciou no século XX — o qual já terminou, dado que as temperaturas globais hoje são as mesmas de 16 anos atrás — não mais são válidas.

Em suma: agora já é possível estimar, por meio de observações empíricas, o quão sensível a temperatura é ao dióxido de carbono.  Não é mais necessário ter de confiar excessivamente em modelos não comprovados.  Comparar a tendência da temperatura global ao longo dos últimos 100-150 anos com a mudança no "forçamento radiativo" (o poder aquecedor ou refrigerador) do dióxido de carbono, dos aerossóis e de outras fontes, e disso descontar a absorção de calor feita pelos oceanos, permite uma boa estimativa da sensibilidade climática.

A conclusão — pegando-se as melhores observações empíricas das mudanças ocorridas na temperatura global média entre 1871-80 e 2002-11, e das correspondentes mudanças no forçamento radiativo e na absorção de calor dos oceanos — é esta: se a quantidade de CO2 for duplicada, isso levará a um aquecimento de 1,6º-1,7ºC.

Este valor é bem menor do que a melhor estimativa atual do IPCC, de 3ºC.

O senhor Lewis foi um revisor do recentemente vazado rascunho do Relatório Científico WG1 do IPCC.  O IPCC o proibiu de fazer citações do relatório, mas ele está a par de todas as melhores estimativas e de todos os graus de incerteza contidos no rascunho do relatório.  E o que ele me relatou é pura dinamite.

Dado tudo o que hoje já sabemos, simplesmente não há nenhuma chance de que o tão temido aumento nas temperaturas médias irá ocorrer.  Segundo o senhor Lewis: "Levando-se em conta o cenário hipotético em que o IPCC supõe uma duplicação do CO2, mais um aumento de 30% nos outros gases do efeito estufa até 2100, o mais provável é que vivenciemos um aumento das temperaturas médias de não mais do que 1ºC".

Uma mudança cumulativa de menos de 2ºC até o final deste século não fará nenhum mal ao ecossistema.  Ao contrário: o resultado líquido será positivo — e isso os próprios cientistas do IPCC já disseram abertamente no último relatório da instituição.  As chuvas irão aumentar ligeiramente, os períodos propícios ao cultivo agrícola serão alongados, as calotas glaciais da Groelândia irão derreter apenas muito lentamente, e por aí vai.

Algumas das melhores pesquisas empíricas recentes também mostram que a sensibilidade climática é de 1,6ºC para uma duplicação do CO2.  Um impressionante estudo publicado este ano (2012) por Magne Aldrin e colegas do Centro Computacional da Noruega afirma que a estimativa mais provável é de 1,6ºC.  Michael Ring e Michael Schlesinger da Universidade de Illinois, utilizando o mais confiável histórico de temperaturas, também estimam 1,6ºC.

A grande pergunta é: será que os principais autores do relevante capítulo do vindouro relatório científico do IPCC reconhecerão que as melhores evidências empíricas não mais dão suporte à atual afirmação do IPCC de que o intervalo "mais provável" para a sensibilidade climática é de 2º—4,5ºC?  Infelizmente, isso parece improvável — especialmente quando se leva em conta o histórico desta organização de substituir políticas baseadas em evidências por criação de evidências baseadas em politicagem, bem como a relutância de cientistas acadêmicos em aceitar que tudo aquilo que eles vinham dizendo há anos está errado.

***

Outra pergunta bastante comum: Como pode haver tanta discordância em relação à questão da sensibilidade climática se as propriedades de efeito estufa do CO2 já estão bem estabelecidas?  O problema é que a maioria das pessoas supõe que a teoria do aquecimento global é construída inteiramente sobre o dióxido de carbono.  Mas não é.

Há pouca controvérsia entre os cientistas a respeito da quantidade de aquecimento que o CO2 sozinho pode produzir, tudo o mais constante: de aproximadamente 1,1º—1,2ºC para uma duplicação da quantidade de CO2 vigente antes da industrialização.  O aquecimento gerado pelo CO2 se torna realmente perigoso dependendo da maneira como o fenômeno ocorre: mais especificamente, por meio da amplificação de retroalimentações positivas — principalmente vapor d'água e das nuvens que este vapor produz.

Funciona assim: um pequeno aquecimento (qualquer que seja a causa) esquenta os oceanos, o que aumenta a evaporação e torna o ar mais úmido — e o vapor d'água é em si um gás gerador do efeito estufa.  As alterações nas nuvens (geradas pela simulação destes modelos) geralmente aumentam ainda mais o aquecimento, de modo que ele pode ser duplicado, triplicado ou até mais.

É exatamente esta suposição que está no cerne de todos os modelos utilizados pelo IPCC.  Mas o problema é que nem mesmo o mais ardoroso cientista climático afirmaria que esta triplicação é um fato estabelecido.  Para começar, o vapor d'água pode nem estar aumentando.  Um recente estudo da Colorado State University concluiu que "não podemos nem provar nem negar que haja uma robusta tendência nos dados sobre o vapor d'água em todo o globo".  Depois, como um físico ganhador do Prêmio Nobel (e com um papel destacado no combate às mudanças climáticas) recentemente admitiu para mim: "Nem sequer sabemos o sinal" do efeito do vapor d'água — em outras palavras, os cientistas não sabem se o vapor d'água acelera ou retarda o aquecimento da atmosfera.

Modelos climáticos são conhecidos por fazer uma simulação bastante falha das nuvens, e dado que as nuvens possuem efeitos muito fortes sobre o sistema climático — alguns tipos de nuvem resfriam a Terra, seja porque a protegem do sol ou porque transportam o calor para cima e o frio para baixo em tempestades; e outros tipos aquecem a Terra ao bloquearem a saída da radiação —, continua sendo algo altamente plausível que não haja nenhum efeito líquido de retroalimentação positiva do vapor d'água.

Se este de fato for o caso, então até hoje vivenciamos um aquecimento de 0,6ºC; e nossos dados empíricos estariam apontando para um aquecimento de 1,2ºC até o fim do século. 

Ano que vem, os cientistas do IPCC terão de decidir se irão admitir — contrariamente do que indicam seus modelos computacionais complexos e inverificáveis — que a evidência empírica agora aponta para uma insignificante alteração climática sem nenhum dano líquido efetivo. 

Em nome de todas as pessoas pobres cujas vidas estão sendo arruinadas pelos altos preços dos alimentos e dos combustíveis — provocados pelo fato de o milho estar sendo maciçamente usado na produção de biocombustível, pelo fato de a agropecuária estar sendo tolhida em várias partes do mundo (o que reduz a oferta de alimentos), e também pelos amplos subsídios à energia renovável concedidos por burocratas a seus empresários e empresas favoritos —, podemos apenas torcer para que os cientistas tenham esta honestidade intelectual.



autor

Matt Ridley
escreve a coluna Mind and Matter no The Wall Street Journal e vem escrevendo sobre questões climáticas para várias publicações há 25 anos.


  • Marcus Lins  31/12/2012 12:05
    Aqui temos um bom apanhado de argumentos para não se deixar cair na balela aquecimentista: www.fakeclimate.com/OManualdosCeticos.pdf

    No mais, nosso planeta já esteve muito mais quente que agora e esse efeito multiuplicador dos oceanos teria elevado nossa temperatura a níveis venusianos, se assim ocorresse.

    Amplexos!
  • Dalton C. Rocha  31/12/2012 14:32
    Ecologia é eugenia pintada de verde. Não existem questões ambientais. Existem questões raciais.
  • Tiago Bezerra  31/12/2012 15:18
    Para quem ainda acredita racionalmente nesse mito, eis um documentário britânico sobre o assunto, dirigido por Martin Durkin. Está dividido em 9 vídeos.


    www.youtube.com/watch?v=L18k0Y5MMok
    www.youtube.com/watch?v=r68nSt2fMPY
    www.youtube.com/watch?v=KNtvuA-D_O8
    www.youtube.com/watch?v=7QojxAG_rd8
    www.youtube.com/watch?v=0mZSKRDDBFE
    www.youtube.com/watch?v=atYTQ3soxZo
    www.youtube.com/watch?v=KI6_1ndsTFg
    www.youtube.com/watch?v=OBd8_cgLYek
  • anônimo  05/01/2013 18:31
    Eu tenho lidos argumentos dos ambientalistas, eles sempre margeiam o assunto ou partem logo para o argumentum ad hominem, mas até agora não vi nenhum que fosse ao centro da questão. O fato de ser o sol, e não o co2, a principal variável do clima é algo aparentemente óbvio, mas os aquecimentistas antropogênicos negam isso.

    Aqui Piers Corbyn ganhou dinheiro em apostas sobre o clima, usando o sol como base para as suas previsões. Ele pertenceu ao partido trabalhista inglês e o irmão dele é deputado pelo partido. Pelo menos a esquerda honesta (são raros, mas existem) sabe que o AGA não existe.
  • Marcus Benites  31/12/2012 15:53
    Compartilhei no facebook com o seguinte texto (embora a massa esteja tão doutrinada e, por consequência, ignorante, que qualquer outro post com "vamos reciclar o papel" terá o quíntuplo de "curtidas"): "Geralmente cabe a quem acusa provar as coisas (quem diz que há aquecimento global deve provar isso, não o contrário)... Mesmo assim, talvez em face de tanta bobagem terrorista vinda dos melancias (verdes/ecologistas por fora, vermelhos/comunistas por dentro) para atacar o capitalismo (através da crítica à produção de energia), houve uma inversão. Teve que o "acusado" provar ser inocente, não o contrário. Há anos já percebemos a falácia dos pseudo-cientistas, quando a expressão "aquecimento global" deu lugar a "mudanças climáticas", uma vez que o planeta "em aquecimento" estava, na verdade, resfriando (e no balaio das "mudanças" cabe qualquer coisa). Como para essa gente o que vale é propagar a ideologia esquerdista/marxista ("um dia vai dar certo, nem que tenham que morrer outros 100 milhões de pessoas"), o terrorismo, provavelmente, vai continuar sem escrúpulos, mesmo que a verdade provada seja outra. Resta-nos ver qual vai ser o papel da mídia e da escola no novo cenário óbvio: se vão continuar alienando a todos e entulhando a cabeça das crianças com besteiras falsas e não científicas, ou se vão, realmente, assumir o papel social a que se propõem. A conferir, embora sem muita esperança."
  • Vinicius Costa  31/12/2012 20:39
    Na minha visão, o maior problema que o livre mercado poderia passar eram nas questões ambientais. Se comprovado que nossos hábitos iriam afetar o planeta, imagino que algumas ações preventivas teriam que ser tomadas, limitando o desenvolvimento natural.
    Hoje, felizmente essa realidade esta mudando. Esse ano fiz um curso pre-vestibular e todos professores já afirmavam que esses dados eram no mínimo exagerados. As próprias universidades, nos seus vestibulares, estão deixando de fora perguntas sobre esse assunto por conta desse outro lado.
    Acredito que com o tempo essas falácias irão desaparecer.
  • Ferdinand araujo  31/12/2012 22:22
    Camarada Vinícius a questão ambiental não é um problema para as questões ambientais
    como pode ser visto nestes seguintes artigos.

    www.mises.org.br/Search.aspx?text=aquecimento%20global
  • Renato Souza  01/01/2013 01:34
    Noto que mesmo a revisão feita agora é tímida. Na verdade, está comprovado que os métodos de correção dos dados brutos elevam, mais do que diminuem, e de forma significativa, as medidas de temperatura. Isso é uma prova de que estes métodos estão inadequados, pois teriam de ser neutros. Ao se pegar os dados brutos (ou corrigidos por métodos que não gerem distorção) observa-se que o aumento de temperatura foi bem menor que o que tem sido apresentado. Existem artigos sobre isso na rede, pesquisem e verão que estou dizendo a verdade.

    Bom, se a temperatura subiu menos do que o que tem sido considerado, então a sensibilidade climática é menor ainda do que a apresentada neste artigo, provavelmente negativa.

    Um outro aspecto para o qual devo chamar a atenção é que houveram grandes variações de temperatura nos dois últimos milênios (e antes possivelmente foi a mesma coisa, embora menos documentado). Houveram vários "ótimos climáticos" (como os historiadores chamam os períodos quentes, reconhecidos como épocas de maior riqueza e bem estar) e várias mini-glaciações (reconhecidamente periodos de maior pobreza, conculsões sociais e guerras). Certamente estas variações tiveram causas naturais, as quais deveriam serem pesquisadas, para que possamos nos preparar para futuras variações. Entretanto, a falsa teoria do AGA tem prejudicado a verdadeira pesquisa científica sobre o assunto.

    Muitos pesquisadores mais jovens tem medo de seguir os fatos, e terem suas carreiras prejudicadas. Vários pesquisadores no auge ou fim da carreira, ou aposentados, se sentem livres para falar e escrever o que realmente pensam, pois sabem que já não podem ser tão prejudicados assim. E uns poucos jovens, apadrinhados por céticos com reputação científica já bem estabelicida, sentem-se livres para dizer a verdade. Mas aqueles jovens que tem como seus orientadores os vendilhões da ciência, de forma alguma poderão ser sinceros ao perceberem os erros do AGA, porque seria o fim de suas carreiras. Talvez algumas mentes brilhantes se desiludirão com tanta hipocrisia, e preferião mudar de carreira. Outros, sentindo-se obrigados a viver na mentira, definharão moral e cientificamente. AGA é lisenkismo, a subordinação da ciência à ideologia e ao achaque por parte das ONGs e engenheiros sociais.
  • Rhyan  01/01/2013 04:05
    Ih, voltaram a postar textos pseudocientíficos aqui? Isso só queima o filme do Libertarianismo e da EA.
  • Ricardo  01/01/2013 13:02
    Excelente refutação, Rhyan. Bastante equilibrada e sensata, cheia de dados e de argumentos científicos. Essa sua participação aqui sem dúvida nenhuma elevou a qualidade do seu filme perante todos. Você é imbatível em suas argumentações.

    P.S.: dica básica: ao menos leia o texto antes de criticar, pois o mesmo só faz citar fontes científicas. Cita até mesmo cientistas do venerado IPCC. Faça isso para evitar futuros papelões.
  • Jonathan Madurkas  01/01/2013 13:14
    Já morei em vários países de culturas bastante distintas entre si e posso garantir que esse é um comportamento bem peculiar ao brasileiro. Ou o sujeito palpita sem ler (pois ler é uma atividade intelectualmente trabalhosa) ou ele critica simplesmente por não ter gostado do tom, sem jamais oferece contra-argumentos nenhum. (Façam uma pesquisa e verão que é por causa dessa ignorância que só elegemos políticos de péssimo caráter)

    No caso acima, achei curioso o indivíduo dizer que um artigo que só faz citar a opinião de cientistas é um artigo "pseudocientífico".
  • Rhyan  02/01/2013 04:44
    Eu não sou da área das ciências naturais. Mas se o AGA é um mito ou tem falhas, favor me mostrar artigos em revistas por pares com credibilidade, tipo Nature ou Science. Essas opiniões conspiracionistas e anti-científicas tem tanto peso quanto o criacionismo ou a homeopatia.

    Se vocês acham que é melhor postar essas coisas ao invés de assuntos sobre ambientalismo de livre mercado, só me resta lamentar... só estão seguindo os neocons sobre esse tema.
  • Leandro  02/01/2013 10:12
    Rhyan, terei de repetir os comentários dos leitores acima, dos quais você se esquivou completamente: o que há de anticientífico e de conspiracionismo em um artigo que só faz citar cientistas mainstream e que não faz absolutamente qualquer tipo de alusão a conspirações?

    Aliás, o que você tem a dizer sobre o abaixo-assinado de mais 30 mil cientistas que dizem que o "aquecimento global" é uma alegação sem nenhuma comprovação (Não deixe de clicar também em Summary of Peer-Reviewed Research)? Por que estes cientistas não valem nada? Por que só são genuínos cientistas aqueles que afirmam uma coisa? Por que não são cientistas aqueles que afirmam outra coisa?

    O que dizer também sobre o cientista ganhador do Prêmio Nobel (e aquecimentista declarado) que declarou que eles (os cientistas) ainda nem sabem qual o sinal do vapor d'água?

    Vou repetir aqui aquilo que já disse em outra ocasião: venere e idolatre a ciência o quanto quiser (acho bastante justo), mas jamais faça o mesmo em relação aos cientistas. Jamais caia no erro fatal de confundir ciência com cientistas. Cientistas são seres humanos como todos nós. Eles não são imunes a pressões políticas, a subsídios estatais e a chantagens. Eles não são pessoas idealistas e desapegadas que só pensam na verdade acima de tudo.

    Ademais, quer paralelo melhor do que com a economia? A economia é uma ciência irrefutável, mas de modo algum podemos dizer que os economistas são seres que não erram. Aliás, se há uma "raça" impiedosamente criticada aqui são justamente os economistas. São criticados até mais do que políticos, pois são eles, os economistas, que chancelam todas as lambanças feitas por políticos.

    Venerar economistas e considerá-los seres acima do bem e do mal, idealistas imunes a tudo, seria uma tragédia sem precedentes na história da humanidade. Por que deveríamos agir diferente com relação aos cientistas? Por que acreditar só em uns -- os bem-financiados que estão lá falando o que o estado deve fazer para impedir a elevação das marés (algo tão arrogante quanto cômico) -- e marginalizar todos os outros?

    É uma postura perigosa e ingênua.

    Abraços!

    P.S.: o termo "aquecimento global antropogênico" já saiu de moda há pelo menos uns quatro anos. Agora o termo em voga é "mudanças climáticas" -- muito certamente porque os iluminados não sabem nem o sinal do vapor d'água.
  • TL  02/01/2013 10:32
    Para os leitores interessados no assunto, recomendo essa entrevista com o Professor Luiz Carlos Molion (físico e metereologista).

  • Rhyan  02/01/2013 17:45
    Leandro, tem que ver a importância científica desses cientistas. Se não me engano há listas contra a teoria da evolução também.

    Tenho a impressão que lá nos EUA tem negacionistas mais sérios, porque aqui é um tristeza. Tem aquele Molion e o Felício, que já foram completamente debulhados, são ridicularizados no meio científico.

    Sobre as falácias mais comuns dos negacionistas, eu já vi várias aqui no IMB. Depois o site começou a postar artigos mais "capitalismo verde", achei que tinha superado isso.

    Bom, ciências naturais são baseadas em evidências, cadê os estudos dos negacionistas? Fazer uma lista de assinatura é uma coisa. Agora só resta criticar o peer-review ou apelar para teorias conspiratórias. Isso são indícios de pseudociência.

    Mudanças climáticas é um termo usado como sinônimo do AG, não que seja ignorância sobre o fenômeno.

    Mas eu sou otimista e fico feliz por não ter textos dizendo que o 11\09 foi causado pelo governo, ou que vacinas são coisas do mal, isso é a pior coisa no movimento libertário.

    Abraço!
  • Leandro  02/01/2013 17:57
    "ciências naturais são baseadas em evidências, cadê os estudos dos negacionistas?"

    Assim não dá, né, Rhyan? Eu fui explícito em minha última postagem. Vou repetir: "Não deixe de clicar também em Summary of Peer-Reviewed Research". Ali estão todos os trabalhos com revisão com peer review.

    Eu já me estresso aqui com keynesianos e marxistas que diariamente, de maneira religiosa, vêm aqui bater ponto regurgitando as mesmas perguntas e recitando os mesmos chavões de sempre. Não faça isso comigo criando um terceiro flanco. Eu imploro.

    Abraços!
  • anônimo  02/01/2013 18:08
    "ciências naturais são baseadas em evidências, cadê os estudos dos negacionistas?"

    Engraçado que quando um teísta fala que acredita em Deus porque não existem provas de que Deus não existe, a primeira coisa que ouve de um ateuzinho é o grito: INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA! NINGUÉM TEM QUE PROVAR UMA NEGAÇÃO! Se fosse assim o lógico seria acreditar que papai noel existe, já que os negacionistas de papai noel NÃO provaram que ele não existe!
  • Rhyan  02/01/2013 20:32
    O ônus da prova é mais complexo do que isso. A questão aqui é que há várias evidências científicas do AG, então o ônus prova recai agora sobre os negacionistas.

    TL, esse site mesmo! Tem um pdf em português mesmo que me convenceu sobre esse tema, porque estava muito indeciso com o excesso de histeria dos dois lados.


  • Cleiton  02/01/2013 18:23
    Foram desmentidos por quem? Quando? Já que você faz tanta questão de fontes, poste os autores que "debulharam" eles.

    Engraçado que você cita um monte de fontes mas não colocou nenhuma que sustente o seu ponto de vista.
  • TL  02/01/2013 19:52
    Prezado Cleiton.

    Dado o argumento do Rhyan, eu busquei fontes de informação que corroboram o aquecimento global antropogênico.

    Se você souber ler em inglês, esse site tem artigos que corroboram a opinião do Rhyan.
  • Kondde  04/01/2013 13:36
    Caro Ridhler,

    Quais são os cientistas que estão debulhando os professores Molion e o Felicio?

    E mais importante: Qual é o debulhamento?

    Se o Felicio apareceu no Jô debulhando os aquecimentistas, qual seria então a Ultima Ratio aquecimentista?

    Eu vi muito mais silêncio do lado debulhante do que do lado "debulhado"

    Por que ningém apareceu no Jô para uma re-debulhada no Felicio?

    Tomishio?

    Pirulla?

    Aí, bons nomes para debulhar e serem debulhados.

    Mas mesmo para quem é ecologista de carteirinha, aquele mesmo que é preocupado com a poluição mundial... Por que jogar a culpa no CO2? Por que não dar porrada no enxofre que forma o ácido sulfidrico por exemplo?

    Por que logo o CO2? Não é estranho? Vários outros poluentes mesmo de fato (o CO2 não é um) e temos que ouvir apenas sobre CO2?



    Att
  • Tiago RC  02/01/2013 11:52
    Essas opiniões conspiracionistas e anti-científicas tem tanto peso quanto o criacionismo ou a homeopatia.

    Não força a barra, Rhyan.
    Há muitas dúvidas quanto ao tal aquecimento global antropogênico. E muito alarde ridículo também.
    Tenha em mente o que o Leandro já disse sobre pessoas serem corruptíveis. A ONU, via esse IPCC, é a maior financiadora de pesquisas suportando a idéia do AGA. A ONU é a mesma instituição-chapéu sob a qual se encontra a OMS - aquele órgão que fez um escândalo enorme com a história da gripe suína, lembra-se? Epidemia de nível 6, alerta vermelho!! O governo francês na ocasião comprou mais vacinas do que tem súditos - claro, visando unicamente o bem geral das pessoas, não dos produtores dessas vacinas.

    O fato é que os burocratas da ONU se masturbam pensando num governo mundial. E mesmo os que não sonham com isso, ainda assim querem poder justificar sua existência. E nada melhor como desculpa pra existência da ONU - ou de um eventual governo mundial - do que supostas externalidades em nível global que nenhum estado pode tratar sozinho dentro de suas fronteiras. Epidemias seriam um exemplo. O AGA é o outro, melhor ainda, pois é muito mais difícil desmenti-lo.

    Enfim, o fato da ONU ter interesses particulares em promover a idéia do AGA não significa por si só que ele seja falso. Mas no mínimo deveríamos desconfiar um bocado, não acha?
  • TL  01/01/2013 13:19
    Olá Rhyan.

    Você poderia ser mais específico sobre os motivos desse artigo ser pseudocientífico?

    Acredito que você dispõe de informações importantes.

    Agradeço sua atenção.
  • anônimo  01/01/2013 15:46
    Os criticas do Rhyan continuam as mesmas, mas o numero de replies! :)
  • anônimo  02/01/2013 10:19
    pseudocientífico = discorda de revistas científicas

    Então, na prática chegamos na coisa mais conveniente do mundo, ciência 'de verdade' só é ciência se depender de 'autoridades'
  • Andre Canine  02/01/2013 13:03
    Rhyan, vc pode me indicar artigos de revistas econômicas de grande circulação elogiando e comprovando a superioridade da escola austríaca de economia?
    Preciso de provas desse tipo.
  • Rhyan  02/01/2013 17:51
    Andre, não queira comparar ciências naturais com ciências sociais. A primeira usa método científico, a segunda praxeológico.

    O que está fora no mainstream na ciências naturais é lixo, nas ciências sociais é o oposto.

    Como dizia Sagan, a ciência trabalha com aceitação de novas ideias e boa dose de ceticismo. Parece contraditório, mas é assim que separa o que é útil e o que não é. Por tanto basta os negacionistas gerarem evidências contrárias ao AG, e refutarem as evidências já encontradas sobre o AG.

    É tudo uma questão de empiria.
  • Participante  02/01/2013 21:19
    Rhyan, as temperaturas sempre foram instáveis no planeta, mesmo antes da revolução industrial, ou da existencia do homem. Apesar de ser um fenomeno natural não acredito que exista uma forma científica como a mecânica newtoniana de resolver isso porque os dados climáticos sempre são únicos, não existe clareza na causa e efeito.

    Agora o que me surpreende é o fato de você ter uma resistência a idéia de que pesquisas são controladas. De que existe manipulação da economia por meio de leis ambientais, ONGs, etc. É claro que existe manipulação, só um cego que não enxerga isso.

    Além disso você que é tão fã de cientistas, não faz sentido também acreditar na versão do governo americano quanto ao 11 de setembro uma vez que vários engenheiros e arquitetos fizeram um apanhado de assinaturas e estudos a respeito. Você pode investigar melhor nesse site:
    www.ae911truth.org/
  • Participante  02/01/2013 21:34
    E quando você diz:
    "Mas se o AGA é um mito ou tem falhas, favor me mostrar artigos em revistas por pares com credibilidade, tipo Nature ou Science."

    É a mesma coisa que dizer:
    "Mas se a poupança da caixa tem falhas, favor me mostrar artistas por pares de credibilidade, tipo a Regina Casé ou Camila Pitanga"

    Isso sim é cientificismo hein.
  • Marcus Benites  02/01/2013 23:31
    Deixa ver se entendi: os "aquecimentistas" lançam uma teoria, não a provam (por favor, apresente as tais "evidências" que citou), e cabe aos "negacionistas" o ônus da prova? Se você diz que João matou José, é você quem deve provar isso. Mas você sugere que é obrigação de João provar ser inocente. Isso não faz qualquer sentido. A menos que você mostre as tais "evidências" (não só de que há aquecimento, como também de que ele esteja diretamente relacionado à ação humana). Estamos todos aguardando.
  • Renato Souza  04/01/2013 10:58
    Rhyan

    Vamos dizer que o AGA seja uma teoria verdadeira (não acredito, mas vamos supor isso apenas para fins de argumentação). Neste caso, seus principais detratores são seus próprios defensores. Uma enorme quantidade de falácias, dados mal tratados, argumentos lógicamente errados, ameaças a divergentes, uso de métodos não éticos e até criminosos, abuso da máquina do estado, levam qualquer um que esteja de fora a entender que há algo de muito podre nessa história. De cada dez argumentos que ouço ou leio em favor dessa teoria, 9 são falácias, exageros, histerismo, ignorância em estado bruto. E tome histórias falsas sobre ursos polares morrendo, a farsa da Groenlândia ter derretido, mentiras sobre aumento do nível do mar, mentiras sobre o clima no passado, modelos sempre demonstrados errados, mas que "agora estão corrigidos", etc.

    Ocorre que é justamente essa imensa massa de defesas falsas que convence a maioria do público. Imagine que todo argumento falacioso em favor do AGA fosse repentinamente desacreditado e toda mentira histérica dos aquecimentistas fosse desmascarada totalmente, diante de todos. O que aconteceria? A defese dessa teoria, reduzido ao seu real tamanho, pareceria tênue. O mundo se tornaria cético.

    É difícil acreditar numa teoria científica que mantém sua aceitação entre o grande público com base na histeria e nas mentiras. Ainda mais, quando muitos de seus prórprios defensores dizem abertamente que usam a mentira, o exagero e a histeria para causar impacto sobre o público.
  • Andre Canine  09/01/2013 12:36
    Rhyan, olha a falácia que vc está utilizando: pt.wikipedia.org/wiki/Argumentum_ad_verecundiam

    Vc tb comete outro erro, confundir "método científico" com "cientistas".

    E vamos por um momento admitir que o planeta se aqueceu devido a ação do CO2 emitido pelo homem. Isso é ruim porquê?
  • Gustavo  01/01/2013 10:59
    Outro fator que me surpreende por nunca mencionarem é a idéia do "tudo mais constante". Mesmo se o aquecimento global se desse no ritmo apocaliptico que pregam tantas pessoas, nada ficaria constante - já não está.

    Várias empresas já trabalham com a redução/eliminação do carbon footprint (temos uma tradução pro termo em português?), pessoas também evitam poluir cada vez mais - e não é um fenômeno recente, mas que evolui desde as décadas de cinqüenta/sessenta de forma constante.

    Sem mencionar o fato de que é tudo muito nebuloso nos estudos climáticos - não se tem certeza de absolutamente nenhum fato. Talvez seja essa a razão do alarmismo, na verdade: na falta de uma certeza, avalia-se a pior possibilidade e se trabalha sobre como revertê-la - quando um trabalho verdadeiramente sério buscaria dados mais concretos que as pesquisas preliminares divulgadas dia-a-dia.
  • Salomão Domingos  02/01/2013 13:34
    Infelizmente, não concordo com matérias que ainda teimam em tentar usar termos como "gases de efeito estufa". Primeiramente isso já está mais do que provado que não existe. Enquanto tentarem discutir esse assunto nos termos do IPCC, este sempre encontrará um meio para que o catastrofismo constinue em pauta. o CO2 é irrisório na atmosfera, assim como o metano. Os CFCs nunca fizeram nada contra a camada de Ozônio que na realidade possui caráter transitório. Penso que tal matéria atrapalha mais do que ajuda. Neste tipo de asunto não se pode incorrer no erro da subverção. Sou intransigente neste aspecto. Como conselho peço que também o sejam. Esta gente ecofascista não merece espaço algum.
  • Rhyan  02/01/2013 20:37
    PDF : www.skepticalscience.com/docs/Guide_Skepticism_Portuguese.pdf

    Leandro, já vou ler seu link, depois respondo.
  • Leandro  02/01/2013 21:14
    Esse .pdf aquecimentista tem muito palavreado bonito e linguajar técnico. Mas algumas questões extremamente simples, porém fundamentais, ele não abordou:

    1) Se há aquecimento global, e se ele é causado pelo homem, então como é que as temperaturas médias na terra foram maiores na antiguidade? Além do famoso exemplo do dilúvio que gerou o atual formato dos continentes, há também o caso da Groelândia, que era totalmente verde (daí seu nome original, Greenland) e hoje está congelada?

    2) As emissões de dióxido de carbono aumentaram constantemente durante todo o século XX. Pense na industrialização do Ocidente, do Japão, do Sudeste Asiático e, principalmente, da China e da Índia. Não obstante, e ao contrário da lógica aquecimentista, as temperaturas globais de modo algum aumentaram continuamente. Elas flutuaram de modo disperso. Nada sobre isso.

    3) Uma inspeção das 1221 estações nos EUA, feita pelo meteorologista Anthony Watts e seus colegas, está hoje mais de 80% completa. A magnitude do suposto aquecimento global durante os últimos 150 anos é de aproximadamente 0,7 °C. Porém, o problema é que somente 9% das estações meteorológicas nos EUA podem apresentar erros de temperatura menores do que 1 °C. Mais de dois terços dos sensores de temperatura utilizados para se estimar o aquecimento global estão localizados próximos a fontes artificiais de calor, como respiradouros de ar condicionado, concreto de asfalto e edifícios. Essas fontes provavelmente introduzem erros artificiais maiores do que 2 °C nos históricos de temperatura. Nenhuma palavra a respeito.

    4) Por que na década de 1970 era consenso científico que haveria um nova era glacial? Ninguém foi punido por uma previsão tão errada? Nem a credibilidade foi manchada? Parece até o estado.

    5) Nada sobre a Oscilação Decadal do Pacífico.

    6) Nada sobre as manchas na superfície do sol que mudam periodicamente e que têm muito mais poder de afetar o clima do que CO2.
  • Rhyan  04/01/2013 06:26
    1) www.skepticalscience.com/climate-change-little-ice-age-medieval-warm-period.htm

    2) www.skepticalscience.com/exponential-increase-CO2-warming.htm

    3) Felício disse isso e foi refutando por um biólogo, não lembro onde.

    4) www.skepticalscience.com/ice-age-predictions-in-1970s.htm

    5) www.skepticalscience.com/Pacific-Decadal-Oscillation.htm

    6) www.skepticalscience.com/solar-activity-sunspots-global-warming.htm

    Pô, pesquisem antes de fazer esses questionamentos, como se fossem novidades essas perguntas.
  • Leandro  04/01/2013 07:38
    1) Essa foi bem forçada. "It is obviously true that past climate change was caused by natural forcings. However, to argue that this means we can't cause climate change is like arguing that humans can't start bushfires because in the past they've happened naturally." Isso é non-sequitur.

    "Greenhouse gas increases have caused climate change many times in Earth's history, and we are now adding greenhouse gases to the atmosphere at a increasingly rapid rate."

    Não responde se vai aquecer ou esfriar. Após a Revolução Industrial, por exemplo, esfriou.

    "What we have found, looking at many different periods and timescales in Earth's history, is that when the Earth gains heat, positive feedbacks amplify the warming. This is why we've experienced such dramatic changes in temperature in the past. Our climate is highly sensitive to changes in heat. We can even quantify this: when you include positive feedbacks, a doubling of CO2 causes a warming of around 3°C."

    Foi exatamente isso (o positive feedback) que os cientistas citados no presente artigo dizem não saber. Ou seja, há no mínimo um empate neste quesito. Longe de ser consenso.

    2) Após criar uma correlação logarítmica, ele diz que "the IPCC report projects that the global temperature in 2095 will be 2.0–6.4°C above 1990 levels (2.6-7.0°C above pre-industrial), with a best estimate of 3.4 and 4.0°C warmer (4.0 and 4.6°C above pre-industrial average surface temperatures), respectively."

    Ora, estes são exatamente os dados que estão sendo criticados, como mostrado no artigo. Ou seja, girou em círculo.

    4) Esta foi a minha favorita. "At the same time as some scientists were suggesting we might be facing another ice age, a greater number published contradicting studies."

    Ora, isso está acontecendo exatamente hoje de novo. Estudos contraditórios estão sendo publicados aos montes sobre o assunto. Por que é que naquela época eles valiam e salvaram a reputação dos cientistas, mas hoje devem ser descartados de pronto? Dois pesos e duas medidas.

    5) A correlação do movimento é perfeita, com a diferença de que a variável temperatura está subindo ao passo que a PDO se mantém estável. Mas aí voltamos ao problema citado no item 3, que é a da acurácia da medição das temperaturas -- as quais, aliás, no gráfico variam muito abaixo de 1ºC.

    6) Outro gráfico de correlação perfeita até a década de 1980. A disparidade que começou a haver a partir de 1980 não é explicada e levou a uma discrepância de apenas 0,5ºC, remontando mais uma vez ao problema da acurácia da medição.

    Em suma, diálogo de surdos. As contra-respostas parecem girar em círculo, pois apenas levam às mesmas perguntas.
  • Adriano  02/01/2013 21:25
    De fato o "aquecimento global" é um mito!
    Para verificar isto, basta estar atento a algumas coisinhas básicas como:

    1. A esmagadora maior parte das estações que mensuram a temperatura estão localizadas em cidades. É fato que as cidades são mais quentes que seu entorno, o que comprova a teoria das ilhas de calor, porém, este "bolsão" de calor tem extensão limitada (favor ler estudos de clima urbano).

    2. grande parte das estações em ambientes como a Sibéria foram extintas.

    3. o clima global é muito mais sensível à emissão de energia pelo Sol e à temperatura do mar.


    Em minha simples opinião, trata-se de politicagem, pra variar!

    Ah, e mais uma coisinha, falar em média em climatologia é brincadeira né?!
  • Rhyan  04/01/2013 06:36
    Não sei de onde tiraram que não há evidências do AG...

    climate.nasa.gov/evidence/

    www.skepticalscience.com/evidence-for-global-warming.htm

  • TL  04/01/2013 11:55
    Rhyan, você tem razão.

    Os céticos não negam o aumento das temperaturas, dado minhas leituras sobre o assunto. Todos climatologistas corroboram a ideia do aumento das temperaturas a partir de 1950.

    Entretanto, a questão é: o aumento da quantidade de CO2 é causa ou consequência do aumento das temperaturas globais?

    Aquecimentistas: É causa. O aumento da quantidade de CO2 na atmosfera eleva a temperatura. Seja o aumento de CO2 proveniente de causa natural ou humana.

    Céticos: É consequência. O aumento da quantidade de CO2 é devido ao aumento da temperatura.
  • Tiago Moraes  05/01/2013 11:43
    TL, não é bem assim não, o que o artigo mostra, é que muitos cientistas contestam mesmo a noção de que as médias globais de temperatura tenham aumentado no século XX, dentre as justificativas, está o fato da maioria dos observatórios estarem em imediações urbanas, por tanto, sofrendo influências das chamadas "ilhas de calor" que as cidades irradiam. Quando se consideram apenas os observatórios livres da influência das zonas de microclimas artificiais das cidades, descobre-se que a temperatura global, na média, diminuiu.

    O Molion, que é a maior autoridade brasileira em clima e que o Rhyan afirmou, sem apresentar fonte alguma, que foi "ridicularizado" (não sei onde ele viu isso) afirmou categoricamente que para aceitarmos os modelos de análise do clima da AGA, teríamos de ignorar até mesmo a física e a química que aprendemos na escola.
  • Rhyan  05/01/2013 14:52
    Eu não lembro todas as fontes que vi na época, faz tempo que pesquisei sobre o tema pra formar uma opinião. Única coisa que achei agora foi esse link refutando o Felício que eu vi na época que o vídeo dele no Jô ficou famoso: haeckeliano.blogspot.com.br/2012/06/feliciadas-o-show-de-de-falacias-do-dr.html?spref=fb
  • anônimo  05/01/2013 17:55
    Cara, tu citaste com fonte um blog de um zé ruela, que nem da área é, e ainda por cima parece ter alguma questão pessoal mal resolvida com Felício. Como ele se negou assistir a entrevista, eu também não vou ler o texto dele todo. No entanto ainda tentei ler, mas o pouco que li, achei um bocad o argumentem ad hominem. Parei por aqui mesmo.
  • Rhyan  05/01/2013 14:54
    TL há vários tipos de "céticos". Não gosto desse termo pois ceticismo é baseado na ciência.
  • Angelo T.  06/01/2013 16:00
    Ryan, ceticismo é examinar de forma crítica o conhecimento. Pode ser por meio científico ou não. O ceticismo científico, esse sim, é baseado na ciência.
  • Sergio  04/01/2013 12:18
    Os aquecimentistas tem a Camila Pitanga deles: Chama-se Al Gore, que inclusive ganhou um Oscar pelo seu horroroso documentário "Uma Verdade Inconveniente". Esse documentário contém erros científicos inacreditáveis como por exemplo distorcer a relação emissão de CO2 X temperatura. A relação dá-se simplesmente na forma inversa que Gore apresenta. Mas as pessoas, na sua ignorância científica, acreditam. Não a toa esse docuemntário hoje é proibido em escolas públicas na Inglaterra devido ao seu teor cheio de erros.

    Al Gore também ganhou um Nobel pela sua atividade de "ativista". Hoje trâmita um processo administrativo em Oslo querendo cassar o Nobel dele.

    Mais uma do Gore: com a recente crise imobiliária nos EUA, Gore comprou a preço de banana uma mansão enorme em Malibu, vejam só, na beira da praia! Como pode alguém que advoga que os oceanos estão subindo e continuarão a subir nos próximos anos, comprar uma mansão na beira do mar?

    Ahh, mas tem a NASA, e sabe como é: se a NASA diz, é verdade ! James Hanssen, chefe do depto. de metereologia da NASA, que depende de verbas públicas (quanto mais pânico, mais verbas, claro) declarou, em 1988 que em 2008 Manhattan estaria debaixo da água.

    Em 2000, um cientista aquecimentista inglês (não tenho o nome dele em mãos) declarou que em 2010 as crianças inglesas nascidas no ano 2000 apenas conheceriam neve através de filmes antigos e livros.

    E por ai vai...o negócio é criar pânico e garantir as verbas publicas para "pesquisas" no próximo orçamento; é vender livros, filmes etc etc.
  • Kondde  04/01/2013 13:24
    Podem até desmentir o aquecimento global antropogênico, a falácia foi mesmo descoberta e os esquerdistas estão fulos da vida com isso. mas na hora de desmentir (na verdade um cientista cético comprometido seriamente com o tema) quem apareceu no mainstream para cumprir a missão?

    O sr. Augusto Felicio, se vcs só assistiram ao programa do Jô não deixem de pesquisar suas palestras em outras instituições que ele deu no Youtube, realmente tecnicamente muito mais rico em detalhes (aquele gordo não vai deixar ninguém falar).

    O problema é que se trata de um MARXISTA notoriamente, em vários trechos das palestras ele deixa isso transparecer completamente.
    Mas ele diz ser um HUMANISTA (olha que contradição, Marx também se dizia um)

    É claro, é essa a principal razão por que ele pode aparecer em um programa da Globo em cadeia nacional.

    O curioso é que em uma das palestras ele mesmo se pergunta como foi possível terem deixado ele aparecer na Globo(?)
    Nessa mesma palestra um idota de um estudante (tava mais com cara de bolsista profissional) um desses bicho-grilo hi-techs de hoje em dia fazendo uma pergunta-crítica ao professor perguntando como era possivel em uma sociedade de hoje no brasil em que todo mundo passa fome(?!?) e mesmo assim as pessoas andam com seus Ipod no bolso..
    E ele respondeu: É mesmo tens razão, eu mesmo só compro uma camisa quando preciso!?!
    Entende tudo de clima, mas nada de economia ou politica e filosofia.


    Quer dizer... de idiotas úteis os comunistas estão bem servidos.
  • Tiago Bezerra  04/01/2013 17:26
    Parte da esquerda brasileira também defendem que o aquecimento global é um mito. Justificam dizendo que o aquecimento global é um modo que o paises ricos arranjaram para que os paises pobres continuem pobres. Penso ser um tipo de esquerda nacionalista. Se é por esse motivo que a esquerda internacional defendem o aquecimento global, eu já não sei, mas que o aquecimento global é uma mentira, isso não há mais dúvidas.
  • Andre Canine  18/01/2013 13:29
    Essa farsa do aquecimento entra pro hall da fama das maiores mentiras já propagadas. O interessante é que muitos "cientistas" da NASA e da ONU deveriam estar na cadeia por algo desse tipo. As pessoas fazem teorias absurdas, mentem descaradamente, causam um prejuízo enorme e não são responsabilizadas. Vergonhoso.
  • Rodolfo Rodriguez  02/01/2014 13:52
    Viram essa? Hilaridade total.

    Cientistas estavam tentando documentar as "mudanças climáticas" no Ártico, na expectativa de mostrar o derretimento das geleiras.

    Chegando lá, o navio deles ficou preso nas geleiras do polo, com espessura bem maior do que a esperada. Tiveram de pedir resgate após ficarem submersos no gelo. Ou seja: foram para lá em busca de evidências do derretimento de geleiras e acabaram ficando presos em enormes geleiras, algo incomum nessa época do ano.

    www.dailymail.co.uk/news/article-2531159/Antarctic-crew-build-ice-helipad-help-rescuers.html
  • Amarilio Adolfo da Silva de Souza  21/03/2015 15:42
    O que você escutar de autoridades governamentais pode ter certeza que é exatamente o contrário. Não se enganem com os supostos "cordeiros".
  • GJ  30/07/2016 12:45
    Pois é pessoal, no artigo do link abaixo segue mais um exemplo da máxima: "Contra fatos não há argumentos."

    sustentabilidade.estadao.com.br/noticias/geral,a-antartida-esta-esfriando,10000065781
  • Nathan Vasconcelos  28/03/2019 17:16
    O que vocês tem a dizer sobre o quecimento global causado por gás metano CH4 ?
    Não consegui nenhum dado para rebater mais essa falácia.
    Postem links e videos por favor.
  • Lucas Falcão de Oliveira  04/04/2019 04:51
    Há alguma atualização relevante para esse artigo? BBC e outros meios disseram que 2018 foi o ano mais quente da história e blablabla... Há algo que se possa atualizar ou adicionar nesse artigo? Alguém pode indicar um texto mais completo e atualizado?
  • Felipe Lange  10/07/2019 18:50
    De fato merece atualizações. Texto ainda não vi, mas há um canal bom no YouTube, o do Thiago Maia.


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