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Como o estado irá definhar até se tornar irrelevante

A Google comprou o YouTube em 2006, quando a histeria sobre violações de direitos autorais estava em seu auge.  Os novos proprietários do YouTube imediatamente se ocuparam em tentar criar uma plataforma condizente com os padrões legais para evitar bilhões de dólares em processos pendentes.  Os usuários do YouTube estavam postando uma enorme quantidade de material protegido por direitos autorais, e a Google seria responsabilizada judicialmente por isso. 

Durante os três anos seguintes, as retiradas de materiais postados ocorreram furiosamente.  Usuários estavam tendo seus materiais deletados.  Filmes caseiros que utilizavam músicas de fundo protegidas por direitos autorais tiveram seu som apagado.  Vídeos que faziam homenagens a artistas populares utilizando suas músicas sumiram.  Até mesmo vídeos que mostravam pessoas dançando em seus carros enquanto ouviam alguma música foram abolidos.

Isso não era divertido para ninguém.  Os artistas não gostaram dessas medidas.  Eles são os mais beneficiados quando um fã faz um vídeo em sua homenagem e ficam contentes (e lisonjeados) em ver sua música sendo difundida.  Os proprietários dos direitos autorais também não ganharam nada com essa censura.  Eles não obtinham nenhuma receita com a retirada dos materiais.

Já a Google não gostou nada de ter de fazer isso por causa de todos os gastos que teve de incorrer para criar programas que vasculhassem continuamente o site.  Era também constrangedor quando esses seus programas deletavam um vídeo caseiro de uma festa infantil só porque as crianças estavam cantando "Parabéns pra Você".  Para os consumidores e usuários, ter seu vídeo removido é um insulto imperdoável.

Ou seja, ninguém realmente se beneficiava desse sistema.  E a situação estava se tornando cada vez mais difícil de ser controlada, uma vez que os uploads de vídeos cresciam exponencialmente (48 horas de vídeos novos surgem a cada minuto).  Mas ainda assim a censura perdurou.  A presunção de que músicas protegidas por direitos autorais não podiam ser postadas no YouTube estava enraizada no sistema.

Ninguém realmente gostava da maneira como o sistema funcionava.  Mas era difícil imaginar outra forma.  Afinal, aquele era o sistema que a lei havia construído.  E certamente a lei deve prevalecer independentemente de quão absurdo seja o resultado.  Era como as cenas de As Bruxas de Salem, de Arthur Miller: ninguém em Salem realmente acreditava na prática de matar bruxas, mas as pessoas prosseguiam com a carnificina porque era assim que o sistema funcionava.

Era evidente que a lei havia criado uma situação insustentável.  Ela criou um sistema custoso demais para todos.  Não podia continuar assim.  Mas o que iria mudá-lo?  E como?  Foi exatamente aí que as forças da economia de mercado vieram ao resgate.

A Google criou um novo sistema que exibe anúncios comerciais na parte inferior de cada vídeo.  E permitiu também a veiculação de propagandas antes do início dos vídeos.  Várias dessas propagandas são incrivelmente interessantes, diga-se de passagem, e nada aborrecidas para os usuários, como poderiam ser — mesmo porque há a opção de pulá-las após 5 segundos de exibição.  (Toda a instituição dos anúncios comerciais no YouTube merece um artigo à parte).

Adicionalmente, a Google costurou um acordo entre os usuários do YouTube e os proprietários de direitos autorais.  Se um determinado vídeo infringisse direitos autorais, o proprietário destes direitos seria notificado e teria então duas opções: ordenar a retirada do vídeo ou permitir um anúncio comercial neste vídeo, o qual lhe garantiria receitas.  Praticamente todos optaram pela solução comercial, e simplesmente porque é mais vantajoso para o proprietário ganhar dinheiro do que perseguir o criador do vídeo utilizando o sistema judicial.

Os proprietários dos direitos autorais aprenderam nesse processo algo que já era óbvio para muitos de nós havia muito tempo, mas que, por motivos estranhos, ainda não havia sido captado pelos fiscais da lei.  Eles aprenderam que aquilo que parece ser uma violação da lei e uma transgressão dos direitos de propriedade pode ser retrabalhado e transformado em uma forma pacífica e mutuamente benéfica de publicidade.  O maior inimigo de qualquer empreendimento comercial é a obscuridade; e não há maior aliado do que pessoas atentas que podem eventualmente vir a se tornar clientes.

Hoje, o YouTube hospeda uma vasta quantidade de materiais que, dois anos atrás, eram considerados piratas e ilegais.  Está tudo lá, atendendo às demandas de milhões de usuários que não pagam um centavo para utilizar este serviço.  Ele está fazendo aquilo que o Napster fazia na virada do século, antes de ser destruído pelo governo.  A diferença é que o acesso gratuito é financiado por meio de formas pacíficas de publicidade.  Aquilo que a lei estatal havia transformado em uma guerra de todos contra todos, o mercado converteu em um sistema de paz e abundância para todo mundo.

Trata-se de uma solução absolutamente brilhante, além de ser um fantástico exemplo de como o mercado é capaz de fornecer soluções pacíficas para problemas que, caso contrário, o estado iria abordar com coerção e brutalidade.  A solução do mercado para este caso foi do tipo "breaking bad"[1], no sentido de que foi uma rejeição explícita a tudo que o estado estava tentando impor.  E como os custos impostos pela agressiva abordagem estatal estavam crescendo enormemente, o mercado encontrou outra saída.  Guerra custa caro.

Já a prosperidade requer paz.  O estado queria guerra, mas o mercado disse 'não'.  É claro que seria muito melhor se as regulamentações e as proteções aos monopólios intelectuais fossem revogadas e o próprio mercado fosse incumbido da tarefa de criar modelos comerciais de distribuição em um ambiente livre de intervenções.  Porém, em vez de apenas ficar inerte esperando por mudanças na lei, o setor privado encontrou uma forma de contornar a lei.

E esta solução está mudando completamente a maneira como se faz distribuição musical.  Quando o cantor/rapper sul-coreano PSY surgiu com sua música "Gangnam Style", ainda em julho deste ano, seu vídeo se tornou um viral muito além das expectativas de qualquer ser humano.  Ele está fadado a ser o primeiro vídeo do YouTube a receber 1 bilhão de visualizações, e tudo isso em um extremamente curto período de tempo.

PSY (Park Jae-Sang) é um artista que padecia no anonimato havia uma década.  Ele sabia o valor da exposição.  Quando sua música começou a ser pirateada, quando restaurantes com o nome de Gangnam Style começaram a surgir, quando camisetas e produtos com sua marca começaram a pipocar por todos os lados, ele veementemente se recusou a impingir sua propriedade intelectual.  Ele muito sabiamente percebeu que qualquer tipo de compartilhamento de sua imagem poderia ser positivo para ele.  E, sem nenhuma surpresa, estima-se que ele irá faturar US$8,1 milhões este ano apenas com downloads de sua música no iTunes, ingressos para suas apresentações e publicidade.  Graças à sua recusa em participar do sistema estatal de proteção ao monopólio intelectual, ele se tornou um dos músicos mais famosos do mundo, e rapidamente será um dos mais ricos também.

Vale a pena pararmos para refletir um pouco sobre as lições deste exemplo.  Em nossa época, o aparato de regulação estatal — não apenas para a propriedade intelectual, mas também, e principalmente, para todas as áreas da economia — criou uma situação intolerável e insustentável para todos os cidadãos.  Até mesmo aqueles que imaginavam que iriam se beneficiar das regulamentações protecionistas não estão colhendo as promessas — pelo menos não no grau em que imaginaram.  E é assim porque a marcha da história não pode ser interrompida nem mesmo pelas maiores e mais violentas tentativas de coerção estatal.  O mercado sempre irá prevalecer — o que é apenas outra forma de dizer que a ação humana irá preponderar sobre a coerciva maquinaria do estado — no longo prazo.

Estamos testemunhando isso em todas as áreas da vida.  As leis estatais antidrogas estão sob séria pressão de pessoas revoltadas com as horrendas ondas de encarceramento por causa de ações que a maioria das pessoas não considera serem crimes sérios (como fumar maconha).  A educação pública, por mais poderosos que sejam os sindicatos de seus funcionários, está desacreditada, e sua decadência está levando os pais a optarem pelo ensino doméstico autônomo, pela educação via internet ou por alternativas criativas oferecidas pelo mercado (como a Khan Academy).  Em poucos anos, a educação pública — e sua usina de doutrinação marxista — deixará de ter qualquer importância.

Até mesmo o até então poderoso e intocável setor bancário está passando por turbulências, não obstante todas as tentativas dos bancos centrais e dos governos de monopolizarem o sistema.  A nova moeda Bitcoin está crescendo e prosperando, não obstante todas as tentativas de dizer que o arranjo é uma farsa e uma fraude.  Novos sistemas de pagamento estão surgindo diariamente na forma de cartões-presentes [também chamado de Gift Card, é um cartão pré-pago que tem como objetivo ser usado para presentear pessoas para quem você não sabe qual presente específico dar] e de cartões que podem ser instantaneamente carregados com dinheiro.  Aplicações digitais estão permitindo novas formas de empréstimos que contornam completamente o sistema oficial chancelado pelo estado.

Pessoal, se vocês quiserem entender como o estado entrará em colapso no futuro, é para essa direção que vocês têm de olhar.  O colapso do estado não ocorrerá pela via política.  Não ocorrerá por meio de reformas implementadas de cima para baixo.  Ocorrerá, isso sim, por meio do sistema empreendedorial de tentativa e erro, pois o mercado não ficará inerte.  Tendo de lidar com os pavorosos custos impostos pelo anacrônico sistema estatal, o mercado continuará encontrando maneiras criativas e surpreendentes de burlar o aparato coercivo, inventando com eficácia novas esferas de liberdade que permitirão que o progresso ocorra.

Todo e qualquer ato de empreendedorismo é, por definição, revolucionário.  Há um espírito anarquista em sua raiz.  Um ato empreendedorial é um ataque ao cerne do status quo.  Empreender significa estar insatisfeito com a atual situação.  Empreender significa imaginar algo novo e melhor.  Empreender é um ato que produz mudanças graduais, inesperadas e não consentidas, pois acrescenta uma nova dimensão de experiência a como nos vemos, a como nos entendemos e a como interagimos com os outros.

Sem empreendedorismo, a história não registraria nenhum momento de progresso, a nossa compreensão do quão singular e especial é essa nossa época neste mundo seria para sempre indefinida, e toda a sociedade iria atrofiar até finalmente morrer.  Com o empreendedorismo, toda e qualquer tentativa de controlar e paralisar o mundo encontra resistência e, no longo prazo, sempre fracassa.

A história nos ensina que aqueles que ousam tentar bloquear o progresso humano sempre acabam sendo atropelados.  Sim, haverá muito atrito e vários poderosos serão vitimados à medida que tentamos nos mover do atraso para o progresso.  Mas chegaremos lá, um ato de desobediência criativa de cada vez.



[1] Trocadilho com um seriado americano homônimo.  O termo "breaking bad" é uma gíria do sul dos EUA que significa que alguém se desviou do caminho correto e passou a fazer coisas erradas.



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Guido Pão com Mântega  18/12/2012 11:07
    Bravo!!!!! Que Artigo inspirador!!!!!!! \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/ \o/
  • Gabriel Miranda  18/12/2012 11:45
    Jeffrey Tucker, como sempre, inspirador. Não sei se compartilho das mesmas expectativas, pelo menos para as próximas décadas, mas espero que, no longo prazo, a humanidade tenha um futuro desatrelado das constantes e crescentes intervenções estatais.
  • Artur Fernando  18/12/2012 11:53
    É bom ler um artigo destes pela manhã... dá forças.
  • André Luiz S. C. Ramos  18/12/2012 11:57
    O mercado é a PAZ e a interação livre.
    O estado é a guerra e a imposição coercitiva.
    Grande Tucker! Brilhante!
  • Róbson da Silveira Kunrath  18/12/2012 12:12
    Não sei se as perspectivas são tão otimistas assim. Por mais que a natureza dos agentes do mercado seja a de burlar as adversidades, o agentes do estado também percebem quando chega a hora do colapso e realizam reformas (mesmo que paliativas) pra o estado voltar a respirar. E de nada adiante também se o estado popularmente leva o crédito pelas coisas boas e o mercado pelas ruins, como geralmente acontece. Nunca teremos prosperidade de fato com o mercado, no campo econômico, se não vencermos a guerra cultural.
  • Bernardo Santoro  18/12/2012 12:44
    O artigo é realmente excelente. Um dos melhores a serem postados neste site, especialmente na narrativa do anarquismo pressionando o status quo. Infelizmente, discordo do final. Para cada passo anárquico, temos uma reação estatal. Eu vejo, portanto, dois erros fundamentais na conclusão:

    1 - O artigo subestima o poder e aparato estatal de violência. Subestimar o inimigo é o passo mais certo para a derrota. Achar que o Estado definhará sozinho é de uma inocência gritante. Na prática, mesmo com toda a pressão anárquica de baixo pra cima, vemos estados e democracias cada vez maiores, tanto nos EUA quanto aqui. Sinal de que essa tática não está dando tão certo assim.

    2 - Como todo artigo do Tucker, é muito focado em um "mundinho particular" criado por ele. Tucker me parece o Bobby Generic do "fantástico mundo de Bobby", onde o personagem tem uma representação única da realidade que o cerca. De fato, de acordo com Kant, todos temos um modo único de perceber a realidade a nossa volta, mas Tucker se desvia muito do padrão-médio. Assim como aquele inacreditável artigo sobre a estadia dele no Brasil ("Brazil and the spirit of liberty"), aqui ele incorre no mesmo erro de ver coisas ao seu redor e generalizá-lo (diga-se de passagem, esse método indutivo que ele usa - sem querer - para escrever seus artigos é o que há de mais anti-praxeológico que existe). Pode até ser que entre os amigos e chegados dele as pessoas estão conseguindo se livrar das garras estatais, mas o cidadão médio americano não. E se o cidadão médio americano estiver conseguindo, certamente o cidadão médio brasileiro não, o que significa que a teoria do artigo é aplicável apenas num dado local e circunstância histórica, e não de maneira universal.

    Eu posso ser mais pessimista, mas não consigo vislumbrar o fantástico mundo de Tucker. Para mim, o poder estatal cada vez mais cresce e se legitima na cabeça corrompida de todas as pessoas com quem convivo.
  • Breno Almeida  18/12/2012 16:34
    Bernardo Santoro,

    Eu não sei qual medida você usou no item 1, mas o número de funcionários públicos federais nos EUA se mantém de certo modo estável nós últimos 40 anos. (www.opm.gov/feddata/historicaltables/totalgovernmentsince1962.asp)

    Olhando os gastos se percebe uma inevitável batida de trem, mas não acredito que de baixo para cima era possível fazer qualquer coisa. Uma alteração na estrutura monetária sem o consentimento do estado só se torna viável em 2009 com a realização do conceito de criptomoeda.

    Sobre o item 2 eu também tive uma reação passional quando li o artigo do Jeffrey sobre o Brasil. Porém a paixão me levou a conclusões equivocadas, há iniciativa privada deve sim ser exaltada como o Jefrey fez. É até um erro que os liberais que vivem no Brasil não façam isso com maior frequência. Muita gente quando leu artigo achou que quando ele falava Brasil ele falava do governo federal ou do estado brasileiro quando obviamente o Brasil não é governo federal ou o estado.

    O estado mundo a fora tenta forçar leis de propriedade intelectual e ainda assim apesar de todo aparato violento do estado, pelo menos 1 bilhão de humanos através da Internet violam todos os dias tais leis como se as mesmas não existissem. Isso não seria universal? E se as pessoas não obedecem mais o estado, isso não seria o fim do mesmo?
  • Jorge Castro  18/12/2012 13:15
    Um ESPETÁCULO!
    Me arrisco até em dizer que será um dos que mais trará repercussão e pessoas para o IMB!
  • amauri  18/12/2012 13:36
    bom dia!

    Em breve a Coreia do Sul terá eleicoes. Li que Park Chung-hee (avo da candidata de hoje) foi o pai ditatorial da modernização sul-coreana, forjada pelo casamento entre o estado e os maciços conglomerados econômicos familiares (chaebol, em coreano).
    A economia da Coreia do Sul ainda é alicerçada neste principio?
    No caso da Coreia do Sul a ditadura foi importante? abs
  • Leandro  18/12/2012 13:57
    A Coréia do Sul é apenas mais um exemplo de país que enriqueceu (no sentido genuíno do termo, de sair da pobreza do terceiro mundo e ir para a riqueza do primeiro mundo) sem democracia. Aliás, é difícil encontrar um país que se desenvolveu sob um ambiente democrático. Além da Coréia do Sul e do Chile, todos os tigres asiáticos enriqueceram sem democracia. A Cuba pré-Fidel tinha uma classe média maior que a da Suíça, e também sem democracia.

    Embora as Chaebols (nada mais do que o velho sistema corporativista que impera em todos os países do mundo) sejam condenáveis, elas nada têm a ver com o enriquecimento sul-coreano. O que o general Park fez foi adotar uma política extremamente favorável ao investimento estrangeiro (óbvio, pois a Coréia não tinha capital), principalmente de japoneses (com quem ele reatou relações diplomáticas) e americanos. Não fossem esses investimentos estrangeiros, o país continuaria estagnado.

    Os japoneses investiram pesadamente em infraestrutura, em indústrias de transformação e em tecnologia, o que fez com que a economia coreana se tornasse uma economia altamente intensiva em capital e voltada para a exportação de produtos de alta qualidade (ao contrário do Brasil, que só exporta produtos sem valor agregado e cuja mão-de-obra é desqualificada).

    Esse fator, aliado à alta educação, disciplina e alta disposição para trabalhar (características inerentemente asiáticas), permitiu a rápida prosperidade da Coréia.

    Era economicamente impossível a Coréia enriquecer por meio de intervencionismo simplesmente porque não havia capital nenhum no país. Intervencionismo é algo possível apenas em países ricos, que já têm capital acumulado e que, por isso, podem se dar ao luxo de consumi-lo em políticas populistas. Já países pobres não têm essa moleza (por isso o intervencionismo explícito em países como Bolívia e Venezuela apenas pioram as coisas).

    Vale lembrar que a Coréia do Sul no início da década de 1960 era mais pobre do que a Coréia do Norte. E mesmo assim os japoneses investiram lá. E deu no que deu.

    Abraços!
  • Erick V.  18/12/2012 14:03
    Um jeito muito mais fácil de acabar com o estado seria obrigar as repartições públicas a possuir um sistema de som interno, que tocasse essa praga coreana em loop e em um volume considerável. Em dois dias os funças se tornariam uma espécie extinta.
  • Edson Zabot  18/12/2012 14:54
    Esse senhor está exageradamente otimista. A realidade é bem diferente. O aparato estatal está cada vez mais forte e presente na vida das pessoas em qualquer país do mundo.
  • Marco  18/12/2012 14:57
    O artigo em momento algum nega isso. Ele apenas descreve como poder-se-á dar a derrocada. Acho que tanto você quanto o leitor Bernardo acima não conseguiram entender a real mensagem do artigo.
  • Paulo Kogos  18/12/2012 15:16
    eu entendi a mensagem do artigo e concordo que o Estado será derrotado no longo prazo, mas a visão do Tucker é otimista demais.

    O mercado tem a bitcoin, o judge-me.com, os meios de pagamento digital, o khan academy etc

    mas isso só vai aumentar o bolo econômico que o Estado pode parasitar e como disse o Molineaux, vai ser o alimento de mais crescimento estatal.

    Existem 2 coisas que o Estado ainda controla e que serão decisivas
    FORÇA FÍSICA
    IDEOLOGIA

    é preciso que as pessoas enxerguem o que é o Estado ou de nada adiantará esses dribles puntuais.

    tem cara que fica todo feliz de evitar impostos na microempresa dele e baixar um VPN no PC... mas defende que o Estado taxe as grandes fortunas ou invista em saúde pública

    enquanto isso existir, haverá Estado... isso é praxeológico

    Outro problema é a força física
    do que adiantarão os seus bitcoins e homeschooling se o Estado possui tanques e bombardeiros?

    é preciso mudar a ideologia primeiro
    depois virá a verdadeira solução que não é o mundo encantado de Tucker e sim o realismo do Hoppe

    seguradoras e exércitos privados
    haverá seguros contra a agressão estatal
    soldados desertarão em massa pra ganhar mais nas agências privadas
    e grupos de assassinos especializados eliminarão as lideranças estatais que insistirem em agredir inocentes

    qualquer revolução nesse nível acaba em porrada


  • Tiago RC  18/12/2012 16:31
    "O mercado tem a bitcoin, o judge-me.com, os meios de pagamento digital, o khan academy etc

    mas isso só vai aumentar o bolo econômico que o Estado pode parasitar e como disse o Molineaux, vai ser o alimento de mais crescimento estatal.
    "

    Pois é.
    Dependendo do ponto de vista, eu posso variar de otimista para pessimista.

    Sou otimista no sentido que acho que a qualidade de vida humana em geral vai sempre melhorar. Isso vem acontecendo desde a revolução industrial, e com a globalização está se expandindo rapidamente.
    Porém, os estados estão ficando cada vez mais fortes, justamente porque seus hospedeiros estão ficando mais saudáveis. Se estados do século XVIII roubassem ~40% do PIB de um país, mantivessem dívidas monstruosas e inflacionassem a moeda como fazem hoje, as pessoas morreriam de fome. O governante seria "decapitado" muito antes de atingir esse nível de despotismo.
    Hoje, estados podem desperdiçar recursos de maneira impensável no passado, justamente porque, mesmo com toda a perda que esse parasita nos impõe, graças aos avanços proporcionados pelo capitalismo nós somos tão mais produtivos, que o que nos resta não só é suficiente para nos suprir, como nos permite uma qualidade de vida melhor que a dos nossos antepassados que eram "menos roubados".

    Conclusão, a impressão que tenho é que, por um lado, a qualidade de vida das gerações futuras será melhor que a nossa, mas por outro, a distância entre o quão bem elas poderiam estar e o quão bem estarão de fato será maior.

    Mas bom, podemos sempre ter esperanças... talvez o projeto seasteading dê bons frutos. Talvez esses bons frutos façam mais e mais pessoas perceberem os benefícios da competição inter-governamental e por extensão os benefícios da secessão (hoje, infelizmente, a maioria das poucas pessoas que defendem secessão o fazem por "ranço regionalista-xenofóbico") . E talvez a partir daí o caminho descrito por Hoppe possa ser trilhado. Não custa sonhar. ;)
  • anônimo  18/12/2012 17:01
    (hoje, infelizmente, a maioria das poucas pessoas que defendem secessão o fazem por "ranço regionalista-xenofóbico")

    Poderia dar nome aos bois? Que eu saiba a maioria dos que defendem está no Tea Party, na militância do Ron Paul, e no citado movimento Seasteading.
  • Tiago RC  19/12/2012 09:00
    Bom, os exemplos que vejo com mais freqüência são pessoas querendo isolar sua região. Por exemplo, lembro na época do orkut, a quantidade de separatistas que postava na comunidade do estado de São Paulo. A maioria deles não apenas queria independência de Brasília, mas queria impedir a entrada de nordestinos em SP - e para muitos isso era a motivação primordial.

    Aliás, acho que é por isso que há diferenças entre estados independentes pequenos, como o Uruguai, os vários da América Central ou do oeste da África, e cidades-estados, como Luxemburgo ou menores.
    Governos como esses da América Central, mesmo tendo um território relativamente pequeno, já têm um território grande o suficiente para fecharem suas fronteiras. A imigração não é livre na América Central por ex. Cidades-estado como Luxemburgo, Liechtenstein, Mônaco, Singapura etc não se podem dar ao luxo de fecharem suas fronteiras, seria suicídio.
  • Breno Almeida  18/12/2012 18:02
    Paulo Kogos,

    Pegue o caso da União Soviética, um partido stalinista disciplinado, domínio completo da ideologia marxista na cultura e na impressa e em tudo. Então dentro desce inferno cresce um mercado negro que em dado ponto começa a ficar tão forte quanto a parafernália burocrática, logo políticos e burocratas decadentes começam a se endividar e depois inflacionar e logo toda a majestosa construção marxistas despenca. O mercado aparece triunfante na imagem de um McDonald's recém inaugurado com uma fila dobrando o quarteirão.

    Não houve mudança ideológica na União Soviética, não foram os intelectuais ou artistas defensores do mercado que acabaram com o regime socialista.

    As pessoas querem melhorar de vida, elas não precisam aprender que o socialismo é ruim para parar de pagar imposto ou que o capitalismo é bom para frequentar o McDonald's.

    Se não pagar impostos melhora a vida das pessoas e se existir um meio para não pagar, as pessoas vão utilizar esse meio. Não interessa que o estado não concita ou que a ideologia não aprove.

    Do que adianta todos os tanques, mísseis, porta-aviões, tropas, controle da mídia, juízes com peruca engraçada se nada disso consegue impedir as pessoas fazerem seus downloads.
  • Fabio Mendes dos Santos  19/12/2012 12:27
    Breno, mesmo com a queda da URSS e mais tudo isso você citou, ainda há um estado na Rússia, não? E é um estado forte, provedor, militarista, não? Francamente, não dá para ser otimista.
  • Breno Almeida  19/12/2012 12:38
    Dado a situação soviética você deveria estar bastante otimista em relação a situação atual, o mercado fez um progresso fabuloso.
  • Renato Souza  29/12/2012 10:33
    A Rússia era um dos países que mais crescia no mundo, antes da revolução de 1917. Crescia mais que os EUA. O mercado, MAIS LIVRE QUE HOJE, os iria tornar ricos em poucas décadas. Mas então veio o comunismo, e detonou tudo. Milhões morreram no Gulag, milhões morreram de fome, e no fim os soviéticos usaram da tática da vitimização para "convencer" os americanos a lhes dar comida de graça (de graça para eles, para os contribuintes americanos custou dinheiro). Então veio a suposta queda do comunismo, mas a elite da antiga KGB e muitos burocratas do sistema, que haviam se tornado ricos no mercado negro, compraram as antigas empresas estatais. O sistema é certamente bem menos ruim do que antes, mas ainda há menos liberdade econômica e social do que havia antes de 1917. Além disso, o poder está com os mesmos que perpetraram crimes horríveis contra o povo russo.

    Eu não sou nem um pouco otimista. O poder da estupidez e da maldade humana é imenso.
  • Thiago Martins  18/12/2012 15:29
    Ótimo texto! Parabéns!!

    Hoje todo o meu dinheiro já está em forma de Bitcoins! Não tenho mais Reais. Estou fechando todas as minhas contas bancárias. O Estado já não tem controle NENHUM sobre o meu dinheiro. E estou ensinando todas as pessoas ao meu redor, a fazerem o mesmo.

    Primeiro, os Bancos irão sumir, depois o Estado irá mudar... Gosto do seguinte exemplo:

    O Estado laico é o Estado separado da religião e, agora com o Bitcoin, irá surgir um novo Estado, separado do sistema financeiro.

    Conseguem imaginar?!?!

    No fim, o Brasil irá desaparecer, junto com os EUA, Japão, etc e etc... Pois nós, o povo da Terra, somos um só!

    Nenhum Estado é melhor do que um Estado!

    Eu sou LIBERTÁRIO!!! ABAIXO O ESTADO!!
  • Paulo Kogos  18/12/2012 15:41
    legal... e como exatamente vc vai fazer pra escapar das munições 7,62mm??

    eu tbm sou anarcocapitalista mas não é assim que se acaba com o Estado, pelo menos não somente assim

    vc faz bem de investir em bitcoins

    eu vou fazer o mesmo
    o meu PC é cheio de programas pra driblar copyrights, camuflar IP etc
    isso é bom, isso é bem legal mas sozinho não adianta

    em algum momento deverá ser empregado um ingrediente fundamental de toda revolução: a pólvora
  • anônimo  18/12/2012 15:31
    Mais idiota que essa música só mesmo a onda de fanatismo que ela criou.
    Os mesmos que querem 'música' de graça são os que querem pão e circo de graça.
    Esse senhor está exageradamente otimista. [2]
  • Marco  18/12/2012 15:53
    Totalmente sem noção o comentário desse anônimo. Segundo ele, quem ouve música no YouTube quer pão e circo de graça!
  • anônimo  18/12/2012 15:40
    O que os bitcoinzistas esquecem é que sem governos qualquer um poderia criar um dinheiro eletrônico lastreado em ouro, então usar bitcoin não faria o menor sentido
  • BSJ  18/12/2012 15:49
    Uma dúvida: há um artigo aqui no site que diz "copiar não é roubar". Então, em qual caso seria considerado roubar (do ponto de vista da propriedade privada do indivíduo, e não das "leis autorais")?
  • anônimo  18/12/2012 15:53
    Quando você rouba objetos físicos.
  • Andre Cavalcante  18/12/2012 17:47
    Por exemplo, quando você acerta com o patrão que teu salário é R$1000,00 e o governo vai lá e tira R$300,00 de impostos na fonte e tu recebes somente R$700,00. Se reclamar pro patrão ele diz: mas eu te paguei R$1000,00, o governo é que tirou. E pro governo não adianta reclamar porque, neste caso, é o bandido que tá com a chave da cadeia: se tu reclamares, és tu que vais para a cadeia. oooo :)
  • anônimo  18/12/2012 16:20
    Aliais, também não sei de onde ele tirou que esse exemplo do youtube ferra a vida do governo
    No máximo ferra a vida de algumas empresas, antes era bom pra empresa A e ruim pra B, hoje é bom pra B e ruim pra A. E o estado continua o mesmo.
    Aliais, até se acabassem com a PI da noite pro dia ia ser a mesma coisa.Umas empresas iam se ferrar, outras se dar bem, e o tamanho do estado ia continuar o mesmo.
  • Ricardo  18/12/2012 17:01
    "até se acabassem com a PI da noite pro dia ia ser a mesma coisa.Umas empresas iam se ferrar, outras se dar bem, e o tamanho do estado ia continuar o mesmo."

    Se acabassem com a PI, toda a burocracia estatal voltada para sua imposição perderia sua função. Logo, sua afirmação é tão absurda quanto dizer que "se acabassem com a guerra as drogas" ou "se acabassem com as regulamentações" o estado ia continuar o mesmo.

    Estado depende de poder para sobreviver. Se você lhe tira poder e funções, ele perde força.
  • anônimo  18/12/2012 17:08
    Ora, a coisa mais fácil do mundo é botar a companheirada que trabalhava nisso pra fazer outras coisas.O que provavelmente ia até aumentar a produtividade dessas coisas e ser um favor pros estatistas
  • anônimo  18/12/2012 17:37
    E o governo não vive criando o tempo todo novos ministérios, novos cargos, novos o diabo a quatro? Ia ser fácil achar outras funções pros ex funcionários do departamento de defesa da PI.
    Aliais...quem tem a ver com isso é mais juiz, polícia, então nem esses funcionários o governo ia 'perder', só ia mudar a sentença do juiz mas a estrutura do governo ia continuar a mesma
    Até porque o importante mesmo é polícia e justiça, e isso o governo não larga de jeito nenhum
  • Alexandre M. R. Filho  18/12/2012 16:23
    Pessoal do IMB, não tinha uma opção de comprar vários exemplares das 6 lições por um precinho camarada??

    Obrigado!
  • BSJ  18/12/2012 16:25
    Eu pego emprestado, de um amigo, um ingresso para um determinado show artístico, e o escaneio e faço uma cópia exata (clonagem). Eu entro no show. O meu amigo vem depois e é barrado porque alguém já entrou com ingresso igual. O meu amigo vai entender a minha atitude?
    Detalhe: o hipotético ingresso não é personalizado, possui apenas uma senha qualquer.
  • Ricardo  18/12/2012 16:41
    Exato. Você roubou um objeto do seu amigo (troque 'ingresso' por 'passagem aérea' e coisa ficará ainda mais clara). Isso é crime.

    Totalmente diferente é copiar idéias. Ideias são bens não-escassos. Objetos são bens escassos. Se eu utilizo a sua idéia, você nao fica privado de também utilizá-la. Nós dois podemos utilizar a mesma idéia ao mesmo tempo. Já o mesmo não é válido para objetos.

    Isso é primário.
  • anônimo  18/12/2012 17:02
    roubou não, copiou.
  • Tory  18/12/2012 18:23
    Roubou. O ingresso não é o papel, nem a senha. É o direito de assistir ao espetáculo. Pouco importa se o ingresso físico foi ou não roubado - o amigo poderia tirar uma segunda via num site, por exemplo, ou comprovar a compra com um aplicativo para smartphone, caso a entrada já não tivesse sido usada.
  • Andre Cavalcante  18/12/2012 19:04
    Não, não copiou, roubou.

    Um ingresso é apenas um papel, mas representa um local, um recurso sendo utilizado. O exemplo é claro, troque o ingresso por passagem de avião e ficará tudo muito claro. Eu não posso copiar uma passagem de avião porque é impossível copiar o assento, que e o que ela representa. Também não posso copiar a entrada de um show, porque o que estou vendendo é um lugar, portanto um recurso escasso.

    Se você vende um assento no avião para alguém, mas não há esse assento disponível, é fraude, crime, portanto. Se você vende um ingresso que já foi usado, isto é, a pessoa já está lá dentro, portanto não há mais aquela vaga, é fraude.

    Uma coisa é cópia, outra é roubo. Cópia não tira a propriedade de ninguém, exceto aquela dita "propriedade intelectual" que é simplesmente norma do governo. Outra coisa é a fraude. Essa tem que ser combatida.
  • ANDRE LUIS  18/12/2012 23:10
    Olá André.

    Entendo o seu ponto de vista, mas outras pessoas já tiveram esta grande idéia antes de vc... Os comunistas. Era parte do plano para colocar a intelectualidade de joelhos ante o Partido.
    Ora, num ambiente onde não se pode colher os frutos da atividade intelectual, restaria aos potenciais críticos do regime apenas a aliança ao mesmo, ou uma vida de grandes privações materiais.
    Este parece mais uma daquelas simples soluções libertárias que, caso levadas a termo, acabariam por enterrar a própria liberdade.



  • Luiz Fernando  18/12/2012 23:37
    perfeito André Luis!
  • Rafael  19/12/2012 00:02
    Não é o que os fatos mostram:

    Johanna Blakley: Lessons from fashion's free culture

    www.ted.com/talks/johanna_blakley_lessons_from_fashion_s_free_culture.html

    Obs: Há legendas em português disponíveis no canto inferior direito do vídeo.
  • Andre Cavalcante  19/12/2012 19:17
    Caro Xará,

    Tens certeza que estás respondendo ao meu comentário? Não entendi bem o que você quis dizer.

    Se você acha que a cópia cria um "ambiente onde não se pode colher os frutos da atividade intelectual", então você deve repensar o seu conceito de colher frutos da atividade intelectual, pois que o Bill Gates, foi o homem mais rico da Terra por um bom tempo e isso copiando descaradamente ideias de outros. A começar o uso do mouse e do desktop, coisas criadas anos antes do Windows nos laboratórios da Xerox. Aliás, ele mesmo diz que o seu maior triunfo não foi o Windows, mas a gestão que fez na MS, o que concordo - o cara era um show!

    Abraços
  • BSJ  18/12/2012 17:07
    Ricardo,
    Não roubei o ingresso (senha) do meu amigo. Apenas o copiei. Se ele chegou depois e dançou, o que eu tenho a ver com isso? Eu apenas tive uma "boa ideia" (copiar). Nada impede que ele faça uso dessa "boa ideia" com outro.
  • Ricardo  18/12/2012 17:13
    Copiou, não. Falsificou. Fraudou. A diferença entre copiar uma ideia e se falsificar um [u]bem escasso[/i], tomando a possa dele e privando o seu proprietário original do uso dela, é brutal. Dá até vergonha explicar isso aqui, mas vamos lá. Pela última vez:

    Ideias -- receitas, fórmulas, declarações, argumentações, algoritmos, teoremas, melodias, padrões, ritmos, imagens etc. -- são bens, mas não são bens escassos. Tão logo as ideias são formuladas e enunciadas, elas se tornam bens não-escassos, inexauríveis. Suponha que eu assobie uma melodia ou escreva um poema, e você ouça a melodia ou leia o poema e, ato contínuo, os reproduza ou copie. Ao fazer isso, você não expropriou absolutamente nada de mim. Eu posso assobiar e escrever como antes. Com efeito, o mundo todo pode copiar de mim e, ainda assim, nada me foi tomado. (Se eu não quiser que ninguém copie minhas ideias, tudo que eu tenho de fazer é mantê-las par mim mesmo, sem jamais expressá-las.)

    Agora, imagine que eu realmente possua um direito de propriedade sobre minha melodia de tal modo que eu possa proibir você de copiá-la ou até mesmo exigir um royalty de você caso o faça. Primeiro: isso não implica, por sua vez, que eu também tenha de pagar royalties para a pessoa (ou para seus herdeiros) que inventou o assobio e a escrita? Mais ainda: para a pessoa (ou seus herdeiros) que inventou a linguagem e a criação de sons? Quão absurdo é isso?

    Segundo: ao impedir que você assobie minha melodia ou recite meu poema, ou ao obrigá-lo a pagar caso faça isso, estou na realidade me transformando em seu proprietário (parcial): proprietário parcial de seu corpo, de suas cordas vocais, de seu papel, de seu lápis etc. porque você não utilizou nada exceto a sua própria propriedade quando me copiou. Se você não mais pode me copiar, então isso significa que eu, o dono da propriedade intelectual, expropriei de você a sua "real" propriedade. Donde se conclui: direitos de propriedade intelectual e direitos de propriedade real são incompatíveis, e a defesa da propriedade intelectual deve ser vista como um dos mais perigosos ataques à ideia de propriedade "real" (sobre bens escassos).
  • anônimo  18/12/2012 17:14
    Mas isso não ia ser tipo uma falsificação de assinatura?
  • Ricardo  18/12/2012 17:28
    Pois é. Praticamente toda falsificação de assinatura envolve a espoliação de um bem escasso. Logo, é fraude.

    Se eu falsifico sua assinatura para comprar um carro com seu cheque, então é fraude, pois estou roubando seu dinheiro. Se eu falsifico a assinatura de um cantor famoso para vendê-la no e-Bay, embora eu não esteja espoliando nada deste cantor, estarei enganando o otário que pagar por ela (fraude).

    Não consigo pensar em nenhum caso de falsificação de assinatura que não envolva a espoliação direta de alguém.
  • Edimar Pacheco Estevam  18/12/2012 17:44
    Você está falsificando uma certificação de propriedade, o ingresso. Fazendo isso, você priva o seu amigo dessa propriedade e portanto, está cometendo um roubo. Seria o mesmo que falsificar a escritura de um terreno do seu amigo, vendê-lo como se fosse seu e achar que não está fazendo nada de errado porque o seu amigo pode fazer o uso 'dessa "boa idéia" com outro'. Não é bem assim. Não sei qual a sua intenção ao usar esse exemplo, mas você tem uma clara defiência em distinguir propriedade privada de propriedade intelectual, da qual, todos aqui são contra.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  18/12/2012 17:18
    Exemplo no Brasil: PagSeguro anos-luz a frente do Procon.
  • BSJ  18/12/2012 18:00
    Suponhamos: eu sou um artista medíocre que há anos venho tentando emplacar um sucessozinho desses que são apenas fogo de palha. De repente, tenho uma ideiazinha única na vida e crio um hit de suingueira (argh!) para o carnaval do próximo ano. Bom, eu coloco no youtube. Ninguém escuta. Por azar, eu fico doente e internado em coma durante seis meses. O carnaval passou, mas teve um sujeito que viu e copiou para a conta dele no youtube. O video foi acessado por bilhões de pessoas no Brasil e no mundo. O cara ganhou uma grana preta. Muita gente também ganhou. Menos eu. Passado o carnaval, eu vou tentar querer "bombar" meu video no youtube. Não dá. O carnaval passou e ninguém aguenta mais ouvir aquela musiquinha insuportável.
    A contra gosto, banquei o socialista: fiz muita gente rica e feliz que compartilhou meu único hit musical. A mim, só me restou a "riqueza" moral de ser reconhecido por um bem copiável que nunca pude usufruir financeiramente.
  • The name is Craig, Timothy Craig  18/12/2012 18:18
    E daí? Se você queria sua música só pra você, não tinha nada que publicá-lá no YouTube. A partir do momento que você faz isso, você está implorando para que outras pessoas vejam e gostem da sua música. Não entendi seu ponto. Você queria que as pessoas gostassem da sua música; aí, quando isso finalmente ocorre, você acha ruim?

    O atual James Bond, Daniel Craig, é uma cópia descarada de um antigo James Bond, o Timothy Dalton. Por infortúnio, Dalton não fez sucesso, ao passo que Craig, sua total imitação, já está sendo considerado o segundo melhor intérprete do personagem. Azar do Dalton. Será que ele está choramingando por aí?
  • BSJ  18/12/2012 18:38
    1)Eu queria que as pessoas gostassem da minha música (isso ocorreu).

    2)Eu queria ganhar meu quinhão financeiro tanto quanto os outros (isso não aconteceu).

    3)Timothy Dalton não fez sucesso de crítica e público, mas teve seus gordos cachês, que é o que interessa no final das contas (com trocadilhos). No meu caso, só ganhei pastel de vento.
  • The real Bond  18/12/2012 18:47
    Entendi. Você acha que ter sucesso financeiro é um direito natural, e totalmente desvinculado da competência (algo que você não teve ao apresentar sua música, pois claramente não seguiu nenhuma estratégia vencedora).

    A que mais você julga ter direito?
  • Roberto Carlos Especial Natal  18/12/2012 19:02
    "A contra gosto, banquei o socialista: fiz muita gente rica e feliz"

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
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    Você tem certeza que caiu no site correto? xD
  • BSJ  18/12/2012 19:06
    Não é questão de obter sucesso "financeiro natural". Não é esse o "point".
    No exemplo que dei, não me faltou competência (de criar o hit) e nem de apresentá-la. Ocorreu um incidente (fiquei hospitalizado em coma) e não pude ver a cor do dinheiro.

    Tem alguém aí que não me lê em grego?
  • Tough Guy  18/12/2012 19:25
    Bad luck. Tem gente que adoece e perde entrevista de emprego (e consequentemente um grande salário). Tem gente que adoece e perde vestibular. Tem gente que adoece e perde um show cujo ingresso foi caríssimo. E tem gente que morre ainda jovem, tendo toda uma vida promissora pela frente. São os inesperados da vida. O que você quer é uma vida fácil e de sucesso garantido. Coisa típica do medroso. Stop crying and get over it.
  • Antonio Galdiano  21/12/2012 11:00
    BSJ disse:

    "Não é questão de obter sucesso "financeiro natural". Não é esse o "point".
    No exemplo que dei, não me faltou competência (de criar o hit) e nem de apresentá-la. Ocorreu um incidente (fiquei hospitalizado em coma) e não pude ver a cor do dinheiro."

    Bom, sinto dizer mas sua criação, se disseminada voluntariamente é domínio público. Você só possui o que tem controle, e no momento que você dissemina uma idéia você abre mão de seu controle.

    Quando se estuda a chamada revolução industrial, sabemos que as condições técnicas já haviam sido desenvolvidas a pelo menos 50 anos. Simplesmente não havia forma viável de aplicá-la no ato de sua criação. Os conhecimentos em física nuclear também só foram ter aplicações na medicina décadas após seu desenvolvimento teórico.

    O que você defende é que as pessoas que facilitam as trocas (seja de idéias ou de bens) como vendedores, especuladores, corretores e compartilhadores de vídeos do youtube não colham os frutos de seu esforço. Imagine se tivéssemos que pagam direitos autorais pelo uso da língua, ou do dinheiro. São coisas que seus criadores não têm como controlar uma vez disseminados (o que não os impede de restringir seu acesso de forma lucrativa, assim como faz a coca-cola com seu segredo industrial). imagine se você, toda vez que fosse fazer uma citação de cunho socialista ou keynesianista tivesse de pagar direitos autorais? São ambas idéias, certo?

    Particularmente eu não sou contra o socialismo, o keynesianismo, etc desde que não impostos coercitivamente. Vou te dar uma dica: vá em frente, compre uma propriedade e decrete ali um modo de vida de acordo com seus princípios, convide seus amigos e viva seu sonho. Eu não sou contra comunidades assim em que as pessoas estão ali por livre adesão. Quer viver seu sonho, compre-o e gerencie este empreendimento, não o imponha coercitivamente sobre os outros.

    Disse ainda:
    "Tem alguém aí que não me lê em grego? "
    Se não tiver não tem problema, isso deve ajudar:

    translate.google.com.br/#el/pt/

    É claro, se você não tiver qualquer restrição em não pagar direitos autorais aos gregos pela lingua deles...


  • anônimo  19/12/2012 08:17
    Cara, isso é uma blasfêmia chamar aquele cara de James Bond. James Bond não tem NADA a ver com aquilo, ele avacalhou totalmente o personagem.
    Aliais, como tudo dos filmes de hoje, sempre tem que ter a propaganda as vezes sutil, as vezes descarada, do lixo progressista e politicamente correto
  • Leandro  19/12/2012 09:18
    Entrando na conversa, você se refere a quem? Concordo com o leitor acima. Timothy Dalton é James Bond. Durão, fumava, bebia, e ainda pegava a mulher do vilão na casa deste (Permissão Para Matar). Embora o Craig seja um bom ator, o politicamente correto está estragando a série. O sujeito não bebe, não fuma, se apaixona (a ponto de querer pedir demissão) e pega só uma mulher por filme. Parece um adolescente de Malhação.

    Um dos pontos altos de toda a série sempre foi seu total desapreço pelo politicamente correto e pelo feminismo -- o personagem nunca se importou em manter relações duradouras com suas mulheres, tampouco mostrava sensibilidade ou qualquer tipo de compromisso; ele simplesmente usava e descartava --, além dos ótimos diálogos e, principalmente, do desfrute sem culpa e sem proselitismo esquerdista de todo o tipo de luxo burguês: cassinos, drinques sofisticados, carros chiques e ultra-equipados, suítes em hotéis de luxo, ternos impecáveis.

    A única característica que se mantém nos filmes atuais é esta última, a do luxo burguês. O resto está se perdendo.
  • anônimo  19/12/2012 11:39
    Estava me referindo ao Craig mesmo.Acho que dava pra entender por ter falado do lixo politicamente correto atual
    Todos os outros até chegar no Pierce Brosnan era mais ou menos parecidos.
    Até Timothy Dalton foi melhor que ele.
    Craig avacalhou tanto que não sei nem por onde começar. O James Bond NÃO é um bombado de academia, NÃO é um Rambo de terno, NÃO tem que beber pra esconder a 'dor', James Bond é o cara que gosta de coisas boas mas NÃO fica dando chilique se tiver que ficar num hotel fuleiro, que pega umas quatro ou cinco por filme e NÃO fica se derretendo todo pela frustrada raivosa da Vesper (que é uma quatro por sinal), James Bond é hétero e NÃO tem essas insinuações de baitolagem como nesse último filme, James Bond é um cara que bebe mas que sabe ser responsável, NÃO bebe até virar alcoolatra e foder o fígado...
    Fora que fisicamente o cara também não tem nada a ver.Na wikipedia tem um desenho de como o Ian Flemming imaginava o James Bond, parece mais ou menos com todos os outros mas com o Craig não tem nada a ver...o Craig é um idiota, vc olha pra cara dele e sente pena, vc pensa: mas isso é um desgraçado, um coitado...

    enfim, foi rebaixado o suficiente pra agradar as massas, ou seja,descer até o esgoto.
  • André Luiz S. C. Ramos  19/12/2012 11:52
    Leandro, em Casino Royale ele pega mais de uma mulher (uma delas é a mulher do vilão... e uma gata!), bebe pra caralho (cria até um drinque), derrota um dos vilões num jogo de carteado supostamente clandestino, distribui porrada e mata todo mundo com frieza, esbanja riqueza, dirige cada carro do kct (um deles um Aston Martin dos meus sonhos!)...
    Po, e vamo combinar que por Eva Green qq um largaria o emprego, né?
    Daniel Craig É um ótimo James Bond.
  • anônimo  19/12/2012 12:13
    André, ninguém é um ótimo James Bond por causa de nada disso. Pros padrões de James Bond, isso aí é um pouco menos do que o medíocre.
    Eva Green tem que comer muito feijão pra chegar aos pés da Ursula Andress. E o Sean Connery comia cinco, seis Ursula Andress por filme.
    Nem nos filmes nem nos livros ele jamais se apaixonaria, muito menos por uma raivosa frustrada mal comida como era a Vésper
  • anônimo  19/12/2012 12:20
    O cara é tão macho beta que se apaixona justamente pela mulher que fica desprezando e humilhando ele o filme todo
    E ainda tem quem chama isso de James Bond, nan
  • Leandro  19/12/2012 12:24
    Sim, é perfeitamente compreensível fazer isso pela Eva Green, mas ela foi a única pegada do filme. Com aquela morena do vilão nada se consumou. Ele fez que ia, mas aí se levantou, pediu champagne, foi embora pro aeroporto e deixou a mulher sozinha lá, sem ter feito nada. Connery não aprovaria.

    Quanto a distribuir porrada e matar todo mundo com frieza, esbanjar riqueza r dirigir carro chique, eu falei que isso era um elemento que havia sido mantido, ainda bem.

    Também concordo que Craig é bom; o problema é o politicamente correto da atualidade.
  • anônimo  19/12/2012 12:38
    Leandro, discordo de você, você viu os filmes antigos?
    1 Pros padrões James Bondísticos Eva Green não é grandes coisas não
    Ursula Andress:
    imgs.obviousmag.org/archives/uploads/2006/060125_ursula_andress.jpg

    Eva Green:
    2.bp.blogspot.com/-0drvvuZLSeM/TuzkqZhyuSI/AAAAAAAAVZ8/n6I5LpWtrZc/s400/Eva-Green-eva-green-242702_1280_1024.jpg

    2 James Bond nunca largaria o emprego NEM por uma Ursula Andress. Um mísero mortal como a gente podia até ser, mas ele não. Ele tem quantas dessas ele quiser, na hora que quiser, de grátis. Esse é o James Bond criado por Ian Flemming. Agora esse bagulho politicamente correto de hoje...
  • Leandro  19/12/2012 12:53
    Não, a melhor de todas é a Trench, Sylvia Trench.

    www.youtube.com/watch?v=xTW_YO446z0

    E a melhor vilã, disparada, é Xenia Zaragevna Onatopp

    www.youtube.com/watch?v=-1lu-Q_c0kQ
  • anônimo  19/12/2012 12:40
    Leandro, note que ele também nem é tão frio assim, o Quantum of Solace, na cena lá do avião e em muitas outras dá a entender que ele bebe pra sufocar a culpa de matar um monte de gente
  • anônimo  19/12/2012 11:58
    Na era Craig existe até uma sutil propaganda esquerdista:
    No Quantum of Solace uma hora o inimigo fala que uma das coisas que a organização dele faz é: quando tem um bondoso governo querendo aumentar o salário mínimo pra dez dólares por mês, eles vão, desestabilizam e derrubam o tal governo.
    Outra coisa: eles lutam pela água, uma hora falam que a água vai ser o grande recurso escasso do futuro. Propaganda verde total
  • Roberto Rachewsky  20/12/2012 11:00
    James Bond é um servidor público. Libertários glorificando um servidor público que torra o dinheiro dos impostos sob o pretexto de oferecer segurança? James Bond é hedonista e altruísta. Seria ele um herói ?
  • Leandro  20/12/2012 11:32
    Sim, esse tipo de protesto já era esperado. E creio que já dei a resposta logo acima.

    Libertários gostam dos filmes de 007 por causa de "seu total desapreço pelo politicamente correto e pelo feminismo -- o personagem nunca se importou em manter relações duradouras com suas mulheres, tampouco mostrava sensibilidade ou qualquer tipo de compromisso; ele simplesmente usava e descartava --, além dos ótimos diálogos e, principalmente, do desfrute sem culpa e sem proselitismo esquerdista de todo o tipo de luxo burguês: cassinos, drinques sofisticados, carros chiques e ultra-equipados, suítes em hotéis de luxo, ternos impecáveis."
  • Erick V.  20/12/2012 12:09
    Estranho que todo mundo mencionou Casino Royale e Quantum of Solace, mas ninguém falou de Skyfall... Puta filme sem sentido, sepultou de vez o Daniel Craig. Na minha opinião, deveria ser extirpado da série.

    E o último James Bond decente é O Mundo não é o Bastante, o qual também dá o título de melhor vilã para a Elektra King - embora a Xenia Onatopp também seja uma candidata fortíssima ao posto...
  • Roberto Rachewsky  20/12/2012 14:08
    Leandro, eu também aprecio os filmes do James Bond e bla bla bla. Na minha provocação, eu falei em "alhos" (o herói ser um servidor público, torrando o dinheiro dos impostos e agindo hedonistica e altruisticamente). Tu falaste em "bugalhos" (liberdade de expressão, feminismo e tal). Me fale mais sobre os "alhos".
  • Leandro  20/12/2012 14:31
    Mas por que seria você o detentor do privilégio de definir os termos da conversa? Nada a ver esse negócio de "alhos e bugalhos". Não existe essa separação (no que mais, na medida em que o personagem é servidor público, isso é problema dos britânicos, e não meu).

    E nada a ver também esse negócio de hedonismo e altruísmo. Qual hedonismo? Isso é um conceito muito vago. Em teoria, hedonista é o indivíduo que busca o prazer imediato como seu único objetivo de vida. Isso não cabe na definição do personagem. Ele tem objetivos bem claros em cada filme. Gostar de boa mesa, de boas bebidas e de boas mulheres não classifica ninguém como hedonista. Fosse assim, qualquer tipo de diversão também pode ser classificado como hedonista.

    Outra coisa, altruísmo onde? Non sense. Se a função do sujeito é "salvar o mundo", é isso o que ele tem de fazer. Cumprir a missão. Se isso é altruísmo, então qualquer pipoqueiro -- cuja missão é sobreviver -- também é altruísta.

    Acho que você andou vendo Austin Powers achando que era James Bond.
  • Cesar  19/12/2012 00:01
    Vou explicar com um exemplo:
    Dizem que Isaac Newton pensou nas suas leis quando lhe caiu uma maçã na cabeça.
    Está comprovado que o português Joaquim descobriu antes, mas caiu uma jaca.
  • Matheus  24/02/2013 03:21
    Daniel Craig fez filmes melhores, como Layer Cake. "Fik dik"
  • Samuel  18/12/2012 19:26
    Não sei se já tem uma pergunta sobre isso aqui, mas eu queria discutir a seguinte questão: Eu sou a Pfizer, invisto bilhões de dólares em pesquisas de um medicamento revolucionário. Que incentivo eu terei para fazê-lo se o meu direito de propriedade sobre a descoberta não for respeitado? Eu investiria nisso ou esperaria outro fazê-lo para depois roubá-lo? Não seria necessário a proteção a propriedade intelectual nesse caso devido ao passivo acumulado por anos de investimentos?
  • Beto  18/12/2012 19:43
    Isso é outro mito: achar que é fácil copiar remédios. Até hoje ninguém conseguiu copiar a Coca-Cola!

    Vale lembrar que genéricos só existem porque o estado obriga as empresas a revelarem suas fórmulas.

    Mas sim, isso já foi discutido aqui. Veja a seção de comentários deste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1208
  • Anonimo  18/12/2012 19:40
    "A contra gosto, banquei o socialista: fiz muita gente rica e feliz"

    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA
    HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

    Esses esquerdistas são uns asnos mesmo.
    Então quer dizer que se o socialista cagar uma bosta grande em um pinico,dar a a merda para mim,e eu descobrir que a merda do socialista é um otimo veneno contra pragas e ganhar um monte de dinheiro por causa disso,eu estarei infrigindo leis estatais e praticando pirataria??? Terei eu que pagar direitos autorais por algo qu nem o proprio dono da valor ou se da valor coloca em local para todos pegarem?
    Se eu compro uma caixa de papelão por R$0,20 centavos e vendo a mesma caixa por R$10,00 e tem gente para me pagar esse preço,estarei eu sendo um vigarista explorador pois eu fui muito mais inteligente e experto que o esquerdista.
    Como falam no forum.
    A esquerda nada mais é que a politica da inveja.....
  • BSJ  18/12/2012 21:19
    "Esses esquerdistas são uns asnos mesmo"

    Ok, querido amigo (não posso ofendê-lo pois o site não permite recíprocas).
    Mas se minha partura é roubada da minha casa, isso é crime, certo? Ato contínuo, o ladrão, que é um músico também, grava a canção e coloca na internet e ganha com isso. Agora deixou de ser crime?
  • Mauricio  18/12/2012 21:27
    A sua casa foi invadida. Eis aí o crime. Se o que foi roubado foi a sua partitura ou seu liqüidificador, isso é secundário. A sua propriedade privada (bem escasso) foi violada. Inacreditável uma comparação destas.
  • BSJ  18/12/2012 22:05
    A sua casa é invadida por crápulas que estupram sua mulher. Eles gravam a cena e vira hit na internet. Você só fica ofendido porque usaram e abusaram o teu bem escasso (sua esposa). O que é divulgado na internet (o filme pornô com sua mulher) é algo "secundário".
  • Leandro  18/12/2012 22:26
    Prezado BSJ, este seu exemplo grosseiro e estapafúrdio não tem absolutamente nada a ver com propriedade intelectual. Ele envolve, isso sim, violação da propriedade privada e agressão contra pessoa física. Divulgar um vídeo de uma ação na internet -- seja esta ação consentida ou não --, não tem nada a ver com propriedade intelectual, que é o assunto em questão. Neste seu exemplo grotesco, houve dois crimes grave (invasão e estupro), e você curiosamente se preocupou apenas com um terceiro, que foi mera consequência dos dois primeiros (preocupação desnecessária, aliás, pois até mesmo os sites pornográficos banem voluntariamente esse tipo de material). Seus conceitos são turvos e suas confusões são primárias.

    Essa foi sua última postagem aqui, a qual foi agravada por suas várias outras mensagens com palavras de baixo calão que não foram publicadas. E, de fato, o leitor acima que disse que "esquerdistas são asnos" foi realmente muito injusto ... com os asnos, que doravante terão direito de resposta aqui.

    O senhor está banido da nossa propriedade privada. Sim, em nossa propriedade privada só entra quem aceitamos (somos radicais, não?). Não perca seu tempo em vir aqui novamente.

    Passar bem.
  • Antonio Galdiano  21/12/2012 11:10
    Pow Leandro, sacanagem... Você não deve tirar esses caras, eles são a cara dos nossos adversários mais medíocres. Esse pessoal já foi mais crítico e mais inteligente quando eram a minoria.
    Isso que ele falou revela o nível da concorrência e pode ser usado como propaganda.



    Eu criei uma reflexão assim: Quando você está na rua e um cachorro late pra você, você late de volta? Não é melhor deixar só ele latindo?

  • Jose  18/12/2012 19:40
    O problema agora é que o youtube virou uma máquina de publicidade e todo vídeo nele começa com um anúncio, sendo que vc tem de esperar um tempinho até poder pulá-lo. Isso enche o saco. Eles podiam manerar nos anúncios. Eu acho que para os usuários antes era melhor.
  • Maurício  18/12/2012 19:51
    Como podia ser melhor antes se nem havia tais vídeos? Foi justamente o advento destas publicidades o que permitiu a divulgação de todos os materiais atuais. Dizer que era melhor sem elas é o mesmo que dizer que era melhor quando não havia nada.
  • Occam's Razor  18/12/2012 20:56
    Essas propagandas estavam me desanimando de usar o youtube também, mas eu lembrei de uma maneira fácil de me livrar delas: instalei o chrome adblock. Imagino que existam similares para outros navegadores. Recomendo.
    Agora reclamar que elas existam é realmente sem sentido. Melhor ter vídeos com propagandas do que não ter vídeo nenhum.
  • Jose  18/12/2012 22:30
    Baixei o chrome adblock, mas não consegui instala-lo no navegador do google. Diz que o windows não pode abrir o arquivo.
  • Occam's Razor  18/12/2012 23:11
    A instalação é bem fácil. Se você procurar em fóruns pela internet alguém deve conseguir lhe ajudar (pois, apesar de não ser moderador, imagino que esse site não seja o mais adequado para esse tipo de dúvida). Eu fiz o download aqui https://chrome.google.com/webstore/detail/adblock/gighmmpiobklfepjocnamgkkbiglidom

    Ironicamente o Google fornece a extensão (para seu próprio navegador) que termina por bloquear uma das fontes de sua própria renda. Torça para que eles não se incomodem com isso a ponto de criar um mecanismo que inutilize o bloqueador no youtube. Aproveite enquanto pode.
  • Jose  19/12/2012 02:08
    Consegui instalar. Bloqueia mesmo. Testei no vídeo gangnam style, que eu nunca tinha visto e logo parei de ver de tão horrível (pra adquirir toda essa popularidade só podia mesmo ser um lixo), e não apareceu nenhum anúncio. Muito obrigado.
  • Luiz Fernando  18/12/2012 20:07
    Acompanho o website - gosto demais dos artigos, penso que é um super trabalho de divulgação de boas idéias.
    Quanto a questão dos direitos autorais me oponho a idéia defendida no texto.
    gostaria de exemplificar:
    digamos que eu seja um empreendedor da área de software - tenho uma idéia, contrato pessoas e desenvolvo
    um sistema; dentro da lógica fundamental de defesa dos direitos de propriedade eu, como legítimo
    dono deste conjunto de linhas de programação posso decidir livremente o que fazer:
    - deixar o programa gratuito na rede e vender serviços de consultoria
    - vender apenas o direito de uso e não permitir cópias ilegais
    a mesma lógica aplica-se a qualquer outro bem digital: músicas, livros, filmes etc.
    quem constroi algo é seu legítimo dono.
    o exemplo do texto reforça esta lógica: o coreano decidiu não cobrar pela execução da música (música?) e obter
    ganhos periféricos. mas foi uma decisão dele, livre!
  • Renato Souza  18/12/2012 21:21
    A idéia de que, a longo prazo, o estado deixa de existir, é contrária ao que vemos na história. Estados eventualmente sempre entram em colapso, mas são substituidos por outros governos, geralmente sobre áreas menores. Houveram inúmeros eventos de colapso estatal na história, mas a todos eles se seguiram, primeiramente uma época de violência, e depois o surgimento de governos menores sobre as várias partes do ente estatal anterior, muitas vezes com a separação de províncias, de cidades, ou o estabelecimento de governos tribais.

    Formas menos coercitivas de governo normalmente surgem quando pessoas pessam sobre o assunto, e propõem restrições ao poder dos governantes. O mercado é sempre parte desse processo, mas o pensamento das pessoas no sentido de mais liberdade parece ser essencial para que o aumento da liberdade seja mais consistente. Mas para que as pessoas tenham as idéias corretas, é necessário que elas estudem história. Ora, as pessoas não estão aprendendo mais história, pelo contrário, estão conhecendo cada vez menos sobre ela.
  • Eric Marcolano  18/12/2012 21:44
    Ainda não estou plenamente convencido de que o anarcocapitalismo é viável.
    Sempre me vem à mente a situação de Israel: o poderio bélico do Estado de Israel é fundamental para rechaçar,dissuadir e repelir as investidas dos inimigos do Povo de Israel. Supondo que os israelenses adotassem unilateralmente o anarcocapitalismo, qual instituição catalisaria e concentraria forças capazes de protegê-los?
    Ademais, a convivência harmônica entre os ocidentais e os islamitas é impossível, na medida em que os muçulmanos constituem uma sociedade extremamente messiânica e expansionista (almejam o Califado Universal), recorrendo dogmaticamente à violência e á intolerância para com os infiéis (ou seja, todos nós ocidentais). Portanto, mesmo que as idéias anarcocapitalistas prosperem no ocidente, seria uma tremenda ingenuidade acreditar que um povo essencialmente fundamentalista como os muçulmanos aderissem a elas.
  • Bob Alex  19/12/2012 15:26
    Essa é fácil: o antagonismo só existe na área porque o Estado de Israel apoia os assentamentos em terras palestinas. Então com o desaparecimento do estado a violência diminuirá e voltará a ser como antes, com as três principais religiões coexistindo pacificamente.
  • Miqueias  19/12/2012 21:11
    E não existem fundamentalistas religiosos. Provavelmente é uma criação dos imperialistas yankess. Ah, e o Hamas só quer destruir o Israel para que os todos vivam em paz! Não se esqueçam que eles nunca matam outros palestinos, só os israelitas que são malvados.
  • Tiago Bezerra  18/12/2012 22:43
    O colapso do estado comunista foi facilmente previsto por Mises e Hayek. Já o colapso do estado intervencionista é mais complicado, mas acredito que provavelmente chegará o tempo em que a sociedade não aguentará mais o peso do governo e de seus impostos e regulações, e terminará, por fim, o mercado negro prevalecendo. Já hoje lembro que há uma grande quantidade de trabalhadores sem carteira assinada e de negócios feitos fora do controle do estado, os camelôs são um exemplo.

    O estado intervencionista deve durar bem mais que o comunista. Infelizmente eu sou pessimista enquanto a rapidez desse processo. Se o estado comunista durou, como a URSS, oitenta anos, o estado intervencionista deve durar uns duzentos anos no mínimo.
  • Fernando Scherer  18/12/2012 22:45
    Confesso que entendi pouco as idéias do autor, e menos ainda alguns dos comentários acima.

    Em primeiro lugar, existe uma diferença muito grande entre definir qual a função do Estado na sociedade democrática e qual a eficiência com que o mesmo realiza a tarefa a que se propõe. De fato, não podemos concluir, baseados em dados como quadro de pessoal ou análises de produtividade, qual a verdadeira extensão do papel do Estado na sociedade, ou como ele atua sobre o mercado. Prever a extinsão dessa entidade partindo de evidências semelhantes às acima citadas é extremamente discutível. Estas alterações podem ser explicadas por diversos outros fatores, como a digitalização crescente dos aparatos do estado ou as mudanças estruturais recentes dos órgãos estatais.

    Em segundo lugar, não podemos nos esquecer que o Estado moderno foi fundado justamente para garantir a propriedade individual. O autor usa como exemplo "a proteção ao monopólio intelectual" no caso do Gangnam Style. Como contraponto, usarei outro exemplo de "proteção ao monopólio intelectual", o da quebra de patentes de remédios realizada pelo ministério da saúde há alguns anos atrás. Lembram a reação de gigantes como a Pfizer e a Byern? Afinal, à quem a lei de proteção intelectual protege? Certamente, não ao estado democrático! Protegeria, então, aos indivíduos que compõem essa democracia? Não é o que parece em nenhum dos exemplos utilizados. Ninguem quer pagar para ter Psy tocando em sua festa, e todos preferem comprar remédios mais baratos.

    Mas porque então, o Estado cria leis que, no mínimo em um primeiro momento, não protegem o interesse público? A resposta parece ser: pressão de mercado! Investimentos exigem garantias! Garantias fornecidas em lei, que muitas vezes se provam grandes barreiras insitucionais ao livre agir do ser humano (que não se confunde, de maneira alguma, com o mercado - como estão sugerindo). Garantias que vêm se tornando mais perversas à medida em que as grandes corporações crescem em relação ao Estado, submetendo-o a sua vontade. Poderia-se dizer então que, por fim, o tamanho do Estado reduziria-se tanto que, em seu limiar, ele desapareceria. Porém, o Estado, quando em situação de inferioridade frente às corporações, parece servir aos interesses majoritários do mercado (ou aos interesses de quem domina o mercado), tornando-se peça-chave na engrenagem que movimenta o ciclo Investimento/Retorno.

    Suponhamos, porém; que o Estado seja extinto. Quantas pessoas seriam extintas, socialmente falando, junto com ele? Ou alguém acho que o mercado é capaz de incluir à todos? Como o mercado inclui os deficientes, os idosos, as crianças órfãs? Qual a condição que o mercado propõe àqueles com o chamado "capital social" baixo ou baixíssimo? O mercado seria mais perversamente exclusivo frente a supressão do Estado. Mesmo assim, tem muita gente comemorando essa possibilidade. Por que? Primeiro isso me pareceu ser egoísmo. Qualquer um que ocupe uma posição central no mercado, como todos nós, se vê embarreirado diariamente pelo Estado - e a barreira da previdência social, das férias obrigatórias, é a barreira dos impostos, das leis de proteção ambiental, do salário mínimo, do 13º, ufa! A remoção disso tudo facilitaria o nosso cotidiano, tudo o mais constante. Porém, em uma segunda reflexão, percebi que trata-se de um tiro no próprio pé! O estado levanta tantas barreiras, justamente para assistir aos desassistidos pelo mercado!!! É o papel do Estado no que se chama de "capitalismo assistencialista" - que, por sinal, é a forma pela qual o capitalismo reciclou-se já no início do século passado, quando teve sérios problemas.

    Nossos problemas não acabam com a extinção do Estado, nossa liberdade sim! Até o mercado sofreria certo retrocesso. Subtraiam o Estado, e teríamos a volta das greves nas organizações privadas (ou vocês se esqueceram de que foi lá que as greves começaram?). Subtraiam o Estado e o sistema se tornará mais exclusivo. Subtraiam o Estado e as grandes corporações, já estabelecidas, se tornariam as responsáveis por impor, direta e vorazmente, suas próprias barreiras de proteção. Cuidado, os sonhos viram pesadelos muito rapidamente!







  • Leandro  18/12/2012 23:34
    Prezado Fernando, deduzo que você em novato em nosso site. Seja bem-vindo. Foi fácil deduzir que você é novo por aqui porque levantou questionamentos que são mensalmente respondidos aqui no site. Não há um só que você tenha feito para o qual não haja pela menos uma dúzia de artigos em resposta.

    Sendo assim, vou me limitar apenas às respostas mais básicas para os mais básicos de seus questionamentos:

    "Porém, o Estado, quando em situação de inferioridade frente às corporações, parece servir aos interesses majoritários do mercado (ou aos interesses de quem domina o mercado), tornando-se peça-chave na engrenagem que movimenta o ciclo Investimento/Retorno."

    A ideia de que o estado protege corporações é corretíssima, e a esse arranjo dá-se o nome de corporativismo. E também de fascismo. Seu exemplo atual mais explícito são as agências reguladoras, que existem justamente para cartelizar o mercado e proteger suas empresas favoritas, impedindo a entrada de concorrência externa.

    Tal arranjo corporativista ocorre com maior intensidade quanto maior for o poder e o tamanho do estado. Estados enxutos e com pouca receita não têm burocratas o suficiente para fechar o mercado em prol de algumas empresas.

    "O mercado seria mais perversamente exclusivo frente a supressão do Estado. Mesmo assim, tem muita gente comemorando essa possibilidade."

    Non sense. O estado toma 40% da renda das pessoas, e seus impostos incidem majoritariamente sobre os mais pobres. Por definição, a extinção do estado liberaria, de imediato, 40% mais renda para as pessoas. Não faz nenhum sentido o estado tomar 40% da renda das pessoas, devolver 20% em forma de assistencialismo, e com isso dizer que está protegendo os pobres. Sua lógica aí ficou turva.

    Adicionalmente, o sumiço do estado, como veremos abaixo, permitiria o surgimento de uma genuína livre concorrência entre as empresas, que agora não mais poderia utilizar o estado como aparato regulatório e protecionista para garantir seus próprios interesses.

    "O estado levanta tantas barreiras, justamente para assistir aos desassistidos pelo mercado!!!"

    Mais non sense, e justamente pelo explicado acima.

    "Nossos problemas não acabam com a extinção do Estado, nossa liberdade sim! Até o mercado sofreria certo retrocesso. Subtraiam o Estado, e teríamos a volta das greves nas organizações privadas (ou vocês se esqueceram de que foi lá que as greves começaram?). Subtraiam o Estado e o sistema se tornará mais exclusivo. Subtraiam o Estado e as grandes corporações, já estabelecidas, se tornariam as responsáveis por impor, direta e vorazmente, suas próprias barreiras de proteção. Cuidado, os sonhos viram pesadelos muito rapidamente!"

    Você recorre a frases de efeito emocional, mas não apresenta nenhum argumento lógico ou racional para respaldá-las. Certamente é uma postura que pode fazer muito sucesso no meio universitário, mas aqui você vai precisar de mais do que isso.

    Por exemplo, como é que "as grandes corporações, já estabelecidas, se tornariam as responsáveis por impor, direta e vorazmente, suas próprias barreiras de proteção"?

    Você parece estar se referindo a cartéis e oligopólios. Mas como empresas imporiam barreiras à entrada? Apenas o estado, por meio de seu aparato burocrático, tributário e regulamentador, pode fazer isso. Monopólio é, por definição, a proibição coerciva à entrada em um mercado. Não existe monopólio em setores em que não há proibição legal à entrada.

    Quanto aos cartéis, a realidade é que nenhum cartel dura em um mercado genuinamente livre e desimpedido, para o qual não há barreiras à entrada (nem na forma de burocracias, nem na de agências reguladoras, nem na de altos impostos). É impossível um cartel voluntário durar em um mercado irrestrito. Sempre que houver formação de cartel e elevação de preços, haverá incentivos para que

    1) um membro do grupo saia do cartel, reduza seus preços e roube clientes de seus concorrentes, aumentando seu volume de vendas e consequentemente seu lucro; ou

    2) um empreendedor de fora (pode ser estrangeiro) chegue, pratique preços marginalmente menores, e com isso tome clientela dos cartelistas e obtenha portentosos lucros.

    Um cartel só é duradouro quando conta com a proteção do governo, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado, seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis e oligopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso. ( www.mises.org.br/Article.aspx?id=366 )

    Recomendo também este outro artigo: Monopólio bom e monopólio ruim - como são gerados e como são mantidos

    E este outro:

    As diferenças essenciais entre uma genuína economia de livre mercado e uma economia intervencionista

    E mais este:

    O que realmente é o fascismo

    E mais estes três:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui


    Grande abraço e seja bem-vindo!
  • Marcos  18/12/2012 23:47
    Também achei o texto otimista demais. No exemplo dado realmente houve uma grande evolução. Mas em compensação temos cada vez mais intervenção estatal em vários outros campos. A minha impressão é de que de maneira geral a situação piorou em vez de melhorar.

    Também não concordo com o uso do termo "revolução", que, ao contrário do que nos ensinam na escola, é algo ruim. Não foi obviamente o que aconteceu no Youtube. Mas aí também vai um certo purismo meu, já que o sentido da palavra certamente foi outro...
  • Brasil perde posto de 6º maior economia  18/12/2012 23:57
    Desvalorização do real ante o dólar e fraco desempenho do PIB nos últimos trimestres fazem Reino Unido recuperar lugar perdido em 2011
    17 de dezembro de 2012 | 2h 07

    LEANDRO MODÉ - O Estado de S.Paulo

    A desvalorização do real em relação ao dólar fez o Brasil perder o sexto lugar no ranking das maiores economias do mundo. Considerando o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no 4º trimestre de 2011, e no 1º, 2º e 3º trimestres deste ano, o País voltou para a sétima posição, atrás do Reino Unido. A atividade econômica brasileira em marcha lenta foi decisiva para que a distância entre os dois países subisse para a casa dos US$ 200 bilhões, o equivalente ao PIB da Romênia.

    A Economist Intelligence Unit (EIU), responsável pelo levantamento, calcula que a economia do Brasil só voltará a ultrapassar a britânica em 2016. "Segundo nossas estimativas, o País vai continuar crescendo mais do que o Reino Unido ao longo desses anos, mas, levando em conta a evolução da taxa de câmbio projetada para o período, o Brasil só voltará a ser sexto em 2016", explicou o economista da EIU responsável pela América Latina, Robert Wood.

    A EIU, braço de análise da revista britânica Economist, considera no levantamento apenas o PIB nominal dos países (resultado da soma das riquezas produzidas) convertido em dólar. Por isso, na 'disputa' Brasil/Reino Unido, pesou a expressiva desvalorização do real ante a moeda americana em 2012. Até sexta-feira, o dólar ganhava quase 12% na comparação com o real. No mesmo período, a libra esterlina acumulava valorização de quase 4% em relação à moeda americana.

    Como é inimaginável que o Brasil cresça os cerca de 16% que compensariam o desempenho das taxas de câmbio no ano, o País perderia a sexta posição do ranking de qualquer forma. No entanto, se o desempenho da economia brasileira fosse melhor, a diferença entre os dois países seria inferior aos quase US$ 196 bilhões de hoje.

    Diferentes réguas. O Brasil cresceu 0,7% de janeiro a setembro deste ano, enquanto o Reino Unido registrou estagnação no período. Caso o Brasil tivesse crescido no mesmo ritmo de outros pares latino-americanos, como Chile e Peru, que vêm se expandindo na casa dos 5%, teria encurtado a distância.

    www.estadao.com.br/noticias/impresso,brasil-perde-posto-de-6-maior-economia-,974586,0.htm

    Queria saber onde estão os inflacionistas que dizem que a desvalorização da nossa moeda gera crescimento.
  • Leandro  19/12/2012 00:06
    Normal. Esses gênios são ótimos para vociferar a certeza de suas ideologias. Porém, quando ocorrem fenômenos flagrantemente opostos àqueles que os iluminados haviam previsto, a orquestra da sabedoria infalível faz uma pausa pro cafezinho.
  • Tiago Bezerra  19/12/2012 00:42
    A situação no Reino Unido não é muito boa. Já há quem diga que o país está caminhando para o terceiro mundo. Esse vídeo abaixo dá uma pista do responsável pelo estado de coisas que acontece na terra da rainha. Outrora o maior império que já houve na face da terra, agora comendo poeira do Brasil.

  • Leandro  19/12/2012 01:12
    Comendo poeira do Brasil? Calma lá, cidadão. É indubitável que os últimos governos britânicos destroçaram a economia, mas daí a dizer que o Brasil se tornou invejável para os britânicos -- pior ainda: que eles estão comendo poeira nossa -- é de um ufanismo inominável, típico daquele provinciano que, por nunca ter saído de seu bairro, acha que o mundo não pode ser muito melhor do que aquilo. (Calma, não estou falando que você é provinciano, mas apenas que este seu comportamento nacionalista é totalmente guiado pela emoção e não possui nenhuma base teórica).

    Enquanto o PIB per capita do Brasil em 2011 foi de US$4.800, o do Reino Unido foi de US$ 28.033. Ou seja, um britânico é quase 7 vezes mais rico que um brasileiro. Eles têm uma moeda respeitada e um acesso pleno a bens e serviços de qualidade (importados e nacionais). Nós temos uma moeda ridícula, desvalorizada, sem poder de compra nenhum e, ainda por cima, nosso adorável governo nos proíbe de importarmos bens a preços de mercado.

    Devagar com o ardor nacionalista.
  • Tiago Bezerra  19/12/2012 01:55
    Você está enxergando chifre em cabeça de cavalo. Não há nenhum ardor nacionalista da minha parte, apesar de eu desejar que o meu país tivesse uma melhor situação que a de hoje. A comparação que eu fiz entre Brasil e Reino Unido foi para ilustrar mais a incompetência dos governos britânicos do que exaltar alguma qualidade do governo brasileiro. Em outras palavras os governos europeus em geral estão se igualando aos governos dos países subdesenvolvidos.

    Acredito que há algum erro em seus dados, pois de acordo com o FMI em 2011, o PIB do Brasil era $12.789, enquanto do Reino Unido era $ 38.592. Ou seja 3 vezes maior e não 7 como foi mencionado. Uma coisa que sempre me intrigou foi o fato da renda per capita britânica ser sempre menor que a Francesa, que é $ 44.000, apesar desse último sempre ser pintado com mais antiliberal do que aquele.
  • Leandro  19/12/2012 02:08
    Erro nenhum. O PIB per capita em dólares é este mesmo:

    www.tradingeconomics.com/charts/united-kingdom-gdp-per-capita.png?s=gbrnygdppcapkd&d1=19600101&d2=20121231

    www.tradingeconomics.com/charts/brazil-gdp-per-capita.png?s=branygdppcapkd&d1=19600101&d2=20121231

    Quanto ao nacionalismo, desculpe-me se exacerbei a sua posição, mas é que a frase "Outrora o maior império que já houve na face da terra, agora comendo poeira do Brasil" realmente não dá muita margem para interpretações mais comedidas. Se em vez de Brasil fosse Alemanha, de fato faria algum sentido.

    Quanto à França, seu PIB per capita em dólares, US$23.016, é menor que o britânico. Óbvio.

    www.tradingeconomics.com/charts/france-gdp-per-capita.png?s=franygdppcapkd&d1=19600101&d2=20121231
  • Occam's Razor  19/12/2012 02:54
    Acho que o dele é baseado na paridade do poder de compra (PPP). Sempre quis saber qual é o mais confiável para comparação da qualidade de vida.
  • Leandro  19/12/2012 09:05
    A paridade do poder de compra é um índice altamente subjetivo e se baseia na criação de várias cestas de bens distintas, uma para cada país. A desculpa para tal medida é que variações cambiais não afetam o poder de compra das pessoas desde que salários e preços permaneçam estáveis. Ora, mas numa economia cada vez mais globalizada, em que bens importados fazem parte de todas as cadeias do processo produtivo, tal raciocínio é tacanho. Qualquer variação cambial afeta o custo das empresas, e consequentemente seus lucros. Adicionalmente, afeta também o padrão de vida dos cidadãos, tanto os que viajam ao exterior quanto os que utilizam o comércio eletrônico mundial.

    Por isso, não é surpresa alguma que, dentre as três instituições que calculam a PPP (FMI, Banco Mundial e CIA), os resultados são totalmente discrepantes entre si.

    Um indicador baseado na subjetividade de burocratas da CIA, do FMI e do Banco Mundial? Passo.
  • Miqueias  19/12/2012 00:42
    "a marcha da história não pode ser interrompida ..." Parece que eu já ouvi isso antes...

    Se fosse tudo tão simples poderíamos simplesmente sentar e esperar que o mercado vá encontrando maneiras do nos livras das garras estatais. Talvez daqui 100 anos não será mais exigido diploma dos nossos netos, para que eles exerção certas funções. O mercado fará, daqui 300 anos talvez, com que nossos tátara-netos não sejam obrigados a cursar o ensino regular. Daqui 1000 o mercado da um jeito de os jovens com 18 anos não precisarem mais servir. E a história, ou o mercado vai continuando sua marcha em direção a liberdade!

    A própria história prova que temos caminhado, pelo menos nos últimos séculos, para cada vez mais estado. É só olhar para os EUA e o crescente crescimento do tamanho do estado. Para conseguirmos liberdade teremos de lutar por ela de algum modo, teremos de conquista-la.
  • anônimo  19/12/2012 09:21
    mercado = seasteading
  • Bruno  19/12/2012 01:49
    Miqueias escreveu: "Se fosse tudo tão simples poderíamos simplesmente sentar e esperar que o mercado vá encontrando maneiras do nos livras das garras estatais."

    O artigo diz: "Porém, em vez de apenas ficar inerte esperando por mudanças na lei, o setor privado encontrou uma forma de contornar a lei."

    Ou seja, ou o Miqueias não leu o texto com a atenção necessária, ou ele pulou algumas partes.

    "Simplesmente sentar e esperar" é exatamente o que nós, o mercado, não podemos fazer. Em momento algum, como mostrado, o artigo advoga isso.
  • Miqueias  19/12/2012 20:58
    Claro que li o texto. Mas acredito que apenas empreender como o texto sugere é a mesma coisa que ficar sentado esperando que aconteça algo que reduza o governo. Estamos empreendendo a mais de 500 anos e os governos não ficaram menos poderosos nem menores. O oposto na verdade.
  • Gustavo Sauer  19/12/2012 05:37
    Eu concordo com o Tucker. Acho que o mercado, com sua inigualavel capacidade de gerar riqueza será fundamental para que as pessoas vejam que nao precisam de um governo autoritario e imoral para viver suas vidas em paz.
  • anônimo  19/12/2012 09:26
    Dá uma depressão vir pra cá e encontrar a foto desse japonês idiota, pqp
    Pra mim o 'sucesso' desse cara é só mais uma prova de como as massas estão cada vez mais estúpidas.Se o tiririca fosse americano ia ser a fiorentina bombando no mundo.
    É tudo no mesmo nível.Deprimente.
  • anônimo  19/12/2012 11:51
    Quem é um gênio criativo capaz de ter muitas idéias boas podia fazer como o pessoal do linux, criar tipo uma ong pra ter idéias e soltar elas de graça pro mundo, e quem quiser ajuda esse cara com doações
    Como o Bill Gates que deu n sei quantos milhões pro Salman Khan lá. Quem fosse bom mesmo, não ia faltar quem ajudasse.
  • André Luiz S. C. Ramos  19/12/2012 12:00
    A maioria das pessoas dessa área de comentários que dizem se opor à idéia do texto (crítica ao SISTEMA ESTATAL DE PROTEÇÃO DA PROPRIEDADE INTELECTUAL) está atacando um espanhtalho.
    Leiam o texto de novo, mais precisamente essa passagem:

    "É claro que seria muito melhor se as regulamentações e as proteções aos monopólios intelectuais fossem revogadas e o próprio mercado fosse incumbido da tarefa de criar modelos comerciais de distribuição em um ambiente livre de intervenções."

    Um ambiente de livre mercado chegaria a soluções MUITO MAIS EFICAZES para os supostos "direitos de propriedade intelectual". Aliás, isso já ocorre. Em muitos setores da economia os empresários preferem o "segredo industrial" à proteção patentária.
  • anônimo  19/12/2012 12:16
    Elon Musk faz isso. A SpaceX faz um monte de coisas que ninguém sabe, mas ele não patenteia nada porque sabe que patentear é dar de bandeja a receita pros chineses copiarem
  • Bernardo  19/12/2012 12:08
    oglobo.globo.com/pais/senado-aprova-pacotaco-de-aumentos-criacao-de-cargos-para-os-tres-poderes-7093377

    Não me parece que o estado está diminuindo, infelizmente.

    Aproveito o comentário para pedir que alguém me indique um artigo que fale sobre como seriam tratados os mendigos, deficientes, ou pessoas que nascem desprovidas de qualquer propriedade em uma sociedade anarcocapitalista. E caso o anarcocapitalismo fosse implementado agora, como seria dividida a propriedade publica entre as pessoas?
    Achei a idéia de "negative income tax" que o Milton Friedman usa muito boa, porém acho que nao se aplicaria numa anarquia.

    Obrigado!
  • Bruno  19/12/2012 12:17
  • Bernardo  19/12/2012 13:23
    O primeiro já tinha lido, mas os outros dois são muito bons, obrigado!

    Gosto muito de discussões ideológicas, mas acho fundamental tentarmos trazê-las para um plano aplicável.
    Tendo isso em mente, no caso da aplicação do anarcocapitalismo, como seria a divisão da propriedade pública? ainda existiria algo público ou tudo seria de propriedade de alguém? Caso fossem mantidas pelo menos as propriedades que já tem dono, seria moralmente aceitável que grandes empresas mantivessem suas propriedades? Lembrando que elas as obtiveram através das distorções de mercado impostas pela presença do estado. Como seriam divididos os recursos naturais? Mares, oceanos, petróleo, por exemplo.
    Se alguém puder me explicar ou mesmo indicar algum artigo ou livro ficaria imensamente grato!

  • Bernardo  19/12/2012 13:42
    Adicionados à lista de leitura, infelizmente vão ficar pra mais tarde.

    Obrigado!
  • Antonio Galdiano  19/12/2012 15:31
    Já peço desculpa antecipadamente pois este comentário não considerou os 108 comentários anteriores (sucesso merecido), mas uma coisa que o texto não abordou que seria interessante frisar é que, a despeito da solução da google a este respeito (associar comerciais às músicas com direitos autorais), mitiga os efeitos da famigerada legislação para todos os envolvidos, mas não o elimina.
    Como exemplo, é difícil supor que um site menor que o youtube consiga atrair comerciais no grau e escala que o google (empresa qual, até o momento, não tenho nada contra), de forma que a imposição legal de obediência a direitos autorais acabou por favorecer enormemente o google, eliminando potenciais concorrentes (principalmente os pequenos).
    Certa vez eu vi uma definição de que economia pode ser entendida como o estudo dos efeitos não intencionais das ações. Bem, isso parece fazer sentido.
  • amauri  19/12/2012 16:32
    bom dia!
    Li o comentario abaixo de um discipulo de Keynes:
    Nem entro aqui no argumento econômico da escola austríaca, apenas o político.
    E o lado político de Mises elogiou o fascismo, dizendo até que havia méritos, como se pode ver no seguinte trecho:
    "It cannot be denied that Fascism and similar movements aiming at the establishment of dictatorships are full of the best intentions and that their intervention has, for the moment, saved European civilization. The merit that Fascism has thereby won for itself will live on eternally in history. But though its policy has brought salvation for the moment, it is not of the kind which could promise continued success. Fascism was an emergency makeshift. To view it as something more would be a fatal error".
    mises.org/liberal/ch1sec10.asp
    Nem vou me alongar, pois a mesma gistória que iria demonstrar os méritos do fascicmo demonstrou o contrário. Na página seguinte, uma defesa das drogas:
    "No words need be wasted over the fact that all these narcotics are harmful. The question whether even a small quantity of alcohol is harmful or whether the harm results only from the abuse of alcoholic beverages is not at issue here. It is an established fact that alcoholism, cocainism, and morphinism are deadly enemies of life, of health, and of the capacity for work and enjoyment; and a utilitarian must therefore consider them as vices. But this is far from demonstrating that the authorities must interpose to suppress these vices by commercial prohibitions, nor is it by any means evident that such intervention on the part of the government is really capable of suppressing them or that, even if this end could be attained, it might not therewith open up a Pandora's box of other dangers, no less mischievous than alcoholism and morphinism."
    mises.org/liberal/ch1sec11.asp
    Quem continuar lendo, verá o extremismo e o relativismo de Mises, dizendo que se o Estado regula isso, deveria regular o tipo de comida, os hábitos, o sexo. Um exemplo de coerência.
    Abraços.""
    Como eu ainda nao conheco o bastante de Mises para refutar, tem como refutar?
    abs
  • Henrique Mareze  19/12/2012 18:33
    Só discordo uma coisa do J. Tucker: É um saco esperar o anúncio do YT começar antes de aparecer o botão ''pular anúncio''. Mas é compreensível a importância disto hehehe...
  • Henrique   19/12/2012 19:26
    Baixe uma extensão para Firefox ou Chrome chamado Adblock Plus que bloqueia não só vídeos do youtube, mas muita publicidade irritante em muito site. E o melhor, de graça, como só em um genuíno livre mercado como a internet pode oferecer.
  • Paulo Kelson  20/12/2012 22:54
    Por sua visão de economia de mercado, Psy logo vai bater um bilhão de acessos no You Tube, agora que já está em 992.802.047.
  • Patricia Bastos  21/12/2012 09:52
    "um ato de desobediência criativa de cada vez."

    This is the key.

  • Matheus  22/12/2012 17:48
    Achei o Singaporean style mais divertido. www.youtube.com/watch?v=VFqLy27OSd4
  • Rodrigo Viana  23/12/2012 06:51
    Tucker e seu costumeiro otimismo inocente. Chega a ser engraçado até.
  • Neto  23/12/2012 10:40
    Pois é. Essa de 'o bitcoin vai nos salvar'...foi foda
  • anônimo  23/12/2012 18:07
    Eu vou de Arturo Graf: "a ingenuidade é uma força que os astutos fazem mal em desprezar."
  • Andre Oliva  28/12/2012 17:58
    Concordo. Como se trocar moeda sem lastro por outra moeda sem lastro fosse melhorar alguma coisa.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  24/12/2012 20:27
    Se o PSY não se importou com a pirataria da música dele, qual foi o problema entre ele o Latino?
  • kondde  26/12/2012 19:26

    Desculpem por não ter haver muito com o cerne da questão do articulista, mas acho importante comentar.

    Mas eu não acho que foi por puro talento do artista Psy que fez o mesmo vídeo ter chegado a 1 bi de visualizações.
    Outros internautas fazem coisas piores (na proporção de 48 horas/min como disse o articulista)
    Por que cantar uma música que critica por meio de esteriótipos e caricaturas (faz uma critica social como dizem é mais bonito e politicamento correto) conseguiu ter rendido 1 bi de visualizações?
    Gangman Style é uma paródia da vida social dos habitantes desse prospero distrito que já foi vala.

    Muita coincidencia não?


    Gangman é um prospero e rico distrito de Seul que a trinta anos atrás era uma vala a céu aberto, hoje um dos endereços mais cobiçados do país que graças ao capitalismo é claro pode prosperar desse jeito.

    Governantes esquerdistas dançando... O próprio Psy deu uma entrevista em que ele disse que deveriam morrer todos os soldados americanos na coreia, e por todos aqueles que morreram?!? para que o próprio Psy pudesse fazer suas dançinhas nada empolgantes..


    Será que a banalização de algo tão notório é passada tão facilemte desarpecebida pela mídia?

    Um comentário que eu também achei interessante de um internauta ao comentar sobre a musica:
    "Até que enfim um bosta que não é do brasil!"



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