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A nova lei da nota fiscal e a discriminação contra os pequenos

Não se deve subestimar a capacidade do governo de perverter medidas de cunho liberal e utilizá-las para proveito próprio, aumentando seu poder.  Em hipótese alguma se deve duvidar de que o governo irá aproveitar uma demanda popular antiestado e subvertê-la para agigantar seu poder.

Um exemplo deste oportunismo estatal são as privatizações.  Em tese, a privatização de empresas estatais seria uma medida que retira poder e arbitrariedade do estado, pois este deixa de ser administrador e investidor e passa a ser apenas um coletor de impostos.  Na prática, no entanto, é diferente.  O estado vende empresas e ao mesmo tempo aumenta seu controle.  Ou seja, ele privatiza (troca a gestão estatal pela gestão privada), mas não desestatiza.  No final, aumenta seu poder por meio da mágica das agências reguladoras. 

O estado tira proveito da maior eficiência da gestão privada para aumentar sua receita de impostos, e reforça o poder das agências reguladoras para controlar rigidamente os mercados em que atuam essas empresas privatizadas.  Em troca dessa submissão, o governo usualmente garante às empresas uma reserva de mercado, a qual é solidificada pelas agências reguladoras, que implantam barreiras burocráticas e regulatórias à livre entrada de competidores, impedindo assim uma genuína livre concorrência

No Brasil, como regra geral, os setores "privatizados" mantiveram em grande medida seus monopólios garantidos por lei, em um formato destinado a maximizar tanto a chamada 'outorga' quanto as participações nos resultados futuros.  Em outras palavras, o repasse do monopólio por lei ao gestor privado permite ao governo maximizar tanto os valores recebidos pelo estado na data da "privatização" como nos anos vindouros .  Além disso, os leilões foram viabilizados com dinheiro do BNDES, e os fundos de pensão de estatais (que, em última instância, são controlados por políticos e sindicalistas ligados a partidos políticos) adquiriram participações em várias dessas empresas "vendidas".  Não houve um único setor da economia do qual o estado tenha se retirado por completo.  Assim como a jabuticaba e a pororoca, as "privatizações" brasileiras são um fenômeno único: aumentam a participação do estado na economia.

Fizemos estes prolegômenos para introduzir o leitor ao novo golpe que está sendo perpetrado pelo estado contra a iniciativa privada, golpe este travestido sob o manto de "mais transparência" e "preocupação com os direitos do cidadão": a obrigatoriedade da discriminação de impostos na nota fiscal.

A exigência de que os impostos embutidos nos preços das mercadorias e serviços sejam discriminados na nota fiscal sempre foi uma demanda popular.  A ideia é que, se os consumidores de fato souberem o quanto pagam de impostos — embutidos veladamente no preço final —, terão maior consciência do tanto o governo extrai dele e do que o governo pode estar desviando para a corrupção.  Ato contínuo, ofereceriam maior resistência a qualquer anúncio de aumento de impostos.

Até aí, tudo bem.  Trata-se, de fato, de uma medida antiestado.  Afinal, governo nenhum tem interesse em súditos bem informados a respeito de sua esbórnia fiscal.  Porém, como diz o aforismo apócrifo, o diabo está nos detalhes.  Veja a notícia a seguir:

Dilma publica lei que obriga detalhamento de impostos na nota fiscal

Medida foi aprovada com vetos e entra em vigor em junho de 2013

Nova lei determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados na nota fiscal.

A presidente Dilma Rousseff publicou nesta segunda-feira (10) no "Diário Oficial da União" a lei 12.741, que determina que os tributos incidentes sobre os produtos e serviços devem ser explicitados na nota fiscal. Diferentemente do texto aprovado pelo Congresso Nacional, a lei sancionada estabelece que deverão ser identificados sete e não nove tributos: Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), PIS/Pasep, Cofins, Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e Imposto sobre Serviços (ISS).

Informações referentes ao Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) foram vetadas pela presidente. Outro veto diz respeito à parte do texto que determinava a identificação do tributo mesmo que estivesse sendo questionado na Justiça ou em processo administrativo.

No caso dos serviços financeiros, as informações sobre os tributos deverão ser colocadas em tabelas fixadas nos pontos de atendimento, como agências bancárias. O IOF deverá ser discriminado somente para os produtos financeiros, assim como o PIS e a Cofins, somente para a venda direta ao consumidor. A lei também estabelece que a nota fiscal deverá trazer o valor da contribuição previdenciária dos empregados e dos empregadores sempre que o pagamento de pessoal constituir item de custo direto do serviço ou produto fornecido ao consumidor.

Sempre que os produtos forem fabricados com matéria-prima importada que represente mais de 20% do preço de venda, os valores referentes ao Imposto de Importação, ao PIS/Pasep e à Cofins incidentes sobre essa matéria-prima também deverão ser detalhados.

Para que os estabelecimentos comerciais tenham tempo para se adaptar às novas regras, a lei só entra em vigor em junho de 2013. A partir daí, quem descumprir a lei pode ser enquadrado no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), que prevê sanções como multa, suspensão da atividade e cassação da licença de funcionamento.

A lei é fruto de uma iniciativa popular que reuniu aproximadamente 1,56 milhão de assinaturas coletadas pela campanha nacional De Olho no Imposto, da Associação Comercial de São Paulo.

Perceberam a encrenca?  A notícia, que tinha tudo para ser boa, é péssima.  Para começar, o cálculo dos impostos ficará a cargo das empresas.  Só que graças ao nosso sistema tributário incompreensível, ele é extremamente complicado e nada exato.  Aliás, ele é quase impossível de ser feito, principalmente ao se levar em conta os impostos embutidos nos insumos.  Consequentemente, isso abre espaço para vários tipos de chantagem e de cobrança de propina da parte dos fiscais do governo.  O risco de autuação será alto.  Quem descumprir a lei — qualquer pequena empresa sem contadores capacitados — será enquadrado com multa, suspensão da atividade e cassação da licença de funcionamento.

Dos 88 tributos existentes no Brasil, a lei só determinou "transparência" para oito deles.  A lista de impostos a serem especificados é estritamente controlada pela lei, e a presidente já começou vetando dois impostos (IR e CSLL) desse processo de transparência.  Ademais, o Imposto de Importação só será incluído caso o importado represente mais de 20% do preço final de venda, uma métrica que deverá excluir quase todos os importados de varejo que utilizam cadeias de distribuição custosas.  Que transparência é essa que se propõe a divulgar menos de 1/10 dos impostos, e com exceções?  Na verdade, é um processo de desinformação, e não de transparência.

O processo de aprovação desta lei, que levou 10 anos e consumiu uma quantidade gigantesca de recursos humanos e financeiros — boa parte advinda de liberais bem-intencionados —, foi contaminado desde a origem pela mentalidade estatista de que precisamos da autorização de Brasília para divulgar um mero dado.  O mais curioso é que, até hoje, era proibido divulgar a carga tributária contida no produto.  Qualquer folheto ou papel grampeado podia ser interpretado pelo estado como um ato subversivo.  (No caso do Dia da Liberdade de Impostos, ao perceber o potencial eleitoreiro dessa encampação estatal, foi aprovada uma lei "permitindo" que se faça a manifestação e instituindo por lei o "Dia Nacional da Conscientização de blá-blá-blá").  O que antes era proibido, a partir de agora será obrigatório.  É igual à democracia: ou você é proibido de votar ou é obrigado a votar.  Os burocratas do estado possuem uma mentalidade binária: eles só veem proibições e obrigações.  Não há o meio termo, que é a liberdade.

Quem será o mais atingido por essa lei?  O pequeno empresário, é claro.  Ele agora terá mais um custo e mais uma obrigação, o que dificultará ainda mais sua concorrência com as grandes empresas.  Alguns já se deram conta disso e já começaram a reclamar.

E as grandes empresas?  Embora percam, o fato é que para estas esse trabalho adicional é proporcionalmente pequeno.  Mas há um diferencial nada desprezível: esta lei acaba sendo benéfica para elas, pois irá diminuir a competição das pequenas e médias empresas.

Isso é fácil de entender.  Impostos, regulamentações e burocracia funcionam também como barreiras ao surgimento de novos concorrentes.  Uma empresa já estabelecida em um determinado ramo já se adaptou aos impostos e aos custos contábeis de operá-los, ao passo que esses mesmo impostos impedem que pequenas empresas cresçam e que novas empresas surjam.  Uma alta carga tributária, acompanhada de um emaranhado indecifrável de códigos tributários, serve como barreira de entrada no mercado, o que apenas ajuda as empresas já estabelecidas.  Para estas, uma alta carga tributária ou um emaranhado burocrático incompreensível e arbitrário são um preço válido a ser pago, pois garante que novas empresas fiquem afastadas e que a concorrência seja mínima. 

Ao passo que o pequeno empresário estará mais manietado, os grandes não terão dificuldades — nem carência de recursos — para lidar com essa nova imposição estatal.  Com nada menos que 88 tributos e uma burocracia que é um emaranhado de leis, medidas provisórias, decretos e outros atos tributários aterrorizantes, que pequena empresa conseguirá concorrer com os barões já estabelecidos (e quase sempre financiados pelo BNDES)? 

O estado, mais uma vez, cria uma intervenção que não apenas aumenta seu poder e suas receitas, como também auxilia os grandes à custa dos pequenos.  E ainda há aqueles que dizem que o estado existe para preservar a concorrência e manter a solvência dos mais fracos...

Portanto, eis aí duas lições: 1) nunca subestime a capacidade do estado de subverter para proveito próprio causas até então antiestatais; e 2) jamais comemore antecipadamente a aprovação de medidas aparentemente pró-mercado.  O estado sabe o que faz e jamais iria voluntariamente criar leis que prejudicassem a si próprio — salvo se for uma questão relativa a sua própria sobrevivência. 

Se você é um pequeno empreendedor, nossas condolências.  E boa sorte.

 

Leia também:

Quem realmente arca com o fardo dos impostos indiretos



autor

Equipe IMB

  • Jose  11/12/2012 02:08
    Eu acho que o estado deveria montar uma lista com todos os produtos e informar o imposto médio de cada item, assim bastaria a empresa fazer uma simples consulta e por a informação na nota fiscal. E sou a favor que seja obrigatória a discriminação da carga tributária.
  • Ricardo  11/12/2012 02:34
    Também defende que haja multa, suspensão da atividade e cassação da licença de funcionamento?
  • Jose  11/12/2012 02:44
    Saber o peso dos impostos é um direito do consumidor, assim como não receber produto defeituoso. A empresa deve sofrer punição sim se não informar os impostos.
  • Luis Almeida  11/12/2012 02:58
    Uma empresa deve ser multada e fechada por não fornecer corretamente os valores de excrescências criadas unicamente pelo governo?! O governo inventa algo que ninguém entende e é obrigação das empresas desfazer a bagunça? E se não fizerem direitinho devem ser punidas? Ah, meu, vai defender totalitarismo em outro lugar, vai!
  • capivara  12/12/2012 10:42
    Aquela velha estória de bradar contra o empresário e ser bovino com o governo
    demorou 500 anos de governo pra conseguir saber o valor dos impostos e todo mundo quetinho sem reclamar. Agora saiu a lei e começam: "é direito do consumidor saber o quanto pagam de impostos e as empresas TEM QUE DAR ESSA INFORMAÇÃO!!!"
  • Tory  11/12/2012 03:14
    Jose, o dia mal começou, mas acho que não lerei algo tão engraçado até amanhã. "Eu acho que o estado deveria montar uma lista com todos os produtos". Por que não todos os serviços também? E a edição de um formulário para cada novo produto/serviço oferecido no mercado ser cadastrado na Lista Oficial de Produtos e Serviços Brasileiros? E uma secretaria para cuidar da atualização, e fiscais para punir os perigosos produtos "piratas" que não constam na LOPSBRA?
  • Brasileiro é tudo burro  11/12/2012 03:54
    E um preço máximo ao consumidor para cada item da lista, obviamente!
  • Joao Vasconcellos  11/12/2012 07:41
    Preço máximo é controle. Se o comerciante cobrar mais caro do que o mercado aceita, ele não vende, e quebra. O mercado 100% livre controla os preços através da oferta e demanda, não precisa de "tabela"
  • Filósofo  11/12/2012 06:30
    Quer saber?

    Por que apenas listar os produtos?!

    Quem lista pode orientar! Há produtos demais para listar e o proletariado não precisa disso!

    As pessoas ficam estressadas ao ir ao super mercado e ver toda aquela variedade. Terminam escolhendo produtos pouco saudáveis. Minha proposta é melhor:
    - Doravante, o estado não irá apenas listar quais produtos existem e sua carga tributária! Ele irá convocar um grupo de filósofos para criar um "Coeficiente de Dano à Saúde" pois assim o proletariado estará atento aos problemas produzidos pela busca desenfreada pelo lucro! E mesmo assim, caso o pobre operário ainda opte por comprar aquela sorvete danoso à sua saúde, o estado terá o direito de intervir e forçá-lo a comprar 3kg de legumes.

    Tudo pelo bem comum.
  • Samuel  11/12/2012 17:22
    "E mesmo assim, caso o pobre operário ainda opte por comprar aquela sorvete danoso à sua saúde, o estado terá o direito de intervir e forçá-lo a comprar 3kg de legumes."

    Não dá idéia pelo amor de Deus!...
  • Jose  11/12/2012 02:15
    Olha o que a Associação Comercial de São Paulo disse ao g1:

    Para a ACSP, entretanto, a mudança não acarretará em aumento de gastos para as empresas. "Posso afirmar categoricamente que não vai haver nenhum custo adicional. Já existe um software, desenvolvido pelo IBPT [Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário], que está lendo os nove impostos", diz Amato. "Se tivéssemos que pagar alguma coisa, ainda assim, valeria muito a pena"
  • anônimo  11/12/2012 02:43
    Programa feito pelo governo é ruim hein...Já trabalhei em um partido, o negócio era tão tosco que tinha coisas feitas pra baixar em disquete! E isso nem faz tanto tempo assim, uns 3 ou 4 anos
  • Jose  11/12/2012 02:18
    Um dos benefícios desse projeto é que vai forçar a diminuição da burocracia tributária.
  • Fellipe  11/12/2012 06:50
    Jose

    "Um dos benefícios desse projeto é que vai forçar a diminuição da burocracia tributária."


    Você realmente leu o texto? Se leu,conseguiu compreender? Não sei te rotulo como analfabeto funcional, papagaio repetidor de bordões estatistas ou mal intencionado mesmo...
  • anônimo  11/12/2012 02:30
    Segundo análise do governo federal, [as empresas terão de contratar] instituições de "âmbito nacional reconhecidamente idônea" para calcular e fornecer os dados a serem divulgados nas notas fiscais.

    [link]www1.folha.uol.com.br/mercado/1198841-com-vetos-dilma-sanciona-lei-para-informar-tributacao-em-nota-fiscal.shtml[/link


  • Daniel - Contador  11/12/2012 03:41
    A medida é péssima para o pequeno empresário. Eu, na condição de contabilista, e os demais colegas, absolutamente aumentaremos o valor do honorário para fazer o exato cálculo.
    Foi mencionado que o governo disponibilizará um software... Da mesma forma que "protegeu" as pequenas empresas com o Certificado Digital, vocês sabem o valor desse certificado? Pergunte a qualquer empresário se ele se sente beneficiado com o altíssimo custo do certificado.

    Parabéns a Dilma, pois cumpre com seu dever de estadista e principalmente de petista, F**** com o povo !!!
  • Rene  11/12/2012 03:52
    Seria muito melhor se o governo simplesmente deixasse livre para a empresa divulgar as informações que ela quiser e da maneira como quiser. Já era um absurdo que a empresa fosse proibida de divulgar o valor dos impostos que paga. Agora, mudar a proibição para uma obrigação, dando um prazo ridículo de 6 meses, é pior ainda. \r
    \r
    Eu trabalho com desenvolvimento de softwares e posso dizer com pleno conhecimento de causa que, dependendo como foi implementado o sistema de impressão da nota fiscal, o custo desta mudança será altíssimo. O sistema pode não ter esta informação pronta em nenhum lugar, e a pessoa que vai construir este componente pode não ter sido a mesma que desenvolveu o software no início. Leva um bom tempo só para entender a lógica de funcionamento do sistema, além do tempo para entender a lógica do negócio, que no caso dos tributos não é pouca coisa. Por exemplo, como que o sistema vai dar entrada nos impostos acumulados enviados pelo fornecedor, que antes vinham embutidos no custo do produto (especialmente aqueles impostos em cascata)? Não esqueçamos também que o governo criou de repente uma alta demanda pelos serviços de desenvolvedores de software, o que poderá ocasionar em uma alta nos preços da hora trabalhada.\r
    \r
    Incrível como estas regulamentações que só atrapalham nossa vida saem como pãozinho do forno de uma padaria.
  • Davi  11/12/2012 04:22
    A questão toda é clara, a questão é que não deve ser PROIBIDO ou OBRIGATÓRIO colocar os impostos, mas deve ser PERMITIDO. Se a empresa quer colocar os impostos, ok, se não quiser ok tambem. Se o consumidor quiser saber os impostos, que comprem os produtos de que os informa.
  • David  12/12/2012 05:48
    O irônico é que pela regra legal, bastava não haver legislação que tava ótimo, pois para o agente privado, tudo que que não for expressamente definido em lei, é lícito. Era só revogar a legislação babaca que proibia de informar a quantidade de impostos, mas não, isso ia contra o interesse do estado. Logo, é aprovada esta porcaria aí. Espero que os pequenos empresários se unam para exigir alguma mudança, pois aumento de custos para eles é aumento de custos para nós consumidores.
  • paulo de Andrade  11/12/2012 05:27
    Vocês sabem quando e aonde será a 4 conferência da escola austriaca?
    Ou não foi definido ainda?
  • Eduardo  11/12/2012 06:19
    Realmente, tinha ficado contente por ler a notícia...quanta ingenuidade! Mas engraçado é imaginar uma nota fiscal de uma compra de mês num mercado. Se comprar 50 itens, virão 350 linhas (50 itens x 7 impostos)!!\r
    \r
    FANTÁSTICO!\r
    \r
    Essa lei seria sensata se tivéssemos só um IVA de imposto direto.
  • SW  11/12/2012 06:26
    Mais trabalho para mim, já que trabalho no departamento contábil de uma empresa de grande porte (e acredito, a maior de RO).


    Isso me bateu uma curiosidade, tem especialistas em contabilidade (obs: não sou contador, nem pretendo seu, embora meu pai seja), aqui no IMB? Seria uma boa ideia já que acredito que a Contabilidade dá mais noção das intervenções estatais e a burocracia do que a própria Economia, ao menos eu fico abismado com o excesso disso.
  • Gabriel Miranda  11/12/2012 06:56
    Concordo com o SW. Gostaria de ver mais textos de contadores, obviamente sob a perspectiva austríaca, no IMB.

    Fica a dica aí, Equipe Mises Brasil!
  • Patrick de Lima Lopes  11/12/2012 06:42
    Vejam a pérola que recebi de um indivíduo que quer mais impostos:

    "Que nada. O rico não recebe nada do que paga de impostos, por isso quer que acabem. Já o pobre, recebe."

    Será que ele não sabe que uma redução de impostos acarreta até mesmo em um aumento da contribuição ao longo prazo devido ao barateamento do capital, o aumento da poupança devido aos menores custos de vida e o aumento do volume de investimentos(Principalmente de pequenas empreendedores)?

    Será que ele levou em questão que as mais afetadas por impostos são as pequenas e médias empresas, pois possuem menos condições(Tempo e fundos) para contribuir com as demandas estatais - e que por isso serão gerados menos empregos? Será que ele levou em questão que nenhum pobre escolheu se queria trabalhar 5 meses do ano pelos maravilhosos serviços estatais? Será que ele realmente crê que é capaz de medir o preço de um serviço público quando não há um sistema de preços baseado no mercado?

    Será que ele levou em questão que os pobres são os que pagam uma porcentagem maior de impostos sobre sua renda total? Será que ele realmente acha que é o rico que é mais afetado pela ausência de competição, pela ausência de postos de trabalho, pelo alto preço do padrão de vida(E pelo maior sacrifício necessário para a poupança preciso para seu acúmulo)?

    É cada um que aparece...
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    Aproveitei a discussão a respeito de impostos. Desculpem pelo "off-topic", apenas queria tirar isso do meu baú.

    O artigo está excelente e muito explicativo.
  • Ubiratan Iorio  11/12/2012 06:45
    Maravilhoso artigo da equipe do IMB. Oportuno, esclareceor e derruba um mito muito comum! Parabéns! Cada vez mais me orgulho de fazer parte do IMB.
  • Mark  11/12/2012 07:40
    Essa medida é uma demanda popular bem antiga, e como vivemos em uma democracia acho justa a implantação. O IBPT irá fornecer gratuitamente o software para leitura dos impostos, então o custo para o empresário é estabelecer a comunicação entre o software do IBPT e o utilizado na empresa. Pelo que entendi, o valor do imposto vai vir ao final da compra, parecido com sales tax mostrado nas notas fiscais nos EUA, e não discriminado por imposto e por item.
    Mais um detalhe, a qualidade e o nível de serviço das empresas no Brasil é tão ruim, além dos inúmeros casos de desrespito ao consumidor, que a maioria dessas só respeitam o consumidor se houver intervenção estatal.
  • Marcus Benites  11/12/2012 15:18
    Mark ou "Marx"? Em todo caso, concordo com você. Fico feliz quando o governo pega 40% da minha renda para "me proteger" do comerciante ruim que quer me roubar. Bem melhor isso que eu trocar, voluntariamente, de mercearia.

    Não sei se foi alguém que inventou ou ela foi se moldando aos poucos, mas a "lógica" esquerdista é algo inigualável... É uma lógica assim, que não vem do cérebro, mas das entranhas... É mais profunda, talvez venha diretamente dos intestinos ou, quem sabe, de um dos estômagos dos ruminantes que a professam... O fato é que ela é incomensurável, incomparável, insofismável! Ela é "in", daquela parte bem "in" do nosso corpo mesmo, aquela na qual, às vezes, sentimos umas pontadas e, a partir disso, corremos para o banheiro, para sentar, naturalmente, em um vaso autorizado pelo INMETRO, mais caro por causa disso, ó glória das glórias!
  • Vitor  11/12/2012 23:39
    Estranho, a Oi que fornica amplamente com o estado sempre me tratou muito pior que a GVT que é menos entranhada com Brasília. Vai entender...
  • Blah  12/12/2012 02:40
    Essa medida é uma demanda popular bem antiga, e como vivemos em uma democracia acho justa a implantação.

    Eu não acho justa porque minha medida de justiça não é "ah, burocratas aprovaram". Eu não terceirizo meu senso de justiça para não ter que me comprometer com ele.

    O IBPT irá fornecer gratuitamente o software para leitura dos impostos, então o custo para o empresário é estabelecer a comunicação entre o software do IBPT e o utilizado na empresa.

    - E por acaso o IBPT não receberá absolutamente nada por isso? O custo será zero? É só "fornecer gratuitamente" que os custos somem?
    - Você subestima, de uma forma particularmente grotesca, os altíssimos custos de "comunicação entre o software do IBPT e o utilizado na empresa". Posso citar alguns de cabeça:
    - O IBPT fará um software para cada plataforma disponível? Eles lançarão versões para Windows, Linux, Z/OS, AIX, Solaris, HP-UX?
    - A comunicação será através de webservices? Se for esse o caso, o Brasil ficará à mercê da disponibilidade de um serviço? Nesse caso, quem é que vai arcar com a MANUTENÇÃO disso? Um serviço dessa magnitude precisa de uma arquitetura que preveja alta disponibilidade e tolerância a falhas.
    - Como será feita a *atualização* das informações? Impostos não são uma coisa fixa.

    Pelo que entendi, o valor do imposto vai vir ao final da compra, parecido com sales tax mostrado nas notas fiscais nos EUA, e não discriminado por imposto e por item.

    Há uma diferença enorme: nos EUA, há um imposto discriminado. A tributação é muito mais simples. Já aqui estamos falando sobre um manicômio tributário.

    Mais um detalhe, a qualidade e o nível de serviço das empresas no Brasil é tão ruim, além dos inúmeros casos de desrespito ao consumidor, que a maioria dessas só respeitam o consumidor se houver intervenção estatal.

    É claro que a qualidade e o nível de serviço das empresas no Brasil é ruim. É justamente por causa dessa mentalidade estatista. Ela faz com que as empresas vencedoras não sejam as mais competentes, mas as que têm melhores amigos no governo.
  • Mark  12/12/2012 05:36
    "É claro que a qualidade e o nível de serviço das empresas no Brasil é ruim. É justamente por causa dessa mentalidade estatista. Ela faz com que as empresas vencedoras não sejam as mais competentes, mas as que têm melhores amigos no governo."

    Caro Blah,

    Em contratos muito grandes realmente notamos a presença de empresas "amigas" do governo. Mas a maioria dos contratos com o governo federal é assinado após um pregão eletrônico. Não sei se você conhece esse mecanismo, mas o sistema seleciona a empresa com a proposta mais baixa e que atenda a todos os requisitos técnicos. Já trabalhei com pregões eletrônicos e afirmo: a maioria das empresas não prestam. Não conseguem fornecer o mínimo e com isso os pregões levam uma eternidade para serem encerrados. Reconheço que o governo tem parcela de culpa na qualidade do serviço, mas atribuir toda a culpa a ele é ter uma visão muito limitada.
  • EDU  22/05/2013 21:29
    Os que aqui defendem esta medida, com certeza nunca foram empresários e provavelmente são até funcionários públicos. É mais do que óbvio que num país com regras tributárias esquizofrênicas que muda por/produto/origem/regime tributário, uma coisa dessas só vai dar trabalho e não vai esclarecer nada. Considere o veto ao IR e ao CSL. Ora uma empresa que esta no lucro presumido, o valor é fixo e entra diretamente no custo de venda. Porque não entraria na informação? Teria pelo menos mais 10-20 exemplos que impedem qualquer visualização homogênea. No simples por exemplo, o imposto é sobre venda, mas as compras incluem impostos que não puderam ser creditados. Entra ou não na composição? Isto da maneira que foi colocado é uma torre de babel. É impossível achar uma linguagem comum. O que este Instituto vai fazer diante de mil situações diferentes? A ideia surgiu de quem viu nos EUA que é completamente diferente daqui, o Sales Tax deles é sobre a venda, não todos os impostos que o vendedor teve ao longo do caminho.
    Só um país de burocratas que naõ entendem nada de como funciona a sociedade e que tem preconceitos justamente contra quem cria riquezas. Infelizmente nossas raízes ibéricas e a demagogia destroem as chances de isto aqui virar um país.Os fiscais e os burocratas do aparelho petista vão adorar
  • Paulo  11/12/2012 08:27
    10 anos para fazer isso? e a ACSP, podia ter tomado a iniciativa de descriminar os impostos sem esperar uma lei, ou isso era proibido?

    É por essas e por outras que a gente perde a esperança de ter um país com menos intervenção estatal, caminhamos celére para o Socialismo, estamos quase lá;
  • Rene  12/12/2012 03:15
    Sim, antes era proibido.
  • Ewerton Alipio  11/12/2012 09:55
    Senhores, estou aturdido, mormente porque ajudo a "tocar" um pequeno negócio de um amigo e sua esposa. Vá lá, as informações contidas no artigo me parecem inequívocas, mas todos os setores da pequena empresa serão diretamente afetados?
  • Leandro Lopes  11/12/2012 10:04
    Vai ser complicado mesmo, como eu vou discriminar 9 impostos no meu talão de Nota Fiscal que tem apenas 15 linhas, no padrão determinado pela Secretaria de Fazenda tem campo para destaque apenas do ICMS e ISS, vai ser um Deus nos acuda no escritorio, e tem mais não tenho como contratar um escriturario para realizar apenas esta tarefa. E tem mais porque não apenas informar o percentual de impostos cobrados no valor Total da Nota Fiscal, assim também seria o suficiente para informar o consumidor.
  • Ricardo  11/12/2012 10:06
    Não tem segredo, Ewerton. É só você calcular direitinho os valores de todo o emaranhado tributário inventado pelo governo e apresentar os valores corretos na nota fiscal. Burocratas inventam a mixórdia, mas é sua a obrigação de desfazer a bagunça. Se fizer o cálculo direitinho, você será premiado com uma benesse governamental sem precedentes: poderá continuar operando seu empreendimento. Eles não são uns amores?

    P.S.: é óbvio que a intenção deste governo é criar um atrito entre consumidores e empresas privadas. Os consumidores reclamarão com o governo que as empresas não estão explicitando corretamente os impostos criados pelo próprio governo! No final, o governo será visto como o salvador preocupado com a população, ao passo que você empreendedor é que ficará com a fama de safado e espoliador. Pode anotar. Aqui mesmo nesta seção de comentários já tem idiotas pensando isso.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  11/12/2012 16:15
    O mercado vai nos salvar com alguma solução, ou pelo menos diminuir o estrago, empresas prestando serviços de calculo de impostos para os comerciantes e contadores.
    Mais um novo mercado para ser desviado recursos que poderiam ir para setores produtivos.
  • Gustavo Sauer  11/12/2012 16:48
    Se "o estado" nunca faz nada de ruim para si, porque acabou com a cpmf ? Não podemos achar que isso era uma questão de sobrevivência do estado...
  • Leandro  11/12/2012 18:01
    Como assim, Gustavo? Houve alteração nas alíquotas do IOF e, mais tarde, no imposto de importação. A arrecadação do IOF, que havia crescido apenas 1 bilhão de 2007, cresceu 15 bilhões já em 2008. Posso estar enganado (não pesquisei), mas sou capaz de apostar que houve também alteração no Cofins, cuja arrecadação também passou a aumentar aceleradamente.

    www.bcb.gov.br/pec/Indeco/Port/ie4-08.xls

    Mantemos a afirmação.
  • Leandro  11/12/2012 19:23
    Adendo: alíquota de imposto é algo que pode ser alterado a bel-prazer pelo Ministério da Fazenda. Não é necessário enfrentar nenhuma votação no Congresso e nem muito menos recorrer a medidas provisórias. O Ministério da Fazenda escolhe uma alíquota e a Receita Federal imediatamente passa aplicá-la.

    É uma enorme ingenuidade achar que a CPMF seria abolida e todos os outros impostos permaneceriam com suas alíquotas inalteradas.
  • Rene  14/12/2012 10:31
    Prova disso é que a arrecadação de impostos só aumenta. Todo ano temos um novo recorde.
  • Angelo T.  14/12/2012 11:29
    Só lembrando que apenas alguns impostos podem ter sua alíquota majorada por algum meio que não seja lei. Alguns exemplos são o IOF, IPI, II e IE. Esses impostos são considerados de intervenção econômica. Ou seja, é para ficar mais fácil de zoar com toda a economia.
  • André Luiz S. C. Ramos  14/12/2012 13:04
    Sem contar que a abolição da CPMF não foi propriamente um ato do governo, mas uma derrota do governo no Senado, por circunstâncias as mais variadas...
  • Helio  14/12/2012 11:13
    Gustavo, bom ponto. Mas não se esqueça de que a pressão da sociedade e de diversas entidades muito influentes como a Fiesp era enorme. O custo político do enfrentamento contra a sociedade esta alto e aumentando, e a partir de um certo momento passou a haver "dividendos" políticos em adotar a eliminação. O que mudou foi a vontade popular e sua organização de importantes lideranças. O estado capitulou quanto seu entendimento do cálculo ganho-perda política ficou desfavorável.
  • Thyago  11/12/2012 18:05
    O que eu acho pior disso?

    As pessoas vão ler na nota fiscal o quanto de imposto irão pagar. Ok, legal.
    Contudo, muitos vão falar que a carga é "não tão alta assim", ou, naturalmente, irão subestimar o tanto que pagam de impostos - visto que apenas alguns tributos estarão inclusos.

    Em suma, o estado sai novamente lubridiando - e ganhando.
  • anônimo  11/12/2012 21:44
    Revoltante, no mínimo.

    Alguém sabe explicar pq a Dilma decidiu vetar o IR e a CSLL?
  • Eduardo  12/12/2012 03:53
    A Dilma vetou o IR e a CSLL, pois a base de cálculos de ambos é o lucro líquido. Como é impossível para o comerciante saber o lucro líquido no momento da venda, e ainda por cima rateá-lo por produtos, não seria possível informar quanto foi pago sob esses impostos.\r
    \r
    Isso mostra o quão estúpidos e irresponsáveis são os congressistas (fora todas as outras coisas já ditas nesse site hehe). Vai ver eles acham que as empresas sabem de antemão todos os seus custos perfeitamente e fazem um mark up, somando um valor correspondente ao lucro desejado, para chegar ao preço final....
  • Dâniel Fraga  11/12/2012 21:59
    Fora o seguinte: essa suposta "transparência" de impostos no fundo tem um objetivo oculto que é levar o sujeito a pedir por MAIS estado. Algo do tipo: "pago um absurdo de impostos, portanto exijo serviços públicos de qualidade" e todo aquele bla bla bla.

    Não só os impostos não vão baixar (já que apenas saber quanto se paga de impostos não lhe dá poder nenhum para reduzí-los) como também irão de certo modo reforçar ainda mais a falsa ideia de que impostos são necessários e que a população precisa de serviços públicos.

    Enfim, é roubar e ainda tirar sarro de todos.
  • Mark  12/12/2012 06:36
    "Não só os impostos não vão baixar (já que apenas saber quanto se paga de impostos não lhe dá poder nenhum para reduzí-los) como também irão de certo modo reforçar ainda mais a falsa ideia de que impostos são necessários e que a população precisa de serviços públicos."

    Quer dizer que você acha que os serviços públicos são completamente desnecessários? Uma coisa é diminuir a presença do Estado, outra é acabar com a presença. Serviços como saúde, segurança pública e educação devem ser fornecidos pelo Estado, caso contrário, a maioria não teria acesso a saúde e educação (não teriam como pagar), e não haveria segurança nenhuma para as pessoas.
  • Carlos  12/12/2012 08:34
    Claro, claro. O estado confisca 40% da renda da população, os impostos recaem majoritariamente sobre os mais pobres, e você, paradoxalmente, jura que se não fosse o estado tomando o dinheiro dos mais pobres, eles estariam em situação ainda pior. Que raciocínio é esse?

    Outra coisa: com o estado controlando 40% da economia, a última coisa com que você deve se preocupar é com a hipótese de seu desaparecimento.
  • Breno Almeida  12/12/2012 08:34
    Mark,

    Sua lógica não significa que serviços públicos federais sejam necessários. Qualquer estado brasileiro pode ser independente e não mais necessitar de serviços públicos federais.

    O argumento do Daniel Fraga ainda é válido se levar em conta que serviços públicos federais são totalmente desnecessários. Sem entrar no mérito se serviços públicos como um todo são necessários.

  • Mark  12/12/2012 09:10
    Breno,

    Na teoria é tudo muito bonito, assim como o socialismo (funciona apenas na teoria). O que será que aconteceria na prática? Você acha que a população está preparada para estados independentes? Infelizmente, o que noto diariamente, é que sem a ação do governo federal os estados não agem. Temos um estado que pode ser economicamente independente, que é São Paulo. Mas e os demais?
    Como eu disse, o papel aceita tudo, colocar na prática é outra coisa.

    P.S. : Sua resposta foi uma das mais educadas que vi por aqui. Noto que ao contrapor os argumentos de alguns, os ânimos se exaltam demais.
  • Carlos  12/12/2012 09:23
    Mark, você vem com um raciocínio completamente sem sentido e depois se faz de vitima incompreendida e ainda tenta sair por cima dizendo que ânimos se exaltam quando você apresenta contestações. Muito fácil agir assim. Mas intelectualmente desonesto.

    Segundo você, reclamar dos serviços públicos, dizer que o estado gasta demais e ser contra demandas por ainda mais gastos é o equivalente a querer "estados independentes", algo para o qual a população "não está preparada".

    Show de non sequitur.
  • Blah  12/12/2012 09:59
    Infelizmente, o que noto diariamente, é que sem a ação do governo federal os estados não agem.

    A causa disso está justamente na centralização do poder na União. A CF brasileira, que é um lixo, dá à União poderes exagerados, tirando a autonomia dos estados e municípios. Há até alguns trechos bastante curiosos dando à CF o "poder" de ... promover o desenvolvimento igualitário das regiões. O que vemos no Brasil é uma simples consequência lógica disso: mais verbas, mais moeda de troca para favores políticos, etc, etc, etc.
  • Ziemann  12/12/2012 12:55
    Pode ter certeza que Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná se sairiam MUITO melhor do que SP se fossem estados independentes.
  • Rodrigo Otávio Moraes  12/12/2012 15:49
    Mark, um outro e grave problema, quando se trata disso, eh que caimos na incapacidade da sociedade agir por si. E isso seria um ponto a favor do Estado. Agora, uma sociedade que eh incapaz de agir por si, eh capaz de eleger um Estado competente? Aonde está a comprovação de que o Estado sabe mais e age melhor que os indivíduos?

    Abraço.
  • Eduardo Bellani  14/12/2012 13:09
    O socialismo não funciona na teoria[1]. Estude mais antes de emitir sentenças sobre assuntos que você claramente desconhece.

    [1] www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=66
  • Daniel Fraga  12/12/2012 12:34
    Desde quando eu solicitei ou contratei tais serviços?

    Nunca vi uma empresa me forçar a pagar por seus serviços. Já o estado (que obviamente não é uma empresa) enfia goela abaixo para justificar o roubo (imposto) e ainda tem inocente útil como você que defende isso.
  • Rodrigo Otavio Moraes  12/12/2012 17:11
    Daniel, imagino que tenha errado ao responder o post... Pois seu comentário nao faz sentido em resposta ao meu.

    Abraço.
  • André Luiz S. C. Ramos  14/12/2012 13:11
    Como disse o Danilo Gentili:

    "A Dilma passou uma lei que obriga mostrar na nota fiscal quanto você tá pagando de imposto...
    Ou seja, a gente continua sendo feito de idiota, mas agora com tudo detalhadinho ali..."
  • Marcos Pinho  12/12/2012 05:48
    Que tal colocar também a margem de lucro da operação de venda?
    E a margem de lucro total de todos os elementos do produto?
  • Carlos  12/12/2012 08:29
    Por quê? Nenhuma empresa tem obrigação nenhuma de divulgar sua margem de lucro, assim como você nao tem obrigação nenhuma de divulgar seu salário. Se você desconfia que a margem de lucro de uma padaria do seu bairro está alta, mãos à obra e abra uma padaria concorrente. O sistema de preços e o mecanismo de lucros e prejuízos dirá se a sua decisão foi acertada ou errada.

    O que você está querendo é mamata em cima dos outros.
  • Ricardo S.  12/12/2012 17:35
    Carlos,

    Acho que você quis dizer que ainda não existe a obrigação de divulgar seu lucro. Não duvide da capacidade dos nossos nobres legisladores: se o anjo estatal é obrigado a divulgar o custo dos impostos, então os diabólicos capitalistas exploradores também deverão publicar seus lucros.
  • Marcos Pinho  12/12/2012 06:00
    Uma coisa importante a considerar é que se o software for disponibilizado gratuitamente pelo governo e o empreendedor aplicá-lo corretamente, seu custo será mínimo e os efeitos continuarão os mesmos, ele não poderá ser penalizado se provar que aplicou o software mediante a exibição de dos logs do sistema. E isso evitaria até os achaques dos fiscais corruptos.
    Mas tem gente que está tão paranóico na mania de criticar o governo, que encontra um jeito de fazê-lo até quando ele acerta.
    Os governos cometem erros demais para que se fique procurando chifres em cabeça de cavalo, por favor, sejam razoáveis.
  • anônimo  12/12/2012 08:25
    Serviço gratuito oferecido pelo governo? Em que realidade você vive? Aliás, veja só o brilhantismo da sua idéia: o governo dá a todos os empresários (e nós pagamos) um software contendo seus cálculos próprios e distorcidos para baixo, de modo a subestimar o valor dos impostos. A população acredita na farsa e pensa, "É, realmente os impostos não são altos, não... O governo pode até aumentar mais."

    Tem gente que está tão paranóico na mania de santificar o governo, que encontra um jeito de fazê-lo até quando ele erra. Os governos cometem erros demais para que se fique procurando desculpas para poupá-lo. Por favor, seja razoável, Marcos Pinho.
  • Tory  12/12/2012 09:59
    Nada que vem do governo é gratuito. Na verdade é frequentemente mais caro E pior do que se fosse um serviço fornecido por uma empresa.

    E só alguém muito ingênuo em matéria de engenharia de software para achar que integrar o software contábil utilizado pela empresa e um software público seria trivial, barato e imune a erros.

    Sua impressão sobre nossa mania de criticar, no entanto, está correta. Para nós o governo calado é um poeta. Quando abre a boca não diz nada que preste. Os motivos para acharmos isso estão espalhados por todos os artigos, é só lê-los.
  • Jeová  12/12/2012 08:58
    "O mais curioso é que, até hoje, era proibido divulgar a carga tributária contida no produto."

    Onde é que estava essa proibição?
  • IMB  12/12/2012 10:20
    Sabemos por reuniões pessoais que a Associação Comercial de SP e outras lutaram 10 anos para que se retirassem os impedimentos à discriminação dos impostos em nota fiscal.  Entretanto, não sabemos a(s) lei(s) que a constrangem, dificultam, impedem, tampouco a norma, ou o número da lei ou do decreto.  Não temos advogados em nossa equipe.
  • Jeová  17/12/2012 20:28
    Se puderem levantar a informação, agradeço.

    Além da curiosidade científica, existe outra questão:

    Com essa nova lei, possivelmente foram revogados todos os antigos dispositivos que proibiam o detalhamento. Sendo assim, passou a ser lícito detalhar os tributos incidentes que não foram contemplados com a obrigatoriedade.

    PS: O Bruno Garschagen não é advogado?
  • Felipe de Lima Pereira  12/12/2012 11:36
    Jeová,

    Você faz a pergunta certa, porém para as pessoas erradas.Quem cobra é o Estado, quem regula e o Estado, então quem deve saber é o .....?

    =)
  • Leandro  12/12/2012 13:06
    Vejam aqui uma simplíssima lista das obrigações impostas aos comerciantes pelo estado. Acho que empreender na URSS era mais fácil.
  • Wilian Delatorre  12/12/2012 14:02
    Vou abrir uma distribuidora de bobinas para ECF. Imagina só o tamanho do cupom fiscal!
  • Henrique Lou  12/12/2012 15:01
    Realmente, a idéia inicial por detrás da lei, levando-se em conta o real conhecimento da carga tributária por parte do contribuinte explorado geraria pressão pela cobrança de melhores serviços.
    Porém nessa lei não é o que vemos, a maioria dos impostos que não estão contemplados exercem alto impacto sobre o preço final. O acúmulo de impostos ao longo da cadeia produtiva continuará subentendido no valor final e o contribuinte continuará sendo enganado.
    De quebra o estado ainda cria uma multa para que o "pobre cidadão explorado" não fique a mercê dos "maldosos capitalistas", arrecadando e passando ao Silva ignorante a imagem de bonzinho.
    Xeque mate!
  • Marcos  12/12/2012 16:59
    O conhecimento de quanto o consumidor vai pagar não vai mudar rigorosamente nada. A população está completamente dominada pelo esquerdismo, tanto na esfera política quanto na cultural.
    Além do que, o povo é burro demais para entender o que vai aparecer lá.
  • anônimo  14/12/2012 11:43
    Como essa lei teria que ser pra agradar aos liberais?
    Se fosse pra colocar TODOS os impostos, seria mais trabalho ainda, não?
  • Davi  14/12/2012 14:25
    Uma lei que agradaria seria a seguinte: cada um pode escolher publicar ou não os impostos (sem proibido ou obrigado)
  • Leonardo Barbosa  14/12/2012 14:01
    Este é um bom site onde podemos encontrar artigos muito esclarecedores sobre as mais variadas questões econômicas.
    Mas ao mesmo tempo também se vê, tanto nos artigos como nos comentários, o quanto os liberais e principalmente, libertários podem ser tão radicais e utopistas quanto os socialistas.
    Na verdade considero a ideologia libertária quase ou talvez tão perigosa quanto o marxismo e analizando o comportamento de libertários e comunistas, são de uma certa forma equivalentes, pois sofrem do mesmo mal que é a mentalidade revolucionária, assim como eram os nazistas também, só mudando o discurso.
    É por isso e por muitos outros motivos que não me considero sequer um liberal, é claro que prezo pelo chamado livre mercado, por um Estado reduzido e que não vá além daquilo onde ele se faz necessário, por impostos baixos e simplificados, pelo direito de propriedade privada entre outros valores comuns no liberalismo, porém tais valores podem ser encontrados em outros lugares, a diferença é que mesmo prezando por todos esses e mais alguns, não os tomo como princípio, pois não o são.
  • Juliano  14/12/2012 17:19
    Não faz o menor sentido comparar libertarianismo com socialismo ou qualquer outra corrente autoritária que vc citou. Libertarianismo é o extremo oposto do autoritarismo. Nenhum libertário vai propor pegar em armas e derrubar o governo para passar a ser o ditador.

    A única defesa radical que se faz é a defesa de não ser agredido.
  • Eve  14/12/2012 14:20
    Claro, não bastaria o estado ter permitido que os empresários divulgassem os impostos à medida que quisessem (e acredito que seria do interesse da maioria) e pudessem, agora eles são obrigados a fazer esta divulgação, e num molde rígido. Mentalidade binária indeed.
  • GILMAR  23/05/2013 23:30
    GOSTARIA DE SABER COMO FICA A EMISSÃO DA NF PELAS EMPRESAS ENQUADRADAS NO SIMPLES NACIONAL, QUE NÃO SÃO CONTRIBUINTES DIRETOS DESSES IMPOSTOS QUE DEVERÃO SER EXPLICITADOS NA NOTA.
  • Renato  06/08/2013 02:29
    Isso mesmo. Abaixo agências reguladoras. Vamos acabar com o CADE. Mercado livre. Quem quiser fazer monopólio pode também que o Estado não vai interferir. Quanta sandice.
  • Leandro  06/08/2013 11:06
    Prezado Renato, sandice é acreditar que agências reguladoras protegem os consumidores. Há inúmeros artigos neste site que mostram, com exemplos práticos, que as agências reguladoras existem para proteger as grandes empresas e ferrar os consumidores.

    Mais especificamente sobre o CADE, desde sua criação, em junho de 1994, ele só fez restringir o mercado em benefício das empresas já estabelecidas. Exatamente por isso seus principais lobistas são todos das grandes empresas.

    Veja aqui um artigo escrito por uma pessoa que trabalhou vários anos dentro do CADE:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1319

    E ouça aqui uma entrevista desta pessoa:

    www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=173


    Quem cria cartéis, oligopólios e monopólios é e sempre foi o estado, seja por meio de regulamentações que impõem barreiras à entrada da concorrência no mercado (agências reguladoras), seja por meio de altos tributos que impedem que novas empresas surjam e cresçam. Pedir que o estado atue para acabar com cartéis é o mesmo que pedir para o gato tomar conta do pires de leite.

    Apenas olhe ao seu redor. Todos os cartéis, oligopólios e monopólios da atualidade se dão em setores altamente regulados pelo governo (setor bancário, aéreo, telefônico, elétrico, televisivo, postos de gasolina etc.).

    E quando não era assim, o que ocorria? Quando o governo não tinha ainda poderes para se intrometer, havia formação de cartel entre os poderosos? Havia "exploração"? Não. O que ocorria era isso.

    Monopólio e livre mercado - uma antítese

    Outros artigos obrigatórios para você sair deste perigoso autoengano:

    Sobre as privatizações (Parte 1)

    Sobre as privatizações (final)

    Celular ilimitado por R$30/mês - saiba como aqui

    Regulações protegem os regulados e prejudicam os consumidores

    Tributação X Regulamentação - O que é pior?

    Aeroportos + governo = caos

    A bem-sucedida regulação privada

    Regulamentações brasileiras garantem a prosperidade dos vigaristas

    Legislações antitruste e agências reguladoras não podem existir em uma sociedade livre

    A Guatemala e seu exemplo de privatização

    As parcerias público-privadas - a porta de entrada para o socialismo


    P.S.: Viu a última da ANATEL? É isso que você defende.

    ANATEL é acusada de negociar suas decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM

    Operadora móvel acusa Anatel de negociar suas decisões com cartel formado por Vivo, Oi, Claro e TIM
  • pedro pinto da silva  11/06/2014 15:01
    Bom, eu não vou entrar muito em detalhas porque toda a matéria de INTERNET, raras exceções, são todas de natureza COPIATIVA, não acrescentam absolutamente nada e a que vi aqui não foi diferente, não acrescentou nada, ao contrário onde disse que temos 88 impostos, o correto seria 91 impostos (linguagem geral) impostos, taxas e contribuições.

    Eu sou o Pedro, um bicho do mato, la do sertão do Ceará que está aqui na UHY Moreira Auditores na coordenação do ICMS e que aprende com vcs.

    Abraços


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