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Capitalismo é liberdade e dignidade

Querer que a liberdade seja o princípio organizador de uma sociedade e de todo um modo de vida é um objetivo simples, porém trabalhoso.  Aquele que quer esta liberdade deve continuamente batalhar pela liberdade de expor suas ideias, de expressar e discutir suas visões, de se organizar livremente em associações ou grupos não coercitivos, de arranjar sua vida econômica e social da maneira que mais lhe aprouver (desde que seja pacífica) e, principalmente, de poder escolher a forma de governo sob a qual quer viver.  Para o homem, desfrutar a liberdade significa trabalhar com o que gosta e com o que lhe dá prazer, encontrar emprego ou fornecer emprego como achar mais adequado, comprar e vender livremente seus bens e serviços, e poder manter suas remunerações.  Ser livre é estar desimpedido e desobstruído para buscar seus objetivos econômicos.

A ideologia e o programa político que defende a liberdade individual é o liberalismo.  Pelo menos foi assim que tal programa foi rotulado durante a maior parte da história, e foi assim que Ludwig von Mises também o rotulou em suas prodigiosas obras.  O liberalismo foi a ideologia dominante entre a Revolução Gloriosa (1688) e a Lei de Reforma de 1867 (que duplicava o número do eleitorado), além de ter sido uma vasta tendência política e social por todo o mundo ocidental.  Suas demandas primordiais eram a tolerância e a liberdade religiosa, e o constitucionalismo e os direitos individuais — os quais, por sua vez, forneceram grande ímpeto para a teoria e a prática da liberdade econômica.  Os fisiocratas franceses e os economistas liberais ingleses erigiram o postulado econômico do laissez-faire ao defenderem a propriedade privada irrestrita dos meios de produção e os mercados livres e desimpedidos, não sujeitos a nenhuma intervenção política. 

Para Ludwig von Mises, a ordem social baseada na propriedade privada, comumente chamada de capitalismo, era a única ordem econômica e social exequível e duradoura.  Foi ela quem deu origem à civilização moderna e a todas as conveniências econômicas já criadas. 

Há apenas a alternativa entre propriedade comunal e propriedade privada dos meios de produção.  São inúteis todas as formas alternativas de organização social, as quais na prática se mostram auto-anuladoras.  Se também se conclui que o socialismo é inviável, não se pode então deixar de reconhecer que o capitalismo é o único sistema possível de organização social, baseada na divisão do trabalho.  Esse resultado, vindo de investigação teórica, não será surpresa ao historiador ou ao filósofo da história.  Se o capitalismo tem obtido êxito em manter sua existência apesar da inimizade que sempre encontrou quer dos governos quer das massas, se o capitalismo ainda não foi obrigado a abrir caminho para outras formas de cooperação social, as quais têm gozado, em grau muito maior, das simpatias dos teóricos e de homens de negócios de conhecimento apenas prático, isto deve ser atribuído, tão somente, ao fato de que nenhum outro sistema de organização social é factível. (Ludwig von Mises. Liberalismo — Segundo a tradição clássica)

Não importa o tanto que conheçamos sobre o funcionamento do capitalismo — se muito ou muito pouco —, o fato é que é impossível não admirar suas qualidades resilientes e duradouras.  Professores e escritores o fustigam por causar exploração e desigualdades, por gerar monopólios e oligopólios, por contribuir para o desemprego e para o desperdício por sua suposta falta de mecanismos que assegurem o pleno emprego.  E, ainda assim, não obstante todas essas acusações falaciosas e paradoxais (quem produz exploração, desigualdade, monopólios e oligopólios, desemprego e desperdício são justamente os sistemas intervencionistas e socialistas), o capitalismo consegue resistir e se manter indiferente a estas críticas.

Moralistas e intelectuais de araque o reprovam em termos morais e culturais, e ainda assim o capitalismo sobrevive, não obstante as censuras e condenações.  Políticos falam sobre as urgentes necessidades de se dar mais poder ao setor público, e ainda assim o capitalismo perdura não obstante toda a extorsão e confisco de sua riqueza em prol do setor parasitário.  As características mais básicas do capitalismo seguem intactas mesmo nos mais lúgubres e inóspitos cantos do mundo não obstante todas as leis criadas por políticos autoritários contra o capitalismo e toda a força bruta que os governos utilizam contra os cidadãos.  Seria porque a propriedade privada e a ordem social baseada nela são elementos profundamente arraigados na própria natureza do ser humano?

É difícil encontrar uma ordem capitalista genuinamente livre e desobstruída em algum lugar do mundo.  Governos, que nada mais são do que aparatos políticos de coerção e compulsão, interferem em praticamente todas as manifestações da vida econômica.  Governos impõem tributos confiscatórios sobre a produção e a distribuição, e ainda assim empreendedores e capitalistas conseguem produzir vários bens e ofertar uma ampla gama de serviços com as migalhas que os governos lhes permitem manter. Governos regulam e restringem a produção, e ainda assim a ordem social baseada na propriedade privada, embora algemada e mutilada, consegue perseverar e produzir bens e serviços. 

Governos estipulam salários e interferem continuamente no sistema de preços, e ainda assim a ordem de mercado consegue continuar respirando na economia subterrânea e nas atividades "informais".  Governos inflacionam a moeda, destroem seu poder de compra, expandem o crédito de maneira populista e impõem leis de curso forçado à sua moeda, e ainda assim a produção capitalista consegue sobreviver em meio ao caos da destruição monetária.  Governos concedem privilégios econômicos e imunidades legais para sindicatos e permitem que eles perturbem a produção e impeçam empreendedores de utilizar livremente seus meios de produção, e ainda assim, no final, a produção econômica consegue ser retomada, mesmo que a mão-de-obra e a divisão do trabalho parem de funcionar eficientemente.  Governos praticam guerras e causam destruição em massa, e ainda assim, quando a carnificina acaba e nada mais existe para o governo planejar, racionar e distribuir à força, ainda há resquícios de capitalismo permitindo a sobrevivência dos vivos.  E, no final, é o capitalismo quem produzirá os milagres da reconstrução e as maravilhas da recuperação.

Na maior parte do mundo, o capitalismo é o sistema de última instância.  Em economias na qual a liberdade econômica é severamente tolhida pelo governo, é ao capitalismo que seus cidadãos recorrem quando estão na pior e finalmente percebem que sua situação tem de melhorar urgentemente por uma questão de vida ou morte.  É ao capitalismo que indivíduos recorrem quando simplesmente querem viver com mais dignidade e mais liberdade.   

Quando a ordem socialista culminar em pobreza e fome, quando absolutamente todas as medidas de coerção política fracassarem abismalmente, quando a mentalidade dos políticos se mostrar incapaz de inventar alguma outra medida autoritária, quando as autoridades policiais finalmente se exaurirem de regular a produção econômica e os tribunais estiverem completamente paralisados por uma infinidade de processos por "crimes contra a economia", a era da ordem de mercado baseada na propriedade privada finalmente terá chegado.  Ela não necessita de nenhum plano político, de nenhuma legislação econômica e nem de nenhuma autoridade reguladora.  Para surgir e prosperar, ela necessita apenas de liberdade.

 

Leitura indispensável:

As diferenças essenciais entre uma genuína economia de livre mercado e uma economia intervencionista



autor

Hans F. Sennholz
(1922-2007) foi o primeiro aluno Ph.D de Mises nos Estados Unidos.  Ele lecionou economia no Grove City College, de 1956 a 1992, tendo sido contratado assim que chegou.  Após ter se aposentado, tornou-se presidente da Foundation for Economic Education, 1992-1997.  Foi um scholar adjunto do Mises Institute e, em outubro de 2004, ganhou prêmio Gary G. Schlarbaum por sua defesa vitalícia da liberdade.


  • Gabriel  27/11/2012 05:24
    Espero ansiosamente para a Revolta de Atlas, e um mundo com o verdadeiro capitalismo
  • Brenno  27/11/2012 08:38
    Não espere. Mova-se. ;)
  • Mover  27/11/2012 19:40
    Eu fiz esse panfleto, se você puder colar em sua faculdade no setor de economia ajuda bastante a divulgar.
    www.mediafire.com/?i3j87nplk8a7j9o
  • Silas Henrique Alves Araujo  14/09/2018 23:36
    Qual o panfleto ? O link está fora do ar.
  • Marcos Campos  07/12/2012 08:13
    Agir e não esperar, mesmo que seja com pequenas ações.
    Gostei do Panfleto e já imprimi vários.
  • Alexandre  27/11/2012 09:03
    Pessoal,

    Tenho "batido boca" com alguns amigos/colegas, que são funcionários públicos e se acham o máximo, que me dizem sem o trabalho deles o país pararia... etc., e quando eu rebato defendendo o Mercado Livre, eles dizem que eu tô ficando maluco.

    Portanto, pergunto a vocês:

    1) É correto eu afirmar que os salários pagos, como também os impostos que são descontados do contra-cheque de qualquer servidor público são pagos indiretamente pelos Capitalistas (Industriais, Agricultores, etc.)?

    2) É correto eu dizer que o Estado não produz riqueza nenhuma, e que as únicas fontes de renda do Estado são: Impostos, Empréstimos Estrangeiros e Produção de Dinheiro extra?

    3) É correto eu dizer que quem banca uma nação são os Capitalistas (Industriais, Agricultores, etc.)?

    Gostaria de algumas dicas para calar de vez esses amigos quadrados que tenho.

    Obrigado e um abraço.

    Alexandre (Brasília DF)
  • Felipe  05/12/2012 10:27
    Alexandre do DF


    "Gostaria de algumas dicas para calar de vez esses amigos quadrados que tenho."
    Meio patético isso, mas tudo bem.


    1- Sim, são pagos indiretamente por capitalistas e por mais todo o mundo que de alguma forma 'contribui';

    2- Não. O estado produz riqueza sim, vide empresas públicas, sociedades de economia mista e etc. O estado também tem participações em fundos, investimentos em várias áreas, pesquisas e projetos. Não é algo tão 'palpável' como um ente privado, mas o estado gera riqueza sim. O estado, de certa forma, também gera riqueza quando compra do particular;

    3- Sim, de forma chula são os capitalistas que bancam a nação. São eles que geram a maior parte dos empregos e do desenvolvimento da nação. Mas por vezes o governo dá um 'empurrãozinho' pra esses capitalistas não minguarem e pararem de bancar o país.




    Taí pra você vencer seu amigos quadrados do serviço público. Qualquer coisa chama a patota aqui que a gente pega neles.
  • Leandro  05/12/2012 11:13
    Não, o estado não produz riqueza; o estado é um sorvedor de riqueza. Algo que confisca 40% da renda nacional ser considerado um produtor de riqueza é uma impossibilidade econômica. E isso não é ideologia; isso é teoria econômica.

    Uma empresa ser gerida pelo governo (ou o governo fazer algum empreendimento) significa apenas que ela opera sem precisar se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos. Todos os déficits operacionais serão cobertos pelo Tesouro, que vai utilizar o dinheiro confiscado via impostos dos desafortunados cidadãos. Uma estatal não precisa de incentivos, pois não sofre concorrência financeira -- seus fundos, oriundos do Tesouro, não infinitos.

    Uma empresa que não é gerida privadamente, que não está sujeita a uma concorrência direta, nunca terá de enfrentar riscos genuínos e nunca terá de lidar com a possibilidade de prejuízos reais. Logo, é como se ela operasse fora do mercado, em uma dimensão paralela. Quem opera sem seguir preços de mercado e sem se preocupar com lucros e prejuízos, por definição, não gera riqueza. Está, na melhor das hipóteses, tateando no escuro.

    E há também a questão política. A gerência governamental está sempre subordinada a ineficiências criadas por conchavos políticos, a esquemas de propina em licitações, a loteamentos de cargos para apadrinhados políticos e a monumentais desvios de verba -- afinal, como dito, uma estatal não busca o lucro, não precisa se submeter ao mecanismo de lucros e prejuízos do mercado, não tem concorrência e não deve transparência a ninguém.

    Artigo recomendado:

    Por que o governo não é capaz de ofertar serviços eficientemente
  • anônimo  04/08/2013 21:49
    Sou concursado nos níveis estadual e municipal, entretanto, em todas conversas de roda que tenho o prazer de participar critico o inchaço do estado através de concursos públicos. Tenho cargo de gestor em um dos vínculos e é impressionante a incapacidade administrativa e a subserviência a políticos de qualquer órgão ou departamento no aparato estatal. Cito as principais criticas que são indissociáveis a qualquer cargo existente:

    É praticamente impossível demitir péssimos profissionais.
    Sindicatos são apenas para proteger e dar direitos a estes profissionais.
    Não importa se vc produz muito ou pouco, é irrelevante, pois o salário será igual para todos no mesmo cargo. Isso gera uma improdutividade enorme e os que tentam produzir alguma coisa são "penalizados" com sobrecarga de trabalho.
    Como não se tem o interesse em ser efetivo para gerar lucros é necessário cada vez mais pessoas para executarem funções que apenas um servidor conseguiria.

    Quando entrei no serviço público não tinha a mínima noção de quanto a intervenção e crescimento estatal prejudicam o desenvolvimento de uma sociedade. Tenho sofrido com minha condição de critico do sistema e, ao mesmo tempo, mantendo minha vida e de minha família com ele.Só quem está dentro de algum órgão público pra saber como realmente é suja toda nossa estrutura governamental.Sairei dessa vida o quanto antes e não dependerei mais dos impostos de todos vocês!!!
  • Antônio Galdiano  05/08/2013 14:05
    Anônimo, sua vida é sua propriedade e eu respeito sua opinião de querer largar o serviço público por questões morais.
    Porém, gostaria de te convidar a uma reflexão, e falo como funcionário público também.

    Vou dividir a argumentação em baseando-se argumentos econômicos - Parte I, epistemológicos - Parte II, comparativos - Parte III e religiosos - Parte IV.

    Parte I
    Primeiramente, aconselharia a leitura deste texto:
    mises.org.br/Article.aspx?id=536

    Note que o aumento dos salários dos funcionários públicos é uma das formas de fazer distrubuição de renda às avessas, além de ser financiada de forma a sorver a poupança da economia e, portanto, destruir as condições de geração de riqueza no longo prazo e as melhorias nas condições de vida para todos. Se você fizer parte do serviço público e não aderir a movimentos de aumentos salariais e coisas do tipo, sozinho não irá acontecer nada. Mas se chegar a reunir uma massa crítica a partir da qual vocês possuam voz política, vocês não poderão ser ignorados. Isso já acontece com o setor informal, que de tão grande o estado não tem poder político para tributá-lo para financiar toda essa "maravilha" de gama de serviços estatais. Isso é difícil e provavelmente você não terá êxito no seu horizonte de vida, e terá de se conformar em fazer sua parte antes mesmo de haver reconhecimento social do que fez. Mas a cada adepto que conseguir a essa estrutura de pensamento, você terá feito mais que qualquer político pode fazer. Isso é um conhecimento verdadeiro.

    Parte II

    O verdadeiro conhecimento não é necessariamente democrático. Não há democracia que derrube o 2+2=4, assim como as leis da economia e as leis da retidão de conduta. Ainda que todos propagandeiem e pratiquem o erro, você sempre saberá, ainda que escondido em seu íntimo por causa das adversidades da realidade, o que é o certo, ainda que você não consiga praticá-lo integralmente, assim como você sabe que roubo é errado apesar de não conseguir eliminar este comportamento da humanidade. Existe algo universal e atemporal no verdadeiro conhecimento que não pode ser derrubado com o querer.
    Este texto do Hans F. Sennholz mesmo enseja um esboço desse tipo de situação.

    Parte III

    Dada a realidade com todas suas imperfeições, drasticamente humana, o que você pretende fazer realmente a melhorará? Será que os meios empregados necessariamente são justos quando o fim parece justo?
    Não! Veja o seguinte texto:
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1650
    A diferença entre as soluções voluntárias e as coercitivas é que na primeira quando você erra, na próxima vez você pode fazer diferente; enquanto na segunda, quando você erra, você já destruiu a ponte pela qual você passou. Você até poderá voltar, mas terá de ser a nado e você terá de deixar muita coisa importante para concluir a travessia.
    Quando você opta por um sistema que supostamente combate o egoísmo, você tem certeza de que não está colocando algo muito pior no caminho? Será que você, para combater um "pecado", não está incentivando outros dois ou mais? Será que para combater um sistema supostamente coisifica as coisas por causa do egoísmo você não está incentivando um sistema que faz uso da inveja como combustível e que, para aparelhar essa inveja, necessariamente deve construir um "olho que tudo vê" baseando-se em roubo institucionalizado, usando as pessoas como coisas para atingir um suposto objetivo nobre?

    Aplicando ao nosso contexto, será que ao se afastar de um cargo público você não estará dando lugar a alguém de mentalidade muito pior? Ou a alguém supostamente bem intencionado que utiliza de meios ainda piores para atingir o suposto bem?

    Adendo: será que há realmente egoísmo em uma troca em bases voluntárias? A troca voluntária é justamente a livre escolha entre as partes envolvidas visando a satisfação simultânea de ambos, ainda que partindo do individualismo. Não há como não limitar o egoísmo à mùtua satisfação em acordos voluntários. Se você não aceita esse fato, por coerência, não poderá aceitar os acordos voluntários de união amorosa entre dois seres humanos. A forma voluntária não é muito melhor que o combate do egoísmo do que as formas baseadas em coerção?

    Parte IV
    E não seja ambicioso:
    Recomendo a leitura deste texto
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1176

    Uma palhinha do texto acima:
    "Gula

    Costumamos pensar em gula como algo relacionado unicamente ao ato de comer. Porém, gula também significa um desejo excessivo por conforto, luxo, magnificência e ócio, tudo em detrimento do trabalho e da produtividade. Funcionários públicos, por exemplo, quando exigem que o governo espolie a população para lhes fornecer uma vida confortável, principalmente por meio de aposentadorias nababescas, estão incorrendo no pecado da gula.

    E ele não se restringe aos idosos e aos funcionários públicos. Trata-se de um fenômeno também entre aqueles pobres que foram condicionados pelo estado assistencialista a crer que têm o direito de viver bem sem a necessidade de ganhar dinheiro por conta própria. Curiosamente, em vários países, as taxas de obesidade entre os pobres superam em muito as da burguesia."

    Não seja um eterno insatisfeito quanto as condições que a vida lhe oferece. Se você vive em um "mar de lágrimas", onde impera o assistencialismo, i.e., a servidão auto-imposta, o roubo institucionalizado, o financiamento da ignorância e da corrupção; contente-se em fazer a sua parte. Você não é proprietário da consciência dos outros. Se você é cristão, lembre-se de que o caminho da salvação é individual, cada um tem um caminho a percorrer. Você, por mais que reze e oriente, não poderá salvar ninguém de suas escolhas pessoais. Não incorra em radicalismos como estabelecer estados em que a sua visão é imposta, pois não foi esse o ensinamento de Jesus Cristo. Não tente aniquilar todos os pecadores da humanidade para que só sobre os bons pois este também não foi o ensinamento do Redentor. Contente-se em fazer a sua parte da forma mais honesta e coerente possível, e também com o fato de que você não irá mudar o mundo sozinho, isso também é uma espécie de gula, nos termos como foi descrito. Isso não significa inação, significa humildade perante as coisas do mundo. Seja o exemplo que do que você quer para o mundo, mas contente-se em mudar pelo menos a si próprio.

    "Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a Lei e os Profetas." — (Mateus, 7:12)

    Este ensinamento é tão importante, tão importante, que no cristianismo é chamado de Regra de Ouro. Se você não é cristão, note que há universalidade nessa afirmação, é aplicável em qualquer contexto. Se você é cristão, isso não é só um ensinamento, é uma lei.

    Se você vive em um ambiente hostil aos seus parâmetros, você não precisa necessariamente escapar dele. Necessariamente esta é uma situação provisória, assim como a própria vida. Se na sua jornada você conseguir iluminar alguém, dê graças a Deus. Se não conseguir, não desanime e nem mesmo desista. Mesmo Deus, onipotente, escolhe não imperar coercitivamente a humanidade, concedendo-nos livre arbítrio.







  • Luis Almeida  27/11/2012 09:25
    Diga a eles que, sem o "trabalho" deles, o país deslancharia. Haveria mais poupança, mais acumulação de capital, mais produtividade e mais riqueza. O setor público suga dinheiro do setor produtivo, reduz os salários pagos na iniciativa privada (com uma carga tributária de 40% da renda, nenhum empreendedor aguenta pagar salários altos), restringe a produção por meio de suas regulamentações e desincentiva o trabalho.

    Pior: o dinheiro espoliado é utilizado justamente para sustentar o padrão de vida nababesco de burocratas parasitas.

    O seu raciocínio apresentado nos três itens está corretíssimo. Se Brasília se tornasse independente do Brasil, seus habitantes entrariam em inanição em um mês. Migrariam até para o Maranhão ou Piauí à procura de emprego como flanelinhas.

    Boa sorte aí nessa cidade de m....
  • Mercado de Milhas  27/11/2012 09:49
    Não é bem assim.. se o funcionário público realmente presta um serviço relevante, como um médico não-picareta do SUS, então ele tem uma função relevante. É raro, já que o incentivo do serviço público é ganhar o máximo e entregar o mínimo, assim como na iniciativa privada.

    Quem faz concurso público quer trabalhar menos e ganhar mais.

    Ocorre que, na iniciativa privada, se isso for feito, o cara acaba quebrado pela concorrência, enquanto que na esfera pública não acontece nada. Por isso a livre iniciativa e a concorrência são tão importantes.

    Como diz Adam Smith: "A ambição universal do homem é colher o que nunca plantou."
    A propósito, leiam o livro dele. O melhor livro de todos os tempos. (obs: Quando coloco essas coisas aqui, o Leandro não deixa meu comentário aparecer. hauhauhua Vamos ver se esse comentário vai.. :-D)

    .. continuando..

    Existem "empresas privadas" que são coladas a governos e, portanto, não são realmente privadas.

    O que é preciso ver é se a função executada é ou não relevante. Se traz algum bem estar a quem está pagando.

    Cuidado em generalizar achando que todo funça é vagabundo. Eu sou funçionário público.. "dos bons". hauhauhauahua

    Abs!



  • Nilo BP  02/08/2013 19:03
    É fato que os incentivos do funcionalismo público estimulam a vagabundagem, mas essa não é a questão fundamental. É o fato de que as pessoas pagando pelo seu trabalho não tiveram opção. Elas foram roubadas à mão armada.
  • Eduardo Bellani  02/08/2013 22:37
    dos bons

    Funcionários do estado não vão jamais fugir da realidade nua e crua
    que o salário deles é pago com o dinheiro extraído a força de outras
    pessoas.

    Vou repetir o que falei pra outro cara aqui. A vida é sua pra ser o
    que quiser, mas não peça a aprovação de homens livres para suas ações
    de parasita, pois sois pior que um parasita, ao ser um homem que
    almeja ser um parasita.

    Abraços.
  • Leonardo Couto  02/08/2013 23:11

    Claro que se enquadrariam também todos com diploma de universidade pública, que trabalham para empresas em simbiose com o governo, que trabalham para estabelecimentos que têm grande parte da clientela sendo funcionários públicos, todos cuja empresa onde trabalha só existe pelo proprietário ter se enquadrado em tal situação, pessoas cujo emprego não lhes pertenceria caso houvesse imigração livre, cuja empresa faliria caso houvesse um ambiente totalmente livre etc etc.

    Quem escapa para se fazer juiz dos outros?

    Isso é bobagem, um funcionário público austríaco deve apoiar inflexivelmente a extinção de seu cargo, não necessariamente sair dele.

    Mises trabalhou para o governo, vários austríacos também. Isso significa que eles gostam do governo? Não. Tanto que defendem a mudança neste contexto.

    Por que austríacos lecionam em universidades públicas

    Quem homem é livre, afinal?
  • Leonardo Couto  03/08/2013 00:05

    *Que homem é livre, afinal?

    Enfim, acho que ninguém está livre para poder julgar os outros neste assunto. O estado está sobre todos nós.
  • Renato Souza  03/08/2013 17:45
    Eu diria que o governo é um destruidor liquido de riquezas. Porque se você disser que tudo o que o governo faz é destruir riquezas, será fácil alguém apontar um contra-exemplo. Mas o fato do governo ser um destruidor l´qüido de riquezas é amploamente documentado.

    O que importa é a sociedade buscar assumir as funções que o governo tomou para si. Muitas funções relevantes eram a pouco tempo exercidas por particulares ou por associações voluntárias. Para estas funções que foram privadas até recentemente, é muito fácil compreender como devem ser desestatizadas.
  • Cesar Massimo  04/08/2013 22:41
    Mercado de Milhas
    Nenhuma novidade no final do seu texto.
    Todo funcionário público que conheço é "dos bons".
    Certamente temos o melhor serviço público do mundo pois todos os "bons" estão lá.
  • Gomes  27/11/2012 12:39
    Como ficam as pessoas com deficiência nesse capitalismo ultra-liberal?
  • Luis  27/11/2012 13:05
    Certamente melhores do que estão hoje, nessa sociedade ultra-estatal.

    Copio aqui a resposta dada por um leitor a essa mesmíssima pergunta (todo dia chega alguém aqui fazendo exatamente uma pergunta idêntica a alguma outra que já foi feita no dia anterior, mas achando que está abafando e que acabou de descobrir um "falha" no pensamento libertário):

    "Acredito que a resposta a essa pergunta é: da mesma forma que eles se mantém hoje.

    Eu respondo dessa forma porque acredito que o estado não faz muito pelos deficientes naturais. E se fizer, deve ser muito ineficiente.

    Eu conheço duas famílias que têm filhos com Síndrome de Dawn. Em ambos os casos os custos associados a essa doença são privados. No caso que eu melhor conheço, o resultado foi excepcional. Hoje, esse rapaz com Síndrome do Dawn tem seu próprio emprego (ele é empacotador numa loja de calçados e toca gaita [um instrumento de difícil aprendizado]). Claro, não imagine que ele desenvolveu todas as capacidades de um indivíduo adulto saudável.

    No caso de família pobres, o sustento se daria da mesma forma que ocorre hoje: caridade privada.

    Inclusive, numa sociedade mais livre e rica, poderiam existir empresas que forneçam esse tipo de serviço."


    Acrescento: dado que as pessoas seriam mais ricas e não teriam de destinar 40% da sua renda para o estado, elas teriam mais incentivos para ajudar aqueles que ficassem para trás. Hoje em dia, como o sujeito é obrigado a pagar quantias cavalares de imposto, ele pensa: "Já dou 40% da minha renda para o estado; ele agora que cuide dos necessitados".

    O estado, caro Gomes, desincentiva a caridade. E você é um ótimo exemplo disso: em vez de ir ajudar os outros agora, fica aí apenas exigindo que terceiros façam o serviço em seu lugar.
  • Gomes  27/11/2012 16:26
    Eu conheço duas famílias que têm filhos com Síndrome de Dawn. Em ambos os casos os custos associados a essa doença são privados. No caso que eu melhor conheço, o resultado foi excepcional. Hoje, esse rapaz com Síndrome do Dawn tem seu próprio emprego (ele é empacotador numa loja de calçados e toca gaita [um instrumento de difícil aprendizado]). Claro, não imagine que ele desenvolveu todas as capacidades de um indivíduo adulto saudável.

    Mas ele não está empregado justamente por conta da lei de emprego de deficientes que fixou uma cota nas empresas?

    Após essa lei, as empresas que dificilmente empregavam um deficiente, passaram a até ir atrás deles para preencher a cota. Então essas pessoas que não tinham praticamente direito ao trabalho e eram muito mais discriminadas e mesmo marginalizadas, tiveram uma radical transformação em sua perspectiva de vida e auto-estima e a sociedade passou a discrimina-las muito menos.
  • TL  27/11/2012 20:00
    Prezado Gomes.

    "Mas ele não está empregado justamente por conta da lei de emprego de deficientes que fixou uma cota nas empresas?"

    Ele foi contratado voluntariamente. Destaco o último parágrafo dessa reportagem, (recomendo a leitura de todo o artigo):

    "Apesar de raras, ações de contratar voluntariamente pessoas com deficiência acontecem, como é o caso da loja Pompéia, em Carazinho, que há seis anos incluiu no seu quadro de funcionários Rafael da Cruz, um jovem com Síndrome de Down. "Estamos muito satisfeitos com o trabalho de Rafael, dentro de suas limitações ele é muito inteligente, e tem uma excelente memória: ele lembra da promoção que estava em vigor no dia que ele começou a trabalhar conosco", comenta a gerente do estabelecimento comercial, Cristiane de Macedo, ressaltando a importância de trazer pessoas com deficiência para o convívio social, e para a atividade empregatícia. "Rafael é muito carinhoso, um excelente colega, é realmente muito bom tê-lo conosco, acaba sendo uma motivação para nos mostrar que podemos fazer tudo", destaca. O auxiliar geral de loja trabalha só a tarde, no resto do dia ele ocupa seu tempo com atividades como academia e aulas de gaita. "Eu adoro trabalhar aqui, agradeço todos os dias à Deus por isso. Pretendo continuar exercendo atividades no comércio por muito tempo ainda", arremata Rafael."

    "Após essa lei, as empresas que dificilmente empregavam um deficiente, passaram a até ir atrás deles para preencher a cota. Então essas pessoas que não tinham praticamente direito ao trabalho e eram muito mais discriminadas e mesmo marginalizadas, tiveram uma radical transformação em sua perspectiva de vida e auto-estima e a sociedade passou a discrimina-las muito menos."

    Esse tipo de lei, em primeira análise parece boa, pois fomenta o ingresso de pessoas deficientes no mercado de trabalho. Mas como sempre é dito aqui no Mises, uma intervenção sempre tem suas consequências negativas, ela não é neutra.

    Um amigo meu, advogado de uma empresa do ramo de móveis / eletrodomésticos, comentou comigo exatamente essa questão.
    Essa empresa tem dificuldades para preencher as cotas obrigatórias, pois os deficientes não tem interesse em trabalhar. Ele me explicou que esses deficientes ganham um benefício do governo de aproximadamente R$ 600,00, entretanto eles perdem o benefício se começarem a trabalhar.
    Como as posições ofertadas pela empresa pagam um salário mínimo para esse público, quem vai querer abrir mão de R$ 600,00 mensais, sem esforço e risco, para trabalhar 8 horas por dia e ganhar o salário mínimo da categoria?

    Entretanto isso não é tudo. O Ministério do Trabalho entrou com uma ação contra essa empresa, pois a empresa nunca preencheu as vagas obrigatórias. Ela foi multada em R$ 600.000,00. Inclusive, o presidente do sindicato foi depor a favor da empresa, para explicar a situação. A Justiça do Trabalho ignorou e multou a empresa.

    Ainda sobre a reportagem citada anteriormente, destaco:

    "Alessandro de Oliveira Moraes, presidente Conselho Municipal dos Deficientes (CMPD), … Apesar de conseguir, de forma tímida, incluir esse público no mercado de trabalho, Moraes lamenta que as contratações aconteçam através de uma arbitrariedade legal. "Isso devia ser uma ação voluntária dos empreendedores, e não obrigatoriedade", argumenta" (meu destaque).
  • Cesar Massimo  04/08/2013 23:06
    Gomes
    Na vida existe aquilo que se vê, e aquilo que não se vê.
    O texto "da vitrine quebrada" que você poderá encontrar pesquisando na internet explica bem isto.

    O emprego da pessoa com deficiência, todo mundo vê.

    O desperdício de recursos que esta lei produz, mobilizando as empresas, exigindo mais fiscais para acompanhar o cumprimento dessa lei, as multas que transferem recursos de uma organização produtiva (a empresa) para um organismo perdulário (o estado) são as coisas que ninguém vê.

    Em resumo, a sociedade como um todo ficou mais pobre, inclusive os deficientes; mesmo que alguns deles possam estar numa situação um pouco melhor pelo emprego conseguido.
    Se regulamentação é bom para o trabalhador, como explicar porque existem tantas pessoas querendo emigrar de países repletos de leis trabalhistas (p. ex.: Brasil) para países com menos leis trabalhistas?
  • Arthur  27/11/2012 17:06
    Isso é bem típico de estadistas. Todos os comunistas que conheço gastam horas e horas militando e debatendo como ajudar o proletariado, os pobres, os explorados. Nenhum deles jamais doou um centavo ou trabalhou m qualquer tipo de caridade. Por outro lado, as pessoas mais pro-mercado que conheço que inclui "capitalistas exploradores" doam dinheiro e fazem trabalhos voluntários e de caridade.
  • Randalf  27/11/2012 14:31
    E solidariedade não é solidariedade se for imposta. Além disso, solidariedade é uma troca, em que uma pessoa oferece algo para ajudar outra pessoa. O retorno para quem dá é a satisfação da outra pessoa (como por exemplo um sorriso). Quando o estado faz 'solidariedade', essa troca perde-se por completo. Não há retorno (na maioria das vezes emocional) para quem dá.
  • Bright  27/11/2012 17:24
    Com certeza melhores que estão hoje. Isso eu te garanto.

    Sem papai estado por perto, a caridade privada teria uma relevância muito maior que tem hoje. E, como as pessoas estariam mais ricas, mesmo uma pequena parcela da população se dedicando à caridade seria suficiente.

    Além do mais, não faltariam empregos para este pessoal.
  • Cesar Massimo  04/08/2013 22:54
    Gomes
    Numa sociedade ultra liberal, essas pessoas conseguirão empregos em atividades onde serão capazes de produzir mais, ou no mínimo, aquilo que ganham.
    Sem a "mão pesada do estado", com poucos tributos, a maior parte dessas pessoas encontraria empregos compatíveis com uma vida digna.
    Aos demais, caberia a boa ação das pessoas de melhor poder aquisitivo. Em nosso país, com o estado nos roubando quase 50% do que produzimos, sobra pouco para a caridade.
  • Guilherme  28/11/2012 08:49
    "O Capitalismo funciona no primeiro dia..."\r
    \r
    Vou explicar...\r
    \r
    Coloque 10 pessoas em uma cidade com US$ 10.000,00 cada. Para elas isto seria muito justo...em 20 anos 1 pessoa terá mantido ou aumentado de capital as outras 9 estarão mais pobres...até ai tudo bem...porque todos tiveram a mesma chance...o problema esta nos filhos destes...eles não terão a mesma chance...\r
    \r
    Que culpa tem uma crinaça que nasce na Favela? ela tem a mesma chance que uma que nasce rica? \r
    \r
    Este é o caminho que o capitalismo naturalmente leva a sociedade...não tem como existir igualdade. (Quando falo em igualdade, estou falando de chances, e não que todos deveriam ter tudo igual. \r
    \r
    É insustentável voce ter um sistema que dependa de crescimento infinito com recursos finitos...\r
    \r
    \r
    OBS. Não sou socialista, nem comunista...só acho que os economistas de hoje deveriam se preucupar em desenvolver novos sistemas mais justos para não desperdissarmos mais recursos...\r
    \r
    Outro ponto interessante é o obstaculo que o capitalismo gera para inovação tecnológica...hoje temos tecnologia para energia renovavel e não poluente, de ter bens reciclaveis e duraveis...etc...isso tudo precisa se adequar aos resultados financeiros...\r
    \r
    EX. Qual o interesse de uma empresa de tecnologia? criar e fabricar o produto mais tecnologico? ou criar o produto mais lucrativo?\r
    \r
    Este assunto é muito delicado...peço a todos que pesquisem sobre um projeto de Economia Baseada em Recursos...\r
    \r
    Zeitgeist\r
    Projeto Venus\r
    \r
    abs,\r
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    \r
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  • Leandro  28/11/2012 10:20
    "Coloque 10 pessoas em uma cidade com US$ 10.000,00 cada."

    Coloquei. Estou aqui visualizando 10 pessoas com vários pedacinhos de papel-pintado em uma ilha deserta (estou imaginando que elas são náufragas).

    "Para elas isto seria muito justo..."

    Se você diz, eu aceito.

    "em 20 anos 1 pessoa terá mantido ou aumentado de capital as outras 9 estarão mais pobres"

    Se por capital você se refere à definição correta de capital, qual seja, ativos físicos que ajudam a produzir tanto bens de capital quanto bens de consumo, então, por definição (estou me atendo exclusivamente às suas próprias premissas), essa pessoa trabalhou mais, poupou mais e investiu mais do que as outras nove. A quantidade de dinheiro na economia, pela definição do exemplo, permaneceu inalterada.

    Mas essa pessoa laboriosa e poupadora certamente terá mais dinheiro do que as outras nove, pois ela trabalhou para produzir e vender seus produtos, ao passo que as outras trabalharam menos, produziram pouco e se limitaram a consumir o que o indivíduo laborioso produziu. Houve transferência de dinheiro de indivíduos pouco produtivos para o indivíduo mais produtivo. Nada mais justo e ético.

    "...até ai tudo bem...porque todos tiveram a mesma chance..."

    Que bom que concordamos.

    "o problema esta nos filhos destes...eles não terão a mesma chance..."

    Eles começarão em desvantagem, é verdade, mas nada os impede de batalhar tanto quanto aquele indivíduo poupador para chegar até onde ele chegou.

    "Que culpa tem uma criança que nasce na favela? ela tem a mesma chance que uma que nasce rica?"

    Sua vida será mais difícil, sem dúvida nenhuma. Ela terá de batalhar mais e se esforçar mais. É esse o problema?

    Mas por quê parar em favela? Troque o termo 'favela' por 'família desestruturada' ou 'famílias de pais viciados' ou 'família de pais ausentes'. As dificuldades permanecem. Isso é uma inevitabilidade da vida. Mesmo que todas as famílias tivessem rigorosamente a mesma riqueza, ainda haveria aquelas crianças que nasceriam mais inteligentes que as outras, ou aquela que nasceria em lares mais bem estruturados, ou aquelas que nasceriam com várias aptidões inatas. Isso levaria à desigualdade. Como você remediaria isso? Emburrecendo compulsoriamente os inteligentes?

    "Este é o caminho que o capitalismo naturalmente leva a sociedade...não tem como existir igualdade."

    Não, este é o caminho a que a natureza humana leva as pessoas. De fato, e ainda bem!, não tem como existir igualdade. Os mais esforçados e mais dedicados prevalecem; os mais incapazes têm mais dificuldade. Isso é assim em qualquer esporte competitivo. Fernando Alonso e Felipe Massa têm o mesmo equipamento, mas o espanhol é muitas vezes superior ao brasileiro. O mesmo se pode dizer de Vettel e Mark Weber. Você, ao que tudo indica, defende que o espanhol e o alemão sejam forçados a se rebaixar ao mesmo nível do brasileiro e do australiano. Essa é a ideologia do invejoso e do incapaz.

    O que você quer, na realidade, é forçar uma igualdade impossível de ser atingida. Você quer criar a sociedade da mediocridade, na qual os bons devem ser rebaixados ao mesmo nível dos ruins.


    "OBS. Não sou socialista, nem comunista..."

    É pior. Socialistas querem tomar dinheiro dos ricos; comunistas querem tomar todas as propriedades; você quer emburrecer e incapacitar todos os seres humanos ao nível do indivíduo mais medíocre da sociedade.

    O restante da sua logorreia ambientalista já foi abordada ad nauseam neste site. Nem vou me dar ao trabalho de fornecer links porque sei bem qual a sua agenda.


    "Zeitgeist
    Projeto Venus"


    Bem que já haviam me alertado sobre vocês. Cresçam e comecem a pensar. Rápido. Com esses argumentos, até um militantezinho do PC do B, do PSTU ou do Piçol faria vocês passarem aperto.
  • Fabiano  29/11/2012 04:20
    Depois de ler bastante material daqui do IMB, incluindo inteiras seções de comentários, sinto-me confortável em dizer: Leandro, sou seu fã!
    [ ]!
  • Aldenir  03/08/2013 18:24
    Leandro, em uma discussão dessas (oportunidades iguais) eu e um amigo fizemos uma "pesquisa" só para provarmos como isso (oportunidades iguais) faz diferença. Conclusão que chegamos: Não faz diferença nenhuma, pelo menos não para os 100 mais ricos do mundo.

    https://docs.google.com/document/d/1z1QAVS3L6G3FxrqwXBkOpHEZ8NeB4l7tgxZhAyv9A6E/edit

    Simplesmente pegamos os 100 mais ricos de alguma lista aleatória e pesquisamos via Wikipedia a biografia deles. 2/3 ou eram filhos de profissionais liberais bem sucedidos (acho que os socialistas os considerariam classe média) ou pobres. Mais da metade do 1/3 restante receberam a herança dos seus pais que se enquadram na categoria dos 2/3 e o restante recebeu do avô, que também se enquadrava na categoria de pobre/classe média. Não é perfeita porque fizemos em 2h e não passou por uma correção minuciosa. Também não verificamos a influência de países mais o menos liberais na composição e nem fizemos uma análise detalhada de quão pobre cada um era.

    No entanto, mostra que para ser um capitalista muito bem sucedido, é como o Mises dizia, precisa ter uma capacidade empreendedora acima do normal, independente de escolaridade ou classe social.

    E veja, o que eu acho mais importante, é que é como Ayn Rand / Francisco D'Anconia diziam, o dinheiro é um fluxo que corre para quem tem mérito a ele. Se você sabe como fazer, você conseguirá mais, se não, parasitas e sanguessugas o cercaram e levarão ele de você. As fortunas são feitas durante a vida de uma pessoa e isso vale para qualquer outliner. Algumas pessoas fazem o suficientes para os seus filhos figurarem entre os 100 mais ricos (como os Walton), outros para seus netos (os Mars e provavelmente, futuramente os Walton), mas isso não garante o sucesso deles, apenas que terão dinheiro, ganho pelos seus pais até o fim das suas vidas.
  • Cesar Massimo  04/08/2013 22:27
    Leanndro
    Respondeu e resolveu!
    Foi claro, objetivo.
    Parabéns.
  • anônimo  29/11/2012 06:49
    'Outro ponto interessante é o obstaculo que o capitalismo gera para inovação tecnológica...hoje temos tecnologia para energia renovavel e não poluente, de ter bens reciclaveis e duraveis...etc...isso tudo precisa se adequar aos resultados financeiros... '

    Quando os recursos finitos acabarem as pessoas vão procurar os renováveis, e aí tudo vai se adequar
  • Rhyan  29/11/2012 15:29
    Como pode existir igualdade considerando a genética humana e o fato do valor ser subjetivo?
  • Marcos Campos  07/12/2012 09:16
    Oiiiiiiiiiiiiiii Guilherme

    Quem bom você estar aqui, e não se assuste com minha receptividade, mas por conscidência eu cheguei aqui no fórum com os mesmos sintomas que você, inclusive sitando e defendendo Zeitgeist ,Projeto Venus.

    Esperniei muito com todos aqui, e graça a paciência de alguns, pude me sentir a vontade para buscar o auto-conhecimento. Em busca da verdade iniciei minhas leituras aqui no fórum e utilizei a biblioteca com vários livros.

    Enfim descobri por min mesmo, sem ninguém aqui me obrigar(lavagem cerebral), a encontrar a verdade mais pertinente ao nosso mundo sócio-economico.

    Fico feliz de você estar aqui, e espero que percorra o mesmo caminho que eu, tenha a mente aberta, e leia todos os artigos e livros disponíveis na biblioteca.

    Se mesmo assim, você defender o estatismo, e essa ideia louca de recurso, eu volto pra Zeitgeist.

    Nos vemos daqui a 6 meses. Boa leitura.
  • Carvalho  28/11/2012 10:21
    Embora concorde com a maior parte do que vai nesse artigo e outros do site, não há como esqucer que o pensamento dominante hoje e há algum tempo é o do coletivismo. Ficar remoendo os temas do liberalismo dicficilmente irá convencermessa massa de gente que por dfierentes razões continua a acreditar que o Estado deve cuidar das pessoas.

    Um discurso e agenda puramente liberal tem pouca ou nenhuma chance de sucesso, fico pensando qual seria uma opção intermediária, especialmente no sentido do discurso, não na parte conceitual, para tentar reverter um pouco do espaço que o socialismo ganha todos os dias.

    A idéia do desastre total e da miséria como retratado no Revolta de Atlas é uma utopia, antes do desastre total os capitalismo de alguma forma mostra sua cara de novo e da um novo fôlego paraas pessoas. Inclusive, os próprios socialistas nesse sentido já estão mais avançados, pois abriram mão de seu radicalismo (marxismo é apenas uma curiosidade intelectual, ninguém leva a sério ) em prol do poder. Dixam os capitalistas trabalharem pois sabem que precisam les pra sobreviver, é como o parasita que não mata seu hospedeiro, a pergunta é, como o hospedeiro pode reduzir a importáncia do parasita? Poismhoje os parasitasa mandam no hospedeiros...

    Abraco e parabens pelo site
  • Fabiano Abrantes  29/11/2012 06:24
    Carvalho,
    Infelizmente boa parte da massa não precisa ser convencida de nada, pois simplesmente será levada pelo vento da época. O vento de nossa época infelizmente está vindo dos socialismo, que mais uma está se provando insustentável.

    Já tive algumas tendências socialistas, que felizmente eram só tendências. Abandonei-as e me tornei um defensor do capitalismo, mas sem fundamento (só feeling mesmo) e acreditando que o estado por si só era o maior defensor do capitalismo. Assim por algum tempo fui convencido pelo papo social do FHC, Lula e Dilma, mesmo com uma pulga atras da orelha que se tornava cada vez mais desconfortável.

    Um dia meu interesse foi despertado por um livro da Ayn Rand que foi reeditado no Brasil por iniciativa de alguns defensores de suas idéias. De início comecei a lê-lo sem compromisso, mas a cada página fui percebendo que este seria um dos livros mais importantes que leria na vida. Terminei-o maravilhado pela obra prima e ao mesmo tempo chocado, pois aos 37 anos percebi que tinha que rever boa parte dos meus conceitos (muitos criados pelo meio em que vivo) e substituí-los pelo raciocínio baseado nos princípios libertários. Em minhas buscas por mais informações, encontrei o IMB e seus colaboradores e comentaristas remoedores dos temas relacionados ao liberalismo, aos quais agradeço muito.

    Hoje sou -1 na massa e +1 remoedor da causa :-D que já trouxe um amigo. Juntos já somos catequizadores que conseguimos mostrar para algumas pessoas que o que está errado não é culpa do capitalismo, mas do estado e do maldito sistema social democrático. Não acredito na solução intermediária como um fim, mas como parte de um caminho em direção à minarquia e em sequida ao anarco-capitalismo. Sei que é tudo muito utópico, mas na prática me contentarei com cada pequena camada de estado que for removida de minha vida. Crio meus filhos com essa visão. Espero que eles procurem viver como pessoas produtivas onde houver cada vez menos estado e mais liberdade.

    Cheers!
    Fabiano
  • Carvalho  30/11/2012 05:25
    Valeu pela resposta Fabiano, mas meu questionamento é outro...

    As massas realmente vão ao sabor dos ventos mas elas votam, e os socialistas estão se saindo melhor na guerra da propaganda, portanto conseguem ganhar eleições mesmo com um resultado ruim em suas gestões. As massas são uma parte do problema, mas talvez não o maior...

    Muitos empresários e gente razoavelmente educada tem tendências socialistas. É difícil achar alguém liberal em uma universidade por exemplo, fiz USP e é mais difícil encontrar um liberal por lá que um petista honesto. A elite que comanda o jogo acredita nessa baboseira, como em outras baboseiras tipo aquecimento global. A pergunta é: como se comunicar efetivamente com essas pessoas pois elas também comandam o jogo.

    Individualmente posso viver como quiser e passar isso a meus filhos, mas eles terão que viver nesse país que só tende a ficar mais e mais coletivista. Como quebrar essa tendência já que o discurso radical não parece estar funcionando? É uma dúvida, não tenho resposta...

    Abraço
    Carvalho
  • Fabiano  30/11/2012 13:35
    The Billion Dollar question! Tive que fazer uma correção monetária no termo. :-)

    Realmente não há resposta. Até onde sei, o que se tem no momento são instituições fazendo um trabalho de formiguinha que dificilmente chegará às massas tupiniquins.

    Quando disse o que espero dos meus filhos, na verdade estou preparando-os para que possam "vazar" daqui se desejarem. Boa parte do resto do mundo tb não está grande coisa, mas se alguma revolução libertária tiver que ocorrer em algum lugar, de certo não será através de nossas massas.
  • Marcos Campos  07/12/2012 09:53
    Bravo! Fabiano e Carvalho.

    Estou aqui à pouco tempo (8 meses), e me sinto em casa quando aqui acesso. Por muito tempo também andei na escuridão, por sorte nasci crítico, e não aceito nada por definitivo, existe sempre vários lados para o mesmo prisma, basta aprendermos a visualiza-lo do topo, e construir uma nova perspectiva, um novo mapa cerebral.

    O que se refere a massa, eu acredito que existem 3 conjuntos; 1° deles é formado pela minoria que é a elite enganadora(socialistas, corporativistas, fascistas, bolivarianos, etc), 2° deles é formado pela grande massa (pessoas que vivem o imediatismo, eles estão doutrinados desde o jardim de infância nos conceitos do coletivismo e do capitalismo selvagem) eles seguem ao sabor do vento e ter um paizão chamado Estado, para eles é um mal necessário, 3° deles é formado por nós, pessoas verdadeiramente desintoxicadas, mente aberta, livres, e somos menores que o 1° grupo, e precisamos fazer um trabalho de formiguinha, para algum dia, por fatores tácitos ou empíricos o vento sopre a nosso favor.

    E quando esse vento soprar a nosso favor, teremos a chance de construir uma educação verdadeira, e uma CTI gigante para desentoxicar toda a Massa, e transformar o esquema sócial em 2 conjuntos, a MASSA esclarecida e a Minoria ideológica fascista.

    Se minha visão estiver incorreta, por gentileza me corrijam.
  • Guilherme  29/11/2012 09:57
    Caro Leandro,\r
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    \r
    "o problema esta nos filhos destes...eles não terão a mesma chance..."\r
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    "Eles começarão em desvantagem, é verdade, mas nada os impede de batalhar tanto quanto aquele indivíduo poupador para chegar até onde ele chegou."\r
    \r
    Muitas coisa o impedem Leandro...ou voce acha que realmente apenas 1% da população mundial é muito inteligente ou poupadora? se voce pegar a base de pessoas ricas hoje, vai perceber que a riqueza ja vem de anos...como voce pode achar que o intelecto de alguem pode ser mil vezes melhor do que o de outra pessoa? o bil Gates por exemplo não é 1000 vezes melhor ou mais inteligente que voce...mas tem milhoes de vezes mais de patrimonio e passara aos seus filhos e netos, que poderão se dar o luxo de serem burros e ainda assim terem mais que os seus filhos...\r
    \r
    Jamais disse que temos que diminuir e nivelar o intelecto de todos, quando falo em igualdade falo em CHANCES iguais e estruturas iguais...\r
    \r
    *muitas coisas ficam dificeis de serem debatidas escrevendo...algumas colocações que fiz foram mal interpretadas ou mal escritas ( mais provavel)...\r
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    mas quanto mais a sociedade debater este que é o assunto mais importante, melhor para nossa evolução como sociedade...\r
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    abs,\r
    \r
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  • Leandro  29/11/2012 10:25
    "ou voce acha que realmente apenas 1% da população mundial é muito inteligente ou poupadora?"

    O que isso tem a ver? Não é necessário ser "muito inteligente" para se viver bem. Mas é sim necessário ser poupador. Esbanjamento e prodigalidade não enriquecem ninguém.

    "se voce pegar a base de pessoas ricas hoje, vai perceber que a riqueza ja vem de anos..."

    E daí? Por que essa obsessão em tomar a riqueza alheia? No que isso lhe torna uma pessoa melhor? Como isso pode ajudar o mundo? E daí que meu vizinho tem mais posses do que eu? Por que eu deveria espumar de raiva por causa disso? Por que em vez de reclamar eu também não corro atrás e tento imitá-lo, sempre honestamente?

    "como voce pode achar que o intelecto de alguem pode ser mil vezes melhor do que o de outra pessoa? o bil Gates por exemplo não é 1000 vezes melhor ou mais inteligente que voce..."

    Nada da bajulação. Posso acabar cedendo ao seu charme.

    "mas tem milhoes de vezes mais de patrimonio e passara aos seus filhos e netos, que poderão se dar o luxo de serem burros e ainda assim terem mais que os seus filhos..."

    Pergunto de novo: e daí? Por que essa tara obsessiva com o patrimônio dos outros? Como o patrimônio de Bill Gates afeta a minha vida para pior? E daí que ele deixará herança para seus filhos e netos? Ele não pode? Por que o fato de Bill Gates legar herança para seus filhos e netos (os quais você já garantiu que serão burros) há de me deixar raivoso? No que isso afeta a criação de meus filhos? Ele não pode legar heranças? Se você tivesse poder, o proibiria de fazer isso? O que você faria com o patrimônio dele? Se você disser que "o redistribuiria", então você está involuntariamente admitindo que ele prestou um grande serviço à humanidade. Afinal, sem ele, você não teria toda essa riqueza para confiscar, atitude essa que explicitamente lhe deixa salivando.

    Sem ricos e suas riquezas para ser espoliadas, sua "nova sociedade utópica" simplesmente não seria possível -- a menos que você creia que a riqueza existe por aí, está dada e está disponível para todos, e que não são necessários nem empreendedorismo nem gênio humano para produzir e transformar matéria em riqueza.

    "mas quanto mais a sociedade debater este que é o assunto mais importante, melhor para nossa evolução como sociedade..."

    Não, é ele que está destruindo a sociedade. A cultura da inveja e da indolência. "Fulano tem mais do que eu, e ele não merece isso. Hora de tomar tudo dele e transferir para mim. Ou para o governo, que fará maravilhas com essa riqueza conquistada"
  • João  06/08/2013 16:46
    Mas como um pai de família que recebe 1 salario mínimo vai poupar alguma coisa? Só na alimentação, aluguel, água e luz (vamos supor que o indivíduo seja poupdor e não tenha telefone), vai quase todo o salário.
  • Marcondes  06/08/2013 17:34
    Defensores do salário mínimo argumentam que é impossível sustentar uma família quando se vive apenas com um salário mínimo.  Sim, é verdade.  Mas isso é totalmente irrelevante, pois os empregos que pagam salário mínimo não foram feitos para sustentar uma família. 

    O certo seria que as pessoas optassem por não iniciar uma família até que estivessem ganhando o suficiente para sustentá-las.  Empregos de baixos salários servem para capacitar os trabalhadores a, com o tempo, adquirirem as habilidades necessárias que os permitirão ganhar salários altos o suficiente para sustentar uma família.  Será que alguém realmente acha que um adolescente que trabalha como entregador de jornal deveria ganhar um salário capaz de sustentar uma família?

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=339
  • João  06/08/2013 17:48
    Mesmo solteiro e sem filhos, a vida do trabalhador de salário mínimo é apertada (imagine se recebesse menos de 1 salário mínimo). Ao menos que o indivíduo seja sustentado pelos pais, aí pode poupar quase todo o salário. Mas se vai morar sozinho, tem gastos com a alimentação e as contas (água e luz) pra pagar... E hj em dia, a alimentação tá cara. E as contas... Ainda bem q hj tem vale-transporte. Já pensou se não tivesse? A vida do pobre ia ser pior ainda.
  • Lg  06/08/2013 18:47
    O salário mínimo também não tem por objetivo sustentar uma pessoa. Se o mínimo que pode ser pago é o suficiente para sustentar uma pessoa não existem empregos para alguém de 16 anos que mora com os pais e quer aprender uma profissão e ganhar uns trocados.
    Salário mínimo é uma besteira sem sentido, quem define o salário mínimo é o trabalhador que está ofertando os seus serviços.
  • João  06/08/2013 18:07
    Mesmo solteiro e sem vida, 1 salário mínimo é um arrocho. Exceto aqueles que são sustentados pelos pais. Mas se vai morar sozinho, tem que gastar com alimentação, tem contas pra pagar, etc.
  • Guilherme  30/11/2012 04:16
    "Pergunto de novo: e daí? Por que essa tara obsessiva com o patrimônio dos outros? Como o patrimônio de Bill Gates afeta a minha vida para pior? E daí que ele deixará herança para seus filhos e netos? Ele não pode? Por que o fato de Bill Gates legar herança para seus filhos e netos (os quais você já garantiu que serão burros) há de me deixar raivoso? No que isso afeta a criação de meus filhos?"\r
    \r
    \r
    Não fico raivoso com o patrimonio de ninguem, mas só acho que por mais que eu estude e trabalhe e tente melhorar financeiramente para poder realizar os meus sonhos e anseios, nunca vou poder ter o que, por exemplo, o filho do Eike Batista tem...ou o neto etc...é só isso que estou tentando dizer..\r
    \r
    "Sem ricos e suas riquezas para ser espoliadas, sua "nova sociedade utópica" simplesmente não seria possível -- a menos que você creia que a riqueza existe por aí, está dada e está disponível para todos, e que não são necessários nem empreendedorismo nem gênio humano para produzir e transformar matéria em riqueza."\r
    \r
    Uma pergunta...voce acha que a melhor maneira de administrar os recursos da terra é com este sistema? onde o lucro é sempre prioridade? e a competição e a ganancia levam ao desenvolvimento?\r
    \r
    na sua cabeça, todos tem chances de serem ricos se trabalharem e pouparem...mas isso claramente não é verdade...porque como voce mesmo disse, os ricos são importantes para todos...\r
    \r
    Outra pergunta, como voce lida com o fato de todo o sistema de saude estar nas maos de poucas pessoas ricas? que ganham dinheiro com a doença dos outros? se eu tivesse um laboratório de remedios, jamais iria querer uma cura definitiva para as doenças que os meus remedios remediam...\r
    \r
    Leandro,\r
    \r
    Sempre que voce tiver poucas pessoas com muito poder, fica dificil a estrutura da sociedade mudar ou evoluir, voce fica preso no poder destas pessoas...elas jamais irão abrir mão deste poder...seja na mídia, industria, governos e principalmente no setor financeiro.\r
    \r
    \r
    "mas quanto mais a sociedade debater este que é o assunto mais importante, melhor para nossa evolução como sociedade..."\r
    \r
    "Não, é ele que está destruindo a sociedade. A cultura da inveja e da indolência. "Fulano tem mais do que eu, e ele não merece isso. Hora de tomar tudo dele e transferir para mim. Ou para o governo, que fará maravilhas com essa riqueza conquistada"\r
    \r
    Nessa voce forçou...sempre é bom debater...um dos problemas de hoje é isso..."Os ignorantes tem muitas certezas e os sábio muitas dúvidas"\r
    \r
    \r
    \r
  • Bruno  03/12/2012 05:44
    Desculpem a intromissão...mas essa visão paternalista me tirou do sério.

    "Não fico raivoso com o patrimonio de ninguem, mas só acho que por mais que eu estude e trabalhe e tente melhorar financeiramente para poder realizar os meus sonhos e anseios, nunca vou poder ter o que, por exemplo, o filho do Eike Batista tem...ou o neto etc...é só isso que estou tentando dizer.. "

    Se não fica raivoso, porque então essa sede por "justiça"? Vc quer "realizar seus sonhos" destruindo a propriedade de outros? Alguém em algum momento acumulou riqueza e quis que a vontade fosse essa. Por favor, respeite essa vontade, contenha essa inveja!

    "Uma pergunta...voce acha que a melhor maneira de administrar os recursos da terra é com este sistema? onde o lucro é sempre prioridade? e a competição e a ganancia levam ao desenvolvimento? "

    Ganância é uma característica humana, apenas. Cabe a cada um - sem ser coagido, aviltado ou obrigado - definir o que é suficiente para si. O lucro pode ser prioridade de alguns - para aqueles que querem "realizar seus sonhos" - mas não para outros. A competição e a ganância nos trouxeram até onde estamos hoje, ainda bem. Sem elas ainda teríamos expectativa de vida de 30 anos de idade e moraríamos em cavernas.

    "Outra pergunta, como voce lida com o fato de todo o sistema de saude estar nas maos de poucas pessoas ricas? que ganham dinheiro com a doença dos outros? se eu tivesse um laboratório de remedios, jamais iria querer uma cura definitiva para as doenças que os meus remedios remediam... "

    Armadilha moral. "Tadinho". Que eu saiba, essas "poucas pessoas ricas" não criaram as doenças. E estas esperam ser remuneradas por todo o esforço que tiveram na elaboração de curas.

    O certo e o errado não devem ser monopólio de uma entidade. Devem ser acordados entre duas partes. Se você está sendo mal-atendido em algum lugar, não gostou deste ou daquele produto, não concorda com os métodos de execução deste ou daquele serviço: seja livre para procurar outra parte.

    E isso não ocorre hoje!
  • Marcos Campos  07/12/2012 10:44
    Prezado Guilherme

    Não sou o dono da verdade, entendo muito pouco de economia, e não nasci com o don da exatas, mesmo assim quero absorver o máximo de conhecimento empírico desta escola.

    Enfim, o que vejo nos seus argumentos é que você carrega poucos dados para que seu cérebro faça as assimilações, e crie informações condizentes com o tema.

    "Não fico raivoso com o patrimonio de ninguem, mas só acho que por mais que eu estude e trabalhe e tente melhorar financeiramente para poder realizar os meus sonhos e anseios, nunca vou poder ter o que, por exemplo, o filho do Eike Batista tem...ou o neto etc...é só isso que estou tentando dizer.."

    Caro amigo, ele só tem o que tem, pois o GOVERNO endeusado por ti e muitos outros, lhe favorece com centenas de empréstimos (nosso dineiro) a baixíssimos juros.

    De qual lado você está? Pesquise e verá por si mesmo. Pois você só irá entender o contexto geral da pobreza se entender que ela não passa de um efeito, causado por uma situação em que você está insirido por suas ações (coletivistas, estatistas, socialistas, esses idealismos exploram o sentimentalismo).

    "Uma pergunta...voce acha que a melhor maneira de administrar os recursos da terra é com este sistema? onde o lucro é sempre prioridade? e a competição e a ganancia levam ao desenvolvimento?"

    Se ñão existir um poder (ESTADO) acima da liberdade e livre mercado, mesmo havendo pessoas mais ricas, não vai significar um maior número de pobres e explorados em consequência disto.
    Esta situação que você expõe, se dá única e exclusivamente no hambiente que vivemos hoje, onde o ESTADO é endeusado, e ele mesmo engana a massa com discurssos sentimentalistas. Pobre massa, não encherga que alguns empresários utilizam o poder imoral legitimado por pessoas "sábias" para não terem concorrentes, e usufruirem de diversos benefícios, restando as migalhas para os demais, e o pobre que está na base da pirâmide continua religiosamente acreditando no ESTADO, fisgados pela barriga, por idealismos sentimentalistas que exponenciam o ressentimento, a dependencia social, a alienação.

    Fico triste de ver amigos meus, tão inteligentes tacitamente e tão pobres cognitivamente.




  • Blah  02/08/2013 12:31
    Não fico raivoso com o patrimonio de ninguem, mas só acho que por mais que eu estude e trabalhe e tente melhorar financeiramente para poder realizar os meus sonhos e anseios, nunca vou poder ter o que, por exemplo, o filho do Eike Batista tem...ou o neto etc...é só isso que estou tentando dizer..

    O Eike Batista é um péssimo exemplo. Ele conseguiu enriquecer graças a suas boas conexões com o governo.

    Uma pergunta...voce acha que a melhor maneira de administrar os recursos da terra é com este sistema? onde o lucro é sempre prioridade? e a competição e a ganancia levam ao desenvolvimento?

    Até alguém me apresentar uma maneira melhor, eu acho o capitalismo, com trocas voluntárias e sem uma entidade central de burocratas "bem-intencionados" dirigindo nossas vidas, é, sim, a melhor maneira. Conhece outra maneira, que não tenha sobrevivido até hoje justamente graças justamente ao capitalismo (todas as que se fecharam a ele geraram milhões de mortos)?

    na sua cabeça, todos tem chances de serem ricos se trabalharem e pouparem...mas isso claramente não é verdade...porque como voce mesmo disse, os ricos são importantes para todos...

    Não há como todos serem ricos, amiguinho. O mundo não tem recursos suficientes para isso. Coisa que muitos "pensadores" ignoram porque, sabe como é, essa coisa de mundo real é chata demais, melhor é ignorar o fato de que vivemos em um mundo de escassez.

    Outra pergunta, como voce lida com o fato de todo o sistema de saude estar nas maos de poucas pessoas ricas? que ganham dinheiro com a doença dos outros? se eu tivesse um laboratório de remedios, jamais iria querer uma cura definitiva para as doenças que os meus remedios remediam...

    Então você é burro como uma porta. Eu iria querer uma cura definitiva para as doenças, simplesmente porque, no mundo, amigo, sempre haverá doenças. Eu nunca conseguiria curar todas as doenças, mesmo se eu quisesse. Essas teorias da conspiração do tipo "ai não há cura para o câncer porque os capitalistas não querem" chega a ser engraçada de tão ridícula. Se você quiser falar sobre a "Big Pharma", lembre-se, sempre, de que ela tem muitos amigos no governo.

    Sempre que voce tiver poucas pessoas com muito poder, fica dificil a estrutura da sociedade mudar ou evoluir, voce fica preso no poder destas pessoas...elas jamais irão abrir mão deste poder...seja na mídia, industria, governos e principalmente no setor financeiro.

    Cara, faça um favor para mim. Arranje uma máquina do tempo e vá para o ano 1800. Depois, vá para 1900. Depois, para 1950. Diga-me se a estrutura da sociedade não evoluiu justamente nos locais onde houve capitalismo, acumulação de capital. Mostre a alguém de 1800 uma escova de dentes e um sabonete.

    As pessoas estão rodeadas de coisas que só foram possíveis graças ao capitalismo, mas imaginam que elas surgiram porque alguém tropeçou por acaso em uma pilha de entulho e os bens surgiram magicamente, ou porque algum burocrata em algum órgão do governo inventou coisas legais.

  • anônimo  02/08/2013 13:48
    'Não há como todos serem ricos, amiguinho. O mundo não tem recursos suficientes para isso. Coisa que muitos "pensadores" ignoram porque, sabe como é, essa coisa de mundo real é chata demais,'

    Você é um esquerdista disfarçado, vem com essa história de 'impossível todo mundo ser rico', de 'virar funça e tocar o foda-se'... conheço o cheiro dessa escória de longe
  • Emerson Luís, um Psicólogo  06/08/2013 15:06
    Guilherme:

    Não poder ter o que o filho de um milionário tem não necessariamente o impede de ter satisfação na vida, o obstáculo está dentro de você mesmo. Nossas necessidades genuínas são poucas, nossos desejos é que são numerosos e insaciáveis. Se um sujeito for um insatisfeito crônico, ele continuará frustrado mesmo se for multibilionário.

    Uma democracia liberal permite que as pessoas tenham satisfeitas as suas necessidades básicas e os seus desejos razoáveis (em relação às suas circunstâncias). Existe menos pobreza, menos pessoas são pobres e as pessoas têm melhores condições de ajudar os pobres, sem necessidade de assistencialismo estatal.

    Já uma sociedade coletivista mantém a maioria das pessoas igualmente pobres e com poucas perspectivas de melhora, a riqueza fica concentrada na elite do partido.

    A melhor forma de administrar a vida é com liberdade e responsabilidade, tanto em nível individual quanto coletivo. Ou seja, uma democracia liberal. Qual alternativa viável existe? Os países que mais poluem são os governados de forma centralizada.

    Não, em uma democracia liberal nem todos têm chance de se tornarem "ricos" se trabalharem e estudarem. Mas de modo geral todos têm possibilidade de obter e manter um nível de renda que proporcione qualidade de vida. E as pessoas têm melhores condiç~es de ajudar os deficientes e carentes. Em contraste, em uma sociedade coletivista, a maioria está presa em um sistema semi-escravista, sem qualquer chance de melhoria.

    Além disso, "rico" é um termo muito relativo. Quem é rico de acordo com um conjunto de critérios e em comparação com um grupo de pessoas pode ser pobre de acordo com outros parâmetros e pessoas. O capitalismo permitiu que uma grávida pobre hoje tenha recursos muito além daqueles que uma rainha da Inglaterra dispunha 500 anos atrás.

    E além da riqueza material, existe outros tipos de riqueza imateriais. Os esquerdistas criticam tanto o materialismo dos capitalistas, mas eles próprios demonstram enorme materialismo ao julgar tudo só por este parâmetro. O capitalismo, além de dar melhores condições materiais aos pobres, permite que eles tenham a possibilidade de usufruir riqueza existencial que só ocorre se houver um mínimo de liberdade individual, inexistente no coletivismo.

    Para obter lucro é necessário oferecer benefícios para as outras pessoas, que voluntariamente vão pagar por estes. Obtemos a satisfação de nossas necessidades e desejos contribuindo para satisfazer as necessidades dos outros e vice-versa. O senso de reciprocidade é sinal de maturidade. Querer receber sem contribuir é infantil.

    O sistema de saúde está em grande parte nas mãos do governo, o que impede maiores melhorias. O Princípio de Pareto diz que 20% das pessoas produz 80% dos resultados (e 20% destes 20% produzem 80% destes 80%). A própria realidade funciona assim. Mas não significa que seja necessariamente ruim. Pesquise artigos sobre monopólio neste site.

    "se eu tivesse um laboratório de remedios, jamais iria querer uma cura definitiva para as doenças que os meus remedios remediam..."

    Você cometeu aqui um ato falho e uma projeção: admitiu que você mesmo tem as atitudes que atribui aos capitalistas malvados. "Antes de mudar o mundo, arrume o seu quarto": faça um trabalho interior para reconhecer-se como um ser humano que quer ajudar, mas que também busca os seus próprios interesses, assim poderá aceitar que os outros fazem o mesmo.

    * * *

  • Guilherme  10/12/2012 06:46
    Valeu Marcos...\r
    \r
    Ja estou lendo todo o material aqui disponibilizado...\r
    \r
    Mesmo com idéias diferentes, quero agradecer a todas as respostas...normalmente nos outros foruns é so chingamento...\r
    \r
    Vou ler todos os livros e postar dúvidas...\r
    \r
    *ficou faltando um Post meu que não foi publicado...\r
    \r
    Abraços!!!
  • Bright  02/08/2013 11:46
    Pregar sobre a liberdade é perda de tempo completa. Ainda mais em um país como o Brasil.

    Existe outra forma muito mais fácil de se adotar o anarcocapitalismo: o bitcoin (ou qualquer outra moeda descentralizada).

    Quanto mais gente adotar o bitcoin, menor será o poder dos governos, até a sua completa extinção. E, caso o bitcoin seja descriptografado, nada impede que outras moedas mais seguras surjam no futuro.
  • Marconi  02/08/2013 12:56
    Não fico raivoso com o patrimonio de ninguem, mas só acho que por mais que eu estude e trabalhe e tente melhorar financeiramente para poder realizar os meus sonhos e anseios, nunca vou poder ter o que, por exemplo, o filho do Eike Batista tem...ou o neto etc...é só isso que estou tentando dizer..

    Concordo inteiramente! Sou adepto da liberdade e, portanto, acredito que tenhamos que buscar uma igualdade de oportunidade ou, pelo menos, diminuir tamanha desigualdade. Não é justo, sob nenhum aspecto, um caboco nascer bilionário e outro na miséria.

    Feliz da sociedade que valoriza o mérito. Quem produz mais, ganha mais. Esses são os liberais verdadeiros. Tem uma parte aqui que só sonha mesmo é de ter uma montanha de dinheiro e viver de juros, as custas dos outros, sem precisar produzir coisa nenhuma.
  • Leandro  02/08/2013 13:32
    "Tem uma parte aqui que só sonha mesmo é de ter uma montanha de dinheiro e viver de juros, as custas dos outros, sem precisar produzir coisa nenhuma."

    É uma acusação no mínimo curiosa, uma vez que este site é a favor da total abolição dos déficits do governo (que é o que gera a emissão de títulos que rendem juros), do radical corte de gastos (o que afetaria quem vive de juros do governo) e contra o sistema bancário de reservas fracionárias, cuja revogação faria com que só ganhasse juros quem emprestasse dinheiro para o financiamento de empreendimentos produtivos e arriscados.

    Gostaríamos de saber a quem você dirige suas acusações. Substancie-as com argumentos ou retrate-se, mesmo que esteja se dirigindo apenas a leitores.
  • Ali Baba  02/08/2013 15:41
    @Leandro,

    É engraçado como a formação econômica atual e a cultura popular sobre questões econômicas opera na cabeça das pessoas.

    Aposto que uma boa parte dos liberais (muitos deles leitores desse site) têm sim essa ideia de acumular um grande patrimônio e viver de renda. Poucas pessoas percebem que essa renda vem dos juros pagos pelo governo na forma de títulos ou do mercado interbancário fomentado pelo sistema de reservas fracionárias. Poucas dessas pessoas têm noção de que se o estado mínimo ou o anarcocapitalismo nos moldes da EA existisse, que essa forma de "ócio" seria automaticamente abolida.

    Então Leandro, não é tanto que o Marconi tenha "acusado" um ou outro leitor... ele apenas se deu conta de um efeito colateral da EA que os bastiões do IMB simplesmente take for granted. Seria interessante colocar e outros efeitos em um artigo... se não por nenhum outro motivo, para não termos pseudo-defensores da EA.

    (Em um pensamento paralelo e não relacionado - e provávelmente com um alto conteúdo de Teoria da Conspiração - não seria possível que os defensores do keynesianismo o façam simplesmente para não parar de se beneficiar dos juros pagos pelo governo e pelo mercado interbancário, ambos frutos de déficits e de reservas fracionárias? Em outras palavras, não é possível que os responsáveis pelo status quo percebam que estão errados mas não querem acabar com a sua galinha dos ovos de ouro?)
  • Marconi  02/08/2013 14:34
    Ue, um dos ídolos daqui, Peter Schiff, não cansa de repetir que os juros estão baixos e por muito tempo. Que o FED mantém os juros artificialmente baixos, que é preciso subir os juros. São tantos os defensores da subida de juros que creio ser desnecessário nomear cada um deles. Não é o seu caso, como explicado. No seu caso o juros funcionariam mais como lucro (ou prejuízo), pois estariam vinculados ao resultado do empréstimo. Se for assim, ok.

    Ah, e acho que é você quem precisa se retratar.
    No artigo "A carga tributária brasileira e os impostos sobre os mais pobres"
    você afirma que

    "é preferível que a carga tributária seja pequena sobre os ricos e mais alta sobre os mais pobres."

    Além de confundir rico com poupador, acha "ok" tratar uma classe de "pobres" em detrimento da classe de "ricos", dando a esta última vantagem tributária pois, conclui-se, seriam mais aptos a gerir o capital da sociedade de forma mais adequada em benefício de toda sociedade. Esse pensamento se assemelha em muito ao corporativismo, keynesianismo, etc.





  • Leandro  02/08/2013 15:33
    Perfeito exemplo de sua ignorância econômica: não tem a mais mínima idéia do papel crucial da taxa de juros em uma economia de mercado. Pensa que os juros existem apenas para remunerar parasitas e rentistas. Não entende que os juros são o preço mais importante de uma economia de mercado; não entende que são os juros que equilibram poupança e investimento, e que, quando livres, sinalizam a escassez de um e a abundância de outro.

    Schiff não critica juros baixos. Ele critica juros zero, pois sabe que tal aberração não existiria em uma genuína economia de mercado. Juros zero representariam uma infinidade de poupança e de capital, algo por definição impossível. Schiff critica os juros zero justamente porque sabe que tal excrescência só existe em decorrência da intervenção de um extremamente poderoso aparato estatal. E ele sabe que as distorções assim criadas são extremamente deletérias para uma economia.

    Por fim, é curioso você xingar alguém de keynesiano, quando foi justamente Keynes quem defendeu, assim como você, a supressão forçada dos juros.
  • Arthur Dias  02/08/2013 16:47
    Mudou de nome, mas continua sendo o bom e velho Mercado de Milhas que não entende que juros nada mais são do que o preço do dinheiro, e que, sendo o dinheiro um bem escasso e não infinito, seu preço nunca pode ser zero.
  • Anônimo  02/08/2013 15:42
    E quanto aos que dizem que liberdade e propriedade são excludentes entre si?

    Pois a propriedade de um implica na coerção contra o outro para legitimar as posses de um?

    Essa parcela de cidadãos na parte da premissa errônea de que no estado original(Ausência de propriedade), tudo era propriedade da humanidade?
  • Tory  02/08/2013 17:30
    No estado original tudo é recurso comum. Ninguém tem incentivos para poupá-los - pelo contrário, os tem para utilizá-los ao máximo antes que outros o façam. Tente poupar e criar divisão de trabalho nesse estado.
  • Daniel Costa  02/08/2013 15:44
    Òtimo artigo e tradução. Como responder aos sociais democratas quando invocam a excelente educaçao e saúde da Noruega, por exemplo, por acharem ser possível o estado gerir com qualidade os serviços públicos para o bem de todos? Gostaria de poder ler alguma explicaçao liberal e me livrar desses ataques. Obrigado
  • Leonardo Couto  03/08/2013 00:35

    Existe aqui uma seção inteira sobre países nórdicos, Daniel Costa.
  • Anonimo  02/08/2013 15:59
    Aquele que quer esta liberdade deve continuamente batalhar pela liberdade de expor suas ideias, de expressar e discutir suas visões, de se organizar livremente em associações ou grupos não coercitivos, de arranjar sua vida econômica e social da maneira que mais lhe aprouver (desde que seja pacífica) e, principalmente, de poder escolher a forma de governo sob a qual quer viver. Para o homem, desfrutar a liberdade significa trabalhar com o que gosta e com o que lhe dá prazer, encontrar emprego ou fornecer emprego como achar mais adequado, comprar e vender livremente seus bens e serviços, e poder manter suas remunerações.

    ---------------------------------------
    Adoro esses artigos com um tom mais de lição de vida. Tem mais artigos assim no mises?
  • Julio Heitor  02/08/2013 18:03
    Tenho uma dúvida:

    Se todo governo almeja ter sua própria moeda para poder imprimir papel o quanto quiser, porque os países europeus aceitaram entrar na UE, sabendo que quem iria definir a quantidade de dinheiro a ser impresso não seria mais o banco central de cada país e sim o BCE?

    Abraços!
  • Leandro  02/08/2013 18:23
    Explicado em detalhes neste artigo:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1196

    E não deixe de ler o livro todo. Seus capítulos estão todos disponibilizados na forma de artigos:

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=161&type=articles
  • Julio Heitor  02/08/2013 19:25
    Leandro,

    obrigado pelos links. Li o primeiro que por si só já é bem elucidativo e lerei o livro também!

    Só falta a Dilma anunciar a entrada do Brasil na UE para amenizar a sensação de inflação que a população está tendo. Mas a essa altura não acho que o euro seria a saída para o Brasil.

    Abraços!
  • Ismael  03/08/2013 01:25
    Leandro, permita-me sair um pouco do assunto, mas ainda na pauta 'liberdade' que intitula este artigo.
    No começo de 2012 foi publicado aqui artigo de Jeffrey Tucker - Por que o facebook funciona e a democracia não. A propósito muito esclarecedor sobre os erros do senso comum quanto à democracia. Mas já passados algum tempo vemos por estes dias esta rede social ser apontada como espaço de censura, leia-se, fotos de nus postados por jornalistas e profissionais artísticos.
    Gostaríamos que retomassem este assunto num artigo próximo para melhor compreendermos o que está acontecendo com esta rede social que já começa a suscitar o surgimento de redes alternativas como facepopular argentino, onde face é (Frente Alternativa Contra o Establishment).
    Jornalistas indignados por suas páginas suspensas tentam apontar o dedo ao criador do facebook como responsável pelas censuras. Alguns sites de hospedagem de torrents tambem tiveram sua página transferida ao facebook e seu conteúdo drasticamente enxugado, provavelmente para rastreamento de usuários.
    Custo acreditar que o desenvolvedor desta plataforma de interação virtual seja responsável por tolher liberdades de postar fotos e baixar torrents. Assim, por gentileza, quando possível reporte-nos sobre tais assuntos!
    Sem mais! Obrigado!
  • Lucas  03/08/2013 02:40
    Bem venho acompanhando este instituto há pouco tempo, está sendo muito bom. Na escola sempre ouvi e ouço pensamentos marxistas e/ou keneysianos dos professores e dos outros alunos, e isso sempre me gerou desconfiança, pois sempre quis ouvir uma opinião contrária. Tenha agora entrando em debates com eles e é sempre minha opinião contra a de todos os outros, ninguém fica do meu lado. Sempre falo da lógica de como funciona as coisas realmente mas eles ignoram e falam teorias utópicas sem fundamentação nenhuma. Vivem falando de tudo como se fosse um mundo mágico, onde tudo surge do nada.
    Nesse dias chegou até ser engraçado minha professora de história falando absurdo, ela passou um trabalho em grupo sobre o governo de Vargas no estado novo. Meu tema foi sobre industrialização e economia, bem no trabalho apresentado disse que este governo economicamente foi baseados em moldes nazifascitas e na URSS. Ai ela perguntou qual era diferença entre este dois moldes, disse que na URSS não tinha iniciativa privada e no nazifascismo havia uma forte intervenção do governo, que o "governo se metia demais na economia".Ai ela me disse de cara feia e tipo "dando fora" que: "Um governo interventor não se mete na economia, ele apenas a regula. Ele faz isso para o bem da economia, que não ficará totalmente na mão dos grandes empresários." Porém na verdade eu acho o nazismo um socialismo maquiado. E este trabalho foi com a professore de história do Brasil, ela é "esquentadinha" e áspera e não da pra conversar com ela. Por isto nem falei a minha opinião verdadeira sobre o nazismo com ela, já que a formação de um diálogo é inviável.
    Ai nesses dias perguntei pra professora de história geral porque ela classificava o Nazismo como um governo de extrema direita se ao meu ver ele parece muito mais com um socialismo, pois é um governo ditatorial e extremamente regulamentador. Disse pra ela que na verdade eu achava que o que ocorria ali era um socialismo só que com uma maquiagem, pois havia iniciativa privada porém tudo era tabelado e regulado pelo Fuhrer e até quanto que o "dono da empresa" iria do tirar do lucro para si era regulado pelo Hitler. Ai ela me disse que era mentira e que na verdade ele tomou apenas as empresas dos judeus e as estatizou e que dos grandes empresários alemães ele foi um grande amigo, tendo inclusive sua campanha financiada por tais grandes empresários alemães. E ela disse que há forte regulamentação ocorreu mesmo. E vocês leitores o que tem a dizer sobre como de fato ocorreu a economia no Nazismo?
    E Leandro acho seus raciocínio lógico muito bem fundamentado, e se você se sentir a vontade poderia me responder qual é a sua formação acadêmica e atuação profissional?
  • Marcio L  03/08/2013 03:03
    Não é novidade para ninguém que os ultra-nacionalistas, os quais eu identifico com o Nazismo, tem proximidade cultural com o conservadorismo. Por isso eles são considerados extrema-direita.

    Aliás, parece que o Hoppe no seu livro "Uma Teoria do Socialismo e do Capitalismo, fala sobre o "Socialismo do Conservadorismo" onde discorre a respeito do Estado enquanto conservador da Ordem quando governado por estas forças políticas.
  • Márcio  03/08/2013 12:01
    Nacionalistas tendem a ser extremamente estatizantes em termos de economia. Vide o Dr. Eneas e o finado PRONA, bem como atualmente o Sr. Jair Bolsonaro: ambos defendem a reestatização da Vale e das Telefônicas, além de defenderem um estado forte e atuando em todos os principais setores da economia.

    Adicionalmente, como mostram estes dois artigos, os nazistas eram de esquerda:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=98

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1518
  • O Volta  03/08/2013 14:43
    Nazistas são NACIONAIS-socialistas. Comunistas são INTERNACIONAIS-socialistas. Ambos são coletivistas e, por serem coletivistas, não podem, de forma alguma, serem comparados com os capitalistas. Fuja de quem afirma isso. O faz por ignorância ou má-fé.

    Resumo: Para os nazis o coletivo, ou grupo, era aquele formado pelo conceito de "nação", enquanto para os comunas o coletivo era formado pelo conceito de "classe". Mesma ideologia, grupos diferentes.

    A Alemanha, na entrada do século XX, era um país de "vanguarda". Era na Alemanha que os ideais anti-liberais e coletivistas estavam mais avançados. A Alemanha era vista como "modelo de civilização" até para muitos ingleses. Através da proteção do estado (entidade coletiva) foram criados monopólios e cartéis "nacionais", afinados com o conceito de "patria-mãe" e direcionados à economia de guerra, que é uma economia planejada, não-liberal. A mesma coisa ocorreu na URSS. Ao invés de indústrias "nacionais", indústrias de "operários". De um lado a nação vai ao paraíso. Do outro lado a classe operária vai ao paraíso. Deu no que deu.

    Em tempo. Para o alemão o emprego mais nobre era o emprego público. Eles tinham tanta ojeriza ao trabalho empreendedor, no comércio, que o deixavam para os "estrangeiros". Assim os judeus dominaram o comércio, pois foi só o que restou para eles fazerem. E por trabalharem em algo tão "baixo"... eram ainda mais odiados. Um ciclo sem fim. O judeu era identificado com o capitalista.

    Para entender o processo de formação da Alemanha nazista sob o ponto de vista econômico é necessário ler "A Estrada da Servidão", disponível em PDF aqui no site. É uma leitura densa. Não é coisa para se ler em um final de semana.
  • Marcio L  03/08/2013 17:17
    Fragmento do Cápitulo que mencionei anteriormente:

    "Finalmente, como último exemplo que ilustra o empobrecimento causado por políticas conservadoras deve ser mencionada a experiência com o nacional-socialismo na Alemanha, e, em menor grau, com o fascismo italiano. Muitas vezes não se compreende que ambos eram movimentos conservadores-socialistas.[29] Ou seja, enquanto movimentos orientados contra a mudança e contra as desordens sociais oriundas das forças dinâmicas de uma economia livre — além dos movimentos marxistas-socialistas —, eles poderiam encontrar apoio entre as classes de proprietários, donos de lojas, fazendeiros e empreendedores estabelecidos. Mas extrair dessa conclusão que estes movimentos eram pró-capitalistas ou mesmo considerá-los como o estágio superior no desenvolvimento do capitalismo antes de seu derradeiro fim, como os marxistas normalmente fazem, é completamente equivocado. Realmente, o inimigo do fascismo e do nazismo fervorosamente abominado não era o socialismo, mas o liberalismo."

    Podemos lembrar que o Fascismo Italiano sempre defendeu a instituição familiar, uma pauta verdadeiramente conservadora. Isso me lembra também os valores do movimento integralista brasileiro, que é um movimento conservador. Muitas vezes o conservadorismo é contra a liberdade.
  • Leonardo Couto  03/08/2013 22:19

    Marcio L, vou ser extremamente direto com você:

    Conservador para nós libertários é aquela pessoa que quer utilizar o estado para impingir seus costumes aos outros. A palavra-chave é impingir. Defender valores familiares não significa por si ser, nesse sentido, conservador. O que define esse conservador é sua disposição à usar da força para tentar impor esses valores.

    Você parece estar opor a defesa de valores familiares à liberdade (se não, corrija-me). E aqui vou ser mais direto ainda: Se você por acaso quiser usar droga, se prostituir, ser gay ou ter de duas parceiras(os) ou mais, A VIDA É SUA - olha que raramente uso caixa alta assim.

    Enfim, nenhum defensor de valores cristãos que defende a liberdade pode usar da força contra você. Pode pregar contra você, não concorda? E proibir sua entrada em sua casa, loja, ou rua, não concorda?

    -----------------------------------------------------------------------------------

    Desculpem, mas é que esses esquerdistas parecem ter uma obsessão em mostrar a todos repetidas vezes o quanto discordam dos opressores valores da sociedade "conservadora" em prol das virtudes do "progressismo social". E alinhando somente sua postura com a liberdade.

    Depois criticam nossa abordagem mais econômica que sobre costumes...

    Costumes, assim como economia, já são temas tratados, acerca de sua legitimidade, pelo Princípio de Não-Agressão.

    Nós nos esforçamos a demonstrar exaustivamente como a economia livre é melhor porque pode-se fazê-lo por argumentos racionais. Questões sobre costumes muitas vezes abordam posições mantidas de forma intangível à razão, por fé; quando não por simples subjetividade.

    Bem, todos já sabem que vocês não estão presos pela sociedade, certo? Vamos nos dedicar a outros temas agora. Pelo bem do liberalismo.

    Claro, só estou aconselhando. Desculpe se exagerei. Não gosto de ver tentarem atacar os valores familiares com a munição liberdade.
  • Marcio L  04/08/2013 00:56
    Eu fiz mau uso da palavra defender, quando quis dizer forçar os outros a observar estes valores.

    Neste sentido há uma enorme diferença entre os libertários e conservadores em relação aos costumes.

    Os libertários defendem (é o que me parece) que todos são livres para viver como bem quiserem, podemos resumir no mote: "viva e deixe viver".

    Já os conservadores sempre parecem querer fazer com que a sociedade observe, via força estatal os seus valores. Os progressistas de maneira geral não querem forçar as pessoas a serem gays, a se prostituirem ou a usar drogas, mas sim defendem a liberdade das pessoas de assim o fazer caso queiram, a exemplo dos libertários.

    Neste sentido, é óbvio que, do ponto de vista dos costumes, os Fascistas, os Integralistas no Brasil e de algum modo também os Nazistas eram conservadores nos costumes, apesar de serem coletivistas do ponto de vista econômico, além de quererem fazer com que a maioria da sociedade observem estes mesmos costumes, através de leis proibicionistas de maneira geral.

    Desculpe-me se irritei você de alguma maneira, mas acho importante dermarcar o lugar certo para cada coisa com honestidade, para o bem do liberalismo. Acho muito ruim a confusão entre liberalismo e conservadorismo.
  • Leonardo Couto  04/08/2013 02:00

    Então tudo certo, Marcio L. Da forma como você havia colocado passava a impressão que igualava a defesa de valores familiares à agressões à liberdade.

    Não entendi o que você disse sobre demarcar o lugar certo com honestidade; fui pelo que você havia escrito. De todo jeito lembre-se que ocorreu um erro de comunicação.

    Só saiba que também se usa, Marcio L, o termo progressista àqueles que usam da força no ataque aos valores "familiares" - proibindo a crítica a comportamentos "progressistas", por exemplo.

    Veja esses artigos:

    Progressistas, reacionários, histeria e a longa marcha gramsciana

    Conservadores podem ser libertários?

    De modo geral se procura evitar o termo conservador ou progressista no meio libertário. Afinal, uma vez aderindo-se ao PNA, a defesa de cada estilo de vida não se usa de argumentos sobre liberdade.

    Um abraço.
  • Emerson Luís, um Psicólgo  06/08/2013 14:06
    Os progressistas de maneira geral não querem forçar as pessoas a serem gays, a se prostituirem ou a usar drogas, mas sim defendem a liberdade das pessoas de assim o fazer caso queiram, a exemplo dos libertários.

    Os "progressistas" querem forçar todos a aceitarem sua ideologia sobre estes e outros assuntos. Defendem a liberdade das pessoas fazerem o que quiserem, desde que o que queiram fazer seja politicamente correto.

    As novelas são verdadeiras videoaulas de pensamento esquerdista.

    Se os comportamentos A e B são democraticamente aceitáveis, por que um psicólogo pode ajudar alguém que tem o comportamento A e quer passar a ter o comportamento B, mas não pode ajudar alguém que tem o comportamento B e quer ter o comportamento A?

    * * *

  • Marcio L  03/08/2013 14:17
    Se os nazistas eram de esquerda ou de direita, este é um tema controverso, o Professor Hoppe insinua que eles eram conservadores dos costumes e estrutura social existentes, ou seja muito diferente da esquerda que quer mudar a estrutura social.

    Segue o capítulo:

    mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=586
  • Leonardo Couto  03/08/2013 15:04

    Lucas, sugiro que você leia estes artigos:

    Por que o nazismo era socialismo e por que o socialismo é totalitário

    O que os nazistas copiaram de Marx

    O que realmente é o fascismo

    Acho que só há tendência de se colocar o nazismo com a esquerda em indivíduos que defendem a direita. Nós não somos nem um nem outro: Nem esquerda, nem direita
  • Lucas  03/08/2013 02:50
    Pessoal aqui no site se fala de sistemas econômicos, funcionamento do mercado e afins. Porém eu gostaria de saber se vocês tem alguma indicação sobre algum link ou artigo que dê dicas sobre economia pessoal? Coisas do gênero como o que fazer com o dinheiro, aonde aplicar, como funciona a poupança, comprar a vista ou a prazo...
  • Maurício.  03/08/2013 03:21
    Pessoal, nesta concepção, qual é o país mais "capitalista" do mundo atual? Singapura? Liechtenstein?
  • Leonardo Couto  03/08/2013 10:26

    O Index of Economic Freedom da Heritage Foundation fornece um bom panorama, Maurício.
  • Mauricio.  04/08/2013 03:43
    Muito bom. Obrigado.
  • Mauricio.  04/08/2013 03:48
    Interessante, Leandro.

    Os esquerdistas insistem em dizer que o Brasil é capitalista. Mas segundo este ranking, estamos no grupo de países "livres" como China (uma ditadura), Rússia (outra ditadura disfarçada de democracia) e, acreditem, Egito.
  • Marcio L  04/08/2013 02:06
    Mas no geral este debate entre direita e esquerda é infrutífero. O que interessa é a defesa da liberdade das pessoas, sem rótulos e delongas.
  • Daniel  15/01/2016 15:32
    Liberdade, claro. Vc é super livre quando te privam de tudo por nao poder pagar por ele.

    Imagina: nasce um menino pobre, é abandonado pelos pais, está com cancer. Somos tao livres no capitalismo que esse menino seria deixado "livre" para morrer.

    Aprendam: nunca existirá liberdade enquanto existir o dinheiro.
  • Filho  15/01/2016 17:50
    Tradução: "liberdade", para você, é ter acesso a tudo gratuitamente. Beleza.

    Só que aí vem a inevitável contradição: para você ter acesso a tudo gratuitamente, o fornecedor deste bem ou serviço tem de trabalhar de graça. Ou seja, a sua liberdade é a escravidão alheia.

    Você, por ser incompetente, acha que tem o "direito" a que o resto da humanidade lhe sirva de graça. Você, por ser incompetente, quer escravizar o resto da humanidade.

    Quanto à abolição do dinheiro, isso já foi feito no Camboja do Khmer Vermelho. Foi o único regime que de fato aboliu o dinheiro. O resultado foi um genocídio que exterminou de 40% da população do Camboja (3 milhões pereceram em um país cuja população total era de 7 milhões). A população que sobrou ficou em uma miséria tão grande que até hoje eles ainda não se recuperaram.

    "Vamos abolir o dinheiro para sermos felizes!"
  • Daniel  18/11/2017 14:21
    O Camboja aboliou o dinheiro por coerção.

    Estou falando em abolição do dinheiro e substituição disso por um sistema de doações voluntárias. em que cada indivíduo busca realizar o que sabe fazer e gosta de fazer visando ao bem comum.

    Diferente da visao baseada no egoísmo e individualismo que vocês pregam.
  • Daniel  18/11/2017 14:24
    Filho, não é a humanidade me servir de graça.

    É todos servimos uns aos outros de graça.

    Se ninguem cobrar, ninguem precisa de dinheiro pra nada. Já parou pra pensar nisso?

    Porque eu tenho que cobrar dos outros, ou seja, sou OBRIGADO A ESPOLIAR as outras pessoas para sobreviver, nesta escravidão em que vivemos imposta tanto pelo Estado quando pelo capitalismo?

    Porque se eu nao fizer isso, vou morrer de fome.

    E que tal se todo mundo buscar fazer algo com base na liberdade fazer aquilo que realmente faz bem ( e não baseado em um calculo economico de fazer o que detesta só porque dá dinheiro) de graça, e o mundo funcionando assim?
  • Reinaldo  18/11/2017 18:54
    Ei, Daniel, diga-me algo, pois eu realmente quero entender a mentalidade de quem vive nessas dimensões paralelas.

    Neste seu arranjo, você acordaria cedo e trabalharia o dia todo para fabricar minhas meias, minhas cuecas, minhas calças e meus sapatos, e tudo na base do seu mais puro amor por mim? Fico encantado. Juro.

    Você também lavaria minhas roupas e cuecas em troca apenas de minha gratidão? Que amor.

    Presumo que você também obrigaria as outras pessoas a fazer o mesmo por você. E aquele que resistisse seria fuzilado no paredão. Certo?

    É, acho que já vi isso antes. Todos os fuzilamentos sempre tiveram por base o mais puro amor à humanidade.
  • Max Rockatansky  15/01/2016 18:05
    "Aprendam: nunca existirá liberdade enquanto existir o dinheiro".


    Nossa, que lição mais sábia!

    Coloquemos abaixo a civilização!
  • Daniel  18/11/2017 14:22
    Taxidermistas, você quer que eu rebata todos esses artigos? Vai se dar ao trabalho de ler?

    Se quiser, eu posso fazer isso.
  • Coeficiente 100%  15/01/2016 18:21
    "Somos tao livres no capitalismo que esse menino seria deixado 'livre' para morrer"

    A sua solução é abolir a economia de mercado e deixar esse menino definhar na condição de escravo, juntamente com os demais escravos do estado?


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