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Os EUA aderem à maconha, mas não completamente

A única coisa boa das eleições de 2012 nos EUA — além do fato de tudo ter finalmente acabado — foi que elas trouxeram grandes avanços no que concerne às políticas estatais em relação à maconha.  A maconha foi legalizada em dois estados: Colorado e Washington.  Uma legislação para o uso medicinal da maconha foi aprovada em Massachusetts.  A maconha foi descriminalizada em várias grandes cidades de Michigan, e a cidade de Burlington, Vermont, aprovou uma resolução que diz que a maconha deve ser legalizada.  As únicas derrotas ocorreram no estado do Oregon, que não aprovou a legalização, e no Arkansas, que não aprovou o uso da maconha para fins medicinais.

Tais eventos representam uma estupefaciente reviravolta em relação às eleições de 2010, quando a Proposição 19 na Califórnia não foi aprovada pelos eleitores, não obstante as altas expectativas.  Expliquei em detalhes por que a Proposição 19 fracassou neste artigo.  Foi uma bizarra coalizão entre Batistas, isto é, pessoas que se opõem ao uso da maconha, e contrabandistas, isto é, pessoas que obtêm altos lucros com a venda da maconha no mercado negro e que, por motivos óbvios, querem que tudo continue como está.  Ambos agiram em conjunto para acabar com os esforços de legalização.

Com relação às vitórias da legalização nos estados do Colorado e de Washington, Tom Angell, presidente da LEAP (Law Enforcement Against Prohibition, entidade pró-legalização formada por policiais na ativa e aposentados) disse que a eleição foi uma "noite histórica para os reformadores das leis antidrogas".  Paul Armentano, diretor adjunto da NORML (National Organization for the Reform of Marijuana Laws, entidade que defende que o uso responsável da cannabis por adultos não esteja sujeito a penalidades), afirmou que as vitórias em Colorado e Washington foram "de significância extrema", e observou que "ambas as medidas fornecem a adultos consumidores de cannabis proteções legais sem precedentes".  Ele também notou que, "até hoje, nenhum estado na história moderna havia classificado a própria cannabis como um produto lícito que pode ser legalmente possuído e consumido por adultos."  Escrevendo para o Marijuana Policy Project (entidade que defende a regulação e a tributação da venda e da posse de maconha de maneira similar à do álcool), Robert Capecchi disse que as vitória no Colorado e em Washington foram "históricas", acrescentando que elas "representam os primeiros tijolos a serem derrubados do muro de proibição à maconha".

A seguir, uma lista fornecida pela LEAP de todas as medidas relacionadas à maconha nas eleições de 2012:

Colorado

Legalização da maconha

Aprovado

Washington

Legalização da maconha

Aprovado

Oregon

Legalização da maconha

Reprovado

Massachusetts

Maconha para fins medicinais

Aprovado

Arkansas

Maconha para fins medicinais

Reprovado

Detroit, MI

Descriminalização da posse de maconha por adultos

Aprovado

Flint, MI

Descriminalização da posse de maconha por adultos

Aprovado

Ypsilanti, MI

Maconha deve ser a menor das prioridades das autoridades

Aprovado

Grand Rapids, MI

Descriminalização da posse de maconha por adultos

Aprovado

Kalamazoo, MI

Autorizadas três farmácias para a venda de maconha para fins medicinais na cidade

Aprovado

Burlington, VT

Recomendação de que a maconha seja legalizada

Aprovado

Montana

Referendo restringindo o uso da maconha para fins medicinais

Provavelmente será aprovado

Alguns leitores podem compreensivelmente não se sentir muito estimulados quanto aos prospectos da legalização, descriminalização e uso da maconha para fins médicos, mas os benefícios são maiores do que se pode imaginar a princípio.  Em primeiro lugar, a crise econômica é uma grande oportunidade para fazer com que este tipo de reforma seja aprovado.  Há várias dimensões econômicas atuando nesta questão.  A mais óbvia de todas é que os governos estão sedentos por receitas, e a legalização da maconha pode ser uma fonte atrativa para os governos, tanto em termos de impostos indiretos quanto em termos de taxas de permissão.  A legalização da maconha seria também uma fonte de empregos, embora o ganho líquido em termos de postos de trabalho e renda provavelmente seria pequeno de início.

Um grande benefício seria uma redução no escopo do governo.  A proibição da maconha resulta em centenas de milhares de pessoas sendo presas, bem como em um enorme desperdício das atividades do efetivo policial.  Em vez de proteger os cidadãos nas ruas, a polícia é utilizada para fazer batidas e encarcerar indivíduos pelo "crime" de estar em posse de uma planta natural.  Tribunais e penitenciárias ficam desnecessariamente lotados em consequência desta irracionalidade.  Quando a cidade da Filadélfia tomou a decisão de que o combate à maconha teria uma baixa prioridade e que a posse seria tratada como sendo mera intoxicação (multa de US$200), a prefeitura acabou poupando US$2 milhões logo no primeiro ano.

Uma das mais importantes benfeitorias destas medidas é que elas possibilitam uma sociedade mais livre no sentido misesiano.  A proibição da maconha é uma violência estatal contra o indivíduo, além de ser um preconceito e uma discriminação.  Legalização de substâncias e liberalismo significam propriedade privada e tolerância pública.  Como escreveu Ludwig von Mises,

O ensinamento essencial do liberalismo é que a cooperação social e a divisão do trabalho somente podem ser alcançados em um sistema em que haja propriedade privada dos meios de produção, isto é, dentro de uma sociedade de mercado, também chamada de capitalismo.  Todos os outros princípios do liberalismo, como a liberdade pessoal do indivíduo, a liberdade de expressão e de imprensa, a tolerância religiosa, e a paz entre as nações são consequências deste postulado básico.  Tais princípios podem ser concretizados somente em uma sociedade baseada na propriedade privada. (Omnipotent Government, p. 48)

O elemento essencial, em termos econômicos, é que mais liberdade é algo positivo para empreendimentos, empregos e prosperidade.  A legalização da maconha, assim como a união civil entre pessoas do mesmo sexo, pode ser algo à primeira vista pavoroso para algumas pessoas; porém, quando empresas estão fazendo pesquisas para iniciar um empreendimento ou para estabelecer novas operações, estas são algumas das coisas que elas levam em consideração, assim como impostos, escolas, criminalidade etc.  Estados que estão competindo para atrair as melhores empresas que oferecem os melhores salários são os mesmo estados que estão liberalizando suas políticas.

Sendo assim, não deveria ser surpresa alguma o fato de um estado como Washington ter legalizado a maconha sem nunca ter apresentado um histórico de ativismo em prol da legalização.  Afinal, o estado de Washington tem de concorrer com outros estados por mão-de-obra qualificada — como engenheiros, técnicos e programadores de computadores — para as empresas sediadas em seu território, como a Boeing e a Microsoft.  Não se surpreenda caso o que o ocorreu em Colorado e Washington se espalhe para os outros estados americanos nas próximas eleições.

O mais importante aspecto das vitórias no Colorado e em Washington foi que as pessoas desses estados se mantiverem firmes e manifestaram sua oposição ao governo federal e sua política autoritária de proibição da maconha.  Elas estão ordenando aos seus governos estaduais para que não mais cooperem com o governo federal.  Pode apostar que funcionários públicos federais tentarão intimidar empresas e funcionários municipais, como já fizeram na Califórnia.  Eles tentarão utilizar de violência e medo para manter seu poder.

No entanto, em termos demográficos e ideológicos, eles estão lutando uma batalha que não podem vencer.  Defensores da legalização são mais jovens, mais espertos, mais bem educados, e possuem renda acima da média nacional.  Os líderes dos movimentos reformistas não parecem encarar seus esforços como sendo "pró-maconha", mas sim como antiproibição, e eles sabem das consequências benéficas em termos de segurança pública, saúde e prosperidade.

Quando meu livro The Economics of Prohibition foi publicado 20 anos atrás, frequentemente me perguntavam se a maconha seria ou deveria ser legalizada.  Minha resposta de sempre era que a maconha para fins medicinais começaria a ser legalizada dentro de 10 anos e que a maconha para uso individual começaria a ser legalizada dentro de 20 anos, provavelmente durante uma crise econômica.  Minha única previsão escrita foi que o processo de reforma começaria por volta da virada do século.  E a primeira reforma foi de fato uma lei sobre o uso medicinal da maconha, aprovada na Califórnia em 1996.



autor

Mark Thornton
um membro residente sênior do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, e é o editor da seção de críticas literárias do Quarterly Journal of Austrian Economics. Ele é o co-autor do livro Tariffs, Blockades, and Inflation: The Economics of the Civil War e editor de The Quotable Mises e The Bastiat Collection.


  • Erick V.  12/11/2012 04:50
    Para quem não é consumidor do produto em questão, só posso dizer que a legalização veio tarde demais. Se essa medida tivesse sido tomada quinze anos atrás, teríamos a chance de ver uma propaganda com o Marlboro Man de dreadlocks e ouvindo Bob Marley enquanto puxa o seu baseado Philip Morris.
  • Leonardo  12/11/2012 06:03
    Propaganda de maconha? Ficou maluco? Liberar o consumo e produção, ok, mas liberar propaganda jamais. Deveria ser como é com o tabaco aqui no Brasil: pode produzir, vender e consumir, mas não pode fazer publicidade. E essa proibição tem sido eficaz para derrubar o consumo dessa droga.
  • Johnny Jonathan  12/11/2012 06:33
    Libera a propaganda também. Liberdade de expressão rules.
  • Leonardo  12/11/2012 07:58
    Publicidade não tem absolutamente nada a ver com liberdade de expressão. São coisas completamente distintas.
  • Erick V.  12/11/2012 08:24
    Antes de ser verbalmente massacrado, explique por que exatamente você considera que "publicidade não tem absolutamente nada a ver com liberdade de expressão".
  • Erick V.  12/11/2012 06:37
    Sim, porque os burrocratas que fizeram o art. 220, §4º da Constituição com certeza sabem melhor do que eu quais propagandas eu posso ver ou não...

    Também acho que deveria ser proibida a publicidade de carros, já que eles causam diversas espécies de acidentes, muitos deles fatais. Essa proibição seria eficaz para derrubar o consumo dessas máquinas mortíferas.
  • Eduardo Bellani  12/11/2012 07:16
    Qual a sua justificativa pra usar de violência contra uma atividade pacífica como a divulgação de um produto?
  • Leonardo  12/11/2012 08:27
    Se propaganda se tratasse apenas de divulgação de produtos estava bom. Mas isso é a última coisa que ela é hoje em dia. Propaganda hoje é 95% venda de símbolos que nada tem a ver objetivamente com o produto. Por exemplo, nos comerciais de cerveja vende-se a idéia de que ao consumir o produto vc vai ser feliz, bonito, popular, pegador e o escambal. Isso é obviamente falso. Mas essas ideias são incutidas na cabeça dos consumidores com extrema eficacia e levam ao consumo irracional. Então é absurdo permitir a propaganda de drogas, porque induz ao uso de algo altamente destrutivo não só para o indivíduo, mas também para a sociedade. Eu só defendo a liberação da produção e consumo por entender que a proibição é mais danosa. Porém defendo a proibição da propaganda de qualquer droga, tabaco e álcool inclusive.
  • Fernando Chiocca  12/11/2012 08:37
    É verdade Leonardo.

    Se permitissem a propaganda de merda em lata, as pessoas estariam comprando merda em lata.

    Que bom que existem pessoas superiores como você para dizer aos pobres consumidores otários e incapazes, o que se pode e o que não se pode anunciar.

    Obrigado por existir e apoiar o uso de violência para impor suas ótimas intenções e ajudar os seres inferiores.
  • Leonardo  12/11/2012 09:02
    Fernando Chiocca, sinceramente, por incrível que pareça, eu não duvido que a indústria da propaganda seja capaz de vender merda. Ela poderia, por exemplo, criar um interesse por coprofilia e vender merda para satisfazer consumidores apresentados como modernos, livres e abertos a novas experiências e formas de prazer. Viu? Já tem vários símbolos aí associados ao produto. Ia acabar criando um novo mercado. E isso seria possível porque propaganda hoje opera essencialmente no campo do simbólico. O produto é secundário.
  • Erick V.  12/11/2012 09:23
    "Por incrível que pareça, eu não duvido que a indústria da propaganda seja capaz de vender merda. Ela poderia, por exemplo, criar um interesse por coprofilia e vender merda para satisfazer consumidores apresentados como modernos, livres e abertos a novas experiências e formas de prazer."

    Torça para que isso se torne verdade, cara. Você vai ficar milionário.
  • Fernando Chiocca  12/11/2012 09:25
    Obrigado pela sua resposta Leonardo.

    Provou meu ponto definitivamente.

    O ponto de que você é um retardado, assim como qualquer outro que apoia a proibição de propagandas.

  • Leonardo  12/11/2012 22:56
    Fernando Chiocca, não sou eu quem é retardado, são os consumidores, que são seduzidos pela propaganda e a partir dai agem de forma essencialmente irracional. E o pior é que não se dão conta disso, de tão sutil e eficaz que é a propaganda, e por isso mesmo tão perigosa.
  • Neto  12/11/2012 09:16
    'Se permitissem a propaganda de merda em lata, as pessoas estariam comprando merda em lata.'

    Você duvida?
  • ildo  12/11/2012 11:47
    verdade pura.
    tem gente que compra propaganda de assembleia de deus e outras merdas por ai.
    :(
  • zecamerda  19/11/2012 17:00
    merda em lata??? olha eu compraria pelo menos 1 kg.
  • Ricardo  12/11/2012 08:41
    Leonardo, se você não gostar da propaganda, pode mudar de canal ou desligar a TV.
  • anônimo  12/11/2012 08:53
    'Propaganda hoje é 95% venda de símbolos'

    Esse aí foi bem doutrinado pelas aulinhas de filosofia e sociologia
  • Neto  12/11/2012 09:10
    Ricardo, não é questão de gostar, pra esse pessoal a propaganda MANDA na cabeça dele

  • Neto  12/11/2012 09:05
    Quando a propaganda mostra um cara passando perfume e chovendo mulher, tem que ser muito imbecil pra não notar que isso é uma brincadeira, que é só uma forma de mostrar o produto

    Nessa hora sempre vem um professorzinho de história/sociologia/filosofia e fala: vc é o produto do seu meio, vc consome o que a propaganda manda...

    Olhe sr meio, eu nasci no ceará, passei a vida toda escutando forró, e só digo uma coisa: quanto mais eu escuto mais eu odeio.
  • Fernando Ulrich  12/11/2012 09:43
    O Leonardo tem razão. E pior é que já estão anunciando merda e as pessoas mesmo assim a compram!

    Sempre que vejo uma propaganda do McDonald's penso "cara, isso é um lixo, é uma merda".

    Mas ontem jantei um quarteirão com queijo e estava bom pacas...

    Proíba a publicidade já! Eu não sei me defender de toda essa simbologia!!
  • Jeferson  12/11/2012 11:15
    O mais surpreendente é que, de tanto ler o Mises, quando eu vi "Leonardo", meu cérebro entendeu "Leandro", e eu fiquei com o queixo no chão até a primeira resposta do Fernando, quando eu me toquei que não era o Leandro Roque.

    Ainda tô fazendo força pra não rir aqui. Leonardo, meu caro, se enlatassem merda e convencessem pessoas a consumí-la seja lá como for, as pessoas simplesmente iriam consumir a merda que produzem, e ponto final!

    Acorda, cidadão!
  • Digo  12/11/2012 16:15
    Eu não consegui segurar meu riso.

    Por sinal, em alguns cantos escabrosos da internet, já se vê pessoas consumindo merda como uma espécie de afrodisíaco. E sem propaganda. Como você me explica isso Leonardo?
  • Martin  12/11/2012 17:28
    Ah, tah!!! Tá explicado. Eu também achava que era Leandro Roque e me surpreendi bastante :)

    Li na Ação Humana ontem o que Mises diz sobre publicidade. Não sou tanto fã dele quanto muita gente que escreve por aqui. Mas adorei isso aí:

    Freedom is indivisible. As soon as one starts to restrict it, one enters upon a decline on which it is difficult to stop. If one assigns to the government the task of making truth prevail in the advertising of perfumes and tooth paste, one cannot contest it the right to look after truth in the more important matters of religion, philosophy, and social ideology.

  • Marcus Benites  12/11/2012 19:06
    Se o Leonardo compraria merda não sei, mas "merda doutrinária" ele consome e publica com uma propulsão diarreica.
  • Ramiro  13/11/2012 03:58
    Vou até tomar um café de Jacu em homenagem ao Leonardo.
  • Leonardo  12/11/2012 23:05
    Jeferson, não iriam consumir a própria merda, porque esta é qualquer merda. Já a da tv é diferente. É a merda anunciada por pessoas bonitas, sorridentes, famosas, e que vai tornar o consumidor especial.
  • Digo  13/11/2012 07:51
    Tem razão Leonardo. A propaganda nos faz uma lavagem cerebral e nos obriga a consumir os produtos. Para mantermos nossa liberdade, precisamos que o estado, uma entidade absolutamente voluntária, coíba essa atividade.

    Eu pago meus impostos voluntariamente e com alegria, já que o estado vai combater esse tipo de atividade tão nefasta para meu cérebro tão sugestionável. Não pago impostos porque sou obrigado pois, como eu disse, o estado é uma entidade voluntária. Uma empresa que tenta vender seus produtos com propaganda é uma entidade coerciva.

    A liberdade escraviza e a lei liberta, não é?
  • Andre Cavalcante  13/11/2012 08:02
    Duplipensar, incoerência lógica, dogmatismo puro. Este é o resultado de 12 anos de educação estatal: o estado é santo e todo o resto é demônio! Incrível como as pessoas que não são santas nem demônios, aceitam isso!
  • Leonardo  13/11/2012 08:47
    Digo, o ideal seria que toda propaganda fosse banida, exceto a simples divulgação de produtos e informação de preços. Seria uma conquista para a liberdade.
  • Vicente  13/11/2012 12:22
    Você quer tirar a Gisele Bundchen da minha TV, cara? Quer me impedir de rir da propaganda da CLARO que faz piada com Ronaldo? Se liga, liberdade de expressão é um direito absoluto, e você quer relativizar. Se a empresa quer vender um produto, e para tanto, diz que vai chover mulheres se usá-lo, o indivíduo que acreditar, vai comprar. O que eu e você temos a ver com a decisão soberana desse indivíduo?
  • Erick V.  13/11/2012 13:15
    "O ideal seria que toda propaganda fosse banida ... seria uma conquista para a liberdade".

    Ok, assumo que só depois de ver esse último comentário do Leonardo percebi que na verdade ele está trollando todo mundo por aqui desde ontem. PQP, pelo visto eu e uma galera aí em cima caímos direitinho...

    Ou isso ou ele é o Sakamoto infiltrado.
  • anônimo  15/11/2012 05:45
    Patético como esse comentário do comedor de merda aí, só mesmo o fato de que infelizmente a realidade é pior do que a ficção.

    Estamos num mundo muito diferente do que os founding fathers encontraram, um mundo onde a maioria é estúpida mesmo, e se a televisão fosse passar propaganda de merda enlatada, ia ter gente comendo
    Quem duvida passe cinco minutos com a televisão ligada numa tarde de domingo.As massas se incomodam muito em saber se o cara lá do futebol conseguiu emagrecer, ou o que foi que a cantora americana puta tatuou na bunda.

    Claro, sempre tem uns que falam:'e daí?Contanto que não obrigue ninguém a nada...'
    Pois é meu caro, pra vc deve ser apenas uma triste coincidência que esses SÃO os que não conseguem se sustentar sozinhos e que querem tudo do governo né

    Eu tenho pena dos libertários que foram enrolados pelo relativismo cultural e acham que nada tem a ver com nada.

  • DEYSON THOME  24/04/2019 12:02
    Conseguem até fazer as pessoas acreditarem no PT e no comunismo ... é impressionante ... seria o mesmo que vender merda ...
  • Jose Roberto Baschiera Junior  12/11/2012 05:18
    A produção também foi liberada nesses estados ou apenas o consumo?
  • Tiago RC  12/11/2012 07:20
    Um dos dois estados autorizou o plantio de no máximo 6 plantas "em casa".
    Não sei se nenhum dos dois autorizou a produção comercial.
  • Francisco A. Lobo  12/11/2012 05:52
    A legalização da maconha está sendo um grave erro. Pesquisas mais recentes provam que a droga provoca sérios danos no cérebro de quem a consome. Gerações inteiras podem ser devastadas e as possiveis vantagens econômicas seriam muito mais superadas pelos prejuizos a saúde dos usuários com enormes gastos com tratamentos.
  • Bernardo Santoro  12/11/2012 06:16
    Mas Francisco, isso é problema deles, não meu.
  • Vagner  12/11/2012 06:19
    Pois é meu querido. Cada um com seus problemas. Se alguém quer fumar maconha até seu cérebro ficar completamente defumado é problema dele, não seu e nem de ninguém.
  • BSL  12/11/2012 07:26
    A grande questão é se o "Estado" vai arcar com a saúde destas pessoas. Se formos liberar o uso da maconha para depois ficar cuidando dos "doentes", aí estará o erro...
  • Erick V.  12/11/2012 06:28
    A legalização do álcool está sendo um grave erro. Pesquisas mais recentes provam que o álcool provoca sérios danos no fígado de quem o consome. Gerações inteiras podem ser devastadas e as possiveis vantagens econômicas seriam muito mais superadas pelos prejuizos a saúde dos usuários com enormes gastos com tratamentos.

    A legalização do chocolate está sendo um grave erro. Pesquisas mais recentes provam que o chocolate provoca sérios problemas de obesidade em quem o consome. Gerações inteiras podem ser devastadas e as possiveis vantagens econômicas seriam muito mais superadas pelos prejuizos a saúde dos usuários com enormes gastos com tratamentos.

    A legalização da televisão está sendo um grave erro. Pesquisas mais recentes provam que a televisão provoca sérios danos no cérebro de quem a consome. Gerações inteiras podem ser devastadas e as possiveis vantagens econômicas seriam muito mais superadas pelos prejuizos a saúde dos usuários com enormes gastos com tratamentos.

    Mas a pior de todas ainda é a legalização do socialismo. Essa fode o cérebro do sujeito de vez.
  • Bob Alex  12/11/2012 15:47
    Nem sempre meu caro,

    Tive essa doença na juventude e fui curado de vez...
  • Quatroevinte  13/11/2012 04:52
    Muito se fala sobre maconha e saúde pública, mas até hoje não vi nenhuma estatística dizendo "em 2012 100 pessoas deram entrada no hospital por causa de maconha"

    Quem se aventurar a seguir essa linha de raciocínio por favor busque esses dados e traga a nós. Afinal se não tiver nenhum dado concreto, não passará de achismo.
  • Andre  05/12/2012 15:50
    Estudo comparando custos a saúde e social entre tabaco, álcool e maconha.

    www.heretohelp.bc.ca/publications/cannabis/bck/7
  • Johnny Jonathan  12/11/2012 06:34
    Açucar também provoca isso. Aliás, veneno de rato é pior, pode até de matar. Vamos proibir também?
  • Neto  12/11/2012 07:31
    Por mim pode legalizar, mas eu não gosto desse argumento.
    Comparar chocolate com oxi dá a entender que oxi não é tão ruim assim, mas é, e não é por causa do grau de ruindade que o troço tem que ser liberado
    Falar:'quer SE MATAR, se mate.' é uma coisa; falar:'isso aí é tão ruim como açucar ou chocolate' é outra.
  • Erick V.  12/11/2012 07:33
    Tá desatualizado, fio... Veneno de rato já era.

    Pelo visto, a proibição veio por pressão do lobby ambientalista, preocupado com a possibilidade de extinção de várias espécies ameaçadas: ratos, ratazanas, camundongos e os cérebros humanos estúpidos que conseguiam a proeza de se intoxicar com esse negócio.
  • Renato  12/11/2012 06:48
    Eu me pergunto: qual a procedência da droga usada nessas pesquisas? Qual a metodologia usada? E quem financiou essas pesquisas? Que eu saiba, a maconha causa danos sim, à longo prazo depois de uso contínuo, mas somente em pessoas que já tenham propensão a ter distúrbios psiquiátricos. Ela não destrói o cérebro do usuário.

    Além do mais, a proibição já se mostrou completamente ineficaz nos últimos oitenta anos... é dinheiro público indo pelo ralo.

    No mais, se faz mal ou não, é problema da pessoa. O Estado nada tem a ver com isso.

  • Eduardo Bellani  12/11/2012 07:13
    O cérebro em questão é seu?
  • Tiago RC  12/11/2012 07:22
    "Um erro"?
    Sequestrar um indivíduo e jogá-lo numa prisão por anos a fio, junto de assassinos e outros tipos, seria um "acerto" então?

    Pelo amor... vai cuidar da sua vida, infeliz, e deixa indivíduos pacíficos em paz.
  • Neto  12/11/2012 07:38
    Francisco, pelo sistema que A GENTE defende, quem vai pagar o tratamento de um drogado desses é ele mesmo, e não o 'contribuinte'
    Pelo sistema que o companheiro Obama defende, aí sim liberar é a melhor coisa do mundo, um monte de imbecis que não sabem cuidar da própria vida vão lotar o Obamacare e votar no PT de lá pra sempre
  • bettomorais  12/11/2012 06:33
    No curto prazo a economia ganha, mas no médio e principalmente no LONGO PRAZO a economia PERDE e a sociedade entre em colapso.

    Ética é um dos pilares da livre economia.

    O comentário ou argumento que indivíduos mais qualificados ou estudados são mais propícios as drogas e uma forma distorcida de ver o saber acadêmico e intelectual.

    Todo usuário de crack, cocaína e heroína começa usando maconha.

  • Eduardo Bellani  12/11/2012 07:28
    De que jeito q comercializar um produto vai de encontro a ética?
  • bettomorais  12/11/2012 09:19
    Nem deve ser discutido esse assunto neste site, é assunto de saúde publica. A ética deve ser usada pelos economistas em seus ensinamentos, teses e pensamentos. Economicamente será um desastre o apoio a um processo de degeneração da sociedade. O economista que defende a livre iniciativa, o comercio livre sem barreiras não deve apoiar os comerciantes oportunista a ter um lucro econômico baseado num custo operacional de todo o sistema capitalista. Empresário capitalista livre, se basear na ética, se não distorce todo o sistema capitalista igual ou pior que Keynes e suas vertentes de pensamento de Estado faz tudo.

  • Renato  12/11/2012 09:08
    "Ética é um dos pilares da livre economia."

    Prender indivíduos pacíficos é ser ético pra você?


    O mito da "porta de entrada" já foi refutado diversas vezes... não consigo acreditar que ainda exista gente que leve isso a sério.
  • anônimo  12/11/2012 11:31
    Caro Renato,

    Sou contra a prisão de um individuo doente, ele precisa é de tratamento medico.

    Favor informar quais os livros, link´s, etc. que você conhece afirmando que a maconha NÃO É porta de entrada para um vicio maior.



  • Eduardo Bellani  12/11/2012 13:14
    Caro anônimo, sugiro um curso de lógica. Comece pela wikipedia, entendendo o que é o ônus da prova:
    pt.wikipedia.org/wiki/%C3%94nus_da_prova

    E outra coisa, dado que a maconha seja porta de entrada pra drogas 'mais pesadas' (sem definir o que significa pesada, claro), qual o problema seu/do governo nisso?
  • anônimo  16/11/2012 14:52
    Aprender lógica com a wikipedia é ruim hein
    Um tempo desses eu pensava em fazer vestibular pra economia, e aprendi com eles (wikipedia) que economia é uma coisa que é contra a ética
  • Pedro Ivo  13/11/2012 05:41
    "O efeito de ilegalizar e criminalizar drogas é levar pessoas das drogas moderadas às pesadas. A maconha, por ex., é pesada e volumosa, daí relativamente fácil de intervir. As forças de combate tem sido mais bem sucedidas interditando maconha que , digamos, cocaína. Logo, os preços da maconha sobem, e é mais difícil obtê-la. Há com isto incentivo ao planto de maconha, de maconha mais potente (e menos volumosa), e migração da maconha a drogas mais pesadas (cocaína, heroína, crack). Consideremos outra droga, o crack. Nunca teria existido, em minha opinião, não fosse a proibição às drogas. Foi criado porque a cocaína é cara." (Milton Friedman)
  • DEYSON THOME  24/04/2019 12:03
    Desculpe, mas existe violência feita de forma pacífica ... muitas vezes são as piores.
  • Rhyan  12/11/2012 21:49
    Perceba a diferença. há 100 usuários de maconha, 10 deles começam a usar drogas pesadas. 90 deles continuam usando só maconha. Faz algum sentido dizer que maconha é a porta de entrada para outras drogas sendo que a grande maioria dos maconheiros ficam só na maconha?

    Aposto que cigarro e álcool foram drogas usadas antes da maconha.

    Mas se realmente a maconha levasse o usuário à drogas pesadas, não é problema meu e nem justifica a proibição. Mesmo porque os libertários defendem a descriminalização de todas as drogas.
  • Orlando Lero  16/11/2012 14:10
    Procede.

    O álcool é considerado, pelos próprios usuários, a porta de entrada para outras drogas.

    abs

    OL
  • Tiago   12/11/2012 06:55
    O FBI ainda pode atuar nestes estados contra o uso da maconha?

    Se o governo federal editar uma lei contra o uso da maconha, qual lei prevalece neste tipo de federalismo: a estadual ou a federal? Não conheço a legislação norte-americana...

    Grato pelas respostas!
  • Tiago RC  12/11/2012 07:29
    www.crimemagazine.com/dea-responds-legal-weed-colorado-and-washington-enforcement-controlled-substances-act-remains-unchan

    É complicado. Pela lei federal, continua proibido. E teoricamente a lei federal tem prioridade. Mas se for ver pela teoria, todas essas proibições (e muitas outras) seriam inconstitucionais pela décima emenda.
    Ou seja, só esperando pra ver o que vai acontecer.
  • Felipe  12/11/2012 07:38
    De acordo com a Suprema Corte americana, é a lei federal.
  • anônimo  12/11/2012 07:58
    'A constituição é só um pedaço de papel'.
    GWB.
  • Neto  12/11/2012 07:08
    Os liberais deviam pensar dez vezes antes de comemorar isso.
    Claro que se o demente quiser matar seus neurônios isso é problema dele, só que essa liberação aí não tem nada a ver com isso, nem com PNA, nem com Milton Friedman nem nada.
    Isso daí só mostra a força da geração Obama, fale pra qualquer demente desses sobre estado mínimo e ele te olha como um monstro insensível que quer que os pobres morram.
    Ou seja, vitória da propaganda de lixo liberal(liberal = esquerda de lá) como Bill Maher e cia
  • Nil Soares  12/11/2012 09:50
    ""Foi uma bizarra coalizão entre Batistas, isto é, pessoas que se opõem ao uso da maconha, e contrabandistas, isto é, pessoas que obtêm altos lucros com a venda da maconha no mercado negro e que, por motivos óbvios, querem que tudo continue como está. Ambos agiram em conjunto para acabar com os esforços de legalização.""


    No texto acima o Autor do Artigo afirma que houve uma coalizão entre BATISTAS ( só membro desta igreja no Brasil e CONTRABANDISTAS (traficantes,mas o autor quis amenizar os criminosos que vendem drogas chamando-os de "contrabandistas".

    Agora eu quero as PROVAS deste autor de que houve realmente uma COALIZÂO entre Batistas e traficantes. Mostre as evidências,os acordos,encontros,fotos,noticias,tudo mais.
    Está tão estranha,impensável e inimáginavel Aliança,concluo ou união entre os religiosos e traficantes e só neste Artigo fico sabendo do ocorrido.

    No dicionário a palavra Coalização significa:Aliança tática entre partidos, ou potências, ou classes sociais etc., visando a um objetivo comum.

    Sinônimos de Coalizão

    Sinônimo de coalizão: acordo, aliança, confederação e liga www.dicio.com.br/coalizao/

    Agora gostaria que os Editores deste Blog,mises.org.br me explicasse,bem explicadinho como foi essa "COALIZÂO ENTRE BATISTAS E TRAFICANTES".

    Umas das coisas que os que lutam pela legalização e discriminação das drogas fazem é :mentir,mentir,mentir,enganar,enganar,enganar...........

    Vai ver o que tem de verdade no que este povo fala ? O artigo está cheio de argumentos,análises,pontos favoráveis a favor da liberação da maconha. Agora vamos ver como a "coisa" é na realidade ?
    O que tem de mentira,enganação,falsas premissas,falsos argumentos,etc é coisa deste mundo.
    A maior prova de que maconha não presta que já vi foi ver muito maconheiro indo rapidinho lá para "cidade dos pés juntos,o Cemitério".

    A "Causa Mortis" foi á maconha. Vocês iriam argumentar que todo mundo morre,então, os maconheiros morrerão como todo mundo. Mas ! Maconheiros morrem de maconha principalmente.

    Que tal os senhores pedirem explicações ao autor do texto; Mark Thornton Ele deve ter muito em que dizer desta tão estranha "Coligação" entre Batistas e traficantes.
  • Luis Almeida  12/11/2012 10:02
    Não precisa ficar irritado, prezado Nil Soares. As fontes estão aqui. O senhor terá de saber inglês e dispor de 1 hora e 9 minutos do seu tempo. Encara?

    www.econtalk.org/archives/2007/01/bruce_yandle_on.html

    Caso prefira a leitura, pode ficar aqui também:

    www.cato.org/pubs/regulation/regv22n3/bootleggers.pdf

    Ou caso prefira o artigo mais popular de todos:

    en.wikipedia.org/wiki/Bootleggers_and_Baptists

    Dica: fingir-se de afetado e vir com efusões de dignidade ofendida é algo que não nos intimida em absoluto. Pare de utilizar sua ignorância como "prova" da inexistência de algo. "Se eu não conheço é porque não existe!" Bom proveito e boa educação.
  • Henrique Lou  12/11/2012 10:25
    Nil Soares,

    quer dizer então que o Sr. acha que a maior prova de que maconha não presta é que já viu muito maconheiro indo rapidinho lá para "cidade dos pés juntos,o Cemitério"? Diga então quantos destes foram pro cemitério devido à uma overdose de Maconha? Ela existe?

    Talvez estes maconheiros tenham ido pro cemitério devido a uma congestão estomacal devido ao consumo de Mc Donald's, doritos e sorvete, ou por dormir de mal jeito.

    Antes de cuspir merda, vá ler e se informar.

    Um abraço!
  • anônimo  13/11/2012 02:56
    E desde quando um viciado só morre por causa de overdose?
  • Vicente  12/11/2012 10:06
    Uma pergunta: o álcool e o cigarro fazem um pai acorrentar o seu próprio filho para que ele não venda a casa toda para comprar drogas? Ora, é um equívoco vocês compararem as drogas lícitas com as atuais ilícitas, pois há um motivo muito forte para que essas drogas sejam proibidas. Aliás, eu sei que cocaína e crack não são derivados da maconha, porém é notório que a maconha vai perdendo o efeito ao longo do tempo e estimula cada vez mais o uso de outros tipos de drogas mais fortes, sendo por isso que dizem que é a porta de entrada.
  • Oswaldo  12/11/2012 10:19
    Que se danem. Como eu não sou falso moralista e muito menos politicamente correto, não tenho problema algum em falar isso: quem usa drogas é um derrotado e fará um grande serviço ao mundo caso se estrepem e partam mais cedo para um outro mundo (se é que ele existe). Todos os maconheiros que eu conheço são genuínos retardados mentais, pessoas impossíveis de se manter um diálogo corrente. Deixem essa gente usar o que quiserem, e em grandes doses. Caso morram mais cedo será um favor à humanidade, à previdência social e ao sistema de saúde.

    Já aproveito para antecipar minha resposta à inevitável pergunta "Ah, e o que você faria se fosse um filho seu?". Se um filho meu se viciar, esta será a prova inconteste de que fui um fracasso como pai. Sendo assim, qualquer punição emotiva que o destino venha a me impor será muito merecida.
  • Anônimo  12/11/2012 11:57
    Bom, eu fumo maconha há 10 anos e tenho um mestrado em Economia, sou pai de familia e minha esposa ainda fuma comigo. Comecei a fumar TODOS OS DIAS no meu segundo ano de faculdade (federal, aliás) e me formei com méritos. Hoje fumo durante a manhã antes de ir pro trabalho e a noite, antes de dormir ou assistir um filme. Nos fins de semana fumo com amigos por simples e inocente diversão, bebendo cerveja e jogando conversa fora. Me considera um derrotado?

    Eu tambem conheço alguns maconheiros mais ignorantes que vossa senhoria e alguns "genuínos retardados mentais", mas tambem conheço maconheiros que são engenheiros, advogados, empresários e artistas, todos muito bem sucedidos. Tenho certeza que muitas pessoas ao seu redor fumam maconha regularmente e o senhor, felizmente, não percebe pois além de serem indivíduos discretos, felizes e completamente normais, provavelmente estão cientes da sua ignorância em relação ao assunto e não comentam que são usuários quando estão em sua presença.

    Espero que seu filho não resolva fumar maconha enquanto ainda morar com você. Ninguem merece um pai ignorante.
  • anônimo  13/11/2012 02:50
    Passar no vestibular de economia numa federal não significa grandes coisas.Tanto porque o curso não presta como porque a concorrência é desprezível.

    'Me considera um derrotado? '

    Não só um derrotado como um preguiçoso, vagabundo, irresponsável e ignorante; o ponto do artigo NUNCA foi falar que maconha não faz mal,(que é o que você irresponsavelmente quer dar a entender) existem VÁRIAS EVIDÊNCIAS CIENTÍFICAS que provam que faz.O ponto do artigo é: quer comer merda, quer se matar, então se mate, problema seu e de mais ninguém.

    Mas eu sei que entender essa diferença mínima é pedir demais para um cérebro atrofiado como o seu.
  • Orlando Lero  16/11/2012 14:18
    É... maconheiro é tudo derrotado.
    Michael Phelps que o diga, certo?

  • anônimo  16/11/2012 14:48
    OMG...oh criatura do cérebro atrofiado, tu sabe qual é a diferença entre um músculo e um neurônio?
  • Andre  05/12/2012 16:05
    Carl Edward Sagan, Steven Paul Jobs, Pierre Jules Théophile Gautier, Charles-Pierre Baudelaire e muitos outros que o digam tbm.
  • Isaias Barbosa  12/11/2012 11:16
    Ora, mas não criaram outras variações de drogas justamente porque houve proibição da Cannabis? Com a proibição a maconha (entre outras drogas menos destrutivas, antes legais) os preços subiram, devido ao mercado negro e a dificuldade em produzir mais. Outras drogas mais baratas surgiram no lugar das antigas e, consequentemente, mais destrutivas, como o crack. Não há opção, se há demanda, haverá oferta. Você prefere que as drogas sejam vendidas por um farmacêutico (como era antes) ou por um traficante?
  • BSJ  12/11/2012 11:26
    POR QUE NÃO SOU LIBERAL
    Por Olavo de Carvalho

    Há muitos motivos para você ser contra o socialismo, mas entre eles há dois que são conflitantes entre si: você tem de escolher. Ou você gosta da liberdade de mercado porque ela promove o Estado de direito, ou gosta do Estado de direito porque ele promove a liberdade de mercado. No primeiro caso, você é um "conservador"; no segundo, é um "liberal".

    Durante algum tempo, você não sente a diferença. Quando a direita é ainda incipiente, nebulosa e sem forma, liberais e conservadores permanecem numa gostosa promiscuidade, fundidos na ojeriza comum ao estatismo esquerdista. Tão logo a luta contra o esquerdismo exige uma definição doutrinal mais precisa, a diferença aparece: ou você fundamenta o Estado de direito numa concepção tradicional da dignidade humana, ou você o reinventa segundo o modelo do mercado, onde o direito às preferências arbitrárias só é limitado por um contrato de compra e venda livremente negociado entre as partes. Nos dois casos você quer a liberdade, mas no primeiro o fundamento dela é "material", isto é, definido por valores e princípios explícitos, no segundo é "formal", isto é, definido por uma equação contratual cujo conteúdo está aberto à escolha dos interessados.

    Se você é um conservador, você acha que um cidadão não tem o direito de contratar outro para matá-lo (muito menos para matar um terceiro), porque a vida é um dom sagrado que não pode ser negociado. Mas, para o liberal, nada existe de mais sagrado que o direito de comprar e vender – a própria vida inclusive: se você acha que sua vida está um saco e quer contratar um profissional para dar cabo dela, nem o Estado nem a Igreja têm o direito de dar nisso o menor palpite. Já se quem está enchendo o saco é o seu bebê anencéfalo, a sua avó senil ou o seu tio esquizofrênico, eles não têm capacidade contratante, mas você tem: caso tenha também o dinheiro para pagar uma injeção letal e o enfermeiro para aplicá-la, nada poderá impedir que os três chatos sejam retirados do mercado mediante os serviços desse profissional. Curiosamente, não conheço um só liberal que atine com a identidade essencial de contratar um enfermeiro para dar uma injeção nos desgraçados, um pistoleiro para lhes estourar os miolos ou uma motoniveladora para reduzi-los ao estado bidimensional. Quando dizem que consideram a primeira alternativa mais "humana", não percebem que estão apelando a um argumento conservador e limitando abominavelmente a liberdade de mercado.

    O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado. O liberalismo é a firme decisão de submeter tudo aos critérios do mercado, inclusive os valores morais e humanitários. O conservadorismo é a civilização judaico-cristã elevada à potência da grande economia capitalista consolidada em Estado de direito. O liberalismo é um momento do processo revolucionário que, por meio do capitalismo, acaba dissolvendo no mercado a herança da civilização judaico-cristã e o Estado de direito.
  • Leandro  12/11/2012 11:38
    Apenas para esclarecer um ponto um tanto polêmico:

    Genuínos conservadores nunca defenderam intromissão na vida alheia. Eles são moralmente contra o uso de drogas, mas sempre se opuseram veementemente a qualquer tentativa do governo de moldar a sociedade, pois sabem que as conseqüências que isso gera são ainda piores do que qualquer vício (algo que, em última instância, é um problema apenas individual).

    Genuínos conservadores defendem que a melhor maneira de se resolver problemas é por meio do voluntarismo, da responsabilidade própria, da família, dos amigos e da igreja, e não através de um governo monolítico que miraculosamente fará com que o indivíduo passe a cuidar de si próprio e se torne uma pessoa melhor. Conservadores genuínos sabem que o governo não pode fazer com que o indivíduo se aprume e passe a seguir bons hábitos.

    Defender a guerra às drogas e a consequente intromissão estatal na vida do indivíduo é coisa de neoconservador, e o neoconservadorismo é um movimento formado em sua quase totalidade por ex-trotskistas. Não é à toa que os "conservadores" brasileiros que mais veementemente defendem a guerra às drogas são aqueles que foram comunistas em sua juventude.

    O neoconservadorismo tem tanto a ver com o conservadorismo quanto o neoliberalismo tem a ver com o libertarianismo.

    O genuíno conservadorismo possui uma de suas raízes na chamada "Old Right" americana, que era um movimento liderado por pessoas que passaram a ser desdenhosamente chamadas de isolacionistas, simplesmente porque se recusavam a aceitar que o estado se intrometesse em outros países. Essas mesmas pessoas também nunca aceitaram que o estado se intrometesse na vida do indivíduo dando-lhes ordens sobre como deveriam viver. E por motivos obviamente conservadores -- a família e a religião é que deveriam ser o norte da vida de cada indivíduo, e não os burocratas do estado.

    Infelizmente o movimento conservador americano atual foi tomado de assalto pelos neoconservadores; e os brasileiros, que sempre imitam o que vem de fora, apenas se limitaram a seguir as tendências.

    Pode fazer um teste: se um indivíduo se diz conservador e defensor da guerra às drogas, verifique se ele gosta de George W. Bush, se ele defende (de maneira quase erótica) intervenções militares e se ele considera o Partido Republicano um exemplo a ser seguido no Brasil. Ah, e se já foi socialista na juventude.

    Nunca falha. Ele é neoconservador. E trotskista saudoso.
  • anônimo  12/11/2012 12:48
    Então o Russel Kirk foi esquerdista na juventude? E me diz uma coisa: qual conservador defendeu a liberação total e indiscriminada das drogas? Burke?
  • Leandro  12/11/2012 13:14
    William Buckley Jr., ninguém menos que o fundador da National Review.

    The War on Drugs is Lost

    Trecho: there is no way to prevent somebody, somewhere, from concluding that "NATIONAL REVIEW favors drugs."' We don't; we deplore their use; we urge the stiffest feasible sentences against anyone convicted of selling a drug to a minor. But that said, it is our judgment that the war on drugs has failed, that it is diverting intelligent energy away from how to deal with the problem of addiction, that it is wasting our resources, and that it is encouraging civil, judicial, and penal procedures associated with police states. We all agree on movement toward legalization, even though we may differ on just how far.

    Ver também:

    In Memoriam: William F. Buckley, Conservative Supporter of Drug Legalization


    Para quem veio exsudando indignação, você parece conhecer muito pouco sobre o movimento conservador.
  • BSJ  13/11/2012 15:09
    Leandro,
    Eu esperava de você um argumento de maior musculatura ao de Olavo. Atacar a pessoa dele ao invés do pensamento (neoconservador, trotskista) é argumento ad hominem. Postei o que Olavo escreveu porque acho esse assunto de legalização às drogas algo muito complexo nos dias atuais. E a aparente "perfeita" teoria de mercado anarcocapitalista não me convenceu ainda.
    Já que o anarcocapitalismo nunca saiu da teoria (e pelo visto jamais sairá), então vamos ao campo das reflexões: se a legalização das drogas ilícitas ocorresse de um dia para o outro, quem, já de início, teria o "know how" da produção e venda? Os grandes traficantes. Na América latina, as Farc teria o monopólio. Consequentemente, ninguém deles seria condenado por todos os seus crimes (não me pergunte porquê) e muito menos abririam mão desse mercado gigantesco, mesmo que alguns plantassem a sua maconhinha em casa. Com o produto legalizado, a demanda aumentaria, pois muitos usuários eventuais de maconha, por exemplo, iriam consumir com mais frequência (afinal, iriam perder o estigma de cidadãos "fora da lei"). E com a enorme legião de viciados também em cocaína e crack (estas também seriam legalizadas, pois o lema anarcocapitalista é sempre a liberação de tudo), haveria uma legião de dependentes químicos que dependeriam da saúde pública. Sim, pois vivemos em um mundo estatizado, não no reino utópico do anarcocapitalismo, em que cada cidadão bancaria a própria saúde.

    Se a principal alegação à liberação das drogas "ilícitas" seria para acabar com o dinheiro gasto no combate às drogas, essa mesma grana seria remanejada para custear o tratamento dos dependentes em hospitais, clínicas e manicômios PÚBLICOS. Seis por meia dúzia? Pior. A demagogia por serviços de saúde é sempre mais "nobre" e tocante do que por segurança pública.

    Relembrando: vivemos no mundo real; o mundo das políticas socializantes; o mundo dos mega capitalistas fascistas como George Soros, que tem todo interesse nesse lance bacanésimo da legalização de toda as drogas. Certamente, gente como ele não está pensando no pobre Estado e seus gastos colossais.
  • Leandro  13/11/2012 16:01
    Ataque à pessoa dele?! Onde eu fiz isso? Apenas descrevi o histórico do pensamento neoconservador. Se descrever histórico de uma corrente de pensamento agora é "atacar" alguém, então todos agora somos homens de geléia. Aposto que ele, que não é nada delicado, não enxergaria dessa sua forma.

    Quanto ao resto do que você disse,

    "Na América latina, as Farc teria o monopólio. Consequentemente, ninguém deles seria condenado por todos os seus crimes (não me pergunte porquê)"

    É claro que eu vou perguntar "por quê"! Por que sequestradores, assassinos e terroristas não seriam condenados por seus crimes em decorrência da descriminação das drogas?! Que argumento é esse? Descriminar o uso de um produto não anula em absoluto os crimes cometidos contra a vida e a propriedade. As FARCS são terroristas e criminosos, e devem ser tratados como tal. Pelo seu argumento, um assassino que porventura pratique pedofilia não mais poderá ser preso caso a pedofilia seja liberada...

    Se você, logo de início, já quer estreitar o escopo da argumentação, então você está confessando que não sabe debater com argumentos mais amplos.


    "E com a enorme legião de viciados também em cocaína e crack [...] haveria uma legião de dependentes químicos que dependeriam da saúde pública. Sim, pois vivemos em um mundo estatizado, não no reino utópico do anarcocapitalismo, em que cada cidadão bancaria a própria saúde."

    Como estão seus esforços e apelos emotivos para proibir o cigarro? E a gordura trans? E o açúcar? E a exposição aos cancerígenos raios solares? Seja coerente.


    "Se a principal alegação à liberação das drogas "ilícitas" seria para acabar com o dinheiro gasto no combate às drogas, essa mesma grana seria remanejada para custear o tratamento dos dependentes em hospitais, clínicas e manicômios PÚBLICOS. Seis por meia dúzia?"

    Não. E isso já foi falado em vários artigos, inclusive neste próprio. A descriminação faria com que o efetivo policial, que é utilizado majoritariamente para invadir casas e apreender produtos químicos (pois tais ações dão ótimo ibope junto à imprensa), se ocupasse de tarefas realmente importantes, como coibir crimes genuínos, tipo assaltos de rua.

    Aprenda uma lição básica de economia: recursos são escassos. Se você quer utilizar policiais para subir favelas e combater traficantes, ok. Mas não estranhe a falta de policiais para combater assaltantes e demais criminosos, como quadrilhas que invadem prédio. Não estranhe o aumento da criminalidade urbana. Ou é um ou é outro. Vivemos na escassez de recursos, e não na abundância.

    O dia em que você entender isso melhor, talvez comece a sair da fantasia.

    (Sim, eu fico irritado quando tentam distorcer o que digo e quando tentam sacar pra cima de mim a respeito de assuntos que envolvem análises eminentemente econômicas).

    Abraços!
  • anônimo  13/11/2012 20:05
    Bom, eu nunca vi ninguém ficar doidão por ter fumado um cigarro, por consumir gorduras trans. O Leandro parece nao saber que as drogas transformam as pessoas em animais. Leia isso:

    veja.abril.com.br/noticia/brasil/canibalismo-pode-ser-novo-efeito-de-droga-sintetica-disseminada-pelos-eua

    noticias.r7.com/internacional/noticias/novo-tipo-de-droga-pode-ter-incentivado-mais-um-ataque-canibal-20120606.html

    Também nunca ví ninguém roubar para comprar ou financiar o consumo de cigarro, gorduras trans, açúcar, como fazem os usuários de crack...
  • Leandro  13/11/2012 20:44
    "as drogas transformam as pessoas em animais"

    A bebida também tem esse poder. E também causa cirrose (problema para a saúde pública), cria dependência (o que pode levar as pessoas a assaltar para satisfazer o vício), pode levar ao alcoolismo (que pode ser fatal), e destrói várias famílias. Seja coerente e defenda a proibição deste malefício à humanidade.

    Aliás, se o perigo é "transformar pessoas em animais", então a maconha -- que retarda os impulsos e deixa a pessoa abobada -- seria a cura? Seja coerente de novo.
  • Neto  14/11/2012 01:24
    Leandro, acho que aí o que ele disse tem um fundo de verdade
    Sim, ia sobrar polícia pros crimes reais, e sim, eu ia ter que pagar o tratamento do drogado com meus impostos
    Uma coisa não exclui a outra
    Quanto mais gente estúpida dependendo do Obamacare, melhor pra eles, a esquerda de lá
  • Marcio Vinhaes  15/11/2012 16:08
    Não se esqueça que o próprio produto, que hoje é ilegal, geraria receitas para o governo através dos impostos, esse dinheiro provavelmente seria mais do que o necessário para suprir os custos a mais do sistema de saúde. O ideal é que a saúde pública não exista e cada consumidor de drogas custearia seu tratamento por si mesmo caso o desejasse, infelizmente a mentalidade estatista de hoje em dia ainda não permitirá isso; mas se pensarmos por outro lado, mesmo que os custos na saúde aumentem e fiquem muito caros, ainda sim é mais barato para o bolso do contribuinte do que os custos da proibição e da guerra as drogas.

  • BSJ  14/11/2012 04:27
    Leandro,
    "ataque" é uma mera força de expressão. Não se faça de bobo.

    "Aposto que ele, que não é nada delicado, não enxergaria dessa sua forma."

    KKKKKKKK! É verdade. O cara é uma figura com aqueles palavrões.

    "Descriminar o uso de um produto não anula em absoluto os crimes cometidos contra a vida e a propriedade".

    Tem razão. A questão é: queria iria julgar e condenar esses hábeis homens do mundo das drogas? A Justiça? O povo?

    "Se você, logo de início, já quer estreitar o escopo da argumentação, então você está confessando que não sabe debater com argumentos mais amplos."

    Isso é sua opinião. o fato de eu expor meu singelo ponto de vista não quer dizer que eu tenha pretensões de, tolamente, passar por algo que estou longe de ser: estar á altura de seus conhecimentos e do Olavo, por exemplo.

    "Como estão seus esforços e apelos emotivos para proibir o cigarro? E a gordura trans? E o açúcar? E a exposição aos cancerígenos raios solares? Seja coerente."

    Nunca disse que defendo a droga da saúde pública.

    "A descriminação faria com que o efetivo policial [...]se ocupasse de tarefas realmente importantes, como coibir crimes genuínos, tipo assaltos de rua.
    Aprenda uma lição básica de economia: recursos são escassos. Se você quer utilizar policiais para subir favelas e combater traficantes, ok. Mas não estranhe a falta de policiais para combater assaltantes e demais criminosos, como quadrilhas que invadem prédio. Não estranhe o aumento da criminalidade urbana."

    Aqui você parece um economista tradicional ou minarquista, falando no "real objetivo" da polícia. rss

    "O dia em que você entender isso melhor, talvez comece a sair da fantasia."

    Esse é o meu único e sincero objetivo com estes comentários, Leandro: sair da fantasia do Estado-pai-provedor, mas não quero entrar na outra fantasia: a lógica anarcocapitalista, que parece ter explicação pra tudo, desde a origem da vida à explosão do Big bang. Como moro num país de economia fascista, me contentaria se ele fosse ao menos uma Austrália ou Nova Zelândia. Sonhar com um estado minarquista, como foi os EUA no século 19, é um sonho quase impossível. Um país anarcocapitalista, então, é pura quimera.

    Por obséquio, não se irrite comigo. Repetindo: tô aqui para aprender. E cada um aprende conforme o seu próprio jeito, método e tempo.
  • Marcus Benites  12/11/2012 12:23
    Olavo de Carvalho compra a ficção "esquerda x direita". Na verdade, tudo o que critica é "doutrina contrária à sua"; tudo o que quer é "impor a própria doutrina". Essencialmente, é igualzinho a um esquerdista. Defende um estado doutrinador e sabedor do que é melhor para as pessoas. Só que ele quer um estado diferente do atual... Em momentos, parece somente hipocrisia. Mas, no fundo, é canalhice mesmo, como a de qualquer estatista, esteja de que lado estiver do jogo fictício "direita x esquerda". Olavo não critica o arranjo "amigos do rei". Apenas bufa porque, atualmente, faz parte do grupo dos "inimigos do rei", e queria estar na posição daqueles que critica. Dispensável, sob qualquer prisma.
  • Bright  12/11/2012 16:52
    As olavetes costumam ser totalitárias.
  • anônimo  13/11/2012 11:26
    Mas o Olavão fez uma salada de frutas aí não foi?
    E eu que achava que finalmente tinha encontrado um filósofo que não misturasse alhos com bugalhos
  • Andre Canine  14/11/2012 05:03
    Bem,eu sou olavate, não sou totalitário e defendo a legalização das drogas.
  • saoPaulo  14/11/2012 14:59
    Sinal de que você é capaz de discordar do guru Olavo e portanto não é tão olavete quanto pensa...
  • ildo  12/11/2012 11:54
    já sou a favor de liberar TODAS as drogas.
    pra mim, o número de usuários cairia em uma geração.
    os ignorantes em todos os sentidos usariam ainda mais abreviando ainda mais as doenças decorrentes do uso, e morreriam mais rápido, se vai fazer propaganda pra vender droga incentiva o suicídio também.
    assim acelera o processo e os que não usam não vão ter que perder horas com os filhos falando sobre algo tão imbecil.
    rsrsrs
  • Russel Kirk  12/11/2012 13:41
    Dez princípios conservadores - 1a. Parte

    Escrito por Editoria MSM | 31 Agosto 2006
    Arquivo

    A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos.

    Não sendo nem uma religião nem uma ideologia, o conjunto de opiniões designado como conservadorismo não possui nem uma Escritura Sagrada nem um Das Kapital que lhe forneça um dogma. Na medida em que seja possível determinar o que os conservadores crêem, os primeiros princípios do pensamento conservador provêm daquilo que professaram os principais escritores e homens públicos conservadores ao longo dos últimos dois séculos. Sendo assim, depois de algumas observações introdutórias a respeito deste tema geral, eu irei arrolar dez destes princípios conservadores.

    Talvez seja mais apropriado, a maior parte das vezes, usar a palavra "conservador" principalmente como adjetivo, já que não existe um Modelo Conservador, sendo o conservadorismo, na verdade, a negação da ideologia: trata-se de um estado da mente, de um tipo de caráter, de uma maneira de olhar para ordem social civil.

    A atitude que nós chamamos de conservadorismo é sustentada por um conjunto de sentimentos, mais do que por um sistema de dogmas ideológicos. É quase verdade que um conservador pode ser definido como sendo a pessoa que se acha conservadora. O movimento ou o conjunto de opiniões conservadoras pode comportar uma diversidade considerável de visões a respeito de um número considerável de temas, não havendo nenhuma Lei do Teste (Test Act)[1] ou Trinta e Nove Artigos (Thirty-Nine Articles)[2] do credo conservador.

    Em suma, uma pessoa conservadora é simplesmente uma pessoa que considera as coisas permanentes mais satisfatórias do que o "caos e a noite primitiva"[3]. (Mesmo assim, os conservadores sabem, como Burke, que a saudável "mudança é o meio de nossa preservação"). A continuidade da experiência de um povo, diz o conservador, oferece uma direção muito melhor para a política do que os planos abstratos dos filósofos de botequim. Mas é claro que a convicção conservadora é muito mais do que esta simples atitude genérica.

    Não é possível redigir um catálogo completo das convicções conservadoras; no entanto, ofereço aqui, de forma sumária, dez princípios gerais; tudo indica que se possa afirmar com segurança que a maioria dos conservadores subscreveria a maior parte destas máximas. Nas várias edições do meu livro The Conservative Mind, fiz uma lista de alguns cânones do pensamento conservador – a lista foi sendo levemente modificada de uma edição para a outra edição; em minha antologia The Portable Conservative Reader, ofereço algumas variações sobre este assunto. Agora, lhes apresento uma resenha dos pontos de vista conservadores que difere um pouco dos cânones que se encontram nestes meus dois livros. Por fim, as diferentes maneiras através das quais as opiniões conservadoras podem se expressar são, em si mesmas, uma prova de que o conservadorismo não é uma ideologia rígida. Os princípios específicos enfatizados pelos conservadores, em um dado período, variam de acordo com as circunstâncias e as necessidades daquela época. Os dez artigos de convicções abaixo refletem as ênfases dos conservadores americanos da atualidade.

    1) um conservador crê que existe uma ordem moral duradoura.
    Esta ordem é feita para o homem e o homem é feito para ela: a natureza humana é uma constante e as verdades morais são permanentes.
    Esta palavra ordem quer dizer harmonia. Há dois aspectos ou tipos de ordem: a ordem interior da alma e a ordem exterior do Estado. Vinte e cinco séculos atrás, Platão ensinou esta doutrina mas hoje em dia até as pessoas instruídas acham difícil de compreendê-la. O problema da ordem tem sido uma das principais preocupações dos conservadores desde que a palavra conservador se tornou um termo político.
    O nosso mundo do século XX experimentou as terríveis conseqüências do colapso na crença em uma ordem moral. Assim como as atrocidades e os desastres da Grécia do século V a.C., a ruína das grandes nações, em nosso século, nos mostra o poço dentro do qual caem as sociedades que fazem confusão entre o interesse pessoal, ou engenhosos controles sociais, e as soluções satisfatórias da ordem moral tradicional.
    Foi dito pelos intelectuais progressistas que os conservadores acreditam que todas as questões sociais, no fundo, são uma questão de moral pessoal. Se entendida corretamente esta afirmação é bastante verdadeira. Uma sociedade onde homens e mulheres são governados pela crença em uma ordem moral duradoura, por um forte sentido de certo e errado, por convicções pessoais sobre a justiça e a honra, será uma boa sociedade – não importa que mecanismo político se possa usar; enquanto se uma sociedade for composta de homens e mulheres moralmente à deriva, ignorantes das normas, e voltados primariamente para a gratificação de seus apetites, ela será sempre uma má sociedade – não importa o número de seus eleitores e não importa o quanto seja progressista sua constituição formal.

    2) o conservador adere ao costume, à convenção e à continuidade.
    É o costume tradicional que permite que as pessoas vivam juntas pacificamente; os destruidores dos costumes demolem mais do que o que eles conhecem ou desejam. É através da convenção – uma palavra bastante mal empregada em nossos dias – que nós conseguimos evitar as eternas discussões sobre direitos e deveres: o Direito é fundamentalmente um conjunto de convenções. Continuidade é uma forma de atar uma geração com a outra; isto é tão importante para a sociedade com o é para o indivíduo; sem isto a vida seria sem sentido. Revolucionários bem sucedidos conseguem apagar os antigos costumes, ridicularizar as velhas convenções e quebrar a continuidade das instituições sociais – motivo pelo qual, nos últimos tempos, eles têm descoberto a necessidade de estabelecer novos costumes, convenções e continuidade; mas este processo é lento e doloroso e a nova ordem social que eventualmente emerge, pode ser muito inferior à antiga ordem que os radicais derrubaram um seu zelo pelo Paraíso Terrestre.
    Os conservadores são defensores do costume, da convenção e da continuidade porque preferem o diabo conhecido ao diabo que não conhecem. Eles crêem que ordem, justiça e liberdade são produtos artificiais de uma longa experiência social, o resultado de séculos de tentativas, reflexão e sacrifício. Por isto, o organismo social é uma espécie de corporação espiritual, comparável à Igreja; pode até ser chamado de comunidade de almas. A sociedade humana não é uma máquina, para ser tratada mecanicamente. A continuidade, a seiva vital de uma sociedade não pode ser interronpida. A necessidade de uma mudança prudente, recordada por Burke, está na mente de um conservador. Mas a mudança necessária, redargúem os conservadores, deve ser gradual e descriminativa, nunca se desvencilhando de uma só vez dos antigos cuidados.

    3) os conservadores acreditam no que se poderia chamar de princípio do preestabelecimento.
    Os conservadores percebem que as pessoas atuais são anões nos ombros de gigantes, capazes de ver mais longe do que seus ancestrais, apenas por causa da grande estatura dos que nos precederam no tempo. Por isto os conservadores com freqüência enfatizam a importância do preestabelecimento – ou seja, as coisas estabelecidas por costume imemorial, de cujo contrário não há memória de homem que se recorde. Há direitos cuja principal ratificação é a própria antiguidade – inclusive, com freqüência, direitos de propriedade. Da mesma forma a nossa moral é, em grande parte, preestabelecida. Os conservadores argumentam que seja improvável que nós modernos façamos alguma grande descoberta em termos de moral, de política ou de bom gosto. É perigoso avaliar cada tema eventual tendo como base o julgamento pessoal e a racionalidade pessoal. O indivíduo é tolo, mas a espécie é sábia, declarou Burke. Na política nós agimos bem se observarmos o precedente, o preestabelecido e até o preconceito, porque a grande e misteriosa incorporação da raça humana adquiriu uma sabedoria prescritiva muito maior do que a mesquinha racionalidade privada de uma pessoa.

    4) os conservadores são guiados pelo princípio da prudência.
    Burke concorda com Platão que entre os estadistas a prudência é a primeira das virtudes. Toda medida política deveria ser medida a partir das prováveis conseqüências de longo prazo, não apenas pela vantagem temporária e pela popularidade. Os progressistas e os radicais, dizem os conservadores, são imprudentes porque eles se lançam aos seus objetivos sem dar muita importância ao risco de novos abusos, piores do que os males que esperam varrer. Com diz John Randolph of Roanoke, a Providência se move devagar, mas o demônio está sempre com pressa. Sendo a sociedade humana complexa, os remédios não podem ser simples, se desejam ser eficazes. O conservador afirma que só agirá depois de uma reflexão adequada, tendo pesado as conseqüências. Reformas repentinas e incisivas são tão perigosas quanto as cirurgias repentinas e incisivas.

    O conservador se esforça por limitar e balancear o poder político para que não surjam nem a anarquia, nem a tirania.

    5) os conservadores prestam atenção no princípio da variedade.
    Eles gostam do crescente emaranhado de instituições sociais e dos modos de vida tradicionais, e isto os diferencia da uniformidade estreita e do igualitarismo entorpecente dos sistemas radicais. Em qualquer civilização, para que seja preservada uma diversidade sadia, devem sobreviver ordens e classes, diferenças em condições matérias e várias formas de desigualdade. As únicas formas verdadeiras de igualdade são a igualdade do Juízo Final e a igualdade diante do tribunal de justiça; todas as outras tentativas de nivelamento irão conduzir, na melhor das hipóteses, à estagnação social. Uma sociedade precisa de liderança honesta e capaz e se as diferenças naturais e institucionais forem abolidas, algum tirano ou algum bando de oligarcas desprezíveis irá rapidamente criar novas formas de desigualdade.

    6) os conservadores são refreados pelo princípio da imperfectibilidade.
    A natureza humana sofre irremediavelmente de certas falhas graves, bem conhecidas pelos conservadores. Sendo o homem imperfeito, nenhuma ordem social perfeita poderá jamais ser criada. Por causa da inquietação humana, a humanidade tornar-se-ia rebelde sob qualquer dominação utópica e se desmantelaria, mais uma vez, em violento desencontro – ou então morreria de tédio. Buscar a utopia é terminar num desastre, dizem os conservadores; nós não somos capazes de coisas perfeitas. Tudo o que podemos esperar razoavelmente é uma sociedade que seja sofrivelmente ordenada, justa e livre, na qual alguns males, desajustes e desprazeres continuarão a se esconder. Dando a devida atenção à prudente reforma, podemos preservar e aperfeiçoar esta ordem sofrível. Mas se os baluartes tradicionais de instituição e moralidade de uma nação forem negligenciados, se dá largas ao impulso anárquico que está no ser humano: "afoga-se o ritual da inocência"[4]. Os ideólogos que prometem a perfeição do homem e da sociedade transformaram boa parte do século XX em um inferno terrestre.

    7) conservadores estão convencidos de que liberdade e propriedade estão intimamente ligadas.
    Separe a propriedade do domínio privado e Leviatã se tornará o mestre de tudo. Sobre o fundamento da propriedade privada construíram-se grandes civilizações. Quanto mais se espalhar o domínio da propriedade privada, tanto mais a nação será estável e produtiva. Os conservadores defendem que o nivelamento econômico não é progresso econômico. Aquisição e gasto não são as finalidades principais da existência humana mas deve-se desejar uma sólida base econômica para a pessoa, a família e o Estado. Sir Henry Maine, em sua Village Communities, defende vigorosamente a causa da propriedade privada, como diferente da propriedade pública: "Ninguém pode ao mesmo tempo atacar a propriedade privada e dizer que aprecia a civilização. A história destas duas realidades não pode ser desintrincada", pois a instituição da propriedade privada tem sido um instrumento poderoso, ensinando a responsabilidade a homens e mulheres, dando motivos para a integridade, apoiando a cultura geral e elevando a humanidade acima do nível do mero trabalho pesado, proporcionando tempo livre para pensar e liberdade para agir. Ser capaz de guardar o fruto do próprio trabalho; ser capaz de ver o próprio trabalho transformado em algo de duradouro; ser capaz de deixar em herança a sua propriedade para sua posteridade; ser capaz de se erguer da condição natural da oprimente pobreza para a segurança de uma realização estável; ter algo que é realmente propriedade pessoal – estas são vantagens difíceis de refutar. O conservador reconhece que a posse de propriedade estabelece certos deveres do possuidor; ele reconhece com alegria estas obrigações morais e legais.

    8) os conservadores promovem comunidades voluntárias, assim como se opõem ao coletivismo involuntário.
    Embora os americanos tenham se apegado vigorosamente aos direitos privados e de privacidade, também têm sido um povo conhecido por seu bem sucedido espírito comunitário. Na verdadeira comunidade, as decisões que afetam de forma mais direta as vidas dos cidadãos são tomadas no âmbito local e de forma voluntária. Algumas destas funções são desempenhadas por organismos políticos locais, outras por associações privadas; enquanto permanecem no âmbito local e são caracterizadas pelo comum acordo das pessoas envolvidas, elas constituem comunidades saudáveis. Mas quando as funções, quer por deficiência, quer por usurpação, passam para uma autoridade central, a comunidade se encontra em sério perigo. Se existe algo de benéfico ou prudente em uma democracia moderna, isto se dá através da volição cooperativa. Se, então, em nome de uma democracia abstrata, as funções da comunidade são transferidas para uma coordenação política distante, o governo verdadeiro, através do consentimento dos governados, cede lugar para um processo de padronização hostil à liberdade e à dignidade humanas.
    Uma nação não é mais forte do que as numerosas pequenas comunidades pelas quais é composta. Uma administração central, ou um grupo seleto de administradores e servidores públicos, por mais bem intencionado e bem treinado que seja, não pode produzir justiça, prosperidade e tranqüilidade para uma massa de homens e mulheres privada de suas responsabilidades de outrora. Esta experiência já foi feita; e foi desastrosa. É a realização de nossos deveres em comunidade que nos ensina a prudência, a eficiência e a caridade.

    9) o conservador percebe a necessidade de uma prudente contenção do poder e das paixões humanas.
    Politicamente falando, poder é a capacidade de se fazer aquilo que se queira, a despeito da aspiração dos próprios companheiros. Um estado em que um indivíduo ou um pequeno grupo é capaz de dominar as aspirações de seus companheiros sem controles é um despotismo, quer seja monárquico, aristoc rático ou democrático. Quando cada pessoa pretende ser um poder em si mesmo, então a sociedade se transforma numa anarquia. A anarquia nunca dura muito tempo, já que, sendo intolerável para todos e contrária ao fato irrefutável de que algumas pessoas são mais fortes e espertas do que seus próximos. À anarquia sucede a tirania ou a oligarquia, nas quais o poder é monopolizado por pouquíssimos.
    O conservador se esforça por limitar e balancear o poder político para que não surjam nem a anarquia, nem a tirania. No entanto, em todas as épocas, homens e mulheres foram tentados a derrubar os limites colocados sobre o poder, a favor de um capricho temporário. É uma característica do radical que ele pense o poder como uma força para o bem – desde que o poder caia em suas mãos. Em nome da liberdade, os revolucionários franceses e russos aboliram os limites tradicionais ao poder mas o poder não pode ser abolido e ele sempre acha um jeito de terminar nas mãos de alguém.
    O poder que os revolucionários pensavam ser opressor nas mãos do antigo regime, tornou-se muitas vezes mais tirânico nas mãos dos novos mestres do Estado.
    Sabendo que a natureza humana é uma mistura do bem e do mal, o conservador não coloca sua confiança na mera benevolência. Restrições constitucionais, freios e contrapesos políticos (checks and balances), correta coerção das leis, a rede tradicional e intricada de contenções sobre a vontade e o apetite – tudo isto o conservador aprova como instrumento de liberdade e de ordem. Um governo justo mantém uma tensão saudável entre as reivindicações da autoridade e as reivindicações da liberdade.

    10) o pensador conservador compreende que a estabilidade e a mudança devem ser reconhecidas e reconciliadas em uma sociedade robusta.
    O conservador não se opõe ao aprimoramento da sociedade, embora ele tenha suas dúvidas sobre a existência de qualquer força parecida com um místico Progresso, com P maiúsculo, em ação no mundo. Quando uma sociedade progride em alguns aspectos, geralmente ela está decaindo em outros. O conservador sabe que qualquer sociedade sadia é influenciada por duas forças, que Samuel Taylor Coleridge chamou de Conservação e Progressão (Permanence and Progression). A Conservação de uma sociedade é formada pelos interesses e convicções duradouros que nos dão estabilidade e continuidade; sem esta Conservação, as fontes do grande abismo se dissolvem, a sociedade resvala para a anarquia. A Progressão de uma sociedade é aquele espírito e conjunto de talentos que nos instiga a realizar uma prudente reforma e aperfeiçoamento; sem esta Progressão, um povo fica estagnado. Por isto, o conservador inteligente se esforça por reconciliar as reivindicações da Conservação e as reivindicações da Progressão. Ele pensa que o progressista e o radical, cegos aos justos reclamos da Conservação, colocariam em perigo a herança que nos foi legada, num esforço de nos apressar na direção de um duvidoso Paraíso Terrestre. O conservador, em suma, é a favor de um razoável e moderado progresso; ele se opõe ao culto do Progresso, cujos devotos crêem que tudo o que é novo é necessariamente superior a tudo o que é velho.
    O conservador raciocina que a mudança é essencial para um corpo social da mesma forma que o é para o corpo humano. Um corpo que deixou de se renovar, começou a morrer. Mas se este corpo deve ser vigoroso, a mudança deve acontecer de uma forma harmoniosa, adequando-se à forma e à natureza do corpo; do contrário, a mudança produz um crescimento monstruoso, um câncer que devora o seu hospedeiro. O conservador cuida para que numa sociedade nada nunca seja completamente velho e que nada nunca seja completamente novo. Esta é a forma de conservar uma nação, da mesma forma que é o meio de conservar um organismo vivo. Quanta mudança seja necessária em uma sociedade, e que tipo de mudança, depende das circunstâncias de uma época e de uma nação.


    Notas:
    [1] Test Act­ - Lei inglesa de 1673 que exigia dos titulares de cargos civis e militares professarem a fé da Igreja Anglicana através de uma fórmula de juramento (N. do T.).
    [2] Declaração oficial da doutrina da Igreja Anglicana (N. do T.).
    [3] A frase "Chaos and old Night" provém do poema épico de John Milton Paradise Lost (Book I; line 544). Milton usa esta frase para se referir à "matéria" a partir da qual Deus ordenou e criou o mundo (N. do T.).
    [4] William Buttler Yeats, The Second Coming (N. do T.).

    Sobre o assunto, leia também:

    Dez princípios conservadores - 1a. Parte

    Conservadorismo: os seis mandamentos de Russel Kirk

    A abolição do Homem e o triunfo da Natureza

    Tradução: Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
  • Pedro  12/11/2012 14:08
    Ainda que houvesses prejuízos e mortes com a liberação das drogas, seria desproporcional em relação ao cenário atual, isto é, um cenário bem menos destrutivo. Tire do contrabando, a pirataria e o tráfico de drogas a alcunha de "crime", e a violência reduz drasticamente.
  • ANDRE LUIS  12/11/2012 17:13
    A revogação da proibição de substâncias que causam dependência significa que qualquer pessoa pode utiliza-las em qualquer produto que entre em contato com o corpo, inclusive acrescentá-las em quaisquer produtos destinados a comercialização, sendo eles comestíveis, medicamentos, produtos destinados a todos os tipos de públicos: crianças, idosos e etc. de forma oculta ou explícita sem precisar dar a menor satisfação para ninguém.

    Esta afirmativa seria correta? Caso contrário alguem poderia por gentileza apontar o erro?

    Obrigado pela atenção
  • Marcus Benites  12/11/2012 19:19
    Outros o apontarão melhor que eu, mas contribuo com o meu quinhãozinho: você pressupõe uma sociedade sem leis. Se alguém me vender algo que não foi o prometido, é fraude. Eu o aciono judicialmente. Por que um produtor se sujeitaria a isso?

    Além disso, eu posso optar por comprar produtos somente analisados quimicamente por empresas privadas que fariam esse serviço, como os institutos estatais fazem de forma incompetente e monopolística hoje - com chances de "se vender" a determinadas empresas, o que não ocorreria em uma competição de livre mercado, contexto em que alguém que fizesse isso iria à falência por falta de credibilidade.

    No mais, pense no absurdo que você propõe. Alguém colocar "droga" no meu Baconzitos seria o mesmo que alguém misturar açúcar ao fubá mimoso que eu compro... Surge o questionamento óbvio: por que alguém faria isso?

    Sempre é a mesma coisa: tenta-se encontrar o "calcanhar de Aquiles" do ancap através de suposições estapafúrdias de atos isolados engendrados por psicopatas... "Se um psicopata fizer tal coisa, como seria?". Seria como é hoje, mas com muito mais chances do cara ser punido, fora das barbas do estado, incompetente, monopolista e alinhado a grupos privados privilegiados.
  • ANDRE LUIS  18/11/2012 19:53
    Olá Marcus. Obrigado pela resposta.

    Desculpe aparecer depois de tanto tempo. Gostaria de ter respondido antes pois creio ser este um tema muito importante e não queria deixa-lo "esfriar".

    ...

    "Outros o apontarão melhor que eu, mas contribuo com o meu quinhãozinho: você pressupõe uma sociedade sem leis. Se alguém me vender algo que não foi o prometido, é fraude. Eu o aciono judicialmente. Por que um produtor se sujeitaria a isso? "

    Uma das minhas dúvidas seria justamente como caracterizar uma fraude no caso citado. Se as drogas são substâncias não proibidas, de que forma uma pessoa que eventualmente se sinta lesada ao descobrir que a sobremesa consumida pelo seu filho de forma frenética nos últimos 3 meses continha o princípio ativo do crack, poderia exigir providências judiciais contra o fornecedor do tal produto...

    ...

    "Além disso, eu posso optar por comprar produtos somente analisados quimicamente por empresas privadas que fariam esse serviço, como os institutos estatais fazem de forma incompetente e monopolística hoje - com chances de "se vender" a determinadas empresas, o que não ocorreria em uma competição de livre mercado, contexto em que alguém que fizesse isso iria à falência por falta de credibilidade."

    Ok, concordo inteiramente com vc. Certificação privada seria uma forma eficiente de proteção(senão a única). Seria então a meu ver uma grande irresponsabilidade revogar sua proibição num mercado sem certificação privada, certo...

    ...

    "No mais, pense no absurdo que você propõe. Alguém colocar "droga" no meu Baconzitos seria o mesmo que alguém misturar açúcar ao fubá mimoso que eu compro... Surge o questionamento óbvio: por que alguém faria isso?"

    Você encontraria certamente a resposta caso seu filho passe a consumir compulsivamente um produto com as seguintes características:
    - Está na moda
    - Todo mundo usa
    - Dá um barato legal
    - Ninguém o proíbe, apesar de ter alguns pais caretas que não gostam.

    ...

    "Sempre é a mesma coisa: tenta-se encontrar o "calcanhar de Aquiles" do ancap através de suposições estapafúrdias de atos isolados engendrados por psicopatas... "Se um psicopata fizer tal coisa, como seria?". Seria como é hoje, mas com muito mais chances do cara ser punido, fora das barbas do estado, incompetente, monopolista e alinhado a grupos privados privilegiados."

    A noção do que seria "estapafúrdio", "atos isolados engendrados por psicopatas" muda muito com o passar do tempo. Devo lembrar-lhe que questões comportamentais consideradas normais hoje eram tidas como psicóticas há menos de uma geração.
    Hoje vemos um movimento de maior tolerância às drogas, porém a questão da idade mínima para se permitir seu uso permanece fora da discussão. Caso seja criado um movimento para assegurar o direito de consumir drogas a pessoas de 10, 8 anos ou menos, e este movimento obtenha o domínio das discussões públicas por tempo suficiente para ser aceito, ele passará a não ser mais "estapafúrdio", entende...



  • Fabio Bastos  12/11/2012 17:15
    E o Crack transformando a sociedade em "zumbis"??
    Isso me fez lembrar a Guerra do ópio, quando ficou fácil para Inglaterra dominar a China que naquela época tinha a maior parte da sua população viciada.

    Sou libertário e manter a liberação das drogas como causa pétrea significa que a maior parte da população, que é contra a liberação das drogas, não nos apoiará. Isso servirá como pedra em nosso sapato.
  • Neto  13/11/2012 03:00
    O problema não é esse.
    O problema é que defender a liberação é uma coisa que atrai os libertários BURROS, que acham que a gente ta defendendo a droga em si.O que é confirmado por vários comentários aqui mesmo.
    Então com uma propaganda estupida dessas é claro que a sociedade vai ser contra.
  • Heber  16/11/2012 16:13
    a guerra do ópio não foi bem assim...
    os ingleses eram "traficantes" de ópio e entraram em guerra para continuar com esse tráfico, como o Império Chinês mantinha o ópio na ilegalidade os lucros dos traficantes ainda mais... assim como é hoje!
  • Davi  12/11/2012 18:48
    Por mim pode liberar as droga , a policia fica livre para crimes serios (contra a vida e o patrimonio), entretanto nao uso e nao indico a ninguem, mas se o camarada eh maior de idade (no sentido de Rothbard) e quer usar nao tenho nada com isto. Os unicos pontos que me incomodam sao o fato de vivermos em um estado socialista, logo o ze que ficar "doente" vai querer o meu rico dinheirinho para "curar" o seu vicio (sistema publico de saude), a relativizacao da responsabilidade no caso de crimes por conta do uso de substancias entorpecentes.
  • Lucas de Oliveira  13/11/2012 06:48
    não sou a favor da legalização da maconha,mas finalmente li um artigo que usa bons argumentos para a maconha deixar de ser uma droga ilícita...apesar disso sou contra pois o Estado inicialmente pode diminuir custos não combatendo mais a maconha,mas a médio e longo prazo os prejuízos serão muitos maiores,já está comprovado que a maconha causa estragos no psicológico do indivíduo,aumentando as chances dos usuários desenvolverem esquizofrenia,futuramente quem vai arcar com os custos do tratamento vai ser o Estado,e outro campo que a liberação da maconha iria trazer malefícios seria no trânsito,depois que a pessoa consome maconha ela não se mantêm igual a uma pessoa que fuma um cigarro,uma pessoa sob os efeitos da maconha iria fazer muita m*** no poder de um carro...
  • André Andrade  13/11/2012 09:30
    Bom dia senhores, gostaria de agregar com um comentário.
    Acho que perdemos um pouco o foco. Em relação ao artigo, é ótimo estados americanos aumentarem as liberardes individuais com tal ato. Mesmo que tal ato tenha interesses políticos, econômicos ou social. O fato dos que seguem a liberdade, acompanham e se instruem pelas escolas econômicas livres buscam uma sociedade livre em todos os aspectos. Acompanho essa organização já ha algum tempo, mais de 5 anos.
    No toca a esse discurso sobre saúde e ética, no âmbito da saúde digo somente o seguinte. Que a Cannabis faz mal, isso já é descrito na medicina ha tempos e que tem efeitos positivos para a saúde também. Comparar com álcool, cigarro também já foi feito. Tudo que consumimos faz mal e bem para nós, depende da quantidade, um conjunto de hábitos, genética entre outros. Gordura saturada faz mal, diminui extremamente a expectava de vida, como trans, excesso de sódio, falta de fibras, vida sedentária... Poderia ficar enumerando durante algum tempo que tudo há um lado positivo e negativo. Vejo um excesso de preconceitos em posts anteriores. A legalização é benéfica socialmente. Diminui o trafico de drogas e como já demonstrado na Espanha, Holanda, Canadá. A legalização para uso medicinal ou recreativo não aumentou o consumo. Apenas tirou da ilegalidade um numero grande de pessoas que tinham que se esconder do poder coercitivo do estado para poder usar o que lhes agrada. Recentemente há movimentos de legalização da Cannabis na Australia e Uruguai.
    Para os senhores que afirmam veementemente que a legalização irá aumentar gastos de um estado inchado, com saúde e segurança. A legalização não aumenta o numero de usuários, apenas os regulamenta. Então tal argumento seria positivo em sua visão economia mainstream, pois geraria aumento de recolhimento de impostos mantendo gastos estáveis.
    Lembrando introdução a economia, que qualquer calouro de faculdade aprendeu. Quando há uma demanda haverá uma oferta, mesmo que ela não seja regulamentada ou proibida. Essas medidas somente colocarão cidadãos pacíficos a margem do que é considerado socialmente correto.
  • Nyappy!  13/11/2012 12:01
    Ainda me impressiona a tamanha "polêmica" quando esse nobre instituto se mostra à favor das liberdades individuais.

    Quando esses "conservadores" — na verdade, "conservadores de True Outpeak" — mostram sua própria hipocrisia sendo a favor da inútil guerra contra as drogas que mata milhares de pessoas por um motivo estúpido e outros — esses, proibicionistas encubados — que apontam diversos "motivos pragmáticos" para NÃO se tocar nesse assunto tão importante para a filosofia libertária que é a emancipação do próprio corpo do indivíduo.

    Esse tradicionalismo irracional é um erro.
  • Paulo  13/11/2012 12:31
    Gostaria de deixar duas questões:

    1 - Pq só liberar a maconha? tem que liberar todas as drogas;

    2 - Como pode garantir que não haverá mortes por causa da droga, sempre haverá embates pelo controle da produção e da distribuição da mesma, afinal quem hoje produz e distribui, continuará a faze-lo. E os viciados irão lotar as clinícas de reabilitação em busca de tratamento, que nós iremos pagar, pq o numero de usuários irá explodir, basta ver que o Brasil hoje é o país onde o consumo mais cresceu.
  • Luis Almeida  13/11/2012 13:05

    1 - Mas é isso que defendemos:

    Pela total liberalização de todas as drogas

    Pelo fim da insanidade da guerra às drogas

    Como a guerra às drogas está destruindo o México

    2 - Há embates pelo controle e pela distribuição de bebidas? Havia quando eram proibidas. Quanto a viciados lotar clínicas de reabilitação, que lotem e paguem por elas. Por isso defendemos a desestatização da saúde.

    Como Mises explicaria a realidade do SUS?

    A saúde é um bem, não um direito

    Quatro medidas para melhorar o sistema de saúde

    O mercado e o sistema de saúde de El Salvador


    Quanto ao número de viciados ter aumentado não obstante as drogas serem proibidas pelo estado, ora, são os defensores da proibição que devem explicações sobre este fenômeno "paradoxal". Você tem alguma?
  • saoPaulo  13/11/2012 15:59
    Excelente. Não aguento mais este pessoal autoritário (tanto esquerdistas quanto direitistas) usando este argumento para regular a vida dos outros. A única utilidade que essa porcaria de SUS tem é essa: permitir intromissão de auto-proclamados intelectuais na vida de adultos responsáveis, com a desculpa de que irão arcar com os custos da saúde... PQP! Eu NUNCA pedi pra alguém pagar algo pra mim! Então não venham querer me dizer o que devo comer, fumar, beber, etc. Se o problema é este, a solução é simples, pois que acabem de uma vez com saúde socializada!

    Drogas levam a roubos? Já existem leis contra roubo.
    Drogas levam a assassinatos? Já existem leis contra assassinato.

    Não entendo como pode tanto poder ser atribuído a um objeto inanimado! Como pode isso? O cidadão sabe que tal substância tem tais efeitos e mesmo assim resolve usá-la. Daí sua vida vira uma merda, e a culpa é da substância? É muita covardia viu, culpar um objeto pelos seus próprios erros.

    No fim, é exatamente o que o Leandro disse, esses olavetes são apenas comunistinhas de sinal trocado.
  • Paulo  14/11/2012 05:36
    Não há paradoxo ae, o fato de proibido o tráfico e drogas, o uso na prática é livre, hoje raramente é combatido, basta uma volta pela cidade para constatar isso, ve-se usuários a qualquer hora do dia;

    Eu acho a discussão inútil por isso, o único combate que há, é ao tráfico, mas mesmo assim, é bem timido, as fronteiras estão livres, os traficantes a maior parte o tempo não tem problemas no comércio, ou seja, o consumo aumentou e continuará a aumentar devido a liberação informal das drogas;

    Só que o Estado já se movimenta para dar tratamento aos viciados, com o dinheiro de quem não o é; outro problema é que as hordas de viciados, tiram a liberdade de ir e vir das pessoas de bem, basta ir as cracolândias que a cada dia aparecem e aumentam nas cidades.
  • saoPaulo  14/11/2012 15:02
    Tímido?!?!?! Só pode estar de sacanagem...

    "[...] in 2004, [...] people sentenced for drug crimes accounted for 21% of state prisoners and 55% of all federal prisoners."

    stopthedrugwar.org/chronicle-old/409/toohigh.shtml

    Só pouco mais da metade das prisões federais. Imagine se a guerra contra as drogas não fosse tímida!

    E se a lei não é rigorosamente aplicada, qual o sentido de ela existir? Ser usada pra extorquir e chantagear comerciantes? É cada uma...
  • Paulo  13/11/2012 12:02
    O paradoxo é que o uso do tabaco é rigorosamente proibido nas sedes das organizações "libertarians" que defendem a liberação da maconha.
  • saoPaulo  13/11/2012 13:21
    E qual seria exatamente o paradoxo? Se a casa é minha, você não pode fazer o que quiser.
  • anônimo  13/11/2012 14:26
    Paradoxo nenhum.
    Não é uma questão de achar que faz bem ou faz mal, em cada casa quem faz a lei é o dono, isso que todo libertário diz.

  • saoPaulo  13/11/2012 15:58
    Complementando: em cada casa quem faz a lei é o dono, desde que não inicie violência, isso que todo ancap diz.

    Até onde sei, o termo libertário, dependendo da interpretação, pode incluir também minarcos.
  • André Andrade  13/11/2012 17:20
    Caros senhores,

    Também tentando entender o paradoxo. Infelizmente em relação a saúde, temos funções complexas dentro de nossos corpos, podendo fazer bem para algumas partes de nos e mal para outras. Como por exemplo a Cocaína, Freud já falava e demonstrava em pesquisas que tinha propriedades interessantes para a ajuda em casos de depressão e como analgésico. Sabemos hoje que causa danos seríssimos a algumas funções do corpo e causa dependência química no cérebro. Um grande grupo de remédios controlados são desenvolvidos ha partir do alcaloide da cocaína. O mesmo acontece com o álcool, costuma-se indicar 1 dose de bebida alcóolica por dia, porque uma pequena quantidade de álcool atua como vaso dilatador abaixa a pressão e diminui a chance de problemas cardíacos mas já é claro na medicina os danos ao fígado e ao cérebro pela ligação da cetona nos neurónios. Mesmo excesso de exercício pode causar febre, vômitos e perda de massa muscular.
    A Cannabis tem propriedades medicinais sim e muitas delas são importantes como vaso dilatador, aumento da regeneração celular dos neurónios (ja está provado que não mata neurónios, e sim causa uma capa de substancia derivada do THC que diminui a velocidade de transmissão do neurónio mas é metabolizada em ate 45 dias da ultima utilização da substancia), e causa danos sérios a saúde também. Para exemplificar, causa danos nos pulmões, por ter particulados demais e causar necrose nos brônquios. Caso tenha entendido corretamente o paradoxo, o grande problema era sobre a saúde esta esclarecido. Meu caro, caso tenha duvidas, pesquise sobre o bife de carne bovina que estava comendo no jantar. Saiba um pouco sobre seu corpo e veja a sociedade sem preconceitos.
    Em uma sociedade de valores ético-cristãos que tudo que nos gera prazer é errado, sofrer e ser pobre é certo e sempre nos preocupamos mais com a vida dos outros que as nossas. Por isso vemos uma inveja dos ricos e as massas querem aumentar os impostos dos mesmos. Nossos valores éticos doutrinam as escolhas sociais. No tocante ao universo econômico, todas as ciências sociais são importantes. A sociologia mostra que a política é um espelho dos valores sociais.
  • Catarinense  13/11/2012 15:27
    Uma diferenciação básica: uma coisa é defender que as pessoas arquem com as consequências de suas ações ( usar drogas, e pagar por um eventual tratamento ). Outra é defender que o estado libere as drogas e pague o tratamento para os viciados. A primeira é defendida aqui. A segunda não. A primeira desestimula o uso. A segunda estimula. No atual arranjo dos estados babás, e isto conta para os Estados Unidos, a que vai ser colocada em prática sem dúvida é a segunda situação. Se no final o saldo de um eventual fim da guerra às drogas contabilizado com o aumento exponencial no preço dos tratamentos médicos será positivo, é difícil prever.
  • Rhyan  13/11/2012 15:55
    Não esqueça de colocar o gasto com a guerra as drogas na balança.
  • Marcio Vinhaes  15/11/2012 16:20
    Pois é Rhyan, isso que não dá pra entender. O cara fica puto porque vai ter que pagar o tratamento do viciado - com razão -, mas não fica puto por pagar a comida, a casa, o papel higiênico do traficante na prisão. Qual será o mais caro?
  • Catarinense  13/11/2012 16:22
    Sim, claro, mas esta guerra às drogas é tão abrangente, que é difícil que a liberação de uma droga ( entre tantas ) em alguns estados possa levar a alguma mudança nesta política ( nacional ). Esqueci de mencionar, mas como o estado comanda este jogo, podemos contar com leis anti-discriminação vindos junto no pacote da liberação. Aí fica interessante, um empregador sendo obrigado a suportar um funcionário drogado... Entendo, e concordo que qualquer passo na direção de mais liberdades individuais é positivo, mas os ganhos podem ser facilmente superado por políticas sociais que visam o bem estar de certos grupos em detrimento de outros... Como o Fernando Chiocca falou no outro artigo, o melhor é descriminalizar, porém sem regulamentar. Mas é difícil que isto aconteça.
  • Andre Andrade  13/11/2012 17:31
    So deixe-me entender catarinense.
    " Aí fica interessante, um empregador sendo obrigado a suportar um funcionário drogado..."

    Caso trate a Cannabis como uma bebida alcóolica( o que quimicamente é próximo). Você aceitaria um funcionário trabalhando bêbado em sua empresa?

    Acrescento mais, aceitaria estar em um carro com um motorista bêbado; o mesmo é dito com um motorista alterado pela cannabis. Em um estado falido como os EUA, está se buscando novas receitas sem ter que diminuir substancialmente as políticas de "bem estar social".

    Agora o gasto estatal já existe, e esses cidadãos já são tratados pelos sistemas médicos. Estou colocando um texto sobre como a legalização não aumenta o consumo em um grupo critico.

    www.news-medical.net/news/20120619/Legalization-of-medical-marijuana-does-not-increase-drug-usage-among-high-school-students.aspx

    Pesquise um pouco sobre legalização e aumento de consumo e verá que essa critica não há validação cientifica.
  • Catarinense  13/11/2012 18:16
    Qual o seu ponto, André? Quer me obrigar a aturar alguém sob a influência de uma substância que altera o estado mental, ainda mais numa situação que espero que meus funcionários estejam plenamente capazes em suas faculdades mentais para que possam ser plenamente produtivos? No mais, não entendi o propósito do seu comentário.
  • anônimo  14/11/2012 01:14
    O engraçado desses artigos que atraem maconheiros é que a gente vê duas pessoas que pensam do mesmo jeito, que concordam em tudo, discutindo!
  • Catarinense  13/11/2012 18:33
    Ok, relendo ali em cima acho que deixei margem para se entender que pelo simples fato do funcionário consumir maconha em sua casa, em seu tempo livre, seria um motivo para demití-lo, mesmo que este não tivesse seu rendimento afetado no trabalho. Pois bem, é isto mesmo, esta interpretação também é correta. A empresa é minha, contrato quem eu quiser, pelos motivos que eu quiser, e demito quem eu quiser, pelos mesmos motivos que só dizem respeito a mim mesmo. Quem vai ter a imagem da empresa manchada serei eu, o único prejudicado ( ou beneficiado, dependendo do tipo de trabalho, meu público consumidor pode não tolerar tais comportamentos, ou o tipo de atividade pode exigir plenas capacidades mentais todo o tempo, por exemplo ) serei eu e a minha empresa. Se você quer a liberdade para consumir sua droga, e quer que os outros sejam obrigados a aceitar isto, e tolerar isto, você está sendo extremamente hipócrita. Quer impor a proibição de comportamento que era imposta a você aos outros que discordam de você, enquanto desfruta da liberdade que lhe era negada e você está negando aos outros.\r
    \r
    \r
    Ps. Se você acha que gastos estatais com saúde não prejudicam TODOS na economia, gaste um pouco mais de tempo lendo os artigos aqui no IMB.
  • Marcus Benites  13/11/2012 21:21
    Catarinense, parece-me que você não entendeu a colocação dele... Hoje ninguém pega um táxi com o motorista bêbado, e se o funcionário chegar alcoolizado na empresa, provavelmente será demitido. Não há qualquer paradoxo em a pessoa usar maconha e você, em sua empresa, não permitir que seus funcionários usem maconha... Ambas são escolhas. Se a pessoa, ainda assim, quiser fumar maconha, que vá procurar emprego em outro lugar... E se você quiser, pode exigir até exames de sangue dos funcionários, desde que estipulado antes em contrato. Se não quiserem fazer, você os demite. Acho que não se questionou isso... O André não defendeu que o sujeito, uma vez que tenha o direito de fumar maconha, possa baforá-la na cara dos outros... A não ser que esteja na casa dele.
  • Catarinense  14/11/2012 04:44
    De fato Marcus, não entendi o ponto que ele pretendeu passar no outro comentário. Mas a minha ressalva foi quanto a ações sócio-afirmativas que sempre vêm junto com estas medidas. Não inventaram a tal da "homofobia" quando "liberaram" o "casamento" de pessoas do mesmo sexo? A minha preocupação é justamente esta, quem está, pelo menos aqui no Brasil ( não acompanho o debate deste assunto em outros lugares ), fazendo o grosso do coro pela liberação da maconha é o mesmo pessoal da liberação deste tipo de "casamento". Se for pra conquistar este tipo de liberdade na sociedade, e tal liberdade vir com tantas restrições que punem todos que discordam e impedem as pessoas de expressar suas opiniões, penso que é melhor tal liberdade ( no sentido de 'permitido nas leis' ) nem existir.
  • Marcus Benites  14/11/2012 13:33
    Sim, o contexto estatal no qual vivemos acaba distorcendo tudo, passando tudo pelo seu crivo. O estado faz as leis e, a partir disso, não se pode mais sequer questioná-las sem ser taxado de isso ou aquilo. Por isso não "defendo" nem liberação de drogas ou casamento homossexual, pois não vejo o estado com propriedade para legitimar qualquer coisa. Essas coisas sequer deveriam ser discutidas: usa droga quem quer, casa-se do jeito que se achar melhor, sem que um grupo tenha que "permitir". A partir do momento que se dá a esse grupo tal poder, ele também pode "não permitir", e aí vira a gritaria "democrática" do "quem fala mais alto" ou tem os melhores contatos...
  • Francisco Del Rio  13/11/2012 22:57
    Um post como esses é ótimo pra que a gente possa separar o joio do trigo, distinguir quem é libertário pra valer daqueles que só advogam em favor das liberdades que lhes convém. Frequenta esse site, berra aos quatro ventos que quer liberdade econômica, e aí quer restringir o que os outros consomem, ou que propagandas podem ser veiculadas? Vai chorar na cama que é quentinho, libertário de fachada! Pela liberação total das drogas, e pelo fim da saúde pública e estatal. Quem usa, seja álcool, seja heroína, seja lexotan, seja rivotril, que arque com as consequências de seus atos. Liberdade demanda responsabilidade, e é assim que a evolução ocorre, seja no nível pessoal, seja a sociedade como um todo. O que não é mais tolerável é que inocentes, que não usam nem traficam sigam pagando o preço da violência criada por aqueles que querem ditar o que cada um faz com seu corpo.
  • Marcus Benites  14/11/2012 13:37
    Também gostei do artigo por causa do mesmo motivo. Comumente somos taxados de "direitistas" pelos esquerdinhas doutrinados, o que é uma grande inverdade, afinal estamos fora do jogo "direita x esquerda", que só existe dentro do estatismo. Logo, para nós, tanto faz ser de "esquerda" ou de "direita", já que as duas coisas são farinha do mesmo saco defensor de estados fortes e reguladores. Os que se colocaram contra a liberação das drogas mostraram-se não libertários, mas tão somente "de direita", querendo, como os "de esquerda", regular a vida dos outros. Mas a um libertário isso também não serve.
  • André Luiz S. C. Ramos  14/11/2012 12:14
    Bem, minha conversão total ao libertarianismo se deu quando mudei de opinião quanto a esse assunto, e o que consolidou essa mudança de opinião foi a leitura desse ensaio do Lysander Spooner:\r
    \r
    VÍCIOS NÃO SÃO CRIMES: UMA VINDICAÇÃO DA LIBERDADE MORAL\r
    [link]www.libertarianismo.org/index.php/biblioteca/85-lysander-spooner/237-vicios-nao-sao-crimes-uma-vindicacao-da-liberdade-moral[link]
  • Renato Souza  14/11/2012 16:54
    Vejo que muitos defendem que a liberação de drogas não aumenta o seu consumo. Não poso acreditar nisso como um verdade geral (embora possa ser uma verdade parcial, em alguns casos particulares). Os motivos são os seguintes:

    1. Liberação abaixa os preços. Preços mais baixos sempre tendem a aumentar o consumo, porque os recursos das pessoas são limitados. Visto que essa lei econômica não pode estar errada, desconfio bastante das pesquisas que dizem o contrário.

    2. Os ingleses forçaram o governo chinês a liberar o ópio, e obtiveram os fins desejados. Uma multidão de chineses efetivamente se viciou, trazendo desgraça ao país e satisfazendo os objetivos do governo inglês.

    Ora, mas dentro de um estado de economia fascista (semi-socialista), aumento do consumo só pode significar aumento do tratamento estatal.
  • Matheus Polli  14/11/2012 19:14
    Pois é, não vejo a hora de haver descriminalização e o preço baixar pra eu e minha família começarmos a usar um crack "do bão".

    "Jênio"
  • Renato Souza  15/11/2012 09:10
    Prezado Matheus

    Vejo que sua compreendsão de texto é bastante fraca.

    Observe as seguintes afirmações:

    1. "A diminuição de preços (ou dos riscos para obtenção) de um produto, tende a aumentar o seu consumo".

    2. "Caso o preço da maconha abaixe, Matheus Polli e sua família certamente usarão maconha".

    Por mais incrível que isso possa lhe parecer, elas não são equivalentes. Medite nisso pelos próximos dez anos, e talvez você compreenda a diferença.

    "Jênio"!
  • Matheus Polli  19/11/2012 10:08
    Falha nossa, caro Renato. A assinatura correta seria "Jênios".

    Abraços.
  • Renato Souza  14/11/2012 17:28
    Aponta-se que muitos conservadores antigos confiavam na moralidade e na religião para por freio aos vícios. É verdade, mas é verdade também que esses freios praticamente não mais existem. Num certo sentido, as proibições estatais servEM como uma muleta para a deficiência da família, dos grupos sociais, e da religião. Deficiências essas causadas, em grande parte, pelo próprio estado moderno. O estado retirou grande parte da autoridade dos país, luta constantemente contra a religião, e destruiu as redes sociais dos grupos tradicionais (famílias no sentido mais amplo, clãs, a vila). O estado, controlado em grande parte pelo arquitetos de alguma "nova ordem" não queria concorrência, então lutou contra tudo o que concorria com ele no coração das pessoas. Eventualmente os "arquitetos das novas ordens" diminuirão os poderes dos estados nacionais (nos assuntos de "meio-ambiente", isso já vem acontecendo), para dar poderes a entidades supra-nacionais.

    Bom, qual a nossa atual situação quanto às drogas? Tendo sido destruidos os mecanismos sociais naturais de controle dos vícios (a razão porque ao longa da história, o descontrole dos vícios foi a exceção, e não a regra) a sociedade se apoia agora, quase totalmente, na muleta da repressão estatal. Retirada essa repentinamente, o vício dominará grande parte da sociedade. Eventualmente a sociedade pode voltar desenvolver maios orgânicos de defesa? Não, porque o estado quer deixar de combater agora apenas as drogas, mas continuará combatendo os meios de defesa da sociedade. O Partido estatólatra (que não é um partido no sentido legal, mas no sentido verdadeiro) tem sido inimigo da livre associação, inimigo das religiões (a não ser quando pode utilizalas para fins de estatolatria), inimigo das famílias, inimigo das redes sociais que não são uteis aos propósitos.

    Se fosse combatida a opressão do Partido estatólatra contra a família, a religião e outras formas de associação social natural, a eventual descriminalização de drogas seria muito menos sentida. Mas é justamente por saber que os mecanismos sociais naturais de auto-proteção da sociedade já estão quase destruidos, que o estado agora quer liberar as drogas.
  • anônimo  15/11/2012 00:51
    Esses libertários não entenderam nada do que leram sobre o Mises, e ao invés de refletir, resolvem levar ao extremo o que leram e aplicar em TUDO quanto é coisa, incluindo drogas e vida. Os libertários já começam mal pois se baseiam em um princípio auto-contraditório: a liberdade. Ora, não há liberdade total. Vocês falham em perceber que uma liberdade total não existe pois uma iria se chocar com a outra, vencendo no final a lei do mais forte. Por exemplo, essa questão da descriminalização das drogas, falham ao perceber que isso também é um risco à liberdade, uma vez que drogados são um grupo de alto risco já que muitos cometem crimes (contra a vida e a propriedade de outro indivíduo) para poder financiar seu vício. Por favor, menos repetição e mais reflexão.
  • Coronel Jesuino  15/11/2012 06:06
    É incrível como estes autoproclamados "conservadores" de hoje são cada vez mais frouxos e delicados. "Ai, temos de proibir as drogas, senão o drogado vem e nos mata". Porra! Tão com medo até de maconheiro agora? Honrem seus colhões, cacete! Se um drogado vier atacar vocês, desçam o braço nele! Caso ele ameace sua vida, meta bala nele! É assim que pessoas viris reagem. É assim que homens de fibra construíram o mundo. Enquanto vocês hoje se borram de medo de maconheiros, seus ancestrais desbravavam terras totalmente hostis e caçavam urso com as mãos.

    Mas como bem disse o guru de você, o Olavão, está havendo uma crise generalizada de testosterona no mundo. E aparentemente estes conservadores são os que mais sofrem dela. Frouxos! Que vergonha!
  • Eduardo  15/11/2012 07:43
    Não tem nada de conservador em usar o poder centralizado de um estado gigante pra combater drogas.
    Regular o que a população consome, torrar bilhões em burocracia e em forças armadas pra violar a liberdade e propriedade de cidadãos pelo bem estar social é coisa de progressista autoritário da esquerda.

    Vide a desastrosa proibição do álcool nos EUA, conquista de quem? Dos progressistas da esquerda, que acreditavam que o álcool limitava o desenvolvimento humano e representava influência e danos pra mulheres e crianças.


    "Por exemplo, essa questão da descriminalização das drogas, falham ao perceber que isso também é um risco à liberdade, uma vez que drogados são um grupo de alto risco já que muitos cometem crimes (contra a vida e a propriedade de outro indivíduo) para poder financiar seu vício."

    Drogados cometem crimes pra financiar o vício porque a proibição cria risco que faz disparar o preço das drogas.
    Sem proibição não há razão pra drogados saírem saqueando a cidade só pra comprar umas doses de drogas, já que elas seriam baratas.

    Até seria menos pior argumentar que se as drogas fossem liberadas e baratas, as pessoas correriam mais risco de overdosarem e temos que protegê-las delas mesmas, mas não tem cabimento argumentar que em liberdade os drogados cometeriam crimes pra sustentar o vício, ato típico da proibição.
  • Gustavo Augusto Ribeiro Abreu  16/11/2012 05:58
    "Não tem nada de conservador em usar o poder centralizado de um estado gigante pra combater drogas.\r
    Regular o que a população consome, torrar bilhões em burocracia e em forças armadas pra violar a liberdade e propriedade de cidadãos pelo bem estar social é coisa de progressista autoritário da esquerda."\r
    \r
    Tem certeza que não? Que eu saiba toda a política americana anti-drogas começou de forma exponencial no governo Nixon até Bush, que são republicanos de maioria amplamente conservadora, sem contar a intervenção e o uso maçisso de forças armadas americanas pagas com o dinnheiro do contribuente americano como um todo para "pacificar regiões não democratizadas", afim de estreitar os laços corporativista e economicos, e infudir valores a força, coisa que conservador e esquerdista adora.\r
    \r
    "Bem estar social" é algo que por excelência faz parte da mente conservadora como um tudo, a diferença que no caso destes para os esquerdistas, é que a economia obedece os principios do livre mercado, mas não segue no mesmo patamar os principios de liberdades individuais, algo contráditorio diga-se de passagem.
  • Neto  15/11/2012 06:06
    De novo essa besteira de liberdade contraditória?
  • Neto  15/11/2012 06:13
    Olhe seu analfabeto funcional, pela bilionésima vez, liberdade NÃO é fazer tudo que tem vontade.
    O doidão é livre pra encher o rabo de cocaina e eu sou livre pra falar: na minha terra você não entra. A liberdade de ninguém diminui.
  • David  16/11/2012 02:52
    Olhando o caso brasileiro, eu também sou a favor da total liberação das drogas SE e SOMENTE SE, ao mesmo tempo, eu puder contratar um serviço de segurança totalmente privado para o meu bairro. Porque, na atual legislação, eu não posso fazer isso. Vejam o que aconteceu em Belo Horizonte:

    www.conjur.com.br/2012-jul-29/pm-minas-gerais-proibe-vigia-particular-atividade-ilegal

    Dada a situação de insegurança em que vivemos, e considerando que o consumo aumentaria (publicidade, queda de preços de drogas, etc), aumentaria também a probabilidade de um drogado qualquer entrar em minha casa na minha ausência e por em risco minha família.
  • Francisco Del Rio  15/11/2012 16:36
    Esses "liberais" que tremem de medo que a legalização de uma erva que JÁ É amplamente difundida e utilizada no mundo todo, independentemente da proibição, irá "destruir o tecido social".... Deduzo que todos vocês queiram também tornar o álcool ilegal, certo? Porque não é possível que sejam tão incoerentes.
  • Gustavo Augusto Ribeiro Abreu  16/11/2012 00:33
    O mais engraçado de tudo é vê conservadores tentando convencer liberais, chega a ser patético a atiude dessas pessoas.\r
    \r
    Conservadorismo é a mesma coisa que esquerdismo a diferença que o primeiro prega mais liberdade para a economia mas com o adendo de totalizar, massaficar e intrometer na vida alheia em prol dos "bons costumes" e da "moralidade de seus cidadões".\r
    \r
    Vivemos num mundo globalizado, moral. ética e bons costumes é o caralho, o individuo é que tem primazia por sua consciência e por suas escolhas.
  • anônimo  17/11/2012 02:30
    Conservadorismo não é nada disso seu ignorante, os conservadores clássicos deixaram claro que ter uma conduta moral é uma coisa pra ser recomendada e não forçada
    Sem pessoas éticas e morais não é possível uma sociedade liberal.Os pais fundadores sabiam disso, Ron Paul sabe disso, falou com todas as letras no seu discurso de despedida.
  • Tiago Bezerra  16/11/2012 19:08
    Muito bom seu comentário. Eu, como conservador, sou contra a utilização de drogas, porém tenho mudado minha posição a respeito da proibição das drogas. O custo da proibição parece-me que já superou o da liberação. Com a liberação haveria a diminuição de um aparelho de estado repressor, no entanto, como vivemos em um estado socialista, haveria um aumento do aparelho de estado assistencialista na saúde. Isso, de certa forma, parece que o Estado quer enfraquer o cidadão, deixando o cada vez mais alienado, através da intoxicação, desarmamento e desmasculinização. Assim nos infantilizando e tornando-nos mais dependente do Estado paternalista. Dessa forma a liberação das drogas é mais um vitória do Estado socialista do que da liberdade individual. Não quero aumentar a desavença entre conservadores e liberais, mas lembro que há pensadores conservadores que acreditam que o liberalismo, na sua forma radical, é o navio quebra-gelo do socialismo. Por essas e outras, mesmo sendo a favor da liberação das drogas e admirar muito os liberais, considero-me conservador.
  • anônimo  16/11/2012 23:53
    15/11/2012 12h38 - Atualizado em 15/11/2012 18h08
    Jovens estudantes tentam refundar partido símbolo da ditadura militar
    Grupo publica programa da 'nova Arena' no Diário Oficial e busca adesões.
    Desiludidos com a direita, eles propõem sigla nacionalista e conservadora.

    Márcio Luiz Do G1 RS

    Cibele Bumbel Baginski tenta refundar Arena (Foto: Arquivo Pessoal)Presidente da Arena em visita ao museu do Comando Militar do Sul, em Porto Alegre (Foto: Arquivo Pessoal)

    Extinta há mais de 30 anos com o fim do bipartidarismo no Brasil, a Aliança Renovadora Nacional (Arena) pode voltar à ativa nas mãos de jovens e com uma cara "nova". O estatuto e o programa do novo partido foram publicados no Diário Oficial da União na última terça-feira (13), cumprindo um dos passos burocráticos para o registro da legenda.

    A Arena foi fundada originalmente em abril de 1966 dentro do sistema de bipartidarismo imposto pelo regime, que extinguiu outros 13 partidos que existiam antes. Enquanto a Arena sustentava o governo militar, fazia oposição no Congresso o Movimento Democrático Brasileiro (MDB).

    O partido elegeu todos os presidentes que se candidataram pela legenda, de Costa e Silva (1967-1969) a João Figueiredo (1979-1985). Foi extinto junto com o MDB em novembro de 1979, no processo de redemocratização que permitiu a abertura de novos partidos. Do MDB surgiu o PMDB; os remanescentes da Arena foram o antigo PDS (atual PP) e a Frente Liberal (atualmente DEM).

    Nos anos 70, enquanto os militares estiveram no poder, o país viveu o chamado "milagre econômico", com altas taxas de crescimento econômico. No âmbito político, o período foi marcado por perseguição aos opositores do regime, com a violação de direitos humanos e políticos e a adoção de práticas como censura prévia da imprensa, tortura e assassinatos.

    Para fugir da repressão do Estado, políticos, militantes, artistas e pessoas de vários outros setores da sociedade buscaram exílio em outros países. Estima-se que mais de 420 pessoas foram assassinadas ou dadas como desaparecidas durante o período de exceção. Em maio deste ano, foi instalada a Comissão da Verdade, com o objetivo de apurar os crimes cometidos no período.


    Valores e ideologia
    Segundo sua idealizadora, a estudante de Direito Cibele Bumbel Baginski, 23 anos, a nova Arena rechaça a possibilidade de atrair grupos extremistas, com tendências fascistas ou neonazistas, por exemplo. Ela conta que o grupo já teve de aturar alguns tipos com "propostas absurdas", mas que, aos poucos, acabaram se afastando.

    "Não viemos flertar com o totalitarismo. Nosso partido não é uma seita. Quem não tem capacidade de dialogar, pode pegar a mala e ir embora. Somos a direita democrática", garante.

    O grupo de 144 pessoas, espalhados por 15 estados do país, diz querer promover o retorno da "verdadeira direita" ao cenário político brasileiro. A nova Arena defende o resgate de valores que consideram esquecidos, como o conservadorismo e o nacionalismo, um partido que defenda o Estado "necessário" e o direto à propriedade, por exemplo.

    No programa da nova Arena, constam propostas como a privatização do sistema penitenciário; a abolição de qualquer sistema de cotas raciais, de gênero, ou condições "especiais"; a aprovação da maioridade penal aos 16 anos; o retorno ao currículo escolar de disciplinas como moral e cívica e latim; a retomada do controle de estatais fundamentais à proteção da nação; e o reaparelhamento das Forças Armadas.

    Estudante na Universidade de Caxias do Sul (UCS), sediada no município de mesmo nome, é Cibele Bumbel Baginski quem assina como presidente provisória do partido o estatuto e o programa da nova Arena.

    "Queremos implementar mudanças na sociedade de forma gradual, ordeira e com estabilidade. Propomos um jeito de fazer política com convicção, com propostas e focado na resolução dos problemas dos país. As pessoas querem solução e não discussão", argumenta.

    O objetivo é erguer um partido assumidamente de direita. Para os neo-arenistas, há um espaço que precisa ser preenchido entre as 30 legendas atualmente existentes. "Politicamente, a direita brasileira é um horror. Não existe. Tem vergonha de se assumir. É a única direita que se vende para a esquerda", opina Cibele.

    De acordo com o estatuto, a nova Arena "não coligará com partidos que declaram em seu programa e estatuto a defesa do comunismo, bem como vertentes marxistas". Caberá a um órgão chamado de Conselho Ideológico, entre outras tarefas, aprovar as correntes e tendências que venham a se formar internamente, além de "fiscalizar, e se necessário intervir, em todos os órgãos do partido". Esse conselho, a instância máxima, será formado formado por nove pessoas, das quais cinco serão membros permanentes e vitalícios.

    Mobilização
    A publicação no Diário Oficial é uma das etapas para a criação do partido. Após a sigla adquirir personalidade jurídica, os fundadores irão pleitear o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para isso, devem reunir 491 mil assinaturas de eleitores (0,5% dos votos válidos na última eleição para a Câmara dos Deputados) de pelo menos nove estados (um terço do total) – o grupo já tem de 40 a 50 mil, diz Cibele.

    "A partir de agora é que vamos mobilizar nossos núcleos regionais para essa tarefa. Acredito que até meados de 2013 isso esteja pronto, e o partido apto a concorrer nas eleições de 2014", planeja Cibele.

    Natural de Porto Alegre, a estudante reside em Caxias do Sul há cerca de quatro anos. O gosto pela política, diz ela, vem dos pais, um casal de comerciantes. A ideia de fundar uma legenda nova surgiu a partir de discussões entre colegas universitários e amigos sobre o modelo de partido ideal. Os debates se espalharam pela internet e encontraram adeptos em outros estados. Em junho, o grupo decidiu levar a proposta adiante e deu início aos trâmites burocráticos.

    A proposta inicial não era ressuscitar a extinta Arena – o nome só foi escolhido depois, em votação, por sugestão de outra fundadora. A presidente da nova Arena não teme críticas pelo fato de o nome do partido estar associado à ditadura militar. Ela argumenta que o partido atuava dentro das leis da época e que os crimes cometidos durante o regime de exceção partiram das pessoas que controlavam o Estado e as instituições, não do partido.

    "Não acho que seja algo ruim. É algo que ou você gosta ou você não gosta", diz Cibele, que cita o desenvolvimento econômico durante o período do regime militar como saldo positivo. "O país estava precisando de uma sacudida. Sem isso [o regime militar], o Brasil não seria o que é hoje", defende.

    Autora de um livro de contos de publicação independente, que assina como Lady Baginski, a jovem que exibe um piercing nos lábios foge do estereótipo de conservadora. Ela conta que, por suas convicções políticas, já sofreu agressões verbais públicas no meio universitário, que considera "doutrinado" pelo pensamento marxista. Diz que cultiva amizades e consegue dialogar com pessoas de ideologias opostas.

    O que era
    Segundo o verbete do Dicionário Histórico-Biográfico Brasileiro, organizado pelo CPDOC/FGV, a Arena foi um "partido político de âmbito nacional, de apoio ao governo, fundado em 4 de abril de 1966 dentro do sistema de bipartidarismo instaurado no país após a edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), que extinguiu os partidos existentes, e do Ato Complementar nº 4, que estabeleceu as condições para a formação de novos partidos. Desapareceu em 29 de novembro de 1979, quando o Congresso decretou o fim do bipartidarismo e abriu espaço para a reorganização de um novo sistema multipartidário".

    O que será
    De acordo com o estatuto publicado no Diário Oficial da União, a nova Arena é um partido que "possui como ideologia o conservadorismo, nacionalismo e tecno-progressismo, tendo para todos os efeitos a posição de direita no espectro político; devendo as correntes e tendências ideológicas ser aprovadas pelo Conselho Ideológico (CI), visando a coerência com as diretrizes partidárias. A Arena, em respeito à convicções ideológicas de Direita, não coligará com partidos que declaram em seu programa eestatuto a defesa do comunismo, bem como vertentes marxistas".

    O que defendem os novos arenistas
    - Privatização do Sistema Penitenciário.
    - Abolição de quaisquer sistemas de cotas raciais, de gênero, ou condições "especiais".
    - Aprovação da maioridade penal aos 16 anos.
    - Retorno ao currículo escolar das disciplinas de Educação Moral e Cívica e Latim.
    - Ensino da História do Brasil e História Geral sem ênfases tendenciosas doutrinariamente e com abrangência de todos os continentes, e não somente alguns.
    - Defender o Estado Necessário
    - Retomar o controle de todas as empresas estatais que são fundamentais à proteção da Nação.
    - Reaparelhar as Forças Armadas, tirando-a de seu sucateamento e parco efetivo.

    g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2012/11/jovens-estudantes-tentam-refundar-partido-simbolo-da-ditadura-militar.html

    O que achou, Leandro? Defende umas idéias boas...
  • anônimo  17/11/2012 08:27
    'Defender o Estado Necessário
    - Retomar o controle de todas as empresas estatais que são fundamentais à proteção da Nação.
    - Reaparelhar as Forças Armadas, tirando-a de seu sucateamento e parco efetivo.'

    Bastava começar por essa parte, não teria perdido tempo lendo o resto
  • Vinicius Costa  17/11/2012 09:26
    Não falo nem sobre questões morais, mas sim que em questão de incentivos, a proibição das drogas só faz aumentar o número de traficantes e em consequência a própria violência. Explico o porquê.
    Quando a droga é proibida, o vendedor tem maior dificuldade para vender seu produto, e por isso o preço do produto sobe. Como o preço subiu e a demanda continuou a mesma, mais pessoas vão estar interessadas em vender esse produto. Alie isso a grande massa de pessoas sem grandes expectativa de vida no Brasil, ao perceberem que não irão ganhar muito dinheiro em um trabalho 'regular', preferem arriscar tudo e partir para o comércio de drogas ilícitas.
    Em consequência, cresce também o número de conflitos por determinados pontos de venda, aumentando ainda mais a violência. Podemos contar aqui o número de policiais envolvidos no esquema, mas isso seria julgar sem ter provas.
    Se a solução seria a liberação geral, ainda não tenho resposta, porque ainda não consigo responder algumas questões, como por exemplo: Quem venderia as drogas? Qual seria a taxação? Onde poderia ser usada? Crimes sob efeitos de drogas teriam pena reduzida ou até aumentada? Além de muitas outras.
    Mas uma coisa tenho certeza: Do jeito que está, não dá.
  • mcmoraes  30/11/2012 09:36
    Será que rola uma tradução do seguinte artigo do MT na seção Blog do IMB? Why I'm a Raging Optimist
  • anônimo  09/12/2012 12:06
    Não queira comparar, Leandro. Os conservadores da Old Right americana vinham de uma sociedade cristã, muito ética, muito trabalhadora, muito responsável. A Revolução Gramsciana ainda não havia acontecido. Olhando por este prisma, eu também defenderia o libertarianismo. Por exemplo: liberar as drogas, entre um povo decente e responsável, é possível liberar até o crack que as pessoas não vão querer usar. Como disse o John Adams, um dos pais fundadores dos EUA minarquista: "Our Constitution was made only for a moral and religious people. It is wholly inadequate to the government of any other."
  • Revestimento de parede  29/05/2013 20:25
    Já to vendo tanta gente mudando de país...rsrss
  • Luiz Carlos  04/09/2018 21:39
    Ótimo artigo. " A proibição da maconha é uma violência estatal contra o indivíduo, além de ser um preconceito e uma discriminação". Acredito que esta é a melhor visão e vale também para as armas de fogo. Quem não gosta de armas não as tenham e quem não gosta de maresia não fume, mas ficar querendo proibir os outros, caso você não esteja sendo incomodado, é brabo.
    Esquerdopatas = Liberam a maconha, proíbem armas.
    Direitopatas = Proíbem maconha, liberam armas.
    Maconha é diferente de cocaína e crack
    Pistola é diferente de fuzil e metralhadora
    Qual o motivo de tanta confusão?


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