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Educação e liberdade: apontamentos para uma prática pedagógica não coercitiva

Introdução

No debate sobre temas referentes à liberdade, a perspectiva abordada pela tradição liberal é ver a liberdade como liberdade negativa. Neste ponto de vista a liberdade é um conceito formal, sendo resumido à máxima "liberdade é ausência de coação". Para uma discussão política puramente teórica é importante que o termo esteja bem definido, porém há outros pontos que podem enriquecer o debate acerca da liberdade.

O que a tradição — não apenas liberal, mas filosófica — negou durante muito tempo foi a presença do corpo. A liberdade pode ser conceituada, mas a condição de estar livre é sentida no corpo. Uma algema retirada do pulso não é simplesmente a ausência da coação para com a mobilidade, há uma experimentação física. O metal gelado é retirado da pele, o sangue passa a circular melhor e há o regozijo da troca da condição de preso para a condição de livre. Todo regozijo é sentido no corpo, há alteração da frequência cardíaca, no ritmo da respiração e diversas outras mudanças físicas e hormonais que vão do suor à tremedeira.

Com isto, não intento dizer que a liberdade resume-se às alterações físicas que proporciona. Contudo, a coação para com o indivíduo não pode ser resumida como uma coação apenas formal, pois a coação é também uma coação para com o corpo. É intuito abordar a liberdade num contexto escolar-educacional levando em conta os processos de amarras físicas que a escolarização produz e multiplica.

Uma abordagem apenas política e econômica é capaz de discutir temas referentes à qualidade, à eficiência e ao direito, por exemplo. A perspectiva deste trabalho é discutir a possibilidade de um ensino não coercitivo.

É tema recorrente nos escritos deste autor a questão da obrigatoriedade. A realização política prussiana da obrigatoriedade legal do envio dos infantes, reproduzida posteriormente pelas outras nações que se consolidavam na modernidade, não é uma obrigatoriedade apenas conceitual. As consequências físicas para este tipo de decisão constitucional são a retirada do tempo de vida, o confinamento espacial, o condicionamento físico e motor, bem como todo tipo de conformismo social através do domínio psicológico. Estas formas de controle e domínio poderiam ser facilmente abolidas com a abolição do sistema educacional e das condições jurídico-criminais que obrigam os pais a enviarem seus filhos para a escola.

Entretanto, seria ingenuidade imaginar que apenas a não obrigatoriedade educacional-escolar construiria um ambiente de plena ausência de coação. Há diversos fatores que impedem a plena realização da liberdade dentro deste tema. Um primeiro problema é a constatação de que nem todos os pais possuem condições intelectuais e temporais para realizarem o ensino domiciliar (homeschooling). É preciso frisar que uma defesa da liberdade é a defesa de que os pais que desejarem aplicar esta modalidade de ensino devem estar livres para fazê-lo. Sem a obrigatoriedade de enviar filhos para uma escola, alguns pais escolheriam ensiná-los em casa, mas muitos outros pais, desejosos em educar e seus filhos e sem tempo ou condições, continuariam a enviá-los para uma escola. Por este motivo é preciso pensar não apenas num ambiente sem coação estatal, mas também numa prática pedagógica não coercitiva. É incompatível uma luta contra o poder coercitivo do estado e a manutenção de uma prática coercitiva.

Prática pedagógica livre

A primeira necessidade é discutir o modelo pedagógico desejado para a prática da liberdade, tendo em vista que as escolas não deixarão de existir mesmo com o fim da obrigatoriedade da escolarização.

Começando com a produção bibliográfica libertária há o livro Education: Free and Compulsory de Murray Rothbard. Neste paper, o fundador do moderno libertarianismo aponta que o melhor ensino é aquele realizado numa relação um para um (ROTHBARD, 1999). Significa que vê no antigo modelo de tutoria, no qual o preceptor se dedicava exclusivamente ao aprendiz, a melhor realização do processo de ensino-aprendizagem. Não é um mero detalhe o fato deste modelo ter um alto custo. É preciso um preceptor que possua fluência em diversos saberes. Seu tempo de dedicação é um bem e precisa ser justamente ressarcido, isto é, o valor pago deve ser um acordo entre ele a família de seu aprendiz. O custo elevado torna esta modalidade inviável para todos os bolsos, além de sua inviabilidade devido a falta de profissionais capacitados.

Na esfera do factível Rothbard (1999) retoma um antigo conceito. Defende um ensino de conteúdos primários, isto é, ler, escrever e contar. A criança precisa tomar posse da leitura e escrita para que possa usar tais ferramentas para conhecer a produção intelectual da humanidade. A matemática é a ferramenta necessária para desenvolver o raciocínio lógico e é o suporte para se relacionar com os números. Saber contar é saber viver no mundo, saber trocar, medir, pesar.

É certo que um conteúdo basilar permite uma abertura de horizontes e possibilidades. A discussão acerca do que ensinar é extensa. Contudo, faz-se mister comentar um pouco sobre um ponto doravante esquecido ou deixado à margem nas discussões libertárias que priorizam os aspectos políticos e econômicos, a saber, o como ensinar.

Conteúdos devem ser pensados conjuntamente com o método de ensino. Independente de ser escolar, domiciliar, tutorial, o ensino precisa ser dado de modo que não exista coação. É preciso aliar um ensino eficaz com a liberdade e aqui é preciso pensar em alguns pontos.

Referente ao ensino escolar, contexto no qual há uma estrutura hierárquica, um colegiado e discentes das mais variadas culturas, a escola tradicional impõe uma excelência e disciplina que necessita ser seguida. Neste sentido trata os alunos da mesma forma que a tradição liberal trata os cidadãos. Todos são formalmente iguais. Esta igualdade formal não leva em conta a individualidade, a pessoalidade e o fato de indivíduos possuírem estruturas mentais e psíquicas diferentes dos demais pares. Formalmente o tratamento igual pode ser uma caracteriza interessante, mas pedagogicamente é preciso levar em conta o indivíduo, sem lidar com uma sala de aula como se houvesse homogeneidade.

Se o melhor ensino é o individual, não o coletivo, como educar coletivamente sem que o ritmo e os conteúdos sejam violentos para as crianças? No pensamento pedagógico há algumas possibilidades.

Um modelo pedagógico que se preocupou, em parte, com esta problemática foi o movimento da Escola Nova. Um dos pontos levados em conta por pensadores como John Dewey, Maria Montessori e, salvo as devidas diferenças, Jean Piaget, é pensar em quem está sendo ensinado. É preciso compreender o indivíduo que está aprendendo, seus interesses, anseios e estrutura psicológica. Neste sentido, a escola precisa levar em conta o tempo de aprendizado da criança, seu interesse em aprender e suas capacidades motoras, psicológicas e intelectuais. Apesar de não serem totalmente não dirigistas, os escolanovistas pensaram elementos que permitem uma liberdade de aprendizado e, em certo grau, levam em conta o momento e interesse da própria criança. Tais princípios colaboram na elaboração de uma pedagogia não coercitiva em comparação com a pedagogia tradicional.

Muito mais centrada na ideia de não direcionar a criança está a proposta não diretiva de educação, da qual Carl Rogers é seu principal defensor. Para ele o professor deve ser um facilitador do desenvolvimento, mas este ocorre internamente na criança. A educação é centrada na criança, que deve se autorrealizar enquanto indivíduo. O centro deste modelo educacional é o self (eu). A criança precisa valorizar e buscar constituir a si mesma. Currículos e avaliações não possuem espaço, pois "toda intervenção é ameaçadora, inibidora da aprendizagem" (LUCKESI, 2011, p. 79).

De encontro aos modos de pensar acima há o pensamento progressista, que foca na construção de um indivíduo crítico perante a realidade. Este projeto libertador, na concepção freireana, é marcado por um engajamento político de transformação social. A transformação, porém, é marcada por uma visão de mundo inerentemente marxista. Neste sentido, visa influenciar não diretamente o contexto escolar, mas extraescolar, com o intuito de transformar a sociedade conjuntamente com a escola.

Uma perspectiva mais "libertária", no sentido mais anarquista e menos libertarista, ataca a própria estrutura escolar. O ensino deve ter como base a autogestão e a autonomia. Nos termos do pensamento do educador brasileiro Tragtenberg, esta autogestão e autonomia estão relacionadas com o coletivo, no caso os alunos. Esta linha do pensamento, que também faz uma ponte com a ideia de Rogers, tem muito a acrescentar quando se pensa numa educação não coercitiva. Obviamente que numa perspectiva individualista a ideia da construção coletiva tende a encaminhar a prática para determinada heteronomia. Entretanto, o convívio com outros não é determinante para a construção do indivíduo, visto que este não é apenas fruto de interações sociais. A vivência, a experiência e as trocas favorecem o desenvolvimento da individualidade e da pessoalidade dos sujeitos. Por outro lado, numa perspectiva de gestão escolar, escolas autogeridas e cooperativas de pais para proporcionar ensino aos seus filhos são soluções inteligentes no sentido de dissolver custos e propiciar métodos pedagógicos alternativos que estejam de acordo com o ideal de ensino defendido pela associação de pais.

A abertura de possibilidades para pensar uma prática pedagógica livre está feita. Controles escolares como conteúdos, horários, uniformes, uso do espaço arquitetônico, hierarquia e métodos são e devem ser criticados. Todos eles afetam diretamente a ideia de que a criança é dona de si mesma, tratando-a como pertencente aos responsáveis por sua educação, como os pais, professores, sociedade e estado. O não cerceamento da prática escolar possibilita invenções e reinvenções. Este é o papel dos pensadores, professores, educadores e pais que desejam educar.

Certamente que num ambiente sem intervenções como a do Ministério da Educação haveria uma "concorrência" de modelos escolares. Pais observariam resultados e colocariam seus filhos em colégios que se adequassem a aquilo que buscam para seus filhos. Nesta busca por uma utilidade do ensino, pais que visam educar, no sentido amplo do termo, devem se ater aos aspectos não apenas conteudistas, mas também a uma forma de ensino que leve em conta a criança como um indivíduo único.

Homeschooling e relação entre pais e flhos

Discutimos modelos e práticas pedagógicas escolares. Precisamos discutir um pouco outro aspecto da educação, aquela que se dá no primeiro ambiente socializador, a família.

Não há ambiente mais contraditório do que a família. A relação pais-filhos é permeada por problemáticas que envolvem responsabilidades e direitos individuais. O papel e função dos pais e seus limites de atuação constituem enorme debate. A criança ainda não está totalmente constituída e por este motivo há o debate sobre até que ponto os pais devem direcionar seus filhos.

Um bom resumo sobre a questão foi apresentado por Stephan Kinsella, baseando-se nos escritos de Hoppe e Rothbard[1], ao escrever "quem é o dono do corpo de uma criança? Inicialmente, os pais o são, como um tipo de tutor temporário." (2008).

Ao que se segue:

os pais têm mais direitos sobre a criança do que quaisquer estranhos, por causa de seu elo natural com a criança. Entretanto, quando a criança se "apropriar" de seu corpo, estabelecendo o necessário elo objetivo suficiente para estabelecer a auto-propriedade, a criança se torna um adulto, por assim dizer, e agora passa a ter uma melhor reivindicação sobre seu corpo em relação a seus pais. (Idem)

Esta abordagem nos leva a pensar que, enquanto tutores temporários, os pais não devem interferir na propriedade (autopropriedade) de seus filhos, muito menos suprimir suas liberdades tornando suas casas aprisionamentos. A criança deve ser livre para poder sair de casa e é este o argumento de Rothbard para a realização da maioridade, a condição de poder se autossustentar.

Deixando de lado a discussão legal sobre direitos positivos, amplamente discutida por Rothbard e Hoppe, os pais possuem geralmente um desejo moral em educar seus filhos. É neste ponto que é preciso pensar a prática educacional em casa como possibilitador da compreensão da liberdade.

O primeiro ponto é a agressão física. Por mais que ideologicamente pais defendam a palmada, este recurso não é efetivamente bom. Uma punição física pela não adequação a uma regra ou ordem ensina a criança que a agressão é um recurso válido socialmente para conduzir terceiros no caminho esperado. Definições de regras claras, construídas com as crianças são formas mais eficazes. É preciso levar a criança a refletir sobre suas ações para que perceba a violação da liberdade e propriedade de terceiros. Uma educação livre não é obviamente um total deixar fazer. É deixar fazer tudo aquilo que não agrida a liberdade e propriedade de terceiros.

É preciso ter cuidado para que o convívio doméstico não se torne um aprisionamento. Este aprisionamento é uma das críticas feitas aos adeptos do homeschooling. Tendo em vista as práticas pedagógicas centradas na liberdade, os pais precisam estudar e se apropriar das ideias de não dirigismo. Uma das maiores diferenças entre um ensino em casa e um ensino escolar é a possibilidade da criança aprender o que deseja no tempo que deseja. A intencionalidade da criança é o que a motivará a direcionar seus estudos para aquilo que considera de mais valia e esteja de acordo com suas aptidões naturais.

A restrição de atividades, horários e conteúdos torna-se uma reprodução do ambiente escolar tradicional. O aprisionamento corporal pode dar-se em casa, tendo resultados contrários aos desejados pelos pais.

Conclusão

Desejando-se pensar sobre educação e liberdade também é necessário desejar uma educação não coercitiva. Os controles e restrições escolares afetam diretamente o desenvolvimento intelectual, psíquico e físico. É preciso não apenas pensar uma escola sem determinantes políticos e econômicos e seus dirigismos estatais, mas pensar um ensino não coercitivo.

Retirar o estado das questões educacionais possibilita novas invenções pedagógicas da mesma forma que a retirada da coerção pedagógica leva a novas invenções individuais. A realização da plenitude do indivíduo autônomo não ocorrerá sem um ambiente propício. Assim, é preciso que os defensores de liberdades individuais e econômicas pensem sobre suas ações. Pais e professores desejosos em ensinar a liberdade possuem esta tarefa moral para com suas crianças. 


Texto originalmente publicado na Revista Estudos Pela Liberdade, nº 2


Bibliografia

KINSELLA, Stephan. Como nos tornamos donos de nós mesmos.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Filosofia da educação. 3ª. Ed. São Paulo: Cortez, 2011.

ROTHBARD, Murray Newton. Education: free and compulsory. Auburn: Ludwig von Mises Institute, 1999. Original em 1972.



[1] C.F.: Hoppe. Uma teoria sobre socialismo e capitalismo. São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil, 2010, e Rothbard, A ética da liberdade. São Paulo: Instituto Ludwig Von Mises Brasil, 2010.



autor

Filipe Celeti
é bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela mesma instituição.

  • anônimo  26/10/2012 04:18
    De que adianta homeschooling se você tem que ensinar o que o MEC manda?
    E tome filosofia, sociologia, história do ponto de vista marxista...
  • Marcus Benites  26/10/2012 08:44
    Não só. Coisas como: "os ricos exploram os pobres"; "os EUA são capitalistas"; a busca pelo lucro faz mal à sociedade"... E agora, mais recentemente: "o capitalismo gerou uma crise mundial". Isso na parte das "humanas". Nas exatas, a total ausência de qualquer ensinamento de economia ligado às práticas sociais que leve os alunos a questionar as bobagens proferidas nas "humanidades" e, já como disciplina sacralizada na parte de "biológicas", a indefensável "educação ambiental". Eu, como professor de Língua Portuguesa, em escola particular, já tive que trabalhar em sala um texto sobre "a Amazônia garante 70% das chuvas do Sudeste e, sem a floresta, essa região viraria um deserto seco", o que é uma bobagem há muito refutada por cientistas sem compromisso com essa embromação ideológica. E plantam arvorezinhas, e fazem projetos sobre a "preservação da água" (às vezes chove e têm que desenvolver o projeto em sala de aula mesmo), e trabalham textos pseudo-científicos com a bobajada toda esquerdista em toda e qualquer disciplina... Em momento algum, em onze anos em que o aluno passa preso a uma escola, questiona-se a necessidade de existência de um governo ou a tal "democracia"; em momento algum, após tanta verve condenatória sobre o "capitalismo selvagem", se faz a relação óbvia entre ele e um estado que o mantém, sem o qual ele inexistiria. São onze anos formando "gente boazinha e consciente", mas que não passa de uma manada doutrinada e alienada, incapaz de pensar sobre o próprio mundo em que vive. E o pior: os esquerdinhas mais xiitas, aqueles que querem "tentar de novo o comunismo" (150 milhões de mortos não foi o bastante), geralmente gente que não leu dois livros inteiros em toda a vida e tem um caso de ódio com a norma culta da língua, creem, na ignorância sem fim que os compõe, que a sociedade é "de direita" e que devem combater isso...
  • Sérgio  27/10/2012 15:04
    Homescholling é interessante, mas para colocá-lo em prática, de nada resolve abolir a educação estatal. Aí que está o papel da família nuclear. Será que tem condições de criar homescholling sem a família tradicional? Não tem. Se o pai e a mãe trabalham quem vai educar a criança? Se é filho de mãe solteira, ela terá de trabalhar para sustentar a criança, então quem ai cuidar e sustentar a criança? Percebem isso? Não tem como estabelecer o homescholling sem a família nuclear...
  • anônimo  28/10/2012 11:51
    O importante é o precedente né
    Com Home schooling os pais podem se juntar e criar a própria cooperativa
    Tem outro artigo aqui que alguém falou isso nos comentários.Se isso aqui fosse um fórum não ficava uma conversa desorganizada...
  • Victória  02/06/2015 12:55
    Verdade. E além disso, parece que algumas pessoas aqui no Brasil tem um caso de ódio com o empreendedorismo. Lembro-me de quando eu estava na sétima série: eu e mais quatro amigas preparávamos, vendíamos na hora do recreio e ganhávamos um dinheiro a mais com isso. Com o tempo, a cantina da escola - que cobrava preços caríssimos pelos lanches - não gostou da concorrência e mandou a coordenação proibir todos os alunos de venderem comida na escola (e foi isso o que tornou para mim, muitos anos depois, fácil de entender como o Estado forma monopólios). Ainda assim, essa ideia de abrir o próprio negócio ficou firme na nossa mente, e um ano depois, na oitava série, quando um professor perguntou o que queríamos ser, quatro das cinco disseram que queriam ter a própria empresa. Na mesma hora, esse professor -que era bem legal na verdade, admirado pelos alunos, mas que tinha algumas ideias erradas (provavelmente ainda vindas da faculdade) - disse que abrir uma empresa era muito inseguro, que se a empresa quebrasse você ficava sem nada, etc. E quando outra colega da sala disse que queria ser funcionária pública, ele vibrou, dizendo que "estabilidade" é a melhor coisa que existe em um emprego. Portanto, depois de muitos anos desse tipo de educação, das cinco que tinham seu pequeno projeto na escola, três são funcionárias públicas e só duas foram para o setor privado (metade das que iriam originalmente). A maioria é simpatizante das ideias de esquerda, e olhe que todas são muito inteligentes, pessoas capazes que poderiam estar conduzindo projetos cheios de criatividade na iniciativa privada, gerando riqueza, mas que ao invés disso estão em funções públicas burocráticas. E o triste é que isso se repete em inúmeras escolas, por todo o país: estamos "matando", ainda crianças, os empreendedores do futuro com uma educação antiquada, repetitiva, cheia de decorebas e conceitos errados.
  • Renato  26/10/2012 18:33
    Não é bem assim. Se fosse permitido por lei o Homeschooling aqui no Brasil, ainda assim seria uma grande vantagem. Se vocÊ for seu professor, pode contar a verdade para o seu fil, e explicar que o MEC exige respostas diferentes daquelas que você está dando. Tem a vantagem dele entender que orgãos estatais podem defender idéias profundamente erradas. Numa escola pública ele será sujeito a uma lavagem cerebral. Escolas privadas podem ser boas, mas muitas não são. E as melhores são muito caras.

    Quanto ao suposto isolamento, isso não é verdade. Ele terá mais tempo livre com os amigos, se o curso em casa for mais eficiente. Pode fazer inclusive cursos extracurriculares.
  • Renato  27/10/2012 19:23
    Meu comentário apareceu no lugar errado. Era uma resposta ao anônimo que fez o primeiro comentário. E desculpem, por favor os erros de digitação.
  • Fabio  26/10/2012 05:21
    Excelente texto, concordo plenamente. Há uma contradição inerente entre boa educação e compulsoriedade. E professores tornam-se reféns tanto quanto os alunos!
  • Andre Canine  26/10/2012 05:46
    "Certamente que num ambiente sem intervenções como a do Ministério da Educação haveria uma "concorrência" de modelos escolares. Pais observariam resultados e colocariam seus filhos em colégios que se adequassem a aquilo que buscam para seus filhos. "



    Esse é o ponto crucial do artigo. Excelente, por sinal.
  • anônimo  26/10/2012 07:23
    Por falar em homescholling, em seu livro "A Ética da Liberdade", no Capítulo sobre "As crianças e seus direitos" Rothbard foi muito relativista. Ele diz que os pais, al? de não poderem dar umas palmadas no filho, eles não têm a obrigação de assumir a responsabilidade de alimentar a vestir a crainça, e poderiam deixar o filho abandonado morrendo de fome:

    "Aplicando nossa teoria ao relacionamento entre pais e filhos, o que já foi dito significa que os pais não têm o direito de agredir seus filhos, mas também que os pais não deveriam ter a obrigação legal de alimentar, de vestir ou de educar seus filhos, já que estas obrigações acarretariam em ações positivas compelidas aos pais, privando-os de seus direitos. Os pais, portanto, não podem assassinar ou mutilar seu filho, e a lei adequadamente proíbe um pai de fazer isso. Mas os pais deveriam ter o direito legal de não alimentar o filho, i.e., de deixá-lo morrer. A lei, portanto, não pode compelir justamente os pais a alimentar um filho ou a sustentar sua vida. (Novamente, se os pais têm ou não têm mais propriamente uma obrigação moral ao invés de uma obrigação legalmente executável de manter seu filho vivo é completamente outra questão.) Esta regra nos permite resolver aquelas questões complicadas como: será que os pais deveriam ter o direito de deixar um recém-nascido deformado morrer (e.g., ao não alimentá-lo)? A resposta é claramente sim, resultando a fortiori do direito mais amplo de permitir que qualquer recém-nascido, deformado ou não, morra. (Não obstante, como iremos ver a seguir, em uma sociedade libertária a existência de um livre mercado de bebês irá fazer com que tal "desprezo" seja mínimo.)"

    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=18

    Isso estimula a irresponsabilidade. Uma criança não tem os mesmos meios de defesa que um adulto tem, nem fisicamente, nem psicologicamente. Um bebê precisa de alguém para lhe prover alimentos e cuidados, e precisa de alguém que a eduque, e este alguém são os responsáveis pela sua existência: seu o pai e sua mãe.

    Eu apóio a idéia de homescholling, mas é que este capítulo do livro do Rothbard me chamou a atenção. Afinal, homescholling significa que os pais teriam a responsabilidade de educar seus filhos, o que é bem diferente do que o Rothbard defendeu no seu livro.
  • anônimo  28/10/2012 05:12
    Isso é uma conclusão desprezível.Esse parágrafo é a coisa mais eficiente que eu vi na vida pra convencer alguém a NÃO ser um libertário.
  • Renato  28/10/2012 15:06
    Concordo totalmente. A ética de Rothbard me parece cada vez mais absurda. Dar umas palmadas numa criança que aprontou é inaceitável, deixa-la morrer à míngua é aceitável... Não consigo entender como alguém assim tem tantos seguidores.

    Já não gostava desse cara, e desgosto cada vez mais. E o pior é que ele realmente imagina que sua ética é "objetiva". Toda ética é subjetiva, porque seu fundamento só pode ser a lei natural, que é necessariamente subjetiva, embora compartilhada.
  • Fernando Chiocca  29/10/2012 10:34
    Falou cagada Renato.

    Sua opinião sim que é subjetiva, e baseada em ignorância. A ética da liberdade é objetiva, baseada na razão humana e a na natureza humana e exatamente por isso que pode, a primeira vista, desagradar pessoas que se baseiam não na razão e sim na emoção, como você.

    A ética responde a pergunta de o que se pode e o que não se pode FAZER, e não o que se DEVE fazer, i.e., ser obrigado a força a fazer, sendo ameaçado.
    Não, você não pode agredir nenhum ser humano que não tenha agredido primeiro a pessoas ou sua propriedade ou ameaçado de agressão. Filhos são, antes de tudo, seres humanos.
    E não, ninguém é obrigado a ajudar outra pessoa em necessidade. Ninguém pode ser compelido a ajudar outra pessoa.
    Dizer que alguém pode ser compelido a ajudar outra pessoa é o mesmo que chancelar ideias nefastas socialistas como a saúde e a educação públicas.

    E "pais que deixam os filhos morrer" é um problema social comparado a este, ou sequer é um problema?? Pais são os primeiros preocupados com seus filhos.
    E se você discorda e acha "absurdo" um pai ter este DIREITO de não ser compelido (se é que alguém algum dia irá se deparar com essa situação) você pode, assim que descobrir o caso, ir correndo pessoalmente cuidar do filho dos outros e evitar que ele morra de fome.

    Realmente, não dá pra entender como alguém acha a não agressão um problema...
  • Marcus Benites  29/10/2012 12:43
    Eles sempre apresentam hipotéticos problemas pontuais, ligados à psicose de algumas pessoas, como "maltratar animais" ou "agredir os filhos", que poderiam ocorrer mas seriam absolutamente exceções, como próprios de um sistema sem governo... Não há qualquer lógica que ligue uma coisa a outra e, pior, tais coisas acontecem até com bastante frequência nas sociedades atuais, regidas por governos... O sistema estatal propicia, pelo monopólio incompetente e ineficiente da lei e da justiça, que essas coisas aconteçam com mais frequência.
  • Sérgio  29/10/2012 13:48
    Cuidar dos filhos e alimentá-los é uma questão de RESPONSABILIDADE. Eu, por exemplo, não tenho filho, então eu não cuidar de filho de outros. O PAI e a MÃE que geraram o filho, portanto o PAI e a MÃE que tem a RESPONSABILIDADE de mantê-lo e educá-lo.
    Ademais, este raciocínio se contradiz com a idéia de homescholling, como haverá homescholling se os pais não assumem a responsabilidade e manter, cuidar e educar o filho.
  • Renato  30/10/2012 02:38
    Fernando\r
    \r
    Jamais vou concordar com isso.
  • anônimo  05/11/2012 01:03
    'Os pais, portanto, não podem assassinar ou mutilar seu filho, e a lei adequadamente proíbe um pai de fazer isso. Mas os pais deveriam ter o direito legal de não alimentar o filho, i.e., de deixá-lo morrer.'

    Ok, suponha que eu entenda a segunda parte como: 'se um pai imbecil resolve não dar comida pro filho dele, EU não tenho que ser forçado a dar dinheiro pra ele sustentar o filho dele'.
    Mas e quanto à primeira? 'a LEI proíbe um pai de matar seu filho'.Se ele faz isso eu tenho que ser obrigado a pagar pela polícia, pelo julgamento ou sei lá, prisão ou execução?
  • Jeferson  26/10/2012 07:23
    Primeira vez que leio um artigo no Mises e não gosto. A ponto de me dar ao trabalho de comentar pra explicitar isso...
  • Marcos Campos  26/10/2012 08:53
    Imaginar que alguns anos atras, estava por caminhar pela praia com um amigo trocando ideias justamente sobre tudo isso.

    Excelente artigo, eu não faria melhor.

    Uma pena porém soar como utopia aos ouvidos da maioria. uma pena.
  • Antônio Galdiano  26/10/2012 14:32
    Há um ponto do texto que merece um pouco de discussão:
    "É preciso ter cuidado para que o convívio doméstico não se torne um aprisionamento. Este aprisionamento é uma das críticas feitas aos adeptos do homeschooling. Tendo em vista as práticas pedagógicas centradas na liberdade, os pais precisam estudar e se apropriar das ideias de não dirigismo. Uma das maiores diferenças entre um ensino em casa e um ensino escolar é a possibilidade da criança aprender o que deseja no tempo que deseja. A intencionalidade da criança é o que a motivará a direcionar seus estudos para aquilo que considera de mais valia e esteja de acordo com suas aptidões naturais."

    Eu acredito que deve haver algum dirigismo sim, não total e cabal, mas algum deve haver. A criança deve começar a se acostumar com a estrutura da realidade. Vivemos uma realidade de escassez. A liberdade, no sentido negativo, exige uma sociedade industriosa e isso implica em adequar o ensino a essa prerrogativa. A criança deve cumprir alguns pontos básicos do ensino no começo de sua vida de forma a justamente adaptá-la a realidade. Acredito que essa necessidade é inversamente proporcional ao processo de auto-propriedade, mas que faz parte integrante desse processo. Educação sem regras é o mesmo que deixar seu filho a mercê do marxismo cultural que inunda os mais diversos canais de educação. Muitos de nós já foi um igualitarista coercitivo, mesmo no ensino superior lá nos seus 20 anos. Imaginem o que é isso para uma criança. A educação serve também para transmissão de valores civilizacionais os quais não são espontâneos, requerem esmero e clareza em sua transmissão.
  • Renato  26/10/2012 18:05
    Os colegas comentaristas devem ter notado que não sou exatamente um libertário, embora acredite muito nos ensinamentos de Mises. Como não costumo concordar muito com Rothbard, também aqui divirjo bastante do autor, que segue Rothbard. Notei que Montessori é citada de forma relativamente favorável. Tenho dificuldades com isso. A Itália fascista foi a primeira experiência mais ampla de Montessori, e aparentemente ela não tinha nada contra aquele governo. Bom, penso coisas horríveis dos fascistas, mas não penso que eles eram idiotas. Se o método de Montessori lhes pareceu muito apropriado, isso não deve ser bom sinal. Mas não para por aí, há uma multidão de professores socialistas brasileiros que amam o método de Montessori. Se fascistas e marxistas estão de acordo em algum ponto, isso me deixa assustado. Porque pessoas que amam a coerção, ensinariam usando um método que não servisse aos seus propósitos? Há textos interessantes sobre os fascistas e o método de Montessori na internet.

    Sobre Rogers, também tenho minhas dúvidas, talvez apenas pré-conceito, influenciado por uma irmã que estudou psicologia. Então não vou me alongar sobre isso, porque não tenho condições de debater algo sobre o que não tenho bom conhecimento.
  • Filipe Celeti  14/12/2012 11:51
    Renato,

    Você deve, provavelmente, estar se referindo ao artigo do Heitor de Paola no qual tece críticas a Montessori.

    Eu gosto de obra, não de vida. Críticos do liberalismo criticam Hayek pela sua proximidade com o ditador Pinochet. Esse tipo de análise pode até ser importante, mas creio haver um enorme engano quando se afirma que Montessori é amada por marxistas.

    Toda a literatura pedagógica associa o pensamento montessoriano com a tradição da escola ativa (ou escola nova). Montessori está próxima do pensamento de autores como John Dewey, Ovide Decroly e, dada as devidas diferenças, Piaget.

    Essa turma não é socialista, do modo como os socialistas pensam o socialismo. Podem ser socialistas do modo como um liberal radical vê o mundo.

    Pensamento socialista na educação é muito mais: Freinet, Manacorda, Makarenko, Paulo Freire, Saviani, Snyders, Bourdieu e diversos outros.

    Não sou um defensor do pensamento completo de Montessoria, mas ela tem muito a acrescentar aos que desejam pensar numa prática pedagógica eficiente e que leve em consideração o indivíduo.
  • Getulio Malveira  27/10/2012 09:20
    Gostaria que o texto tivesse se alongado mais sobre a questão da desestatização da educação e de como os mercados poderiam fornecer as opções pedagógicas para a livre escolha. Quanto a questão de modelos didáticos, creio que o meu colega há de admitir que a imensa maioria dos professores sequer se lembra de nomes como Rogers ou Piaget no quotidiano escolar. A crença comum e implícita entre nós parece ser a de que o sucesso da educação depende exclusivamente das capacidades individuais dos alunos e dos professores: há o bom professor e há o bom aluno. Entrando no mérito da questão da autonomia, seria preciso definir melhor o sentido desse termo. Em uma longa tradição, que passa por Aristóteles e Kant, a autonomia é uma capacidade e não uma propriedade natural dos indivíduos: uma coisa é dizer que os indivíduos deveriam se educar de forma autônoma, outra é dizer que tenham capacidade para isso. Nesse ponto, creio que a educação será sempre dirigida, principalmente quanto a determinação do currículo. E, nesse caso, tudo se resume a retirada do estado da regulação dessa atividade, deixando aos mercados a determinação das opções curriculares, pedagógicas e didáticas para a escola dos pais.
  • Renato  27/10/2012 15:21
    Prezado colega

    Já que citou Piaget, devo dizer que não confundo-o de forma nenhuma com sua suposta discipula Montessori. Minha crítica é só a ela, jamais a Piaget, do qual, o pouco que li, me pareceu genial.

    Mas devo concordar com você. Realmente, o discípulo não tem condições de estabelecer o seu curriculo, a não ser que ele próprio tenha uma inteligência altamente superior. Eu gostaria muito de colocar meu filho sob a educação de um tutor ou seguir um método de educação em casa, ou inscreve-lo numa escola mantida por uma cooperativa de país de alunos. Mas jamais o deixaria fazer livremente seu currículo, embora eu penso que seja muito útil ficar atento às inclinações da criança para mudar de forma inteligente as abordagens e até o curriculo. Então penso que o aluno, mesmo criança, pode influenciar o curriculo, mas não escolhe-lo totalmente.

    Considero a desestatização da educação um dos pontos de maior concordância minha com os libertários. É fato comprovado que a educação basica, nos EUA, diminuiu de nível conforme a intromissão dos governos (principalmente o federal) aumentou.
  • Filipe Celeti  14/12/2012 12:02
    Getúlio,

    Aqui no IMB há diversos artigos abordando a desestatização da educação, confira: mises.org.br/Subject.aspx?id=10
  • Renato  28/10/2012 13:12
    Um artigo impressionante do inteligentíssimo Walter Willians:

    www.midiasemmascara.org/artigos/educacao/13541-a-classe-baixa.html
  • manel  29/10/2012 11:04
    O estado não deve doutrinar... Mas deve ser o garante do acesso ao ensino para todos. Não concordo com estas ideias, tanto mais que não são aplicadas mesmo em países de direita, quanto mais aqueles que seguem modelos sociais de esquerda
  • Leandro  29/10/2012 14:19
    Prezado Manel, não sei como estão as coisas aí em Portugal, mas, aqui no Brasil, o estado é o efetivo controlador da educação -- pública e privada -- por meio do Ministério da Educação, que foi criado em 1930, mas cuja atual estrutura regimental só ficou estabelecida realmente em 2003. De lá pra cá, a cultura, o intelecto e o preparo dos estudantes brasileiros entrou em queda livre. As pessoas estão cada vez mais ignaras e, consequentemente, mais aptas a aceitar todas as ordens que o estado lhes dá. Seria preciso você morar aqui e vivenciar o desastre para entender essa calamidade.

    Frente a isso, pedir mais estado cuidando da educação deveria ser encarado como apologia ao crime.

    Abraços!
  • Sérgio  29/10/2012 16:28
    Lá é como cá:

    "O Sistema Educativo em Portugal é regulado pelo Estado através do Ministério da Educação e Ciência, antigos Ministro da Educação,[1] e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.[2] O sistema de educação pública é o mais usado e mais bem implementado, existindo também escolas privadas em todos os níveis de educação.

    Em Portugal a educação é iniciada obrigatoriamente para todos os alunos aos 6 anos de idade (podendo iniciar-se aos 5 caso o aluno faça 6 anos no ano de entrada). A escolaridade obrigatória é de 12 anos."

    pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o_em_Portugal

    "O Ministério da Educação e Ciência define, coordena, executa e avalia as políticas de educação, do ensino básico ao ensino superior, e da ciência. É também responsável pela qualificação e formação profissional.

    O Governo definiu várias prioridades para as políticas de Educação e Ciência entre as quais se destacam:

    - Criar uma cultura de rigor e avaliação em todos os níveis de ensino
    - Dar autonomia às escolas e liberdade aos pais para escolherem a que querem para os seus filhos
    - Aumentar o sucesso escolar e a qualidade da educação
    - Reorganizar a rede de instituições do ensino superior e a qualidade dos cursos
    - Apostar na excelência para reforçar a ciência.

    www.portugal.gov.pt/pt/os-ministerios/ministerio-da-educacao-e-ciencia/sobre-o-ministerio-da-educacao-e-ciencia.aspx

    Não e à toa que Portugal está tão quebrado quanto a Grécia e a Espanha. E pensar que o Brasil segue o mesmo rumo.
  • EDER CHAVANTE  10/05/2016 19:40
    É impressão minha ou esse texto ficou bem parecido com o discurso que escuto da boca dos meus professores comunistas na Faculdade de Pedagogia? Esse site está promovendo este discurso? Educação libertária? Problematizar a realidade? Educação não-coercitiva por partes dos pais? Liberdade das crianças sobre o próprio corpo? Sério isso?! Que absurdo é esse?!!!
  • vladimir  05/11/2016 20:11
    Respondendo como deve ser a instrução: nível básico.
    Língua portuguesa.
    Matemática e gestão financeira básica.
    Ciências naturais.
    História.
    Geografia.
    Instrução nível intermediário:
    Lógica.
    Autodefesa e sobrevivência.
    Curso profissionalizante.
    Ética.
    Educação física e saúde.
    Instrução nível avançado.
    Empreendedorismo.
    Liderança.
    Criatividade.
    Inovação.
    Auto domínio.


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