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É verdade que os capitalistas possuem maior poder de barganha que os trabalhadores?

Em resposta ao meu artigo anterior, no qual expliquei por que foi o capitalismo, e não os sindicatos, quem nos propiciou mais tempo de lazer, menos horas de trabalho e maior remuneração (o número de horas de trabalho necessárias para se obter os mesmos bens e serviços caiu acentuadamente ao longo tempo), várias pessoas entraram em contato comigo para me perguntar: "Mas não estariam os trabalhadores em desvantagem caso negociassem individualmente por salários?  Não seria exatamente por esse motivo que os sindicatos são valiosos?"

Apenas para deixar claro, jamais disse que sindicatos, em teoria, não possuem valor algum.  Porém, ainda assim, a resposta para esta pergunta é um inequívoco "não".

O argumento do "maior poder de barganha" sempre foi o mais importante argumento em prol do sindicalismo e de todos os privilégios legislativos que os sindicatos desfrutam.  Como Mises escreveu em Ação Humana, essas "ideias deturpadas são o principal fundamento ideológico do sindicalismo operário e da política trabalhista de todos os governos . . ."

As ideias são deturpadas porque elas são tipicamente defendidas por propagandistas sindicais ou por seus defensores acadêmicos que não possuem nenhum conhecimento econômico mais profundo.  É claro que todos os empregadores querem pagar o menor preço possível pelas coisas que compram — como os serviços de mão-de-obra —, e cobrar o maior preço possível pelas coisas que vendem.  Quem não quer?  Todos queremos.  Porém, a realidade econômica impõe limites a estas quimeras.

Nos mercados de trabalho, a concorrência entre os empreendedores garante que haja uma íntima relação entre os salários e a 'produtividade marginal da mão-de-obra'.  A produtividade marginal da mão-de-obra mensura o aumento da produção (ou seja, a produção marginal) em decorrência do emprego de uma unidade adicional de um fator de produção — um bem de capital como uma máquina, por exemplo.

Esse produto adicional, ao ser vendido, trará um aumento da "receita marginal", que é justamente a receita trazida pela venda dessa produção adicional. 

A multiplicação da produção marginal — bens ou serviços que o trabalhador produziu em um determinado período de tempo — pelos preços finais pagos pelos consumidores por estes produtos fornece a 'receita marginal da produção', que é o que irá determinar os salários dos trabalhadores. 

Para resumir toda esta ladainha microeconômica: quanto maior a produtividade de um empregado, mais bens ele produz utilizando os mesmos insumos.  Consequentemente, mais bens a empresa pode vender.  Consequentemente, maior será a sua receita.  E quanto maior a receita de uma empresa, maior tende a ser o salário de seus trabalhadores. 

Os trabalhadores, portanto, se tornam mais valiosos para os empregadores se a sua produtividade aumentar.  E as medidas que aumentam a produtividade são o investimento em capital feito pelos empregadores (o que torna a mão-de-obra mais produtiva e, consequentemente, mais valiosa), o aperfeiçoamento tecnológico (os quais normalmente são o resultado de investimentos feitos pelos empregadores em pesquisa e desenvolvimento) e a melhora do capital humano, que é resultado da educação, do treinamento, da experiência e de aprendizagens de todos os tipos.

Se, em um ambiente capitalista e competitivo, um empregador tentar explorar alguns ou todos os seus empregados, ele irá simplesmente criar uma oportunidade de lucro para seus rivais, desta forma prejudicando seu próprio empreendimento.  Se a receita marginal do produto de um empregado é, por exemplo, $2.000 por mês de trabalho, mas este empregado estiver recebendo de salário apenas $1.000, então será lucrativo para um empreendedor concorrente contratar este trabalhador por $1.200, $1.300 ou até mais, pois ele ainda assim conseguirá obter lucro e, principalmente, irá tomar a mão-de-obra de seu concorrente.  Como escreveu Mises, "Rapidamente surgirão pessoas ávidas para se aproveitar da diferença entre o nível de salários existente e a produtividade marginal da mão-de-obra.  Sua demanda por mão-de-obra fará com que os salários voltem ao nível compatível com a produtividade marginal da mão-de-obra."

Mesmo que alguns empregadores de fato optem por explorar seus empregados pagando-lhes salários muito abaixo de sua receita marginal, ainda assim não é possível provar que isso irá lhes beneficiar.  Se houver uma intensa concorrência de mercado entre os bens produzidos pela economia, essa concorrência pode obrigar estes empreendedores a repassar esta poupança de custos para os consumidores na forma de preços mais baixos, e isso irá beneficiar todos os assalariados da economia.  Daí a importância de se manter a economia a mais aberta e desburocratizada possível para a livre concorrência. 

A única maneira concebível de uma exploração de trabalhadores durar é se houvesse um cartel universal de empregadores e tal cartel fosse inquebrantável, com todos os participantes se comprometendo a não romper o acordo e a pagar salários muito abaixo dos níveis da produtividade marginal.  Mas o único exemplo conhecido de um arranjo assim — um cartel com a exploração universal dos trabalhadores — foi justamente o socialismo, arranjo em que o estado é o empregador monopolístico.  Tal arranjo jamais ocorreu — e jamais poderia ocorrer — sob o capitalismo por causa dos bem conhecidos incentivos individuais para se romper o cartel, vender mais barato, atrair mais demanda e aumentar as receitas.  "Em nenhuma época e em nenhum lugar há exemplos da existência de tais cartéis em uma economia livre.  Um monopólio de demanda de mão-de-obra não pode existir, e não existe, num mercado livre e não obstruído. Só pode existir em decorrência de restrições institucionais que impeçam o acesso à atividade empresarial", escreveu Mises.

Outra razão para a falácia do "maior poder de barganha" é que aqueles que recorrem a esta dúbia teoria falam como se a "mão-de-obra" fosse homogênea, quando ela inequivocamente não é.  Mises explicou o problema deste raciocínio com o brilhantismo de sempre:

O que é comprado e vendido no mercado de trabalho não é "trabalho em geral", mas sim determinado tipo de trabalho capaz de prestar determinados serviços.  Cada empresário está à procura de trabalhadores que sejam capazes de executar tarefas específicas, necessárias à realização de seus planos.  Para contratar esses especialistas, ele precisa convencê-los a deixar a ocupação a que se dedicam no momento.  O único meio de consegui-lo é oferecendo maior remuneração.  Toda inovação que um empresário pretenda realizar . . . requer o emprego de trabalhadores que até então trabalhavam em algum outro lugar.

A realidade é que, contrariamente às afirmações dos proponentes da falácia do "maior poder de barganha", a representação sindical prejudica a maioria dos trabalhadores.  Sindicatos podem beneficiar apenas alguns de seus membros: aqueles mais bem capacitados que não são desalojados do mercado de trabalho em decorrência da exigência sindical de salários acima dos de livre mercado.  Tais trabalhadores, por serem mais capacitados, não se tornam demasiados caros para seus empregadores, mesmo com seu salário artificialmente elevado pelos sindicatos. 

Mas a inevitável consequência disso é que os outros membros dos sindicatos, tipicamente aqueles com menor experiência de trabalho e menos habilidosos, perderão seus empregos nestas áreas.  Afinal, dado que o piso salarial foi artificialmente elevado, contratar os menos capacitados implica prejuízos certos.

Consequentemente, estes trabalhadores menos capacitados irão procurar empregos em outras áreas, principalmente naquelas em que não há trabalhadores sindicalizados.  Por conseguinte, este aumento da oferta de mão-de-obra nestas áreas irá reduzir os salários pagos nestes setores, prejudicando os trabalhadores não-sindicalizados. 

Ou seja, no geral, praticamente todos os ganhos de trabalhadores sindicalizados vêm em detrimento dos salários dos trabalhadores não-sindicalizados que foram privados de oportunidades de emprego pelo poder sindical.

Adicionalmente, em vários países, há uma lei chamada "exclusividade", que dá a um sindicato o monopólio legal da representação de seus afiliados, isto é, das negociações salariais.  Com isso, torna-se ilegal para um empregado membro de um sindicato fazer acordos individuais com seu empregador, ou utilizar um outro agente como mediador para este acordo, mesmo que seja outro sindicato.

Uma consequência destas leis de representação exclusiva é que os trabalhadores mais produtivos de um setor sindicalizado acabam ficando em pior situação por estarem legalmente proibidos de receber um salário mais alto do que aquele da escala sindical.  Com efeito, o efeito da sindicalização foi o de reduzir a dispersão dos salários, isto é, reduzir os salários pagos aos trabalhadores mais produtivos e ao mesmo tempo aumentar os salários dos menos produtivos. 

Em outras palavras, o monopólio sindical das negociações salariais faz com que os melhores trabalhadores sejam prejudicados e os menos produtivos sejam beneficiados.  Este é um dos vários motivos por que os patrões se esforçam ao máximo para impedir a sindicalização de sua mão-de-obra: premiar a mediocridade e penalizar o desempenho superior não é exatamente a melhor maneira de permanecer competitivo em uma economia global.




  • Julio Caldas  15/10/2012 06:35
    Este artigo sobre a atuação dos sindicatos me lembrou o livro de Ayn Rand, Atlas Shrugged, que mostra o início da "crise" em função de decisões dos sindicatos que estimularam comportamentos "preguiçosos" e oportunistas dos trabalhadores. Por fim o personagem principal se nega a participar deste jogo e assiste ao desmoronamento da economia.

    abraço,
    Júlio
  • Rene  15/10/2012 08:47
    Quando o artigo fala que, em certos países, o sindicato possui o monopólio da negociação salarial, a lei da exclusividade, isso inclui o Brasil? (Já estou ciente de que não posso escolher se me afilio ao sindicato ou não, da mesma forma que o imposto sindical é compulsório, retirado diretamente da fonte)
  • Jeferson  15/10/2012 12:08
    Se aplica ao Brasil sim, aqui só pode haver um sindicato por categoria. No entanto, você pode escolher se filiar ou não ao sindicato, o que não pode escolher é a qual sindicato se filiar, nem pode escolher não pagar o imposto sindical, que seria a melhor escolha. Caso se filie ao sindicato, terá que pagar outras coisas...
  • André Luiz S. C. Ramos  16/10/2012 10:07
    Rene, olha o que o dizem alguns incisos do art. 8º da nossa Constituição socialista:\r
    \r
    Art. 8º É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte: \r
    \r
    II - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesma base territorial, que será definida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo ser inferior à área de um Município; TRATA-SE DO PRINCÍPIO DA UNICIDADE SINDICAL, UMA ABERRAÇÃO ENDEUSADA PELOS PELEGOS.\r
    \r
    IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da representação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei; O IMPOSTO SINDICAL É ESSA "CONTRIBUIÇÃO" PREVISTA EM LEI, QUE TODOS DEVEM PAGAR, ATÉ OS NÃO FILIADOS. ALÉM DISSO TEM AINDA A CONTRIBUIÇÃO VOLUNTÁRIA QUE O FILIADO DÁ.\r
    \r
    V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato; NÃO OBSTANTE, VOCÊ NÃO PODE CRIAR MAIS DE UM... E QUANTO ÀS ORGANIZAÇÕES PROFISSIONAIS, TODOS SABEMOS QUE ESSA REGRA NÃO SE APLICA. ADVOGADO TEM QUE SE FILIAR À OAB, MÉDICO TEM QUE SE FILIAR AO CREA, ENGENHEIRO TEM QUE SE FILIAR AO CREA, E ASSIM VAI. A REGULAMENTAÇÃO DE PROFISSÕES AVANÇA ASSUSTADORAMENTE NO BRASIL. EXISTEM QUASE CEM PROJETOS DE LEI NESSE SENTIDO TRAMITANDO NO CN.\r
    \r
    VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente, até um ano após o final do mandato, salvo se cometer falta grave nos termos da lei. OS PELEGOS SÃO ESTÁVEIS! PRECISA COMENTAR?\r
  • Patrick de Lima Lopes  15/10/2012 09:24
    Excelente artigo, entretanto, eu gostaria de aproveitá-lo para matar alguns ratos argumentativos que deixei passar por vergonha de perguntar ou porque ainda não cheguei na parte da obra de Rothbard em que tais temas são abordados.

    1. "$2.000 por mês de trabalho, mas este empregado estiver recebendo de salário apenas $1.000, então será lucrativo para um empreendedor concorrente contratar este trabalhador por $1.200, $1.300 ou até mais, pois ele ainda assim conseguirá obter lucro e, principalmente, irá tomar a mão-de-obra de seu concorrente."

    Excelente exemplo. Entretanto, e quanto às profissões onde máquinas não podem aumentar a receita marginal do trabalhador e sim tecnologias como o aumento do público por profissional? (Vide professores). O raciocínio será o mesmo?

    2. E se eu obter um determinado bem de capital que requer uma completa substituição do tipo de mão de obra? Por exemplo, eu tenho uma fábrica de móveis. Preciso de muitos artesãos. Entretanto, consigo uma máquina que faz o serviço de todos eles mas que precisa de um engenheiro mecânico para funcionar. Óbvio que meus trabalhadores irão ter um aumento em sua receita marginal, mas meus artesãos não serão mais compatíveis com o tipo de serviço.
    (Não pretendo discutir aqui aquele irracional dilema da "Automação piora o mundo!" pois todos sabemos que não é verdade.)

    3. E quando esse terceiro bem de capital anula ou aproxima muito a produtiva de todos os trabalhadores? Ou seja, faz com que a receita marginal de qualquer trabalhador independente de sua qualificação seja igual ou extremamente próxima a ponto de a diferença ser desprezível? (Sendo assim, faz com que a retórica sindicalista seja real e toda a mão de obra torne-se idêntica em todos os aspectos produtivos).
    Eu não poderia simplesmente contratar novos trabalhadores, com mínima qualificação e que ofereçam os salários mais baixos?

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    Bem, irei parar por aqui. Para dizer a verdade, conheço uma forma de responder todas as perguntas acima, entretanto gostaria de saber outras réplicas vindo de quem estudou mais a fundo o tópico.

    Obrigado.
  • Jeferson  15/10/2012 12:43
    1. "$2.000 por mês de trabalho, mas este empregado estiver recebendo de salário apenas $1.000, então será lucrativo para um empreendedor concorrente contratar este trabalhador por $1.200, $1.300 ou até mais, pois ele ainda assim conseguirá obter lucro e, principalmente, irá tomar a mão-de-obra de seu concorrente."

    Excelente exemplo. Entretanto, e quanto às profissões onde máquinas não podem aumentar a receita marginal do trabalhador e sim tecnologias como o aumento do público por profissional? (Vide professores). O raciocínio será o mesmo?


    Este seu exemplo é o que torna mais improvável a redução salarial, pois o empregador tem um aumento direto na receita, e consequentemente na produtividade. É justamente neste caso que é menos interessante pra ele ter um profissional menos qualificado, pois isso reduz a probabilidade dele conseguir "encher a sala de aula" (tomando carona no seu exemplo) tendo professores menos qualificados. A primeira proposta de redução salarial faria o profissional imediatamente se mobilizar para procurar um emprego melhor, e como o salário médio da profissão (conforme exemplo) é $ 2.000, ele facilmente encontraria um por, por exemplo, $ 1.900. Isso poria o seu atual empregador em uma situação difícil junto a seus clientes, e ele teria fatalmente que substituir seu profissional por um tão qualificado quanto o anterior. Para evitar correr esse risco, é mais provável que ele nem tente reduzir o salário.

    2. E se eu obter um determinado bem de capital que requer uma completa substituição do tipo de mão de obra? Por exemplo, eu tenho uma fábrica de móveis. Preciso de muitos artesãos. Entretanto, consigo uma máquina que faz o serviço de todos eles mas que precisa de um engenheiro mecânico para funcionar. Óbvio que meus trabalhadores irão ter um aumento em sua receita marginal, mas meus artesãos não serão mais compatíveis com o tipo de serviço.
    (Não pretendo discutir aqui aquele irracional dilema da "Automação piora o mundo!" pois todos sabemos que não é verdade.)


    Se isso fosse possível (substituir 100% dos seus artesãos por uma máquina + um engenheiro), a primeira pergunta que você faria é: (Salário de 1 engenheiro + amortização da máquina) < Salário dos artesãos? Se a resposta fosse verdadeira, o empresário efetuaria a substituição imediatamente. Os artesãos provavelmente teriam que se requalificar ou encontrar emprego em outras atividades que possam aproveitar suas habilidades.

    Mas na vida real, dificilmente isso acontece, e o mais provável é que os artesãos sejam substituídos por 1 engenheiro + X operadores, sendo X uma porcentagem do total de artesãos menor do que 100%. Provavelmente alguns dos artesãos serão treinados e irão operar a máquina, outros não vão querer, e vão continuar operando artesanalmente caso haja mercado (e os móveis artesanais serão mais caros que os industrializados). Olhe o mercado de móveis real. Acontece exatamente isso. Existem, basicamente, 3 segmentos nesse mercado, o de móveis totalmente industrializados ("Casas Bahia"), os de móveis "semi-industrializados" (geralmente modulados industrializados, projetados "meio que" sob medida) e os artesanais, geralmente caros. Sendo que os artesanais não são produzidos sem o auxílio de máquinas. Há marceneiros que fazem todo o processo - do projeto à montagem - totalmente sob medida, às vezes com mais opções de acabamento e acessórios do que as empresas de móveis semi-luxo (Dellano, Todeschini, SCA...).

    3. E quando esse terceiro bem de capital anula ou aproxima muito a produtiva de todos os trabalhadores? Ou seja, faz com que a receita marginal de qualquer trabalhador independente de sua qualificação seja igual ou extremamente próxima a ponto de a diferença ser desprezível? (Sendo assim, faz com que a retórica sindicalista seja real e toda a mão de obra torne-se idêntica em todos os aspectos produtivos).
    Eu não poderia simplesmente contratar novos trabalhadores, com mínima qualificação e que ofereçam os salários mais baixos?


    Normalmente você VAI fazer isso, e os profissionais mais qualificados vão ter reduções salariais imediatas e/ou procurar outros empregos com salários iguais, ou com reduções salariais menores. Normalmente os mais qualificados devem se qualificar ainda mais e conseguir empregos que minimamente mantenham seu padrão de vida. Neste tipo de situação (que eu nem sei se já aconteceu no mundo real), provavelmente a produtividade da máquina vai aumentar o lucro do empresário, atraindo novos concorrentes, reduzindo os preços de seus produtos, e consequentemente beneficiando toda a sociedade.

    Eu acho importante destacar que, por mais que a redução de salários seja uma realidade num sistema monetário mais livre da interferência política, o padrão de vida da população é crescente! Pode ver o exemplo do Japão, em que os salários são decrescentes, mas o padrão de vida da população é crescente.
  • Mercado de Milhas  15/10/2012 11:01
    Os empregados sempre estão em desvantagem em relação aos empregadores. A dependência dos patrões em relação aos empregados é maior que a dependencia dos empregados em relação aos patrões. Ocorre que a dependencia dos empregados é mais imediata. Pouco tempo sem receber os salários, já fazem que os trabalhadores se encontrem em desespero. As contas chegando e nada. Enquanto isso os patrões vão vivendo da montanha acumulada graças aos empregados. Portanto, obviamente que, nas negociações, os empregados se ferram pois precisam aceitar logo qualquer migalha.

    Mas, concordo que os sindicatos não ajudam os trabalhadores. A não ser os próprios sindicalistas, que são, basicamente, políticos aprendizem. Ou seja, outros parasitas. Os bons trabalhadores sustentam os maus, como diz o texto.

    solução para os problemas do mundo:
    capitalismo (livre mercado) + renda mínima.



  • Marcus Benites  15/10/2012 18:03
    "Montanha acumulada graças aos empregados"? Ter que aguentar, ainda, "mais valia" por aqui é dose pra mamute!

    Na URSS e em todos os regimes comunistas do século XX "os empregados" pegaram "a montanha" para eles. Ao final de décadas o resultado foi: 150 milhões de mortes estimadas, a maioria de fome...

    Se o trabalho "dos empregados" é tão bom assim a ponto de "acumular uma montanha", por que é que eles foram trabalhar na empresa do patrão e deram "a montanha" para ele então? Fizessem a montanha sozinhos e usufruíssem dela, oras! Será que é por que só se faz "montanha" com o investimento às vezes bilionário "do patrão", que investiu tudo o que tinha, arriscando perder fortunas, em um empreendimento, organizado por ele, "patrão", e o papel dos funcionários é somente ir lá trabalhar pra fazer esse investimento render, sem pôr nada a perder e sem ter que entrar com investimento algum, isso acordado através de um contrato e feito de forma voluntária?

    É tudo muito simples: se o patrão explora o empregado, quer dizer que é um malfeitor para esse empregado. No entanto, o empregado não é obrigado a passar por isso. É só deixar o patrão lá, com sua empresa (o investimento era dele, não do empregado, ou sugere o roubo também?) e ir viver por conta própria. Sozinho, quem irá explorá-lo? Basta que esse trabalhador trabalhe por si e para si. Já que a "montanha" é fruto do seu trabalho, em breve ele estará sobre um Everest! O que não dá pra entender é que a maioria continua nas empresas, de forma voluntária, e quando não consegue trabalho em qualquer uma delas, quase morre de fome... Onde será que a "lógica da montanha" deu errado?
  • Neto  16/10/2012 02:43
    '"Montanha acumulada graças aos empregados"? Ter que aguentar, ainda, "mais valia" por aqui é dose pra mamute! '

    Pois é, esse povo sempre acha que o trabalho de um empreendedor não é nada...não é nada, é tão fácil que eles mesmos não são capazes de fazer o que o empresário faz!
  • SW  16/10/2012 07:48
    Corrigindo, o socialismo matou "só" 100 milhões de pessoas ao todo. 150 milhões é mais do que a população da Federação Russa =)
  • Sérgio  15/10/2012 20:28
    Ao contrário, comuna paspalho. O empregado está trabalhando graças ao capital do empregador. Se o empregador não tivesse montado a fábrica, eles não estariam ali trabalhando e operando. Estariam catando comida nos lixões ou recebendo Bolsa Família do governo. Sem o capital do empregador, sequer a fábrica onde o trabalhador trabalha existiria...
  • André Luiz S. C. Ramos  16/10/2012 10:10
    Suplicy indaviu o site do IMB...
  • Mercado de Milhas  16/10/2012 14:03
    Então tá pessoal! O dono do capital ganha por seus próprios méritos. Aham!

    Quer dizer que uma pessoa que herde uma fortuna, por exemplo, em hotéis (Paris Hiton) tem o mérito sobre os lucros que os hotéis dão ? Ah, vai sonhando!!!

    O dono do capital ganha sim graças a propriedade privada dos meios de produção. Os trabalhadores não tem como produzir sem os meios. Não que eu seja, por conta disso, a favor de estatizar. É sim menos pior ficar em mãos privadas. Mas justo, não é.

    Aqui parece que só tem defensores da propriedade privada. Querem viver de juros e só. Eu não coloco propriedade privada em primeiro lugar, mas sim a liberdade. Liberdade e, depois, propriedade. Quando entram em conflito, fico com a liberdade! Isso é ser liberal.

    Abs!

  • Candidato a herdeiro  16/10/2012 16:07
    Evitei envolver-me nesse debate porque o considerei desnecessário, entretanto, admito que gostei de sua oferta, mercador.

    O que acha que eu ficar com sua casa quando você morrer? O Neto pode ficar com suas roupas e o Marcos pode ficar com as suas ações de sua empresa. Ou quem sabe você possa doar tudo à uma causa que apoie ou simplesmente doar tudo ao estado? Pense com carinho, apenas não entregue suas posses aos seus filhos porque seria algo monstruoso.

    Falando nisso, de alguma forma o fato de você JÁ ter propriedade está afetando a liberdade da sociedade por si só. Como todos nós priorizamos a liberdade frente à propriedade, o que acha de nós tomarmos sua casa e torná-la um espaço público? Não se preocupe, outras pessoas irão cuidar bem dela. Basta ver as ruas de sua cidade e a floresta amazônica, ambos excelentes exemplos de como uma propriedade comum não torna-se uma tragédia.

    Ansioso por sua resposta.
  • Cedric  16/10/2012 17:51
    Se a pessoa não é livre para manter sua propriedade e doa-la a quem quiser, você é contra a liberdade.
  • Marcus Benites  16/10/2012 18:01
    De novo bobagem, bobagem e bobagem! Primeiro, ao de cima: estima-se o número de mortos pelo comunismo em 150 milhões, não havendo referência, é claro, somente à URSS... Tem China, Cuba, Vietnã, Coreia do Norte, tem os mortos ucranianos de fome... Ao outro: se o lucro depende dos "meios de produção", é por isso mesmo que ele fica com o dono deles! Os "meios de produção" valem muito, são a base de tudo! O "justo" é que quem ralou para conseguir tais meios fique com seus dividendos depois, ou não? Os trabalhadores recebem "injustamente"? Como alguém que vende algo voluntariamente pode estar sendo "explorado", me explique sabichão! O dono dos meios de produção compra X horas de trabalho do trabalhador, que as vende, voluntariamente, por valor combinado entre as partes! Sequer é da conta do trabalhador se há lucro e de quanto é, quanto mais que seja dele! Caramba! É de se perder a paciência. Paris Hilton: (... oito, nove, dez) Se ela batalhou ou não pelo dinheiro é da conta exclusiva dela e da família dela, de ninguém mais (a não ser que tenha roubado de alguém, e não foi o caso). Seu pai poupou dinheiro. Seu avô poupou dinheiro. Não gastaram esse dinheiro. Conseguiram e guardaram. Optaram, voluntariamente, por deixar o dinheiro para a filha, para que ela vivesse bem, ao invés de gastar, eles, o dinheiro. Logo: o dinheiro, mesmo em mãos patricinhas, está "aplicado" exatamente onde seus donos queriam. É justo? Claro que é! Eu tenho algo e decido como usar esse algo, sem que isso seja da SUA conta. Eis a essência da propriedade privada! Aliás, Paris Hilton, com toda sua futilidade, é muito mais importante para o mundo que você, afinal sustenta inúmeras famílias e produz riqueza com sua herança. E você, faz o quê?
  • anônimo  16/10/2012 18:28
    O que você chama de justiça?

    Um sistema que abonaria uma pessoa só por ela não ter nascido rica e penalizaria uma pessoa na condição contrária só por ela ter herdado uma herança por exemplo?

    E o esforço de gerações passadas. Não conta? Se a sua família tivesse uma condição favorável você a reveteria em nome de um ideal de justiça? Caridade é uma coisa, resolver as coisas por sisteminhas que idealizam uma realidade e geralmente a realidade dos outros e não a sua é outra..


    Isso seria justo?

    Lembre-se que mesmo uma geração de capitalistas têm que saber onde investir o seu patrimônio, lembre-se também das muitas famílias que outrora foram abastadas e não são mais, a condição inversa também é verdadeira temos vários exem0plos?

    Como implantar um sistema que equalizaria todos?

    Ninguém esta dizendo que os capitalistas querem só viver de juros, o juros por si não é nada, a verdadeira riqueza que retorna o capital investido, não dinheiro produzido em máquinas por decreto estatal ou seja lá o que for.

    O sistema capitalista é apenas o resultado de vários sistemas economicos antepassados que serviam de época em época, não foi algo que alguém humano tenha inventado, é resultado de um processo natural.

    O sistema socialista sim foi inventado, pois na verdade todos nos já somos sociáveis (outros mais outros menos...) e não socialistas podemos ter ideologias mas não podemos viver nelas.


  • Gustavo BNG  16/10/2012 18:37
    Liberdade só existe com propriedade privada.
  • Vagner  16/10/2012 19:44
    Não existe liberdade sem propriedade privada. Liberdade e propriedade privada são coisas que andam junto. Assim que você nasce você já possui uma propriedade que é o seu corpo. Se você tira essa propriedade você perde sua liberdade. E qual o problema da Paris ter herdado a fortuna que sua família tanto lutou pra conquistar? Trabalhe duro pra deixar uma boa herança pro seu filho, assim como a família da Paris fez. Ou vocÊ quer que a fortuna dela seja divida a todos os pobres vagabundos da sociedade?
  • Neto  17/10/2012 02:28
    Mercado...quando você tiver um filho e der um brinquedo pra ele eu tomo e dou pra um moleque qualquer pobre que não tem nada.Afinal seu filho não tem o mérito sobre o dinheiro que comprou o brinquedo.
  • Mercado de Milhas  17/10/2012 14:18
    Pessoal, as pessoas precisam comer, dormir, respirar, etc. Do jeito que vocês falam, parece que a pessoa aceita voluntariamente trabalhar para seu patrão. É claro que não! Ela não tem opção de não comer, não beber água, etc. Essas coisas custam dinheiro. E, se quiser uma vida digna, então custa mais caro ainda.

    Ou seja, se ela nasce num mundo cheio de máquinas, como ela vai progredir sem trabalhar pra alguém ? Você trabalha e o patrão ganha só por ser o dono das máquinas/capital.

    Viver de juros é uma sacanagem. O cara não faz nada e, no fim do mês, tá lá o rendimento. Óbvio que o poder de compra que ele ganhou com juros foi, na verdade, retirado de quem realmente produziu as riquezas. Esse último deixou de comprar em favor daquele que não fez nada.

    Liberdade não existe sem propriedade privada? Talvez. E na miséria? Há liberdade????

    Pois se na miséria não há liberdade e uma vida digna tem custo, fica claro que liberdade custa um pouco de dinheiro. Um imposto para garantir um rendimento mínimo (renda mínima) a todos é, portanto, fundamental para liberdade. Sim, alguns pagariam mais e receberiam menos, sendo "roubados", mas esse "roubo" é plenamente justificavel para garantir um mínimo de igualdade de oportunidade.

    solução para os problemas do mundo:
    capitalismo (livre mercado) + renda mínima.



  • Candidato a herdeiro  17/10/2012 14:52
    Escrevi uma explicação grande, mas apenas leia esse tópico aqui:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1368

    É mais rápido. E aí, você vai dar sua herança aos seus parentes ou evitará tal crime? Ainda espero minha resposta.
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 10:16
    Dentro de limites, a herança é uma boa. Mas ilimitado não. Senão nasceram pessoas com tudo enquanto tem gente que nasce sem nada. Se o mínimo for garantido a todos, em termos de oportunidade razoavelmente semelhantes, então pode herdar tudo. A questão é ter o mínimo.
  • Fellipe  18/10/2012 11:22
    Mercado,

    Já que você é a favor da relativização da propriedade privada, que tal relativizar a SUA? Pelos meus critérios subjetivos eu não tenho o mínimo que necessito para minha sobrevivência, então eu quero que você me supra com um carro sedãn médio por ano e com R$ 10.000 ao mês para minha subsistência. O que você acha? Pelo teor de seus comentários, imagino que você seja alguém muito generoso,e não alguém tomado pela inveja do sucesso alheio.

    Fazer caridade com o dinheiro alheio realmente é muito fácil...
  • Carlos Eduardo  17/10/2012 16:12
    Ora, meu caro, como é que você pode dizer quem é que "não faz nada" ou coisa do gênero? Você está preso a uma teoria de valor ultrapassada e refutada há séculos, a maldita teoria do valor/trabalho. Entenda que as coisas não possuem valor único e intrínseco, e sim que é o consumidor quem, em última instância, decide o valor das coisas, o qual é subjetivo. O empresário faz tanto trabalho quanto qualquer outro, até mais do que os outros, na verdade: é ele o responsável por alocar os recursos de maneira a satisfazer o consumidor. O trabalhador, ao assinar um contrato de trabalho, acredita que os frutos daquele trabalho compensarão o esforço dedicado para fazê-lo, através do recebimento regular de uma quantia fixa estipulada em contrato (algo a que o empreendedor não tem direito: sua renda dependerá da resposta dos consumidores, e isso varia, podendo perder dinheiro caso o investimento deixe de dar resultado, algo que não acontece com o empregado, que ganha uma quantia fixa independente disso). Com o empresário, o oposto: acredita que os consumidores responderão de forma que o dinheiro gasto no investimento valerá a pena, através de lucros, mas sua renda contém uma parcela de risco a que o empregado, por sua vez, não está exposto. De qualquer forma, cada lado vê os resultados desse acordo como positivos para si. Por isso o valor é subjetivo, e não intrinsecamente ligado ao trabalho. Aproveite e leia o artigo que lhe foi recomendado e aprenda que não é o lucro que vem do salário, e sim que é o salário que vem do lucro. Aproveite e deixe de lado sua opinião boçal sobre o empresário que, de acordo com você, "não faz nada". Na verdade, sem o tal empresário que "não faz nada", todo aquele negócio ruiria em questão de tempo. Na verdade, sem ele o negócio nem teria começado.
  • Gustavo BNG  17/10/2012 18:14
    Sugestão sábia: leia o livro Ação Humana (de Ludwig von Mises) e só depois volte aqui pra comentar.
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 06:50
    Prezados,
    eu sou seguidor de Adam Smith, simplesmente o fundador da economia. Depois dele vieram vários, cada um fazendo sua interpretação tosca e distorcendo as idéias lá contidas. Sim, a teoria do valor-trabalho é correta. Tosca é a teoria do valor subjetivo. Até parece!! É tão genérica que não há como dizer que está errada. É a mesma coisa que eu dizer que você é uma coisa. Tá certo, porém altamente impreciso. Se as pessoas fossem completamente diferentes, aí tudo bem. Mas, quem prefere, por exemplo, um carro velho a um carro novo ? Quem prefere água suja a água limpa ? A teoria do valor subjetivo trata como se tudo fosse preferencia pessoal, quando na verdade a maior parte das pessoas tem as mesmas ambições. A semelhança de preferencias é regra, não a exceção.
    Quando um homem-macaco sai de sua toca e controi sua casa, por exemplo, como ele o fez? Com trabalho, tranformando a natureza. Se aquele lugar é mais agradável que o anterior, então ele criou valor/riqueza. E criou como ? Através do trabalho. Não tem nada de subjetivo. Quem prefere morar num buraco a morar numa mansão ?
    Não, o erro que mais de meio mundo cometeu foi pensar que, já que a teoria do valor-trabalho é correta, então o trabalhador é explorado. Como se Marx estivesse certo.

    Vejam esse vídeo e leiam o que ele disse abaixo

    www.youtube.com/watch?v=skx8a90xI78

    Milton Friedman
    "Quando você vai a uma loja e compra esse lápis, você está trocando, na verdade, alguns minutos de seu tempo por alguns segundos do tempo de todos aqueles milhares de pessoas (que cooperaram graças ao livre mercado para fazer o lápis)".

    Trocando tempo gasto para fazer algo útil.
    Tempo gasto para fazer algo útil = trabalho.

    Esse sabia das coisas!

    Abs! E de nada por deixá-los menos aliendados. :-D

  • Catarinense  18/10/2012 09:00
    Como se define o que é útil? Explique-se. Por que algo que é útil pra você pode não ser útil pra mim? E, francamente, você foi explícito na defesa do roubo de pessoas inocentes no seu outro comentário. Espera que alguém ainda te leve a sério?

    Ps. Adam Smith, fundador da economia? Antes dele não havia comércio? Ou você tentou dizer que ele foi o primeiro economista?

    Uma dica, gaste menos tempo tentando convencer os outros que você está certo, e gaste mais tempo lendo. Os outros não chegaram as conclusões que você crê que estejam erradas do nada, do dia pra noite. Os artigos aqui do site são fartos em conteúdo sobre todos os aspectos da economia. Quem vem aqui e estuda o material, só continua ignorante econômico se quiser.
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 09:11
    Não fui explícito no roubo. Coloquei entre aspas, pois não é roubo. Como se chama? Não sei. Mas liberdade requer um mínimo, custa um pouco. Não existe liberdade na miséria. Logo, retirar de uns e passar para outros, dentro de um limite, não é roubo. É correto para se alcançar a liberdade.

    E sim, praticamente tudo que é util pra mim é util pra vc e foi feito através do trabalho. Se vc valoriza um vinho que eu considero lixo, isso é absoluta exceção, não pode ser tomado como se valesse pra tudo. Valor subjetivo é generalizar demais. A origem do valor é o trabalho.

    Adam Smith, esse sabia das coisas.

    Abs!
  • Bruno  18/10/2012 09:47
    Mercado de milhas: "A origem do valor é o trabalho."

    Ok, vou aí na sua casa cavar buracos. Ah, e cobro 100 reais a hora trabalhada. Desnecessário dizer que você me pagará com satisfação, afinal o valor é determinado pelo trabalho, e não pelas preferências de cada indivíduo!

    PS.: E já vou lhe dizendo, antes que você pergunte, que a esmagadora maioria das pessoas sabe que buracos são extremamente úteis (como se não fosse óbvio!). Apenas uma sugestão de como aproveitar esse incrível produto que estou lhe dando a honra de possuir (sou uma alma caridosa): conheço um lugar aqui perto da minha casa onde sepultam pessoas neles em troca de dinheiro!
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 10:11
    Trabalho não é esforço. Você pode passar o dia inteiro no sol, tentando vender picolés, "trabalhando duro". Se , no fim das contas, você não vendeu nenhum picolé, então vc não trabalhou, no sentido real da palavra. O mesmo vale para os seus buracos. Trabalho tem a ver com resultado. Trabalho é só quando vc tranforma algo inútil em útil. Ou aumenta a utilizadade de algo já útil, enfim.. quando vc efetivamente gera uma situação melhor do que existia antes.
  • Bruno  18/10/2012 16:19
    Mercado de Milhas, VOCÊ estar afirmando que algo é útil ou inútil já demonstra como a utilidade é algo subjetivo.

    "Trabalho é só quando vc tranforma algo inútil em útil."
    ...
    "O mesmo vale para os seus buracos. Trabalho tem a ver com resultado. Trabalho é só quando vc tranforma algo inútil em útil."

    Para um cemitério, a abertura de buracos é algo útil. Já que você defende que a utilidade é dada pelo trabalho, e NÃO é subjetiva, portanto os buracos obviamente também são úteis para você. Pois bem, cavo os buracos e você estará me devendo, ok?

    Dizer que a utilidade é dada pelo trabalho, e não pela preferência do indivíduo, não faz o menor sentido, não importa quantas vezes você repita essa sua afirmação.
  • Candidato a herdeiro  18/10/2012 09:56
    Está realmente certo da analogia do vinho?

    Eu produzo vinho, você produz bananas. Nós trocamos vinho por bananas voluntariamente. Por que eu trocaria meu vinho por sua banana se meu vinho tivesse valor superior a mim que a sua banana? Por que você trocaria sua banana pelo meu vinho se ela tivesse valor superior a ele?

    Se eu cavar um buraco no chão por 9 meses, esse buraco irá valer mais que o diamante que eu levei alguns segundos para abaixar-me e tirar do chão enquanto eu estava viajando no Pará?

    Pela última vez, NÃO EXISTE VALOR INTRÍNSECO, todo valor é AGREGADO. Todos os homens valorizam diferentemente pois são diferentes, logo, todo valor é SUBJETIVO a quem o aplica. (Um violinista e um pianista compram um violino. Pagam o mesmo preço. A quem vale mais?)

    Artigo que indico:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1404
  • Catarinense  18/10/2012 10:10
    Tirar o fruto do trabalho de outros sem o consentimento destes? No meu dicionário isto é roubo. Tenho mais o que fazer do que discutir com gente mau caráter, boa sorte com esta sua atitude.
  • Arthur  18/10/2012 10:12
    Seu simplismo é incrível. Vamos assumir que você está certo, e que todos necessitam das mesmas coisas. Mesmo assim, ainda há um espaço gigantesco para valoração subjetiva. Um vai preferir uma casa de campo, outro de praia, há quem gosta de espaços grandes, locais pequenos. Há quem goste de comida italiana, há quem prefira comida de botequim. O trabalho do empreendedor é identificar tendências de consumo e alocar recursos da forma mais eficiente possível.\r
    \r
    A sua argumentação implica que se Bill Gates ou Steve Jobs não tivessem criado suas empresas e seus produtos, eles teriam surgido naturalmente como fruto do trabalho daqueles que atualmente são empregados da Microsoft ou da Apple. A pessoa que percebe uma inovação e a torna possível (empreendedor) realmente não faz trabalho nenhum... só vive de juros.
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 11:30
    Eu não estou dizendo que a valoração subjetiva não existe, estou dizendo que ela é apenas uma parte que influencia no preço, mas não nem de longe 100% o preço.

    A troca do vinho por banana vc sabe bem. É porque eu valorizo mais o que vc tem e vc mais o que eu tenho. Isso porque eu já tenho muito de uma coisa e não me satisfaço por ter um tantão. Vc a mesma coisa, então trocamos. Valoramos as coisas de forma distinta. Ok.

    Mas é uma valoração subjetiva ? Nós somos seres humanos. Temos de respirar, beber água e comer, como um mínimo. Isso não é opcional, que varia de pessoa pra pessoa. Todos nós preferimos um carro novo a um carro velho. Uma água limpa a uma água suja. Saúde a doença, etc, etc e etc. Tudo igual.

    Nossas semelhanças são gigantescas e nossas diferenças mínimas.

    Em relação ao Bill Gates e Steve Jobs, é claro que eles tem o mérito sobre os produtos que criaram. Mas aí vc tá misturando o ganho que tem origem no trabalho (criatividade, inovação) com o ganho que tem origem no capital (ganho pela simples posse dos meios de produção).

    Normalmente os empresários trabalham muito. Mas seu ganho final, que geralmente é contado tudo como lucro, tem origem, na verdade, de muito trabalho + algum lucro.

    Se vc compra ações de uma empresa que vc nunca ouviu falar e tem um ganho com isso pq a empresa produziu mais, obviamente que vc não teve influencia nenhuma sobre o resultado da empresa. Vc nem sabe se ela realmente existe. Esse ganho é 100% por ser dono dos meios de produção. É justo ?

    Imagina que, voluntariamente, todos lhe vendam as terras e vc passe a ser dono do mundo e cobre aluguel de todos os seres humanos. Uma geração depois, seu filho será tido como um tirano pois, como pode uma pessoa cobrar das outras por simplesmente ocupar um espaço no planeta ??? Toda a geração seguinte irá ver com clareza o quanto é injusto o ganho do dono do mundo.

    Ou seja, quanto maior o capital, maior a injustiça.









  • Arthur  18/10/2012 11:49
    "Se vc compra ações de uma empresa que vc nunca ouviu falar e tem um ganho com isso pq a empresa produziu mais, obviamente que vc não teve influencia nenhuma sobre o resultado da empresa. Vc nem sabe se ela realmente existe. Esse ganho é 100% por ser dono dos meios de produção. É justo ?" \r
    \r
    Sim, é absolutamente justo. Ao investir em uma empresa, você está assumindo um risco. Você está apostando que os bens produzidos por essa empresa terão valor superior aos custos de produção. Você está injetando nessa empresa o dinheiro que permite a compra de equipamento e a contratação da mão de obra. Essa mão de obra não teria esse emprego sem esse investimento nessa empresa. Se isso não tem influência no resultado dessa empresa, não sei o que tem.\r
    \r
    "Imagina que, voluntariamente, todos lhe vendam as terras e vc passe a ser dono do mundo e cobre aluguel de todos os seres humanos. Uma geração depois, seu filho será tido como um tirano pois, como pode uma pessoa cobrar das outras por simplesmente ocupar um espaço no planeta ??? Toda a geração seguinte irá ver com clareza o quanto é injusto o ganho do dono do mundo."\r
    \r
    Esse exemplo é absurdo, mas mesmo assim, a resposta é muito simples. Como você mesmo disse, se isso ocorresse voluntariamente, sem nenhuma coerção, sem arma apontada pra cara de ninguém, esse ganho não tem nada de injusto. Todas me venderam VOLUNTARIAMENTE, eu adquiri VOLUNTARIAMENTE e consequentemente faço o que eu quiser com essa propriedade. As minhas gerações futuras se obviamente beneficiarão da minha decisão, assim como as gerações futuras das outras pessoas sofreram em decorrência da decisão de seus pais, mas se foram todas decisões voluntárias, não há tirania nenhuma. Tudo isso, é claro, deixando de lado o óbvio que tamanha concentração de capital é impossível sem o apoio de um instrumento de coerção como o Estado.
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 12:02
    Se vc comprar ações de uma pessoa que tem as ações, a empresa não ganha nada. Vc supôs que eu me referia a um IPO. Mas eu me referia uma uma simples troca de propriedade de um título. Não houve ganho pra empresa investir. Ganhar pela simples posse é sacanagem.

    E no segundo exemplo fica muito claro a injustiça. Você ter que sofrer eternamente por uma decisão tomada por ancestrais é ridículo.
  • Fellipe  18/10/2012 12:37
    Mercado,

    Acate o conselho do Catarinense, abaixe a bola e vai estudar um pouquinho. Recomento começar por aqui:

    O monumental erro em comum entre Marx e Smith - erro que mudou o mundo para sempre (www.mises.org.br/Article.aspx?id=909)

    Ah, e você não respondeu minha pergunta, que tal relativizar a SUA propriedade? Você acha que não merece ganhar o que ganha?
  • Mercado de Milhas  18/10/2012 13:01
    Erro monumental é comparar Marx com Smith.
  • Gustavo BNG  18/10/2012 17:18
    Erro monumental é negar a teoria do valor subjetivo, apenas pra manter-se na felicidade da própria ilusão considerada como definitivamente verdadeira.
    = Delírio de interpretação
  • Fellipe  18/10/2012 18:49
    Mercado:

    Cara você é patético. Ver você espernear sem conteúdo me dá vergonha alheia.

    E você não respondeu minha pergunta, vamos redistribuir a SUA propriedade ou não vamos? Estou ansioso pra você me sustentar.
  • Mercado de Milhas  19/10/2012 05:17
    Não é preciso redistribuir a minha propriedade. Basta cobrar impostos "de todos", que seriam totalmente empregados no renda mínima "para todos".

    Acreditem ou não na teoria do valor-trabalho, estou com Hayek (e Friedman).

    mises.org.br/Article.aspx?id=1124

    Funções do estado, segundo Hayek
    [...]
    Dentre estes bens e serviços temos:

    proteção contra violência, epidemias ou desastres naturais como enchentes e avalanches, mas também várias das amenidades que tornam a vida nas cidades modernas tolerável, principalmente ruas e estradas . . . a provisão de padrões de mensuração e de vários tipos de informação que vão desde registros de terrenos, mapas e estatísticas até a certificação da qualidade de alguns bens e serviços ofertados no mercado.

    Funções adicionais do governo incluem "a garantia de uma determinada renda mínima para todos"
    [...]
  • Fellipe  19/10/2012 08:06
    Mercado,


    Obrigado pela resposta e por confirmar o que eu já desconfiava, que você é um socialista autoritário (é pleonasmo, eu sei, mas é um artifício pra ressaltar meu ponto).


    Quem disse que VOCÊ ou QUALQUER UM sabe melhor o que fazer com MEU dinheiro do que EU mesmo? E ainda eu tenho que ser OBRIGADO a contribuir com o que quer que seja? Porque vocÊ não faz caridade com o SEU dinheiro?


    Esses socialistas, nunca é necessário tirar dinheiro do seu próprio bolso, tirar dos outros é sempre melhor...


    Quando você diz que a solução dos "problemas do mundo" é "capitalismo (livre mercado) + renda mínima", qual é a parte do LIVRE que vocÊ não entendeu? Pelo que eu entendo de qualque progama governamental como renda mínima, trata-se de intervenção,que é o oporto de livre mercado.


    Ah, e sobre Hayek, foi um excelente economista - mas como já disse Mises, seu discurso político era socialista disfarçado de neoliberal, essa sua afirmação da renda mínima é vergonhosa. Todos os serviços que vocÊ sitou são muito melhor prestados pela iniciativa privada. Ou você acha que estamos HOJE bem protegidos pelo estado contra a violência? Ou contra desastres naturais? Será que a chancela da ANP realmente faz com que os postos de gasolina vendam produto de qualidade ou só carteliza o mercado?


    Recomendo que você estude o material sugerido anteriormente por mim e por outros colegas a você, talvez o ajude a entender a sua contradição.


    E por favor, pare de espernear.


    Att,
  • Fellipe  19/10/2012 08:13
    Pessoal,

    Desculpem os erros de português do comentário acima, escrevi com pressa e estou por ora sem corretor ortográfico.
  • Carlos Eduardo  18/10/2012 20:26
    Diga isso aos quase 1 bilhão de hinduístas praticantes do mundo, que consideram a água do imundo Rio Ganges a mais valiosa e sagrada de todas, mais do que a qualquer outra água do Universo, e a uma multidão de pessoas que preferem carros antigos a carros novos, ou que preferem manter seus velhos carros há vários anos por múltiplos e múltiplos motivos sem querer comprar um novo (estéticos, nostálgicos, emocionais, particulares, comodismo, etc, os exemplos são infinitos) e razões pessoais. Aliás, mesmo dentro dos seus exemplos de pessoas que consideram carros novos melhores do que mais velhos, há uma infinidade de particularidades de valoração em cada caso, onde essa opção entra de maneira diferente na escala de valores que cada indivíduo estabelece para si.

    Engraçado é você dizendo que trabalho não pode ser considerado trabalho se não houver "resultado", e o resultado, no caso, seria o consumidor não responder com sua valoração comprando o tal produto, fruto daquele trabalho, afinal, é este todo o sentido da produção (ao contrário do que muitos fazem parecer, de que a produção tem praticamente um fim em si própria, invertendo o real sentido do mercado, que é satisfazer o consumidor). Ao fazer isso, você basicamente está negando a própria posição contrária (ou ao menos, minimizadora) ao valor subjetivo, colocando os dois como duas faces da mesma moeda, já que assim, sem a diferença de valorações subjetivas o trabalho não existe ou então não serve pra nada, confirmando a tese do valor subjetivo e a superioridade desta em relação à idéia de trabalho e valor intrínseco. Se a quantidade de trabalho for relativamente pequena mas mesmo assim o consumidor responder, você está criando valor. Mas se o esforço for mais pesado e mesmo assim o consumidor não responder com sua valoração subjetiva, não importa o trabalho, você estará DESTRUINDO valor. Ou seja, você só está reforçando a superioridade da idéia de valor subjetivo em relação ao valor-trabalho com esse pensamento.

    E você continua a querer generalizar usando somente A SUA PERSPECTIVA como uma espécie de padrão de valor pra tudo. Portanto, seu argumento não passa de uma generalização inaceitável de ideais que VOCÊ considera corretos, imutáveis e verdadeiros. Esquece que os contextos são diferentes, as situações em que essas valorações são feitas dependem de N fatores únicos, e que quanto mais de perto você analisar uma certa quantidade de situações e seus contextos, mais diferenças você vai achar entre elas. Me causa espanto alguém em pleno século XXI, onde a máxima expressão da vontade individual, do pensamento, iniciativa e vontade livres são princípios e idéias consagrados, defender essa visão generalizante, absolutizante, e até coletivista e estruturalista das coisas.
  • Antonio Galdiano  23/10/2012 06:05
    O Mercado de Milhas poderia resolver seu problema de uma outra forma: em vez de impor uma solução coercitiva para humanidade, porque ele não convence as pessoas a comprar de quem pratica doações e de quem se dispõe a doar herança? Porque ele não leva sua vontade ao escrutínio público e convence os consumidores a fazer o mesmo através do mercado? Porque impor a vontade própria pela força e não pela interação de mercado? Em tese, nada o impediria de convencer outras pessoas a ter consumo com "consciência social". Mas na verdade, a maioria das pessoas como ele não fazem isso. Elas quer impor aos outros a solução de um mundo melhor, mas se nega a mudar e a ser o exemplo do que quer ver de melhor no mundo. \r
    \r
    Não é preciso dizer que esse raciocínio o qual critiquei que gerou milhoes de mortes no século passado ao tentar escravizar povos inteiros na prática de teorias feitas em gabinetes.
  • Victor Gabriel Leandro Alves  16/10/2012 07:31
    "O efeito da sindicalização foi o de reduzir a dispersão dos salários, isto é, reduzir os salários pagos aos trabalhadores mais produtivos e ao mesmo tempo aumentar os salários dos menos produtivos."

    Conclusão perfeita!

    Ayn Rand em Atlas Shrugged foi perfeita em mostrar isto!

    Esta é a praga das políticas coletivistas que os seus pregadores ou não sabem ou ignoram. Tabelar salários é injusto pois ignora as diferenças individuais de cada trabalhador. A política socialista é a política de mediocridade, nivelando todo mundo pela média. O resultado disto é cortar os incentivos dos bons e premiar os piores. Quem é bem qualificado não poderá negociar um maior salário e um funcionário medíocre ganhará mais do que poderia, apenas por que existe uma lei para isto.

    É igual ao experimento socialista das notas, na P1, a nota da turma será a média. Após a prova a nota "de todos" foi B, após este resultado, os alunos que se esforçaram mais perderão este incentivo, e logicamente os alunos menos capacitados terão o incentivo de estudar menos, já que tem alunos mais preparados na turma. Então, na P2, a média cai pra C, depois na P3 pra D, e assim o sistema planificado e socializado colapsa com a produtividade tendendo a zero.

    Realmente o maior pecado do coletivismo é ignorar que a ação humana é baseada em incentivos. E realmente ignora, pois em todos os experimentos socialistas o "poder era do povo" no discurso, mas este povo era tratado como gado!

    Não tem como o coletivismo ser mais justo que o individualismo metodológico, pois é o sistema que alguém, principalmente será um burocrata/sindicalista vagabundo que decidirá qual será o salário médio para todos, ignorando as diferenças individuais.

    O resultado está ai para todos, por exemplo a OAB fez uma tabela, dai caso você tenha doutorado em Direito, não importa, quando você for negociar com o cliente, ele se guiará pela tabela ou você poderia perder o cliente para outro que cobraria abaixo da tabela.

    O processo de contratação é uma troca, se um empregador e um empregado aceitar um valor é por que é vantajoso para os dois, é tão difícil aceitar isto? As maiores piadas do direito trabalhista brasileiro são os processos de "equiparação salarial", tanto que mesmo com todo ranço de inveja oriunda do socialismo no Brasil, ainda é muito difícil vencer um processo deste.

    Falácias de apelo a misericórdia soam muito bem num palanque ou num discurso Marxista, mas ainda são falácias!
  • Bright  16/10/2012 17:05
    Se os ancestrais dele fizeram um bom trabalho, indiretamente, ele tem, sim, mérito na herança. Pudera eu ter esse mérito, mas não me sinto injustiçado.

    Quanto a "justiça", sinto lhe informar que isso não existe, não importa qual orientação política, econômica ou religiosa você siga. Procure "justiça" no socialismo. Procure "justiça" no keynesianismo, ou em qualquer outra vertente.

    Justiça é a maior idiotice já criada pelo ser humano, e, para mim, está carregada de esquerdismos. O que existe, na verdade, não é justiça. O que existe é luta pela própria sobrevivência, pelo próprio crescimento. O que existe é construção de um patrimônio, de um negócio rentável (ainda que o vizinho construa um maior com menor esforço).

    E, para finalizar, quem defende "justiça" não defende liberdade nenhuma. Se vocÊ quiser se tornar um liberal de verdade, sugiro que abandone esse conceito com a máxima urgência. Digo isso para o seu próprio bem.
  • anônimo  17/10/2012 12:15
    Trecho da entrevista do Alexandre qualquer-coisa, ex-BC ao infomoney (quer mais vai no site):

    InfoMoney – E a China?
    AS – O consenso é que o modelo de crescimento chinês baseado em investimentos em infraestrutura se esgotou. Eles investem 40% do PIB por ano, mas não há mais tanto o que fazer. É necessário que o consumo passe a ser o motor do crescimento. -> O governo vai ter que criar mecanismos de bem estar-social, com sistemas de saúde e previdência pública, para estimular as pessoas a poupar menos e a comprar mais.<- (!!!) Outro problema é o mercado imobiliário. Na China tem muito imóvel pronto, mas sem comprador porque os preços estão exagerados. Se os preços caírem, gera um problema no setor bancário. Parece que eles vão continuar em um ritmo bom de crescimento, mas bem longe dos índices dos anos anteriores.

    E esse é um cara que está "criticando" o governo Dilma!
  • Pupilo  17/10/2012 12:40
    Acho que nunca li um texto tão sem noção e imbecil na minha vida.
  • Henrique  19/10/2012 18:13
    Olá, pensei um pouco a respeito do que foi dito e gostaria que alguém pudesse esclarecer se meu raciocínio é correto e, se não, o porquê:

    A situação descrita no artigo funcionaria realmente num cenário de pleno emprego como se pode ver:

    "Toda inovação que um empresário pretenda realizar . . . requer o emprego de trabalhadores que até então trabalhavam em algum outro lugar."

    Mas se há desemprego (gerado, por exemplo, por uma inovação tecnológica onde os trabalhadores sejam substituídos por máquinas como já foi colocado nos comentários) então não haveria concorrência entre os empregadores pois haveria um estoque de mão-de-obra disponível que pressionaria os salários para baixo (ou seja, a inovação tecnológica depreciaria os salários privilegiando o capital).

    Então o seguinte cenário poderia ocorrer:

    1 - O custo marginal do trabalhador diminuiria, incentivando a geração de empregos e trazendo o mercado de volta ao pleno emprego. Mas isso só funcionaria enquanto a velocidade de desenvolvimento das tecnologias for menor que a taxa de reabsorção da mão-de-obra.

    2 - A redução do custo do trabalhador o tornaria competitivo frente à própria tecnologia que o retirou do mercado, bloqueando a sua disseminação e desacelerando a expansão da produtividade, também desincentivando a evolução da própria tecnologia. Certamente isso duraria apenas o tempo necessário para o retorno do pleno emprego quando o desenvolvimento tecnológico seria novamente demandado, mas ainda assim fica evidente que o progresso tecnológico seria mais lento.

    3 - Dessa forma veríamos a ocorrência de ciclos econômicos gerados pelos ciclos de desemprego concomitantes aos ciclos de desenvolvimento tecnológico.
  • Renato  20/10/2012 04:37
    Henrique\r
    \r
    Não vejo como poderiam ocorrer fortes ciclos. Emprimeiro lugar deve-se notar que o desenvolvimento não se dá como um todo, mas é diferente em diferentes áreas. Também o mercado de trabalho não é uniforme, o que vale para uma categoria profissional não vale para outras. Então os tempos diferentes dos diferentes setores da indústria "uniformizaria" esses ciclos. Trabalhadores migram de áreas de atuação, principalmente os mais jovens e aqueles que acabaram de entrar no mercado de trabalho. Além disso, sem coerções, as indústrias costumam responder mais rapidamente aos estímulos do mercado, e esse ajuste fino tende a amenizar ciclos, pois há mudança de estratégia logo no início dos desequilíbrios. Pelo menos é assim que entendo.
  • Henrique  22/10/2012 18:09
    Ok, entendi essa parte dos ciclos. Mas e quanto a velocidade do progresso tecnológico?

    Poderia haver um descompasso entre o progresso tecnológico e a velocidade de reabsorção da mão-de-obra? (Nesse caso poderia haver um desemprego crônico pressionando permanentemente os salários para baixo)

    Ou o progresso tecnológico poderia se tornar mais lento em cada setor individualmente? (Além disso, ainda que na economia em geral não ocorressem esses ciclos, eles ainda ocorreriam em cada setor individualmente retardando o progresso tecnológico em cada setor e, portanto, na economia em geral)
  • Renato  24/10/2012 16:33
    Henrique

    Empiricamente isso não pode ser verdade. Entre os anos 1800 e 1900, o progresso dos EUA foi absolutamente espantoso (apesar de uma guerra terrível no meio) tanto em termos de crescimento econômico como tecnológico. E havia ampla liberdade de mercado, inclusive trabalhista, pelo menos muito maior que hoje.
  • Andre Cavalcante  24/10/2012 17:26
    Henrique,

    O seu pensamento está equivocado em um ponto: a mão-de-obra também é um recurso da produção assim como os recursos materiais, entretanto, ao contrário destes, a mão-de-obra É SEMPRE escassa. E isso é fácil de ser demonstrado: todos os demais recursos materiais usados para produção de bens e serviços necessariamente necessitam de mão-de-obra para serem trabalhados. Então, quanto maior a quantidade dos recursos materiais exigidos, quanto maior a divisão do trabalho, mais mão-de-obra é requerida.

    Da mesma forma, quanto maior a tecnologia empregada, mais materiais são demandados e mais mão-de-obra é necessária para a produção daquela tecnologia, ou seja, maior será a divisão do trabalho. É claro que a tecnologia tende a aumentar a produtividade do trabalho, o que faz com que se exija mais materiais e mais tecnologia, o que realimenta o ciclo.

    Como conclusão, a falta de emprego que vemos hoje é resultado justamente da interferência externa ao mercado feita pelo governo. É claro que, mesmo em um mercado de trabalho livre, haverá desemprego por falta de qualificação, mas isso tem solução no tempo.

    Quanto às questões salariais, em um mercado livre e com acesso à tecnologia (que aumenta a produtividade) não há espaço para quedas acentuadas nos salários. Quedas pequenas são esperadas pela queda natural do valor nominal do salário quando toda a economia deflacionar, sendo que os salários devem deflacionar menos (pelo aumento da produtividade) que o restante da economia.
  • Curioso  05/11/2012 11:49
    "Em nenhuma época e em nenhum lugar há exemplos da existência de tais cartéis em uma economia livre. Um monopólio de demanda de mão-de-obra não pode existir, e não existe, num mercado livre e não obstruído. Só pode existir em decorrência de restrições institucionais que impeçam o acesso à atividade empresarial", escreveu Mises.

    Eu não entendi. Por que o monopólio de demanda de mão de obra não pode existir?
    E se acontecer de um grupo ter domínio de uma determinada região em alguma área de mercado?
  • Leandro  05/11/2012 12:01
    Como esse monopólio de demanda de mão-de-obra ocorreria em uma economia livre, sem barreiras à entrada da concorrência? Eu não consigo imaginar. Se você conseguir, agradeceria sua explicação. Por outro lado, em nossa economia estatizada, os exemplos abundam -- e em todos há a intervenção do estado. Um perfeito exemplo é o dos Correios. Trata-se de um total monopólio da demanda de mão-de-obra voltada à entrega manual de cartas. Se você quiser fazer entrega assalariada de cartas, não pode, pois o governo não deixa.

    Ademais, em uma economia livre, mesmo que uma determinada área do mercado se tornasse controlado por um único grupo (de novo, algo impossível), nada impediria que a mão-de-obra migrasse para outra área do mercado. Mas antes, você tem de explicar como seria economicamente possível -- em uma economia em que não há barreiras burocráticas e reguladoras ao empreendedorismo -- um "grupo ter domínio de uma determinada região em alguma área de mercado".
  • Curioso  05/11/2012 14:50
    Sei lá, passa a impressão de que a competição é a única coisa que segura uma sociedade capitalista. Isso é um pouco pessimista e desanimador.
  • Leandro  05/11/2012 15:18
    Competição também, mas ela não é tudo. Ética e respeito à propriedade são imprescindíveis, bem como divisão do trabalho, poupança, acumulação de capital, capacidade intelectual da população, segurança institucional, desregulamentação econômica, moeda forte, ausência de inflação, empreendedorismo da população, leis confiáveis e estáveis, arcabouço jurídico sensato e independente, governo respeitador da liberdade etc.

    Tudo isso segura uma sociedade capitalista.
  • anônimo  06/11/2012 01:58
    Leandro, 'instituições'? 'governo respeitador da liberdade'?
    Você é minarco? Ou fala em governo como, sei lá, num sentido metafórico, tipo uma justiça privada que assumisse as funções que os minarcos acham que um governo mínimo deveria ter?
  • Leandro  06/11/2012 02:19
    Anônimo, instituições não são criadas por governo. Governos podem depredá-las, mas não podem aprimorá-las. Instituições são frutos da estabilidade, da cultura, do caráter e da resiliência dos indivíduos de uma sociedade, e não de seus burocratas. Burocratas depredam instituições, eles não as criam.

    Quanto a "governo respeitador da liberdade", ora, eu sou realista. Vivemos em um mundo com ou sem governo? Havendo governo, então é melhor que este se comporte de maneira a respeitar a liberdade. Isso por acaso é polêmico?
  • anônimo  06/11/2012 02:23
    Não sei.Pelo que entendi os anarquistas acham que não é ser realista esperar que um governo, desses de hoje, respeite a liberdade.Pelo menos no longo prazo.


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