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Setor público mais produtivo do que o setor privado?

O comunicado do Ipea "Produtividade na Administração Pública Brasileira: Trajetória Recente" foi publicado em 2009, e gerou alguma revolta na época. Bem menos do que merecia. Por algum motivo, reapareceu nas redes sociais nestes últimos dias, gerando surpresa e compartilhamentos. Dois de seus resultados, de fato, causam espanto: no Brasil, o setor público seria mais produtivo do que o setor privado; e, dentro do setor público, os estados que promoveram choques de gestão tiveram pior aumento, ou até queda, de produtividade entre 1995 e 2006. Aos interessados, o estudo está aqui.

Alguns comentadores econômicos logo viram que tinha algo estranho. Roraima com crescimento vertiginoso de produtividade? Estados mais responsáveis com resultado pífio? Governo mais produtivo que empresas? Miriam Leitão e outros, ainda em 2009, apontaram os equívocos do estudo, mas de uma forma, digamos, discreta. Limitaram-se, em geral, a dizer que "não se compara a produtividade do setor público com a do setor privado". Isso é verdade — veremos por que mais a frente —, mas não diz tudo o que precisaria ser dito. Aproveitando o renascimento do estudo na rede, pretendo mostrar como suas falhas e omissões são tão graves que seria mais justo qualificá-lo de embuste.

Medindo produtividade

Produtividade é o quanto se consegue produzir com determinada quantidade de recursos. Nas palavras do estudo, que até aqui são verdadeiras:

"De maneira geral, a produtividade reflete a relação da produção de bens e serviços por unidade de tempo com o conjunto de fatores engajados nessa mesma produção, como máquinas, trabalhadores, matéria prima, entre outros.

Noutras palavras, o grau de eficiência no uso dos recursos produtivos termina sendo medido pela produtividade [...]."

Como medi-la? É uma conta que exigiria comparar coisas muito diferentes: utilizo plástico, máquinas mão-de-obra, energia elétrica, água, tempo; produzo um brinquedo. Outra empresa, com os mesmos insumos produz um brinquedo diferente; outra ainda produz um banquinho de bar. E uma quarta empresa usa insumos completamente diferente para me entregar um lanche no delivery. O que permite comparar coisas tão diferentes são os preços, que indicam, ademais, o quanto as pessoas valorizam os bens em questão. Se a razão entre o preço do produto final e o preço dos insumos é superior a 1, a empresa é produtiva, gera valor, tem lucro. Se a razão é inferior a 1, a empresa é improdutiva, destrói valor, tem prejuízo. Quanto maior a razão entre receita e despesa do processo de produção, mais produtiva é a empresa.

O setor público tem um grande problema na hora de medir sua produtividade: seu produto, os bens e serviços produzidos pelo governo, não tem preço de mercado. O estado é deficitário; precisa de impostos, dívida e criação de moeda para se financiar. Como então, comparar sua produtividade com a do setor privado? Se fôssemos usar o critério de criação de valor dado acima, o estado invariavelmente apareceria como um destruidor de valor. Ainda assim, costuma-se aceitar que os serviços prestados pelo Estado têm algum valor; e por isso a preocupação em encontrar uma maneira de medi-lo.

Como o Ipea lida com essa dificuldade? Usando uma metodologia aprovada pela ONU e padrão nas contas públicas: em vez de se medir o valor do produto, isto é, seu preço de mercado, mede-se seu custo de produção. Já que não temos receita para medir, medimos as despesas. Se um dado serviço provido pelo estado custou X (e nisso entram salários, manutenção do prédio, material do escritório, etc.), então ele vale X. É essa, inclusive, a metodologia usada para calcular a participação do estado no PIB.

Mas — e aqui mora o problema — se o valor do produto estatal é seu custo de produção, o que entraria como denominador para calcular a produtividade? Afinal, a produtividade no mercado é preço do produto/custo. A produtividade do governo, por essa lógica de igualar o valor do produto ao custo de produção, ficaria custo/custo. Como sair desse impasse? O Ipea, cuja engenhosidade nunca deixa de surpreender, encontrou uma saída criativa ao ressuscitar um princípio derivado do bom e velho marxismo: medição da quantidade de trabalho. Em vez de contabilizar as despesas da produção, conta-se o número de empregados. A escolha é tratada como uma opção entre várias possibilidades:

"A medida de dimensionamento da produtividade em si depende do enfoque prévio adotado, ou seja, a produtividade total dos fatores (capital e trabalho), a produtividade do capital (produção por unidade de capital investido), a produtividade do trabalho (produção por unidade de trabalho). Por isso, a aferição da produtividade numa economia não se mostra um fenômeno trivial [...]."

O que o estudo não diz é que o "enfoque prévio" por ele adotado não serve para nada. Vejam só: a grande vantagem de se trabalhar com valores em dinheiro é que isso permite a comparação de coisas muito diferentes. Como já mencionado, um banquinho de bar e um serviço de delivery, coisas completamente díspares, podem ser quantificadas e comparadas por meio de seus preços. As variáveis "fatores totais" ou "capital" são variáveis expressas em termos monetários. O "trabalho" também poderia ser assim expresso: basta pegar o valor da remuneração dos trabalhadores. Mas o estudo é explícito em utilizar a variável "unidade de trabalho", o que significará, na prática "a força de trabalho ocupada" medida pelo PNAD.

Enfoque fora de foco


Primeiro ponto: o trabalho não é o único fator produtivo: e todo o capital físico? Por que o Ipea limitou sua análise? Só posso supor que a exclusão foi feita porque, se não fosse, a análise seria impossível. Temos o dado de quantos indivíduos estão empregados; mas e a conta de quantos prédios, lâmpadas, aparelhos de ar condicionado etc. existem pelo país a fora? A escolha pelas variáveis físicas (trabalhadores e objetos) em vez de seus valores monetários leva a esse tipo de dificuldade. Para facilitar sua vida, então, o Ipea preferiu se ater aos trabalhadores, à "força de trabalho ocupada", mesmo sabendo perfeitamente que isso já compromete largamente sua análise.

Embora usemos uma única expressão — força de trabalho — para designar a variável, ela abarca coisas muito heterogêneas. Como comparar o trabalho de um faxineiro ao de uma CEO? O valor da remuneração revela uma diferença muito relevante entre eles. A mera contagem dos trabalhadores empregados reduz ambos a unidades indiferentes. Trabalhadores com produtividade muito diferente são igualados. Para se medir a produtividade, portanto, o número de trabalhadores, por si só, é conceitualmente inútil (a não ser que se definisse muito precisamente um tipo de trabalho que não admitisse variações, como "martelar 1000 pregos em uma dia" — o que não é o caso aqui).

O número de empregados não quer dizer rigorosamente nada para a produtividade. Se uma empresa, para produzir $ 1.000, contrata dois funcionários ao salário $ 200 (e supondo que este seja seu único custo), ela tem lucro de $ 600; é produtiva! Por outro lado, uma outra empresa que, para produzir os mesmos $ 1.000 contrata um único funcionário ao salário de $ 950, tem um lucro bem menor, de apenas $ 50. Ou seja, ela é muito menos produtiva que a primeira. Pela conta do Ipea, contudo, ela seria considerada como duas vezes mais produtiva.

Sigamos em frente, e vejamos a qual resultado esses dados nos levarão. O cálculo por trás dos belos gráficos da pesquisa do Ipea é simples. Assim se calcula produtividade do setor privado: valor de mercado dos bens e serviços / número de trabalhadores do setor privado. Do setor público: custo das operações do setor público / número de trabalhadores do setor público. Agora atentem para o detalhe mais grave, um verdadeiro requinte de perversidade dessa "metodologia": os salários e benefícios, isto é, tudo aquilo que o empregador desembolsa para manter o "trabalhador do setor público", é parte do "custo das operações do setor público"; com efeito, é sua parte mais significativa. Ou seja: quanto maiores forem os salários e os benefícios dos funcionários públicos, maior será a "produtividade" do setor público.

O alarde desonesto dos resultados

Reflita alguns segundos sobre esse resultado. Para o Ipea, que é supostamente o instituto mais respeitável de pesquisa econômica do Brasil, um funcionário público ganhar aumento de salário já constitui, por si só, um aumento da produtividade do governo. No setor privado, ocorre exatamente o contrário: se um funcionário de uma empresa ganha aumento e todo o resto fica constante, a empresa se torna menos produtiva. Afinal, aumentou seu custo de produção e o valor de seu produto permaneceu igual.

Tendo isso em mente, como justificar a decisão dos pesquisadores do Ipea de colocar em um mesmo gráfico a variação da tal medida de produtividade do setor público e a do setor privado? A segunda mede, mal e mal, a produtividade do setor privado por trabalhador. A primeira mede, sem mais nem menos, o custo do funcionário público, e não o valor por ele gerado. No processo de mercado, a tendência é que o custo do trabalhador sempre se aproxime do valor por ele criado. No setor público não: o salário é determinado, como bem sabemos, por negociatas e reivindicações políticas que nada têm a ver com a oferta e demanda dos serviços ofertados pelo estado.

O que ninguém disse, por desatenção ou timidez, mas que está absolutamente claro, é que a medida de produtividade do setor público usada pelo Ipea é, na verdade, uma medida da ineficiência do setor público. O governo mais produtivo, nessa definição, é aquele que gasta proporcionalmente mais. Quanto mais benefícios, quanto mais aumentos, quanto mais gastos desnecessários em geral, mais "produtivo". Dá para levar a sério?

O estudo do Ipea compara apenas a trajetória da produtividade, mostrando como a produtividade do setor público aumentou mais do que a do setor privado. O presidente do Ipea na época, Márcio Pochmann, foi muito além disso na divulgação dos resultados à imprensa. Citado pela Carta Maior, afirmou que "em todos os anos pesquisados, a produtividade da administração pública foi maior do que a registrada no setor privado. E essa diferença foi sempre superior a 35%. [...] Há muita ideologia e poucos dados nas argumentações de que o Estado é improdutivo, e os números mostram isso." Explicitando as definições da pesquisa, a fala de Pochmann diria o seguinte: "no setor privado, cada trabalhador cria $ 100 de valor; no setor público, cada funcionário custa $ 135 aos cofres públicos. Portanto, o setor público é 35% mais produtivo". Agora que sabemos o que significam os cálculos de produtividade a que Pochmann se referia, como encarar tal declaração feita à mídia? Seria possível caracterizá-la como intelectualmente honesta?

Os problemas não param aí. A "conclusão" de que os governos de estados que fizeram "choque de gestão" (isto é, cortaram gastos desnecessários em suas operações, algo sempre benéfico) tiveram piores ganhos de produtividade, longe de ser uma descoberta empírica como foi alardeado, é um resultado trivial dado pela própria construção da variável. Ao cortar gastos, o estado diminui a relação entre gastos e número de funcionários (supondo que seu corte de gastos envolva relativamente pouco corte de funcionários, o que é razoável de se supor dada a dificuldade de se demitir um funcionário público). Não era preciso coleta de dados para concluir essa obviedade matemática.

A "produtividade" do Ipea

Não é de hoje que o Ipea goza de pouca credibilidade. Embora ainda haja gente séria dentro dele, há anos que sua especialidade deixou de ser medir a realidade ou fazer previsões. É claro que um instituto austríaco como o IMB pode — e deve — questionar a abordagem empirista que o Ipea sempre teve, mesmo em seus melhores dias; mas essa divergência se dá no plano da discussão científica. Pesquisadores e cientistas igualmente sérios podem ter visões divergentes de como conduzir a ciência. O Ipea dos últimos anos, por outro lado, abandonou a seriedade científica e tem se dedicado cada vez mais a fazer propaganda vulgar do mais puro estatismo. Tudo com dinheiro de impostos, claro. De um estudo como o aqui analisado, não cabe divergir; cabe desmontar e acusar o embuste.

É notório que os gastos com esse questionável instituto, que saem do nosso bolso, não param de subir, chegando a mais de R$ 300 milhões anuais. Para que tanta verba? Acho que agora, finalmente, entendemos o motivo: pela definição do próprio Ipea, gastar mais dinheiro já é, por si só, aumento de produtividade. Todos os que prezam a ciência econômica podem apenas torcer para que a chegada do novo presidente, Marcelo Neri, mude os rumos da instituição.



autor

Joel Pinheiro da Fonseca
é mestre em filosofia e escreve no site spotniks.com.

  • Neto  30/08/2012 03:55
    Por um lado esse artigo não me surpreende, esse é o tipo de honestidade que eu espero dos parasitas públicos, mas por outro lendo artigos como esse as vezes bate uma sensação de impotência: eu sei que o governo é ladrão e mentiroso, mas e daí? Seria legal algum artigo que mostrasse algo de prático que as pessoas pudessem fazer pra escapar disso tudo
  • Leandro  30/08/2012 04:13
    Há apenas uma coisa prática e concreta a ser feita: trabalhar na divulgação de ideias, na desmistificação da mentira e na desmoralização dos mentirosos e parasitas. Qualquer outra coisa que não seja baseada na verdade e na desconstrução do adversário não durará no longo prazo.

    Igualmente importante é não querer soluções imediatistas e atabalhoadas. Sem o trabalho de educação da população, tais medidas não serão compreendidas, e terão curtíssima duração.

    A esquerda se perpetua no poder justamente porque soube mostrar uma invejável capacidade de mentir, de se organizar, de falar com a emoção e de desconstruir a imagem de seus oponentes. Sendo assim, qualquer opositor que por milagre chegar ao poder pela via política, mas não tiver nenhum respaldo ideológico, não durará nem um mandato.

    Medidas práticas? Já demos várias. Mas alguns aqui as consideraram "muito indelicadas". Devem ser daqueles que acham possível dialogar dentro da democracia do partido único...

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  • Neto  30/08/2012 04:58
    Leandro, e o seasteading? Eu sei que vocês ajudam a divulgar, mas também já ví muita gente que ajuda mas que no fundo acha uma idéia maluca e não acredita muito

    Supondo que mentirosos e ladrões sempre vão existir, os libertários nunca vão chegar a 100% da população do mundo, nunca, então a conclusão mais lógica não é achar, ou construir, uma terra onde os libertários possam viver em paz?
  • Fernando Chiocca  30/08/2012 05:44
    Não precisa de 100%, nem mesmo de 50% +1. Precisamos convencer muito menos que isso, apenas uma pequena porcentagem mais ativa é o suficiente para que mudanças efetivas ocorram e se mantenham.

    Eu gosto da idéia de reunir um grupo e tentar povoar um local independente, mas quanto a ideia do seasteading, eu acho que o Patri reflete toda a confusão mental do empirismo positivista das gerações dos Friedmans.
    A ideia dele é fazer testes de tipos de governo para que através da experiência consiga-se observar quais as melhores formas de organização social.
    Só que não precisamos testar nada. Sabemos a priori que nenhuma forma de governo é desejável!
    Sabemos, sem precisar de teste algum, que uma sociedade libertária, com direitos de propriedade absolutos, seria a mais próspera e justa.
  • Alan Denadary  30/08/2012 06:18
    Acho qeu viver nma seasteading anarco-capitalista seria legal!
  • Andre Cavalcante  30/08/2012 06:27
    O problema é como montar uma!

    Dei uma vista de olhos no site deles, e vi que receberam um navio para 900 pessoas. Resta saber o que vão fazer com ele. O problema que vejo em alto mar, fora a questão das intempéries e segurança, é como viabilizar um negócio que sustente e evolua o modelo. Já sabem que terão um gasto de algo em torno de US$4,000.00/dia, o que de fato não é muito para 900 pessoas.
  • anônimo  30/08/2012 07:41
    André,

    eu li vários artigos sobre o seasteading, principalmente os voltados para questões técnicas e atividades econômicas.

    Questões técnicas envolvem a estrutura, basicamente plataforma ou navio. Em suma, plataformas têm melhor estabilidade, entretanto no caso de locomoção da plataforma, o arrasto da estrutura é maior do que um navio convencional, portanto maior custo energético.

    No meu entender, a maior dificuldade técnica é a questão energética. A geração de energia elétrica com motores diesel, usuais em embarcações, não é uma opção economicamente vantajosa. Nos artigos que eu li, a maior parte dos custos diários são provenientes da geração de energia elétrica.

    Já empreendimentos economicamente viáveis seriam basicamente prestação de serviços e pesca em cativeiro. Serviços/manufatura energeticamente intensiva, não parecem viáveis. Exemplos: atividades associada ao desenvolvimento de software, contadores, projetistas, atividades de ensino, administração de servidores/estrutura de rede, tradutores, escritores, operadores do mercado financeiro, …, além dos prestadores de serviços para a manutenção do seasteading e residentes.

    Também existe o risco da pirataria (sim, navios piratas! Baixo risco, mas existe). Nesse caso, haveria de ter uma prestadora de segurança, ou os próprios residentes teriam que ser capazes de prover sua segurança. Imagino, que uma plataforma ou navio com 900 pessoas armadas seria um alvo extremamente inconveniente para um grupo de 20 piratas, por exemplo.
  • Andre Cavalcante  30/08/2012 08:16
    Eu sou muito limitado, então somente consigo vislumbrar um sistema desses funcionando na base de uma entreposto comercial livre, onde barcos de pesca e hotéis flutuantes poderiam se beneficiar de um ambiente livre para comprar e vender de tudo, com algum desconto em relação à terra firme. Assim, se alguém vendesse combustível sem impostos, poderia sair mais barato que em terra, então valeria a pena comprar também sem impostos. Idem para roupas, sapatos, eletrônicos etc. Mas, enquanto é relativamente fácil armazenar roupas, sapatos e eletrônicos, é complicado armazenar pescado e combustível...

    Com a opção da existência de uma zona realmente fanca, isso atrairia hotéis flutuantes, onde turistas poderiam se beneficiar de preços mais baixos. Por fim, gente que quer operar via internet, mas sem as amarras estatais (em especial visa free, como o blueseed), poderiam utilizar um link dedicado via satélite como backbone de alta velocidade.

    Mas tais ideias são muito caras de implementar e acho difícil que alguém conseguisse sair com produtos, legalmente, sem ser taxado pelo seu respectivo governo. Também o tempo para o negócio maturar não deve ser baixo, o que inibe eventuais empreendedores...
  • Tiago RC  30/08/2012 07:01
    Fernando, nós sabemos isso que você diz. Mas vá convencer a humanidade ou a tal "comunidade internacional" que estipula leis marinhas.

    O discurso de "testar diferentes plataformas políticas" cola muito melhor, NMHO. Se desde o começo ele propusesse a criação de uma sociedade libertária, ao meu ver as chances de conseguir criar uma de fato seriam muito menores. Com essa proposta, ele agrega libertários e não libertários, trabalhando em conjunto para criar as bases necessárias, tanto do ponto de vista tecnológico, quando legal e econômico (um seastead tem que ser produtivo).
    Eu imagino que existam pessoas se interessando pelo seasteading por razões bem alheias a libertarianismo. Coisas como comunidades ecológicas ou sei lá o quê. E querendo ou não essas pessoas podem indiretamente ajudar libertários a criarem seus próprios seasteads.

    Além do que, se formos pensar de um ponto de vista ético... qualquer seastead seria, por definição, ancap, não? À condição de não interferir na vida de quem não está no seastead, é claro.
    Digo isso porque um seastead seria necessariamente uma criação artificial feita por alguém, i.e., resultado do trabalho de alguém, logo, propriedade privada desse alguém. Quaisquer regras que o(s) criador(es) de tal seastead queiram criar, podem ser impostas a quem aceitar viver ali. No caso de um seastead, o tal "contrato social" torna-se real, já que os administradores do seastead seriam proprietários legítimos do "território" em questão.
  • Eric Duarte  30/08/2012 07:14
    Fernando, a idéia do Patri na verdade é fazer com que o projeto Seastead seja atrativo não só para libertários, mas para qualquer pessoa ou grupo de pessoas que demande novas fronteiras. Desta forma ele consegue fazer com que não libertários inconscientemente trabalhem para fins libetários...
  • Rhyan  30/08/2012 16:43
    Particularmente aposto demais no poder educacional de um partido libertário registrado (o Liber, óbvio). Mais do que obter cargos públicos, a função principal será educacional, o resto será consequência. Vejo isso como o caminho mais curto para ver algumas medidas libertárias serem postas em prática.
  • Tiago Irineu  30/08/2012 08:39
    Neto, eu sinto como é isso de olhar e não saber direito o que fazer.
    Mas eu particularmente escolhi uma maneira, eu simplesmente passo pra frente esse material.
    Artigos do Mises(esse eu acabei de compartilhar usando o facebook), do Ordem Livre.Embora eu afete poucas pessoas(sempre marco umas dez), eu penso que esse esforço já é um começo. Eu estou no primeiro período de Economia, e sei que não verei nada da EA na faculdade, por isso estou estudando por minha conta, espero dentro de alguns meses, poder produzir alguma material também. Eu acho que o principal é, enquanto não podemos produzir, divulgar o material, o máximo possível. A única maneira de podermos criar as bases para uma nova sociedade, é que as pessoas tenha acesso ao nosso ideal.
    Ideias consistentes a EA oferece, cabe a nós, além de aprofundarmos nos estudos, tentarmos trazer pessoas juntos. O meu ínfimo esforço já esta dando frutos, dois amigos que estudam comigo, estão animados, e pensam em montar um blog sobre liberdade, e as mazelas do governo. Acho que esse é o caminho, estudo e divulgação.
  • amauri  30/08/2012 04:40
    Bom dia Leandro!
    Li recentemente que no Chile uma mineradora estatal ("CODELCO") comprou uma mineradora privada e se tornou a maior mineradora de cobre do mundo. O Chile estatizou este segmento? abs
  • Leandro  30/08/2012 11:38
    A CODELCO como existe hoje foi criada em 1976 e sempre foi estatal. Sua função era garantir os proventos de junta militar chilena. Mas sempre houve também empresas privadas atuando no setor de cobre. Não tenho a mínima ideia de qual seja a distribuição do mercado hoje entre a Codelco e as empresas privadas.
  • Pablo Lorenzzoni  30/08/2012 04:44
    Compartilho da sensação de impotência do Neto. Qualquer pessoa séria, versada ou não em economia, só pode sentir-se dessa forma. Mas no sistema em que nos encontramos, ter uma atitude mais combativa é muito mal-visto... Realmente, além de desmontarmos a mentira e tentarmos fazer isso de uma maneira que as pessoas comuns compreendam, temos muito pouco a fazer.

    Acho que uma das grandes virtudes dos austríacos é desmistificar a economia: qualquer pessoa que saiba as quatro operações básicas da aritmética entende de economia sob o prisma austríaco. Todos esse poder de simplificação para pessoas comuns é que deve ser usado ao desmontar mentiras como a do relatório do Ipea. A economia passa a ser coisa trivial, e não coisa para especialista. Quando um bom número de pessoas comuns puderem enxergar o mesmo que os austríacos enxergam com facilidade, o fiel da balança vai começar a pender para o outro lado. Amplificar o que o IMB faz é o que de melhor temos a fazer...

    Parabéns pelo artigo.
  • Victor  30/08/2012 04:59
    [ironic] O estudo esta certo. Os serviços públicos são mais produtivos e atentem melhor a população, por este motivo, a Coreia do Norte e Cuba são estes paraísos. [/ironic]
  • Isaias Lobao  30/08/2012 07:32
    E por isso é estamos inundados de automóveis e inovações científicas deles. kkkkkk.
  • Sol Moras Segabinaze  30/08/2012 06:47
    O melhor modo de melhorar o IPEA é extingui-lo.
  • Joel Pinheiro  30/08/2012 07:41
    Caros editores do site: cometi uma inconsistência ortográfica grave no artigo. Em alguns lugares escrevi "Pochmann", e em outras "Pochman". O correto é "Pochmann" com dois N. Se alguém puder corrigir essa falha, será bem-vindo!

    Neto e outros desanimados com a onipresença do estatismo em nosso meio. Do meu ponto de vista, vivemos em tempos muito animadores; sou bastante otimista! Dá pra imaginar um Instituto Mises Brasil nos anos 90? Nem em sonho!

    A mensagem da liberdade está chegando cada vez mais longe. Outro dia chamaram um membro do IMB para discutir Banco Central em Brasília!

    Qual a grande vantagem da Escola Austríaca e da defesa do livre mercado? Ela dialoga com as pessoas. 99% dos artigos de economia convencional, mesmo aqueles voltados ao grande público, já toma como premissa um milhão de conceitos e relações macroeconômica e busca argumentar com base nelas. Nunca há o trabalho de construção delas na frente do leitor a partir de realidades palpáveis, ao alcance de todos; mesmo porque em muitos casos, se houvesse, ficaria patente a fraqueza conceitual por trás de todo o edifício. Os austríacos não têm medo de construir seus conceitos e suas afirmações causais na frente do leitor. E esse respeito para com o leigo faz toda a diferença.

    Acho que Gary North mostra isso bem neste artigo: lewrockwell.com/north/north1190.html
  • Deilton  30/08/2012 07:50
    Não entendo como a mídia, ao divulgar esse tipo de pesquisa, não divulga também a forma como foi feito os cálculos.
  • mcmoraes  30/08/2012 08:26
    E eu não entendo como é que não está havendo uma chuva de processos por fraude contra o IPEA.
  • Joel Pinheiro  30/08/2012 09:29
    Boa pergunta, Deilton.

    Acho que entram duas coisas aí: a primeira é que os jornalistas que fazem as entrevistas, vão às coletivas de imprensa e redigem as matérias não têm muito conhecimento de economia. Então eles basicamente aceitam aquilo que a autoridade com quem eles estiverem falando dizer.

    Por sua vez, os economistas e jornalistas econômicos que fazem o comentário nos jornais, TV e revistas talvez fiquem com receio de criticar tão pesadamente uma autoridade como o presidente do Ipea. Esses (como a Miriam Leitão por mim citada) fazem sim alusão à forma como o cálculo foi feito, mas ainda assim praticam em alguma medida a política de boa vizinhança. No Brasil, discordar muito frontalmente ou apontar erros e desonestidades abertamente é feio; gera abaixo-assinados de protesto.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  30/08/2012 10:08
    Prezada equipe do IMB,

    Boa tarde.

    Aproveito este texto para fazer um comentário sobre os dois grandes problemas do Brasil:

    O primeiro grande problema do Brasil é e sempre foi o estado grande e regulador.

    É fácil perceber isso se você ler qualquer livro de história do Brasil depois de ler os textos do site.

    Lendo os textos do IMB você tem vontade de morrer de raiva de tanta coisa errada que é feita em nome de uma suposta e útopica justiça social, das supostas maravilhas do "incrível" planejamento central.

    A classe dirigente brasileira varia entre o marxismo e o positivismo, com resultados desastrosos amplamente conhecidos.

    O segundo grande problema do Brasil é que a mentalidade estatista prevalece até mesmo o setor privado brasileiro.

    As empresas brasileiras são geridas com métodos estatais ou como se fossem um feudo familiar, nada de liberalismo dentro delas.

    Esta segunda questão é mais dificil de ser visualizada, até em virtude do primeiro grande problema do Brasil, já citado anteriormente.

    Atribue-se ao Mercado as falhas do estado, mas ninguém se preocupa em saber como funciona efetivamente uma economia de mercado.

    Não é possivel você progredir profissionalmente e economicamente, de forma consistente e relevante no Brasil, sem a ajuda do estado.

    A pesquisa do IPEA é só mais um exemplo numa longa lista de aberrações intelectuais que a classe "pensante" brasileira produz.

    Não é de surpreender que a Escola Austríaca e a Filosofia Libertária sejam rejeitadas pela classe "pensante" brasileira.

    A tarefa do IMB é mesmo gigantesca e muito meritória.

    Abraços
  • Bruno  30/08/2012 10:27
    Uma dúvida: no texto é dito que a produtividade do setor privado é medida pela razão entre o preço do bem/serviço e o custo desse bem/serviço. Mas se duas empresas produzem o mesmo produto e têm o mesmo custo, e uma delas vende a um preço maior (para ter uma margem de lucro maior), então ela é mais produtiva?
  • Leandro  30/08/2012 10:44
    Ambas são igualmente produtivas. Mas se a segunda consegue uma margem de lucro, isso significa que aquele empreendedor soube melhor como explorar as demandas do mercado; ele soube perceber e descobrir novas oportunidades de lucro

    Logo, pode-se dizer que a segunda empresa tem uma maior eficiência dinâmica.

  • jaziel campos  30/08/2012 11:46
    Quero estudar profundamente a EA, será que consigo sozinho, ou tenho que fazer algum curso extra?
  • Rhyan  30/08/2012 16:53
    Não entendi como a produtividade é a mesma, Leandro.

    Se uma empresa A tem o produto com o preço de $1,50 e o custo dele de $1,00, a produtividade será de 1,5. Se a empresa B tem o mesmo produto com preço de $2,00 e o custo é o mesmo $1,00, ela tem produtividade de 2.

    Ou o sentido de produtividade seria por unidade? Uma empresa com maiores lucros não é mais produtiva?
  • Leandro  30/08/2012 17:13
    A definição correta de produtividade é a "quantidade de bens produzidos por fatores de produção utilizados". (Em teoria, preços e custos não necessariamente fazem parte de definição de produtividade). Fatores de produção são pessoas, equipamentos, materiais etc. A produtividade aumenta quando uma mesma quantidade de fatores de produção passa a produzir mais bens.

    Apenas o uso dessa definição já explica por que é absolutamente impossível e ilógico mensurar a "produtividade" do setor público. Governo, por definição, não produz nada; governo utiliza a riqueza alheia para financiar suas atividades, as quais são, também por definição, destruidoras de riqueza. E isso não é ideologia. Dado que o governo não opera dentro do sistema de lucros e prejuízos, e não segue os sinais de preços de mercado, é simplesmente impossível mensurar qualquer tipo de eficiência estatal, muito menos produtividade. Qualquer critério será absolutamente aleatório.

    Mesmo um governo gerido por anjos e santos não tem como gerar riqueza, ser produtivo ou eficiente, pois o governo trabalha com o dinheiro que confisca da iniciativa privada e não tem de se preocupar em apresentar lucros. Isso é o básico do básico.

    O artigo adotou um conceito um tanto diferente de produtividade justamente para se adequar ao conceito espúrio criado pelo IPEA. Simplesmente aceitamos o desafio e fomos para o campo deles, utilizando as regras que eles próprios inventaram. E nem assim a coisa funcionou para eles.
  • Joel Pinheiro  30/08/2012 17:29
    Leandro, quanto à produtividade: a única forma de se medir a quantidade de fatores de produção e de bens produzidos é por meio do valor de mercado deles. O tamanho físico, o número de unidades, o peso, a consistência, o índice de refração de luz, a quantidade de moléculas, o comprimento de onda, a quantidade de energia liberada quando os jogamos no fogo; tudo isso, embora medidas objetivas, não nos permite comparar os bens enquanto bens: isto é, enquanto capazes de satisfazer a desejos e necessidades humanas. O que mede isso é o preço de mercado.

    Alguém acima estranhou: mas se duas empresas fazem exatamente os mesmos bens com os mesmos insumos, mas uma consegue vendê-los por mais caro, então ela é mais produtiva? Economicamente, sim. Por algum motivo (investimento em propaganda, talvez), os bens dela são percebidos como tendo mais valor. E, do ponto de vista econômico, valor é subjetivo: se as pessoas acreditam que leitura de mãos funciona, então ela terá valor de mercado AINDA que não funcione na realidade.
  • Tiago Moraes  31/08/2012 12:10
    Rhyan, a questão é saber se o empreendedor ainda conseguirá vender o produto nas mesmas quantidades de antes após aumentar o preço. Para que isso ocorra é preciso que a elasticidade da curva de demanda em função do preço permita isso, do contrário ele vai perder receita e perder produtividade.

    Então, para ficar mais claro, medimos a produtividade pela via monetária, considerando a receita da firma, ou seja, apenas o produto acabado que de fato foi vendido. O seu raciocínio e o do Bruno tem um equívoco, pois insinuam que o Leandro está considerando o preço unitário de venda do produto. Ele não está fazendo isso, ele está considerando o preço do produto que foi vendido (receita, são coisas totalmente diferentes porque simplesmente aumentar os preços não trará uma maior produtividade.
  • Rhyan  31/08/2012 20:21
    Tiago, na minha cabeça o preço do produto era sobre um produto já vendido.
  • Lúcio  30/08/2012 10:46
    E os burocratas acreditam nas suas próprias mentiras:

    "Dilma deve sancionar na semana que vem MP que cria a Segurobras: economia.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2012/08/25/dilma-deve-sancionar-na-semana-que-vem-mp-que-cria-a-segurobras.jhtm"

    Mais uma "brás".
  • ney pimentel  30/08/2012 14:06
    Estamos tentando abrir uma empresa de compra e venda de cereais a granel,que vai direto da fazenda do produtor para a industria,mas o burocrata fiscal do estado do Paraná afirma que esta atividade só pode existir se o cerealista tiver um armazém caso contrario não pode comprar e vender direto.Tem que comprar;levar até armazém;descarregar;provavelmente ligar pra ele e pedir se agora pode carregar e então seguir até o destino final.Diz que esta atividade é considerada de risco..(pode ser que a soja exploda).Parece mentira mas é a verdade.O risco é por que eles não tem fiscalização e então quem atua neste ramo é um potencial sonegador de ICMS ;ou seja :é culpado até provar o contrario..este é o nosso setor publico.inimigo da livre iniciativa.O CNPJ da empresa já saiu mas ele não quer dar a I.E,portanto não podemos atuar no Paraná.que tem um programa chamado Paraná Competitivo..Me ajuda aí..este governador é um brincalhão.
  • Adriano  30/08/2012 17:34
    Não só no Brasil, mas a administração pública é um problema de gestão em todo mundo, infelizmente são poucos os economistas que se interessam em estuda-la. O que se faz erroneamente é querer comparar a administração pública com o mercado, aí surgem aberrações como essas. O que devem existir são comparações entre as próprias administrações públicas de diferentes países.
  • Joel Pinheiro  30/08/2012 19:35
    De fato, isso sim faz muito mais sentido. E comparações entre a mesma instituição ao longo do tempo.
  • Felipe  30/08/2012 18:45
    A ONU "aprovou" um método de cálculo para produtividade? Até levaria a sério se não fosse um orgão criado por sugestão de Stálin.
  • Joel Pinheiro  30/08/2012 19:34
    Na verdade o que é aprovado pela ONU - segundo o Pochmann, mas acho que é verdade sim, pois é universalmente usado - é supor que o valor da atividade estatal equivalha à despesa do Estado. O cálculo de produtividade em questão foi, creio, invenção do Ipea mesmo.
  • israel  30/08/2012 21:06
    Meus amados,os esquerdopatas tem a mentira na medula óssea,e detêm todos os meios de articulação política inclusive a mídia,bancos e mega corporações anti-concorrência.por isso seria necessário que libertários arregaçasse as mangas e partisse para o campo político,outrossim utilizar-se de de métodos ideológico para incutir a juventude,mas para isso seria preciso que os libertários aprendesse a mentir e infiltrar-se em vários setores de entretenimento,assim como o esquerdopatas fazem.
  • Joel Pinheiro  31/08/2012 04:44
    Mentir, além de errado eticamente, seria uma estratégia completamente equivocada para o movimento liberal (que inclui os libertários, mas não só). A força da defesa da liberdade econômica está justamente em ela ser verdadeira e ter toda a força dos argumentos e da observação correta da realidade do seu lado. Mentir apenas poluiria essa água cristalina, e tornaria o movimento em apenas mais um lobby agitador.
  • Eliel  31/08/2012 03:25
    Sou servidor publico empregado em empresa de economia mista e concordo plenamente com o artigo.
  • Christiano  31/08/2012 12:01
    Ainda não entendi o calculo de produtividade usado no artigo, pois produtividade não é a razão da quantidade de bens produzidos pela quantidade de bens utilizados ? ou seja quanto mais vc produzir com uma quantidade estavel de bens utilizavel melhor ! \r
    \r
    Agora como podemos explicar produtividade com a razão do valor final dos produtos pelo custo de produção ? pelo meu entendimento so poderemos comparar empresas com produtos identicos ? seria isso ? \r
    \r
  • Luis Almeida  31/08/2012 12:09
    Christiano, veja a resposta do Leandro ao Rhyan. E depois a do Joel. E depois pense que tudo isso foi feito justamente para se adequar à própria metodologia inventada pelo IPEA. A culpa é deles.
  • Joel Pinheiro  31/08/2012 14:46
    É isso mesmo, Christiano. Mas se ficarmos contando os bens em si, só poderemos comparar processos produtivos que usem exatamente os mesmos insumos para produzir exatamente os mesmos bens.

    Usando o preço de mercado dos insumos e dos bens, podemos comparar empresas e processos produtivos muito diferentes.

    A firma A, com insumos no valor 1000, produz o valor total 2000. A firma B, com insumos no valor 1000, produz o valor total 3000. (supondo o mesmo período de produção para ambas, caso contrário teríamos que ponderar por uma taxa de juros). Podemos afirmar que a firma B é mais produtiva que a A; isto é: ela cria relativamente mais valor. E elas precisam operar no mesmo ramo? Não. Uma pode ser fábrica de brinquedos e a outra um salão de cabeleireiro. É o sistema de preços que permite essa comparação; e qual é o denominador comum que permite expressar todos os bens e serviços em preços? Os desejos e necessidades dos consumidores.
  • Carlos Marx  01/09/2012 02:22
    Art. 3o Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:\r
    I. construir uma sociedade livre, justa e solidária;\r
    II. garantir o desenvolvimento nacional;\r
    III. erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais
  • Gustavo  01/09/2012 13:16
    Marivalton Rissatto, se você soubesse o quanto você virou piada no ambiente liberal, não daria a cara a tapa de novo!
    kkkkk
  • Paulo  01/09/2012 15:46
    De boas intencoes, o inferno esta cheio. O erro ja comecou na constituicao...
  • Gustavo  01/09/2012 16:09
    Ludwig von Mises refutou o Marxismo Teórico, amigo. Ou seja, não só na prática (URSS, Coreia do Norte e Cuba) como também na teoria já foi provado que a bonança dessa ideologia totalitária que você defende é uma utopia.
    Game over.
  • Augusto Demetrio  01/09/2012 19:47
    É a "República" Socialista do Brasil. O artigo 5º em algumas partes é vergonhoso.

    Vejam o artigo 6º então, e suas alterações:

    "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição."

    Alterado em 2000 para acrescer o direito de moradia e em 2010 o direito a alimentação, ficando da seguinte forma:

    "Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição."

    Em 2020 devem acrescentar que "direito"? Certamente transporte gratuito, vestuário de marca, celular, internet, cerveja, Playstation e etc.

    Ou seguindo no tema principal desse artigo, talvez deva ser adicionado o direito de todos terem um emprego público, já que o setor é mais produtivo que o setor privado. Hahahaha
  • Caio  01/09/2012 22:37
    Previdência social é o mais engraçado de todos. Parece que um fundo de investimento poderia ser social um dia...
  • Jason  08/04/2013 19:26
    O próximo direito a ser acrescentado é o direito a felicidade, pelo menos é o que quer o Cristovam Buarque.
    Seria cômico se não fosse trágico.
  • Marcos  11/09/2012 08:45
    Vocês tem uma visão muito preconceituosa sobre o setor público. Em um aspecto ele é mais produtivo. Vou provar. Pagamos uma quantidade insana de impostos, recebemos serviços públicos pífios, vemos políticos desviando dinheiro público constantemente e somos controlados em inúmeros aspectos de nossas vidas por um bando de burocratas. Ainda assim grande parte dos brasileiros apóia políticas esquerdistas que servem para dar ainda mais poder a este estado. Qual empresa poderia oferecer um serviço tão ruim e ainda assim contar com o apoio dos consumidores?

    O governo é extramente eficiente na produção de otários.
  • anônimo  10/04/2013 19:49
    Ou, os otários se multiplicam sozinhos e o apoio ao governo é consequência
  • esquerdopata  11/04/2013 18:03
    rodutividade para os capitalistas é o que gera lucro. Um hospital produtivo (que: atende rápido, de forma eficiente e humana, e que não tem desperdício de trabalho humano nem de recursos financeiros) é muito mais útil que uma fabrica de bolas produtiva... pouco importa se o lucro do fabricante é grande ou não desde que ele fabrique o suficiente para abastecer o mercado.

    Mas a logica capitalista não vai lhes deixar entender...
  • Equipe IMB  04/04/2014 22:27
    A incompetência do órgão estatal IPEA não deveria espantar ninguém. Tal instituto, há muito, já se tornou motivo de chacota entre todos os economistas minimamente sensatos e não-subservientes ao governo.

    Sua última trapalhada é apenas o corolário de como funciona uma empresa que vive de dinheiro de impostos, que opera fora de um arranjo de livre concorrência, que não tem de se sujeitar ao mecanismo de lucros e prejuízos e que, por tudo isso, não tem obrigação nenhuma de ser eficaz e sensata.

    O instituto e seus burocratas são sustentados por nós, pagadores de impostos. Porém, somos acionistas sem direito a voto. Nossa obrigação é apenas continuar sustentando incompetentes.

    Fosse o IPEA uma empresa privada operando em regime de livre concorrência, sem qualquer proteção ou privilégio concedido pelo governo, esse erro abalaria irreversivelmente sua reputação. Dificilmente ela recuperaria a credibilidade. A falência seria seu destino mais provável. No entanto, como somos nós quem compulsoriamente sustenta essa empresa, tudo irá continuar como está.

    Este artigo, publicado em 2012, ficou ainda mais atual.


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