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A revolução industrial e as minorias oprimidas

Um mito altamente destrutivo passou a dominar a noção de capitalismo laissez-faire: trata-se da falsa noção de que o livre mercado prejudica os "vulneráveis" dentro da sociedade; mais especificamente, diz-se que afeta mulheres e crianças ao cruelmente explorar sua mão-de-obra.  Mas a verdade é exatamente oposta.  O capitalismo laissez-faire oferece exatamente aquele elemento de que os vulneráveis mais necessitam para sobreviver e prosperar: a liberdade de escolha.  A escolha mais libertadora que um indivíduo pode ter é a capacidade de se sustentar a si próprio, sem ter de depender de ninguém mais para que a comida chegue à sua boca.

Utilizando este mito como pressuposição inicial, os historiadores sempre se mostraram extremamente hostis ao analisarem um dos mais libertadores fenômenos da história ocidental: a Revolução Industrial.  Do século XVIII ao século XIX, o mundo avançou acentuadamente em termos de tecnologia, indústria, transporte, comércio e inovações que mudaram o padrão de vida, como roupas de algodão feitas a baixo custo.  Em um período de dois séculos, estima-se que a renda mundial per capita tenha aumentado dez vezes, e a população mundial, seis vezes.  O economista prêmio Nobel Robert Lucas declarou que "Pela primeira vez na história, o padrão de vida das massas formadas por cidadãos comuns começou a apresentar um crescimento contínuo e constante.... Nada remotamente parecido com este fenômeno econômico havia acontecido até então."  O acentuado avanço da prosperidade e do conhecimento havia sido alcançado sem nenhuma engenharia social e sem nenhum controle centralizado.  Tudo foi possível em decorrência de se ter permitido que a criatividade humana e o interesse próprio se manifestassem livremente.

Certamente ocorreram abusos.  Alguns podem ser imputados às tentativas governamentais de se aproveitar da energia e dos lucros daquele período.  Outros abusos ocorreram simplesmente porque toda sociedade possui pessoas desumanas amorais que agem de má fé, especialmente quando querem lucro fácil; isto, obviamente, não é uma crítica à Revolução Industrial mas sim à natureza humana.  Adicionalmente, os avanços econômicos sobrepujaram amplamente as mudanças nas atitudes culturalmente vitorianas; no século XVIII, mulheres e crianças eram vistas como cidadãos de segunda classe e, algumas vezes, como bens e posses que podiam ser livremente trocados.  A revolução econômica foi o motor que impeliu a cultura e as leis a sofrerem mudanças similarmente drásticas.  Quando as mulheres deixaram os campos em busca de emprego e educação, elas se tornaram uma força social que não mais podia ser negada.  Consequentemente, os direitos das mulheres avançaram extraordinariamente durante o final do século XIX, algo que não teria ocorrido não fosse a Revolução Industrial.

Infelizmente, esta ligação salutar entre capitalismo laissez-faire e direitos das mulheres se perdeu ao longo do tempo.  Durante a segunda metade do século XX, as feministas ortodoxas começaram uma cruzada para reverter esta força que havia contribuído tão acentuadamente para o progresso nos direitos das mulheres; em vez de defenderem a liberdade de mercado, elas exigiram, em nome da "igualdade", que vários privilégios para as mulheres se tornassem leis.  O livre mercado e o laissez-faire foram demonizados como ferramentas opressoras que tinham de ser combatidas por meio de ações afirmativas, leis contra assédio sexual, ações judiciais contra qualquer tipo de discriminação, sistemas de quotas e uma miríade de outras regulações sobre o mercado de trabalho.

Durante este processo, a Revolução Industrial passou a ser retratada como o Grande Satã que destruiu o bem-estar de mulheres e crianças.  Esta descrição da Revolução Industrial, além de ser um tolo preconceito ideológico, se baseou fortemente na deturpação dos fatos.

Deturpando fatos sobre as crianças

Sempre que os termos "crianças" e "Revolução Industrial" são citados na mesma frase, imagens horrendas imediatamente vêm à mente: uma criança de cinco anos sendo baixada, por meio de uma corda, em uma mina de carvão; crianças esqueléticas trabalhando precariamente em fábricas têxteis; o Oliver Twist, de Charles Dickens, oferecendo uma jarra de madeira em troca de uma colher de mingau.  Estas imagens são utilizadas para condenar o livre mercado e a Revolução Industrial; algumas vezes elas são utilizadas para glorificar políticos "humanitários" que criam leis proibindo qualquer tipo de trabalho infantil.  Tais imagens são extremamente eficazes em incitar um compreensível horror naquelas pessoas decentes que condenam qualquer exploração de qualquer criança.  O problema é que este procedimento sofre de graves distorções.

Uma das distorções: ela ignora uma distinção essencial.  No início do século XIX, a Grã-Bretanha apresentava duas formas de trabalho infantil: crianças livres e crianças "pobres" ou dos reformatórios, que eram entregues aos cuidados do governo.  Os historiadores J.L. e Barbara Hammond, cuja obra sobre a Revolução Industrial Britânica e o trabalho infantil é considerada definitiva, reconheceram esta distinção.  O economista Lawrence Reed, em seu ensaio "Child Labor and the British Industrial Revolution", foi ainda mais adiante e enfatizou a importância desta distinção.  Escreveu ele: "Crianças livres moravam com seus pais ou guardiões e trabalhavam durante o dia em troca de salários propícios para aqueles adultos.  Mas os pais frequentemente se recusavam a enviar seus filhos para situações de trabalho excepcionalmente severas ou perigosas".  Observa Reed: "Os proprietários das fábricas não podiam subjugar violentamente as crianças livres; eles não podiam obrigá-las a trabalhar em condições que seus pais julgassem inaceitáveis".

Em contraste, as crianças dos reformatórios estavam sob a autoridade direta de funcionários do governo.  Reformatórios já existiam há séculos, mas a empatia pelos oprimidos já havia sido arrefecida pelo fato de que os impostos criados exclusivamente para aliviar a situação dos pobres já estavam, em 1832, cinco vezes mais altos do em 1760, quando foram criados.  (O livro de Gertrude Himmelfarb, The Idea of Poverty, faz uma narração cronológica desta mudança de atitude em relação aos pobres, da compaixão à condenação).

Em 1832, em parte a pedido de industriais ávidos por mão-de-obra, a Comissão Real Para a Lei dos Pobres começou uma pesquisa sobre o "funcionamento prático das leis para o alívio da pobreza".  Seu relatório dividiu os pobres em duas categorias básicas: pobres preguiçosos que recebiam ajuda do governo, e pobres trabalhadores que se sustentavam a si próprios.  O resultado foi a Lei dos Pobres de 1834, em nome da qual o estadista Benjamin Disraeli fez anúncios dizendo que "a pobreza é um crime".

A Lei dos Pobres substituiu a ajuda externa (subsídios e esmolas) por "abrigos para pobres", nos quais as crianças pobres ficavam virtualmente aprisionadas.  Lá, as condições eram propositalmente severas, justamente para desincentivar as pessoas a irem buscar auxílio.  Praticamente todas as comunidades da Grã-Bretanha apresentavam um "grande estoque" de crianças abandonadas em reformatórios, as quais passaram a ser virtualmente compradas e vendidas para as fábricas; estas sim vivenciaram os maiores horrores do trabalho infantil.

Considere a desprezível função de "carniceiro" nas fábricas têxteis.  Tipicamente, "carniceiros" eram crianças novas — de aproximadamente 6 anos de idade — que recuperavam de sob as máquinas algodão que havia se desprendido durante os processos de produção.  Como as máquinas estavam em funcionamento, este trabalho era extremamente perigoso e, como consequência, terríveis ferimentos eram totalmente comuns.  "Felizmente" para aqueles donos de fábricas dispostos a usar o aparato do estado em benefício próprio, o governo não tinha problema algum em enviar as crianças dos reformatórios para trabalhar embaixo de máquinas funcionando.  A maioria das crianças das comunidades tinha como alternativa a este trabalho morrer de fome ou viver na criminalidade.

Não é nenhuma coincidência que o primeiro romance sobre a Revolução Industrial publicado na Grã-Bretanha tenha sido Michael Armstrong: Factory Boy.  Michael era um aprendiz de uma agência para crianças pobres que foi mandado para as fábricas.  Também não é coincidência que Oliver Twist não era abusado por seus pais ou por agentes privados, mas sim por brutais funcionários públicos dos reformatórios, em comparação aos quais o antagonista Fagin era praticamente um humanitário.  Lembre-se de que, aos 12 anos de idades, com sua família na prisão, Dickens havia sido ele próprio uma criança pobre que trabalhava em uma fábrica.  O economista Lawrence Reed observa que "a primeira lei na Grã-Bretanha voltada para crianças de fábricas foi criada para proteger justamente estas crianças de reformatórios, e não as crianças 'livres'".  A lei mencionava isso de maneira explícita.

Logo, ao defender a regulamentação da mão-de-obra infantil, os reformistas sociais pediram ao governo para remediar abusos pelos quais o próprio governo era o responsável.  Mais uma vez, o governo era a doença que se fingia de cura.

Ideologia equivocada em relação às mulheres

A distorcida apresentação dos fatos no que diz respeito ao trabalho infantil e à Revolução Industrial só encontra paralelos na distorcida ideologia pela qual se analisa o status da mulher.  É perfeitamente possível argumentar que as mulheres foram as principais beneficiárias econômicas da Revolução Industrial.  Isto se deveu majoritariamente à sua baixa condição econômica no período anterior à Revolução.  Elas simplesmente tinham mais a ganhar do que os homens.

Quando as mulheres tiveram a oportunidade de abandonar a vida rural em busca dos salários das fábricas e de trabalho doméstico, elas invadiram as cidades em quantias sem precedentes.  Para a nossa vida moderna, as condições de vida e de trabalho eram obviamente terríveis, com várias mulheres recorrendo à prostituição como ocupação secundária, tudo para manter um teto sob suas cabeças.  No entanto, por mais terríveis que as condições possam ter sido, um fato fundamental não pode ser ignorado: as próprias mulheres acreditavam que ir para as cidades era algo vantajoso — caso contrário, elas jamais teriam feito a jornada ou simplesmente retornariam à vida rural desencantadas.  Dizer que o trabalho industrial "prejudicou" as mulheres dos séculos XVIII e XIX é ignorar a preferência que elas próprias demonstraram e expressaram; é ignorar a voz de suas escolhas.  Claramente, as mulheres da época acreditavam que tal situação era um aprimoramento de suas atuais condições.

Uma fatia substancial do historicismo feminista nada mais é do que uma tentativa de ignorar as vozes de mulheres que de fato fizeram suas escolhas à época.  Um método comum de se fazer isso é reinterpretar a realidade que cercava as escolhas e, então, impor esta reinterpretação de modo a fazer com que as "escolhas" não mais aparentem ter sido voluntárias, mas sim coagidas.[1]

Uma obra essencial para se compreender a análise histórica da Revolução Industrial feita à luz do feminismo é a imensamente influente The Origin of the Family, Private Property and the State, de Friedrich Engels, lançada em 1884.  Engels argumenta que a opressão à mulher originou-se com o formato tradicional da família, mas ele próprio desdenha a noção de que a família por si só havia subordinado as mulheres ao longo da história.  Em vez disso, ele firmemente coloca toda a culpa no capitalismo, o qual ele acreditava ter destruído o prestígio que as mulheres outrora usufruíam dentro da família.

Escreveu Engels,

Que a mulher era escrava do homem nos primórdios da sociedade é uma das idéias mais absurdas transmitidas pela filosofia do século XVIII....  As mulheres não apenas eram livres como também usufruíam uma posição altamente respeitada nos estágios iniciais da civilização, e representavam o grande poder entre as tribos.

Portanto, as épocas anteriores à Revolução Industrial foram romantizadas como sendo um período em que as mulheres tinham grandes poderes.  Engels alegava que a industrialização provocou uma separação entre o trabalho doméstico e o trabalho produtivo, separação esta que fez com que a injustiça que era o formato da família tradicional se ampliasse.  Sendo assim, o trabalho feminino se tornou um aspecto importante, porém subordinado ao uso maciço do trabalho masculino para alimentar a máquina capitalista.  Presumivelmente, os inegáveis avanços gerados pela Revolução Industrial para as mulheres — incluindo-se um aumento na expectativa de vida e vários direitos políticos — foram adquiridos a um custo extremamente elevado.

A análise de Engels, no entanto, apresentava um problema para as feministas.  Ele pressupôs que os homens não tinham nada a ganhar ao exercer poder sobre as mulheres, pois Engels analisava os seres humanos em termos de suas afiliações de classes — isto é, sua relação com os meios de produção.  Feministas queriam uma abordagem que incluísse tanto uma opressão de sexos quanto uma opressão de classes.  Para explicar por que as mulheres (ao contrário dos homens) possuem interesses que estão em conflito com o capitalismo, as feministas tiveram de ir além de Engels em suas análises.  Elas desenvolveram uma 'teoria do patriarcado' — do capitalismo masculino —, segundo a qual as mulheres eram oprimidas pela cultura masculina por meio dos mecanismos criados pelo capitalismo laissez-faire.  Tal teoria está em nítido contraste com as análises anteriores que diziam que as oportunidades geradas pelo livre mercado eram o remédio social para as mulheres culturalmente oprimidas pelo preconceito ou pelo privilégio masculino.

Em termos mais explícitos, como funciona este remédio?  Um empregador quer maximizar seus lucros sobre cada $ gasto.  Isto cria um forte incentivo para que ele leve em conta apenas o mérito de um empregado, desconsiderando por completo sua cor, etnia, religião ou sexo.  Tudo o que importa é a produtividade do empregado.  Uma mulher capacitada, que aceitar trabalhar por, digamos, um salário $100 menor que o de um homem similarmente capacitado, irá conseguir o emprego.  Se ela não conseguir, então aquele concorrente isento de preconceitos, que possui um estabelecimento logo ali na esquina, irá contratá-la, e o empregador preconceituoso irá perder sua vantagem competitiva.  Quando esta dinâmica ocorrer em escala maciça, as mulheres trabalhadoras serão crescentemente capazes de exigir salários continuamente maiores, reduzindo esta diferença de $100.  Este fator "equalizador" não se manifesta de imediato, e não ocorre perfeitamente.  Porém, com o tempo, movidos pelo interesse próprio, os empregadores tenderão a se tornar indiferentes a raça e gênero, pois é do interesse deles.  Eles farão isso em busca do lucro, e todos se beneficiarão.

Feministas que se opõem a este processo de equalização não estão defendendo a igualdade por si só; elas estão defendendo uma igualdade que existe somente de acordo com os termos que elas consideram "justos" e "corretos".  Suas objeções à Revolução Industrial não são empíricas, mas ideológicas.  Assim como elas não gostam das vozes das mulheres dos séculos XVIII e XIX que correram para as fábricas, elas também rejeitam tudo que livre mercado está dizendo sobre seu desejo de igualdade.

Conclusão

Não importa se a "difamação" se deve a uma distorção dos fatos ou à imposição de uma ideologia; o fato é que a Revolução Industrial deveria processar a história por calúnia.  Ou, mais especificamente, deveria processar a maioria dos historiadores.

Jocosidades à parte, e sem desconsiderar as injustiças que inevitavelmente ocorrem durante qualquer período, a Revolução Industrial estabeleceu a liberdade com a qual as pessoas se tornaram tão acostumadas, que até passaram a tratar a liberdade com desrespeito.  Talvez o redentor da reputação da Revolução Industrial venha a ser a inegável prosperidade que ela criou.  Atualmente, a prosperidade parece ser algo mais respeitado do que a liberdade, muito embora ambas sejam inextricavelmente relacionadas.


Leia também:

Fatos e mitos sobre a "Revolução Industrial"

Capitalismo

Individualismo, marxismo e a Revolução Industrial

Sobre a diferença salarial entre homens e mulheres 




[1] Dizer que as escolhas foram "coagidas" não é o mesmo que dizer que as mulheres dos séculos XVIII e XIX tinham escolhas severamente limitadas e podiam apenas escolher a melhor opção entre várias ruins.  Significa dizer que o trabalho industrial representava um retrocesso, uma coerção pior do que a vida rural.



autor

Diversos

  • mauricio   30/07/2012 08:25
    De acordo. Sem contar que o próprio feminismo dificilmente existiria sem o capitalismo.
  • mauricio barbosa  30/07/2012 09:50
    O capitalismo triunfou e continuará triunfando pois a liberdade é fundamental tanto prova que os russos são unãnimes em não querer voltar a experiência soviética e a grande midia gosta de desprezar chamando toda a iniciativa privada lá existente de mafia russa.
  • João  30/07/2012 10:25
    Concordo com o texto. Aceito a ideia de liberdade individual, ocorre que uma sociedade é um conjunto de indivíduos, então o individual é coletivo. Cria-se cenários que se apresentam as pessoas. Livres para fazer suas escolhas todas são, mas que conhecimento ou dicernimento tem daquilo que irão fazer? Não acho que ao Estado caiba resolver isso, mas alguém precisa. Sem educação as pessoas se contentarão sempre em estarem por baixo salvo alguns pouquíssimos e pontuais casos onde o pobre luta com as próprias forças e enriquece.

    O texto foi formidável quando falou de pessoas gananciosas. São pessoas nada mais que isso, mas essas mesmas pessoas fazem a sociedade andar, geram empregos. Ambicionam muito e ganham muito, as vezes inescrupulosamente e ilegalemente, mas geram empregos e renda aos trabalhadores. Como lidar com uma situação assim? O homem é uma animal, age sobre as circunstancias do meio que vive. Se uma oportunidade foi idenficada e ele possui o necessário para empreender nela o fará com certeza, do contrário nem identificará.

    Um cego por vezes é apresentado a caminhos alternados, mas como ele vai enxergar isso? Liberdade para seguir qualquer caminho tem, mas como vai enxergar? É o que a acontece com a educação. Sem ela não seguimos caminhos nenhum e sepre buscaremos sobreviver ao invés de viver.

    Posso abrir uma escola e oferecer uma edecuação para pessoas ignorantes, meus amigos podem fazer o mesmo e teremos alunos, pagando o preço justo pelo resultado que recebem. Brigas entre nós donos de escolas são relativas. Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam. Podemos evitar uma briga. Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários. Ninguém vai precisar cair é que pensam esses inescrupulosos que o autor se refere (na minha opinião).
  • Fellipe  30/07/2012 12:35
    João,

    Você está cometendo um erro grosseiro dizendo que o indivíduo não conta, o que conta é a coletividade. Erro aliás comum aos socialistas.

    Sugiro a leitura dos artigos abaixo para esclarecimento:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1253

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=409

    Abs,
  • Vagner  30/07/2012 13:30
    ...conhecimento ou dicernimento tem daquilo que irão fazer? Não acho que ao Estado caiba resolver isso, mas alguém precisa." Pode ser a força de vontade? A vontade de buscar uma vida melhor? Se o cara é preguiçoso e não quer buscar aquilo que quer e precisa é problema dele, ninguém tem o dever de ajudar.
  • Heisenberg  30/07/2012 14:52
    "Podemos evitar uma briga. Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários."

    Neste trecho vc explicou muito bem o surgimento das escolas públicas. Evitaram as brigas e também deixaram de oferecer educação.
  • Getulio Malveira  30/07/2012 15:42
    João

    "O individual é coletivo"

    Respondo: Contradição em termos (contraditio in adjecto): indica que você tem uma percepção confusa das ideias envolvidas. Recomendo pensar sobre isso.

    "É o que a acontece com a educação. Sem ela não seguimos caminhos nenhum e sepre buscaremos sobreviver ao invés de viver"

    Deixo o Pink Floyd te responder: "we dont need education...". Como professor secundário te recomendo reavaliar a educação formal. Em uma escola tudo que se pode ensinar, e portanto tudo que se pode aprender, é matemática, gramática, história, filosofia, etc. A maior parte dessas coisas, no melhor dos casos, só torna alguém mais erudito.

  • Patrick de Lima Lopes  30/07/2012 15:33
    João, irei responder a alguns tópicos recorrentes no seu ensaio. Permita-me...

    "Um cego por vezes é apresentado a caminhos alternados, mas como ele vai enxergar isso? Liberdade para seguir qualquer caminho tem, mas como vai enxergar?"

    Independente da cegueira, não somos capazes de saber aquilo que se passa por trás dos olhos de outro. Em nosso ponto de vista, todos são cegos; uns são mais racionais que outros.

    Acontece que, independente da cegueira que julgarmos existir nos olhos de outro indivíduo, ainda sim não cabe a nós ou ao estado decidir o que esta pessoa quer ou precisa.
    O cego, em suma, é capaz de decidir por si próprio o que deseja.
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    "Ambicionam muito e ganham muito, as vezes inescrupulosamente e ilegalemente, mas geram empregos e renda aos trabalhadores."

    Se o meu amigo ganha ilegalmente obrigando pessoas a trabalharem na fazenda dele, isto não tem nada a ver com capitalismo.

    A filosofia da liberdade baseia-se em três princípios básicos que são muito bem explicados em nossa introdução:

    www.youtube.com/watch?v=B7DVlC3kXrM&list=FLSmL9PvTJvJ9UcnqCAcNi9A&index=1&feature=plpp_video

    Se você considera-se um investidor ganancioso, ótimo. Mas lembre-se que o capitalismo real é uma ditadura dos consumidores, você apenas irá alcançar aquilo que deseja se for capaz de agradar ao consumidor.
    (Desculpe se fui falacioso ao criar um espantalho de seu comentário para servir de exemplo. Acontece que tentei ser o mais claro possível)
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    "Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam."

    Sinceramente, apresente-me estes seus amigos donos de escolas; são pessoas tão colaborativas!

    Mesmo se mim, João, Didi e Zacarias decidirmos criar um padrão em nossas escolas para que assim sejamos capazes de controlar um mercado consumidor, NADA impede de um de nós criar condições melhores e assim obter mais alunos e mais lucro. Também, NADA impede de a empresa da cidade vizinha descobrir que nós somos uns imbecis e roubar nossos alunos com grande facilidade(oferecendo um serviço um pouco melhor).
    Em minha cidade, São Gonçalo, onde a legislação e os altíssimos impostos facilitam a vida de capitalistas preguiçosos, os próprios alunos(infelizmente) terminam por resolver o problema: Estudam na cidade vizinha.

    Conclusão: Sem a lei, não há como criar um monopólio. Vide o sistema de telecomunicações na Guatemala e o sistema de telecomunicações no Brasil.
    Na experiência brasileira, mim e meus amigos não precisamos competir com gigantes de empresas internacionais e todas as nossas "briguinhas" que deveriam melhorar as condições dos serviços prestados ao consumidor são reguladas pela Anatel.
    Podemos simplesmente manter um padrão similiar entre nós e não competirmos o que levaria um a derrota, outro a vitória no momento que oferecêssemos melhores vantagens aos alunos que pagam.
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    "Podemos criar um sistema que mantenha tudo como está e todos saem ganhando e nossos empregados receberão seus salários. Ninguém vai precisar cair é que pensam esses inescrupulosos que o autor se refere (na minha opinião)."

    Estes "inescrupulosos" são pessoas em busca de lucro. Tenho uma amiga que acabou de abrir uma doceria após poupar com muito esforço em ouro e prata. Ela não oferece salários formais às suas funcionárias, prefere o trabalho informal pois este é mais barato e mais vantajoso para ambas as partes.
    Ela descobriu que, ao abrir aos domingos(dia em que a grande doceria do outro lado da rua não abre), ela consegue maximizar seus lucros. Acontece que nossa capitalista não consegue convencer suas funcionárias a trabalharem aos domingos. Por isso, decide oferecer ganhos extras às trabalhadoras ou até mesmo contratar uma equipe especial para servir durante os fins de semana. Ela confirma que aliar-se a um estabelecimento maior seria uma desvantagem mútua, pois ambos terminariam facilitando a vida dos comerciantes ainda menores.

    Agora imagine a seguinte situação: Os comerciantes menores são expulsos da cidade por uma ordem estatal orquestrada pelas duas empresas supra-mencionadas. Para "melhorar as coisas", o governo ainda impede nossa amiga de abrir aos domingos e oferecer preços muito menores que a competição. Os dois capitalistas estão seguros pois quem quiser comprar doces só terá três opções: Nossa amiga, o grande empresário ou não comprar.

    Moral da história: Não há nenhum monopólio que sustente-se SEM uma legislação irracional. Se você quer ser ambicioso no capitalismo, terá de submeter-se à única ditadura livre já criada: A dos consumidores.
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    Trate cada explicação de forma independente. Espero que minhas réplicas tenham sido claras. Qualquer questionamento, mande.
    Artigos que recomendo:
    www.mises.org.br/EbookChapter.aspx?id=39 (Apesar de não estar relacionado diretamente aos tópicos 1 e 2, fala bem sobre a citação 3. Excelentíssima leitura)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1358 (Texto elaborado pelo Barbieri. Leitura direta e clara)

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1309 (É o artigo que mais recomendo. Ele lida com o caso da doceria supramencionado e é uma leitura breve e útil)
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    Obrigado pela leitura.
  • anônimo  26/04/2014 20:14
    Concordo com algumas coisas que estão,mas outras estão deixando a desejar. A independência que a mulher conquista durante Revolução Industrial é realmente uma oportunidade que ela nunca teve antes, mesmo o Renascimento não trouxe isso as mulheres. Em toda a história da mulher apenas a Revolução ofereceu a ela o poder se sustentar por si própria, mas dizer que essa oportunidade foi oferecida porque os donos de grandes industrias tinham interesse no direito das mulheres é uma grande mentira, se fosse assim mesmo elas ganhariam o mesmo que os homens já que elas trabalhavam tanto quanto. Olhando através dos olhos da lógicas a Revolução trouxe muitos benefícios, um calçado não demora mais semanas pra ficar pronto, hoje temos máquinas e tecnologias que facilitam a nossa vida, mas dizer que o feminismo deve tudo a Revolução, isso não. Não devemos nada a pessoas que nos fizeram trabalhar como animais e ignoravam a nossa humanidade, sim nos deram a oportunidade de nos sustentar por si mesmo, mas nos tiram de nossa família, tirar a infância das crianças. Bom, eu sei bem com que argumento serei rebatida: " Ninguém forçou ninguém a aceitar o trabalho", mas vamos pensar bem será que eles tinham escolha? Sim, eles tinham, eles poderia morrer de fome e na miséria ou irem se aventurar em jornadas longas de trabalho para se alimentar. A partir do momento que se faz uma pessoa escolher entre uma necessidade básica e ir ser "escravizado" em uma industria você não está dando a ela a liberdade de escolha, você está manipulando a escolha dela. Enquanto, vocês pensam que podem escolher algo existem pessoas que estão acima de você decidindo tudo, se acha mesmo que pode escolher algo tente dizer não as leis que estão sendo votadas, diga não a corrupção e você será espancado como muitos dos manifestantes foram. Fique ai achando que o Capitalismo te dá liberdade de escolha e espere pra ver onde você vai chegar. E claro que existe alguns que irão dizer mortes são necessárias para se alcançar o auge, foram assim em muitas guerras, alguém tem que pagar esse preço, queria ver você dizer isso se fosse você e sua mulher ou sua mãe, ou mesmo sua filha que deveria estar brincando de boneca e ao invés disso estava em uma fabrica trabalhando e lucrando pessoas que nunca sequer irá olhar pra você e te agradecer pela sua criança que morreu operando uma máquina, queria ver você agradecer a uma Revolução que fez a sua mãe adoecer por conta da falta de higiene das fabricas e vir a falecer, queria ver você dizer muito obrigado por me fazer escolher entre não ver minhas crianças morrendo de fome e ir obriga-los a vir garantir seu próprio alimento.
    A Revolução trouxe benefícios e eu não ignoro isso, mas vocês ignoram a visão crítica, pare de agir como se não houvesse nada para criticar. Sua Revolução não trouxe apenas benefícios não e o capitalismo não esse sistema que fazem você acreditar, ele pode ser assim mas só na teoria, pois na pratica haverá homens para distorce-lo a seu favor. Pense nisso.
  • Jesuino  26/04/2014 20:35
    Onde o artigo diz que "donos de grandes industrias tinham interesse no direito das mulheres"?

    "Grande mentira" é você dizer que o artigo afirmou isso.

    No que mais, o resto do seu comentário foi apenas uma barata efusão de coitadismo e de vitimismo feminista, sem uma gota de originalidade. Vai ter de se esforçar mais se quiser criar algum impacto aqui.
  • anônimo  27/04/2014 00:56
    E você ser menos machista e desumano querido. Se você tivesse lido e compreendido coisa que não aconteceu você teria entendido que eu critiquei o fato de muito de vocês em seus comentários insistirem em dizer que não havia nada para ser criticado sobre a Revolução. Antes de criticar entenda o que eu expus e por falar em originalidade você não tem nem um pouco já que você está apenas repetindo as palavras de pessoas que não exitariam em explorar até o seu tutano. Não sei onde leu isso mas eu nunca quis causar impacto aqui, eu quis apenas expressar a minha opnião, eu posso não? O capitalismo diz que eu tenho essa liberdade. Bom, quanto aos grandes empresários dizerem que apoiavam as mulheres acho que você tem que ler um pouco mais, apoiavam tanto que elas ganhavam menos que os homens e eram substituídas em épocas de crise por homens pois seu trabalho era considerado inferior, apenas em 1917 elas conseguiram o direito a "licença maternidade" e não foi os grande donos de indústrias que deram isso a elas, eles precisam de operários e era essa a ligação entre eles e elas. Ah, eu também queria te alertar caso você não saiba que a informação é muita manipulavam e fica a favor dos homens quando está nas mãos de machistas, sejam eles homens ou mulheres.
  • Nikki  03/03/2017 00:32
    Não cansa dessa ladainha de machismo? Privilégio masculino? Quanto choro.
  • Hay  28/04/2014 12:32
    Sim, eles tinham, eles poderia morrer de fome e na miséria ou irem se aventurar em jornadas longas de trabalho para se alimentar.

    Olha, eu tenho uma novidade para você: essas pessoas se aventuravam em jornadas longas de trabalho para se alimentar antes da Revolução Industrial também. Ou você imagina que a vida no campo, sem os equipamentos que se tornavam acessíveis justamente após a Revolução Industrial, era mais fácil do que o trabalho em uma indústria?

    A partir do momento que se faz uma pessoa escolher entre uma necessidade básica e ir ser "escravizado" em uma industria você não está dando a ela a liberdade de escolha, você está manipulando a escolha dela.

    O seu problema é que você não pensa em como era o mundo antes de existir a indústria. Pense em uma vida sem absolutamente nada do que você agora utiliza no seu dia-a-dia. Pense em como era a vida quando até mesmo as roupas eram coisas muito caras, e nem mesmo uma enxada era algo que uma pessoa podia comprar facilmente.

    se acha mesmo que pode escolher algo tente dizer não as leis que estão sendo votadas, diga não a corrupção e você será espancado como muitos dos manifestantes foram. Fique ai achando que o Capitalismo te dá liberdade de escolha e espere pra ver onde você vai chegar.

    ??? O que isso tem a ver? É sério que você está confundindo corrupção estatal com capitalismo?

    E claro que existe alguns que irão dizer mortes são necessárias para se alcançar o auge, foram assim em muitas guerras, alguém tem que pagar esse preço,

    Olha, se você acha que vai chegar a algum lugar inventando que alguém disse alguma coisa sobre mortes serem necessárias, eu trago más notícias: você só está fazendo papel de pessoa de baixa capacidade intelectual dessa maneira. Se você se ofendeu com isso, da próxima vez, não invente palavras e discursos para sair por aí fazendo pose de pacifista lutando contra o mal.

    queria ver você dizer isso se fosse você e sua mulher ou sua mãe, ou mesmo sua filha que deveria estar brincando de boneca e ao invés disso estava em uma fabrica trabalhando e lucrando pessoas que nunca sequer irá olhar pra você e te agradecer pela sua criança que morreu operando uma máquina, queria ver você agradecer a uma Revolução que fez a sua mãe adoecer por conta da falta de higiene das fabricas e vir a falecer, queria ver você dizer muito obrigado por me fazer escolher entre não ver minhas crianças morrendo de fome e ir obriga-los a vir garantir seu próprio alimento.

    Ah, por favor... Além de inventar coisas, agora você está fazendo um apelo à emoção do mais tosco. Deixe-me explicar uma coisa: essas crianças morriam, e morriam aos montes, antes da revolução industrial. A mortalidade infantil era altíssima. Se você duvida, vá lá ver se a mortalidade infantil diminuiu ou aumentou na Revolução Industrial. Por sinal, não sei se você sabia, mas Karl Marx, ao verificar que os números que ele estudava mostraram uma melhora nas condições de vida com o capitalismo, fez uma coisa bem marota: utilizou números de algumas décadas antes.

    o capitalismo não esse sistema que fazem você acreditar, ele pode ser assim mas só na teoria, pois na pratica haverá homens para distorce-lo a seu favor. Pense nisso.

    Parabéns, você descobriu que pessoas podem distorcer o capitalismo. Agora só falta você descobrir que as pessoas que mais o distorcem são justamente as pessoas que juram estar "corrigindo suas falhas".

    Da próxima vez, tente argumentar ao invés de inventar coisas para depois criticá-las, pois ninguém disse que:
    - Não há nada para ser criticado
    - A Revolução Industrial foi perfeita
    - O capitalismo é perfeito
    - O capitalismo nunca pode ser manipulado

    Aliás, você já saberia disso tudo se tivesse se dado o trabalho de ler um ou dois artigos a mais nesse site.
  • Patrick de Lima Lopes  30/07/2012 10:27
    Contestações mais comuns.:
    E quanto à perda da inocência das crianças?
    E quanto ao estresse sofrido pelo simples homem do campo?
    E quanto ao assédio sexual e ao ostracismo nas indústrias?
    E quanto ao sucesso da legislação em combater o trabalho infantil?
    E quanto à separação da unidade familiar?
    E quanto aos pais que forçaram seus filhos a trabalhar?
    E quanto à moldagem do tempo humano pela jornada de trabalho?





  • Camarada Friedman  30/07/2012 11:18
    E quanto à perda da inocência das crianças?

    Essas crianças sempre são as mais responsáveis, não é a toa que pessoas como eu(que não tem esse background de trabalho na família, pois os ancestrais ja trabalham por mim) são as mais irresponsáveis(coisa demorei para corrigir) e mais propensa aos pensamentos socialistas.
    Você não percebe que a maioria da criançada que abraça a propaganda esquerdista em universidades públicas são pessoas que nunca correram riscos ? - Nunca precisaram trabalhar, nunca precisaram cuidar de ninguém, etc...
    Uma criança não vira um adulto da noite do dia só porque trabalha.

    E quanto ao estresse sofrido pelo simples homem do campo?

    Os camponeses não deixam de ser camponeses porque foram obrigados. Eles vem para as cidades buscando uma vida melhor e abraçam os riscos. Não existe "simples" homem do campo, você esta zoando meus ancestrais.
    Pelo menos onde eu moro, as pessoas do campo são muito mais maduras que seus iguais da cidade. Como eu disse na primeira resposta: Uma vida de labor cria responsabilidade.

    E quanto ao assédio sexual e ao ostracismo nas indústrias?
    ...

    E quanto ao sucesso da legislação em combater o trabalho infantil?
    Coração no lugar certo, cérebro no rabo.

    E quanto à separação da unidade familiar?
    Balela marxista, veja o número de separações entre os negros americanos. Ta bem documentado. Se você não entendeu minha resposta vai precisar pesquisar.
    O estado é o maior destruidor de famílias... não é a toa que para esquerdistas mães solteiras acabam o melhor e mais moderno exemplo de "família".

    E quanto aos pais que forçaram seus filhos a trabalhar?
    Forçam ? Em que mundo você vive ? Você acha que pobres deixam os filhos no semáforo porque querem EXPLORAR os filhos ? Essas crianças estão la justamente porque o estado não permite que elas trabalhem em outro lugar... e dae fica por isso mesmo. Nenhum empregador tem coragem de contratar.
    Além do que, se um empregador contratar uma criança as escondidas, ele tem o risco de ser processado pela família da criança.(coisa que ja aconteceu em um mercadinho da minha cidade, que não existe mais)

    E quanto à moldagem do tempo humano pela jornada de trabalho?
    Sei la.
  • Patrick de Lima Lopes  30/07/2012 12:28
    Ótimas respostas, Friedman, mas estas réplicas são as que recebo, não as inventei.
    Ainda sim, obrigado penas explicações.
  • Patrick de Lima Lopes  30/07/2012 15:02
    @Vagner
    @Alexander
    @Camarada Friedman.

    Estas contestações não são minhas pois o próprio texto responde àquelas que são relevantes. São as "contestações mais comuns" que recebo ao defender a revolução industrial.

    Desculpem pelo mal-entendido e obrigado pelos esforços da respostas.
    ---------------------------------------------------------------------------------------
    @Friedman
    Não tenho nada a contestar. Você foi muito coerente.
    Um ponto importante da crítica marxista e até mesmo da justificativa de políticas socialistas pelas bancadas social-evangélicas do congresso é a utilização de um ideal romântico de uma família que nunca existiu. Utilizando tal conceito, nossos excelentíssimos deputados negam entregar direitos(Direitos, não privilégios) básicos que o indivíduo tem consigo mesmo. Vide a liberdade matrimonial, o uso de entorpecentes, etc.

    @Alexander
    Exato!
    Apesar de o tirano/assassino/monstro populista do Getúlio Vargas receber o mérito por supostamente ter acabado com o trabalho infantil nas indústrias(Verifique a matemática e verá que o trabalho de crianças nas fábricas brasileiras já era raro), no campo as crianças ainda hoje crescem aprendendo a colher batatas.
    Não há caminho à eliminação do trabalho infantil(Tomando "Trabalho Infantil" como qualquer tarefa utilizada para gerar renda) senão as liberdades econômicas.

    @Vagner
    (Ressalto novamente de que não estou questionando o artigo, apenas mencionando as contestações que geralmente recebo de leigos ou esquerdistas)
    "Lei nenhuma pôs comida e conforto nas mãos dessas famílias"
    Ensine-me como fazer as pessoas entenderem este princípio tão básico. Sempre que afirmo isto, a contestação que recebo é o bom e velho: - Seu comentário é bem desalmado.
    Antigamente, eu costumava ir às comunidades marxistas para debater este assunto da revolução industrial. O que mais eu via era: Você só está defendo um egoísmo desenfreado; você deixaria mesmo uma vida humana depender da quantidade de ouro na conta desta pessoa?
    ---------------------------------
    Obrigado pelas respostas.
    Vale afirmar de novo: As contestações NÃO são minhas, qualquer pessoa que leu ao artigo com um mínimo de atenção não precisaria perguntar nada disto. Estas são as respostas que costumo receber por defender a revolução industrial.
  • Vagner  30/07/2012 19:42
    A meu amigo, me desculpe então. Procure aqui no mises que você acha vários artigos para responder suas perguntas.
  • Vagner  30/07/2012 19:46
    Realmente. Quando citamos algo desse tipo somos taxados de desalmados, sem coração e insensíveis. Neste artigo, publicado recentemente, explica por que isso acontece: www.mises.org.br/Article.aspx?id=1364.
  • Oziel José  31/07/2012 09:23
    Sei que isso aqui deve ser um fato inconteste, mas a unidade familiar deve ser preservada, liberdade matrimonial significa o fim da estrutura familiar, isso não vem apenas de bancadas "evangélicas", diversos estudos demonstram a diferença que um lar bem estruturado baseada em pai e mãe, faz para as pessoas.

    Em relação as drogas, acredito que sei a opinião de muitos nesse fórum, mas entendo que sempre que o ser humano é levado a um estado mental em que ele possa desrespeitar as liberdades dos outros, penso que a verdadeira liberdade é a restrição.

  • Alexander  30/07/2012 11:43
    Resposta às "Contestações mais comuns":

    E quanto à perda da inocência das crianças?
    É problema dos pais, não acho que o Estado tenha obrigação de educar seus filhos.

    E quanto ao estresse sofrido pelo simples homem do campo?
    Desculpa, mas do que está falando???

    E quanto ao assédio sexual e ao ostracismo nas indústrias?
    Problema individual de cada um, para isso existem as leis. Um excerto: a ausência do Estado NÃO SIGNIFICA A INEXISTÊNCIA DAS LEIS.

    E quanto ao sucesso da legislação em combater o trabalho infantil?
    É mesmo? Então todas essas campanhas que volta e meia vemos, são mentiras! Combater o trabalho infantil, se deve ser combatido, é função individual de cada família, não do Estado!

    Já parou pra pensar que tipo de empresa contrata menores ilegalmente? Não vamos culpar o sistema pela atitude de certos empregadores e de certos pais.

    E quanto à separação da unidade familiar?
    Ainda querendo que alguém tome conta da sua família?

    E quanto aos pais que forçaram seus filhos a trabalhar?
    E quanto aos pais da época medieval que faziam seus filhos trabalhar nas lavouras para ter o que comer? Acho que julgar o conjunto da humanidade por atitudes isoladas, baseadas na experiência passada da própria civilização, (E são sim isoladas, você obrigaria seu filho a trabalhar ou acha que estudos podem lhe garantir uma condição melhor?) e exigir leis para tal é forçar a barra.

    E quanto à moldagem do tempo humano pela jornada de trabalho?
    Questão estupidamente complexa para ser analisada somente em virtude da revolução industrial. Há conceitos sociológicos, tecnológicos e vários ógicos atrelados a esta discussão.

    Raramente vi algum funcionário de chão de fábrica reclamar quando tem que fazer muita hora extra, já que ele sabe que o $$ no fim do mês será mais recheado.

    Essa mentalidade de que tudo tem que cair do céu no seu colo, que o Estado deve lhe prover suas necessidades, já deu no saco. Se vira!!!!
  • Vagner  30/07/2012 12:58
    No próprio texto explica várias perguntas desse rapaz. Nem leu o texto e joga essas perguntas sem sentidos por aqui. Complicado.
  • Vagner  30/07/2012 13:24
    Sobre o trabalho infantil: Você acha que os pais dessa crianças colocaram seus filhos para trabalharem por que eles eram maus? Porque possuíam uma ganância insensível? Ou eles faziam isso com a criança ou morriam de fome. Quantos pais não trabalharam duro na infância para terem o que comer e hoje podem dar uma vida de conforto para toda sua família? Tudo isso graças ao capitalismo, ao livre mercado que restou. Lei nenhuma pôs comida e conforto nas mãos dessas famílias.
  • Eduardo Marques  30/07/2012 19:07
    Fiquei impressionado com a versão de Engels sobre a posição da mulher na sociedade. Incrível imaginar que mesmmo assim o feminismo ainda tenha um viés tão marxista. Há um tempão que eu adiava a leitura desse livro para saber a visão do comunismo sobre as mulheres.

    Grato pelo texto!
  • Sérgio  31/07/2012 00:13
    Acontece que o objetivo do feminismo é mesmo destruir as famílias. O fenômeno da "revolução sexual" é parte da revolução cultural gramsciana. Feminismo nada mais é do que comunismo sexual.
  • Eduardo Marques  31/07/2012 12:07
    E o objetivo do Filósofo Cristão, a cuja filosofia vc se refere, é destruir a individualidade e a liberdade das pessoas, impondo visões morais tacanhas e coerções por pensamentos dissidentes.

    Não, obrigado pode ficar com ele.
  • Sérgio  31/07/2012 12:35
    Não é filosofia cristã, é lógica. Simples: a base de uma sociedade forte é a família nuclear composta por pai, mãe e filho(s), e uma boa educação moral. Uma sociedade não pode se manter com família desagregadas, promiscuidade...Enquanto a família funciona, a sociedade funciona. Pelo bem da nossa civilização, ou restauramos a moral mais lógica ou teremos o colapso da nossa civilização.
  • Eduardo Marques  31/07/2012 13:32
    "[...]a base de uma sociedade forte é a família nuclear composta por pai, mãe e filho(s), e uma boa educação moral."

    Eu sempre achei que aqui no Mises ela fosse a liberdade e a propriedade privada. Estranho, não?
  • Sérgio  31/07/2012 17:41
    Meu caro, eu não sou editor, nem membro do Instituto Mises, sou apenas um comentarista. Sim, a base de uma sociedade é a liberdade e a propriedade privada, só que liberdade não é libertinagem. Enende o que eu quero dizer, né? Sem famílias estruturadas, nenhuma civilização se mantém. Isso é empírico, é histórico. Todas as sociedades que abandonam a moral tradicional e recato acaba colapsando. Os romanos só queriam saber de bacanais. Então os germanos, que segundo Tácito tinham uma família mais estruturada, derrotaram o Império Romano já combalido pela imoralidade. Olavo de Carvalho já disse isso: as base de uma sociedade é família, religião, cultura...
  • Eduardo Marques  31/07/2012 18:52
    "liberdade não é libertinagem"

    Não para o movimento libertário, de certa forma. E o Filósofo das Estrelas é contra a ideologia pregada aqui¹ (pelos motivos errados, parece que nunca leu nada sobre a filosofia, só critica pelo nome). É incrível o tipo de gente que esses artigos a respeito de liberdade de associação atraem. Ficam todos animadinhos por terem alguém que não é totalmente contra a discriminação e nem se interessam em se informar direito sobre a coisa.

    Se vc acha que famílias são a base da sociedade, mulheres devem ser submissas e blá blá blá, ótimo, só não force isso para os outros. Isso é ser libertário.

    "There are some common misconceptions about both philosophical and political libertarianism. Neither variant requires that respecting others' rights be the sum of morality. Libertarians can, and usually do, maintain that people have obligations to be charitable to each other, although some of these obligations should not be enforced legally.
    [...]
    Conservatives have two choices. Either they can admit that like their alleged adversaries on the left, they are essentially revolutionaries who would like to use the federal government as a tool to engineer society to their specifications, or they can admit that they do not wish to force society to conform to any particular pattern, that they do take constitutional strictures seriously, and that their guiding principle is respect for individual rights. If they take the latter course, they are really libertarians rather than conservatives, as that term is understood today. "

    freestateproject.org/about/essay_archive/conservatism.php
    (Leia o artigo inteiro, de preferência.)

    ¹www.youtube.com/watch?v=rpNKiWDMY7g
  • Catarinense  31/07/2012 20:43
    Eduardo, indivíduos podem ser irresponsáveis o quanto quiserem, mas, vale lembrar, devem arcar com suas consequências. A liberdade defendida aqui é diferente da libertinagem neste ponto, o que acaba por torná-las completamente opostas.

    Pelo que vi até agora, o que o Sérgio fez foi defender que a estrutura familiar tende a gerar uma sociedade estável, ordeira e respeitosa aos direitos individuais. O contrário também pode ser afirmado com certa segurança. Você discorda disto? Vale lembrar dos exemplos históricos das sociedades onde ocorreram os maiores acúmulos de capital para apoiar estes pontos.

  • Eduardo Marques  01/08/2012 04:55
    Catarinense, se você tiver se dado ao trabalho de ler o texto que eu coloquei ali, verá que, para o libertarianismo, não existem "conseqüências", apenas opiniões diferentes. Se uma mulher age de modo a ser considerada uma "vagabunda", não quer dizer que ela deva sofrer alguma sanção do Estado por isso, ela só não é dona da opinião dos outros, que podem, ou não, enxergá-la como "vagabunda". Se vc põe o conservadorismo acima da liberdade individual, vc é só mais um revolucionário que quer usar o poder do governo para moldar a sociedade a seu próprio gosto.

    Se vc acha que família blá blá blá, isso é só SUA opinião. Cada um tem sua própria noção de certo e errado e não cabe a você definir quando a liberdade do outro se tornou libertinagem. Do contrário, é o mesmo que admitir que a lei pode estar certa ao estabelecer o crime de racismo, pois liberdade de ser racista, para alguns, é libertinagem.
  • Catarinense  01/08/2012 06:40
    Eduardo, você acordou do lado errado da cama? Mostre onde há qualquer defesa ao estado em minhas palavras. Não sei se você e o Sérgio tiveram algum debate prévio em outro artigo, mas também não vi nada nas palavras do Sérgio defendendo o estado.
  • Eduardo Marques  01/08/2012 07:40
    Eu também não defendi coerções por parte do Estado, por que vc e o Sérgio estão pegando no meu pé, então? O Sérgio me veio pregando uma visão de mundo moralista-medieval-olavete e eu apenas recusei educadamente. Eu já disse milhões de vezes, provei e tudo o mais, que o libertarianismo não apoia a coerção moral e vcs insistem em tentar me enfiar moralismo goela abaixo. Vcs apóiam moralismo? Certo, vão lá, à vontade. Mas vão sem mim. A conversa toda aqui aconteceu mais ou menos assim:

    Eu: "Que interessante o texto! É estranho que o feminismo tenha tanto viés marxista."

    Sérgio: "Acontece que o objetivo do feminismo é mesmo destruir as famílias. O fenômeno da "revolução sexual" é parte da revolução cultural gramsciana. Feminismo nada mais é do que comunismo sexual."

    Eu: "OK. Só mantenha essa filosofia contra a liberdade individual longe de mim. E o Cigano do Senhor a que vc alude é contra o libertarianismo [link de vídeo]"

    Daí vc e ele vieram balbuciando coisas confusas a respeito de vossos conceitos pessoais de ética cristã (eca!), família, valores e tradição, que não tinham nada a ver com o assunto do texto ou meu comentário original.
  • Catarinense  01/08/2012 09:30
    Ok Eduardo, peço desculpas, não imaginei que você estivesse defendendo uma ideologia que vive basicamente da coerção estatal para garantir privilégios as custas do resto da população. No entanto, se você tiver interesse em saber como a ética cristã teve influência e colaborou para a teoria econômica, além do desenvolvimento da civilização ocidental ( não são apenas conceitos pessoais, como você irá verificar ), aqui tem alguns artigos:\r
    \r
    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=14\r
    \r
    \r
    Ps. Ninguém em nenhum momento lhe acusou de nada nem tentou lhe obrigar a nada, apenas apontamos um fato histórico. E tenha em mente que a negação do movimento feminista não implica no apoio a opressão às mulheres ou numa suposta crença de que "lugar de mulher é na cozinha".\r
    \r
    Ps². "Coerção" moral? Sério?\r
  • Eduardo Marques  01/08/2012 11:53
    "não imaginei que você estivesse defendendo uma ideologia que vive basicamente da coerção estatal para garantir privilégios as custas do resto da população"

    Esse "não" foi acidental? Quando foi que eu defendi uma coisa dessas? O próprio autor do texto diz que o mercado se encarrega de atrapalhar o preconceito. E leia os textos que você mesmo linka:

    "Não há nenhuma conexão decisiva entre a posição religiosa de uma pessoa e o fato de ela ser a favor ou contra o libertarianismo. É verdade que muitos, senão a maioria, dos libertários são ateus, mas isso está correlacionado ao fato de que a maioria dos intelectuais, das mais variadas convicções políticas, são também ateus."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=558

    Agora, vá pregar a palavra de Deus na sua igreja. Não tenho interesse nisso.
  • Catarinense  01/08/2012 12:20
    Eduardo, você não ficou revoltado quando o Sérgio disse que "o objetivo do feminismo é mesmo destruir as famílias."? De alguma maneira você relacionou o comentário dele como sendo contrário às liberdades individuais. Eu entendi esta repulsa como uma crença que o feminismo defende uma suposta "liberação" das mulheres. Mas estou começando a entender seu ponto de vista, sua repulsa toda é simplesmente pelo fato de alguém ter mencionado uma suposta "ética cristã", que você acredita ser incompatível com as liberdades individuais, não estou certo? E não fique tão estressado, meu caro, ninguém está pregando nada, somente comentando verdades conhecidas e facilmente verificáveis. Se você quer se recusar a pelo menos se informar sobre o assunto que critica, o problema é todo seu e ninguém tem nada com isto, de fato. Mas as consequências para você podem não ser muito agradáveis.\r
    \r
    \r
    Ps. Você continua lendo coisas em meu texto que não escrevi. Qual o motivo da sua citação?
  • Eduardo Marques  01/08/2012 13:06
    Catarinense, na minha primeira resposta ao Sérgio, eu não falava de "filosofia cristã", eu estava me referindo a Olavo de Carvalho, a cujo pensamento supus que Sérgio se referia (e acertei, pois ele o citou mais à frente). Ele entendeu mal e achou que eu estava falando de filosofia cristã. Vc chegou no meio de tudo achando que alguém estava difamando o Senhor e tentando destruir a sociedade.

    O feminismo, creio, está certo em suas finalidades, apenas têm péssimos argumentos e consegue divulgar suas idéias de maneira pior ainda. Não tenho nada contra a religião, só acho que é uma coisa irracional e idiota. O que eu vou fazer, se a pessoa quiser agir como retardada, como "vadia" ou "bicha"? É problema dela, não? Ateus formam indubitavelmente a maior parte dos intelectuais, divorciam-se menos e são os menos numerosos nas prisões. E não fique tão estressado, meu caro, ninguém está pregando nada, somente comentando verdades conhecidas e facilmente verificáveis. Se você quer se recusar a pelo menos se informar sobre o assunto que critica, o problema é todo seu e ninguém tem nada com isto, de fato. Mas as consequências para você podem não ser muito agradáveis.
  • Catarinense  01/08/2012 17:03
    Eduardo, apenas reafirmei o ponto colocado pelo Sérgio, que uma vida pautada pela ética cristã traz frutos positivos, tanto para o indivíduo como para a sociedade, em detrimento de estilos de vida libertinos, que não trazem benefícios para o indivíduo ( exceto benefícios efêmeros ) ou a sociedade. Note que não há juízo de valor nenhum aqui, apenas análise fria.\r
    \r
    O feminismo veio para, supostamente, libertar a mulher. Em primeiro e último lugar, ela não estava nem nunca esteve presa. O feminismo pressupõe uma igualdade entre os sexos que não existe. Note que não há juízo de valor nenhum aqui, apenas análise fria.\r
    \r
    E, de novo, eu não disse, nem vi ninguém dizer, que as ações de outros indíviduos não são problemas delas e só delas. Se estas não suportam uma análise crítica de suas atitudes, sinto muito. Ah, também não dou a mínima para o que você acredita ou deixa de acreditar. Mas este espaço é para debates, e um debate, para ser sério, pressupõe afirmações e réplicas, que utilizam fatos para embasá-las e não retórica vazia ou emotiva. Até agora você falhou nestes termos. Mas, novamente, problema é seu. Note que não há juízo de valor nenhum aqui, apenas análise fria.\r
    \r
    Ps. Veja só, estou lisonjeado, obrigado pela homenagem ao repetir minhas palavras.\r
    \r
    Ps²: Se você não queria um debate sério, podia ter avisado no começo. Passe bem, tenho coisas melhores para fazer.
  • Fernando Soares  01/08/2012 18:42
    é cada uma ... Então você acha que a mulher sempre foi completamente livre, que a sociedade sempre reconheceu os direitos de propriedade das mulheres, que as mulheres sempre puderam escolher a profissão que quisessem... --'

    Primeiramente, acho que você tem uma visão equivocada do que é o feminismo. Segundo, o feminismo é um movimento muito diversificado, existe inclusive o feminismo individualista ou libertário. Recorrendo à Wikipédia, "Feminismo é um movimento social, filosófico e político que tem como meta direitos equânimes (iguais) e uma vivência humana liberta de padrões opressores baseados em normas de gênero."

    Talvez existam algumas feministas que dizem que homens e mulheres são completamente iguais, mas de modo algum isso é a opinião unânime.
  • Catarinense  02/08/2012 10:03
    Certo Fernando, me diga algum problema envolvendo a liberdade das mulheres que não seja resolvido no âmbito da defesa das liberdades individuais e que precise da criação de um conflito de classes e da intervenção estatal para solucioná-lo.\r
  • Sérgio  02/08/2012 11:56
    Caro Fernando, vc acredita que o Feminismo xiste para "libertar" a mulher? Exatamente o contrário, o Feminismo oprime a mulher. Observe: é justamente o Feminismo que objetifica a mulher, que prega por meio de uma guerra cultural a promiscuidade, a objetificação, o fim da família, a escolha pela carreira (mesmo sabendo que isso torna a mulher infeliz, pois é comum que elas prefiram a família e não a carreira).

    Em seu livro "A Origem da Família, da Propriedade e do Estado", Frederick Engels deixa bem que o objetivo da esquerda é destruir a família nuclear: "A primeira condição para a liberação da esposa é trazer o sexo feminino inteiro de volta a indústria pública, e por sua vez isto exige a abolição da família monogâmica como a unidade econômica da sociedade". E a Revolução Cultural Gramsciana tá cumprindo este objetivo... Este é o sentido de revolução cultural gramsciana. No cultural, as idéias não passadas diretamente para que as pessoas aceitem, mas inseridas subconscientemente aos poucos no meio da cultura até que todos pensem que é o normal e que devem fazer tudo o que o senso comum diz.
  • Sérgio  01/08/2012 14:27
    Tá na cara que és esquerdista. Só mesmo esquerdista rotula um leitor do Olavo de "olavete"...
  • Julio dos Santos  01/08/2012 06:58
    Barbaridade Eduardo, ninguém citou, pelo menos neste artigo, que uma mulher que tu chamas de "vagabunda", deva ser punida por outra pessoa. Estás deturpando tudo.\r
    Um exemplo deste teu tipo de interpretação são aquelas pessoas que acham um absurdo Jesus falar que quem não seguir os seus passos irá arder no fogo como ramas secas, alegando que está sendo pregada uma apologia a violência. Interpretação simples meu caro! Em nenhum momento Ele cita que se deve botar fogo em quem não é cristão, ou tu entendeste isto?\r
  • Sérgio  01/08/2012 09:41
    "Se uma mulher age de modo a ser considerada uma "vagabunda", não quer dizer que ela deva sofrer alguma sanção do Estado por isso"
    Eduardo, aonde eu defendí sanção do Estado??? Uma mulher promíscua, pode sim sofrer sanções da família e da sociedade. Um pai pode punir uma promíscua ou um filho viciado em droga, expulsando deserdando e expulsando de casa. Onde há coerção estatal nisso? Isso está totalmente de acordo com o princípio libertario de defesa da propriedade privada. Afinal, um pai de família é o dono da casa, ele pode expulsar quem ele quiser. Uma mulher também pode sofrer com o boicote social, sendo desprezada por todo o mundo, e denunciada. Onde há coerção estatal nisso???
  • Sergio  01/08/2012 06:47
    "O contrário também pode ser afirmado com certa segurança. Você discorda disto? Vale lembrar dos exemplos históricos das sociedades onde ocorreram os maiores acúmulos de capital para apoiar estes pontos."
    - O contrário não pode ser provado, pois não há História sociedades que evoluíram e/ou sobreviveram sem família sólidas e coesas. Ademais, não é possível haver acumulação de capital sem poupança, ou seja, sem se abster do consumo. O hedonismo imoral não valoriza a poupança e a acumulação de capital. Pessoas promíscuas e imorais gastam tudo para o prazer imediato, sem pensar no próprio futuro. Sem poupança, nao há acumulação de capital, e sem acumulação de capital, uma sociedade não se desenvolve. Acho que você entende o que eu quero dizer, né?
  • Catarinense  01/08/2012 08:43
    De fato Sérgio, falha minha. Minha intenção era afirmar exatamente o que você apontou, obrigado pela correção.
  • Sérgio  01/08/2012 06:39
    Há também um outro texto que diz que libertário não é a mesma coisa que libertino:

    www.lewrockwell.com/orig6/george4.html
  • anônimo  01/08/2012 03:41
    Interessante. Então Roma caiu porque só queria saber de putaria enquanto os germanicos se uniam em celulas familiares?

    Conte-me mais sobre como Roma, quase toda convertida ao cristianismo, adorava bacanais.
  • Catarinense  01/08/2012 06:27
    Anônimo, a parte justamente que não havia se convertido era a dos ricos e governantes. Você já leu algo a respeito do que acontece quando o povo retira seu consentimento das ações do governo? E em Roma foram várias causas que levaram ao declínio. Esteja certo de que a retirada do apoio ao governo (na forma de evasão de impostos) e o surgimento de comércios paralelos foi uma das causas da inflação da moeda. De novo, esta foi uma das causas.

    Agora me diga, a ética cristã sugere o trabalho duro, uso racional dos recursos, baixa preferência temporal e preocupação com o futuro. Isto não soa semelhante com o que a escola Austríaca ensina?

  • Sérgio  01/08/2012 06:59
    "A ética cristã sugere o trabalho duro, uso racional dos recursos, baixa preferência temporal e preocupação com o futuro."
    Perfeito, eu já tinha dito isso. Uma pessoa promíscua e viciada em alguma coisa (droga, alcool), não se preocupa nm o próprio futuro. Ele não poupa, ele gasta tudo agora... É o que eu falei, uma sociedade hedonista valoriza a gastança e o ócio, e não o trabalho duro e a poupança...
  • Oziel JOse  01/08/2012 07:50
    Liberdade não é libertinagem, mas a vida do homem envolve responsabilidades, e cetas responsabilidades exigem compromisso, que muitas vezes significa o oposto de liberdade. O problema aqui é que se tenta adaptar uma teoria econômica, que eu concordo plenamente, com questões morais que aparenta ser uma forçada de barra, pois penso que a lógica aplicada não funciona quando se trata de relacionamentos humanos.

    Se um homem se torna pai, ele possui uma responsabilidade intrínseca e eterna com o filho e aconteça o que acontecer isso não mudará. Se as pessoas concordam em dividir o mesmo espaço, eles possuem uma área de atuação mútua e isso é responsabilidade, isso não significa no entanto que seja essa área mútua a definir todos os passos das pessoas, mas o mínimo suficiente para garantir um nível satisfatório na maioria possível, sem que uma minoria seja defenestrada por isso.
  • Sérgio  01/08/2012 06:56
    Anônimo, o lado romano que estava quase todo convertido ao cristianismo foi o lado oriental (o Império Bizantino) que sobreviveu por mais mil anos...
  • Marcus Benites  01/08/2012 09:19
    A frase do Sérgio geradora da confusão: "Pelo bem da nossa civilização, ou restauramos a moral mais lógica ou teremos o colapso da nossa civilização". Também percebi certo pendor, no "ou fazemos isso ou chegaremos àquilo", para uma imposição, o que vai contra qualquer respeito às liberdades individuais... O Sérgio tem todo o direito de pensar o que pensa sobre a família, não impor isso a ninguém, nem obrigar as pessoas a agirem conforme o seu preceito. Se 90% das pessoas não quiserem se agrupar em famílias modelares, ninguém deve forçá-las ao contrário em nome da "verdade que é melhor pra todos", de que os socialismos, comunismos, fascismos e nazismos tanto já se serviram e se servem para uma própria justificativa. Ao Sérgio cabe, apenas, acreditar no que acredita e tentar convencer os demais. Aos outros, cabe a decisão de concordarem e agirem como ele ou não, sem que sejam forçados a algo em nome da "coletividade". Se foi assim que todo mundo pensou, nada do que é libertário foi desrespeitado e houve, apenas, uma confusão de semântica.
  • Catarinense  01/08/2012 09:49
    Marcus, vejo o comentário citado apenas como uma observação, e que pode ser baseada até certo ponto em eventos históricos, nada mais do que isto. Não vi uma menção de coerção para quem discordasse, apenas uma relação de causa. Se eu digo que "ou você olha pros dois lados ao atravessar a rua ou será atropelado" estou lhe coagindo a algo ou apenas fazendo um alerta?
  • André Caniné  02/08/2012 14:37
    Ateu nervoso detected. \r
    Eduardo, tenha a bondade de ler os artigos do site correlacionado Igreja Católica e livre mercado.\r
    \r
  • Neto  03/10/2012 04:26
    'destruir a individualidade e a liberdade das pessoas, impondo visões morais tacanhas e coerções por pensamentos dissidentes.'

    Eduardo, coerção é apontar uma arma e falar: ME PAGUE.
    Não existe isso de 'coerção por pensamentos dissidentes', cada um pensa o que quiser, isso não destroi a liberdade de ninguém.
  • anônimo  31/07/2012 00:29
    Espera, pessoal. Tá havendo uma interpretação equivocada da autora sobre a passagem do Engels:

    "Que a mulher era escrava do homem nos PRIMÓRDIOS DA SOCIEDADE é uma das idéias mais absurdas transmitidas pela filosofia do século XVIII.... As mulheres não apenas eram livres como também usufruíam uma posição altamente respeitada nos ESTÁGIOS INICIAIS DA CIVILIZAÇÃO, e representavam o grande poder entre as TRIBOS."

    Eu destaquei a parte para mostrar que o Engels não romantizava as épocas anteriores à Revolução Industrial (tipo, o feudalismo, o mercantilismo), romantizava as época anteriores à CIVILIZAÇÃO, romantizava as sociedade tribais. Ou seja, o velho Mito do BOM SELVAGEM de Rousseau...O Romantismo de alguns primitivista por sociedades de caçador-coletor. De resto, o texto não está errado...
  • Tiago RC  31/07/2012 02:55
    Não só aprendo economia e ética no IMB melhor do que em qualquer outro lugar, como até melhoro meu português. "Inextricavelmente"... nunca tinha visto essa palavra na vida. :p

    Parabéns por traduzirem esse excelente texto! Não tinha conhecimento dessa escravidão infantil promovida pelos reformatórios estatais da época. Uma pena Wendy McElroy não ter também contrastado a situação muito mais deplorável das crianças antes da revolução industrial. Deixaria o texto ainda mais completo.
  • Paulo Sergio  31/07/2012 09:00
    Você gostou dessa tradução?
    'A escolha mais libertadora que um indivíduo pode ter é a capacidade de se sustentar a si próprio'
  • Leandro  31/07/2012 09:17
    Prezado Paulo Sergio, não sei muito bem qual foi sua intenção, mas, se foi a ironia, digo-lhe apenas que o tiro ricocheteou. Você claramente não conhece um "pleonasmo estilístico".

    Pior ainda: transforma sua ignorância em prova acachapante de sua erudição. "Se eu não conheço, não existe."

    Eduque-se antes de se achar capaz.
  • Renato  01/08/2012 15:33
    Leandro\r
    \r
    O ponto central e realmente esclarecedor do artigo foi a respeito da mão de obra escrava por coerção estatal. Sempre me pareceu um tanto estranho o fato de colocarem crianças de cinco anos para trabalhar o dia inteiro, sob condições de extremo perigo e insalubridade, justamente no momento em que a produção per capta (e portanto a prosperidade geral) aumentou bruscamente. Parece que é uma regra, onde há absurdos acontecendo contra as crianças, tem o dedo do estado hipertrofiado.\r
    \r
    Bastante semelhante ao que acontece hoje na China. Com o fim do monopólio estatal sobre a produção, a riqueza tem aumentado, mas a pobreza da maioria do povo não tem diminuido. Porque? O estado ajuda a escravizar trabalhadores.\r
    \r
    Segundo entendi do artigo, as coisas se passaram mais ou menos assim:\r
    A ação criminosa do governo inglês foi precedida de uma imensa "bondade" desse mesmo governo em relação aos mais pobres. A assistência aos mais pobres era feita principalmente por igrejas e por particulares beneméritos. Então o governo resolvel "ajudar", criou um imposto e o aumentou cada vez mais, para suprir as necessidades dos mais pobres. Como os agentes do governo não podem discernir com clareza quais são os realmente necessitados (mas pequenas organizações particulares, como congregações locais e sociedades beneméritas podem), acabou sustentando um bando de vagabundos. Então veio a reação, já que haviam malandros se aproveitando, o governo resolveu endurecer com as CRIANÇAS ORFÃS SOB SUA "PROTEÇÃO", e as entregou para um trabalho forçado, exaustivo, perigoso e insalubre, que a imensa maioria dos pais jamais permitiria.\r
    \r
    Bom, agora está compreendido o lado escuro da revolução industrial: burocratas que se julgam mais sábios do que Deus, mas são loucos de pedra.
  • Sérgio  03/08/2012 04:09
    Por falar em feminismo, o politicamente correto no Brasil tá pegando, hein... Viram a perseguição contra a Prudence e a Nova Schin???
  • Neto  03/10/2012 05:53
    Sim, o feminismo e o estatismo andam lado a lado.
    Essa Wendy, Ayn Rand, são execradas pelas feministas daqui
  • Neto  09/10/2012 04:13
    Uma imagem vale mais que mil palavras né, acho essa foto perfeita pra mostrar como as feminazi pensam:
    (obs: notem a FOICE)
    1.bp.blogspot.com/-IUDqTCyhBd4/UHJ-fAPuRaI/AAAAAAAAtHk/w2P1dCHN68s/s1600/1+a+1+a+a+a+a+a+fe+foice+e+bolas.png
  • Renato  03/08/2012 13:39
    Sergio\r
    \r
    \r
    Quem conhece as origens e objetivos das coisas, percebe que o "politicamente correto" é a mais importante linha auxiliar do socialismo. É uma desgraça, e já virou a lei não escrita na vida pública brasileira. Mesmo quando não podendo destruir totalmente a liberdade de mercado, a prejudica gravemente. E pior ainda, ataca vigorosamente os direitos fundamentais do ser humano. Nunca comprei o discurso público dessa gente pelo seu valor de face.
  • Neto  11/10/2012 01:05
    Rothbard nos anos 70 falando umas verdades sobre o feminismo

    obs: pra quem leu o the game, esse é o blog do Papa

  • anônimo  23/11/2012 10:50
    O autor deste blog é um MRA (para quem não sabe, MRA é a sigla para Men's Rights Activist). Como o próprio nome diz: Hawaiian libertarian, ou seja, ele é Havaino LIBERTÁRIO. Uma de suas idéias é a separação do Estado de Havaí dos EUA.
  • anônimo  23/11/2012 11:21
    Mas é o que todos querem.Tem uns caras fazendo aí um abaixo assinado pedindo a secessão pacífica de um monte de estados.Até agora o estado do Texas é o que tem mais.Claro que não vai dar em nada
  • anônimo  23/11/2012 07:04
    O socialista pelo menos consegue somar dois mais dois.Com muito esforço mas consegue
    Agora essas feministas são estúpidas demais...pelo menos as feministas brazucas e as que comentam nesses blogs...abrem a boca e só sai a mesma besteira sempre.Uma conversa emocional, sem lógica, sempre com uma arrogância absurda e, por algum motivo estranho, elas adoram a falácia da redução ao absurdo
  • anônimo  26/04/2014 20:33
    Assim como seu machismo querido, sim a muitas que nem fazem ideia do que vem a ser feminismo e sai falando porcarias, mas aposto que não sabe mais do que elas, se soubesse não se referiria assim as mulheres, bom senso é o básico para se viver em comunidade se não sabe volte para o útero! Não sei o que sabe sobre feminismo, mas vou te falar o que é: feminismo ao contrário do machismo é a busca do respeito pela mulher e não a superioridade, a mulher não é igual ao homem mas merece ser tratada com o devido respeito, há coisa que a mulher não faz e coisas que homens não fazem, entre elas estão a mulher não produz espermatozoides e o homem não dá a luz. Uma mulher pode muito bem ser mecânica, uma política e um homem pode cuidar de seus filho e de sua casa. Um sempre precisa do outro, mas ainda existem pessoas (homens e mulheres machistas) que acham que o homem tem mais capacidade. Ser tratada como igual, não ser igual é apenas isso, ser vista como humano e não como sexo frágil, pois o sexo frágil é tão capaz quanto você de dirigir bem e fazer política, mas é claro se você se livrar de esteriótipos ou considerar o erro de uma o erro de todas. Pense nisso!
  • L.Marvin  18/03/2015 10:53
    O texto cita "leis contra assédio sexual" em um contexto negativo, como se fosse algo ruim. Não entendi bem essa parte. Não deveria haver leis contra assédio?
  • C. Bronson  18/03/2015 12:26
    A autora é uma feminista consciente. Ela sabe que essas leis de assédio sexual servem, na prática, como uma armadilha para homens desavisados. A mulher, no ambiente de trabalho, se insinua para o macho, o macho cede à tentação, e a mulher então mete-lhe um processo por "assédio sexual", arruinando sua vida e sua família.

    No mais, nem vi essa crítica ao assédio sexual no artigo. A autora apenas diz que feministas esquerdistas se basearam na "opressão" do livre mercado para criar várias leis idiotas.


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