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Milagres privados e maldades estatais

Gugu Liberato e Luciano Huck são respectivamente os apresentadores dos quadros Sonhar Mais Um Sonho e Lar Doce Lar, ambos praticamente iguais.  Eles consistem em selecionar a casa de uma família, geralmente muito pobre e que tenha uma história de muito sofrimento, demolir, e construir uma nova, moderna, com tudo que existe do bom e do melhor.  Tudo isso em uma ou duas semanas, período esse em que a produção do programa leva a família para uma viagem de férias.  A produção também presenteia as famílias com cursos, maquinário de trabalho e às vezes até novos empregos. 

Estes quadros são versões brasileiras do programa da TV americana Extreme Makeover: Home Edition, que foi ao ar de 2003 a 2012.  Nele, o apresentador Ty Pennington comandava as reconstruções das casas de famílias americanas, também pobres e sofridas.  A diferença é que, devido ao fato de os EUA serem um país que vivenciou um longo período de grande liberdade econômica, a acumulação de capital lá, ou seja, a riqueza, é muito maior, ao passo que os pobres daqui são muito mais miseráveis do que os de lá.  Mas a fórmula do programa é sempre a mesma, e já se espalhou com sucesso por diversos países.

Eu já me considerava fã do programa americano que era exibido no Brasil na TV a cabo, e passei a acompanhar suas versões brasileiras sempre que posso.  Não só pelas emocionantes histórias, mas também até pelas ótimas dicas de reforma e decoração — foi lá que fiquei sabendo da existência de coisas como a torneira que abre e fecha com um toque.  Porém, analisando o show a partir da ótica praxeológica, podemos ver as maravilhas que ocorrem ali:  uma família, vivendo uma vida dura e morando em condições pra lá de precárias, sem nenhuma perspectiva de melhora, faz uma viagem de férias (muitas delas pela primeira vez na vida) e, quando retorna para o mesmo endereço poucos dias depois, tem não só uma casa incrível e confortável, como também novas e melhores oportunidades de trabalho.  Tudo isso sem a família gastar nem um tostão.  Isto é ou não é o que podemos chamar de milagre

E como todo milagre, ninguém sabe bem como acontece.  Como é possível que algo assim ocorra?  De onde surgem essas casas?  Para alguém ganhar uma casa sem esforço, outro alguém deve ter perdido uma casa, ou o valor correspondente, não é mesmo?

A primeira impressão é a de que as redes de televisão abriram mão das casas.  Ou, como muitos contemplados parecem acreditar, que o apresentador arcou com todos os custos — em uma entrega de casa ao vivo, uma senhora até deixou o Gugu sem graça, pois chegou a se ajoelhar diante dele em agradecimento.  Mas, obviamente, nem a rede de TV e nem o apresentador perdem nada; ao contrário, eles ganham muito dinheiro com o programa. 

Todo o material usado na construção e na decoração é doado pelas empresas que os fabricam e os comercializam.  Em troca, eles têm suas marcas anunciadas durante os programas.  E nos intervalos outras empresas pagam muito dinheiro para aparecerem.  Então são os anunciantes que estão sendo subtraídas dos valores referentes às casas, certo?  Muito menos!  As empresas que anunciam em televisão fazem fortunas em decorrência destes anúncios.  Seus produtos passam a ser — ou se mantêm sendo — vendidos em larga escala, proporcionando altíssimos lucros.  

Então agora tudo ficou claro.  Só podem ser os consumidores destas empresas que juntos perdem uma casa para a família ganhar uma casa.  Cada um deles deve arcar com uma fração do custo das casas, ao pagarem mais caro pelos produtos dos anunciantes do programa.  Errado novamente.  Estes consumidores não perdem nada, apenas ganham.  Ao comprar os produtos dos anunciantes, estes consumidores trocam aquilo que valorizam menos — seu dinheiro — por algo que valorizam mais — o produto.  Muitas vezes, se não fosse pelos anúncios, os consumidores não tomariam conhecimento dos produtos, e acabariam trocando seu dinheiro por um produto menos valorizado por eles do que o anunciado.

Não resta mais ninguém nessa cadeia de envolvidos no processo.  Espere!  Já sei a resposta.  São os trabalhadores dessas empresas, que são explorados pelos patrões, recebendo um salário menor do que merecem, e a diferença vai para cobrir os custos das casas.  Não.  Os empregados não perdem nada, só ganham.  Eles trocam seu trabalho por salário no presente, em vez de terem o valor total do produto produzido num futuro incerto.  E alguns destes trabalhadores ainda devem o emprego à expansão de vendas gerada pela participação da empresa no programa que presenteia as famílias com as casas. 

Não consigo pensar em mais ninguém.  O que aconteceu afinal?  Ninguém teve de perder nada para as famílias ganharem as casas?  Não foi nem sequer um ato de caridade, no qual o doador teria ao menos de abrir mão do valor de uma casa para doar uma casa?  Uma família morando em condições deploráveis, ganha uma casa nova e ainda todos os envolvidos no processo também ganham algo?  Está querendo me dizer que isso é realmente algum tipo de milagre?  Sim, estou.  E este milagre chama-se livre-mercado.  Livre mercado nada mais é do que o que foi descrito acima: trocas voluntárias de títulos de propriedade.  E para uma troca voluntária ocorrer, necessariamente ambas as partes envolvidas devem ganhar.  É somente quando a coerção entra na equação que uma parte perde para outra ganhar.  Ou então as duas partes perdem e o agente coercitivo não envolvido na troca, ganha. 

. . . o livre mercado "maximiza" a utilidade social, já que todos ganham em utilidade. A intervenção coercitiva, por outro lado, significa per se que um ou mais indivíduos coagidos não teriam feito o que fazem no momento, não fosse pela intervenção.  O indivíduo que é coagido a dizer ou não alguma coisa, a fazer ou não uma troca com o interventor ou outra pessoa, tem suas ações modificadas por uma ameaça de violência.  O resultado da intervenção é que o indivíduo coagido perde em utilidade, pois sua ação foi alterada pelo impacto coercitivo.  Qualquer intervenção, seja autística, binária ou triangular, leva os sujeitos a perderem em utilidade.  Na intervenção autística ou binária, cada indivíduo perde em utilidade; na intervenção triangular, ambos ou pelo menos um dos possíveis permutadores perde em utilidade.[1]

Na sociedade atual, o principal agente coercitivo é o estado.  Vamos agora analisar como o estado atua a partir do seguinte episódio do quadro Sonhar Mais Um Sonho

Em primeiro lugar o governo proíbe que uma casa seja construída em uma ou duas semanas.  Nesse período, não é nem sequer possível dar entrada com os papéis que ele exige para autorizar uma simples reforma.  E o tempo mínimo que se leva para se obter um alvará de uma obra é de 30 dias.  Sem o tal do alvará, homens armados do estado proíbem que uma obra se inicie.  É a primeira de inúmeras intervenções coercitivas do estado sobre o livre mercado, quebrando a cadeia em que todos ganham, fazendo com que partes passem a perder para outras ganharem.  E como ganham!  Em São Paulo, o responsável pela "liberação" de obras particulares ganhou em sete anos mais de 120 apartamentos, no valor de R$50 milhões.  O conceito de se "liberar" é absurdo.  Uma obra é uma troca voluntária de livre mercado entre duas partes.  O estado intervém coercitivamente e proíbe a troca, exigindo pagamentos e cumprimento de requerimentos para "liberar" a troca.  Neste caso de pagamento de propinas em São Paulo, o interventor coercitivo ainda foi 'menos pior' do que um que não aceitasse o suborno, deixando o mercado agir com uma obstrução menor.  Estes programas de televisão são contemplados com uma exceção a esta regra nefanda, que prejudica todo o resto da população. 

Agora voltemos ao episódio.  Já no primeiro minuto, descobrimos que se trata da família da Lucinéia, a "Tia dos Doces".  O governo entra nesse ponto com a facínora agência Anvisa, que transforma a atividade que sustenta essa humilde família em crime.  Fabricar cocada em casa e vender para consumidores voluntários, sem atender às especificações de fabricação, transporte e conservação dos agentes coercitivos da Anvisa é proibido.  Isso sem contar que Lucinéia não "emite nota fiscal", não paga nenhum imposto — ou seja, consegue fugir do assalto dos agentes coercitivos da Receita Federal, Estadual e Municipal.  Se estes bandidos da Anvisa ou da Receita a pegarem, ela teria seus doces confiscados e poderia sofrer agressões ainda maiores.  Olhando as condições de vida dessa família é impossível não enxergar a maldade em que consiste a função destes funcionários públicos.

No minuto 8:00, ficamos sabendo que a família está tentando construir com muito esforço a "casa" em que moram há mais de 5 anos — e não conseguiram fazer quase nada!  Nesse momento, lembramos que os impostos diretos sobre os materiais de construção são de 32,80%.  Se não fossem por estes impostos diretos, esta família poderia ter construído mais 1/3 do que conseguiram até então.  A intervenção coercitiva dos impostos sozinha fez com que eles perdessem 1/3 do pouco que tinham!  E o que não foi construído é o que Bastiat chamou de o que não se vê.  O mal que os impostos causam é hediondo. 

E quando chegamos ao minuto 9:15, eu considero que já podemos encerrar os exemplos das incontáveis intervenções coercitivas malévolas, pois esta chega a um nível de maldade que dispensa continuarmos.  Neste ponto, Lucinéia revela que a casa não possui chuveiro.  Ela precisa esquentar água num fogão à lenha para a família conseguir tomar banho.  E logo depois, no minuto 12:00, ela nos mostra o banheiro sem o chuveiro.  Você, leitor, tem alguma noção do que é não ter um chuveiro?  Obviamente, não é por opção voluntária que eles não têm chuveiro.  Eles não possuem chuveiro porque não têm dinheiro para comprar chuveiro.  Um chuveiro é caro demais para eles!  Um chuveiro elétrico do modelo mais barato custa por volta de R$50[2] e, até o dia da visita do Gugu, eles não conseguiram fazer sobrar este valor para comprar um chuveiro.  E é aí que podemos ver mais uma imensa maldade gerada pela intervenção coercitiva do estado, que, com os impostos, encarece o preço do chuveiro e impossibilita o acesso a esse produto para os mais pobres, como a família da Lucinéia.

A formação de um preço no livre mercado se dá no encontro do vendedor marginal com o comprador marginal.  Você que está lendo este texto provavelmente não deve ser um comprador marginal de chuveiro elétrico.  Se morasse em uma casa sem chuveiro, pagaria R$75, R$100, R$150 e até R$300 por um chuveiro elétrico quando o inverno chegasse, caso estes fossem os preços dos chuveiros.  Muitos certamente trocariam mais de R$1.000 por um chuveiro.  Mas o comprador marginal atual é aquele que paga R$50; e se o preço fosse R$51, ele não teria o chuveiro. 

governo_mercado.jpgO potencial comprador que pagaria R$49, não tem o chuveiro.  Lucinéia estava abaixo da margem.  Ela não tinha o chuveiro.  Um imposto de 30% que faz com que o preço do chuveiro vá de R$38 para R$50, faz com que os compradores marginais aos preços de R$39, R$40, R$41 até R$49 fiquem sem chuveiro.  E funcionários públicos cobradores de impostos fizeram isso com a família da Tia do Doce, e estão fazendo isso com os mais pobres.  Esta intervenção coercitiva pode receber um nome diferente de maldade pura?  Podemos somar aí todos os impostos indiretos, todas as barreiras alfandegárias que impedem a entrada de chuveiros importados ainda mais baratos, as regulamentações que encarecem a produção e inibem o surgimento de produtores concorrentes etc.  De fato, o estado inclusive já interveio coercitivamente no mercado de chuveiro com a declarada intenção de apenas aumentar seu preço e impedir que mais pessoas o comprassem.[3] 

É isso.  Enquanto Gugu, Huck e os outros apresentadores orquestram uma sinfonia verdadeiramente milagrosa, na qual pessoas agindo voluntariamente no livre mercado ganham com suas ações, que resultam em uma família miserável recebendo uma linda casa de presente, as intervenções coercitivas dos agentes estatais enredam um filme sádico de terror.  São as ações cotidianas de fiscais da Receita, de policiais federais nas alfândegas, de funcionários das aduaneiras portuárias e de toda e qualquer pessoa que obstrui ou impede violentamente o livre mercado que personificam a pura maldade que vemos no banheiro da Lucinéia.



[1] Governo & Mercado, Murray N. Rothbard.  Livro que será publicado em breve pelo Instituto Ludwig von Mises Brasil

[2] Uma leitora informa que comprou recentemente um chuveiro elétrico por apenas R$25.  E, de fato, podemos encontrar chuveiros por até menos que isso, como este por R$23,90.  Isto torna o artigo duas vezes mais estarrecedor.

[3] Os impostos sobre a conta de luz e outras intervenções coercitivas no mercado de geração e distribuição de energia, como regulamentações e proibição de concorrência (monopólio), contribuem ainda mais para que as famílias mais pobres não possam ter chuveiros elétricos, encarecendo muito o seu uso.


autor


  • José Ricardo das Chagas Monteiro  16/07/2012 06:46
    Saudações, Fernando, mostrou à moda pau, dissecou, muita dialética.
    Ontem, domingo, encontrei com um cirurgião-plastico, amigo de longa data, contou-me ele que foi obrigado a abandonar um prédio perfeito para rápidas e simples cirurgias,portanto menos custosas pois não necessitavam de internação, prédio que o doutor sempre utilizou por mais dez anos, mas acredite, a ANVISA interditou devido a uns míseros centímetrosna largura do elevador que transportava do centro-cirúrgico ao primeiro e único andar. Resumo, agora todas cirurgias deverão ir ao hospital, contaminaçãoaos pacientes e mais custoso aos planos de saúde.
    É isso, o estado prestando um mau-serviço.
  • Lucio  16/07/2012 06:47
    Fernando para presidente! oops... kkkk

    excelente artigo, parabéns!
  • Gustavo Sauer  16/07/2012 06:48
    O socialismo que vivemos não é fruto de funcionários públicos no poder. A população que sustenta tudo isso através da voluntária servidão. Sou parasita público e não é por minha vontade que existe essa instituição. A mudança não virá com a guilhotina de funcionário público, mas com a mudança cultural de toda a sociedade. Pergunte para uma pessoa de baixa renda se ela tem interesse em votar político que prometa acabar com SUS, escolas e todo o restante dos serviços públicos...
  • Jeferson  16/07/2012 07:17
    Por isso que esse tipo de artigo é importante, porque a sociedade - inclusive e talvez PRINCIPALMENTE os próprios funcionários públicos - precisa saber que, por mais bem intencionadas que sejam suas ações, elas prejudicam mais do que ajudam.

    Mas, como você bem falou, é melhor libertários ocupando o máximo possível de vagas no setor governamental do que socialistas, keynesianos e marxistas. Pelo menos libertários ocupando essas posições podem limitar - por menos que seja - as ações interventoras do estado.
  • Julio dos Santos  16/07/2012 07:51
    Gustavo, concordo contigo com a existência da voluntária servidão da população na sua grande maioria. Mas essa tua frase ("A mudança não virá com a guilhotina de funcionário público, mas com a mudança cultural de toda a sociedade") puxa para um viés autoritário.\r
    O fato de esperar uma mudança cultural de toda sociedade não é algo plausível para esperar uma mudança de situação. Incutir na cabeça dos demais um ideal é uma estratégia utilizada por fascistas! Não é possível que eu saiba o que é melhor para outra pessoa, o que é da vontade dela somente ela sabe, então não posso esperar que um terceiro mude de opinião para que a minha situação melhore!\r
    A minha situação somente irá melhorar de acordo com os meus atos. Se alguém impedir minha liberdade, se apoderar de minha propriedade ou agredir minha vida somente eu serei prejudicado! Então se os outros preferem ser vassalos, o problema é deles, mas isso não dá razão para que eu, indivíduo, continue sendo espoliado.
  • Gustavo Sauer  16/07/2012 09:41
    Se a maioria da população apóia e defende esse sistema, então uma mudança por meios pacíficos se torna algo improvável. É preciso primeiro divulgar essas idéias para criar um "momentum" capaz de alterar a direção da história. Eu não acredito que uma revolução seja capaz de ter qualquer efeito de mudança. São as idéias no cognitivo popular que determinam o curso das coisas. Não acho que nenhum libertário deve fazer o papel de mártir, lutando contra tudo e arriscando se prejudicar seriamente nesse processo. Algumas pessoas realmente fazem isso e acabam entregando suas vidas lutando contra a opressão do sistema. Eu não as condeno. Seus atos de bravura servem até como inspiração. Mas acho que a estratégia de luta deve ser no campo das idéias. A nossa qualidade de vida, a nossa prosperidade, depende dos outros. A divisão do trabalho possibilita que desfrutemos do conforto que possuímos. Se quisermos manter esse padrão de vida, precisamos convencer as pessoas que nos relacionamos.
  • Julio dos Santos  17/07/2012 09:32
    Gustavo, lendo a tua resposta, somada ao artigo publicado hoje aqui no site (www.mises.org.br/Article.aspx?id=1360), pude compreender seu entendimento sobre a frase "a mudança virá com a mudança cultural de toda sociedade" e agora concordo plenamente. A frase que sintetiza a tua explicação é "A nossa qualidade de vida, a nossa prosperidade, depende dos outros", é simples, mas eu não havia compreendido. Muito obrigado pela resposta.
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 09:56
    Gustavo Sauer, com certeza, se uma pessoa se recusar a ser funcionário público, isso não vai mudar nada. Outro irá ocupar seu lugar. \r
    Concordo com você que a mudança só virá com uma mudança cultural geral, como está bem explicado neste artigo que traduzi aqui. \r
    Mas isso não muda o fato de que é a ação concreta dos funcionários públicos que faz com que o mal ocorra. \r
    É como dizer que um guarda de campo de concentração não tem responsabilidade nenhuma sobre os assassinatos ocorridos ali. \r
    Ele tem sim. \r
    \r
    E eu nem falei de todos os funcionários públicos ai. Falei somente daqueles que com seus atos, obstruem e impedem o livre mercado. \r
    Um catador de lixo de uma prefeitura ou um professor público não está fazendo isso com seus atos. Ele é apenas um contratado da gangue de ladrões, para executar serviços que podem ser pago por, mas não consistem em, obstruir ou impedir o mercado e nem assaltar a propriedade alheia. \r
    Mas, por exemplo, um funcionário da aduaneira está fazendo isso. \r
    E nem precisa ser o guarda armado na alfândega. Pode ser um que carimbe papéis num escritório da receita. O fato é que seus atos concretos estão gerando o mal. \r
    Ele levanta todo dia da cama pra fazer maldades. \r
    E assim como o guarda no campo de concentração, ninguém o obrigou a aceitar este "emprego". \r
    \r
    Este outro artigo do Rothbard explica bem essa distinçao entre "funcionários públicos" e "funcionários públicos": Os libertários e o estado
  • Heisenberg  16/07/2012 10:20
    É, não adianta ficar só criticando o estado, chamando-o de monstro controlado por um grupo de esquerdistas e funcionários públicos. É verdade que o estado costuma dar benefícios aos esquerdistas de faculdades federais pois eles ganham na base do grito. Além disso, esquerdistas são experts em serem parasitas do estado, sendo ou não funcionários públicos.
    Por outro lado, sabemos que o estado não foi criado por um grupo de funcionários públicos que planejaram ocupar seus cargos e explorar a sociedade indefinidamente. O estado é um fenômeno comum no capitalismo, pois os vencedores de uma geração econômica, 'elite", querem preservar seus ganhos com instituições que diminuem a concorrência e os risco para seus negócios.
    Quem já leu Schumpeter sabe que empresário não é o mesmo que empreendedor e inovador. Há uma grande diferença entre empresário schumpeteriano e empresário marshalliano. Fligtein também segue uma linha parecida, mas ele ainda protege o estado. Ele demonstra como o estado é criado dentro de economias capitalistas modernas pelo anseio da sociedade em estabilizar os mercados e diminuir os riscos, mas as gerações futuras é que se ferram. Não sejam inocentes. Os estado brasileiro em especial é fruto de uma elite paternalista e protecionista em geral e não só de funcionários públicos.
  • Henrique P.  16/07/2012 07:25
    Pelo exemplo de quem mais perde com toda essa roubalheira. Eu a cada dia que passo fico mais revoltado com esses ladrôes do estado. Vou contar um fato que aconteceu comigo. Certo tempo atrás, eu comprei um produto por 300 dolares pelo ebay. Agora vou detalhar o que me cobraram: - O valor declarado foi para R$ 900.00 (de onde surgiu isso? Não sei.) + 60% do valor declarado + outros impostos que não lembro + aduaneiro + R$ 1.000,00 de multas (DE ONDE TIRARAM ISSO?), ou seja, roubo na maior cara de pau. Alguém discorda? E sem contar que ainda tive sorte, porque tive um conhecido que foi taxado em 90% sobre o valor declarado... Gezusis, tenho que ser roubado e ficar quieto só porque o assaltante é o governo?! País de m. mesmo.
  • Pipe  16/07/2012 07:53
    Há relatos de pessoas que tiveram que pagar imposto sobre notebook que levaram já do Brasil para o exterior, pois um perfeito imbecil da Receita disse que era notebook comprado nos EUA e então tinha que pagar o imposto de um novo. O dono mostrou que a tela do notebook estava ruim, o que seria um óbvio indício de que o cara não estava comprando o notebook nos EUA (quase sempre quando uma tela estraga você compra outro notebook!). Não teve jeito, o grande imbecil da Receita, sendo um Deus que pode decidir o que bem entender e o cidadão que se foda, obrigou o cara a pagar os impostos. E se você manda um burocrata inútil desses à merda ainda pode ser preso...

    Há relatos também de pessoas que compraram itens muito abaixo do valor máximo mas o grande Deus da Receita acessou um website, achou um produto parecido que custava 10 vezes mais e então concluiu, como o grande Deus que é, que o produto que ele estava vendo só poderia ser o mesmo que o da foto em um website.

    Ah sim, e também há relatos de gente que faz encomendas do exterior e está há meses tentando obtê-las, pois elas estão paradas na receita e há fiscais que cobram para liberar os produtos.

    E depois esses mesmos caras vêm querer fazer greve, reclamar de salário, de valorização da profissão... e, o que é mais hilário, acham que o salário deles não é alto, não! Então tá.
  • Pedro Valadares  16/07/2012 14:02
    E depois dizem que vivemos num país livre...

    É surreal o governo faz um esforço imenso para proibir que possamos comprar produtos mais baratos para defender os comerciantes que vendem mais caro. E o pior, para custear todo essa mecânica, o governo usa o nosso dinheiro.

    Além disso, agora os fiscais da Receita passam as malas no raio-x sem informar você, ou seja, nenhum cidadão pode invadir a privacidade de outro, mas o Deus governo pode!
  • Henrique P.  17/07/2012 15:47
    E alguns sites já estão se recusando a vender para o Brasil. É uma brincadeira ou não? Novamente, país de m.
  • Pedro Valadares  17/07/2012 16:57
    Henrique, é mesmo um absurdo! O governo nos trata como prisioneiros do país. A chegada de um voo internacional parece aquela entrada de visitantes de presídio. Os policiais abrem tudo, como se você fosse um bandido!

    E você tem que confiar na honestidade dele, pois está claro que ele não confia na sua!
  • Esemann  16/07/2012 08:03
    Engraçado... Quando é falado nas "as intervenções coercitivas dos agentes estatais enredam um filme sádico de terror.", ninguem cita o caso dos serviços essencias prestados pelo estado!!!
    "Gugu, Huck e os outros apresentadores orquestram uma sinfonia verdadeiramente milagrosa, ", mas não vi nada nesse milagre deles a respeito de oferecer tratamento médico universal, de oferecerem escola, de asfaltarem as ruas e estradas para a familia poder transitar... Não vi falando nada do "Gugu, Huck e outros" financiarem a segurança publica (policia e forças armadas)...
    O fato dos serviços publicos não terem a qualidade desejada, é outra questão... Se existe corrupção, tem que ser eliminada...
    Mas qual a proposta do autor? Eliminar o governo? Quem vai prover as demais necessidades da familia?
    O QUE IMPEDE ALGUEM, COM MAIS PODER, MAIS FORÇA BRUTA, DE RETIRAR ESSA FAMILIA DA CASA QUE OS MILAGREIROS "GUGU, HUCK E OUTROS" DERAM, E ASSUMIR TODOS OS BENEFICIOS?
    TE RESPONDO: SOMENTE AS "INTEREVENÇÕES COERCITIVAS DOS AGENTES ESTATAIS"...

    Quanto as ações coercitivas da ANVISA, etc... Talvez devessemos ter brigado contra elas, quando proibiram a TALIDAMIDA (deforma fetos), afinal, o mercado pode se auto-regular... Poderiam liberar o DDT (causa cancêr), afinal, os consumidores podem confiar plenamente no marketing das grandes corporações...

    Pura besteira... Bem escrita, mas besteiras!
  • Julio dos Santos  16/07/2012 09:26
    "Mas qual a proposta do autor? Eliminar o governo? Quem vai prover as demais necessidades da familia?".\r
    Esemann\r
    Não sei qual a proposta do autor, mas quem vai prover as demais necessidades da família, essa é barbada: a própria família com o seu trabalho e o seu capital (não sei se tu sabes, mas o simples fato dela saber fazer doces melhor que os seus vizinhos já torna isso um capital). Tu és muito prepotente em achar que alguém tem que prover essa família, como se fossem um rebanho! Este teu conceito é fascista, típico da petulância de alguém que acha que sabe o que é melhor para os demais.
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 09:35
    \r
    Esemann, besteira é pensar que serviços que a população realmente necessite só podem ou devem ser prestados através do roubo. \r
    \r
    mas não vi nada nesse milagre deles a respeito de oferecer tratamento médico universal, de oferecerem escola, de asfaltarem as ruas e estradas para a familia poder transitar...\r
    \r
    Hehehhe, seria um milagre mesmo alguém ter serviço médico e escola de qualidade oferecidos pelo estado. Foi uma ironia sua que eu não entendi? Só pode.\r
    Pra começar, a rua da Lucinéia nem asfaltada é.\r
    Escolas públicas não passam de locais de doutrinação ideológica, feitos para criar cordeirinhos adoradores do estado como você, programados para defender a violência institucionalizada sempre que a verem sendo atacada, como aqui.\r
    Quem disse que essa família precisava mais de uma escola pra menina do que um chuveiro? Quem define o que é uma necessidade básica? Você? Deixe que eles decidam. E se ele acharem que a escola é mais importante, escolas privadas podem muito bem atender a necessidade dos mais pobres:\r
    \r
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    Não vi falando nada do "Gugu, Huck e outros" financiarem a segurança publica (policia e forças armadas)...\r
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    Opa, como não viu? Melhor reler o artigo novamente.\r
    É a polícia que impõe as cobranças de impostos que deixam todos os produtos mais caros e impedem que os mais pobres os tenham.\r
    São as forças armadas que cercam o território brasileiro e impedem que produtos importados mais baratos cheguem aqui, impossibilitando que o Lucinéia possa comprar um monte de coisas com o trabalho dela de vender cocada.\r
    Alias, se a polícia pega ela vendendo cocada, ela vai presa.\r
    \r
    Mas qual a proposta do autor? Eliminar o governo? Quem vai prover as demais necessidades da familia?\r
    \r
    Quem vai prover as necessidades da família???\r
    Ora, é uma família de trabalhadores. Eles mesmo vão prover.\r
    Sem os impostos, tudo fica metade do preço. O marido de Lucinéia trabalha numa firma, ou seja, é registrado, ou seja, metade do salario dele é retido, ou seja, sem o governo ele teria o dobro.\r
    Não só isso. Sem os impostos, todo mundo teria mais dinheiro no bolso pra gastar, ou seja, muito mais oportunidades de trabalho para todos. E, o que é mais importante, de trabalho produtivo, e não parasitário.\r
    Sem regulações e burocracia , o mercado está livre, e teríamos pleno emprego.\r
    \r
    E para as famílias que mesmo assim não conseguissem se sustentar, seja por tragédias ou doenças, existe duas alternativas:\r
    1)Apontar uma arma para a cabeça das pessoas e roubar o dinheiro delas para pagar por produtos e serviços para eles e;\r
    2)Contar com doações voluntárias. \r
    E você, que parece estar tão preocupado com isso, certamente optaria pela opção 2), correto? \r
    \r
    O QUE IMPEDE ALGUEM, COM MAIS PODER, MAIS FORÇA BRUTA, DE RETIRAR ESSA FAMILIA DA CASA QUE OS MILAGREIROS "GUGU, HUCK E OUTROS" DERAM, E ASSUMIR TODOS OS BENEFICIOS? \r
    TE RESPONDO: SOMENTE AS "INTEREVENÇÕES COERCITIVAS DOS AGENTES ESTATAIS"...
    \r
    \r
    Errado.\r
    Alguém com mais poder retirar essa família da casa seria UMA INTERVENÇÃO COERCITIVA.\r
    E, na verdade, o estado retira parcialmente todo mundo de suas casas, cobrando um "aluguel" para permitir que as pessoas morem nas próprias casas!!.. quem não paga os impostos, é despejado.\r
    E ele faz isso pois tem mais poder.\r
    \r
    Repare que uma das poucas coisas que a Lucinéia tinha construído era um muro. Isso já é um item de segurança. Para eles, até mais essencial que um chuveiro!\r
    Até uma família miserável como a deles já consegue prover um pouco de segurança para si.\r
    \r
    Quanto as ações coercitivas da ANVISA, etc... Talvez devessemos ter brigado contra elas, quando proibiram a TALIDAMIDA (deforma fetos), afinal, o mercado pode se auto-regular...\r
    \r
    Heheheh, é engraçado pois a talidomida foi LIBERADA SEM RESTRIÇÕES pelo estado, que já controlava e regulava o mercado.\r
    E sim, lógico que devemos ser contra essa absurda regulamentação (o produto não é proibido) desse medicamento. A talidomida é um medicamento excelente que ajuda no tratamento de doenças como câncer e AIDS. Ele apenas não deve ser usado por gestantes.\r
    \r
    Poderiam liberar o DDT (causa cancêr), afinal, os consumidores podem confiar plenamente no marketing das grandes corporações...\r
    \r
    Lógico que deveria liberar o DDT, uma das maiores invenções da humanidade. Não existe nenhuma evidência que ele possa causar câncer.\r
    E o que se sabe com certeza é que com a proibição do DDT, estima-se que centenas de milhões de pessoas (principalmente na África) tenham morrido por malária e outras doenças transmitidas por mosquitos. \r
    \r
    \r
    Como demonstrei, seu cérebro é que é 100% constituído por besteiras.\r
  • anônimo  16/07/2012 09:46
    "Escolas públicas não passam de locais de doutrinação ideológica, feitos para criar cordeirinhos adoradores do estado como você, programados para defender a violência institucionalizada sempre que a verem sendo atacada, como aqui. "

    Esse trecho acabou com qualquer possibilidade de discussão...
    Foi mal, me desculpe... Falta de conhecimento pode se resolver através de estudo...

    Falta de noção, só morrendo e nascendo de novo mesmo...

    Só por perguntar... Você acha melhor ser iletrado, analfabeto???
    Analfabeto eu sei que você não é, afinal parece ter conseguido ler e escrever... mas...
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 10:02
    Eu acho melhor não ser educado do que ser educado pelos governantes.\r
    \r
    \r
    E anônimo, melhor, você morrer e nascer de novo mesmo, pois mesmo depois deste vídeo colocado aí, você continuar achando que se o estado não "der educação de gratís" todos serão analfabetos, é algo que mostra que o suicídio é a única solução pra vc mesmo...\r
    \r
    De fato, antes de o estado comecar com escola públicas nos EUA, praticamente não existia analfabetismo.\r
    \r
    \r
  • João Roberto  17/07/2012 08:48
    Bem, mas você não pode comparar os EUA com o Brasil né? Nos EUA isso foi devido principalmente à religião: como os protestantes fazem a livre interpretação da bíblia, era necessário que fossem alfabetizados. Além disso, o protestantismo incentiva o trabalho em comunidade, não discriminava o trabalho braçal, incentivava a poupança. No Brasil, com uma cultura oral, de longa tradição escravocrata, isso não dará certo.
  • Gustavo  17/07/2012 09:46
    Além disso, o protestantismo incentiva o trabalho em comunidade, não discriminava o trabalho braçal, incentivava a poupança

    O mesmo vale para a Doutrina Católica.
  • Vagner  16/07/2012 10:09
    Ele não disse que ser iletrado ou analfabeto é melhor. O Haddad pelo visto não te ensinou a interpretar textos. Já eu, que estudei em escola privada durante toda a minha vida soube, com excelência, identificar os pontos que o autor e o comentarista queriam abordar. Sugiro que leia bastante sobre o assunto aqui relatado antes de despejar falácias. Abraços.
  • Eduardo  17/07/2012 09:58
    "Esse trecho acabou com qualquer possibilidade de discussão...
    Foi mal, me desculpe... Falta de conhecimento pode se resolver através de estudo...

    Falta de noção, só morrendo e nascendo de novo mesmo..."


    Caro, eu também achava um exagero chamar escolas públicas de "campos de doutrinação" há um tempo, até porque achava que eram necessárias.
    No entanto, nada é mais certo do que esse adjetivo.

    Sugiro que você ao menos leia sobre a história da educação pública. Eu não tinha a menor noção de como começou, e sempre imaginei que a edcucação pública surgiu porque existiam pessoas que não poderiam pagar e que o setor privado não dava conta.
    O que está totalmente errado.
    A criação da educação pública já nos países mais ricos do mundo (EUA e Reino Unido, por exemplo) na época se deu num momento em que a vasta maioria da população era alfabetizada, e existiam escolas acessíveis e de qualidade praticamente em qualquer lugar, mesmo nos mais pobres vilarejos.
    Nos EUA, antes da educação pública, apenas 4 entre 1000 habitantes eram analfabetos... mesmo numa economia ainda bastante primitiva, eles eram mais alfabetizados do que nos dias de hoje de educação pública.

    Não há razão pra pensar que essas pessoas não conseguiriam educação atualmente se não fosse o governo. Hoje, que os pobres podem pagar até iPhone por lá, certamente teriam como pagar por educação, e a figura estaria muito melhor do que no atual fracasso completo das escolas públicas, índices recordes de reprovação e desistências e drogas e violências nas escolas.

    Mesmo o vídeo em um dos comentários aqui mostra que escolas particulares não são "coisa de elite" e estão ajudando pessoas extremamente pobres nos países em desenvolvimento melhor do que as alternativas públicas. (até porque, pra alguém pagar por X quando X é oferecido de graça, o X de graça tem mesmo que ser muito ruim)

    Enfim... não tenho todos os dados aqui, por isso recomendaria que lesse à respeito.
    A verdade é que a educação ia MUITO bem, mesmo pros mais pobres. E o governo interveio admitidamente pra mudar a mentalidade das pessoas e uniformizá-las.
    A história mostra que o governo não veio pra ajudar, e sim pra controlar a população. Por isso, são, sim campos de doutrinação e não uma necessidade pra uma sociedade educada.
  • Marcos Campos  23/07/2012 11:48
    Esse anônimo é completamente engessado....A educação pública é a que mais cria analfabetos funcionais hoje no Brasil, pessoas que estão na faculdade não conseguem interpretar um texto ou redigir uma redação, na minha sala tem um monte...Eu aprendo mais sozinho na rede do que na própria faculdade ou na minha vida escolar...Escola é um metodo ultrapassado e arcaíco.
  • Tales  17/07/2012 17:19
    "Heheheh, é engraçado pois a talidomida foi LIBERADA SEM RESTRIÇÕES pelo estado, que já controlava e regulava o mercado".

    Mentira! A Talidomida foi lançado na Alemanha em 1957. Na época não existia nenhuma agência reguladora naquele país. Todo medicamento deveria ser submetido a testes pelo próprio laboratório antes de entrar no mercado. Só que a talidomida não foi submetida aos devidos testes antes de ser comercializada. Saúde não pode ser comprada no mercado nem é oferecida por livre-concorrência. O cidadão comum não tem conhecimento nem competência para saber se determinada substância é nociva ou não - ele não vai esperar arruinar sua saúde ou morrer para saber, não é? Pela ótica do autor (e do mercado), basta haver algumas mortes que depois o mercado se regula...
  • Fernando Chiocca  18/07/2012 11:40
    Existia sim.
    A única agência reguladora que proibiu a talidomida foi o FDA americano. E o FDA não passa de uma agência assassina, responsável por milhões de mortes, e pelo sofrimento de milhões de doentes.

    Querer que remédios sejam regulamentados pelo governo, como voc6e está defendendo, é uma maldade muito maior dos que as citadas no meu artigo acima. Você é um psicopata do mal, usando um falso caso de suposto sucesso (somente nos EUA) da regulação para justificar a morte e sofrimento desnecessário de outros milhões.

    The FDA and Thalidomide

    Saúde não pode ser comprada no mercado nem é oferecida por livre-concorrência.

    A Amil não existe.. foi algo que eu sonhei.. E no meu sonho, a Amil era mil vezes melhor que o SUS.. mas foi só sonho, pois "saúde não pode ser comprada no mercado nem é oferecida por livre-concorrência"..

    O cidadão comum não tem conhecimento nem competência para saber se determinada substância é nociva ou não - ele não vai esperar arruinar sua saúde ou morrer para saber, não é?

    Hehehe, mas tem competÊncia pra escolher quem vai mandar nele, e nos outros, votando.
    É cada uma...
    Para os que não se consideram competentes para escolher medicamentos, eles pode perguntar e seguir orientação de outros que considerem competentes.
    Porque alguns vagabundos insistem em defender o suo de violência contra inocentes nestes casos?

    Pela ótica do autor (e do mercado), basta haver algumas mortes que depois o mercado se regula...

    Viver é um risco. Sempre. Quem QUISER diminuir seus riscos pessoais pode tomar as precauções que quiser. Pode usar remedio que tenham sido testados por mais de 100 anos.
    Outros podem escolher tomar remédios com apenas 5 anos de testes.
    E outros podem escolher até ser cobaias de medicamentos totalmente novos.
    O que você, seu vagabundo, tem a ver com isso?

    E na "lógica" desses estatistas vagabundos, que está em uso atualmente, milhões estão morrendo até que funcionários públicos resolvam liberar este ou aquele medicamento.
    Vagabundos assassinos.
  • Tales  18/07/2012 19:52
    Hummmm...apelou hein! Pois parabéns à FDA por ter salvo milhares de vidas e evitado que nascessem mais pessoas com deficiência. Isso prova que regulação na saúde é sim necessária.

    O seu problema é que ainda não inventaram um remédio contra canalhice!

  • Matheus  22/07/2012 17:52
    Meu amigo, ou você é muito burro ou é só desonesto. Não tenho certeza.

    A Talidomida é um medicamento excelente no tratamento do câncer, lepra, lúpus e HIV além de diminuir muito as chances de rejeição nos transplantes de medula! A única contraindicação é a administração da talidomida em gestantes por causar má formação fetal.
    Por desconhecimento desse efeito nos fetos causado pela talidomida decorrente de falta de tecnologia na época, o medicamento não produziu mais do que 10 mil vítimas no mundo todo.
  • Jorge Couto  23/07/2012 15:20
    10 mil vítimas? E você acha pouco? E ainda acha os outros burros? E as outras aplicações da talidomida eram desconhecidas na época. Portanto, foi corretíssima sua proibição.
  • Fernando Chiocca  23/07/2012 19:39
    E você sabe ler em inglês ou é analfabeto em inglês como o Tales e não leu o artigo do Walter Wiilians que postei acima que diz que mesmo se tivesse salvo algumas milhares de pessoas de sofrimento e morte, o FDA, a Anvisa e todas as agências coercitivas reguladoras de áreas essencias como a de remédios causaram e estão causando MILHÕES de mortes e sofrimento, sendo que essas agências são as responsáveis diretas pois impendem através de suas armas o acesso a medicamentos que poderiam ter salvo e estar salvando milhões de vítimas de doenças.

    Nesse exato momento, essas agências coercitivas e suas regulações e proibições, apoiadas por totais vagabundos ignorantes e mal carater como Tales e João Couto, estão sofrendo e morrendo desnecessáriamente.

    Ao passo que as pessoas que ESCOLHEM, voluntariamente, sem que nenhuma arma seja apontada para suas cabeças, usar um medicamento novo, de 1 ano de uso, 5 anos, ou que sequer foi testado, e depois descobrem que o remédio causou males, isso é de responsabilidades deles, e não de nenhuma outra pessoa.

    Assassinos.

  • Tiago Paolini  21/10/2012 16:52
    Ao passo que as pessoas que ESCOLHEM, voluntariamente, sem que nenhuma arma seja apontada para suas cabeças, usar um medicamento novo, de 1 ano de uso, 5 anos, ou que sequer foi testado, e depois descobrem que o remédio causou males, isso é de responsabilidades deles, e não de nenhuma outra pessoa.

    E o cidadão comum tem as condições (ou a responsabilidade) de analisar a eficácia de remédios? Se você mesmo disse que a talidomida tinha de ser testada, então não devia ter sido lançada e precisava de algum controle.

    Como exatamente fazer esse controle, não é meu objetivo aqui entrar no mérito dessa questão. A questão que me chama a atenção é que por um lado você acusa outras pessoas de assassinas enquanto que por outro lado não parece estar nem aí que outros morram. O nome disso é hipocrisia, e com isso você só está dando munição para os socialistas (que conseguem ser ainda piores do que ti).
  • Neto  22/10/2012 03:01
    'E o cidadão comum tem as condições (ou a responsabilidade) de analisar a eficácia de remédios? '

    Esse é um motivo pra ele VOLUNTARIAMENTE decidir não testar, mas se ele decide, problema dele.Se o cara tem aids, vai morrer e quer testar uma cura mesmo assim, problema dele.Esse é o tipo do crime sem vítima
    Aliais, se o cara quiser beber, fumar, comer açucar, não fazer exercício, SE MATAR enfiando uma bala na cabeça, isso tudo também é problema dele já que a vida é dele

    Quem é você pra se achar melhor que os outros e OBRIGAR eles a fazer da vida DELES o que você acha certo, ao invéz de no máximo ACONSELHAR?
    Ah, a velha arrogância da classe médica...
  • Neto  22/10/2012 07:07
    Outro exemplo
    Teve um tempo em que acupuntura não tinha comprovação científica nenhuma
    Se mesmo assim o cara quisesse arriscar e se tratar, ele teria uma melhora REAL da sua doença.Como hoje se sabe que acupuntura funciona mesmo.
    Ninguém perderia nada, tanto ele como o acupunturista sairiam ganhando, mas tudo isso seria um crime proibido graças à arrogância do governo e da reserva de mercado feita pros interesses da classe médica
  • Jose Ricardo das Chagas Monteiro  16/07/2012 09:58
    Saudações, respeitável colega virtual, (1) não se trata de se há corrupção , há, em abundância;(2)todos os serviços, de médicos à segurança,temos que, no mínimo, experimentar sem intermediação do estado, não?; (3)realmente, o amigo supõem que o estado fornece um bom serviço em algum segmento da sociedade?;(4)sim, o autor acredita que a economia de mercado possa regular todas as atividades humanas,e que seja possível viver com um estado mínimo,está claro no texto, afinal o mercado é uma atividade humana, seria contradicto .
    Não sou uma pessoa versada na Escola Austríaca, no máximo um iniciático, penso que o colega virtual receberá boas respostas.
    Abraços e sorte em tuas observações dos problemas sociais.
  • Marc...  16/07/2012 08:19
    Incrível Fernando!

    Mantenha sempre o purismo ético e libertário.
    Desmascare o mal e mostre quem e como ele realmente é.

    Espero que meus dons me permitam fazer um trabalho tão significante pela liberdade quanto os seus.
  • Marc...  16/07/2012 08:22
    Alguém tem o link do episódio no youtube?
    Quero compartilhar em foruns mas preciso de link do youtube ou vimeo.
  • anônimo  16/07/2012 09:28
    Não achei esse no youtube. Só no site da Record mesmo.
  • Eduardo  16/07/2012 09:31
    Muito bom artigo, do começo ao fim.

    Engraçado que quando eu era criança, não conseguia entender de maneira alguma por quê o governo teria que aprovar a construção de casas. De fato, todas as desculpas pra isso são as mais esfarrapadas possíveis. Dos meus primeiros sinais de libertarianismo.

    E as maldades estatais não param só no chuveiro e nas casas. Creio que os assaltos estatais à produção de comida são ainda mais trágicos.
    Estava conversando com uns universiotários de esquerda, que reclamavam do bandejão: comida fria, ruim, filas enormes, falta de comida, etc.
    Qualquer austríaco sabe de cara qual o problema de um monopólio sem competição, com preços subsidiados e controlados pelo governo, impossibilitando o cálculo econômico e a alocação de recursos. Quando o resultado não for escassez, será um enorme desperdício.

    Quando sugeri que não deveria haver essa palhaçada, e sim um livre mercado de restaurantes: a revolta dos estadistas. "Como o pobre vai pagar por uma comida de 10-15$ todo dia no restaurante ao lado?" "E o nosso direito de comer com o dinheiro dos outros?", etc.

    E aí você começa a ver por quê o restaurante cobra 15$ num prato de comida.
    Além de ter que pagar aluguel de sua propriedade pro governo, ou pra um proprietário que paga aluguel pro governo, ele tem que cumprir com todas as regulamentações, várias delas exageradas e inúteis. Há impostos sobre a folha de pagamento dos funcionários e diversos encargos trabalhistas.
    Quem produz a comida tem que pagar impostos sobre todas as etapas e materiais de produção, transportar por empresas que pagam impostos com funcionários que pagam impostos, usando combustível que paga impostos.
    Quem produz, quem prepara e que consome a comida pagam incontáveis impostos.

    Então, faça as contas, mas no final quase todo preço da comida devem ser apenas impostos, que se torna absurdamente cara, e ainda tem que ser comprada por cidadãos que por si já são empobrecidos com impostos e têm ainda menos pra pagar em uma comida encarecida.
    Sem contar que com empresas privadas de energia e verificação de qualidade e sem subsídios pra agricultura ou distorção de preços no mercado de transporte e combustível, o custo de todo o processo seria ainda menor.

    O mesmo estado que os esquerdistas idolatram e cultuam é o que está querendo matá-los de fome pra comer impostos, e a solução deles é dar mais dinheiro dos outros pro monstro tornar a comida deles mais barata às custas do dinheiro de outros trabalhadores.
    Eles querem que o estado que torna a comida cara com impostos use ainda mais impostos pra tornar a comida barata com subsídios, porque ela está muito cara pra um cidadão comum comprar.

    Se ao menos as pessoas entendessem os milagres privados e as maldades estatais, ao invés de serem educadas pra reclamar do setor privado e pedir mais estado...
  • Someone  16/07/2012 15:28
    Eduardo, e mesmo com todas essas dificuldades muitas empresas de refeições conseguem ter LUCRO fornecendo refeições MUITO MELHORES que as dos restaurantes universitários estatais e cobrando menos da METADE. Quando eu era estudante o RU da UFRGS apresentava um custo por refeição de ~R$8,00 enquanto em qualquer indústria a Puras ou outras empresas do tipo fornecem refeições melhores (ainda ruins, mas nem se compara com RU), com várias opções de salada, mais de uma refeição diferente (exemplo: buffet normal, buffet light, grill com alaminuta, espaço massas, espaço gourmet, etc) e preços menores que ~R$3,00 por refeição (varia de acordo com as opções, mas para o pessoal de nível operacional nunca passa muito disso). E tudo isso servindo em uma empresa média um número de refeições diário muito menor que um grande RU serve! Uma das causas identificadas por trabalhos de alunos foi a roubalheira generalizada: apenas 50% do peso de frango entrando no processo acabava efetivamente no buffet, licitações especificavam filet mignon, a universidade pagava por filet e recebia "carne de monstro", etc... Podes ter certeza que se houvesse livre-mercado surgiriam muitas opções baratas para os estudantes, como barraquinhas de comida barata para comer na rua (como há em qualquer metrópole) ou mesmo uma espécie de bandeijão privado cobrando uns R$5 ou menos por refeição.
  • Eduardo  17/07/2012 09:34
    Caro, obrigado pelo relato!

    É verdade, outra coisa que me impressiona no mercado é como as pessoas conseguem ter lucro em coisas que o estado levando uma enorme vantagem (conseguindo suas coisas de graça sob o cano de uma arma) consegue ter prejuízos.
    Como é o caso dos correios... mesmo com dinheiro público e limitando o serviço os caras conseguem prejuízos enormes. A iniciativa privada cobra menos, faz um serviço melhor e sempre expansivo (nunca chutando clientes)... e ainda tem resultado positivo, que é o lucro.

    Outro ponto importante é esse da corrupção. Não vemos escândalos de corrupção e desvio de verbas dentro da própria empresa. Os donos têm enorme cuidado pra funcionários não desviarem e roubarem o que é propriedade deles, e não faz sentido os donos roubarem as receitas das próprias empresas.
    Quando o dinheiro é dos outros e não há risco de falência, é extremamente conveniente sugar a produtividade pro próprio bolso.

  • Getulio Malveira  16/07/2012 10:02
    Um pouco dramático demais para o meu gosto, mas a comparação é pertinente e a análise do mecanismo de troca envolvido na "doação" é ótima.

    Contudo, Fernando, há uma frase no texto que me deixou um pouco intrigado. O sr. afirma:

    "Eles [os trabalhadores] trocam seu trabalho por salário no presente, em vez de terem o valor total do produto produzido num futuro incerto."

    Esta é uma perspectiva austríaca das relações de trabalho? A parte "em vez de terem o valor total do produto produzido num futuro incerto" estranhamente me remete a teoria do valor-trabalho.
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 11:50
    Getulio, dramático demais é a Lucinéia e tantos outros pobres viverem sem um chuveiro.\r
    \r
    Sobre salários serem a preferência por bens presentes no lugar de incertos bens futuros em maior quantidade no futuro, é exatamente a perspectiva austríaca, em oposição a suposta exploração contida na teoria do valor trabalho.\r
    \r
    O Hoppe explica bem isso no comecinho deste artigo: A análise de classe marxista vs. a análise de classe austríaca
  • Getulio Malveira  16/07/2012 14:37
    Agradeço a resposta, Fernando. Relendo o artigo de Hoppe, ainda há um ponto bastante obscuro para mim. Eis o ponto exato no texto de Hoppe:

    "ele [o trabalhador] também poderia optar por não vender seus serviços ao capitalista e, com isso, se apossar ele próprio do "valor total" de sua produção."

    Não vejo como isso possa ser possível. Por exemplo, um sujeito que trabalha em uma fábrica de automóveis não tem a opção de montar um carro por conta própria: ele não dispõe nem do conhecimento nem dos meios materiais para tal.

    Todo trabalhador, ao receber um salário, troca os potenciais bens futuros produzidos por seu trabalho pelos bens presentes representados pelo salário? Ora, dizer isso é ignorar que o trabalho desses trabalhadores por si só, sem o capital e a atividade empresarial, não seria suficiente para os produzir.

    Em compensação, me parece fazer muito mais sentido a teoria que explica o salário por um trade off entre a satisfação obtida pelos bens que esse salário representa e a satisfação do ócio (ou lazer).

  • Chade  16/07/2012 14:46
    Mas você acabou de perceber o óbvio, Getulio. Acabou de perceber aquilo que, se algum marxista descobrir, toda a sua vida perderá o sentido: trabalhadores nada são sem o capital do capitalista. Sem o capitalista, os trabalhadores estariam famintos. É por isso que é economicamente impossível o delírio marxista de trabalhadores se juntarem e tocarem empresas. Eles não têm capital. E é justamente por não terem capital que eles aceitam trabalhar em troca de um salário.
  • anônimo  16/07/2012 12:04
    É a constatação do Bohm-Bawerk sobre os juros no salário. Uma refutação da mais-valia. Leio o livro dele na biblioteca do site!
  • Heisenberg  16/07/2012 10:28
    Artigos como esse me fazem ter esperança de um futuro libertário capitalista no Brasil, pois atacam os grandes males de nossa sociedade. A Escola Austríaca deveria priorizar a demonstração de como os pobres e a economia como um todo melhoraria com uma economia anarco-capitalista, ou algo próximo disso, como alguns preferem.
    Já artigos como os de H. H. Hoppe, elogiando a monarquia e jogando a culpa em doentes e incapacitados, deveriam ser totalmente rejeitados, pois forçam muito pro lado da opnião do autor e ainda fazem propaganda negativa para 97% do leitores.

    Abraços
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 11:09
    Opinião do autor?? Como assim Heisenberg?\r
    \r
    Este artigo do Hoppe que você citou não tem nada de subjetivo. Ele constata fatos históricos que apenas comprovam uma teoria praxeológica.\r
    \r
    E este artigo é de suma importância pois ataca um dos maiores problemas do mundo atual, que é o endeusamento da democracia. E é exatamente essa falsa legitimidade dada a democracia que permite que situações trágicas como a da Lucinéia ocorram.\r
    Somente a propaganda democrática consegue dar tamanha força ao estado, e tornar os impostos tão elevados. Se não fosse essa falsa ideia de que "nós estamos no poder" pois nós que escolhemos os governantes, o governo jamais poderia crescer tanto, interferir nos pormenores das vidas de seus súditos e cobrar tantos impostos.\r
    Foi a democracia que permitiu o surgimento do nefasto estado moderno.\r
    \r
    E HHH não elogia monarquia, pois ele é contra a monarquia, ele é um anarcocapitalista. Ele apenas constata o fato de que as monarquias são menos piores que as democracias. Isso é indiscutível.
  • Itamar Gines Pereira  16/07/2012 10:45
    Esemann! os serviços essenciais que você está falando, que acredito ser: saúde, educação, segurança etc, são prestados sim pelo estado, mas, concorda comigo, é de péssima qualidade. Não é nem pela má vontade dos agentes públicos, mas sim pelo próprio princípio do "estado de conforto" que o indivíduo alcança trabalhando para o governo. Qualque indivíduo em "estado de conforto" tende a não contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Canso de escutar de várias pessoas que estão em busca de um lugar na estrutura do estado para, segundo eles, "ter estabilidade e não ter cobrança de patrão". O dinheiro arrecadado pelos impostos existe independente das intenpéries economicas, causadas pelo próprio estado com sua interferência desenfreada(agente externo à economia de mercado). Dessa forma, trabalhando muito ou pouco, o salário do funcionário público vai chegar todo mês.\r
    Portanto, corrupção e serviços ruins são inerentes ao princípio de estado; estado com e menusculo mesmo.
  • Laudelino  16/07/2012 11:58
    A primeira parte do artigo, que falava sobre "De onde viria essa casa?" me lembrou uma frase do "Mestre dos magos".... Ao fazer uma mágica que fez aparecer algumas coisas, um dos meninos perguntou porque ele não fazia isso mais vezes... ele disse que não existia mágica que criasse as coisas do nada, elas vinham de algum lugar"

    Bingo.
  • Antonio  16/07/2012 12:24
    Parabéns Fernando, foi no ponto certo, ou seja direto no sitema que nos assalta.
  • Vanessa C  16/07/2012 12:42
    Todas as vezes que leio textos como esse, a primeira pergunta que me faço é: quem é o governo? Quem são esses órgãos?

    Eles deveriam, simplesmente, representar os interesses da população em geral e garantir o bem-estar comum. Simples assim...

    Posso te dar mais de mil exemplos dizendo os motivos da importância de um governo e também de órgãos fiscalizadores, mas vou citar alguns, como:

    - Impedir que uma pessoa tome posse de uma área comum na cidade e lá construa a sua casa.
    - Garantir que uma casa construída não vá derrubar a residência do vizinho (uma vez que muitas pessoas não tem a mínima noção, educação e discernimento).
    - Garantir que a sua rua tenha asfalto, iluminação adequada e padronizada, pois imagine a situação de colchas de retalho que seria uma rua, se cada morador resolvesse, no livre comércio, colocar o seu pedaço de asfalto? Ou a sua própria rede de esgoto? Não consigo enxergar isso no macro.
    - Garantir a qualidade geral dos produtos que compro com a livre escolha que tenho. E, se eu escolher essa cocada para dar ao meu filho, que ela não cause uma intoxicação por ser produzida em uma casa sem a higiene básica.
    - Não acredito que o governo seja o culpado por essa família não ter um chuveiro em casa.
    Nós somos...
    O governo é figurativo, o governo não é corrupto, o governo somos nós. Nós somos corruptos ou passivos, por aceitarmos essa corrupção. Veja se ela não é a causa:

    - Casas são constuídas em locais proibidos na cidade, eu vejo, vc vê, cadê o governo? Preocupados com as liberações, com os alvarás, pois proibir não dá $$$, liberar... Ah, dá 120 apartamentos!
    - Dinheiro desviado de verbas, de salários de assessores (ou de fantasmas), de falsos ou super faturados contratos impossibilitam o governo de devolver o que pagamos de imposto em forma de serviços de bem comum. É simples, o governo não tem culpa, o imbecil corrupto que colocamos lá para administrar o nosso dinheiro tem. E, pra ser bem sincera, nunca conheci um que se salvasse. Já trabalhei com alguns e conheço muitos.
    - A receita federal, ah, essa sim! Só cobra essa coisa ridícula de imposto pq somos um povo frouxo. Realmente, essa situação de cobrança de tributos para fortelecer o mercado interno é o maior papo furado de todos os tempos.

    Só deixo claro que não defendo o Estado, não defendo a podridão, mas seria impossível ter uma sociedade organizada sem uma "organização". E o governo deveria ser isso, mas é frágil, é corrompível, tem nele os piores defeitos de um ser humano tirano no poder. E, onde impera o egoísmo e a falcatrua não há espaço para pessoas do bem que queiram realmente organizar a sociedade.
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 13:49

    Eles deveriam, simplesmente, representar os interesses da população em geral e garantir o bem-estar comum. Simples assim...

    Bem-estar comum? Quem é o comum?
    Pra começar, "população" não possui interesses. Apenas indivíduos possuem interesses. Melhor aprender o básico do básico antes de se meter à falar: O individualismo metodológico
    E como foi explicado no artigo, sempre que o governo age, o interesse de um é privilegiado à custa do interesse de outro, que é violentamente coagido para agir de determinada maneira, contra sua vontade.

    Posso te dar mais de mil exemplos dizendo os motivos da importância de um governo e também de órgãos fiscalizadores, mas vou citar alguns, como:

    Não conseguiu dar nenhum.
    Minha filha, se o governo produzisse sapatos, isso não quer dizer que sapatos não existiriam caso o governo não mais atuasse na área de sapatos.
    O Setor Público: o Governo como Empresário

    - Impedir que uma pessoa tome posse de uma área comum na cidade e lá construa a sua casa.

    Área comum?
    É aí que reside o problema. Não existe isso de área comum da cidade.
    Todas as áreas devem ser privadas.
    No meu prédio existe a "área comum", mas não preciso do estado para impedir que alguém more no elevador do prédio.

    - Garantir que uma casa construída não vá derrubar a residência do vizinho (uma vez que muitas pessoas não tem a mínima noção, educação e discernimento).

    Você não sabe nada. Acha que sem o estado não teria leis.. pfffff
    Vá estudar um pouco, pois você está diante de uma visão que desconhece completamente: Serviços de defesa no livre mercado
    Se uma casa vizinha destrói a minha, isso é invasão de propriedade e agressão. E agressores devem ser impedidos e punidos numa sociedade de leis privadas.

    - Garantir que a sua rua tenha asfalto, iluminação adequada e padronizada, pois imagine a situação de colchas de retalho que seria uma rua, se cada morador resolvesse, no livre comércio, colocar o seu pedaço de asfalto? Ou a sua própria rede de esgoto? Não consigo enxergar isso no macro.

    Realmente, condomínios particulares são uma colcha de retalho né? (SIC)
    E, como já dito, a rua da Lucinéia não tem asfalto, calça, sem nada. É uma pirambeira de mato.
    E consegue enxergar no macro que apenas 55,4% dos 57,3 milhões de domicílios estavam ligados à rede geral de esgoto?

    - Garantir a qualidade geral dos produtos que compro com a livre escolha que tenho. E, se eu escolher essa cocada para dar ao meu filho, que ela não cause uma intoxicação por ser produzida em uma casa sem a higiene básica.

    E agora, sem remorso nenhum, você revela sua própria maldade, ao apoiar que a Lucinéia seja mesmo considerada uma criminosa e que ela seja impedida de vender seus doces para pessoas que queiram comprar.
    Você tem livre escolha para comprar ou deixar de comprar o doce dela, então não queira usar de violência (=regulações compulsórias estatais) para impedir a livre escolha dos outros. Maldade pura.
    A Lucinéia já tinha muitos clientes, e você e nem a Anvisa não tem nada a ver com a vida deles.
    Cuide da sua vida e eles cuidam das deles.
    Se você quiser só comprar produtos que sejam fiscalizados, que o faça. E órgãos fiscalizadores totalmente privados podem existir e existem.

    - Não acredito que o governo seja o culpado por essa família não ter um chuveiro em casa.
    Nós somos...


    Você de fato é culpada também.
    Mas não me inclua nesse "nós" de pessoas ignorantes ou realmente más.
    Você apoia o estado, eu não. E é através desse apoio que o estado consegue existir. Eu já retirei meu apoio e consentimento.
    E se acha que uma instituição que deixa tudo duas vezes mais caro e deixa todos com duas vezes menos dinheiro (no mínimo) não é a responsável por aquela família não ter um chuveiro, então seu problema é mais sério do que parece.

  • Marcus Benites  16/07/2012 16:29
    Nossa, pareceu o Anderson Silva dando no Sonnen... Tadinha da moça. As femis ficarão bravas, mas ela bem mereceu... Praticamente pediu.
  • Vagner  17/07/2012 09:41
    tadinha, nem vou pra treplica... HAHAHAHA
  • Luiz Freire  18/07/2012 11:23
    Eu não entendo direito o argumento do condomínio que aparece vez por outra.

    Os condomínios costumam cobrar uma determinada taxa que, para mim, é muito semelhante a um imposto, visto que é paga por serviços relativamente indeterminados. Você pode inclusive vir a ter sua casa leiloada para pagar as taxas devidas (o que acredito que aconteceria mesmo sem o Estado, pois seria necessário alguma forma de justiça privada que previsse inclusive a execução forçada de obrigações)

    Também costumam os condomínios ter regras e convenções às quais os novos moradores devem se adaptar mesmo não tendo concordado com elas. Também não se pode, por exemplo, transformar sua casa em um estabelecimento comercial, construir seu muro assim ou assado, resolver começar a vender pipoca na esquina... Enfim, toda uma série de restrições...

    Enfim, eu gostaria muito que falassem mais sobre isso porque eu não entendo que organizações coletivas como o condomínio possam ser um argumento contra o Estado. Pelo contrário, eles parecem para mim um Estado embrionário.
  • Leandro  18/07/2012 11:27
    Prezado Luiz, artigo inteiro sobre isso:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=827

    Abraço!
  • Juliano  18/07/2012 11:46
    A administração comunitária de qualquer bem é sempre complicada. Sempre permite abusos.\r
    \r
    Mas existem algumas diferenças fundamentais, entre elas: \r
    \r
    1 - Quem se muda para um condomínio faz isso de forma voluntária\r
    Não há muito o que comentar aqui. Se não quer seguir as regras do condomínio, você vai para outro lugar.\r
    \r
    2 - Abrangência\r
    Mudar de um condomínio não é a mesma coisa que mudar de um país. Se os conflitos forem muito grandes, você vai ter de mudar para outro lugar, mas não precisa abandonar família, amigos, trabalho... tua vida não se restringe ao condomínio.\r
    \r
    3 - Finalidade\r
    Um condomínio pode te taxar para a manutenção das áreas comuns, mas dificilmente vai invadir outras áreas. Nunca vai te obrigar a dar dinheiro pra sustentar quem não tem trabalho, não vai te proibir de negociar com ninguém para favorecer os comerciantes que moram ali, não vai te botar na cadeia por ter se recusado a pagar o dízimo de uma igreja que a maioria dos moradores democraticamente decidiram adotar. A fronteira entre o privado e o público é muito mais clara.\r
    \r
    A administração comunitária também sofrerá de vários vícios típicos de um mini Estado. Podem te obrigar a pagar por festas e serviços que você não quer. Mas, novamente, o alcance disso é muito, mas muito, limitado. \r
    \r
    No caso do Estado, qualquer renúncia implica em abandonar quase tudo que você tem. O Estado decide que você deve fazer trabalho escravo por um ano quando completar 18 anos e você não pode fazer nada. Vai ter de ir lá, de cabeça baixa, se submeter a todos os tipos de humilhação para servir à pátria. Força você a cantar uma musiquinha prometendo entregar a vida pelo país antes de eventos esportivos. Pega teus filhos pequenos, antes que comecem a pensar, e mergulha eles em um mar de ideologia barata pra que aceitem isso sem questionar (incluindo a história da musiquinha). Imagine a cena: um monte de crianças de seis anos prometendo morrer pelo país. Seria ridículo se não fosse verdade. \r
  • Luiz Freire  03/08/2012 13:04
    Juliano,

    Obviamente eu não estou argumentando que um condomínio é um Estado, mas sim que representa como que uma versão inicial, muitíssimo menor que nos ajuda a entender a necessidade e o surgimento de um Estado natural. Dito isso, vou tentar analisar seus argumentos.

    1 - "Quem se muda para um condomínio faz isso de forma voluntária. Se não quer seguir as regras do condomínio, você vai para outro lugar."

    Ora, quem se muda para um estado também faz isso de forma voluntária. Você vai argumentar que em geral as pessoas já nascem em determinados estados. Mas você tem que lembrar que também nascem herdeiros em condomínios que para assumirem plenamente sua propriedade terão que concordar com regras feitas na época dos seus pais. O problema obviamente são os estados gigantescos que nós temos hoje.

    2 - Abrangência
    "Mudar de um condomínio não é a mesma coisa que mudar de um país. Se os conflitos forem muito grandes, você vai ter de mudar para outro lugar, mas não precisa abandonar família, amigos, trabalho... tua vida não se restringe ao condomínio."

    Mais uma vez o problema são os estados gigantescos.

    3 - Finalidade
    "Um condomínio pode te taxar para a manutenção das áreas comuns, mas dificilmente vai invadir outras áreas."

    Isso simplesmente não é verdade. Eu mesmo, sendo jovem e muito pouco vivido, conheço mais de um caso real de condomínios que invadiram e cercaram áreas que não eram suas.

    "Nunca vai te obrigar a dar dinheiro pra sustentar quem não tem trabalho"

    A própria renegociação de dívidas de moradores contra sua vontade é uma forma de te obrigar a dar dinheiro para outras pessoas. Eu sei que você está falando dos programas assistenciais do estado, De qualquer forma, vale lembrar que isso é algo recente e portanto essas são distorções que não fazem parte da natureza do Estado.


    "Não vai te proibir de negociar com ninguém para favorecer os comerciantes que moram ali"

    Ao não permitir a entrada de comerciantes externos se faz algo análogo a isso. E qual condomínio (com área comercial ou sem) permite por exemplo que ambulantes circulem por lá? Permitir cobrando uma taxa é até uma liberalidade.

    "não vai te botar na cadeia por ter se recusado a pagar o dízimo de uma igreja que a maioria dos moradores democraticamente decidiram adotar."

    A própria "cadeia" é algo recente e bao essencial no Estado. O essencial é que podem existir punições.

    "A fronteira entre o privado e o público é muito mais clara."

    Óbvio que é muito mais clara, mas veja que eu falei em Estado embrionário. O problema não é o Estado em si, mas ele agigantado. É por isso que, penso eu, devemos defender a minarquia, o federalismo, a subsidiariedade e não o anarcocapitalismo que assim que for implantado será desfeito ou naturalmente ou pela força.

    Felicidade,
    Luiz
  • Juliano  03/08/2012 14:14
    Oi Luiz,\r
    \r
    As áreas "comuns" precisam ser administradas, mas, novamente, o escopo em um condomínio é muitíssimo menor. Um condomínio é um ajuntamento privado de pessoas para administrar um bem comum. Só isso! Com freqüência, a estrutura é desenvolvida antes que os moradores passem a morar lá. O empreendimento é totalmente privado do início ao fim.\r
    \r
    Uma cidade é criada com várias pessoas colaborando, criando e empreendendo. Não é alguém que chega lá, cria tudo e depois vende.\r
    \r
    O Estado é alguém que chega depois e exige o monopólio sobre uma série de recursos que estão em uma região. Ele se apropria de uma série de coisas que já estavam lá antes dele existir e passa a definir as regras. Coloca-se no direito de dizer que qualquer um que more naquela região será obrigado a financiar seus projetos, seguir suas regras, aceitar suas escolhas, até pagar pelos seus erros. Ele se coloca como dono de fato das pessoas que ali moram. O Estado é o pior cenário do anarco capitalismo: quando uma organização se torna monopolista e passa a usar força contra os habitantes de um lugar. Não existe tamanho ideal para uma organização dessa. \r
    \r
    Quando um recurso é compartilhado, os interessados podem se reunir e decidir como o recurso será gerido. Isso vale para uma rua, para um prédio, uma chácara ou uma empresa. Isso não vale para uma cidade ou um país. Ninguém pode ter o direito de chegar no teu empreendimento e começar a dar órdens. \r
    \r
    A partir do momento que uma organização se torna dona das ruas e dos serviços essenciais, essa organização vai controlar qualquer coisa na tua vida. Não existe fronteira segura, um tamanho que você consiga definir.\r
    \r
    Imagine o contrário: que você proponha em uma comunidade que alguém terá o poder de usar força, julgar, escolher o quanto você vai ter de dar de dinheiro, lutar em suas brigas (até a morte), e controlar tudo que for essencial na tua vida. Quem aceitaria isso como uma idéia razoável?\r
    \r
    Abraços,\r
    Juliano
  • Renato  29/07/2012 15:53
    Fernando Chiocca

    Porque não deveriam haver áreas comuns? É simplesmente um fato histórico que em todo ajuntamento humano tem existido áreas comuns. A argumentação dos libertários de que essas áreas seriam melhor geridas por agentes privados não muda o fato histórico. Então, até entendo que alguém diga que "seria melhor que as áreas de passagem fossem geridas por agentes privados", mas não tem o menor sentido dizer "não DEVERIAM haver áreas comuns".

    Mas mesmo a afirmação de que as áreas comuns deveriam ser vendidas para, ou geridas por agentes privados não é uma verdade absoluta. Em condomínios, muitas utilidades são geridas por empresas privadas, mas muitas vezes também são geridas pelos próprios condôminos, através de alguém que eles escolhem para isso.
  • Fernando Chiocca  30/07/2012 09:44
    Você não entendeu Renato.
    Área comum, como a área comum e elevador do meu prédio, é lógico que vai existir.
    O que não deve existir é a "coisa pública", "pertencente" a um estado, já que estados nem devem existir, pois não passam de gangues de ladrões.

    Sobre o histórico da propriedade privada em ajuntamentos humanos, veja aqui: A origem da propriedade privada e da família
  • Eliel  16/07/2012 13:03
    Esemann, eu trabalho no serviço publico, e você?\r
    Você tem certeza do que disse?\r
    Eu discordo.\r
    Com todo respeito!\r
    Abraços.
  • Mary   16/07/2012 13:39
    Discordo completamente do Senhor Itamar Gines Pereira, compreendo que em ambos sistemas economicos seremos sempre lesados, marxistas ou liberais o que está em jogo não o poder do capital em si e sim o domínio do pensamento individual.
  • Mary  16/07/2012 13:49
    Discordo completamente com o Senhor Eliel, em empresas privadas você é incentivado a produzir mais e sua permancencia não é segura, ao contrario do serviço público.
  • Nugget  16/07/2012 13:57
    Tem que ter uma boa dose de fantazia pra embarcar nesses discursos. O que eu notei é que alguem coloca uma dose de realidade, como o Esemann colocou, a respostas vem com mais fantazia ainda. Uma espiral. Mas nao deixa de ser interessante observar. Parabens. Nada pessoal.
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 14:10
    Hehehe, claro claro.. Esemann foi refutado ponto por ponto.. só falou idiotice..Aí vem outro e diz que ele falou realidade, sem sequer mencionar todas as refutações.

    Que ótima dose de relaidade mesmo, principalmente na parte de que precisamos do governo para banir o DDT:

    Rachel Carson's fable about the alleged dangers of pesticides, the 1962 book, Silent Spring, became a classic of the environmental movement despite the fact that it was a work of fiction. The book had a powerful influence, however, and governments throughout the world banned DDT and other pesticides beginning in the early 1970s. This ban has led to the death of literally millions of people in the Third World from malaria. It has also caused numerous crop disasters as voracious insects that were once killed off with DDT are no longer, and substitutes are often unaffordable in Third World countries.

    In 1970, shortly before DDT was banned, the National Academy of Sciences determined that DDT had saved 500 million lives over the previous three decades by eradicating malaria-carrying mosquitoes. DDT was banned by the U.S. government in the early 1970s despite the fact that no science was presented that it had the effects that Carson and the environmental movement claimed it had.

    Even if the National Academy of Sciences estimate of lives saved by DDT is off by a multiple of two, Rachel Carson and her crusade against the pesticide would still be responsible for more human deaths than most of the worst tyrants in world history.



    Nada pessoal.
  • Esemann  16/07/2012 14:14
    Acho que algumas considerações devem ser feitas, percebi que algumas pessoas não conseguiram entender bem minhas palavras...

    Que o governo não é perfeito, não existe duvida alguma... Boa parte dos problemas citados no texto lá em cima são originários da corrupção e burocracia... Uma outra parte são problemas inerentes ao sistema (não significa que não possam ser solucionados).

    Entretanto, se analisarmos (de forma séria e isenta de ideologia) a "opção" - nenhum governo - percebemos que é utópico e inviável. O que deve ser feito é um esforço para solucionar os problemas existentes, não simplesmente eliminar o sistema...

    Pela lógica colocada pelo autor, se uma pessoa tem uma doença, a melhor solução é eliminar a pessoa. Realmente, elimina-se o doente, elimina-se a doença, mas isso é uma opção?
  • Fernando Chiocca  16/07/2012 14:37
    Acho que algumas considerações devem ser feitas, percebi que algumas pessoas não conseguiram entender bem minhas palavras...

    Algumas pessoas não conseguiram entender bem suas palavras???
    Ora, está claro que você que foi incapaz de entender tudo que foi exposto no artigo e nas respostas as suas besteiras infantis.
    Todo mundo aqui já sabe de cor e salteado o tipo de asneira que você colocou.
    E você nunca nem ouviu falar nas respostas dadas.. e não entendeu nenhuma.. e está ai dizendo que nós que não entendemos?
    Se enxerga mané.

    Que o governo não é perfeito, não existe duvida alguma... Boa parte dos problemas citados no texto lá em cima são originários da corrupção e burocracia... Uma outra parte são problemas inerentes ao sistema (não significa que não possam ser solucionados).

    É de uma ingenuidade sem fim esse daí.
    Tá naquela de que "basta votar conscientemente" que tudo se resolve...
    Cara, corrupção na maioria das vezes nem sequer é um problema. E eu expliquei isso no artigo. Muitas vezes, ter corrupção é melhor do que não ter.
    Entenda isso de uma vez aqui: O policial desonesto

    Entretanto, se analisarmos (de forma séria e isenta de ideologia) a "opção" - nenhum governo - percebemos que é utópico e inviável. O que deve ser feito é um esforço para solucionar os problemas existentes, não simplesmente eliminar o sistema...

    Hehehe, "forma séria e isenta de ideologia"?
    Você nem sequer conhece a alternativa proposta e está atacando o que nem conhece e quer falar que está analisando algo de forma isenta? Você é mesmo uma piada.
    Se você não nunca ouviu falar em algo, não quer dizer que esse algo não exista ou seja inviável.
    Você é completamente ignorante à respeito de toda uma complexa teoria. Se quer criticar algo, vá no mínimo tomar conhecimento do que seja esse algo.

    Pela lógica colocada pelo autor, se uma pessoa tem uma doença, a melhor solução é eliminar a pessoa. Realmente, elimina-se o doente, elimina-se a doença, mas isso é uma opção?

    Affff...É pra parar e desistir de tudo mesmo...
    Sou libertário.. voc6e já ouviu falar nisso?
    Defendemos absolutamente a vida e a propriedase privada.
    Como podemos querer matar um doente!?
    Pare de falar besteiras rapaz, já deu sua cota.
    Volte depois de aprender ao menos o básico sobre a proposta daqui: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=98
  • Getulio Malveira  16/07/2012 18:12
    "Fantasia" se escreve com "s"... quer opinar? pelo menos escreva em português, poxa!
  • Ellen  16/07/2012 14:55
    Ficou faltando informar que no programa do Ty a família continua pagando o financiamento da casa. O programa ajuda a agilizar a conclusão da casa ou reestruturação da casa.

    Mas o testo nos mostra muito claramente o poder negativo que o estado tem e como ele "ajuda" na melhoria de vida da grande maioria da população.
  • anônimo  16/07/2012 16:14
    "Gugu Liberato e Luciano Huck são respectivamente os apresentadores dos quadros Sonhar Mais Um Sonho e Lar Doce Lar, ambos praticamente iguais. Eles consistem em selecionar a casa de uma família, geralmente muito pobre e que tenha uma história de muito sofrimento, demolir, e construir uma nova, moderna, com tudo que existe do bom e do melhor. Tudo isso em uma ou duas semanas, período esse em que a produção do programa leva a família para uma viagem de férias. A produção também presenteia as famílias com cursos, maquinário de trabalho e às vezes até novos empregos."
    - Consistem também em destruir os valores da família, em propagar a desonra...Esses dias eu ví num programa do Huck uma desonrada querendo escolher um "principe sueco"...esse tipo de coisa não constrói família nenhuma, deturpa, distorce os valores da família...
  • Marcus Benites  16/07/2012 21:23
    Mude de canal.
  • anônimo  17/07/2012 09:30
    Mudar pra qual canal??? Sábado, se eu Mudar do Calderão do Huck e colocar no SBT, está dando Raul Gil, é a mesma degradação moral. Se eu mudar pra Record, está dando aquele programa do Rodrigo Faro, "O Melhor do Brasil", o "dança gatinha"...nem preciso comentar. Rede Tv, está dando "Sábado Total" que um programa do mesmo estilo "Sabadaço"...A TV aberta hoje é pura degradação moral, pura destruição de valores.
  • Pedro Valadares  17/07/2012 10:31
    Anônimo, moralismo é um tipo de autoritarismo. Você está querendo mesmo impor seus valores sobre a programação televisa?
  • Leandro  17/07/2012 10:35
    Anônimo, para quem diz achar a TV aberta um antro de degradação, você pelo visto passa tempo demais com o aparelho ligado. Sabe de cor a programação do fim de semana. Por que faz isso?

    Eu, por exemplo, não tenho a mínima ideia de quem seja esse tal Rodrigo Faro, muito menos o que seja "dança gatinha". Já ouvi falar de Raul Gil, mas não sei se o reconheceria de pronto. Sobre Huck, via de vez em quando apenas na época da Tiazinha, quando era adolescente. O programa ainda é o mesmo?

    Em vez de ficar vendo bobagens no fim de semana, vá ver algo mais construtivo. Recomendo esta série. É programa para vários fins de semana. Reúna a família e bom proveito:

    www.youtube.com/watch?v=t6bnO7N1AMU
  • Marcus Benites  17/07/2012 10:57
    Anônimo, a coisa toda é bastante simples. A TV não tem nada que sirva para você. Logo, você não deve utilizar os produtos que a TV serve, afinal são produtos ruins (para você). É bastante simples. Mas para 90% da população brasileira os produtos servem e são bons. Assim, tudo se resolve: a população brasileira fica com os produtos, agradáveis a ela, e você vai atrás de produtos que lhe sirvam. Dica: vá à sua igreja no sábado à tarde, não só à noite. Ou fique matando pernilongos. Enfim, você é livre para fazer o que quiser. A TV também é livre para passar o que quiser. E as demais pessoas também são livres para assistirem ou não. Não é maravilhoso? E simples.
  • anônimo  17/07/2012 15:03
    Me surpreendo por saber que você não conhece a figura do Rodrigo Faro. Mas é bm nem conhecer, é um idiota...

    E é por saber de cor que a TV aberta está este lixo que eu não assisto mais. Felizmente eu tenho Internet, aí posso ver videos bons como este do Thomas Woods (por falar no Thomas Woods, eu tenho o livro dele...)
  • Juliano  17/07/2012 13:13
    Não custa lembrar que TVs são concessões estatais.
  • Marcus Benites  17/07/2012 13:36
    Eu só "concedo" aquilo que é meu. O estado não é dono de nada que seja seu por direito, mas apenas fruto de roubo, através da força. Logo, isso é algo que deve ser combatido. Depender que um governo autorize você a ter um negócio particular, que é uma emissora de TV, é um absurdo sem qualquer lógica. Triste ver os que defendem censura com base nesse argumento. Por ser uma "concessão pública" o governo deveria regular (e já o faz, num sentido) a "qualidade" do que as emissoras transmitem. Absurdo total. Ninguém precisa do governo para dizer como deve tocar a própria empresa. Um país em que emissoras sejam "concessões públicas" vive sob uma ditadura disfarçada, nada mais que isso. O que andam pondo na água e na merenda das escolas? Além da doutrinação deve estar havendo algo mais forte, não é possível...
  • Lucas Amaro  18/07/2012 16:11
    Existe algum país em que não existe esse sistema de concessão de TV?
  • Andre Cavalcante  18/07/2012 17:19
    Não!

    Tão logo os governos perceberam o filão que são as telecomunicações, trataram de instituir um lei lhe dando o monopólio sobre o espectro eletromagnético. Assim eles poderiam protejer as suas operadoras favoritas de sinais "piratas". E, claro, tais operadoras beneficiam os políticos amigos, mostrando-os várias vezes e fazendo "entrevistas especiais", que nada mais são que pura promoção política.

    Abraços.
  • Felipe  16/07/2012 20:56
    Fernando, parabéns pelo artigo. Excelente! Eu sei que foi só um exemplo, mas queria fazer uma observação: provavelmente eles não tem chuveiro não pelo preço do chuveiro (eu comprei um ontem também por 24 em promoção, mas principalmente pela conta de energia que o chuveiro gasta, responsável geralmente por mais de 70% do gasto da energia elétrica. A conta pode sair fácil mais de 100 reais para a família por mês, e isso pra eles é muito. Mas essa conta de energia também seria muito mais barata sem o estado: descontando os impostos diretos e indiretos, tirando o monopólio e permitindo energias alternativas siso poderia ser muito mais barato. Sem contar que eles poderiam ter um sistema de aquecimento solar, esse sim mais caro e que também poderia ser relevantmente mais barato. Um abraço!
  • Gabriel Mendes  17/07/2012 05:54
    O caso dos aquecedores solares é ainda mais emblemático no que diz respeito à imbecilidade dos coletivistas. Um sujeito inventou o aquecedor solar feito com garrafas PET e patenteou PROIBINDO que elas fossem comercializadas. Mal sabe ele que se esses aquecedores fossem feitos em larga escala, os pobres teriam mais condições de comprá-lo. Mas nenhum socialista gosta de ver o sucesso de alguém e ninguém pode ganhar dinheiro facilitando a vida dos outros.
  • Steve Ling  17/07/2012 09:00
    Na realidade ele patenteou e disponibilizou o manual para construção. Quem quiser pode construir para uso próprio ou ajudar alguém. \r
    \r
    josealcinoalano.vilabol.uol.com.br/manual.htm\r
    \r
  • Gabriel Mendes  17/07/2012 09:04
    E se por um acaso a pessoa não tem habilidade para construir ou não tem tempo para ajudar alguém? Qual é o problema de a pessoa trocar por dinheiro?
  • Steve Ling  17/07/2012 11:24
    Sabe quem construiu aquecedores para a população carente? A empresa de Energia de Santa Catarina porque ela descobriu que fornecer aquecedores evita boa parte dos gatos e prejuizos.
  • Fernando Chiocca  17/07/2012 08:16
    Tem razão Felipe. Os impostos sobre a conta de luz e as barreiras estatais à concorrência no setor sãa as principais causas pelas quais tantos pobres não podem ter chuveiro elétrico.
    Vou até incluir uma nota no artigo.
  • Nugget  17/07/2012 11:21
    Fernando, obrigado pela atençao e resposta. Desculpe se eu coloquei as suas refutaçoes na categoria 'fantasia'. Os textos sao super bacanas, parece que tudo é possivel. Tudo é admiravelmente simples e objetivos. Nao sei como voces chamam isso. Mas eu adoro ideialistas. Faz a gente sonhar com um mundo diferente. Continue com o otimo trabalho.
  • LG  17/07/2012 12:39
    Você só se esqueceu de uma coisa, caro Fernando: para que as "sinfonias" do Gugu e do Huck possam tocar a música do livre-mercado, elas dependem de uma permissão do governo, que é a concessão das emissoras de TV onde os apresentadores conduzem os seus respectivos programas. Ou seja, o estado está sempre presente, mesmo quando achamos que tudo está entregue à mão-invisível. Portanto, o Nugged e outros têm razão: não passa de fantasia a idéia de um mundo entregue exclusivamente ao livre-mercado e às trocas "voluntárias" entre os seus operadores, até porque nem sempre esses operadores estão em situação simétrica, abrindo a possibilidade de coerção do mais forte sobre o mais fraco.\r
    Penso que devemos, nós liberais, continuarmos a nossa luta pelas instituições liberais, fazendo com que o "vírus" das nossas concepções sejam cada vez mais inoculadas no organismo estatal, de molde a - quem sabe um dia? - tornarmos o Leviatã uma criatura domesticada e mais fit. Porém, acabar com o Leviatã é um sonho de poeta...anarquista.\r
    Um abraço a todos.
  • Fernando Chiocca  17/07/2012 12:56
    Hahahahahahahahahahhahahahahahahaha

    Mas é um mais patético que o outro.

    O governo nacionalizou as faixas de transmissão criando um dos mais nefando oligopólios das sociedades atuais, e neguinho vem dizer que devemos ao governo a existência de redes de televisão!

    É mole!? Nêgo fica desesperado, fica sem chão quando vê que o governo não serve pra nada, só pra prejudicar e atrapalhar os outros, e tenta se agarrar em qualquer coisa...
    O outro coitado chegou até a falar de talidomida e DDT!!! Quais outras pérolas virão?

    Why Airwaves (Electromagnetic Spectra) Are (Arguably) Property
  • Leninmarquisson da Silva  17/07/2012 17:50
    Fernando, só por curiosidade, já pensou em reunir essas pérolas mais descaradas num artigo?

    Seria uma ótima "para nooooooossaaaa alegria".

    Parabéns por mais um brilhante artigo.
  • Paulo Kelson  17/07/2012 14:08
    E quando é um curso nacional de qualificação? No caso do promimp, o governo demora meses para chamar os aprovados para iniciar o curso, sendo que o mercado na área de petróleo e gás está necessitando de mão de obra qualificada. Eu fui aprovado no último concurso da promimp e soube pelo responsável do programa ao responder por essas demoras num site sobre comcursos que o promimp tem em seu edital, prazo de até um ano para inniciar as aulas, devido a burocracia. Perde o tempo o trabalhador e o mercado.
  • Alexandre Melchior  18/07/2012 09:35
    Fernando, fiquei afastado do site do IMB por um tempo. Retorno hoje às leituras e, ao acessar os textos atrasados, me deparo com esse. Fantástico! Parabéns!
  • Cesar  18/07/2012 13:20
    Fernando,
    Parabéns pelo excelente artigo! Você conseguiu com um prafmatico artigo esclarecer o que de fato é a violência intervencionista! Na ocasião, você tocou num ponto que me chamou a atenção justamente por eu nao compreender bem como ocorre: "formacaomde preço no livre mercado é deteminada pelo consumidor marginal".
    poderia me explicar (ou indicar algum artigo) este mecanismo?
    .abraços
    Cesa
  • Fernando Chiocca  18/07/2012 13:43
    Cesar, preços são um dado histórico. Eles refletem o valor de uma troca monetária que ocorreu no passado.
    Um exmplo pode ser dado pela determinação do preço do ouro no Brasil.
    O ouro é uma commoditie com baixa liquidez, ou seja, existem poucas operações de compra e venda na bolsa.
    São poucas por dia.
    A operação é eletrônica através da internet.
    Na plataforma de operação estão expostos vários preços de venda e vários preços de compra.
    O maior preó de compra e o menor preço de venda ficam no topo.
    Digamos que o maior preço de venda seja de 10 kilos à R$105 (este é o vendedor marginal) e o maior preço de compra seja 50 kilos à R$100 (este é o comprador marginal).
    Qual o preço do ouro nesse caso?
    Não sabemos pelas informações dadas.
    O preço do ouro sinalizado pela bolsa é sempre o preço da mais recente operação realizada. Digamos que a última compra foi realizada pelo preço de R$102. Então este é o preço do ouro, determinado por uma operação realizada no passado.
    Se aparece um comprador e compra 1 kilo por R$105, o comprador marginal encontrou o vendedor marginal e o preço do ouro atual passa a ser de R$105.

    O mesmo vale para qualqer produto ou serviço no mercado.


    Pode dar uma olhada aqui: Determination of Money Prices

  • Hueber  19/07/2012 09:45
    Fernando, que livros que vc me indicaria para começar a entender a filosofia libertária?


    Obs: Li somente "A Anatomia do Estado"
  • Deilton  19/07/2012 11:08
    Para quem defende a seguraça pública: noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI6003320-EI5030,00-Publicitario+e+morto+a+tiros+apos+abordagem+policial+em+SP.html

    Publicitário é morto a tiros após abordagem policial em SP

    "a suspeita é de que os policiais tenham confundido o aparelho celular da vítima com um possível armamento"
  • Fernando Chiocca  19/07/2012 12:05
    A Ética da Liberdade

    Acho este o melhor.
  • Victor Cavalcanti  21/07/2012 19:00
    Bem, devo confessar que achei o seu texto muito bem escrito, mas devo concordar com a pessoa que comentou "Bem escrita, mas besteira." Puro conteúdo ideológico. Mas pra não dizer que estou apenas atacando, vamos ao conteúdo.

    Primeiramente do ponto de vista meramente estético tenho gosto muito distinto do autor, enquanto o mesmo admira e se considera "fã" desse "show de maravilhas" eu vejo apenas um espetáculo bizarro de exploração da pobreza e culto às horrendas personalidades dos Srs. Gugu Liberato e Luciano Huck. Mas gosto é gosto, não vou me ater a isso. Tem quem goste de ver um pobre miserável se atirar ao pés do Gugu como se este fosse um santo. Vamos aos fatos.

    Livre mercado e troca voluntária.
    "E para uma troca voluntária ocorrer, necessariamente ambas as partes envolvidas devem ganhar. É somente quando a coerção entra na equação que uma parte perde para outra ganhar. (...) na sociedade atual o principal agente coercitivo é o Estado"
    O erro fundamental de todo o pensamento liberal standard (do senso comum repetido pelo autor seja via influência da Escola Austríaca ou da Escola de Chicago) é pensar que a liberdade se resume ao direito do indivíduo agir segundo suas próprias determinações. Liberdade não é um direito formal ou uma garantia de não intervenção numa relação de troca por exemplo. A liberdade consiste na potência de agir por parte do indivíduo, sua capacidade - e não o seu direito - de agir e tomar decisões.

    A liberdade enquanto poder de agir é algo extremamente limitado que maximiza-se e efetiva-se apenas dentro das relações sociais. E é aí que entra o papel do Estado, do governo, da polícia, da recita federal, da escola pública, da saúde pública etc.
    Na prática em um dos comentários você afirma:
    " Sem os impostos, tudo fica metade do preço. O marido de Lucinéia trabalha numa firma, ou seja, é registrado, ou seja, metade do salario dele é retido, ou seja, sem o governo ele teria o dobro.
    Não só isso. Sem os impostos, todo mundo teria mais dinheiro no bolso pra gastar, ou seja, muito mais oportunidades de trabalho para todos. E, o que é mais importante, de trabalho produtivo, e não parasitário.
    Sem regulações e burocracia , o mercado está livre, e teríamos pleno emprego."

    Risível! Sem os impostos não fica tudo pela metade do preço, o Estado acaba! Se o Estado não garante leis trabalhistas ao marido da Dulcinéia, é evidente que o seu patrão não vai repassar o que está economizando em impostos para o empregado, ele vai incorporar no seu lucro e possivelmente vai reduzir o salário do marido da Dulcinéia ao mínimo que esse esteja disposto a aceitar dentro de um panorama de grande reserva de mão de obra, ou seja, olhando pela janela e vendo uma fila de miseráveis querendo um emprego. Possivelmente o Marido da Dulcinéia vai trabalhar por um prato de comida. Estará criada uma relação absolutamente assimétrica entre um detentor de grande poder (que é o poder econômico) e um detentor de um poder mínimo que é apenas o seu poder físico e intelectual!

    Se o autor precisar de um exemplo prático, não precisa imaginar. Em muitas fazendas de cana de açúcar, o "poder coercitivo do Estado" não chega, por conta disso, cria-se uma "bela" relação de troca voluntária entre fazendeiros e bóias frias que acabam por se tornar mão de obra escrava. Isso acontece na agricultura, na indústria, no comércio ou onde quer que seja que o "poder coercitivo do Estado" se ausente e permita a "livre" negociação entre o trabalhador morrendo de fome e o detentor do poder econômico.

    Há quem possa citar os milagrosos formatos de administração das modernas empresas de tecnologia, softwares, criação etc. É bem verdade que em muitas dessas empresas, muitas vezes os trabalhadores possuem altos salários e excelentes condições de trabalho, que superam em muito o mínimo exigido por qualquer legislação trabalhista, não por bondade de seus patrões mas pura e simplesmente por estarem suas tarefas e sua capacidade de gerar lucros diretamente ligados ao seu bem estar e sua capacidade criativa. Não duvido das ótimas condições de trabalho da Google. Peço apenas que me aponte uma única mina de carvão onde os trabalhadores possam montar seus próprios horários, jogar video game ou fazer sessões de massoterapia durante seus expedientes repletos de intervalos.

    No mesmo comentário, quando perguntado: " O QUE IMPEDE ALGUEM, COM MAIS PODER, MAIS FORÇA BRUTA, DE RETIRAR ESSA FAMILIA DA CASA QUE OS MILAGREIROS "GUGU, HUCK E OUTROS" DERAM, E ASSUMIR TODOS OS BENEFICIOS?
    TE RESPONDO: SOMENTE AS "INTEREVENÇÕES COERCITIVAS DOS AGENTES ESTATAIS"..."
    Você responde: "Errado.
    Alguém com mais poder retirar essa família da casa seria UMA INTERVENÇÃO COERCITIVA.
    E, na verdade, o estado retira parcialmente todo mundo de suas casas, cobrando um "aluguel" para permitir que as pessoas morem nas próprias casas!!.. quem não paga os impostos, é despejado.
    E ele faz isso pois tem mais poder."
    Sim, com a diferença que a intervenção coercitiva do Estado- pelo menos em tese- deve se dar dentro de um conjunto de leis que é todo ele criado, discutido, elaborado, criticado e sustentado em sua execução pela própria sociedade. Ressalto que não estou aqui me referindo à situação concreta brasileira ou de qualquer país do mundo mais simplesmente a um modelo criticado pelo autor.
    Existe uma notória diferença entre a polícia intervir numa relação ou em uma propriedade por conta de uma ilegalidade por meio de um processo legal e um criminoso entrar armado de fuzil na sua casa e obrigar você a sair de lá. Esta diferença parece sumariamente ignorada pelo autor.
    O Estado não retira ninguém parcialmente de suas casas cobrando impostos, antes ele garante que você tenha essa propriedade meu amigo. Se alguém mais forte que você expulsar você da sua casa o que você vai fazer? Chamar a polícia que é mais forte que esse alguém, que é paga pelos impostos cobrados tanto de você quanto desse alguém e tem o dever de fazer cumprir a lei que no caso foi infligida por esse alguém ou consentir alegremente e propor um brinde à liberdade e a não intervenção do estado nas relações de troca voluntária? Sim, voluntária afinal, interessa ao fortão a sua casa e te interessa manter os dentes no lugar, é o ganha-ganha, o milagre do livre mercado.

    De onde vem o poder do Estado? Vem da própria sociedade meu amigo, o Estado não é o político. Ocorre que quanto menos uma sociedade participa da utilização do poder do Estado, mais a parte da sociedade que se utiliza desse poder vai utilizá-lo em benefício próprio. Não é o Estado o problema, não a existência dele, mas sim a relação da sociedade com o Estado. Uma relação mais ou menos participativa.

    No exemplo da "facínora agência ANVISA" o que o autor sugere? Que não exista nenhum tipo de fiscalização de produtos e alimentos consumidos pela população? Você acha mesmo que se a relação entre uma empresa do tamanho da Coca-Cola e o consumidor brasileiro se der com total liberdade isso será vantajoso para ambos os lados? Então não se preocupe pois o livre mercado que você tanto sonha já está aí, produtores de alimentos, laboratórios e a indústria em geral empulham a população com toda sorte de porcarias à custa da corrupção sistemática de agentes de fiscalização. E se com toda a fiscalização nós seguimos comendo lixo, qual é a sua solução? Uma melhoria no trabalho de fiscalização, redução da corrupção via processos legais, redução da impunidade, reestruturação das carreiras, melhor treinamento, maior participação da sociedade... Não, a extinção de todo e qualquer tipo de fiscalização e a plena confiança nas forças do mercado como reguladoras da qualidade dos produtos oferecidos à população. Risível
    Mais exemplos:
    ". Uma obra é uma troca voluntária de livre mercado entre duas partes. O estado intervém coercitivamente e proíbe a troca, exigindo pagamentos e cumprimento de requerimentos para "liberar" a troca. "
    É claro, evidente, uma obra é um serviço técnico prestado por uma parte que muito entende de obra para uma outra parte que rigorosamente nada entende obra. O estado deve intervir afim de garantir a segurança da parte que está desfavorecida nessa troca. O que acontece quando não há essa regulação? Simples, temos muitos exemplos reais do poder coercitivo devidamente excluído via corrupção de fiscais. Prédios construídos com areia de praia desabando em poucos anos, invasão de áreas de reserva ambiental, condomínios despejando esgoto de forma irregular etc... Tudo garantido pelas forças de mercado (eufemismo para lucro) e pela convicção liberal de fiscais que resolvem participar do milagre do ganha-ganha sem atrapalhar, fazendo o papel de "menos piores"(custo a acreditar que você disse isso) e deixando que o livre mercado "maximize a utilidade social"



  • Pedro Valadares  24/07/2012 04:54
    Vitor, é realmente tocante ver sua crença nas belezas do estado.

    Você diz "interessa ao fortão a sua casa e te interessa manter os dentes no lugar, é o ganha-ganha, o milagre do livre mercado".

    Pois é, descrição perfeita da relação estado-cidadão. Interessa ao estado seu dinheiro para ele se financiar e interessa a mim não ser preso.

    Contudo, não tenho o que argumentar com alguém que diz que a liberdade não é um direito.
  • Victor Cavalcanti  25/07/2012 20:30
    Pedro, eu disse que a liberdade não SE RESUME a um direito, ou seja, ela não é apenas uma direito, simplesmente um direito. De nada adianta dar-mos a um miserável o "direito" à saúde, à educação, à propriedade etc.

    Se você olha para um miserável e acredita que ele tem o mesmo direito que você, o que então faz ele ser miserável? Será que ele é miserável por que quer? Por que gosta?

    Não, ele é miserável por que a ele foi dado apenas um "direito" formal e não um poder de agir e determinar-se.

  • Pedro Valadares  26/07/2012 06:00
    Discordo, Vitor.

    Ele tem o direito pleno da liberdade. Nada o impede de buscar alternativas para a vida. Claro que há condicionantes naturais e biológicas, mas ele sempre terá a prerrogativa de buscar a satisfação das próprias necessidades.
  • Juliano  24/07/2012 07:43
    Atacar a idéia contrária como sendo ideologia não é uma das formas mais legais de começar uma argumentação.\r
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    "O erro fundamental de todo o pensamento liberal standard (do senso comum repetido pelo autor seja via influência da Escola Austríaca ou da Escola de Chicago) é pensar que a liberdade se resume ao direito do indivíduo agir segundo suas próprias determinações. "\r
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    Consideramos liberdade o ato de não ser coagido por ninguém. Você é livre se ninguém está te forçando, via uso ou ameaça de violência, a agir de um determinado modo. Consideramos esse um direito irrevogável.\r
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    "A liberdade enquanto poder de agir é algo extremamente limitado que maximiza-se e efetiva-se apenas dentro das relações sociais. E é aí que entra o papel do Estado, do governo, da polícia, da recita federal, da escola pública, da saúde pública etc."\r
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    Aí você fez uma salada. Liberdade não pode ser maximizada, ela só pode ser restrita. Coagindo, você limita a ação de alguém. As pessoas já nascem livres, são as relações sociais que podem torná-la menos livre. Alguém que viva em uma ilha deserta é completamente livre - ninguém precisa de relações sociais pra "maximizar a liberdade". \r
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    O que tem acontecido é que o conceito de liberdade tem se estendido a alguns serviços/produtos que nos são necessários. Ter o que comer virou "direito". Se você vive em uma ilha deserta e não tem o que comer, isso virou uma violação de direitos, sendo que não tem ninguém lá pra violar o direito de ninguém.\r
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    Nós precisamos da vida social para nos fornecer serviços, não para nos fornecer liberdade. O fornecimento de serviços pode ser feito tanto de forma voluntária (via trocas) como de forma compulsória (via uso da força). Você advoga que alguém deve ter o direito de usar o segundo modelo, nós achamos que todos devem ficar restritos no primeiro.\r
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    "Risível! Sem os impostos não fica tudo pela metade do preço, o Estado acaba!"\r
    Sim, e a gente acha isso uma coisa boa.\r
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    "Se o Estado não garante leis trabalhistas ao marido da Dulcinéia, é evidente que o seu patrão não vai repassar o que está economizando em impostos para o empregado, ele vai incorporar no seu lucro e possivelmente vai reduzir o salário do marido da Dulcinéia ao mínimo que esse esteja disposto a aceitar dentro de um panorama de grande reserva de mão de obra, ou seja, olhando pela janela e vendo uma fila de miseráveis querendo um emprego. "\r
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    Sim, pode ser. E o marido da Dulcinéia pode procurar outras coisas que lhe paguem mais. O Estado cria um zilhão de motivos que impedem pessoas de trabalhar. Ele, Estado, é o maior formador de monopólios, que, por definição, impedem a entrada de pessoas no mercado. Em qualquer coisa que ele resolva fazer, a gente acha que ninguém tem o direito de confiscar parte de seu rendimento.\r
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    As "relações desiguais" que você mencionou foram criadas justamente pelo Estado. Seja criando os latifúndios ou via subsídios, o Estado é a maior máquina de transferência de recursos de pobres para ricos. A gente tem um banco só pra isso - o BNDES.\r
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    "Sim, com a diferença que a intervenção coercitiva do Estado- pelo menos em tese- deve se dar dentro de um conjunto de leis que é todo ele criado, discutido, elaborado, criticado e sustentado em sua execução pela própria sociedade. Ressalto que não estou aqui me referindo à situação concreta brasileira ou de qualquer país do mundo mais simplesmente a um modelo criticado pelo autor."\r
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    Sociedade é só um conjunto de pessoas. Leis não têm nada de sagrado, não vêm do céu. Já houve um tempo que era lei ceder sua mulher na noite de núpcias para o rei. Hoje a gente evoluiu e chegou a um processo que junta o Romário, o Tiririca e mais um monte de gente em uma sala pra discutir o que os outros devem ser forçados a fazer.\r
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    Qualquer lei sempre beneficia algumas pessoas em detrimento de outras. Se alguém decide fazer um show com dinheiro público (para o bem da sociedade), todo mundo que não foi no show vai ter de pagar do mesmo jeito. Nos últimos, novamente para o bem da sociedade, decidiu-se que o melhor destino para o dinheiro tirado à força de todo mundo é fazer um monte de estádio de futebol.\r
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    "Existe uma notória diferença entre a polícia intervir numa relação ou em uma propriedade por conta de uma ilegalidade por meio de um processo legal e um criminoso entrar armado de fuzil na sua casa e obrigar você a sair de lá. Esta diferença parece sumariamente ignorada pelo autor."\r
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    Minha mãe voltou agora da Argentina e o oficial na fronteira, armado, quebrou todas as latas de doce de leite que ela trouxe. Fez isso amparado por um processo legal, apoiado pelos fabricantes de doce de leite daqui do Brasil, suponho. Realmente, é completamente diferente de um miliciano que limita de quem os moradores de uma favela podem comprar gás.\r
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    "O Estado não retira ninguém parcialmente de suas casas cobrando impostos, antes ele garante que você tenha essa propriedade meu amigo."\r
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    O Estado não garante nada. Segurança é um item que qualquer ser humano precisa e todos teríamos modelos alternativos se não fosse reprimido pelo Estado. Novamente aí, o Estado se outorga o monopólio desse serviço. Só assim para sustentarmos um modelo que consegue ter incríveis 1% de solução para crimes contra a vida. \r
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    "De onde vem o poder do Estado? Vem da própria sociedade meu amigo, o Estado não é o político."\r
    A sociedade não é uma coisa... é um grupo de pessoas distintas, onde cada um tem um projeto de vida. O Estado cria essa idéia de "vontade do povo", "bem do povo". Serviços sempre afetam um grupo de pessoas e têm um custo. O Estado foi a idéia perfeita para manter os benefícios e jogar os custos nas costas de um monte de gente que não vai chegar nem perto de colher nada.\r
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    Estado estão presentes há séculos e só recentemente ganhou esse aspecto de "prestador de serviços". Cobradores de impostos eram vistos como ladrões na bíblia, hoje a gente os chama de "servidores públicos" e as pessoas fazem fila pra tentar ser um.\r
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    Leia os demais textos do site e você vai ver que todos os pontos que você citou já foram levantados milhares de vezes. Você se apóia na hipótese de que algumas pessoas devem ter o direito de violar os direitos dos outros para executar um plano. Nós achamos que ninguém tem o direito de violar o direito de ninguém e que não existe "o plano". \r
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    Abraços,\r
    Juliano\r
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  • Andre Cavalcante  24/07/2012 08:17
    Juliano,

    me lembrou os Cylons em Battlestar Galactica: "And they are A PLAN...". ;)
  • Victor Cavalcanti  27/07/2012 12:24
    Juliano, reitero o que disse anteriormente: todo o problema está num entendimento problemático do que seja a liberdade.
    Quando você afirma:

    " Consideramos liberdade o ato de não ser coagido por ninguém. Você é livre se ninguém está te forçando, via uso ou ameaça de violência, a agir de um determinado modo. Consideramos esse um direito irrevogável "

    Temos aqui uma definição negativa de liberdade, qual seja, "não ser coagido por ninguém" que já possui em si toda uma concepção de homem e de mundo que inevitavelmente desdobrar-se-ão na sua segunda afirmação.
    "Aí você fez uma salada. Liberdade não pode ser maximizada, ela só pode ser restrita. Coagindo, você limita a ação de alguém. As pessoas já nascem livres, são as relações sociais que podem torná-la menos livre. Alguém que viva em uma ilha deserta é completamente livre - ninguém precisa de relações sociais pra "maximizar a liberdade."

    A liberdade não poderia ser maximizada apenas se fosse naturalmente absoluta, o que seria um absurdo afirmar. Se no ano passado você não tinha dinheiro para viajar para Paris e esse ano você tem, ano passado você não tinha a liberdade de viajar para Paris (embora tivesse todo o direito) sua liberdade foi maximizada. Não me refiro à liberdade enquanto direito civil, mas a liberdade de fato, poder de ação.

    As pessoas já nascem livres?

    Observe um bebê recém nascido abandonado à sua própria liberdade. Ele morrerá em poucos dias sem que ninguém o esteja forçando a nada ou o ameaçando com violência. Optou ele por morrer? Não, apenas sua potência desvinculado das relações sociais é tão restrita que ele nem sequer consegue garantir sua existência.
    Alguém que vive em uma ilha deserta é completamente livre?
    Livre no máximo para escolher se anda para a direita ou para a esquerda, se senta no chão ou permanece de pé etc. Ainda assim, deve essas poucas liberdades ao tempo em que aprendeu vivendo fora dessa ilha deserta. Nosso morador da ilha deserta não é livre para estudar medicina, astronomia, assistir Tv, namorar, escolher o que vai comer, viajar o mundo, manifestar suas opiniões políticas, contemplar obras de arte ou mesmo para tomar um sorvete, não pode sequer se livrar dos mosquitos que por ventura o venham importuná-lo.

    Ainda sobre isso, vejamos o que diz o próprio Ludwig Von Mises.
    " O conceito de liberdade só faz sentido na medida em que se refere
    às relações inter-humanas." (Ação Humana pg.339)

    Como você pode ver, não se trata do direito de escolher, mas do poder de realizar.

    Ninguém precisa de relações sociais pra "maximizar a liberdade."?

    Quão livre você seria para formular tais opiniões se não tivesse aprendido a ler, escrever e tido contato com a obra de Mises? Sua liberdade nesse caso estaria ainda mais restrita do que se você vivesse sob um governo ditatorial que lhe impedisse, sob ameaça de violência, a expressão de suas opiniões políticas.
    "Nós precisamos da vida social para nos fornecer serviços, não para nos fornecer liberdade."
    Percebe agora como uma afirmação dessas é absurda? Precisamos da vida social para existirmos enquanto seres humanos, precisamos da vida social para ler, escrever, falar, pensar... Não simplesmente para contratar a empregada que limpa nossa casa ou fazer compras no mercado.

    "Qualquer lei sempre beneficia algumas pessoas em detrimento de outras. Se alguém decide fazer um show com dinheiro público (para o bem da sociedade), todo mundo que não foi no show vai ter de pagar do mesmo jeito. Nos últimos, novamente para o bem da sociedade, decidiu-se que o melhor destino para o dinheiro tirado à força de todo mundo é fazer um monte de estádio de futebol. "

    Se você mora em uma casa de 5 pessoas e vocês tomam uma decisão em grupo - digamos sobre a cor que as paredes serão pintadas- e a cor que você escolheu perdeu por 4 votos a 1. A decisão tomada prejudica você? Sim, contudo, a manutenção da coesão do grupo ali formado é, para você mesmo, mais importante do que a cor da parede. Caso contrário, você estará disposto a dissolver o grupo ou abandoná-lo saindo de casa por conta disso. Nesse caso apenas ocorre que agora você não terá mais nem paredes para pintar, imagine escolher a cor. Todavia, sua participação política na decisão tomada não deve se reduzir a levantar o braço na votação da sua cor favorita. Você pode conversar com os demais, mostrar-lhes exemplos de casas pintadas com a cor que você gosta, mostrar seus motivos e usar do seu poder de convencimento e influência sobre os demais. Quanto mais membros desse grupo agirem dessa forma, mais equilibrada será discussão e melhor será a decisão tomada. Se apenas uma ou duas pessoas estiver de fato se importando com a cor que a parede será pintada e se mobilizando para que sua opinião seja vencedora, é provável que essa(s) tenha(m) sucesso. Se essas duas pessoas estiverem movidas por interesses alheios à simples preferência de cor (digamos que elas queiram vender aos demais a tinta que já possuem por algum motivo) a falta de participação efetiva dos demais acarretará o benefício direto dessa minoria, possivelmente prejudicando os demais.
    Reflita agora sobre os estádios de futebol.

    " Minha mãe voltou agora da Argentina e o oficial na fronteira, armado, quebrou todas as latas de doce de leite que ela trouxe. Fez isso amparado por um processo legal, apoiado pelos fabricantes de doce de leite daqui do Brasil, suponho. Realmente, é completamente diferente de um miliciano que limita de quem os moradores de uma favela podem comprar gás."

    Sim, é completamente diferente, o miliciano não foi selecionado em concurso público, sua função não é reconhecida pela constituição do país, pode não ter o devido treinamento para estar armado, não passou por avaliação psicológica, não teve avaliados seu antecedentes criminais, o miliciano não tem uma corregedoria, sua mãe não poderia processá-lo por conta de suas ações e sua mãe não pode ser condenada a morte por execução sumária a título de exemplo por tentar atravessar a fronteira com potes de doce de leite. Não estou certo de que a atitude do oficial de fronteira esteja amparada pela lei, caso não esteja existem dispositivos legais que sua mãe poderá usar para responsabilizá-lo e possivelmente até ser indenizada pelo prejuízo causado. Caso ele esteja amparado por um processo legal, sua mãe pode se mobilizar juntamente com outras pessoas igualmente prejudicadas no sentido de modificar as leis (que como você bem lembrou, não caem do céu). Sim, é bem diferente de um miliciano.

    A aproximação feita pelo autor do artigo entre a ação do Estado e a ação criminosa só é possível se ignoramos absolutamente o que venha a ser um Estado de Direito.

    "O Estado não garante nada. Segurança é um item que qualquer ser humano precisa e todos teríamos modelos alternativos se não fosse reprimido pelo Estado. Novamente aí, o Estado se outorga o monopólio desse serviço. Só assim para sustentarmos um modelo que consegue ter incríveis 1% de solução para crimes contra a vida."

    Reconheço, de fato não garante, apenas tem o dever de garantir. O Estado não detém o monopólio do serviço de segurança, vide a infinidade de empresas de segurança privada. O Estado não possui nem mesmo o monopólio da segurança pública uma vez que qualquer cidadão pode dar voz de prisão a um criminoso em flagrante. Países com alto índice de desenvolvimento humano e baixos índices de criminalidade possuem Estado e polícia. Aliás, salvo países em estado de guerra civil ou alguma situação de caos social, todos os países do mundo possuem Estado e polícia.

    "Estado estão presentes há séculos e só recentemente ganhou esse aspecto de "prestador de serviços". Cobradores de impostos eram vistos como ladrões na bíblia, hoje a gente os chama de "servidores públicos" e as pessoas fazem fila pra tentar ser um."

    Hoje você paga impostos ao Estado, não ao César.

    "Leia os demais textos do site e você vai ver que todos os pontos que você citou já foram levantados milhares de vezes. Você se apóia na hipótese de que algumas pessoas devem ter o direito de violar os direitos dos outros para executar um plano. Nós achamos que ninguém tem o direito de violar o direito de ninguém e que não existe "o plano". "

    Ainda não tive a oportunidade (confesso não ter estabelecido como prioridade) de ler os demais textos do site mas é certo que além destes, existe uma longa tradição de pensamento político que vai de Platão e Aristóteles aos nossos dias.
    O Estado não é uma pessoa e nem mesmo "algumas pessoas". Eu me apóio na idéia de que direitos só existem quando as pessoas os fazem valer de forma organizada.

    Abraços,
    Victor Cavalcanti.
  • Alan Denadary  28/07/2012 07:23
    Olá Victor Cavalcanti. Se me permite, gostaria de me incluir na discussão e fazer alguns apontamentos a partir do seu comentário. Você diz:

    "A liberdade não poderia ser maximizada apenas se fosse naturalmente absoluta, o que seria um absurdo afirmar. Se no ano passado você não tinha dinheiro para viajar para Paris e esse ano você tem, ano passado você não tinha a liberdade de viajar para Paris (embora tivesse todo o direito) sua liberdade foi maximizada. Não me refiro à liberdade enquanto direito civil, mas a liberdade de fato, poder de ação

    Embora eu concorde contigo a respeito da ideia de liberdade, jamais poderia igualmente concordar com qualquer ação coercitiva que possa maximinizar a liberdade de um indivíduo em detrimento de um inocente. Isso violaria o princípio da não agressão e decerto levará a um estado de caos que será descrito e comentado logo abaixo a partir de um exemplo que você mesmo deu.

    Mas antes, permita-me apenas fazer um comentário a respeito do que disse abaixo:

    "Observe um bebê recém nascido abandonado à sua própria liberdade. Ele morrerá em poucos dias sem que ninguém o esteja forçando a nada ou o ameaçando com violência. Optou ele por morrer? Não, apenas sua potência desvinculado das relações sociais é tão restrita que ele nem sequer consegue garantir sua existência"

    Concordo, mas o caso de um bebê é diferente de uma pessoa adulta consciente. O bebê decerto possui genitores e estes tem a obrigação de suprir suas necessidades. Os pais do bebê devem ser forçados a zelar por sua saúde, já que foram eles que o colocaram nesse estado de privação que avançará até uma certa idade. Eles não são inocentes perante a sobrevivência do bebê. Quando os pais geram um bebê e o abandona, eles incorrem numa agressão e devem ser punidos.

    Muito bem. Delineado as premissas passemos agora para as fatos. Você afirma:

    "Sim, é completamente diferente, o miliciano não foi selecionado em concurso público, sua função não é reconhecida pela constituição do país, pode não ter o devido treinamento para estar armado, não passou por avaliação psicológica, não teve avaliados seu antecedentes criminais, o miliciano não tem uma corregedoria, sua mãe não poderia processá-lo por conta de suas ações e sua mãe não pode ser condenada a morte por execução sumária a título de exemplo por tentar atravessar a fronteira com potes de doce de leite. Não estou certo de que a atitude do oficial de fronteira esteja amparada pela lei, caso não esteja existem dispositivos legais que sua mãe poderá usar para responsabilizá-lo e possivelmente até ser indenizada pelo prejuízo causado. Caso ele esteja amparado por um processo legal, sua mãe pode se mobilizar juntamente com outras pessoas igualmente prejudicadas no sentido de modificar as leis (que como você bem lembrou, não caem do céu). Sim, é bem diferente de um miliciano"

    Este é o vísivel problema decorrente da não observãncia do princípio da não agressão que havia citado. Veja bem: a despeito de todo o processo que descreveu, um indivíduo atacou a propriedade de um inocente apenas para manter um monopólio. Foi uma dupla agressão. Se a mãe do nosso amigo se recusasse a acatar a ordem do oficial, ela poderia ir à cadeia e se resistisse ao mandato poderia ser assassinada. Uma vez violado o princípio de não agressão, pessoas inocentes podem ser assassinadas por coisas banais, como potes de doce de leite, a religião que possui ou até a cor de pele. É esse o estado de caos que está implícito no seu discurso.

    "Países com alto índice de desenvolvimento humano e baixos índices de criminalidade possuem Estado e polícia. Aliás, salvo países em estado de guerra civil ou alguma situação de caos social, todos os países do mundo possuem Estado e polícia"

    Sim , como você mesmo disse todos os países do mundo possuem Estado e polícia e existem países pobres e países ricos. Sabe onde está a diferença entre um e outro? Quando mais livre do Estado um país é mais ele próspera. Se pessoas inocentes são assasinadas em todos os países, podemos dizer que o assassinato de pessoas inocentes é algo legítimo?

    Você diz que sim. Nós não.

    Um grande abraço.
    Alan Denadary
  • Victor Cavalcanti  28/07/2012 22:29
    Olá Alan,
    Claro que você pode participar, suas opiniões são bem vindas e seus comentários bastante inteligentes. Embora eu discorde de você, agradeço pela oportunidade de explicar melhor minhas palavras anteriores.
    "jamais poderia igualmente concordar com qualquer ação coercitiva que possa maximizar a liberdade de um indivíduo em detrimento de um inocente. Isso violaria o princípio da não agressão."
    Então estamos de pleno acordo. Não defendo que a liberdade de um indivíduo deva ser maximizada em detrimento de um inocente.
    "Concordo, mas o caso de um bebê é diferente de uma pessoa adulta consciente..."
    Eu não sei se você chegou a ler o comentário ao qual eu respondia, minha intenção foi simplesmente demonstrar que os homens não nascem livres como foi afirmado pelo Juliano e que a liberdade está intimamente ligada às relações sociais. Isso fica bastante claro no exemplo do bebê.
    "Este é o vísivel problema decorrente da não observãncia do princípio da não agressão que havia citado. Veja bem: a despeito de todo o processo que descreveu, um indivíduo atacou a propriedade de um inocente apenas para manter um monopólio. Foi uma dupla agressão. Se a mãe do nosso amigo se recusasse a acatar a ordem do oficial, ela poderia ir à cadeia e se resistisse ao mandato poderia ser assassinada. Uma vez violado o princípio de não agressão, pessoas inocentes podem ser assassinadas por coisas banais, como potes de doce de leite, a religião que possui ou até a cor de pele. É esse o estado de caos que está implícito no seu discurso. "
    Alan, vamos com calma sobre isso:
    Antes de mais nada, como mencionei, não estou certo de que a atitude do policial esteja legalmente amparada, ele não pode destruir um patrimônio seu sem justificativa ou simplesmente para "garantir um monopólio" e ainda que ela esteja legalmente amparada, vivemos num Estado de direito onde todas as leis podem e devem ser discutidas. Apesar de todas as dificuldades, a mãe do nosso amigo está de posse de ferramentas legais para questionar a ação do policial, o que não ocorre no caso de um miliciano.
    "Se a mãe do nosso amigo se recusasse a acatar a ordem do oficial, ela poderia ir à cadeia e se resistisse ao mandato poderia ser assassinada."
    De modo algum! Se um policial matar alguém que está se recusando a cumprir uma ordem ou mesmo resistindo à prisão ele vai responder por homicídio doloso. Legalmente ninguém tem o direito de matar ninguém exceto para defender a própria vida ou a vida de outrem. Nem o policial, nem o juiz e nem o presidente da república podem condenar ninguém à morte. Ela poderia ser assassinada? Sim, mas isso caracterizaria um crime, não teria o respaldo da lei e nem do Estado.
    "Uma vez violado o princípio de não agressão, pessoas inocentes podem ser assassinadas por coisas banais, como potes de doce de leite, a religião que possui ou até a cor de pele."
    De modo algum. O Estado na forma da lei não ampara nenhum policial a matar por motivos banais como potes de doce de leite. Embora nossa lei ampare uma série de "agressões", elas devem ser devidamente justificadas, a lei ampara, por exemplo, a retirada parcial da liberdade de alguns indivíduos em função de agressões que esses tenham cometido, a lei ampara o uso da força policial em casos específicos etc. É evidente que a lei é frequentemente desrespeitada e particularmente eu discordo até mesmo do conteúdo de muitas leis. O Estado está plenamente submetido às forças políticas da sociedade e quando há um desequilíbrio muito grande nessas forças pessoas são beneficiadas e outras prejudicadas, distorções contra as quais devemos lutar com toda nossa força, mas isso modo algum justificaria uma defesa da extinção do Estado.

    " Sabe onde está a diferença entre um e outro? Quando mais livre do Estado um país é mais ele próspera."
    Eu realmente não concordo. Na maioria dos países africanos em situação social precária a presença do Estado é mínima, por vezes as populações vivem sob o poder de milícias ou mesmo o Estado é totalmente apropriado por particulares. Mesmo no nosso país, existem regiões em que a presença do Estado é mínima e a população vive em condições de miséria enquanto regiões politicamente privilegiadas recebem constante atenção do Estado, observe a qualidade do calçamento de um bairro nobre de uma grande cidade e compare com as ruas não asfaltadas e precárias da periferia. O problema não é a presença do Estado, mas sim a sua ausência e má administração. Como exemplo veja o caso da Noruega que possui forte participação do capital estatal em sua economia, escolas, hospitais, rodovias e saneamento básico providos pelo Estado e ocupa uma das melhores posições no Ranking de IDH do mundo.
    "Se pessoas inocentes são assassinadas em todos os países, podemos dizer que o assassinato de pessoas inocentes é algo legítimo?"
    De modo algum, e a imensa maioria dos Estados de direito não legitima o assassinato de pessoas inocentes, já a iniciativa privada... Vide conflitos rurais no Brasil.

    Abraços,
    Victor Cavalcanti
  • Alan Denadary  29/07/2012 22:17
    Olá Victor Cavalcanti, obrigado pelas palavras gentis e pelo convite ao debate.

    Antes de tudo, gostaria de deixar uma contradição em termos vinda de seu discurso:

    "Não defendo que a liberdade de um indivíduo deva ser maximizada em detrimento de um inocente"

    Então concorda que a minha liberdade de usar parte da renda do meu salário não é minimizada quando este é transferido compulsoriamente? Se sim, deveria ser contra o imposto compulsório e consequentemente contra o Estado. Se não, sua conclusão invalida sua premissa. Não pode concordar com o princípio da não agressão uma vez que qualquer expropriação de pessoas inocentes viola esta regra.

    Passando agora para o campo dos fatos, devo dizer que não acho que o cerne do problema seja eficiência do Estado como está explícito em seu comentário.

    O grave problema ao meu ver é que uma vez que o Estado permite a agressão contra inocentes, inevitavelmente uma aberrações de leis irão começar a surgir e é por isso que hoje há vários grupos que dizem ser "minorias" abdicando para si privilégios únicos. Se é permitido atacar inocentes, é lógico que isso promoverá um ambiente de acrimônia onde todos vão querer lutar por seus únicos "direitos" e não por um direito que seja único e multilateral.

    Posso até concordar que algumas administrações são mais bem sucedidas que outras, mas ainda sim a liberdade econômica dos países é a melhor ferrmanta para indicar sua riqueza e prosperidade. E liberdade econômica é resultado de trocas voluntárias e não de coerção, seja ela imposta pelo Estado ou qualquer organização criminosa.

    Você citou a Noruega, mas esqueceu de dizer que ela possui um mercado bem livre e literalmente boia em petróleo, como disse o Leandro Roque, suas receitas de exportação garantem ao governo um superávit orçamentário de incríveis 10%. Retire o petróleo da Noruega e coisa ficará bastante curiosa.

    Quanto aos países africanos, veja que a maioria deles vivem sob uma ditadura. E como disse anteriormente, um ambiente onde, pela lei, indivíduos inocentes são brutalmente agredidos certamente levará a um estado de caos e desordem.

    Um grande abraço
    Alan Denadary.
  • Juliano  29/07/2012 07:56
    O Victor,

    O conceito de liberdade é bem confuso. Tem um texto interessante sobre isso aqui: depositode.blogspot.com.br/2008/03/sobre-liberdade.html. O tópico é tão enrolado que o partido liberal nos EUA é um partido de esquerda e não tem nada a ver com o liberalismo clássico.

    O que chamamos de liberdade é simplesmente a ausência de coerção. Capacidade de fazer coisas é outra coisa. O fato de você não conseguir voar não significa que você não é livre. Da mesma forma, não conseguir ir a Paris, não ter a casa que você quer, não ter um milhão de dólares no banco não deixa você menos livre. O que tira a sua liberdade é quando alguém, com uso de violência ou ameaça, te obriga a fazer algo ou, no sentido contrário, te impede de fazer algo.

    Misturar ausência de coerção com o poder de fazer coisas gera uma série de situações absurdas. Pra começar, a garantia de direitos começa a depender da violação do direito dos outros. Se digo que a pessoa não é livre se não puder ter um carro, por exemplo, digo que alguém deve ser obrigado a dar um carro a essa pessoa. O sentido da frase do Mises é justamente esse: liberdade só pode ser considerada em um ambiente com interações sociais, não porque outras pessoas seriam obrigadas a fazer alguma coisa por você, mas porque ali existiria a possibilidade de coerção.

    Com esse novo conceito de liberdade, índios, que vivem da mesma forma há milênios, passaram a ser excluídos socialmente e os demais passaram a ter obrigação de lhes fornecer serviços. E a lista de "direitos" só tende a crescer: ter um emprego, viajar de férias, casa, comida.... tudo sustentado pela coerção institucionalizada. Ficou fácil vender o discurso porque é o que todo mundo quer ouvir: alguém deve nos dar as coisas, quando você não consegue fazer algo que outros podem fazer, seu "direito" está sendo violado. Essa é a desculpa que todos os facínoras precisam pra sustentar seu poder. Fidel faz isso há mais de cinquenta anos.

    Pessoas precisam de outras pessoas e é por isso que vivemos em sociedade. Essas relações podem ser voluntárias ou involuntárias. Nós defendemos que todas as relações involuntárias sejam ilegítimas. Que ninguém tem o direito de violar os teus direitos pra garantir mais direitos aos outros. Isso é simplesmente absurdo.
    Com relação ao dito "Estado de Direito", continua sendo uma milícia gigantesca. Se houvesse um ambiente onde, por quatro anos, todo mundo fosse obrigado a seguir todas as leis de uma religião. Obrigado mesmo, com uso de força. Tudo bem? Ah... depois de quatro anos, você terá o "direito" de escolher outra religião que mandar na tua vida. Olha, agora você até ganhou o direito de escolha!

    Todos os países ricos tem leis e estados? Sim. Os pobres também. Por sinal, a presença do Estado costuma ser muito maior nos pobres que nos ricos. Houve uma época que quase todos também tinham escravos, e amparados por lei. E daí? O Estado Nazista também era amparado por leis e teve amplo apoio popular. Isso o legitima? Mussolini tinha um modelo de Estado muito popular hoje em dia: mercado controlado pelo Estado, governo empreendedor, economia cartelizada em sindicatos. A pessoa que escondeu Anne Frank na Holanda estava cometendo um crime, pelas leis de então. Era só juntar um monte de pessoas prejudicadas e tentar mudar? É fácil julgar no Nazismo pelos seus resultados, nós o julgamos pelos seus princípios, que são mais parecidos com os que sustentam boa parte dos atuais governos que a maioria das pessoas gosta de aceitar.

    Pessoas sempre foram capazes de se organizar de forma voluntária. Sim, decisões terão de ser tomadas e alguns podem se recusar a se juntar a um empreendimento, mas isso de forma alguma implica em necessidade de uso da força. Da mesma forma, sempre existiram grupos que se mantiveram com o uso da força. Esses grupos sempre se apoiaram em um motivo "nobre": o bem de todos, o bem da nação, o fim das diferenças sociais, agradar a Deus. Sempre usando a ideia de que os fins justificam os meios.

    Não é a ausência de Estado que faz com que uma sociedade se desenvolva. Ausência de estado com ausência de uma mentalidade liberal só faz com que um déspota seja substituído por outro. A primeira batalha a ser vencida é a de ideias. Precisamos parar com a ideia de que precisamos do Estado, de que ele é essencial. Precisamos passar a enxergar as atitudes autoritárias do estado como elas realmente são.
    Fomos doutrinados a acreditar que somos propriedades do Estado, que o governo é como se fosse nossa família, nosso pai. Que, se não concordamos com algo, é só votar diferente. Isso é balela! Pessoas que trabalham no governo não são diferentes das que não trabalham e de forma alguma têm mais direitos que os demais. Se alguém tira algo que lhe pertence, seja ele um oficial da alfândega ou qualquer outro, essa pessoa está te roubando. Precisamos entender que coisas pagas pelo governo não são de graça ou direito de todos, são na verdade resultado da extorsão da população.

    Como dizia uma frase que li dias atrás: ser um libertário é ter a ideia radical de que as outras pessoas não são sua propriedade. Não podia ser mais simples que isso.

    Abraços,
    Juliano
  • Fernando Chiocca  27/07/2012 12:51
    Affff.. eu não consegui passar do "primeiramente" e já fui tomado por um nojo desse sujeito.

    Primeiramente do ponto de vista meramente estético tenho gosto muito distinto do autor, enquanto o mesmo admira e se considera "fã" desse "show de maravilhas" eu vejo apenas um espetáculo bizarro de exploração da pobreza e culto às horrendas personalidades dos Srs. Gugu Liberato e Luciano Huck.

    É lógico que diante de um milagre, diante de uma ação de bondade que parecia inimaginável, você só enxergue bizarrice. E é lógico que iria discordar do artigo, pois você é uma pessoa intrinsecamente .

    Realmente... essas famílias pobres são exploradas por estes shows, ganhando casas incríveis, viagens e tantos outros prêmios.. Que exploração bizarra!(SIC)

    Mas gosto é gosto, não vou me ater a isso. Tem quem goste de ver um pobre miserável se atirar ao pés do Gugu como se este fosse um santo. Vamos aos fatos.

    E você preferia que o pobre miserável continuasse um pobre miserável.
    Preferia ver a Lucinéia continuar sem chuveiro elétrico, e vivendo naquelas condições deploráveis.

    Você é realmente um lixo humano.

    Obrigado por ter se manifestado aqui. Agredeço por ter exposto o tipo de gente que estamos combatendo. "Gente" da pior espécie.

    A luta pela liberdade é, acima de tudo, a luta contra a maldade humana, representada por escroques como este Victor Cavalcanti.
  • Pedro Valadares  24/07/2012 11:19
    "Hoje a gente evoluiu e chegou a um processo que junta o Romário, o Tiririca e mais um monte de gente em uma sala pra discutir o que os outros devem ser forçados a fazer".

    Genial, Juliano! hahahaha
  • Victor Cavalcanti  25/07/2012 20:16
    Genial, mas são esses "outros" que elegem o Romário e o Tiririca para representá-los.
    Romário e Tirirca os representam da melhor maneira que seus limitados intelectos os permitem.
  • Pipe  26/07/2012 03:39
    E as alternativas são...?
  • Juliano  26/07/2012 04:59
    "mas são esses "outros" que elegem o Romário e o Tiririca para representá-los.\r
    Romário e Tirirca os representam da melhor maneira que seus limitados intelectos os permitem."\r
    \r
    Essa generalização é muito perigosa, mas costuma ser usada para justificar os absurdos do governo. O Estado é ruim, mas é porque elegeram as pessoas erradas. Os representantes foram eleitos, então têm direito de fazer assim.\r
    \r
    Outros é um monte de gente com preferências bem diferentes. Mesmo que a grande maioria concorde com alguma coisa, isso não legitima nenhuma imposição sobre a minoria. Além disso, representação também é algo complicado. Quando escolho alguém pra me representar, defino um contexto bem específico e quais são os limites. Também posso, a qualquer momento, parar com a brincadeira. \r
    \r
    Representatividade parlamentar é uma brincadeira de mal gosto. Existe pra dar um ar de legitimidade ao processo, mas não tem absolutamente nada de louvável. O processo de eleição em si só já é um circo. Basta cinco minutos vendo qualquer horário eleitoral. Ganha o que tiver a musiquinha mais bonita, for famoso ou o que tiver muitos amigos. A tal "representatividade" só ajuda a aumentar a ilusão de que "o povo" está no governo.\r
    \r
    O problema não está nas pessoas, mas no processo!
  • Fellipe  24/07/2012 13:46
    Victor, é patético criticar algo que se desconhece. Como você não tem noção do que é o libertarianismo, sugiro buscar neste site mais informações a respeito.

    Indico este vídeo, é bem básico mas acho que dá pra começar a entender o que é liberdade: www.mises.org.br/FileUp.aspx?id=98 . Veja também www.mises.org.br/Article.aspx?id=1053 para entender melhor o que é o seu deus estado.
  • Mohamed Attcka Todomundo  23/07/2014 18:37
    fernando, 'governo e mercado' é parte de 'man, economy and state', ñ? vcs tão traduzindo o resto do texto?
  • Leandro  23/07/2014 19:13
    Estamos, sim, mas levará um tempinho...
  • Mohamed Attcka Todomundo  28/07/2014 14:47
    q bom que sim. tem plano de uma data p/ lançar?
  • Fernando Chiocca  28/07/2014 19:39
    Final deste ano de 2014 ou começo do ano que vem.
  • Mohamed Attcka Todomundo  29/07/2014 18:30
    valew


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