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Reagan era um keynesiano - ou seria um "liquidacionista"?

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Paul Krugman, em sua interminável busca por novas interpretações históricas que finalmente confirmem suas mais disparatadas teorias, aparentemente acredita ter finalmente feito a descoberta do milênio: ele declarou que Ronald Reagan era na realidade mais keynesiano do que Barack Obama.  Por quê?  Eis suas palavras:

Reagan, e não Obama, foi o grande gastador.  Embora tenha havido um breve surto de gastos governamentais no começo da gestão Obama, isso já passou faz tempo.  Na verdade, a esta altura, o gasto público está caindo rapidamente, com o gasto real per capita encolhendo ao longo do último ano em um ritmo que não era visto desde a desmobilização que se seguiu à Guerra da Coreia.

E ele continua:

Por que o governo gastava muito mais sob Reagan do que na atual crise?  O "keynesianismo bélico" — a grande expansão militar feita por Reagan — teve algum papel.  Mas a grande diferença eram os gastos reais per capita em níveis estadual e local, que continuaram crescendo sob Reagan, ao passo que caíram significativamente desta vez.

E isso, por sua vez, reflete a mudança ocorrida no ambiente político.  Em primeiro lugar, os estados e os municípios costumavam se beneficiar do 'compartilhamento de receitas' — auxílios automáticos repassados pelo governo federal, um programa que Reagan acabou abolindo, mas somente depois que a recessão do início de seu governo já havia acabado.  Mais importante, durante a década de 1980, o dogma anti-impostos ainda não possuía o mesmo apelo de hoje, de modo que os governos estaduais e municipais eram muito mais dispostos do que hoje a cobrir déficits temporários por meio de aumentos de impostos, desta forma evitando profundos cortes de gastos.

É claro que isso estava demorando.  Algum dia, quando seu repertório de desculpas terminasse, Krugman iria finalmente entregar os pontos, "sequestrar" a agenda de Reagan e dizer: "Esse cara é dos meus!".  Mas o problema é que há um caminhão de confusões neste trecho, algo em que Krugman é especialista em criar por meio de sua destreza em manipular estatísticas, as quais ele distorce até que finalmente elas confessem aquilo que ele quer ouvir.  Além desta sua prestidigitação estatística, típica de um mágico manipulando um baralho, há a sua total recusa em examinar o real cenário em que se encontrava a economia americana em 1982, e que permitiu que a economia finalmente saísse da recessão iniciada em 1980.

Primeiro, a ideia de que os programas do governo federal de 'compartilhamento de receitas' realmente ajudaram a tirar o país da recessão é um genuíno uivo krugmaniano.  As reais quantias de dinheiro distribuídas em forma de doações com mínima supervisão regulatória federal (algo que Krugman sem dúvidas alegaria ser maléfico) eram uma ninharia se comparadas ao tamanho total dos orçamentos de cada estado. 

Segundo, e ainda mais importante, na última frase do trecho destacado acima, Krugman está alegando que aumentos de impostos feitos pelos governos estaduais tiveram um importante papel na recuperação da economia.  Em outras palavras, dinheiro confiscado de cidadãos e empresas privadas e transferido para funcionários públicos e empresas em conluio com o estado de alguma forma efetuou a mágica de finalizar uma penosa recessão.

A menos que Krugman queira recorrer à simplória teoria do "multiplicador orçamentário", não estou muito certo de que sua "lógica" faça sentido.  (A teoria do "multiplicador orçamentário" se baseia na ideia de que, dado que o governo irá gastar absolutamente todo o dinheiro tomado das famílias e empresas em vez de apenas uma fração dele, um aumento dos impostos irá gerar um aumento de receitas e consequentemente um aumento dos gastos do governo, o que por sua vez irá deixar a economia mais robusta.  Obviamente, esta "lógica" inevitavelmente leva à defesa daquele esquema que seria a Mãe de Toda a Prosperidade: uma carga tributária de 100%).  Afirmar que roubar de Pedro para dar a Paulo é uma medida que gerará recuperação econômica é uma teoria que não passa nem no teste da risada.

Krugman recorre a novos truques quando afirma que o "keynesianismo bélico" também ajudou a gerar recuperação econômica.  É verdade que Reagan aumentou substancialmente os gastos do Pentágono, algo que sem dúvidas deixou as empresas fornecedoras de armas e suprimentos militares, bem como seus funcionários, pra lá de satisfeitas e em melhor situação financeira; porém, se elevar os gastos militares representasse um genuíno benefício — e não um custo — para uma economia, então a chave para a prosperidade eterna seria fazer com que todos os países do mundo entrassem em guerra permanente e gerassem o máximo possível de destruição.  Quanto maior os estragos, mais rica estaria a economia mundial.

(Assim como em sua afirmação de que aumentos nos impostos tiveram um papel decisivo para a recuperação econômica, Krugman jamais poderia reclamar de qualquer aventura militar americana em outros países, uma vez que elas inevitavelmente demandam mais gastos governamentais.  E, como todo bom keynesiano sabe, mais gastos governamentais significam mais prosperidade para todos.)

Mas há algo substancial que Krugman não aborda em seu artigo, e que foi de suprema importância para a recuperação da economia americana no início da década de 1980: a quantidade de liquidações, falências e mudanças na estrutura de produção da economia americana que ocorreu naquela época.  Dado que Krugman e eu nascemos no mesmo ano, nós dois nos lembramos bem das coisas que ocorreram durante a recessão de 1982 — bem como todas as lamúrias midiáticas que foram feitas à época.

Vários agricultores americanos que haviam se endividado enormemente (seguindo conselhos de burocratas do Ministério da Agricultura) prevendo mais inflação e um contínuo aumento nos preços das safras repentinamente se descobriram falidos e tiveram de ver suas fazendas sendo levadas a leilão quando os preços das safras despencaram em decorrência dos esforços do Banco Central americano (sob o comando de Paul Volcker) em reduzir a taxa de crescimento da oferta monetária.  Várias pessoas se lembram de Dan Rather [famoso âncora americano] fazendo matérias ao vivo direto destes leilões de fazendas, bem como vários filmes de Hollywood retratando as agruras de agricultores cronicamente endividados.

Uma grande quantidade de siderúrgicas e usinas de fundição de ferro e aço foi abandonada, e cidades como Pittsburgh, na Pensilvânia, passaram por substanciais alterações econômicas, uma vez que setores industriais inteiros, que eram a base das economias destes lugares, faliram e fecharam.  Igualmente, várias fábricas automotivas ao redor do país fecharam permanentemente, o que abriu espaço para que montadoras de outros países fossem para os EUA e construíssem fábricas e contratassem mão-de-obra não sindicalizada, apresentando, desde então, um desempenho muito melhor do que suas rivais americanas.

Houve também mudanças fundamentais no setor de transportes.  A Comissão Interestadual de Comércio — agência reguladora que controlava os preços de transportes ferroviários e de carga, e que havia criado vários cartéis nestes setores — passou por uma série de transformações, o que posteriormente levou à sua total abolição.  Vários esquemas regulatórios foram abolidos, o que levou ao surgimento de novas empresas nestes setores, bem como mais concorrência.

Profundas desregulamentações também no setor de telecomunicações acabaram com os cartéis, quebraram empresas obsoletas e permitiram o surgimento e o rápido crescimento de novas indústrias de alta tecnologia, o que acabou pavimentando o caminho para o moderno uso da internet.

Em outras palavras, embora haja várias críticas a serem feitas a Reagan, principalmente no que concerne ao aumento dos gastos militares, o fato é que ele, ao menos durante o seu primeiro mandato, permitiu que várias coisas boas pudessem ocorrer.  Ele permitiu que enormes setores da economia americana quebrassem e fossem liquidados, um termo que é anátema para keynesianos como Krugman.  Foi esta liquidação, como bem explica a teoria austríaca, que expurgou os investimentos ruins e insustentáveis da economia americana, permitindo que recursos escassos fossem liberados e direcionados para novos e mais modernos setores, de acordo com a nova demanda dos consumidores.

Não obstante várias e clamorosas demandas do Congresso para que o governo adotasse "políticas industriais" que estimulassem indústrias decadentes e falidas, e concedesse mais subsídios para aqueles setores favoritos dos Democratas (que controlavam o Congresso), o que houve na realidade foi um substancial crescimento econômico conduzido pelo livre mercado, de modo que, já no início de 1984, era nítido que a economia americana estava em forte processo de recuperação.

Agora, de acordo com Krugman, tudo isso que ocorreu naquela época é na realidade impossível de ocorrer.  Sim, houve um crescimento no tamanho do governo, mas certamente nada comparável — principalmente nos dois primeiros anos de Reagan, seus melhores — aos maciços gastos que os keynesianos alegam serem necessários para que haja uma real e sustentável recuperação econômica.  Adicionalmente, os keynesianos de hoje nos fariam crer que a quantidade de liquidações ocorrida em 1982 arrastaria a economia americana para um atoleiro do qual ela jamais sairia sem acentuados gastos governamentais, subsídios, pacotes de estímulos, impressão maciça de dinheiro, juros extremamente baixos e afins.  E nada disso ocorreu.

Pessoas bem treinadas em métodos estatísticos sabem que sempre há maneiras espertas de se apresentar e interpretar números, e Krugman sabe como jogar este jogo.  Um grande número de pessoas já abordou esta maneira krugmaniana de lidar com números e não é minha intenção se juntar a elas.  Pretendo lidar com Krugman na base da teoria.

De acordo com Paul Krugman, considerando-se todas as liquidações e falências ocorridas em 1982, a recuperação econômica americana de 1983-1984 não poderia ter acontecido.  Mas ela ocorreu.  E ocorreu sem maciças doses de pacotes de estímulos, subsídios, impressão de dinheiro e aumento de gastos.  Consequentemente, Krugman se vê obrigado a criar fantasias sobre como o "compartilhamento de receitas", o "keynesianismo bélico", e o aumento de impostos dos governos estaduais foram na realidade os grandes agentes da prosperidade.  Adicionalmente, vale ressaltar que a taxa de inflação caiu acentuadamente durante aquela época, algo que os keynesianos argumentariam não ser possível durante uma recuperação econômica.

Infelizmente, Krugman é muito influente e várias pessoas acreditam em suas tolices — e são tolices —, o que dá aos governos a desculpa perfeita para confiscar mais riqueza da economia, asfixiá-la com mais regulamentações, aumentar seus gastos e seu controle sobre todos nós.  E ainda fazer os ingênuos acreditarem que este caminho da servidão é na realidade o caminho da prosperidade.


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autor

William L. Anderson
é um scholar adjunto do Mises Institute, e leciona economia na Frostburg State University. 

  • PESCADOR  13/06/2012 07:05
    Krugman não passa de um pulha. É patético o esforço dele para justificar mais intervenções do estado, sempre torturando os números. Keynesianismo = charlatanismo.
  • Mohamed Attcka Todomundo  13/06/2012 07:23
    ñ ofenda aos charlatães comparando-os aos keynesianos!!!!!!! ora!

    pelo menos, quando pegos, os charlatães confessam
  • Vítor NF  13/06/2012 08:16
    Tenho três hipóteses para definir Krugman:
    a) é um idiota ingenuo
    b) sofre de algum transtorno mental
    c) é desonesto intelectualmente

    Fico com a terceira opção. Façam suas escolhas.
  • Pedro Ivo  22/06/2012 14:04
    Desonestidade intelectual não deixa de ser um transtorno mental: a incapacidade de julgar o mundo fora de um esquema de crença (fanatismo) só se dá em pessoas altamente inflexíveis, autoritárias, messiânicas e proselitistas.

    Alguém que pensa que sua fé está acima de toda retrucação de todas as circunstâncias no entorno, depois de todas as falibilizações que a realidade lhe impôs, certamente tem problemas mentais como de desonestidade. Ninguém 'são' pode ser tão desonesto.

    Uma pessoa de fé confrontada com uma falha de seus argumentos ao menos abaixa a cabeça e responde que não tem resposta para aquilo.

    'Fé' é coisa séria. O que krugman faz é fanatismo mesmo. e todo fanático tem problemas.
  • Pedro  13/06/2012 07:32
    Reagan foi talvez o maior estadista de todos os tempos. O aumento dos gastos era necessário num contexto de Guerra Fria (apesar de ser desnecessário numa análise a partir de ideais abstratos).
  • Leandro  13/06/2012 07:48
    Não, não foi nada necessário. Aliás, muito pelo contrário. Por que seria necessário elevar gastos contra um país de economia comunista, inerentemente insustentável? A União Soviética só durou tanto tempo justamente por causa dos auxílios doados pelo governo americano. Os soviéticos utilizavam os dólares enviados pelos americanos para importar comida. Não fossem estes subsídios americanos, a URSS já teria sumido na década de 1970.

    Ou seja, os americanos elevaram os gastos militares para combater uma "potência" sustentada por eles próprios. Quão inteligente foi isso?

    Quanto a Reagan, eu diria que foi bom nos três primeiros anos. Depois degringolou geral, principalmente no segundo mandato. O que foi realmente bom no seu governo -- e apenas no primeiro mandato -- foi o Fed de Paul Volcker, o qual, aliás, foi nomeado por Jimmy Carter.
  • Anônimo  13/06/2012 07:57
    Foi necessário para manter um equilíbrio de Nash,se a URSS ficasse mais forte ela atacava, especialmente se entrasse em crise, pois ia querer viver do espólio.
  • Leandro  13/06/2012 08:05
    Ué, a única maneira de URSS "ficar mais forte" e atacar seria justamente utilizando o dinheiro americano (lembrando que todo o capital das colônias no Leste Europeu já estava completamente exaurido). Logo, bastava que os EUA interrompessem os subsídios e aquilo ali desmoronaria como um castelo de cartas.

    Qual a lógica em subsidiar o inimigo e então aumentar seus gastos para combater este inimigo que você próprio está fortalecendo?
  • Anonimo  13/06/2012 08:08
    Eles poderiam atacar justamente para roubar para conseguir se manter de pé, é assim que a Alemanha Nazista sobrevivia durante a 2ª guerra mundial.
  • Leandro  13/06/2012 08:12
    A Alemanha era rica, tinha capital acumulado e podia se dar ao luxo de bancar tais aventuras. A URSS não. Isso é lógica econômica.
  • Anonimo  13/06/2012 08:16
    A Alemanha não era mais por volta de 1940, vivia de espólio de guerra e o cálculo econômico lá também era complicado.
    Lembrando da realação URSS e EUA sobre as doações gostaria de citar Sun Tzu,se você não deixar uma saída para o seu inimigo na batalha ele lutará até a morte.
  • Leandro  13/06/2012 08:25
    Exatamente por isso que Hitler quis acabar com a guerra já em 1940. Sem capital, é suicídio.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1215
  • Henrique  13/06/2012 08:19
    Tem lógica no sentido de que assim os estatistas conseguiam aumentar a vontade o poder do estado, ancorados no medo do inimigo externo.
  • Anonimo  13/06/2012 08:27
    O aumento do estado se deu pelo lado bélico,por outro lado ele foi reduzido como está no próprio artigo e que é provado pela história dos governos Reagan e Tatcher.
  • Leandro  13/06/2012 08:38
    Não, o estado não foi reduzido, e muito menos o artigo diz isso. O artigo, aliás, diz o contrário: "Sim, houve um crescimento no tamanho do governo, mas certamente nada comparável -- principalmente nos dois primeiros anos de Reagan, seus melhores -- aos maciços gastos que os keynesianos alegam serem necessários para que haja uma real e sustentável recuperação econômica."

    (Confesso ser bastante irritante esta constante tendência de alguns leitores de atribuírem a determinados artigos exatamente o contrário do que eles dizem. Tudo por causa de ideologia política. Quando finalmente entenderem que defender político é uma das maiores burrices do mundo, talvez o cenário melhore.)

    Reagan foi bom no início de seu governo, muito provavelmente porque ele não tinha muita ideia do que deveria fazer (sua ignorância, portanto, foi uma bênção). Depois que ele começou a pegar o jeito da coisa, tudo degringolou.

    E o mesmo vale para Thatcher. Ambos expandiram o estado.
  • Anonimo  13/06/2012 08:50
    Através do lado militar exigido pela guerra fria para manter o equilíbrio de Nash com a URSS e evitar que ela atacasse, se as remessas de dinheiro para lá fossem cortadas ela também podia atacar para tentar recuperar as remessas num acordo de paz, assim como a Coréia do Norte faz com a questão da bomba atômica, é só soltar um dinheiro que ela sossega.
    Antes dela quebrar devido a impossibilidade do cálculo econômico, ela colocaria as garras de fora pela última vez e talvez numa terrível guerra nuclear.
  • Tiago Moraes  14/06/2012 13:55
    Cara, desencana, a "Guerra Fria" foi um mito criado e sustentado pela elite política dos Estados Unidos e da União Soviética, ela era a base de sustentação do Partido socialista soviético, bem como um instrumento de loobie da indústria bélica americana, que sempre teve forte apoio no Congresso americano. Nunca houve necessidade dos dois países gastarem os tubos com recursos bélicos. A única vez em que de fato houve ameaça de conflito foi na crise dos mísseis em Cuba, mas bastou John Kennedy fazer uma ameaça real de ataque, para os soviéticos se acovardarem e recuarem. A própria ideia de que a URSS era uma potência bélica é um mito, só existe e existiu realmente uma única potência bélica na idade contemporânea, os Estados Unidos. As tropas soviéticas eram boas em massacrar civis do leste europeu, mas contra outros exércitos e milícias de nações insignificantes geopoliticamente, eles nunca obtiveram sucesso militar. Os casos da Chechênia e do Afeganistão estão ai para comprovar...
  • Diego  13/06/2012 09:14
    Leandro, como os EUA subsidiavam a URSS?
  • Leandro  13/06/2012 10:28
    Por meio de ajuda externa direta e por meio da remessa de mantimentos, insumos agrícolas e commodities, como cereais.

    Nesta entrevista de 1988, Ron Paul fala sobre isso de passagem, dizendo que com a abolição do Imposto de Renda e do Fed, esse tipo de coisa não aconteceria.

    Se você preferir um relato que misture realidade com personagens fictícios, recomendo o livro A Alternativa do Diabo, escrito pelo mestre do gênero Frederick Forsythe.
  • Pedro  13/06/2012 09:46
    Por causa do poder bélico da URSS. Não fosse a construção da bomba atômica pela URSS, a Guerra Fria nem mesmo teria existido. Não seria nem mesmo preciso esperar até a década de 1970.

    Além disso, é difícil sondar até que ponto era possível prever que a economia da URSS estaria arruinada na década de 1970 se não houvesse nenhum auxílio. Mas o que era bastante concreto era o enorme poderio bélico acumulado pela URSS, o qual representava um risco bastante grande para que Reagan se permitisse concluir que: "Ah, vamos diminuir gastos militares, afinal, como já provou von Mises na década de 1920, uma economia socialista é insustentável".

    Além disso, ainda que o país estivesse passando por grandes dificuldades, isso não significaria o colapso do aparato estatal. Não se pode entender "a URSS" como um monolito: e, numa situação de desespero, o risco real de um conflito seria ainda amor.

    Portanto, Reagan fez a coisa certa ao expandir os gastos militares.
  • Fernando Chiocca  13/06/2012 10:32
    Melhor então o Brasil aumentar os gastos militares, pois eu tô com tanto medo da Coréia do Norte... né Pedro?
  • Pedro  13/06/2012 10:41
    Hahahaha... sim, Fernando!! Exatamente! Afinal, existe uma Guerra Fria entre Brasil e Coréia do Norte!!
    Esse seu comentário foi uma brincadeira ou você realmente entendeu que o caso entre EUA e URSS é análogo ao de Brasil e Coréia do Norte?

    O mais engraçado é o seu... "né, Pedro?"

  • Fernando Chiocca  14/06/2012 12:18
    Como assim Pedro?
    O objetivo da URSS não era espalhar o comunismo pro mundo inteiro, inclusive o Brasil, e os EUA não estavam salvando o mundo?? hehehehehe

    E a Coreia do Norte não quer dominar o mundo? O que eles querem? Estou com muito medo. Por favor, diga como devo gastar meu dinheiro para me proteger de mais essa ameaça!!
  • Pedro  13/06/2012 10:35
    *quis dizer: "...o risco real de um conflito seria ainda maior"
  • Leandro  13/06/2012 10:36
    Mas que "poderio bélico" foi esse que até hoje ninguém sabe aonde foi parar? Os neoconservadores dizem que a URSS tinha 40 mil armas nucleares, as quais foram adquiridas pela máfia russa e por separatistas chechenos após a dissolução da URSS Nenhuma nunca foi usada até hoje.

    Já os mais realistas simplesmente dizem que estas 40 mil "armas nucleares", que eram repetidamente exibidas nos desfiles militares russos, eram todas de papelão.

    Até agora, esta segunda hipótese vem se demonstrando a verdadeira.

    Ou seja, Reagan expandiu os gastos militares e endividou o país para combater canudos de papelão.
  • Anonimo  13/06/2012 10:57
    Olhem só, a URSS tinha ódio aos EUA, a Coréia do Norte não tem ódio ao Brasil; o Alasca ficava coladinho com a URSS e vocês queriam que os EUA não gastassem um centavo com armas em nome de um ideal anarcocapitalista, isso é loucura, eles iriam invadir se eles não tivessem essas armas, é só lembrar da teoria dos jogos.
    Não se deve ficar desprotegido, não são vocês que defendem que as pessoas tenham livre porte de armas para se defender de bandidos?
    Pois bem, países também precisam se defender uns dos outros.
  • Pedro  13/06/2012 10:58
    Por exemplo, na questão que, digamos assim, "inaugurou" a Guerra Fria,a URSS de fato demonstrou que tinha uma bomba atômica.

    Agora, se toda a Guerra Fria foi um blefe,se todo o poderio soviético era um blefe (pelo menos nas dimensões que foram ostentadas, pois havia de fato um poderio soviético para repressão dos países revoltosos da União, e que também foi demonstrado na invasão do Afeganistão, que foi um fracasso análogo à Guerra do Vietnã), haveria o ônus de se provar por que os EUA caíram na esparrela e por que, até hoje, a Rússia manteve e mantém uma posição geopolítica tão importante.

    Se realmente: 1)É verdade que o poderio soviético era um blefe; 2) Eles conseguiram enganar todo o mundo que deveria ser enganado para que o blefe desse certo e 3) O Reagan tinha plenas condições de saber que tudo era um blefe,

    Bem, se essas três condições me forem provadas, aceito o seu argumento.

    Entretanto, a coisa já fica problemática na premissa 1: afirmar que o poderio soviético é um blefe é apenas uma conjetura, bastante implausível, por sinal.
  • Leandro  13/06/2012 11:12
    "Por exemplo, na questão que, digamos assim, "inaugurou" a Guerra Fria,a URSS de fato demonstrou que tinha uma bomba atômica."

    Tinha um míssil nuclear, mas ok. Ademais, isso de fato era perfeitamente explicável, pois o artefato foi construído na década de 1950 quando ainda havia muito capital explorável no Leste Europeu. (Ao final da década de 1970, quando tudo estava exaurido, eles partiram pro desespero e invadiram o Afeganistão).

    "Agora, se toda a Guerra Fria foi um blefe,se todo o poderio soviético era um blefe (pelo menos nas dimensões que foram ostentadas, pois havia de fato um poderio soviético para repressão dos países revoltosos da União, e que também foi demonstrado na invasão do Afeganistão, que foi um fracasso análogo à Guerra do Vietnã),"

    Parou. O poderio para a repreensão dos revoltosos se resumia a tanques de guerra, helicópteros e a chantagens econômicas, como, por exemplo, ameaçar interromper o envio de alimentos para estes países, cortar o fornecimento de gás e coisas desse tipo. E, acredite, este tipo de sanção funciona muito bem para arrefecer ímpetos rebeldes.

    Já a invasão do Afeganistão, como acabei de dizer acima, foi uma medida desesperada para tentar dar uma sobrevida ao regime, já exaurido em capital e recursos.

    "haveria o ônus de se provar por que os EUA caíram na esparrela e por que, até hoje, a Rússia manteve e mantém uma posição geopolítica tão importante."

    Mas não é esparrela. Há vários vencedores quando um país faz expansões militares, sendo o principal deles o complexo industrial-militar, que é um dos maiores doadores de campanha. Em termos puramente políticos, guerra é um ótimo negócio, principalmente quando se sabe que o inimigo é frágil e a vitória certa. Perdoe-me, mas esparrela é não enxergar esta realidade, e achar que político é tudo santo e se engana honestamente.

    "Se realmente: 1)É verdade que o poderio soviético era um blefe; 2) Eles conseguiram enganar todo o mundo que deveria ser enganado para que o blefe desse certo e 3) O Reagan tinha plenas condições de saber que tudo era um blefe,"

    A afirmação (1) é verdade, mas a (2) e a (3) não têm nada a ver com a (1). Como eu disse acima, o governo americano poderia estar perfeitamente ciente da insustentabilidade da URSS que ainda assim ele iria expandir seus gastos militares para satisfazer seu maior financiador, que é a indústria da guerra. Quando se sabe então de antemão que se trata de uma batalha cujo inimigo é totalmente frágil, você tem uma situação de vencer ou vencer. Não tem como perder.
  • Pedro  13/06/2012 11:37
    Leandro, realmente não é questão de santificar o Reagan.

    É que a premissa 1, que você dá como verdadeira, se afigura bastante implausível. Por exemplo, um pouco depois, o próprio Reagan iniciou negociações com Gorbachev para a não proliferação de armas nucleares, o que era um problema central na expansão armamentista da Guerra Fria.

    Além dessa premissa (1), a (2) e a (3) tem uma relação direta com a questão sobre a qual estamos conversando, ao contrário do que você afirma. Se ninguém poderia saber que era um blefe, e se o próprio Reagan não poderia saber que era um blefe, a atitude mais coerente é o aumento dos gastos militares (se você está em dúvida de uma grande ameaça, a qual é bastante plausível e verossímil, não seria esperado que fossem diminuídos os gastos militares).

    Agora, se a premissa (1) não é uma conjetura, mas é uma verdade, gostaria que você me indicasse um livro com documentos suficientes para provar tal fato, ou simplesmente onde se baseia a sua certeza absoluta quanto a (1). Além disso, a prova de (2) e (3) são essenciais, pois, ainda que essa premissa seja verdadeira e sabida hoje, deve ser provada a questão sobre se era possível que Reagan soubesse disso com a certeza com a qual você afirma que (1) é verdade.

    Do contrário, a expansão dos gastos militares foi de fato a atitude mais coerente e esperada de um estadista na situação de Reagan.

    Não se pode contar com uma conjetura em situações como essas. Além disso, as negociações contra a proliferação nuclear vão contra a afirmação do interesse de financiamento da indústria bélica.

    Portanto, reafirmo: é necessário sim que sejam comprovados (1), (2) e (3).
  • Fernando Chiocca  13/06/2012 12:20
    E no final das contas, quem venceu a guerra fria foi o Kremilin, e hoje um comunista está sentado na Casa Branca, avançando o comunismo a passos largos na outrora Terra da Liberdade, que hoje é um estado policial socializando cada vez mais sua economia. O sistema de saúde está quase.. e até as montadoras foram estatizadas.

    Marx e Lenin devem estar regozijando em seus túmulos.
  • Anonimo  13/06/2012 12:32
    Social Democracia não é comunismo, eu não vejo uma economia planificada nos EUA e nem muitas coisas típicas do marxismo, você está exagerando.
  • Tiago  13/06/2012 13:08
    Sugiro que leia mais sobre os assuntos da Escola Austríaca, já que este site não é um site neutro e sim um site que pretende defender uma teoria.
    Sendo assim, busque mais conhecimento dentro de tal teoria antes de refutar seus argumentos. Se não quiser fazer isso é melhor que se retire.

    Disse isso, porque, dentro da Teoria Austríaca, a social-democracia é o caminho para o comunismo. Segundo essa teoria, qualquer tipo de intervenção coercitiva é nociva e a democracia só favorece esse tipo de intervenção.

    O caminho da servidão.
  • Anonimo  13/06/2012 13:23
    Eu sei que é o caminho, mas não é o comunismo, isso é um exagero descabido.
  • Cristiano  13/06/2012 07:59
    Minha grande duvida é se em debates publicos há espaço para argumentar com base na teoria enquanto seu oponente fica vomitando dados estatísticos como se fossem fatos.
    Tem que ser muito habilidoso com as palavras.
  • Rafael Gomes  13/06/2012 08:21
    Leandro, poderia sugerir leituras sobre essa política de doações à URSS realizada pelos EUA?

    Obrigado pela tradução do artigo! Lendo matérias assim é que eu entando pq esse Krugman é tão citado na mídia nacional; eles adoram tudo o que não presta rsrsrs.

    Abraço.
  • Lucas Amaro  13/06/2012 08:32
    Faço coro ao Rafael, uma leitura do tipo seria muito interessante.
  • anônimo  21/06/2012 13:53
    Reforço o pedido do Rafael, seria muito interessante outras fontes de leitura sobre o assunto.
  • Luis Almeida  21/06/2012 15:33
    Já foi respondido lá em cima, para o Diego.
  • Atylla  13/06/2012 09:34
    Estado chama-se o mais frio de todos os monstros frios. Mente friamente, e eis aqui a mais mesquinha mentira que sai de sua boca: "Eu, o Estado, sou o Povo". Mentira! Os que criaram os povos e suspenderam sobre eles uma fé e um amor, eram criadores: serviram à vida. Os que estendem laços ao maior número e a isso chamam Estado, destruidores: suspendem sobre eles uma espada e cem apetites. — Nietzsche
  • Thyago  13/06/2012 10:03
    Vítor NF, b e c ele pode ser, mas a não.

  • montana  13/06/2012 10:26
    É admirável a retórica libertária! Vou ter mais cautela em criticá-los. Uma coisa que admiro neles é: para criticar alguém é necessário conhecê-los, estudá-los... .

    Marx fez isso ao elaborar sua teoria. Estudou o inimigo a exaustão para dar o golpe teórico final. Por sua vez, os libertários "possui tudo" para subir ao pedestal e pregar sua teoria a todas as nações com mais vigor. Falta habilidade de um líder que transmita suas ideias, isso que falta.

    Comecei a ler os vários artigos e continuarei a ler. São muito interessantes, só espero não me arrepender do trabalho.
  • Hay  13/06/2012 10:55
    Marx já começou errado, baseando-se em uma teoria de valor incorreta. Portanto, não sei como ele pode ter dado algum golpe teórico que não tenha sido um golpe no sentido de fraude. É como se alguém hoje em dia começasse fazendo um rigoroso estudo sobre o comportamento humano utilizando como base a frenologia. Por mais que o trabalho tenha sido feito com muito esmero, ele não serve para nada.
  • anônimo  15/06/2012 08:13
    É admirável a retórica libertária! Vou ter mais cautela em criticá-los. Uma coisa que admiro neles é: para criticar alguém é necessário conhecê-los, estudá-los... .

    Admirável mesmo foi sua capacidade de se contradizer em um único período. A retórica é a arte da persuasão em discurso, ou seja, convencer alguém sem apresentar fundamento. Mas a partir do momento que você reconhece que os libertários estudam a fundo as teorias as quais divergem, então sua afirmação de que os liberais são retóricos cai por terra!

    Marx fez isso ao elaborar sua teoria. Estudou o inimigo a exaustão para dar o golpe teórico final. Por sua vez, os libertários "possui tudo" para subir ao pedestal e pregar sua teoria a todas as nações com mais vigor. Falta habilidade de um líder que transmita suas ideias, isso que falta.

    Isso é apenas juízo de valor da sua parte, apenas para você é que Marx deu algum golpe final, para alguém mais versado em Economia, toda a teoria marxista foi destroçada por Bohm-Bawerk ainda no século XIX.

    Comecei a ler os vários artigos e continuarei a ler. São muito interessantes, só espero não me arrepender do trabalho.

    Não adianta que os textos aqui sejam interessantes para alguém como você, com essas afirmações contraditórias e sem fundamento, é difícil alguém como você obter algum proveito aqui...
  • Anonimo  13/06/2012 11:01
    E a tsar bomba era de papelão?
    www.youtube.com/watch?v=H9AMtUeyDP0
  • Leandro  13/06/2012 11:16
    Anônimo, favor não tumultuar e insistir em ignorar coisas já postadas. Este vídeo, como diz a narração, é de 1961, época esta que, como disse ao Pedro, os russos possuíam sim armas nucleares, pois ainda tinham capital.

    O tempo todo aqui estou me referindo às 40 mil armas nucleares da URSS na década de 1980, exibidas em desfiles. Este seu vídeo está pelo menos 35 anos atrasado.
  • Victor Oliveira  13/06/2012 11:58
    Ué...

    Quer dizer que 19 anos depois as armas eram inúteis?

    Pois eu te digo que as armas químicas de Saddam, por exemplo, não eram usadas desde as investidas contra os Curdos e, mesmo assim, estavam 100% operantes quando o Bush jr. chegou por lá...

  • Leandro  13/06/2012 12:08
    E você não sabia que bomba atômica e mísseis nucleares possuem "prazo de validade"?

    O explosivo utilizado para iniciar o material radioativo tem vida útil muito curta, da ordem de 20 anos. E o que conta é exclusivamente o explosivo e não a carga radioativa.
  • Victor Oliveira  13/06/2012 12:05
    Quando uma nação possui um governo que engloba TUDO, absolutamente, ela não precisa se utilizar de uma economia de livre-mercado para fabricar suas bombas. O povo pode estar péssimo, mas as armas continuarão funcionando.

    Vejamos a Coréia do Norte:

    País pobre, fodido, feio e com apenas uma área especial de economia moderadamente livre (Zona especial de comércio). Eles possuem armas nucleares e são, sim, perigosos.

    Os jatos deles são da década de 50. Suas metralhadoras e fuzis já possuem mais de 20 anos, no mínimo. Concordo com tudo isso. Mas, hoje, eles não precisam mais disso. Basta fazer ameaças com suas bombas - que já foram, sim, testadas e já mataram vários sul-coreanos.

    Então! Como eles conseguem isso?

    É fácil! Basta manter TODA a população como escrava, criando exatamente o que você deseja.

    É óbvio que precisamos lutar contra isso.
  • Leandro  13/06/2012 12:12
    A "ameaça" da Coreia do Norte é outro mito que se sustenta exclusivamente por causa ignorância econômica. Até hoje, todos os mísseis que o país disparou caíram alguns quilômetros depois, se muito.

    O país não tem economia, não tem recursos, não tem comida, não tem propriedade privada sobre meios de produção, não tem nada -- como vão fazer bomba atômica se não têm sequer a mais básica ferramenta, que é o cálculo econômico?

    Mises estaria dando gargalhados destes ignorantes que superestimam a capacidade de economias comunistas. Quase 100 anos depois que ele constatou o esta hoje obviedade, o pessoal ainda não aprendeu nada.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  14/06/2012 04:16
    Esse negócio da Coreia do Norte é interessante. Não seria difícil para o exército americano entrar e destruir o exército norte-coreano SE a China não intervir. O medo do governo americano, eu acho, é por causa da China, e não dos Norte-Coreanos. Se o governo Chinês não financiar, transferir recursos ou mesmo entrar na briga pra valer, é moleza.
    É diferente lutar contra Iraque ou Afeganistão, que não são nada, e lutar contra os norte-coreanos e arriscar uma guerra maior e mais perigosa.
  • Fernando Chiocca  13/06/2012 12:16
    Então! Como eles conseguem isso?

    É fácil! Basta manter TODA a população como escrava, criando exatamente o que você deseja.

    É óbvio que precisamos lutar contra isso.


    Sim, óbvio... e como lutar contra isso? Escravizando nossa população também e forçando ela a pagar pelo aparato militar estatal.

    Os EUA já fazem isso. É o país que mais rouba sua população para este fim.

    O Brasil também precisa né Victor?.. já que "a Coréia do Norte é perigosa sim"
  • Anonimo  13/06/2012 12:20
    Qual é o maior mal?
    Ser roubado pelo estado ou ser morto pelo comunismo?
  • Tiago  13/06/2012 12:33
    Como se discussões teóricas pudessem ter fim na escolha entre o mal e o mal, ou entre bem e o mal, ou o bem e o bem.

  • Jose Roberto Baschiera Junior  13/06/2012 12:56
    Os fins justificam os meios?
  • Anonimo  13/06/2012 13:00
    Guerra é guerra, quem é muito bonzinho para com o adversário perde.
  • Victor Oliveira  13/06/2012 19:49
    Mas 20 anos é justamente a diferença entre a primeira demonstração e a última, a qual você cita. Ou seja, estavam funcionando.

    Não estou sendo rude com ninguém e gostaria que não me chamassem de ignorante. Isso é bobagem e só ferra com a discussão, além de tirar a legitimidade de vocês.

    Os mísseis não caem a apenas alguns quilômetros da Coréia do Norte. Fosse verdade, não teríamos relatos, do ano passado, mostrando cidadãos da Coréia do Sul mortos em "testes"...


    Não acho que devemos escravizar o povo e mantê-lo financiando FFAA imensas, prefiro o pensamento do Ron Paul - Defesa interna. Claro que a RNK é perigosa.

    Vamos esperar eles terem sucesso???? -> en.wikipedia.org/wiki/Unha-2
  • Felipe  22/12/2013 18:33
    A primeira, cedo ou tarde, levará à segunda.
  • Anonimo  13/06/2012 11:21
    O que não garante que bombas assim estivessem em estoque?
    E realmente vale a pena usar bombas de papelão em desfiles, especialmente em uma sociedade falida, pois o custo seria muito alto e eles precisavam cortá-los para sobreviver, se fosse para a usar as bombas onde interessam eles usariam, o anarcocapitalismo não passa de uma utopia barata, pois se um território virar isso, outro bem armado invadirá movido pela ambição,é uma questão de teoria dos jogos.
  • Tiago  13/06/2012 12:29
    Falta subjetividade nessa discussão toda, sem exceção.
  • Hay  13/06/2012 13:11
    Hummmmm... realmente esse anarcocapitalismo é uma utopia barata. Graças ao bom Deus o mundo não é anarcocapitalista. Caso contrário, veríamos um país invadindo o outro e matando centenas de milhares de civis inocentes! Pior ainda: teríamos guerras! Fico feliz ao perceber que isso nunca acontece, graças ao estado e seus membros, que não se envolvem em brigas.
  • Anonimo  13/06/2012 13:27
    É claro que se envolvem em brigas, a questão é o grau em que a desordem chega, há desordem, visto que ela sempre haverá, mas ela é bem menor, o iedal é a minarquia, pois há mais garantias e o jogo fica equilibrado, no anarcocapitalismo o jogo só pode ser desequilibrado, nunca equilibrado.
  • Rafael  13/06/2012 15:19
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=975
  • Anonimo  13/06/2012 17:15
    De quakquer forma a Suiça não é um anarcocapitalismo e em caso de anarcocapitalismo os indivíduos não teríam armas muito modernas em casa, muito menos de grande destruição como a bomba atômica.
  • mauricio barbosa  13/06/2012 13:24
    acho que este anônimo só que encher a paciência de todo mundo graças a liberdade de expressão,portanto goze de sua liberdade anônimo dos inferno.
  • Anonimo  13/06/2012 12:17
    Mises defendia o alistamento militar obrigatório e era minarquista, não anarcocapitalista.
  • Marcio Vinhaes  13/06/2012 16:16
    Onde que Mises defendeu o alistamento militar obrigatório?
  • Camarada Friedman  13/06/2012 19:01
    Essa coisa do alistamento que o Anonimo falou eu li ontem no blog do David Friedman quando ele tava tretando com o Lew Rockwell, ta aqui o link:

    daviddfriedman.blogspot.com.br/2011/07/austrian-fantasy.html

    O post do David Friedman:

    At 9:41 AM, July 29, 2011, Blogger David Friedman said...

    um carinha disse: "I am sorry but I am not all that familiar with Mises' promotion of the draft."

    David Friedman cita Mises: "He who inn our age opposes armaments and conscription is, perhaps unbeknown to himself, an abettor of those aiming at the enslavement of all."

    Human Action, new revised edition, Yale University Press 1963, p. 282.
  • Leandro  13/06/2012 19:16
    O problema é a desonestidade, e o David decepcionou nessa. Sim, Mises de fato defendeu o recrutamento, assim como também foi socialista na juventude e chegou a defender algum protecionismo quando tinha 30 anos. Porém, obviamente, à medida que evoluiu e foi ficando mais velho, mudou de ideia. Nas últimas edições de Ação Humana, não mais havia esta parte, pois o próprio a suprimiu.

    Pelo visto, o David acha que o normal é o sujeito manter exatamente as mesmas convicções desde a infância até a velhice. Impossível mudar de ideia. Ora, eu penso diferente hoje de como pensava há meros 3 anos em várias questões. Chama-se evolução. Pior seria se as ideias deteriorassem ao longo dos anos. No caso de Mises, elas visivelmente melhoraram.
  • Anonimo  13/06/2012 19:33
    Mas Mises não defendia o anarcocapitalismo, o que ele defendia era o direito de secessão que é outra coisa completamente diferente, quem defendia o anarcocapitalismo era o Rothbard e esse instituto é visívelmente mais Rothbard do que Mises.
  • Camarada Friedman  13/06/2012 20:15
    Leandro,

    Eu não sabia que o texto tinha sido suprimido. Não é a primeira vez que eu vejo Mises sendo atacado por causa disso ae. Em alguns posts no mises.org, ja vi gente querendo puxar o pé do homem. Acho que David levou o post do homem pro lado emocional... no forum do Mises.org ele ja deu a cara pra corrigir uma mulecadinha, haha acho que ele ta de olho.

    Clica no link e da uma lida. Lew Rockwell escreveu um artigo "mostrando" que a Rothbard ta vendendo mais que o pai do David.

    " Need I note, as this article indirectly indicates, that the whole world is reading Rothbard, but that Friedman is almost a nobody outside of mainstream academic economics?"

    Acho que ele só quer defender o pai dele, coitado. Parece que alguns austríacos sentem ódio do Miltão, sei la.

    ...Mas o post dele me deu lombriga pra ler mais sobre a Escola de Chicago.

    É isso ae!
  • Fernando Chiocca  14/06/2012 12:15
    E o pior é que o David Friedman é um maluco que ele próprio defende o alistamento militar obrigatório...
  • Rhyan  13/06/2012 15:20
    Fiquei meio decepcionado... achei que iam malhar o Reagan no artigo...
  • Angelo Viacava  13/06/2012 15:48
    Mas o fato de a URSS ter levado à falência seus cidadãos garante que seu governo não tivesse poder financeiro suficiente para bancar o militarismo? Porque sob o socialismo não existe geração de riqueza, ou existe um dreno da riqueza gerada para os cofres do governo?
  • Leandro  13/06/2012 16:01
    O governo, por definição e em qualquer sociedade, é um sumidouro de capital e riqueza. Ele apenas tributa e gasta. Ele não produz nada fazendo isso; apenas destrói.

    Sendo assim, um governo pode tributar a sociedade até um certo ponto e durante um certo tempo. Após isso, a população deixa de produzir, a riqueza da sociedade se estagna e depois começa a se exaurir. Sendo um país comunista, a riqueza se exaure ainda mais rapidamente. A URSS, aparentemente, se exauriu por completo ao final da década de 1980.

    Ademais, a URSS tributava os cidadãos em rublos. Mas o rublo não era utilizado no mercado internacional, que transacionava em dólares. Logo, de nada adiantava o governo ter rublos e não ter dólares. Os rublos eram gastos com a burocracia (e isso não cria riqueza). Foram os dólares que permitiram que a URSS importasse todo o capital de que ela necessitava -- além das importações, é claro, havia também o confisco da riqueza do Leste Europeu.
  • Angelo Viacava  13/06/2012 16:13
    Mas então havia riqueza nas mãos do Kremlin?
  • Leandro  13/06/2012 16:37
    De início, sim, é claro. Porém, com o tempo, a riqueza vai se definhando de acordo com o processo explicado. E com este definhamento, obviamente, cessa a capacidade do governo de utilizar a riqueza da sociedade em proveito próprio.
  • Paulo  13/06/2012 16:20
    Fugindo um pouco do assunto, vejam a mentalidade autoritária desta senhora:
    www.youtube.com/watch?v=XE-NDB9YLIo&feature=player_embedded

    A Lei à qual esta histérica se refere é esta:
    g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2012/06/camara-de-piracicaba-aprova-lei-que-proibe-musica-dentro-dos-onibus.html
  • Cedric  13/06/2012 22:04
    Isso seria FACILMENTE resolvido se o ônibus fosse uma propriedade privada. Se o dono do ônibus permitisse som alto, a senhora estaria errada e ela usaria serviço de outros. Se o dono não permitisse o boy seria posto para fora, simples.
  • Angelo Viacava  13/06/2012 16:49
    Nessa de quem era keynesiano, quem não era, dá pra passar cem anos. As crianças brincam de Eu gosto mais do papai, eu gosto mais da mamãe. Eu curto, eu não curto, do facebook. E o marxismo galopa a passos largos à frente de tudo isso. Deixaram um cubo mágico no caminho dos economistas que, quando resolvido, diz em suas faces que o cálculo econômico não é possível sob o socialismo. Mas isso os socialistas sabiam desde o primeiro dia, o que não lhes impediu de jogar a regra do jogo inventada por eles mesmos e seguida com maestria: chegar ao poder a qualquer custo e não o abandonar de maneira alguma.
  • Tiago Moraes  15/06/2012 15:28
    O argumento do Krugman é tão pueril que ele se esquece (ou descaradamente omite) que o governo Bush também praticou o tal "keynesianismo bélico", inclusive de forma muito mais contundente que o governo Reagan. O governo Bush foi o que realizou o maior orçamento militar da história, no entanto, a crise eclodiu justamente ao fim do seu governo. Quanto a questão do Obama não ter se endividado tanto quanto os seus antecessores, o Krugman parece se esquecer de que este fato se deve a questão da Dívida americana ter alcançado o maior nível de sua história, muito em consequência do "keynesianismo bélico" da era Bush.
  • Fbio  23/06/2012 18:17
    O biógrafo de Von Mises, Richard M. Ebeling, escreveu:

    "Muitos leitores podem ficar surpresos em descobrir o perímetro ao qual o Instituto de Pós-Graduação e o próprio Mises, nos anos imediatamente depois que ele veio aos EUA, estavam boiando financeiramente através de generosas doações da Fundação Rockefeller. Na realidade, pelos primeiros anos da vida de Mises nos EUA, antes de sua nomeação como um professor visitante da Escola de Administração de Negócios da Universidade de Nova Iorque (NYU) em 1945, ele era quase totalmente dependente de doações anuais para pesquisa da Fundação Rockefeller."

    O próprio David Rockefeller foi citado dizendo: "Finalmente, em seu mais surpreendente relato, ele revelou que ele se considerava um seguidor da Escola Austríaca de Economia. Friedrich Hayek foi seu tutor na Escola de Londres de Economia nos anos 30."

    judaismoemaconaria.blogspot.com.br/2012/02/como-o-poder-do-dinheiro-criou-o.html
  • Rafael  08/11/2012 20:56
    Interessante...eu gostaria de um artigo que explicasse detalhadamente sobre o período da administração de Reagan, em todas as áreas da política econômica (fiscal, cambial, monetária etc)
  • anônimo  29/08/2013 20:14
    Qual a influência do aumento da dívida pública contraída pelo Reagan para a crise atual?
  • Emerson Luis, um Psicologo  22/12/2013 16:35

    Reagan ajudou por não atrapalhar, pelo menos no começo e pelo menos não tanto quanto antecessores e sucessores.

    * * *
  • Evandro   25/09/2016 02:16
    Leandro, quais foram os erros do governo de Ronald Reagan?


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