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Uma sociedade de perdedores

Estamos caminhando para uma sociedade de perdedores, de maricas, de frangos, em suma, de pequenos indivíduos medíocres.  Cento e doze anos após a morte de Nietzsche, o Brasil embarca numa cruzada moralizante de rebanho.  É espantoso ver como andamos rapidamente para o matadouro da civilização.  Caminhamos para a nossa morte, em silêncio.  Meu tom apocalíptico pode parecer exagero, mas é necessário para demonstrar o quanto determinadas atitudes estão levando a humanidade ao seu crepúsculo.  A nova lei do bullying é um exemplo disto.

Sob a alcunha de "intimidação vexatória" o Brasil irá criminalizar o bullying.  Aquele colega de sala de aula chato que todos nós temos ou tivemos, apaixonado por colocar apelidos e que, devido ao fato de ter menos vergonha ou ser mais efusivo, sempre ultrapassa um pouco os "limites", será criminalizado pelo simples fato de ser chato.  Estamos decretando o fim do humor, da piada, da risada e da diversão que é capaz de mudar a nossa rotina.

Obviamente que a lei não é tão simplista quanto o exemplo do colega praticante do bullying para com os gordos, portadores de óculos, fanhos etc.  A lei proposta é clara em dizer que o crime é intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar criança ou adolescente.  A punição será de um a quatro anos, em caso de condenação.  Aqui é preciso dar uma pausa, respirar e demonstrar a estupidez desta proposta de lei.

A particularização das leis mais atrapalha do que auxilia.  Uma proposta de simplificar o que seria de fato um crime é defini-lo como coação para com a vida e a propriedade de terceiros.  Neste sentido, agressões físicas, assassinatos, roubos e furtos são crimes fáceis de identificar, pois a coação para com a vida e propriedade alheia é evidente.  Como podemos identificar o crime de intimidação vexatória?

Intimidar é obviamente uma agressão para com a integridade da pessoa, é levá-la pela força a agir ou deixar de agir de determinada forma.  O mesmo ocorre com a ameaça e a agressão.  É fácil identificar que estes três pontos possuem realmente um viés de coação para com a pessoa.  Não é preciso esperar o disparo da arma para agir, a arma em punho e a clara intenção de atirar, isto é, a ameaça, é passível de reação perante o agressor.  Entendo que os critérios que constituem a diferença entre uma mera ameaça trivial de uma ameaça real podem ser nebulosos, por isso o uso do exemplo da arma.  O que não faz sentido é que já existem leis que criminalizam a agressão, a ameaça e a intimidação, não fazendo sentido mais particularizações.

Não é preciso falar sobre o assédio sexual, que também já é crime e não precisava constar na lista da intimidação vexatória.

Os problemas começam com a criminalização do constrangimento.  Como mensuramos o constrangimento?  Tudo o que constrange individualmente uma criança e adolescente deverá ser crime?  Numa sociedade de adultos donos de si mesmo e não meros servos de vontades alheias faz-se tudo aquilo que não agrida terceiros.  Apenas seres pequenos visam coibir, pela força da lei, que pessoas livres exerçam sua liberdade.  O não constrangimento está muito mais relacionado à sensibilidade humana em não constranger do que em privação de determinada atitude em prol de um conceito subjetivo.

Paralelo ao "crime" de constrangimento está o "crime" da ofensa.  Pessoas fracas se sentem ofendidas.  Esta lei me ofende por ser estúpida, mas não fico pedindo a prisão dos anencéfalos da comissão de justiça do senado por estar ofendido com tamanha burrice.  Ofensas são combatidas ou são ignoradas num processo de abstração psicológica.  Prender por ofensa é coisa digna de pessoas mentalmente infantilizadas, incapazes de superar um xingamento.  O mundo adulto é repleto de ofensas, calúnias e difamações.  Por este motivo ofendo todos os patéticos asseclas da criminalização destes atos.

Outro ponto complexo é a definição de castigo.  Como criminalizar um castigo?  Castigar uma criança amarrando-a num poste, espancando-a com chicote ou cortando seu corpo são todos castigos de agressão física, obviamente atitudes condenáveis.  Fico imaginando quantos processos idiotas de adolescentes chatos e pentelhos irão surgir contra as "punições" recebidas de seus pais.  Os políticos desocupados (desculpem a redundância) ficam criando estes textos inúteis apenas para daqui algum tempo posarem de benfeitores de "leis da moda".  É óbvio que entra em pauta a velha discussão sobre a palmada.  Estou convicto que há maneiras mais eficazes de disciplinar um filho, como o uso de regras claras, objetivas e construídas de maneira participativa, com punições restritivas e diálogo acerca da ação e da punição.  Entretanto, criminalizar um pai que faz o uso da palmada (que é algo bem diferente do agredir por agredir) é criminalizar a escolha disciplinar. Para os adeptos da discussão sobre diversidade cultural, que defendem que índios possam matar crianças defeituosas ou gêmeas, a palmada é uma construção cultural da tradição judaico-cristã.  Neste aspecto, por mais idiota que seja usar a "varinha", não faz sentido criminalizar o castigo perpetuado pelos pais para fins disciplinares.

Por último ficou a segregação.  Eis outra palavra-coringa do modismo intelectual brasileiro, seguindo a estrada aberta pelo multiculturalismo.  Segregar é separar, excluir, não querer manter contato.  Agora, as crianças sem amigos podem acusar os colegas de segregação.  Evitamos contato com diversos tipos de pessoas e por diversos motivos.  Existem diversas pessoas que trabalham com moradores de rua, com sua alimentação, saúde, moradia, reintegração.  Porém, há quem tenha, pelo motivo mais idiota que seja, certo nojo de estar perto de moradores de ruas.  Ignorar crianças que moram nas ruas e evitá-las é um tipo de segregação.  Não faz sentido criminalizar alguém que não deseja que certa pessoa participe de seu convívio pessoal.

No fundo, o que esta proposta possui é a insanidade de juntar várias propostas isoladas como a criminalização da palmada e da separação de pessoas do seu convívio.  Colocaram itens diversos e foram aplaudidos por pedagogos por criminalizarem o bullying.  Os "profissionais" da educação demonstram ser incapazes de lidar com este fato escolar e ficaram felizes com a proposta de lei porque a responsabilidade do bom andamento do processo de ensino-aprendizagem se tornou uma questão jurídica.  Não precisarão mais estudar e aprender a enfrentar situações, pois bastará acionar a justiça para que o problema seja resolvido.  São os perdedores que se alegram quando outros retiram um pouco de seu fardo.

Para completar a proposta, se o "criminoso" for menor de idade não será preso, mas cumprirá uma pena sócio-educativa.  Se a prática de bullying ocorre com maior frequência entre crianças e adolescentes, a lei tem qual finalidade?  Os professores já não tomam, ou pelo menos deveriam tomar, medidas educativas para lidar com a questão do bullying?  Se o debate acerca da intimidação vexatória está presente nos ambientes escolares, com aprendizados sobre alteridade e diversidade cultural, a pena proposta é mais do mesmo.  Sendo assim, o alvo desta proposta de lei é criminalizar adultos.  Foca-se no bullying, mas indiretamente se criminaliza a palmada, por exemplo. Punirá, na verdade, os pais e os professores.  O efeito jurídico será a possibilidade de enquadrá-los em mais delitos.

Portanto, esta proteção das crianças e adolescentes tem como efeito criar uma geração de incapacitados em lidar com aqueles que não o aceitam.  Serão mimados, não mais pelos pais frouxos, mas pelo estado e por todo o poder coercitivo que este possui para criminalizar e punir aqueles de quem os mimados não gostam.  Em vez de ensinar a grandeza do gostar de si e de aprender que no mundo há gente disposta a humilhar e diminuir terceiros e que é preciso estar blindado para combater este tipo de gente, estamos ensinando que ser perdedor e psicologicamente abalável é algo bom.  O problema não está em aprender a lidar com os chatos, mas o problema é a existência dos chatos, que merecem cadeia.  Neste tipo de inversão lógica é que avançamos para a ruína de nossa sociedade.  Exaltamos a incapacidade de enfrentar o mundo, quando deveríamos fazer exatamente o oposto.



autor

Filipe Celeti
é bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela mesma instituição.

  • PESCADOR  04/06/2012 06:43
    O artigo todo foi bom, mas o último parágrafo foi excelente! O estado quer (des)educar as crianças e criar uma futura sociadade de fracotes imbecilizados, imcapazes de lidar com as pessoas e sempre pedindo ajuda ... tchan tchan tchan tchan... ao estado! Não é apenas a economia que a esquerda destroe, mas também a sociedade. Muito bom ler esse artigo aqui no IMB, afinal de contas essa lei do bullying é um ataque contra a liberdade e precisa ser combatida.
  • renato ferreira  09/06/2015 17:23
    Se a criança surpreende um pai com a noticia de que tem um "coleguinha" na escola enchendo o seu saco com piadinha de mau gosto, certamente a primeira coisa que vai passar pela cabeça desse pai é: "pegue um porrete e arrebente o pestinha" isso porque ,sabemos que com educação não se resolve esse tipo de problema,é necessário um "pouquinho de violência". A pergunta é o seguinte : É dessa forma que se educa um filho? ...Ora,a lei existe, para não precisarmos exercitar de forma arbitrária, nossas próprias razões, por esse motivo o Estado sempre terá que intervir nas relações humanas. Assim não teremos que "fazer justiças com as próprias mãos" entende? Seria bem pior que a aplicação de uma lei.
  • Marcelo  09/06/2015 19:06
    "Ora,a lei existe, para não precisarmos exercitar de forma arbitrária, nossas próprias razões, por esse motivo o Estado sempre terá que intervir nas relações humanas."

    Exato. Se o meu filho tomou um puxão de cabelo de um coleguinha de escola, eu quero que Sarney, Eduardo Cunha, Renan Calheiros e Dilma venham me socorrer, pois sou um completo imbecil, fracassado e incapaz de dizer como o meu filho deve lidar com isso.

    Renato, o título desse artigo foi feito para você.
  • renato ferreira  10/06/2015 14:55
    Como eu disse anteriormente a lei existe, (não estou me referindo a políticos!) para que o cidadão não precise resolver seus problemas da maneira que entender melhor, ou seja, se meu filho chega pra mim e diz que tem alguém puxando seu cabelo na escola, nesse caso, ou o Estado resolve a questão, caso contrário meu filho com "todo razão", terá que quebrar alguns dentes do coleguinha, para que ele não volte a puxar seus cabelos, lhe deixando em paz. volto a insistir, perturbar quem estar quieto, principalmente em um ambiente escolar, onde o individuo teoricamente deveria se comportar de forma mais respeitosa com seus colegas e professores, é indícios fortes de delinquência juvenil. Esse sujeito tem que ser "tratado" de alguma forma, e é melhor que o Estado Juiz faça isso.
  • Pedro Valadares  04/06/2012 06:56
    Seguindo a lógica dos parlamentares, deveríamos ter hoje uma sociedade de traumatizados, pois antes não tínhamos essa "brilhante" lei para nos proteger dos nossos malvados colegas.

    Quando eu era mais novo, estava acima do peso. Recebi os mais diversos apelidos. Não gostava de nenhum, era chato ouvir, mas era muito pior ver outras pessoas terem pena de mim.

  • Kaio  04/06/2012 06:57
    Excelente texto. Até compartilhei-o na minha timeline no FB.\r
    Gostei da apropriação da perspectiva nietzscheana. O bigodudo foi foi profético ao falar de "moral de rebanho", pois é em prol desse 'ideal' que estamos nos aproximando cada vez mais. O "politicamente correto" é apenas um novo nome para um problema antigo.\r
    P.S.: Concordo, o último parágrafo foi o melhor.
  • Rene  04/06/2012 07:05
    A nova onda do "politicamente correto" não é nada mais do que uma nova roupagem para a censura. É evidente, por exemplo, o fato de que os grupos esquerdistas estão cada vez mais sensíveis contra qualquer crítica, por mais branda que seja, permitindo que as suas idéias sejam propagadas livremente. Qualquer opositor pode ser processado, e será, bastando que a pessoa diga que se sentiu ofendida com aquele argumento. Além disso, sempre que um artista processa alguém por se sentir ofendido com algo, é dado uma cobertura absurda pela imprensa, como ocorreu naquele caso envolvendo a Vanessa Camargo e o Rafinha Bastos.\r
    \r
    As leis anti bulling, anti palmada, anti segregação, e similares, são maneiras de fazer com que a população aceite o politicamente correto sem reclamar, pois estas tornam normal a idéia de uma pessoa ultra sensível, como um castelo de cartas capaz de desmoronar com um simples toque. Assim, um processo contra um opositor vai ser visto como algo normal, até o momento em que um opositor só possa existir se estiver calado e não incomodar quem está no poder. Com o tempo, poderá até existir uma legislação que puna qualquer um que simplesmente tenha opiniões divergentes, mesmo que este as guarde para si (A Crimidéia).\r
    \r
    O futuro é sombrio.
  • Alexandre  23/11/2018 12:38
    Exatamente! O politicamente correto é uma tática repressiva de todo pensamento dissidente à hegemonia cultural esquerdista que se quer fazer dominante. O objetivo é conquistar o poder e reinar sossegado.
  • Tiago RC  04/06/2012 07:15
    Parabéns pelo excelente texto Filipe.
    Leis tão subjetivas quanto essa só servem para aumentar o cripto-totalitarismo.
  • Camarada Friedman  04/06/2012 07:43
    Eles querem transformar isso aqui numa Suécia... Nunca vão conseguir, a gente é pobre de mais pra perder tempo com leis.
  • Vagner  04/06/2012 09:09
    Na Suécia o governo formam fracotes?
  • Fernando Chiocca  04/06/2012 09:16
    Com certeza Vagner. Fracotes e dependentes.

    Como o assistencialismo corrompeu a Suécia
  • Paulo Sergio  04/06/2012 09:41
    Na suécia o negócio é tão escroto que eles inventaram até uma palavra nova pra não chamar um menino de ele e a menina de ela, um tal de hen, um meio termo entre ele(han) e ela(hon)
    Agora imagine uma geração de meninos fracos e afeminados crescendo sem um modelo masculino.Esse é o paraíso esquerdista.
  • Vagner  04/06/2012 09:46
    Obrigado pelo texto. Irei fazer a leitura.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 09:47
    'Ironically, in the effort to free Swedish children from so-called normative behavior, gender-neutral proponents are also subjecting them to a whole set of new rules and new norms as certain forms of play become taboo, language becomes regulated, and children's interactions and attitudes are closely observed by teachers. One Swedish school got rid of its toy cars because boys "gender-coded" them and ascribed the cars higher status than other toys.'

    www.slate.com/articles/double_x/doublex/2012/04/hen_sweden_s_new_gender_neutral_pronoun_causes_controversy_.html

    O paraíso esquerdista.

  • Camarada Friedman  16/06/2012 12:31
    Paulo e Chiocca, saca só:

    Da Suécia com amor:

    Partido de Esquerda quer homen urinando igual mulher (sentado): www.thelocal.se/41358/20120611/

    hahahahahaha...
  • Camarada Friedman  16/06/2012 13:27
    ops, desculpa pelo home"n".

  • renato ferreira  10/06/2015 15:39
    Vagner,
    Ao contrário do Brasil, a suécia investe muito em educação, trazendo como resultado disso, uma sociedade mais civilizada e preocupada com os direitos individuais e coletivos. Comportamento marginalizados como a prática do bullying, esta intimamente ligado a precariedade na educação.
  • Catarinense  04/06/2012 07:57
    Ótimo texto, Felipe.
  • Fernando Chiocca  04/06/2012 08:59
    Muito bom.
    Gozações na escola tornam as pessoas mais fortes e preparadas para a vida.
    Podem também "traumatizar" algumas pessoas.. mas este é um risco da vida.
    O que não nos mata, nos fortalece.
    Esta lei é absurda, com certeza idealizada e apoiada por losers traumaizados, e que teria consequências terríveis para a sociedade.

    Eu só acho que é preciso diferenciar os tipos de bullying, pois nos EUA me parece que o termo é mais usado para agressões físicas, para grandões que roubam lanche e dinheiro e batem nos mais fracotes, etc.. Isso deve ser coibido, punido e combatido. Já no Brasil o termo parece estar sendo mais empregado para simples gozações, e isso não deve ser punido e sequer seria possível de se punir, pois entra no campo da subjetividade.

    E eu não misturaria a lei da palmada com essa grotesca lei contra bullying. Nem sei se sou contra essa lei da palmada. Ninguém tem o direito de agredir outro ser humano, e isso não muda para pais agredindo crianças.
  • Tiago RC  04/06/2012 09:17
    Eu nunca dei uma palmada no meu enteado, e acredito que isso não ajuda a educar a criança. Mas sou definitivamente contra uma lei criminalizando a palmada. Que o estado fique o mais longe possível da esfera familiar. Eles já interferem demais em como pais educam seus filhos.

    E Fernando, se você levar a risca o PNA, você também tem que levar a risca então a punição proporcional. O máximo de punição que poderia se aplicar a um pai que dá palmadas no filho seria dar umas palmadas no pai, o que já perde o propósito de tão ridículo que seria.
    Imagina um filho já maior processando os pais por ter levado palmadas na infância, exigindo poder devolver umas palmadas no velho.... seria alvo de "bullying" a nível nacional... :D
  • Fernando Chiocca  04/06/2012 09:36
    Com certeza Tiago, estou falando do pricípio da lei, e não que o estado, que nada mais é do que um bando de ladrões, deveria ser quem aplicasse qualquer lei que seja. Intromissão deve ser zero do estado, não só na familia, como na sociedade toda.

    E nem sei direito o que prevê esta lei, mas certamente apoio a proporcionalidade, que desconfio não ser a base desta lei estatal, pois o estado é bisonho.

    A punição deve ser de acordo com o crime.. se foi uma palmada, deve ser punido com 2, se foi um tabefe na cara, com 2.. e assim por diante. Mas o fato é que é um crime.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 09:50
    Aí vcs tão viajando demais, uma criança não tem cabeça pra saber o que é melhor pra ela, imagina se um filho resolve processar os pais pq teve que tomar uma injeção a força? Tem que tomar ora, se não tomar morre, a responsabilidade é dos pais
  • Gustavo Sauer  04/06/2012 11:36
    Esses temas envolvendo crianças são sempre complicados. Se uma criança não quer tomar um remédio porque tem gosto ruim, você deve forçá-la a tomar? Eu gostaria de ler sobre esse assunto caso alguém possa sugerir um livro.

    E a lei da palmada tem um princípio correto. Você não precisa bater no seu filho. Aliás, acredito que uma criança tem mais chances de ser adepta do princípio da não agressão se tiver crescido numa casa onde é praticado este princípio. Não era das crianças mais comportadas mas nunca precisei apanhar pra fazer algo pedido pelo meu pai.

  • Fernando Chiocca  04/06/2012 11:59
    Aqui tem um texto Gustavo: As crianças e seus direitos

    E essa sua tese sobre crianças que são criadas em lares sem agressão é uma das principais teses do Molyneux, que sempre fala sobre a importância de jamais se bater nos filhos:

    The Effects of Child Abuse

    Children Are People Too

    Children and Bullying by Stefan Molyneux

  • Paulo Sergio  04/06/2012 12:19
    Esse primeiro texto, na questão do aborto, do nada ele diz que só é ser humano depois que sai da barriga, diferente do RP que como médico, considera que existe vida, sistema nervoso, muito antes.Agora fiquei confuso quanto à posição oficial do instituto mises brasil
  • Leandro  04/06/2012 12:29
    Paulo Sérgio, não existe isso de 'posição oficial' do Instituto. Não somos coletivistas. Existe apenas 'posição de cada indivíduo'. Eu sou contra o aborto em qualquer instância, assim como sou contra qualquer tipo de abandono infantil. Sigo exatamente o mesmo raciocínio apresentado pelo Kinsella neste artigo. Já os outros membros podem pensar como quiserem. Certamente não será a mim que terão de prestar satisfações futuras.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  04/06/2012 14:27
    Eu sou contra o aborto em qualquer instância, assim como sou contra qualquer tipo de abandono infantil.

    Parabéns pelo posicionamento corajoso, Leandro! Concordo plenamente com você.
  • Fernando Chiocca  04/06/2012 12:35
    E eu fiquei confuso se você sabe ler português, pois o texto não diz nada disso.

    Ele diz exatamente o contrário disso; no texto Rothbard diz com todas as letras que admite a posição católica de que a vida começa na concepção.

    E falando em opiniões de indivíduos, eu discordo do Rothbard nessa. Não considero que um óvulo que acabou de receber um espermatozóide já é um ser humano dotado de direitos.


    Aprenda a ler antes de comentar.
  • Gustavo Sauer  05/06/2012 11:32
    Obrigado, Fernando. Ja tinha até separado este livro para impressão. Acho que vou ler esse fds.
  • Fabio MS  04/06/2012 16:44
    No Brasil, se vc rir e tirar uma com a cara de alguém que é fã do Luan Santana, é bullying. É o absurdo do absurdo.
  • Vagner  04/06/2012 09:03
    Eu lidava com bullying, digo, com esses chatos na escola. Sofri pra caramba, mas hoje, sei muito bem lidar com todos esses babacas. Ainda bem que tive essa oportunidade. Fico imaginando se eu tivesse a "proteção" do estado para esses assuntos... Definitivamente seria um cara imaturo sem um pingo de força emocional. A intervenção do estado está cada vez maior.
  • Guilherme  04/06/2012 09:03
    Conforme citaram nos comentários acima, eu vejo tudo isso como forma de censura também. O objetivo dessas leis são criar uma sociedade que está constantemente com medo de expor sua opnião. Quem é acostumado desde pequeno a não falar mal do coleguinha, não irá falar mal do governo tampouco.
  • Tiago RC  04/06/2012 09:23
    Exato Guilherme. Acaba sendo prudente não se manifestar publicamente, principalmente em questões delicadas, porque nunca se sabe se você vai ou não tomar um processo.
    Mas isso não é de hoje. Esses malditos "danos morais" vêm arrancando pesadas indenizações de muita gente, há tempos.

    Ainda bem que na internet pelo menos podemos nos manifestar de maneira pseudônima. Os brasileiros precisam aprender mais a valorizar a privacidade.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 10:10
    Nem tanto, nem o tor é 100% seguro
  • Tiago  05/06/2012 03:13
    Paulo Sério, você pode postar algo aqui sem camuflar seu IP, usando um pseudônimo, e nunca isso será ligado a sua pessoa. Talvez o IMB venha a ter problemas e ser obrigado a apagar sua postagem. Mas você pode se proteger atrás do pseudonimato. É relativamente fácil. Nos meios de comunicação tradicionais, não rola.

    E, já que mencionou o Tor, se essa tecnologia é suficientemente segura pra se vender drogas e armas pela internet ilegalmente sem ser pego, acho que é suficientemente segura pra se postar mensagens controversas, não acha?
  • Mohamed Attcka Todomundo  04/06/2012 12:54
    os brazucas precisam aprender a ler: valorizar a privacidade é consequencia.

    o MEC (ministerio da educação e cultura) afirma que 66% dos brazucas são ou analfabetos totais [não dão conta de ler o proprio nome] ou analfabetos funcionais [leem uma frase, mas não extraem sentido dela. apenas dão conta de reproduzir fonemas]. se 2/3 do brasil nem conseguem ler um jornal desta mídia keynesiana, estatista, socialdemocrata, espuria e burra mesmo, que dira dar um passo adiante e defender valores e convicções. eles ainda não aprenderam nem e macaquear opinioes alheias, q dirá a pensar
  • Paulo Sergio  04/06/2012 09:30
    'Por último ficou a segregação. Eis outra palavra-coringa do modismo intelectual brasileiro, seguindo a estrada aberta pelo multiculturalismo. Segregar é separar, excluir, não querer manter contato. Agora, as crianças sem amigos podem acusar os colegas de segregação.'

    Exato!! Eu falo há muito tempo que o multiculturalismo é um câncer, pois é, está aí a metástase.Se um moleque gosta de anime e mangá e prefere ficar junto com os colegas japoneses que também gostam de anime e mangá, em vez do resto todo, taí, esse é um criminoso agora.

    Eu n sou Olavete mas nisso vcs tem que dar o crédito pro Olavo de novo, isso ele já fala há mto tempo, vc tem que ter uma visão razoavelmente ampla pra notar certas coisas, tudo tá relacionado, se vc só olha pra economia o cerco se fecha por outras áreas e vc se ferra, é coincidência que os espíritos sensíveis e fracos sejam os primeiros a ser atraídos e a defender essas coisas? Ainda mais aqui no Brasil, com todos os defeitos eu nunca ví essas coisas que aparecem em filmes americanos, de um monte de moleque se juntar pra jogar lama nos outros encima do palco, roubar lanche, jogar o outro na lata de lixo.
    Coincidentemente (será?) o autor é bacharel em filosofia, não economia.
  • Diego  04/06/2012 10:52
    Paulo Sérgio,\r
    \r
    Aprenda a escrever antes de se manifestar publicamente.\r
    \r
    Obrigado.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 11:47
    Vc quer dizer, aprender a nova reforma ortográfica, feita pelo teu querido presidente analfabeto?
    Não amado mestre, essa honra eu deixo pra vcs
  • Diego  04/06/2012 12:41
    Não, meu caro. Falo do português básico mesmo, respeitado e utilizado pelas pessoas de bom intelecto como você "aparenta" ser.\r
    \r
    "Encima" não se escreve junto e nem com "n", a forma original e sem intervenção do TEU querido presidente - pois ele fala e escreve errado tal qual você, é escrita separada e utilizando a preposição "em" que indica lugar e "cima" substantivo feminino e advérbio.\r
    \r
    Fiz apenas uma crítica construtiva.\r
    \r
    Um abraço!\r
  • Paulo Sergio  04/06/2012 17:29
    Todo mundo sabe que na internet se usa linguagem coloquial, fora que é normal um ou outro erro de digitação.Ou seja, crítica construtiva uma ova, isso é coisa de quem não tem o que falar e fica procurando defeito em fio de cabelo
  • Diego  05/06/2012 05:40
    Prezado, Paulo Sérgio.\r
    \r
    Primeiro você ataca o "modismo intelectual brasileiro" e diz que o "multiculturalismo é um câncer" - Depois você vem com essa de: "liguangem coloquial na internet" - que nada mais é que uma desculpa para os semianalfabetos não utilizarem as formas gramaticais corretas. Raciocine melhor...\r
    \r
    Linguagem coloquial não exime o autor de manter o uso correto das palavras, apenas o deixa mais solto para utilizar gírias e formas de linguagem que possuem maior fluidez. ("Encima" não é gíria e nem possui maior fluidez!)\r
    \r
    Você faz parte desse "modismo intelectual" que critica! Se faz nítido em suas palavras a falta de coerência que apresenta diante da realidade! Diz que o "multiculturalismo é um câncer" e apoia a forma de escrever errado só porque está escrevendo na internet! Não percebe que esse apoio é um apoio ao multiculturalismo que você agride?!\r
    \r
    Falta muita coerência entre sua leitura e a exposição de suas ideias...\r
    \r
    Tentei fazer uma crítica construtiva, mas lhe falta humildade para reconhecer os erros.\r
    \r
    Outro abraço!
  • Rafael Gomes  05/06/2012 19:57
    "Se faz nítido em suas palavras a falta..."

    Aprenda a flexionar corretamente os vocábulos ou deixe os outros em paz, professor aloprado. Todos estão sujeitos a cometer deslizes numa seção de comentários, inclusive você, senhor "nítido falta".
  • Diego  06/06/2012 08:16
    Obrigado, Rafael!\r
    \r
    Mas "nítido" significa "inconfundível" e, como palavra, existe e não distorce o sentido da frase!\r
    \r
    Diferentemente de "encima"... que por mais que você venha a entender e defender como um "deslize numa sessão de comentários", a palavra não existe e apresenta, por parte do interlocutor, um desrespeito aos leitores. \r
    \r
    Um abraço!
  • Rafael Gomes  06/06/2012 10:04
    Por último: "encima" existe, sim. Vem do verbo transitivo "encimar". No presente do indicativo, fica ELE ENCIMA.

    Diego, só postei essas correções para mostrar que todos erram. Se você procurar nos comentários que eu faço aqui neste site, também encontrará erros.
    Não sei se tem algum problema pessoal com o Paulo Sérgio (e não é da minha conta), mas ficar procurando a pureza do vernáculo numa página de economia como esta é querer poluir os bons debates que acontecem aqui. Tudo tem seu momento, e eu afirmo que entendi perfeitamente o que o Paulo Sérgio quis dizer quando empregou o "encima". Ele estava gramaticalmente errado. E daí? Uma leitura contextual resolve tranquilamente o problema.
    Sem mais, pois os moderadores já devem estar de saco cheio com essa história kkkk.
    Abraço.
  • Diego  06/06/2012 14:23
    Concordo contigo, Rafael!\r
    Às vezes eu exagero! Um erro aqui e outro acolá não faz mal a ninguém... A vida não é perfeita mesmo!\r
    Se cuida!\r
    Abraço.\r
    \r
    Ah, e não tenho nada contra o Paulo Sérgio. Peço desculpas pelos exageros...\r
  • Rafael Gomes  05/06/2012 20:51
    "...possuem maior fluidez. ("Encima" não é gíria e nem possui maior fluidez!)"

    Parênteses explicativos como esse acima não podem ser pontualmente separados da frase a que estão ligados, nem constituir uma sentença completa; devem ser empregados como eu farei (aqui, por exemplo, mané). Você tinha duas opções: remover o ponto final ou os parênteses.
    Mais uma coisa: parêntese não substitui ponto final (pior ainda se encerrando parágrafo).
    Viu?
    Abraço.








  • Diego  06/06/2012 09:08
    Rafael me desculpe, mas agora você está errado.\r
    \r
    Ao usar o sinal de pontuação com os parênteses deve considerar a intencionalidade do que vai escrever.\r
    \r
    O ponto ficará fora quando a expressão encerrada nos parênteses fizer parte da oração. Há a possibilidade de o ponto ficar dentro dos parênteses quando estes englobarem toda a oração. Note o fácil exemplo nas frases (1) e (2):\r
    \r
    (1) Linguagem coloquial não exime o autor de manter o uso correto das palavras, apenas o deixa mais solto para utilizar gírias e formas de linguagem que possuem maior fluidez. ("Encima" não é gíria e nem possui maior fluidez!)\r
    (2) ... e formas de linguagem que possuem maior fluidez, portanto, escrever "encima" está errado (não é gíria e nem possui maior fluidez). \r
    \r
    No texto (1), o que está entre parênteses é uma oração independente. Apenas está ligada à anterior pelo sentido. Os parênteses não se encontram dentro dela, mas fora. O ponto final é o fim da frase - "Encima" não é gíria e nem possui maior fluidez -, antecedendo o último parêntese com a forma [ !)].\r
    No texto (2), o que se encontra entre parênteses não tem independência, ligando-se à oração anterior pela preposição "portanto". Os parênteses estão dentro da frase. Por isso, o ponto final vem depois do último parêntese da frase, na forma [ ).].\r
    \r
    Fui claro?!\r
    \r
    Adoro discutir com pessoas inteligentes!\r
    \r
    Um abraço.\r
  • Rafael Gomes  06/06/2012 11:31
    Diego, tem um outro post meu que não foi publicado. Era assim:

    "Por último: "encima" existe, sim. Vem do verbo transitivo "encimar". No presente do indicativo, fica ELE ENCIMA.

    Diego, só postei essas correções para mostrar que todos erram. Se você procurar nos comentários que eu faço aqui neste site, também encontrará erros.
    Não sei se tem algum problema pessoal com o Paulo Sérgio (e não é da minha conta), mas ficar procurando a pureza do vernáculo numa página de economia como esta é querer poluir os bons debates que acontecem aqui. Tudo tem seu momento, e eu afirmo que entendi perfeitamente o que o Paulo Sérgio quis dizer quando empregou o "encima". Ele estava gramaticalmente errado. E daí? Uma leitura contextual resolve tranquilamente o problema.
    Sem mais, pois os moderadores já devem estar de saco cheio com essa história kkkk.
    Abraço."

    Bem, voltando ao que vc disse por último: se uma oração é independente, não precisa de parênteses. Pegue o seu número (1) ali e ceife os parênteses. O sentido será o mesmo. Parênteses são justamente usados para subordinar (no sentido lato) uma frase à outra. Os casos excepcionais não se enquadram no parágrafo que vc escreveu.
    Por fim, tome cuidado ao iniciar parágrafos com "e" e "mas". Só os craques fazem isso com sucesso, e nós somos dois pernas de pau.
    Esta conversa já está inacreditável neste contexto. Pra mim, chega.
    Abraço
  • Rafael Gomes  06/06/2012 19:33
    Também preciso ser honesto com vc agora e dizer que sua observação sobre a pontuação interna e externa ao parêntese está correta. Eu escrevi bobagem ali embaixo. Havia me esquecido de várias regras e pensava que o tipo de pontuação que vc fez só servia para citação de fontes e autores, coisas assim.
    Quanto à independência da oração, vc tb está provavelmente certo, o uso q vc fez pode sim estar na regra. É que, estilisticamente, é feio pra cacete rsrsrs. Mas eu não sei, vou procurar saber melhor.
    Só se aproveita mesmo a menção à abertura com "e" e "mas", coisa que eu inadvertidamente tb cometo de vez em quando...
    Acontece que eu escrevi aquilo antes de ver publicado o post ali acima (tanto que tem até uma referência a ele como se não tivesse sido escrito) e tb antes de ver sua última mensagem. Em suma: foi até bom eu dizer umas bobagens tb, assim fica provado q eu, vc, o Paulo Sérgio e todo mundo paga uns micos gramaticais às vezes rsrsrs.
    O mestre do parágrafo, pra mim, é o romancista Thomas Bernhard. Ele intercala uns de 5 ou 10 páginas (!) com outros de 2 palavras apenas. Um virtuose. Chegou ao cúmulo de escrever um livro inteiro em um único parágrafo. Louco genial! Leiamos Bernhard e escrevamos melhor!
    Abração
    (solicito ao moderador que publique mais este post meu, pois não quero prestar um desserviço deixando parecer que todas as observações que fiz na mensagem logo abaixo estão corretas.)
  • Paulo Sergio  06/06/2012 09:02
    'Não percebe que esse apoio é um apoio ao multiculturalismo que você agride?! '

    Essa é boa, agora um erro de digitação ou uma palavra digitada com pressa significa concordar com coisas estúpidas como matar uma mulher apedrejada só pq isso faz parte da 'cultura'
    Velha estratégia Gransciana, distorcer as definições pra forçar todo mundo a aceitar qualquer coisa que o cara quer que o mundo aceite.Dessa vez não colou, boa sorte na próxima.
  • Mohamed Attcka Todomundo  04/06/2012 13:11
    eu já vi este tipo de abuso que vc cita paulo sergio. mas ai é agressão e roubo, logo, ja tem lei a respeito.

    alem do +, kem tem de resolver isto são pais e colégio, ñ o estado. se alguem é coagido fisicamente no colegio, cabe aos q trabalham nele dar um basta nisto. aliás, se o achincalhe passar dos limites, tb cabe é a eles por fim. afinal, disciplina numa instituição é necessaria p/ boa convivencia. mas ai vc resolve tudo caso a caso, de acordo com proporcionalidade quanto ao erro, e ainda leva em consideração as caracteristicas da pessoa: exatamente o q se espera de um profissional da educaçao (se estes moleques ñ estivessem se eximindo de suas responsabilidades profissionais, ñ teriamos chegado a este ponto).

    eu mesmo ja abusei de colegas + fracos. meu pai descobriu e me deu um baita puchão na orelha, e disse: "p/ q vc aprenda q sempre existe alguem + forte q vc! ñ abuse, ou há consequencias". um otimo ex. de q as vezes palmada é medida educativa.

    noutra ocasião meu irmão caçula sofria abusos fisicos. eu disse ao babaquinha o mesmo q meu pai me disse e dei-lhe uma rasteira. e meu irmão nunca + foi inportunado.

    tudo isto sem lei: só valores e educação familiar, como deve ser
  • Daniel Marchi  04/06/2012 10:10
    Excelente abordagem Filipe. Pode ter certeza que você escreveu o quê muitos gostariam de expressar, mas já se sentem acuados pela ditadura do politicamente correto.

    Paralelamente, prestem atenção como o homem (ente masculino) vem sofrendo sucessivos ataques nas últimas décadas. Se me permite, fica aí uma sugestão para uma próxima análise.
  • Steve Ling  04/06/2012 10:55
    Vai ser muito interessante porque a Constituição Cidadã não preve a punição de menores de 18 anos. Isso quer dizer que até 23:59 da vespera de copletar 18 anos um individuo poderá praticar a "intimidação vexatória" pelo que eu entendo. Na realidade eu entendo que bullying, a exemplo de outras práticas, ocorre porque o praticante se sente seguro. O dia que alguem reagir e o camarada levar um tiro essa prática diminuirá muito. É claro que vão culpar o porte de armas.
  • Rafael Gomes  04/06/2012 11:05
    Contra a "frescurização" atual, visitem o sensacional artofmanliness.com . Fica a dica. Abraço.
  • Gustavo Augusto R. Abreu  04/06/2012 11:15
    O artigo acerta na critíca ao estado como um insituição assistencialista que deve passa a mão na cabeçinha de todo membro, e que serve como cabidal psicológico das frustações pessoais dos indivíduos, cabe a todo individuo saber lidar com suas proprias frustações e crises existencias.\r
    \r
    Mas por outro lado só diz generalizações, chegando á idissioncrasias que sem entrar nesse meríto mais já entrando, afinal um pouco de sarcasmo não faz mal a nimguém mais parece em algumas partes uma critica feitas por um estudante de filosofia que pega meia-duzia de frases de Nietzsche e já acha um "destruidor inato" dos valores da sociedade, um bad-boy teórico no sentido do termo. \r
    \r
    Sem contar a velha polêmica do "politicamente correto e incorreto" que é moda hoje em dia, mas sem definir bem que graus de doutrinação de fato o estado impoê aos indivuos (afinal numa sociedade libertária também existe leis, mas elas deve ser o minimo regulador de todas as ações humanas), generalizando toda forma vexátoria de humilhação do individuo (e estou falando APENAS de casos de agressão fisica onde a integridade do outro é colcado em risco) como direito alíenavel, não só justo, mas que deve ser apoiado na sociedade, uma fetichização e analogia estúpída da competição como se isso de fato fizesse "homens" mais aptos a selva urbana (como se todo "menino chato" e bulinador de fato será alguém bem sucedido na sociedade, quando ás vezes é o exemplo contrário que impera), até porque entra em choca com alguns principios libertários como o direito da não agressão.\r
    \r
    A lógica do texto é totalmente coerente ao criticar o estado como pai tutelador de todas as mazelas humanas, mas quando vai discorrer filosoficamente "sobre o principio primitivo e selvagem do ser humano" só ouvi clichês e generalização, sem entrar nos pormenores que todo estudante de filosofia na vida já passou ( e como eu fui um, sei bem do que estou falando).\r
    \r
    Se é caso que a sociedade deve apoiar atos de violência contra o próximo principalmente, porque com isso ela não vai estar ferindo a isonomia da liberdade, acho que seria legitimo também a sociedade apoiar homicidios e formas de vingança feita com as proprias mãos, afinal o estado e o policiamento que ele oferece não tem direito de decidir as razões que leva os individuos a violentar o outro e a agredi-ló fisicamente e até mesmo deliberar a sua morte.\r
    \r
    A lógica das escolas e do jardim da infância pode não ser tão cruel a este ponto para alguns, mas é obvio que todo sistema educacional é um espelho da sociedade, e o que aconteçe é que quase sempre, a escola forma não crianças aptas a liderar, mas deliquentes.\r
  • Paulo  04/06/2012 11:29
    Prezado Gustavo, achei interessante a sua crítica porque ela idêntica à sua escrita: fátua, confusa, sem objetivo nenhum e totalmente preocupada em dar adjetivos e não em fornecer conteúdo. Tente se aprimorar mais.
  • Filipe Celeti  04/06/2012 12:52
    Em nenhum momento apoiei o uso de agressão física. O que deveria ficar subentendido é a irracionalidade de se punir uma agressão de ordem subjetiva: injúria, difamação, xingamento, constrangimento etc.

    Nenhum defensor do princípio de não-agressão apoiaria algum tipo de agressão à integridade da pessoa. Jogar uma pedra em alguém e acertar um chute ou um soco em outro é algo percebível juridicamente. Como punir alguém se a prova do crime é o relato da vítima que diz: me senti extremamente ofendido?

    Este é o ponto principal, mais principal do que falar mal do estado e de sua tutela, ou falar mal do multiculturalismo.

    Felizmente ou infelizmente, a comissão do senado pensou uma proposta de lei que esbarrou em enorme número de assuntos. Apontei alguns, com xingamentos, ironia e clichés como forma das pessoas pensarem no assunto.

    Pode-se criticar a questão numa perspectiva de crítica para com o politicamento, o multiculturalismo, o estado-babá, a fraqueza humana de nossos tempos, a criminalização de ações chatas.

    Atingi meu objetivo pondo a legitimidade de leis idiotas em questão. Os pormenores de teoria libertária sobre crianças fica para os debates quilométricos das redes sociais.

    Abraço e agradecido pela leitura.
  • anônimo  04/06/2012 11:17
    Só quem sofreu bullying sabe o quanto isso doi e prejudica sua vida no futuro. Se você deseja que os que sofrem bullying reajam, sinto muito, mas você está incentivando a barbárie, já que o modo de reagir a uma ofensa pode ser muito exagerada. Como por exemplo, pegar a arma no armario do pai e matar um colega na escola, fato que presenciei no meu periodo escolar.

  • Paulo Sergio  04/06/2012 12:00
    No colégio os outros meninos botavam apelido em mim, daí eu inventava outro pra eles, todo mundo ria, e ficava por isso mesmo.
    Se vc falar que tudo de ruim que acontece ele tem que sair correndo choramingando e recorrer a um poder acima, aí sim vc ta criando uma personalidade fraca, covarde, que cai um cisco no olho ele pensa que é uma pedra, e que acha que pegar um revólver e matar os 'opressores' é uma coisa proporcional ao sofrimento que ele sentiu.
    Exatamente como aquele imbecil do rio de janeiro, se vc for ver o que ele deixou é exatamente isso 'ohh fui bullizado fui bullizado coitadinho de mim como eu sofri'
    www.youtube.com/watch?v=kEfIye1phpk
  • anônimo  04/06/2012 12:46
    Pois é, mas acontece que as pessoas não são perfeitas. Pessoas sentem ódio, recorrem a atos extremos quando confrontadas com sofrimento psicologico. Isso é vasto e documentado dentro da psicologia clinica. Querer que todos sejam "fortes" é simplesmente chutar os mais fracos, porque nem todo mundo tem condições de formar uma personalidade como a que vocês defendem.

    Estamos beirando o Totalitarismo aqui, pelo visto.
  • Vagner  04/06/2012 12:09
    Eu sofria bullying e agradeço muito por isso. Minha família me ensinou valores. Me explicou que atirar em uma pessoa por estar com raiva dela não era certo. Tudo que sofri na infância, me acrescentou muito no futuro (hoje).
  • Steve Ling  04/06/2012 12:10
    uma curiosidade: essa tragédia fez as pessoas pensarem a respeito? Se isso não aconteceu essa morte realmente foi em vão.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 12:28
    Claro que foi em vão!! O cara lutava com um fantasma!!Olhe os vídeos, olhe como ele se achava a vítima de tudo, olhe o que é que esse imbecil chamava de bullyng! Se dois caras começavam a rir no ponto de ônibus ele achava que era bullyng!

  • Vanderlei Dallagnolo  04/06/2012 12:18
    Anônimo, eu sofri e presenciei toda a sorte de barbaridades do tipo bullying, maus tratos físicos e psicológicos durante TODA A MINHA INFÂNCIA e começo da vida adulta.

    Incluindo aí tentativa de abuso sexual, do qual graças a Deus não cheguei a ser vitima. Mas, durante a infância chegaram ao meu conhecimento da parte de amigos VÁRIOS RELATOS. E hoje, mais maduro, enxergo no comportamento de tantos outros, sinais de que foram abusados na época.

    Os agressores destes episódios foram tanto pessoas de fora do convívio familiar, quanto familiares. No meu caso particular, de longe, a maior parte das agressões provinham DE DENTRO DA FAMÍLIA!

    É verdade sim... DÓI e prejudica imensamente na vida adulta.

    Mas, como disse alguém mais acima... SÃO FATOS DA VIDA!

    Não existem garantias!
    A vida não é justa! As oportunidades são diferentes! As pessoas são diferenes! VIVER DÓI e VIVER É PERIGOSO! Acostume-se!!!

    E sim, as pessoas (crianças ou adultos) têm direito a auto-defesa, na proporção da agressão sofrida e dos riscos inerentes à situação.

    É óbvio que os responsáveis por este tipo de lei vão disfarçar com o discurso das boas intenções! Óbvio!
    Assim como fazem com a questão do desarmento e assim sucessivamente.

    O que dá margem para que avance esta agenda destrutiva é a hipocrisia de nossa sociedade.
    Hipocrisia e ignorância.
  • Paulo Sergio  04/06/2012 12:31
    'Não é preciso falar sobre o assédio sexual, que também já é crime e não precisava constar na lista da intimidação vexatória.

    Os problemas começam com a criminalização do constrangimento. Como mensuramos o constrangimento? Tudo o que constrange individualmente uma criança e adolescente deverá ser crime?'
  • Rodrigo Batista  04/06/2012 12:48
    Para alguém que não tem coragem de assinar nem com o primeiro nome ao menos você certamente ficou psicologicamente seqüelado, se sofreu bullying.

    Eu sofri bullying durante a minha vida escolar inteira, e de fato continuo "sofrendo" na minha vida adulta. E falando da minha própria experiência, é melhor enfrentar o bullying sozinho durante a adolescencia do que viver dentro de um casulo confortável. Exclusão, xingamentos, ameaças sempre foram presentes em todas as escolas que estudei, desde a primeira série até a conclusão dessa futilidade no terceiro ano do ensino médio. Felizmente no Brasil, uma nação passiva, a agressão fisica não é tão comum dentro das escolas como nas escolas americanas. Agressão física dentro das escolas brasileiras acontece mais entre dois machões brigando por um rabo de saia, um ponto de venda ou qualquer outra besteira, do que para com os alvos de bullying. Ao menos pela minha experiência (a não ser que você considere o arremesso de objetos como bolas de papel, borrachas e lapis uma agressão física, neste caso eu fui "severamente torturado por disquetes voadores").

    Por reagir contra o bullying o autor desse texto não está querendo dizer que você deve ameaçar espalhar os miolos dos chatos pelas paredes, muito pelo contrário, ele diz especificamente que punir fisicamente esses chatos não é a solução. Reagir ao bullying é se adaptar psicologicamente a ele, se acostumar com a aspereza das relações sociais e aprender a conviver com elas, não sair numa carnicifina escolar. Eu jamais revidei fisicamente, sequer verbalmente, contra esses chatos, porque aprendi a lidar psicologicamente com eles, simplesmente porque essa é a única forma eficiente de lidar com isso. Proteção externa é somente um paliativo, se as pessoas não gostam de você, seja qual for o motivo, muito provavelmente esse motivo vai persistir e causar os efeitos recorrentes em qualquer ambiente social(o que irá mudar será o grau de severidade), seja escola, trabalho ou até mesmo na família. Se o problema de bullying deve ser cuidado por alguém, a primeira entidade a cuidar deste problema deve ser o próprio individuo, nem que por meio de um psicológo, mas no fim das contas é a "vitima" que deve resolver o seu próprio problema.

    Eu sempre fui o cara que nada contra a correnteza, e continuo sendo. Na escola o motivo do bullying era qualquer coisa, desde o meu jeito de falar até minhas discussões com os professores. Hoje, já adulto, casado e trabalhando, isso não acontece com a mesma frequência mas não quer dizer que não aconteça. Sendo um dos poucos homens que possuem um cabelo comprido, indo até o meio das costas, ainda sofro "bullying" por colegas de trabalho, familia e basicamente qualquer ambiente social simplesmente por causa do meu cabelo. Piadinhas, xingamentos e até mesmo exclusão persistem na vida adulta. Até mesmo nesse site deve haver pessoas que podem concordar com os meus "agressores", e se eu tivesse sido protegido pelo estado durante a minha vida escolar contra esse fato social com certeza não estaria preparado para enfrentá-los na vida adulta. Precisaria estar constantemente recorrendo ao estado... por qualquer coisa, e se o estado não consiguisse me proteger por incompetência ou o que for, eu muito provavelmente iria recorrer a armas justamente por não ter uma mente preparada para lidar com o problema. Hoje eu simplesmente não dou a minima, tenho orgulho do meu cabelo e jamais deixo uma preferência estética controlar minhas relações sociais. Não dúvido da minha sexualidade como ainda hoje insinuam, não dou ouvidos as ignorâncias ditas a respeito e não me importo com a exclusão social que isso pode causar, não guardo ressentimentos contra ninguém por causa do que essa pessoa pensa sobre meu cabelo. Eu gosto, minha mulher adora, ela diz que se eu um dia cortar meu cabelo ela vai me forçar a usar uma peruca até que cresça de novo hahahaha. Se meus parentes não gostam, se meus colegas me xingam, se perco uma oportunidade de emprego por causa disso, pouco me afeta justamente porque eu aprendi a lidar com isso nos meus primeiros anos de vida.

    São justamente as pessoas que não consiguiram lidar com o problema de bullying sozinhas que levam seqüelas para a vida adulta. Com um sistema de proteção estatal contra o bullying, em 20 anos você terá uma sociedade de seqüelados.
  • LUIZ OLIVEIRA  04/06/2012 12:18
    No livro Intervencionismo, escrito por Mises em 1940, o grande professor e economista já dizia: "No estágio atual, com o desenvolvimento dos meios de comunicação e de transporte, a delegação de poderes é inteiramente injustificável."

    Se Mises dizia isso em 1940, imagine-se o que não diria se estivesse vivo hoje. Em dias de internet, de celulares e de comunições online, em tempo real, é um verdadeiro anacronismo a existência de instituições como o Congresso, com 513 deputados federais supostamente para nos representar, e de 81 senadores para supostamente representar os estados. Viajando de seus rincões para Brasília e se reunir três dias por semana. Com toda a montanha de assessores e de funcionários "trabalhando" para o Congresso "funcionar". Bilhões de reais gastos anualmente para quê? Para termos uma usina de produção de leis absurdas e invasivas de nossas liberdades?

    Cada um de nós, não sendo retardado mental, ou criança, tem condições de se representar a si mesmo. Que gastos inúteis, quanto desperdício de recursos manter um Congresso Nacional, assembléias legislativas, câmaras de vereadores para produzir leis contraproducentes, ridículas e autoritárias, que destroem as liberdades individuais, subvertem a moralidade e a ética, atacam a propriedade privada, geram caos institucional e jurídico, e minam o desenvolvimento do país.


    Se ainda quisessem manter esses verdadeiros monumentos ao atraso, mas que pelo menos não votassem essas leis ridículas, já seria de bom tamanho. Se recebessem salários mas não fizessem uma única lei desse tipo seria excelente. Claro que os recursos poderiam ser melhor aplicados se não houvesse um Congresso caríssimo. Mas os nossos parlamentares querem mostrar serviço, mostrar que estão "trabalhando" e aí, na falta do que fazer, inventam essas leis a fim de aumentar o seu grau de "produtividade legislativa" . E aí mora o perigo.


    Seria bem vinda a discussão de outro meio de representação que não esse atual. Não precisamos de deputados para nos representar. Eles não me representam. Representam a si mesmos, aos seus interesses e aos dos grupos de pressão a que estão ligados. A única área em que os parlamentares tupiniquins têm muita eficiência é na produção de leis estapafúrdias e na fabricação de atos de corrupção.

    Gostaria de poder representar a mim mesmo, sem ter deputados que me representassem. Não precisamos de Brasília. Brasília é apenas uma ilha da fantasia que mantém cativa toda uma nação com seus impostos escorchantes e um estado disfuncional, inchado e autoritário, que já se desviou da única função que, segundo Mises, poderia justificar sua existência: a proteção da propriedade privada, da vida dos cidadãos e do cumprimento de contratos. Nada mais que isso.

    Mas um estado que está se lixando para cerca de 50.000 assassinatos que ocorrem atualmente em nosso país, onde apenas cerca de 5% dos crimes desse tipo são esclarecidos, viola as liberdades individuais e ataca a propriedade privada, não tem como justificar sua existência.

    É um monstro que devora seus próprios cidadãos, como fazia, segundo a mitologia greco-romana, Saturno com seus próprios filhos ao nascer.

  • LUIZ OLIVEIRA  04/06/2012 12:26
    Onde digitei comunições, leia-se comunicações. Isso é o que dá não revisar o texto direito.
  • anônimo  04/06/2012 12:43
    Estou acompanhando o blog a bastente tempo, estava empolgado com muitas coisas. Mas agora vi que o Liberalismo é intolerante com a dor alheia, é fraco tem que ser chutado da sociedade. Reforçei isso a ler o blog do "liberal" Individuo onde ainda sugere o Darwinismo Social.

    Pra mim caiu a máscara do Liberalismo hoje.
  • Rodolfo  04/06/2012 12:50
    Tem razão, anônimo. Fracotes devem compensar suas delicadezas recorrendo ao estado e pedindo que este expanda suas funções e utilize de violência contra pessoas inocentes -- afinal, para o estado se expandir e proteger os fracotes, ele precisa tomar dinheiro de membros produtivos, que nada têm a ver com as frescuragens alheias. Você, sim, está preocupadissimo com injustiças e com a não-coerção, né?
  • Pedro Valadares  04/06/2012 12:56
    Acho que ainda tem outro aspecto bem grave. A intervenção do estado não se restringe a quem lhe pede ajuda. Ele passa a querer "proteger" todos independente da situação. Até que chega ao ponto que só a opinião dele é válida e não importa se você se sentiu ou não ofendido, ele irá intervir.

    Esse é o perigo de abrir brechas para o governo tutelar a vida social.
  • Camarad Friedman  04/06/2012 13:10
    Estou acompanhando o blog a bastente tempo, estava empolgado com muitas coisas. Mas agora vi que o Liberalismo é intolerante com a dor alheia, é fraco tem que ser chutado da sociedade. Reforçei isso a ler o blog do "liberal" Individuo onde ainda sugere o Darwinismo Social.

    Não existe isso de "liberalismo e darwinismo social", ta assistindo muito Richard Dawkins einh anonimo ?

    Leia o artigo DE ONTEM do Lew Rockwell: www.lewrockwell.com/blog/lewrw/archives/113209.html

  • william  04/06/2012 13:17
    A questão não é essa, caro anônimo, apenas defende-se que o Estado não pode combater o bullyng por meio de regulamentações, o próprio estado incentiva o bullyng obrigando 50 crianças a ficarem presas numa sala aprendendo a mesmas coisas. O que o estado provoca com isso é o "dito" darwinismo social, onde todos devem "evoluir" sob tutela do estado.

    Darwinismo social é o que se cometeu em quase todos os estados comunistas e fascistas, aonde aqueles que não compactuavam com o pensamento e comportamento dos "iluminados" revolucionários seriam mortos, presos, ou trabalhariam a força. Isso incluiu homossexuais, religiosos, cientistas, deficientes, etc.
  • Martin  04/06/2012 21:44
    Anônimo, não desiste do liberalismo tão rápido assim. Eu também fico perturbado pelo tom duro adotado neste artigo e nestes comentários. O liberalismo como doutrina ideológica não tem nada a dizer sobre o assunto, exceto possivelmente que "bullying entre crianças não deve ser uma preocupação do governo". Pessoalmente me interesso muito pelo liberalismo justamente porque a ausência do estado em questões como esta incentivam as pessoas próximas a assumirem maior responsabilidade. O liberalismo não vê "fracos" com escárnio, nem exige que pessoas sejam competitivas ou esforçadas. Na maneira que eu o interpreto, o liberalismo defende que as pessoas seguem seu próprio caminho, seja ela o de ser "forte" e competitivo, lerdo e preguiçoso, um afeminado que chora por qualquer coisinha ou uma pessoa dependente de outros, desde que elas voluntáriamente aceitam te ajudar. Aliás, um das coisas fantásticas decorrentes da prosperidade que o livre mercado tipicamente gera é justamente que uma pessoa PODE trabalhar um dia por semana e ficar em casa fumando maconha e comer Dominos Pizza os seis restantes.

    Perdão, viajei um pouco, mas senti que era necessário para enfatizar meu ponto. Vê um videoclip no youtube com Hayek, por exemplo, e se pergunta se ele parece ser insensível ao dor dos outros. Para mim isso é impossível de imaginar. Agora nós também temos que ser tolerantes e respeitar aqueles que acham que "o que não mata fortalece". De certa forma esta postura se asemelha à visão do liberalismo sobre a sociedade no sentido de que não há "soluções" vindo de cima para resolver nossos problemas e principalmente o mercado livre é uma luta dura para empreendedores, que podem lucrar ou falir sem que o estado interfere nem com barreiras nem com proteções. Mas nada disso precisa ser levado à vida pessoal, exceto para quem assim deseja.

    Dê mais uma chance ao liberalismo por favor!
  • william  04/06/2012 13:08
    Quando se fala em bullyng, geralmente muitos acabam caindo em generalizações e falácias. É necessário separarmos chacota de agressão, entendermos quando termina uma e começa a outra.

    Vamos supor um menino de nariz "avantajado", uma coisa é seus colegas zoarem ele o chamando de "narigudo", outra coisa é seus colegas baterem nele todos os dias por isso, fazerem montagens suas e divulgarem pela net, destruírem e roubarem suas coisas por causa disso, ou lhe humilharem tão frequentemente a ponto de provocar problemas psicológicos, levando inclusive ao suicídio da "vítima" (são extremamente comuns casos de suicídio infantil provocados por bullyng, dos quais a maioria não são noticiados pela mídia, para não incentivar pessoas com a mesma vontade).

    Não estou dizendo que o Estado tenha que combater isso (o que eu acho impossível), na verdade eu acho que é justamente o Estado, com sua alta regulamentação educacional, que acaba ajudando a criar esses casos, colocando 50 alunos diferentes numa sala e os obrigando a aprenderem todos a mesma coisa.

    Pra mim, o Bullyng só se combate com liberdade educacional.

  • Jesus  08/06/2012 14:26
    A agressão só se torna rotina porque o próprio estado constrange os pais e as escolas a não ensinarem disciplina e respeito às crianças. Ou seja, o estado progressivamente produz o caos para avocar a si toda a autoridade e controle.
  • Juliano  04/06/2012 13:21
    Um ponto interessante é que um dos lugares do mundo onde o problema do bullying é mais sério é justamente nos EUA. O sistema de ensino deles é muito controlado de cima pra baixo, quase todo público e com uma gigantesca interferência dos sindicatos. O próprio ato de escolher em que escola colocar o filho já é muito difícil. Em vários casos, é o governo que te diz qual escola usar.\r
  • Anderson Saraiva  04/06/2012 14:10
    Excelente artigo!

    O desfecho:
    "Neste tipo de inversão lógica é que avançamos para a ruína de nossa sociedade. Exaltamos a incapacidade de enfrentar o mundo, quando deveríamos fazer exatamente o oposto."
    é simplesmente exato, perfeito.

  • vanderlei  04/06/2012 14:31
    Existem pessoas sendo expostas aos meios de comunicação e sem defesa.

    A pessoa que é assediada moralmente não tem a quem recorrer.

    Sem defesa, perde oportunidades, changes.

    Um apelido, uma fama mal atribuida, pode depreciar e influir nas decisões;.
  • Pedro Valadares  04/06/2012 14:50
    Vanderlei, concordo com você. Mas porque você acha que o estado é o ente mais competente para evitar assédios? Os burocratas não são seres iluminados e com maior discernimento que eu ou você.
  • Sidervan Poindexter  04/06/2012 19:28
    Sempre gostei dos artigos do Mises, mas este sinceramente me deixou contrariado. O bullying, o trote, o assédio são violências sérias, que devem ser tratadas como quaisquer outras. Não há nada de esquerdista neste ponto. Pelo contrário, é um apoio à meritocracia, pois é sabido que CDFs e Nerds são as maiores vítimas, e nestes pequenos guerreiros repousam oportunidades de progresso para as nações.
  • Absolut  04/06/2012 21:12
    O bullying, o trote, o assédio são violências sérias, que devem ser tratadas como quaisquer outras. Não há nada de esquerdista neste ponto

    Isso é esquerdismo puro, pois bullying/trote/assédio não são desrespeito à integridade corporal nem a outras propriedades.
    Entretanto, lamentamos que bullying/trote/assédio ocorram.
    [Nem todo sofrimento pode ser criminalizado]
  • Fernado Soares  05/06/2012 17:33
    Acho que você não sabe o que é "bullying", "trote" e "assédio". Dizer que "bullying/trote/assédio não são desrespeito à integridade corporal nem a outras propriedades" faz tanto sentido quanto "furto/roubo/sequestro não são desrespeito à integridade corporal nem a outras propriedades"
  • Absolut  05/06/2012 19:37
    Isso é verdade apenas se você considerar que há, na situação em questão, alguma agressão física!
  • Sidervan Poindexter  05/06/2012 20:04
    A agressão moral pode ser tão danosa quanto a física ou até mais.

    Dizer que o CDF ou Nerd que não reage ao bullying é um maricas e que deveria, isto sim, revidar, é rasgar o contrato social, é remeter a todos aos tempos do velho oeste ou da pré-história, onde se fazia justiça basicamente com as próprias mãos, na base do olho-por-olho, dente-por-dente. Isto não é civilizado.

    Proteger o pequeno herói, o CDF tradicional conforme o rito antigo e aceito, e o irmãozinho Nerd, é proteger o desenvolvimento. É ajudar os produtivos a enfrentar os fanfarrões, os bufões, os pulhas. Tortura é crime. É expediente de Coréia do Norte. Uma sociedade capitalista sofisticada e avançada tem de proteger seus ativos humanos contra perturbações, protegendo assim a produção, em última análise.
  • Luis Almeida  05/06/2012 20:09
    Contrato social?! Qual? Este?

    E a que Velho Oeste você se refere? Este modelo de civilização aqui?
  • Absolut  05/06/2012 21:53
    Ninguém assinou contrato social algum. Mas, se isso vier a existir algum dia, deve se basear exclusivamente no direito de propriedade.
  • Outro  07/01/2016 17:35
    Será que não seria o "bullying" que transforma o nerd em pequeno herói? Quanto das dificuldades sofridas na infância não incentivam o indivíduo a querer se superar na fase adulta?
  • Layssa  04/06/2012 20:45
    Acompanho faz algum tempo as postagens do Mises e são sempre muito boas. Concordo plenamente com a posição do autor. Interessante que nesse momento estou assistindo a entrevista do Danilo Gentile no programa do Roberto Justus. E o que está sendo discutido é basicamente a questão do bullyng, da ofensa e da liberdade de expressão. O Roberto disse: - eu acho que tem que ter limite, nem tudo pode ser dito. O Danilo respondeu: e quem está apto para julgar o que pode ou não ser dito?
    Depois dessa, o entrevistador inexperiente gaguejou, porque não tem resposta.
    Recomendo que depois vocês vejam a entrevista no youtube. Está longe de ser um teórico discutindo sobre o assunto, mas ele usou a ironia e o bom humor para combater os argumentos politicamente corretos do Justus.
  • Julio dos Santos  05/06/2012 08:13
    Seguindo o comentário da Layssa, na linha "a maravilhosa programação da TV brasileira", ontem estava eu vendo CQC e o Ronald Rios, um comediante da linha do Gentili, contra o politicamente correto, que falou sobre o bullying, comentando que quando era criança tinha tudo para sofrer bullying, pois tinha todas as características para tornar-se um alvo e foi o que ocorreu, ele tornou-se alvo. Como resposta a isto ele progrediu!! Fez de tudo pra transformar seus defeitos em qualidade, fez de sua obesidade uma marca, decidiu ser popular e tornou-se popular!! Essa é a resposta lógica de qualquer ser humano livre vivendo em uma sociedade. Não importa se é criança, se é adulto, se vive da tribo dos Nhoca-nhoca, ou é morador de New York, pouco importa. Se uma pessoa passa fome ela irá se esforçar até saciar sua fome, se uma pessoa possui fome de caviar ela irá se esforçar até saciar sua fome de caviar. Se uma pessoa quer ser popular e ela tem somente características impopulares, ela faz, acontece, inova e muda o seu jeito de pensar e ver as coisas e dos que estão ao seu redor. Provavelmente as crianças que conviveram com o Ronald hoje são adultos que veem os obesos de igual para igual, não porque uma lei lhes obrigou a acreditar nisso, mas porque viram um gordo fazendo o que os demais faziam, pouco se importando que ele era gordo. Essa é a maravilha de um mundo livre, que nesse atual "mar de estado" podemos ter apenas poucos exemplos...
  • Sidervan Poindexter  05/06/2012 20:15
    Então pode pregar o ódio racial, em nome da liberdade de expressão e do fato de que ninguém tem a completa faculdade de julgar posições. É isto???

    O direito de um termina quando o do outro é invadido. Isto é civilidade. O cuidado com a não-agressão protege a produção, protege o capitalismo. O "salve-se quem puder", o "bateu-levou" e o "se me chegar chorando em casa apanha de novo" combina com ditadura da pior espécie (de esquerda ou de direita), não com banco suiço ou indústria alemã.
  • Fabio  04/06/2012 20:50
    A lei é absurda porque dá margem a qualquer interpretação arbitrária. E o ECA ainda atrapalha mais do que ajuda.

    No entanto é amadora a caracterização de "fracotes e dependentes" utilizada para vítimas de bullying. Qualquer um aqui pode ser quebrado psicologicamente, basta estar na mão de um profissional. Só porque o dano psicológico não sangra não significa que ele não exista, é tão real e prejudicial quanto uma perna quebrada. A psiquiatria e a psicologia já estão faz tempo lidando com isso.. Qualquer imbecil que tenha estudado dois minutos de psicologia social conhece a "profecia autorealizadora", mecanismo mais-do-que-bem-descrito que demonstra efeitos bizarros do bullying.

    Mas não basta falar, é preciso demonstrar né? Está aqui então: www.youtube.com/watch?v=ft4GjEAZMzg&feature=related
  • Filipe Celeti  05/06/2012 08:34
    Fábio,

    Fracote não é o que sofre o bullying. Fracote e perdedor é o que sofre o bullying e vê no Estado a solução para os seus problemas.

    Desculpe se não ficou claro.
  • Julio dos Santos  05/06/2012 11:31
    Fabio, como disse o Filipe, o problema é ver no estado a solução dos problemas, entende? Provavelmente ocorram casos onde o bullying agrida de forma traumática alguma pessoa, isso realmente possa ocorrer, mas esperar que o estado vá resolver isso, por favor, meu caro. Quando eu era criança, diariamente tinha briga na saída da minha escola, isso mesmo, diariamente! Sei que na definição de bullying não entra violência física, mas a briga era uma constante, meninos, meninas, várias idades, era UFC meu velho! E hoje os keyninhos e marxinhos da minha idade alegam que atualmente as escolas estão extremamente violentas, pelo simples fato de todas as crianças filmarem as brigas e colocarem no youtube. Só que hoje toda criança tem um celular no bolso e filma tudo. No bullying é a mesma coisa, pois os professores conseguem ver o tal do "cyberbullying". As crianças estão fazendo a mesma coisa que nós fazíamos, só que tudo isso está sendo acompanhado pela evolução tecnológica. Eu não vejo necessidade alguma de o estado proteger as crianças de hoje mais do que protegia antigamente, olha só, estamos todos aí, adultos, trabalhando, estudando e progredindo. Se alguém tivesse me protegido eu teria saído chorando das vezes que eu ganhei um não na minha vida profissional.
  • Fernado Soares  05/06/2012 17:29
    Bullying também inclui violência física.
  • João  05/06/2012 20:48
    "No entanto é amadora a caracterização de "fracotes e dependentes" utilizada para vítimas de bullying. Qualquer um aqui pode ser quebrado psicologicamente, basta estar na mão de um profissional."\r
    \r
    Só discordo de 1 (uma) coisa: "um profissional". Bullying é, quase sempre, um assédio moral coletivo contra um indivíduo.
  • Fabio  04/06/2012 21:03
    Definitivamente o estado não é o melhor meio de resolver esse problema, ainda mais se estamos falando de bullying na escola. Basta dar liberdade para as escolas resolverem, começando por queimar o ECA.
  • Renato  10/07/2012 14:42
    Você respondeu de forma inteligente. Também vejo assim: Em sua maior parte, o problema de agressões psicológicas e físicas nas escolas é causado pelo próprio estado.\r
    \r
    Décadas atrás era muito comum as crianças brincarem juntas na rua. Acontecia uma ou outra briga, mas cada criança ia para sua casa, e no dia seguinte estavam brincando juntas. Se houvesse algum problema mais grave, os pais conversavam e resolviam as coisas. Os problemas de agressões e humilhações sempre foram maiores na escola do que na vizinhaça, e cresceu muitíssimo nas últimas décadas. São a escola estatal, os métodos dos "educadores", as leis brasileiras que tem causado o aumento do problema.\r
    \r
    O problema é real, a agressão psicológica pode ser algo muito grave, mas a origem disso está no estado, ou melhor dizendo, nas ideologias e métodos de poder das elites esquerdistas controladores do estado, que impõem sobre a sociedade formas de convivência que não são funcionais.
  • Gustavo  05/06/2012 14:18
    Se seguir assim, em breve, será mais fácil fazer parte de uma quadrilha de mensaleiros que praticar bullying..
  • Marcela Achcar  05/06/2012 15:55
    Mesmo que o Estado deseje coibir a prática do bullying, ele não conseguirá. Qualquer um que lembre da sua época de escola, sabe disso e sabe também que quanto mais se tenta proibir, pior é.

    Óbviamente existem situações em que é intolerável(agressão física e tal), mas o Estado não pode resolver isso.

    Outra coisa é que é impossível agradar a todos e fazer todos gostarem de vc. Apelidos, gozações, etc fazem parte da vida escolar e inclusive da vida adulta. É necessário aceitar isso se vc não quiser se tornar um 'spoiled brat'.

    Eu sou da opinião de que a ofensa deixa de existir a partir do momento em que vc não se ofende mais, entretanto é dificil demais para uma criança entender isso. Quando somos pequenos, nossos pais nos protegem de tudo que nos desagrada e garantem (quase) todas as nossas vontades... Aí quando começa a vida escolar, carregamos a idéia de que deve ser assim também... E muitos carregam até o final de suas vidas, substituindo pais pelo Estado.

    E não sou insensível quanto a isso. Vivi metade da minha vida no exterior, e além de tudo, sou homossexual, de 'bullying' entendo bem. Quando estava em idade escolar, sofria bem mais do que bullying, era discriminação hardcore mesmo por ser estrangeira.

    Hoje em dia fico pensando o que poderia ter sido feito na época pra evitar isso. Quanto mais os professores e diretores pediam para que as outras crianças não discriminassem os estrangeiros, pior era, pois as outras crianças passavam a me ver como 'protegida' e aí sentiam mais raiva de mim. Ou talvez se houvesse uma lei antibullying/discriminação na época e meus pais tivessem acionado-a, provávelmente causaria ainda mais ressentimento contra estrangeiros e eu teria sido ainda mais isolada. MAS eventualmente nada disso foi necessário, superei tudo isso, dominei bem o idioma e me inseri perfeitamente na cultura local, concluí o período escolar e cá estou.

    Sei que nem todos tem um 'final feliz' assim, mas não vejo solução externa pra essas situações, só interna: aceitar que a vida é assim mesmo e que precisamos aprender a passar por situações que nos desagradam, que a vida não é cor de rosa. Enfim... Dói muito quando somos pequenos, mas eventualmente a maioria de nós supera isso e não há milagre estatal que resolva.


  • Rickd  05/06/2012 16:19
    Preciso urgentemente fazer um alerta aqui

    A T E N Ç Ã O !!!

    Essa lei não tem nada haver com escola, ao propor punir ofensa e segregação isso não é nada mais que um INTRUMENTO DE PERSEGUIÇÃO POLÍTICA.

    Poucos se deram conta disso mas a agenda para censurar a imprensa é essa. Há tempos que Nassif e Paulo Henrique Amorim vem difamando outros orgãos de imprensa (a quem eles cham de PiG) e se dizem perseguidos.

    Essa lei está vindo pra calar o Reinaldo Azevedo, Demetrio Magnoli e Instituto Millenium.

    Quanto a segregação, pior ainda, pois o racialismo estatal e opressor agora tem uma carta na manga. Se um negro passar por uma entrevista de emprego e saber que dentro da empresa só existem brancos, ele poderá denunciar a empresa por racismo. O crime de segregação coloca uma arma retórica na mão de cada negro, é passo enorme para a tensão e luta de classes no Brasil

    Por favor, acordem e parem de achar que isso tem haver com escola. Ontem mesmo a Delta afirmou que está sofrendo bullying na CPI, o termo já está sendo utilizado incorretamente e fora do contexto escolar.
  • Layssa  05/06/2012 16:46
    Aqui está a entrevista do Danilo Gentili sobre liberdade de expressão que eu mencionei ontem:www.youtube.com/watch?v=AXm394wlyqo
  • Nyappy!  05/06/2012 23:06
    Seria muito interessante se o Danilo ou o Rafinha entrassem em contato com a literatura Libertária.
  • Francisco Lobo  05/06/2012 19:29
    Esse artigo foi oportuníssimo. A meu ver, o que está ocorrendo é que, simplesmente, a nossa civilização está ficando doente através dessa idiologia do "politicamente correto" que foi urdido e está sendo impingido pelas esquerdas. Cabe as pessoas que ainda restaram lúcidas reagirem de todas as formas possíveis energicamente contra essa onda maldita. A passividade só vai piorar a situação...
  • Jorge  06/06/2012 10:35
    O bullyng é mais um dos problemas criados pela esquerda para depois apresentar sua "solução". Claro, mais poder do estado na criação das crianças.

    Podem perguntar para qqr pessoa com 80 anos ou mais, que estudou em escola até os anos 50, esse tal de bulliyng praticamente não existia. Pois se algum aluno perturbasse a aula levava reguada na mão ou ajoelhava no milho... Os mais desordeiros eram expulsos da escola, mesmo nas públicas (hj nas escolas publicas é muito dificil conseguir expulsar um aluno e ainda por cima ainda colocam reclusos da fundação CASA em colégios normais).

    Boa parte do que chamam de "bullyng" é crime e pronto. Roubar dinheiro do colega, agredir, ameaçar, extorquir... É pra mandar pra FEBEM e pronto.
  • Juliano  06/06/2012 12:23
    A propósito, se eles estão tão interessados em acabar com bullyng, poderiam começar por uma das instituições que mais usa dessa estratégia para conseguir o que quer: sindicatos. \r
    \r
    Experimente se colocar contra uma greve ou contra os interesses de uma dessas "associações" pra ver o que é agressão, tanto física como psicológica. Por sinal, diferente das escolas, nesse caso só existe adultos, portanto muito mais coerente em relação à discussão de delitos criminais.
  • anônimo  06/06/2012 13:24
    Como enfrentar o Bullying:
    www.youtube.com/watch?v=16Vh1fNzS-E
  • Márcio  07/06/2012 00:15
    O problema é q enfrentar assim hj, dá problema. Pois hj em dia, se vc bater em um "bullier", os outros amiguinhos bulliers ou até a família do bullier se junta pra bater no sujeito. Como vc vai lutar contra uma multidão. Só se vc tiver uma multidão de amigos tb. Mas geralmente as vítimas de bullying são meninos quietos, na deles, tem poucos amigos. Só vai restar a família para defendê-lo.
  • Silva  06/06/2012 20:55
    99% do "bulling" nao tem maiores conseguencias. O resto pode precisar de um especialista. Em regra, todo mundo sacanea todo mundo no colegio. O melhor é aprender a superar a situacao, de preferencia sem os burocratas.
  • César Ricardo de Andrade  07/06/2012 18:27
    Esse negócio de "civilização" é para os fracos!

    A selvageria e a barbárie brasileira deviam servir de inspiração para o mundo!

    E tem gente que pergunta como um partido como o PT chegou ao poder...
  • Hay  08/06/2012 05:08
    O mal do brasileiro é justamente imaginar que ser civilizado é parecer bonzinho e preocupado com os fracos e oprimidos. Por isso, ele dificilmente responde a argumentos com outros argumentos verdadeiros. As respostas são parecidas com: "Vocês querem que o pobre morra de fome?", "Você quer que crianças sofram bullying o tempo todo, é?", etc. Essa mania irritante de o brasileiro se preocupar demais com as aparências é que leva o Brasil a ser tão marxista. O Marxismo é o ópio do mentalmente preguiçoso.
  • Hay  08/06/2012 06:46
    Só para deixar bem claro: não estou falando que você é mentalmente preguiçoso. Estou falando que, no Brasil, os mentalmente preguiçosos acabam tendo muito mais influência do que os seres pensantes.
  • Renê  08/06/2012 11:38
    Olha só, um petralha perdido aqui. Deve ter levado um pontapé do Reinaldo Azevedo e veio pra cá.
  • Cesar Ricardo de Andrade  08/06/2012 09:16
    O autor desse texto e os que o aplaudiram deveriam ser estuprados...

    Essa experiência os levará a serem pessoas mais confiantes, seguras, fortes, dominantes...
  • Ricardo  08/06/2012 10:56
    Prezado Cesar, se você acha que agressões meramente verbais estão no mesmíssimo nível da violência sexual contra a mais sacrossanta das propriedades -- o próprio corpo humano --, isso mostra muito bem o tipo de mentalidade doentia que você possui. Você é um psicótico que deve ser urgentemente retirado de circulação antes que faça qualquer besteira irreversível.
  • Hay  08/06/2012 11:19
    É sério mesmo que você está comparando bullying com estupro? Você está passando bem? Precisa de ajuda? Não espume de raiva, por favor, senão teremos que interná-lo.

    Eu retiro o que eu disse sobre você não ser mentalmente preguiçoso. Seu comentário é o mais mentalmente preguiçoso que eu já vi neste site. É tão ridículo que não sei se merece uma resposta. Acho que ele deve ser mantido no site para mostrar o baixíssimo nível intelectual que assola este país. Num país onde até uma Marilena Chauí é considerada uma intelectual, não dá para esperar muita inteligência mesmo...
  • Pedro Valadares  08/06/2012 11:21
    Engraçado é alguém defender punição contra o bulling desejando que outras pessoas sejam estupradas. Isso é uma demonstração de coerência!
  • Junior  08/06/2012 10:41
    Apenas a título de exemplo pessoal, tenho uma filha que nasceu com uma síndrome e, em razão de características típicas de tal síndrome que se reflete em seu comportamento, é vítima de bulling na escola que frequenta. No entanto, por mais desagradável que seja você saber que minha filha é alvo de atitudes indevidas dos demais alunos, o fato é que não necessito da intervenção estatal para defender seus direitos como ser humano. Isto é algo que procuro resolver diretamente com a coordenação pedagógica da escola, com a diretoria e pais de outros alunos. Logo, ser liberal não significa deixar as coisas acontecerem por si só, mas saber agir e reagir com o necessário equilíbrio, não outorgando ao Estado o poder de fazer por mim e pela minha filha aquilo que podemos fazer por conta própria, e se não surtir efeito, tenho a liberdade de tirá-la da escola que frequenta e matriculá-la em outra que, efetivamente, pratica a inclusão social.
  • Layssa  10/06/2012 09:39
    Parabéns pelo comentário e pelo exemplo Junior! É nisso que eu acredito! O Estado está querendo tomar para si o direito de "resolver" problemas que deveriam ser resolvidos entre as pessoas. Mas infelizmente a maioria não pensa como você, querem um Estado Paizão, big brother, que tome conta de todas as nuances da vida do ser humano.
  • Aroldo Rosenberg  08/06/2012 11:38
    Eu acho que antes de defender o bule nas escolas como elemento fortalecedor e formador de caráter é preciso lembrar que ele é uma coisa causada justamente pela forma como as coisas acontecem nas escolas. Normalmente o que ocorre é um coleguinha agredir o outro de maneira física ou verbal. Aí a vítima no caso tem duas opções (ou mais, mas é uma simplificação que eu acho válida): a) responder de forma violenta e b) contar pros professores, diretores, autoridades escolásticas. O que acontece depois da alternativa A é que a vitima é suspensa por tentar se defender e provavelmente vai acabar apanhando depois (quando deveria ganhar uma medalha), e o que acontece depois da alternativa B é que não acontece nada e as agressões continuam. Todas as opções acabam se tornando motivo pra ser um bundão, e esse comportamento é carregado pelo resto da vida.

    Interessantemente isso não acontece em escolas que adotam pedagogias alternativas e ignoram toda a hierarquia burocrática tradicional, por exemplo nas que adotaram o modelo da Sudbury Valley, onde os "alunos" têm a liberdade pra fazer o que quiserem enquanto for possível com os recursos disponíveis e não interferirem na liberdade alheia (vocês sabem onde já ouviram ou leram isso ou coisa parecida). Não que deixem as crianças quebrarem as caras umas das outras, mas pra mim parece que a mera presença de autoridades às quais recorrer desde criança condiciona o indivíduo a esquecer (por vontade própria ou não) que tem também responsabilidade sobre a própria vida e o direito (que lhe é negado pelo estado) de defender a sua integridade física e propriedade.
  • Camarada Friedman  08/06/2012 14:03
    Gostei do que o Constantino falou aqui:

  • Cesar Ricardo de Andrade  08/06/2012 23:02
    Já ouviu falar em "reductio ad absurdum"?

    Foi o que eu fiz...

    CLARO que estupro e bullying NÃO estão no mesmo nível...

    Mas algumas pessoas têm a mania de levar tudo ao pé da letra...

    Enfim, vamos ao texto:

    O texto começa mencionando Nietzsche:

    Antes que alguém diga "saúde", Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo alemão, ao qual ALGUNS, entre outras coisas, imputam ser "um nazista avant la lettre", um nazista que existiu antes mesmo do nazismo e dos nazistas, um substrato, filosófico, do que a Alemanha se tornaria, concretamente, um pouco mais tarde...

    O autor do texto recorre ao NOME de Nietzsche, quase como uma "fonte de autoridade" mas sem explicar exatamente o porquê...

    Ao longo do texto, nenhuma obra ou frase do filósofo alemão é mencionada, em momento algum...

    Então, POR QUE Nietzsche?

    Talvez pelos mesmos motivos LEVIANOS E OPORTUNISTAS que fizeram com que, posteriormente, muitos dos nazistas o considerassem como seu PRECURSOR, um ideólogo do nazismo, a nascente onde, depois, todos eles foram batizados...

    Sua irmã, Elizabeth Foerster-Nietzsche e seu cunhado, Bernhard Förster, ardorosos antissemitas, colaboraram avidamente para essa impressão e defenderam, abertamente, essa premissa...

    Sua obra foi desfigurada e deturpada após sua morte e seus ataques literários contra a democracia, o capitalismo, o socialismo, o liberalismo e os "mais fracos" foram lidas como a uma "abertura", uma "permissão" para todo o horror que viria logo em seguida...

    Sangue e barbárie, no coração da Europa...

    Da minha parte, penso que Nietzsche não foi coisa alguma...

    Deve se ler sua obra mais como literatura do que como filosofia, isto é, se entendermos a filosofia como uma argumentação teórica para uma prática...

    Penso que ESSE filósofo alemão, jamais quis arquitetar qualquer coisa, nem mesmo a ruína da civilização...

    Um outro, também filósofo e também alemão, Karl Marx, escreveu, certa vez, que "os filósofos limitaram-se a interpretar o mundo de modos diferentes; o que importa, porém, é transformá-lo"...

    Bobagem: desde Sócrates, diferentes filósofos, queriam mesmo era transformar o mundo a sua volta, construir uma nova sociedade, planejar um novo homem...

    Longe de ser um especialista em sua obra, penso que Nietzsche não quis fazer o mesmo; quis apenas criticar, acidamente, tudo e todos a sua volta, mas sem oferecer uma verdadeira alternativa para o que ele via...

    Um filósofo niilista, se preferirem; um observador do comportamento humano, um aforista desaforado que se contradizia e negava a si mesmo, aforismo após aforismo...

    Suas palavras sobre a "decadência da sociedade", sobre a "vontade do poder" e o "triunfo da vontade", sobre o "super-homem", seu desprezo em relação à religião judaica (mas não aos judeus), sobre a "opressão dos mais fortes sobre os mais fracos", sobre "a moral de rebanho da democracia" e seu "desapreço pela compaixão"...

    Tudo isso e muito mais deve ser lido com o mesmo filtro da literatura. Leiam Nietzsche como quem lê Kafka...

    É justo culpar Marx pelo comunismo? Acredito ser justo, porém prefiro evitar entrar, aqui, em maiores e intermináveis detalhes sobre o porquê dessa minha opinião...

    É justo culpar Nietzsche pelo nazismo? É injusto, afinal ele não planejou nada do que estava por vir e jamais imaginou o que iria acontecer...

    Mas, um pensamento me percorre: se ele não foi um dos culpado, tampouco ele foi uma das vítimas...

    Seus livros não foram queimados, suas obras não foram censuradas, suas palavras não foram proibidas.
  • Hay  10/06/2012 10:50
    Já ouviu falar em "reductio ad absurdum"?

    Foi o que eu fiz...

    CLARO que estupro e bullying NÃO estão no mesmo nível...

    Mas algumas pessoas têm a mania de levar tudo ao pé da letra...


    Não, redução ao absurdo não foi o que você fez, porque a redução ao absurdo deve partir das premissas da argumentação, e não de uma viagem de LSD como a sua. Não há absolutamente nada no artigo que sequer soe parecido com a aprovação de algo que se assemelhe ao estupro. O que você fez foi tentar "ganhar" o debate apelando para a forte resposta emocional que surge quando se fala em estupro, um crime horrendo.

    Todo o resto que você escreveu não diz nada a respeito do assunto em questão.
  • Filipe Celeti  11/06/2012 15:58
    Cesar,

    Há diferença entre artigo de opinião e artigo acadêmico. Não quis tornar o texto acadêmico, mas provocador.

    O uso de Nietzsche no início têm a função literária de prender o leitor. Você, ávido leitor de literatura nietzscheana e kafkaniana, deveria saber sobre este tipo de recurso (existem diversos outros).

    Sobre o nazismo, tenho só a lamentar. Leia Nietzsche depois leia sobre o nazismo e veja que a única redução e único absurdo é dizer que ele foi um pré-nazi.
  • Matheus Alpino  27/06/2012 07:30
    Quanto ao site:

    "Propriedade"? Que desgraça hein, a legitimização da propriedade de um homem no planeta sempre será impossível. Não há propriedade plena se não existe controle verdadeiro sobre seu próprio ser, não vivemos em um sistema isolado, esse conceito exala egoísmo e egocentrismo.

    Quanto ao artigo:

    No momento em que fica claro que na opinião do autor a problematização humana vem da ideia de "vencedor e perdedor" perdeu-se a credibilidade. Qual é a civilidade da ideia de "competição" se não tivemos nem a competência de resolver os problemas mais simples da humanidade, os problemas tangíveis da humanidade. Riquinho é um bicho pomposo mesmo, põe os olhos em qualquer mesquinharia para tirar os olhos da desgraça humana que a organização de interesses corporativistas(estas que não tem interesse no bem estar alheio) dessa sociedade causou.

    Que civilidade temos nós?

    Quanto ao bullying, só posso dizer que sua ignorância do trauma psicológico que leva a uma sociedade paranoica é o que realmente se configura em uma sociedade de perdedores. Sua mentalidade nos faz PERDER o potencial de uma cultura de felicidade e liberdade plena no lugar da nossa cultura de opressão familiar e coerção social.

    A ciência nos abriu um leque de novas possibilidades quanto a erradicação da fome e das condições de vida inaceitáveis mas existe uma névoa cultural que cobre nossos olhos, ocupando-nos com picuinhas como esta do artigo, ideias nobres de pseudomeritocracia enevoando o potencial que a humanidade tem.

    Pra um macho, branco, rico, heterossexual é fácil falar que é "frescura" dos outros. Aparentemente quem passa fome é só peão no seu jogo de bonecas, Felipe.
  • Filipe Celeti  26/07/2012 23:21
    Matheus Alpino:

    Se você não é dono de si mesmo outro alguém o é. A primeira propriedade é a propriedade de si. Quem respondeu ao texto foi você e não forças ocultas da biologia, psique, da história ou da matéria.
    Por outro lado, é fácil confundir egoísmo com egocentrismo. Uma coisa é pensar em si mesmo e outra é ser totalmente alheio ao outro. Qualquer indivíduo percebe que ser indiferente ao outro lhe causa prejuízos pessoais.

    Quanto ao artigo:

    O centro do texto não é a dicotomia vencedor-perdedor. O ponto nevrálgico é a promulgação de leis que versam sobre temas nebulosos.

    Que civilidade temos nós?

    Não defendi opressão familiar e nem coerção social. Eu defendi que agressões sejam punidas e coisas banais sejam banais.
    Por outro lado, se você não percebeu, a lei apenas pune adultos e não crianças. Logo, o problema infanto-juvenil do bullying não será solucionado. Os educadores que o aplaudem estão dando um tiro no próprio pé.


    Se te interessa minha vida pessoal: sou gordo. Sofri as maiores injúrias que uma criança pode receber no colégio. Então não me venha com o argumentozinho xulo de que brancos héteros não sabem nada sobre sofrimento.
  • Matheus Alpino  27/06/2012 07:38
    Adendo:

    Uma criança é um ser incompleto biologicamente, da mesma maneira que você não pede que um bebê saiba falar você não pode querer que toda criança tenha o colosso de força necessária para fazer oposição a um menino mais velho, mais forte e mais popular. E se ela não teve ela não foi selecionada para o clube do bolinha é? Mas que piada de mau gosto. Desumano. Muitas vezes o estrago já está feito, o cérebro não é só "desejo", ele é química e um trauma pode desregular essa química até o último dia da sua vida.
  • Filipe Celeti  26/07/2012 23:34
    Com qual idade ela passa a ser completa? Defina isso.

    É preciso que isso seja definido por uma lei ou colegiados de especialistas?

  • Rhyan  28/06/2012 05:44
    Novo Código Penal: Bullying - Pena de 1 a 4 anos de prisão.

    Olha que monstro estão criando...
  • Eduardo Marques  19/07/2012 19:09
    Sei que estou comentando em um artigo meio antigo, mas textos assim esfriam bastante meu interesse pelo liberalismo, como aconteceu com o anônimo lá em cima. Sei que é complicado diminuir a liberdade de expressão para proteger a dignidade do indivíduo, mas ser contra punições a ameaças e intimidações, que obviamente vão contra a liberdade do indivíduo, e transformar isso em questão puramente pessoal é jogar no lixo o estado de direito e recorrer à autotutela. É um retorno à barbárie. Ou vão dizer que a sociedade vai voltar à barbárie porque estamos impedindo as pessoas de ameaçar e agredir umas às outras? O autor utiliza como argumento conceitos subjetivos como "sociedade de fracotes", "vencedores" e "perdedores" para combater uma lei que usa como critério de punição outro conceito subjetivo, o de ofensa. Pior: se a lei é boba por ficar do lado dos "mais fracos", o autor entra na mesma dança e fica do lado dos "mais fortes", em vez de refutá-la por seu caráter vago e subjetivo. É um ataque definitivamente idiota a uma lei provavelmente idiota.
  • Luis Almeida  19/07/2012 19:22
    Prezado Eduardo, é claro que o seu interesse tinha de "esfriar". Afinal, você entendeu tudo errado.

    Veja o que você próprio escreveu:

    "Ou vão dizer que a sociedade vai voltar à barbárie porque estamos impedindo as pessoas de ameaçar e agredir umas às outras?"

    Ora, o artigo em momento algum defende a agressão. Aliás, se há algo que define os libertários é a sua inflexível condenação à agressão. O princípio da não-agressão é a essência da teoria libertária, a qual acredita que ninguém tem o direito de iniciar agressão contra inocentes. Mais ainda: se um inocente for gratuitamente agredido, ele passa a ter o direito de revidar a agressão sem qualquer punição (muitos defendem até o dois olhos por um olho.)

    Portanto, meu caro, ao dizer que libertários são contra a proibição da agressão, você apenas mostra que entendeu tudo ao contrário. É claro que, confundindo coisas tão básicas assim, não há como se interessar por algo.

    Abraços!

    P.S.1: O artigo é explícito quando se refere ao termo 'ameaçar'. Mas você, infelizmente, preferiu ignorar e distorcer o que foi dito -- prática, aliás, bastante comum por novatos neste site. A distorção é sempre o último recurso daqueles que querem defender um ponto de vista sem lógica nenhuma. O conceito de 'ameaçar', como bem explica o texto, é nebuloso e pra lá de vago. Mas sim, se uma pessoa faz explícitas ameaças à sua vida, a teoria libertária diz que você adquire o total direito de reagir contra essa pessoa.

    P.S.2: Agora, quanto a meras agressões verbais, sério mesmo: se um sujeito não consegue mais sair da cama só porque foi xingando, então tal pessoa de fato não está preparada para o mundo. Melhor ficar na cama, mesmo. Ou você realmente acha que ela deve acionar Sarney e Marco Maia pra resolver a situação?
  • Renato  06/08/2012 14:49
    A lei é espantosa. Foi feita na onda da indignação popular contra as agressões e humilhações entre crianças e adolescentes nas escolas, vendida como uma resposta a elas. Mas é uma lei criminal. E além disso é uma lei que "tipifica" extremamente mal o crime, deixando brechas para ser entendida ao arbítrio do juiz.\r
    \r
    Considerando que foi vendida como uma solução para as agressões físicas e psiquicas que ocorrem nas escolas, qual é o seu escopo? Destina-se às crianças e adolescentes? Qualquer um que não seja louco perceberá que internar um menor na nossa maravilhosa Fundação Casa, junto com ladrões, assassinos e estupradores, apenas por ter se envolvido numa briga, ou menos ainda, apenas por ter xingado um colega, é uma insanidade. Neste caso, o verdadeiro crime seria a sentença. Nas escolas, houvesse mais bom senso na determinação das normas, mais sabedoria na orientação, e mais sensibilidade na percepção, o problema seria imensamente menor. Nas escolas públicas, o problema é gravíssimo. Nas particulares, varia muito de escola para escola, e em muitas delas o problema é muito pequeno, em razão da postura mais sábia dos professores. Transformar atritos entre as crianças em caso de polícia, isso é coisa de país de doidos...como o nosso.\r
    \r
    Ora, se essa lei não se presta para ser aplicada às crianças e adolescentes, usou-se um subterfugio para inventar um "crime" mal definido.\r
    \r
    Agora imaginemos essa lei sendo aplicada entre adultos. Já existem uma série de leis, há muito tempo, que proibem toda a agressão física e verbal. Então porque criar uma outro lei, com tipo penal tão mal definido. Creio que justamente para isso, para que ao sabor das conveniências, a lei seja usada por determinados grupos contra outros. Talvez o problema das leis anteriores fosse justemente definir bem a tipificação do crime... eita admirável mundo novo!
  • Lincoln Baptista  04/10/2012 03:25

    A falta de sensibilidade do autor e de alguns comentaristas é impressionante e chega a ser ofensiva.

    Tudo bem que todo esse exagero estatal em relação ao bullying é uma sandice, mas existem coisas ditas por aqui que me fizeram sentir nojo.

    Eu sofri bullying por toda a minha infância e adolescência e preciso fazer tratamento psicológico e psiquiátrico até hoje. Toda a construção de autoestima foi abalada na fase de desenvolvimento psicológico de minha pessoa.

    "Portanto, esta proteção das crianças e adolescentes tem como efeito criar uma geração de incapacitados em lidar com aqueles que não o aceitam. Serão mimados, não mais pelos pais frouxos, mas pelo estado e por todo o poder coercitivo que este possui para criminalizar e punir aqueles de quem os mimados não gostam."

    Eu atualmente sou um adulto e não sou mimado, pelo contrário, e sou bem capacitado, apesar dos danos psicológicos, de lidar com a rejeição. Em suma, eu sou devidamente espancado, humilhado, excluído, por motivos absolutamente irracionais mesmo sendo uma pessoa gentil e diplomática por toda minha infância e adolescência, e EU sou o incapacitado, EU sou o mimado e meus pais são frouxos.

    "Em vez de ensinar a grandeza do gostar de si e de aprender que no mundo há gente disposta a humilhar e diminuir terceiros e que é preciso estar blindado para combater este tipo de gente, estamos ensinando que ser perdedor e psicologicamente abalável é algo bom."

    Posso estar errado, mas o autor implicitamente associa as crianças que não souberam lidar com isso com perdedoras. Em suma, os "bullys", que são pessoas imaturas, selvagens, que tem uma crença baseada no "might makes right" são vencedores, enquanto eu, apenas por ter dificuldades de lidar com isso sou um perdedor. Eu poderia ter feito como os malucos de Columbine e ter partido para a ignorância, eu podia ter reagido, isso teria feito de mim um perdedor, mas eu resolvi continuar com os bons valores que me ensinaram mesmo a preço da minha autoestima e sanidade mental. Não obstante, aparentemente eu sou um perdedor por isso.

    Agora o post de pessoas discutindo aqui:

    "Gozações na escola tornam as pessoas mais fortes e preparadas para a vida."

    Isso é um mito, quando você humilha uma criança em estado de desenvolvimento psicológico incompleto, quando a personalidade está sendo criada, você pode acabar criando adultos inseguros e ansiosos, odeio dizer isso, mas foi o meu caso. Claro que muitos simplesmente dão a volta por cima, mas certamente não é a maioria entre aqueles que assim como eu, TODO O DIA era devidamente humilhado e socado pelos próprios colegas.

    Repito, eu NÃO apoio intervenção estatal para Bullying, isso é um precedente perigoso, agora se eu por exemplo CRITICAS (e não humilhar) uma pessoa homossexual, ela pode usar um argumento parecido e me colocar na cadeia, simples assim.

    O problema deveria ser resolvido com as famílias impondo valores morais mais sólidos, com a volta da boa e velha palmada (ou cintada mesmo), e, porque não? no direito do aluno que sofre bullying de utilizar seu direito natural de legitima defesa socando em pedaços a cara dos bullies!

    Eu sinceramente agradeço ao autor por ter me chamado de perdedor, marica, frango e de indivíduo medíocre. Eu sou realmente um perdedor porque talvez deveria mesmo ter retribuído na mesma moeda as agressões, talvez até desproporcionalmente, eu sou um marica porque não parti para a violência, eu resolvi acreditar nessa farsa chamada civilização, eu sou um frango porque não brutalizei meus bullies, e claro sou um individuo medíocre, pois deveria ter passado por cima de todos os bullies e meus colegas. Se tem alguém que está mais perto do übermensch são os bullies, eu deveria ter me unido a eles e ter espancado e humilhado os fracos ou "undermensch" como eu que insistem em seguir valores minimamente humanos ao invés de destruí-los todos para uma moral subjetivista para atender impulsos primitivos.

    O artigo e os comentários daqui de certa forma baixaram muito a visão que eu tinha em relação aos libertários, vocês soam darwinistas sociais. O sofredor de bullying deve aprender a lidar com isso ou é um perdedor, e se ele chorar e ficar traumatizado, ele é um fraco. Eu era libertário anos atrás, mas quando vejo artigos e comentaristas assim eu me aproximo do niilismo cada vez mais.

    Esse artigo consolidou a minha crença niilista em relação a direito:

    MIGHT MAKES RIGHT!

    Talvez Eric Harris e Dylan Koboldt estavam certos afinal! Se não fosse por eles ninguém falaria de bullying... eles talvez sejam uma espécie de anti-heróis.

    Meu objetivo ao dizer isso não é trollar e nem brigar. Não odeio o autor e nem nenhum dos comentaristas aqui, só quis expressar minha indignação em relação ao que eu percebi aqui. Eu posso estar errado em relação a minha percepção, mas de qualquer forma senti a necessidade de expressar minha indignação.

    Peço para que me desculpem se de qualquer maneira eu pareci grosseiro em minhas colocações.

    Gostaria sinceramente que respondessem a esse meu comentário, pode ser uma boa oportunidade para provarem que eu estou errado (e se provarem vou humildemente mudar de opinião, sem problemas) e reverter a crença niilista que esse artigo me confirmou.

    Obrigado.

  • Luís Almeida  04/10/2012 10:32
    Prezado Lincoln, você cometeu exatamente o mesmo erro do leitor Eduardo Marques logo acima. Se você foi espancado, você está obviamente fora do escopo deste artigo.

    O artigo em momento algum defende a agressão física. Aliás, se há algo que define os libertários é a sua inflexível condenação à agressão. O princípio da não-agressão é a essência da teoria libertária, a qual acredita que ninguém tem o direito de iniciar agressão contra inocentes. Mais ainda: se um inocente for gratuitamente agredido, ele passa a ter o direito de revidar a agressão sem qualquer punição (muitos defendem até o dois olhos por um olho).

    O artigo fala apenas de meras agressões verbais e demais "ataques" que não envolvam qualquer tipo de agressão física. E só.

    No seu caso, portanto, você errou, sim. Errou ao não ter revidado e ter deixado os agressores fisicos sem punição. O certo seria você arregimentar pessoas fisicamente capazes para dar o troco nos valentões.

    Lamento pelo seu suplício, mas você leu algo que simplesmente não tinha você como leitor alvo. Adicionalmente, é correto dizer sem nenhuma sombra de dúvida que você ainda não entende o básico da teoria libertária. Nós defendemos a sua revidação neste caso de violência gratuita -- ao contrário do estado, que certamente lhe encarceraria caso você o fizesse.

    Abraços!
  • Lincoln Baptista  04/10/2012 18:22
    Acredite eu entendo de libertarianismo, não sou um expert mas já li Mises, Hayek e todas as obras de Ayn Rand publicadas (que embora não se identificasse com os libertários tem uma influência tremenda no libertarianismo".

    Sei que não defendem a violência, o problema é que alguns (eu disse ALGUNS), libertários defendem a forma mais brutal de darwinismo social, o que acaba implodindo o próprio libertarianismo visto que qualquer sociedade que levar o darwinismo social a sua forma extrema vai acabar com os direitos de propriedade e com os direitos do indivíduo.

    De qualquer forma, na hora em que escrevi o post estava subitamente afetado pelas minhas emoções, sabendo do meu possível erro de julgamento devido ao calor emocional reiterei que eu "poderia estar errado", justamente para evitar qualquer espécie de arrogância.

    Defendo o modelo de livre mercado pregado pela maioria das correntes libertárias, eu talvez possa me definir como um "minarquista", e em momentos mais otimistas como "agorista". Também sou individualista e sei da diferença entre individualismo e egoísmo.

    Agradeço pela sua resposta.

    ________________________________________________________________________

    E outro raciocínio que também gostaria de saber a opinião de vocês.

    O maior "bully" existente no Brasil é ironicamente quem quer proteger os brasileiros do bullying, O ESTADO.

    O Estado brasileiro humilha ricos, a classe média, empresários, conservadores, libertários, os "brancos de olhos azuis", a "zelite" (seja lá o que isso for), com o único objetivo de ganhar popularidade perante a maioria da população.

    Oras, o bully muitas vezes humilha as minorias nos colégios (negros, gays etc.) apenas para ganhar popularidade perante a maioria dos colegas e dar a impressão de força.

    O Estado brasileiro é uma espécie de bully em grande escala e que arroga para si o monopólio do uso da força.

    É um raciocínio estranho eu sei, mas gostaria de saber se nisso concordam comigo.

  • Luis Almeida  04/10/2012 18:44
    Como assim você gostaria de saber se concordamos com você que o estado é "uma espécie de bully em grande escala e que arroga para si o monopólio do uso da força"? Meu caro, este é o site em língua com portuguesa com o maior compêndio de artigos antiestado da internet, sendo o alvo preferencial de xingamentos tanto de estatistas quanto até mesmo de liberais moderados que querem apenas controlar o estado.

    Sim, o estado é uma gangue de ladrões em larga escala, que detém o monopólio da violência e da tomada suprema de decisões judiciais (inclusive naqueles disputas em que ele próprio está envolvido). O estado é uma entidade que sobrevive exclusivamente do roubo da propriedade alheia, e que consegue o apoio ideológico para tais feitos por meio da redistribuição de uma fatia desta propriedade espoliada.

    Leia qualquer um destes artigos aqui e você verá por que você está totalmente certo.

    www.mises.org.br/Subject.aspx?id=16

    Sim, o estado é uma gangue de ladrões em larga escala, que detém o monopólio da violência e da tomada suprema de decisões judiciais (inclusive naqueles disputas em que ele próprio está envolvido). O estado é uma entidade que sobrevive exclusivamente do roubo da propriedade alheia, e que consegue o apoio ideológico para tais feitos por meio da redistribuição de uma fatia desta propriedade espoliada

    A propósito, parabéns pela conclusão autônoma. Há vários intelectuais "liberais" por aí que ainda não conseguiram entender este básico. Você, pensando por conta própria, já está acima deles.

    Grande abraço.
  • Neto  07/10/2012 14:17
    'o problema é que alguns (eu disse ALGUNS), libertários defendem a forma mais brutal de darwinismo social'

    Isso é conversa, não acredite nisso.Darwinismo que melhora a vida de todo mundo é? Sem sentido
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1414
  • Darius  07/10/2012 08:25
    Não são este ou aquele leitores que estão cometendo erro aqui. Na melhor das hipóteses, eles estão sendo induzidos a tal.

    Afinal o artigo pode não defender a agressão de maneira clara, mas a defende de maneira subjetiva, seja esta intencional ou não. Partindo do argumento "O princípio da não-agressão é a essência da teoria libertária", vamos tomar que isto foi feito de maneira não intencional. Ok. Neste caso, temos uma bela demonstração aqui, tanto por parte do autor do artigo como por parte de vários dos usuários que comentaram-o, de profunda ignorância a respeito do tema 'bullying'.

    Este parágrafo a seguir, em particular, foi deveras infeliz:

    "Sob a alcunha de "intimidação vexatória" o Brasil irá criminalizar o bullying. Aquele colega de sala de aula chato que todos nós temos ou tivemos, apaixonado por colocar apelidos e que, devido ao fato de ter menos vergonha ou ser mais efusivo, sempre ultrapassa um pouco os "limites", será criminalizado pelo simples fato de ser chato. Estamos decretando o fim do humor, da piada, da risada e da diversão que é capaz de mudar a nossa rotina."

    Bullying não é piadinha, não é apelidinho engraçado, não é brincadeira boba e principalmente, não é diversão. Se vocês realmente acham que ISTO é bullying, vocês definitivamente não fazem a mínima idéia do quão grave é o problema. Pra começo de conversa, bullying não só inclui agressão física, como se constitui primordialmente disto! São agressões físicas constantes, com intuito de intimidar e geralmente praticadas por várias pessoas, deixando a vítima isolada sem saber a quem recorrer. O bullying gera milhares de pessoas depressivas, com baixa auto-estima, ansiosas, com dificuldade de convívio social... são inúmeros os casos de tragédias cometidas por vítimas de bullying e casos de suicídios, uma rápida busca no google pode mostrar-lhes milhares deles. Teve até um indivíduo que comentou com escárnio sobre o acontecido naquela escola do Rio do Janeiro, do homem que entrou na escola atirando e se matou, vítima de bullying no passado.

    Oras, pode até não ser a intenção, mas que ao amenizar o bullying o artigo está sim flertando com a desumanização e o ode à intolerância, isso está.
  • Luis Almeida  07/10/2012 13:57
    Não, a definição de bullying não é esta. Bullying não é apenas agressão. Bullying é qualquer coisa que possa ser caracterizada como "violência psicológica", um conceito pra lá de elástico e abrangente. Se eu fizer piadinha com o seu tamanho ou com a sua obesidade, isso é "bullying" e eu posso ir pra cadeia. Se uma criança falar pra outra que ela é "bicha" porque torce para determinado time, isso também pode ser considerado bullying.

    Qualquer piadinha que ofenda a delicadeza das pessoas é bullying e é passível de punição por parte de políticos e burocratas, o que dá ao estado um campo de atuação absolutamente infinito.

    Esta é a realidade. Não é mudando os termos da discussão e dando a eles apenas o sentido que você quer, que você irá se impor em um debate.
  • Renato Souza  31/08/2013 12:29
    O fato do conceito de bullying ser elástico é um enorme problema. Isso gera insegurança e arbitrariedade.

    Agressões, e até difamação, já estão tipificadas no código penal.

    Aparentemente o problema todo vem do fato de que a escola não tem sido capaz de cuidar das crianças que são coercitivamente colocadas sob sua custódia. Os país são OBRIGADOS a levar as crianças para a escola, e se ele não tiver dinheiro (porque as políticas econômicas do governo o tornaram mais pobre do que seria de outra forma), terá de ser uma escola pública, relativamente perto de sua casa. Poderá acontecer de não haver nenhuma escola pública minimamente decente acessível a essa criança. Então o bullying é principalmente um problema causado pela ESCOLA.

    Trazer a polícia para dentro da escola, para tratar de problemas de briguinhas e xingamentos é uma coisa totalmente absurda. Policiais são pessoas acostumadas a tratar com bandidos, não são educadores infantis, não tem treinamento para isto. Se os professores (que supostamente teriam o treinamento adequado) não são capazes de resolver esses problemas, porque os policiais seriam? Ou os nossos professores são incapazes e nossas instituições falidas? Sinceramente, creio que é isto...

    A esquerda transformou a escola nessa porcaria que é hoje, e agora fica inventando SOLUÇÕES absurdas e coercitivas ao extremo. Foi a esquerda que, usando o estado como instrumento, colocou todas as escolas sob um órgão central, desautorizou os professores, treinou-os para serem propagandistas do totalitarismo, em vez de educadores, impediu que os alunos pacíficos fosse protegidos dos violentos.

    O governo, neste caso, é a fonte dos problemas, não a solução.
  • anônimo  31/08/2013 16:12
    Como exatamente a esquerda impediu que os alunos pacíficos fossem protegidos dos violentos? Impedindo os pais de os botarem numa escola boa?
  • Renato Souza  03/09/2013 13:24
    Também, mas não só. A maioria das escolas são estatais, e nessas valem as regras impostas pelo estado (dominado pelas esquerdas, mesmo quando a esquerda não tem a maioria dos votos). Nas escolas estatais há menos proteção aos alunos vitimados por outros. Logo, as regras impostas pelo estado implicam em menos proteção.
  • Fernando Remus Nagel  31/08/2013 09:25
    "Cento e doze anos após a morte de Nietzsche, o Brasil embarca numa cruzada moralizante de rebanho."
  • Lincoln Baptista  05/09/2013 04:57

    A filosofia de Nietzsche não agrada aos defensores da liberdade na minha opinião, os únicos que se impressionaram com a filosofia do Ubermensch foram os nazistas e os socialistas, todos querendo "construir um novo homem", este "acima do bem e do mal".

    Entre os animais e a moralidade que cada um aparentemente significa,prefiro ficar como um simples pássaro, não é servil como um cordeiro, nem dominador como um leão ou uma ave de rapina. Ele não quer dominar e nem ser dominado, quer apenas ser livre.

  • anônimo  05/09/2013 09:54
    'O filósofo Nietzsche descreveu bem o socialismo em vista de seus meios: "O socialismo é o visionário irmão mais novo do quase extinto despotismo, do qual quer ser herdeiro; seus esforços, portanto, são reacionários no sentido mais profundo. Pois ele deseja uma plenitude de poder estatal como até hoje somente o despotismo teve, e até mesmo supera o que houve no passado, por aspirar ao aniquilamento formal do indivíduo: o qual ele vê como um luxo injustificado da natureza, que deve aprimorar e transformar num pertinente órgão da comunidade". E continua: "Por isso ele se prepara secretamente para governos de terror, e empurra a palavra 'justiça' como um prego na cabeça das massas semicultas, para despojá-las totalmente de sua compreensão".'

    rodrigoconstantino.blogspot.com.br/2007/06/as-falhas-intrnsecas-do-comunismo.html
  • Fernando Remus Nagel  05/09/2013 10:02
    A mim também não agrada... Eu tenho esta mesma filosofia que você, não quero dominar e nem ser dominado, apenas ser livre... :-D
  • anônimo  13/12/2013 12:00
    Nietzche era totalmente contra qualquer tipo de coletivismo
    O ubbermench dele não tem nada a ver com nazismo, esse foi um mito criado pela irmã dele
  • anônimo  14/10/2013 21:12
    Tem certas "brincadeiras" que devem ser repreendidas ou punidas. Por exemplo, uma coisa é chamar um gordo de "bola", outra coisa é chutar um gordo e gritar "GOOOOOL".... No primeiro caso, foi um insulto, no segundo caso, foi uma agressão física (embora o primeiro abra precedentes para o segundo). Outra coisa: é correto atacar as propriedades do colega (roubar, esconder ou sujar a mochila, por exemplo)? Pelo PNA isso constitui um crime contra a propriedade. Isso que constitui bullying. E acho que deve ser repreendido.
  • anônimo  14/10/2013 21:57
    Perdeu o ponto do artigo. A questão não é quais brincadeiras devem ser repreendidas, mas sim QUEM deve supervisionar: os pais e professores ou a polícia e o ministério público?
  • Marcos Vinicius  05/11/2013 13:51
    Agradeço a cada babaca que avacalhou minha vida na infância e na adolescência, pois foram eles que moldaram o meu caráter e me fizeram ser infinitamente melhor do que eles.

    Uma pena que as próximas gerações estarão "protegidas" de amadurecer.
  • Eduardo Peres  10/12/2013 09:54
    Após muita versar o Sr não nos disse o que realmente nos interessa saber.
    O que devemos fazer quando uma pessoa perturbada entra em uma escola com uma AK47
    e descarrega o pente de balas?
    Devemos considerá-los vencedores?
  • Renato Souza  10/12/2013 15:16
    Eduardo Peres

    Pergunta estranha. Imagino que uma pessoa decente teria três respostas:

    1. Trancar na cadeia pelo resto da vida (de preferência trabalhando, para ajudar a ressarcir as vítimas e familiares). E tomar os bens do sujeito, para esse fim também.
    2. O cara poderia ser condenado à morte (sem prejuízo da tomada de bens para ressarcimento de vítimas).
    3. Se fosse o caso, poderia ficar preso numa instituição psiquiátrica pelo resto da vida.
  • Marli Valgas  07/01/2016 11:56
    Entendo a ideia, mas discordo totalmente... Sou psicóloga e conheço diversos casos de pessoas que tiveram suas vidas arruinadas por causa de bullying. Sim, existem pessoas que realmente não conseguem lidar com isto, existem pessoas que realmente são fracas possuem problemas emocionais, familiares e sociais. São as mesmas que crescem entram na escolas com armas e matam vários inocentes, as mesmas que se matam, se automutilam porque não conseguem lidar com a dor, que se fecham em casa, entram em depressão, etc..etc.. A lei é para estes, para que tenham como pedir socorro, quando sozinhos não conseguem mais.. os fortes e que conseguem se defender não precisarão pedir socorro... Não precisam da lei. Sei sim que é importante aprender a se defender, mas na escola ocorrem diversos outros conflitos que não são bullying e que vão continuar e precisam continuar, para que as crianças aprendam, mas não o bullying... Porque o bullying não é xingar, brigar, etc..É um ato sistemático, contínuo e cruel e sim precisa ser eliminado, para que muitas pessoas possam estudar em um ambiente de paz e ter seus direitos garantidos.
  • anônimo  07/01/2016 13:39
    Comentário perfeito, esse artigo parece escrito por uma criança, nunca deveria ter sido publicado por esse site.

    Bullying não é apenas um xingamento ou um soco, é uma série de atos com objetivos de humilhar e rebaixar alguém. Quem sofreu, como eu, sabe como é duro.

    Passei vários anos no colégio sendo debochado, xingado e tratado como cidadão de segundo classe. Minha auto estima foi totalmente destruída, demorei anos para reconstruí-la. Mesmo anos depois dessa fase, mesmo já casado e levando uma vida normal, ainda guardo algumas sequelas do bullying.

    Mas claro que é bem mais simples dá uma de psicólogo e sair julgando os outros de fraco.
  • Luis  08/01/2016 19:12
    Cara, você não sabe o que fala. Eu pratiquei bullying durante alguns anos, mas nunca contra aqueles que poderiam ter alguma reação. Sempre escolhíamos os melhores alunos e mais fracos fisicamente. Eu e uma turma, assim como eu, de repetentes, todos usuários de qualquer coisa que nos fizesse sentir que éramos diferentes daqueles garotos que iam para a escola cumprir suas obrigações e fazer algo por um mundo melhor. Meninos com dois ou três anos a menos que nós, encurralados sozinhos, longe do olhar de um inspetor que pudesse auxilia-los. Filipe, tenho pena de você. Pena por falar de algo que certamente passou muito longe da sua realidade e assim mesmo, graças a sua eloquência, influenciar pessoas que amanhã poderão estar agindo covardemente como eu agi durante minha adolescência. Saiba que tem sorte de nunca ter encontrado pela frente colegas de turma "legais" como eu e minha turma éramos. Posso te garantir que hoje você não estaria destilando essas asneiras como verdades. Instruo meus filhos a ficarem longe de gente como eu fui no passado, e sinceramente gostaria (se isso fosse possível) de pedir desculpas aos muitos garotos que abusei covardemente, devolver o único dinheiro que tinham para o ônibus e que nós arrancávamos de suas mãos apenas para vê-los chorar e implorar nossa misericórdia. Claro que nunca devolvíamos. Éramos os fodões, todos tinham medo de nossa turma. Turma sim, porquê quem pratica bullying é covarde, não encara os problemas e substitui essa incapacidade pela humilhação que infringe aos outros. Violência não se combate com violência. Atitudes extremas geram reações extremas, e os extremos estão bem longe do equilíbrio. Quem já viu uma gangorra sabe do que estou falando, não se combate o mal com o mau.
  • anônimo  29/07/2016 09:26
    Não se preocupe amiguinho, karma is a bitch e vc vai ter de volta o que plantou de um jeito ou de outro.
  • Lincoln  05/08/2016 01:13
    "Não se preocupe amiguinho, karma is a bitch e vc vai ter de volta o que plantou de um jeito ou de outro."

    Isso é besteira, aqueles que me faziam bullying cruel, incluindo espancamento por pura diversão estão muito melhores que eu na vida atualmente, se "karma is a bitch" meus bullies são "karma houdinis", explicando o termo, embora provavelmente já tenha entendido de imediato:

    tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/KarmaHoudini

    Coisas boas acontecem geralmente acontecem a pessoas MÁS, a maldade e o sadismo são virtudes, coisas más apenas acontecem com pessoas más se elas forem descobertas ou cometer seus atos abertamente, e uma pessoa verdadeiramente má sempre faz suas maldades manipulando os eventos secretamente.

    Como você acha que o PT ficou mais de 10 anos no poder? Como acha que mesmo com a queda do Partido os marxistas continuam dominando culturalmente o país? Porque toda a maldade é feita sorrateiramente, toda a lavagem cerebral na mídia e no ensino feito por muitas pessoas que escondem ou disfarçam a maldade que fizeram estuprando a mente das pessoas até estas se tornarem basicamente autômatos do que os coletivistas desejam como projeto de sociedade dispostos a entrar em qualquer protesto, agitações ou atos violentos ao primeiro comando de seus mestres ou "coletivos de ação".

  • Lincoln  05/08/2016 01:20

    A ironia dos defensores de criminalização do bullying é que ELES MESMOS SÃO BULLIES.

    Já tentou defender uma tese libertária, conservadora ou contra ideias esquerdistas ou politicamente corretas em qualquer rede social?

    Apenas os esquerdistas tem voz nessas redes sociais e muitas vezes denunciam acabando com grupos de direita nas redes sociais mesmo quando esses não quebraram nenhuma regra estabelecida pela rede, eles mentem e conseguem.

    Caso você adotar qualquer posição anti-esquerdista abertamente na maioria das redes sociais você será zombado e vão tentar destruir sua imagem de todas as formas possíveis, muitos chegam a vasculhar sua vida e até te acusar de crimes para tentar fazer você sofrer e rir de você.

    Essa é a hipocrisia extrema de esquerdistas quando eles falam de bullying, eles são os maiores bullies que existem, e são mais nocivos que aqueles adolescentes cruéis porque com isso eles conseguem calar boa parte da sociedade que é secretamente contra eles por medo de ser excluído em uma espiral de silêncio e até sofrer todo tipo de represália, conseguindo assim acabar com muito da resistência contra os objetivos políticos nefastos que eles tem, esses que no fim podem ser resumidos em uma coisa, o poder pelo próprio poder.

  • Pep  27/07/2016 20:41
    Bullying não seria apenas apenas um colega chato que poem apelido. Bullying na maioria da vezes é uma agressão e humilhação constante sobre algum colega.

    Ser o motivo de chacota da sua classe durante anos e sem ter feito nada por isso, não te torna mais forte. Mesmo que não haja agressão física, o bullying é muito traumático para quem sofre, eu mesmo sofri e sei o quanto isso foi horrível.

  • João Paulo  05/08/2016 13:04
    Excelente artigo


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