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A atual postura do Banco Central e os improvisos do governo

O artigo a seguir foi extraído do um boletim informativo mensal escrito para a empresa VOGA.

 

Há um crescente consenso no mercado de que a atual administração do Banco Central está sob a direta influência do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, e da própria "presidenta".  Em um editorial publicado há algumas semanas, o jornal O Estado de São Paulo chegou a escrever que o BACEN havia sido "domesticado".  Esta expressão forte incitou o presidente da instituição, Alexandre Tombini, a escrever um comunicado à imprensa reafirmando a total "autonomia do BACEN em decisões de política monetária, as quais se baseiam estritamente em análises e critérios técnicos."

É verdade que o BACEN parece estar mais preocupado com políticas que estimulem o PIB do que com a estabilidade dos preços, principalmente se levarmos em conta os seguidos cortes na SELIC desde que Tombini assumiu o cargo em janeiro de 2011.  No entanto, como já argumentado em outros artigos, esta redução na taxa básica de juros não resultou, até o momento, em nenhuma grande expansão monetária.  A taxa de crescimento do agregado monetário M1 tem se mantido em níveis historicamente baixos durante os últimos meses.  Mas isso pode estar começando a mudar.

Neste artigo, faremos uma análise do impacto das recentes decisões da política monetária sobre o crescimento da oferta monetária.  Adicionalmente, também faremos uma análise das últimas medidas governamentais para reduzir os spreads no sistema bancário e para injetar crédito à força na economia.  Mais especificamente, as manobras extremamente questionáveis para permitir à Caixa Econômica Federal ampliar ainda mais o crédito e, neste processo, se alavancar ainda mais.  O repertório improvisado de Guido Mantega está longe do fim.

A oferta monetária nos últimos meses

Durante os últimos nove meses, o Banco Central brasileiro vivenciou um período atípico (gráfico 1).  Apesar de todo o afrouxamento monetário implementado por meio de cortes nos juros desde agosto de 2011, o crescimento da oferta monetária — mensurada por M1 — tem sido incrivelmente baixo.

A taxa média de crescimento anual do M1 nos últimos nove meses foi de meros 1,7% (cifra esta similar ao crescimento anual estimado do estoque total de ouro do mundo).  Ironicamente, este baixo crescimento na oferta monetária é algo que se assemelha mais ao durão Bundesbank do que ao verdadeiro Banco Central do Brasil.  Comparando-se o crescimento histórico do M1 ao seu crescimento atual, é possível ter uma perspectiva mais clara.  Durante o período de 13 anos desde que o real começou a flutuar, em 1999, a taxa média de crescimento anual do M1 foi de 14,4%, ao passo que nos últimos cinco anos este valor foi de 12,1%.

Em nosso boletim de janeiro, tentamos prognosticar qual seria a política monetária brasileira para 2012.  Por meio de uma análise aprofundada dos agregados monetários e dos índices de preços, verificamos uma significativa correlação entre ambos.  Até mesmo antecipamos que o Índice Preços ao Produtor (IPA) poderia entrar em terreno deflacionário, algo que realmente ocorreu quando os resultados de dezembro foram divulgados, mostrando um encolhimento de 0,55% no IPA.  Fevereiro também vivenciou uma deflação no IPA de 0,03%.

Os preços ao consumidor, IPCA, também recuaram nos últimos meses, e aparentam estar convergindo para a meta anual de 4,5%.  O mercado tem de dar um voto de confiança a Tombini quando ele assegura que o IPCA apresenta tendência de declínio.  Embora o COPOM nunca mencione os termos "base monetária" ou "M1" em suas minutas, estou certo de que seus membros estão de olho nestas métricas (mas não estou muito certo de que eles as entendam completamente).  Portanto, pela análise dos agregados monetários dos últimos meses, o BACEN tem uma boa chance de atingir sua meta para o IPCA ao final de 2012.

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Gráfico 1: variação anual do M1 (linha vermelha pontilhada), do IPCA (linha cinza pontilhada), do IPA (linha cinza cheia), e do M1 defasado em 7 meses (linha vermelha cheia). Observe a correlação deste último com o IPA.


O que explica este crescimento alemão do M1?

Em sua busca pela meta de inflação, o BACEN tenta manipular apenas uma variável: a taxa SELIC.  Sim, todos sabemos que ele também intervém no mercado de câmbio.  Porém, tais intervenções também afetam a SELIC, o que então obriga a autoridade monetária a manipular novamente a taxa de juros de volta para a meta pré-determinada.

Isto significa que o BACEN não busca uma determinada taxa de crescimento para a base monetária e nem para o M1, o M2, o M3 ou o M4.  Estes são um subproduto da sua manipulação da taxa SELIC.  Adicionalmente, a autoridade monetária possui controle direto apenas sobre a base monetária.  Ela não controla diretamente o M1 e nem muito menos os outros agregados monetários, que são menos líquidos.

O BACEN efetua mudanças na base monetária, ao passo que o sistema bancário cria, sobre a base monetária, múltiplos depósitos em conta-corrente por meio da expansão do crédito.  Qual a quantidade de crédito que os bancos podem criar?  Depende do compulsório determinado pelo Banco Central.  Mas o compulsório não é o único fator limitador.  Os bancos também têm de cumprir outras disposições regulamentadoras, como manter uma proporção mínima entre seu capital (patrimônio líquido) em relação a ativos de risco (proporção esta chamada de 'Requerimento de Capital').  E, por último mas não menos importante, dado que os bancos emprestam a empresas e consumidores, se ambos já estiverem altamente endividados, uma expansão adicional do crédito pode ser algo difícil de ser feito.

Com estes conceitos em mente, podemos entender melhor o resto da história.  O aperto monetário empreendido pelo BACEN começou em meados de 2010, por meio de aumentos na taxa SELIC.  Adicionalmente, Henrique Meirelles, então presidente do BACEN, consciente de que era prudente esfriar um pouco a economia, decidiu que já era o momento de voltar a elevar os compulsórios (que haviam sido reduzidos ao final de 2008), os quais foram elevados duas vezes: em fevereiro e em dezembro de 2010.

Em consonância com a autoridade monetária, o sistema bancário também começou a retirar o "barril de chope" da festa.  Para ilustrar isso em termos visuais, recorramos ao multiplicador monetário, retratado no gráfico 2 (M1 dividido pela base monetária.  Ele fornece uma ideia de quanto dinheiro os bancos estão criando sobre as suas reservas depositadas junto ao BACEN).  Como pode ser visto, a clara tendência de queda começou exatamente ao final de 2010, chegando ao ponto mínimo em janeiro último, a 1,34.

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Gráfico 2: M1 (área cinza) e o Multiplicador Monetário (linha vermelha)

Mas por que os bancos passaram a se comportar mais conservadoramente?  Por que os bancos se mantiveram em um estado de cautela, não obstante todas as reduções nos juros desde meados de 2011?

Primeiramente, por causa do aumento na inadimplência.  Em segundo, porque os consumidores estão endividados em níveis recordes.  Sim, se compararmos aos padrões internacionais vigentes, a dívida total em relação à renda disponível ser de 43% não é algo muito alto.  No entanto, o real problema está nos gastos com o serviço desta dívida.  Como os juros são altos e uma fatia substancial das dívidas vence em prazos curtos, as famílias brasileiras não têm outra opção senão interromper esta farra creditícia.

Examinando o gráfico 3, não há como negar que as famílias brasileiras estão com o orçamento apertado, principalmente se as compararmos às famílias americanas, que gastavam não mais do que 14% da sua renda disponível para arcar com o serviço da sua dívida no auge na bolha imobiliária americana, em 2007.

grafico3.png

Gráfico 3: endividamento total das famílias (áreas cinzas) e gastos com o serviço da dívida em relação à renda disponível (linha vermelha).

Em suma, o BACEN de fato comanda a orquestra, e intensificou o tom desde que Tombini assumiu a batuta do maestro.  Porém, tanto os emprestadores quanto os tomadores de empréstimos têm de estar a fim de dançar.  Nas finanças modernas, são necessários três para se dançar um tango.

Com tudo isto em mente, vem a inevitável pergunta: como o governo poderá levar a cabo seu intuito de reduzir os spreads bancários e reativar a economia por meio da expansão do crédito?

As últimas tendências do M1

Em abril, fizemos a pergunta que até então ninguém havia se preocupado em fazer: de onde viriam os fundos para os bancos ampliarem a oferta de crédito?  Havia três possibilidades: i) aumentar a base monetária por meio da redução da taxa SELIC; ii) capitalizar os bancos públicos; ou iii) reduzir os compulsórios.

Em maio, voilà, finalmente obtivemos a resposta: todas as três alternativas!  Vamos analisar cada uma em detalhes.  Porém, antes, façamos um breve comentário a respeito da primeira alternativa, a saber, aumentar a base monetária.

No dia 18 de abril, o COPOM decidiu reduzir a SELIC em 0,75 pontos percentuais.  Como sugerem os dados mais recentes, parece que todos os cortes na taxa de juros feitos no passado finalmente começaram a surtir algum efeito.  A base monetária, nos últimos meses, aumentou, em termos anuais, mais de 5%.  Se olharmos os "saldos em final de período", que são um bom indicativo da tendência futura, o valor vai para 12%.  Da mesma forma, como evidenciado pelo aumento do multiplicador monetário visto em abril (a 1,36, ver gráfico 2), o M1 também apresentou uma alta em seu crescimento anual no último mês.

Irá este tendência ser mantida nos próximos meses?  Ou, pior ainda, será que ela vai se intensificar?  Julgando-se pelas recentes medidas do atual governo, arrisco-me a dizer que sim, ela pode se intensificar.  O que nos leva à próxima fonte de financiamento: a capitalização dos bancos públicos.

"Minha Caixa, Minha Vida"

O que Guido Mantega faria sem sua amada Caixa Econômica Federal?  Com efeito, o que qualquer governo faria sem um banco público pronto para seguir todas as suas ordens independentemente de qualquer bom senso econômico?

Desde que começaram os esforços conjuntos do Banco do Brasil e da CEF para reduzir drasticamente as taxas de juros para uma miríade de empréstimos, o país assiste a uma intensa campanha publicitária.  Atores e atrizes famosos.  Jogares de futebol.  Propagandas durante o horário nobre.  Anúncios em jornais e revistas.  Tudo em nome da grande causa: reduzir os juros para que os consumidores possam, é claro, se endividar mais e consumir.

As propagandas de fato foram generosas, mas não havia nada de substancial por trás delas, e as questões fundamentais continuaram sem resposta.  Como poderia a CEF expandir ainda mais o crédito sendo que ela já apresentava altas taxas de alavancagem (em março de 2012, a alavancagem da Caixa era de 27,2 vezes, mais do que o dobro da média dos outros grandes bancos)?  Como a CEF seria capaz de conceder ainda mais empréstimos e, ao mesmo tempo, contornar sua declinante taxa de requerimento de capital?

Reduzir os juros cobrados sobre empréstimos é relativamente simples.  À medida que empréstimos antigos vão sendo quitados, novos empréstimos são concedidos a termos mais cordiais.  A complexidade está em ampliar o crédito para além do portfólio já existente.  Trata-se de algo ainda mais difícil caso a instituição financeira esteja confrontada pelas restrições mencionadas no parágrafo acima.

Era evidente desde o início que havia apenas uma solução: uma injeção de capital.  E quem deveria financiá-la?  Nós, é claro.  Os pagadores de impostos.

Não demorou muito para que alguns burocratas anunciassem abertamente que "a CEF poderia, de fato, necessitar de uma injeção de capital antes do fim deste ano".  Sim, já sabíamos disso.

Mas isso não foi tudo.  Um plano de capitalização muito mais engenhoso, relatado pelos principais jornais do país, está sendo discutido entre Tesouro, os bancos estatais e a também estatal Empresa Gestora de Ativos (EMGEA).

Um TARP preventivo

Para quem não se lembra dos detalhes, permita-me refrescar-lhes a memória.  O Troubled Asset Relief Program (TARP — Programa de Alívio para Ativos Problemáticos) foi uma lei aprovada em outubro de 2008 pelo Congresso americano com o objetivo de "fornecer ao governo federal a autoridade para comprar e segurar certos tipos de ativos problemáticos com os propósitos de fornecer estabilidade e evitar a ruptura da economia e do sistema financeiro".

O que o TARP tem a ver com o engenhoso plano de capitalização da CEF?  Mais do que gostaríamos.  Em teoria, o Tesouro assumiria os "ativos tóxicos" da CEF, por meio da EMGEA.  De acordo com o último relatório financeiro da CEF, aproximadamente 2,1% de seus empréstimos totais de R$269 bilhões estão com mais de 90 dias de atraso.  Isso significa que R$5,6 bilhões de ativos problemáticos podem ser instantaneamente transferidos dos balancetes da CEF para a EMGEA.  Tal procedimento faria com que a Caixa melhorasse seus requerimentos de capital de acordo com as especificações das Regras da Basileia, se livrasse de potenciais prejuízos e pudesse assim expandir ainda mais o crédito.  De fato, um plano muito elegante.

O governo obviamente nega o adjetivo "tóxico", alegando que esta iniciativa "não significa que haja um maior risco de inadimplência nestes empréstimos".  Se é assim, então por que a CEF não simplesmente vende este portfólio no mercado?  Aí então todos saberiam quanto ele realmente vale.  Certo?

Logo, seria justo afirmar que este último plano do governo brasileiro nada mais é do que um "TARP preventivo"?  Potencialmente, sim.  E, se este de fato for o caso, a tentativa de se democratizar o crédito pode já estar começando a gerar um efeito contrário ao esperado.  Poderíamos nos concentrar exclusivamente neste assunto até o final, mas não irei aborrecer ainda mais o leitor.  Por ora, basta dizer que esta medida é ultrajante, e sugere que pode existe um problema ainda maior mais à frente.  Principalmente se levarmos em conta que o Tesouro está considerando utilizar a EMGEA para retirar ativos problemáticos também do BB, do BNDES e do BNB.

Por último, os compulsórios

Para completar o financiamento para uma maior expansão do crédito, o último item da nossa lista, uma redução nos compulsórios, foi anunciado pelo BACEN na semana passada.

Curiosamente, trata-se de uma alteração no compulsório vinculada ao fomento de uma indústria específica.  Como resultado das pressões feitas pelos lobistas da ANFAVEA, o BACEN decretou uma redução no compulsório dos depósitos a prazo para liberar empréstimos exclusivamente para a compra de automóveis.  Esta medida atípica é sintomática em duas maneiras.  Primeiro, do ponto de vista da autoridade monetária, a mensagem parece ser "sim, vamos aquiescer a certas pressões do governo, mas não iremos reduzir os compulsórios uniformemente, pois tememos um sobreaquecimento da economia".  Segundo, ela torna evidente que a agenda desenvolvimentista do atual governo se resume a um arranjo de políticas incoerentes, improvisadas e paliativas.

Improvisos para estimular a economia

Não, é claro que não apoio a ideia de uma agenda desenvolvimentista e nem de uma política industrial ditada pelo estado.  Mas é preciso afirmar que estes improvisos emanados da Fazenda são, em particular, ainda piores, o que gera forte incômodo.  Esta obsessão com crescimento do PIB está levando o governo a adotar todos os tipos de medidas voltadas para o estímulo artificial da atividade econômica.

Durante os últimos meses, diariamente é divulgada uma nova medida criada pelo governo para tentar gerenciar todos os setores da economia, desde venda de automóveis até pesquisa de câncer.  Em termos de venda de automóveis, chega a causar perplexidade a quantidade de benesses concedidas pelo governo às montadoras.

Façamos um experimento mental.  Suponha que você venda bicicletas.  Você imagina que os consumidores aumentarão a demanda por bicicletas no próximo verão e, ato contínuo, decide aumentar a sua produção em 50%.  Por algum motivo, no entanto, esta demanda esperada não se concretiza, e você se descobre com os estoques em um nível muito alto.  O que você faz?  Reduz os preços, é claro!

Mas não de acordo com a ANFAVEA.  Segundo ela, você deveria se unir às outras fabricantes, ira até Brasília, pedir educadamente ao governo para que ele conceda crédito barato à sua indústria para que os estoques possam ser desovados a preços artificialmente altos.  É assim que funciona o capitalismo de estado.  Lucros privados, prejuízos socializados.

Encerrando

Como foi aqui explicado, embora a tendência seja de alta, ainda temos de esperar para ver se as recentes decisões de política monetária irão de fato se traduzir em uma maior expansão do crédito pelo sistema bancário.

Com relação à alavancagem dos consumidores, há duas maneiras de se reduzir os gastos das famílias com o serviço da dívida: i) prazos de maturidade maiores para as novas dívidas; e ii) reduzir os spreads bancários.  Mas conseguir ambas não é algo que pode ser feito por decreto governamental.  Despesas legais são um componente que afetam os juros cobrados pelos bancos, e não podem ser magicamente reduzidas de um dia para o outro.

A justificativa por trás de todas as últimas medidas adotadas pelo Tesouro é a mesma: estimular o consumismo.  Ao se estimular o consumismo, estimula-se a economia — este é o argumento.  A verdade, no entanto, é bem diferente.  Consumo é consequência da produção.  Para que qualquer coisa seja consumida, ela tem antes de ser produzida.  Logo, se o consumo depende da produção, o objetivo deveria ser o de aumentar a capacidade produtiva, e não o consumo.

E como aumentar a capacidade produtiva?  Por meio de investimentos.  E o que possibilita o investimento?  A poupança.  O ato de se abster do consumo.  Exatamente o oposto do que Guido Mantega quer que façamos.



autor

Fernando Ulrich
é mestre em Economia da Escola Austríaca, com experiência mundial na indústria de elevadores e nos mercados financeiro e imobiliário brasileiros. É conselheiro do Instituto Mises Brasil, estudioso de teoria monetária, entusiasta de moedas digitais, e mantém um blog no portal InfoMoney chamado "Moeda na era digital". Também é autor do livro "Bitcoin - a moeda na era digital".

 

  • Alexandre  31/05/2012 07:22
    Em minha opinião, o governo abaixou os juros para que os consumidores possam renegociar sua dívidas com taxas menores, além de conseguirem esticar os prazos.

    Exemplo: eu tenho uma dívida de empréstimo antiga com o Banco (A) de R$ 5 mil (valor que falta para eu quitar o empréstimo hoje), com juros de 3,7% ao mês, e ainda faltam 16 parcelas para quitar. Então, hoje procuro o Banco (B) e faço um novo empréstimo de R$ 5 mil para quitar o empréstimo com o Banco (A), com juros de 1% ao mês, dividido em 36 parcelas.

    Resultado:
    1) pagarei menos juros (1% contra 3,7%),
    2) o comprometimento de minha renda mensal será menor (pois estiquei o prazo de minha dívida com prestações menores)
    3) sobrará mais dinheiro todo mês para que eu consuma o que não estava podendo consumir antes.

  • Luis Almeida  31/05/2012 07:29
    Governo não abaixa juros de bancos. Bancos abaixam juros de bancos. E se o real motivo fosse apenas este que você citou, o governo não estaria incentivando todo mundo a se endividar e consumir ainda mais.

    Vivemos em uma democracia. Políticos estão voltados para o curtíssimo prazo (haverá eleições municipais daqui a alguns meses). Eles querem PIB crescendo. Consumismo aditiva o PIB, e a ressaca só vem depois. Logo, nada melhor do que incentivar o povo a consumir. É ótimo, eleitoralmente falando.
  • Alexandre  31/05/2012 07:39
    Leia-se no meu comentário: Banco (A) = Bradesco, Itaú, Santander, BMG, etc. / Banco (B) = Caixa Econômica.

    Não é o governo abaixando juros de bancos privados, eu não quis dizer isso. - Eu quis dizer o seguinte: banco estatal bancando as dívidas do endividado, oferecendo juros menores e prazos maiores.

    Se o consumidor - agora com mais saldo na renda mensal - vai consumir mais ou vai começar a poupar, ninguém sabe.
  • Tiago Moraes  31/05/2012 11:05
    Alexandre, isso é totalmente desnecessário, os bancos sempre fizeram isso, não é preciso reduzir a taxa básica de juros. Qualquer instituição financeira credora, ao identificar um inadimplente, propõe ao mesmo quitar a dívida em novas parcelas com abatimento generoso no principal para não incluir o nome deste no SPC/Serasa. Isso sempre foi procedimento comum no setor bancário.
  • JANSSEN  05/06/2012 20:33
    Concordo plenamente com o amigo abaixo, eu estava pagando há mais de 10 meses 5 contratos no valor total de mais de R$ 53.000,00, mensalmente desembolsava R$ 3994,00 com juros entre 3,91% até 6,95% com prazo de mais de 36 meses pela frente entre os bancos Itaú, Bradesco e Santander. Resolvi dar um basta na situação, afinal não sobrava dinheiro em minha conta e todos os meses eu pagava mais de R$ 5.000,00 de JUROS de uso do cheque especial entre esses bancos que citei ou seja, além de ter que pagar minha despesas mensais, tinha de pagar os empréstimos, mais R$ 3264,00 de parcelamento de fatura com juros de 6,49% e simplesmente minha dívida não baixava eu só devia mais e mais. Quando um dia recebo a maravilhosa notícia de que os juros baixaram, como seu correntista da Caixa (detalhe que nunca movimentei) para obter maiores informações...passaram 4 semanas de juros, angustias, noites e noites sem dormir, afinal eu tinha o nome limpo, tinha renda, mas mesmo assim não conseguia juros baixos!!! Resultado, o banco me emprestou R$ 70 mil em 48 x de R$ 2535,00 com juros de 2,5% ao mês, mesmo sem ter conta-salário foi da camaradagem mesmo pq fechei um seguro de "APENAS" R$ 4 MIL só que é seguro de vida e sem direito a reembolso enfim...pensei na hora: -Minha querida, pra quem paga R$ 5.000,00 de juros de cheque especial por mês, R$ 4.000,00 é um cafezinho! kkkkkkkk Resumindo: Fiz, não me arrependo, recomendo e muito! Fiz também com meus 2 carros, pagava cerca de R$ 2900,00 cada, vendi interei 10 mil para quitar as dívidas em cada um e financiei o MESMO valor que havia financiado há 10 meses atrás, só que as parcelas cairam para R$ 2.100,00 (No BRADESCO PRIME)Façam as contas, afinal sou trabalhador como todos e os juros simplesmente corroeram meu patrimonio, era para eu ter tudo o que tenho quitado senão fossem esses bancos...Deus abençoe a todos os endividados, assalariados desse nosso brasil, afinal ainda tenho orgulho de ser brasileiro!!!
  • Diego  31/05/2012 07:54
    Excelente artigo, Fernando. Você poderia explicar melhor como um corte na Taxa Selic influência na base monetária? Que livros você sugeriria para quem que entender como funciona o sistema financeiro nacional e a influência dos agregados monetários na inflação? Desde já fica o meu obrigado.
  • Tiago Moraes  31/05/2012 11:21
    A função da taxa Selic é afetar a taxa de juros interbancária, ambas são praticamente iguais, isso porque quando os bancos se emprestam mutuamente, visando cumprir e garantir que todas as suas agências cumpram as regras do compulsório, eles usam os títulos da Dívida Pública, que teem em posse, como lastro nessas operações.

    Assim, por exemplo: o Bacen anunciou ontem, que a taxa básica de juros caiu para 8,5%, uma redução de 0,5 pontos percentuais. Então isso significa que desde hoje, os funcionários do BACEN, estão diminuindo a venda de Títulos Públicos e aumentando a compra, em uma proporção que faça com que a taxa de juros interbancária caia para 8,5%.

    Os juros interbancários irão cair no processo, porque ao aumentar a compra de títulos da Dívida, o BACEN irá criar moeda e depositar nas contas dos bancos, isso fará com que as reservas bancárias aumentem, o que consequentemente aumentará a capacidade de multiplicar moeda pelos bancos. A combinação destes dois fatores, aumento das reservas bancárias e o consequente aumento do fator multiplicador, farão a base monetária aumentar.
  • Daniel Tisi  31/05/2012 11:54
    Diego, um corte na Taxa Selic influencia a base monetária da seguinte forma:

    1) ao reduzir a taxa selic, o Banco Central emite ao mercado secundário de títulos públicos o sinal de que está disposto a comprar os títulos em posse dos bancos em troca de novos depósitos em conta corrente do banco vendedor.

    2) essa criação de dinheiro aumenta a massa monetária na economia, porquanto o banco que vendeu ao BC seu título - que já comprara do Tesouro Nacional no mercado primário, como forma de financiar as atividades do estado - passa a ter à sua disposição mais recursos para emprestar a seus correntistas;

    3) Quando o Banco Central faz a operação reversa, ele enxuga parte dessa massa monetária criada ao vender aos bancos os títulos que deles comprara. Com isso, a autoridade monetária "deleta" aquela conta da instituição bancária que continha os recursos por ela criados, reduzindo, com isso, a oferta de dinheiro na economia.

    Outras informações neste link: www.mises.org.br/Article.aspx?id=344
  • andrade  31/05/2012 15:46
    veja esse video do sempre excelente Khan, é em inglês, e lá nos eua a taxa selic é a Fed Funds Rate, mas explica muito bem.

    www.khanacademy.org/finance-economics/banking-and-money/v/banking-14--fed-funds-rate
  • Fernando Ulrich  31/05/2012 21:22
    Diego, de fato um excelete texto para entender como funciona o sistema financeiro nacional é o artigo do Leandro Roque sobre a SELIC.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=344

    Bem resumidamente, para baixar a SELIC o Banco Central precisa injetar dinheiro na economia. A maneira que ele faz isso é adquirindo títulos dos Bancos e aumentando a reservas bancárias dos mesmos Bancos. Esta operação gera um aumento da base monetária.

    Um excelente livro sobre teoria monetária, conciso, mas ainda assim bem completo, é o What has government doen to our money? do Murray Rothbard. Em português tem o livro do Huerta de Soto sobre "Dinheiro, crédito bancário e ciclos econômicos" publicado pelo próprio IMB. No entanto, é uma leitura bem mais densa e profunda. Não recomendaria como primeira leitura sobre questões monetárias.
  • Marcelo Cerri  31/05/2012 11:56
    Ótimo artigo Ferando! Faço coro à pergunta do Diego!

    Obrigado!
  • Rene  31/05/2012 12:12
    Fiquei curioso quanto a EMGEA. Se a pessoa compra um imóvel, mas não consegue pagar a dívida, a EMGEA compra os títulos podres da Caixa, utilizando dinheiro de nossos impostos? Isso não seria uma espécie de aval para a Caixa financiar clientes de alto risco que, caso contrário, ninguém mais iria querer financiar? E este esquema não seria também uma falsificação dos balancetes da Caixa? Afinal, se não ocorresse esta compra, a Caixa poderia estar tendo prejuízos financeiros, aumentando de maneira artificial e fraudulenta a confiabilidade da empresa.
  • Fernando Ulrich  31/05/2012 21:28
    Rene,
    É exatamente isso que você descreveu. Entretanto, não seria uma falsificação do balanço da caixa, apenas uma benesse do governo (bancada pelos pagadores de impostos) para comprar um ativo potencialmente podre a um valor de face. A Caixa recebe um ativo líquido e de qualidade (dinheiro) e cede um ativo que tem grande probabilidade de virar pó.
    Vamos aguardar o que acontecerá, pois é uma medida um tanto controversa e acredito (espero!) que os bancos privados protestarão contra esse absurdo.
  • Cesar  31/05/2012 12:24
    Caro Fernando,
    Excelente artigo,uma excelente aula de macroeconomia dos fatos e nao macroeconomia da vaidade. Na ocasiao, restam duas duvidas:
    a) O M1 é um bom previsor apena do IPA futuro? (E nao do demais indices?)
    b) A Taxa SELIC no patamar de 8% nao é compativel com os fatos? (ou seja, nao é sustentada por muito tempo)?
    Grato pela atencao
  • Fernando Ulrich  31/05/2012 21:38
    Cesar,

    O IPA é o indicador de preços que apresenta maior correlação com a variação do M1. Te indico a carta que escrevi em janeiro (em inglês) onde explico com detalhes a relação dos indicadores de preço e os agregados monetários.

    www.voga.com.br/images/news/201201-VOGA-Newsletter.pdf

    Não tenho como afirmar que a SELIC em 8% não é sustentável. Por incrível que pareça a SELIC tem sido reduzida e tem surtido pouco efeito na base monetária nos últimos meses. Ou seja, isso indica que a demanda dos bancos por dinheiro no interbancário tem diminuído também.

    Agora, se deve ser 8%, 9%, 7%, 7,46%, eu não sei. E tenho certeza absoluta que nem o Bacen sabe. A taxa de juros é um preço. E ela deve refletir a demanda e oferta de poupança. Assim como não sei dizer se a cerveja em lata deve custar 2 ou 5 reais, não sei dizer qual deve ser a taxa SELIC. Ninguém sabe. O preço é determinado pela "queda de braço" dos poupaores e dos tomadores de empréstimos.
  • Stefan Bernard  31/05/2012 16:07
    Acredito que o Fernando Ulrich utilizou o termo mais adequado para definir o Tombini: Domesticado.

    Aliás, nossa "presidenta" Dilma colocou-o no cargo com este objetivo. Para ser facilmente manipulado e atender sem questionamentos as solicitações do governo. Ao contrário do que foi o ex-presidente Henrique Meirelles, cujo mesmo se dedicava inteiramente aos interesses dos Bancos comerciais e as demais Instituições financeiras. E em função dessa "troca de gentilezas" para com os banqueiros, estagnava a Selic patamares percentuais elevados.

    Os investidores estrangeiros e nacionais que financiam a Dívida Pública aqui, possuem apenas um interesse: Taxa de Juro Real.

    "Qual será meu ganho líquido para que eu possa investir?"

    E é claro, como todos nós sabemos, a taxa real nada mais é que o resultado da subtração abaixo:

    Taxa Selic - Inflação = Taxa real

    Portanto, quando o Governo diz que irá aumentar a taxa Selic com a justificativa de "controlar a inflação", na verdade eles querem que o ganho líquido do investidor estrangeiro e nacional continue o mesmo. Pois, caso a inflação aumente (Ai depende do TPF comprado) e a Selic continue no mesmo patamar, o ganho líquido do investidor irá diminuir. E claro, isso não é interessante ao investidor.

    Quer controlar a inflação e manter um crescimento saudável do PIB ?

    1- Aumentar consideravelmente os depósitos compulsórios;
    2- Diminuir significativamente a alavancagem dos bancos na criação de crédito;
    3- Banco Central parar de imprimir Papel Moeda sem absolutamente nenhum lastro;
    4- Parar de dar "crédito" para quem não produz nada. Quer consumir, produza primeiro!;
    5- Parar de DAR dinheiro para consumo através dos programas sociais governamentais.

    Com todas as informações explanadas pelo Fernando, é nítido perceber que estamos vivendo uma escravização financeira por parte dos Bancos, onde dependemos inteiramente dos Bancos (Privados e Estatais) para que possamos consumir bens de "valor agregado".

    Para percebemos esta realidade intrínseca, a conta é simples:

    Exemplo:

    1) Salário Mínimo = R$ 622
    2) Carro Popular 0km = R$ 25mil

    Isso demonstra claramente que é inviável a aquisição do Carro Popular sem tomar "Crédito" no Banco.

    Uma salva de palmas ao "papagaios" keynesianos! Estão conseguindo o que querem!

    Governos mega endividados em função de literalmente dar dinheiro para o consumo de quem não produz absolutamente nada através de programas sociais com fins unicamente Políticos. Ou seria muita coincidência ao analisarmos que os gastos do Governo aumentam quase 50% em ano de eleições ?!

    "É quando a maré baixa que vemos quem está pelado."
  • Carlos  31/05/2012 16:14
    A taxa média de crescimento anual do M1 nos últimos nove meses foi de meros 1,7% (cifra esta similar ao crescimento anual estimado do estoque total de ouro do mundo). Ironicamente, este baixo crescimento na oferta monetária é algo que se assemelha mais ao durão Bundesbank do que ao verdadeiro Banco Central do Brasil.

    Enquanto o M1 cresceu apenas 1,7% nos últimos 9 meses, a inflação, no mesmo período, medida pelo IPCA cresceu uns 4,5%. Viram como a inflação não é um fenômeno puramente monetário, embora vocês insistam em afirmar? Como comentei em outro artigo, há n fatores que podem causar inflação, como choque do petróleo.
  • Leandro  31/05/2012 16:33
    Primeiro que a inflação de preços de agosto a março foi de 3,8%. No mesmo período de 2010/2011 ela havia sido de 5,25%. Ou seja, desacelerou em conformidade com a redução da expansão monetária.

    Segundo, o efeito não é imediato. Sempre há uma defasagem. Reduzir a expansão monetária em um mês não irá afetar os preços já no mês seguinte. Leva-se tempo para este efeito ser sentido por toda a economia -- aliás, este é um dos grandes ensinamentos da Escola Austríaca.

    Ademais, por que você ignorou a correlação entre o M1 e o IPCA demonstrada no gráfico 1? Sua vida não vai acabar apenas por ver suas crendices não sendo comprovadas. Seja forte, Carlos, e vá sacar pra cima de gente que frequenta outros sites.

    Grande abraço!
  • Ricardo Chaves  31/05/2012 16:37
    Esse tal Carlos é aquele que sempre aparece poluindo os artigos e, depois que toma traulitada, não volta mais nele, fica um tempinho sumido e depois surge novamente poluindo outros artigos como se nada tivesse acontecido?

    Ele me lembra o Nhonho, do Chaves. Quase ninguém lembra que ele existe e, sempre que ele aparece, apanha e some.
  • Alguem que nao rouba o povo  31/05/2012 17:28
    Acho que o artigo coloca peso demais nas montadoras e de menos nos sindicatos. As unidades NACIONAIS podem até adorar as intervenções, mas as sedes MUNDIAIS das montadoras adorariam poder comercializar seus veículos com liberdade - o que traria GIGANTES ganhos de eficiência. A Ford adoraria produzir apenas Fiesta e EcoSport no Brasil (ou nenhum caso não diminuíssem os impostos locais), exportar os veículos e peças para o mundo todo e importar todo o resto da linha de países também com fábricas intensivas e especializadas em 1-2 modelos em cada país. A retirada das barreiras poderia até reduzir o LL/ROL das unidades nacionais, mas tenho CERTEZA que o ganho de sinergia geraria uma melhor média mundial (ou regional, AL) de rentabilidade para as que forem eficientes e tenham um bom plano para isso (ex: o "One Ford" da americana). Enquanto isso não acontece elas tentam operar aos trancos e barrancos com a miríade de regulações, intervenções e o sindicato mais forte do país.
  • Max Scardua  31/05/2012 19:19
    Excelente artigo. A cada dia fico mais perplexo com esse governo. Me parece um bando de amadores...todos os indicadores apontam que o governo conseguirá o inverso do que propõe...vamos acompanhar as cenas dos próximos capitulos.
  • Luciano A.  31/05/2012 20:01
    Ótimo artigo,

    Gostaria de saber a diferença entre o CDI (taxa) e a taxa SELIC?
  • Luis Almeida  31/05/2012 20:11
  • augusto  01/06/2012 00:05
    Excelente artigo!


    Como graduando de economia, lamento que os ensinamentos da escola Austríaca nao sejam nem sequer lembrados durante a graduação. Infelizmente as universidades continuarão sendo escolinha de Keynesianos para os estudantes de economia.
  • Lucio  01/06/2012 11:48
    Fernando,

    todo esse movimento do governo no sentido de jogar mais dinheiro no mercado tem força para empurrar a BOVESPA para cima ou é um dinheiro que não vai parar na bolsa?

    Tocante ao mercado financeiro, você arrisca uma previsão para nossa bolsa até o final desse ano?

    E na tua opinião, o melhor investimento agora seria ações ou commodities?

    Obrigado e parabéns pelo artigo!
  • Carlos Araujo  27/06/2012 13:58
    Boas notícias:

    br.noticias.yahoo.com/governo-injeta-r-8-43-bilh%C3%B5es-economia-compra-145354412.html
  • Andre Cavalcante  27/06/2012 14:42
    E desde quando o governo gastar por conta é uma boa notícia?
  • Carlos Araujo  27/06/2012 15:18
    Foi uma ironia.
  • Anonimo  05/08/2012 14:18
    Jansen,um comentario a sua colocação. ghahahaahahahahahhahahahahahahahahahahaha
    Agora vamos voltar a realidade.
    1)banco estatal não empresta dinheiro na camaradagem,isso não existe,como prova disso,vc mesmo afirmou que foi obrigado a pegar um seguro imbecil para o banco "emprestar" dinheiro,só com esse seguro imbecil vc ja pagou todos os juros que eles queriam.
    2)como outro leitor falou aqui,se vc estiver inadimplente com o banco muito tempo,o proprio banco privado te da descontos para a quitação da divida,pois o interesse do banco é receber,e alem do mais,o governo cobre o prejuizo da divida dos correntistas do banco,o que vc pagar ao banco sera o lucro liquido deles,eu ja me enterrei no banco e paguei um valor ridiculo para sair das dividas,hj só não tenho credito pq eu não procuro,se eu quiser credito,eu consigo facilmente,porem eu não sou burro e quero me manter bem longe de banco..
    3)vc apenas aumentou a sua divida,vc estava devendo R$53mil,hj vc esta devendo R$70mil,resumindo a historia,vc vestiu um santo e descobriu outro,se vc se apertar um pouco mais,daqui a pouco vc estara ,mais enforcado..
  • Eduardo Bellani  06/05/2013 22:05
    Por sinal, alguém se arrisca a comentar os efeitos econômicos desse anúncio do nosso presidento do Gosbank?
  • Leandro  06/05/2013 22:14
    Não veio o link.
  • Eduardo Bellani  06/05/2013 22:40
    Eia, e isso que dizem que eu sou profissional de informática.

    Acho que agora vai.
  • Um Filósofo  06/05/2013 23:25
    Trata-se de uma medida contra a anarquia dos mercados de cunho imprescindível para a sobrevivência monetária das democracias já consolidadas. É vital que o sistema financeiro seja protegido devido à constante situação de risco no qual se apresenta advinda do controle privado sobre a concessão de crédito.

    Tal reforço na proteção das instituições bancárias terá o impacto positivo de convencer os capitalistas a oferecerem crédito à população que almeja a melhora de vida em detrimento dos interesses da burguesia nacional consolidada, entretanto, prevejo que tal "irresponsabilidade monetária" protegida poderá culminar no aumento da oferta de crédito a clientes de altíssimo risco(Aqueles já endividados devido à propaganda agressiva midiática que incentiva o consumismo para alimentar a super-produção capitalista), avançando ainda mais a alavancagem média bancária e diminuindo o peso que a solvência representa às agências bancárias; ceteris paribus, prevejo aumento da base monetária e uma eventual aceleração da inflação.

    Entretanto, é imprescindível a análise do modelo já consolidado, onde o estado serve de emprestador de última instância à burguesia bancária caso o sistema de reservas fracionárias exploda. Em minha curiosidade de filósofo, perguntarei a meu sempre pândego opositor reacionário, Leandro Roque: Em que difere a proposta do "bail-in" ao modelo atual?
    Parece-me apenas como formalização de algo que já é implícito nos cartéis bancários internacionais.
  • Leandro  06/05/2013 23:42
    Dizer que acionistas e controladores devem arcar com os prejuízos é fundamental para o bom funcionamento de qualquer entidade capitalista. Deixar isso claro é um passo na direção correta.

    No entanto, deixar aberta a hipótese para salvamento estatal das instituições financeiras é algo que estimula o risco moral e o comportamento temerário. Afinal, se você é um banqueiro e sabe que, não importa a lambança que fizer, o governo lhe socorrerá, então não há estímulo nenhum para um comportamento prudente. Seus lucros são privados e seu prejuízos, socializados.

    Esse anúncio pode funcionar como uma faca de dois gumes.
  • Matheus Ben Hur  17/10/2016 12:52
    Leandro,

    Onde você conseguiu esses gráficos? É algum site ou você elaborou?

    Atenciosamente,
  • Leandro  17/10/2016 15:44
    Caro Matheus, o artigo é do Fernando Ulrich. Os gráficos foram elaborados pelo próprio.

    Agora, no site do Banco Central, na seção de "Séries Temporais", você encontra todas as mesmas variáveis que ele utilizou.
  • Murdoch  17/10/2016 18:27
  • Murdoch  17/10/2016 18:28
    Mais: Isso e isso
  • Fernando   20/12/2017 19:08
    Leandro, esta redução das alíquotas de compulsórios dos bancos anunciada hoje terá efeitos inflacionários?
    No que seria bom/ruim esta redução?
  • Leandro  20/12/2017 19:17
    Foi o mesmo que foi feito em 2012. Na ocasião, as consequências, como todos sabemos hoje, foram péssimas, só que em grande parte por causa da expansão do crédito estatal, e não do crédito privado, que se manteve contido (pois a demanda já estava em queda).

    Atualmente, os bancos estatais parecem sob controle. A conferir como continuará daqui para frente.


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