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Reciclagem, conservação, sustentabilidade e realidade

A reciclagem adquiriu um status moral quase que inquestionável, em grande parte porque crianças e adolescentes, doutrinados pela propaganda ambientalista continuamente regurgitada pelas escolas e universidades, chegam às suas casas munidos de informações falaciosas e as utilizam para intimidar seus pais.  Não seria exagero algum dizer que mais de 70% da juventude quer que seus pais reciclem.

Porém, aqui vai meu humilde conselho aos pais: não se envergonhem e não se deixem intimidar! Joguem fora todo e qualquer lixo.  Não há nenhuma virtude em reciclar algo que o mercado não está disposto a lhe pagar.  Se reciclagem fosse realmente uma necessidade premente, tal ato teria um enorme preço de mercado, e as pessoas seriam pagas para incorrer em tal atividade.  O que nossas crianças e adolescentes estão aprendendo nada mais é do que ideologia esquerdista, sem nenhum respaldo em fatos ou na ciência.

Um dos argumentos utilizados em prol da reciclagem é que o mundo está ficando sem aterros sanitários, pois o espaço para eles estaria acabando.  Os meios de comunicação se esmeram em propagandear, principalmente em canais voltados para o público infantil, imagens sombrias de cidades soterradas sob seu próprio lixo.  É exatamente isto o que se passa por educação ambientalista no mundo atual.

Porém, a realidade é que não há e nem nunca houve qualquer escassez de espaço para a construção de aterros.  Se houvesse de fato tal escassez, o preço de mercado para tal espaço seria tão astronômico, que as pessoas estariam demolindo suas próprias casas para construir aterros em seus lugares.  Ato contínuo, elas iriam embolsar o lucro e comprariam mansões.  No entanto, a verdade é que se todo o lixo sólido a ser produzido nos próximos mil anos fosse concentrado em um único lugar, ele ocuparia apenas 114 quilômetros quadrados — o equivalente a 0,001% de toda a área dos EUA.

E o que dizer sobre a tão propalada alegação de que a reciclagem, principalmente a de papel, irá "salvar a vida" de várias árvores?  Toda criança tem este mantra na ponta da língua.  O papel, afinal, é feito da madeira das árvores.  Por que não produzir papel novo utilizando papel antigo e, assim, evitar que mais árvores sejam derrubadas?  Simplesmente porque não é assim que funciona a lógica econômica.  A oferta sempre será comandada pela demanda.  Se amanhã repentinamente pararmos de utilizar trigo para fazer pão, haveria menos trigo no mundo daqui a um ano.  A oferta de trigo cairia drasticamente.  Não mais haveria incentivos de mercado para se cultivar trigos, seus preços despencariam e o cultivo de trigo seria uma atividade totalmente deficitária.  Da mesma forma, se todo o mundo parasse de comer frango, a população de frango diminuiria, e não aumentaria, como supõem quase todos os ambientalistas.

A mesma lógica se aplica à relação entre papel e árvores.  Se pararmos de utilizar papel, menos árvores seriam plantadas.  Não haveria incentivos de mercado para a conservação de florestas.  Na indústria papeleira, 87% das árvores utilizadas são plantadas para a produção de papel.  Isto significa que, de cada 13 árvores que seriam "salvas" pela reciclagem, 87 jamais seriam plantadas.  É exatamente por causa da demanda por papel que o número de árvores plantadas no mundo aumentou nos últimos 60 anos.  Eis, portanto, uma lição incômoda para os ambientalistas: se o seu objetivo é maximizar o número de árvores, não recicle papel.  Outra lição: se você quer aumentar o número de árvores, defenda o capitalismo e a propriedade privada.  Quando se é dono da sua própria terra, há vários incentivos econômicos para se cuidar muito bem desta sua terra.  Sua preocupação é com a produtividade de longo prazo.  Assim, o proprietário de uma floresta, por exemplo, irá permitir que uma madeireira ceife apenas um número limitado de árvores, pois ele não apenas terá de replantar todas as que foram ceifadas, como também terá de deixar um número suficiente para a colheita do próximo ano.

Outras declarações feitas por defensores da reciclagem são igualmente problemáticas.  Reciclar não poupa recursos.  Pelo contrário, desperdiça recursos valiosos.  Em geral, reciclar é mais caro do que construir aterros, com a única exceção para esta regra sendo o alumínio.  As crianças também são doutrinadas a acreditar que reciclar irá reduzir a poluição.  Mas a elas não é dito que o processo de reciclagem é, em si, extremamente poluente.  A reciclagem de jornais, por exemplo, requer que a tinta velha utilizada nos jornais seja retirada das páginas.  Este é um processo quimicamente intensivo que gera enormes quantidades de lixo tóxico.  Muito mais "ambientalmente saudável" seria simplesmente jogar os jornais fora.

Adicionalmente, um programa de coleta de recicláveis exige o uso de caminhões diferentes dos caminhões utilizados para a coleta de lixo comum.  Isto, por sua vez, significa mais caminhões circulando diariamente (ou semanalmente) nas cidades.  E isto, por sua vez, significa mais poluição do ar.  Em Nova York, por exemplo, após instituir a reciclagem compulsória, a prefeitura teve de acrescentar duas coletas adicionais por semana.  Já em Los Angeles, a prefeitura teve de duplicar sua frota de caminhões de lixo.

Mas o fato é que os recicladores têm uma agenda muito mais ambiciosa do que aquela com que doutrinam as crianças e os adolescentes.  No livro Waste Management: Towards a Sustainable Society, seus autores, O.P. Kharband and E.A. Stallworthy, chegam a reclamar que as construtoras descartam pregos envergados e que os hospitais utilizam seringas descartáveis.  "O chamado 'padrão de vida'", concluem os autores, "terá de ser reduzido".

Eis aí o real objetivo da elite defensora de programas compulsórios de reciclagem.  E, tragicamente, esta redução no padrão de vida já foi alcançada em várias cidades que construíram monstruosas e caras fábricas de reciclagem, o que levou a desperdícios inacreditáveis, impostos mais altos, e prefeituras financeiramente estropiadas.

A realidade econômica do debate ambientalista

Debates sobre questões ambientais nada mais são do que debates sobre como estamos precificando o futuro.  Em economês, diz-se que estamos atribuindo ao futuro um valor presente muito descontado.  Questões sobre "o mundo que estamos deixando para nossos filhos" e reclamações sobre a suposta miopia das gerações atuais são, em última instância, alegações de que estamos precificando o futuro de maneira incorreta e inapropriada — ou, mais especificamente, que estamos descontando acentuadamente o valor presente do futuro.

Em seu livro The Armchair Economist, Steven Landsburg apresentou um excelente ponto sobre a alegação de que temos de conservar a terra para as gerações futuras.  Ele pergunta como podemos saber com total certeza se nossos filhos e netos irão preferir uma floresta a toda a renda e riqueza que seriam geradas por, digamos, um estacionamento ou um shopping.  E a resposta é que nós simplesmente não sabemos, pois, novamente recorrendo ao economês, é impossível fazer comparações interpessoais de utilidade.  Mas podemos utilizar o princípio da preferência temporal para nortear nossas decisões.

Alguns dizem que não podemos precificar o futuro de maneira tão baixa — ou que, se o fizermos, deveríamos descontar seu valor presente de uma maneira extremamente ínfima.  Tais pessoas argumentam que, ao fazermos nossos cálculos ambientais de hoje, as gerações futuras deveriam ser incluídas nele e consideradas como tendo o mesmo peso da geração atual.  Certo, mas qual a consequência real e lógica de tal postura?  Ora, se realmente fizermos isso para todos os assuntos envolvendo o ambiente, então qualquer questão sobre a proteção do planeta irá se tornar irrelevante por causa de um fato incômodo e perturbador já apontado pelo economista Walter Block: em algum momento futuro, o sol irá desaparecer, e o planeta com o qual estamos tão preocupados hoje irá simplesmente desaparecer.  E isso é um fato para o qual não há alternativas.

Logo, se estamos tão preocupados com a preservação das espécies, e se já sambemos de antemão que, um dia, o planeta Terra irá inevitavelmente desaparecer, então temos de buscar um conjunto de ideias radicalmente distintas e uma abordagem radicalmente diferente da atual maneira de se pensar o ambiente.  Temos de levar em conta que haverá um momento em que o principal problema ambiental a ser enfrentado pela humanidade não será como reduzir a poluição da terra, do ar e do mar, mas sim como sair deste planeta ou como alterar sua posição no sistema solar, duas tarefas que estão muito além das fronteiras da nossa atual capacidade tecnológica, mas que podem ser alcançadas, pelo menos em princípio.

Uma solução para este inevitável problema seria o acúmulo de recursos e capital, algo que requer um nível muito maior de criatividade e engenho humano, e uma divisão do trabalho muito mais acentuada que a atual, de modo que as pessoas possam se concentrar nos problemas e desafios gerados por uma viagem interplanetária.  Isto significa que seriam necessárias mais pessoas habitando o planeta, e elas teriam de ser muito mais ricas do que são hoje, e teriam de enriquecer de maneira bem mais acelerada, pois isso liberaria o recursos necessários para solucionar todos estes problemas. 

Embora isto — aumento populacional e enriquecimento acelerado — seja algo que vá exatamente contra as ideias ambientalistas convencionais, trata-se exatamente da consequência lógica de se dizer que as gerações futuras devem ser consideradas como tendo o mesmo valor da nossa geração atual.  A tese de que não devemos dar ao futuro — e às gerações futuras — um valor presente descontado implica que todos os outros problemas atuais devem ser relegados a segundo plano, dando-se prioridade ao urgente problema de como impedir a inevitável extinção humana que irá ocorrer quando o sol morrer.

Conclusão

À primeira vista, o objetivo de se reciclar mais e de se conservar mais pode parecer muito apropriado, até mesmo desejável.  No entanto, os defensores de tais práticas não possuem as informações econômicas necessárias para se tomar as decisões corretas nestas questões, pois não há direitos de propriedade claramente definidos sobre os recursos naturais escassos.  Não há propriedade privada sobre aterros sanitários e não há livre mercado para a reciclagem de lixo.  Adicionalmente, como mostra o exemplo de Block, se realmente nos importamos com as gerações futuras, se dermos a ela exatamente a mesma importância que damos a nós mesmos e, consequentemente, se estamos dispostos a nos sacrificar por ela — pois, afinal, damos a ela o mesmo valor que damos a nós mesmos —, então o inevitável fato de que o sol irá morrer um dia significa que, em vez de estarmos hoje preocupados com a reciclagem de lixo, deveríamos, isto sim, estar preocupados em construir colônias planetárias, exatamente como no seriado Battlestar Galáctica.  Quem for contra isso, ou achar que se trata de um exagero, então tal pessoa realmente não está preocupada com as gerações futuras que presumivelmente irão habitar a terra daqui a vários bilhões de anos.

Recicladores e ambientalistas não são cidadãos melhores ou mais bem intencionados.  São apenas mal informados.  Quer salvar árvores e diminuir a poluição?  Enfie seus papeis em uma grande sacola plástica e jogue-a fora.

 

Colaborou para este artigo Art Carden.



autor

Roy Cordato
é vice-presidente para pesquisas e acadêmico residente da John Locke Foundation. É também pesquisador adjunto do Mises Institute.

Tradução de Leandro Roque

  • Eduardo  28/05/2012 07:27
    Concordo em partes com o artigo.
    Em muitos casos há sim redução de custos quando você recicla. Principalmente para as famílias mais pobres, a reciclagem pode ser uma boa fonte de produtos,com custo muito baixo. Você pode ver a quantidade de produtos que são feitos com alumínio, garrafas Pets e etc.
    Alem disso coisas como economia de energia através de X métodos diferentes, reutilização da aguá tudo isso geram custos menores que no longo prazo pode ser bem vantajoso para uma família.

    Mas vale lembrar que defendo isso não no intuito de "salvar o planeta", mas sim no intuito de reduzir seus gastos. Apenas se for viável economicamente reciclar algo deve ser reciclado, se não coloque suas coisas em uma sacola plastico e jogue no lixo mesmo.
  • José Ricardo das Chagas Monteiro  28/05/2012 07:48
    Saudações, respeitável colega virtual e apreciador do sítio, então, há o primeiro efeito, aquilo que se vê, assim como aquilo que não se vê, o custo, esse que quando é gerado pelo (des)governo - municipal,estadual,federal - retorna para gente via impostos, empobrecendo-nos, menos poupança e portanto gerando toda aquele processo que o amigo bem sabe.
    Há uma coisa interessante sobre o processo da poupança e consciência que acompanham os apelos, pena que também esses camuflam aquilo que não se vê - os esquerdistas -.
    Abraços.
  • Johnny Jonathan  28/05/2012 08:20
    Eu sempre estranhei o porque não existe um mercado de reciclagem. Desde pequeno, eu, filho de um papai pão duro, sempre pensei: porque raios vou dar o meu "lixo valioso" que vai gera mais recursos a uma empresa, se eu poeria vende-lo e ganhar dinheiro?
    É o com acontece com os ferros velhos.´

    Acho que a privatização dos aterros e coleta de lixo é o caminho mais viável. Mas me parece possível é um país com um livre mercado, e não esse monopolismo de estado que acontece.
  • Otavio Marshall  28/05/2012 08:36
    Prezado Roy:
    O debate sadio sobre a reciclagem, ou, mais do que isso, sobre o uso inteligente dos recursos naturais, é muito válido. Afinal, o que é eco-nomia?
    Te chamo a atenção para o trabalho sério feito por institutos como o Rocky Mountain, no Colorado, que analisa, reflete e propõe soluções para o uso de recursos naturais, sem apartar a razão humana, ou o conforto proporcionado pela vida moderna, do debate.
    Uma informação de lá: apenas + - 5% do combustível, de origem majoritariamente fóssil (atualmente) é utilizado para mover passageiros em um carro. O resto é para mover o próprio carro, ou gerar calor não utilizado. Pergunta: por que os carros são tão pesados, quando já se conhece materiais mais leves? A resposta é longa, mas algumas das razões chamam-se ignorância e acomodação na zona de conforto, por quem paga (consumidor de carro) e quem recebe (indústria automobilística).
    Não podemos jogar todo o conhecimento humano sobre usos de recursos em um saco plástico e atirar no lixo comum. As sociedades comunistas foram as maiores devastadoras da natureza, por, também nesse campo, sacar a ciência do debate.
  • Leandro  28/05/2012 08:56
    Prezado Otávio, permita-me uma resposta para a sua pergunta. Estes materiais mais leves seriam utilizados caso fossem realmente economicamente vantajosos -- ou seja, caso existissem em abundância de modo que seu preço tornasse vantajosa sua utilização. Mas a realidade da escassez infelizmente é outra. Carros construídos assim certamente seriam mais caros -- caso contrário, qualquer capitalista em busca do lucro já estaria construindo estes carros em massa, certo? Ou vai me dizer que estes desalmados gananciosos não querem ganhar dinheiro fácil?

    Estes carros que você deseja são como carros elétricos: tudo não passa de desejo erótico de uma pequena elite de ambientalistas chiques, que acham que um caríssimo carro elétrico é um must que todo pobre deve se endividar para poder adquirir. E depois ficar com o carro para na estrada, pois a bateria acabou e nao há postos de recarga nas redondezas.

    Parodiando a sua frase final, não se pode nunca sacar a economia do debate.

    Grande abraço!
  • Marconi  28/05/2012 09:25
    Tenho dúvidas se os carros elétricos, por exemplo, "não existem" por conta de serem mesmo inviáveis ou se há um conluio entre empresas petroliferas e montadoras nessa questão.
  • Andre Cavalcante  28/05/2012 10:49
    Historicamente o carro à combustão interna somente se estabeleceu nos EUA por causa de lobby junto aos governos locais, no início do séc. XX (sempre o governo :( ). Naquela época, tanto carros elétricos como à gasolina não tinham a autonomia dos dias de hoje e concorriam normalmente.

    Mas a realidade de hoje é diferente: o "caríssimo carro elétrico" só o é por causa da bateria.

    Do ponto de vista técnico, um carro elétrico só é mais caro que um carro convencional porque ainda não temos baterias suficientemente eficientes e baratas para uso em transporte. Especificamente o custo da platina e o peso do conjunto bateria são os principais desafios. Todos os outros itens já tem preços bem competitivos (sendo a maioria deles usados em ambas motorizações). Os materiais usados na carroçaria, por exemplo, são compósitos que foram desenvolvidos tanto para carros elétricos como para os de combustão interna. O motor elétrico tem eficiência de, no mínimo, 80% (há motores com eficiência de mais de 90%) enquanto que o carro à combustão tem eficiência teórica máxima de 46% [na verdade Tf/Tq] (na prática não chega a 36%). Um motor elétrico de mesma potência já é mais barato que um motor à combustão (quilo por quilo). Mas aí vem a "bendita" bateria e a coisa complica e muito: a densidade energética da gasolina, e seu "fácil" armazenamento, ainda não tem paralelo no mundo elétrico.

    Uma vez resolvido esse problema técnico as possibilidades são muitas. Porém há o problema do interesse em desenvolver tal tecnologia (por hora na mão de poucos "ambientalistas" que, como sempre apelam para o governo e a justificativa é emotiva).

    De uma maneira mais livre, vejo a solução em duas frentes: precificando-se o impacto ambiental de cada tecnologia (quem é que paga pela poluição do ar causada pelos carros? por hora ninguém - O impacto ambiental de uma bateria chega a ser pior que o impacto de um motor a diesel?) e deixando o preço do petróleo subir naturalmente. Fazendo as contas, com o barril na casa dos USD150.00 (já está mais de USD100.00) praticamente qualquer tecnologia (alternativa) de produção de energia elétrica se torna economicamente viável, o que traz um incentivo econômico para as baterias ou outros métodos de obtenção de energia nos carros. Pena que para ambas essas coisas, precisaríamos tirar o governo da equação, o que me parece complicado na atual realidade estatista que o mundo vive...

    Abraços
  • Ricardo Gomes  28/05/2012 11:12
    Mas uma bateria de platina é caríssima. Se não me engano, tal metal nobre é muito mais caro que o ouro. E tem o problema da autonomia. Em um trajeto São Paulo-Rio, o motorista teria de "abastecer" sua bateria umas quatro vez. Mas onde?

    Ou seja: no atual estado, isso é apenas, como disse o Lenadro, um sonho molhado.
  • Andre Cavalcante  28/05/2012 14:31
    Abastecimento por abastecimento, um carro a combustão também precisa. O problema é o como.

    A questão da platina é que ela é usada como catalizador em sistemas de célula a combustível, portanto caras, e a química de baterias de lítio é extremamente tóxica para humanos, além de poderem explodir (se bem que gasolina também, então é trocar alho por cebola).

    Se o governo não se metesse no mercado de energia, a produção de eletricidade barata poderia ser suficiente para suprir as demandas de transporte, evitando-se a poluição do ar e sonora pelos carros à combustão. O que torna os elétricos um sonho é justamente isso.

    Abraços
  • Cactus  18/07/2012 04:27
    O problema não é somente como abastecer, é também o tempo gasto, enquanto o a gasolina gasta-se em média 10 minutos em apenas um reabastescimento, o elétrico gasta-se 20, ou mais, em quatro ou cinco reabastecimentos (não há cristo que aguente!).
  • Tiago RC  28/05/2012 13:23
    André Cavalcante, já viu isso? www.mdi.lu/english/index.php
    É bem interessante.

    E sobre carros elétricos, parece que a Renault já está vendendo, ou vai começar a vender em breve. Eles alugam a bateria. E eles pretendem criar postos onde você pode trocar sua bateria descarregada por uma outra, carregada, caso esteja fazendo uma viagem longa.
  • Andre Cavalcante  28/05/2012 14:24
    Tiago, carros a ar comprimido tem uma relação peso/potência muito ruim. Quanto maior a compressão do ar, mais pesado deve ser o cilindro. Então há um comprometimento entre a potência entregue e o peso do total do carro. Um carro assim é difícil vingar. Em um mercado em que os motores facilmente passam de 50cv, é muito difícil um carro, que custa praticamente a mesma coisa, mas de 15cv a 20cv ganhar mercado.

    Carro elétrico no Brasil é sonho, principalmente por causa das taxações do governo, mas em outros países já começa a aparecer um mercado para elétricos. Há vários modelos de negócio sendo testados. Não se sabe se realmente vão vingar.

    Agora, como eu disse, há ainda um chão para a tecnologia. Seria mais rápida a adoção se os mercados de energia e automobilísticos fossem livres, mas não são. E, pra variar, os investimentos governamentais em energia verde, geralmente não dão em nada justamente porque governo não vê mercado, vê lobby.

    Outra coisa que, penso, ajudaria seria se as ruas fossem privadas. Um apelo popular poderia forçar os donos das ruas a cobrar mais para carros mais poluentes, o que faria com que mais pesquisas (essas sim direcionadas ao mercado) fossem feitas.

    Abraços
  • Cactus  18/07/2012 04:20
    O problema maior é a potência, o carro elétrico não anda, enquanto que o a explosão tem uma força energética insuperável na comparação de tamanhos de motores envolvidos entre eles.
  • Otavio Marshall  28/05/2012 11:13
    Prezado Leandro:
    Por favor não superestime a lei de mercado, quando hoje vivemos um mercado distorcido por dinheiro fácil, crédito abundante e lobbys atuantes (algum desses fatores não existem no mercado automotivo americano, por exemplo??) em favor de si.
    Os materiais mais leves já são uma realidade, bem como os carros híbridos, e a escala vai baratear esses modelos, espero que em breve, pois o preço do combustível tem subido suficientemente para isso.
    Da mesma forma, acho uma armadilha perigosa subestimar a pesquisa rigorosa, honesta, pública (pública=aberta ao contraditório) e com bons resultados, como as protagonizadas por instituições como a citada.
    Obrigado por sua resposta, e deixo-lhe as melhores saudações.
  • Leandro  28/05/2012 11:26
    Caro Otavio, como você muito corretamente disse, "hoje vivemos um mercado distorcido por dinheiro fácil, crédito abundante e lobbys atuantes".

    Logo, dado que você admite esta realidade, fica ao seu cargo demonstrar por que qualquer "descoberta" científica ou tecnológica originada neste meio corrompido será a "ambientalmente correta". Da mesma forma, é você quem também tem de demonstrar como surgiria, neste meio abduzido pelo dinheiro fácil e direcionado, uma "pesquisa rigorosa, honesta, pública (pública=aberta ao contraditório) e com bons resultados". Quem não tem financiamento público e não está na lista dos favoritos do governo, não consegue obter financiamento para (quase) nada honesto.

    Exatamente por isso disse que, sob tais condições, os preços de mercado para os elementos já utilizados há muito tempo e já consagrados no meio automotivo continuam sendo os melhores guias para demonstrar a viabilidade de projetos. Se, com todos os maciços subsídios governamentais, a "energia verde" ainda não decolou, então é porque ela realmente não presta. Não há demanda popular por ela, pois ainda é muito cara.

    Grande abraço!
  • Paulo Sergio  28/05/2012 18:19
    Carro elétrico é feito pra cidade.Eu adoraria ter um e não sou ambientalista de nada, só acho que produzir minha própria eletricidade é bem mais fácil que cavar um poço de petroleo, basta botar uns cataventozinhos e pronto, um problema a menos
  • Gabriel Mota  29/05/2012 12:55
    hehehehe. Você acha que realmente vai produzir sua própria energia com "cataventozinhos"? Cata vento e painel solar são excelentes opções para geração maciça de energia ..... para demonstrações em feiras de ciências do primeiro grau.
  • Paulo Sergio  29/05/2012 13:17
    Já tem muita gente fazendo isso, vc só está desatualizado algumas décadas
  • Gabriel Mota  29/05/2012 14:15
    No Ceará, meu pai tinha um sistema desses de autogeração. Funcionava assim: pra ele ver a TV ele desligava a geladeira.
  • Paulo Sergio  29/05/2012 13:21
    Ah entendi.É o seguinte, hora nenhuma eu falei geração MACIÇA de energia, falei apenas da MINHA energia, a tia da quinta série de interpretação de texto mandou lembrança
  • Gabriel Mota  29/05/2012 14:05
    Paulo, boa sorte então, paladino do auto sustento energético. Procure se informar sobre o espaço qua você precisa pra gerar alguns míseros Watts pra ligar sua TV (enersud.com.br/?page_id=149). Só não esqueça de um detalhe: energia solar não funciona sem sol e energia eólica não funciona sem vento. Mas aí você vai falar das "baterias", que eu nem vou comentar. Para produzir seu gás de cozinha, sugiro andar com um biodigestor portátil. Muito prático.
  • Andre Cavalcante  29/05/2012 19:12
    Não é bem assim, no Brasil a insolação chega fácil aos 2000W/m2. Mesmo considerando uma eficiência de 20% (sendo bem conservador, pois há tecnologias que permitem 30%+), temos 400W. Um telhado com 50m2 produziria fácil 20KW o que é um consumo bom para uma casa de 50m2, o que já aliviaria e muito a conta de energia no final do mês. O melhor método é o de co-geração, você gera energia e ela vai direto para rede, revertendo o relógio da concessionária. O problema é que co-geração é proibida no brasil. Além disso, o custo inicial do painéis mais instalação talvez não compense. Eu vou esperar um pouco mais para me aventurar por aí (o preço do painel tem que cair ainda mais), mas um primo meu em Portugual já conta com um sistema de co-geração que lhe diminui mais de 20% de sua conta mensal (lá a insolação não é tão boa quanto no Brasil, hehe).

    Quanto a eólica residencial não é bom negócio. Eólica faz mais sentido com geradores maiores e cataventos maiores. Novamente os custos de equipamento e instalação são muito altos.

    Uma alternativa muito boa para o Brasil seria o uso de células a combustível por transformação direta de etanol (DEFC), uma vez que temos já um parque de fabricação de etanol, mas as pesquisas iniciadas entre 2001 e 2003 simplesmente não prosseguiram. Problema de mercado viciado: enquanto o brasil ainda aceitar o lobby das usinas, qualquer alternativa ao caro etanol será sonho. Temos que dar um tempo pra tecnologia evoluir nessa área, mas se eu tivesse din-din pra investir em pesquisa em energia talvez fosse pra essa área.

    Abraços.
  • Gabriel Mota  30/05/2012 05:19
    André, gostei das infos. Essa densidade de 2000W/m^2 é um dado médio ou é extremo do semi árido do NE, por exemplo? Sabes dizer em média o custo de implantar 20 kW de capacidade, considerando toda a infra?

    Valeu

    Por isso brinco que essas energias são boas em feiras de ciências:

    "Se, com todos os maciços subsídios governamentais, a "energia verde" ainda não decolou, então é porque ela realmente não presta. Não há demanda popular por ela, pois ainda é muito cara."

  • Andre Cavalcante  30/05/2012 08:11
    Gabriel,

    Esse valor é médio. Mas o Brasil tem esse valor razoavelmente bem distribuído. É um pouco menos no sul, um pouco mais no nordeste, em virtude da pouca nebulosidade e mais dias de sol. Já no norte, ao contrário do que era para se esperar, uma vez que está mais próximo do equador, os valores são menores, devido a forte nebulosidade e vários dias de chuvas por ano.

    O custo por KW está na casa de R$1.000,00, o que é alto, considerando que pagamos hoje R$0,36 pelo KWH residencial (com impostos). E isso não é a infra-estrutura toda necessária aqui no Brasil, que não permite a co-geração. Para 20KW, um pelo outro, temos R$20.000,00. Claro que este custo será dissolvido no tempo e depois o custo da energia cai a zero, mas ainda assim é um custo inicial bastante elevado.
  • Otavio Marshall  31/05/2012 12:02
    Caro André:
    A co-geração foi regulamentada pela ANEEL, através da RESOLUÇÃO NORMATIVA Nº 482, DE 17 DE ABRIL DE 2012.
  • Andre Cavalcante  31/05/2012 14:30
    Bah! Muito obrigado Otávio. É bem recente, ainda não havia me atualizado. Vou analisar a portaria e depois posto comentário a respeito.
  • Paulo Sergio  02/06/2012 12:19
    Não vou falar de bateria nenhuma, onde eu moro tem sol e vento até demais
    www.youtube.com/watch?v=Hzz609KMtvE
  • Fabio MS  28/05/2012 14:01
    "Não podemos jogar todo o conhecimento humano sobre usos de recursos em um saco plástico e atirar no lixo comum. As sociedades comunistas foram as maiores devastadoras da natureza, por, também nesse campo, sacar a ciência do debate."\r
    \r
    Sacar a ciência do debate? Tá bom. Só se sacaram a ciência econômica produzida pela escola austríaca. Não sei vc sabe, devo lhe avisar, nas sociedades comunistas não havia propriedade privada. É aquela história do terreno público para as vacas pastarem. Sem propriedade privada, nenhum recurso dura muito. Se tudo é de todo mundo, recursos escassos são mais escassos ainda, se é que vc me entende.\r
  • Rodrigo Mak  28/05/2012 08:55
    O Fantástico e a indefectível Sonia Bridi ressuscitaram Thomas Malthus. Ridículo.

    fantastico.globo.com/Jornalismo/FANT/0,,MUL1680596-15605,00-LOTACAO+ESGOTADA+MILHOES+DE+PESSOAS+NO+MUNDO+PASSAM+FOME.html

    Ataque ao capitalismo, apoio aos programas estatais e compulsórios de controle de natalidade, discurso esquerdistóide contra a desigualdade, conta o consumo de carne, contra o aumento do padrão de vida, antiamericanismo explícito, "economistas" e "especialistas" dando suas soluções mágicas e totalitárias.

    Ela ainda fala de aquecimento global, mesmo quando o principal "cientista do aquecimento" já admitiu a picaretagem. E no final exalta a "deusa da floresta".

    Faltou perguntar algumas coisas aos especialistas. Se os indianos precisam de proteína, por que não comem aquele monte de vacas? Quem matou os 30 milhões de chineses de fome? Se a agricultura familiar é tão eficiente, por que os caras vivem reclamando e não vivem sem as ajudinhas governamentais? Foi coincidência falar em redução de área agricultável na mesma semana em que o tal Código Florestal está em pauta?
  • Julio dos Santos  28/05/2012 10:02
    Rodrigo, não sei de qual cidade tu és, mas aqui em Porto Alegre depois do Fantástico passa um tal de Teledomingo, onde foi apresentada uma reportagem de um encontro de ambientalistas que ocorreu no interior do RS, onde tinha uma indiana, que pelo jeito é famosa no meio, o Gabeira e mais um monte de eco-não-trabalham. A reportagem foi uma imensa enxurrada de baboseira, numa clara alusão a esse tal código. Todo o discurso eco apresentado na fala dessa indiana faz com que o mercado pareça o diabo que vai matar todos os animaizinhos e plantinhas das florestas e só o Deus estado poderá nos salvar.\r
    Pouco importa o resultado desse tal código, "a maioria" já está convencida que o mercado é do mau. E nisso tudo a mídia está fazendo somente a sua função para manter suas concessões governamentais.
  • Rickd  28/05/2012 17:27
    O azar deles é que brasileiro adora churrasco. Somos uns dos maiores consumidores de raw meat do planeta. Só no carnaval se consome mais carne no Brasil do que nos maiores paises europeus durante todo o ano todo. E aqui também é o lugar onde mais se consome carne suina, que vem caindo o consumo a cada ano em muitos paises, menos no Brasil, que só cresce. A classe C adora uma linguiça.

  • Carlos Roberto  28/05/2012 09:33
    Umas das leis mais idiotas dos últimos tempos foi aquela que impediu a venda de sacolas plásticas, como se isso fosse fazer diferença, já que hoje quase tudo é feito de plástico.
  • Hay  28/05/2012 09:55
    Não se preocupe, eles vão proibir a produção de quaquer coisa de plástico daqui a pouco.
  • Cactus  18/07/2012 04:44
    Os próprios supermercados perceberam o tiro no pé. A queda das vendas foi assustador, deram uma de João Sem Braço, colocaram uma ONG, provavelmente paga por eles mesmos, para entrar na justiça e retomar o uso de sacolas plásticas gratuítas. Eles dizem que vão recorrer, mas é só blá blá blá para enganar a população denovo!
  • Alan  28/05/2012 09:52
    Caros,

    Não sou ambientalista, mas penso que para buscar formas menos poluentes de produção teremos que planejar em viagens interplanetárias é no minimo uma falacia (para nao dizer idiota) se temos que viajar para outro planeta é pq é inevitável ter uma economia que preserve a vida aqui? Sempre é colocado que as empresas poluem é porque é maneira mais eficiente? mas sera mesmo? Concordo que essa debate é tomado de forma muito politica e pouco racional, não podemos nós economistas nos deixar levar por essa falta de bom senso também.
  • Luis Almeida  28/05/2012 10:40
    Prezado Alan, você, ao que tudo indica, caiu na armadilha. Quem fala que a atual economia é maléfica para as vidas atuais e futuras, e diz que as coisas não podem continuar assim, é que tem a obrigação lógica de apresentar soluções que resolvam os problemas futuros da humanidade. Isso não é idiotice, é questão de lógica. Se tais pessoas realmente querem salvar a humanidade, então não faz sentido parar daqui a duas gerações. Por uma questão de lógica, tem de ir até o fim. Se tal lógica incomoda, então é porque a defesa de tal posição é insustentável, e você aparentemente sentiu isso. Afinal, por que se preocupar apenas com as próximas 3 gerações, e não estar nem aí para a geração número 3674?
  • Alan  28/05/2012 11:13
    Luis Almeida, eu não acho que atual economia é prejudicial ao meio ambiente. Eu tenho certeza. Onde está a mata atlantica? Onde estão as florestas da Europa? Como já disse não sou ambientalista muito menos acredito nessa historia de aquecimento global causado por ação humana. Agora que existem emissão de poluentes quimicos em nossos rios (é so olhar a bahia de guanabara)destruição de florestas (é so olhar os mapas) para criação de gado é irrefutavel. Não acho que a preocupação de se buscar alternativas tenha que se deixar a cabo de ambientalistas (eles não sabem de nada) e sim de economistas e engenheiros. Saudaçoes.
  • Luis Almeida  28/05/2012 11:18
    Ora, mas é quem é que cuida das florestas? E da Mata Atlântica? E dos rios? Não seria o governo, monopolisticamente? Se houvesse propriedade privada, em que os proprietários de cada um desses recursos estivesse interessado em lucrar -- logo, na utilização constante de tais recursos --, haveria tal destruição?

    Portanto, isso que você criticou não é falha de mercado, mas pura incompetência estatal. A discussão é outra.

    Abraços!
  • Alan  28/05/2012 11:39
    Mas não disse que é falha de mercado. Tenho consciência que é do governo mas também das empresas. Mas apenas falar que o estado é grande vilão nesse debate é senso comum. Quem duvida disso nesse site? Na verdade a logica de uma empresa é lucro, se ela tiver que destruir qualquer coisa para chegar nesse objetivo ela vai fazer, uma pessoa jurídica não tem educação moral. Precisamos ser mais equilibrados, não precisamos ser soviéticos nem utópicos de achar que um dia teremos uma sociedade sem estado (isso nunca aconteceu na historia das civilizações, embora concorde que ele não precise ser tão monstruoso como é hoje.
    Sobre a questão de motores elétricos creio que importância seja pela limitação de recursos de origem fosseis existentes, pois como disse a atmosfera é constituída de 78% de nitrogênio, 20% de oxigênio e apenas 0,3% de CO2. A teoria de que a emissão de CO2 na atmosfera altere a temperatura global por meio de radiação infra-vermelha é equivocada. Na verdade o ar esquenta a partir das correntes de ar frio que em contato com o solo esquentam e logo depois sobem (como um balão).
  • Luis Almeida  28/05/2012 11:57
    Absolutamente em momento algum foi dito aqui que é necessário acabar com o estado para se proteger a natureza. Isso é um espantalho pavoroso. O que foi dito, isto sim, é que havendo propriedade privada sobre recursos escassos -- algo que de maneira alguma implica a abolição do estado -- seria impossível uma empresa sair destruindo "qualquer coisa para chegar nesse objetivo (o lucro)". Não tumultuemos o debate aspergindo sobre ele falácias que nunca foram ditas.

    Abraços!
  • Fernando Chiocca  28/05/2012 12:19
    Luis Almeida, eu não acho que atual economia é prejudicial ao meio ambiente. Eu tenho certeza. Onde está a mata atlantica? Onde estão as florestas da Europa?

    A mata atlântica é enorme ainda e a Europa está repleta de florestas. Infelizmente ainda não nos livramos desse monte de matos inúteis, e talvez nunca nos livremos, pois dá um trabalho do cão, e se descuidar um pouquinho, o mato toma conta de tudo novamente.

    Como disse esse climatologista aqui, se cortarem a floresta amazônica inteira (coisa impossível, pois daria um trabalho descomunal que nem está disponível) em 20 anos taria tudo de novo como antes.



    Como já disse não sou ambientalista muito menos acredito nessa historia de aquecimento global causado por ação humana. Agora que existem emissão de poluentes quimicos em nossos rios (é so olhar a bahia de guanabara)destruição de florestas (é so olhar os mapas) para criação de gado é irrefutavel. Não acho que a preocupação de se buscar alternativas tenha que se deixar a cabo de ambientalistas (eles não sabem de nada) e sim de economistas e engenheiros. Saudaçoes.


    Você é ambientalista sim, e um daqueles bem chatos. (onde estão as florestas da europa e a mata atlantica!!SIC)

    Se quer saber como um livre mercado daria com problemas de ambientais, e até saber o que são problemas ambientais, leia aqui:Justiça, poluição do ar e direitos de propriedade
  • Julio dos Santos  28/05/2012 12:26
    Alan, uma empresa em busca do lucro vai destruir tudo que ver pela frente? Então o porco capitalista dono desta empresa é muito burro, pois destruirá a riqueza que tu mesmo citaste, a floresta escassa. Ou ele possui incentivo (rentabilidade) para alocar aquele recurso (floresta) em outro empreendimento qualquer ou ele mantém este recurso completamente escasso (pois todo o resto da floresta já foi destruído e ele possui um tesouro nas mãos). A quantidade de floresta aceita pelo mercado é completamente diferente da quantidade de floresta que existiam há 50 anos. Digo a "quantidade de floresta aceita pelo mercado" com a seguinte interpretação: qual valor a população paga pelo quilo da carne versus árvores derrubadas? Quantos quilos de carne a população consome versus árvores derrubadas. As pessoas reclamam da floresta que cai, mas não vão abrir mão do preço da carne. É burro esse capitalista que derruba a floresta!
  • Alan  28/05/2012 12:37
    Julio, acho sim que em muitos casos destroi sim tudo que ve pela frente. Onde está o pau-brasil? Não podemos ser engênuos, não acho que as empresas são vilãs da história mas determinados individuos agem assim, sem o menor senso racional. E para aquele que disse que a Europa esta repleta de floretas a mata britanica realmente é fantastica rsrsrssrsr
  • Julio dos Santos  29/05/2012 07:27
    Alan, desculpa, talvez não me fiz entender. Como que alguém vai destruir algo que tem tanto valor? Qual o incentivo para se queimar riqueza? A quantidade de pau-brasil diminuiu, mas ele não foi extinto, porque um proprietário de terras não troca o gado por uma floresta de pau-brasil? Por que os ambientalistas não compram um punhado de terra e plantam pau-brasil? Eu te respondo: provavelmente não é viável e se for viável em alguma região, provavelmente algum porco capitalista vai fazer, porque ele só quer lucro!\r
    Uma outra possibilidade: é possível que florestas de valores altíssimos estejam sendo derrubadas para colocar gado vagabundo encima por motivos de má definição de quem é o proprietário da terra, por desajustes criados pela tributação, por restrições à estudos da iniciativa privada sobre a fauna e a flora nativa e tantas outras aberrações criadas pelo estado.
  • Alan  28/05/2012 12:26
    Fernando Chiocca, não tenho tal formação ambiental e você sem me conhecer acha que sou chato é admirável sua formação em videncia. Mas se você prefere uma sociedade sovietica cinza o problema é seu.
  • Rodrigo Mak  28/05/2012 12:53
    Ia postar esse link agora mesmo...
    Notem que o Jô ainda tenta dar uma ridicularizada no assunto, fala do livro do ambientalista-mor da Globo, André Trigueiro (chato....) justo antes de apresentar o professor, e coloca uma pergunta totalmente idiota do ator, ambientalista e ecochato, Juca de Oliveira.
    Tomou uma aula de conhecimento e bom-humor. O cara não se incomodou com as gracinhas, respondeu a tudo com propriedade e colocou ecochatos em seus devidos lugares.
  • EUDES  28/05/2012 14:16
    Felizmente, ainda há gente de vergonha na cara no meio acadêmico brasileiro!

    O prof. Ricardo fala o que precisa e da maneira necessária. Aqui há outra palestra interessante dele: www.youtube.com/watch?v=oJTNJBZxX6E&feature=related .
    Já aqui, ela está fracionada em 10 partes: www.youtube.com/watch?v=xkY89QjBFjM&feature=share .

    Pensando no ambientalismo, vêm à minha mente as palavras do Dr. Vincent Gray, revisor dos relatórios do IPCC :

    "Sim , temos de encarar o fato. Todo o processo [ do IPCC] é uma fraude. … . Cedo ou tarde, todos nós compreenderemos que essa organização e toda a linha de pensamento por detrás dela são uma impostura. Infelizmente, é provável que a sua influência provoque sérios prejuízos econômicos antes que isso aconteça." *

    * Vincent Gray, citado por Geraldo Luís Lino em A FRAUDE DO AQUECIMENTO GLOBAL – COMO UM FENÔMENO NATURAL FOI CONVERTIDO EM UMA FALSA EMERGÊNCIA MUNDIAL pág. 91 – Capax Dei Editora Ltda.


  • Rômulo  28/05/2012 15:16
    Putz, assinou um atestado de ignorância agora! A devastação na Amazônia e em outros locais é justamente porque tratam a floresta como algo privado - e cujo único objetivo é a exploração de madeira e de minérios. Nenhum empreendedor vai comprar pedaço de floresta para deixá-la intocada. E a Mata Atlântica não é simplesmente "mato" como debilmente você afirmou. É um importante regulador de chuvas e do clima no Brasil. Justamente por causa da devastação da Mata Atlântica e das matas ciliares que houve aquela catástrofe ano passado no Estado do Rio. Acabando com esse "mato", tudo vai virar um deserto, com prejuízos econômicos muito piores do que derrubá-la para fins comerciais. No RS isso já está acontecendo. Depois não há iniciativa privada que resolva.

    Você é mais um histérico ultraliberal dos mais chatos (e ignorantes).
  • EUDES  31/05/2012 15:37
    "[A mata atlântica] é um importante regulador de chuvas e do clima no Brasil." Rômulo, então quer dizer que o professor Ricardo é um ignorante em questões climáticas? Tudo que uma floresta pode fazer é interferir no MICROCLIMA de um local; só isso.

    "Justamente por causa da devastação da Mata Atlântica e das matas ciliares que houve aquela catástrofe ano passado no Estado do Rio. Acabando com esse "mato", tudo vai virar um deserto, com prejuízos econômicos muito piores do que derrubá-la para fins comerciais. No RS isso já está acontecendo." Será que você, ainda que indiretamente, quer ensinar ao professor Ricardo: fisiologia vegetal, regime de chuvas e como se forma um deserto?

    Os haitianos, devido à pobreza, derrubaram todas as florestas de seu país. Agora, só falta você dizer que os acontecimentos no Rio e o terremoto no Haiti fazem parte da VINGANÇA DE GAIA!


  • Gabriel Mota  29/05/2012 12:57
    Alan, esse bla bla bla de "energia menos poluente" parte de premissas estúpidas de que o carbono é poluente. Carbono é um dos grandes pilares da vida nesse planeta.
  • Henrique  01/06/2012 16:17
    Sinceramente, achei o artigo muito interessante - os comentários mais ainda. Uma observação válida é refletir sobre a "verdade relativa". Apesar dos fatos, não podemos levar em conta tudo nesse artigo ou em qualquer outro estudo como "verdade absoluta". De maneira nenhuma. No que diz respeito a Reciclagem ou qualquer outro projeto voltado para a preservação do meio ambiente, é necessário verificar a situação sobre dois pontos de vista principais: "capitalistas" e ambientalistas. Como saber se os estudos apresentados nesse artigo - ou no livro do professor da usp, Ricardo Augusto - ou em qualquer outro estudo sob este ponto de vista não são influenciados de maneira direta, ou indireta, por "forças exteriores"? Quem viu o documentário "Inside Job" sabe do que estou falando. Quem garante que todos esses estudos visam nada mais do que atender "desejos capitalistas", nos quais todos os recursos naturais estejam disponíveis às grandes corporações, com o objetivo de lucro exclusivamente privado? Da mesma forma que podem ser verdadeiros, e todos esses estudos sejam válidos corretos.
    Olhem, de forma alguma quero que vejam esse comentário com algum tipo de rótulo. Não sou comunista, nem nada do gênero. Todavia, como mais uma universitário, vejo ser necessário verificar sob ambos os pontos de vista. Flws!
  • Luis Almeida  01/06/2012 16:52
    "No que diz respeito a Reciclagem ou qualquer outro projeto voltado para a preservação do meio ambiente, é necessário verificar a situação sobre dois pontos de vista principais: "capitalistas" e ambientalistas."

    Não precisa. Todas as grandes corporações fazem propaganda aberta de "ideias verdes", e abraçam completamente todas as teorias ambientalistas mais esdrúxulas que existem. Logo, esta sua "brilhante" sugestão de "dois pontos de vista principais" não faz absolutamente nenhum sentido, pois os "pontos de vista" não são antagônicos, mas sim aliados.

    "Quem garante que todos esses estudos visam nada mais do que atender "desejos capitalistas", nos quais todos os recursos naturais estejam disponíveis às grandes corporações, com o objetivo de lucro exclusivamente privado?"

    Como dito, conheço várias grandes empresas que financiam, propagandeiam, divulgam e abraçam ideias verdes. Por outro lado, não conheço nenhuma empresa que combata abertamente esta bobagem. E sabe por quê? Porque é do total interesse delas. Regulamentações ambientais privilegiam quem já está estabelecido no mercado e dificultam enormemente a entrada de pequenos concorrentes. Fosse eu um magnata dono de uma grande empresa, também estaria fazendo propaganda aberta de ideias e regulamentações ambientalistas. Não há hoje maneira mais eficiente de impedir a concorrência.

    Idiotas que defendem ambientalismo estão na verdade defendendo o monopólio e o enriquecimento fácil de grandes magnatas. Veja, por exemplo, estes imbecis que vociferaram contra o Novo Código Florestal. Fosse eu um magnata do agronegócio, faria de tudo para que a Dilma realmente vetasse o projeto. Por quê? Porque isso prejudicaria majoritariamente os pequenos agricultores, diminuiria a oferta de alimentos e consequentemente aumentaria os preços. Seria dinheiro fácil pro meu bolso. Acordem para a realidade!
  • Henrique  01/06/2012 17:26
    Obviamente você é extremamente experiente na área, não é Júlio? Agora me responda com seu alto grau de genialidade: por que as empresas e os magnatas apóiam as ideias verdes? Por favor, me diga desde quando isso começou. Desde os primórdios, obviamente, as primeiras empresas apoiavam arduamente as ideias verdes, não é mesmo?
    De forma algum defendo aqui os monopólios e o enriquecimento fácil dos magnatas, afinal de forma algum gostaria de uma nova espécie de colonialismo. Não. Se minhas palavras fazem de alguma maneira você, ou qualquer outro leitor, a pensar desta forma, provavelmente me expressei mal e inclusive peço desculpas.
    Apoiar as ideias verdes pode ser uma forma de "impedir" a concorrência, todavia, mais do que óbvio, esse tipo de atitude é indiretamente "obrigatória" no cenário atual: a maioria da escolas e universidades - como o próprio artigo cita - doutrinam as crianças e adolescente em prol das falácias do meio ambiente; a maior parte da sociedade se move a favor das hipóteses ambientalistas; agora, me responda, que empresa idiota não apoiaria o meio ambiente com medidas sustentáveis e ideias verdes? Provavelmente, algum tipo especifico de monopólio. Mas em uma mundo suplantado de ideias ambientalistas e "verdes" as empresas que fornecem serviços e produtos tem que se adequar a esse cenário, como você mesmo disse, puramente porque é de seu interesse. Mas isso nao significa necessariamente que elas realmente apóiem essas ideias. Sobre sua afirmação sobre o apoio de "todas as teorias ambientalistas mais esdrúxulas que existem", é um equívoco. Teorias precisam de provas científicas e, em sua maioria, essa "falácias ambientalistas" não passam de hipóteses. Logo, HIPÓTESES são apoiadas pelas empresas com um intuito puramente egoísta. Enfim, é possível sim estabelecer um certo antagonismo entre capitalistas e ambientalistas, pois a "convergência" de ambos não passa de uma enganação. Talvez, ao invés de "capitalistas" a expressão correta seria "magnatas", a qual você mesmo usou.
  • Luis Almeida  02/06/2012 07:47
    Não entendi. Você começa fazendo ironia com o que eu falei, mas no final acaba concordando com absolutamente tudo o que eu disse. Eu, hein?
  • Henrique  02/06/2012 10:08
    Luiz, Só tentei colocar o que você disse de uma forma diferente, mostrando que é possível sim estabelecer uma certa oposição entre capitalistas(magnatas) e os ambientalistas.
  • Julio dos Santos  06/06/2012 09:09
    Henrique, não sou extremamente experiente na área e muito menos possuo alto grau de genialidade. Vou repetir um pouco o que mencionei nos dois comentários acima onde eu replicava ao Alan, mas responderei seus questionamentos: \r
    (1) por que as empresas e os magnatas apoiam as ideias verdes?\r
    Se a tua definição de "ideias verdes" for a preservação de determinadas áreas no seu estado natural, eles preservarão estas áreas pois será mais rentável mantê-las do que destruí-las, exemplos: estas áreas produzem plantas únicas de extremo valor (com a biodiversidade tupiniquim isto é corriqueiro) ou apenas o custo de sua destruição já inviabilizaria o cultivo de qualquer plantação ou criação. Mas se a tua definição de "ideias verdes" for determinar pessoas a como devem utilizar a sua propriedade, por intermédio de força de lei, então os magnatas apoiarão as ideias verdes como forma de marketing para vender seus produtos para os "bicho-grilos", sendo extremamente sobre taxados, mas tendo a garantia do governo que não terão concorrentes, devido ao alto grau de burocrático para entrar no ramo, exemplo: Natura.\r
    (2) me diga desde quando isso começou. Desde os primórdios, obviamente, as primeiras empresas apoiavam arduamente as ideias verdes, não é mesmo?\r
    Cara, não sei quando isso começou, mas é muito bem retratado no filme "2001: Uma odisseia no espaço", bem no inicio do filme mostra a "Aurora humana", onde existem tribos de hominídeos e o processo da construção de seu entendimento sobre: a utilização de uma ferramenta (um osso para matar uma presa) e de uma arma (o mesmo osso), a conquista de sua propriedade (um poço d'água), a forma de conquista (a morte do líder da tribo rival) dentre outras interpretações sobre a origem da humanidade. O que eu quero te explicar é que não existe uma explicação para quando o homem começou a apoderar-se da natureza, a resposta é: desde que é homem. Só que naquela época não haviam empresas (até porque a o principal motivo para se definir juridicamente uma empresa é saber quem vai pagar o imposto). Não existe uma lógica para a criação do estado, pois quando não existe a definição de quem é dono haverá guerra por aquilo, mas no momento que algo é meu, vou fazer de tudo para preservá-lo e tirar o maior proveito dele. Larga a ideia de que tudo ficou pior desde a criação das "empresas" e aprenda que "empreendimentos" sempre houveram e só prosperaram quando existia a definição da propriedade.
  • Gustavo Boscolo Nogueira da Gama  01/06/2012 20:33
    Apesar dos fatos, não podemos levar em conta tudo nesse artigo ou em qualquer outro estudo como "verdade absoluta"

    Sua afirmação não é uma verdade absoluta.

    Não sou comunista, nem nada do gênero.

    Você é mais que comunista, é um comunista gramscista, do tipo que enganaria a própria mãe pra divulgar o comunismo.
    Volta pra URSS.
  • Henrique  02/06/2012 07:40
    Gustavo, gostei do seu comentário cara. Viu só como não é difícil ver as coisas como se não fossem uma verdade absoluta? É mais do que certo questionar o meu comentário ou de qualquer um aqui. No entanto, a sua afirmação de eu sou comunista é um total equívoco, visto que você a esta fazendo sem embasamento algum, um "julgamento" feito com base em um simples comentário. Por favor, peço que pense antes de acusar alguém, ou melhor, rotular alguém. E, sinceramente, seu comentário não agrega em nada a discussão meu caro. Não se dê o trabalho de comentar apenas para - tentar - desmoralizar o comentário ou alguém. Use esse tempo para algo mais útil, como, por exemplo, estudar.
  • Renê  02/06/2012 07:39
    O autor do texto fala em viagens interplanetárias para procura de outros planetas porque o sol irá extinguir a vida na Terra e não porque acabarão os recursos naturais. Pelo que se sabe da vida de estrelas o Sol só deve ter mais uns 5 bilhões de anos de vida, porém muito antes disso, daqui a uns 400 milhões de anos, a vida da Terra provavelmente já terá se extinguido, por conta do aumento da temperatura solar. Esse aumento é natural no ciclo evolutivo de uma estrela.
  • BSJ  28/05/2012 10:18
    Caros colegas da equipe do Mises,
    Aproveitando o artigo, gostaria de tirar uma velha dúvida: até que ponto os EUA seriam os "vilões" da poluição e da pobreza mundiais? É claro que os "imperialistas" espalham inflação (via expansão de crédito artificial) e promovem guerras.
    Mas o que há de mito e fato nisso tudo? Os EUA são mais "mocinhos" ou "bandidos" na história?
  • amauri  28/05/2012 10:59
    Boa tarde!
    Outro ponto importante sobre o reflorestamento é que uma arvore (ou qualquer outro elemento vegetal) quando está em crescimento necessita uma quantidade maior de CO2, deixando um saldo positivo de O2 na atmosfera. Já adulta ela não produz saldo de O2. Pelo menos foi isto que aprendi no colégio nos anos 70. abs
  • Adao Jose Sabara  28/05/2012 11:14
    Prezado
    Rodrigo Mak

    Concordo plenamente com você, o Fantástico perdeu de vez a razão esta série eu nunca tinha visto, ontem(27/05), quando ouvi a chamada já desliguei a televisão.

    Mas o pior é que tem gente que fique pensando em tudo isso. E toma campanha para legalizar o aborto, fim das sacolinhas, reduzir áreas da agricultura, ajuda do governo para fazer mais dependentes e tudo mais. É uma marcha para a servidão do mundo, do cidadão.

    Impostos na casa de 40% da renda do brasileiro, nenhum programa da globo, do SBT, da Band, da Record(esta nunca vai falar nada). Nunca para abaixar os impostos.

    A marcha para a servidão voluntária.


  • Alan  28/05/2012 12:21
    Sendo assim, de acordo. Por outro lado tomando exemplo os recursos hidricos que atuam sob concessão o preço cobrado pela garrafinha de agua é muito superior ao de custo. Elam de serem geridos por empresa o mercado de recursos naturais deve ser de concorrência perfeita como consequência sem nenhuma barreira a entrada.
  • Victor  28/05/2012 12:23
    Pessoal do IMB, falando em ambientalismo, esquerdismos e afins, li há pouco tempo no Wikipedia sobre o tal "left libertarianism". Vocês não poderiam fazer um artigo explicando como exatamente funciona e o refutando? Também já vi algumas vezes em inglês a expressão "right libertarianism", embora eu praticamente só presencie libertários negando espectros políticos...
  • Tiago  28/05/2012 13:07
    Como diria Hayek, o difícil é acreditar que as proximas gerações farão uma boa seleção de valores.
    É muito fácil fazer o discurso de que há uma necessidade da nossa geração melhorar a vida da geração futura, como querem os ambientalistas.
  • Mr.Garone  28/05/2012 13:41
    Ambientalistas e Ecologistas, sofrem de Síndrome do catastrofismo!

    É tudo baseado em catástrofe, podem ver que os argumentos são fracos, pelo motivo de sempre se basearem em tragédias que só existem nas cabeças deles.

    Existe um ciclo natural no planeta, que a cada 30 anos as temperaturas mudam, pois desde 2006 estamos sentindo que a terra está se esfriando e vai voltar a esquentar em 2.036.

    O que é CATASTROFISMO?

    O Catastrofismo foi uma forte corrente de pensamento geológico até meados do século XIX, sendo um de seus principais defensores, o naturalista Georges Cuvier (1769-1832), o instaurador da paleontologia como ciência.[1] O catastrofismo defende que em seu passado, a Terra sofreu a ação de fênomenos catastróficos, principalmente inundações, que resultaram nas configurações geológicas e biológicas atuais, o que explicava, por exemplo, a ocorrência de fósseis marinhos em regiões distantes da costa. Cuvier defendia que estas catástrofes – ou como ele denominava, revoluções – atingiram determinadas regiões do Globo, extinguindo a fauna e flora local, que somente podiam ser estudadas por intermédio de seus fósseis. Posteriormente, a região atingida pela catástrofe, era repovoada por organismos, que migravam das regiões não atingidas por ela. Este ciclo de extinção e repovoamento se repetiu ao longo da história da Terra.

    A idéia inicial de Georges Cuvier, sofreu alterações ao longo do tempo, sendo expandida para catástrofes de ação global, as quais resultavam na extinção de toda a fauna e flora da Terra. Segundo os defensores desta vertente do catastrofismo, após a extinção de toda a fauna e flora global, novos organismos seriam criados pela ação divina. Era a incorporação da teoria catastrofista pelo criacionismo defendido por alguns naturalistas do século XIX, que também defendiam que a última destas catástrofes havia sido o Dilúvio Bíblico.

    Assista a versão do especialista brasileiro sobre os fatos da RIO+20: www.band.com.br/canallivre/videos.asp?v=01db85db929e407695daf2d29245a4e9&pg=1
  • Aterrador Sanitário  28/05/2012 14:56
    Gostei da abordagem puxando para fatos e dados, mas o dado de 114 km2 para o lixo do mundo por mil anos não me parece correto. Se considerar 114 km2 X 10m X 0,7 ton/m3 temos uma capacidade total de apenas 798 kton, o que não comporta nem um dia de lixo da humanidade considerando geração por pessoa de 0,5 Kg/dia. Ocorreu algum erro na tradução?
  • Felix  29/05/2012 06:38
    Assumindo os valores que vc falou vemos que

    114 km2 = 114 milhões de metros quadrados
    se o lixão for ter 10 m de altura ele comportaria então
    1140 milhões de metros cubicos de lixo

    se cada pessoa produz 0,5 k de lixo por dia
    então 7 bilhões de pessoa produzem 3,5 bilhões de kg por dia
    ou 3,5 milhões de toneladas

    como 1 tonelada ocupa o espaço de 0,7m3
    então 3,5 milhões de toneladas ocupariam o espaço de 2,45 milhões de metros cubicos

    então este espaço seria suficiente para 1,5 ano de lixo da humanidade
    não sei se fiz as contas direito, mas acho que é isso
  • Marcelo  06/08/2015 15:14
    Chegando bem atrasado, mas tentando dar entendimento pro caso:

    Creio que o autor com os "114 km²" do texto na verdade quis dizer uma área de 114 km por 114 km, equivalente a 12.996 km² (0,1% da área dos EUA).

    Pegando os dados do Aterrador Sanitário, de 0,5 kg/dia/pessoa e os 0,7 m³/ton de lixo, e adotando uma altura de 100 metros, e não de 10 (muitos aterros chegam a 100 metros de altura), temos um tempo estimado de 1453 anos. Mesmo utilizando uma produção de 1,5 kg/dia/pessoa de lixo e uma altura de 50 metros, dados mais conservadores, temos 242 anos para encher uma área de 0,1% dos EUA.

    Se adotássemos os 114 km², a conta do Felix estaria correta, precisaríamos de apenas 1,5 ano para encher o espaço.
  • Andre Cavalcante  28/05/2012 15:30
    Olá a todos,

    Gostei bastante do artigo do Roy Cordato pois coloca os pontos principais dessa falácea das gerações futuras.

    Só não gostei do exemplo do Sol. Colocar a destruição da Terra pelo Sol como o fim da epopeia humana no planeta é uma falácea igual. Essa destruição somente ocorrerá em 5 bilhões de anos. A Terra atualmente tem 4,5bilhões aproximadamente. Logo, estamos falando aqui de uma escala de tempo geológica. Se em 4,5bilhões de anos a Terra saiu de bactérias até seres humanos, os próximos 5bilhões sairá de seres humanos para alguma coisa que será tudo, menos um humano. Ele poderia ter utilizado uma escala de tempo mais apropriada, talvez a queda de um asteroide ou cometa com capacidade para um cataclismo global, ou a explosão do supervulcão Yellowstone (que já tá atrasada em mais de 10 mil anos) etc. etc. etc., com toda a mesma lógica e consequências.

    Abraços
  • Luis Almeida  28/05/2012 15:45
    A consequência é a mesma, André. Afinal, quem diz amar profundamente a humanidade, tem de estar disposto a se sacrificar por ela independentemente do horizonte temporal. Tanto faz se é para o mês que vem ou se é para daqui a 500 milhões de anos.
  • Paulo Sergio  29/05/2012 13:26
    Também não gostei disso.Se um dia a humanidade for morar no espaço só vai depender do avanço da ciência e da tecnologia, nada que necessariamente tenha a ver com reciclar ou preservar os matos que existem hoje
  • anônimo  28/05/2012 16:20
    Sou fiscal da coleta seletiva da cidade onde moro e concordo mais ou menos com este artigo; mas com certeza é mais pra mais do que pra menos. Convivo com a miopia do poder publico em suas reinteradas e atrapalhadas intervenções nesse sistema politizado no dia-a-dia, cujo benefício para a população é o mesmo que o da maior invenção, ou seja, a da descarga de banheiro. O lixo é recolhido e ninguem quer saber para onde vai.
    Vai ser reciclado? Ótimo, pode levar. Mas pra onde? É aí que começa o drama do Plano Diretor, Código de Posturas e Lei Orgânica do Município, Acessores de Gabinete, Vereadores ... e por aí vai.
    Muitos recicladores com quem converso admitem o sufoco que é esse drama e que sonham ser empreendedores da reciclagem em um livre mercado. É verdade! Eles são muito mais criativos e conscientes da escassez de cada centavo obtido com o tempo de coleta, o tempo de triagem e o tempo de venda. Pra esses semeio as idéias austríacas de economia.
    Há os malandros tambem. Esses são verdugos de curral eleitoral que negociam favores políticos travestidos de justiça social.
    A propósito da poluição e do paradigma de aquecimento global este pode não ser fruto daquela. Há estudos que indicam ser a maior atividade solar uma causa mais razoável, pouco contribuindo a emissão de carbono. Sobre o aumento populacional, bem, não sei se todos concordam, mas como pai ouso afirmar que criar filhos só aumenta as despezas em nada ajudando a criar empregos com o aumento do consumo. Faz sentido?
    Abraços.
  • Leandro  28/05/2012 16:37
    Anônimo, no primeiro momento, sim: filho seria apenas uma despesa (em termos puramente econômicos, é claro!).

    No entanto, após uma certa idade, eles entrarão na força de trabalho, ajudando a aumentar a oferta de bens e serviços, o que irá elevar o padrão de vida de todos.
  • anônimo  28/05/2012 16:45
    Depende Leandro. Se nascem mais indivíduos e este consomem mais riquezas do que agregam, aí o padrão de vida cai. Lembre do que explica Hoppe no seu texto sobre a origem da propriedade e da família:

    "Baseando-se na lei econômica dos retornos, sabemos que esta situação tem de resultar em um problema malthusiano. A lei dos retornos declara que, para qualquer combinação dos fatores de produção — no caso específico: terra e trabalho —, existe uma combinação ótima. Se esta combinação ótima não for seguida, isto é, se apenas um fator de produção for aumentado — no caso, o trabalho — enquanto o outro — a terra — for mantido constante, então a quantidade de bens físicos produzida não aumentará absolutamente nada ou, na melhor das hipóteses, aumentará em uma proporção muito menor do que o aumento do fator trabalho.

    Ou seja, tudo o mais constante, um aumento no tamanho da população para além de um determinado ponto não é acompanhado de um aumento proporcional da riqueza. Se esse ponto for ultrapassado, a quantidade per capita de bens físicos produzidos diminui. E o padrão de vida, na média, irá cair. Atinge-se um ponto de superpopulação absoluta."

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1037
  • Paulo  02/06/2012 09:13
    Leandro, sobre essa questão da população, vamos tratar de um fenômeno atual. Hoje, a população européia está em declínio, com taxas de natalidade baixíssimas, insustentável para a conservação da cultura européia. Na Itália, berço da Igreja Católica, a taxa de natalidade é de 1,2 ou 1,3 por casal, ou metade da taxa de reposição populacional. Japão, Alemanha e Rússia já estão com crescimento vegetativo em declínio, metade das japonesas nascidas na década de 70 não têm filhos. De 1990 a 2000, a porcentagem de mulheres espanholas sem filhos aos 30 anos dobrou, de pouco mais de 30% para quase 60%. Na Suécia, Finlândia, Áustria, Suíça, Holanda e no Reino Unido, 20% das mulheres de 40 anos não têm filhos. Em uma recente pesquisa de opinião que pedia aos alemães que dissessem o número "ideal" de filhos, 16,6% disseram "nenhum". Qual é a explicação para esta crise de fertilidade?
  • Alexandre Mota  28/05/2012 16:27
    Este artigo é simplesmente colírio para os meus olhos.
  • Rodrigo Viana  28/05/2012 19:34
    Para qm se interessar, escrevi um artigo que fala sobre sustentabilidade, o encontro Rio+20 e o que está por trás de toda essa agenda ambientalista.

    Fascismo sustentável: direitasja.wordpress.com/2012/05/05/fascismo-sustentavel/
  • anônimo  29/05/2012 12:00
    Segundo a Associação Brasileira de Celulose e Papel, aqui no Brasil, 100% da produção de celulose e papel tem por origem florestas plantadas:
    www.bracelpa.org.br/bra2/?q=node/134
  • Samuel  29/05/2012 16:26
    Este artigo é simplesmente fodástico!!! Muito bom e completo. Parabéns ao Roy Cordato, ao Art Carden e ao Leandro Roque.
  • Alan  31/05/2012 06:03
    Fico puto com essa historia de que setor privado é racional e sabe conduzir bem as coisas. Por que os bancos americanos e europeus precisaram de dinheiro do governo, caso contrario quebrariam?? Por que a GM ficou com o pies na mao? Por que o setor agricola na Europa e EUA precisam de subscidio?? Ora o mais racional sera abandonar entao as atividades automotoras, financeiras e de agropecuaria...
  • Leandro  31/05/2012 06:19
    Bingo, Alan. Todas estas atividades que você mencionou deveriam ter quebrado, pois estavam utilizando recursos de maneira irracional -- exatamente por isso quebraram; é o mercado em ação, impondo a punição de quem usa recursos irracionalmente.

    Mas aí, para deleite dos intervencionistas, este processo de purgação comandado pelo mercado não pôde ser levado adiante, pois o governo tirou dinheiro dos pagadores de impostos e garantiu a vida nababesca dos banqueiros, do sindicato que controla a GM e dos agricultores cujo lobby é poderosíssimo. (Note que todos estes setores operam em um mercado totalmente obstruído e regulado pelo governo; daí a sua total irracionalidade no uso de recursos.)

    Se você defende que todos estes incompetentes deveriam quebrar e tentar ganhar a vida vendendo pipoca na zona do meretrício, então você é um defensor do livre mercado. Seja bem-vindo ao time.

    Abraços!
  • Alan  31/05/2012 06:45
    Leandro, concordo. Nada de socialização de perdas. Agora a culpa e tanto de governo quanto das empresas. Lembrando que governo e empresas e mercado é feita por pessoas e muitas vezes em todos esses segmentos temos membros de uma mesma familia. So olhar que os fazendeiros possuem representantes, a familia Bush e etc. A verdade que o mercado sustenta essas formas de governo de modo a ter beneficios com o dinheiro das massas.
  • Leandro  31/05/2012 07:04
    Estava indo impecavelmente bem, até escorregar na última frase. Para que seu raciocínio fique perfeito, troque sua última frase por esta:

    "A verdade é que o intervencionismo, o lobismo e um estado inchado e monopolista sustentam esta forma de economia mista, de modo que os poderosos são beneficiados com o dinheiro que o governo, por meio de seu monopólio da violência, rouba das massas.

    Diminua o tamanho do estado -- ou seja, sua arrecadação -- e este poder distorcivo será proporcionalmente diminuído e finalmente haverá um genuíno mercado."
  • Julio dos Santos  31/05/2012 08:28
    Foi lá Alan chutou... na trave!!!\r
    Mercado sustenta o governo? Assim não meu amigo... Sorte que o Leandro é rápido no gatilho!
  • Samuel  02/06/2012 11:06
    Ele é novo, ele aprende. Mas para um novato até que está surpreendendo...
  • Canindé Barbalho  03/06/2012 17:23
    Nossa!Muito radical esse pensamento.\r
    Precisa acompanhar as mudanças que ocorrem no mundo.
  • Eduardo Nogueira  23/05/2013 18:26
    "No entanto, a verdade é que se todo o lixo sólido a ser produzido nos próximos mil anos fosse concentrado em um único lugar, ele ocuparia apenas 114 quilômetros quadrados — o equivalente a 0,001% de toda a área dos EUA."
    Quais as fontes por favor?


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