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O McDonald's como o paradigma do progresso

Aquele pessoal bacana do McDonald's aqui perto de casa já me conhece bem, mas até eles se mostraram intrigados quando me viram batendo uma dúzia de fotos de seu interior recém-restaurado, que ficou absolutamente magnífico.  Como em todos os lugares do tipo fast food, o gerente já está acostumado com determinados clientes, mas ainda assim se mostrou um tanto surpreso ao ver um fã dedicado como eu.

E eu me senti plenamente satisfeito ao ver os dados recentes sobre as contratações feitas por esta empresa nos EUA em meio ao péssimo momento econômico vivenciado pelo país.

A taxa de participação na força de trabalho nacional vem caindo há uma década — o que significa que muitas pessoas desestimuladas simplesmente pararam de procurar emprego e agora são consideradas como fora da força de trabalho —, e hoje este valor está no mesmo nível em que estava durante a recessão de 1982.  Se estas pessoas estivessem abandonando a força de trabalho com pilhas de dinheiro e com toda a intenção de viver o sonho de uma vida de lazer, isso até poderia ser boa notícia.

Lamentavelmente, no entanto, todas as evidências apontam para a direção contrária.  As pessoas querem empregos remunerativos, mas não conseguem encontrar; e sua situação está piorando, e não melhorando, graças principalmente às restrições legais e aos fardos artificiais impostos sobre instituições que, em circunstâncias normais, estariam contratando.

O McDonald's parece ser o responsável por mais da metade dos novos empregos que estão sendo criados agora nos EUA no setor varejista: em abril, ele acrescentou 30.000 pessoas à sua folha de pagamentos.  A rede vai assim se opondo às tendências — meio que como nadar contra a maré.

Porém, em vez de congratular esta grande empresa por fazer o impossível, a imprensa sempre a julga de maneira hostil e implacável.  Fazer hambúrgueres é o único tipo de emprego que existe atualmente?  Certamente este é um bom indício do quão patético está o "crescimento" da economia americana.

Mas o problema com esta linha de raciocínio é que ela não reconhece o quão difícil é para uma instituição se adaptar a este clima e, mais ainda, conseguir crescer nele.  E como o McDonald's faz isso?  Trata-se de uma velha receita: observe os mercados, emule os bem-sucedidos, adapte-se e mude.  E, acima de tudo, seja submisso ao público consumidor.

A reinvenção do McDonald's começou somente em 2009, quando sua gerência percebeu a irrevogável tendência em prol de comidas saudáveis, cafés elegantes e extravagantes, e bebidas adocicadas feitas à base de frutas, tudo servido em ambientes elegantes como aqueles do Starbucks.  Poderia o McDonald's, a própria essência da 'demanda inculta' por batatas fritas e sanduíches gordurosos, realmente se intrometer neste mercado destinado aos cultos e elegantes?

Não parecia provável ou verossímil, mas a empresa decidiu tentar.  Novos itens de café da manhã, como parfaits de frutas, foram criados.  Uma salada de maçãs e nozes, junto com várias outras saladas especiais, foram criadas para o menu do almoço.  Surgiu um novo sanduíche feito de carne Angus (que, para mim, tem o mesmo sabor de uma carne servida em um restaurante chique).  Surgiram também novas bebidas adocicadas tão gostosas quanto (ou até mesmo melhores que) suas semelhantes que custam o dobro em bares especializados e chiques.

Não que o McDonald's meramente corra atrás dos modismos do público.  A empresa, em meados da década de 1990, respondeu a um forte clamor do público por alimentos diet criando o sanduíche McLean.  Ninguém comprou.  A empresa simplesmente o retirou do menu.  A lição é que a devoção do público a um certo modismo não necessariamente se traduz em hábitos de compra definitivos.  Consequentemente, a empresa decidiu que todas as alterações futuras teriam de ser solidamente fundamentadas na realidade, e certamente é isso que a empresa está fazendo hoje.

Acima de tudo, houve o acréscimo de novos tipos de café.  Cada um é feito de grãos recém-moídos, com a adição de leite fresco (integral ou desnatado), tudo feito de imediato.  O McDonald's acrescentou seu próprio estilo ao arranjo.  O mais irritante aspecto do Starbucks, como todos sabem, é a longa espera.  Tudo é feito à mão, desde a limpeza até o empacotamento do pó do café.

O McDonald's possui uma máquina que faz tudo.  Os grãos caem através de um grande funil.  O leite é sugado de galões localizados no subsolo da loja.  Os bocais e os recipientes são limpos após cada uso por meio de um sopro de vapor d'água extremamente quente.  A mão humana só se envolve em todo este processo no início, quando tem de apertar botões, e no fim, quando dá uma última misturada no líquido já dentro do copo.  O tempo que leva para se obter o café é reduzido à metade ou até mesmo a um terço do tempo levado no Starbucks.

E há a questão dos custos.  Um idêntico latte no McDonald's custa 40% menos do que no Starbucks.

Mas ainda estava faltando um elemento de mudança: o interior dos restaurantes.  Em sua grande maioria, eles permaneceram inalterados por décadas.  O refeitório era repleto de mesas com um número fixo de cadeiras presas ao chão, remetendo a uma cafeteria de colégio.  A empresa fez uma pesquisa e repensou toda a questão sobre qual deveria ser a aparência do refeitório de um fast food.

35_mcdonalds01.jpgNo mesmo espaço, foram criados vários estilos diferentes: um compartimento arredondado, longas mesas com cadeiras movediças, pequenas mesas redondas com assentos típicos de um bar — tudo isto em conjunto com os compartimentos tradicionais.  Cada lugar em que você decide se alojar equivale a um ambiente separado e distinto.  Você pode optar por privacidade ou por ser social, por manter uma conversa mais em privado ou em local totalmente público, por ficar sozinho ou interagindo com outros.  A área do refeitório é separada da área de pedidos por chapas de vidro plástico que vão do chão ao teto, e que parecem ao mesmo tempo modernas e artísticas.  Não entendo muito de arte ou de design de interiores, mas todo o esquema me pareceu brilhante.

Tão certa está a empresa de que estas mudanças farão diferença, que ela planeja gastar um mínimo de US$1 bilhão renovando todas as suas 14.000 lanchonetes nos EUA.  Ao final de 2011, 800 lanchonetes já haviam sido renovadas, a um custo médio de US$250.000 por loja.  A lanchonete perto de onde moro começou sua restauração no início de junho de 2011 e finalizou tudo em apenas duas semanas — e, durante todo este tempo, manteve o drive-through em pleno funcionamento, fazendo negócios vigorosamente.

E qual o objetivo de tudo isto?  Já deveria estar óbvio: servir melhor ao público.  Melhores serviços, ambientes mais atraentes e mais opções no menu levam a maiores lucros e, consequentemente, a uma maior expansão e a mais empregos.

Impressionantemente, este tipo de abordagem está profundamente arraigado na história da empresa.  O primeiro restaurante abriu em 1940 e fechou para reformas em 1948, reabrindo em seguida como o primeiro restaurante drive-through.  O primeiro restaurante com recinto fechado só surgiu em 1962.  Desde então, a empresa incorreu em uma série de gloriosos avanços que pareciam prenunciar as mudanças globais: abriu redes em Moscou em 1990, Varsóvia em 1992, e na internet em 1996.

images.jpgSejamos claros aqui: não se está dizendo que a gerência desta empresa seja acometida de uma atipicamente alta e nobre devoção pelo bem-estar da humanidade.  Seus administradores estão apenas seguindo os sinais emitidos pelo sistema de preços de mercado e tomando decisões empreendedoriais, tudo a serviço do público consumidor.  Trata-se de um fabuloso concorrente, incessantemente se reinventando a si próprio em um esforço para ganhar as afeições daquele público que come fora de casa.

Os administradores desta empresa podem ser os maiores filantropos da história ou podem ser os mais gananciosos e interesseiros indivíduos da terra.  Não importa.  O mercado é força motriz e os sinais de lucratividade são o teste que indica se a empresa está ou não fazendo a coisa certa.  E esta é a essência de todo o processo capitalista — aquele que foi entendido e dissecado séculos atrás por economistas franceses, espanhóis, italianos e ingleses.

Estes velhos liberais entenderam que o processo capitalista era a resposta para os grandes problemas sociais e morais levantados pelos pensadores de todas as épocas precisamente por ser ele o único capaz de injetar todos os tipos de motivação humana no grande objetivo de satisfazer as necessidades e desejos de todos os membros da sociedade.  Se a ciência econômica tivesse de dar apenas uma grande contribuição para o mundo das ideias, seria esta.

A mais impressionante característica do capitalismo — e realçada no exemplo do McDonald's — é a de como suas instituições tão belamente se adaptam às mudanças.  O deslocamento é sempre para frente: com novidades e aperfeiçoamentos.  E este deslocamento é como um vento que nunca para de soprar, a menos que seja interrompido pela força organizada do estado.

Quando a reinvenção desta empresa começou em 2009, ela não foi precedida de campanhas e nem de plataformas.  Não houve nenhuma votação pública.  Não se gastou bilhões fazendo lobby para se conseguir mudanças.  Não houve debates públicos, campanhas publicitárias, convenções partidárias ou distribuição de panfletos.  Foi tudo uma decisão tomada pela administração — um julgamento empreendedorial que podia estar certo ou errado —, em um esforço para agradar aos seus acionistas, que são os reais proprietários da empresa.  E a prova final é sempre a mesma: os consumidores estão dispostos a comprar o produto?

Enquanto isso, no mundo da política, décadas e décadas se passam e um volume inimaginável de dinheiro é gasto tentando "reinventar o governo", "melhorar a eficiência administrativa do governo", melhorar o ensino público, fazer uma "verdadeira" reforma na burocracia, rearranjar a prioridade dos gastos públicos, e fazer mudanças regulatórias que irão 'fazer o mercado funcionar melhor'.  No final, tudo só piora.  Simplesmente não há um teste genuíno que possa determinar se estas mudanças valeram seus custos ou se elas sequer chegaram perto de seus objetivos.  Na política, nem mesmo se sabe ao certo qual é o objetivo.  Ademais, é claro, o resultado destes gastos é totalmente previsível.  Não há nenhuma real melhoria, não há nenhuma reinvenção, não há nenhuma reforma.

O acréscimo ou a retirada do consumidor — que é o rei em um livre mercado — do processo de reforma equivale a uma alteração fundamental em toda a razão de ser de uma instituição.  A maneira crucial de distinguir uma empresa predominantemente baseada no mercado de uma empresa dependente do estado é investigar qual o seu interesse primordial: servir ao estado ou servir ao público consumidor?  Não há dúvidas a respeito de onde o McDonald's se encaixa neste espectro, e o resultado é não apenas um belo exemplo de como servir alimentos, mas também um belo modelo de serviço social como um todo. 

mc1.jpgO McDonald's é um perfeito exemplo de como o mercado superou, conquistou e dominou um fundamental problema humano: conseguir produzir o bastante para se comer.  Eis aí um problema que atormentou e fustigou toda a humanidade desde o início de sua história.  Hoje, ele parece estar quase que inteiramente resolvido, graças a instituições como o McDonald's, a qual as pessoas sentem um prazer indescritível em criticar, difamar e caluniar por dois motivos: a instituição é uma das poucas que serve comida farta e barata a preços acessíveis (e genuínos progressistas acham que apenas o estado deve ter o monopólio de prestar serviços aos pobres) e porque estas pessoas creem que tais instituições são elementos fixos, inabaláveis e imutáveis no universo.

Mas tais instituições não são fixas, inabaláveis e imutáveis.  Elas não são permanentes.  Elas são o resultado de vigorosos empreendimentos enraizados em uma ordem global de mercado baseada na propriedade, nas trocas voluntárias, nos preços livres e na cooperação humana.  Trata-se de uma constante batalha para se manter no topo em um mundo em que cada medida de sucesso pode ser prontamente imitada por um concorrente; um mundo em que os consumidores são tão volúveis quanto querem ser, e em que até mesmo o melhor dos empreendedores pode cometer erros imperdoáveis pelo mercado.

Este mercado é tão robusto, tão vigoroso, tão inovador, que ele até mesmo consegue superar cada obstáculo que esta anacrônica organização chamada estado coloca em seu caminho.  Apesar de toda a situação econômica, o McDonald's está contratando: pessoas estão ajudando outras pessoas a sobreviver, a pagar suas contas e a melhorar suas vidas.

O mercado nos abençoa diariamente com uma abundância de alimentos impensável há menos de um século atrás, bem como com novos produtos que facilitam e melhoram nossas vidas, e como a sociedade responde?  De um lado, praguejando esnobe e arrogantemente contra sua produtividade, ao mesmo tempo em que frequenta festas e restaurantes chiques com farto bufê; de outro, adquirindo uma valorosa e desejada refeição no drive-through, a caminho de casa após uma jornada de trabalho.

 


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Jose Roberto  07/05/2012 06:54
    Esse artigo me deu fome!

    No brasil podemos fazer enormes elogios ao McDonald's. Com o crescimento da marca aqui, conhecimento foi sendo adquirido, e graças a esse conhecimento hoje existem dezenas de diferentes redes de Fast food no brasil, a variedade cresceu muito. McDonald's melhorou muito os restaurantes por aqui.
  • Angelo Viacava  07/05/2012 07:11
    Como concorrente de excelência, o Mac não só não destruiu as redes locais, como as ensinou a tornarem-se melhores. E o governo não teve nada a ver com isso.
  • Pedro Griese  07/05/2012 07:33
    \r
    Curioso esse artigo. justamente no dia que sai essa noticia!\r
    esportes.terra.com.br/jogos-olimpicos/londres-2012/noticias/0,,OI5758219-EI19410,00-No+coracao+da+Olimpiada+maior+McDonalds+do+mundo+gera+polemica.html\r
    \r
    E o interessante é a declaração do cidadão.\r
    \r
    Embora achem que a comida servida não seja saudável, o casal Carol e Paul Vanderwalt reconhece que McDonald's pode ser uma opção conveniente em certas ocasiões. "Ontem nós saímos daqui do Parque Olímpico quando já era tarde para as crianças e acabamos jantando em um restaurante da rede por ser a opção mais rápida e fácil que achamos aqui perto", comentou o contador. \r
    \r
    O cidadão sabe que o mac não é, difgamos, a "dieta dos campões". Mas não deixa de ser uma opção facil e rápida para os filhos.\r
    Mas parece que os médicos britanicos acreditam saber o que é melhor para os filhos do casal\r
    \r
    A Academy of Royal Medical Colleges pronunciou-se contra o fato de companhias que contribuem para a obesidade patrocinarem a Olimpíada e a Paraolimpíada. O grupo exige que o governo britânico restrinja os comerciais de McDonald's.\r
    \r
    Detalhe; o grupo "exige"!\r
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    Alguem duvida que carne com gurdura será o novo cigarro? \r
    As redes de churrascaria que se preparem! \r
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  • Alan Denadary  07/05/2012 07:49
    Manual passo a passo da Engenharia Social

    1º passo: advertir a população sobre a causa ou suposta causa dos males que um determinado produto possa exercer sobre ela.

    2º passo: Exigir que os meios de comunicação façam propaganda contrária a esse produto.

    3º passo: Inibir o marketing do produto em questão.

    4º passo: proibir o consumo do produto.
  • Gustavo Sauer.  07/05/2012 09:17
    "Eu não comeria McDonald's, prefiro uma opção mais saudável. Mas cada um sabe o que faz"

    O problema é que as pessoas não param nesse "cada um sabe o que faz". Elas vão muito além. Elas exigem dos políticos que controlem a alimentação de todo o restante da população. Eu noto que, em grande maioria, essas pessoas que tem ódio do McDonalds são pessoas com mentes autoritárias. Pessoas que dizem ser a favor da liberdade de escolha mas no fundo querem limitar as escolhas.

    Isso me lembrou o episódio sobre FastFood do programa Bullshit:

    Aquela loirinha é de uma mentalidade autoritária incrível.
  • Diego  07/05/2012 19:43
    Penn e Teller é fantástico.
    E essa loira tá precisando é de uma bela linguiça, isso sim.
  • Paulo Sergio  08/05/2012 14:57
    Como toda feminazi.
  • Rui Ribeiro de Magalhaes  07/05/2012 11:27
    Concordo plenamente.
    As pessoas não querem responsabilizarem-se pelas suas açoes, pelas suas dívidas, investimentos ou erros. Muito menos pelos erros alimentares que cometem diariamente.

    "É fácil assobiar para o lado" e dizer que a culpa é do restaurante, da comida, do governo ou..da falta de tempo. Mas não é. E aí entra a minha experiência como profissional de saúde. Dezenas de pessoas por semana queixam-se de dor, desconforto ou mal-estar em determinadas situações. Depois de uma conversa atenta, dedicada e profissional, é-lhes transmitido algumas correções, em forma de sugestão, para alterarem certos padrões errados. Sabem o que essas pessoas fazem? Repetem.

    Com isto pretendo dizer que desde a comida e das finanças pessoais até saude e passando pela política, o mais fácil é "assobiar para o lado" e dizer que a culpa é do "sistema", o que é errado.

    Mais informação na escola, mais jornalismo "positivo" e mais ações firmes são necessárias.

    "Grão a grão enche a galinha o papo".
    Rui Ribeiro de Magalhães
  • mauricio barbosa  07/05/2012 12:29
    Viva o McDonalds essa multinacional que é um espetáculo,antes de conhecer o IMB eu acreditava em tudo que a imprensa(hambúrguer faz mal á saúde)vociferava a respeito dessa marca,a questão é a sutileza,a maldade e a má-fé nas acusações e não deixando seus representantes rebaterem todas essas acusações só prova a má-fé desses jornalecos,ora onde já se viu querer proibir os outros de comer o que quiserem fazendo campanhas chantagistas e de péssima qualidade,ora cada um tire suas conclusões e não é proibindo que irá convencer as pessoas o que é mais saudável ou não.
  • anônimo  07/05/2012 12:36
    Sim, mas a consequencia dos Mcdonalds são estas gordas e obesas por aí...
  • Jose Roberto  07/05/2012 13:44
    Antes obeso por escolha própria do que magro desnutrido por coerção estatal.
  • FMS  07/05/2012 14:21
    Em uma sociedade livre, nós somos responsáveis por nossas escolhas.\r
    Temos o direito de comer um oceano de big macs, ainda que isso faça mal a nossa saúde. E ninguém, muito menos o estado, tem nada a ver com isso!\r
    \r
    "Sim, mas a consequencia dos Mcdonalds são estas gordas e obesas por aí..."\r
    \r
    Se eu quiser ser gordo e obeso eu posso ser gordo e obeso. Essa é tônica da liberdade: podemos ser tanto magros e saudáveis, quanto gordos com as artérias entupidas. A escolha é minha! Posso ser bom e posso ser mal. Eu respondo pelas consequencias dos meus atos.\r
    \r
    Culpar o McDonalds pela existência de pessoas obesas ou por eu ser obeso? Ah, vá! Esses bebezões dependentes do estado babá tem é que crescer, largar a mamadeira de uma vez por todas, e parar com essa choradeira!
  • anônimo  08/05/2012 18:23
    FMS. Isso é papo de feminazi, tipo: "eu quero ser gorda e obesa e vocês tem que me aceitar, e blablabla"... Se quer ir pro mcdonalds, vai. Mas depois não fica querendo q os outros aceitam gorda...
  • Fabio MS  09/05/2012 16:59
    "FMS. Isso é papo de feminazi, tipo: "eu quero ser gorda e obesa e vocês tem que me aceitar, e blablabla"... Se quer ir pro mcdonalds, vai. Mas depois não fica querendo q os outros aceitam gorda..."

    Anônimo, vc é muito burro e não entendeu nada do que eu escrevi.
  • Paulo Sergio  10/05/2012 02:50
    Quem não entendeu foi tu, ele n estava discordando em nada.
    Ninguém disse que a culpa era do mcdonalds
    Só a feminazi gorda e preguiçosa, que n sabe cuidar da própria vida, quer ser magra mas tb quer a comida gostosa mas que engorda, logo ela vai ficar gorda sem gostar de ser gorda, vai se sentir mal e como toda feminazi vai culpar o mundo inteiro menos ela mesma

    Claro que numa sociedade livre vc pode ser o que quiser e ninguém tem nada com isso, aí tb n tem contradição nenhuma pq ela não -quer- ser gorda, ela só vira gorda por culpa dela mesma que não é capaz de pensar duas vezes antes de comer comida gordurosa
  • Fabio MS  11/05/2012 05:39
    Paulo Sergio,
    eu não entendi? Pois vc tratou de me fazer entender ainda menos.
    Seu comentário não me ajudou a entender qual é o real sentido de:
    "FMS. Isso é papo de feminazi, tipo: "eu quero ser gorda e obesa e vocês tem que me aceitar, e blablabla"... Se quer ir pro mcdonalds, vai. Mas depois não fica querendo q os outros aceitam gorda..."
    Presumi que o anônimo que disse que a "consequencia dos mcdonalds são estas gordas e obesas por aí" é o mesmo que veio com "Se quer ir pro mcdonalds, vai. Mas depois não fica querendo q os outros aceitam gorda...".
    Sendo assim, para mim está óbvio que ele culpou o McDonalds pela existência de gordos e obesos e não os gordos e obesos por não se controlarem.
    De qualquer forma, se as pessoas se disciplinam ou não em relação ao que comem, pouco importa. A escolha é delas.
    Contudo, entrando no mérito, comer no mcDonalds não é sinônimo de engordar. Isso é propaganda da patrulha politicamente correta. Tem muita gente por aí que não é obesa, nem gorda, e se alimenta nesse tipo de estabelecimento regularmente.
    Sinceramente, não entendi a que ponto seu comentário quer chegar, considerando que ele, na parte final, simplesmente reforça a ideia do comentário que fiz com o nome FMS.
  • Paulo Sergio  11/05/2012 05:52
    Eu tava me referindo ao anônimo que falou das feminazi
    O que tava subentendido no que ele disse, pelo menos pra mim foi:
    'se quer ir no mcdonalds, para se entupir com um milhão de big macs então vai'
    Entendeu? A culpa não é do mcdonalds.Se ela não se controla, beleza, problema dela, mas ele tava falando das que querem tudo, querem comer feito uma porca e depois jogar a culpa na sociedade pq ninguém quer nada com ela.ISSO é a conversa típica das feminazi.
  • Fernando Chiocca  07/05/2012 20:23
    Que consequências gordas e obesas por aí.???

    Como McDonalds desde que nasci.. na verdade abriu no Brasil quando eu tinha 3 anos em 79, e meus pais já começaram a me levar. Hoje como no mínimo uma vez por semana. E não sou nem um pouco gordo, muito pelo contrário, sou até magro.
  • void  08/05/2012 04:56
    Certeza que este anônimo é um gordo granudo que passa o dia a jogar World of Warcraft.
  • Paulo Sergio  08/05/2012 15:02
    Ela ser gorda é consequência dela mesma e só.
    Agora, é comum gente que não se responsabiliza pela própria vida botar a culpa de tudo nos outros
  • Lucas  10/05/2012 11:03
    "serei mais livre quando não for mais que osso, do que vivendo com a corda no pescoço" - bela música do Cidade Negra.
  • Steve Ling  07/05/2012 13:11
    A rede McDonald's quando se instalou no Brasil permitiu que muitas pessoas ascendecem socialmente por seu mérito. Um funcionário contratado começava lavando o banheiro e posteriormente assumia outros postos era uma grande escola e uma prova de que são os investimentos que geram o crescimento.
  • Pedro  07/05/2012 14:28
    O McDonalds deu uma boa melhorada depois que encontraram um osso ou coisa assim em um lanche. Eu não gostava, e agora é um dos meus preferidos (principalmente o Mc Tasty).
  • Miguel  07/05/2012 17:47
    A que ponto chegamos...


    www.band.com.br/brasilurgente/?v=bdc328e5e7eb4a525a446e144b4f4e84&p=1#area_conteudo



    "Homem é preso acusado de ouvir música que faz apologia ao crime"
  • anônimo  07/05/2012 23:23
    Músicas que fazem apologia ao crime sao destrutivas pra sociedade. Onde já se viu uma música dizendo que cara que rouba, máta e trafica drogas é fodão??? Tem que ser como na ditadura militar (e naquele tempo a criminalidade era bem menor): banir certos tipos de música. Estes funks então... Eu me lembro que baniram aquela música do Odair José "Vou Tirar Você Deste Lugar" só porque ela falava sobre um romance com uma prostituta (e olhem que a música não deixa isso claro). Imagine estes funks e estas merdas que fazem apologia ao crime e à violência
  • anônimo  08/05/2012 07:23
    E música que fala de dragões, elfos e orcs não pode porque fazem propaganda enganosa?
  • Paulo Sergio  09/05/2012 06:00
    Essa música diz com todas as letras: vamo mata policial, vamo se fodão e tal
    Engraçado que se vc pegar uns raps gringos tem coisa muito pior que ninguém fala nada, é nego americano falando em matar policia, estuprar brancas, kill white ppl e por aí vai
    Pra variar brasil lixo importando do exterior o que ele tem de pior
  • Arlindão  09/05/2012 07:28
    É mesmo, Paulo Sérgio. Se vc pensar bem, não precisamos ser tão radicais como os militares. Uma música de putaria como o funk é inofensiva, até faz um bem danado. Agora, apologia ao crime tem que ser censurado, mesmo...Mas os "libertários" acreditam que heroina faz bem e até pode ser dada a uma criança doente:

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=383
  • Luis Almeida  09/05/2012 07:39
    Onde foi dito que heroína faz bem?! Por acaso, citar o comprovado fato de que heroína era utilizado como panegírico no início do século XX é a mesma coisa que dizer que heroína faz bem? Analfabetismo funcional em alta por aqui. Ou apenas a simples e gratuita intenção de caluniar. Compreensível.
  • Alan Denadary  09/05/2012 07:48
    O chiocca disse que faz bem (na área dos comentários), ao fazer uma análise praxeológica. E diga-se de passagem, ele está certo.
  • Arlindão  09/05/2012 17:22
    Tá vendo? preciso acrescentar mais alguma coisa?
  • Henrique Mareze  07/05/2012 18:45
    Muito bom o artigo;

    Interessante a defesa do livre mercado e da concorrência, além da supremacia do consumidor.
    O vídeo do Penn & Teller a respeito do Fast Food é muito interessante também !

    Abraços.
  • Gutemberg  08/05/2012 06:02
    O que faz mal ao homem são os idiotas burocratas do estado e seus lacaios, que querem nós dizer o que e bom fazer no que se refere a comer, falar ou pensar. E muito prazeroso comer um sanduiche, comer uma pizza, comer um churrasco com uma bela carne gordurosa ou mesmo fumar um cigarro saboreando um bom vinho ou uísque e lendo um ótimo livro.
    Faço tudo isso, com muito prazer simplesmente pelo fato de sentir-me um ser humano. Por ironia, talvez, do destino há exatos dois anos o meu médico disse-me que era bom eu para com minha alimentação, pois poderia ter graves problemas de saúde no futuro.

    Sempre vou regulamente ao médico e continuo com uma boa saúde e minha saborosa alimentação, feliz da vida. É o meu médico que me falava para que eu comesse comida mais saudável e incentivava-me a comer muita salada, agora está a sete palmos a baixo da terra. Coitado morreu e não aproveitou os prazeres da vida. Um dia morrerei, mas enquanto vida estiver aproveitarei os prazeres da vida, com muito prazer.
  • Hay  08/05/2012 07:36
    Vejam a pérola abaixo (em inglês, livre tradução do título):

    Combate a obesidade deve tirar o foco da culpa individual: painel da situação nos EUA

    Segundo o Instituto de Medicina, a culpa da obesidade não é do cidadão e, portanto, deve-se criar uma série de leis e regulamentos cada vez mais obsessivos para resolver o problema. É até meio difícil comentar uma imbecilidade dessas, mas o que mais me entristece é que muita gente vai aplaudir essas medidas. Especialmente no Brasil, um país estatista por excelência.
  • anônimo  08/05/2012 16:17
    "...a instituição é uma das poucas que serve comida farta e barata a preços acessíveis (e genuínos progressistas acham que apenas o estado deve ter o monopólio de prestar serviços aos pobres."

    Com isso já se vê que obviamente não se está falando do McDonald's no Brasil, onde com o preço em que ele vende um "big" mac quase do tamanho de uma batata, dá pra se comprar mais de um quilo de pão facilmente.
  • Luis Almeida  08/05/2012 16:40
    Mas por que você foi escolher logo o mais caro? Por acaso empresas aéreas propagandeiam suas passagens aéreas internacionais divulgando apenas o preço da primeira classe?

    O fato é que com R$3,50 você compra um Cheeseburguer ou uma McFritas pequena ou um McShake de 300ml. E isso porque a carga tributária aqui no Brasil é bem mais alta que nos EUA, onde com US$1 você pode escolher entre todas estas variedades.
  • Diego  08/05/2012 17:44
    Bom isso é verdade, o autor do texto é americano e os preços à que ele se refere são os de lá, se você assistir o vídeo do Penn e Teller que foi postado ali em cima, vai ver quem com menos de 20 dólares você consegue alimentar uma família de 4 pessoas.
    Se aqui os preços são esse absurdo é graças ao nosso querido amigo governo.
  • Fernando Chiocca  08/05/2012 19:09
    hehehe, esse anônimo nunca foi num McDonald´s numa região mais pobre.. é lotado.. DE POBRES.

    O McDonalds que mais vende no Brasil é o do Shopping Itaquera, e eu já fui no Shopping Itaquera. O Shopping Itaquera fica no fim do mundo, numa região paupérrima e é um oásis de civilização cercado de pobreza por todos os lados, frequentado, obviamente, por pobres, que amam o McDonald´s.

    E para desespero de Corinthianos, o estádio do Corinthinas vai ser do lado desse Shopping, ou seja, no fim do mundo. Corinthianos que ora frequentam jogos no agradável, próximo e localizado no bairro nobre de Higienópolis, e estão achando bom que o Corithians vai ter finalmente um estádio, não sabem o que estão falando. Nunca estiveram em Itaquera.. devem achar que Itaquera é no Tatuapé... mas o Tatuapé, que já é longe, não é nem metade do caminho de Itaquera...

  • andre  09/05/2012 06:52
    Oche! Itaquera é perto! E eu que moro no itaim paulista, 47 quilometros longe do centro? e lá tem macdonalds, em finais de semana mal dá para entrar.
  • Guilherme  10/05/2012 17:35
    O Mac está tão popularizado aqui no Brasil que minha doméstica confidenciou que adora comer lá e vai pelo menos uma vez por semana.

    Foi-se o tempo em que comer lá era programa da classe média alta. Isso ficou no passado. Hoje o sanduíche do Mac tem um preço semelhante aos que são servidos naquelas pastelarias de chineses do centro da cidade. Mais uma prova da enorme competência dessa empresa.
  • Roberto Maia  11/05/2012 09:24
    Virei fã do M


    andrebarcinski.blogfolha.uol.com.br/2012/05/11/conheca-o-empresario-do-seculo/


    Mas o articulista, mesmo com todas as evidências na cara, ainda insiste em ser "otário".
  • Victor Cezar  26/10/2012 16:23
    Tucker realmente fala a verdade neste artigo. Fiquei um tempo sem ir ao Reino Unido (quase 2 anos), mas ao retornar há pouco tempo vi a transformação que o McDonald's de Oxford sofreu (cito o da cidade especificamente por ser onde estudei e possuir pouco mais de 100 mil habitantes) . É incrível, parece outro lugar, o interior está completamente diferente - pintura, disposição das cadeiras, configuração geral - e o menu privilegia muito mais produtos "naturais" - inclusive atuando em concorrência com Starbucks ou até mesmo wraps que são vendidos na rua. Sensacional.
  • anônimo  25/12/2013 01:30
    24 de Dezembro de 2013•18h46 • atualizado às 18h48
    Site do McDonald's aconselha que funcionários não comam fast food
    Portal voltado para força de trabalho da rede publica que hambúrguer, batata frita e refrigerante não é uma escolha saudável e não deve ser consumida

    O site de recursos humanos do McDonald's tem dado conselhos um tanto estranhos para seus funcionários, considerando que é a mais famosa rede de fast food do mundo. A empresa publicou dicas de saúde nas quais aconselha os funcionários a evitarem comerem hambúrgueres e batatas fritas e priorizar uma alimentação saudável baseada em saladas. As informações são do site The Huffington Post.

    "Fast fodd são comidas rápidas, com preço acessível e alternativas razoáveis para se alimentar fora de casa, convenientes apara uma estilo de vida ocupado. No entanto, são tipicamente muito calóricas, gordas, ricas em gordura saturada, açúcar e sal e podem colocar muitas pessoas em risco de serem obesas", diz o site publicado neste site da empresa. A foto que ilustra o comentário indica um combo de hambúrguer, batata frita e refrigerante como "escolha não saudável" e uma combinação de sanduíche mais leve, salada e água como "escolha mais saudável".

    De acordo com a publicação do site corporativo, é difícil ter uma dieta equilibrada quando não se consegue evitar os restaurantes que servem este tipo de alimento, no entanto, é preciso ao menos, pedir porções menores - principalmente de batatas fritas -, já que os pacotes muito grandes faz com que as pessoas comam demais.

    "Em geral, pessoas com pressão alta, diabetes e doenças cardíacas devem ter cuidado ao escolher fast food, principalmente por causa dos altos índices de gordura, sal e açúcar", diz outra parte do texto.

    De acordo com o site The Huffington Post, as informações publicadas nesta página voltada à força de trabalho do McDonald's são de responsabilidade de terceiros e, procurada, a empresa disse que estava investigando o episódio. No entanto, esta não é a primera vez que o site expõe notícias deste tipo.

    No último mês, foram publicadas sugestões de novos trabalhos aos funcionários. O texto detalhava cargos de babás, personal rainer e limpadores de piscinas e comparava os salários. Na época, a empresa disse à emissora CNBC que estava avaliando o material que, mais uma vez, havia sido feito por uma empresa terceirizada.

    Apesar do site ser voltado para os funcionários da rede, o cadastro exige apenas um email e senha e não confere se quem pretende usá-lo faz mesmo parte da folha de pagamento da companhia.

    A repercussão deste escândalo do consumo de fast food vem em um momento de confronto com a política da indústria, que tenta desvincular sua imagem de alimentos gordurosos e inclui em seu cardápio mais frutas e vegetais. Recentemente, o CEO do McDonald's Don Thompson afirmou: "nós não vendemos junk food".


    saude.terra.com.br/nutricao/site-do-mcdonalds-aconselha-que-funcionarios-nao-comam-fast-food,671c8e64b2623410VgnVCM5000009ccceb0aRCRD.html
  • Ronaldo  08/01/2014 16:47
    Essa notícia vai dar um colapso no cérebro dos progressistas politicamente corretos:

    Homem perde 17 quilos comendo só McDonald's por 3 meses

    No final dos 90 dias de experiência, Cisna não apenas emagreceu quase 17 quilos como também conseguiu baixar seus níveis de colesterol de 249 para 170 mg/dl. Já o nível de LDL, o colesterol considerado mau, baixou de 173 para 113 mg/dl, com a dieta.
  • Leandro  08/01/2014 16:52
    Na época em que eu ainda era estudante de engenharia mecânica, morei 9 meses em Detroit. Minha alimentação era formada majoritariamente por McDonald's, comendo em média duas vezes por dia nas lanchonetes da rede. Emagreci 6 quilos.


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