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Regulamentações, desespero e o estado

A vida, por si só, já é difícil.  Para muitas pessoas, no entanto, o governo consegue piorá-la ainda mais.

Lembro-me dos velhos dias da era soviética, os quais para mim tipificam perfeitamente o que significa viver em uma sociedade sob total controle do estado.  O governo criou uma revista chamada Vida Soviética, a qual era repleta de fotos de pessoas felizes e saudáveis vivendo vidas ativas e gratificantes.  O contraste com a realidade não tinha como ser mais extremo.  Emigrantes contavam histórias de uma população desmoralizada buscando refúgio no álcool, nas drogas e no suicídio — qualquer coisa servia para fugir da tóxica combinação entre padrão de vida em queda acentuada e a ausência de liberdade de escolha devido ao despotismo.

Hoje, todos sabemos que as propagandas do governo soviético eram uma mentira.  No entanto, aparentemente ainda não nos demos conta de que esta tragédia humana não é exclusividade de uma sociedade totalmente socializada.  Qualquer nação pode chegar a esta situação a passos curtos porém contínuos, aumentando o tamanho do estado e expandindo seu poder e seu alcance ano após ano até ele finalmente se fazer presente em absolutamente todos os aspectos da nossa vida e de nossas atividades diárias.

Em várias economias atuais, já se chegou a um ponto em que é impossível viver fora do escopo do estado.  Aonde quer que vamos, temos de lidar com barreiras policiais; burocratas estão por todos os lados impondo leis, criando regulamentações, demandando documentos, proibindo-nos de fazer o que queremos fazer e obrigando-nos a fazer o que não queremos fazer.

A história a seguir ocorreu nos EUA, mas histórias similares podem perfeitamente estar ocorrendo rotineiramente ao redor do mundo.

Trata-se da triste e trágica história de Andrew Wordes, um criador de galinhas que foi levado ao completo desespero em decorrência dos seguidos assédios do governo e acabou se suicidando no mês passado.  Seu martírio continua me apavorando.  Andrew foi apenas mais um entre milhões de casos de tormentos psicológicos similares causados pelo governo, direta e indiretamente.  São eventos completamente evitáveis, os quais infligem terríveis sofrimentos e perdas ao mundo.

Ele era como qualquer um de nós: apenas mais um ser humano vivendo sob o despotismo de nossa era.  Ele conseguiu resistir aos assédios do estado enquanto teve os nervos para tal.  Porém, em vez de finalmente aquiescer e obedecer, ele decidiu que uma vida que não mais lhe pertencia não valia a pena ser vivida.

É uma história dramática e profundamente triste, e que serve de alerta sobre um pouquíssimo falado custo de se viver em uma sociedade gerida pelo estado: a desmoralização que nos acomete quando não mais estamos no controle de nossas vidas.

chickenman.jpgTodo o suplício de Andrew começou há apenas alguns anos, quando ele começou a criar galinhas em seu quintal.  Sua propriedade era de 1 acre, mas era rodeada de bosques descampados.  Ele adorava suas aves, vendia ou até mesmo distribuía de graça seus ovos e gostava de mostrar às crianças seus bichos.  Ele era também muito bom neste seu trabalho e, sendo uma pessoa independente, escolheu fazer dessa atividade que amava a sua profissão.

O município, no entanto, começou a contestar essa sua atividade e começou a assediá-lo.  Em 2008, o departamento de zoneamento da prefeitura emitiu uma advertência com relação às galinhas em sua propriedade, dizendo que todo o empreendimento deveria ser revisto.  Isso foi estranho, pois ele não estava violando absolutamente nenhum regulamento ou lei municipal.  Ao contrário, o código municipal especificamente aprovava a criação de galinhas em propriedades com menos de 2 acres.  Até mesmo o prefeito, à época, chegou a questionar a postura do departamento.  Mas os burocratas foram em frente mesmo assim.  Um ano depois, contando com a ajuda do ex-governador do seu estado (Geórgia), Andrew venceu a causa nos tribunais.

Mas aí aconteceu o esperado: a câmara municipal simplesmente reescreveu a lei, abolindo todas as isenções.  Os burocratas proibiram mais do que seis galinhas por terreno, e especificaram que todas as galinhas deveriam permanecer dentro de um recinto permanentemente cercado.   Andrew tentou então conseguir uma licença para colocar barreiras cercando a sua propriedade, mas como sua casa estava em uma planície aluvial, terreno sujeito a inundações, o município não liberou a aprovação.  Em meio a toda esta controvérsia, houve uma enchente que inundou seu terreno e invadiu a sua casa, e ele teve de usar até mesmo uma escavadeira para retirar toda a lama do terreno e, assim, salvar sua propriedade e suas galinhas.

Como era de se esperar, a câmara municipal prontamente emitiu duas intimações judiciais: uma por mover terra sem permissão e a outra pela criação ilegal de galinhas não confinadas.  Em seguida, o município se recusou a enviar à FEMA (Agência Federal de Gerenciamento de Emergências) o pedido de Andrew por fundos de emergência para a reconstrução de sua propriedade após esta tempestade (indivíduos sozinhos não conseguem receber este tipo de dinheiro; é preciso um pedido formal do município).  Não satisfeitos, os burocratas entraram em contato com a senhora que havia financiado a hipoteca de Andrew — que era amiga dele e credora de sua hipoteca há dezesseis anos — e a pressionaram a vender a hipoteca para não ter problemas jurídicos.

Está tendo a impressão de que Andrew estava sendo deliberadamente perseguido?  E estava mesmo.  E ele sabia disso.  Na estrada, a polícia do município (Roswell) repetidamente o mandava encostar o carro para lhe aplicar multas.  Isso foi feito inúmeras vezes e pelos motivos mais triviais possíveis, o que servia apenas para lhe gerar ainda mais transtornos.  Os carros da polícia ficavam de prontidão em frente à sua casa apenas para segui-lo quando ele saísse de carro.  E quando ele não conseguia pagar todas as multas aplicadas (ele já estava praticamente falido após tudo isso), os burocratas simplesmente o fichavam e o jogavam na cadeia.  Isso ocorreu várias vezes.  Como se não bastasse toda esta provação, a câmara municipal seguiu emitindo várias outras intimações.

Mas a coisa ficou ainda pior.  Os planejadores urbanos inventaram um tal "Plano Roswell 2030" que estipulava que haveria um parque exatamente onde estava sua casa.  Ao saber disso, Andrew se ofereceu para vender seu imóvel para a prefeitura, mas a oferta foi recusada.  Os burocratas claramente queriam forçá-lo a sair dali por meio deste bombardeio jurídico.  Não importa que Andrew tenha vencido todas as disputas jurídicas ou tenha conseguido fazer com que todas as intimações não prosperassem — isso serviu apenas para deixar os burocratas ainda mais furiosos.  Com tempo, os burocratas conseguiram uma sentença de condicional, obrigando Andrew a comparecer regularmente à Polícia para prestar esclarecimentos.  Esta foi a medida que viria a destruir seu meio de vida.

Certo dia, ele escreveu em sua página do Facebook que iria a um evento político.  Enquanto estava fora de casa, suas galinhas foram envenenadas.  Também envenenaram todos os seus filhotes de peru, 10 dos quais eram na realidade do prefeito, que era seu amigo.  Com isso, Andrew agora havia perdido todo o seu meio de sustento.  Em pânico, sem saber o que fazer, ele se esqueceu de fazer a sua visita de rotina à polícia para a checagem da sua condicional.  Como consequência desta "violação", foi determinado que ele passasse o resto do período da sua condicional na cadeia, por 99 dias.

Enquanto estava na cadeia, sua casa foi invadida e saqueada.  Obviamente, a polícia nada fez.  Com efeito, é bem possível que ela tenha aprovado tal ato.  Também enquanto estava na cadeia, seu novo credor hipotecário decidiu executar sua hipoteca.  Toda a vida de Andrew estava agora destroçada.

O episódio final ocorreu no dia 26 de março deste ano.  A polícia foi à sua casa para executar o despejo final.  Andrew se trancou dentro da casa e ali permaneceu por várias horas, até que, repentinamente, ele surgiu na porta e, gritando, falou para as autoridades se afastarem de sua casa.  Em seguida, ele acendeu um fósforo e a gasolina que ele havia espalhado por toda a casa se encarregou de criar uma gigantesca explosão.  O corpo de Andrew ficou totalmente queimado, tornando impossível reconhecê-lo.

Talvez você esteja pensando que Andrew fosse algum desajustado que, por algum motivo, não conseguia levar uma vida normal junto à vizinhança.  Ledo engano.  Seus vizinhos relataram que ele era o melhor vizinho que alguém poderia ter.  Em seu enterro, várias pessoas deram seu testemunho sobre como ele era prestativo, sobre como ele sempre estava disposto a ajudar quando solicitado, sobre como ele consertava as coisas para as pessoas, sobre como ele distribuía ovos pela vizinhança e sobre como ele era incrivelmente generoso para com todos ao seu redor.  Escutei uma entrevista sua e o considerei extremamente bem articulado e inteligente.

Confesso que, quando ouvi essa entrevista, lágrimas brotaram dos meus olhos.  Este homem representava o coração e a alma de tudo aquilo que fez dos EUA uma grande nação.  O estado o perseguiu e o acossou, essencialmente porque alguns burocratas haviam criado um projeto que, para ser implantado, necessitava da exclusão de sua casa.  Os burocratas foram adiante com seu plano.  Andrew se tornou um inimigo do estado.  Desmoralizado, fatigado, deprimido e abatido, ele finalmente descobriu que não havia mais saída.  Decidiu pôr um fim à sua vida.

Observe, também, algo que nos leva a uma conclusão tenebrosa: Andrew era amigo e tinha o apoio de altos membros da classe política, dentre eles o atual prefeito e um ex-governador.  Atente para o que isto significa: não é a classe política quem comanda as coisas.  Como já escrevi inúmeras vezes, políticos vêm e vão.  A classe política é apenas o verniz do estado; é apenas a sua face pública.  Ela não é o estado propriamente dito.  Quem de fato comanda o estado, quem estipula as leis e as impinge, é a permanente estrutura burocrática que comanda o estado, estrutura esta formada por pessoas imunes a eleições.  São estes, os burocratas e os reguladores, que compõem o verdadeiro aparato controlador do governo.

É difícil dizer que Andrew tenha tomado a decisão correta.  Mas certamente foi uma atitude corajosa — pelo menos eu creio que foi.  Trata-se de uma escolha moral difícil, sem dúvida.  Quando o estado vem para tomar tudo o que você construiu durante toda a sua vida e está determinado a arrancar seu coração e sua alma, reduzindo sua vida a nada mais do que um saco de ossos e músculos, e não lhe concedendo o básico direito de fazer o que você ama — e você realmente não vê nenhuma saída para esta situação —, é possível dizer que você realmente tem uma vida?  Andrew decidiu que não.

Cidadãos de qualquer país que tenha um estado intervencionista enfrentam situações similares às que Andrew enfrentou.  Eles podem ter o sonho de começar o próprio negócio ou de expandir o atual, mas estão obstruídos — não por alguma falta de visão ou de iniciativa, mas sim por causa do emaranhado de leis e regras erigido pela política pública.  O estado age como um destruidor de sonhos.  E ele se torna ainda mais enlouquecedor quando se constata que não há absolutamente nada que o cidadão possa fazer para combatê-lo.  Não há nenhuma alternativa.

As condições econômicas desencadeadas pelas políticas governamentais ao redor do mundo contribuíram para um aumento nas taxas de suicídios.  A Europa está vivenciando uma epidemia de suicídios naqueles países que foram seriamente afetados pela recessão.  Na Grécia, a taxa de suicídios entre os homens aumentou mais de 24% depois que o desastre começou.  Na Irlanda, suicídios masculinos cresceram 16%.  Na Itália, suicídios por motivações econômicas dispararam 52%.

Mas estes grandes agregados não transmitem o real nível da tragédia vivenciada por cada indivíduo.  Eles deixam para trás famílias despedaçadas e comunidades destruídas.  Há uma história insuportavelmente triste por trás de absolutamente cada estatística.

A diferença entre a crescente prosperidade gerada por um mercado livre e o desespero econômico gerado pelo governo é realmente uma questão de vida e morte.  O governo espalha miséria, desespero e tristeza ao seu redor de maneira direta e indireta.  Ser assediado, perseguido e acossado por burocratas e reguladores é uma maneira direta: a pessoa não vê saída para o seu suplício, o que a leva a adotar medidas desesperadas.  A maneira indireta resulta da estagnação econômica causada pelo governo: suas políticas que geram ciclos econômicos, durante os quais há um período de forte euforia o qual é inevitavelmente seguido por um período de depressiva recessão; suas políticas anticíclicas que não funcionam (que, aliás, só pioram as coisas); suas regulamentações que enlouquecem as pessoas; e seus impostos e sua inflação, que apenas perpetuam a pobreza. 

Por que o estado faz isso?  Tudo se resume à sensação de ter controle sobre sua vida.  A essência da política e da "arte de governar" é a total ausência de princípios e de liberdade de escolha, principalmente da liberdade de escolher não participar do sistema.  E o estado tenta ofuscar estas características — explícitas para qualquer observador atento — por meio de vários e complexos programas e políticas.

Porém, uma vez que você adquire a destreza para tais constatações, você se torna capaz de percebê-las em todos os lugares.  O semblante das pessoas nas repartições públicas, as enormes filas para atendimento em hospitais públicos e até mesmo os olhares vazios que você vê nas filas dos Correios.  Há algo no estado que nos desmoraliza e perverte.  Há algo nele que afeta a nossa saúde, a nossa fisionomia e a nossa perspectiva de vida, e que até mesmo leva a tragédias.

Ah, sim, eles vivem nos dizendo que, em um sistema democrático, podemos votar livremente e alterar as coisas.  E que, se as coisas estão ruins, é porque foi nossa escolha.  Logo, não temos do que reclamar.  Se não estamos gostando, podemos mudar nas próximas eleições.  Mas é óbvio que isso é um total e rematado escárnio.  O governo controla completamente o sistema democrático e o administra de modo a gerar o tipo de resultado que ele quer.  Como dizem, se eleições alterassem alguma coisa, o voto já teria sido proibido.  Mas cada vez mais pessoas estão atentando para isso, o que explica por que a participação eleitoral vem caindo a cada eleição.

Os grandes pensadores da tradição libertária sempre nos ensinaram que a liberdade e a qualidade de vida são absolutamente indissociáveis.  Thomas Jefferson, Frédéric Bastiat, Herbert Spencer, Albert Jay Nock, Ludwig von Mises, Murray Rothbard, F.A. Hayek e vários outros.  Eles incansavelmente alertavam que cada passo em direção contrária à liberdade significa uma diminuição do nosso padrão de vida.  Hoje, estamos vendo essas profecias se concretizando.

Muito frequentemente, os debates sobre políticas públicas se perdem em questões furtivas.  O objetivo não deve ser o de fazer o "sistema" funcionar melhor, ou o de elevar a eficácia do governo, ou mesmo o de fazer um ajuste fino nas regras dentro da burocracia.  O que é realmente necessário é que comecemos a falar sobre as questões mais prementes, como a dignidade da pessoa humana, o status moral da liberdade e os direitos e liberdades do indivíduo na sociedade.  A expansão do estado não é condenável apenas do ponto de vista da "política pública" ou da "eficiência administrativa"; é condenável simplesmente porque é perigosa para o nosso padrão de vida, para a nossa qualidade de vida, para a nossa saúde e para nossa sanidade.

Matar a liberdade é matar a essência de tudo aquilo que nos torna humanos.

 


autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • Paulo Sergio  20/04/2012 05:16
    Muito triste a história desse cara, só não entendi qual o grande crime dele pra ser tão perseguido assim.Imagino o que os libertários de lá devem estar passando...

    Agora uma coisa completamente diferente: pq n tem por aqui artigos sobre o marxismo cultural, a escola de frankfurt ou aquele italiano antonio granski?
  • Erick Skrabe  20/04/2012 06:30
    Paulo,

    Dizer o q se pensa infelizmente tem seu preço. Eu mesmo tentei criar um mises.cl no Chile e, bem, após uma conversa com os advogados do Ministro do Interior, Sr. Hinzpeter, decidi nunca mais voltar àquele país.

    Depois decidi por uma iniciativa semelhante na Italia e felizmente ñ tive problemas. Pelo menos ñ por enquanto.

    Bom ponto... aqueles pilantras da Escola de Frankfurt merecem ser estudados com mais afinco.
  • Paulo Sergio  20/04/2012 07:00
    No chile!?? Justamente o mais liberal da america latina?? Muito me admira isso
  • caio alves  20/04/2012 15:21
    O Chile não é tão liberal (vide codelco) e há muitos monopólios e regulações, eu morei lá e posso redigir um texto sobre alguns temas para o IMB, daí basta que os editores confirmem minhas informações e corrigem ou etc. Topa Leandro?
  • Leandro  20/04/2012 15:32
    Claro!
  • Miguel  20/04/2012 07:15
    Puxa, e dizem que no Chile as coisas são um pouco mais livres... Fiquei curioso pra saber o que os advogados falaram.
  • Breno Almeida  20/04/2012 08:27
    O que aconteceu no Chile?
  • mauricio barbosa  20/04/2012 05:25
    Paulo Sérgio você leu o meu comentário sobre opinião pública no artigo reestatização do crédito no Brasil.
  • Jose Roberto  20/04/2012 05:50
    "Porém, uma vez que você adquire a destreza para tais constatações, você se torna capaz de percebê-las em todos os lugares. O semblante das pessoas nas repartições públicas, as enormes filas para atendimento em hospitais públicos e até mesmo os olhares vazios que você vê nas filas dos Correios. Há algo no estado que nos desmoraliza e perverte. Há algo nele que afeta a nossa saúde, a nossa fisionomia e a nossa perspectiva de vida, e que até mesmo leva a tragédias."

    Pura verdade... Onde vou hoje, qualquer lugar, vejo as consequências do governo brasileiro. É triste, são coisas tão óbvias, em situações quase cotidianas, como acidentes de carros, hospitais lotados ou um mendigo pedindo esmola, mas a maioria das pessoas não entende a razão dessas coisas.
    E o pior, a maioria das pessoas espera soluções vindas justamente dos que criam tudo isso e que não tem a menor intenção de consertar.
  • amauri  20/04/2012 06:23
    Bom dia!
    No inicio do post temos o depoimento dos emigrantes: alcoolismo, drogas e suicídio. No ocidente democrático (parece que democracia é ter apenas eleições pois, cada vez mais regulamentações para asfixiar)esta aumentando de forma impressionante. Algo com certeza está errado. abs
  • Tiago  20/04/2012 06:32
    Fizeram até infográfico: www.naturalnews.com/Infographic-Andrew-Wordes-vs-Roswell-GA.html

    Impressionante. Perseguição pessoal mesmo.

    E isso pode acontecer com qualquer um mesmo. Basta você estar no caminho de alguém poderoso dentro do governo, e ele vai te tratorar. Idêntico a uma máfia mesmo.
  • Jose Roberto  20/04/2012 07:33
    Incrível essa linha do tempo.
  • Mario Cunha  20/04/2012 08:12
    Acompanhei a história do "Chicken Man" no Infowars. É de uma tristeza tremenda.
  • mauricio barbosa  20/04/2012 08:39
    Liberdade sempre e sempre,quanto a responsabilidade ela também é individual sempre e sempre,portanto o estado deve recolher-se a sua insignificância,sempre e sempre.
  • Lia  20/04/2012 09:41
    "a câmara municipal simplesmente reescreveu a lei"
    Essa história toda é arrepiante, mas esse trecho é de dar nó nas entranhas. "Simplesmente reescreveu a lei", tal qual pode, e poder...

    Tudo isso porque sua propriedade atrapalhava os planos de um parque? Sei que não é nenhum esforço "resolver" um empecilho com burocracia, mas toda essa epópeia parece trabalho demais até pra sanguessugas profissionais. De todas as opções de como poderiam ter resolvido esse problema deles com o falecido proprietário, essa é tão desproporcionalmente cruel, tão fora de curso dentro do compreensível, que realmente, só pode ter sido propositalmente maligna.
  • Tiago  23/04/2012 00:05
    Também acho. Talvez ele tenha pisado no pé de algum filho da puta ali dentro (tipo, dormido com a mulher de alguém poderoso). Ou talvez seja algo tão banal quanto um bando de vegans radicais que não curtiam a criação de galinhas dele. Sei lá... Mas que foi uma cruel perseguição pessoal, foi.
  • Gustavo Sauer  20/04/2012 10:31
    Revoltante
  • Lucio  20/04/2012 12:47
    Qual é a universidade mais "libertária" hoje no país?
    Onde concemtram-se os professores da EA?

    Amplexos.
  • anônimo  20/04/2012 14:56
    Muito difícil cara, faço um curso em universidade e grande parte dos professores lutaram na Ditadura militar do lado dos comunistas.
  • Uilson de Jesus Carvalho  21/04/2012 13:55
    Rio de Janeiro, 21 de abril de 2012.
    Prezado Lucio.
    Acho difícil haver uma universidade no Brasil com o ensino da economia baseada na praxeologia, ou seja, teoria geral da ação humana, criada pelo professor Ludwig Von Mises, do qual eu sou leitor, embora não seja economista por formação.
    O professor Ubiratan Jorge Iório da UERJ é um economista que ensina com base na EA mas não sei se lá existe mais algum professor que ensine nesta linha de pensamento.Outros bons economistas profissionais são os professores José Luiz Carvalho que era da Universidade Santa Úrsula, o Paulo Guedes, o Paulo Rabelo de Castro, Jose Pastore, o Roberto Fendt do Instituto Liberal do Rio de Janeiro, dentre os que conheço.
    Um abraço para voce.
    UilsonJC.
  • Paulo Sergio  21/04/2012 16:41
    Universidade pra que? Está tudo na internet, de graça...
  • anônimo  20/04/2012 14:54
    Acontece isso mesmo, são pessoas amaldiçoadas e quando você diz isso as pessoas acham que você é maluco. Controle Estatal é uma praga que corrói a estrutura de ser das pessoas, bloqueia qualquer espontaneidade.
  • Samuel  20/04/2012 16:57
    É mais ou menos o que os produtores de batata na serra gaúcha estão sofrendo com as perseguições do ministério do trabalho, a polícia ambiental e etc... e como se a situação ainda não estivesse ruim, ainda tem os ladrões de moto-serras e moto-roçadeiras... e a Polícia Civil e a Brigada Militar não movem uma palha... aliás, nunca moverão, pois a existência do crime justifica o aumento do orçamento estadual para a "segurança pública". Conseqüentemente, aumentam os pedidos para aparelhamento, desencadeando uma bateria de licitações fraudulentas que.... vou parar por aqui mesmo!
  • Cedric  20/04/2012 17:57
    Essa me lembra a história de Marvin Heemeyer, que teve mais coragem ainda e contra atacaou o império. Esse sim merece aplausos.

    en.wikipedia.org/wiki/Marvin_Heemeyer

    www.youtube.com/watch?v=qlZh9-NQEyI
  • anônimo  21/04/2012 21:48
    Oi, Um dia indicaram um livro sobre regulamentações aqui, vocês poderiam repetir o nome do livro? Era um livro em inglês, esqueci o título.

    Muito Obrigado
  • Thyago  22/04/2012 17:06
    Agora uma coisa completamente diferente: pq n tem por aqui artigos sobre o marxismo cultural, a escola de frankfurt ou aquele italiano antonio granski(sic)?
  • Marcia  25/04/2012 20:01
    Thyago, acho que quer dizer "Gramsci".

    Acho o artigo escrito por Tucker FORTE e necessário.
    Sou economista de formação e recordo-me dos tempos da faculdade em que tínhamos 7 volume d'O Capital e zero (zero!) volume de Mises. Não havia nada de Mises, Hayek e afins para lermos...claramente estava definida a linha da Universidade.
    Até a elite (digo aqui elite política, pessoas com formação para cargos afins) no Brasil é atrasada.
    Como economista, não posso deixar de lhes perguntar: onde está o ótimo (versão Pareto) nisso tudo? Liberdade demais implica liberalização financeira e no limite, o que assistimos da crise norte-americana. Liberdade de menos, "Chicken Man". Digam-me, qual é este termômetro (Ótimo) ?!?
  • Paulo Sergio  26/04/2012 02:05
    'Liberdade demais implica liberalização financeira e no limite, o que assistimos da crise norte-americana. '

    Pois eu que nem sou economista não sei onde vc viu liberdade demais nisso.
    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1267
  • Hk  30/04/2012 13:45
    A mim me parece que aqui cabe uma indagação sociológica sobre a busca do meio termo no Estado que queremos.
    No Brasil a critica ao Brasileiro Cordial, de Sérgio Buarque de Holanda, aponta um arraigado tratamento da maquina estatal como uma extensão da família. O publico vira privado para atender a um interesse particular. O Estado não representa o rompimento com a ordem familiar mas uma continuação.
    Porém o Estado completamente impessoal, tomado por seus agentes "burocratas", domina os outros cidadãos e submete a ordem familiar colocando-a serviço do Estado.
    Assim eu devolvo a pergunta, sob a ótica da sociedade. É bom um Estado que serve aos interesses de alguns (como uma família) ou é bom um Estado que, em nome do suposto interesse impessoal, se serve (explora) da família? É bom Estado nenhum? Existe meio termo?
    Até agora eu não encontrei resposta. O que vc acham?
  • Andre Cavalcante  30/04/2012 14:45
    Resposta padrão do IMB:
    Estado? Não, obrigado!

    Portanto não há meio termo: ou tem ou não tem.
  • Thyago  26/04/2012 01:29
    Marcia, tbm sou economista... mas lhe garanto uma coisa: aprendi mais sobre economia de verdade nesse site do que em 5 anos de graduação e 2 de mestrado...

    Acompanhe esse site que encontrará uma boa resposta para sua pergunta:

    Digam-me, qual é este termômetro (Ótimo) ?!?

    abc
  • william  26/04/2012 18:11
    Confesso que, às vezes, fico desesperado, olho todas as nações trilhando o caminho da servidão, da miséria absoluta, chego a ter medo de ter filhos, considerando o futuro que eles, possívelmente, herdarão...
  • Deilton  05/07/2012 18:42
    Confesso que tenho tenho as mesmas preocupações. Não vejo luz no fim do túnel. Cada dia menos liberdade, mais regulações, mais leis absurdas, mais burrocracia e o pior, as pessoas acreditando cada vez mais que estamos "avançando". O PT venceu, o Foro de São Paulo venceu. O bom de estar "conciente" é estar preparado para o pior, é não estar iludido com o vôo de galinha da economia brasileira. Leio aqui no Mises quase que diariamente quais poderiam ser soluções para os problemas da nossa sociedade, mas vejo que estamos caminhando no sentido contrário. Não tenho esperança de que as coisas irão mudar, então sigo minha vida buscando o que é melhor para mim diante da situação que nos encontramos. Sempre que posso divulgo as idéias libertárias, no Facebook, por e-mail e as vezes imprimo alguns textos e mostro para alguns amigos. Sinto que há pouca receptividade para as idéias libertárias, as pessoas estão muito "dependentes" do estado.
  • Marc...  03/05/2012 14:43
    Aqui no Brasil nesse exato momento está acontecendo o mesmo:

    ISSO AQUI é crime. Desapropriar terra dos produtores que tinham posse legal da mesma. O estado tomar a terra dos produtores para vender para um bilionário que vive um caso de amor com essa merda de governo.



  • Paulo Sergio  06/07/2012 01:37
    E depois um verme desses abre a boca pra falar que é rico por esforço próprio.
  • Deilton  05/07/2012 18:11
    "uma população desmoralizada buscando refúgio no álcool, nas drogas e no suicídio — qualquer coisa servia para fugir da tóxica combinação entre padrão de vida em queda acentuada e a ausência de liberdade de escolha devido ao despotismo."
    Impressão minha ou estamos caminhando nesta direção aqui no Brasil?
  • Marc...  31/10/2012 15:30
    Aposentado de 81 anos é desalojado pelo Código Florestal

    O aposentado Celso de Oliveira de 81 anos, morador da cidade de Fartura, interior de São Paulo, foi obrigado pela justiça, com base no Código Florestal, a demolir sua própria casa, situada próxima à Represa de Chavantes, no bairro Barra Seca.

    www.paznocampo.org.br/boletim/textos/preview.asp?nr=200#

    "Meu marido, hoje com 81 anos, foi ficando depressivo, pois essa situação, pela formação moral dele e idade avançada era uma tortura psicológica, sem contar os mal dizentes que o amedrontavam dizendo que ele terminaria preso. (...)

    Meu marido cada vez mais doente, tendo que fazer coisas que o físico não conseguia que era procurar as mudas e plantar, e o medo. Não sabia se plantava, se isso era desacato pois a área estava embargada, os seis meses terminando e o povo dizendo que ele seria preso. (...)

    O maquinista me contou, que foi a cena mais triste do mundo, ver um velhinho chorando num cantinho, assistindo a demolição do presente que deu para a neta. Ele também me disse que quase desistiu, pois não conseguia ver nenhuma irregularidade naquele lugar, nada que prejudicasse a natureza. Foi forte, porque viu a intimação.

    Naquela mesma noite, meu marido foi para o hospital. Não resistiu a pressão psicológica. Meu filho, vendo o pai naquele estado, entrou em pânico, sem saber o que fazer, se fechou, numa amargura impenetrável. Eu não sei como ajudar, apenas vejo minha família desestruturada, sem apoio, sem justiça.

    Não gostaria que meu marido morresse assim, se sentindo martirizado, menosprezado e bandido. Gostaria que alguém, iluminado por uma luz divina, através de ações, mostrasse a ele que ele é um homem honrado e que quando morrer, morrer com dignidade porque ele é um bom homem. Eu sei que a história não termina aqui. Ainda ele será chamado para os ajustes finais, para os acertos de contas na justiça."
  • Luis Almeida  31/10/2012 15:51
    Agiu correto o estado. Grama, mato, minhocas e tatu-bola são muito mais importantes para a humanidade do que um idoso agricultor. É exatamente assim que se constrói o progresso e uma sociedade mais humana. Todo o poder aos ambientalistas!

    P.S.: e depois vem gente aqui encher o saco dizendo que pegamos muito pesado com o movimento ambientalista quando dizemos que eles são, em essência, um movimento anti-humano.
  • Patrick de Lima Lopes  31/10/2012 16:14
    Ao menos ele poderá morrer ciente de que indivíduos do Instituto Mises Brasil lembrarão de seu nome da próxima vez que os pseudo-ambientalista atacarem.

    Obrigado por compartilhar a notícia.
  • cmr  03/11/2017 16:57
    E isso aconteceu na "terra da liberdade", naquele país tido como o maior bastião da liberdade...

    Imagine o que não ocorre em outros países...
    Se é que há alguma diferença de fato, pois os estados são mestres da propaganda.


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