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A guerra dos governos contra o dinheiro

Com a desculpa de isso ser necessário para lutar suas várias e fabricadas guerras contra as drogas, contra o terror, contra a sonegação de impostos e contra o crime organizado, o governo americano há muito vem travando uma guerra oculta contra o dinheiro em espécie.  Um sintoma desta guerra é que a mais alta denominação da moeda americana é a cédula de US$100, cujo poder de compra — em contínuo declínio — é muito menor que o poder de compra da cédula de €500.  Já houve uma época em que a moeda americana era emitida em denominações que iam até US$10.000 (incluindo também cédulas de US$500, US$1.000 e US$5.000).  Já houve até uma cédula de US$100.000 emitida para transações entre os bancos que lidam diretamente com o Federal Reserve.

Os EUA pararam de imprimir cédulas de grande denominação em 1945 e, oficialmente, aboliram-nas em 1969, quando o Fed começou a retirá-las de circulação.  Desde então, a cédula de mais alto valor disponível para o público possui um valor de face de $100.  Porém, desde 1969, a política monetária do Fed fez com que o dólar se depreciasse em mais de 80%, de modo que uma cédula de US$100 em 2010 possuía o mesmo poder de compra que US$16,83 em 1969.  Ou seja, US$100 em 2010 compravam menos que US$20 em 1969!

Não obstante esta enorme depreciação, o Fed tem resolutamente se recusado a emitir cédulas de denominação mais alta.  Isto fez com que as transações com dinheiro vivo nos EUA se tornassem extremamente inconvenientes, obrigando o público americano a utilizar métodos eletrônicos de pagamento em uma escala muito acima da ótima.  Mas é claro que esta é exatamente a intenção do governo americano.  O propósito de sua contínua e crônica violação de antigas leis sobre privacidade financeira é fazer com que seja mais fácil monitorar as movimentações econômicas de seus cidadãos e abolir sua privacidade financeira, e tudo pretensamente para garantir sua segurança contra barões das drogas da Colômbia, agentes da Al Qaeda, sonegadores de impostos e outros nefastos criminosos do colarinho branco.

No entanto, parece que a guerra contra o dinheiro agora já começou a se espalhar para outros países.  Como noticiado há alguns meses, a Itália reduziu o valor máximo permitido para transações em dinheiro vivo de €2.500 para €1.000.  O governo italiano certamente teria preferido estipular um limite máximo de €500 ou até mesmo de €300, mas ponderou que deveria conceder aos italianos algum tempo para se ajustarem ao novo limite.  A justificativa para a imposição deste limite no valor das transações em dinheiro vivo é o fato de que o perdulário governo italiano está tentando reduzir sua dívida de €1,9 trilhão, e considera que suas medidas antidinheiro são a melhor maneira de se combater a evasão de impostos, cujos "custos" o governo estima em €150 bilhões por ano.

A devassidão da classe política italiana contrasta acentuadamente com a frugalidade dos italianos em geral, que são os consumidores menos endividados da zona do euro, além de estarem entre seus maiores poupadores.  A frequência com que os cidadãos italianos utilizam seus cartões de crédito é extremamente baixa em comparação aos cidadãos das outras nações da zona do euro.  O dinheiro em espécie está tão profundamente arraigado na cultura italiana, que mais de 7,5 milhões de italianos nem sequer possuem contas bancárias.  No entanto, estes italianos "sem bancos" serão agora obrigados a entrar no sistema bancário, e tudo para que o notoriamente corrupto governo italiano possa mais facilmente bisbilhotar suas atividades econômicas e invadir sua privacidade financeira.  É claro que os bancos italianos, que cobram 2% sobre as transações com cartão de crédito e impõem tarifas sobre contas-correntes, irão obter fartos lucros com esta lei.  Como corretamente observou o controverso ex-primeiro-ministro Berlusconi, "Há um enorme risco de isso se transformar em um estado policial fiscal".  De fato, é só olhar para os Estados Unidos de hoje para ver o que está à espera dos cidadãos italianos.

Enquanto isso, a guerra contra o dinheiro na Suécia também segue acelerada, embora lá o envolvimento do estado seja menos evidente.  Nas cidades suecas, dinheiro vivo não mais é aceito nos ônibus públicos; os bilhetes têm de ser comprados ou antecipadamente ou por meio de uma mensagem de texto via celular.  Várias pequenas empresas recusam dinheiro vivo, e algumas operações bancárias pararam completamente de manusear dinheiro.  Com efeito, em algumas cidades da Suécia não mais é possível utilizar absolutamente nenhum dinheiro em um banco.  Até mesmo as igrejas começaram a facilitar doações eletrônicas de seus fieis instalando leitores eletrônicos de cartões.  Transações em dinheiro vivo representam apenas 3% da economia sueca, ao passo que respondem por 9% da economia da zona do euro e 7% da economia americana. 

Um proeminente defensor do movimento antidinheiro é ninguém menos que Björn Ulvaeus, ex-membro do grupo musical ABBA.  O excêntrico pop star, cujo filho já foi assaltado três vezes, acredita que um mundo sem dinheiro vivo traria uma maior segurança para o público.  Já outros, um pouco mais perceptivos que Ulvaeus, apontam para outra suposta vantagem das transações eletrônicas: elas deixam um rastro digital que pode ser prontamente seguido pelo estado.  Assim, ao contrário de países que possuem uma forte cultura em prol do dinheiro vivo, como Grécia e Itália, a Suécia possui uma incidência muito baixa de suborno.  Como nos instrui um "especialista" em economia informal: "Se as pessoas utilizam mais cartões, elas se envolvem menos em atividades econômicas obscuras".  Em outras palavras, se as pessoas utilizam menos dinheiro vivo, elas não mais podem esconder sua suada renda em locais onde ela não pode ser pilhada pelo estado.

O vice-presidente do Banco Central da Suécia, Lars Nyberg, antes de se aposentar ano passado, regozijou-se dizendo que o dinheiro irá sobreviver "como um crocodilo forçado a ver seu habitat sendo gradualmente reduzido".  Porém, nem todos na Suécia estão celebrando o destronamento do dinheiro.  O presidente da Organização Nacional dos Pensionistas da Suécia afirma que as pessoas mais velhas e que moram em áreas rurais não possuem cartão de débito e de crédito; e as poucas que possuem não sabem como utilizá-los para sacar dinheiro.  Oscar Swartz, fundador do primeiro provedor de internet da Suécia e um entusiasta da abolição do dinheiro vivo, argumenta em prol da adoção de métodos de pagamento anônimo dizendo que, sem eles, as pessoas que transferem dinheiro e fazem doações para várias organizações podem ser "rastreadas todas as vezes".  Só que o que o sincero, porém ignorante, senhor Swartz não percebe é que este é exatamente o objetivo de uma economia sem dinheiro vivo — tornar os mais íntimos assuntos econômicos dos cidadãos transparentes para o estado e seus apparatchiks fiscais e monetários, sendo que estes odeiam e morrem de medo de sua própria transparência como vampiros em relação à luz do sol.

E há também os benefícios que serão colhidos pelo sistema bancário protegido e privilegiado pelo governo em decorrência da morte do dinheiro.  Um pequeno empreendedor sueco habilmente constatou esta conexão.  Ao passo que ele é cobrado 5 coroas (R$1,35) para cada transação feita com cartão de crédito, ele é impedido por lei de repassar este custo para seus clientes.  Em suas palavras, "Para eles (os bancos), é uma ótima maneira de ganhar muito dinheiro.  É a isso que tudo se resume: eles terem lucros enormes."

Felizmente, o livre mercado fornece a possibilidade de uma fuga deste onipresente estado policial fiscal que busca erradicar o uso do dinheiro por meio tanto da depreciação inflacionária feita pelo banco central (em conjunto com denominações inalteradas do valor de face das cédulas) quanto da limitação direta legal sobre o valor das transações em dinheiro.  Como Carl Menger, fundador da Escola Austríaca de economia, explicou há mais de 140 anos, o dinheiro surge na economia não por meio de decretos governamentais, mas sim por meio de um processo de mercado conduzido pelas ações de indivíduos que continuamente buscam meios de realizar suas trocas econômicas da maneira mais eficiente possível.  Frequentemente, a história nos fornece exemplos que ilustram esta constatação de Menger.  A utilização de ovelhas, água engarrafada e cigarros como meio de troca nos vilarejos rurais do Iraque após a invasão americana e subsequente colapso do dinar é um exemplo recente.  Outro exemplo foi a Argentina após o colapso do peso, quando contratos de cereais (para trigo, soja, milho e sorgo) precificados em dólares eram regularmente trocados por itens valiosos como automóveis, caminhões e equipamentos agrícolas.  Com efeito, agricultores argentinos começaram a estocar cereais em seus silos como maneira de se proteger da depreciação do peso.  O entesouramento de dinheiro depreciado foi substituído pela estocagem de grãos.

Tide.jpgComo tem sido amplamente noticiado pela mídia americana recentemente, um inesperado surto criminoso rapidamente se difundiu por todo o país, surpreendendo todos os departamentos de polícia locais.  O roubo do sabão líquido de lavar roupas da marca Tide se tornou uma pandemia em várias cidades dos EUA.  Um sujeito sozinho roubou o equivalente a US$25.000 de sabão líquido Tide durante um período de 15 meses.  Várias redes varejistas estão adotando medidas especiais de segurança para proteger seus estoques de Tide.  Por exemplo, a CVS (rede de farmácia) passou a vender Tide separadamente, colocando o produto junto àqueles itens que são rotineiramente alvo de furtos, como remédios contra gripe, e que por isso ficam atrás do balcão.  O preço do Tide líquido varia entre US$10 e US$20 por garrafa no varejo, ao passo que no mercado negro seu preço está entre US$5 e US$10.  Como as embalagens de Tide não possuem números de série, é impossível rastreá-las.  Sendo assim, alguns ladrões com tino empreendedorial estão fazendo arbitragem, comprando no mercado negro e revendendo para lojas varejistas, presumivelmente a preço de atacado.  Ainda mais enigmático é o fato de que nenhuma outra marca de sabão líquido tem sido alvo de ataques.

Portanto, qual a explicação?  Este fenômeno é apenas mais uma confirmação da constatação de Menger de que o mercado reage à ausência de uma moeda forte monetizando mercadorias altamente comercializáveis.  Está claro que o Tide surgiu como uma moeda local para auxiliar transações no mercado negro, especialmente transações envolvendo drogas — mas também transações legais em áreas de baixa renda.  De fato, relatos policiais afirmam que o Tide está sendo trocado por heroína e metanfetamina, e que traficantes possuem vastos estoques do sabão líquido, os quais eles também estão dispostos a revender.  Mas por que um sabão líquido de lavar roupas está sendo empregado como dinheiro, e por que o Tide em particular?

Menger identificou as qualidades que uma mercadoria deve possuir para se transformar em um meio de troca.  O Tide possui a maioria destas qualidades e em ampla medida.  Para que uma mercadoria se transforme em dinheiro em uma economia em que predomina o escambo, ela tem de ser amplamente utilizada, prontamente reconhecível e durável.  Ela também tem de ter uma razão valor/peso relativamente alta, de modo que ela possa ser facilmente transportada.  O Tide é a mais popular marca de sabão de lavar roupa e é amplamente utilizado por todos os grupos socioeconômicos.  O Tide também é facilmente reconhecido por causa de sua inconfundível embalagem laranja com seu logotipo circular colorido e brilhante.  Sabão de lavar roupa também pode ser estocado por longos períodos sem perder a qualidade e a eficácia.  É verdade que o Tide é um tanto volumoso e inconveniente para ser transportado à mão em grandes quantidades; porém, uma quantidade suficiente pode ser carregada na mão ou em um carrinho de compras para transações pequenas, ao passo que quantidades maiores podem ser facilmente transportadas e transferidas utilizando-se automóveis.

Assim como a enormemente propagandeada guerra contra as drogas que os governos têm promovido — e perdido — por décadas, eles também estão condenados a perder sua sub-reptícia guerra contra o dinheiro, pois o livre mercado pode e irá responder à demanda dos cidadãos comuns por uma moeda confiável e conveniente.



autor

Joseph Salerno
é o vice-presidente acadêmico do Mises Institute, professor de economia da Pace University, e editor do periódico Quarterly Journal of Austrian Economics.

 

  • ADEMIR PRIMO DE OLIVEIRA SOUZA  21/03/2012 04:36
    O QUE O GOVERNO BRASILEIRO TEM FEITO NESSE SENTIDO?EXISTE ALGUM PROJETO DE LEI?
  • Angelo Viacava  21/03/2012 16:31
    Lei? Lei pra quê? O Brasil hoje é governado através de portarias e resoluções burocráticas que tomam forma de lei sem jamais terem sido. O Congresso Nacional dá as costas a tudo, gastando seu tempo e nossa riqueza com assuntos mais importantes como regulamentar profissões e prestadores de serviços que deveria ser privados e livres, tornando-os mais caros, ineficientes e inacessíveis ao cidadão. E o executivo surfa na onda de uma lei por minuto, só na base do canetaço. Depois o STF aprova ideologicamente o que interessa ao governo que o nomeia e sustenta. Basta uma decisão do BC e tudo será implementado da noite para o dia sob aplausos da claque.
  • Leandro  21/03/2012 04:45
    Ainda não. Pelo menos ele não tem atacado o dinheiro de papel com este mesmo afinco de americanos, italianos e suecos. E por um motivo muito simples: o tamanho de nossa economia informal, que está em aproximadamente 18% do PIB.

    Se o governo atacar o dinheiro de papel, todas as pessoas que estão na economia informal irão à míngua no dia seguinte. Mesmo porque o próprio governo sabe que é impossível estas pessoas começarem a seguir todas as suas regulamentações onerosas da noite para o dia. O próprio governo sabe que suas regulamentações não são racionais e não podem ser seguidas mesmo por quem queira.

    Ou seja, a economia informal, mais uma vez, é o que nos garante um mínimo de liberdade.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  21/03/2012 05:03
    Mas Leandro, não podemos esquecer também da inflação. Hoje notas de R$100 já são comuns, ao contrário de 10 ou 15 anos atrás. Isso sem falar da nota de R$1 que já sumiu. Estamos cada vez mais utilizando dinheiro eletrônico graças a crescente quantidade de cédulas necessárias em nossas transações.
    Minha experiência própria é de que estou cada vez mais usando meu cartão de débito e menos cédulas, porque está cada vez pior fazer pagamentos com dinheiro físico.
  • Leandro  21/03/2012 05:12
    Exato. Neste ponto, de fato o governo brasileiro está imitando os outros. Mas vale notar que, no crescimento da base monetária, a variável que mais aumenta é o papel-moeda emitido (10% ao ano, ao passo que as reservas bancárias ficaram no negativo, ou seja, contraíram).

    Ou seja, embora as denominações das cédulas não aumentem, a quantidade de dinheiro vivo segue crescendo com vigor.

    Quanto às notas de R$ 100, atualmente há 450 milhões delas em circulação. Seis anos atrás, havia apenas 20 milhões.

    Acompanhe aqui.
  • Jose Roberto Baschiera Junior  21/03/2012 05:38
    Quando eu acho que já aprendi a extrair tudo do site do Bacen, vem você com coisas que eu nunca tinha visto... Obrigado pelo link Leandro.
  • Vinicius Aguilar  21/03/2012 05:07
    Estava conversando com um amigo esses dias e notei algumas coisas neste sentido, quanto mais jovens as pessoas mais elas tendem a substituir dinheiro por cartões, eu, por exemplo, só uso cartão.\r
    \r
    O próprio imposto de renda é o maior álibi que existe para o controle sobre as transações, mesmo se fosse de 0,5% o governo teria a obrigação de buscar e cruzar as informações de modo a conter a sonegação¬¬\r
  • joelrgp  21/03/2012 05:48
    Quando pensamos que o estado ja nos prejudica o suficiente, sempre aparece uma nova maneira de nos espoliar!!! o estado sempre inovando na maneira de roubar seus suditos. é lamentavel vivermos dessa forma, meu filho te 2 anos, eu me preocupo com o futuro dele, pois estamos caminhando para uma escravidão!!!
  • Deilton  21/03/2012 06:24
    É foda:

    Governo obriga uso do Ginga: TV interativa depende da indústria

    tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5669999-EI12882,00-Governo+obriga+uso+do+Ginga+TV+interativa+depende+da+industria.html

    tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5630577-EI15607,00-Em+das+TVs+digitais+brasileiras+deverao+ter+Ginga.html

    "As empresas do setor de eletrônicos vinham discutindo com o governo uma alteração no cronograma de implantação. A proposta da administração pública era de que ainda em 2012, até julho, 30% das televisões trouxessem o software, mas as fabricantes pediam que o início do cronograma fosse adiado para depois de setembro, quando encerram os testes com o Ginga. Além disso, as fabricantes argumentavam que o software acrescentará cerca de R$ 180 ao preço dos novos aparelhos, o que seria injusto com cerca de metade dos consumidores, que não recebem sinal digital e, por isso, não poderiam usar a interatividade."
  • Paulo Sergio  21/03/2012 06:27
    Porque o governo não proibiu esse tal sabão sem número de série?
  • Filipe Giusti  21/03/2012 06:31
    Falta alguma coisa para as bitcoins, além de confiança, assumirem o papel de meio de troca mundial?
  • Marcio  21/03/2012 07:26
    Acho que é uma questão de tempo, a tecnologia dessa moeda e sua acessibilidade vem crescendo. O que eu acho que falta são mais vendedores aceitando a moeda. Acho que o bitcoin vai crescer muito porque é uma ótima moeda para se usar no mercado negro, como no próprio Silkroad onde é vendido diversas drogas ( e esse é um mercado gigante ); no site mesmo existme vendedores que trocam bitcoins por notas de dólares, agindo como um exchange.

    É interessante que até sua forma física tem um método anti-falsificação mais avançado do que moedas estatais, emitido é claro, por empresas privadas :https://www.casascius.com/ , www.bitbills.com/

    Já apareceu vários sites e videos explicativos sobre a moeda, com design interessante e tal, existe até uma empresa que vende bitcoin através de celular. Tem muita informação legal aqui : www.weusecoins.com/
  • Nyappy!  21/03/2012 10:33
    Bitcoin ainda não tem confiança suficiente para ser adotado em larga escala, especialmente depois do estouro da bolha do Bitcoin, agora parece estável nos 4 dólares, mas tudo vai depender da melhora do algorítimo de segurança do programa e se nenhum outro grande exchanger acabar sendo hackeado.

    Ao que parece as coisas parecem estar estáveis com o MtGox reinando absoluto, mas não sei...
  • Daniel  21/03/2012 16:19
    Cara, o bitcoin está só no começo. Se um pequeno grupo de "early adopters" realizar seus lucros a cotação já vai lá pra baixo depois de algum pico. Mas não foi nem essa a causa do "bust" e sim o uso em massa de contas hackeadas do paypal para transacionar de uma hora para outra, gerando uma inflação enorme seguida de "bust" quando todos os mercados (como o bitcoinmarket.com) cancelaram a possibilidade de usar Paypal e ainda reverteram as cotações para valores anteriores. Mas a tendência ainda é crescente. Como o próprio artigo mostra, a pouco tempo atrás o valor era 30 centavos e hoje é 3,5 dólares. É só não comprar nos picos. =)
  • Daniel  13/03/2013 11:40
    Senhores, por favor, me falem onde tem Bitcoin a 4 dolares que vou a pé comprar nem que for na CHINA!

    Está quase US$50 (cinquenta dólares) e R$105,00 cada bitcoin esse artigo é muuito antigo.
  • Fabio  21/03/2012 06:43
    Esse é o estágio final da nossa escravização, é só um método mais elaborado que o chicote. Aqueles que mais tentarem prosperar serão os maiores reféns desse sistema prisional. Cruzar os braços começa a ser uma alternativa.
  • Carlos Santos  21/03/2012 07:48
    Li essa notícia sobre roubos de Tide nos EUA em vários jornais e, assim como os outros leitores, fiquei sem entender qual o interesse que os ladrões tinham nesse produto. Até imaginei que um dos ingredientes dele entrava em alguma nova formula de crystal meth. Mas só aqui que fui encontrar a informação correta. Obrigado!
  • anônimo  21/03/2012 08:32
    Eu frequentemente faço pagamento em espécie na intenção de ajudar o comerciante a sonegar. E dequebra ainda não ser rastreado..
  • Hamilton  21/03/2012 20:13
    Eu também só faço minhas compras e pagamentos com dinheiro, com freqüência eu faço um saque num caixa eletrônico ando cinco metros e pago uma conta na loteria ou agencia nunca uso o débito.
  • Marc...  25/03/2012 14:08
    Hamilton e Anônimo,
    Acho que estamos prontos e chegamos no estágio necessário para iniciarmos um grupo que lealmente pratique atitudes pró libertárias. Eu chamaria de Ordem Libertária.

    Seus membros compartilhariam os conhecimentos necessários e quais atitudes e ações poderiam ser feitas em prol da nossa libertação.
    Procuraríamos trazer mais membros, além de divulgar a moralidade em tais atos e os benefícios advindos para si e para aqueles que nós amamos.

    Alguém mais tem alguma idéia?
  • Jose Roberto Baschiera Junior  21/03/2012 09:13
    Aqui no estado de São Paulo. Se eu pagar com cartão de débito mas NÃO exigir a Nota Fiscal Paulista, estou ajudando o comerciante a sonegar(caso ele queira) ou apenas se eu tivesse pago em dinheiro?
  • Vinicius Aguilar  21/03/2012 10:03
    Só se pagar em dinheiro, se o comerciante sonegar ele corre o risco de ser pego, uma vez que a operadora do cartão e o banco declaram a movimentação dele...
  • William  21/03/2012 19:00
    amigos, me ajudem, como posso converter um socialista? Que artigos posso passar pra ele? Obrigado.
  • Kadur Albornoz da Rosa  21/03/2012 19:16
    Pode começar mostrando a segunda parte do A Lei do Bastiat, que está disponível aqui. A primeira parte é um bocado estranha, pois ele tenta justificar os direitos fundamentais em Deus e coisas do tipo que já criariam asco em um não-cristão (maioria dos comunistas), mas a parte onde ele detona os pensamentos socialistas e democratas é primorosa e abre os olhos para as contradições no pensamento dos iluministas e positivistas.
  • Thyago  21/03/2012 19:59
    Gostaria de ver o caso da Argentina ou Venezuela... O que devem estar monetizando por lá?
  • douglas correia  21/03/2012 20:03
    agora não tenho certeza se já postei ou não esta pergunta, mas por via das dúvidas, posto aqui agora. Qual o melhor livro de introdução à economia?
  • Hamilton  21/03/2012 20:05
    Não é só lá, mas aqui o governo também está andando, com a expansão do crédito e com a nota eletrônica, no meu estado fiquei espantado quando fui comprar pão e a balconista me perguntou se queria botar o CPF na nota, eu perguntei para quê? Ela disse que eu poderia ganhar brindes e ia saber que o estabelecimento não estava sonegando, aí eu disse "minha filha se eu tivesse certeza de que vocês sonegam impostos eu só compraria aqui, ela sorriu".
  • Helena  23/03/2012 12:21
    Leandro,\r
    \r
    Diante disso tudo, é válido afirmar que as coisas cada vez mais se complicam quando as leis \r
    em muito se multiplicam?\r
    \r
    Helena
  • Leandro  23/03/2012 16:54
    Sem dúvidas, prezada Helena. Quanto mais leis, mais "criminosos" em potencial. Quanto mais leis, maior a arbitrariedade das autoridades ao impingi-las. Quanto mais leis, menos liberdades. Até que chegaremos a um ponto em que o simples ato de andar na rua pode ser interpretado como uma transgressão de alguma lei qualquer. O indivíduo viverá permanentemente amedrontado, pois sabe que qualquer coisa que faça poderá ser interpretada como infratora e digna de alguma punição.

    Quando chegamos a um ponto em que temos 86 tributos e uma burocracia que é um emaranhado de leis, medidas provisórias, decretos e outros atos tributários aterrorizantes, qualquer indivíduo em meio a este terrorismo tributário e regulatório pode ser condenado como "sonegador" por um simples erro na declaração de renda ou como @transgressor@ pelo simples ato de guardar dinheiro vivo em casa.
  • Fabio MS  12/04/2012 14:53
    Helena, com relação a teu questionamento, aconselho-te que leias este livro e divirta-se (além de se indignar bastante): O Estado Babá, como radicais, bons samaritanos, moralistas e outros burocratas cabeças-duras tentam infantilizar a sociedade (em inglês, Nanny State), escrito por David Harsanyi.
  • Fernando Chiocca  24/03/2012 15:17
  • Marc...  25/03/2012 13:59
    "MONDEX INTERNACIONAL é uma companhia global de crédito, sendo que 51 % pertencem ao MASTERCARD INTERNACIONAL [pertencente a David Rockefeller] e... que proporciona um sistema sem dinheiro em espécie e que já licenciou a concessão para vinte importantes nações. ESTE SISTEMA, APOIADO NA TECNOLOGIA DE CARTÕES INTELIGENTES QUE EMPREGAM MICROCHIPS OCULTOS EM UM CARTÃO DE PLÁSTICO, FOI CRIADO EM 1993 PELOS BANQUEIROS DE LONDRES, TIM JONES E GRAHAM HIGGINS, DO NATIONAL WESTMINSTER BANK/COURTS, O BANCO... DA RAINHA ELIZABETH II. [que é a rainha da Inglaterra é mais poderosa de todos os banqueiros internacionais do mundo, pois se encontra no comando do Cartel de Windsor " o cartel bancário da família real inglesa, da qual todos eles fazem parte] [...] foram familiarizando gradualmente a sociedade com a ideia de um SISTEMA SEM DINHEIRO. Primeiro tivemos cheques, depois cartões de crédito, em seguida os cartões de débito com acesso aos caixas automáticos, depois os CARTÕES INTELIGENTES, finalmente tornarão público o EMISSOR-RECEPTOR IMPLANTÁVEL [o chip implantável] [...] Este SISTEMA SEM DINHEIRO FOI AMPLAMENTE EXPERIMENTADO NA CIDADE DE GUELPH, ONTÁRIO, e em SHERBROOKE, QUEBEC, CANADÁ, no REINO UNIDO e nos ESTADOS UNIDOS... Para cúmulo, o uso de cartões e de dinheiro eletrônico se converte pouco a pouco em USO OBRIGATÓRIO na maioria das nações do mundo desenvolvido, tais como Canadá, Estados Unidos, Austrália, França e Alemanha, para qualquer operação que atinja mais de alguns poucos milhares de dólares. [...] O PASSO SEGUINTE É A ELIMINAÇÃO DA MOEDA E A SUBSTITUIÇÃO POR CARTÕES INTELIGENTES [...] Barbara Brown, em um artigo escrito para Hamilton Spectador, explica que o cartão "parece simplesmente um cartão de plástico convencional, porém com uma diferença significativa. Em vez da fita magnética ao lado, tem encravado um chip pequeno de OURO com capacidade de ARMAZENAR INFORMAÇÃO (o que significa que armazena DINHEIRO ELETRÔNICO [como nos chips dos telefones celulares pré-pagos], IDENTIFICAÇÃO E OUTRAS INFORMAÇÕES e realiza operações... Então esse DINHEIRO ELETRÔNICO pode ser GASTO NO COMÉRCIO INTEGRADO A ESTE SISTEMA e em restaurantes, telefones públicos e ônibus municipais." [sem que o usuário necessite retirar o dinheiro de uma conta bancária, pois o local onde ele se encontra é no microchip do cartão] [...] Claire Wolf, ex-responsável de comunicações corporativas e publicidade da empresa Fortune 100 QUE SE CONVERTEU EM ESCRITOR DISSIDENTE EM PROL DA LIBERDADE e com VONTADE DE ADVERTIR sobre os perigos da NOVA ORDEM MUNDIAL, explica: "O cartão converte-se num reduzido banco de dados QUE CONTÉM TODA A INFORMAÇÃO ELETRONICAMENTE LEGÍVEL como licença de motorista, profissão, idade, sexo, raça, número da Assistência Social [que corresponde ao nosso CIC ou CPF] e antecedentes penais. Os cartões mais sofisticados (quando toda a tecnologia estiver finalmente inserida nos CHIPS...) terão capacidade para conter uma quantidade muito maior de dados, que poderiam incluir seu histórico clínico, diplomas e certificados de estudo, histórico trabalhista, DNA e praticamente qualquer coisa sobre a qual o governo decida legislar ou QUALQUER BUROCRATA (NÃO ELEITO) DECIDA REGULAMENTAR." Bem vindos ao pesadelo..." (DANIEL ESTULIN, "A Verdadeira História do Clube Bilderberg", Editora Planeta, 2006, págs. 218, 222, 219, 249,199, 249,232 [ênfases e colchetes acrescentados])
  • Cristiano  12/04/2012 13:06
    Não vejo outra alternativa que não passe pelo começo de uso, voluntário, das pessoas por moedas de ouro e prata de forma informal.
  • JC  12/04/2012 15:40
    Vejam que a casa da moeda canadense aprendeu algumas lições com o BitCoin - que não endosso - e já está pensando em alguma coisa parecida para evitar o problema das moedas de baixa denominação, que não valem nem o metal gasto nelas. Abriram uma competição para conseguir umas idéias e engajar os antenados no projeto.

    ideas.mintchipchallenge.com

    Mas não se empolgue. Se você mandar qualquer gracinha do tipo "Uma moeda digital será muito útil para esquemas de pirâmide na internet", tal gracinha será censurada depois de alguns minutos, em bom padrão chinês de uso da internet.

  • Tiago RC  11/12/2012 07:56
    Caralho, Big Brother total!
    Absolutamente toda transação comercial feita com cartões no Paraná será enviada ao governo, é isso que eu entendi?
    Privacidade zero?

    Caramba, isso não viola as poucas leis federais de sigilo bancário não? O governo realmente pode, dentro das leis atuais, inspecionar as transações de qualquer pessoa, sem mandato judicial?

    O simples fato de que isso não provoca um barulho enorme mostra o total descaso da população brasileira com privacidade. Esse descaso é preocupante. Privacidade em geral, e privacidade financeira em particular, são coisas muito importantes.

    Aconselho fortemente a todo mundo - e especialmente paranaenses! - a evitar pagamentos em cartão. Prefiram pagar em espécie. Os bancos e o governo não precisam saber como você usa seu dinheiro.


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