clube   |   doar   |   idiomas
Os iluminados atrás das cortinas

N. do T.: nesta próxima quinta-feira, dia 2, convidamos a todos os moradores da cidade de São Paulo e adjacências a comparecer ao debate que será realizado na FECOMERCIO sobre o fim do Banco Central americano (o Federal Reserve).  Entre os debatedores, Steve Horwitz (Mestre e Doutor em Economia pela George Mason University e professor da St. Lawrence University, em Canton, NY), Paulo Rabello de Castro (Presidente do Conselho Superior de Economia da FECOMERCIO) e o presidente do IMB, Helio Beltrão.

Veja mais detalhes aqui, e faça já sua reserva (evento gratuito).

 


O debate sobre o fim do Banco Central americano (o Fed) vem crescentemente ganhando tração, e ainda bem.  Porém, assim como vários debates políticos, este é mais um debate que sequer deveria ser necessário.  Tampouco deveria ser algo tido como controverso.  Isso porque, se você parar para pensar a respeito, a simples ideia de existir um banco central em uma economia não faz absolutamente nenhum sentido.

Não existe hoje, graças aos céus, um repositório central — gerido pelo governo — para planejar e administrar a distribuição de sapatos.  O mercado cuida desta tarefa com perfeição.  Não há escassez de nenhum tamanho ou tipo de sapato.  Da mesma maneira, não há nenhuma agência responsável por planejar e administrar a produção e a distribuição de alfaces, de teclados ou de cortinas.  De alguma maneira, todos nós conseguimos obter livros, roupas, serviços de limpeza e tudo o mais de que necessitamos e desejamos sem que nenhuma agência de planejamento central administre a quantidade disponível destes itens e serviços, especifique os preços dos produtos e socorra as empresas quando elas se expandirem mais do que deveriam e se tornarem insolúveis.

Por que então a realidade deveria ser distinta para o dinheiro e para o setor bancário?  O dinheiro é uma mercadoria.  O setor bancário é um empreendimento como qualquer outro.  Nenhum deles é criação do estado.  Ambos surgiram no mercado e assim deveriam ter permanecido, pois somente assim a qualidade do produto poderia estar constantemente sujeita à disciplina imposta pelo mercado.  Em uma economia de mercado, as coisas funcionam por si sós, sem a necessidade de nenhuma supervisão de um comitê central.  Há demanda e há oferta para satisfazer esta demanda.  Empreendedores atentos descobrem oportunidades de lucro no mercado e se apresentam para fazer com que haja oferta para satisfazer uma determinada demanda.

É assim que o mundo funciona para nós.  É assim que ele sempre funcionou.  E desta maneira que obtemos nosso café, nossos produtos de informática, nossas partituras e nossa carne.  É assim que obtemos nossos carros, os componentes que o permitem funcionar, e o combustível que os alimenta.

O mundo em que vivemos foi fabricado pelo homem em todos os aspectos, e as mãos que o tornaram produtivo, eficiente, dinâmico e socialmente benéfico atuaram dentro da matriz do mercado.  As simples relações de troca, aprendizado e concorrência geraram um sistema glorioso que consegue sustentar uma população global de 7 bilhões de pessoas.

O Banco Central é uma instituição criada não pelo mercado, mas por conveniências políticas, assim como moradias públicas e ônibus espaciais.  É uma criação da Idade das Trevas que ainda existe sem nenhum motivo aparente.  Por Idade das Trevas me refiro, é claro, ao mundo de antes de 1995, quando a internet — o que significa todo o conjunto de informações disponíveis ao público — se tornou acessível ao mundo.  Antes disso, o mundo permanecia majoritariamente na escuridão, com o governo controlando a informação que podíamos acessar e com as verdades privadas tendo de ser compartilhadas exclusivamente por meio de papeis enviados através do sistema estatal de correios.

Durante a Idade das Trevas, apenas gênios como Ludwig von Mises e F.A. Hayek sabiam que a instituição do banco central era uma fraude.  Todo o resto imaginava que as pessoas no comando desta instituição estavam realizando coisas mágicas e magníficas dentro daquelas muralhas santificadas, de modo que a economia seria estável e cresceria continuamente.  Seu comitê era formado exclusivamente por pessoas que não apenas eram capazes de prognosticar o futuro econômico, como também tinham o poder de conduzir a economia de moda a beneficiar a todos.

Graças à era digital, hoje temos acesso a tudo o que realmente ocorre.  Somente nos últimos 12 meses, fomos inundados com relatos sobre o que realmente acontece dentro do Fed.  Em 2006, de acordo com as transcrições de suas reuniões de cúpula, os sábios e sensatos gerentes da economia estavam totalmente ocupados com a tarefa de se assegurarem mutuamente de que tudo estava absolutamente perfeito e que nada havia de fundamentalmente errado com o mercado imobiliário e nem com todas as outras estruturas da economia, as quais estavam totalmente azeitadas.

Ler aquelas transcrições sinceras e francas é algo absolutamente fascinante.  Longe de ser um fórum aberto de discussões, Greenspan e Bernanke presidiram a instituição com plenos poderes para determinar resultados, praticamente desafiando qualquer um de seus subordinados a discordar do consenso ao qual ambos já haviam chegado antecipadamente.  Vez ou outra, algum economista do Fed ousava se manifestar dizendo que nem tudo estava tão bem quanto parecia, mas o que ocorria com ele era idêntico àquilo que você faz naquele jogo de fliperama em que você dá uma martelada no boneco que põe a cabeça pra fora do buraco.

Trata-se do pior exemplo de gerenciamento corporativo que você poderá analisar na prática.  O Fed faz com que o mundo de Dilbert pareça um modelo de sucesso administrativo.  Não há franqueza, não há autenticidade, não há honestidade.  Se o presidente contar uma piada, todos têm de rir estrepitosamente.  Se o presidente disser que tudo está ótimo, todos têm de concordar efusivamente.  Se o presidente disser que sabe o futuro, todos têm de prestar reverência e demonstrar estupefação a este seu poder premonitório.  Qualquer discordância deve se restringir à demonstração de uma ínfima preocupação com algum fator desimportante e irrelevante.  E, ainda assim, corre-se o risco de ser punido por tal comportamento.

E há, finalmente, aquele problema supremo que não está totalmente claro, mesmo para os iluminados da instituição: o que exatamente eles podem fazer a respeito de qualquer coisa.  Eles sabem que o que estão fazendo é importante, e querem acreditar que de fato possuem poderes enormes.  Mas aqui jaz o problema: o Fed possui de fato apenas um poder significativo: alterar a quantidade de dinheiro na economia e, com isso, afetar a oferta de crédito.

Trata-se de um poder enorme, mas não é algo preciso e meticuloso.  A oferta monetária é muito parecida com uma criança rebelde e indisciplinada.  Muitas vezes, ela irá obedecer você.  Outras vezes, e de modo imprevisível, não.  Tudo depende do humor, do contexto, do temperamento vigente, dos incentivos, das recompensas e das punições.  E mesmo quando a criança obedece, os resultados não são sempre aqueles que você planejou.  Os pais podem se reunir e fazer planos diariamente o dia todo; porém, no final, a criança tem a sua própria mentalidade e dificilmente seguirá ordens.  Mesmo se seguir, dificilmente produzirá os efeitos imaginados pelos pais.

Dois notáveis exemplos: no início dos anos 1930, o Fed estava desesperado para expandir a oferta monetária da economia americana.  Não havia nenhuma intenção de permitir que a oferta monetária entrasse em colapso, como Murray Rothbard demonstrou.  O problema, no entanto, era que o Fed dependia do sistema bancário — mais especificamente, do mercado de concessão de crédito — para atingir seu intento.  No entanto, o sistema bancário estava quebrado, e o objetivo do Fed jamais foi alcançado.

A mesma coisa vem ocorrendo novamente desde 2008.  O Fed fez todo o possível para criar uma enorme inflação monetária, cujos efeitos benéficos deveriam ser amplos.  No entanto, ele não foi capaz de fazer com que fosse lucrativo para o sistema bancário cooperar nesse esforço.  Contrariamente aos desejos do Fed, seu objetivo jamais se materializou.  Seus esforços serviram apenas para subsidiar instituições falidas e impedir uma extremamente necessária e profunda correção no mercado.

O poder absoluto do Fed foi totalmente explicitado em 2008, e todos os relatos mostram com qual objetivo ele foi utilizado.  O Fed forneceu liquidez para seus amigos.  Em público, seus burocratas dizem que fizeram tudo isso para o bem da nação, mas não está claro que a nação tenha ganhado alguma coisa de positivo com essas negociatas.  O que realmente está claro é que seus amigos sobreviveram e prosperaram.  Várias instituições que deveriam ter ido à falência, como preconiza o sistema capitalista, se mantêm atuantes à custa de uma inflação monetária que incidirá mais cruelmente sobre os mais pobres.  Esta é a essência do poder de um banco central.

Mas não há nada de novo nisso tudo.  A única diferença é que agora tudo está mais explícito, e todo o mundo pode ver e entender o que de fato está acontecendo.  E é por este motivo que o Fed está hoje sob um escrutínio jamais visto em toda a sua história.  A era digital levantou as cortinas.  Em vez do poderoso Oz, descobrimos que havia apenas um bando de pessoas atordoadas operando alavancas descoordenadamente, e recorrendo ao típico truque ilusório de espelhos e fumaças para tentar passar a impressão de que sabiam exatamente o que estavam fazendo.

Antes de 1989, o mundo estava repleto de agências de planejamento central.  Elas estavam por todo o Leste Europeu e por todo o velho império conhecido como União Soviética.  E então, um belo dia, tudo se esfacelou, e toda a arrogância e irracionalidade dos planejadores centrais foram reveladas para o mundo.  Estruturalmente, um banco central em nada difere daquelas instituições.  Tudo se baseia na mentira de que o poder governamental é necessário para se ter um bom sistema monetário.

Bom em qual sentido?  A desvalorização do dólar ocorrida desde 1913, ano da criação do Fed, foi catastrófica para a prosperidade.  O dólar vale hoje menos do que $0,05 em relação a 1913 — o que significa que, o que naquele ano você comprava com US$ 0,05, hoje você terá de desembolsar US$1, não obstante todo o aumento da oferta de bens e serviços ocorrida desde então.  A poupança dos cidadãos foi expropriada e dizimada.  A política de juros do Fed aboliu qualquer vantagem trazida pela poupança.  Os ciclos econômicos se tornaram internacionais e amplos, quando no século XIX eram apenas um fenômeno local e de curta duração.  O risco moral gerado pelo Fed fez com que os sistemas financeiros não mais se tornassem responsáveis e capazes de fazer uma análise correta dos riscos.

Na era digital, os custos de oportunidade criados pelo monopólio monetário têm sido enormes.  Poderíamos já ter hoje um sistema monetário concorrencial.  Ele poderia ser baseado no ouro, na prata ou em qualquer outra commodity.  Mas a triste realidade é que não se permitiu que o livre mercado pudesse operar nesta área.  O Fed, trabalhando em conjunto com o governo que o criou e que o sustenta, atacou e vem atacando duramente toda e qualquer tentativa do mercado de criar um sistema monetário paralelo e mais bem gerido do que o dólar.  Há hoje pessoas perecendo nas penitenciárias pelo "crime" de ter tentado reinstituir a solidez monetária e bancária ao mercado.

Qual é o pior custo gerado por um banco central?  Ele faz com que o governo federal, não importa o quão grande ele se torne, seja imune a qualquer insolvência.  Não há risco moral maior e mais perigoso do que este.  No caso do Fed, ele permitiu o inchamento do estado leviatã americano para um nível muito além de qualquer outro já havido na história humano; ele criou o maior, mais poderoso, mais intruso e mais homicida governo do mundo.  Não foram os impostos que fizeram isso.  Foi o Fed.  Desta maneira, o Fed se transformou no inimigo máximo da liberdade.  E, quando a liberdade vai embora, os direitos humanos vão junto.

Toda a catástrofe se tornou impossível de ser ignorada.  Ron Paul fez com que todo o assunto se tornasse uma questão política.  Newt Gingrich, oportunista, aproveitou a onda e entrou no coro para acabar com o Fed.  O ex-CEO do BB&T deu uma entrevista na qual disse: "Enquanto o Fed existir, o Congresso pode efetivamente imprimir dinheiro.  E não importa se são democratas ou republicanos; eles irão preferir imprimir dinheiro a aumentar impostos.  Eles querem ter dinheiro para gastar, pois isto é algo que certamente garante votos, e eles não querem aumentar tributos, pois isto tira votos."

O problema de abolir o Banco Central não é técnico.  Tampouco é intelectual.  São necessários apenas alguns minutos para perceber que toda a coisa se baseia em mitos.  O problema de abolir o Banco Central é totalmente político.  O governo depende de seus poderes.  Portanto, sim, faz bastante sentido a classe política e seus defensores quererem que o Banco Central continue existindo.  Porém, para nós, não há mais nenhuma desculpa para continuarmos defendendo esta instituição.  A esta altura, já deveríamos saber o suficiente.

______________________________________________

Leia também:

Nossas ideias chegam a Brasília - Banco Central perde status de intocável 

Por que o Banco Central é a raiz de todos os males



autor

Jeffrey Tucker
é Diretor-Editorial do American Institute for Economic Research. Ele também gerencia a Vellum Capital, é Pesquisador Sênior do Austrian Economic Center in Viena, Áustria.  Associado benemérito do Instituto Mises Brasil, fundador e Diretor de Liberdade do Liberty.me, consultor de companhias blockchain, ex-editor editorial da Foundation for Economic Education e Laissez Faire books, fundador do CryptoCurrency Conference e autor de diversos artigos e oito livros, publicados em 5 idiomas. Palestrante renomado sobre economia, tecnologia, filosofia social e cultura.  

  • André Ramos  31/01/2012 06:41
    Leandro,\r
    vc poderia explicar com mais detalhes o Liberty Dollar? Existe algum outro texto do IMB que tratou do assunto?\r
    Abraço.
  • Leandro  31/01/2012 07:01
    Um grupo de cidadãos começou a fornecer moedas de ouro e prata, bem como certificados de depósito destas moedas, para qualquer americano interessado nestes serviços. A intenção era fornecer uma alternativa ao dólar, possibilitando que as pessoas protegessem sua poupança da desvalorização da moeda, gerada pela inflação.

    Obviamente, o governo não permite concorrência, principalmente na sagrada área da moeda. O Liberty Dollar explicitaria a destruição monetária praticada pelo governo.

    Portanto, o governo americano determinou -- em claro desrespeito à Constituição americana, que especifica que apenas ouro e prata podem ser dinheiro -- que qualquer um que utilizasse o Liberty Dollar estaria incorrendo em crime federal.

    Ato contínuo, o governo atacou e destruiu todas as sucursais do Liberty Dollar, prendeu seu criador (Bernard von NotHaus), sentenciou-o a 15 anos de prisão, impôs uma multa de 250 mil dólares e, não bastasse tudo isso, agora está querendo que Bernard dê ao governo 7 milhões de dólares em moedas de ouro e prata, totalizando 16.000 libras em peso metálico.

    O governo é um ente desinteressado, que só quer o bem de todos. (A diferença entre o governo americano e o brasileiro é só uma questão de tempo).
  • Fernando Chiocca  31/01/2012 07:07
    O Bernard von NotHaus está preso por ter ousado oferecer uma moeda no mercado e desafiar o monopólio de moeda do governo.

    O Bob Murphy escreveu um artigo sobre o assunto e até criticou o Bernard por ter facilitado a vida do governo ao ter chamado sua moeda de Dólar.
    The "Crime" of Private Money

    Esse vídeo conta um pouco sobre o Liberty Dollar:



  • Tiago RC  31/01/2012 08:17
    O que é ainda pior nessa história do Liberty Dollar é que o seu criador fez várias consultas a diferentes órgãos do governo, perguntando se podia seguir legalmente com sua empreitada. Sempre disseram que sim. E num belo dia, surpresa! O pelotão do governo aparece à porta, armas em punho, para prender esse perigoso "terrorista doméstico" (sério, usaram a palavra terrorismo para se referir ao que ele fazia).
  • The Fool  31/01/2012 08:41
    ?"Give me control over a nation's currency, and I care not who makes its laws" - Barão M. A. Rothschild
  • Alexandre M. R. Filho  31/01/2012 11:02
    Eu adoraria ver o Constantino - que é, talvez, o cara mais popular ligado à EA - publicando um artigo nesses termos no jornal em que ele trabalha.\r
    \r
    O Constantino é ligado ao IMB? O IMB podia dar essa sugestão a ele, hein...
  • Fernando Chiocca  31/01/2012 12:24
    Alexandre, ele trabalha num jornal mainstream exatamente pq não escreve nada nestes termos. Ele é um inimigo da liberdade e é o cara que mais ataca o libertarianismo por aqui. Enfim, é um apoiador do sistema como tantos outros colunistas da execrável grande mídia, que cada vez mais será insignificante.
  • Nyappy!  31/01/2012 14:09
    Constantino fede. E nem me pergunte o porquê.
  • Augusto  31/01/2012 14:53
    ih rapaz, vc nem sabe no vespeiro em que meteu a mao!
  • Helio Beltrão  31/01/2012 16:10
    Não considero adequado ao Constantino a denominação "inimigo da liberdade". Ele apenas possui algumas opiniões estatistas (normalmente em um grau moderado). Noventa e nove por cento dos que escrevem na mídia podem ser considerados MAIS inimigos da liberdade que ele. E como o Alexandre mencionou, ele defende a escola Austríaca.
  • Francisco  31/01/2012 17:04
    Não é do Rodrigo Constantino que vocês estão falando né?Ou é?

    A propósito, vocês poderiam recomendar a leitura de algum livro do Roberto Campos?

    Obrigado

    Att. Francisco
  • Helio  31/01/2012 17:27
    *adequada
  • Fernando Chiocca  31/01/2012 20:13
    Bem, ele é o único que ataca em seu blog o libertarianismo, que é a filosofia da liberdade, logo...

    Agora tem um outro blogueiro da Época que como ele, também está atacando o libertarianismo, Ron Paul, LIBER etc... são 2.. Os outros 99,99% nem sabem o que é isso. Então, temos dois inimigos da liberdade consistente (libertarianismo); que eu conheça. E os dois atacam de maneira ridiculamente patética, ou ignorando o que estão atacando ou com desonestidade intelectual, usando argumentos rasos já exaustivamente refutados, e que são novamente refutados até por iniciantes na teoria libertária que usam seu tempo para responder a eles nas áreas de comentários.

    Não é adequada? Oras, foi ele quem elegeu o libertarianismo como inimigo, e não qualquer outra pessoas que o elegeu como inimigo da liberdade.

    Enfim, tirem suas conclusões..
  • Paulo Sergio  01/02/2012 02:35
    'Bem, ele é o único que ataca em seu blog o libertarianismo, que é a filosofia da liberdade, logo...'

    Errado pra variar.Ele ataca o ANARCO capitalismo.Agora os anarco, num delírio de arrogância típico, querem redefinir o que é ser libertário.
    O próprio Von Mises não era ancap.Ron Paul, Peter Schiff, um monte de outros tb não.Vai ver esses aí são inimigos da liberdade tb
  • Fernando Chiocca  01/02/2012 10:22

    Errado e falando sobre o que desconhece, pra variar.

    O pedante em questão não ataca apenas a vertente anarco-capitalista, ele ataca todo o libertarianismo, incluindo a vertente minarquista. Ele ataca o axioma libertário de não agressão. Ele rejeita o libertarianismo por completa e o rótulo de libertário e se autointitula um liberal democrata (seja lá o que for isso, pelas posições deles contra a propriedade sobre o próprio corpo, a favor de guerras e tantas outras, é algo bem distante do libertarianismo)

    Ninguém jamais disse que Mises era anacap, do que está falando ignorante?

    O pedante é um inimigo público do LIBER, única organização política libertária do Brasil, e ataca Ron Paul em diversos flancos, até mesmo na questão do FED.

    Peter Schiff e Ron Paul são libertários. Eles não são inimigos da liberdade, eles são atacados pelos inimigos da liberdade, como o pedante.

    Peter Schiff é inclusive o filho de Andrew Schiff, heroi libertário da desobediência civil que escreveu vários livros explicando como não pagar imposto de reda e está preso por sonegação.
    O próprio Ron Paul tem a seguinte opinião sobre os impostos, que quando repetimos aqui no IMB o pedante teve um xilique, mostrou quem realmente é e não parou mais de atacar esta instituição, nossos mentores e os valores que defendemos:



    Mais uma vez, se não conhece nada sobre o assunto em questão, tente não fazer afirmações e até corrigir quem conhece. Eu acompanhei os ataques em questão na época, se você não acompanhou, vá pesquisar.
  • Nyappy!  01/02/2012 12:48
    Na verdade Ron Paul é quase anarcocapitalista e defende a vertente do Voluntarismo, mas ele é "pragmático" e não deixa os devaneios ideológicos o dominarem.

  • Breno Almeida  01/02/2012 15:17
    Ron Paul tá longe de ser anarquista. Ele defende que o cidadão americano seja roubado sistematicamente para financiar um exército de centenas de bilhões que seria 4x maior que o maior exercito do mundo. O tanto de dinheiro que o Ron Paul pretende roubar para financiar o exercito é 4x maior que o partido Comunista da China prentende roubar para financiar o exercito deles.

    Tambem não lembro o Ron Paul ter dito qualquer coisa em relação a acabar como o monopolio mafioso que é o judiciário americano. (Mas eu ja vi ele defendendo.) Concerteza o Ron Paul colocaria na gaiola do estrupo qualquer um que desafie tal monopolio.

    Ele fala que imposto é roubo, pq dizer qualquer outra coisa seria mentira e o doutor Paul não é muito chegado em mentira.

  • Luis Almeida  01/02/2012 15:35
    "Concerteza o Ron Paul colocaria na gaiola do estrupo qualquer um que desafie tal monopolio."

    Isso é um chute fortíssimo, torto e feio da sua parte.
  • Leninmarquisson da Silva  01/02/2012 09:45
    Fernando, só por curiosidade...esse Rodrigo Constantino é esse mesmo Rodrigo Constantino?

    www.mises.org.br/SearchByAuthor.aspx?id=93&type=articles

    Porque lembro que alguém, se não me engano, o Hélio ou Leandro, falando que ele era ligado ao IMB e depois se afastou e comecou a atacar o IMB e - por extenso, o Libertarianismo.

    Li uma vez um artigo num "Blog do Constantino" onde ele metia o pau no IMB e dizia que Mises era minarquista. Achei ridículos os argumentos e o tom do cara, e nunca mais li nada por lá. Porém esses artigos assinados por ele (se for o mesmo cara) aqui no IMB são muito bons.
    Mas enfim, se for o mesmo cara...é uma pena. Fazer o que; Libertarianismo é isso: ter a liberdade de abandonar um passado brilhante e se tornar um babaca.

    Off topic: Amanhã vai ter o debate na FECOMERCIO. Li que tem boca livre (o que me faz supor ser paga a entrada), etc, mas não achei nada sobre o preco. Penso em ir, mas preciso saber o que preciso para entrar.

    Obrigado.
  • Fernando Chiocca  01/02/2012 10:25
    Sim, é esse mesmo.

    E sim, argumentos totalmente ridículos e tom grotesco. Também nunca mais li nada do cara, depois que ele revelou não ter a menor capacidade ou honestidade argumentativa.

    E sim novamente, amanhã é boca-livre na faixa. Só se inscrever.

  • Erick Skrabe  31/01/2012 18:02
    Os 2 primeiros livros da EA q eu lí foram o Caminho da Servidão e.... "A Economia do Indivído - O Legado da Escola Austríaca" do Constantino.

    E acho que os livros do Constantino são ótimos "entry-level".
  • Alexandre M. R. Filho  01/02/2012 10:39
    Gente, desculpem ter começado a baderna...\r
    \r
    Eu fui no II Seminário de EA em PoA e lá estavam os irmãos Chiocca, o Hélio Beltrão Jr., o Leandro Roque e... o Consta!\r
    \r
    Eu tô ligado nas desavenças que existem e acho sempre muito ruim deixar as coisas se pessoalizarem.\r
    \r
    Eu apenas sugeri que, se o Consta fosse ligado ao IMB (parece que não é - ou não é mais), que se tentasse convencê-lo a publicar um artigo nesses termos no jornal que ele escreve.\r
    \r
    Conhecimento sobre o tema ela tem. Acesso ao periódico ele tem. Público ele tem.\r
    \r
    O alcance seria, na minha opinião, enorme.\r
    \r
    No mais, todos ao debate amanhã na Fecomercio.\r
    \r
  • Roberto  31/01/2012 11:42
    Fiz uma pesquisa vi que Hong Kong, moeda privada é bem comum, porem o governo tbm emite nota. No Canadá com restrições, e Inglaterra.

    Existem outros países que permitem?
    Se o estado trabalhar com commodities é negativo para as instituições privadas?
    Bancos privados tbm podem emitir notas sem valor? No libertarismo seria crime?
  • Leandro  31/01/2012 13:08
    Prezado Roberto, estes seus exemplos são diferentes daquilo que defende o texto. Em Hong Kong, por exemplo, embora a moeda seja emitida por uma entidade privada, esta trabalha diretamente para o governo. Na prático, é como se a Casa da Moeda fosse terceirizada. Ou seja, não muda nada no arranjo. O mesmo vale para Canadá e Inglaterra.

    O que o texto defende é a total e irrestrita desestatização da produção de dinheiro, de modo que o governo não tenha mais controle algum e, principalmente, influência nenhuma sobre este processo.

    Só assim o estado poderá ter seu estado finalmente limitado. Enquanto ele detiver o controle da criação de dinheiro, não há limites para sua expansão e, consequentemente, para seu totalitarismo.
  • Diego  01/02/2012 05:55
    Só por curiosidade, o que aconteceria se alguém resolvesse criar uma moeda privada no brasil?
  • Ze  01/02/2012 07:00
    Não lastreada em reais? Será preso.
  • Catarinense  01/02/2012 08:04
    Será que ainda tem, na América latina, algum país que permite a existência dessas moedas?
  • Alexandre M. R. Filho  01/02/2012 09:38
    No RS tem um pessoal circulando papéis lastreados em serviços culturais.\r
    \r
    Logicamente, no fim da cadeia, alguém vai ter que converter o negócio em reais. Afinal, há pessoas de fora do círculo que não aceitam o papel (governo, por exemplo, ao cobrar impostos).\r
    \r
    Mas é um sinal da falta de crença na moeda fiduciária estatal monopolista e de curso forçado.
  •   01/02/2012 10:25
    Quando você vai em uma festa(por exemplo, festa junina), aí você vai ao caixa para trocar Reais pelas fichas que trocará por bens(quentão, refrigerante, pipoca...), essas fichas nada mais são do que moedas lastreadas em Reais... Sempre me lembro do IMB quando vou nessas festas(me deixem em paz!!!)


Envie-nos seu comentário inteligente e educado:
Nome
Email
Comentário
Comentários serão exibidos após aprovação do moderador.