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É imoral e anti-humano ser contra o lucro e a livre iniciativa

Pessoas auto-intituladas piedosas e caritativas rotineiramente dizem que o livre mercado e a busca pelo lucro não são atitudes que estão em conformidade com princípios morais.  Tais pessoas creem estar genuinamente defendendo os mais puros princípios humanitários ao defenderem alguma alternativa ao livre mercado, como por exemplo a terceira via ou mesmo o "distributivismo", doutrina segundo a qual o melhor sistema social é aquele em que a propriedade produtiva está amplamente dispersa pela sociedade em vez de concentrada nas mãos de alguns poucos.  Apenas para deixar claro, tais pessoas não defendem o socialismo per se, que envolve a estatização dos meios de produção, mas sim a ampla distribuição destes entre o máximo possível de indivíduos.

Em 1871, Carl Menger escreveu Princípios de Economia Política, uma obra de profunda genialidade que essencialmente inaugurou a Escola Austríaca de economia, mas que praticamente nenhuma das pessoas que se arvoram a pontificar sobre a "questão social" leu ou sequer conhece.  Todos aqueles que escrevem sobre distributivismo, ou que simplesmente fazem apelos emocionais em prol da "necessidade" da redistribuição, parecem compartilhar da mesma ignorância, jamais se apoiando em argumentos solidamente econômicos para justificar sua posição — como se uma disciplina que se dedica à aplicação da razão humana para a solução do problema da escassez no mundo pudesse ser em si mesma antagonista aos bons princípios morais e aos mais belos ideais.

Mesmo se fizermos uma concessão a uma das principais premissas distributivistas — que diz que as micro e pequenas empresas são constantemente engolidas e destruídas pelas grandes empresas —, a conclusão a que eles sempre chegam, isto é, a de que é preferível para um indivíduo operar seu próprio negócio a ser empregado de outro, não é nada óbvia.  É perfeitamente possível um indivíduo estar em melhor situação na condição de empregado, pois assim — para utilizar o argumento moral — ele poderá dar mais atenção à sua família, tendo mais tempo de lazer para usufruir junto a ela, algo que não aconteceria caso ele tivesse de se manter atento a todas as responsabilidades e cuidados inerentes à gerência do próprio negócio.  Da mesma forma, caso a empresa para a qual ele trabalha vá à falência, ele próprio não estará falido.  Estamos, portanto, lidando aqui com uma questão de circunstâncias individuais e não de generalizações grosseiras.

Suponha, ademais, que o "distributivismo" estivesse em vigor durante a Revolução Industrial na Grã-Bretanha no final do século XVIII.  Certamente, teríamos ouvido infindáveis lamúrias a respeito da crescente concentração de poder econômico e o dramático crescimento no número de pessoas trabalhando em troca de salários.  Mas o que provavelmente não teríamos ouvido seriam declarações sobre as reais condições daquelas pessoas que estavam procurando emprego nas fábricas.  Elas não foram afortunadas o bastante para conseguir uma vida rentável na agricultura, e também não haviam sido agraciadas por suas famílias com as ferramentas necessárias para empreender algum ofício independente e operar algum pequeno estabelecimento, algo que encantas os distributivistas.  Se elas, portanto, não tivessem tido a oportunidade de trabalhar em troca de salários, suas famílias simplesmente iriam morrer de fome.  É realmente simples assim.  O capitalismo, e não o distributivismo, foi o que literalmente salvou essas pessoas da mais completa penúria, e tornou possível o enorme crescimento da população, da expectativa de vida, da saúde, e do padrão de vida geral — crescimento esse que foi o maior que a Inglaterra já havia vivenciado até a época e que mais tarde se difundiu por toda a Europa ocidental.

Em um livro corrigindo o viés esquerdista dos velhos livros de história sobre a Revolução Industrial, o Prêmio Nobel F.A. Hayek reforçou esse ponto.  "O proletariado que o capitalismo 'criou'", escreveu ele, "não representava uma fatia de pessoas que teria existido sem ele e que foram degradadas justamente pelo capitalismo a um nível mais baixo; tal proletariado representava, na realidade, uma população adicional que só pôde crescer em decorrência das novas oportunidades de emprego criadas pelo capitalismo."

Ludwig von Mises elabora ainda mais esse mesmo ponto:

É uma distorção dos fatos dizer que as fábricas arrancaram as donas de casa de seus lares ou as crianças de seus brinquedos.  Essas mulheres não tinham como alimentar os seus filhos.  Essas crianças estavam carentes e famintas.  Seu único refúgio era a fábrica; salvou-as, no estrito senso do termo, de morrer de fome.

É deplorável que tal situação existisse.  Mas, se quisermos culpar os responsáveis, não devemos acusar os proprietários das fábricas, que — certamente movidos pelo egoísmo e não pelo altruísmo — fizeram todo o possível para erradicá-la.  O que causava esses males era a ordem econômica do período pré-capitalista, a ordem daquilo que, pelo que se infere da leitura das obras destes historiadores, eram os "bons velhos tempos".

Nas primeiras décadas da Revolução Industrial, o padrão de vida dos operários das fábricas era escandalosamente baixo em comparação com as condições de seus contemporâneos das classes superiores ou com as condições atuais do operariado industrial.  A jornada de trabalho era longa, as condições sanitárias dos locais de trabalho eram deploráveis.

A capacidade de trabalho do indivíduo se esgotava rapidamente.  Mas prevalece o fato de que, para o excedente populacional — reduzido à mais triste miséria pela apropriação das terras rurais, e para o qual, literalmente, não havia espaço no contexto do sistema de produção vigente —, o trabalho nas fábricas representava uma salvação. Representava uma possibilidade de melhorar o seu padrão de vida, razão pela qual as pessoas afluíram em massa, a fim de aproveitar a oportunidade que lhes era oferecida pelas novas instalações industriais.

O distributivismo, dentro deste contexto, teria simplesmente privado milhares de pessoas destas oportunidades, gerando resultados cruéis para o mesmo proletariado que tal doutrina alega defender.

Também constantemente sob ataque dos distributivistas está a sempre difamada "busca pelo lucro".  O argumento emocional é o de que tal prática, além de não ter nada de meritória, é totalmente imoral.  No entanto, é certo que nem mesmo um distributivista negaria — dado que seria incoerência — ser moralmente lícito um indivíduo querer melhorar sua situação, tanto para si próprio quanto para sua família.  Ademais, mesmo a caridade para os mais pobres irá requerer o auxílio de pessoas ricas, e esta riqueza terá de ser adquirida de alguma forma.  Porém, sem a "busca pelo lucro", simplesmente não há como saber ao certo se este moralmente legítimo desejo do indivíduo de melhorar sua situação e a de sua família está sendo buscado de maneira a beneficiar a sociedade como um todo, e não apenas ele.

Ao longo dos anos, tem havido um enorme esforço concertado para fazer troça da "mão invisível" de Adam Smith, a imagem pela qual Smith procurou descrever o salutar processo por meio do qual o desejo de cada indivíduo de melhorar sua condição acaba também beneficiando aqueles à sua volta; e alguns moralistas argumentam que o fato de o padeiro fazer o seu pão não por benevolência, mas sim por estar em busca do lucro, é algo que merece apenas condenação do ponto de vista moral.

No entanto, há apenas duas opções em jogo: ou o indivíduo busca seus objetivos sem qualquer consideração pelas necessidades e desejos de seus conterrâneos, ou ele age levando em consideração estas necessidades.  Não há uma terceira opção.  Ao buscar "maximizar os lucros", motivação esta rotineiramente tratada como sendo um terrível flagelo sobre a civilização, o indivíduo está apenas garantindo que seus talentos e recursos sejam dirigidos para aquelas áreas que seus conterrâneos, por meio do sistema de preços, indicaram ser a mais urgentemente demandada e necessitada.  Em outras palavras, o sistema de preços, e o sistema de lucros e prejuízos cujo cálculo o sistema de preços possibilita, obriga o indivíduo a planejar suas atividades em conformidade com as necessidades expressadas pela sociedade.  Tal atitude implica necessariamente uma administração sensata e racional das coisas físicas existentes no planeta.  

É assim que uma sociedade racional e civilizada garante que seus recursos serão alocados e distribuídos não de acordo com algum esquema arbitrário, mas sim de acordo com as necessidades e desejos das pessoas.  A busca pelo lucro, possibilitada pelo sistema de preços, portanto, permite não apenas a cooperação social, mas também o uso mais eficiente possível dos recursos escassos.  Sem a busca pelo lucro, como demonstrou Mises em seu clássico ensaio sobre a impossibilidade do cálculo econômico sob o socialismo, a civilização literalmente irá retroceder à barbárie.

Além do mais, nenhum moralista discordaria que uma vida de total comodismo e permissividade é moralmente inferior a uma vida em que a riqueza do indivíduo é colocada a serviço de investimentos produtivos e duradouros.  Mas até mesmo levantar esta questão é retirar a atenção do problema real.  Já deveria ser óbvio que reconhecer a "busca pelo lucro" não significa dizer que as pessoas deveriam pensar apenas em dinheiro, ou que o dinheiro é mais importante do que Deus, ou qualquer outra tolice.  Como explicou Mises,

A imensa maioria da humanidade se esforça para ter uma maior e melhor abundância de comida, roupas, casas e outros bens materiais.  Ao considerarem como melhoria e progresso uma elevação no nível de vida das massas, os economistas não estão aderindo a um materialismo mesquinho.  Estão simplesmente reconhecendo o fato de que as pessoas são motivadas pelo desejo de melhorar as condições materiais de sua existência.  Julgam as políticas do ponto de vista dos objetivos que os homens querem atingir.  Quem desdenha a queda na taxa de mortalidade infantil e o gradual desaparecimento da fome e das epidemias, que atire a primeira pedra no materialismo dos economistas (ênfase minha).

A questão é que, uma vez que sabemos que o indivíduo possui razões perfeitamente válidas para buscar o mais alto retorno para seu investimento, ou para obter o mais alto salário possível, em vez de perdermos nosso tempo com lamentos tolos e irrelevantes a respeito das pessoas gananciosas deste mundo — uma questão de filosofia moral e não de economia —, devemos empregar a razão humana para aprendermos como este desejo perfeitamente moral de querer obter ganhos resulta em benefícios para a sociedade como um todo, pois gera a produção daquilo que sociedade urgentemente demanda em vez de mais daquilo que a sociedade já desfruta em abundância.  Posto desta forma, o sistema de lucros e prejuízos de uma economia baseada na divisão do trabalho — uma instituição indispensável para qualquer sociedade civilizada — repentinamente se revela não apenas profundamente moral, como também algo essencial, sendo provavelmente por este motivo que os oponentes do capitalismo nunca se referem aos lucros desta forma.

Se quisermos que a força motriz que proporcionou o enorme avanço no padrão de vida que todas as pessoas do mundo desfrutaram ao longo dos últimos dois séculos não seja destruída, é essencial que entendamos o mecanismo que torna possível a sua existência.  Tal apreciação por estes indispensáveis aspectos da liberdade econômica está completamente ausente da mentalidade dos defensores do distributivismo — os quais, em sua ânsia para caricaturar o mercado como sendo um local de incessante "exploração" e ganância, consistentemente ignoram ou menosprezam suas conquistas e virtudes.

Dado que é muito mais difícil para um indivíduo crescer na virtude e salvar sua alma se estiver vivendo na mais completa penúria, seria de se esperar que os pretensos moralistas e piedosos demonstrassem maior apreciação pelo sistema que possibilitou a maior criação de riqueza que o mundo já vivenciou — incluindo-se aí um assombroso aumento da expectativa de vida, da ingestão de calorias, da qualidade das moradias, da educação, da alfabetização, e de incontáveis outras coisas boas, bem como reduções dramáticas da mortalidade infantil, da fome e das doenças.  E, contrariamente ao que asseguram os propagandistas, nada poderia ser mais óbvio do que o fato de que os benefícios do capitalismo aprimoraram exponencialmente a vida dos mais pobres.  

Faça o leitor uma experiência imaginária: suponha que um ancestral do ano 1700 pudesse ser transportado para a nossa época atual para vivenciar um dia rotineiro na vida de Bill Gates.  Ele sem dúvida ficaria impressionado com algumas coisas que tornam a vida de Bill Gates algo sem paralelos.  Porém, um bom palpite é que, dentre estes aspectos que tornam a vida de Gates inigualável, aqueles que mais impressionariam o ancestral seriam o fato de que Gates e sua família não têm de se preocupar com a possibilidade de morrerem de fome; que eles tomam banho diariamente; que eles utilizam várias roupas limpas ao longo do dia; que eles possuem dentes claros e saudáveis; que doenças como varíola, pólio, difteria, tuberculose, tétano e coqueluche não apresentam riscos substanciais; que as chances de Melinda Gates morrer durante o parto são de aproximadamente 1/60 em relação a um parto em 1700; que cada filho do casal tem aproximadamente 40 vezes mais chances de sobreviver à sua infância em relação às crianças da era pré-industrial; que os Gates possuem geladeiras e congeladores em suas casas (sem mencionar forno microondas, lava-louça, rádio, televisão, DVD, computadores etc.); que a semana de trabalho dos Gates é de apenas cinco dias e que a família tira várias semanas de férias por ano; que cada filho dos Gates recebe mais de uma década de educação escolar; que os Gates rotineiramente fazem viagens aéreas para locais distantes em questão de horas; que eles conversam sem nenhum esforço com pessoas que estão a milhares de quilômetros de distância; que eles frequentemente usufruem das soberbas performances dos melhores atores e atrizes do mundo; que os Gates podem, sempre que quiserem e onde puderem, ouvir uma sonata de Beethoven, uma ópera de Puccini ou uma balada de Frank Sinatra.

Em outras palavras, o que mais impressionaria nosso visitante são justamente os aspectos da vida de Gates que o magnata possui em comum com boa parte das pessoas do mundo (principalmente dos países desenvolvidos).  Por outro lado, quando você considera as diferenças que caracterizavam ricos e pobres antes da Revolução Industrial, o mito de que "o capitalismo promove a desigualdade" é desmascarado como uma ficção ignorante, uma história sem nenhum fundamento.

Escondida por baixo de todas essas críticas rotineiramente feitas ao mercado está uma ingenuidade a respeito do estado que realmente desafia por completo a lógica da mente humana.  Diga o que quiser a respeito de qualquer empresa da qual você não goste, e eu irei apenas lhe dizer que tal empresa não é a responsável por confiscar 40% da renda das pessoas para gastar em coisas moralmente repugnantes.  Tampouco é ela quem me proíbe de comercializar com o estrangeiro que mais me aprouver, que me impede de ter mais opções no mercado por causa de suas regulamentações, que encarcera pessoas pelo "crime" de ter ingerido ou injetado coisas em seus próprios organismos, que gerencia um sistema educacional que produz idiotas "multiculturais" em massa, e que despeja pessoas de suas propriedades com o intuito de fazer obras públicas naquele local.

Empresas privadas, mesmo as maiores, podem ir à falência.  O estado, não.  Por mais fã de regulamentações que um indivíduo seja, a simples sugestão de que o aparato estatal deva ganhar mais poderes, ou que tais poderes certamente não seriam utilizados depravadamente, é algo que realmente requer algum tipo de justificação que até o momento ninguém logrou apresentar.

Por fim, não deixa de ser curioso que os críticos da "imoralidade" do mercado não tenham estudado a sério as contribuições dos escolásticos espanhóis, cujas observações críticas sobre uma variedade de questões econômicas deveriam ser mais profundamente difundidas.  Porém, como estes escolásticos se posicionaram ao lado da liberdade econômica, os distributivistas os tratam como anátemas.  É de se lamentar, pois os escolásticos eram teólogos que não apenas apresentaram princípios morais, como também procuraram entender os mecanismos daquilo que estavam discutindo, isto é, o sistema de mercado.

Somente por meio de um genuíno conhecimento dos mecanismos da economia livre, em vez de sua caricatura, pode a dimensão moral da ciência econômica ser sensatamente discutida.

 


autor

Thomas Woods

  • Carlos  16/01/2012 05:32
    Imoral segundo qual moral?
  • Luis Almeida  16/01/2012 05:38

    A moral de querer a melhora e o bem-estar de todos, principalmente dos mais pobres.
  • Carlos  16/01/2012 05:51
    Mas falar em imoral simplesmente conduz ao erro de que existe apenas uma moral e ela é um código natural, não inventado.
  • Luis Almeida  16/01/2012 05:55
    Mas só existe de fato uma moral, e ela é um código natural, assim como a ética. Outra posição que não esta e o sujeito já cai no relativismo moral, que é justamente o que vem destruindo o mundo.
  • Carlos  16/01/2012 07:21
    A moral que vc chama de natural foi inventada por certos iluministas na Idade Moderna, e eles, paradoxalmente a chamaram de natural. Mas como pode ser natural uma coisa que o ser humano inventou? É o mesmo que dizer que o português ou outro idioma qualquer é natural, embora sem aprendizado não existe domínio de nenhum idioma. E quanto a só existir um código moral, basta pegar o exemplo dos muçulmanos. Eles tem outro código moral.
  • Luis Almeida  16/01/2012 07:26
    Só no seu mundo que a sua moral foi inventada "por certos iluministas na Idade Moderna". Estude mais sobre as leis e os direitos naturais. Não precisa nem ler Rothbard. Pode começar com Aristóteles e Sto. Tomás de Aquino, esses gigantes da "Idade Moderna".
  • Carlos  16/01/2012 08:58
    Eu me referi a moral liberal clássica. Ela surgiu no iluminismo. Antes valia a ordem obscurantista da sociedade estamental fatalista baseada na supremacia da fé sobre a racionalidade.
  • Fabio MS  16/01/2012 11:23
    "Antes valia a ordem obscurantista [...] baseada na supremacia da fé sobre a racionalidade".\r
    Carlos, tens ideia da besteria que acabaste de dizer?\r
    Historiadores sérios, inclusive anti-cristãos, já refutaram toda essa asneira. \r
    Aliás, é crescente a opinião de que foi a Igreja Católia quem construiu todo o alicerce racional que serviu de base aos mais nobres ideais iluministas.\r
    A fé católica, diga-se, professada ao longo da tal "ordem obscurantista" pré-iluminista, partia do princípio de que razão e religião não são institutos antagônicos, mas sim complementares.\r
    Veja bem, nessa tal era obscurantista surgiu um dos maiores filósofos da História humana, São Tomás de Aquino; a caridade (numa época em que o Estado ainda não encampava para si tal atribuição) era um dos pilares do trabalho da Igreja; fundaram-se universidades (as mais antigas do Ocidente), todas ligadas a ordens religiosas, que permanecem referências mundiais de ensino até hoje (Bologna, Paris, Oxford, Salamanca, etc.); a arquitetura produziu construções de perfeição divina (lembre-se das catedrais góticas); e por aí vai. \r
    É por isso que eu te pergunto: como é que você chega aqui e diz que antes do iluminismo predominava uma ordem obscurantista baseada na supremacia da fé sobre a razão? Bullshit!\r
    Ordem obscurantista baseada na supremacia da fé sobre a razão é o que existe no Irã hoje.\r
    É melhor você se instuir mais antes de fazer uma afirmação mentirosa como essa. Para começar, sugiro que leias um livro (é pequeno, não vais perder muito tempo) do próprio Thomas Woods: "Como a Igreja Católia Construiu a Civilização Ocidental". Depois de ler, volta aqui pra gente conversar.\r
    Abraço.
  • Carlos  17/01/2012 03:41
    Conta outra. A Igreja Católia sempre viu com desconfiança o conhecimento. Perseguiu os cientistas que questionaram o que ela pregava, a exemplo de Giordano Bruno, que foi para a fogueira e Galileu Galilei, que foi obrigado a desmentir perante o tribunal da inquisição a defesa do heliocentrismo. Essa igreja massacrou os cataros e hussitas porque foram considerados heréticos. Primeiro tentou pacificamente persuadi-los, sem êxito, partiu para a matança. A ICAR é um dos maiores símbolos de intolerância e obscurantismo da história.

    Voltando ao iluminismo, que embora tenha sido uma invenção da burguesia para atender suas necessidades políticas e econômicas, trouxe valiosa contribuição para a humanidade, só foi possível porque a ICAR foi enfraquecida pela burguesia, que num primeiro momento fortaleceu o poder do estado e diminuiu o poder da ICAR e da nobreza e se serviu da política mercantilista. Ainda criou novas religiões que não condenavam o lucro e a usura, sendo o maior exemplo o calvinismo. Mais tarde, quando o estado absolutista e o mercantilismo não serviam mais, veio o iluminismo para fornecer um novo arcabouço intelectual para a burguersia a fim de legitimar e acelerar seus negócios e sua prosperidade. Antes era importante um estado forte para acabar com o monte de taxas, moedas e leis que dificultavam e encareciam os negócios. Maquiavel, Jean Bodin, Jacques Bossuet e Thomas Hobbes deram a contribuição intelectual necessária para erguer o leviatã que a burguesia demandava. Posteriormente vieram os economistas clássicos e fisiocratas: Adam Smith, David Ricardo, Quesnay, etc. e filósofos liberais: John Locke, Voltaire, Montesquieu, etc. pois era preciso desmontar o leviatã. Estava estorvando os negócios.
  • Leandro  17/01/2012 06:54
    Carlos, não há uma só informação verdadeira neste seu post. Sobre a ICAR e a ciência, você simplesmente se limitou a regurgitar aquilo que aprendeu na sexta série. Veja esta série de vídeos:

    www.youtube.com/watch?v=aSbBtvyxbyk

    www.youtube.com/watch?v=kivCLSqBB3I

    www.youtube.com/watch?v=f4m_5YmKmQg

    www.youtube.com/watch?v=pVOg29VYwn4


    Sobre o protestantismo, o calvinismo também era contra a usura.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=1026


    E sim, alguns comentários (como o seu) não são imediatamente publicados porque, ao contrário de outros lixos da internet, nosso site possui critérios. Informações falsas não se propagam por aqui.

    Abraços!
  • Carlos  17/01/2012 14:43
    Leandro, pq surgiu o absolutismo e mercantilismo? Pq surgiu o liberalismo, o calvinismo? Não foi para atender as necessidades da burguesia? A ICAR não perseguiu e mandou pessoas para a fogueira, incluindo cientistas?
  • Leandro  17/01/2012 15:19
    Prezado Carlos, ao contrário de você, eu não tenho respostas prontas e fáceis (e erradas) para tudo. Apenas sei que o senso comum, quase todo ele difundido no ensino e na mídia mainstream, quase sempre está errado. E tal regra não se torna uma exceção para este assunto em pauta.

    Sobre a Inquisição, por exemplo, vejo que você nem se dignou a ver os vídeos recomendados, o que deixa bem clara a sua propensão ao debate.

    Abraços!
  • Carlos  18/01/2012 02:16
    Vc me parece ingênuo sobre os processos históricos.
  • Fabio MS  18/01/2012 07:50
    Linguagem marxista detectada.\r
    Carlos, você deve entender os processos históricos perfeitamente. Aliás, creio que você até saiba como controlar os processos históricos. Ingênuo é quem não adere a sua admirável sabedoria de ensino fundamental. Para passar no ENEM já estás preparadíssimo. \r
    Agora, se quiseres saber de fato o que aconteceu no período "obscurantista" ao qual você se referiu, leia alguma obra de Chesterton ou de Le Goff ou, ainda, o livro do holandês Huizinga. Aliás, siga meu conselho anterior, leia o pequeno livro de Thomas Woods.\r
    Reservo-me o direito de não mais rebater suas "verdades", pois percebi o "alto" nível de conhecimento sobre o assunto que você possui. Com certeza, serei derrotado. \r
    Encerro por aqui. Abraço.
  • anônimo  18/01/2012 08:36
    Fábio, você não entendeu, ele está falando sobre casos como, por exemplo, o do Médico de Michael Jackson. Ninguém pode negar que se trata de um processo histórico.
  • Carlos  18/01/2012 14:33
    Não sou marxista, mas o marxismo não pode ter nada de bom, é inteiramente ruim?
  • Luís Almeida  18/01/2012 14:45
    O que pode haver de positivo em uma ideologia que defende o extermínio de "raças inferiores", o confisco dos frutos do esforço alheio e o assassinato de "rebeldes" que oferecerem resistência ao roubo de suas propriedades?

    Tudo isso sem falar toda a penúria e escassez que tal sistema inevitavelmente gera, intensificando o sofrimento de todos. O que há de defensável em tudo isso?
  • Carlos  18/01/2012 17:47
    Acho que o marxismo fez um brilhante exame da relação entre o modo de produção e as relações dentro dele (infraestrutura) e o resto da vida social: leis, artes, teorias, religião, etc. (superestrutura). A compreensão da dependência entre a vida cultural, moral, intelectual, religiosa, jurídica, etc. e economia, segundo o interesse da classe dominante, é fantástica. Nessa visão o iluminismo não surgiu por acaso, mas para, no final das contas, legitimar e impulsionar os negócios da burguesia. Outro bom exemplo é o surgimento de religiões como o calvinismo, que Max Weber chamou de religião do capitalismo. Então como a religião católica, que servia perfeitamente para justificar a antiga ordem, a feudal, mas estava sendo um empecilho para a construção da nova, a burguesa, vieram novas religiões.

    O marxismo fornece subsídios para compreender dezenas de outros fatos históricos como a abolição da escravidão. Ela foi abolida não pq estavam preocupados com a liberdade dos escravos, mas pq a classe dominante queria a ampliação da massa de assalariados para comprar mais os produtos fabricados por ela. Por último, a dependência mencionada não é absoluta.
  • Angelo Viacava  18/01/2012 14:56
    Carlos: cites um exemplo de coisa boa do marxismo por ti mesmo. Eu não vi nenhuma coisa boa no marxismo. A não ser que ter sido iludido na adolescência e no início da vida adulta tenham sido coisas boas. Mas pessoalmente não ganhei nada com essa ilusão, só perdi meu tempo tentando encaixar coisas que não tinham sentido umas com as outras. Como a mais valia, a exploração do proletariado, o estado-salvador-bonzinho, a morte da burguesia, o fim de toda a civilização livre e de tudo o quanto ela construiu ao longo de séculos de evolução do pensamento livre, da cultura e da religião. E a esses objetivos, hoje, oponho-me frontalmente ao marxismo e a todos os seus tentáculos: comunismo, socialismo, nazismo, fascismo, gramscismo. Todos esses nos roubaram, sem exceção, riquezas, tempo e liberdade, e jamais serão devolvidos.
  • Rogério Saraiva  18/01/2012 15:47
    O marxismo explicado perfeitamente em apenas 43 segundos.

    www.youtube.com/watch?v=4XiJxQYge0s
  • Fabio MS  18/01/2012 18:00
    Carlos, depois desse comentário, não há como negar, você é marxista, sim!
    Repito o que disse em outro post, há algum tempo: quanto mais marxista alguém é, menos essa pessoa estudou. É inversamente proporcional.
    Abraço
  • Carlos  18/01/2012 18:41
    Não sou marxista, mas sou capaz de reconhecer algo bom no marxismo.
  • Daniel  17/01/2012 09:48
    O prêmio "Corgosinho" 2012 já tem um forte candidato.
  • Diogo Siqueira  17/01/2012 17:22
    Sobre Galileu, sugiro o seguinte vídeo:

    A verdade sobre o processo de Galileu Galilei
  • Absolut  17/01/2012 07:11
    Antes valia a ordem obscurantista da sociedade estamental fatalista baseada na supremacia da fé sobre a racionalidade

    Obscurantismo e supremacia da fé?!
  • Frederico  27/01/2012 05:19
    "Mas só existe de fato uma moral" Quem disse? Os valores e concepções das pessoas são diferentes, tanto individuais quanto coletivos. Por que será hein..? Porque as pessoas são diferentes! Afirmar que só existe uma moral é o mesmo que dizer que para toda situação só há uma maneira correta de se proceder.
    "(...)já cai no relativismo moral, que é justamente o que vem destruindo o mundo." Sem dúvida o relativismo moral é causa de grandes discórdias e conflitos, mas também tem os seus pontos positivos.
  • Fabio MS  27/01/2012 07:37
    Quais pontos positivos?
  • Frederico  29/01/2012 14:09
    Alteridade, respeito, mais de um ponto de vista sobre o mesmo assunto, enfim, tudo que contempla a diferença.
  • Tiago  16/01/2012 08:10
    Então a religião cristã é imoral e anti-humana?

    "Marcos 10:21 E Jesus, fitando-o, o amou e disse: Só uma coisa te falta: Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu; então, vem e segue-me."

    "Marcos 10:25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."

    Vão dizer o quê? Que tudo não passa de "alegoria", pois na verdade é o contrário (?), que é preciso "sensibilidade" para entender "textos sagrados", pois é uma questão de "fé", "contingência", "5 vias" e blábláblá? Eu, sinceramente, gostaria muito de entender o que os simpatizantes do cristianismo tem a dizer porque sei que o autor do texto e membros do site costumam correlacionar suas superstições com a defesa da liberdade.

    Não faz o menor sentido evocar o "direito natural" de viver livremente quando - segundo os carolas e cupins - sua vida é nada mais que uma permissão "divina" ou coletiva.
  • Leandro  16/01/2012 09:38

    Se o desafio é este, devo dizer que ele foi fraquíssimo.

    O primeiro versículo faz uma exortação à caridade privada. Não há ali absolutamente nada que remeta à compulsão, como faz o estado. Ademais, até onde sei, nenhuma religião atual obriga um ateu, por exemplo, a dar seu dinheiro para os pobres. Quem faz isso é o estado (não sem antes, é claro, cobrar um pedágio, e desviar parte desse dinheiro para os próprios burocratas).

    Já o segundo versículo deve ser lido exatamente no contexto histórico em que foi escrito. Quem eram os ricos da época? Os agentes do estado. Estes eram os realmente endinheirados daquela era. E isso não é opinião minha, não. E também não precisa acreditar na Bíblia. Basta estudar história. Os comerciantes, por exemplo, não eram ricos. Aliás, em suas parábolas, Jesus fazia várias referências positivas aos comerciantes, como os trabalhadores dos vinhedos e a parábola dos talentos. Os genuinamente ricos eram aqueles que estavam dentro do estado. Não havia ricos formados no livre mercado.

    Abraços!
  • Tiago  16/01/2012 13:31
    Como todo supersticioso, não enxerga o óbvio e vê como lhe convém.

    O primeiro trecho citado por mim comprova claramente a moral altruísta do cristianismo, e quando eu digo altruísmo eu me refiro à moralidade da qual o homem deve viver em função de outra coisa, e não dele próprio - por mais que religiosos e coletivistas se oponham, ambos concordam que o homem deve viver para algo além dele: o divino, o coletivo, etc. Pode-se dizer até que ambos não se opõem, mas concorrem entre si no altar do sacrifício humano.

    E, ainda sobre o trecho, não tem nada a ver com caridade "privada", como você sabiamente pretende interpretar. A mensagem é clara para todos os discípulos: "Vai, vende tudo o que tens, dá-o aos pobres e terás um tesouro no céu". Eis a política vigente atual, os cupins nada mais que "secularizaram" a moral mística. Tanto é que predomina entre a maioria dos carolas o apoio ao assistencialismo estatal dos pobres, desamparados, etc.

    Ou vai me dizer que isso não se deve principalmente a moral "caridosa" (altruísta) dessas pessoas "sensíveis" (servis)?

    Quanto ao segundo trecho:

    "É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus"

    Não, ele não se refere a membro de estado algum, é uma condenação à riqueza pessoal, e não aos espólios do fisco. É o mesmo ressentimento dos socialistas aos ricos, às pessoas que vivem para si, a despeito dos outros – o que é condenável para os crentes também.

    EM RESUMO, coletivismo e cristianismo bebem na mesma fonte da morte do altruísmo, cada um a seu modo, é claro. E por isso mesmo devem ser condenados por imorais e anti-humanos.
  • Fernando Chiocca  16/01/2012 14:44
    Tiago, que interessante sua análise de 4 linhas da bíblia e a conclusão indubitável que você tirou sobre coletivismo e cristianismo.

    Percebe-se que você é um grande estudioso da Bíblia e da ciência economica.

    Conheço outro economista que é um grande estudioso da Bíblia, além de ser um dos maiores defensores do capitalismo em todo o mundo hoje, o Gary North

    Ele até escreveu um livro de 10 mil páginas onde ele prova que a Biblia endorsa o capitalismo e é anti-coletivismo. Estranhamente a conclusão inversa do longo estudo de 4 linhas da Bíblia que você chegou.
    Aconselho você entrar nesse site dele e começar uma discusão acadêmica, com seus argumentos tão bem fundamentados, com ele, para que ele reveja os erros dele.

    Boa sorte.

  • Fabio MS  17/01/2012 08:43
    Tiago, você não está falando sobre cristianismo, meu caro. Estás falando sobre teologia da libertação, evangelho social, marxismo gospel, ambientalismo religiosa, fascismo teológico, movimento hippie, nação do islã, panteras negras, wicca, Leonardo Boff, Frei Beto, etc. \r
    Mas, definitvamente, NÃO sobre o cristianismo ou, mais especificamente, sobre o catolicismo.\r
    Abraço.
  • Gustavo Sauer.  17/01/2012 20:43
    Eu não consigo entender como um libertário consegue ler a bíblia e não ver nada de errado ali com a ética libertária. É um lixo de texto, uma grosseira afronta ao PNA. Matar uma pessoa que trabalha num sábado? Matar alguém que segue outra religião? Matar um filho que fala mal do pai? Se eu transcrevesse esses absurdos da bíblia num planfeto socialista, seria, justamente, criticado de todos os lados.
  • Luis Almeida  17/01/2012 21:25
    Prezado Gustavo, você forneceu um ótimo exemplo de como as pessoas simplesmente acreditam em fofocas e nem sequer se dão ao trabalho de verificar a fonte genuína.

    Não existe esse negócio de mandar matar quem trabalha no sábado. Essa passagem a que você se refere está em Êxodo 31:15:

    "Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do descanso, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer algum trabalho, certamente morrerá."

    E qual o contexto dessa passagem? Moisés relatando aos judeus como Deus lidaria com essa situação. Não há nada de alguém ter de matar outro alguém.

    O mesmo tipo de raciocínio, aliás, se aplica às suas outras passagens (as quais não discutirei aqui pelo óbvio motivo de este não ser o espaço para isso).

    Ademais, sempre vale ressaltar que os cristãos seguem o Novo Testamento, e todas essas passagens por você citadas estão no Antigo Testamento, que é dos judeus.

    Por fim, repito aqui o que já disse o Fernando lá em cima:

    Conheço outro economista que é um grande estudioso da Bíblia, além de ser um dos maiores defensores do capitalismo em todo o mundo hoje, o Gary North

    Ele até escreveu um livro de 10 mil páginas onde ele prova, versículo por versículo, que a Bíblia endossa o capitalismo e é anti-coletivismo. Estranhamente, a conclusão dele é inversa a essa a qual você chegou em apenas 5 linhas.

    Aconselho você a entrar nesse site dele e começar uma discussão acadêmica -- com seus argumentos tão bem fundamentados -- com ele, para que ele reveja os conceitos dele.

    Saudações.
  • Gustavo Sauer  18/01/2012 06:56
    Quando digo bíblia, me refiro ao velho e ao novo testamento. Que algumas pessoas já ignoram o velho testamento é ótimo. Uma pena que não conseguem superar toda essa baboseira de uma vez.

    Luis Almeida, por favor, traduza o texto da bíblia (Exodus 31:15 New International Version (NIV)): "For six days, work is to be done, but the seventh day is a Sabbath of rest, holy to the LORD. Whoever does any work on the Sabbath day must be put to death."
  • Luis Almeida  18/01/2012 06:58
    De novo?! Mas foi justamente sobre ele que eu falei! O analfabetismo funcionam de alguns novos frequentadores deste site tá assustando...
  • Gustavo Sauer.  18/01/2012 14:52
    Poderia me dizer como o 'Exodus 31:15(NIV)' é compatível com o princípio da não agressão? Ou, já que estamos falando de religião, o catolicismo inteiro? Pois, segundo a bíblia, quem não aceita o espírito santo vai pro inferno eterno. Isso parece-me a moral do chefe da máfia que manda quebrar uns pescoços que não aceitam ordens.
  • Luis Almeida  18/01/2012 15:21
    Eu é que pergunto onde está a agressão. Se você é ateu, então toda essa história de Espirito Santo é conto da carochinha. Fosse você firme em sua convicção, não se preocuparia com nada disso. O que me leva à seguinte pergunta: há algum religioso lhe obrigando a se converter, fazendo ameaças físicas? Porque simplesmente dizer que você vai para o inferno está longe de configurar agressão. A menos que você seja um sujeito extremamente delicado...
  • Gustavo Sauer  19/01/2012 05:50
    Onde está a agressão?

    --->>>> Whoever does any work on the Sabbath day must be put to death <<< -----

    Acho que agora está isolado o suficiente pra notar a agressão. Ou é preciso um desenho também?

    Da mesma forma que a bíblia manda matar quem trabalha no sábado, também manda matar as pessoas que praticam OUTRAS religiões.

    Exodus 22:18 (NIV):
    "Do not allow a sorceress to live."

    A inquisição não foi uma perversão da palavra da bíblia, foi a aplicação correta da palavra de deus. E ainda bem que a sociedade evoluiu o suficiente pra ignorar a bíblia.

    Não é preciso gastar 20 anos estudando a bíblia pra entender que "Whoever works on the Sabbath must be put to death" significa exatamente isso.
  • Leandro  19/01/2012 06:15
    Prezado Gustavo, você infelizmente adulterou palavras para deixá-las mais convenientes à sua ideia. Eis o original em inglês da King James Bible:

    Six days may work be done; but in the seventh {is} the sabbath of rest, holy to the LORD: whosoever doeth {any} work in the sabbath day, he shall surely be put to death.

    De acordo com o dicionário, "In formal English, the use of "shall" to describe future events often expresses inevitability or predestination."

    Ou seja, está exatamente de acordo com o que disse o Luis Almeida. Não tem nada aí de mandar matar alguém. Trata-se de Moisés avisando aos judeus o que acontecerá com eles caso trabalhem no sábado: irão morrer por desígnio divino. Não há nenhuma exortação ao homicídio.

    Por favor, pare de poluir o site com discussões bíblicas que, além de não interessarem aos nossos leitores, está longe de ser o propósito deste site. Eu já tenho de ter uma paciência sobrenatural com marxistas e keynesianos que diariamente vêm depredar o site; era só o que me faltava ter também de lidar com ateus ativistas (e que alteram trechos bíblicos apenas para avançar suas ideias). Crie um blog anti-Bíblia, cazzo! Lá você poderá falar o que quiser sem ser contestado.

    Obrigado pela compreensão e abraços!
  • Catarinense  18/01/2012 15:33
    Caro Gustavo, você se posiciona sobre o assunto como se o conhecesse profundamente. Me diga, você já leu a Bíblia? Já fez um estudo aprofundado? Ou somente repete o que ouviu? Alías, sabe a diferença entre as edições ( e o porquê dessas diferenças )? Se sua resposta for não, você não passa de um charlatão. E agora?
  • Absolut  17/01/2012 22:24
    Interpretações descontextualizadas são antiéticas, independentemente do texto.
  • Rene  16/01/2012 10:28
    Complementando o que o Leandro falou a respeito do trecho bíblico. Tanto no primeiro versículo como segundo, Jesus estava sendo extremamente específico: Condenando as pessoas que colocam o valor do dinheiro acima de Deus. Era o caso do jovem para quem Jesus falou o primeiro versículo, que se achava muito justo. Já o segundo foi um comentário que Jesus fez logo depois que este foi embora, para concluir o caso. Tiago, primeiro você apresentou um texto bíblico que não trata do mesmo assunto tratado neste artigo. Como provavelmente você não deve ter lido todo o trecho bíblico, tirou uma conclusão equivocada. Depois, aplicou sua conclusão equivocada ao artigo do IMB, apontando uma suposta contradição entre ambos. Depois, aplicou esta suposta contradição a qualquer cristão que escreva ou comente sobre o mesmo assunto tratado no IMB. Se você quer fazer uma crítica, pelo menos utilize argumentos logicamente válidos, daqueles em que a conclusão segue as premissas.
  • Isaias Barbosa  16/01/2012 10:42
    "Marcos 10:25 É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus."

    Não sei se esta informação esta correta, mas agulha refere- a uma forma geométrica (triângulo) criada para camelos abaixarem e adentrarem algumas localidades. Nada parecido com fazer um buraco com uma agulha e esperar que as pessoas passem por lá, até porque ele não fala nada disso. E como você já deve saber, nunca leia um livro religioso em forma literal.
  • Alexandre M. R. Filho  16/01/2012 10:57
    Infelizmente, como Bastiat apontou em "A Lei", os socialistas pensam que os liberais não querem ajudar ninguém simplesmente porque repudiam que a ajuda se dê pela coação estatal.\r
    \r
    Por isso que o cara aí acha que quando Jesus prega a solidariedade e o desapego aos bens materiais, Cristo está sendo socialista.\r
    \r
    Enfim, uma pena.
  • Paulo Sergio  18/01/2012 02:46
    'os socialistas pensam que os liberais não querem ajudar ninguém simplesmente porque repudiam que a ajuda se dê pela coação estatal. '

    Mas não é isso mesmo?A estatal é repudiada e a voluntária, não.
  • Catarinense  16/01/2012 11:08
    Isaías, se você se manter atento ao fato que a linguagem utilizada na época que o texto foi escrito não reflete a linguagem atual, sua afirmação de que não se deve ler um texto religioso em forma literal não se sustenta. Tento em mente o aspecto que mencionei, e levando se em consideração o contexto ( seja social, econômico, etc ) é possível aprender a fazer a distinção entre o que é literal e o que não é. Infelizmente, poucos levam isto em consideração hoje em dia, por isso temos as distorções propagadas pelos supostos especialistas da área.
  • Daniel Marchi  16/01/2012 12:09
    As Sagradas Escrituras e a moral cristã enfatizam incessantemente a caridade. Um conceito simples, mas muito poderoso por seus desdobramentos. Se por caridade entendemos a ação propositada e voluntária de doar certos bens, na minha opinião o cristão necessariamente deve, por uma questão de lógica:

    (i) Defender o instituto da propriedade privada. Só se pode doar o que é seu. Do contrário, provavelmente estaremos diante de uma situação de roubo;

    (ii) Promover o livre mercado e a prosperidade material. Só pode haver caridade quando existe algum nível de riqueza e abundância. Onde não há produção e todos passam fome é um tanto difícil doar alguma coisa;

    (iii) Repelir qualquer forma de estado-provedor. O estado-provedor ocupa certas atividades que antes eram desempenhadas por instituições de caridade. Institui a quimera da "caridade compulsória", um oximoro. Quanto mais o estado ocupa esses espaços (educação, saúde, assistência à velhice etc) menor será a caridade cristã, seja por menor disponibilidade de recursos, seja pela propaganda de que os problemas estão sendo resolvidos a contento.

    Por tudo isso, pessoalmente entendo que existe harmonia entre os preceitos do cristianismo e da Escola Austríaca de Economia. O fato dos padres escolásticos da Escola de Salamanca terem produzido valiosas contribuições à ciência econômica pode não ter sido mera coincidência. Partiram dos fundamentos corretos.
  • anônimo  16/01/2012 12:14
    Excelente Daniel! Infelizmente há muitos cristães que defendem o comunismo e o agigantamente do Estado. Uma pena....
  • Bernardo Santoro  16/01/2012 13:51
    No decálogo está escrito "não roubarás". Essa sentença implica necessariamente o conceito de propriedade privada.
  • Alexandre M. R. Filho  17/01/2012 10:51
    Bernardo e seu poder de síntese!\r
    \r
    Vai abrir umas vagas no STF. Como é que a gente faz a Dilma indicar o Bernardo?
  • Angelo Viacava  19/01/2012 02:56
    A igonrância torna as pessoas prolixas no assunto que ignoram. Quanto menos sabem, mais tendem a manifestarem-se a respeito. O cristianismo não tem simpatizantes, é Jesus Cristo que tem seguidores de suas palavras através da fé. Os arxistas não leram Marx e pregam suas palavras; agora qualquer um que não leu as escrituras vem regar o evangelho? Pô! Vai estudar.
  • EUDES  19/01/2012 13:36
    Será que adiantaria ? "Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria;
    Mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus, e loucura para os gregos."
    1 Coríntios 1:22-23

    "Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.
    Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido."
    1 Coríntios 2:14-15


    Foram mencionadas aqui algumas passagens bíblicas que o homem natural não tem a mínima condição de compreender. Textos que não são de fácil compreensão. O mesmo não ocorre com o homem espiritual. É bom ter isso em mente.

  • Ubiratan Iorio  16/01/2012 09:40
    O maior mal de nossos tempos é o relativismo moral! O artigo de Tom Woods é excelente!
  • lazuli  16/01/2012 12:08
    Quem ganha lucro deve ter VERGONHA de fazer tal coisa irracional e imoral.

    Lucro é decorrente do poder que o patrão(o investidor da matéria prima/fábrica/empresa)
    tem irracionalmente de justificar o controle até dos trabalhadores quando ele não tem o controle deles .

    E os individuos da escola austriaca se defendem que o lucro é correto usando analogias do emprestimo de dinheiro.
    Quando voce empresta dinheiro ,voce não se torna escravo da pessoa.A unica satisfação que voce tem que dar é que voce tem que pagar o dinheiro de volta com juros.

    Se com seu suor do trabalho voce consegue transformar 2000 reais em 5000 reais isso é uma coisa que patrão nenhuma deveria ter controle.

    O máximo que um individuo com a propriedade deveria fazer é cobrar juros e aluguel de uso de sua empresa e cobrar pelo serviço de criador de empresas .E se for administrador de uma empresa também cobrar por tal coisa.
  • Leandro  16/01/2012 12:22
    Prezado lazuli, segundo você próprio, "Quando voce empresta dinheiro ,voce não se torna escravo da pessoa.A unica satisfação que voce tem que dar é que voce tem que pagar o dinheiro de volta com juros". Ora, e o que representam estes juros senão um lucro para o credor? Ou seja, você critica o lucro e ao mesmo tempo o defende. Você critica e apoia a mesma coisa. Sua mente é confusa e ilógica.

    "Se com seu suor do trabalho voce consegue transformar 2000 reais em 5000 reais isso é uma coisa que patrão nenhuma deveria ter controle."

    E como é possível alguém obter uma receita de R$5.000 sem utilizar estes investimentos de R$2.000? Os R$ 5.000 se materializam do nada? Em outras palavras, como um trabalhador pode empreender uma atividade que gere receitas sem estar utilizando a poupança e o capital fornecidos pelo capitalista? Não fosse o capitalista para fornecer bens de capital, sequer existiria este trabalhador. O trabalhador só trabalha e produz porque existe um capitalista para lhe fornecer materiais, ferramentas e maquinários (bens de capital). Acabe com o capitalista e o trabalhador morrerá de fome.

    Aliás, já que o capitalista -- segundo sua concepção -- é desnecessário, então por que os próprios trabalhadores explorados não se juntam e formam uma cooperativa? Nada os impede disso. Exceto um detalhe, é claro: o fato de eles não terem capital. Para fornecer capital, o capitalista é bom. Para obter retornos sobre este capital, ah, aí já não pode.

    "O máximo que um individuo com a propriedade deveria fazer é cobrar juros e aluguel de uso de sua empresa e cobrar pelo serviço de criador de empresas."

    Isso também é uma forma de lucro. Aliás, nada impede que você próprio empreenda desta forma. E aí? Quantos trabalhadores explorados você já ajudou hoje? Ou você é do tipo que fica só na conversa fiada?
  • lazuli  16/01/2012 12:57
    Leandro


    Alguém emprestar dinheiro para alguém não considero lucro,pois existiu alguma forma de trabalho/serviço envolvido .O emprestador teve que guardar obter de alguma forma este dinheiro e vamos dizer que está oferecer um serviço de dar dinheiro no tempo correto.


    Lucro é dinheiro sem trabalho.

    Voce não entendeu: quando voce pede dinheiro emprestado para alguém,ele te obriga a dizer ou não o que fazer com o dinheiro?Obviamente que não,pois ele não te controla.A unica coisa que controla é o dinheiro. Ele pode dizer o QUANTO gastar o dinheiro ,mas não a forma,pois isso não é de seu controle.
    E não disse que que ignoro o capitalista.Disse que ele não pode controlar o que o trabalhador faz com o capital .Inclusive dizer quanto ele deve ganhar.
    Ele em sua propriedade ,tem o direito de controlar o uso do dinheiro e pedir juros (e outros serviços prestados por isso). Mas nada de controlar quanto alguém deve ganhar com este dinheiro .E nada de controlar as pessoas como se fosse numa fazenda.


    Aluguel não é lucro pois envolve o serviço de oferecer casas para alguém e o custo de uso da casa .Não é lucro .Isso envolve trabalho.
    Mas se tudo fosse no sistema de aluguel ,as coisas no mundo iriam progredir,pois lá a unica satisfação que voce tem que dar ao dono da casa é o dinheiro .Ele não dita o que voce deve ou não fazer na casa alugada.
  • Leandro  16/01/2012 14:12
    Prezado lazuli, o que você considera ou deixa de considerar ("aluguel não é lucro") é algo que, desculpe-me a sinceridade, não irá alterar o eixo de rotação da terra. Se você quiser manter conceitos errôneos e -- pior ainda -- modificar seus significados apenas para que eles caibam em sua ideologia, isso é problema exclusivamente seu. O obscurantismo sempre será uma opção.

    Sua maneira convoluta de se expressar mostra bem a clareza de suas ideias.

    "Aluguel não é lucro pois envolve o serviço de oferecer casas para alguém e o custo de uso da casa"

    Donde se conclui, portanto, que todo mundo aluga seus imóveis por mera cortesia, já que valor arrecadado com o aluguel serva apenas para custear "o serviço de oferecer casas para alguém". Você tem algum imóvel pra alugar? Com tamanha cortesia assim, creio que muita gente ficará imediatamente interessada.

    "Mas se tudo fosse no sistema de aluguel ,as coisas no mundo iriam progredir"

    Como? Como haveria progresso sem lucro (já que você disse que aluguel não é lucro)? Como haveria novos investimentos em capital sem um lucro?

    Como disse o leitor anônimo, eu realmente tenho de ter muita paciência.

    Por favor, pare de poluir o site. Volte apenas quando tiver substância.

    Abraços.

    P.S.: noto que você não retrucou nada do que eu disse sobre capitalistas e trabalhadores. Talvez foi por não ter como refutar. Já é algum coisa.
  • anônimo  16/01/2012 13:40
    Adorei essa discussão.\r
    \r
    Estou lendo a completa destruição que Bömh-Bawerk fez dos argumento marxistas.\r
    \r
    Infelizmente, o colega aí não leu e nem quer ler pq, como diz o autor citado, a inveja atrapalha o raciocínio.\r
    \r
    Leandro, parabéns pela paciência...
  • Leninmarquisson da Silva  27/01/2012 07:37
    Não sou católico nem fan de santos, mas você deveria ser canonizado São Leandro Roque da Paciência Econômica.

    Até hoje não consigo decidir se eu fico indignado ou inspirado pela paciência que você mostra para com esses doentes mentais duplipensantes, Leandro.
    Na minha faculdade eu vejo professores com uma paciência que é, no máximo, 70% da sua, com a diferença que ganham muito bem pra isso, enquanto você atura muito mais "de grátis".

    Surpreendente, eu no lugar já teria infartado.
  • Leandro  27/01/2012 07:43
    Obrigado, Leninmarquisson. De fato, é cansativo e exige enorme paciência (e muito tempo produtivo sugado), mas é também divertido.

    Grande abraço!
  • lazuli  16/01/2012 18:47
    Se o capitalismo fosse tão bom como voces falam ,ele lentamente com seu progresso traria mais liberdade e independencia para todos .Isso não acontece.Hoje e até hoje temos que nos ajoelhar para o patrão (algo sem liberdade) para ter uma fonte de renda.


  • Leandro  16/01/2012 19:10
    É claro que não, lazuli. Todo mundo é livre para fazer suas escolhas. Ninguém precisa se "ajoelhar" na frente de patrão nenhum. Se você estiver em um emprego do qual não gosta, você é perfeitamente livre para sair dele. Apenas certifique-se de arrumar alguém disposto a lhe sustentar (só não vale obrigar terceiros a lhe sustentar, assim como também é completamente errado você ser forçado a sustentar terceiros).

    Caso não encontre ninguém, você também pode se transformar em seu próprio patrão -- isto é, tornar-se um empreendedor. Nada impede que você, por exemplo, adquira um carrinho de pipoca e vá vender seu produto na esquina da sua casa. Pronto, agora você não precisa se ajoelhar na frente de patrão nenhum. Você virou seu próprio patrão. Você define suas horas e seus dias de trabalho.

    Só que você não quer fazer isso justamente porque está preocupado com seu padrão de vida e com seu bem-estar -- sabendo, portanto, ser mais cômodo ser um empregado reclamão do que um empreendedor sem patrão.

    Abraço!
  • Rhyan  16/01/2012 21:04
    Os esquerdistas acham que é culpa do patrão um empregado ter que escolher entre trabalhar ou passar fome.
  • Joao MS  16/01/2012 22:11
    Não. Eles acham que é culpa da lógica de mercado, da ação coletiva da classe empregadora. É uma abstração. Não é racional nem intencional para cada empregador, é a forma como opera o sistema.

    Não é como se cada patrão pensasse "hahahaha, vou ferrar com todos meus empregados!", ou mesmo se reunissem e chegassem ao acordo "bem, senhores, então está definido: agora contrataremos menos para permitir o aumento do exército industrial de reserva, mantendo nossos lucros altos e salários baixos". Nunca foi. Para os "esquerdistas", a simples ação individual de cada empregador fazendo o que é melhor pra si cria um sistema desigual, inconscientemente.

    Sobre economia, nem mesmo Marx fez juízo de valor sobre a figura do burguês. N'O Capital, suas críticas foram claramente dirigidas à forma de organização do capitalismo.
  • Rhyan  17/01/2012 05:56
    Se estiver falando do marxismo mais 'primitivo', sim, está certo. Além de que Marx dizia que o capitalismo iria inevitavelmente ruir e assim nascer o socialismo científico.
  • Joao MS  17/01/2012 09:48
    Não é questão de ser um marxismo mais 'primitivo' ou mais 'moderno', mas questão do grau de conhecimento que o sujeito tem sobre o assunto.

    Claro que se você pegar qualquer zé-mané de Centro Acadêmico que está no segundo ano, invariavelmente o cara vai falar um monte de besteira. Já vi moleque discursar sobre mais-valia sem nunca ter lido O Capital. Ratos de sindicato, a mesma coisa.

    Mas quem se dedica a estudar o assunto num nível acadêmico sério, com algum esforço pra se livrar de preconceito ideológico (surpreenda-se, esta é a maior parte da academia, pelo menos em Economia), interpretará os escritos da forma como anteriormente coloquei, e produzirá intelectualmente de forma semelhante.

    Eu me arrependo de ter falado da Escola Austríaca "isto é tudo idiotice" antes mesmo de começar a ler a respeito, a mais ou menos um ano atrás. Hoje eu vejo que boa parte das idéias é sim coerente e exprime uma ótica interpretativa bem definida e inteligente da história econômica. Da mesma forma que este site muitas vezes se configura como uma extrapolação raivosa da economia política de direita, a imensa maioria dos sites "esquerdistas" nada mais são do que a extrapolação raivosa da economia política de esquerda. Por debaixo destas camadas de arrogância e intolerância existem idéias muito boas.

    Enquanto os heterodoxos se perdem em guerras ideológicas internas, a ortodoxia produz alheia ao embate e ganha espaço.
  • Paulo Sergio  27/01/2012 08:16
    Se vc for bom mesmo são os patrões que vão competir pra te empregar.
  • João  17/01/2012 03:42
    Para complementar o comentário do Leandro: você provavelmente diz tudo isso por influência dos professores de história, que falavam horrores sobre a revolução industrial. [link=www.mises.org.br/Article.aspx?id=1056]Leia este artigo[/i], que fala sobre esses mitos criados em torno da revolução industrial.
  •   17/01/2012 04:19
    O cara quer ter casa, carro, comida, energia elétrica, combustível, equipamentos eletrônicos, roupas, corte de cabelo, remédios... mas não quer produzir nada disso, quer que tudo caia do céu no colo dele. Sem trabalho não há recompensa.

    Pare de pensar "ajoelhar para o patrão" e pense em trabalhar... quem pensa que é escravo trabalha por um salário, é porque já nasceu com vocação para ser escravo. O problema é VOCÊ.
  • anônimo  17/01/2012 04:55
    "Lucro é dinheiro sem trabalho"

    Simplesmente o empreendedor materializou dinheiro para gerar um bem ou produto, investiu em funcionários que trabalhassem para a produção do mesmo, preparou a comercialização deste e com as vendas ele obteve determinado montante. É lógico!

    "E não disse que que ignoro o capitalista.Disse que ele não pode controlar o que o trabalhador faz com o capital .Inclusive dizer quanto ele deve ganhar."

    Foi mal, mas você deve trabalhar num lugar muito estranho. Meu patrão nunca direcionou gasto nenhum meu. Os unicos gastos direcionados ou controlados que eu tenho são assim pelo governo. Além disso, a unica forma de eu transformar meu salario de 2.000 em 5.000 é recebendo por um trabalho que produza riqueza, ganhar o montante e investir em algo.

    "Aluguel não é lucro pois envolve o serviço de oferecer casas para alguém e o custo de uso da casa .Não é lucro .Isso envolve trabalho."

    Você deve achar então que simplesmente possuir um imóvel que você não está utilizando e cobrar de alguém para que este faça uso de tal propriedade é muito mais trabalhoso do que possuir uma empresa e fazer a gestão de pessoas, a gestão de produtividade, planejamentos de expansão, pesquisa de mercado, investimento em melhoria no produto.
    Só posso concluir disso que você é dono de propriedades e vive desse aluguel ao invés de ter todo o trabalho e o risco de ser empreendedor!
  • Ze  17/01/2012 05:25
    É... "lucro é dinheiro sem trabalho"

    O cara não teve que investir para abrir a empresa, poupar do trabalho dele(poderia ter gasto em consumo, mas absteve-se) para poder fazer esse investimento, gerenciar recursos de todos os tipos, ter visão de mercado, encontrar fornecedores, conquistar clientes... simplesmente ele fica sentado na mesa dele esperando o dinheiro aparecer.

    Se não envolve "trabalho", então é fácil. Se é fácil, para de reclamar e faz você também.
  • lazuli  17/01/2012 07:47
    "
    Você deve achar então que simplesmente possuir um imóvel que você não está utilizando e cobrar de alguém para que este faça uso de tal propriedade é muito mais trabalhoso do que possuir uma empresa e fazer a gestão de pessoas, a gestão de produtividade, planejamentos de expansão, pesquisa de mercado, investimento em melhoria no produto.
    Só posso concluir disso que você é dono de propriedades e vive desse aluguel ao invés de ter todo o trabalho e o risco de ser empreendedor!"


    Normalmente é quase o mesmo processo.Voce tem grana,investe numa casa e ganha com isso.
    A diferença é que o outro também vira administrador interno ,pois um propriedade produtiva e outro não .Mesmo assim,neste caso,a pessoa em questão além de ganhar os alugueis ,ele também deve ganhar o salário de administrador. Mas nunca mandar nos trabalhadores.
  • Ricardo  17/01/2012 10:39
    E no caso de prejuízos ? Quem deve arcar com os danos ?

    No caso de falência ? Quem perderá o patrimônio ?

    Esse pessoal parece que vive em outro planeta. O percentual de falências no país é altíssimo. Imagino que eles devem achar que todo empresario tem lucro e fica rico do dia pra noite.

    O empresário recebe ou perde somente o que ele pôs em risco. O trabalhador não coloca nenhum capital seu em risco. Se a empresa falir ou tiver prejuízos o único que arcará com as consequências é o empreendedor, o trabalhador continuará recebendo independente. Será que é tão difícil de entender isso ?

  • lazuli  17/01/2012 11:35
    Ricardo

    Se o sistema fosse mandado pelos trabalhadores,eles teriam que pagar com seus nomes os prejuizos.
  • Leandro Pereira  04/03/2012 10:46
    Nunca li tanta bobeira... Marx - se houver um além-vida - deve estar muito orgulhoso de seus "seguidores e profetas". Existe no Mundo, uma parcela ínfima de marxistas com quem se pode debater. Com toda certeza não é seu caso meu caro. Realmente, todo brasileiro médio acha que é Economista, Cientista Político, Historiador e etc. Até o Guido Mantega, acha que é um Economista. Dilma, também. Como o Mundo seria maravilhoso se todos fossem como eles. Você não consegue enxergar um palmo na frente do nariz. Não enxerga que os povos que prosperaram, ao redor do Mundo, são exatamente os que tem um padrão Liberal. Países como o Brasil, com seu Capitalismo de Estado, "Neo-Desenvolvimentista, sempre patinarão, sempre. O auxílio pra quem cria riqueza é pífio. Não se tem incentivo pra nada. Um Capitalista-Empreendedor, que gera riqueza e renda para seus funcionários e família, dependentes e etc é punido como se fosse a ENCARNAÇãO do MAU. Amigo, por favor, vá estudar! Ou, continue sendo obscurantista. Você tem todo o livre arbítrio para sua vida. Pelo menos, enquanto o governo (resolvedor de todos os males )deixar.
  • Catarinense  17/01/2012 11:55
    Antes, eu achava que o Lazuli nunca tinha trabalhado. Agora, além disso, vejo que ele também deve morar no centro acadêmico das ciências sociais. Só assim pra alguém ser tão sem noção de como o mundo funciona. Pagar com seus nomes? Meu caro, o nome é a menor das preocupações de um empresário que abre falência.
  • Leandro Pereira  04/03/2012 10:52
    Deve morar no Dept. de "Marxiologia Capenga."
    Conhecemos vários sociólogos que fogem dessa ideologia nefasta.
    Um deles, permitam-me, é o grande diplomata Paulo Roberto de Almeida.
    Não é um Austríaco, se fosse necessário rotulá-lo eu diria que ele está no front entre Monetarismo e Escola Austríaca.
    O importante, é que entende o Mundo a partir de uma perspectiva liberal.
    Recomendo fortemente seu blog: diplomatizzando.blogspot.com/
  • lazuli  17/01/2012 12:27
    lazuli

    Não conhece algo que chama SPC? Que voce se não paga uma divida de banco ,seu nome fica bloqueado?

    Isso é o mesmo se os trabalhaodres mandassem na empresa e não pagassem o investidor dela.
  • Leandro Pereira  04/03/2012 10:57
    Não compreendes nada de nada mesmo. Esse "nome bloqueado"(!?) como se faz isso? Poderei eu dizer meu no me quando conhecer alguma garota? Minha boca se bloqueará instantaneamente?
    Deixando as brincadeiras de lado, o que você chama de "nome bloqueado", ou seja, restrições no SERASA nem de perto é algo que preocupe alguém. A inadimplência em países como o nosso é altíssima. Onde está a preocupação? Meu caro, em alguns anos essa dívida e "nome bloqueado" capengam por força de lei. Estude mais um pouquinho.
  • Catarinense  17/01/2012 13:32
    Certo... E o fato de que você perdeu uma parte considerável de seu patrimônio, sua fonte de renda, seu trabalho de anos e anos, seu tempo investido, seu futuro e de sua família, saber que fornecedores e clientes não vão contar mais com você como fonte de renda ( muitos até quebram juntos ) e que seus funcionários ficarão na rua, fora os processos ( trabalhistas e execuções de dívidas ) que além de lhe custar muito dinheiro, ainda podem te por na cadeia. Realmente, lazuli, ter seu nome no SPC é terrivelmente pior que todas estas coisas.
  •   17/01/2012 14:28
    Tanto empregado frustado... Juntem-se a abram uma empresa! E sejam felizes exploradores dos pobres empregados vocês também.
  • void  17/01/2012 15:13
    Uma pena que não tenham cacife para fazer isso. Seria um ótimo teste de competência. Mas a questão nem é só a frustração causada pela incompetência, o problema é que alguns poucos resolveram que precisam de uma ideologia que respalde e retire o peso do fracasso dos próprios ombros. O socialismo e suas formas de ideologia derivadas são isso, fundamentos para incompetentes complexados, pessoas pessimistas e autocomplacentes que frente aos próprios limites se enchem de desculpas e ressentimentos. Claro que esta gente não quer ser empreendedora, acreditam na sua ideologia, acreditam que não são empreendedores por que isto é errado. Trata-se de uma forma de evitar "o pior", que simplesmente não v~eem em si. Há também os fracos e imbecis que se deixaram convencer de que é errado e vergonhoso empreender. Estes não duram muito, mesmo, e inevitavelmente caem então no primeiro grupo. Não é a toa que o mundinho prático dessa gente (comunas anarquistas, republiquetas populares, sindicatos, "coletivos" etc) é um fracasso brutal.
  • Giancarlo  27/01/2012 08:53
    void

    Demais: "O socialismo e suas formas de ideologia derivadas são isso, fundamentos para incompetentes complexados, pessoas pessimistas e autocomplacentes que frente aos próprios limites se enchem de desculpas e ressentimentos."

    cara dá p começar um crônica só com esse comentário.

    Parabéns
  • 1berto  05/06/2012 08:52
    O mais curioso é que mesmo aceitando as premissas da 'pouca riqueza' como algo moralmente louvável é difícil defender o socialismo ao invés de um regime liberal.
    É verdade que há investidores com milhares de vezes mais recursos que o cidadão médio nas democracias capitalistas mas isso não quer dizer que eles vivam milhares de vezes melhor que o cidadão médio. O capitalismo não resolve a questão de que todos tenham o mesmo patrimônio (supondo que isso seja algo desejável) mas garante um nível de vida razoável a maior parte da população (Relativamente poucos americanos podem comprar Ferraris mas muitos podem comprar um carro 'popular').
    Mesmo o lucro das grandes empresas pode ser incrivelmente distribuido através do mercado de capitais (e sim foi o governo que causou a crise imobiliária). As pequenas empresas não desaparaceram. A última vez que li sobre isso no Brasil 60% das relações de emprego eram com em pequenas e médias empresas. No socialista Brasil temos até uma situação engraçada... Esses pequenos empresários e trabalhadores pagam rios de impostos que servem para alimentar entre outras coisas o BNDES cuja maior parte dos recursos serve para ajudar justamente os grandes empresários.
    HOJE no Brasil a equação é simples: Quer culpar alguém pela existência de grandes empresários exploradores? Culpe o BNDES não o liberalismo.
  • EUDES  06/06/2012 07:06
    Disse muito bem!


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