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Ocupando Wall Street sob a influência do inimigo

O movimento de "ocupação" de Wall Street prospera e se expande baseando-se na alegação de que 99% da população é explorada pelo 1% restante.  De fato, tal dado é uma realidade.  Porém, os manifestantes erraram fragorosamente a identidade dos grupos.  Eles imaginam que o problema está no 1% das pessoas mais ricas dos EUA.  Mas a realidade é que este 1% inclui algumas das mais brilhantes e mais inovadoras pessoas do país — são as pessoas que inventam, comercializam e distribuem benefícios materiais para toda a população.  São elas também quem detém o capital que sustenta a produtividade e o crescimento.

Mas há um outro 1% na sociedade, que são aqueles que de fato vivem parasiticamente à custa da população, explorando os 99% restantes.  E isso não é um fenômeno recente.  Há uma longa tradição intelectual — iniciada ainda no final da Idade Média — que chama a atenção para a estranha realidade de que uma ínfima minoria vive à custa do trabalho produtivo da esmagadora maioria.

Refiro-me obviamente ao estado, que mesmo hoje é formado por uma minúscula fatia da população, mas que é a causa direta de todas as guerras que nos empobrecem, da inflação, dos impostos, da organização da sociedade em grupos antagônicos e dos conflitos sociais.  Este 1% é também a causa direta da violência, da censura, do desemprego e do vasto nível de indigência.

Apenas veja os números coletados pelo último censo.  A população dos EUA é de 307 milhões.  Existem aproximadamente 20 milhões de funcionários públicos em todos os níveis de governo, o que dá 6,5% da população.  Mas 6,2 milhões destas pessoas são professores de escolas públicas, os quais, creio eu, podemos dizer que não fazem parte realmente a elite dominante.  Isso nos deixa então com 4,5% da população.

Podemos retirar da conta mais meio milhão de pessoas que trabalham nos Correios, e provavelmente o mesmo número que trabalha nas várias repartições públicas.  Provavelmente há um outro milhão que não trabalha em nenhum braço armado do estado, que é aquele responsável pela imposição e execução de ordens e decretos.  E podemos descontar também o enorme e assombroso exército de burocratas que se limita apenas a fazer os trâmites da papelada.  Governos municipais não geram problemas em escala nacional (geralmente), e o mesmo pode ser dito dos 50 estados.  O problema real, portanto, está em nível federal (8,5 milhões de pessoas), do qual podemos subtrair toda a cornucópia de barnabés que se limita a cumprir mecanicamente tarefas puramente burocráticas.

No final, ficamos com aproximadamente 3 milhões de pessoas, as quais constituem o que é comumente chamado de estado.  Para resumir, podemos simplesmente dizer que estas pessoas formam o 1% que manda e desmanda.

Este 1% não gera absolutamente nenhuma riqueza própria.  Tudo o que eles têm, eles conseguiram confiscando diretamente de terceiros.  E tudo sob o manto da lei.  Eles vivem totalmente à nossa custa.  Sem nós, o estado como instituição definharia.

E aqui chegamos ao núcleo da questão.  O que é o estado e o que ele faz?  Há uma enorme confusão a respeito deste assunto, e isto quando tal assunto sequer é discutido.  Durante centenas de anos, as pessoas imaginaram que o estado seria uma instituição orgânica que se desenvolve naturalmente em decorrência de algum contrato social.  Ou talvez o estado seria nosso benfeitor, pois ele nos fornece serviços que de outra forma não poderíamos nos fornecer a nós mesmos.

Nas salas de aula e nas discussões políticas, não há nenhum debate honesto sobre o que é o estado e o que ele faz.  Porém, na tradição libertária, as coisas são muito mais explícitas.  De Bastiat a Rothbard, a resposta sempre esteve visivelmente clara.  O estado é a única instituição da sociedade que tem a permissão da lei de usar de força agressiva contra o indivíduo e a propriedade.

E isso é fácil de entender por meio de um simples exemplo.  Digamos que você vá a um restaurante e se sinta totalmente desconfortável com a cor das paredes do estabelecimento.  Você pode reclamar com o proprietário e tentar persuadi-lo a alterar a pintura.  Se ele não atender ao seu pedido, você pode simplesmente não voltar mais ao local.  Porém, se você, ainda inconformado, decidir arrombar o estabelecimento, tirar dinheiro do caixa, comprar tinta e pintar todas as paredes por conta própria, você será acusado de delito criminal e pode até ir para a cadeia.  Qualquer pessoa sensata na sociedade irá concordar que o que você fez é errado.

Mas com o estado as coisas funcionam diferentemente.  O estado opera em outra dimensão moral.  Se ele não gostar da pintura do restaurante, ele pode criar uma lei (ou talvez nem mesmo se dê ao trabalho de fazer isso) e expedir uma ordem.  Ele pode determinar o que o proprietário deve fazer com sua própria propriedade.  Mas não será o estado quem fará o trabalho da pintura.  O estado pode obrigar você a repintar seu próprio estabelecimento.  Se você se recusar, você será acusado de delito criminal e desacato.

Os mesmos objetivos, meios diferentes, e dois tipos de criminosos completamente distintos.  O estado é a instituição que basicamente redefine o conceito de delito criminal apenas para se isentar das mesmas leis que governam todo o resto da sociedade.

O mesmo raciocínio se aplica para todos os impostos, todas as regulamentações, todos os decretos, e para cada palavra das novas leis burocráticas que são diariamente inventadas.  Tudo isso representa coerção.  Nos setores monetário e bancário, foi o estado quem criou o Banco Central e é ele quem dá sustentação ao atual regime inflacionário, pois ele violentamente impede a concorrência no setor monetário — impedindo que ouro, prata ou até mesmo outras moedas de papel sejam utilizadas concorrencialmente — e limita ao máximo a concorrência no setor bancário.  De certa forma, esta é a mais pavorosa intervenção de todas, pois permite que o estado destrua o nosso dinheiro impunemente, sempre de acordo com suas necessidades.

O estado é o inimigo de todas as pessoas trabalhadoras e honestas.  E por que os manifestantes não entendem isso?  Porque eles foram vítimas da máquina de propaganda do estado — aquinhoada nas escolas e universidades públicas —, a qual afirma que todos os sofrimentos humanos devem ser imputados à livre iniciativa e a agentes privados.  Eles não entendem que o verdadeiro inimigo é exatamente a instituição que fez esta lavagem cerebral neles, condicionando-os a pensar exatamente da maneira como pensam.

Eles realmente estão certos em dizer que a sociedade está flagelada por conflitos, e que a batalha está completamente desequilibrada.  Realmente são os 99% contra o 1%.  Eles apenas estão enganados quanto à identidade do inimigo.



autor

Lew Rockwell
é o chairman e CEO do Ludwig von Mises Institute, em Auburn, Alabama, editor do website LewRockwell.com, e autor dos livros Speaking of Liberty e The Left, the Right, and the State.



  • Leonardo  21/10/2011 11:08
    Eu sempre fico confuso quando falam em quem tem o controle sobre a emissão de moeda. Vejo muita gente, incluindo a grande mídia, dizendo que é o estado. Mas vejo outros dizendo que na verdade são entidades privadas, sendo o próprio FED propriedade privada de algumas poucas familias abastadas.

    Neste cenário, essas famílias praticamente controlam a economia mundial, nos mantendo praticamente como servos do sistema, sendo o sistema bancário de reservas fracionadas a principal munição para manter a população nessa condição.

    Primeiramente fiquei com a impressão de que isso seria appenas teoria da conspiração, mas cada vez mais vejo mais gente esclarecida, incluindo professores universitários, mestres e doutores comentando sobre essa questão.

    Gostaria de uma opinião sobre essa questão de pessoas que conhecem melhor o cenário da economia mundial.
  • Leandro  21/10/2011 11:28
    Prezado Leonardo, o Federal Reserve é misto. Dizer que o Fed é privado é uma afirmação um tanto forçada. O presidente do Fed é apontado pelo presidente americano, e a autoridade do Fed é derivada do Congresso americano, o qual tem poderes de supervisão sobre o Fed -- embora não tenha -- em tese! -- poderes sobre a política monetária que este adota.

    Ademais, o presidente do Fed, após ser escolhido pelo presidente americano, precisa ser aprovado pelo Congresso.

    É também o governo quem determina os salários de alguns dos funcionários do alto escalão do Fed.

    Agora, o Fed é "privado" em dois sentidos:

    1) Suas 12 sucursais (Boston, Nova York, Filadélfia, Cleveland, Richmond, Atlanta, Chicago, St. Louis, Minneapolis, Kansas City, Dallas e San Francisco) são geridas privadamente (é como se as sucursais do Banco Central no Rio, em São Paulo, Belo Horizonte, Fortaleza etc. tivessem gerência privada). Mas elas apenas obedecem às ordens do Fed de Washington, que é quem manda em todo o sistema.

    2) O Fed como um todo não sofre qualquer auditoria política. Trata-se de uma caixa-preta mais impenetrável que a CIA.

    Por fim, vale ressaltar que a autorização para o Fed funcionar foi concedida pelo congresso americano no Federal Reserve Act de 1913. Logo, tecnicamente, a existência legal do Fed também depende do governo. Mas seu controle acionário se dá através de instituições privadas.

    E é daí que surgem as teorias -- as quais eu não contesto mas também não endosso cegamente -- de que grandes famílias como os Rothschild e os Rockefeller estariam no controle do sistema bancário mundial (e quem controla a moeda, controla o mundo), pois seriam eles que genuinamente mandam no Fed.

    Abraço!
  • Helio Beltrão  21/10/2011 12:12
    O que importa é quem controla o Fed. E não há dúvida alguma sobre quem controla. É o executivo federal, via a nomeação da maioria dos membros do Board of Governors (inclusive seu super-poderoso presidente/chairman do Board, atualmente Ben Bernanke), órgão supremo de gestão do Fed.

    Board of Governors
    The seven-member Board of Governors is a federal agency. It is charged with the overseeing of the 12 District Reserve Banks and setting national monetary policy. It also supervises and regulates the U.S. banking system in general. Governors are appointed by the President of the United States and confirmed by the Senate for staggered 14-year terms. The Board is required to make an annual report of operations to the Speaker of the U.S. House of Representatives.
    The Chairman and Vice Chairman of the Board of Governors are appointed by the President from among the sitting Governors. They both serve a four year term and they can be renominated as many times as the President chooses, until their terms on the Board of Governors expire.
  • Leonardo  21/10/2011 13:29
    Obrigado pelos esclarecimentos, Leandro.

    Mas esses fatos que vc apontou parecem em nada contradizer o que dizem os teóricos da conspiração. Eles dizem que o FED foi idealizado em uma reunião secreta entre representantes dessas famílias ricas, que conseguiram aprová-lo no Congresso em 23 de dezembro de 1913, véspera de Natal, com o congresso esvaziado. O fato do presidente do FED ser apontado pela casa branca seria apenas uma formalidade, quem de fato escolhe seriam os banqueiros internacionais.

    O fato do FED ser uma caixa-preta insinua que essas idéias podem não ser tão malucas assim. E de fato, o sistema de reservas fracionadas é uma verdadeira prática de fraude que favorece apenas uma elite financeira, como muitas vezes li em artigos daqui do IMB. Resta saber se é com más intenções ou por pura ignorância.
  • LUIZ OLIVEIRA  21/10/2011 15:40
    Leonardo, não sei se você já assistiu, mas tem um vídeo no Youtube muito divertido, mas ao mesmo tempo esclarecedor e didático sobre esse assunto de que você falou. Vale a pena assistir caso ainda não o tenha feito www.youtube.com/watch?v=mpHfqeOQ6fg
  • Inacio Neto  21/10/2011 12:52
    Hélio, estarei na sua palestra amanhã aqui em Caruaru. Sobre o que você vai falar?
  • PESCADOR  21/10/2011 13:04
    Belo artigo do Rockwell. Deveria ser lido (e compreendido) por todos aqueles que, de uma forma ou de outra, apoiam o estado e suas politicagens. Esse movimento de ocupar Wall Street está apontando o inimigo errado mesmo. O interessante é que se você analisar os participantes, só tem esquerdistas e alienados em geral.
  • Deilton  21/10/2011 14:00
    Sempre leio artigos desse site, concordo com alguns, com outros nem tanto, mas esse foi o pior de todos. O estado, seja aqui no Brasil ou nos EUA está nas mãos da classe dominante. Quandos os americanos protestam contra o 1%, nessa lista já se inclui banqueiros, empresários dos setores de armas e petróleo e também os lobistas que estão no congresso e no poder executivo defendendo os direitos destes. O governo americano gastou mais 1 tri para resgatar os bancos, os banqueiros que foram irresponsáveis nada sofreram, mas a população vai ter que arcar com o preço desse resgate e ainda têm que enfrentar execuções de hipotecas. O estado age em nome dos ricos, que são os que financiam suas campanhas. Acho que há muita ficção nessa história de famílias que dominam o mundo, mas é claro como a luz do sol que hoje as chamadas democracias governam para os ricos. Aqui no Brasil mesmo, vejamos, muito se fala que a carga tributária é altíssima, mas ninguém diz que de tudo que é arrecadado pelo estado, 40% é usado para rolar a dívida pública (Dados do IPEA). Que mais 20% retorna para iniciativa privada através de subsídios e renúncia fiscal(Segundo o presidente do IPEA). Quando subtraimos o que estado gasta só pra manter a máquina pública, vemos que o que sobra pra investimento é pouquissimo. No entanto o que vemos na TV é os ditos especialistas cobrando a redução da carga tributária, ao invés de uma reforma na tributação. Acontece que no brasil, a carga tributária está concentrada sobre a produção e o consumo. Os pobres acabam pagando proporcionalmente mais impostos que os ricos, já que gastam quase toda sua renda com consumo. Em países como Suécia e Noruega o grosso da carga tributária incide sobre a renda, quem ganha mais paga mais e ainda tem impostos sobre patrimônio. Aqui no Brasil o cidadão que dá um duro danado pra ganhar 10 mil e tentar ter uma vida digna, paga as mesmas aliquotas de imposto que a pessoa que 200 mil. E o pior, quem vive de dividendos não paga imposto de renda pq os mesmo são pagos pela empresa, quem aplica em ações paga 15% sobre o lucro. No entanto a classe dominante não reclama dessa situação absurda. Querem reduzir impostos sobre a produção, mas não repassaram essa ganho para a população, vão aumentar seus exorbitantes lucros. Veja o BNDES, um absurdo, um roubo, faltam adjetivos negativos para descrever a atuação dessa instituição que se diz pretensa a promover o desenvolvimento Econômico e Social. Se o cidadão comum que abrir um pequeno negócio, têm que ralar para pagar empréstimos a juros extorsivos e ainda enfrentar uma enorme burocracia. Mas as grandes empresas quando querem dinheiro o que fazem, vão ao BNDES e pegam financiamentos a juros irrisórios. Acontece que o dinheiro do BNDES é dinheiro público, o mesmo que o dinheiro pegou emprestado, pagando juros de 12% a.a., vai agora emprestar a 1 ou 2% a.a.. E você me diz que é contra o estado que a população têm que se revoltar? Não, tem que se revoltar contra esse sistema econômico excludente, que confere a alguns o poder econômico e através deste o poder político. Abaixo o capitalismo.
  • Leandro  21/10/2011 14:57
    Deilton, você é sem dúvida o leitor mais interessante (e digo isso no sentido jocoso) que já apareceu por aqui.

    Escreveu um texto inteiro citando todos os males criados pelo estado e suas políticas intervencionistas e, no final pediu ainda mais do mesmo.

    Parabéns.
  • Deilton  21/10/2011 15:14
    Não distorça as coisas, por favor. Quem têm um mínimo de inteligência sabe que me refiro ao estado neoliberal capitalista. O estado pode ser mais que isso. Ser efetivamente democrático, governar para a sociedade. Serviços essenciais(água, mineração, petróleo e principalmente energia) deveria ser gerido pelo estado. A carga tributária deveria incidir sobre renda e o patrimônio e não sobre consumo, o que penaliza o pobre e a classe média. "Os males" como bem disse você, são males de um estado corrupto, que governa a favor dos ricos, que cobra imposto sobre alimentos e transporte e paga juros altissimos aos bancos, que são os maiores detentores de títulos públicos. É o mesmo estado que torna a abertura de um pequeno negócio um caminho de espinhos, mas que pega empréstimos no mercado a 12% a.a. e empresta para grandes empresas a 2%a.a. através do BNDES. É esse tipo de estado que temos de combater.
  • Leandro  21/10/2011 15:28
    Entendi. Você é contra o estado fascista (no sentido corporativista do termo) e a favor do estado socialista. Está trocando Abel por Cain e jura que vai ficar em melhor situação.

    Você só não é a favor do livre mercado, que está fora tanto de suas críticas quanto de sua solução.

    Abraço.
  • LIVIO LUIZ SOARES DE OLIVEIRA  21/10/2011 15:57
    Ei Leandro, você confundiu as coisas, igualou em termos de comportamento ético e moral dois irmãos completamente diferentes! Caim, um agricultor ineficiente, que produzia vegetais de segunda categoria, foi assassino do seu irmão Abel, um empreendedor nato, criador de ovelhas excelentes, da melhor qualidade. Tanto que, no relato bíblico, Abel ofereceu a Deus o melhor de suas ovelhas e Deus se agradou, ao passo que Caim trouxe umas verduras meia boca para oferta e Deus se desagradou dele. A inveja de Caim foi tanta pelo fato da oferta de Abel ter sido aceita e a dele não, que matou seu irmão à traição. Caim é o tipo do estátolatra arrogante, orgulhoso e que tem inveja dos empreendedores dedicados, talentosos e bem sucedidos, como Abel. Assim Caim, que não consegue produzir nada útil tem vontade de eliminar aqueles que são laboriosos por natureza, que conseguem criar bens que até Deus tem satisfação em comtemplar.
  • Leandro  21/10/2011 16:05
    Exato, Lívio, Caim é o socialismo. E é ele que o Deilton quer adotar, porque acha lindo e maravilhoso. Como eu disse, ele quer trocar Abel por Cain.

    Mas eu confesso que a escolha de Abel para representar o estado fascista foi falha de minha parte. Deveria ter pensado em uma metáfora melhor (achei que utilizas os tradicionais "gato por lebre" ou "seis por meia dúzia" já estava excessivamente manjado).

    Abraços!
  • Alexandre M. R. Filho  21/10/2011 15:31
    Quem deve decidir o que é serviço essencial?\r
    \r
    A resposta para essa pergunta deve ser muito interessante.
  • Deilton  21/10/2011 16:03
    Sou a favor da vida. Acho que todo mundo tem o direito de viver dignamente, ter acesso a uma boa alimentação, a educação, saúde e segurança. Sou contra o abandono dos mais pobres. Sou a contra a fome. Precisamos de um sistema econômico que inclua, com isso não quero dizer que todos devemos ter exatamente as mesmas coisas. Não. Não distorça as coisas. Acho que é papel do estado prover o mínimo necessário. O estado deve sim intervir na economia, para evitar que as pessoas sofram as consequências desastrosas de decisões econômicas equivocadas. Veja o exemplo dessa crise. A crise foi provocada pela ganância dos banqueiros de investimento (também por isso, sabemos que o capitalismo é cíclico e contraditório, crises são inevitáveis), mas o bancos foram salvos com dinheiro dos imposto pagos pela sociedade. Por causa desse salvamento as dívidas públicas explodiram, me diga quem está novamente pagando a conta? A sociedade. Os banqueiros nada sofreram. Já pisamos na lua, criamos a bomba atômica e deciframos o DNA, mas não conseguimos prover um mínimo de dignidade a toda a população. O estado deve ter condições de nos momentos de crise poder agir de forma a minimizar os efeitos devastadores da crise.
    Já deu pra perceber que você não gosta de discutir idéias, tenta ridicularizar o que os outros falam. Não és o dono da verdade, como também não sou, por isso me dou o trabalho de ler artigos desse site, acredito que evoluimos quando sabemos ouvir a opinião dos outros, mesmo que discordemos. Vamos evoluir Leandro, discutir idéias e aprimorá-las. Você está parecendo os socialistas utópicos, criaram em suas cabeças soluções para o mundo, mas só ficaram na teoria, acreditando que prática e teoria são a mesma coisa. Estou aqui para aprender, como espero que você também, tenho a cabeça aberta para mudar de opinião, mas discordo das suas.
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:12
    Sou a favor da vida. Acho que todo mundo tem o direito de viver dignamente, ter acesso a uma boa alimentação, a educação, saúde e segurança.

    Ou seja, é a favor de roubar e escravizar um para fornecer produtos e serviços a outros.
    Vc sequer sabe oq é um direito. Direito nao é o que os outros devem lhe dar, direito é aquilo que ninguem pode lhe tirar. Se vc diz que educação é um direito, vc está automaticamente dizendo que este é um dever para outros. Vc está defendendo a escravidão de uns para fornecer um serviço a outros. Ou seja, vc está atacando o elementar direito a vida de uns, direito esse que contraditoriamente você diz defender, já que para forçá-los a fornecer produtos e serviços a outros, você deve ameaçar a vida destes.

    Em outras palavras... educação é um direito? Se for, liberdade e propriedade não são. Mas isso sequer faz sentido, pois o conceito de direito é que seja universal, igual para todos.. Sua proposta socialista é que uns tenham alguns direitos,, outros nao.. uns tenham deveres que outros nao tem...

    Sou contra o abandono dos mais pobres. Sou a contra a fome.

    Errado, você é a favor da pobreza que é uma consequencia do socialismo, e é a favor da fome, que é uma consequencia do estado controlando a produção e distribuição de comida. Você deveria estudar ao menos um pouquinho antes de sair defendendo a ideologia da morte que vc defende:

    A fome na Ucrânia - um dos maiores crimes do estado foi esquecido

    A China comunista e os seus campos de morte
  • Deilton  21/10/2011 16:37
    Fernando Chiocca é sério o que você escreveu, se for eu vou me sentir um idiota em dar atenção ao que você escreveu. Olhe o mundo em que vivemos. O capitalismo deu certo? Dois neurônios, talvez um, seja suficiente para ver que não. Você dizer que um pessoa te direito a educação vai criar um dever para outras? Rapaz, me sentir lendo o 2° tratado sobre o governo civil. Com esse tipo de argumento não se têm como levar uma discussão. Vivemos em sociedade, nenhum ser humano é uma ilha. A riqueza de alguns não deve significar a pobreza de outros. O direito a liberdade é tão subjetivo quanto o direito a vida. Não há direito absoluto, se assim fosse, matar em legítima defesa seria crime. Nem mesmo o direito a vida é um direito absoluto.
    "A favor da pobreza que é consequência do socialismo". Pobre foi o seu argumento. A riqueza no capitalismo está concentrada na mão de menos de 1% da população mundial. O mundo é pobre. Ser rico é excessão, não é regra. Viver bem é excessão. A maioria da população vive mal. O socialismo é a melhor solução? Não sei. Ao contrário de você, não tenho uma fórmula pronta, uma solução para os problemas do mundo, sei do que vejo e o que vejo é que o capitalismo está destruindo o mundo. Você já assistiu o documentário "The Corporation", acho que não, para que né? Sua cabeça está fechada e sua opinião formada.
  • Leandro  21/10/2011 16:47
    Virei fã desse tal Deilton. O sujeito consegue a proeza de escrever duas frases seguidas na qual uma contradiz totalmente a outra. Ademais, consegue elencar todos os fracassos do socialismo e logo em seguida diz que a solução é ainda mais socialismo. Deve ser algum liberal se fingindo de socialistas justamente para humilhar os socialistas. Vamos seguir publicando apenas para nos divertirmos.

    P.S.: Deilton, já leu os itens 1 a 5 que recomendei?
  • Deilton  21/10/2011 16:54
    Leandro, como lhe disse, estou aqui para somar conhecimento. Me explique detalhadamente em que fui contraditório. Se puder, transcreva as partes contraditórias. Vamos aprender juntos?
  • Leandro  21/10/2011 17:05
    Aprender juntos?!

    Isso me lembra aquela piada (há quem jura que foi um caso verídico). Keynes virou-se para Hayek e perguntou:

    -- Hayek, gostaria de propor uma troca de ideias.
    -- Deus me livre!

    E não, Deilton, realmente não há contradição nenhuma nos seus argumentos. A contradição está na realidade paralela em que você vive.

    Capitalismo de livre mercado é exatamente o que não existe no mundo (com muita boa vontade, talvez haja em Hong Kong e em alguns cantões da Suíça). Vivemos em um mundo social-democrata intervencionista, no qual o estado decide quem ganha e quem perde. Logo, você dizer que está ruim por excesso de capitalismo apenas mostra sua desconexão da realidade.

    Ademais, após "diagnosticar" os problemas, o que você faz? Pede mais estado. Na sua concepção, mais estado vai curar todos os problemas causados hoje exatamente pelo estado inchado (que intervém a favor de uns e à custa de outros).

    Percebeu a sua contradição?
  • Deilton  21/10/2011 17:22
    Leandro como lhes disse, estou aqui para aprender, acredito que como muitos aqui. Tenho que concordar com você que hoje é o estado que decide quem ganha e quem perde e decide sempre a favor dos ricos. É a natureza do estado capitalista. O estado através de seus órgão de controle, a polícia por exemplo, defende o sistema capitalista. A corrupção é inerente ao sistema. Sem o estado o capitalismo não sobrevive e não diga que estou sendo contraditório, por que estou falando do estado capitalista neo liberal. Precisamos de um estado que intervencionista sim, mas que intervenha pela sociedade e não a favor de quem patrocinou sua campanha ou de quem lhes paga a maior propina.
  • Jabuti  24/10/2011 11:26
    Esse Deilton só pode ser contratado por algum partido pra fazer militancia de internet, patrulhamento ideológico mesmo. Esperem a inundação de bobagens aqui quando chegar perto a época de reeleição da Dilmona.
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:37
    A crise foi provocada pela ganância dos banqueiros de investimento (também por isso, sabemos que o capitalismo é cíclico e contraditório, crises são inevitáveis)

    Deiton, está claro que você é um total ignorante em economia.
    você não sabe absolutamente nada de teoria economica e está apenas repetindo cretinices que ouviu por ai.
    E não adianta tentar negar. isso é evidente demais para nós aqui.

    Então estude e pare de passar vergonha:

    Artigos para se entender a crise
  • Isaias Barbosa  21/10/2011 16:43
    A Ganância sempre existiu!

    www.youtube.com/watch?v=SmhTpIGezKk
  • Deilton  21/10/2011 16:48
    Fernando Chiocca, negar? Negar o que? Estou sendo acusado de algo? Entender de economia? Um psicólogo já ganho o prêmio nobel de economia. Você já ganhou algum? Se a qualidade da sua teoria fosse do tamanho de sua vaidade você seria o novo Keynes. Por quanto você vende um quilo de verdade? Pago com ações.
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 17:04
    Não é nenhum crime ser ignorante em economia, a qual, afinal, é uma disciplina específica e considerada pela maioria das pessoas uma "ciência lúgubre". Porém, é algo totalmente irresponsável vociferar opiniões estridentes sobre assuntos econômicos quando se está nesse estado de ignorância. - Murray Rothbard
  • Deilton  21/10/2011 17:31
    Você que me convenver que seu conhecimento sobre economia é superior e que por isso você tem legitimidade para expressar opinião e que aqueles que não o seguirem são ignorantes. Constestar suas idéias é burrice? Não me leve a mal, mas já dizia Raul: "Prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opnião formada sobre tudo".
  • Alex  21/10/2011 23:46
    Então é você que está certo e nós errados Deilton, não consegue se quer entender uma premissa econômica..
  • Arion  22/10/2011 01:14
    Deilton.

    O que anarcocapitalistas defendem e, acredito que até mesmo socialista defenderiam, é que em um ambiente de livre mercado (capitalista) aqueles que estão no jogo devem regozijar com seus feitos que lhe são bons e lucros mas também devem arcar com o peso das más escolhas e os prejuízos.

    Por isso que tu não está compreendendo. A defesa que aqui se faz é que os bancos que fizeram más escolhas (Fannie Mae e Freddie Mac) deveriam ir a falência assim como a GM e não salvos. Assim deveria ser o capitalismo. O que existe hoje não é capitalismo e sim socialismo onde se apadrinham alguns para condenar uma imensa maioria (os 99%) à miséria.

    A outra idéia defendida aqui é que ao fazer isso o estado obriga 99% a sustentar esse 1% parasita. Mas o que sustenta esses parasitas não é o sistema capitalista e sim os governos e seus sistemas socialistas (ou social-democrata, caso tu não acredite que o sistema seja socialista). Em um sistema capitalista os bons lucram e sobrevivem. Os ruins têm prejuízo e vão a falência. Simples. Nesse sistema capitalista defendido pelos anarcocapitalistas ninguém é salvo porque é amigo de fulano.

    É essa idéia defendida aqui no IMB. Isso que tu não tens compreendido.
  • Guilherme Marinho  24/10/2011 11:05
    Troll detected!\r
    Na boa, não vai ser aqui no Mises que você vai convencer alguém de tua ideologia socialista furada.\r
    Procure algum outro trouxa para destilar tua idéia... quem sabe uma faculdade longe daqui
  • Guilherme Marinho  24/10/2011 10:54
    "Sempre leio artigos desse site" (Deilton)\r
    Bom... Não sei pq perde o tempo de continuar lendo, já que seus conceitos são totalmente outros doq se expoe nesse site.
  • Gustavo  23/10/2011 17:39
    "Em países como Suécia e Noruega o grosso da carga tributária incide sobre a renda, quem ganha mais paga mais e ainda tem impostos sobre patrimônio."

    ___

    Não é bem assim na Suécia, os impostos lá são bem pouco progressivo, muito menos que nos EUA.

    www.taxfoundation.org/blog/show/23856.html

    Aliás compare o bote do leão no salário de trabalhador americano, com os de um sueco.

    www.worldsalaries.org/sweden.shtml
    www.worldsalaries.org/usa.shtml
  • Leandro  23/10/2011 17:53
    O que permite que a Suécia tenha uma das mais altas cargas tributárias do mundo e, ao mesmo tempo, se mantenha como um país moderno, com avanços moderados, é o fato de que a carga tributária na Suécia recai mais pesadamente no assalariado sueco médio, e não nas empresas suecas, cuja carga tributária é na realidade menor do que a das empresas de muitos outros países ocidentais.

    Por exemplo, quando consideramos o fato de que as empresas suecas podem deduzir 50 por cento de seus lucros para reinvesti-los no futuro, o que os torna uma reserva isenta de impostos, o imposto de renda de pessoa jurídica efetivo se torna menor na Suécia do que nos EUA: 26 por cento versus 35 por cento.

    Se as empresas suecas tivessem de arcar com a mesma carga tributária que incide nos assalariados suecos, a economia sueca há muito já estaria em ruínas.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=208
  • Eu  21/10/2011 14:43
    Quando encontrei este site pela primeira vez achei ele interessante e educativo. Aos poucos fui verificando umas idéias que me pareciam um tanto extremas.

    Pesquisando na wikipedia, descobri que grande parte dos membros mais importantes do Instituto Ludwig von Mises é adepata do anarco-capitalismo. Devo confessar que nem tinha conhecimento que tal ideologia existia. Confesso também que considero o anarco-capitalismo uma ideologia coerente consigo mesma.

    No entanto, não sou adepto e não concordo com ela. É claro que somos todos livres pra pensar o que quisermos, e este site ainda pode ser uma fonte interessante de consulta, tomadas as devidas ressalvas.

    Só o que me decepciona é o fato da ideologia completa do instituto não estar explicita, tendo que ser percebida no seu conteúdo. A área "Sobre nós" poderia ser revista.

    Sds
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:07
    A área "Sobre nós" poderia ser revista por você, pois ela diz claramente o que o Instituto Mises é. Você que não viu direito:


    defender a economia de mercado, a propriedade privada, e a paz nas relações interpessoais, e opor-se às intervenções estatais nos mercados e na sociedade.

    Ok, você diz que não concorda com a propriedade privada e é a favor de agressões nas relações interpessoais. Mas nós dissemos com todas as letras que somos a favor da economia de mercado e nos opomos as interveções estatais.

    O IMB acredita que nossa visão de uma sociedade livre deve ser alcançada pelo respeito à propriedade privada, às trocas voluntárias entre indivíduos, e à ordem natural dos mercados, sem interferência governamental.

    Ok, você não respeita a propriedade privada e é a favor de trocas coercitivas. Só não venha dizer que não dissemos que não concordamos com as agressões que gente como você apoia.

    Futuramente tente ler as coisas com atenção para evitar confusões.

    Sds
  • Eu  21/10/2011 16:21
    O anarco-capitalismo não é a única forma de ser a favor da propriedade privada e contra agressões em relações interpessoais.

    Portanto, é uma falácia dizer que a oposição ao anarco-capitalismo implica necessariamente em oposição à propriedade privada e paz nas relações interpessoais.

    Sds
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:32
    É a única forma sim.
    O que significa ser um anarcocapitalista?

    Se você não é anarco-capitalista, você é a favor de algum grau de agressão contra a propriedade privada.

    Falácia lógica é dizer o contrário.

  • Mateus  21/10/2011 15:16
    Engraçado é os Austríacos exigirem honestidade dos professores quando se referirem ao estado, mas nem os austríacos são honestos quando se referem a falta de um... Não existe nem um estudo empírico se quer que prove que a sociedade conseguiria se organizar sem um estado ou controle central qualquer. ou seja, sempre na história da humanidade houve civilizações organizadas por algum líder ou algo do tipo. Gostaria mesmo que os austríacos não ficassem simplesmente na crítica, pois crítica todo marxista sabe fazer tbm, gostaria que apresentassem um estudo empírico provando que um anarc-capitalismo seria uma melhor opção do que um estado mínimo que fosse, caso cotrário vai ser impossível convencer uma sociedade de teorias utópicas como anarc-cap ou comunismo, pois no final são tudo uma farinha do mesmo saco.


    Abraços!!!
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:31
    Concordo totalmente com você Mateus.

    O que eu mais queria era ver um estudo empírico sobre uma sociedade sem a existência do roubo insitutcionalizado. Estamos lutando por isso. Queria que um estado deixasse pelo menos um pedaço do território que domina em paz, mas tá difícil de fazer eles largarem um pedacinho do osso.

    Só não entendi muito bem uma coisa. Me corrija se eu estiver errado, mas parece que você quis dizer que "se algo nunca existiu, então nunca pode existir". É sério isso ou eu que viajei?

    De qualquer maneira, deixo a dica para você buscar informações sobre o que é uma teoria apriorística, que é uma que não depende de experimentos empíricos para serem comprovadas.

    Abraços!!!




  • Alexandre M. R. Filho  21/10/2011 15:35
    Tem que explicar isso pro Steve Jobs, Chiocca.\r
    \r
    Afinal, se um iphone, ipod, ipad nunca tinham existido antes, então eles nunca deveriam ter vindo a existir hoje. No entanto, existem todos eles hahahahhaa.
  • Mateus  21/10/2011 15:44
    Ótima observação Alexandre, pois isso abre espaço para uma possível civilização comunista que possa mensurar a sua economia de tal forma que equalize a sociedade e traga progresso ao mesmo tempo!! Brilhante você
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:52
    Putz.. o cara tá querendo equalizar o marxismo que requer uma mudança da natureza humana com a proposta da sociedade de leis privadas???

    Ai ai.. é cada um que cai de para-quedas aqui e quer cantar de galo taxativamente apontando erros em algo que não conhece nem o básico.. Haja paciência.
  • Mateus  21/10/2011 15:58
    Putz!... Você num consegue nem reconhecer uma ironia.. lol.. Parei com vocês.. Já entendi até onde vai a ideologia Áustria.

    Tenho que trabalha, mas apesar dos testos um pouco ásperos, informo que não passou de uma provocação, pois tenho curiosidade, mas de fato não consigo compreender uma sociedade anarc-cap

    Obrigado de coração e abraços!!

  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:01
    Não precisava nem dizer que você não consegue compreender.

    Alias, ninguém consegue compreender o que sequer conhece.

    Só tente ao menos conhecer o básico antes de fazer afirmações categóricas sobre qualquer coisa.

    No seu estágio de conhecimento, seria mais apropriado que seus comentários viessem em forma de perguntas e não de afirmações.
  • Augusto  21/10/2011 22:43
    O fantasma de Platao ainda nos assombra...
  • Mateus  21/10/2011 15:36
    Só não entendi muito bem uma coisa. Me corrija se eu estiver errado, mas parece que você quis dizer que "se algo nunca existiu, então nunca pode existir". É sério isso ou eu que viajei?

    Não Fernado estou me baseando mesmo nas açoes humanas... Pois se sempre foi assim é porque um motivo leva que as pessoas hajam de tal forma.

    E só pra aprofundar um pouco mais em sua abstração... Isso é o melhor que você pode fazer???
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:42
    Ahh, agora entendi..

    Tipo.. a escravidão durou 5 mil anos.. sempre foi assim.. ou seja, a escravidão vai durar pra sempre...

    Que ótimos argumentos você nos traz Mateus. Obrigado.

    E quanta novidade... Mas tenho a impressão de já ter ouvido ele antes (tipo 80 mil vezes) e que até temos artigos sobre isso.
  • Mateus  21/10/2011 15:51
    Cara... Você é genial... Não conhece nem a histporia da escravidão, genial... e quanto a seus artigos, se hovesse algum que explixasse de forma razoável possível a possibilidade de uma sociedade Anarc, não estaria aqui escrevendo nada disso..

    Anaarc-FAIL

    Abraços!!!
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 15:58
    Não conheço? hummm, me conta então..

    E quem tem que explicar algo aqui é você. Você que está reivindicando a validade de uma proposição absurda, a de que para A se defender de B, ele deve necessariamente atacar C antes.

    E leia mais coisas do site e não me venha com questões banais do tipo abaixo:

    "Se o governo, e somente o governo, tivesse o monopólio da fabricação de sapatos e fosse o dono de todas as revendedoras, como será que a maioria das pessoas iria reagir ao libertário que viesse advogar que o governo saísse do setor de calçados e o abrisse para empresas privadas? Sem dúvida nenhuma as pessoas iriam bradar: "Como assim? Você não quer que as pessoas, e principalmente os pobres, usem sapatos! E quem iria fornecer sapatos ao povo se o governo saísse do setor? Diga! Seja construtivo! É fácil ser negativo e desrespeitoso quando se trata do governo; mas diga-nos quem iria fornecer sapatos? Quais pessoas? Quantas lojas de sapato haveria em cada cidade? Em cada município? Como isso seria definido? Como as empresas de sapato seriam financiadas? Quantas marcas existiriam? Qual material elas iriam usar? Quanto tempo os sapatos durariam? Qual seria o arranjo de preços? Não seria necessário haver regulamentação da indústria de calçados para garantir que o produto seja confiável? E quem iria fornecer sapatos aos pobres? E se a pessoa não tiver o dinheiro necessário para comprar um par?"
  • João  21/10/2011 16:08
    Pois se sempre foi assim é porque um motivo leva que as pessoas hajam de tal forma.

    "Há motivos para que as pessoas ajam de tal forma". É mesmo? Poxa, eu nem imaginava! Eu achava que as pessoas viviam a esmo, esbarrando umas nas outras sem nenhum motivo! Eu acreditava que esse movimento aleatório de pessoas acabou gerando, totalmente ao acaso, este computador que estou atualmente usando! Aliás, estou digitando esse comentário sem nenhum motivo, totalmente ao acaso! Estou simplesmente movendo meus dedos sem nenhum propósito!

    Obrigado por tornar tudo claro para mim! Agora eu sei que o anarco-capitalismo é impossível porque "há motivos" para a existência do estado! É a teoria Poliana da História: se tudo aconteceu desse jeito, é porque há bons motivos para isso, e devemos nos calar e aceitar isso de bom grado, porque se houvesse outra opção ela já teria surgido!

  • Nill  21/10/2011 16:25
    Vai pra Somália
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 16:33
    Opa, eu vou pra Somália, que está melhor sem estado do que estva com, e você vai pra Etiópia que tem estado, ok?
  • Eduardo  21/10/2011 17:35
    Fernando, vc já ouviu falar disso?

    freestateproject.org/

    De repente pode ser o primeiro "pedaço do osso"
  • Fernando Chiocca  21/10/2011 18:16
    Oi Eduardo

    Sim, já conheço e sou um dos freestarers que assinaram o pledge.
    Já até estive no Porcfest em 2008. Assim como o Bob Murphy que esteve lá esse ano, eu achei fantástico.

    Acho bem dificil largarem o osso lá.. mas vamos ver no que dá.
  • Rhyan  21/10/2011 23:53
    Não tem nenhuma ironia falar de empiria sobre o anarquismo praxeológico?
  • Felix  21/10/2011 16:03
    é verdade,
    não temos nenhum exemplo de uma sociedade assim,
    mas podemos tentar achar os países mais livres,
    com menor carga tributária e menor máquina estatal.
    No ranking por carga tributária(link abaixo), os países com menos de 10% de carga são em sua maioria pobres...
    pt.wikipedia.org/wiki/Carga_tribut%C3%A1ria
    neste ranking tem muitos países árabes e da África.
    No ranking de liberdade econômica as coisas já ficam mais coerentes, mas dentre os primeiros a tributação não pode ser considerada baixa, vejam:
    www.heritage.org/index/Ranking.aspx
  • Deilton  21/10/2011 16:14
    Um bom exemplo de país livre é os EUA antes da crise. Baixa carga tributária, saúde e educação privadas e mínima intervensão estatal na economia, até a crise, hoje temos socialismo para os ricos e capitalismo selvagem para os pobres.
  • Leandro  21/10/2011 16:29
    Claro, o governo nos EUA era raquítico. Gastava míseros 3 trilhões de dólares. Era quase invisível. Caso queira mais seriedade exatamente neste quesito do tamanho do estado americano, tenha a bondade de ler este artigo. Não precisa ler o artigo todo; leia apenas os itens de 1 a 5.

    Ademais, você mostra não saber a causa dos ciclos econômicos. O tamanho do estado é menos importante do que as flutuações na oferta monetária, totalmente sob o controle do banco central. Mas isso vai lhe exigir mais estudos.

    Abraços!
  • Isaias Barbosa  21/10/2011 16:34
    Você como leitor do site já deveria saber o que os austríacos falam sobre os resgates.

    www.mises.org.br/Article.aspx?id=152

    Eu acho intrigante a esquerda mundial que ,geralmente, defendem as idéias Paul Krugman de um estado intervencionista. Mas atacam justamente o que ele e seus companheiros defendem para acabar com a crise (resgates e bolhas) que ,inclusive, defendeu a criação de bolhas publicamente em 2002 e 2006. Não sei se defende as idéias deste cara e se defende, só tenho a lamentar.
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  21/10/2011 16:08
    O IMB nem deveria tratar deste assunto que é a suposta ocupação de Wall Street porque se trata de uma articulação partidária.\r
    \r
    O Partido Democrata criou esta "ocupação" para contrapor ao Tea Party (Partido Republicano).\r
    \r
    O sempre excelent Lew Rockwell poderia ter tido que é um daqueles "movimentos sociais esquerdistas" que visa defender o estatismo e ajudar os democratas a reelegerem o Obama.\r
    \r
    Não precisava ter ido tão longe.\r
    \r
    Abraços
  • Vanderlei  21/10/2011 19:23
    Lendo hoje um artigo sobre a Síria, onde pessoas contrárias ao sistema, quando entram num Hospital da Síria, saem com um Tiro na cabeça.\r
    \r
    No Brasil, tirando as capitais, existem guardas Municipais espreitando internações.\r
    \r
    Por quê?\r
    \r
    Por que ninguém reflete sobre.
  • Ronaldo Quinto  22/10/2011 21:01
    Leandro e Fernando,

    Parabéns pelo texto...muito bom, como sempre.

    Fiquei com vergonha alheia pelo Deilton pelo fato de ele vir ao site do IMB falar tanta besteira sem, ao menos, ter estudado um pouco o assunto.

    É nego que lê a Folha e acha que sabe tudo de Economia...leitor do Paul Krugman...

    Abr,

    Ronaldo
  • Deilton  22/10/2011 23:17
    Lamentável o fato de existir pessoas que não respeitam opiniões. Não, eu não leio folha, nem Veja! Me interesso por economia por que invisto em ações, apesar de que muitas vezes o movimento das bolsas contrariam a realidade econômica. Como investidor eu poderia vir aqui e defender o livre mercado, o individualismo e a meritocracia, mas não acredito que um sistema baseado nesses conceitos seja o melhor para a humanidade. Eu gosto de viver bem. De ter uma boa casa, um bom carro, poder viajar, me vestir bem, etc, e graças a Deus (agradeço a Deus por força do costume, mas não tenho religião, apesar de respeitar a todas) não posso reclamar da minha vida, nem por isso ignoro a realidade a minha volta. Vocês defendem um sistema livre, certo, mas livre para quem? Acredito sim que precisamos do estado, mas não desse estado ao qual aqui se refere como Social Democrata ou , talvez equivocadamente, como Socialista. Concordo quando se diz que o hoje o estado é quem garante que 1% explore os outros 99%. Mas o que eu acredito é que isso é inerente ao sistema capitalista. O capitalismo é corrupto por natureza. O que seria do capitalismo sem os órgãos de controle do estado. O que seria do capitalismo sem os meios de comunicação, a ideologia dominate, o entretenimento, o emburrecimento, etc. O mundo não pode pertencer a mim e nem a você, por isso a urgência de um sistema que inclua, que respeite o ser humano, que não os transforme em mercadorias, que lhes diga como viver, o que consumir, o que ler ou o que ouvir. Ninguém aqui está certo ou errado, são apenas opiniões. Li e respeito todas as opiniões, tento entendê-las, compreendê-las, isso não quer dizer que vou mudar a minha. Sabe aquela história da cenoura e do burro? Têm muita gente aqui que parece ser assim, segue cegamente os que os outros falam, não pensa, não analisa, não vira de ponta a cabeça, não inverte, guia seus pensamentos pelos dos outros. Tudo bem, respeito isso também. Vou continuar a ler os artigos desse site, mesmo não concordando com tudo, mas tenho certeza que aprendo algo aqui, assim como achei válida esse micro debate, se assim posso chamá-lo, talvez vocês se achem superiores demais para poder debater com alguém tão ignorante quanto eu. Mesmo assim, obrigado pela atenção dispensada!
  • Absolut  23/10/2011 00:33
    livre para quem?

    Certamente que só para você, não para os coagidos que te sustentarão.

    AVISO AOS PARAQUEDISTAS: parem com esse chororô de "minha opinião não é respeitada". Vocês chegam aqui falando m* sem terem lido NADA e ainda querem ser tratados como "pupilozinhos de Mises"?!
  • mcmoraes  23/10/2011 01:18
    Vale observar que num debate como este, escrito e virtual, não há a mínima possibilidade de haver desrespeito. Cabe apenas aos leitores julgarem quem está ou não com a razão. Quem se sentir desrespeitado aqui deve ter algum problema de ordem psicológica mal-resolvido.
  • Eduardo  23/10/2011 01:42
    O IMB felizmente possui muitos artigos interessantes que fornecem informações de extrema relevância tanto para quem já tem bastante conhecimento quanto para quem está ainda aprendendo sobre economia. Leio com frequência os artigos do IMB e consigo muitas informações valiosas, porém tenho que, muitas vezes, filtrar outras.
    O anarco-capitalismo que é "ferrenhamente" defendido pela maioria dos participantes desse fórum (que julgam ser a mais perfeita vertente do capitalismo), bem ou mal, é tão utópico quanto o socialismo! Não existe nenhum país no mundo que tenha obtido êxito com o anarco-capitalismo!
    Por mais que vocês esperneiem e digam que países da África estão obtendo sucesso com isso através de dados absolutamente inexpressivos sobre um possível crescimento econômico da Somália, deixando a hipocrisia de lado, este país está longe de ser considerado o paraíso econômico e social dos nossos amigos do IMB.
    Os países mais desenvolvidos social e economicamente do nosso planeta, a exemplo da Suíça, Dinamarca, Suécia, Finlândia, etc., não aboliram seus estados porque sabem que ele é um "mal" necessário para o bom andamento da sociedade. Não adianta negar isso.
    Concordo que o intervencionismo do estado na economia é prejudicial, mas discordo que o intervencionismo do estado na sociedade seja também. Vocês talvez estejam um pouco amargurados com a nossa querida Republica Federativa da Banânia, não tiro a razão de vocês pois também estou, mas achar que todos os estados não podem prestar talvez seja um pouco de exagero. O que faz o estado dar errado não é ele por si só, mas sim, a maturidade social de seu povo.
    Acho uma pena o ataque que vocês vêm fazendo ao nosso amigo Deilton. Concordo com muita coisa que ele disse, e tomo as palavras dele como as minhas também.

    Podem me atacar o quanto quiserem... Se um dia me mostrarem um país anarco-capitalista que superou os países escandinavos, talvez eu mude de opinião.
  • Leandro  23/10/2011 02:13
    Prezado Eduardo, se você concorda com as sandices (meras afetações emocionais, sem absolutamente nenhum argumento racional) do Deilton, como você próprio diz concordar, então é porque também é socialista. Observe que a posição dele sequer é social-democrata; é socialista mesmo. Defende expropriação, diz que todos têm direito a tudo e chegou a dizer explicitamente que o direito de uns de modo algum implica deveres de outro.

    Ir contra isso, aliás, não tem nada a ver com anarcocapitalismo. Aliás, anarcocapitalismo sequer entrou no debate (e nem precisava). O que o Deilton está fazendo é defendendo a tomada da propriedade privada e a imposição de privilégios.

    Se você concorda com isso, ok. Mas nós realmente não podemos nos dar ao trabalho de ficar contra-argumentando ponto por ponto todas as besteiras primárias que ele diz. Isso seria um enorme rebaixamento. Imagine se eu começo a discutir com ele por que é economicamente insustentável e moralmente errado tomar a propriedade alheia. Eu teria de ser um enorme desocupado para logra tal intento. E a lista de artigos que temos sobre isso é espantosa.

    Caso queira, selecione uma passagem específica de todo o caminhão de besteiras que ele disse, e eu lhe mostrarei o que há de errado nela. Fora isso, seria desumano refutar frase por frase do que ele disse. É tanto chavão de oitava série, que eu ficaria uns seis meses explicando cada detalhe errado que há nas ideias tortas deles. Além de morrer de vergonha de ficar explicando teoria econômica a um sujeito que se limita a repetir ipsis litteris o que ele leu na Caros Amigos.
  • Fernando Chiocca  23/10/2011 02:43
    Afff
    Você diz que está aqui há algum tempo; será que já aprendeu o que é uma ciência apriorística? Será que já sabe que conhecimento praxeológico não requer comprovação empírica e nem pode ser refutado por qualquer experiência?

    Mises demonstrou a impossibilidade do socialismo em 1912, muito antes dos inevitáveis fracasssos das experiências socialistas da URSS e todas as outras.

    E não precisa dizer que você concorda com as palavras do Deiton. Já podemos ver que você é também um completo ignorante em ciência econômica (como o Deiton já admitiu ser).


    Podem me atacar o quanto quiserem... Se um dia me mostrarem um país anarco-capitalista que superou os países escandinavos, talvez eu mude de opinião.

    Hhehe, imagine o Eduardo 150 anos atrás: Podem me atacar o quanto quiserem... Se um dia me mostrarem um país sem escravidão que superou os Estados Unidos, talvez eu mude de opinião.

    É cada um que aparece por aqui...
  • Eduardo  23/10/2011 13:06
    Ok Fernando... \r
    \r
    O que é ser expert em ciência econômica pra você? É ter uma opinião engessada que leva em conta somente o que Mises disse?\r
    \r
    Vamos ser mais realistas!
  • Laszlo  23/10/2011 11:23
    --> "O que seria do capitalismo sem os órgãos de controle do estado. O que seria do capitalismo sem os meios de comunicação, a ideologia dominate, o entretenimento, o emburrecimento, etc."

    Seria -realmente- capitalismo, alias acho que o termo "capitalismo" não se aplica mais as idéias de libertação economica que são defendidas aqui no Mises, já que foi tão deturpado a ponto das pessoas acharem que esse show de horrores na economia mundial tem alguma coisa a ver com capitalismo puro.

    --> "O mundo não pode pertencer a mim e nem a você, por isso a urgência de um sistema que inclua, que respeite o ser humano, que não os transforme em mercadorias, que lhes diga como viver, o que consumir, o que ler ou o que ouvir."

    Exato Deilton, concordo plenamente, o problema é que não tem como um sistema governar sem impor regras e dizer ao povo o que consumir, como viver o que ler ou ouvir. E se o lider, ou presidente, ou diretores do sistema não gostarem de beber cerveja ou vinho por exemplo...vão proibir bebidas alcoolicas? Igual nos EUA nos anos 10-20...e daí, não é dizer aos outros como viver? Qualquer linha que um sistema tentar colocar em um papel pra chamar de lei, invariavelmente vai afetar como as pesosas vivem, o que comem, o que devem ler ou ouvir.

    --> "Os países mais desenvolvidos social e economicamente do nosso planeta, a exemplo da Suíça, Dinamarca, Suécia, Finlândia, etc., não aboliram seus estados porque sabem que ele é um "mal" necessário para o bom andamento da sociedade. Não adianta negar isso."

    Vai falar pra um sueco ou dinamarques que "tudo é de todos" pra ver, que meritocracia e individualismo é ruim. Vai na seção Principal do site, na parte inferior da pagina tem "Países Nórdicos", da uma lida nos artigos lá.

    --> "Ninguém aqui está certo ou errado, são apenas opiniões. Li e respeito todas as opiniões, tento entendê-las, compreendê-las, isso não quer dizer que vou mudar a minha."

    Essa historia de ninguem esta "certo ou errado" é uma das maiores bobagens politicamente corretas do mundo moderno, as pessoas estão erradas com muito mais frequencia do que voce pensa, e a falha em reconhecer essa realidade já levou a muita m... nesse mundo.

  • Glelson Fontes  24/10/2011 09:38
    Caro Deilton e demais sociais-democratas em geral:\r
    \r
    Em vista das inúmeras palavras e termos identificando suas ideologias, assim como eu fui um de vocêis (intervencionista social-democrata) a quase 2 anos atrás, venho através de indicações de livros dar uma luz.\r
    Há dois livros que explicam o porquê da "imbecilização" cultural do ocidente e oriente, toda essa "ladainha" informada pela mídia sobre os benefícios do estado intervencionista, sobre esse puxa-saquismo Keynesiano, são eles:\r
    Como ler um Livro - Um guia clássico para leitura Inteligente - Mortimer J. Adler\r
    A mente Anticapitalista - Ludwig Von Mises\r
    Uma teoria sobre Socialismo e Capitalismo - Hans-Hermann Hoppe\r
    Minha visão atual de tudo que nos cerca mudou muito depois dessas obras, por mais que eu discorde um pouco da visão "social-conservadora" de Hoppe.\r
    Bons estudos
  • Erik Frederico Alves Cenaqui  23/10/2011 11:17
    Prezados leitores do IMB\r
    \r
    Gostaria de fazer algumas considerações sobre alguns comentários que eu percebo na internet.\r
    \r
    Eu noto que existem diversos sites na internet que são altamente críticos a certas idéias hegemônicas no Brasil.\r
    \r
    O Instituto Ludwig Von Mises Brasil é um destes sites vez que combate o estatismo de uma forma firme e com idéias muito bem estruturadas e claras.\r
    \r
    Ocorre que, eu noto que quando um texto é aberto para comentários surgem certos tipos de textos muito curiosos.\r
    \r
    Certas pesssoas fazem comentários gigantescos criticando os textos usando "gritos de guerra" e "frases de efeito" típica dos marxistas e que na maioria das vezes são contratidórios vez que tão somente tumultuam o debate de idéias.\r
    \r
    Eu acreditos que estas pessoas são militantes de partidos de esquerda ou estudantes universitários de sociologia, ciência política, dentre outras, que fazem patrulhamento ideológico na internet.\r
    \r
    Um dos objetivos do marxismo cultural é criar um clima de bangunça intelecual como forma de interditar o debate.\r
    \r
    É evidente que os comentários críticos, gigantescos e contraditórios somente são feitos para atrapalhar o raciocinio lógico das pessoas.\r
    \r
    Estes tipos de comentários devem ser tratados com indiferença, mas devem ser mantidos para mostrarem o baixo nível intelectual dos marxistas culturais.\r
    \r
    OBS: Achei muito cômico a sugestão do Deilton de substituir o "estado capitalista" pelo "estado intervencionista". \r
    \r
    Abraços
  • Fernando Z  23/10/2011 12:49
    Deilton,

    Você defende o socialismo e ao mesmo tempo é contra o 1%. Mas o que você não percebe é que o 1% também defende o socialismo e defende as manifestações contra o capitalismo.

    Pelo visto o Estado mínimo, como descrito no livro A LEI, é atacado pelo senhor pois o mesmo seria a proteção do capitalismo, no seu ponto de vista. Porém esse Estado mínimo não existe mais, o senhor está a atacar uma coisa que não existe. E além disso o senhor ataca esse Estado não porque está do lado da tradição austríaca da defesa ferrenha da propriedade, mas pelo contrário, você o ataca porque evidentemente é contrário a propriedade. Resumindo, você ataca algo que está justamente querendo que você ataque!

    Portanto as pessoas aqui não estão sendo desrespeitosas, é que você realmente não entende as besteiras que diz, e elas nem cabem no nível de discussão.

    Para complementar esse artigo, eu gostaria de recomendar uma leitura:
    vo1cefa2la.wordpress.com/2011/10/05/occupy-wall-street-mass-economic-riots-are-now-here-and-america-will-never-be-the-same/

    Nesse texto, conforme já denunciado pelo professor Olavo de Carvalho, mostra-se que Stephen Lerner (agente de Obama) organizou os protestos em Wall Street. E quem mais estaria do lado de Obama senão Wall Street?
  • Ronaldo Quinto  23/10/2011 14:06
    Eu sempre tenho reservas quando o debatedor utiliza expressões como "capitalismo selvagem" ou "neoliberalismo", pois não tem significado no mundo real...são meros chichês repetidos por quem desconhece como as coisas funcionam.
    Costumo dizer que todos fazemos parte do mercado, nós somos seres capitalistas, independente que quão comunista seja, uma vez que sempre estamos "à caça" de oportunidades, ou seja, de comprar o mais barato possível e de vender o mais caro possível...essa é a lógica da maximização do bem estar que todo mundo busca.
    Se acha o contrário, faça o seguinte: seja socialista na ações e não só na palavras, venda o seu carro que vale R$ 10.000 por R$ 1.000! Não sei vc, mas alguém vai gostar.
    O que o Deilton disse é que todos estamos errados em aproveitar as oportunidades, em não agir segundo nossa capacidade...que todos devemos ser medíocres, pois a meritocracia é errada! Parem o mundo que eu quero descer!
    Me corrijam se estiver errado.
  • Deilton  23/10/2011 20:44
    Ronaldo Quinto
    Não foi isso que eu disse, isso é o que você quis entender. Em momento algum eu disse ser contra a meritocracia e competitividade. O que eu disse é que precisamos de uma sociedade mais humana. que não se baseie somente nesses princípios. Precisamos de um sistema tributário mais justo, que não tribute o consumo e o trabalho e sim que seja progressivo sobre a renda. Acho um absurdo quem ganha menos de 5 mil reais ter que pagar imposto de renda, da mesma forma que acho errado quem ganha 100 mil pagar a mesma aliquota de que quem ganha 10 mil. Não sou a favor da expropriação, como foi dito aqui, mas sim de que se cobre impostos sobre grandes fortunas. Quando falo grande fortunas não estou falando de quem tem 1 ou 2 milhões, mas de quem 30 milhões acima, deveria sim pagar imposto sobre o patrimônio, pelo bem de todos. O estado deve prover educação, saúde e segurança para todos. Me diga o que a sua doutrina econômica defende para os mais pobres, que eles continuem pobres? E os miseráveis? Não precisam do estado? Livre mercado? Livre concorrência? Mas não é exatamente da concorrência que nascem os monopólios? Precisamos sim de um estado intervensionista, mas que intervenha pelo bem comum e não a favor de uma minoria. Que tribute a alta renda e os grandes patrimônios e não o consumo e o trabalho. Que garanta o nosso direito de liberdade e propriedade, e não vejo nisso nada de contraditório. Como já disse anteriormente, não existe direito absoluto, nem mesmo o direito a vida é um direito absoluto.
  • Paulo  24/10/2011 03:22
    A crítica de Lew Rockwell aos manifestantes é muito parecida com a crítica de Herman Cain. Para Rockwell, "os manifestantes erraram fragorosamente a identidade dos grupos". Para Cain, os manifestantes "estão direcionando sua raiva ao lugar errado":

    "They might be frustrated with Wall Street and the bankers, but they're directing their anger at the wrong place. Wall Street didn't put in failed economic policies. Wall Street didn't spend a trillion dollars that didn't do any good. Wall Street isn't going around the country trying to sell another $450 billions. They ought to be over in front of the White House taking out their frustration."

    O candidato libertário, Ron Paul, apoiado pelo Lew Rockwell e o Instituto Mises, criticou a posição de Herman Cain e defendeu a ocupação de Wall Street:

    "Well I think Mr. Cain has blamed the victims. There's a lot of people that are victims of this business cycle. We can't blame the victims. But we also have to point - I'd go to Washington as well as Wall Street. But I'd go over to the Federal Reserve. They create the financial bubbles and you have to understand that. You can't solve these problems if you don't know where these bubbles come from."


  • Carlos Araujo  24/10/2011 20:56
    Ou você não sabe inglês, ou deduziu que aqui não há quem saiba e postou isto.
    Em que trecho o Ron Paul diz ser a favor da ocupação?
  • laszlo  24/10/2011 21:48
    Carlos o Ron Paul disse isso no debate dos canditatos a presidente do Partido Republicano uns dias atras, eu estava assistindo e até me surpreendi quando começou a frase, até acho que ele tem razão...tem gente qe perdeu casa e dinheiro (se é por culpa delas mesmas é outra história), a melhor maneira de lidar com a situação é mostrar pra essas pessoas o verdadeiro inimigo.

    E é claro que ele tem que conseguir votos né, inclusive dessas pessoas.
  • Marco  24/10/2011 14:31
    Eu gosto muito do site e também dos comentários do Fernando Chiocca, o único porém é que às vezes ele perde a postura, o que pode acabar ofuscando as respostas dadas.

    Sim, o sujeito ali está falando um monte de contradições. Também sei que muitas vezes enche o saco responder sempre a mesma coisa (embora seja em tópicos diferentes), mas o que custa tomar uma maracugina e responder platonicamente?

    Na minha opnião, o que acaba acontecendo é uma guerra escrita e não um debate de ideias lógicas. No fim das contas vira um mero debate pessoal, em que ótimos argumentos sequer são lidos.

    Beijos e abraços.

    Marco
  • Diego Cardoso  24/10/2011 16:06
    Deilton,

    Não sei se você ainda está acompanhando a discussão. Não tenho vergonha de dizer que alguns dos seus questionamentos já foram os meus. Eu não nasci sabendo economia, muito menos sobre a Escola Austríaca de Economia (a qual considero ainda ter um longo caminho a ser trilhado rumo à profunda compreensão de suas abrangentes ideias).

    Quero tentar contribuir com um raciocínio simples, exposto por Henry Hazlitt. Sugiro, antes de qualquer outra leitura, que dedique um final de semana a um curto livro deste autor: Economia Numa Única Lição (www.mises.org.br/Ebook.aspx?id=25). Não traz jargões, equações ou debates ideológicos. São apenas argumentos claros e francos sobre diversos aspectos econômicos ubiquos, tais como papel do governo, controle de preços e envididamento público. Irá ampliar de forma significativa seu espectro de ideias. Para experimentar, leia os três primeiros capítulos. Não deve tomar mais que meia hora.

    Voltando ao raciocínio, é muito nobre que desejemos que todos os indivíduos neste planeta tenham condições razoáveis de vida: uma boa casa para morar, educação, saúde e alimentação garantidas. Mas consumo depende da produção. Para que alguém possa usufruir de produtos/serviços, ainda que sejam "básicos e mínimos para a dignidade humana", alguém precisa fornecê-los. E esse "alguém" são outras pessoas, que também demandarão serviços/produtos básicos. Pessoas produzem. O estado é incapaz de fazê-lo (na melhor das hipóteses, pagará alguém para fazê-lo com o dinheiro subtraído de outros). Aí reside um ponto frequentemente ignorado pelas teorias socialistas: a escassez. O estado não pode fornecer algo sem custo para as pessoas. Decretos não criam médicos nem alimentos. Esses médicos serão pagos com o dinheiro debitado do que a população produziu. E via de regra (na verdade, sempre), o estado gastará (muito) mais que o necessário e o serviço chegará a menos pessoas que deveria. E o pior: desestimulando aqueles que produzem ao retirar-lhes boa parte de sua produção. No arranjo final teremos produção abaixo do que poderia ser, com grande desperdício de escassos recursos e alocação arbitrária (o estado vai redirecionar os recursos como achar melhor - e esse melhor costuma ser o "amigo" do governante).

    Há ainda uma infinidade ao cubo de coisas a serem ditas. Espero que tenha ajudado em algo e que você possa ler esse livro introdutório a algumas das ideias difundidas por este Instituto.

    Abraços.
  • Arion  24/10/2011 16:27
    Deilton
    Vou te mostrar em uma sintese como o estado rouba quando ele se apropria da criação de dinheiro e o motivo de não pode ser considerado capitalismo o que existe hoje.

    Imagine que em toda a economia do Brasil exista a quantia de R$ 1.000,00 circulando. Todo o dinheiro que existe no país seja este. E que tu deten R$ 50,00.

    Em um sistema de moeda comodity (ou mesmo papel-moeda mas que não tenha alteração na quantidade) em que o governo não pode criar dinheiro do noda com sua impressora tu sempre que conseguir um novo R$1,00 vai ficar R$ 1,00 mais rico.

    Contudo o sistema atual não é de moeda comodity organizada pela sociedade como foi por milhares de anos e sim um papel-moeda de curso forçado (ou seja, torna obrigatório que todas as pessoas naqule país aceitem aquele pedaço de papel como sendo dinheiro) que pode ser criado quando o governo bem entender e somente pelo governo.

    Agora tu imagina que o governo está com dificuldade de pagar suas contas e possui muitos débitos e resolve criar mais R$ 1.000,00 para poder operar melhor.

    Como ele "criou" essa riqueza do nada? Simples, ela não foi criada mas sim roubada de todos os que detinham algum Real momentos antes da criação do novo dinheiro.

    Se existiam R$ 1.000,00 e tu tinha R$ 50,00 e agora existem R$ 2.000,00 e tu continua com os mesmos R$ 50,00 quer dizer que o governo acabou de tirar metade da riqueza que tu tinha. Ele simplesmente te roubou à luz do dia.

    Claro que estou simplificando o sistema. Mas é isso que a inflação monetária representa. Os preços dos bens não sobem, é o valor da moeda que diminui.

    Tu não parece ser tão novo que não lembre do tempo da inflação galopante e de preços indexados. Aquilo ocorria exatamente da forma como eu descrevi acima: O governo tinha dificuldades de pagar as contas então simplesmente imprimia dinheiro novo. Lembra como era? Cada vez que tu recebia um salário ou um pagamento ter que correr para o banco ou para o supermercado para que ainda pudesse ser feito algo antes que o dinheiro perdesse o valor? O problema que havia não era que os produtos subiam mas que a moeda valia menos.

    A outra parte importante é que essa inflação não acontece no mesmo instante da criação do dinheiro de papel novo. Portanto aqueles que recebem primeiro ficam com uma moeda valendo mais. Até todo mundo perceber que a moeda não vale mais tanto, quem já recebeu ela primeiro acabou ganhando uma riqueza grande em cima de quem recebeu depois. A inflaçã monetária não acontece de modo linear.

    Por isso a defesa tão ferrenha que aqui é feita de que o governo simplesmente rouba as pessoas. Existem pessoas, mesmo aqui, que defendem um estado. Um que não regule a economia. Outros que ele apenas atue em áreas muito específicas e de modo restrito e outros que dizem que ele é um mal e totalmente desnecessário.

    Espero que tenha ajudado.
  • Eduardo Maal  25/10/2011 12:36
    Ola a todos,


    Eu nunca comentei neste blog, mas o leio faz quase um ano, junto com LewRockwell.com e a versao americana.


    Concordo 100% com as visoes do Leandro e cia., e acho que ha muitos erros e falacias com socialismo, ou outras tentativas de tirar os direitos de uns para dar aos outros.


    A unica coisa que acho eh que somos minoria neste momento, os libertarios e anarco-capitalistas, e para conseguir ter algum efeito no mundo, temos que disseminar as ideias de liberdade. Eu tambem sinto raiva ao ver alguem como o Deiton e outros repetindo o que viram no Bloomberg e outros, e as vezes ate perco a paciencia em casa, tentando convencer meus pais das ideias da liberdade. Eh dificil, e as pessoas tem muitas ideias erradas na cabeca, e eh cansativo discutir a mesma coisa 50 vezes. Mas eu acho que o importante, eh manter a calma, e tentar acolher as pessoas. O Deiton tinha a primeira metade da ideia certa, mas ele falhou ao identificar os causadores.

    Acho que com calma e paciencia, podemos aos poucos educar as pessoas.

    Concordo com o que disse Mateus, seria bom na pagina "Sobre Nos", ou algum outro lugar, colocassem alguns textos basicos sobre o Libertarianismo, para os que vem ao site por primeira vez. Ao mesmo tempo, sei que isso eh uma tarefa ardua e chata, e eh facil fazer essas sugestoes quando nao sou eu que vou executa-las.
  • M E N A U  01/11/2011 11:43
    Que demos à ideologia o nome que for.\r
    O poder sempre estará na mão dos mais fortes.\r
    A exclusão social é imanente ao desenvolvimento humano.\r
    A diferença vai ficar no quão violenta será essa exclusão, lembrando que o intelectualmente deficiente já o é desde a concepção ou gestação, ou ainda, devido a algum mal no transcorrer da vida, o qual pode torná-lo num peso morto.\r
    Será excluído, tolerado.\r
    Na outra ponta, o gênio empreendedor está fadado ao sucesso.\r
    Ou ainda, com o mesmo destino, o líder nato, ditador ou representante eleito do povo. \r
    Os 2 últimos, privilegiados pela natureza, estarão sempre em vantagem, ainda que adotem meios diversos para o próprio sucesso.\r
    Uma boa parte, com história esparsas de sucesso, são livres para cuidar do próprio destino.\r
    A grande maioria, porém, é gado, seja qual for o regime social adotado.\r
    \r
    O estado deveria ser mínimo onde o egoísmo o fosse na mesma proporção.\r
    Poderia o estado até ser descartado por completo, mas a humanidade não chegará nesse nível de desenvolvimento, por completa incompatibilidade.\r
    Mudam-se os atores, o cenário, o enredo, a época, mas a vaidade de achar que um ou outro regime político econômico, da própria preferência, seria sim a suprema pancéia, isto é atemporal, onipresente.\r
    Os extremos deveriam ser evitados, a doutrina do meio preservada, já dizia Confúcio.\r
    Assim, não interessa perecer como gado, tampouco se achar à altura de comandar um semelhante.\r
    \r
    Toda a nação troça das outras e todas têm razão.\r
    Arthur Schopenhauer\r


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